Instituto de Estudos de Gênero promove seminário sobre mulheres na ciência e pandemia de covid-19

24/09/2021 18:02

O  Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove a live A pandemia de covid através das análises de mulheres cientistas. A transmissão faz parte do I Ciclo de seminários temáticos: mulheres na ciência e ocorre na próxima segunda-feira, 27 de setembro, às 18h, por meio do canal do IEG no YouTube.

Participarão da conversa as professoras do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC) Alexandra Boing e Márcia Grisotti e a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Leila Garcia. O evento remoto será mediado pela pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas Barbara Amorim.

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Professores da UFSC colaboram na produção de livro sobre variedades de uvas viníferas no estado

24/09/2021 15:50

Uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Fundação Edmund Mach de Trento na Itália, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e produtores catarinenses possibilitou a realização de testes com 36 variedades de uvas viníferas em quatro locais de diferentes regiões de altitude do estado. A pesquisa, que avaliou o potencial da produção de vinho de qualidade de cada variedade, resultou no livro Potencial de variedades de uvas viníferas nas regiões de altitude de Santa Catarina, disponível para download gratuito.

Os resultados apresentados caracterizam-se como um marco histórico na avaliação da aptidão do estado de Santa Catarina para a produção de vinhos finos. Dentre os pesquisadores responsáveis pela coleta de informações e conhecimentos científicos, os engenheiros-agrônomos e professores da UFSC Alberto Fontanella Brighenti e Aparecido Lima da Silva se destacam entre os organizadores da obra. O trabalho levou 15 anos para ser concluído e possibilitou o reconhecimento internacional do estado como produtor de vinhos finos de qualidade. 

Além disso, a parceria entre instituições e produtores proporcionou novos conhecimentos no sistema de produção a campo, investimentos em modernização da infraestrutura de vinificação e formação de competência humana pela qualificação de professores, pesquisadores e estudantes. O livro descreve as 36 variedades de uvas testadas, os aspectos socioeconômicos, incluindo solo, clima e fisiologia da produção de uva a campo e a avaliação enológica das diferentes variedades nas regiões de altitude de Santa Catarina.

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Risco de tsunami atingir a costa brasileira é remoto, diz pesquisador da UFSC

23/09/2021 10:36

A erupção do vulcão Cumbre Vieja, localizado na ilha de La Palma, arquipélago das Canárias, produziu imagens impressionantes, com explosões, colunas de fumaça e rios de lava destruindo casas e correndo em direção ao mar. O frenesi da situação levou alguns órgãos de imprensa a cogitarem que o fenômeno pudesse dar origem a um tsunami e o passo seguinte foi especular se ele poderia atingir a costa brasileira – e até o litoral catarinense.

Essa possibilidade, no entanto, é considerada muito remota, dada a grande distância entre o arquipélago e a costa brasileira – cerca de 4.500 quilômetros das capitais nordestinas de Fortaleza e Natal e 7.000 quilômetros de Florianópolis. Para que isso ocorresse, seria necessário um maremoto de grande magnitude, explica o professor Norberto Olmiro Horn Filho, do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com o professor, a probabilidade de ocorrer um tsunami que atingisse a costa brasileira é muito baixa.

Nessa entrevista, o professor aborda os fenômenos geológicos que podem dar origem a tsunamis e quais os riscos de eles ocorrerem no Brasil.

O senhor acredita que, de maneira geral, a cobertura jornalística do fato foi fidedigna ao risco de tsunami? Como avalia a cobertura, antes e depois da erupção que ocorreu no último domingo? Como a imprensa que cobre ciência deveria ter reagido à possibilidade de erupção?

Mapa mundial de riscos sísmicos

A Geologia é uma ciência com muitas variáveis e se baseia muito em tendências. O que se tem mais atual em Geologia é a Teoria da Tectônica de Placas, onde 55 placas se movem diariamente e, a partir desse movimento, muitos eventos geológicos nos continentes e nos oceânicos podem ser explicados.

Recomendar-se-ia que antes da divulgação de provável risco de tsunami, uma leitura acerca dessa possibilidade fosse no mínimo explorada. O próprio mapa de riscos sísmicos e zonas de perigo aos terremotos e maremotos mostra muito baixo risco para a região onde estão as ilhas Canárias.

Como está estruturada a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR)?

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) tem por objetivo monitorar a sismicidade do território nacional e gerar informações que suportem a investigação da estrutura interna da Terra através da implantação e manutenção de estações sismográficas permanentes. A RSBR é composta de quatro redes em 90 estações, sendo que atualmente o Serviço Geológico do Brasil e o Observatório Nacional possuem um convênio para apoio à RSBR na sua manutenção e a pesquisas em sismologia, de interesse do Brasil.

Segundo a RSBR, para que houvesse alguma consequência no Brasil advinda da erupção na ilha La Palma, seria ainda necessário a ocorrência de um terremoto e desabamento de parte da ilha. Uma erupção submarina causando um maremoto com sismicidade elevada poderia até ocasionar a formação de um tsunami, entretanto, os reflexos seriam sentidos mais efetivamente na costa africana. O desabamento de parte da ilha não parece ser requisito para que houvesse consequências no Brasil.

Como a ciência analisa esse tipo de risco? Como deve ser o raciocínio de um cidadão comum a respeito da possibilidade de tsunami na costa brasileira? E na costa catarinense?

É bastante improvável a possibilidade de um tsunami na costa brasileira e catarinense, uma vez que possíveis maremotos causadores de tsunamis deveriam ocorrer nas proximidades da Cordilheira MesoAtlântica situada em média 3.000 km da costa brasileira. Entretanto não se descarta totalmente essa possibilidade caso a manifestação venha a ocorrer a partir dos limites transformantes adjacentes à cordilheira. Assim mesmo, a magnitude dos sismos não alcançaria valores elevados.

Que tipo de situação levaria Santa Catarina a um risco real de tsunami, ou maremoto? A UFSC estuda esse tipo de evento?

