Licenciatura Indígena organiza ato em Penha em memória a Marcondes Namblá

08/01/2018 14:01

Docentes e alunos do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estão mobilizados na organização de um ato cerimonial e um protesto ao assassinato de Marcondes Namblá. O ato acontecerá na quarta-feira, dia 10 de janeiro, às 14h, no local onde o indígena foi morto (Av. Eugênio Krause, no município de Penha, Litoral Norte de Santa Catarina). Marcondes também receberá uma homenagem póstuma no Templo Ecumênico da UFSC, nesta terça-feira, 9 de janeiro, às 9h.

A UFSC cedeu um ônibus para transportar alunos e professores de Florianópolis à cidade de Penha. Os organizadores buscam agora apoio para transportar pessoas da Terra Indígena Laklãnõ, no Alto Vale do Itajaí, para a manifestação. Organizam o ato os colegas, amigos e familiares de Marcondes, que formou-se na UFSC em abril de 2015 e desenvolvia atividades de ensino na escola Laklãnõ. O evento tem apoio de outras etnias além do povo Laklãnõ-Xokleng, do qual Marcondes pertencia. Entre elas os povos Guarani, Kaingang e Parintintin.
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Marcondes Namblá recebe homenagem póstuma na UFSC, nesta terça-feira, 9 de janeiro

08/01/2018 09:09

O Templo Ecumênica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá receber uma cerimônia em homenagem ao ex-aluno Marcondes Namblá, nesta terça-feira, 9 de janeiro, às 9h. Marcondes foi morto enquanto fazia trabalho temporário em Penha, litoral norte de Santa Catarina, vendendo picolé no período de férias turísticas. Ele foi espancado na cabeça até cair desacordado, foi resgatado pelos bombeiros, levado ao hospital, passou por três cirurgias e não resistiu.

Promovido pela Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC, o encontro “será uma ocasião para celebrar a memória deste jovem líder Laklãnõ-Xokleng que vinha trabalhando com afinco para melhorar as condições de vida de seu povo, assim como vinha despontando como um brilhante intelectual indígena. Será uma oportunidade para unir nosso clamor contra a vulnerabilidade e a injustiça que vem ceifando tantas vidas de indígenas no Sul do Brasil”.

Confira nota de pesar do Núcleo de Estudos de Povos Indígenas (NEPI).

Mais informações na página da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica.

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Agecom 25 anos: pluralidade de vozes ratificada no quarto quinquênio (2008 a 2012)

16/06/2017 12:38

A história recente da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se confunde com a história da própria Universidade. Comemorando 25 anos em 2017, a Agecom faz uma retrospectiva de grandes reportagens e momentos retratados pelos profissionais que passaram pela Agência. Na matéria que segue, você encontrará informações sobre o quarto quinquênio dessa história, com foco nas últimas edições veiculados do Jornal Universitário (JU).

O quarto quinquênio da história da Agecom foi marcado por notícias boas e outras nem tanto veiculadas pelo JU, com pluralidade de vozes, como qualquer publicação que se preze e que cumpra com o papel de informar ao seu público. Entre outros acontecimentos, as páginas do periódico anunciaram a interiorização da Universidade; comemoraram os 50 anos da UFSC; celebraram os avanços das pesquisas com células-tronco; noticiaram o início das obras do Centro de Engenharias da Mobilidade, no campus Joinville; e marcaram presença nas edições da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex). A equipe da Agecom deseja uma leitura agradável e uma boa viagem pelas notícias das últimas edições.
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Licenciatura Intercultural Indígena promove lançamento do documentário ‘Enchente: o outro lado da Barragem Norte’

07/03/2017 15:05

O curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC promove o lançamento do documentário Enchente: o outro lado da Barragem Norte, no dia 9 de março, às 18h30. O evento será realizado no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Lançamento-do-documentario-1

Mais informações aqui.

 

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Projeto ‘Este lugar também é seu!’ realiza acolhimento de crianças indígenas nesta segunda

18/07/2016 08:10

No dia 18 de julho (segunda-feira), à tarde, ocorrerá o último momento de acolhimento de crianças indígenas, filhos de graduandos da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (LII) da UFSC, deste primeiro semestre, no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). O acolhimento é realizado por meio do projeto “Este lugar também é seu!”, que tem como objetivo receber crianças matriculadas em escolas públicas municipais ou escolas conveniadas, bem como, filhos de graduandos do curso LII para momentos de exploração e convívio nos espaços amplos e arborizados. Visa também proporcionar atividades vinculadas a diferentes áreas do conhecimento e/ou relacionada ao desenvolvimento infantil para as crianças.

