Pesquisador do HU-UFSC avalia impacto do SARS-Cov-2 sobre DNA de pacientes e risco de desenvolver câncer

28/06/2021 09:52

Uma pesquisa desenvolvida no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) tem o objetivo de identificar o impacto do vírus SARS-Cov-2 sobre o DNA de pacientes com casos graves de Covid-19 e verificar se estes pacientes têm um risco maior de desenvolver câncer por causa desta infecção. Os estudos estão na fase de coleta e a expectativa é de que até o final do ano os dados e a análise sejam apresentados.

O estudo, chamado de “Análise de Instabilidade Genômica em Pacientes com Covid”, é conduzido pelo biólogo do HU e professor orientador do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da UFSC, Sharbel Weidner Maluf, e faz parte de um projeto maior desenvolvido por pesquisadores da UFSC chamado “Busca de marcadores genéticos e epigenéticos em pacientes com Covid”.

Sharbel Maluf explicou que não há motivo para alarme, pois as mutações no DNA são frequentes em qualquer pessoa, mas há alguns fatores que podem aumentar estas mutações. “Há vários fatores de risco, como o tabagismo, por exemplo. Se você pegar um grupo de fumantes e comparar com um grupo de não fumantes, o primeiro vai ter um impacto maior no DNA, aumentando o risco de câncer. O mesmo pode acontecer com o uso de agrotóxicos em trabalhadores do campo”, detalhou o professor.

Pesquisadoras observam material de pacientes com Covid coletado para o estudo sobre impacto no DNA. Foto: Sinval Paulino.

Na prática, o professor e os estudantes que fazem parte da pesquisa avaliam se o genoma dos pacientes pesquisados tem maior chance de estar instável. “Já se sabe que o vírus tem esta característica de alterar o DNA, o que acontece, por exemplo, no caso do HIV. O que nossa pesquisa pretende é justamente ver qual é a quantidade de alterações no DNA dos pacientes com Covid”, resumiu o pesquisador.

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC)

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Ciência e Universidade ampliam compreensão sobre questão LGBTQIAPN+ e impactam realidade

28/06/2021 08:05

Pesquisar, informar, divulgar, formar e incluir. São muitos os verbos que se aplicam à função da Universidade como parte da luta da comunidade LGBTQIAPN+, que celebra no dia 28 de junho o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. Para além de um papel pedagógico – o que abrange, por exemplo, a necessidade de explicar a sigla e combater o preconceito – as ações realizadas por núcleos dedicados a estudar o assunto formam profissionais conscientes de uma questão social importante, podendo, inclusive, impactar a realidade.

>> LGBTQIAPN+: mais do que letras, pessoas

Um desses impactos mais diretos veio por meio de um estudo do qual o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) – pioneiro na UFSC e no Brasil – participou. Em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Goiás, o núcleo realizou, já na primeira década dos anos 2000, uma pesquisa então inédita sobre conjugalidades e parentalidades LGBTQIAPN+ no país. Seu desdobramento, segundo lembra a coordenadora do NIGS, Miriam Grossi, foi importante para a decisão do STF de equiparar a conjugalidade de pessoas do mesmo sexo com o casamento heterossexual. “Sem dúvida pesquisas científicas são fundamentais, sobretudo neste momento de grandes retrocessos políticos para que a sociedade entenda que pessoas LGBTQI+ são cidadãos como os outros e que têm o direito de se casar, ter filhos, serem amados por suas famílias”, pontua.

Recentemente, o Núcleo de Direitos e Diversidade (NEDD) também uniu o campo da pesquisa à intervenção social: um dos estudos executados pela equipe levou à propositura da ação que reconheceu o direito de constar na certidão de nascimento o real gênero a que uma pessoa se sentia pertencente. “No caso em particular, por tratar-se de uma pessoa não binária, a conquista se deu justamente pelo direito de não constar nenhum dos gêneros binários”, lembra o líder do grupo, professor Clarindo Epaminondas.

Para o professor, a ciência que é produzida nas universidades pode ser considerada responsável por uma mudança de paradigma sobre temas como casamento igualitário, autodeterminação de gênero e sexo e outros temas, o que reforça a correlação direta entre a ciência e o mundo. “Ao contrário do que se pareça, estudar a diversidade sexual inclui entender como funciona a sociedade”, pondera.

Os casos de impacto direto na realidade podem ser considerados paradigmáticos por gerarem rupturas e provocarem mudanças na vida cotidiana de cerca de 15% a 20% da população, conforme indica o professor Rodrigo Moretti, do Epicenes: Núcleo de Estudos em Gênero e Saúde. “A gente deve lembrar que a ideia de minoria é um termo da ciência política e se refere à minoria nas decisões, não em termos numéricos. Então, por mais que a gente provavelmente tenha uma porcentagem maior de pessoas heterossexuais e cisgêneras na humanidade, as pessoas LGBT+ também estão presentes”, afirma, reforçando a relevância de lançar o olhar da ciência ao assunto.

Para a professora Olga Regina Zigelli Garcia, líder do Laboratório Interdisciplinar de ensino, pesquisa e extensão em sexualidades (Afrodite), a universidade, por meio da pesquisa, tem o papel não só de colaborar com as diferentes formas de existência, como de compreender que a existência dentro da diferença tem muito a agregar para o próprio pensamento científico. “Os campos de saber precisam cuidar da diversidade nos espaços de formação para que ela se torne um lugar próspero, um lugar frutífero. Neste caso, é preciso instituir programas sérios de acesso, permanência e êxito de discentes, bem como promover cursos não só para docentes e discentes, mas fundamentalmente para os papéis de poder dentro das instituições”, comenta.

Informar e divulgar

De acordo com o pesquisador Assis Felipe Menin, do Instituto de Estudos de Gênero (IEG), um dos principais centros de pesquisa sobre o assunto no Brasil, o relatório mais recente da Acontece Arte e Política LGBTI+ e Grupo Gay da Bahia, indica que 237 pessoas foram mortas de forma violenta em 2020 “simplesmente por expressarem e viverem aquilo que são”. Menin ressalta que esse número pode ser maior, já que muitos casos não entram na lista das violências da população dissidente sexual. “Logo, o pessoal é político, e a universidade, por excelência, tem a função de compreender os fenômenos sociais”.

Imagem de SatyaPrem por Pixabay

Os núcleos de ensino, pesquisa e extensão cumprem um papel adicional nesse cenário: contribuem com a informação, uma das principais ações contra o preconceito. Só no IEG, são 21 laboratórios, da UFSC e de outras instituições, preocupados com a temática. O instituto é formado por frentes de atuação que dão visibilidade ao assunto, entre eles o Fazendo Gênero, simpósio internacional que ocorre desde 1994, o Centro de Documentação (CEDOC-IEG), uma biblioteca especializada em estudos das sexualidades dissidentes e hétero, o Espaço Cultural Gênero e Diversidade e a Revista Estudos Feministas. “A preocupação do IEG nesse momento, para além das frentes dos estudos e pesquisas na interseccionalidade de gênero, raça, feminismos entre outros, é no fortalecimento do ensino, pesquisa e extensão”, registram.

A professora Miriam Grossi, do NIGS, reforça a importância do projeto de extensão Papo Sério, que foi desenvolvido por mais de uma década pelo núcleo. “Fazíamos oficinas de sensibilização a estas temáticas em escolas públicas da Grande Florianopolis”, lembra. O projeto foi paralisado por conta da pandemia, mas as investigações do núcleo continuam. “O grupo está dedicado a entender questões como envelhecimento de gays, impacto das políticas conservadoras contra a diversidade sexual no espaço da escola, violências contra estudantes LGBT em escolas, como gays produzem conjugalidade a partir da decoração de suas casas”, comenta.

No Afrodite, atualmente, 25 estudantes da graduação à pós-graduação de diversas áreas do conhecimento, mais sete pesquisadores e um servidor técnico-administrativo atuam no ensino, pesquisa e extensão. Um dos eixos é justamente voltado para o desenvolvimento de formações mensais nas temáticas de gênero, diversidade sexual e sexualidades que são abertas ao público em geral e obrigatórias para pessoas que compõem o grupo. “Estudar questões relacionadas à diversidade sexual é contribuir para o entendimento de que cada pessoa é única em seu processo de viver e, portanto, deve ser respeitada em suas especificidades”, afirma a coordenadora Olga Regina Zigelli Garcia.