É bastante improvável a possibilidade de risco real de um maremoto ou tsunami no litoral de Santa Catarina, uma vez que não têm sido detectadas falhas ou rupturas entre placas tectônicas e erupções vulcânicas, que são as principais causas dos maremotos. A Universidade Federal de Santa Catarina não estuda diretamente esse tipo de evento, entretanto, está engajada em diversas pesquisas nas áreas de Geologia Marinha, Geofísica Marinha e Oceanografia Geológica no âmbito da rede de pesquisa nacional do Programa de Geologia e Geofísica Marinha (PGGM).

Existe alguma área ou região do Oceano Atlântico propensa à ocorrência de algum evento sísmico que pudesse originar um tsunami?

O Brasil está inserido na Placa Tectônica da América do Sul, cuja parte continental da placa consiste na área terrestre dos países sul-americanos e na parte oceânica, o oceano Atlântico a oeste da Cordilheira MesoAtlântica. O limite divergente separa a Placa Tectônica da América do Sul da Placa da África, localizado praticamente no meio do oceano Atlântico. Esse limite tectônico de afastamento das duas placas pode gerar eventos sísmicos de baixa magnitude, por conseguinte, maremotos e prováveis tsunamis também de baixa intensidade. Os setores onde a Cordilheira MesoAtlântica e as zonas de fraturas estão mais próximas da linha de costa, como nas regiões Nordeste e Norte e arquipélago São Pedro e São Paulo, representam os setores de maior probabilidade de eventos sísmicos de maior intensidade.

Qual é a origem e o significado da expressão “tsunami”?

Tsunami é um substantivo masculino que significa onda de porto (harbour wave) traduzido do japonês tsunami, sendo conceituado como o deslocamento de uma grande massa de água gerado por maremotos, erupções vulcânicas e impacto de meteoritos. A principal causa que pode gerar um tsunami é a presença de falhas ou rupturas entre placas tectônicas no fundo oceânico.

Na maioria dos casos, para que uma onda gigante se forme é necessário que se tenha um maremoto, isto é, um terremoto no mar, com seus elementos geométricos típicos incluindo o hipocentro ou foco, epicentro e as ondas sísmicas. Nem todo maremoto origina um tsunami. Tsunami e maremoto não são sinônimos.

Um dos fenômenos observados no grande tsunami de 2004, na Ásia, foi o recuo do mar antes da onda que varreu as regiões litorâneas. Qual é a explicação científica deste fenômeno?

Um tsunami ao se aproximar na zona litorânea na plataforma continental interna (mais rasa) tem seu comprimento e velocidade de onda diminuído, com aumento gradativo de sua altura. A força dos ventos empurra e puxa a superfície do oceano em escala regional, elevando o nível do mar em algumas áreas e, inevitavelmente, sugando-o em outras áreas, motivo pelo qual pode ocorrer o recuo do mar antes da chegada do tsunami.

 

A ILHA LA PALMA E A GEOLOGIA DA REGIÃO

A ilha La Palma é uma das sete ilhas que compõem o arquipélago das Canárias localizadas no oceano Atlântico norte. A ilha está distante cerca de 500 km da costa africana no Saara Ocidental e a 1.800 km da capital Madri, uma vez que as ilhas fazem parte do território espanhol. Ainda assim, considerando a costa brasileira, a ilha La Palma dista cerca de 4.500 km das capitais Fortaleza e Natal e 7.000 km da capital Florianópolis, todas situadas a sudoeste do arquipélago.

As profundidades de entorno da ilha são de aproximadamente 2.700m na província fisiográfica oceânica da planície abissal, onde coexistem as referidas ilhas e os montes submarinos não aflorantes, todos produtos de vulcanismo submarino.

O vulcanismo submarino em questão está relacionado ao vulcanismo da intraplaca tectônica da África associado aos pontos quentes (hot spots) típico de erupções efusivas com lava fluida e básica com baixos teores de sílica. O vulcanismo intraplaca, de um modo geral, diferente do vulcanismo interplaca, não provoca abalos sísmicos de grande envergadura, como aqueles observados no limite convergente das placas do Pacífico e da América do Sul (com formação da cordilheira dos Andes) e das placas do Pacífico e da América do Norte (onde aflora a falha de Santo André).

As ondas gigantes (tsunamis) têm como principal causa os falhamentos entre placas tectônicas e subordinadamente, as erupções vulcânicas, explosões de bolhas de gás, deslizamentos submarinos e impacto de meteoritos. No caso específico das ilhas Canárias, a origem de prováveis ondas gigantes poderia estar relacionada às erupções vulcânicas intraplaca da África.

A ilha La Palma é uma ilha oceânica muito jovem formada a partir de um vulcanismo insular submarino nos últimos dois milhões de anos. Ainda está em formação comprovado pelos eventos magmáticos vulcânicos básicos que tem assolado a ilha, cuja última erupção data do ano de 1971.

A probabilidade de ondas gigantes (tsunamis) poderiam ser sentidas mais rápida e efetivamente na costa do Saara Ocidental. Entretanto, para que as mesmas viessem a percorrer toda extensão do oceano Atlântico, alcançando as costas do Brasil, provavelmente, a magnitude do maremoto deveria atingir valores superiores na escala Richter.

CÍRCULO DO FOGO DO PACÍFICO

Tsunamis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico (80% dos tsunamis), uma vez que nas margens desse oceano em contato com as margens continentais ocidentais da América do Sul e da América do Norte e das margens continentais orientais da Ásia e da Austrália, existe o Círculo do Fogo, que gera vulcanismo, terremotos, maremotos e prováveis tsunamis, muitas vezes relacionados às fossas oceânicas e zonas de subducção. São originados geralmente sob magnitudes dos sismos maiores que 7,0, gerando ondas com alturas entre 5 e 30 metros. Sua ocorrência pode ainda ser registrada no Oceano Índico, entretanto, raramente, têm sido registrados no Atlântico.

Os sismos de Valdivia no Chile em 1960 (Mw 9,5), do Alasca em 1964 (Mw 9,2) e o de Sumatra em 2004 (Mw 9,2), são exemplos recentes de maremotos que geraram teletsunamis, megatsunamis ou tsunamis transoceânicos, que podem atravessar oceanos inteiros. Abalos com magnitudes menores (Mw ±4) podem provocar tsunamis locais e/ou regionais, capazes de devastar as costas nas proximidades dos sismos em apenas alguns minutos.