Mais informações com a coordenadora do Projeto, a pedagoga Dalânea Cristina Flôr ()

Tags: crianças indígenasDalânea Cristina FlôrEste lugar também é seuLicenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata AtlânticandiUFSC

Primeira estudante indígena da Pós em Antropologia Social da UFSC defende dissertação sobre povos Kaingang

06/04/2016 16:31

“Desde criança, a gente vê antropólogos entrarem e saírem das terras indígenas. É uma relação bem próxima. Eles vão para pesquisas, demarcação de terra. Vim de uma terra de © Pipo Quint / Agecom / UFSCretomada, foi uma disputa de território. Nesse período, via muitos antropólogos visitarem a nossa casa, conversarem com as lideranças. Sempre achei aquilo interessante. Um deles sempre soube muito da minha família, dos meus avós”, relembra Joziléia Daniza Jagso Inácio Schild, primeira estudante indígena do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A sua dissertação Mulheres kaingang, seus caminhos, políticas e redes na TI [Terra Indígena] Serrinha foi defendida no dia 24 de fevereiro de 2016.

Em seu trabalho, a geógrafa deu ênfase a três narrativas de luta de mulheres kaingang a partir das décadas de 60 e 70. “O movimento indígena pela terra e pelos direitos não se inicia pela Constituição de 88. Houve uma luta grande do movimento indígena, que conseguiu se articular sem internet, telefone, dinheiro. Alguns artigos específicos (231 e 232 – direito aos costumes, território e crenças) nos asseguram o direito de sermos quem somos. O tema vinha sendo discutido em fóruns institucionais; a promulgação da Constituição de 88 veio depois”, destaca.
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A festa não esquece a luta na abertura do III Encontro Nacional de Estudantes Indígenas

30/09/2015 08:42

A cerimônia de abertura do III Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei)  terminou com dança em roda na noite dessa segunda-feira, 28 de setembro, no auditório Garapuvu, antes do convite para a confraternização logo em seguida, no Centro de Convivência. O clima era festivo, com diversas apresentações e manifestações culturais, mas, em nenhum momento, alguém esqueceu que a ocasião também representa parte de uma luta que prossegue.

Jibran Patté, representante dos xokleng que fez o primeiro discurso da noite, prometeu: “Será uma linda semana, com os tambores e os maracás que trouxemos”. E os maracás soaram no auditório durante toda a noite, junto com os aplausos que sublinhavam a atenção à questão maior: “A terra é um pedaço de nós, e tudo o que a toca nos toca também”, destacou.

Após a composição da mesa, o Hino Nacional foi executado por músicos kaingang em duas versões: português e kaingang. Em seguida, o Coral do Povo Indígena Guarani se apresentou e mostrou uma abordagem diferente, mântrica e espaçada, no tempo e estrutura da música. Primeiro da mesa a falar, o coordenador do evento, Paulo Capela, elogiou a iniciativa de trazer para a UFSC o evento. O representante do Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá, observou que “ninguém veio para brincar, se divertir ou a passeio. Viemos para construir políticas de permanência na Universidade”. Ana Patté, graduada da UFSC em Licenciatura Intercultural Indígena e integrante da comissão organizadora do evento, disse: “Temos que ser protagonistas da nossa história”. Edinaldo Xukuru, representante da Universidade Federal de São Carlos (SP), que sediou o primeiro Enei, considerou que o movimento teve avanços, mas ainda são muitos os desafios. Simone Eloy, da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS), onde foi realizado o segundo encontro, falou da importância de que “a universidade se pinte de povo, não o povo se pinte de universidade”.

Mas a fala mais aplaudida da noite, de pé, foi a de Rossandra Cabreira, representante da aldeia Kaiowá Jaguapiru, em Dourados (MS). “A gente vê nosso povo sendo massacrado, e ninguém faz nada. O que nós, acadêmicos, podemos fazer? A gente luta com as nossas armas, as da aprendizagem e do conhecimento; mas vemos os índios sendo obrigados a cumprir a lei e eles não. Eles podem matar 20, mas quem escapar vai voltar e continuar a resistência, até o fim”, garantiu. Teresa Dill, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), que discursou em seguida, notou que, após as palavras de Rossandra, pouco mais havia a acrescentar, mas reafirmou o compromisso da instituição com as lutas do povo indígena.

