Estudo do Campus Araranguá aponta aplicabilidade de fisioterapia especializada na recuperação pós-Covid

25/05/2022 11:17

Programa de exercícios físicos contribuiu para melhora de sintomas como falta de ar e ansiedade em pacientes recuparados da covid (Foto: Divulgação)

 O projeto de reabilitação pós-Covid “RE2SCUE”, desenvolvido no campus da UFSC de Araranguá, possibilitou aos pesquisadores observar a redução dos sintomas de ansiedade e melhora da funcionalidade daqueles que contraíram o vírus. A pesquisa do Laboratório Biologia do Exercício Físico (LaBioEx) já atendeu mais de cem pacientes e agora entrará em nova fase, na qual serão estudados modos de suplementar a resposta ao exercício, como através da cafeína e de canabinoides.

O estudo foi iniciado em abril de 2020, idealizado pelo professor Aderbal Silva Aguiar Junior, com o objetivo de avaliar os efeitos da reabilitação sobre as sequelas da Covid-19. É desenvolvido por uma equipe que envolve alunos e professores da UFSC, tendo em vista o conhecimento de que as infecções virais podem causar efeitos tardios ou sequelas mesmo após a resolução da doença e se baseando em experiências passadas com o efeito do exercício em modelos animais de fadiga. “Nós estávamos dentro de um hospital, atendendo pacientes com diversas sequelas decorrentes da Covid-19, em um momento de pandemia sem vacinas e tratamentos cientificamente comprovados”, comenta a aluna do mestrado em fisioterapia e participante do projeto, Maria Cristine Campos.

Já nessa época, era possível perceber os benefícios teorizados pelos pesquisadores. “As pessoas que fizeram exercício melhoraram 50% mais a dispneia (falta de ar) do que as pessoas que não fizeram exercício”, comenta o professor Aderbal. “Quando nada era conhecido na Covid-19, mostramos que o exercício era seguro”, acrescenta.

Diante da demanda observada, o serviço foi ofertado em Balneário Arroio do Silva em parceria com a Secretaria de Saúde, com atendimento aos pacientes residentes do município. Em Araranguá, há um centro de reabilitação para os pacientes com sequelas da Covid-19, o qual foi estabelecido com base no “RE2SCUE”.

O projeto de lei está disponível aqui.

Financiado pelo Ministério da Saúde, o projeto ajudará o SUS na implementação deste protocolo na rede pública. “Desde o início do projeto, priorizamos o bem-estar e a segurança dos pacientes”, diz a pesquisadora Maria Cristine. “Houve apenas uma intercorrência, mas que não ocasionou nenhum tipo de prejuízo e inclusive auxiliou no diagnóstico clínico para uma das pacientes do estudo”.

A pesquisa foi contemplada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que apoiam o projeto através de bolsas e financiamento necessário para adquirir os equipamentos e insumos da pesquisa. O edital CNPq ainda prevê recursos para publicação do estudo em forma open access, garantindo que todos poderão acessar os resultados do artigo.

Atualmente, o protocolo de trabalho está disponibilizado abertamente.

Com o cronograma original da pesquisa já encerrado, o laboratório segue para a análise dos resultados obtidos.

Natan Batista Balthazar/ Estagiário de Jornalismo da Agecom

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Tainha de laboratório: UFSC é pioneira na reprodução de espécie em cativeiro

24/05/2022 10:20

Para ler a reportagem especial em formato multimídia, clique aqui.

Coleta de sêmen para fecundação em cativeiro. Crédito: Acervo Lapmar

Quando o mês de maio chega e o frio se intensifica, uma visitante assídua aparece nas águas do litoral catarinense: a tainha. Com a pesca artesanal, o peixe se mantém símbolo da tradição, mas ainda é subexplorado comercialmente. Pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no entanto, podem contribuir para o nascimento de alternativas economicamente viáveis, capazes de garantir a oferta da tainha durante o ano inteiro e agregar valor à sua produção.

O Laboratório de Piscicultura Marinha (Lapmar) foi o primeiro do mundo a conseguir reproduzir todo o ciclo de vida da espécie Mugil liza em cativeiro. O projeto teve início em 2014, quando 14 exemplares adultos selvagens (quatro fêmeas e dez machos) foram capturados em Laguna, no Sul do estado, e transportados para a unidade de pesquisa da UFSC, instalada em Florianópolis.

Esse primeiro lote de reprodutores foi mantido em um tanque de 12 m3, onde as fêmeas receberam indução hormonal para liberação dos ovos; enquanto os machos liberaram sêmen quando submetidos a massagens abdominais. A fecundação dessa espécie ocorre na água e, no estudo pioneiro, a eclosão das primeiras larvas foi registrada 48 horas após a desova. Por cinco anos, todas as desovas realizadas no Lapmar utilizaram os exemplares selvagens. Somente no fim de 2019, alguns meses antes da pandemia, a experiência foi consumada com exemplares da primeira geração nascida em cativeiro, chamada F1.

A principal contribuição do trabalho concebido na UFSC foi o domínio do ciclo de vida da espécie. Com o desenvolvimento integral dessa geração no laboratório, os pesquisadores conseguiram acompanhar o processo de maturação sexual e constataram que os machos apresentavam espermatozoides viáveis por volta dos 11 meses de idade, quando atingiam em torno de 24 a 25 cm de comprimento. As fêmeas, por sua vez, estavam aptas à reprodução somente aos três anos, com cerca de 40 cm.

A pesquisa demonstrou regularidade nos índices de desova e na qualidade dos ovos, permitindo um grande avanço no controle da reprodução da tainha fora do seu habitat natural. O domínio desta técnica torna possível produzir o peixe todos os meses do ano e escalonar sua produção. Neste mês de maio, a equipe do Lapmar iniciou o trabalho de preparação para a desova da segunda geração (F2).

Larva 7 dias após a eclosão do ovo. Crédito: Acervo Lapmar

O engenheiro de aquicultura Caio França Magnotti, supervisor do Laboratório de Piscicultura Marinha, começou a trabalhar na UFSC em 2013 e acompanhou todas as pesquisas desenvolvidas na instituição sobre a espécie desde então. Para ele, ainda que seja complexo garantir que os peixes fiquem aptos à desova no ambiente do laboratório, a parte mais crítica do processo são os primeiros 15 dias após a eclosão do ovo. “É uma fase praticamente microscópica. Você quase não vê a larva. Você não pode encostar nela, que ela morre. Então, qualquer deslize, uma temperatura diferente, um choque mecânico ou um choque de luz, como acender e apagar a luz, pode causar a morte. É muito delicado”, pondera.

A origem do laboratório

O Lapmar foi criado em setembro de 1990 para atender uma demanda de produção de tecnologias e de difusão de conhecimentos sobre peixes marinhos em cativeiro, especialmente de espécies presentes no litoral catarinense. É hoje o mais antigo laboratório do gênero no país dedicado à pesquisa, ao ensino e à extensão. Instalado na Barra da Lagoa, leste da Ilha de Santa Catarina, ele faz parte da Estação de Maricultura Professor Elpídio Beltrame (EMEB) – unidade externa do Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC.

Professor Vinícius foi por mais de três décadas supervisor do Lapmar. Crédito: Acervo pessoal

O surgimento e a história do laboratório estão intimamente ligados à trajetória de um profissional: o professor Vinícius Ronzani Cerqueira. O docente se aposentou no último mês de abril, após dedicar mais de três décadas à UFSC e à supervisão do Lapmar. Ao cursar o doutorado na França, terra natal de seu ídolo, o oceanógrafo Jacques Cousteau, Vinícius já planejava que, quando retornasse ao Brasil, abriria uma linha de pesquisa nova, para estudar nossos peixes. O foco desde o princípio foi desbravar a piscicultura marinha brasileira.