O Epicenes também alia a pesquisa, o ensino e a extensão em suas práticas, atuando em campo interdisciplinar. O grupo promove pesquisas nas temáticas de Gênero e de Diversidade Sexual aplicadas à saúde, mas também é espaço formativo para profissionais de saúde e das ciências sociais. “Se a gente for pensar, seja no âmbito da educação ou da saúde, você desconsiderar uma característica tão importante quanto a orientação afetiva, a expressão de gênero e orientação sexual das pessoas é você desconsiderar vários elementos que fazem com que essas pessoas tenham uma vida diferente dos outros 80%. Isso é uma percentagem muito significativa”, explica Moretti.

Formar e incluir

Imagem de Free-Photos por Pixabay

A formação de profissionais atentos às diversidades e a sua inclusão efetiva é outro eixo de ação dos núcleos que tematizam a questão LGBTQIAPN+ na UFSC. Menin, do Instituto de Estudos de Gênero, lembra que a universidade, aliada à ciência, pode contribuir com a pluralidade e o respeito às sexualidades dissidentes no seu ambiente – e que o ingresso dessa parcela da população é o primeiro passo para acolher esses grupos que historicamente sempre estiveram fora.

“Uma dessas ações, entre outras, é a abertura de cotas para o ingresso das identidades trans nos programas de pós-graduação, que garantem a apropriação desse saber científico e a mobilização de diferentes formas de saberes”, indica. “Ao acolher essa população e as suas especificidades, que não estão relacionadas apenas às demandas mais urgentes da violência física, mas da ordem do psicológico, do jurídico, da saúde, a universidade pública contribui para a sua pluralização”, complementa.

O professor Moretti, do Epicenes, acredita que a Universidade pode contribuir com a formação de sujeitos capazes de compreender as diversidades e de serem sensíveis a ela. Para ele, uma instituição como a UFSC pode atuar em dois grandes blocos: mapear, por meio das pesquisas, o que essas pessoas passam nas suas vidas, articulando diferentes campos do saber, e formar profissionais aptos a lidarem com isso. “Cada vez mais a universidade forma estudantes nessa temática e, com toda certeza, quanto mais isso ocorre, mais você vai ter futuros profissionais nos diversos campos do saber e da sociedade atuando em prol das pessoas LGBT+”.

Este aspecto também é lembrado pelo professor Epaminondas. Conforme explica, a divisão sexual biológica está impregnada em todos os setores da coletividade, o que por si só já justifica a importância de estudá-la. “Estudar e/ou pesquisar sobre diversidade sexual implica conhecer os mais profundos preâmbulos da sociedade e, como tarefa principal, está a de sugerir intervenções na forma como a diversidade sexual deve ser encarada, discutida e ensinada e compartilhada”, define. O professor explica que os estudos sobre os gêneros e as sexualidades são relativamente novos, e as ciências sociais são a base que permitem o acesso e a problematização de questões que se referem à diversidade. “No Brasil e no ocidente, como regra, foi justamente no âmbito das universidades públicas que tais discussões ganharam eco”, diz.

Por isso, a inclusão de disciplinas que tematizem o assunto também é citada pelas lideranças dos núcleos como fundamental. A professora Olga acredita que é necessário dar visibilidade ao assunto nos currículos. “É necessário que estas discussões façam parte da grade curricular, não apenas com disciplinas eletivas, mas também inserindo disciplinas obrigatórias voltadas a estas temáticas, abordadas de forma interdisciplinar em todas as cadeiras, independentemente da área de formação, incluindo na formação discente não apenas saberes técnicos, mas também pensamentos críticos”.

Para a professora Miriam Grossi, estudar as questões relacionadas à diversidade sexual é muito importante para a sociedade brasileira, pois trata-se de uma questão central da democracia. Menin registra que, historicamente, até pouco tempo estas pessoas eram consideradas doentes. As identidades trans, por exemplo, eram percebidas como portadoras de transtornos mentais. Os preconceitos sobre as sexualidades dissidentes, de acordo com o pesquisador do IEG, ainda geram injustiças e problemas sociais. “Espera-se, portanto, que esse conhecimento produzido na universidade pública seja benéfico em aspectos culturais,sociais, intelectuais e econômicos para essa parcela da população”, diz.

Núcleos da UFSC voltados à temática

Instituto de Estudos de Gênero

O Instituto de Estudos de Gênero é uma referência central quando o assunto são as questões relacionadas à temática LGBTQIAPN+. Profissionais da UFSC também estão ligadas à organização, que reúne seis frentes de atuação, vários laboratórios e núcleos voltados aos estudos de gênero, feminismos, sexualidades, diversidades, interseccionalidades, etc. O Afrodite e o NIGS, por exemplo, fazem parte do IEG.

Epicenes

Epicenes: Núcleo de Estudos em Gênero e Saúde tenta se constituir como um grupo de pessoas que promovem pesquisa nas temáticas de Gênero e de Diversidade Sexual aplicadas à saúde, mas também enquanto espaço formativo para profissionais de saúde e das ciências sociais, assim como de articulação junto aos Movimentos Sociais.

NEDD

O Núcleo de Estudos em Direito e Diversidades (NEDD) tem enfoque nas temáticas da diversidade sexual e diversidade de gênero.

Afrodite

O Laboratório Interdisciplinar de ensino, pesquisa e extensão em sexualidades – AFRODITE – visa o fomento das discussões sobre gêneros e sexualidades, visando o respeito às diferenças, tendo em consideração os marcadores socioculturais e o direito das pessoas vivenciarem suas sexualidades em suas singularidades, livres de discriminação e preconceito

Margens

Criado em 1996, o Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens) integra estudantes e profissionais em temáticas sobre gênero e sexualidades em uma abordagem crítica e feminista, em âmbitos local, estadual, nacional e internacional. Possui rede consolidada em parcerias com IES, por meio de ex-doutorandas/os que, agora docentes, coordenam suas próprias equipes.

N’aya

O Núcleo Aya (N’Aya) foi forjado no âmago dos movimentos sociais de Travestis, Transexuais, Transmasculines e Não-bináries do Sul Global e, segundo sua carta de princípios, é “um locus de intelectualidades, sabedorias e experiências travestis e trans no âmbito da Universidade Federal de Santa Catarina com legitimidade de atuação dentro e fora da instituição, com caráter de produção, multiplicação e reflexão de pesquisas e ativismos”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Publicações de autoria feminina se destacam na classificação da UFSC em ranking internacional

24/06/2021 09:56

Ranking avalia proporção de autoras em publicações acadêmicas. Foto: Christin Hume/Unsplash

O número de publicações de autoria feminina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se destaca na classificação do Leiden Ranking, produzido pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS), da Universidade de Leiden, na Holanda. Entre os quatros indicadores existentes no levantamento, ‘Gênero’ coloca a UFSC em sua melhor colocação entre as 1.225 universidades avaliadas em 69 países.

O Leiden Ranking é baseado em dados bibliográficos de publicações científicas, em particular em artigos publicados em revistas científicas. Atualmente, baseia-se no banco de dados Clarivate Analytics Web of Science como fonte primária e não usa dados obtidos diretamente das universidades. Na listagem, são considerados quatro parâmetros de análise: 1. Impacto científico (artigos publicados na base de dados Web of Science de 2016 a 2019); 2. Colaborações (artigos em parceria com outras instituições); 3. Acesso aberto (proporção de artigos livres em relação aos restritos); 4. Gênero (proporção de autoras).

Quando considerados os indicadores ‘Impacto científico’, ‘Colaborações’ e ‘Acesso aberto’, a Universidade figura entre as posições 430 e 480 no ranking internacional. Na classificação por gênero, a instituição catarinense passa a ocupar o 334º lugar, sendo a 10ª melhor colocada na América Latina e 8ª no Brasil. O levantamento contabiliza 17.741 publicações pela Universidade, sendo 7.185 delas (40,5%) de mulheres. Há ainda 811 publicações registradas como gênero desconhecido.

A professora Maique Weber Biavatti, superintendente de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), afirma que o ranking reforça a posição da Universidade vista em outras classificações, mas considera que a falta de recursos para pesquisa brasileira dificulta a competitividade com as melhores instituições do mundo. “A UFSC tem um protagonismo bastante importante na ciência brasileira considerando o tamanho da Universidade e a abrangência dela. Sempre ficamos entre as dez melhores universidades em vários rankings. Quanto à classificação mundial, sabemos que somos um país periférico, então é muito difícil chegarmos no mesmo ponto onde estão países centrais e que recebem um grande financiamento. Acho que fazemos um trabalho milagroso diante do baixo financiamento que temos. E para o incentivo à pesquisa, infelizmente, não é um cenário favorável este que estamos vivendo”, avaliou.