Nildo Ouriques, presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela), falou da relação do modelo de capitalismo adotado pela sociedade brasileira com a continuidade da opressão e a tentativa constante de embranquecimento da população do país. Também comentou a importância do contato com povos indígenas de outros países da América Latina. João Mauricio Farias, da Fundação Nacional do Índio (Funai), comparou as agressões aos indígenas brasileiros com a Faixa de Gaza. Várias das falas citaram também a formatura da primeira turma de Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC, em abril, e a reitora Roselane Neckel lembrou o início do curso: “Muita gente não entendeu quando os primeiros estudantes entraram no CFH, mas isso mudou”.

Depois de a mesa de autoridades ser desfeita, a cerimônia tomou rumo mais informal, com mais apresentações e manifestações culturais. Primeiro, representantes laklãnõ/xokleng apresentaram uma música de agradecimento, composta especialmente para a ocasião. A partir daí, vários mostraram músicas e danças, até o final, quando os presentes, índios e não índios, foram todos convidados a celebrar em uma grande roda sobre o palco. O encontro continua até esta sexta-feira, 2 de outubro, com palestras, seminários, debates, mostras culturais e representantes de povos indígenas de todo o Brasil.


Fábio Bianchini/Jornalista da Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC

Fotos: Henrique Almeida/Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC

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Licenciatura Indígena da UFSC forma primeira turma em abril

09/03/2015 08:10

A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (LII), iniciada na UFSC em fevereiro de 2011, forma sua primeira turma no dia 8 de abril de 2015, no Centro de Cultura e Eventos. O curso é composto por alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng, provenientes dos estados de Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e tem como substrato a questão territorial, os direitos territoriais. Daí seu eixo norteador denominar-se “Territórios Indígenas: A questão fundiária e ambiental no Bioma Mata Atlântica”.

Todos os cursos de Licenciatura Intercultural Indígena no Brasil pressupõem metodologicamente a instituição da pedagogia da alternância, que viabiliza a experiência que agrega Tempo-Universidade (TU) e Tempo-Comunidade (TC). O TU é constituído por períodos presencias e intensivos de formação no Campus de Florianópolis e/ou nas escolas em Terras Indígenas ou o mais próximo delas. No total, foram 20 etapas intensivas de duas a três semanas. Já o TC destina-se a estudos orientados, projetos de pesquisa e de intervenção comunitária. No TC, a participação de sábios e especialistas indígenas foi um recurso para a aprendizagem.
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Pós-doutoranda da UFSC aborda no CED documentação linguística e cultural no Brasil

09/09/2014 15:31

AACC.10.09.14O Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC promove o evento “Novas tendências e métodos na documentação linguística e cultural no Brasil e a experiência com o povo Paresi”, tema apresentado pela pós-doutoranda em Linguística, Ana Paula Brandão, nesta quarta-feira, 10 de setembro, às 14h, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED).

O evento é aberto ao público e oferece certificação.
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Oferta de bolsas a alunos de graduação para trabalhar com estudantes indígenas

09/04/2014 16:44

O curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica seleciona alunos de graduação dos centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e Educação (CED) para a Bolsa PIBE 2014. O candidato deve estar apto a trabalhar diretamente com os alunos indígenas – Guarani, Kaingang e Xokleng/Laklãnõ – durante as etapas do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, e auxiliar nas atividades extraclasse.

O valor da bolsa é R$364, mais auxílio-transporte de R$132.
Requisitos:
– estar regularmente matriculado em curso de graduação, da 5ª fase em diante;
– possuir conhecimentos sobre o pacote Office;
– possuir conhecimentos de formatação das normas da ABNT.