“Quando a gente começou não havia nenhum grupo de pesquisa com esse objetivo: estudar as espécies marinhas nativas. Foi difícil começar algo inovador. Já havia publicações sobre peixes marinhos, mas eram poucas. Por isso, insisti nessa área e peguei essa oportunidade para trabalhar”, revela o professor. No início o serviço foi árduo e era executado por Vinícius com a colaboração do seu primeiro orientando, o estudante Aliro Bórquez Ramirez, engenheiro formado no Chile e hoje reitor da Universidad Católica de Temuco, cuja dissertação foi a primeira defendida no curso de Aquicultura da UFSC, em 1991.

Ao longo da carreira, o professor Vinícius se dividia entre as atividades no Lapmar e os compromissos como docente no CCA, onde chegou a ocupar as funções de chefe de Departamento e coordenador da graduação e pós-graduação. Em muitas oportunidades, levou a família ao local de trabalho nos fins de semana. “Era um trabalho que não podia parar. Além do meu ofício como professor de segunda a sexta-feira, aos sábados e domingos muitas vezes precisava visitar o laboratório. Dependendo da fase de desenvolvimento em que os peixes estavam, ficar dois dias sem ninguém verificá-los era muito arriscado”, recorda.

O projeto começou com o estudo da reprodução do robalo-peva (Centropomus parallelus), por meio da investigação acerca da criação de larvas e juvenis – esta última é uma fase da vida do peixe que se inicia a partir de 30 a 40 dias depois do nascimento, quando possui entre 2 e 3 cm, e termina com a maturação sexual). A experiência serviu de base para o trabalho com o robalo-flecha (Centropomus undecimalis) pouco tempo depois.
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Alunos de cinema da UFSC integram equipe de curta-metragem exibido no festival de Cannes

24/05/2022 10:06

O curta-metragem catarinense A Fita Vermelha, que tem na equipe alunos do curso de cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será exibido no início da tarde desta terça-feira, 24 de maio, no festival de Cannes, na França. A obra que conta a história de Helga, uma mulher que abriu mão dos seus sonhos para administrar um negócio da família, venceu o 48HFP Ibero Challenge 2021 e, em março deste ano, fez parte da programação do Festival Filmapalooza, em Washington, nos Estados Unidos.

O filme foi feito para o 48HFP – competição internacional de cinema em que o objetivo é criar um curta-metragem em apenas 48 horas – e está sendo exibido no circuito do projeto, cujo última etapa é a exibição no Short Film Corner no Festival de Cannes. Foi a primeira vez que uma produção brasileira venceu o concurso. O Ibero reúne diversas equipes em diferentes cidades do mundo. Um tema, um objeto de cena, um personagem e uma frase que devem ser usados no filme são sorteados na hora; tudo para garantir que o curta de fato seja criado no período estabelecido. Na última edição, 34 obras competiram pelo título.

> Assista ao trailer da obra

Realizado em Florianópolis e sob a direção de Nestor Luiz, o curta tem na equipe cinco estudantes da 5ª fase à 8ª fase do curso de cinema: Pedro Meditsch, na direção de fotografia; Rômullo Furtado Beltrame, na assistência de fotografia; Mirna Melo, na direção de arte; Jordana Beck, 1ª assistência de direção; e Sofia D’avila, na assistência de produção. Além de levar o prêmio de Melhor Filme no Ibero, a produção catarinense também venceu nas categorias Elenco, Produção, Direção, Figurino, Roteiro, Fotografia e Edição.

“Ganhar nas diversas categorias, menções honrosas para atriz, dentre outros prêmios, foi fascinante. Isso nos incentivou a produzir ainda mais e o reconhecimento com a nossa ida ao festival de Cannes é inspirador, nos faz olhar para o cinema que produzimos e querer cada vez mais que o mundo o veja também”, declarou Rômullo Beltrame, que está na França para participar do festival. Também estão na Europa para acompanhar a exibição do curta Nestor Luiz, Gabriela Magnani e Pedro Meditsch.

Outros seis curtas brasileiros estão presentes no Short Film Corner do Festival de Cannes, que não se trata de uma seleção competitiva. Estão também na lista Circular, de Gabriel Oliveira Martins; Goma, de Igor Vasco; Imaginário carnaval, de Bernardo Costa; Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza; e Vermelho quimera, de Thiago Soares e Oskar Metsavaht. Produzido pela Way of Club, A Fita Vermelha teve um orçamento de R$ 7 mil.

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Pesquisadores da UFSC desenvolvem técnica inovadora para aumentar eficiência de fertilizantes

23/05/2022 09:45

O professor Dachamir Hotza no Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas – Linden (Foto: Luís Carlos Ferrari)

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia colocou em evidência uma questão estratégica para qualquer nação: a produção de fertilizantes, insumo essencial para a produtividade agrícola. Na UFSC, uma equipe de pesquisadores liderada pelo professor Dachamir Hotza, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, desenvolveu um material inovador de liberação controlada de nutrientes dos fertilizantes, com potencial de aumentar a eficiência desses produtos e vantagens econômicas e ambientais sobre outras tecnologias já utilizadas pelas indústrias.

Intitulada “Fertilizantes de Liberação Controlada à Base de Nanocompósito de Argila Hidrofóbica”, a pesquisa levou o professor Dachamir Hotza a ser um dos finalistas na categoria Pesquisador Inovador do Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). De acordo com o professor, “os fertilizantes de liberação controlada podem atender de maneira mais eficiente a demanda crescente do mercado, e diminuir nossa dependência da importação desses produtos”.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, mas cerca de um terço de toda a produção agrícola do País depende de fertilizantes, que são derivados de elementos químicos como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK). O uso de fertilizantes é crescente: chegou a 41,5 milhões de toneladas em 2021, com um aumento de 21,4% em relação a 2020. Em abril deste ano, a compra de fertilizantes chegou a 3,25 milhões de toneladas (crescimento de 71% em relação ao mesmo mês do ano passado).
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UFSC recebe homenagem da Prefeitura Municipal de Florianópolis por parceria no combate à pandemia

20/05/2022 11:37

Aureo Moraes, Topázio Neto e Felipa Amadigi (Foto: Cristiano Andujar/ Prefeitura Municipal de Florianópolis)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e outras nove empresas e instituições que foram parceiras da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis durante o processo de vacinação e combate à pandemia de Covid-19 foram homenageadas na última quinta-feira, 19 de maio. Os agraciados cederam seus espaços, para que os profissionais da saúde municipal pudessem fazer a aplicação das vacinas e testes, com mais conforto e segurança para a população.

No caso da UFSC, além de espaço físico, atuaram na vacinação professores e estudantes, por meio do projeto de extensão Imuniza Floripa. Servidores técnico-administrativos também colaboraram, a exemplo da equipe de infraestrutura da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC), que fez instalações específicas para dotar os pontos de vacinação de redes sem fio.

Florianópolis ganhou destaque durante a pandemia, sendo apontada após pesquisa do Instituto Votorantim como a capital brasileira mais eficiente no combate à pandemia, a partir de índices que se baseiam no número de mortes e medidas tomadas pelos gestores públicos. Florianópolis também é a capital mais vacinada do Brasil, com índice de 94,68% de vacinação da população com esquema vacinal completo. A organização do evento lembrou, ainda, de esforços como o “Vacinaço”, realizado em 6 de julho de 2021, quando se vacinou 4% da população da cidade, ou 18.669 pessoas, num período de 18h. A UFSC contribuiu nesses esforços, cedendo seu espaço físico para vacinação e testagem, e com o projeto Imuniza Floripa oferecendo mais de 60 vacinadores, a maioria do curso de Enfermagem. Os postos vacinação na UFSC continuam ativos no prédio da Secretaria de Educação a Distância (Sead).
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APA do Anhatomirim faz 30 anos com participação da UFSC

20/05/2022 09:02

A Área de Proteção Ambiental (APA) do Anhatomirim completa 30 anos de criação nesta sexta-feira, 20 de maio. A unidade de conservação, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nasceu em 1992 com o objetivo principal, mas não único, de proteger a população de golfinhos Sotalia guianensis que habita parte da baía norte da Grande Florianópolis. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participa do conselho gestor da APA, com atuação de servidores da Coordenadoria das Fortalezas de Ilha de Santa Catarina.

