Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política recebe inscrições de candidatos ao mestrado e doutorado

24/08/2021 15:54

O Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGSP/UFSC) publicou os editais de seleção para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado. As inscrições deve ser feitas até 08 de setembro de 2021.

Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis nos editais:

Seleção do mestrado

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Média de casos de covid-19 volta a subir em SC, indica estudo

23/08/2021 17:44

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 23 de agosto, a 67ª edição do boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulado Média semanal móvel de novos casos voltou a subir, o número foi assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (13 a 20 de agosto), Santa Catarina registrou 10.260 novos casos e 166 óbitos – uma média de 1.466 casos e 24 mortes por dia. O estudo destaca que a média móvel de casos apresentou um aumento de 3% em relação à semana anterior e de 8% em relação aos últimos 14 dias, configurando uma tendência de estabilidade. O patamar, contudo, é considerado crítico, uma vez que o melhor desempenho desse indicador após o primeiro surto da pandemia foi verificado em setembro de 2020, quando essa média ficou ao redor de 900 casos diários.

A quantidade de casos ativos também voltou a se expandir, atingindo a marca de 12.619 pessoas contaminadas. Os indicadores, de acordo com o texto, revelam “que o nível de contágio da população catarinense ainda permanece em ritmo acelerado, configurando uma situação grave”. Salienta-se também “a possibilidade de novas sobrecargas no sistema estadual de saúde, mesmo considerando-se o fato de que na data de elaboração do boletim não existiam mais pessoas aguardando na fila de espera por um leito de UTI Covid-19”.

O artigo completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser encontrados os boletins anteriores.

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Mostra sobre violências contra as mulheres recebe artigos acadêmicos

23/08/2021 17:18

Está aberto até 12 de setembro o prazo para submissão de artigos científicos para a 2ª Mostra de Pesquisas sobre Violências contra as Mulheres (Mostravcam). Serão aceitos trabalhos de todas as áreas do conhecimento, contanto que possuam a violência contra a mulher ou o papel da justiça na promoção da igualdade de gênero como temática principal. On-line e gratuito, o evento ocorre de 13 a 15 outubro.

Cada trabalho que for aprovado e apresentado irá compor um capítulo para publicação de uma coleção de livros. O edital, as orientações e o formulário para submissão podem ser acessados na página do evento.

A Mostravcam tem o objetivo de promover o intercâmbio interdisciplinar e científico entre as produções acadêmicas e as práticas sobre os enfrentamentos dos diversos tipos de violências praticadas contra as mulheres. A atividade é organizada pelo Dispolítica: Núcleo de Pesquisas em Direito, Subjetividades e Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo grupo Margens/UFSC: Modos de Vida, Família e Relações de Gênero, em parceria com a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (CEVID/TJSC).

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Equipe da UFSC conquista segundo lugar em competição internacional de Inteligência Artificial

23/08/2021 09:08

A Equipe de Competição em Aprendizado Profundo e Inteligência Artificial da UFSC (DeepUFSC), liderada pelo professor Aldo von Wangenheim, do Laboratório de Processamento de Imagens e Computação Gráfica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência Digital, obteve o segundo lugar na competição internacional Outdoor Semantic Segmentation Challenge, organizada pela Universidade das Forças Armadas Alemã (UniBW). A competição, voltada à área da Inteligência Artificial aplicada à Navegação de Veículos Autônomos em situações off-road, teve 56 participantes.

A tarefa foi a de interpretar corretamente 100 diferentes cenas de caminhos na floresta ou em áreas agrícolas, não-pavimentados e não-sinalizados, localizados no interior da Europa, o que é considerado um grande desafio para os veículos autônomos, além de ser um assunto relevante  para as pesquisas em navegação veicular autônoma em países em desenvolvimento, onde estes ambientes não estruturados são muito comuns. Os resultados vão ser apresentados na Conferência de Reconhecimento de Padrões – DAGM GCPR 2021.

“Se nós queremos que caminhoneiros do interior tenham à sua disposição sistemas de auxílio à navegação que os apoiem em intermináveis estradas do interior do Brasil ou do interior da Índia ou África, ou que implementos agrícolas possam executar muitas funções de forma semi-autônoma, ou mesmo que veículos militares possam realizar operações de rotina com mais conforto e segurança, é muito importante que as tecnologias de navegação veicular autônoma e de apoio ao motorista sejam capazes de lidar com situações off-road ou de estradas de chão”, explica o professor. A equipe da UFSC é composta por sete acadêmicos, entre estudantes da graduação e da pós-graduação, no Mestrado e Doutorado.

 

Saiba mais:
Projeto Veículo Autônomo

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Estudo da UFSC avalia impacto do consumo de suco de juçara em exercício de alta intensidade

20/08/2021 09:46

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avaliou o impacto do consumo do suco de juçara em sessões de exercício intervalado de alta intensidade. O fruto é proveniente da palmeira Euterpe edulis Martius, também conhecida como palmiteiro juçara, e frequentemente encontrada na Mata Atlântica, desde o sul da Bahia até o norte do Rio Grande do Sul.

É um alimento semelhante ao açaí em aparência e sabor, sendo altamente nutritivo e pode ser benéfico à saúde – em parte, devido à sua elevada atividade antioxidante, conferida principalmente pela presença antocianinas. As antocianinas são pigmentos encontrados em vegetais que apresentam cores que variam do vermelho intenso ao violeta e azul, coloração encontrada no fruto juçara. Diversos estudos sobre os efeitos do consumo de sucos, polpas ou frutos ricos em antocianinas, avaliados por meio de intervenções agudas ou prolongadas, têm mostrado resultados positivos, como, por exemplo, o aumento da atividade antioxidante.

Em condições fisiológicas, o organismo humano conta com um integrado sistema de defesa antioxidante, que pode ser produzido pelo próprio organismo ou obtido por meio da alimentação. Esse sistema age contra o excesso de espécies reativas de oxigênio que podem causar oxidação de biomoléculas, lesões teciduais, dentre outros prejuízos ao organismo.
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Pesquisadora da UFSC identifica biomarcadores capazes de denunciar problemas cardiovasculares

18/08/2021 13:11

Identificar  para prevenir, é assim que a pesquisa da nutricionista Angelica Scherlowski Fassula pretende lidar com inflamações crônicas de baixa intensidade, que podem acarretar em problemas cardiovasculares. O estudo Desenvolvimento e Validação interna do padrão inflamatório associado com risco cardiovascular – Inflacardio, realizado pela doutoranda do Programa de Pós-graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), levou o prêmio de segundo lugar no XVII Congresso latino-americano de terapia nutricional, nutrição clínica e metabolismo. Ela é orientada pela professora Yara Maria Franco Moreno.