 

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Pós-Graduação em Enfermagem promove aula aberta como parte da comemoração de 45 anos

20/09/2021 09:09

O Programa Acadêmico de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC) começa nesta quinta-feira, 23 de setembro, as comemorações dos seus 45 anos, com a realização de uma aula aberta especial sobre Avaliação da Pós-Graduação em Enfermagem no Brasil, que será transmitida às 14h, via Youtube. A convidada é a professora Cristina Maria Garcia de Lima Parada, coordenadora da área de enfermagem da Capes.

Na sequência, serão realizados mais dois eventos: um seminário de internacionalização, no dia 21 de outubro, com foco na história, nos desafios e em perspectivas futuras para a internacionalização do programa e um evento comemorativo com conferências, mesas de discussão e homenagens a ex-professoras e coordenadoras, marcado para 25 de novembro.

O PEN foi criado em 1976, com o curso de Mestrado em Ciências da Enfermagem, Área de Concentração em Saúde do Adulto. Passou a ofertar o Doutorado em Filosofia da Enfermagem a partir de 1993 e Pós-Doutorado em Enfermagem a partir de 2010. Entre 2017 e 2019, desenvolveu o primeiro Mestrado Interinstitucional da UFSC – MINTER-INTERNACIONAL, com a Universidade de Magallanes/UMAG-Chile. Ao celebrar 45 anos, está estruturado em duas áreas de concentração: Filosofia e Cuidado em Saúde e Enfermagem e  Educação e Trabalho em Saúde e Enfermagem. O programa alcançou o conceito seis nos dois últimos períodos avaliativos da Capes, obtendo o reconhecimento como programa de excelência internacional.

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Abertas as inscrições para o II Colóquio Internacional do Campo Discursivo

20/09/2021 08:47

 

Estão abertas as inscrições para o II Colóquio Internacional do Campo Discursivo, evento online e gratuito organizado com apoio do Programa de Pós-Graduação em Linguística, que ocorre nos dias 27, 28 e 29 outubro, de manhã e à tarde. O tema da segunda edição é Pandemias Discursivas. A  transmissão será via Youtube.

Trata-se da segunda edição do evento do Grupo de Estudos no Campo Discursivo (CNPq), que tem o objetivo de reunir pesquisadores voltados aos estudos discursivos em suas diferentes vertentes. O evento contará com uma conferência do professor Pedro de Souza, da UFSC, que também é o homenageado da edição, além de cinco mesas virtuais, com convidados nacionais e internacionais.

A ideia é, a partir do evento, dar a ver a rede de discursos e práticas que afetam a atualidade, em temas como a saúde, a doença, o corpo, os dispositivos de segurança e as formas de vida. Além disso, a proposta também é problematizar a explosão dos discursos e sua deriva, marcas indeléveis do que é chamado de contemporâneo. Mais informações no e-mail campodiscursivoufsc@gmail.com e no site https://coloquiocampodiscursivo.ufsc.br.

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Estudo analisa as respostas das instituições federais de ensino do Sul do país à pandemia

16/09/2021 12:10

Livro reúne estudos relacionados ao impacto da covid-19 em instituições de ensino superior de diversos países. Foto: divulgação

A secretária-executiva da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Fernanda Leal é coautora de um estudo sobre as ações realizadas pelas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Sul do Brasil para amenizar e mitigar os efeitos da pandemia. O trabalho compõe um capítulo do livro Global higher education during covid-19: policy, society, and technology (Educação superior global durante a covid-19: política, sociedade e tecnologia, na tradução para o português), organizado por Joshua S. McKeown (Suny Oswego e University at Albany, EUA), Krishna Bista (Morgan State University, EUA) e Roy Y. Chan (Lee University, EUA). A obra, que explora o impacto da covid-19 em instituições de diversos países, está disponível para download gratuito.

Para o capítulo Public higher education response to covid-19: the case of federal institutions in Southern Brazil (Resposta da educação superior pública à covid-19: o caso das instituições federais do Sul do Brasil), os pesquisadores coletaram informações publicadas entre março e maio de 2020 nos sites de seis institutos federais e 11 universidades de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul – a UFSC estava entre elas. O objetivo era verificar como se deu a resposta inicial das instituições à pandemia. 

A análise confirmou que, mesmo enquanto estavam suspensas as atividades de ensino, os projetos de pesquisa e extensão continuaram ocorrendo e trazendo contribuições significativas para a sociedade. De acordo com os pesquisadores, os resultados demonstram que as Ifes desempenharam um papel essencial durante a crise global, com a condução de diversas iniciativas individuais e institucionais, como esclarecimentos e orientações sobre o coronavírus, estudos e relatórios sobre os efeitos socioeconômicos da pandemia e atividades on-line sobre consequências do isolamento social. O trabalho também destaca a importância da autonomia dessas instituições para que elas possam cumprir seu papel social em situações como a atual.

Além de Fernanda, assinam o capítulo Kelber Tozini (George Washington University), Claudia Schiedeck Soares de Souza (Instituto Federal do Rio Grande do Sul – IFRS) e Bernardo Sfredo Miorando (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA).

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Aumento na sazonalidade das temperaturas pode extinguir espécies, aponta estudo da UFSC com repercussão internacional

15/09/2021 16:19

A possibilidade de extinção de quatro das sete espécies de baobás – árvore nativa da África – em Madagascar, no Sul do continente, e as implicações da variação na sazonalidade das temperaturas num cenário de agravamento das mudanças climáticas globais levaram uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com uma instituição francesa, às páginas da Global Change Biology, um importante periódico da área. O estudo também repercutiu no jornal francês Le Monde, um dos mais tradicionais da Europa.

População de Adansonia suarezensis ao norte de Madagascar. Foto: Mário Tagliari

O conceito de sazonalidade, um dos mais importantes para as descobertas da equipe, se refere à variação média entre as temperaturas mínimas e máximas de cada mês, ao longo de um ano. Antes de aplicá-lo ao modelo, os pesquisadores não imaginavam que esse fator poderia ser crucial para a redistribuição das espécies e que seu impacto poderá ser semelhante em todas as regiões da faixa tropical, inclusive na Amazônia.