Essa unidade de conservação ocupa uma área de 4.436,59 hectares no município de Governador Celso Ramos. Dentro da APA, fica a Fortaleza de Santa Cruz, localizada na Ilha de Anhatomirim, patrimônio histórico nacional mantido pela UFSC. Os objetivos da APA não são apenas ecológicos, mas ecológicos e sociais. Por isso, envolvem atenção com golfinhos, mata, rios e comunidades de pescadores artesanais, entre outros temas.

Regularmente, o ICMBio promove reuniões do conselho gestor para discutir tais assuntos. Além da UFSC, fazem parte do conselho diversos órgãos ligados à proteção ambiental e da administração pública de forma geral, como a Prefeitura Municipal de Governador Celso Ramos, a Marinha do Brasil, o Instituto do Meio Ambiente, o Comitê da Bahia Hidrográfica do Rio Tijucas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), entre outros. O comitê gestor da APA não é formado apenas por órgãos de governo. Há representantes das colônias de pesca da região, maricultores, associação de moradores, entre outras entidades representativas da população.

Para o ICMBio, desde sua criação, a APA é patrimônio de todo o povo e sua gestão é compartilhada e participativa. A APA do Anhatomirim é uma unidade de conservação que admite usos, regulamentando atividades como pesca, maricultura, turismo e lazer, além de estipular regras de como proceder quando há aproximação de golfinhos e outros animais. Por isso, o trabalho de regramento, fiscalização e educação ambiental são mantidos para preservar todo ecossistema para futuras gerações.

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Estudo identifica espécies vulneráveis de aves em áreas com núcleos agroflorestais

19/05/2022 09:19

Ouvindo o canto dos passarinhos, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina chegou a importantes resultados sobre os chamados Sistemas Silvipastoris com núcleos agroflorestais, áreas de pastagens com núcleos agroflorestais implantados para beneficiar as propriedades e o meio ambiente na região do encosto da Serra do Rio do Rastro. Além de sombrearem o pasto e resultarem em um alimento de melhor qualidade para o gado leiteiro, as agroflorestas inseridas na pastagem estão atraindo aves inéditas para esse tipo de região. Agroflorestas são áreas que reúnem cultivo de interesse do produtor e plantas da floresta.

A pesquisa de doutorado de Gisele Francioli Simioni, intitulada Biodiversidade de aves: a importância do componente arbóreo em sistemas pastoris, teve parte dos seus resultados publicados no artigo Response of birds to high biodiversity silvopastoral systems: Integrating food production and biodiversity conservation through applied nucleation in southern Brazil, que circulou no periódico Agriculture, Ecosystems & Environment, um dos mais relevantes da área. A tese foi orientada pelo professor Abdon Luiz Schmitt Filho, com coorientação dos professores Alfredo Celso Fantini, Fernando Joner e Benedito Côrtes Lopes. O artigo também é assinado por Joshua Farleyd e Alexandre Moreira.

Pica-pau de cabeça amarela (Fotos: acervo da pesquisadora)

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Pesquisa mostra o crescimento e a contribuição do audiovisual para a economia de SC

18/05/2022 11:09

Atividades de produção e pós-produção cinematográfica, de vídeos, de programas de televisão e de publicidade são as mais representativas de SC. Foto: Osarugue Igbinoba/Unsplash

Um grupo de pesquisadores da UFSC divulgou na última terça-feira, 17 de maio, os resultados do estudo Retratos do audiovisual catarinense: economia e políticas públicas. Financiado pelo Prêmio Catarinense de Cinema, lançado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o projeto é um mapeamento do setor baseado em dados de até 2021. Além de trazer informações sobre trabalho e renda, perfil das empresas de produção audiovisual, cursos de ensino superior e TVs públicas, o material indica caminhos para o desenvolvimento e o fortalecimento de políticas públicas e para uma maior articulação entre mercado e universidade. 

“Esse é o primeiro estudo feito em Santa Catarina que reúne economistas e pessoas ligadas ao campo do cinema, do audiovisual, que juntaram esforços para desenvolver uma metodologia nova para auferir os dados econômicos e institucionais”, comenta o professor do curso de Cinema Alfredo Manevy. Além dele, estiveram envolvidos no projeto Eva Yamila da Silva Catela, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais, Hoyêdo Nunes Lins, docente dos programas de pós-graduação em Economia e em Relações Internacionais, e Caroline Mariga pesquisadora e realizadora audiovisual graduada em Cinema pela UFSC.

Em diálogo com diversos agentes e entidades do audiovisual do estado, a equipe levantou e analisou dados de instituições como a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foram considerados trabalhos preexistentes, como um realizado no âmbito da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e entrevistados produtores, distribuidores, professores e gestores. Tudo isso possibilitou a disponibilização de informações quantitativas e qualitativas sobre questões como geração de emprego, tipos de mão de obra, arrecadação de impostos, processos criativos e modelos de negócios, conquistas em políticas públicas, gargalos existentes e desafios para o futuro.

Crescimento e arrecadação 

O crescimento do setor na última década impressiona. O trabalho revela que, entre 2010 e 2019, aumentou 429% o número de agentes econômicos atuando no audiovisual catarinense – passando de 90 para 476 agentes no período. 40% deles estão localizados em Florianópolis. Os demais se distribuem, principalmente, entre Joinville, Blumenau, Itajaí, Chapecó e Balneário Camboriú. As atividades de produção e pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão e as relacionadas à publicidade são as mais representativas, com 43% do total de agentes.
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Inscrições no processo seletivo de vagas remanescentes na UFSC começam nesta terça-feira, 17 de maio

16/05/2022 18:16

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) publicou nesta segunda-feira, 16 de maio, o edital do Processo Seletivo Especial para preenchimento de vagas remanescentes do Vestibular. São oferecidas 572 vagas em 28 cursos dos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville, para ingresso no segundo semestre letivo de 2022. As inscrições estarão abertas no período de 17 a 26 de maio. Poderão se inscrever todos os estudantes que concluíram ou estão em vias de concluir o Ensino Médio (curso de 2º Grau ou equivalente).

A inscrição será realizada somente via internet, no site www.remanescentes2022.ufsc.br. Os candidatos devem preencher o Requerimento de Inscrição e enviá-lo à Coperve até as 23h59 do dia 26 de maio. Após envio do requerimento, é aconselhável imprimir o Comprovante de Inscrição e gerar o boleto bancário, que poderá ser pago em qualquer agência bancária do País, em postos de atendimento ou via internet até o dia 27 de maio.

A taxa de inscrição é de R$ 75,00 para todos os cursos, mas os candidatos poderão solicitar isenção total do pagamento via CadÚnico (Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007) ou nos termos da Lei nº 12.799, de 10 de abril de 2013, que garante isenção das taxas a alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escola da rede pública (ou em escola privada com bolsa integral) e que possuam renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo per capita. Os requerimentos de isenção devem ser encaminhados no período de 17 a 20 de maio.

A partir do dia 31 de maio, a Coperve divulgará a Confirmação de Inscrição Preliminar, no site www.remanescentes2022.ufsc.br, no link “Confirmação de Inscrição Preliminar”, para conferência de dados. No caso de informações erradas, a correção poderá ser feita até 2 de junho. A Confirmação de Inscrição Definitiva, contendo a indicação do local onde o candidato realizará as provas, será disponibilizada até o dia 22 de junho de 2022.

Os cursos e as quantidades de vagas oferecidas estão disponíveis no Anexo I do edital, enquanto o Anexo II traz as informações sobre as tabelas de pesos das disciplinas e os pontos de corte. Em todos os cursos ofertados haverá reserva de vagas (50%) para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas, com recorte de renda e cotas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência.

Provas

As provas do processo seletivo especial serão realizadas em uma única etapa, no dia 10 de julho, das 14h às 19h. Os candidatos deverão elaborar uma redação e responder 40 questões (Língua Portuguesa – 6 questões; Língua estrangeira (inglês ou espanhol) – 4 questões; Matemática – 5 questões; Biologia – 5 questões; Ciências Humanas e Sociais – 10 questões, sendo 4 de História, 4 de Geografia, 1 de Sociologia e 1 de Filosofia; Física – 5 questões; Química – 5 questões).