O trabalho identificou, na população adulta de Florianópolis, quais biomarcadores, que juntos compõem um escore denominado pelo grupo de pesquisa como Inflacardio, mostram com maior precisão a presença de inflamações crônicas de baixa intensidade, quando comparado ao exame empregado atualmente. A segunda etapa da pesquisa será identificar quais os padrões alimentares levam a essas inflamações.

 Além do risco cardiovascular, também estão associados a essa inflamação, com modulações diferentes,  o câncer, as doenças crônicas não transmissíveis, as alterações neurológicas como o Alzheimer e a obesidade. A identificação dessa ferramenta que denuncia com maior especificidade a inflamação associada com risco cardiovascular é a grande inovação proposta pela pesquisa, que leva a um aumento na precisão do diagnóstico.  “Inflamação crônica e de baixa intensidade não é detectável pelos exames normais que identificam o processo inflamatório”, explica Angelica.

O modelo de Inflacardio funciona como um escore, em que cada um dos quatro biomarcadores – sendo eles a proteína C reativa, linfócitos, monócitos e plaquetas – possuem pesos e valores, que são somados para demonstrar uma maior ou menor inflamação crônica. Angelica explica que com um exame de  proteína C reativa e um leucograma  é possível calcular o Inflacardio, que são exames simples feitos na prática clínica e de baixo custo.

A amostra do estudo levou  em conta a população adulta da capital catarinense, com idade entre 23 e 65 anos, com base em dados do EpiFloripa, um estudo desenvolvido por pesquisadores da área da saúde da UFSC desde 2009 sobre condições de vida e saúde da população adulta e idosa de Florianópolis. “O próximo passo após a publicação será avaliar se o Inflacardio também será validado para outras populações adultas do Brasil”, declara a pesquisadora. Por conta da extensão territorial, diversidades étnicas e culturais no país, entre outros fatores que acarretam em hábitos e fatores comportamentais diversos, muda-se tanto o perfil inflamatório quanto o consumo alimentar em cada região. Dessa forma, a pesquisadora ressalta que podem haver alterações, já que ainda não há resultados disponíveis sobre isso no momento.

 “Primeiro identificamos esse padrão inflamatório associado ao risco cardiovascular, a segunda parte pretende identificar o padrão alimentar, ou seja, quais são os alimentos que compõem a alimentação normal da população e que podem estar associados com o aumento da inflamação, e com isso o risco cardiovascular”, declara Angelica. Com o padrão alimentar associado ao risco cardiovascular identificado, será possível agir de maneira preventiva individualmente, incorporando uma alimentação anti-inflamatória. 

Metodologia e reconhecimento

Para a identificação do Inflacardio, foi utilizado o método Reduced-Rank Regression, que é uma metodologia estatística de regressão. “Optamos por esse método estatístico com o objetivo de identificar um padrão inflamatório com especificidade maior, e foi o que aconteceu”, conta a pesquisadora. Com o uso dessa estratégia, foi possível identificar entre mais de 12 biomarcadores de inflamação, os dois de maior representabilidade para indicar o grau de inflamação, sendo eles a proteína C reativa e os monócitos. A doutoranda também explica como os monócitos estão relacionados com a aterosclerose, que é o processo de espessamento das artérias, no qual se vê a deposição de gordura.

O mesmo método foi empregado pelo professor Fred Tabung, da Universidade de Ohio, em sua pesquisa sobre padrões alimentares estadounidenses. O professor é colaborador no estudo, juntamente com pesquisadores da UFSC e da Universidade de Adelaide. “Eu usei o mesmo método estatístico, mas com objetivo diferente, ao invés de identificar alimentos, eu identifiquei os biomarcadores de inflamação”, explica Angelica.

Para realizar as análises, as coletas de amostras de exames dos participantes aconteceram em três períodos, nos anos de 2009, 2012 e 2014. A princípio, a primeira onda de coletas recebeu 1.720 participantes e a última recebeu 830 pessoas. No momento, a pesquisa analisa 486 adultos, e a pesquisadora ressalta que continua sendo uma amostra representativa da população adulta de Florianópolis.

“O trabalho apresentado foi reconhecido pela relevância do tema, pela metodologia e principalmente pelos métodos estatísticos empregados”,  conta a pesquisadora sobre o reconhecimento na premiação. Ela ressalta  a importância dessa indicação para estimular o grupo a continuar com o trabalho, mesmo em meio a tantas dificuldades no cenário da pesquisa no Brasil.

Luana Consoli/Estagiária de Jornalismo/Agecom UFSC

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Seminário do Programa de Pós-Graduação em Literatura está com submissão de trabalhos aberta

18/08/2021 11:25

Segue até 10 de setembro o prazo para submissão de trabalhos para apresentação no IX Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), organizado pela representação discente Kamiquase. Intitulado Natureza e literatura: fundamentos da jardinagem errante, o evento ocorrerá de forma virtual a partir de novembro, em data a ser definida.

São aceitos trabalhos que mantenham diálogo com a literatura, desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação da UFSC e de outras instituições. Os resumos devem ser enviados pelo formulário.

Mais informações pelo e-mail kamiquase.ppglit@gmail.com.

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Estudo pioneiro da UFSC ajuda a compreender transtornos psiquiátricos de ansiedade e medo

17/08/2021 17:11

Um estudo pioneiro publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no periódico internacional Molecular Psychiatry, do grupo Nature, pode ajudar na compreensão da neurobiologia dos transtornos psiquiátricos que envolvem ansiedade e medo. Segundo os pesquisadores, os resultados representam um potencial terapêutico para o tratamento de ansiedade, estresse pós-traumático e a síndrome do pânico.

O artigo é assinado por 14 cientistas, sendo a primeira autora Cristiane Ribeiro de Carvalho, que atualmente desenvolve sua pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Neurociências. O estudo foi realizado pelo grupo de pesquisa coordenado pelo professor Roger Walz, vinculado ao Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). 
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Simpósio reúne pesquisadores internacionais para discutir produção de vidas precárias

16/08/2021 08:56

O Simpósio Internacional Vidas Precárias, Vidas Inventadas, que ocorre entre 13 a 17 de setembro no canal do Youtube do Grupo de Estudos no Campo Discursivo (CNPq/UFSC), vai realizar uma interlocução entre dois grupos que se dedicam ao subprojeto Línguas, Literaturas e Práticas Sociais, do CAPES-PRINT-UFSC. O evento vai reunir pesquisadoras da Universidade Federais de Santa Catarina, Universidade de Lisboa e Universidade de Lille III. A programação conta com duas conferências e quatro mesas-redondas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site.