Ainda em relação ao indicador ‘Gênero’, chama a atenção a proporção na divisão por áreas do conhecimento. A única em que o percentual de publicações femininas é superior às masculinas é na área das Ciências biomédicas e de saúde: 3.132 autorias masculinas (49,6%) e 3.186 autorias femininas (50,4%). Nas demais, a representatividade feminina é inferior. Nas Ciências da computação e Matemática, por exemplo, a participação das mulheres constitui apenas 10% do total de publicações (ver tabela abaixo).

Autoria masculina Autoria feminina
Ciências biomédicas e de saúde 3.132 (49,6%) 3.186 (50,4%)
Ciências da vida e da terra 2.495 (55,5%) 2.000 (44,5%)
Ciências da computação e Matemática 1.033 (90%) 115 (10%)
Ciências físicas e Engenharias 3.598 (67,4%) 1.737 (32,6%)
Ciências sociais e humanas 298 (67,1%) 146 (32,9%)

Para a professora Maique, a leve vantagem em uma das áreas não é suficiente para consolidar uma maioria. “Compartilhar o protagonismo, do ponto de vista de igualdade, seria 50%. Mas se você considerar que nas Ciências da saúde, em geral, historicamente a participação feminina é muito superior a 50,4%, então não chega a ser representativa, uma vez que a área é predominantemente exercida por mulheres. Ainda há uma participação masculina bastante grande, apesar de a maioria das pessoas que se formam na área da Saúde serem do sexo feminino”, salientou.
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SBPC elege nova diretoria, que terá professora da UFSC como integrante

23/06/2021 11:20

Professora Miriam Grossi fala durante abertura da sétima edição do curso Gênero e feminismos, na UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Com 60% de participação – o maior índice dos últimos dez anos – a votação nas eleições para renovação da Diretoria, Conselho e Secretarias Regionais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) terminou nesta terça-feira, 22 de junho. O filósofo e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, venceu a disputa com o neurocientista Carlos Alexandre Netto e será o novo presidente da entidade em substituição a Ildeu de Castro Moreira. Janine Ribeiro obteve 1.205 dos 1.914 votos contra 617 de Netto. Foram eleitos para os cargos de vice-presidentes a socióloga Fernanda Sobral (atual vice de Moreira) e o físico Paulo Artaxo. Sobral teve 1.116 votos e Artaxo 683.

Sete mulheres vão compor a diretoria, um número inédito na história de 73 anos da SBPC. São elas: Claudia Linhares Sales, atual secretária, eleita secretária-geral com 1.747 votos; as três vagas de secretaria, preenchidas pela professora do Departamento de Antropologia da UFSC Miriam Pillar Grossi (1.227 votos), juntamente com Laila Salmen Espíndola (1.016) e Francilene Procópio Garcia (939); e as duas vagas de Tesoureiras: a primeira ficou com Marimélia Porcionatto (1.698) e a segunda com Ana Tereza de Vasconcelos (1.312).

Miriam Pillar Grossi credita esta representatividade como consequência da forte presença de mulheres no campo científico brasileiro – já são mais de dez anos com mais mulheres sendo tituladas com doutorado do que homens no país.  “A SBPC reflete este movimento, mas ele não é espontâneo, é fruto de um projeto político e de articulação. Na eleição dei muita ênfase em haver maior representação de mulheres”, comenta Miriam.

Historicamente a ciência se desenvolveu nas regiões mais ricas do país, sobretudo no Sudeste, e por isto as regiões Norte, Centro Oeste e Nordeste são pouco representadas nas associações do campo científico, lembra a professora da UFSC. Entretanto, ocorreu “um momento de transformação e maior diversidade regional com a criação de universidades federais nos governos Lula e Dilma, para muitos lugares, especialmente no interior. Esta expansão levou à ampliação de mercado de trabalho”, explica Miriam.

As renovações começaram a ser refletidas pelas políticas de ações afirmativas, com uma forte demanda e presença de negros e indígenas nas universidades, destaca a pesquisadora da UFSC. Dos grupos com pouca representatividade nas entidades científicas, o das mulheres foi o primeiro a furar a barreira, aponta Miriam. “A ciência não é só masculina, mas branca. Já conseguimos um lugar ao sol, mas estão sendo eleitas agora mulheres ainda brancas. de camada média. É um primeiro rompimento epistêmico, com outros corpos e formas de pensar no campo científico, mas não se transforma isto  do nada, precisamos de muitas lutas e demandas” salienta a professora da UFSC.

Outro elemento diferente no pleito da SBPC, observa Miriam, foi a eleição de um representante das Ciências Humanas na presidência, o professor Renato Janine Ribeiro, além de uma vice socióloga (Fernanda Sobral). “Represento a Antropologia da UFSC , e tradicionalmente, a SBPC teve biólogos, físicos, engenheiros na sua direção, com poucas pessoas da área de humanas. Vai ser importante ter pessoas com essa formação num momento de corte verbas governamentais, num momento de análise e interpretação, que é a grande contribuição da pesquisa de políticas sobre a vida social. Mais do que nunca, as ciências humanas são fundamentais”.

A professora da UFSC destacou a luta do atual presidente da SBPC, Ildeu Moreira, contra o corte de verbas na ciência brasileira: “É uma liderança impressionante, com forte articulação no Congresso pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Garantido em lei, esse fundo não pode ser contingenciado. Desde ano passado, o governo não disponibilizou os recursos, já foi alertado pelas questões legais de não aplicação, mas infelizmente está parado na execução pelo Ministério da Economia”.

A implicação da falta de verbas para pesquisa na sociedade pôde ser vista com maior facilidade por conta da pandemia, diz Miriam. “Se tivesse maior investimento na pesquisa, poderíamos ter resposta mais rápidas e imediatas. O número de 500 mil mortes poderia ser evitado com  maior investimento da ciência. Autonomia de saber é algo que constrói soberania e desenvolvimento. Um dos grandes problemas da pandemia é o tal IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que só a China produz. Se a gente tivesse maior investimento, esse tipo de dependência poderia estar superado”.

Outra ameaça observada pela SBPC na atual gestão e que terá continuidade na nova será a defesa da liberdade de cátedra – a entidade lançou o Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade para lidar com o tema. “É algo que está sob forte ameaça. Vai ser outra ação que a nossa gestão vai dar continuidade. Os casos de cientistas sendo acuados na sua forma de pensamento são muitos. O professor Conrado (Hübner Mendes) da USP escreveu um artigo e está sendo processado. Não é o único”.

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Nova versão do Guia de Biossegurança da UFSC orienta sobre atividades excepcionais que poderão ser feitas em formato presencial

22/06/2021 15:55

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na sexta-feira, dia 18 de junho, a versão atualizada do seu Guia de Biossegurança, com informações a respeito da condução de atividades presenciais, em caráter de excepcionalidade, durante a atual fase da pandemia. Dentre as principais alterações está um incremento nas atividades que poderão ser desenvolvidas presencialmente.

O Guia, que teve sua primeira versão publicada em novembro de 2020, traz, em sua recente atualização um esclarecimento: “um eventual retorno das atividades presenciais na UFSC, por ora ainda suspensas, será orientado pelos conhecimentos advindos do progresso científico, que vêm sendo sistematizados pela Universidade e por orientações das autoridades sanitárias nacional, estadual e municipais e, ainda, pelos cenários delineados pela Comissão Permanente de Monitoramento e Acompanhamento Epidemiológico”.

A UFSC continua observando a Fase 1 – cenário em que a doença não está controlada no Brasil ou em Santa Catarina, com aumento permanente do número de casos e óbitos e alta taxa de contágio. As atividades presenciais seguem suspensas até 2 de outubro de 2021, de acordo com a Portaria Normativa Nº 390/2021/GR, de 1º de abril de 2021.
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Estudo preliminar indica que exercícios físicos melhoram sintomas de sequelas de Covid-19

21/06/2021 15:26

Foto: divulgação

Mesmo recuperada da covid-19, Janice Daniel Dal Toe, 59 anos, sentia as sequelas da doença: forte falta de ar, cansaço e dor de cabeça. Em novembro do ano passado, ela começou a participar de um programa de reabilitação realizado por meio de exercícios físicos. “Quando iniciaram as atividades, queria até desistir porque não tinha força”’, conta. “Mas a cada dia que fazia os exercícios ia melhorando. Graças a essa reabilitação posso dizer que estou curada, não tenho sequelas”.