As provas serão elaboradas com base nos conteúdos previstos nos programas das disciplinas, disponíveis no site www.remanescentes2022.ufsc.br desde o dia 7 de abril. No momento da inscrição, o candidato deverá informar o local em que fará a prova, podendo escolher entre as cidades de Florianópolis e municípios da grande Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos ou Joinville.

Para acessar os locais de realização das provas e durante todo o período em que permanecer nestes ambientes, o candidato deverá utilizar máscara facial, sendo indicado o modelo N95 ou similar. Todos deverão apresentar também no dia da prova o comprovante de vacinação contendo informação de segunda dose ou ciclo vacinal completo. Os candidatos não vacinados somente poderão participar do concurso se apresentarem teste com resultado negativo para a covid realizado com até 72 horas antes do dia 10 de julho. O consumo de alimentos será proibido, mas os estudantes poderão levar uma garrafa de água de material transparente.

Todos os candidatos inscritos devem tomar conhecimento do edital e acompanhar atentamente o site do concurso (www.remanescentes2022.ufsc.br), pois a Coperve divulgará por este canal editais, normas complementares e avisos oficiais sobre o Processo Seletivo Especial/Vagas Remanescentes.

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Alterações de trânsito na UFSC chegam à terceira semana com novos ajustes

16/05/2022 15:36

Rua Roberto Sampaio Gonzaga recebeu pintura com acesso exclusivo e sinalização de velocidade, estacionamento, e configuração de trânsito. (Foto: Divulgação/Agecom/UFSC

As mudanças de trânsito na região central do Campus Reitor João David Ferreira Lima (Trindade) da UFSC entram na terceira semana com a previsão de novos ajustes para assegurar a consolidação das medidas. As alterações viabilizaram a criação de um corredor exclusivo para a linha UFSC Semidireto, além de sinalização vertical e horizontal para a humanização do trânsito, com preferência a pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo.

As novas alterações implementadas na última semana incluíram pintura da via, demarcando o trânsito restrito a ônibus, além de espaço ampliado para pedestres. Também foi delimitado com cercamento provisório um espaço de estacionamento para favorecer o acesso à agência dos Correios e Centro de Convivência, com entrada pela Carvoeira. Essas vagas serão sinalizadas nos próximos dias e serão vagas rotativas, com permanência máxima de 15 minutos.

Apesar da sinalização e das primeiras duas semanas com a presença integral de profissionais de segurança para a orientação dos motoristas, ainda é frequente a circulação de carros e motos nas áreas restritas a ônibus. A Guarda Municipal de Florianópolis (GMF) é a responsável pela fiscalização e já aplicou notificações e multas no local.
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UFSC participa da XXI Feira do Mel de Santa Catarina, em Florianópolis

13/05/2022 11:41

Depois de dois anos no mundo virtual, por conta da pandemia, a Feira do Mel de Santa Catarina retorna para as ruas do centro de Florianópolis e realiza sua 21ª edição no Largo da Alfândega, até dia 14 de maio. Nesta edição, núcleos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam aos visitantes  a diversidade de espécies de abelhas que ocorrem em Santa Catarina, bem como os resultados de suas pesquisas que contribuem com o setor apícola do estado

Núcleo de Pesquisas Avançadas em Produtos da Colmeia (Nupac) promove uma exposição de banners com as propriedades dos méis de abelhas sem ferrão e do mel de melato de bracatinga, além de disponibilizar material informativo sobre fraudes e adulterações em méis. Na feira, é realizado um ensaio físico-químico para detectar fraude em mel por adição de açúcar, o chamado teste do Lugol. A Universidade realiza ainda uma exposição de méis florais (cristalizado e fluido), de abelhas sem ferrão e de melato da bracatinga, explorando suas diferenças sensoriais. Os visitantes têm a oportunidade de responder a um quiz com perguntas sobre os diferentes tipos de méis com distribuição de brinde.

Já o Núcleo de Estudos em Abelhas, Produtos Apícolas e Polinização (Neap) expõe coleções de abelhas pertencentes ao Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC, coordenado pela professora Josefina Steiner, em que são apresentadas as espécies produtoras de mel e aquelas que, por não formarem colônias, não são criadas para esta finalidade. Também estão disponíveis para demonstração três colônias de abelhas-sem-ferrão vivas, do meliponário do Parque Ecológico Cidade das Abelhas, representando as espécies mais criadas pelos meliponicultores catarinenses. Para estas três espécies (as abelhas jataí, mandaçaia e bugia), os visitantes têm a oportunidade de provar o mel que produzem, disponibilizado pelo engenheiro agrônomo egresso da UFSC, Pedro Faria Gonçalves, proprietário do Sítio Flor de Ouro.
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Equipe de foguetes da UFSC é uma das quatro brasileiras em competição internacional

12/05/2022 15:34

Kosmos Rocketry é formada por 25 integrantes e dois professores orientadores. Foto: Arquivo pessoal

A Kosmos Rocketry, equipe de competição de foguetes do Centro Tecnológico de Joinville (CTJ), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está em preparação para participar da Spaceport America Cup (SAC), a maior competição de foguetes universitários do mundo, nos Estados Unidos, que ocorre entre os dias 21 a 25 junho deste ano. O time está entre as quatro equipes brasileiras selecionadas para participar da competição. “Ainda não caiu a ficha. Acho que só vai cair quando a gente estiver lá nos Estados Unidos lançando o foguete”,  diz João Pedro Sandrin Golynski, capitão da equipe.

O foguete VLK-1 (Veículo Lançador Kosmos) irá concorrer na categoria de 3 km de apogeu. A preparação para o evento começou em 2021. “Começou pelo mental. A equipe tem que estar preparada. Tivemos que fazer um processo mental, que iria ser puxado”, recorda. O primeiro passo foi submeter o projeto técnico, contar como funciona a gestão e o marketing da equipe, além de explicar a visão para o futuro da área e como movimentam a comunidade local. Depois veio uma sequência de três atualizações, para saber quais atividades foram realizadas pela equipe durante os meses seguintes. 

VLK-1 (Veículo Lançador Kosmos) Foto: Divulgação Kosmos Rocketry Team

 

Agora, eles estão a caminho da competição. “A nossa preparação está assim, domingo a domingo, das oito da manhã às oito da noite no laboratório. Trabalhando, projetando, escrevendo para se preparar para ir pra lá”. A equipe está realizando testes com o motor do VLK-1. O último foi um teste estático, no dia 3 de maio, para verificar a segurança do sistema de propulsão. Segundo ele, o motor alcançou 91% do impulso teórico.

Para conseguirem ir ao evento, a Kosmos contou com investimento de patrocinadores, financiamento da Pró-Reitoria de Extensão da UFSC (PROEX) e da FAPESC, vendas de workshops e produtos colecionáveis. Além disso, um financiamento coletivo, que ainda está ativo, pode ser acessado pelo site https://www.kosmosrocketry.com/crowdfunding/

Criada em 2013, essa não é a primeira competição em que a equipe irá participar. Em 2020, eles ganharam o 10° lugar geral da competição e o 4° lugar – Combustão Sólida de 1 km de Apogeu Prêmio de Sportsmanship, no Latin America Space Challenge (LASC).

A equipe também estará presente no SpaceBR Show, uma feira da indústria espacial, que ocorrerá entre os dias 17 e 19 de maio em São Paulo. O evento terá a participação de startups e empresas do mercado espacial internacional e, além disso, um Fórum Híbrido (presencial e online), onde serão debatidas ideias e oportunidades locais e globais para o setor. “A gente pretende muito fazer negócio na feira. Chegar com o nosso plano de patrocínio, nosso plano de negócio e conectar essas pessoas. Queremos mostrar a nossa tecnologia e nosso potencial”, diz João Pedro Sandrin Golynski, capitão da equipe.

 

Para mais informações, acesse o site.