Os projetos inscritos no programa CAPES –PRINT/UFSC que atendem aos editais de apoio à internacionalização das três universidades serão apresentados, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais para discutir a produção de vidas precárias, nos termos de Judith Butler, e os limites e tensionamentos do construtivismo radical, a partir de Ian Hacking. O objetivo é tomar os conceitos de precariedade, vulnerabilidade e de invenção e tensionar, na contemporaneidade, desde a noção de vida até as perspectivas que se voltem à biopolítica, à necropolítica, às tecnobiopolíticas, ao pós-humanos e aos novos materialismos.

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Abertas as inscrições para mestrado e doutorado em Ciência da Computação

16/08/2021 08:12

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo para ingresso no segundo semestre de 2021 para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCC/UFSC). As inscrições para o mestrado começaram no dia 26 de julho e seguem até 26 de agosto, e para o doutorado são por fluxo contínuo até 1 de setembro.

O início de atividades para os novos alunos será no 25 de outubro. As informações, editais e formulários para inscrição online estão disponíveis no site. O PPGCC é o Programa de Pós-Graduação mais antigo de Santa Catarina na área de Ciência da Computação e o único que oferece curso de doutorado nesta área no estado. Desde o início das atividades, formou mais de 1171 mestres e 46 doutores. Além disso, está entre os 17 programas de excelência na área de computação no Brasil.

Veja vídeos sobre as linhas de pesquisa e depoimentos de egressos no canal do Youtube.

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Mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC recebe inscrições até 16 de agosto

10/08/2021 19:09

Foi prorrogado, até a próxima segunda-feira, 16 de agosto, o prazo de inscrição para o mestrado do Programa de Pós-graduação em Engenharia Têxtil do Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa de Catarina. São ofertadas 7 vagas, sendo duas delas destinadas às ações afirmativas.

Todas as vagas ofertadas são para a área de concentração “Desenvolvimento de processos e produtos têxteis”. No ato da inscrição, o candidato indicará sua linha de pesquisa de preferência. Porém, a definição de orientação ocorrerá após o ingresso do candidato aprovado e com seleção realizada pelo potencial professor orientador.

Para se inscrever, é necessário preencher o formulário eletrônico disponível no Sistema de Controle Acadêmico da Pós-Graduação (CAPG) e submeter a documentação exigida descrita no item 3 do edital. Não há cobrança de taxa de inscrição e o curso é totalmente gratuito. O resultado será divulgado no site do programa dia 9 de setembro, e o início das aulas está previsto para 4 de outubro, de forma remota.

Para acessar o edital de seleção, clique aqui.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail pgetex.bnu@contato.ufsc. br ou pelo Whatsapp (48) 3271-3336.

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

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UFSC apoia processos de Indicações Geográficas de produtos agropecuários catarinenses

10/08/2021 09:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem dado efetivo apoio às recentes Indicações Geográficas obtidas por produtos agropecuários catarinenses. Seja por envolvimento direto de seus laboratórios, como no caso do mel de melato de bracatinga, ou por estudos e pesquisas que servem de subsídio aos processos.

A recente Indicação Geográfica da maçã Fuji da região de São Joaquim foi obtida dentro de uma estratégia de desenvolvimento territorial que utiliza princípios da metodologia da cesta de bens e serviços territoriais, introduzida no Brasil, pesquisada e divulgada pelo Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA).

imagem mostra maçãs da variedade Fuji sendo processadas para venda

A maçã Fuji é o quarto produto com Indicação Geográfica da região da Serra Catarinense (Fotos: Antonio Carlos Mafalda)

O analista técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina Alan David Claumann, que também é doutorando do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC, afirma que a Universidade tem atuado em várias frentes em apoio aos processos das IGs. “Uma delas histórica e de incentivo e pesquisas, qualificação das cadeias produtivas ao longo do tempo, em ações não vinculadas às IGs”, afirma ele, citando os vinhos de altitude, o mel de melato de bracatinga e a maçã.

Outra frente de atuação da Universidade é um envolvimento direto na construção dos dossiês das Indicações Geográficas, em que pesquisadores da UFSC atuaram junto às cadeias produtivas “definindo os critérios para cada produto, buscando informações que subsidiassem o pedido e apoiando técnica e cientificamente a documentação”.

Além disso, as pesquisas e estudos desenvolvidos na UFSC subsidiaram a iniciativa de busca das IGs. “A construção conjunta dessas três IGs – mel, vinho e maçã – no território da Serra Catarinense se deu dentro de uma estratégia maior de desenvolvimento territorial que foi inspirada e motivada pela metodologia da cesta de bens e serviços territoriais trazida ao Brasil pelo Lemate”, afirma o especialista do Sebrae.
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Boletim aponta que pandemia continua grave em SC, apesar da queda de casos

09/08/2021 17:42

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 9 de agosto, a 65ª edição do boletim semanal Covid-19 em SC. Intitulado Tendência de queda de casos e de óbitos continuou na primeira semana de agosto/21, o trabalho foi assinado por Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração.

Na semana em análise (31 de julho a 6 de agosto), Santa Catarina registrou 8.488 novos casos e 189 óbitos – uma média de 1.355 contaminações e 27 mortes por dia. Os indicadores demonstram a continuidade da gravidade da pandemia. “Mesmo que a última matriz de risco divulgada pelo governo estadual tenha mostrado que o controle da pandemia no estado sofreu uma melhora considerável na última semana, o patamar ainda elevado desses dois indicadores (novos casos e novos óbitos), bem como o número ainda elevado de casos ativos (+ de 12 mil), revela que o nível de contágio da população catarinense ainda permanece em ritmo acelerado, configurando uma situação grave”, destaca o artigo.

Apesar de a média semanal móvel de óbitos ter diminuído 7% nos últimos 14 dias, configurando uma condição de estabilidade, ainda está em um patamar elevado em comparação àquele verificado após o final do surto ocorrido em julho e agosto de 2020, quando eram registradas menos de 10 mortes por dia. Já a média móvel de casos apresentou uma redução de 16% em relação à semana anterior e de 21% em relação aos últimos 14 dias, caracterizando uma tendência de queda. “Mesmo assim, o patamar de 1.355 novos casos diários ainda pode ser considerado crítico, uma vez que o melhor comportamento desse indicador após o primeiro surto da pandemia foi verificado no mês de setembro de 2020, quando essa média ficou ao redor de 900 casos diários”, aponta o estudo.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também são encontrados os boletins anteriores.