Janice e o marido Idoclecio Biff Dal Toe, 62 anos, moradores de Morro Grande, tiveram Covid-19 em agosto e, em novembro, ainda sentiam as sequelas da doença. Então se inscreveram para participar de um programa de reabilitação, o RE2SCUE: REabilitação REspiratória em Sobreviventes da Covid-19. O projeto de pesquisa conta com financiamento do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com bolsas de estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

O estudo, que completou a fase piloto em fevereiro com a reabilitação de dez pacientes, é liderado pelo pesquisador Aderbal Silva Aguiar Junior, professor do Departamento de Ciências da Saúde do Campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Observamos uma melhora de 90% nos sintomas de fadiga, dispneia, nas dores e na ansiedade dos pacientes, principais sequelas da doença. Também aumentou a capacidade funcional deles, importante para o dia a dia e retorno ao trabalho”, explica Aguiar Júnior.
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Pneumologista do HU reforça importância de tratamento dos pacientes asmáticos durante a pandemia

21/06/2021 11:44

O dia 21 de junho marca o início do inverno no Brasil e, também, reforça os cuidados com uma importante doença crônica: a asma. A data, definida pelo Ministério da Saúde como o Dia Nacional de Controle da Asma, é oportunidade para esclarecer sobre o tema, sobretudo durante a pandemia de Covid-19, conforme lembra a chefe da Unidade do Sistema Respiratório do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), a pneumologista Elaine Cristina Caon de Souza Bulsing.

Ela explicou que a Covid-19 representa um risco maior para os pacientes que têm as formas mais graves da asma, mas aqueles que têm a forma mais leve da doença e mantêm o tratamento adequado têm chances iguais à de uma pessoa sem asma. “A asma, quando tratada, não piora a chance de ter a Covid ou sequelas”, explicou a médica.

Segundo ela, o que vai afetar estes pacientes, além do perfil do asmático, é a própria Covid. “Por isso, é importante manter os cuidados para todos – usar máscara, isolamento social, distanciamento e vacinação com as duas doses”, explicou Elaine Caon, reforçando que a maioria dos asmáticos pode levar uma vida normal com os devidos cuidados e tratamento.

De acordo com a pneumologista, o HU-UFSC atende pacientes com casos mais graves no Ambulatório de Pneumologia e no Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva), onde são feitos exames e pesquisas. “As formas mais leves geralmente são tratadas nas Unidades Básicas de Saúde”, explicou a especialista.

Ela acrescentou que a chegada do inverno no Brasil, que coincide com o Dia Nacional de Controle da Asma, pode afetar a rotina do asmático, já que neste período acontecem mais crises, há uma maior circulação de vírus que causam doenças respiratórias e a própria temperatura mais baixa pode causar crises em alguns pacientes asmáticos. “Tudo isso reforça a necessidade de controle, medicação indicada pelo profissional e cuidados básicos”, finalizou.

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago/HU-UFSC

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Vídeo apresenta Fortalezas.org, site com mais de nove mil imagens de fortificações

21/06/2021 11:28

A Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC) está disponibilizando o vídeo completo do evento online o Banco de Dados Internacional Sobre Fortificações – Plataforma fortalezas.org – completa 13 anos de lançamento com conversa virtual, onde é possível conhecer essa ferramenta e saber como colaborar com seu acervo.

O bate-papo sobre o Banco de Dados Internacional sobre Fortificações (fortalezas.org) ocorreu em 10 de junho, como parte da programação da 5° Semana Nacional de Arquivos. O evento (veja vídeo abaixo) contou com a participação do especialista em fortificações e criador do banco de dados, arquiteto Roberto Tonera; de José Cláudio dos Santos Júnior, presidente do Comitê Científico Internacional de Fortificações e Patrimônio Militar (ICOFORT), e de Carlos Luís Marques Castanheira da Cruz, doutor em História Insular e Atlântica pela Universidade dos Açores e pesquisador na mesma instituição. O bate-papo foi mediado pela coordenadora da CFISC, Geisa Pereira Garcia.

Durante o evento, o público teve oportunidade de conhecer mais sobre o Banco de Dados Internacional Fortalezas.org – ferramenta virtual multimídia e colaborativa de consulta e alimentação de conteúdos sobre fortalezas, fortes, castelos e demais construções fortificadas em todo o mundo.

A plataforma digital Fortalezas.org, desenvolvida a partir de 1999, foi lançada na internet em 2008, e é mantida atualmente pela CFISC, setor vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O acesso ao banco de dados para pesquisa é livre e gratuito, bastando acessar o website fortalezas.org. A ferramenta, em permanente atualização, traz hoje mais 2.500 fortificações, mais de 9.200 imagens, mais de 300 vídeos, mais de 3.700 bibliografias, além de notas biográficas de quase 1.000 personagens históricos, entre outros conteúdos, como ilustrações, mapas, documentos históricos e textos variados.

A apresentação do Banco de Dados Internacional sobre Fortificações (fortalezas.org) foi uma das atividades da 5ª Semana Nacional de Arquivos, promovida pelo Arquivo Nacional.

Para outras informações, consulte o post anterior.

Tags: Coordenadoria das FortalezasFortalezas da UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Banda Calafate participa do Talk Show do Projeto 12:30 na quarta-feira, dia 23 de junho

21/06/2021 11:17

O Projeto 12:30 lança na próxima quarta-feira, 23 de junho, mais uma edição do Talk Show 12:30. A entrevista com a banda Calafate será transmitida pelo canal do YouTube do projeto, às 12h30. Participam do bate-papo Matheus de Souza, Luigi Bogoni, Christiano Poletto e JC Matias.  A atividade encerra o primeiro semestre do novo formato do Projeto 12:30 que, junto da “Live 12:30”, são as atividades quinzenais oferecidas durante a pandemia, como forma de adaptação das apresentações nos meios virtuais.

Calafate

A banda nasceu em 2015, com um grupo de amigos que se reuniam para sessões de improvisação musical em Florianópolis. A partir de então, passaram a se apresentar em eventos, casas de show e festivais em Santa Catarina, incluindo diversas participações no Projeto 12:30 da UFSC. Em 2016, a Calafate realizou uma turnê pela Argentina e intensificou a produção de músicas autorais. No início de 2018, o grupo lançou o seu primeiro álbum — intitulado “Biblioteca do Universo” —que contém 11 faixas autorais, junto ao videoclipe da música “Trombeta dos Anjos”. No álbum é possível identificar a diversidade dos ritmos que influenciam a banda, sendo uma mistura de estilos nacionais e internacionais, com temas inspirados desde o blues até a capoeira. Além disso, as músicas são marcadas por letras que exploram experiências de expansão da consciência, espiritualidade e vivências do cotidiano. 

Integrantes

Matheus de Souza (Pepe): vocalista, compositor e multi-instrumentista começou a tocar violão com oito anos de idade, no interior do Paraná. Além de cantar, iniciou na Calafate tocando guitarra e, mais tarde, inseriu o trompete na banda. Também atua como músico e compositor em outros projetos, com foco no trompete e no violão, e trabalha como educador.  Está se graduando no curso de Música da UDESC.

Luigi Bogoni: baixista, o músico foi influenciado por vários grupos como Novos Baianos, Ponto de Equilíbrio, Dazaranha e outros. Internacionalmente, Stevie Wonder, Funkadelic, Sublime e Bob Marley são alguns dos artistas que compõem o eclético repertório musical do baixista. Além de músicas tradicionais, também tem influência nas músicas folclóricas da região serrana do estado.

Christiano Poletto: tecladista e vocalista, tem sua gênese musical no rock que ouvia durante a adolescência. O músico procura absorver ensinamentos de cada um dos diferentes estilos musicais que surgem ao longo de sua vida e misturar com Jazz, Reggae, Rock, música clássica e ritmos latinos.

JC Matias: baterista, teve os primeiros contatos com o instrumento quando tinha apenas 5 anos de idade. Entrou como baterista da Calafate em 2018 e busca trazer ao repertório da banda um pouco de suas influências de bandas como Charlie Brown Jr, Red Hot, Blink.

Augusto Vedana (Guga): guitarrista, ingressou no mundo da música aos 11 anos de idade. Tem influências que transitam do Rock à MPB e do Soul ao Hip-Hop, contribuindo com mais um contraste para a sonoridade da Calafate, seja colaborando com ideias para as composições, ou nas improvisações das guitarras.