O estudo é assinado pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC Mário Tagliari, pelo cientista Ghislain Vieilledent (CIRAD – França) e por Vítor Carvalho-Rocha, também doutorando em Ecologia na UFSC. Os pesquisadores foram a campo e utilizaram um banco de dados e imagens de satélite para agrupar informações e alimentar um modelo de nicho ecológico que prevê a distribuição das espécies a partir de diferentes variáveis ao longo do tempo.

De acordo com o estudo, quatro das sete espécies de baobás que ocorrem em Madagascar poderão desaparecer até 2100. “Três espécies estão fortemente ameaçadas devido a um aumento da sazonalidade da temperatura, ou seja, a variação média entre as temperaturas mínimas e máximas de cada mês, ao longo de um ano”, explica Tagliari, orientando do professor Nivaldo Peroni, do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica da UFSC.

Esse aumento da sazonalidade foi previsto para uma grande parte da faixa latitudinal tropical, o que pode ameaçar diversas espécies da região. Para se ter uma ideia, conforme a pesquisa, as diferenças médias entre as temperaturas de um mês e outro são inferiores a 3°C, mas as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apontam para um aumento desta variação até +1°C, até 2100. “Para se adaptar a essas condições, inúmeras espécies tropicais deverão migrar em direção a Linha do Equador (a linha imaginária que divide a Terra em dois hemisférios, ou que está na Latitude 0°), onde as variações da temperatura serão menos acentuadas”, explica o pesquisador.

A sazonalidade no presente (a) e a variação da sazonalidade da temperatura no futuro (b).

 

As espécies Adansonia madagascariensis, Adansonia perrieri e Adansonia suarezensis, por exemplo, correm o risco de desaparecer. Segundo Tagliari, para se adaptarem ao aumento da sazonalidade, elas deverão – de acordo com os modelos climáticos desenvolvidos pela pesquisa– se redistribuírem para ainda mais ao norte da ilha, ou seja, em direção a linha Equador. “Ocorre que os limites geográficos da ilha impedem a dispersão destas espécies nesta direção, pois simplesmente há apenas o Oceano Índico no horizonte. Consequentemente, é plausível que as espécies sejam extintas”, ilustra.

Adansonia madagascariensis

 

Os resultados do estudo mostram também que nem todas as espécies irão migrar em direção ao Pólo Sul ou a maiores altitudes devido ao aumento da temperatura média associada às mudanças climáticas. Isso ocorre pois, quando a temperatura média é a principal variável por trás da distribuição de determinadas espécies, é possível inferir que no futuro elas estejam em direção aos pólos e nas maiores altitudes, onde estarão as temperaturas mais amenas.

No entanto, quando outras variáveis atuam como principais na explicação da distribuição das espécies o padrão pode ser diferente do esperado. “No caso da sazonalidade, que é essa variação na temperatura média, espera-se que as espécies migrem em direção a linha do Equador, pois é nessa faixa tropical que a sazonalidade da temperatura será mais amena para as espécies no futuro”, reforça o pesquisador.

Para a ciência, trata-se de um dado relevante, já que implica dizer que outras variáveis abióticas além da temperatura média podem ser importantes para explicar a distribuição de determinada espécie no futuro. “Estratégias de mitigação para conservação de espécies e ecossistemas em um mundo sob mudanças do clima devem investigar quais variáveis abióticas estão por trás dos padrões de distribuição das espécies e como elas influenciam na redistribuição da flora e fauna”, completa o pesquisador.

De Madagascar para o Brasil

Tagliari tem a ilha africana como interesse de estudo desde quando fez mestrado na França. O estudo dos baobás começou também a partir do interesse em fazer um trabalho de campo naquela região, além de ampliar o domínio dos modelos ecológicos de nicho, que predizem onde as espécies devem estar no futuro. “Madagascar é considerado um hotspot, uma área muito vulnerável, desmatada. Aonde você vai no país você vê bichos e plantas endêmicas. E também muita pobreza, o que gera uma combinação caótica”, explica.

Apesar de trazer dados a respeito de espécies no continente africano e de um país distante do Brasil, as implicações do estudo permitem generalizações em outras regiões tropicais, podendo ser replicado no contexto brasileiro com suas espécies endêmicas nos seus também ameaçados biomas nacionais. “Mostramos que as espécies não estão respondendo ao aumento da temperatura média, mas à essa variação da sazonalidade. Foi uma surpresa e decidimos replicar o estudo para outras regiões tropicais no mundo”, contextualiza Tagliari.

O estudo prevê graves problemas no processo de redistribuição das espécies tropicais que poderão ser observados nos biomas brasileiros, como a Amazônia, Cerrado ou Mata Atlântica. “Caso haja barreiras que impeçam a migração das espécies, como áreas desmatadas, rodovias e/ou áreas convertidas para a agricultura, as espécies poderão perecer com a rápida mudança do clima ao estarem sem possibilidade de se redistribuir, independente da direção. Os impactos também poderão ser sentidos em outros habitats insulares nos trópicos. A exemplo de Madagascar, se essas espécies estiverem no limite das ilhas, para onde elas irão migrar?”, questiona. Nestes casos, o risco é de que haja extinção.

Mais de vinte anos coletando dados por Madagascar

O estudo se apoiou em uma base de dados gigantesca com mais de 240.000 pontos de ocorrência das diferentes espécies de baobás. Tais dados vêm sendo coletados na região desde o início dos anos 2000, com um trabalho de identificação de imagens de satélite para reconhecer os indivíduos de baobás de determinadas espécies. Todos estes dados estão livres e disponíveis para download no repertório do Cirad – França.