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Pesquisadoras da UFSC catalogam flora da Lagoa do Peri

09/08/2021 16:16

Publicação traz a relação de 677 espécies. Foto: Duane F. Lima

O Monumento Natural Municipal (Mona) da Lagoa do Peri, em Florianópolis, agora tem a lista de espécies de sua flora publicada no Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação (UCs) do Brasil. Trata-se da primeira UC municipal a integrar essa plataforma online. O trabalho foi realizado pela professora Mayara Caddah, do Departamento de Botânica e do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com alunas de graduação e pós-graduação. 

A publicação traz a relação de 677 espécies, sendo 564 angiospermas (plantas com flores) e 113 espécies de samambaias e licófitas. Destaca-se a riqueza da família das orquídeas nessa UC, com registro de 93 espécies. As orquídeas correspondem ainda a um terço das plantas ameaçadas de extinção presentes no Mona Lagoa do Peri, com quatro espécies classificadas pelo CNCFlora na categoria Vulnerável (VU). A lista também registra sete espécies de plantas que são endêmicas do estado.

Além da vegetação de floresta ombrófila, ou seja, característica de áreas com chuvas abundantes e frequentes, a lista dessa UC também é a primeira do catálogo a apresentar espécies de restinga. O Mona tem importância estratégica para os catarinenses, pois em sua área se encontra o maior corpo de água doce do estado, com mananciais que abastecem quase todos os bairros do sul e do leste da Ilha de Santa Catarina.
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Pesquisadores da UFSC emitem Nota Técnica sobre a lama depositada na praia da Enseada de João Paulo

04/08/2021 13:02

Amostras da lama recolhida foram analisadas em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande – FURG (Fotos: Projeto Ecoando Sustentabilidade/Divulgação)

O programa Ecoando Sustentabilidade, que reúne vários laboratórios e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), emitiu uma Nota Técnica sobre as potenciais fontes da lama depositada sobre o sedimento natural (areia) da praia da Enseada do bairro João Paulo, em Florianópolis, e seus impactos ambientais, culturais e sobre a saúde humana.

“A perda da qualidade ambiental e dos recursos alimentares importantes para a comunidade, como berbigão, marisco, ostra e tainhota, foram relacionadas com a expansão urbana, a entrada de efluentes da ETE-Saco Grande e dos rios contaminados. O tatu, molusco bivalve, ainda usado na alimentação da comunidade local, está contaminado por Arsênio, metal de alto poder cancerígeno”, relata a professora Alessandra Larissa Fonseca, Coordenadora do Curso de Graduação em Oceanografia.

Os estudos realizados na região buscaram avaliar a característica do sedimento e as potenciais fontes da lama depositada sobre o sedimento natural da praia, além de compreender as mudanças ambientais que ocorreram na enseada a partir do relato dos pescadores tradicionais.

A orla da Enseada do Saco Grande em geral é caracterizada por praias de areia grossa e na enseada do bairro João Paulo, em particular, historicamente existe a deposição de lama oriunda dos mangues e despejadas pelos rios do sistema. Desde a construção da ETE-Saco Grande, em 2006, os moradores locais relatam um aumento da espessura da lama, além de mau cheiro.

Emissário submarino

Espessa camada de lama se depositou sobre o sedimento natural de areia grossa da praia do bairro de João Paulo

O sistema de tratamento de esgotos faz a deposição dos efluentes através de um emissário submarino, mas as pesquisas realizadas na enseada ao longo dos anos evidenciam o baixo poder de dispersão do sistema. “O estudo mais atual da hidrodinâmica das Baías da Ilha de SC (CZIZEWESKI, 2016) indica que as correntes de água são muito fracas ao largo da enseada de João Paulo, em qualquer condição de vento, e praticamente nulas no interior da enseada, onde é lançado o efluente da ETE”, relata a nota técnica.

De acordo com os pesquisadores, todo o material particulado que entra no sistema, e que tem o potencial de formar a deposição da lama, tende a ficar retido na enseada. “Assim, a modelagem hidrodinâmica detalhada, nas diferentes condições climáticas e oceanográficas, deve ser feita para compreender a dimensão do impacto (atual e futuro) da entrada do efluente tratado da ETE-Casan na Enseada do Saco Grande e na Baía Norte”.

Durante os trabalhos, os pesquisadores se depararam com uma situação que caracteriza falta de transparência da Casan em relação ao assunto. Em maio de 2021 foi protocolado um pedido de acesso aos resultados do monitoramento ambiental indicado no Estudo Ambiental Simplificado para o licenciamento de operação da ETE-Saco Grande. No entanto, as informações foram negadas pela companhia, sob alegação de serem sigilosas.

Concentração de metais

Molusco conhecido popularmente como tatu, que tem naturalmente uma concha cor de areia, apresenta concha escura e contaminação por Arsênio

Para detectar a presença de contaminantes na lama e em organismos vivos da enseada, três amostras da camada superior da lama depositada e um exemplar do molusco bivalve Cyrtopleura costata, denominado de tatu pela comunidade, foram enviados para análise da concentração de metais em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Segundo as análises, “a carne do molusco bivalve C. costata apresentou contaminação por Arsênio (As), com concentração acima do limite indicado pela Instrução Normativa Nº 88 (26/03/2021), que trata sobre segurança alimentar”. Estudos recentes apontados na Nota Técnica informam que o Arsênio é um metaloide de alta toxicidade, mesmo em baixas concentrações, se acumula nos tecidos e não é removido durante o tratamento dos efluentes domésticos pelas ETEs. Sua origem em área urbana está associada aos efluentes domésticos, pois é um produto de detergentes comuns usados nas residências.

Apesar da crescente urbanização, a comunidade do João Paulo é a maior colônia de pesca das Baías da Ilha de SC, contando com mais de 100 famílias

Além das análises laboratoriais e de estudos sobre o tema, o trabalho dos pesquisadores incluiu entrevistas com moradores locais – principalmente pescadores – para compreender as mudanças ambientais e culturais que ocorreram na Enseada do João Paulo ao longo dos anos. Após a aceleração da urbanização iniciada nos anos 1980, os pescadores relataram o desaparecimento ou escassez de espécies como berbigão, mariscos, tainhotas e ostras.

De acordo com os moradores, além do aumento da camada de lama, foi possível notar o maior aparecimento de lixo na praia, principalmente sacolas plásticas e garrafas PET. Atividades de lazer como o banho de mar e fruição da natureza foram afetados pela degradação ambiental, influenciado até uma mudança de hábitos sociais.