Instagram: @kosmosrocketry

 

Leticia Schlemper/Estágiaria de Jornalismo da Agecom/UFSC

 

 

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UFSC regulamenta política permanente de saúde mental

10/05/2022 17:02

Com o objetivo de atender estudantes – da Educação Infantil à pós-graduação –, servidores docentes e técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados de seus cinco campi, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu sua Política Intersetorial Permanente de Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Promoção da Saúde. Aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário (CUn) no último dia 31 de março, a política torna permanente iniciativas como o Acolhe UFSC, projeto que atua no acolhimento psicossocial à comunidade UFSC, em pesquisas sobre a saúde mental da comunidade universitária e na divulgação de ações e serviços de acolhimento.

A ideia é que a política promova a integração de ações produzidas na UFSC e constitua um espaço institucional de referência e integração para a atenção psicossocial e de promoção da saúde. Também estão entre seus objetivos a instituição de uma rede de atenção e de mecanismos de avaliação da própria política, bem como o estímulo a atividades de ensino, pesquisa e extensão e a contribuição para uma universidade democrática, equitativa, acessível, inclusiva e saudável. 

A secretária de Ações Afirmativas e Diversidades da UFSC, Francis Solange Vieira Tourinho, explica que a origem da política remete ao Comitê de Combate à Pandemia da Covid-19, instituído em maio de 2020 por meio da Portaria nº 360/2020/GR. Vinculada a esse comitê, foi criada também a Comissão Permanente de Monitoramento da Saúde Psicológica Universitária, responsável pela implementação do Acolhe UFSC.

Entre as ações desenvolvidas no âmbito do projeto, além dos atendimentos individuais e em grupo, destaca-se a pesquisa Estilos de vida e saúde mental da população da UFSC em tempos de covid-19. Realizado em fevereiro e março de 2021, o levantamento deixou claro que toda a comunidade universitária percebeu prejuízos psicossociais significativos relacionados à pandemia e suas exigências de distanciamento social, trabalho e aulas remotas. 73,3% dos respondentes perceberam uma piora no seu estado de saúde física e mental. Estudantes de pós-graduação foram os que relataram maiores índices de sofrimento psíquico. No que diz respeito ao gênero, mulheres cis e pessoas com identidade transgênero foram as que perceberam impactos mais significativos na saúde mental.
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Pesquisa mostra como desigualdades econômicas afetam a letalidade de crianças por covid

06/05/2022 16:17

Disparidades econômicas e regionais se relacionam às taxas de óbitos e de acesso a testes, tomografias e raios X entre crianças e adolescentes hospitalizados por covid-19. Foto: Piron Guillaume/Unsplash

Nos municípios mais pobres do Brasil, crianças internadas por covid-19 tiveram quase quatro vezes mais chance de morrer que as moradoras dos municípios de maior PIB per capita. Entre os adolescentes, o risco foi quase o dobro. As disparidades também se reproduzem entre as regiões do país: no Nordeste, a letalidade de crianças foi 2,5 vezes maior que no Sudeste. Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

Conduzido pela pesquisadora Caroline Fabrin, durante seu mestrado, e orientado pela professora e epidemiologista Alexandra Boing, o trabalho revelou como as desigualdades socioeconômicas impactaram o cuidado hospitalar e a letalidade de crianças e adolescentes internados por covid-19 no Brasil entre março de 2020 e dezembro de 2021. Para isso, valeu-se de dados de mais de 22 mil pessoas, de 0 a 18 anos, retirados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), que registra hospitalizações e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o território brasileiro e cujo preenchimento é obrigatório para serviços de saúde públicos e privados. 

Além de demonstrar como as disparidades econômicas e regionais associaram-se à taxa de óbitos de crianças e adolescentes hospitalizados por covid-19, o estudo também mostrou discrepâncias na realização de testes e exames. Tomografias foram duas vezes mais comuns nos municípios do maior decil de PIB per capita do que nos municípios mais pobres. Tiveram, também, quase o dobro da frequência entre crianças da região Sul, na comparação com as do Norte do país. Coletas de amostra biológica para diagnóstico e raios X também foram mais recorrentes nos locais de maior renda. Os achados mantiveram-se consistentes durante as duas ondas de covid-19 analisadas. 
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Série ‘Pianistas’ apresenta concertos gratuitos de artistas catarinenses na Igrejinha da UFSC

05/05/2022 14:00

A Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e o Departamento Artístico Cultural (DAC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem, nos meses de maio e junho, a série “Pianistas”. Serão quatro concertos musicais presenciais e gratuitos, apresentados na Igrejinha da UFSC, sempre às 19h, com consagrados/as pianistas catarinenses ou residentes em Santa Catarina.

Os concertos da série celebram a retomada das atividades artístico-culturais presenciais na Universidade, estabelecendo a Igrejinha da UFSC como espaço para receber apresentações musicais ofertadas à comunidade universitária e população de Florianópolis. “Nosso objetivo é abrir a Igrejinha para a UFSC e para a cidade, como um local de concertos e recitais. Iniciamos com a série ‘Pianistas’, no qual músicos catarinenses mostram ao público a beleza da arte do piano, proporcionando à comunidade acesso gratuito à música de concerto”, explica a secretária de cultura e arte da UFSC, professora Maria de Lourdes Borges.
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UFSC lança novo episódio do podcast ‘Universos Vivos’, sobre os livros do vestibular 

05/05/2022 12:11

O livro de poemas Paulicéia Desvairada, de Mário de Andrade, é tema do novo episódio do “Universos Vivos”, o podcast dos livros indicados para o vestibular da UFSC. No episódio lançado nesta quinta-feira, o docente de Literatura da UFSC Raul Antelo e o professor do Colégio de Aplicação da UFSC George França analisam o impacto dessa obra, que é considerada o marco do Modernismo no Brasil.

A série de episódios do “Universos Vivos” integram o podcast “Vou pra UFSC”, da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC. O projeto busca aprofundar as reflexões sobre as especificidades de cada texto. Nos programas, são apresentadas informações sobre o contexto da obra, a biografia do autor e as contribuições do livro para a sociedade brasileira.
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A culpa é do cérebro? Professor da UFSC populariza a neurociência nas redes

04/05/2022 14:27

Professor Andrei Mayer gravando um episódio de podcast em estúdio improvisado em seu apartamento. Foto: Julio Cavalheiro/Secretaria de Estado da Comunicação (Secom)/Santa Catarina.

O que acontece na mente quando pensamos? Como o cérebro faz cálculos? De onde vem o raciocínio lógico? Por que dormimos? Desde a infância e adolescência, o professor Andrei Mayer se pergunta sobre os mistérios relacionados ao funcionamento do cérebro humano. Também adorava acompanhar a programação do canal “Animal Planet”, o que inclusive influenciou na sua decisão de escolher o curso de Biologia quando chegou o momento de prestar vestibular. Hoje, aos 35 anos, ele procura encontrar essas respostas não só para saciar sua curiosidade, mas também para divulgá-las ao máximo de pessoas possível. Com cerca de 72 mil seguidores no Instagram e 107 mil inscritos em seu canal no Youtube, o professor tem se destacado como um popularizador da neurociência no Brasil.

Andrei é docente do Departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências Biológicas (CFS/CCB/UFSC) e está vinculado a dois programas de pós-graduação: o Programa Multicêntrico de Pós-graduação em Ciências Fisiológicas (PMPGCF/UFSC) e o Programa de Pós-graduação em Neurociências (PPGNeuro/UFSC). Leciona na graduação e pós-graduação, orienta estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Mas de tudo o que faz atualmente, o que mais lhe motiva é a divulgação científica.
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Prêmio Pesquisa de Destaque: projeto descobre respostas sobre o medo e a ansiedade com abordagem inédita

04/05/2022 14:00

Professor Roger Walz liderou pesquisa premiada

Desenvolver uma abordagem que permite a utilização de amostras de tecido cerebral humano para o estudo de mecanismos envolvidos no medo e na ansiedade, demonstrar de forma inédita a associação entre marcadores neuroquímicos específicos em estruturas cerebrais e manifestações clínicas de ansiedade em seres humanos; ampliar o conhecimento dos mecanismos neuroquímicos envolvidos com transtornos de ansiedade e estresse pós-traumático. Estes foram alguns dos objetivos atingidos pelo projeto Potenciais marcadores de prognóstico e alvos terapêuticos aplicáveis às doenças neurológicas e psiquiátricas, coordenado pelo professor Roger Walz, do Departamento de Clínica Médica, vencedor da categoria livre do Prêmio Pesquisa de Destaque da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC).