“Convém lembrar que este artigo foi elaborado por autores que concordam fortemente com o acesso livre de dados. Todos os códigos para gerar as figuras (tabelas também, mas com uma ligeira adaptação) tal qual estão no artigo publicado estão também disponíveis no site GitHub. Nós estamos há cinco anos criando o código que deu vida a este estudo. Sintam-se livres para usá-lo”, reforça Tagliari.
Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

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Covid-19 em SC: boletim destaca que número de casos ativos é o menor desde setembro de 2020

13/09/2021 18:00

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 13 de setembro, o 70º boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulada Casos ativos atingiram o menor patamar desde o mês de setembro de 2020, a edição foi assinada por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (4 a 10 de setembro), Santa Catarina registrou 6.289 novos casos e 133 óbitos. A média móvel ficou em 898 casos e 19 mortes por dia. Ao final do período avaliado, o número de casos ativos (pessoas que continuavam contaminadas) era de 8.050, patamar 26% inferior ao verificado nos últimos 14 dias, sinalizando uma tendência de queda. O valor também se aproxima do registrado ao final de setembro de 2020 (7 mil).

Apesar de alguns indicadores favoráveis e mesmo diante de certo alívio no funcionamento do sistema de saúde, o estudo alerta que o número de óbitos diários permanece elevado. A média semanal móvel de mortes apresentou uma queda de 8% em relação aos últimos 7 dias e de 13% em relação aos últimos 14 dias, configurando uma situação de estabilidade, “porém em um patamar ainda elevado comparativamente àquele verificado após o final do surto anterior da doença ocorrido nos meses de julho e agosto de 2020, quando eram registrados entre 8 a 10 óbitos ao dia”. O artigo também aponta que ainda não é o momento de relaxar as medidas de prevenção e controle da doença, especialmente em função da circulação da variante Delta, mais contagiosa que as anteriores.

O boletim completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontradas as edições anteriores.

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Rapper e presidente da SBPC fazem conferência de abertura do ciclo Universidade InComum

13/09/2021 16:30

O rapper brasiliense GOG e o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro, foram os palestrantes da conferência de abertura do ciclo Universidade InComum, cujo tema é A universidade e a reconstrução do Brasil democrático. O encontro on-line foi realizado nesta segunda-feira, 13 de setembro, com transmissão pelo canal no YouTube do Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

O ciclo Universidade InComum é uma iniciativa do CFH com apoio dos centros de Ciências da Educação (CED), Socioeconômico (CSE) e de Comunicação e Expressão (CCE). O próximo encontro será no dia 28 de setembro.

A palestra desta segunda-feira foi mediada pela professora Miriam Furtado Hartung, diretora do CFH, após apresentação feita pelo vice-diretor do Centro, Jacques Mick. De acordo com a professora Miriam, a ideia do ciclo se originou de uma inquietação sobre os efeitos das mudanças que estão ocorrendo no Brasil e no mundo e quanto ao lugar e ao papel da universidade no mundo que se desenha. “O que temos visto ao longo dos últimos anos é uma insidiosa tentativa de transformar as universidades públicas em organizações sujeitas a regras e perspectivas contábeis e gerenciais”.
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UFSC na mídia: Veleiro Eco UFSC retoma expedições que avaliam o nível de poluição dos oceanos

10/09/2021 15:06

Foto: Divulgação/Veleiro Eco UFSC

O projeto Veleiro Eco da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) retomou as expedições, que estavam paralisadas desde o início da pandemia, e virou reportagem no NSC Total. O veleiro coleta amostras dos mares de todo o país para analisar o nível da poluição, propondo soluções para remediar a situação. Em entrevista para o portal, o professor e coordenador do projeto, Orestes Alarcon, declarou que “a engenharia sempre encontra soluções, mas os custos de recuperação usando tecnologia são muito caros, precisa estar disposto a pagar. E quanto mais demora, mais caro é. Por isso, as soluções baseadas na natureza são uma alternativa. A biorremediação com algas é uma tendência que o mundo todo está adotando.”

A matéria destacou as expedições realizadas pelo veleiro em Florianópolis, na Ilha do Arvoredo, Ilha do Campeche e Ilha de Ratones. Nesses locais, os pesquisadores recolheram amostras do fundo do mar para avaliar a biodiversidade, além de recolherem microplásticos da água. Com as amostras, é possível realizar as análises que resultaram na base para propor as soluções. O professor destacou a tentativa de propor maneiras de biorremediação da Lagoa da Conceição, mas esta não foi aprovada.

Para conferir a matéria na íntegra, acesse o portal NSC Total .

Tags: Biorremediaçãodespoluição dos maresNSC TotaloceanospoluiçãoUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

PEN/UFSC realiza webnário sobre a contribuição da Ergologia no trabalho

08/09/2021 15:19

O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB) e o Programa de  Pós-Graduação em Saúde Coletiva do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (IMS/UFBA), promoverão um webinário com a temática Desafios para compreender o trabalho: a contribuição da Ergologia. O evento, ministrado pelo professor emérito d’Aix-Marseille Université da França, Yves Schwartz,  é aberto ao público e ocorrerá nesta quarta-feira, dia 9 de setembro, das 10h ao meio dia, por meio da plataforma Microsoft Teams.

O professor Schwartz é fundador e presidente da Sociedade Internacional de Ergologia, e suas obras são reconhecidas por trazer um aporte teórico e metodológico fundamental para subsidiar os estudos sobre a ação humana na área da saúde. Para mediar a conversa, também participarão as professoras  Denise Pires (UFSC), Nília Prado (UFBA) e Magda Scherer (UNB).

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E-book gratuito descreve fatos ocorridos na UFSC durante a ditadura civil-militar

08/09/2021 12:28

A Editora da UFSC (EdUFSC) lançou na última segunda-feira, 6 de setembro, o e-book Memórias reveladas da UFSC durante a ditadura civil-militar. O livro, que pode ser baixado gratuitamente no site da editora, descreve fatos ocorridos no âmbito da Universidade ao longo do período de ditadura. A obra foi organizada por Jean-Marie Farines, Laura Tuyama e Marli Auras.

A publicação é a consolidação dos documentos e depoimentos colhidos pela Comissão Memória e Verdade da UFSC e apresentados no seu relatório final. Essas fontes confirmaram que vários estudantes, professores e servidores foram vítimas de violações dos direitos humanos. Mas mostraram também que, apesar do clima de repressão e de medo, existiu uma forte resistência dos movimentos estudantil e docente, comprometidos com a redemocratização da universidade e do país.