Em conclusão, o documento apresenta propostas de ações para a propiciar a sustentabilidade da comunidade e de seus modos de vida:
* Disponibilizar e divulgar os resultados do monitoramento ambiental da área de lançamento do efluente tratado da ETE-Saco Grande, conforme Estudo Ambiental Simplificado feito para o Licenciamento de Operação da ETE-CASAN.
* Estudar o perfil sedimentar da lama sedimentada na praia do João Paulo, caracterizando-a quimicamente para compreender sua origem e histórico de contaminação;
* Garantir a segurança alimentar e ambiental pelo monitoramento de balneabilidade da água, de patógenos resistentes à água salgada e da qualidade dos ecossistemas e dos recursos pesqueiros utilizados na alimentação da comunidade, como o tatu (C. costata), peixes e camarão pescados no local e região.
* Refinar a modelagem hidrodinâmica da enseada do Saco Grande-João Paulo e rever o potencial de dispersão dos efluentes na região e o dimensionamento do emissário de disposição do efluente para áreas de maior hidrodinâmica e de maior potencial diluidor.
* Formar um comitê gestor deliberativo para acompanhar o sistema de saneamento local, garantindo a ampla participação da comunidade nas decisões que irão impactar o futuro da comunidade.
* Restaurar as áreas úmidas (manguezal, banhados e restingas) e a mata ciliar da bacia hidrográfica para aumentar o potencial de biofiltração das águas que drenam para a Enseada do SG.

Assinam o documento pesquisadoras e pesquisadores do Programa Ecoando Sustentabilidade, integrantes dos seguintes laboratórios: Laboratório de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui), Laboratório de Ficologia (Lafic) e Laboratório de Biodiversidade e Conservação Marinha (LBCM).

Veja aqui a íntegra da Nota Técnica.

 

Luís Carlos Ferrari / Agecom-UFSC

Tags: contaminação ambientalPraia de João PauloPrograma Ecoando SustentabilidadeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Estudantes da UFSC Joinville são premiados na 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites

04/08/2021 11:34

Equipes da UFSC Joinville foram premiadas na 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As equipes nomeadas PETROSAT-1 e EMISSAT apresentaram projetos conceituais de desenvolvimento de nanossatélites e foram aprovadas na fase 1 do concurso, obtendo a primeira e segunda colocação entre os competidores do estado de Santa Catarina.

Os projetos foram desenvolvidos dentro do escopo da disciplina Engenharia de Plataformas Orbitais (EMB 5425), do curso de Engenharia Aeroespacial, ministrada pelo professor Kleber Vieira de Paiva. Seguindo o regulamento das Olimpíadas de categoria universitária, os estudantes elaboraram projetos baseados na estrutura de um CubeSat 1U, um tipo de satélite miniaturizado usado para pesquisas espaciais e comunicações radioamadoras.

Como prêmio, as equipes receberão kits de nanossatélites educacionais. Os kits contam com diversos sensores, processador de 32 bits, bateria, entre outros materiais. Nas próximas etapas, os estudantes verão construir, programar e lançar os satélites projetados, divididos em etapas regionais e nacionais.

Conheça abaixo os projetos premiados:

Equipe PetroSat 1 – Primeira Colocada (SC – nível universitário)

Integrantes: Jefferson Mika, Mateus Mischel Lodi, Mateus de Magalhães Barcelos Costa e Alexandre Back

Resumo: A missão de um CubeSat 1U proposta é o monitoramento dos oceanos brasileiros através de imagens, a fim de ser uma fonte de informação estratégica para auxiliar na preservação dos ecossistemas presentes no território brasileiro. Mais especificamente, a missão é destinada a fornecer imagens da área do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, além da área de interesse comercial da bacia de exploração de petróleo de Campos. Essas duas áreas foram escolhidas por interesse estratégico nacional, por serem áreas de potencial ambiental e comercial.

Equipe EMISSAT – Segunda Colocada (SC – nível universitário)

Integrantes: Felipe José Greboge, Gabriel Neto, Gabriel Neto e Marcos Rogério Tavares Filho.

Resumo: Desde 2016, quando passou a valer o Acordo de Paris, países do mundo todo se unem com um mesmo objetivo: zerar as emissões de carbono até a metade do século 21. Atualmente, o Brasil está entre os 10 países que mais emitem gases poluentes na atmosfera. Pensando que, se cada país contribuir reduzindo as emissões de gases poluentes na atmosfera, o objetivo mundial seria alcançado. Sendo assim, desenvolvemos um projeto de CubeSat de monitoramento da emissão de gases poluentes, a fim de auxiliar no controle de emissões em todo o território brasileiro.

Kits nanossatélites educacionais

Sobre a Obsat:

A Olimpíada Brasileira de Satélites MCTI tem por objetivo promover experiências teóricas e práticas em projetos de satélites de pequeno porte, difundindo a cultura aeroespacial para estudantes e professores de instituições de ensino de nível médio, técnico profissionalizante, e universitários. Como objeto de trabalho, e ao mesmo tempo ferramenta de aprendizado, utilizam-se pequenos satélites, chamados de CanSats, TubeSats, PocketSats ou CubeSats. Mais informações em: www.obsat.org.br

 

Comunicação Institucional – UFSC Joinville

 

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Laboratório da UFSC sediará seminário internacional com pesquisadores da Psicologia Social

04/08/2021 09:17

O Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição (Laccos), através da organização da professora Andréia Giacomozzi, vai sediar o evento internacional IX International Seminar: “Political and economic self-constitution: Education for digital citizenship in post-pandemic times”, que acontecerá no dia 29 de outubro de 2021 na modalidade online. O Laccos é um laboratório do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Pesquisadores em nível de doutorado e estudantes de doutorado estão convidados a submeter seus trabalhos de forma gratuita. O evento será em inglês. As temáticas dos trabalhos estão relacionadas no link do evento.

A professora Andréia Giacomozzi tornou-se parceira de pesquisa dos organizadores do evento a partir de sua participação no “7th international seminar: political and economic self-constitution – PESC: media, citizenship activity and political polarization”, realizado em Pádua, na Itália, em 2019. “Participei novamente deste evento (PESC) em 2020, de forma online, tendo apresentado outro trabalho que envolveu a temática da polarização política no Brasil, dessa vez sobre o coronavírus, pois estávamos em plena pandemia”, relata a professora.

Em 2021 o seminário ocorrerá ainda de forma remota e a professora Andréia recebeu convite dos organizadores para sediá-lo na UFSC, contribuindo mais ativamente para a organização do evento a partir dessa edição e nas futuras, consolidando assim a parceria com este grupo de pesquisadores em Psicologia Social da Europa.