Interessados devem encaminhar histórico escolar atual para o e-mail

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Seminário de sábios indígenas Guarani, Kaingang e Xokleng ocorre no MArquE nesta terça

29/10/2013 12:04

O Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC promove III Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingang e Xokleng – Saberes e Práticas Alimentares, nesta terça-feira, 29 de outubro, às 14h, no andar térreo do Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE/UFSC).
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Pesquisadores discutem ‘Relatório Figueiredo’ e tortura de povos indígenas no período militar

02/09/2013 15:50

O Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC promoverá, nos dias 2 e 3 de setembro, um debate com o tema “Violência e tortura contra os povos indígenas na ditadura militar”, tendo como foco o “Relatório Figueiredo”, que denuncia casos de tortura nas populações indígenas dos anos 50 aos 70 e irregularidades no antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI). O evento é gratuito e aberto à comunidade.
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Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC realiza 11ª etapa intensiva

23/07/2013 08:27

AACC realizada em março deste ano. Foto: Divulgação

A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, do Departamento de História da UFSC, iniciou na segunda-feira, 22 de julho, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), sua 11ª etapa intensiva (tempo universidade). Composto pelas turmas Guarani, Kaingang e Xokleng/Laklãnõ, e coordenado pelo professor Lucas de Melo Reis Bueno, o curso é formado por aulas, pesquisas, trabalhos tempo comunidade, estágio e atividades acadêmico-científico-culturais (AACC) de diversas naturezas, que visam oferecer aos alunos uma formação distendida, que ultrapasse as disciplinas que compõem o currículo. O evento é aberto ao público.
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Professores e alunos da Licenciatura Indígena no Brasil relatam conquistas e desafios

29/05/2013 14:04

Segunda etapa dos relatos dos representantes da Licenciatura Intercultural Indígena das universidades federais brasileiras. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

O “Seminário sobre licenciaturas interculturais indígenas em universidades federais brasileiras: contextos e perspectivas” iniciou, nesta terça-feira (28/5), no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a segunda etapa dos relatos dos representantes do curso das universidades do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Grande Dourados (UFGD), de Minas Gerais (UFMG), de Santa Catarina (UFSC) e do Rio de Janeiro (UFRJ), esta representada pelo Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (Laced).
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Educação bilingue entre os Warlpiri da Austrália em debate na UFSC

13/03/2013 09:55

Barbara Glowzcewski : educação bilingue entre os Warlpiri. Foto Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Barbara Glowczewski, pesquisadora do Centre National de Recherche Scientifique (CNRS) da França, ministrou palestra dia 5 de março, sobre a educação bilíngue entre os Warlpiri, da Austrália, com os quais trabalha há mais de 30 anos.  Ela é autora, entre outros livros, de Les reveurs du desert: Aborigenes d’Australie, les Warlpiri (Os sonhadores do deserto: Aborígenes da Austrália, os Warlpiri).  O evento foi realizado no Auditório da Reitoria, com uma plateia composta quase integralmente por alunos do curso de graduação de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da UFSC, das etnias dos Guarani, Kaigang e Laklãnõ/Xokleng.

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Bartolomeu Melià fala nesta sexta sobre vivências com povos indígenas

01/06/2012 17:27

Seminário, vivência e conferência sobre a sabedoria indígena e a luta pelo reconhecimento do território vão até o dia 4 de junho. Melià fala às 19 horas no auditório do CFH 


“Vivências com Povos Indígenas”, evento promovido pelo Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC será conduzido hoje, 1º de junho, às 18h30, pelo professor, linguista e antropólogo Bartomeu Melià (Assunção – Paraguai), no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Docente do curso de Licenciatura Intercultural, na disciplina Laboratório de Língua Guarani, Bartomeu foi convidado a expor suas vivências com povos indígenas a fim de trocar sua vasta experiência com os alunos e docentes do curso e participantes do evento.

Melià vai abordar as especificidades socioculturais e os direitos constitucionais das populações indígenas. Padre jesuíta espanhol (1932), mora em Assunção/Paraguai há quase cinco décadas, dedicando-se à pesquisa e à defesa dos direitos dos povos indígenas. Viveu no Brasil, também como estudioso e militante dessa causa, devido à dissidência com o governo do ditador paraguaio Alfredo Stroessner. No Brasil, atuou com os povos Guarani e Kaingang (Terra Indígena Guarita/RS), Kaiowá (MS), Enauenê-nauê (MT).