Jorge Maciel: saxofonista, iniciou a caminhada musical quando criança, tocando flauta doce até encontrar-se com o saxofone. Suas principais influências musicais vêm do jazz, reggae e blues, através de artistas como Bob Marley, The Congos, ZZ Top, Jeff Cofins, Pink Floyd e Tame Impala.

Cristhian Summers: baterista, tem sua raiz musical nas vertentes do rock dos anos 90. Logo migrou ao Reggae e, ao conhecer a banda Calafate, passou a fazer parte do intercâmbio musical com os integrantes, conhecendo e assumindo novos gêneros musicais como o Funk, o Soul, entre outros.

André Poletto: guitarrista, ingressou na banda Calafate em 2016.  Suas influências musicais variam desde linhas de guitarra mais rítmicas, como representadas pelo funk de James Brown e Tim Maia, a estilos marcados como os de The Meters e Funkadelic. Atualmente, tem aprofundado seus estudos no violão.

Serviço:

O quê: “Talk Show 12:30” com a banda Calafate.
Quando: 23 de junho de 2021, quarta-feira, às 12h30.
Onde: Canal do You Tube – Projeto 12:30 UFSC
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.
Contato: projeto1230@contato.ufsc.br ou com a coordenadora Bianca Kaizer pelo e-mail: bianca.kaizer@ufsc.br

Mais sobre o Projeto 12:30 em  www.dac.ufsc.br  e através das redes sociais (@projeto1230.ufsc).

Redes sociais da banda: @calafate_oficial

Projeto 12:30

Projeto cultural permanente há três décadas, é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Projeto 12:30 apresenta, quinzenalmente, às quartas-feiras, durante o período letivo, atrações culturais gratuitas, na grande maioria de música, junto à Praça da Cidadania, em frente ao Centro de Cultura e Eventos da UFSC, no campus da Trindade. Em períodos de atividades presenciais, o Projeto ocorre quinzenalmente no campus Trindade, e, uma vez ao mês, no Centro de Ciências Agrárias, o CCA, no bairro Itacorubi.

Atualmente, houve a necessidade de mudanças no formato das apresentações, provocada pelo momento de pandemia e pelo adiamento das atividades presenciais na UFSC. Por isso, a programação do Projeto 12:30 está totalmente digital. As atividades ocorrem a cada 15 dias, nas quartas-feiras, pelo canal do You Tube do Projeto 12:30, de forma alternada entre “Talk Show 12:30” — que são entrevistas previamente gravadas — e “Live 12:30”, com transmissões ao vivo.

Texto: Bianca Kaizer de Oliveira – Coordenadora do Projeto 12:30 / DAC / SeCArte / UFSC,  com informações da banda.

Tags: CalafateProjeto 12:30Talk Show 12:30UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto de reabilitação pós-Covid da UFSC Araranguá pode tornar-se serviço público no município

18/06/2021 16:18

Um estudo clínico desenvolvido pelo Laboratório Biologia do Exercício Físico (LaBioEx) do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde (CTS) do campus da UFSC de Araranguá poderá transformar-se em um serviço público para atendimento à população do município. O projeto Reabilitação para Sobreviventes da Covid-19 (RE2SCUE) tem o objetivo de desenvolver um protocolo de reabilitação para síndrome pós viral da Covid-19 e suas sequelas, principalmente cansaço e falta de ar. A Câmara de Vereadores de Araranguá aprovou um anteprojeto de lei autorizando o Município a criar o serviço.

Imagem de leo2014 por Pixabay

A proposta do anteprojeto de lei foi apresentada pelo vereador Luiz José de Souza (PL), o Luiz da Farmácia. Nas justificativas do projeto, o vereador citou que cerca de 14 milhões de brasileiros já passaram pela fase aguda da doença e cerca de 50% destes apresentaram sequelas. “O vírus atinge todas as células do corpo. Em um estudo que estamos realizando verificamos que 67% destas pessoas apresentaram sequelas. Elas permaneceram com cansaço e dores musculares”, disse o professor Aderbal Silva Aguiar Jr, coordenador do LaBioEx, durante sessão na Câmara de Vereadores de Araranguá na noite de 16 de junho.

O estudo clínico RE2SCUE é desenvolvido na policlínica do Hospital Regional de Araranguá, com financiamento do Ministério da Saúde, CNPq e Capes. Trata-se de um programa de reabilitação de oito semanas que vem apresentando resultados muito bons. “Os dados clínicos e bioquímicos serão cruzados com técnicas de Big Data e inteligência artificial para chegar ao protocolo de reabilitação. Atualmente, obtivemos sucesso em diminuir 90% destas sequelas”, afirma o professor Aderbal.

De acordo com o anteprojeto, o Município de Araranguá fica autorizado a criar o serviço público de reabilitação RE2SCUE, sob assessoria do LaBioEx na forma de recursos humanos, transmissão de conhecimento, logística, inteligência artificial e Big Data. A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável por implementar o serviço, provendo-o de recursos humanos, assessoria, material e equipamento necessários.

O serviço será dirigido por um profissional de Fisioterapia e poderá realizar até 240 atendimentos por mês. O LaBioEx indicará dois alunos estagiários de graduação ou pós-graduação por fisioterapeuta contratado pela Prefeitura. “Os centros de reabilitação especializados são urgentes para esta nova demanda de saúde pública, pois está claro que os cuidados aos pacientes não desaparecem após alta hospitalar. Araranguá poderá prestar um atendimento de referência e humanizado”, complementou o vereador.

LaBioEx

O Laboratório Biologia do Exercício Físico estuda os efeitos do exercício físico na saúde e em doenças, desde estudos experimentais até estudos clínicos. Está localizado no campus Mato Alto do Centro Araranguá, com infraestrutura para fisiologia, bioquímica, farmacologia e metabolismo do exercício em roedores e seres humanos. Desenvolve projetos de pesquisa e inovação em duas linhas: 1) A neurobiologia do exercício físico, como o desenvolvimento da fadiga central e mental ao exercício, e os efeitos modificadores de doença em modelos experimentais de doenças neurológicas e Covid-19. 2) Farmacologia e genética do esporte, para explorar recursos ergogênicos e fatores genômicos envolvidos no melhor desenvolvimento da forma e vida desportiva.

 

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Nota Oficial: reitor Ubaldo oferece as boas-vindas aos estudantes de 2021.1

18/06/2021 07:44

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ubaldo Cesar Balthazar, emitiu uma nota oficial aos estudantes da Universidade nesta primeira semana do semestre 2021.1. Leia a nota, na íntegra, abaixo.

 

Bem-vindas, bem-vindos, estudantes de 2021.1

Chegamos ao fim de mais uma semana de recepção das nossas Calouras e Calouros da Universidade Federal de Santa Catarina!

Mais uma turma de novos estudantes ingressa na nossa instituição, e, com muito orgulho, posso dizer que é muito bom tê-los conosco. Por enquanto ainda não podemos nos encontrar pessoalmente, mas, espero que nesta semana você tenha tido a oportunidade de ser acolhido, mesmo a distância, por nossa Universidade, por seus professores, técnicos-administrativos e colegas estudantes.

A UFSC segue, neste semestre, o ensino remoto como necessidade, como medida importante de cuidado e respeito à saúde dos catarinenses. Sem esse distanciamento, estaríamos com mais de 50 mil pessoas circulando nos cinco municípios dos nossos campi, justamente quando ainda necessitamos de distanciamento social. 

Mesmo com o avanço da vacinação, ainda temos déficit de imunização na segunda dose, e falta muito para que nossa comunidade esteja segura. Estamos atravessando o início de mais uma onda de crescimento do número de casos da Covid-19, e precisamos continuar vigilantes. 

Chegamos até aqui afirmando o nosso compromisso com a segurança sanitária e com a ciência e pretendemos continuar agindo assim. 

Temos o trabalho da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico, voltado ao acompanhamento da pandemia e ao aconselhamento de ações institucionais. Também temos o Acolhe UFSC, oferecendo acolhimento psicológico aos membros de nossa comunidade neste momento de pandemia. 

A UFSC está presente e atuante, fazendo Ensino, Pesquisa, Extensão, promovendo a Cultura e a Arte, a Inovação, o Esporte e a saúde da população. 

Então, se você começa agora sua carreira universitária, ofereço as boas-vindas calorosas da nossa UFSC. E reitero que você aproveite tudo o que o ensino superior público pode oferecer. Temos assistência estudantil, e agora com as aulas remotas também oferecemos auxílio para acesso à Internet e a computadores. 