O evento é co-organizado por Center for Personal and Social Transformations, Ukraine (Irina Bondarevskaya, Katerina Bondar), University of Educational Management, Ukraine (Associate Prof. Irina Bondarevskaya), Institute of Social Sciences, Serbia (Senior Researcher Bojan Todosijević), CISES srl. & PSIOP, Italy (Prof. Alessandro De Carlo), Center for Social Representations Studies, Indonesia (Dr. Risa Permanadeli), Lucian Blaga University of Sibiu & EPIA, Romania (Prof. Eugen Iordanescu), University of Warmia and Mazury in Olsztyn, Poland (Prof. Beata Krzywosz-Rynkiewicz), University of the Peloponnese, Greece (Prof. Despina Karakatsani), Moldova State University (Associate Prof. Natalia Cojocaru), Mykolas Romeris University, Lithuania (Prof. Vaiva Zuzeviciute), University of Pecs, Institute of Psychology, Hungary (Assistant Prof. Sara Bigazzi).

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Palestra sobre ‘Algas calcárias nos recifes brasileiros’ ocorre nesta sexta

03/08/2021 16:14

Nesta sexta-feira6 de agosto, às 13h, ocorre a palestra “Algas calcárias nos recifes brasileiros – diversidade, macroecologia e conservação”, que será ministrada pela professora Marina Sissini, da Universidade Federal Fluminense (UFF). A atividade  é promovida pelo Programa de Pós-graduação em Biologia, Fungos, Algas e Plantas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFAP/UFSC). A palestra é aberta a todos e será transmitida pelo Youtube do PPGFAP
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Mestrado Profissional em Administração Universitária seleciona novos candidatos

03/08/2021 14:48

O Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAU/UFSC) divulga o edital do processo seletivo para ingresso de discentes regulares no Mestrado Profissional em Administração Universitária.

O programa tem três linhas de pesquisa: a) Análises, Modelos e Técnicas em Gestão Universitária; b) Políticas Públicas e Sociedade e c) Sistemas de Avaliação e Gestão Acadêmica.

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Tags: editalmestrado profissionalPPGAUPrograma de Pós-Graduação em Administração UniversitáriaseleçãoUFSC

Pesquisa identifica como as questões de gênero se relacionam ao conhecimento tradicional em comunidades quilombolas

03/08/2021 10:00

Com uma abordagem etnobotânica, incluindo aspectos históricos e culturais, pensando também nas relações de gênero, a pesquisadora Daniele Cantelli, mestra pelo programa de pós graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFAP/UFSC), produziu a dissertação Influências do gênero nos conhecimentos tradicionais vinculados à biodiversidade: estudo de caso em comunidades quilombolas de Santa Catarina. Os resultados identificam os conhecimentos ancestrais sobre plantas nativas em quatro comunidades quilombolas de Santa Catarina: Aldeia, Morro do Fortunato, Santa Cruz e São Roque, com destaque para a última. A pesquisa está vinculada ao projeto O conhecimento e o uso das plantas por comunidades Quilombolas de Santa Catarina, do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica, coordenado por sua orientadora, a professora Natália Hanazaki.

“Já existia o projeto que estudava territórios quilombolas em Santa Catarina, precisávamos de mais informações sobre a comunidade São Roque e, como a UFSC já tinha um acordo de cooperação em andamento com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), que, por sua vez, estava avançando no termo de compromisso com a comunidade, isso facilitou o processo de aproximação e parceria com a comunidade”, relata Daniele, sobre o processo de escolha do local do estudo de campo. As outras comunidades já tinham sido parceiras em projetos anteriores no laboratório, e Daniele utilizou dados que já haviam sido coletados.

Vista da comunidade de São Roque. Imagem: Danilo Barreto

Com a inserção na comunidade São Roque, era o momento de conhecer a memória biocultural do local, isto é, as práticas e crenças que dão vida aos conhecimentos tradicionais daquela comunidade. As pesquisadoras são enfáticas quando se referem a esses conhecimentos como algo que se deve valorizar e reconhecer, visto que a relação dos povos originários e tradicionais com a natureza carrega uma história de proximidade, afeto e proteção.

As coletas de dados e saídas a campo mensais ocorreram entre 2018 e 2019, com o apoio, acompanhamento e alojamento do ICMBio. “As saídas a campo eram a melhor parte do trabalho, pois fez com que estabelecêssemos uma forte relação com a comunidade”, conta. O resultado das pesquisas reforçaram parte da hipótese inicial, que associava os conhecimentos das mulheres sobre plantas de jardins e outras áreas próximas às residências ao seu uso alimentar e medicamentoso. Já os saberes masculinos eram mais relacionados ao uso das espécies encontradas nas matas e na roça. 

Para chegar aos resultados, 19 mulheres e 25 homens da comunidade São Roque foram entrevistados. Considerando apenas as plantas nativas da Mata Atlântica, os homens citaram 71 espécies diferentes, já as mulheres, 27. Elas falaram mais sobre herbáceas, que crescem mais na beira de estradas, terrenos e quintais. Já os homens citaram mais arbóreas encontradas nas matas. Essa amostragem, segundo o estudo, reforça os papéis e dinâmicas ligadas ao acesso a ambientes e responsabilidades atribuídas socialmente a cada gênero. Dessa forma, é possível compreender como as questões de gênero se associam aos conhecimentos tradicionais e à organização social e familiar das comunidades. 

As plantas mais citadas pelos entrevistados foram da família Myrtaceae, para fins medicinais, alimentícios, lenha e madeira. Os frutos das Pitangueiras, Guabirovas, Araçás, e Jabuticabas foram mencionados para alimentação in natura ou em geléias. Algumas dessas espécies são usadas também para chás que tratam dores. Para construções e lenha, o uso da Batinga e do Cambuim são predominantes. Ainda foram amplamente citadas tanto por homens quanto mulheres, o Cipó Pata-de-Vaca, Pata-de-Boi, Açoita-Cavalo, Cipó Milome, Canjerana, Guavirova, Pau-pra-tudo, Quina, entre outras.

Um outro aspecto relevante da pesquisa foi que, na comunidade de São Roque, as plantas medicinais são conhecidas e utilizadas de forma equânime tanto por homens quanto por mulheres. Além disso, dois irmãos são referência entre o povo no que diz respeito ao conhecimento sobre plantas medicinais. Dirceu Nunes da Silva e Vilson Omar da Silva ministraram uma oficina sobre plantas medicinais em uma etapa do estudo e relataram para as pesquisadoras que muitos dos conhecimentos aprendidos tiveram origem em figuras maternas, por meio da linguagem oral. 