Um episódio do programa Livro em Cena, realizado em parceria com a TV UFSC, entrevista os professores Jean-Marie Farines e Marli Auras: 

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Estudo aponta que média semanal de casos de covid-19 atingiu o menor patamar desde outubro de 2020

08/09/2021 11:51

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na última segunda-feira, 6 de setembro, o 69º boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulada Média móvel semanal de casos atingiu o menor patamar desde outubro de 2020, a edição foi assinada por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (28 de agosto a 3 de setembro), Santa Catarina registrou 7.952 novos casos e 146 óbitos – uma média de 1.136 casos e 21 mortes por dia. O estudo destaca que a média semanal móvel de casos apresentou uma redução de 22% em relação aos últimos sete dias e de 23% em relação aos últimos 14 dias, configurando uma tendência de queda. O patamar está próximo ao observado em meados de outubro de 2020. 

Mesmo assim, o artigo salienta que a situação ainda permanece grave diante do comportamento de outros indicadores, com destaque para o número de óbitos diários e para o Rt geral do estado, que subiu para 0,97, variando entre as diferentes mesorregiões – de 0,95 (Sul) a 1,04 (Grande Oeste). Esses dados indicam que, em muitas regiões do estado, a transmissão da doença ainda se encontra em ritmo acelerado. 

“Em síntese, o comportamento do conjunto de indicadores analisados não permite nenhum relaxamento em relação às medidas de prevenção e de controle da doença, especialmente em função da circulação também em Santa Catarina da nova variante (Delta), que é de caráter muito mais contagioso que a variante atual (Gama)”, conclui o texto.

O artigo completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontrados os boletins anteriores.

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Nota técnica alerta para a presença de metais em peixes da Lagoa da Conceição

03/09/2021 19:30

Pesquisadores cinco laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assinam uma nota técnica alertando para a presença de metais em peixes capturados na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Alguns desses metais apresentam concentrações consideradas acima de valores aceitáveis e podem trazer risco para a saúde humana. Ao final da nota, os especialistas recomendam que seja iniciado um monitoramento sistematizado e permanente do pescado da Lagoa e das possíveis fontes de contaminação. A análise teve colaboração de laboratórios da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

O estudo foi liderado pelo programa de extensão Ecoando Sustentabilidade, em parceria com os moradores da Costa da Lagoa e o Laboratório de Determinações II da Furg, e analisa a concentração de 11 metais/metalóides em carapevas e linguados da Lagoa da Conceição. Os níveis de alguns elementos ultrapassa o limite máximo permitido na legislação. A nota estima que o risco de doenças, inclusive câncer, é elevado para as concentrações registradas de zinco, arsênio e chumbo.
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UFSC tem três teses reconhecidas pelo Prêmio Capes de Tese 2021

03/09/2021 14:38

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a exemplo do que ocorre nos últimos anos, teve trabalhos científicos reconhecidos pelo Prêmio Capes de Tese 2021, que seleciona os melhores trabalhos de conclusão de doutorado de programas de pós-graduação brasileiros. Dois pesquisadores da instituição foram agraciados com o prêmio e uma recebeu menção honrosa. A originalidade do trabalho, a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato são alguns dos critérios.

O pesquisador Diego dos Santos, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, foi o vencedor na categoria Ciências Ambientais. Ele foi orientado pelos professores Ilyas Siddique e Fernando Joner. Sua tese, intitulada Complementaridade de nichos e multifuncionalidade de sistemas agroflorestais sucessionais, teve o objetivo de  entender o efeito da diversidade funcional, que avalia complementariedade de nichos, na proteção de solo, supressão de plantas espontâneas, aproveitamento de luz e produtividade de Sistemas Agroflorestais Sucessionais. O trabalho já foi divulgado em notícia pela UFSC.

A pesquisadora Esmeralda Chamorro Legarda, do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, foi a vencedora na categoria de Zootecnia /Recursos Pesqueiros, sob orientação dos professores Felipe do Nascimento Vieira e Marco Antonio de Lorenzo. Com trabalho intitulado Aquicultura Multitrófica Integrada de camarão, tainha e macroalga em sistema de bioflocos aplicando conceitos de economia circular ela descobriu, entre outras coisas, que a integração de camarão e tainha incrementou a produtividade em 11,9%.

Já a pesquisa de Tatiane Cogo Machado, do Programada de Pós-Graduação em Farmácia, recebeu Menção Honrosa na categoria Farmácia, sob orientação das professoras Simone Gonçalves Cardoso e Nair Rodríguez-Hornedo. Ela defendeu a tese Cocristais farmacêuticos: estudo dos mecanismos de modulação da solubilidade e supersaturação.

A 16ª Edição do Prêmio Capes de Tese divulgou o resultado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 3 de setembro, contendo os 49 trabalhos selecionados e outros 92 indicados para menção honrosa. Conforme previsto no Edital nº 03/2021, em cada Área de Avaliação reconhecida pela Fundação, foi escolhida uma tese de doutorado, defendida no Brasil em 2020 para o prêmio principal e até duas para receberem a menção honrosa.

Os autores selecionados receberão bolsa de até um ano para estágio pós-doutoral em instituição nacional, certificado e medalha. Seus orientadores ganharão um prêmio para participação em evento acadêmico-científico nacional, no valor de até R$3 mil, além de certificado que também será oferecido aos coorientadores e ao Programa de Pós-Graduação (PPG) no qual a tese foi defendida.

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Exercícios em locais poluídos podem trazer riscos à saúde e aumentar exposição à covid-19, aponta estudo

02/09/2021 14:02

Pesquisadores verificaram que a intensidade e a duração das atividades influenciam diretamente o acúmulo de poluentes no trato respiratório. Foto: Clem Onojeghuo/Unsplash

Um artigo publicado na revista científica Environmental Research demonstra como a realização de atividades físicas em ambientes poluídos pode levar à inalação de partículas nocivas e ao seu acúmulo no sistema respiratório, bem como aumentar a exposição ao coronavírus. Os resultados, além de ampliarem a discussão sobre os riscos dessas práticas para a saúde, ajudam a entender como o SARS-Cov-2 é transportado até o pulmão durante os exercícios. Baseado em modelos teóricos e simulações matemáticas com diferentes cenários, o trabalho envolveu pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade de São Paulo (USP).