E especialmente aos nossos estudantes que estão conosco há mais tempo, faço um convite para que aproveitem este semestre e as oportunidades de pesquisa, extensão e cultura disponíveis. Reforço aos nossos estudantes que estão perto de se formar e precisam das aulas práticas que a Câmara de Graduação está estudando quais atividades poderão ser oferecidas presencialmente, com toda a cautela e segurança. 

Tenhamos todos um excelente semestre, e espero que possamos nos encontrar em breve!

 

Ubaldo Cesar Balthazar
Reitor da UFSC

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Equipe de Serviço Social atua para garantir direitos de pacientes e familiares em todas as áreas do HU

16/06/2021 11:43

A assistente social Érica Zorzi Ferreira realiza atendimento no HU. Foto: divulgação/HU-UFSC

Desde a sua fundação, nos anos 80, o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) conta com assistentes sociais que atuam na equipe multiprofissional em praticamente todas as unidades de internação, nos ambulatórios e em grupos que prestam serviços específicos, como o Acolhe (para pessoas em situação de violência). O grupo de assistentes sociais inclui residentes e estagiários.

O chefe da Unidade de Atenção Psicossocial do HU, Deidvid de Abreu, explicou que as assistentes sociais atuam basicamente em três linhas: alta complexidade adulto, saúde da mulher e da criança e urgência e emergência. O trabalho privilegia a atenção aos pacientes e familiares e a articulação em equipe multiprofissional do HU e demais instituições que compartilham da garantia do cuidado integral em saúde e dos direitos sociais.
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UFSC divulga chamadas do Sisu e do Processo Seletivo 2021

16/06/2021 08:38

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta quarta-feira, 16 de junho, a quarta chamada do Processo Seletivo UFSC 2021 (Enem e Vestibulares Anteriores) e a quinta chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021.

 > Confira a 4ª chamada do Processo Seletivo UFSC 2021 – Enem 

> Confira a 4ª chamada do Processo Seletivo UFSC 2021 – Vestibulares Anteriores

> Confira a 5ª chamada do Sisu/UFSC 2021 

Os candidatos classificados devem realizar matrícula em duas etapas:

1ª On-line, no período de 16 a 18 de junho, por meio do endereço simig.sistemas.ufsc.br;

2ª Documental, entre 22 de junho e 6 de julho, através de e-mail enviado à coordenadoria do curso (ver Anexo I do Edital de Chamada).

A documentação exigida para a matrícula pelo Sisu-UFSC/2021 está definida no artigo 4º da Portaria nº 19/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021. Os documentos necessários para a matrícula pelo Processo Seletivo UFSC 2021 – Vestibulares Anteriores estão listados no artigo 4º da Portaria nº 18/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021. Por fim, a documentação para os aprovados no Processo Seletivo UFSC 2021 – ENEM está no artigo 4º das seguintes portarias: Portaria nº 17/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021, Portaria nº 18/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021, Portaria nº 20/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021 e Portaria nº 21/PROGRAD/SAAD/UFSC/2021. Todos os documentos digitalizados devem estar legíveis.

O envio dos documentos para validação das autodeclarações dos candidatos cotistas deverá ser realizado pelo Sistema de Apoio às Validações (Sisvalida), no link sisvalida.ufsc.br/validacao, conforme cronograma disponível no site saad.ufsc.br. Qualquer dúvida referente ao Sistema ou ao Programa de Ações Afirmativas (autodeclarações) poderá ser esclarecida pelos canais de contato na página da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad).

Mais informações em dae.ufsc.br.

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SC ultrapassa marca de 1 milhão de infectados pela Covid-19, traz levantamento do Necat

15/06/2021 10:25

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou no último domingo, 13 de junho, a 57ª edição do boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulado Santa Catarina ultrapassou a marca de 1 milhão de pessoas acometidas pela Covid-19, o texto foi assinado pelo coordenador-geral do Necat, Lauro Mattei, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e Programa de Pós-Graduação em Administração da instituição.

Na semana em análise, entre os dias 5 e 11 de junho de 2021, o estado registrou 21.789 novos casos e 367 novos óbitos em decorrência da doença. Com isso, até o último fim de semana, mais de 1.006.090 pessoas já foram sido contaminadas em Santa Catarina, sendo que 15.964 delas morreram. Em função disso, o estado passou para o 2º lugar no ranking nacional em registros da doença a cada 100 mil habitantes e, em termos absolutos, para o 6º estado como maior número de casos e 10º estado com maior número de óbitos.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontrados os boletins anteriores

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UFSC na mídia: professora avalia transporte de pessoas por trens em Joinville

15/06/2021 09:47

Foto: Patrick Rodrigues/A Notícia

O portal NSC Total publicou no último sábado, 12 de junho, uma reportagem sobre a possibilidade da retomada do transporte de pessoas por trens em Joinville, município do Norte catarinense. De acordo com o texto do repórter Hassan Farias, o plano prevê utilizar o sistema que atualmente movimenta cargas e é tido como uma alternativa para a mobilidade regional.

A professora Renata Cavion, especialista em infraestrutura de mobilidade urbana e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Joinville, apontou os benefícios desta modalidade de transporte. Renata é uma defensora do sistema ferroviário e vê como positiva a retomada de um modelo de transporte de passageiros que já foi muito importante para o desenvolvimento da cidade no passado. “A inserção desse novo modo de transporte tende a ser positiva porque se almeja a reorganização dos fluxos. Isso significa que a inserção desse modal vai diminuir a sobrecarga que a gente tem no modo rodoviário. Mas para isso é fundamental que ele seja integrado à demanda que já existe”, disse à reportagem.

> Clique AQUI para acessar a íntegra da notícia

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Projeto coordenado pela UFSC vai identificar probabilidade de inundações no litoral

15/06/2021 08:10

Um projeto que pretende utilizar dados atmosféricos, fluviais e oceânicos na costa sul do país para prever a possibilidade de inundação no litoral está unindo pesquisadores de três universidades federais da região e colaboradores na Espanha e nos Estados Unidos, com coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina. O Projeto Refinamento Regional Oceânico e Atmosférico (ROAD-BESM) vai desenvolver ferramentas para entender como essas áreas reagem às mudanças climáticas por meio de simulações matemáticas, colaborando com a gestão e desenvolvimento de políticas públicas.

Identificar a cota de inundação costeira é importante para evitar desastres (Imagem de Fotos-GE por Pixabay)

A pesquisa começou em 2017 e deve se estender até meados de 2022, com a expectativa de formar pesquisadores qualificados para atuarem nas áreas de meteorologia, hidrologia, oceanografia, matemática e geociências. O grupo também pretende ter impacto em projeções relacionadas à América do Sul, além de disponibilizar cenários climáticos futuros para todos os interessados.

Segundo o professor Antonio Fernando Härter Fetter Filho, do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia, há uma série de indicadores que podem resultar no aumento do nível das águas e, consequentemente, na inundação de áreas urbanizadas. Além das chuvas, que causam esse aumento naturalmente, o comportamento das marés e a elevação da temperatura no planeta são fatores a serem considerados. “É possível prevenir e antecipar cenários com esses indicadores, analisando o risco costeiro a partir de modelos para prever o ponto máximo das águas”, explica.
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Justiça federal determina criação da Câmara Judicial de Proteção da Lagoa da Conceição

14/06/2021 16:49

A Justiça Federal concedeu uma liminar que institui um sistema de governança ecológica, envolvendo múltiplos atores, para a defesa e preservação da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. A decisão liminar foi proferida em uma Ação Civil Pública Estrutural promovida por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental e Ecologia Política (GPDA) e do Observatório de Justiça Ecológica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em nome de entidades da sociedade civil organizada.

O juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis, que deferiu a proposta da Ação Civil Pública, determinou em sua decisão a instituição liminar da Câmara Judicial de Proteção da Lagoa da Conceição, “com a finalidade de assessorar este Juízo na adoção de medidas estruturais necessárias para garantir a integridade ecológica do ente natural através de uma governança judicial socioecológica”. A Câmara será formada por representantes de 15 instituições, entre órgãos públicos, representantes da comunidade acadêmica e das entidades autoras. A UFSC vai participar através de três laboratórios e um núcleo de estudos (veja abaixo a lista dos integrantes).