A discussão sobre o direito ao território para indígenas e quilombolas está no foco dos debates de três grandes momentos promovidos pelo Curso. Lideranças indígenas e dois dos maiores especialistas na questão, o antropólogo João Pacheco Oliveira, do Rio de Janeiro, e Bartomeu Meliá, do Paraguai, estarão presentes em Florianópolis para uma vivência e uma aula aberta que ocorrem no dia 1º e 4 de junho. Os eventos são dirigidos aos alunos que frequentam o curso, mas gratuitos e abertos a todas as etnias, pesquisadores e interessados no direito das minorias.

Saberes sobre a Terra – I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng abriu essa série de eventos no dia 31 de maio de 2012, das 8h30 às 12h, no auditório do CFH. O evento teve como objetivo dar voz a especialistas indígenas em torno de seus saberes sobre a terra, o que abarca os conhecimentos em relação à caça, pesca, coleta, plantio, manejo florestal e também do processo político e histórico de demarcação de terras indígenas.

“Criamos um espaço para que os alunos socializem seus conhecimentos, seja do uso da terra a partir dos saberes dos antepassados ou ainda saberes que cada um julgar importante compartilhar com os acadêmicos do seu curso e de outros cursos da UFSC, bem como com o público em geral”, explica a professora Maria Dorothea Post Darella, que faz parte da equipe de coordenação da Licenciatura e antropóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC. As três realizações buscam fortalecer o eixo temático do curso que é Territórios indígenas: a questão fundiária e ambiental no Bioma Mata Atlântica, explica Dorothea, que apoia o curso como integrante da Comissão Interinstitucional para Educação Superior Indígena.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ, João Pacheco de Oliveira, é o conferencista do terceiro evento, que ocorre no dia 4 de junho, às 18h30, no Auditório da Reitoria /UFSC.  Autor de volumosa obra, entre livros e artigos publicados,  Oliveira vai proferir a aula aberta “A PEC 215 contra os direitos indígenas, quilombolas e ambientais”.  Com a emenda, o direito que era antes aferido por um processo administrativo, passa a exigir aprovação pelo Congresso Nacional.

Defensor de uma ampla mobilização social contra essa medida, que chama de ataque aos direitos conquistados pelas minorias, discutirá a pressão de latifundiários e empresários para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, que dificulta o reconhecimento dos territórios indígenas e quilombolas. Presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) entre 1994 e 1996, exerce a função de coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas. Atua ao lado dos índios Ticuna desde a década de 1970, dedicando-se há muitos anos também aos povos indígenas no nordeste brasileiro.

Implantado em fevereiro de 2011 pelo Departamento de História da UFSC, o Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica é o primeiro curso superior  do Brasil especializado nas três etnias. Sob a coordenação geral do professor Valmir Francisco Muraro, entra em sua sexta etapa concentrada de aulas. São 104 alunos, grande parte professores nas escolas indígenas que alternam o tempo na universidade com o tempo na comunidade, quando aplicam nas aldeias os conhecimentos desenvolvidos.


SERVIÇO:  

Evento 2: Palestra: Vivências com Povos Indígenas
Palestrante: Prof. Bartomeu Melià (Assunção – Paraguai)
Local: Auditório do CFH/UFSC
Data: 01 de junho de 2012
Horário: 18h30

Evento 3: Aula aberta: A PEC 215 contra os direitos inígenas, quilombolas e ambientais
Com o Professor e Antropólogo João Pacheco de Oliveira (UFRJ)
Local: Auditório da Reitoria / UFSC
Data: 04 de junho de 2012
Horário: 18h30

 

Por Raquel Wandelli/ Jornalista na Secult
9911-0524 e 3721-9459 – www.secarte.ufsc.br

 

Mais informações:  Secretaria do curso de graduação Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica: 3721-2614.

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Três eventos discutem saberes da terra e direito ao território

30/05/2012 18:30

Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng. Foto Wagner Behr/Agecom

Lideranças Indígenas e quilombolas começam nesta quinta, 31, debates sobre a sabedoria indígena e a luta pelo reconhecimento do território.    A discussão sobre o direito ao território para indígenas e quilombolas está no foco dos debates de três grandes momentos promovidos pelo Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina. Lideranças indígenas e dois dos maiores especialistas na questão, o antropólogo João Pacheco Oliveira, do Rio de Janeiro, e Bartomeu Meliá, do Paraguai, estarão presentes em Florianópolis para um seminário, uma aula aberta e uma vivência que ocorrem nos próximos dia 31 de maio, 1º e 4 de junho. Os eventos são dirigidos aos alunos que freqüentam o curso, mas gratuitos e abertos a todas as etnias, pesquisadores e interessados no direito das minorias.
Saberes sobre a Terra – I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng abre essa série de eventos no dia 31 de maio , das 8h30 às 12h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. O evento tem como objetivo dar voz a especialistas indígenas em torno de seus saberes sobre a terra, o que abarca os conhecimentos em relação à caça, pesca, coleta, plantio, manejo florestal e também do processo político e histórico de demarcação de terras indígenas.
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Curso de graduação indígena recomeça com aula magna e exposição intercultural