O estudo, focado em detectar marcadores de doenças neurológicas e psiquiátricas, é um dos trabalhos realizados pelo Núcleo de Excelência em Neurociências Aplicadas de Santa Catarina, que trabalha também com pesquisa clínica aplicada. A atuação nessas duas frentes possibilitou uma abordagem inovadora para compreender os mecanismos do medo e da ansiedade, questões que ainda provocam uma série de dúvidas à ciência médica.

Com essa abordagem, o grupo estudou amostras do tecido cerebral que é retirado dos pacientes submetidos a neurocirurgia de epilepsia, recurso utilizado em pessoas que não respondem a medicamentos. A abordagem é considerada inédita pois uma análise desse tipo só seria possível em cadáveres, mas como a cirurgia extrai o tecido cerebral dos pacientes o material pode ser aproveitado para fins científicos, com todos os procedimentos sendo devidamente monitorados durante a intervenção.

“Nós investigamos, nesse tecido cerebral, aspectos de neuroquímica, mais especificamente alterações de sinapses que podem ser quantificadas ‘in vitro’ através da técnica de Western Blot. Por incrível que pareça, é possível fazer isso”, explica o professor Walz, pesquisador 1A do CNPq. “Então, este tipo estudo não tem por objetivo testar um tratamento novo, mas utilizar o material que está disponível durante a assistência médica na nossa rotina para pesquisa básica, feita para se entender os mecanismos envolvidos nessa doença de interesse”, contextualiza. De acordo com ele, isso é o que se chama de pesquisa translacional do tipo bed to bench, cuja tradução significa do leito do hospital para a bancada de experimentação.

A detecção de marcadores de doenças neurológicas e psiquiátricas começou a ser possível por conta das cirurgias então realizadas no Hospital Universitário. O tecido cerebral dos pacientes foi rigorosamente estudado pela equipe e deu origem a um banco de dados. Os estudos investigam esses tecidos para compreender manifestações psiquiátricas nos pacientes, principalmente aquelas que envolvem a ansiedade e o medo aprendido, o stress pós-traumático. A pesquisa resultou em duas publicações na revista Molecular Psychiatry, do grupo Nature, periódico de alto impacto.

Muitas das respostas levantadas pela equipe, entretanto, vieram de perguntas que surgiram ao longo da pesquisa – um trabalho que envolveu, além da entrevista com os pacientes que passaram pela cirurgia, uma série de experimentos em laboratório. Para entendê-los, é necessário, antes, identificar o medo, o medo aprendido e a ansiedade como emoções que podem ser, de alguma forma, rastreadas no cérebro humano.

Emoções que deixam marcas

As manifestações psiquiátricas do medo e da ansiedade são reconhecidas pela literatura e também nos relatos dos pacientes, mas suas marcas no cérebro humano também podem ser rastreadas a partir de pesquisas como a realizada pelo grupo de Walz.

Sistema para Registro Eletrofisiológico para estudo de Populações Neuronais

De difícil conceituação, essas emoções podem ser descritas de um modo metafórico. O medo, por exemplo, pode ser simbolizado por aquela sensação de ser surpreendido por um carro ao atravessar a rua. “Na realidade, o que essa pessoa sente é uma resposta do corpo a uma ameaça iminente: o medo é uma resposta do corpo e, ao mesmo tempo, do cérebro. O medo é uma resposta natural fundamental para a preservação da espécie”, resume. Já a ansiedade, segundo o professor, é uma preocupação com algo que não aconteceu, mas que o paciente imagina ou se preocupa que possa acontecer. Em alguns casos esta preocupação gera respostas no corpo que lembram inclusive as observadas quando uma ameaça é eminente – gerando a resposta de medo. “Apesar de diferentes definições, acredita-se que os circuitos relacionados à sensação de medo e ansiedade têm sobreposição dentro do cérebro”, diz.

De acordo com o professor, a proximidade dos mecanismos que regem as sensações de medo e ansiedade sugeria que houvesse, também, uma semelhança com o estresse pós-traumático. Ele lembra que essa doença mobiliza a ciência por se tratar de um fenômeno ainda sem tratamento. Exemplos mais concretos seriam, por exemplo, uma situação de guerra, roubo ou violência sexual – quando a vítima retoma a sua vida com um histórico de lembranças e memórias que lhe causam prejuízos. “Embora exista uma certa relação entre o medo e ansiedade, os remédios que se usa para tratar a ansiedade não têm efeito sobre o medo aprendido, e portanto sobre o estresse pós-traumático. Então, essa é uma lacuna de entendimento dessas duas entidades que não tinha muita solução”, pontua o professor.

Alterações no cérebro

O professor lembra que o interesse era  investigar as alterações neuroquímicas que não são factíveis de serem estudadas em cadáver porque são extremamente sensíveis à falta de oxigênio e à falta de perfusão sanguínea do cérebro, inviabilizando estudos no tecido após a morte. “Antes da cirurgia, temos uma avaliação psiquiátrica bastante detalhada, com várias escalas. O psiquiatra aplica essas escalas, que guardam uma acurácia bem definida cientificamente não apenas para por diagnosticar depressão e ansiedade, mas também mensurar os níveis destes sintomas de uma forma objetiva, quantificável e reproduzível para aplicação em estudos científicos”, explica.

A primeira constatação da equipe foi de que, nos pacientes cuja escala demonstrava maior ansiedade, uma determinada alteração neuroquímica no cérebro se repetia, exatamente em uma mesma estrutura estudada, a amígdala, localizada na profundidade da região temporal – logo a frente da orelha. “Nós encontramos uma modificação química no cérebro que tem um correlato importante no funcionamento cerebral, no funcionamento de neurônios, e que se correlacionava, de forma contrária, ao nível de ansiedade: então, quanto mais ansiedade o paciente tinha, menos daquele marcador apresentava o paciente na amígdala”.

Implantação de microcânulas de infusão de fármacos no Sistema Nervoso Central

Em um dos artigos publicados a partir do estudo, a equipe demonstrou essa associação do medo e ansiedade com uma determinada alteração na amígdala dos pacientes. Depois, o professor seguiu procurando respostas para inquietações a respeito do tratamento para essas doenças. A ideia, então, foi bloquear essa via a partir de experiências com ratos.

Uma das tarefas comportamentais utilizadas foi o plus maze: um labirinto elevado para ratos tradicionalmente usado em pesquisas pré-clínicas com roedores, na área de ansiedade e medo. Nesta tarefa, o animal é colocado em uma plataforma de madeira em forma de cruz, elevada do chão. Um braço da cruz tem as paredes fechadas, e no outro a plataforma é aberta. A tendência dos animais é permanecerem na plataforma fechada e evitarem a aberta. A proporção de tempo nas duas plataformas é uma medida de comportamento de medo inato, análogo à ansiedade em humanos.

O professor pontua que, nesta tarefa, se o animal é medicado com ansiolítico benzodiazepínico como por exemplo Rivotril, Valium, Lexotam ou análogos, a tendência é que ele permaneça mais tempo no braço aberto do que no fechado. “Então, por analogia, sabemos que esse teste tem uma certa relação com ansiedade. E percebemos que a relação que observamos nos pacientes na qual, , quanto mais ansioso o paciente menos daquele marcador neuroquímico apresentava, também se repetiu nos ratos, e na mesma estrutura cerebral”.

O inibidor, entretanto, não causou nenhum efeito nos ratos com relação a ansiedade. Ainda buscando respostas para as emoções, a equipe decidiu, então, estudar o medo ao apresentar para o bicho uma ameaça real. A experimentação consistiu em medir o tempo de freezing (congelamento) do rato após a aplicação de um pequeno choque elétrico. “O tempo de congelamento é uma medida indireta de medo, quanto mais medo ele sente, mais tempo de congelamento”, explica o professor.