Os testes tiveram o objetivo de calcular como a intensidade e a duração das atividades físicas impactam a quantidade de material particulado – partículas muito finas de sólidos ou líquidos suspensos no ar – que se deposita em nosso trato respiratório. Apesar de os materiais particulados abrangerem distintos tipos de substâncias, incluindo poeira e areia, por exemplo, o foco da pesquisa foram os poluentes. “Essencialmente, o que estamos tratando aqui no texto é essa partícula oriunda da poluição atmosférica, de atividade industrial, queimadas e, principalmente, da combustão dos veículos automotores, pode ser gasolina, diesel, álcool, qualquer combustível”, afirma Ramon Cruz, professor do Centro de Desportos (CDS) da UFSC e um dos autores do artigo.

Dados previamente coletados em outro estudo permitiram simular o que acontece no sistema respiratório humano durante uma corrida. Foram consideradas três intensidades: moderada, intermediária e severa, com duração de até 90, 60 e 20 minutos, respectivamente. O tempo foi definido em função das particularidades de cada uma.
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Pesquisa avalia que erva-mate pode colaborar com o tratamento de pessoas com doença genética

01/09/2021 13:01

Infusão de folhas de erva-mate (Ilex paraguariensi) mostrou resultado promissor para o tratamento da hemocromatose hereditária. Foto: United States Botanic Garden/Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

Um estudo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avaliou o efeito da infusão de folhas de erva-mate (Ilex paraguariensis A. St. Hil.) para reduzir a absorção de ferro em portadores de hemocromatose hereditária, uma doença genética caracterizada pelo acúmulo excessivo de ferro e que pode levar ao  comprometimento de órgãos e sistemas. Com resultados promissores, capazes de contribuir para o tratamento da enfermidade e uma melhor qualidade de vida dos pacientes, o trabalho foi conduzido pela pesquisadora Cristiane Manfé Pagliosa para sua tese de doutorado, realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição sob orientação dos professores Edson Luiz da Silva e Francilene G. K. Vieira. 

A pesquisa foi dividida em duas etapas. Inicialmente foram realizados testes em laboratório para definir a melhor forma de preparo da infusão, para que atingisse as propriedades desejadas e mantivesse maior estabilidade para seu armazenamento. As folhas utilizadas foram provenientes de cultivo orgânico e sem a presença de contaminantes que pudessem oferecer risco à saúde.

A segunda fase consistiu em um ensaio clínico com 14 pacientes com hemocromatose hereditária em fase de tratamento. Cada um ingeriu, em três momentos diferentes, uma refeição padronizada enriquecida com sulfato ferroso, um composto químico comumente usado em suplementos para reposição de ferro, e 200 ml de bebida (uma a cada dia): água, infusão de folhas de erva-mate e suspensão de Silybum marianum, um produto vendido em farmácias para tratamento de problemas no fígado. A finalidade foi avaliar o efeito do consumo de cada uma na inibição da absorção do ferro.
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CNPq lança edital para projetos de pesquisa em qualquer área de conhecimento

31/08/2021 14:35

A Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) informa que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou a Chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 18/2021 – UNIVERSAL. O prazo para submissão de propostas é 30 de setembro de 2021. Os resultados preliminares serão divulgados em 11 de novembro.

O objetivo do edital é apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação do país, em qualquer área do conhecimento.

O edital está disponível aqui.

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Covid-19 em SC: boletim aponta que casos ativos permanecem em patamar elevado

30/08/2021 16:54

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 30 de agosto, o 68º boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulada Casos ativos no estado permanecem em patamar elevado, a edição foi assinada por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (21 a 27 de agosto), Santa Catarina registrou 10.145 novos casos e 151 óbitos – uma média de 1.449 casos e 22 mortes por dia, “indicadores que revelam a continuidade da gravidade da pandemia no estado”. O número de casos ativos era de 12.934 no último dia 27, patamar 8,5% superior ao verificado no início do mês. O dado evidencia que o nível de contágio se mantém em ritmo acelerado e sinaliza a possibilidade de novas sobrecargas no sistema estadual de saúde.

“Depois de sofrer altas nos meses de maio e junho, os casos ativos tiveram quedas importantes durante o mês de julho, fazendo com que esse indicador ficasse ao redor de 12 mil pessoas com a doença na data considerada. Todavia, observou-se que nas últimas semanas esse indicador voltou a se expandir, atingindo uma parcela ainda elevada da população catarinense”, informa o estudo. 

O artigo completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontrados os boletins anteriores.

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Inscrições para Prêmio Pesquisa de Destaque da UFSC terminam dia 31

30/08/2021 08:49

As inscrições para o Prêmio Pesquisa de Destaque, instituído pela Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC (Propesq), estão abertas até o dia 31 de agosto. Podem concorrer pesquisadores e coordenadores do quadro da universidade. O reconhecimento envolve duas categorias: Pesquisa Básica, voltadas para o desenvolvimento de teorias e compreensão de fenômenos aplicáveis em longo prazo, e Pesquisa Aplicada, para tecnologias e inovações que possam ser aplicadas em curto ou médio prazo.

Podem ser indicados ao prêmio os coordenadores da pesquisa, um departamento ou setor da UFSC, um programa de pós-graduação da UFSC ou ex-orientados ou orientandos, ex-membros ou membros do projeto de pesquisa candidato. Os vencedores serão contemplados com um diploma de reconhecimento, um vídeo produzido para a divulgação científica da pesquisa, a ser veiculado em canais de ampla comunicação e uma posição de destaque no Portal Permanente de Pesquisadores de Destaque. Mais informações no site do Prêmio. 