10/05/2011 07:59

Depois de permanecer dois meses nas escolas de suas aldeias repassando os conhecimentos desenvolvidos em fevereiro, os alunos indígenas do primeiro Curso de Graduação em “Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica” retornaram na segunda-feira (9) para Florianópolis. Na Capital, eles retomam suas atividades em sala de aula na UFSC. O início da segunda etapa do curso será marcado pela realização de uma Aula Magna no dia 11, às 14 horas, no auditório da Reitoria, seguido pela abertura da exposição “Guarani, Kaingáng e Xokleng – Memórias e Atualidades ao Sul da Mata Atlântica”, com resultados de suas primeiras realizações pedagógicas. “A exposição tem ao mesmo tempo um significado ritualístico e acadêmico, porque é a forma como celebram o autoconhecimento e mostram aos outros grupos o que são”, explica Teresa Fossari, diretora do Museu Universitário.

Às 18 horas, logo após a Aula Magna, o Museu Universitário, ligado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, e o Centro de Filosofia e Ciências Humanas promovem uma solenidade de abertura de exposição. Seguindo os protocolos éticos nas relações entre culturas brancas e autóctones, a cerimônia inicia com a doação pelos representantes indígenas dos objetos em exposição ao acervo ao Museu Universitário. O Museu, por sua vez, apresentará imagens de seu acervo no local, já que os objetos não podem ser deslocados do ambiente climatizado em que se encontram para espaços sem controle de temperatura e umidade. A exposição ficará aberta ao público do dia 12 a 27 de maio 2011, de segunda a sexta de 8 às 12 horas e das 14 às 20 horas.

O objetivo da mostra é apresentar à comunidade universitária e à comunidade em geral o modo de vida de etnias indígenas que habitam as regiões sul e sudeste, do ponto de vista desses representantes, agora alunos de graduação na UFSC. Um grande diferencial da exposição é o fato de que a concepção e a curadoria são compartilhadas entre alunos do curso, equipe do Museu Universitário e a colaboração de outros profissionais e alunos da UFSC. A antropóloga Maria Dorothea Darella destaca que durante a primeira etapa concentrada a idéia da exposição foi recebida com entusiasmo pelos alunos e preparada como uma forma de “expor seus objetos e também se exporem”.

Sob a coordenação da professora Ana Lúcia Vulfe Nötzold, do curso de História do CFH, o novo Curso de Graduação “Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica” é direcionado aos grupos indígenas Kaingang, Xokleng e Guarani. Com o apoio da Coordenação Interinstitucional para Educação Superior Indígena (CIESI) em seu planejamento, durará quatro anos, totalizando 3.348 horas. Um total de 252 horas são destinadas a atividades acadêmico-científico-culturais, como palestras, debates, viagens de pesquisa, visitas a museus, a sítios arqueológicos, além de outras programações.

A primeira etapa concentrada ocorreu durante duas semanas em fevereiro e a segunda ocorrerá  de 09 a 28 de maio, quando se deslocam para a UFSC de distintas áreas do país, desde o Rio Grande do Sul até o Espírito Santo. Dentro da pedagogia da alternância e da filosofia da educação de jovens e adultos, eles passam um tempo intercalado entre as aulas aplicando os conhecimentos nas aldeias antes de regressarem aos bancos universitários.

Na primeira etapa, os indígenas realizaram como uma das atividades acadêmico-científico-culturais visitas à Reserva Técnica do Museu Universitário, quando puderam conhecer a produção artefatual dos distintos grupos étnicos implicados no Curso. Durante a visitação, alunos reconheceram e se emocionaram com objetos produzidos por antepassados e ali conservados, muitos não mais produzidos nas comunidades.