De acordo com o professor, a expectativa da equipe era que o inibidor diminuísse o tempo de congelamento. “Então, a gente tinha um marcador que caía à medida que subia a ansiedade no ser humano e esse mesmo marcador também caía no rato”, lembra o professor. O mesmo marcador, no entanto, subia quando a atenção se voltava ao medo aprendido.

Sabia-se que o mesmo marcador permeava a ansiedade no humano, ansiedade no rato e o medo no rato. Sabia-se, também, que ele não seria a causa e nem consequência da ansiedade no rato, porque os experimentos não demonstraram essa correlação. Por isso a equipe partiu para o estudo do medo.

“Utilizando a abordagem da micro injeção intracerebral, em um grupo de animais injetamos só uma solução inerte no grupo controle e, no outro grupo, a gente injetou um inibidor da proteína quinase investigada. E aí a gente teve efeito espetacular: quando a gente coloca aquele inibidor, o rato simplesmente não congela”, explica Walz. Ou seja, os resultados indicaram que o marcador, mesmo sendo o mesmo para ansiedade no paciente e ansiedade e medo nos ratos, não apresenta potencial para ser utilizado no tratamento de ansiedade, mas é potencialmente um alvo terapêutico para medo aprendido.

“Assim, embora a ansiedade e o medo apresentem certa sobreposição em termos de circuitos cerebrais e neuroquímica, nossos achados justificam, ao menos em parte, por que os tratamentos amplamente eficazes no tratamento da ansiedade não têm efeito no tratamento do estresse pós-traumático, que é um tipo de medo aprendido. “Então, por isso que esse artigo acabou tendo um impacto e a publicação numa revista importante”, explica Walz. “A gente espera, a partir de agora, continuar investigando outros marcadores de doenças psiquiátricas utilizando esta metodologia de pesquisa com o material da cirurgia de epilepsia”.

Além dos resultados científicos sólidos capazes de ampliar a compreensão de mecanismos envolvidos com transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático e da síndrome do pânico, o estudo também foi importante por aproximar grupos de excelência em pesquisa básica e clínica, resultando na criação de uma rede de cooperação interdisciplinar. O estudo também contribuiu para a internacionalização da UFSC por meio da interação com pesquisadores da Inglaterra e estados Unidos. Participaram do estudo os pesquisadores Cristiane Ribeiro de Carvalho, Mark Willian Lopes, Leandra Celso Constantino; Alexandre Ademar Hoeler, Hiago Murilo de Melo; Ricardo Guarnieri , Marcelo Neves Linhares , Zuner Assis Bortolotto , Rui Daniel Prediger , Alexandra Latini , Kátia Lin , Julio Licinio e Rodrigo Bainy Leal.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Música e arte marcam festival de abertura da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

03/05/2022 16:05

Grupos musicais e stand-up foram atrações no festival de reabertura. (Foto: Salvador Gomes/ SeCArte/ UFSC)

No último domingo, 1º de maio, ocorreu a solenidade de reabertura da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na Praia do Forte em Florianópolis. Aberta ao público em 21 de março, esta foi a primeira das três fortalezas históricas na Ilha de Santa Catarina a abrir as portas após a pandemia de Covid-19. A edificação está, desde 1991, sob gestão da Universidade juntamente com a Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones.

O evento teve dez horas de programação, sendo a abertura feita pelo passeio com guias profissionais do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Houve cortejo musical com a Banda Cucamonga, stand-up da Dona Bilica, bloco de carnaval Para Cara, Orquestra de Choro do Campeche e demonstração de esgrima histórica com o SCAM, projeto de extensão do Departamento de História da UFSC.

A fortaleza está aberta enquanto passa por obras de restauração. Uma primeira intervenção ocorreu em 1991 com apoio da Fundação Banco do Brasil, e esta segunda restauração em andamento desde 2020 recebeu recursos do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça, através de captação pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). A obra está na reta final, ainda é possível ver os canhões sendo recuperados na muralha. A fortaleza faz parte de um complexo de defesa da Ilha no século XVIII, e já teve cerca de trinta construções de diferentes proporções, protegendo ilha e baía. O prédio, muralhas e objetos dão testemunho concreto sobre a história do Brasil e da Ilha de Santa Catarina.
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Prêmio Pesquisa de Destaque: projeto colabora para edifícios mais sustentáveis e eficientes

03/05/2022 14:00

Entender, promover e disseminar estratégias e técnicas para o desenvolvimento de edifícios que sejam adequados ao clima no qual estão inseridos, que aproveitem a iluminação natural, com maior eficiência energética e menor impacto ambiental, que busquem a redução do desperdício de água tratada e que levem em conta as necessidades dos usuários. Esses são os principais objetivos do projeto Adequação climática e uso racional de água em edificações, coordenado pelo professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Enedir Ghisi e vencedor da categoria Pesquisa Aplicada do Prêmio Pesquisa de Destaque, organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC)

Em andamento desde 2007, o projeto envolve uma ampla gama de assuntos que impactam diretamente o consumo de energia e a qualidade de vida das pessoas, incluindo desempenho e conforto térmico, aproveitamento da água da chuva, análise do ciclo de vida das construções, sistemas de iluminação integrados com a iluminação natural e comportamento do usuário. Nesses 15 anos, foram publicados mais de 140 artigos em revistas científicas e orientados mais de 150 estudantes e pesquisadores, da graduação ao pós-doutorado.

“Já foram vários trabalhos sobre isso, e a gente já tem algumas conclusões dos trabalhos realizados. Já sabemos que as edificações, de fato, não podem ser construídas de qualquer jeito, que é o que vem sendo feito no Brasil o tempo inteiro, desde longa data. Projeta-se a edificação e ela é construída daquele jeito em qualquer clima. Isso é errado. Não tem como funcionar. Uma casa projetada para ser construída em Florianópolis deveria ser diferente de uma casa em Lages; ela deveria ser diferente de uma casa em Belém, no Norte do Brasil; ela deveria ser diferente de uma casa no litoral do Nordeste, por exemplo. Cada edificação deveria ter características diferentes para cada um desses climas e para qualquer outro clima que a gente tem. Então, quando vemos os programas governamentais por aí, financiando a construção do mesmo projeto em todo o Brasil, temos algo completamente inadequado”, salienta Enedir.

Uma construção não apropriada ao clima local tem reflexos diretos no consumo de aparelhos como ar-condicionado ou ventilador, caso a pessoa tenha dinheiro para isso. “Senão ela vai morar numa casa onde ela vai sofrer mais, porque vai ser muito quente no verão, porque vai ser muito frio no inverno, e, se ela não tem recurso para comprar esses equipamentos, ela simplesmente vai sofrer lá dentro passando calor ou passando frio”, comenta o professor. O mesmo vale para outras questões, como a iluminação. Ambientes com bom aproveitamento de luz natural podem garantir a economia com iluminação artificial. “Qualquer tipo de edificação, uma casa, um prédio comercial, um prédio público, uma escola, assim por diante, todas elas deveriam levar isso em consideração”, enfatiza o docente.
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Inscrições ao processo seletivo de pessoas refugiadas começam nesta quarta-feira, dia 4

03/05/2022 10:55

Começam nesta quarta-feira, dia 4 de maio, as inscrições ao processo seletivo para ingresso de pessoas refugiadas em cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições vão até 13 de maio de 2022, são gratuitas e realizadas via internet. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o site www.refugiados2022.ufsc.br, preencher integralmente o Requerimento de Inscrição e enviá-lo (via internet) para a Coperve/UFSC até 23h59min do dia 13 de maio de 2022.

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) publicou versões em inglês, espanhol e francês do edital do processo seletivo.

São oferecidas 10 vagas, com no máximo uma por curso. Os candidatos poderão optar por apenas um dos cursos listados no Quadro Geral de Cursos (Anexo I do edital). Essas vagas serão preenchidas de acordo com a classificação geral dos candidatos.