Para a pesquisadora, isso demonstra a força da oralidade no que diz respeito ao repasse do conhecimento ancestral. É por meio do saber oral que as questões bioculturais e suas riquezas não morrem com o passar dos séculos.

São Roque

São Roque é uma das três mil comunidades quilombolas do país e atualmente abriga em torno de 25 famílias. Localiza-se na divisa dos municípios de Praia Grande, em Santa Catarina, e Mampituba, no Rio Grande do Sul. Seu território tem histórico de ocupação pela comunidade desde 1824 e está associado ao trânsito de escravos que cultivavam na planície costeira. O local abriga a população remanescente de quilombo que  luta pelo reconhecimento de sua identidade étnica cultural específica e que  reivindica a manutenção e posse, por pertencimento, da sua territorialidade.

A comunidade possui sete mil hectares -mais de um terço dela é considerada unidade de conservação e abriga os Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral, criados nos anos 1960 e 1990. Mas apenas em 2013 a comunidade, ICMBio e Ministério Público Federal regulamentaram por meio de Termo de Compromisso o uso e o manejo nas áreas de sobreposição entre o território e as áreas de preservação.

Devolutivas e os caminhos da ciência e pesquisa

Moradora da Comunidade São Roque Imagem: Danilo Barreto

A expectativa de Daniele e Natália é que o fim da pandemia traga a possibilidade de levar à comunidade de São Roque parte do que foi desenvolvido nas pesquisas. “Estamos em busca de editais de financiamento para produzir uma mostra e livro fotográfico com as imagens e registros que fizemos de lá em parceria com o fotógrafo Danilo Barreto. Acreditamos que essa é uma forma de devolutiva que expõe nosso agradecimento e reconhecimento pelas pessoas e a comunidade”, pontuam as pesquisadoras. 

Elas acreditam que a pesquisa e a ciência são elementos essenciais para o desenvolvimento do país e recordam as dificuldades enfrentadas no decorrer do projeto, como a falta de financiamento próprio, que complementaria as estratégias de apoio recebidas do programa de pós-graduação e da equipe do ICMBio. As pesquisadoras ainda refletem sobre a forma com a qual se produz ciência e que ciência o futuro nos reserva. “Nosso trabalho reforçou a necessidade de respeito aos povos originários e comunidades tradicionais, e a pandemia nos mostra que os povos tradicionais são ainda mais vulneráveis. O desafio daqui pra frente é produzir conhecimento com ainda mais respeito e responsabilidade pela natureza pois nada mais será como antes”, finaliza Daniele.

Klay Silva/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

Tags: etnobiologiaLaboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica

Publicado novo número da revista eletrônica Cadernos NAUI

02/08/2021 18:48

A revista eletrônica criada e editada pelo Núcleo de Pesquisa Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresenta mais um número da publicação semestral que reúne artigos inéditos, resenhas, traduções, entrevistas, dossiês temáticos e ensaios fotográficos.

Neste número, é apresentado o dossiê temático “Patrimônios (in)visíveis, colonialidade(s) em escuta”, organizado por André Soares, Mariela Silveira, Paula Nascimento e Paulo Raposo. Sob a temática dos estudos do Patrimônio Cultural e os Estudos Decoloniais, o dossiê contribui por um lado, para dar visibilidade ao Patrimônio Cultural, desde o ponto de vista das populações que foram submetidas a viver em contextos coloniais. Por outro, se propõe exercitar o lugar de escuta, uma atitude antropológica cada vez mais necessária em contextos contemporâneos de descolonização epistemológica.

Cadernos NAUI nasceu do desejo de compartilhar pesquisas e reflexões sobre antropologia urbana, patrimônio cultural e memória, a partir de uma visão integrada do fenômeno social e das relações de diversos atores sociais.

O acesso à revista é gratuito e está disponível na página do NAUI http://naui.ufsc.br/ e hospedada no repositório da UFSC. A divulgação do periódico é feita em https://www.facebook.com/naui.ufsc/?ref=br_rs além da página do núcleo.

 

Tags: NAUINúcleo de Pesquisa Dinâmicas Urbanas e Patrimônio CulturalPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSCrevista eletrônica Cadernos NAUIUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Equipe do Barco Solar Babitonga desenvolve atividades para alunos do Projeto Resgate

02/08/2021 16:56

Estudantes da UFSC Joinville, que fazem parte de equipes de competição, estão atuando em parceria com o Projeto Resgate, projeto social realizado em Joinville, que colabora para transformar a vida de crianças e jovens por meio da educação.

Ao longo deste ano, as equipes Barco Solar Babitonga, Fórmula CEM, Pet-EMB e Eficem desenvolveram atividades com as crianças.

Cerca de 25 membros da equipe Babitonga trabalharam com estudantes de 10 a 11 anos do projeto, em oito aulas on-line, quinzenais. O grupo utilizou seu conhecimento no projeto de embarcações, e também das disciplinas de seus cursos de graduação, para desenvolver um conteúdo voltado ao meio naval. Por meio de aulas expositivas que associavam Engenharia Naval com o tema ‘Paz’, proposto pelo próprio Projeto Resgate, foi possível apresentar os principais aspectos de modelos, estrutura, projetos e fabricação de embarcações relacionadas com as missões das embarcações hospitalares da Marinha nas comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Como atividade de encerramento, as crianças participaram de um workshop em que cada aluno recebeu materiais e pôde construir sua própria miniatura de uma embarcação movida por energia solar, orientados pelos membros da Babitonga.

Todo o suporte logístico e de estrutura para acompanhamento das aulas pelos alunos foi providenciado pelo Projeto Resgate. Para a equipe, esta foi uma oportunidade de dar continuidade e aprimorar seu principal projeto social, intitulado “Babitonga nas Escolas”, de forma online, o que não seria possível de forma autônoma durante a pandemia.

O estudante de engenharia naval Arthur Brandão, capitão da equipe, conta que as crianças gostaram bastante das aulas e atividades, demonstrando muito carinho com os membros: “A troca entre a equipe e as crianças foi bem grande. Pudemos mostrar para elas que esse tipo de atividade existe e quem sabe despertar o interesse deles em assuntos relacionados a engenharia e tecnologia, mostrando que tais atividades e tais veículos são trabalhados mais perto deles do que eles imaginavam. Alguns reclamaram quando nos despedimos na última aula, e perguntavam quando voltaríamos. Fiz até a promessa de trazê-los à UFSC para conhecer nosso campus, a oficina e os barcos da Babitonga no pós-pandemia”, disse o capitão.