Mais informações: Divisão de Museologia / Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral – UFSC / Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – CEP 88.040-900 – Florianópolis – Santa Catarina – Brasil / Telefones: 48 3721-8604 / 6473 / 9325

Assessoria de Comunicação SeCArte/UFSC (com informações do Museu Universitário) / Raquel Wandelli / / 9911-0524 e 3721-9459

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Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica tem aula magna dia 11

05/05/2011 16:02

O curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica promove vários eventos: Dia 11: Encontro dos alunos com Márcio Augusto Freitas Meira, presidente da FUNAI, no auditório do CFH, às 9h30min, aula magna no auditório da Reitoria às 14h e abertura da exposição Guarani, Kaingáng e Xokleng – Atualidades e Memórias ao Sul da Mata Atlântica, no hall da Reitoria às 18h (realização SeCArte – Museu Universitário Professor Osvaldo Rodrigues Cabral).

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Curso Superior de Magistério indígena abre Universidade para todos

14/02/2011 20:43

Eles vieram de territórios localizados em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo atrás do antigo sonho de cursar uma faculdade específica para professores indígenas. Alguns casais deixaram os filhos com parentes nas aldeias e trouxeram os menores de colo para a sala de aula. Várias alunas ainda estão amamentando. O primeiro dia de aula mostrou que os 120 alunos Guarani, Kaingáng e Xokleng aprovados no Vestibular do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, iniciado na tarde de segunda, 14, na Universidade Federal de Santa Catarina, estão dispostos a enfrentar todas as dificuldades para completar sua formação como professores e ajudar seus povos na luta pelas condições de sobrevivência e pela defesa da sua cultura.

“Por meio da educação vamos superar o paternalismo dos órgãos indigenistas para conquistar nossa autonomia e defender nossa cultura”, sentenciou Getúlio Tójfa, coordenador pedagógico da Escola Cacique Vanhkre, em Ipuaçu, ao discursar em nome dos Cainkáng na cerimônia de recepção dos calouros e abertura do curso no auditório do Centro de Filosofias Humanas. O auditório lotado e multicolorido com a presença das lideranças das três etnias, dos representantes da rede de departamentos que integram o curso e das diversas entidades ligadas à promoção do índio fez dessa conquista pedagógica um momento de comemoração e também um ato político na defesa de uma educação inclusiva. Sobre a importância de realizar a primeira graduação específica em licenciatura indígena direcionada para professores das três etnias dos territórios do Sul e Sudeste do País, o reitor Álvaro Prata pontuou: “a UFSC assume sua condição de universidade dessa grande nação brasileira, que é não é somente dos brancos, mas sobretudo dos nativos”.

Com duração de quatro anos, o curso superior contempla alunos de Santa Catarina e de outros estados do sul e sudeste que não dispõem desse tipo de formação. Seguindo o método da pedagogia da alternância, que prevê o aprendizado teórico em sala e períodos de aplicação prática nas escolas das aldeias, os alunos-professores devem permanecer em torno de duas semanas hospedados em um hotel em Florianópolis e depois retornam aos seus territórios para reiniciar as aulas dois meses depois. O tempo de estudo na comunidade prevê pesquisas orientadas, estágios, projetos de intervenção comunitária nas escolas das aldeias.  Como conquista da luta das comunidades indígenas, de professores e pesquisadores da área, a graduação foi concebida pela Comissão Interinstitucional de Educação Superior Indígena (CIESI) em conjunto com representantes indígenas, a partir de projeto aprovado pelo Programa de Licenciatura Indígena do Ministério da Educação, explica a coordenadora do curso Ana Lúcia Vulfe Nötzold, do Departamento de História. O Prolind financia hospedagem e alimentação para docentes especialistas nas temáticas.

São 120 alunos aprovados no Vestibular, 40 de cada etnia. A maioria já atua em escolas de aldeias, mas há jovens indígenas recém-egressos do ensino médio e lideranças comunitárias e também índios formados em faculdades não específicas, de português e história, principalmente. É o caso de Keli, formada em Letras-Português pela Unasselvi, que veio com o marido Eduardo Tuquê e trouxe dois dos quatro filhos, um de quatro e outro de dois. Com dificuldades de se concentrar na aula e dar atenção aos filhos, eles pretendem conseguir alguém para levar as crianças de volta à aldeia Xokleng, em Ibirama, mas não querem desistir: “A gente precisa desse conhecimento na nossa língua específica para ajudar a fortalecer nossa cultura nas aldeias”, diz Keli. A índia Eunice Antunes, professora da Escola Itaty, do Morro dos Cavalos, que também discursou em nome do povo Guarani, ainda não acredita que a luta pela graduação se concretizou: “Parece que estou sonhando acordada! E todas as entidades e nós alunos demos o máximo para estar aqui. Não é um privilégio, é uma conquista!”