A ação judicial tem como autores a União Florianopolitana das Entidades Comunitárias (Ufeco), a ONG Costa Legal e a Associação Pachamama. O juiz aceitou um pedido dos autores e o Ministério Público Estadual (MPSC) e Ministério Público Federal (MPF) ingressaram na ação como parte interessada na causa, ao lado das associações. No outro polo da ação figuram como réus o Município de Florianópolis, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis, o Estado de Santa Catarina, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina.
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Estudo desenvolvido na UFSC analisa informações sobre açúcares na rotulagem de alimentos industrializados

14/06/2021 11:04

Legislação no Brasil não prevê a declaração quantitativa dos açúcares na informação nutricional dos rótulos. Crédito: Mehrad Vosoughi/Unsplash

Um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN), no âmbito do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nupre) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve como objetivo avaliar as informações sobre os açúcares na rotulagem de alimentos industrializados comercializados no Brasil e investigar formatos de rotulagem que sejam compreensíveis e auxiliem consumidores brasileiros nas suas escolhas alimentares.

Realizada com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a pesquisa é resultado da tese de doutorado defendida pela nutricionista Tailane Scapin, em maio deste ano, sob orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença e coorientação da professora Ana Carolina Fernandes. O estudo ainda foi orientado pelos professores Bruce Neal e Simone Pettigrew, do The George Institute for Global Health, associado à University of New South Wales em Sidney, Austrália, onde a Tailane realizou estágio de doutorado sanduíche entre agosto de 2019 e março de 2021.

“O interesse pelo tema surgiu durante a realização do meu mestrado, quando percebemos que, embora houvesse um vasto uso de açúcares nos alimentos industrializados, a legislação brasileira de rotulagem de alimentos não cumpria o seu papel em informar os consumidores sobre esses açúcares. Junto a isso, o Nupre foi convidado a compor os grupos de trabalho de discussão da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para melhorias na rotulagem de alimentos, incluindo a declaração dos açúcares”, informou Tailane, que após a defesa da tese foi selecionada para um pós-doutorado na Austrália.

Etapas da pesquisa

Devido aos efeitos adversos à saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda limitar o consumo de açúcares para menos de 10% das calorias diárias – o que representa 50g para uma dieta padrão de 2.000 kcal. Os açúcares são frequentemente adicionados em alimentos industrializados, tornando esses alimentos uma das principais fontes de consumo de população mundial. No Brasil, a legislação de rotulagem de alimentos em vigor não prevê a declaração quantitativa dos açúcares na informação nutricional dos rótulos, sendo a lista de ingredientes a única forma de identificação da adição de açúcares nos alimentos industrializados. Entretanto, os fabricantes de alimentos utilizam diferentes tipos de açúcares em seus produtos, o que dificulta a identificação desses componentes. Neste estudo, quatro etapas foram realizadas investigando questões relacionadas aos açúcares e à rotulagem de alimentos.

Na primeira etapa, por meio do desenvolvimento de um método, foi possível quantificar o conteúdo de açúcares adicionados em 4.805 alimentos disponíveis para a venda no maior supermercado de Florianópolis. Os resultados demonstraram o vasto uso de açúcares nesses produtos. A segunda etapa envolveu uma revisão de literatura para identificar quais formatos de rotulagem de açúcares eram mais facilmente entendidos pelos consumidores e, também, estimularam a escolha de alimentos com menos açúcares. Foi possível constatar que os consumidores têm mais facilidade em entender as informações de açúcares e de escolher alimentos com menor teor de açúcares quando formatos de rotulagem mais interpretativos eram utilizados. Por exemplo, formatos com símbolo de alertas e indicação de “alto em açúcar” foram mais eficazes.
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Projeto oferece acolhimento psicossocial à Comunidade da UFSC que sofre com os impactos da pandemia; saiba como participar

14/06/2021 09:00

Imagem ilustrativa (Imagem de PDPics por Pixabay)

Um projeto de extensão com foco no acolhimento psicossocial irá beneficiar estudantes, técnicos, docentes e terceirizados da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que vêm sofrendo os impactos causados pela pandemia. Acolhe UFSC é o nome dado para a Comissão Permanente de Monitoramento da Saúde Psicológica da UFSC que, a partir desta segunda-feira, 14 de junho, abre inscrições para acolhimento on-line individual ou em grupo.

A comissão que abarca a proposta foi criada em abril de 2020 e formalizada em portaria publicada em dezembro, coordenada pela professora Francis Tourinho, tem como objetivo formular estratégias de monitoramento, suporte e acompanhamento psicossocial específicos aos efeitos da Covid-19 sobre a comunidade da UFSC. Segundo a professora Ana Lúcia Mandelli de Marsillac, que coordena o Projeto de Extensão, a ideia é refletir e executar estratégias que contribuam para minimizar o sofrimento causado pela pandemia.

“Diante da pandemia da Covid-19, com mais de 480 mil brasileiros mortos, as pessoas têm demonstrado diferentes tipos de afetação de sua saúde mental, dada a elaboração de perdas, das transformações do mundo do trabalho, do mundo acadêmico, do distanciamento social imposto, que vem provocando inseguranças, ameaças econômicas e pessoais e necessidade de adaptação ao novo cenário, tais como o mundo do trabalho virtual”, resume.

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Boas-vindas com conscientização: iniciativas ressaltam inclusão e combate à violência e trotes na UFSC

11/06/2021 15:43

A Comissão de Equidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), elaborou uma cartilha com informações acerca da recepção aos novos estudantes – calouras e calouros da UFSC – com respeito, inclusão e combate à violência. O material explica situações que são violentas, vexatórias e instrumentos como legislação e canais institucionais de denúncia.

O trote é uma prática proibida na UFSC, conforme Resolução nº 017/CUN/97, e é um delito punido pela Lei Estadual nº 15.431, de 2010. O material está disponível, na íntegra e em PDF.

A cartilha foi produzida pela Comissão de Equidade, com apoio da Agência de Comunicação (Agecom), o Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape), o Instituto de Estudos de Gênero (IEG), o Núcleo de Pesquisas em Direitos, Subjetividades e Política (Dispolítica), o Núcleo de Pesquisa em Modos de vida, família e relações de gênero (Margens), o Núcleo de Estudos sobre Deficiências (NED) e em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e a Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad).

‘Um iceberg chamado trote’

O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Bioética e Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (Nupebisc/UFSC) divulga o vídeo “Um iceberg chamado trote: integração, violência e outras ambiguidades na universidade”. Primeiro Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação em Odontologia produzido em formato audiovisual, o vídeo da estudante Manuela Cotrim, com orientação da professora Mirelle Finkler, convida à reflexão crítica sobre o tema, exibindo as origens e significados ocultos dessa prática secular.Segundo Mirelle, “falar sobre trote é sempre abordar um assunto polêmico. Quase que imediatamente as pessoas se dividem em favoráveis ou desfavoráveis. É justamente essa polarização de opiniões que dificulta melhorarmos as práticas de acolhimento e integração aos novos estudantes universitários. Como isso te afeta? O que você poderia fazer a respeito? O que podemos fazer juntos a respeito?”

Produzido em três idiomas – português, espanhol e inglês – a íntegra do trabalho está disponível nas páginas do Centro de Ciências da Saúde (CCS), do curso de graduação em Odontologia e na página do Nupebisc. Assista a versão em português abaixo:

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Notícias sobre a recepção de estudantes de 2021.1

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UFSC recebe estudantes internacionais de 2021.1 em evento online

11/06/2021 15:26

A Universidade Federal de Santa Catarina recebeu, nesta sexta-feira, 11 de junho, em evento on-line, estudantes de outros países em programa de mobilidade virtual, por conta da pandemia de Covid-19. Organizado pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter), a recepção teve o objetivo de apresentar a UFSC e dar as boas-vindas aos novos acadêmicos.

O reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar, saudou os estudantes da Argentina, Uruguai, França, Itália, Peru e Reino Unido, vindos por meio de acordos bilaterais e da Asociación de Universidades Grupo Montevideo. A instituição também recebeu um estudante de Honduras, do Programa Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). “Queremos que todos sintam-se bem em nosso ambiente acadêmico, com aulas ministradas on-line em virtude das condições sanitárias”, disse o reitor.

O professor Lincoln Fernandes, secretário de Relações Internacionais, lembrou que estes acadêmicos estão fazendo história, pois são da primeira turma de programa de mobilidade virtual recepcionada pela UFSC. Ele parabenizou os novos alunos pelo otimismo, força, coragem e resiliência em participarem das atividades em um período difícil. “Apesar de todos os efeitos da pandemia vocês continuaram trabalhando duro”, afirmou. Ele também destacou o volumoso número de acadêmicos matriculados nos Cursos Virtuais de Extensão – mais de mil frequentarão as aulas remotas em cursos como Português como Língua Adicional e Writing and Publishing Scientific Papers.