As 10 vagas são remanescentes do Vestibular UFSC 2022 e serão oferecidas para pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadoras de visto humanitário,  oriundos(as) de qualquer percurso escolar e que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio ou equivalente até a data de matrícula na UFSC. O ingresso é para o segundo semestre letivo de 2022, em cursos de Graduação do campus de Florianópolis.

Os documentos de identificação aceitos para inscrição são passaporte, ou Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) ou Registro Nacional Migratório (RNM), ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Excepcionalmente, o candidato poderá apresentar outro documento de identificação com foto. Todos terão que informar também o número de CPF.

A prova será realizada no dia 12 de junho de 2022, das 14h às 18h. Os candidatos responderão 30 questões de Língua Portuguesa (10 questões), Conhecimentos Gerais (17), Língua Estrangeira (3 questões, com opção de espanhol, inglês ou francês) e ainda deverão elaborar uma Redação. A prova de Conhecimentos Gerais envolverá as disciplinas de Biologia, Química, Matemática, Física, História e Geografia. Os programas das disciplinas estão disponíveis no site www.refugiados2022.ufsc.br.

A Confirmação de Inscrição Definitiva, contendo o local de realização da prova, será disponibilizada no site www.refugiados2022.ufsc.br a partir do dia 1º de junho de 2022.

Para acesso ao local de provas, o candidato terá que apresentar, além de documento de identificação, um comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou um teste com resultado negativo realizado até 72 horas antes do dia da prova. Após entrar no local de prova e durante todo o período de sua realização, o candidato deverá usar máscara facial, sendo indicado o modelo N95 ou similar. Não será permitido o consumo de alimentos durante a realização do exame.

O gabarito das questões objetivas e a prova serão divulgados no site www.refugiados2022.ufsc.br a partir das 19h do dia 12 de junho. A relação oficial dos(as) classificados(as), contendo nome e número de inscrição, bem como o boletim de desempenho individual dos(as) candidatos(as), também serão divulgados no site do concurso.

 

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Professora da UFSC é homenageada por aluno que descreveu novo gênero de fungo

03/05/2022 09:17

Fungo do gênero Nevesoporus teve suas primeiras amostras coletadas em 2009

O pesquisador Altielys Casale Magnagoo, egresso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), descreveu um novo gênero de fungo e o nomeou em homenagem à sua professora, orientadora de mestrado e coorientadora de doutorado, Maria Alice Neves, do Departamento de Botânica, do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O artigo científico com a descoberta foi publicado na revista internacional Mycologia no último dia 22 de abril, e está disponível no site Taylor & Francis Online. 

O nome dado ao novo gênero de fungo, Nevesoporus, combina o sobrenome da professora, Neves, com porus, proveniente do latim, termo relacionado ao himenóforo poróide do cogumelo. As primeiras amostras foram coletadas em companhia da professora Maria Alice em 2009, quando Altielys ainda era graduando do curso de biologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e estagiário da professora Maria Alice na disciplina de Biologia de Fungos, Algas e Briófitas. Apesar da descoberta, Altielys só decidiu sugerir uma nova espécie para o fungo quando já era mestrando na UFSC. 
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Conselho Universitário elege listas tríplices para os cargos da Reitoria da UFSC

02/05/2022 14:24

Irineu e Joana comemoram eleição no Conselho Universitário. (Foto: João Eduardo Cardoso Pinheiro/Agecom/UFSC)

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou nesta segunda-feira, 2 de maio, uma sessão especial para composição da lista tríplice para os cargos de reitor e vice-reitor da Universidade. O Conselho elegeu, para compor a lista ao cargo de reitor, o professor Irineu Manoel de Souza, com 35 votos, a professora Dilceane Carraro (11 votos) e a professora Miriam Furtado Hartung (11 votos). Para o cargo de vice-reitor foram indicados a professora Joana Célia dos Passos, com 37 votos, o professor Jacques Mick (11 votos) e a professora Miriam Pillar Grossi (11 votos). As listas tríplices serão agora enviadas para o Governo Federal, que deverá nomear o novo reitor. Ao todo, 62 conselheiros participaram da sessão.

Logo na abertura da sessão, na Sala dos Conselhos, houve a solicitação de um dos conselheiros para que a reunião do CUn fosse realizada no Auditório da Reitoria e permitisse a participação de público. O pedido foi submetido à plenária e aprovado por 28 votos a 22. A reunião foi transferida para o Auditório, possibilitando a presença de aproximadamente mais cem pessoas. Este público, formado majoritariamente por estudantes, promoveu manifestações antes e durante a reunião.

Antes de passar a palavra à Comissão Especial designada para conduzir a formação das listas tríplices, o reitor Ubaldo Cesar Balthazar dirigiu algumas palavras aos presentes e a todos que acompanhavam a sessão. “Hoje, como fazemos há quatro décadas, estamos reunidos em sessão especial para exercer o nosso direito de votar e eleger quem comandará a nossa instituição nos próximos quatro anos.”
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‘Study in Europe Road Show 2022’ apresenta oportunidades de intercâmbio

29/04/2022 18:05

Evento lotou o Hall do Centro de Cultura e Eventos. Foto: Divulgação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou, nesta sexta-feira, 29 de abril, o Study in Europe Road Show 2022, evento promovido para aproximar alunos, pesquisadores e docentes das agências de fomento aos estudos na Europa por meio instituições conveniadas. As oportunidades foram apresentadas pela França (Campus France e Aliança Francesa de Florianópolis), Alemanha (Daad), Suíça (Swissnex) e Bélgica (WBI), recebidas pela Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da UFSC.

A primeira parte do evento foi dedicada à apresentação dos programas, e a seguinte foi de atendimento aos alunos. Os programas de bolsas expostos atendem a diferentes necessidades, além dos tipos de intercâmbio e estudos de campo, contemplando as distintas áreas do conhecimento com apoio financeiro e cultural aos pesquisadores e grupos de estudantes. Incluem, também, cursos preparatórios da língua nativa do país para intercambistas que possuem o inglês como segundo idioma.

O evento aconteceu no Hall do Centro de Cultura e Eventos, aberto a toda população, e reuniu o público a partir das 11h, com atendimentos até as 15h. Foram distribuídos, pelos estandes, revistas e encartes com informações completas sobre cada tipo de bolsa, como funcionam e como participar delas.
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Hospital Universitário comemora 42 anos de história

29/04/2022 15:32

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) completa 42 anos nesta segunda-feira com uma solenidade que dá início a uma série de comemorações durante todo o mês. A abertura oficial será no dia 2 de maio, às 9 horas, no auditório do HU, com a presença de representantes do hospital, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Associação Amigos do HU. Haverá homenagens para personalidades que marcaram a história do hospital.

Após a solenidade, os convidados e funcionários/servidores poderão confraternizar no refeitório do hospital. Entre as atividades do mês, está prevista a realização dos Jogos Internos do HU e uma oficina de cosméticos com plantas, organizados por profissionais da instituição. Confira a programação.

As comemorações marcam uma história iniciada na década de 1960, quando a instituição foi idealizada para atendimento nas demandas de ensino, pesquisa e extensão da UFSC. Este projeto foi consolidado em 1980, com a fundação do hospital que hoje é considerado uma referência para a região da Grande Florianópolis e o Estado de Santa Catarina, sendo o único hospital federal do Estado.

O HU-UFSC foi inaugurado oficialmente em 2 de maio de 1980, tendo como patrono o professor Polydoro Ernani de São Thiago, que dá nome à instituição. O registro da primeira paciente internada no HU é daquele mesmo ano. Na fase inicial, foram instalados os leitos de clínica médica e de clínica pediátrica com seus respectivos ambulatórios. Em seguida, foram ativados o Centro Cirúrgico, a Clínica Cirúrgica I e a UTI Adulto. Em 1995 foi inaugurada a Maternidade, com as unidades de alojamento conjunto, Centro Obstétrico e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. A primeira criança nasceu em 1995.
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