A parceria com o Projeto Resgate trouxe bons resultados também para os participantes da Equipe Babitonga. Arthur acrescenta que sempre gostou muito de ministrar aulas e ser “chamado de professor” pelas crianças revelou um interesse que ele gostaria de seguir no futuro: ser professor.

 

                                                                                                                                                                                                             

Comunicação Institucional – UFSC Joinville

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Inscrições abertas para mestrado e doutorado em Engenharia Civil da UFSC

02/08/2021 15:13

Estão abertas até 15 de agosto as inscrições ao Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil (PPGEC/UFSC), para alunos regulares de mestrado e de doutorado, com ingresso no terceiro trimestre acadêmico de 2021. O programa tem três áreas de concentração: Construção Civil, Estruturas e Infraestrutura e Geotecnia e oferecerá 20 vagas para o curso de Mestrado e 9 vagas para o Doutorado.

Em cumprimento à Resolução Normativa 145/2020/CUn, que dispõe sobre política de ações afirmativas nos cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu da Universidade Federal de Santa Catarina, 5 vagas serão reservadas aos candidatos negros (pretos e pardos) e indígenas e 3 vagas serão destinadas a candidatos com deficiência e para candidatos com vulnerabilidade social de baixa renda.

Veja o edital completo em https://ppgec.posgrad.ufsc.br/processos-seletivos/

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Pesquisa da UFSC aponta como biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos em agroflorestas

02/08/2021 09:23

Um experimento agroflorestal realizado na Fazenda Experimental da Ressacada mostrou como a biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos e contribuir com a restauração florestal ainda nos anos iniciais dos sistemas, considerados os mais críticos. O trabalho, realizado pelos professores e estudantes do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAp), resultou no artigo Crop functional diversity drives multiple ecosystem functions during early agroforestry succession, recentemente publicado no Journal of Applied Ecology.

De acordo com o pesquisador Diego dos Santos, que desenvolveu sua tese no Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC e também é professor na Universidade Federal da Fronteira Sul, a ideia central do experimento foi investir em consórcios de cultivos com idêntico número de espécies, de diferentes características. “Com isso, a equipe procura entender de que forma a diversidade planejada interage com fatores ambientais e com a biodiversidade associada nos agroecossistemas e como influenciam seu funcionamento e os benefícios para os seres humanos”, explica.

Pesquisa busca formas eficientes de produzir alimentos saudáveis

O estudo leva em conta a necessidade de se desenvolverem formas eficientes de produção de alimentos saudáveis e também de redução dos impactos causados pelo homem nos ecossistemas. A agroecologia, a partir de conceitos como o de complementaridade de nichos, seria uma das possibilidades. “Esse é um dos conceitos usados para explicar a relação positiva entre biodiversidade e funcionamento do ecossistema. Isso é possível pois diferentes formas de aquisição de água, luz e nutrientes pelas espécies, no tempo e no espaço, permitem a utilização destes recursos de forma mais completa”, pontua.

No artigo recentemente publicado, a proposta foi entender as relações entre as plantas cultivadas, as plantas espontâneas e as múltiplas funções do sistema, como a proteção do solo e a produtividade. Neste caso, a supressão das plantas espontâneas, que são as ervas daninhas, foi um processo prioritário avaliado. “Plantas espontâneas podem competir com cultivadas pelos recursos como água, luz, nutrientes nos agroecossistemas e costumam ser eliminadas com herbicidas no contexto da agricultura convencional, por isso a necessidade de buscarmos outras maneiras mais saudáveis de lidar com elas”, contextualiza.

Diversidade aumenta produtividade

Diferentes espécies do experimento garantiram mais produtividade

A busca dos pesquisadores está relacionada ao que se denomina diversidade funcional. Segundo Diego, estudos mais recentes sugerem que a diversidade funcional está diretamente relacionada às funções que diferentes espécies podem ter nos ecossistemas – o que eleva a necessidade de testagem em sistemas agrícolas. “Em outras palavras, se misturarmos plantas com características complementares, protegemos melhor o solo, reduzimos plantas espontâneas e aumentamos a produtividade das culturas, sem uso de agrotóxicos”, sintetiza o pesquisador.

Na prática, é possível pensar na plantação, ao mesmo tempo, de espécies que crescem em velocidades diferentes e com alturas diferentes, tais como a bananeira, feijão guandu, batata doce. “Enquanto a bananeira demora mais para crescer, o guandu vai ocupando o espaço mais rapidamente, e abaixo deles a batata doce cobre o chão”, ilustra o pesquisador. Neste caso, a batata doce não competiria pelo espaço e pelos recursos com as outras espécies. Ainda, quando a bananeira necessitasse de mais espaço e luz, o guandu poderia ser podado. “Assim, o solo fica sempre coberto e a luz do sol é toda aproveitada, bem como as raízes mais superficiais da batata doce e mais profundas do guandu e banana aproveitam as diferentes profundidades do solo”.

Os resultados do experimento da UFSC confirmaram a hipótese de que uma maior diversidade contribui para múltiplas funções no ecossistema, como por exemplo a interceptação de luz fotossintética. “A maior interceptação de luz pelas culturas aumentou a produtividade. Além disso, uma maior diversidade funcional aumentou a cobertura do solo pelas culturas e reduziu a cobertura e diversidade funcional das plantas espontâneas”.

Conforme o pesquisador, outro aspecto interessante de se trabalhar levando em conta as características das plantas é que deixa de ser necessário ficar atrelado necessariamente às espécies – é possível olhar para as suas características. “Em outros locais pode ser que o agricultor não queira ou não tenha bananeira, guandu ou batata doce, mas tenha outras espécies com características semelhantes e podem ser usadas então para formar os próprios consórcios, delineados conforme suas necessidades”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Pesquisa online quer entender consumo de bebida alcoólica entre gestantes

02/08/2021 08:35

Gestantes de Florianópolis estão convidadas a responder, online, a pesquisa O consumo de bebidas alcoólicas entre gestantes na cidade de Florianópolis, até o próximo dia 10 de agosto. O questionário, feito pelo Laboratório de Neuroplasticidade do Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC, pretende investigar a prevalência do consumo de bebidas alcoólicas e dados sociodemográficos entre gestantes. O formulário está disponível neste link.

As gestantes que aceitarem participar do estudo serão avaliadas em termos de caracterização de comportamento relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas, não havendo grupo controle/experimental, nem intervenção no tratamento adequado adotado pelo seu médico. A coordenação da pesquisa é feita pela professora Patrícia de Souza Brocardo e seu objetivo final é  utilizar as informações coletadas para realizar ações de prevenção.

 

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