O coordenador de programas internacionais, Guilherme Costa, falou sobre as atividades desenvolvidas pela Sinter e exibiu um vídeo institucional de apresentação da UFSC, que destaca dados relevantes sobre a universidade, como o fato de estar entre as 15 melhores da América Latina e dez melhores do Brasil em rankings internacionais. A instituição ainda é reconhecida por ser centro de referência em pesquisa nas mais variadas áreas do conhecimento.

Natália Roth da Silva, do Intercâmbio de alunos internacionais (Incoming), destacou as modalidades de intercambistas recebidos e seus países de origem, além de apresentar direcionamentos práticos aos acadêmicos, como a importância do registro do idUFSC para acessar ao ambiente de aprendizagem. Os estudantes receberão as instruções por e-mail.

O evento também contou com a apresentação de um vídeo de uma intercambista italiana que estudou na UFSC em 2019, antes da pandemia de Covid-19. Stella Robino cursou Cinema e destacou pontos altos da sua estadia no Brasil e na UFSC, ressaltando a beleza do campus, as atividades culturais e a oportunidade de ter aprendido português.

Reveja o evento de boas vindas no YouTube

 

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Pós-Graduação em Inglês promove ciclo de palestras sobre teoria de cinema e audiovisual

11/06/2021 12:03

O Programa de Pós-Graduação em Inglês (PPGI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove nos dias 11 e 18 de junho, a partir das 14h, o ciclo de palestras Teoria do Cinema e Audiovisual. Intitulado As relações entre a cor e o preto e branco no cinema, o evento desta sexta-feira terá a participação do professor Jaime Neves, da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

A palestra será transmitida pela plataforma Zoom e as informações sobre certificação serão fornecidas durante o evento. A mediação será feito pelo professor José Gatti, da UFSC.

Já na próxima sexta-feira, dia 18, o professor Carlos Ruiz Carmona apresentará a palestra The fiction in non-fiction: a documentary filmmaker perspective on representing reality. A mediação desta sessão ficará sob responsabilidade da professora Anelise R. Corseuil e do professor André Carvalho, ambos da UFSC.

> Serviço:

O quê: Ciclo de palestras Teoria do Cinema e Audiovisual
Dias: 11/06 e 18/06
Horário: 14h (nos dois dias do evento)
Local: Zoom Meeting (este link para ambas as palestras)
ID da reunião: 814 0198 2639
Senha de acesso: 230499

Mais informações em ppgi.posgrad.ufsc.br

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Alunos do Colégio de Aplicação participam da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites

11/06/2021 11:54

Uma equipe formada por quatro alunos do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a tutoria de um graduando do curso de Física da Universidade, vai participar da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites (Obsat). O time, chamado Sagittarius A, elaborou um projeto de um nanossatélite que pretende monitorar os níveis de gás carbônico (CO2) na estratosfera localizada acima das florestas de mangue do País.

A equipe é formada pelos estudantes Isabella de Freitas Gonçalves, João Vitor Caetano da Rosa, Marcos Inácio Bueno e Rosa Maria Pereira Miranda, todos da turma do 8º A do Colégio de Aplicação, e pelo graduando João Batista Vieira Sousa, do curso de Física-Licenciatura da UFSC.

A iniciativa de participar da Olimpíada partiu da estudante Rosa Maria, que já cultiva uma ligação com o “mundo astronômico” há algum tempo – ela fez aulas de Astronomia, Astronáutica e Astrofísica Geral no curso de extensão da UFSC Astrofísica para Todos. “Sempre gostei de olimpíadas, e tento participar de todas que posso. Fiquei sabendo da olimpíada de satélites em uma live do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e fui correndo montar uma equipe e procurar um mentor”, conta a estudante.

O próximo passo foi partir em busca de apoio técnico para o projeto. Através do professor Reginaldo Manoel Teixeira, que leciona Física no Colégio de Aplicação, chegaram ao universitário João Batista Vieira de Sousa, que faz o curso de Licenciatura em Física na UFSC e é bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). Ele aceitou ser o mentor do grupo. “O nome do nosso grupo vem de um buraco negro supermassivo que está localizado no centro da Via Láctea e não da constelação de mesmo nome”, esclarece Rosa Maria.
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Novo equipamento de raios X do HU/UFSC utiliza dose menor de radiação e aumenta agilidade e qualidade de radiografias

11/06/2021 10:11

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) conta com um novo equipamento de raios X que apresenta ganho em agilidade, qualidade e ergonomia, além de utilizar uma dose menor de radiação em relação aos sistemas de aquisição de radiografia convencional e radiografia computadorizada (CR). O equipamento DR, usado para aquisição de exames de raios X (por exemplo, RX do tórax, fêmur, crânio, abdome e outros) foi instalado em uma sala própria dentro da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HU.

O físico médico Tiago Trindade Hahn, que está coordenando as atividades de treinamento da equipe da unidade, explicou que o equipamento representa um ganho imediato em fluxo de trabalho, pois a visualização da imagem é feita segundos após a aquisição. “No sistema CR usado até agora, o técnico em radiologia tem de usar uma placa de fósforo, sendo que, após captar as imagens na sala de exames, é necessário inseri-la numa leitora para possibilitar a visualização em um monitor. Com o novo equipamento DR, a imagem é transmitida diretamente do aparelho, possibilitando a visualização das imagens no monitor em segundos”, explicou, acrescentando que este é o sistema de aquisição mais moderno na área de raios X em operação no Brasil atualmente.

A chefe da unidade, Isabel Lohn da Silveira, explicou que no momento as equipes estão em fase de treinamento para operação do equipamento e a expectativa é de que em breve sejam reabertos os atendimentos via Sistema de Regulação (Sisreg), sendo que a contratualização do HU com o Estado prevê 800 atendimentos mensais deste tipo de exame. Além destes atendimentos, o equipamento é utilizado para pacientes internados no HU.
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Artigo de pesquisadores da UFSC aborda uma antiga interação entre humanos e plantas comestíveis

10/06/2021 15:13

Foto: Carolina Levis

Em artigo publicado na revista Science nesta quinta-feira, 10 de junho, os pós-doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Bernardo Flores e Carolina Levis descreveram uma antiga interação entre povos indígenas e plantas comestíveis em florestas tropicais. Por um lado, as comunidades locais se beneficiam dos alimentos encontrados nesses ambientes e, por outro, ajudam a aumentar a abundância das plantas que os fornecem. Essa relação é bastante antiga e tem o potencial de ajudar a aumentar a segurança alimentar nos trópicos.

Há pelo menos 12 mil anos, as florestas tropicais têm sido o lar de pessoas que domesticaram paisagens e populações de plantas. Vastas extensões de floresta ficaram repletas de frutas, castanhas e raízes a partir dessa interação com as populações humanas. A castanha-do-pará, por exemplo, é cultivada por indígenas há milênios e hoje é uma espécie dominante na bacia amazônica. Algo semelhante aconteceu com o pinhão: o cultivo por povos originários ampliou a distribuição da araucária pela Mata Atlântica.

Foto: Edilson Villegas Ramos/ISA

Os pesquisadores apontam, contudo, que, sem a presença de povos locais, as espécies comestíveis se tornam menos competitivas e podem desaparecer com o tempo. Monoculturas industriais, pastagens, mineração, entre outras atividades, destroem o ecossistema e também o antigo conhecimento indígena e local. Como resultado, as florestas tropicais estão perdendo suas identidades biológicas e culturais. Para que esses ecossistemas continuem ricos em recursos alimentares, portanto, povos indígenas e comunidades locais precisam continuar gerenciando a paisagem, salientam os cientistas.

O artigo destaca, ainda, que, em todo o mundo, mais de um bilhão de pessoas dependem dos recursos florestais para nutrição e saúde, especialmente nas regiões tropicais em desenvolvimento. O feedback positivo entre os povos locais e a disponibilidade de alimentos revela a possibilidade de conservar as florestas tropicais e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança e a soberania alimentar. Essa é uma oportunidade para desenvolver sistemas sustentáveis ​​de produção de alimentos, protegendo os ecossistemas florestais e promovendo a justiça socioambiental, ressaltam os pós-doutorandos.

Leia o artigo na íntegra.

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