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Especialistas da UFSC apontam medidas para aprimorar a geração e o consumo de energia elétrica

27/08/2021 14:47

O sistema elétrico brasileiro precisa passar por aperfeiçoamentos que aumentem a sua resiliência diante de períodos de crise hídrica como o que o Brasil enfrenta atualmente. Esses aprimoramentos vão desde a diversificação da matriz de geração elétrica – com inclusão de novas fontes de energia e aumento da participação das fontes renováveis – ao incentivo à geração distribuída. Do lado do consumo, uso de redes elétricas inteligentes que tragam informações úteis à economia de energia, o aumento da eficiência energética das edificações, a substituição tecnológica de produtos e a gestão do consumo de energia.

Essas são algumas medidas e iniciativas propostas por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para aumentar a segurança e confiabilidade do sistema elétrico brasileiro e minimizar os impactos dos aumentos de custos decorrentes da diminuição da capacidade de geração hídrica de energia elétrica.
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UFSC é 23ª melhor universidade da América Latina em ranking de consultoria britânica

25/08/2021 16:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a 23ª entre as melhores instituições do Latin America University Rankings 2022, feito pela consultoria britânica QS Quacquarelli Symonds. O resultado está disponível em Latin America 2022 e indica, ainda, que a UFSC é a quarta instituição federal com maior pontuação do País, destacando-se em todos os critérios avaliados. A UFSC se mantém na posição pelo segundo ano consecutivo.

Confira a avaliação do QS Top Universities

A edição deste ano contou com a participação e análise de 416 instituições, com 11 novas ingressantes. O índice de cada universidade é elaborado por meio de oito indicadores com pesos distintos: reputação acadêmica (30%), reputação de empregabilidade (20%), proporção de professor por estudante (10%), corpo docente com doutoramento (10%), rede internacional de pesquisa (10%), citações por artigo (10%), artigos por instituição (5%) e impacto geral (5%).

A UFSC teve desempenho de destaque em critérios como impacto geral, no qual garantiu a sexta melhor média; corpo docente com doutoramento, ficando entre as dez primeiras do continente; e rede internacional de pesquisa, garantindo a décima segunda colocação. A instituição também manteve boa média nos demais critérios, atingindo a pontuação 70.00, o que a coloca entre as melhores do Brasil e do continente.

“A UFSC se mantém na posição pelo segundo ano consecutivo, mesmo com os sucessivos cortes orçamentários, e ataques frequentes à autonomia universitária, e com um ensino remoto emergencial em vigor. Sabemos que a pandemia tem nos apresentado diversos desafios aos nossos professores, técnicos e estudantes, e comemoro esses resultados, pois demonstram que estamos mantendo nossa qualidade, e seguiremos com pesquisa, ensino e extensão de excelência”, avalia o reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar.

Confira o ranking completo com as todas as instituições da América Latina participantes acessando o site oficial.
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Estudo do HU que ajuda a classificar e tratar pacientes fragilizados é premiado em congresso

25/08/2021 12:41

Uma pesquisa desenvolvida no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC/Ebserh) foi premiada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), durante um congresso realizado nos últimos dias 20 e 22. Ao todo, foram submetidos 118 trabalhos científicos sobre asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e tabagismo. 

A pesquisa, chamada Fragilidade em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e sua associação com as classificações propostas pela Global Initiative For Chronic Obstructive Lung Disease, foi realizada com cerca de 100 pacientes no Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva) por um grupo de estudantes de doutorado e pós-doutorado orientados pela professora e pneumologista do HU Rosemeri Maurici da Silva, coordenadora do Nupaiva. 

O trabalho foi apresentado no Congresso SPPT Virtual e premiado juntamente com as pesquisas denominadas Aumento do consumo de cigarros durante a primeira onda da pandemia de covid-19 no Brasil: prevalência e fatores associados e Diabetes concomitante está associado a menor função pulmonar em asmáticos
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Publicação traz recomendações sobre atividade física na atenção primária à saúde

25/08/2021 10:51

O Ministério da Saúde lançou na última terça-feira, 24 de agosto, o documento Recomendações para o desenvolvimento de práticas exitosas de atividade física na atenção primária à saúde do Sistema Único de Saúde. Desenvolvido a partir de pesquisa financiada pelo CNPq, o projeto foi coordenado pela professora do Centro de Desportos (CDS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Tânia Bertoldo Benedetti e contou com a participação do professor Cassiano Rech, também do CDS, e de outros docentes de todas as regiões do Brasil, além dos alunos de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UFSC Sofia Wolker Manta, Paula Fabricio Sandreschi e Francisco Timbó de Paiva Neto, entre outros que colaboraram indiretamente.

O objetivo do material é auxiliar os profissionais de saúde a planejarem e avaliarem suas práticas de atividade física para torná-las replicáveis e sustentáveis no SUS, bem como propiciar maior participação e autonomia dos usuários. As recomendações foram baseadas em experiências reais desenvolvidas no SUS em diferentes contextos do Brasil, e as estratégias presentes no documento têm contribuições de profissionais de saúde, gestores municipais e usuários participantes das práticas de atividade física.

A publicação pode ser baixada gratuitamente no site do Ministério da Saúde.

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Jornada Científica de Pesquisas sobre Trabalho da UFSC ocorre nesta sexta

24/08/2021 16:07

Nesta sexta-feira, 27 de agosto, das 14h às 18h, ocorre a Jornada Científica de Pesquisas sobre Trabalho da UFSC. O evento, promovido pela Rede de Pesquisadores/as sobre Trabalho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC), visa promover diálogos interdisciplinares entre os diversos campos das Ciências Humanas que estudam o trabalho, além de consolidar a rede de pesquisadores que vem se dedicando à temática.

A atividade contemplará apresentações das trajetórias de pesquisa de professores/as ligados a laboratórios de pesquisa dos departamentos de História, Sociologia e Ciência Política, Antropologia e Psicologia. Também está programada uma reunião da Rede de Pesquisadores sobre Trabalho da UFSC, impulsionada por pesquisadores do CFH.

O evento, que ocorre em formato remoto, é gratuito e aberto a todos os interessados/as. Não é necessário fazer inscrição para participar. Basta acessar o link  do Google Meet.

A programação completa está disponível aqui.

Mais informações na página do CFH.

 

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