Com habilitação geral em Licenciatura da Infância e ênfase no ensino fundamental comum a todos, a formação desses alunos-professores será voltada para o eixo norteador Territórios Indígenas: Questão Fundiária e Ambiental no Bioma Mata Atlântica. A coordenadora Ana Lúcia lembra que a questão territorial está ligada ao direito do indígena de existência enquanto povo. “Quando se fala em acesso à cidadania, um dos direitos fundamentais é o de poder existir, que está ligado à questão da identidade e do território tão prementes hoje para esses povos”, enfatiza.  Até o quinto período, os acadêmicos estarão separados por etnia, cursando disciplinas específicas. Na sequência, optarão por uma das três terminalidades, que são: Licenciatura das Linguagens, com ênfase em Línguas Indígenas; Licenciatura em Humanidades, com ênfase em Direitos Indígenas e Licenciatura do Conhecimento Ambiental, com ênfase em Gestão Ambiental.

Os parceiros na UFSC incluem os departamentos de Antropologia (que vai ministrar disciplina de mitologia indígena), de Metodologia de Ensino, de Direito, de Engenharia Sanitária e Ambiental, entre outros, além do Museu Universitário, ligado à Secretaria de Cultura e Arte, que atuará com professores e infra-estrutura para atividades pedagógicas, científicas e culturais, conforme Maria Dorothea Darella, pesquisadora do Laboratório de Etnologia Indígena. Como parceiros externos, a Secretaria da Educação firmou um termo de cooperação para dar apoio pedagógico aos alunos que são também professores da educação indígena das rede pública estadual e flexibilizar o seu horário nas aldeias. A Funai financiar o deslocamento dos índios dos seus territórios para Florianópolis. Entidades como a Capi (Comissão de Apoio aos Povos Indígenas), CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e Comin (Conselho de Missão entre Índios) participaram de todas as decisões de modo a preservar as especificidades e interesses das etnias.

Em Santa Catarina, 9.200 pessoas integram a população indígena, 2.812 pertencentes à faixa etária escolar entre um a 14 anos. Oferecendo formação superior pública e gratuita, o projeto cumpre a Lei de Diretrizes e Bases de 96, que determina a graduação dos professores de escolas indígenas. Em todo sul e sudeste do Brasil, somente a Unochapecó oferece um curso específico para Kaingángs e atendendo apenas professores de Santa Catarina.

Por Raquel Wandelli/ Jornalista na SeCArte

Fotos: Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom

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UFSC recepciona calouros da primeira graduação específica para professores indígenas

11/02/2011 13:00

Seminário para aprofundamento do projeto do curso encaminhado para o MEC. Morro das Pedras, junho de 2009. Fotos: Jeniffer Silva.

Os 120 calouros das etnias Guarani, Kaingang e Xokleng aprovados para a primeira turma do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica serão recepcionados na segunda-feira, 14 de fevereiro, às 14 horas, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. Eles vão integrar a primeira graduação em licenciatura para professores de educação indígena do Sul e Sudeste do País. Uma cerimônia na presença do reitor Alvaro Prata, representantes da Procuradoria da República que trata da questão indígena e ambiental, coordenadores regionais da Funai, Secretaria de Estado da Educação, entre outras instituições parceiras devem marcar a importância dessa conquista para a autonomia dos povos indígenas e para o fortalecimento da sua educação e cultura.

O sonho de uma formação superior específica para o magistério nas aldeias vinha sendo concretizado desde 2007, quando a UFSC constituiu a Comissão Interinstitucional para Educação Superior Indígena, integrada pelas organizações representantes desses povos e por uma rede de entidades parceiras que se encarregou da sua implantação. Com duração de quatro anos, o curso contempla alunos de Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, que não dispõem desse tipo de formação. A graduação baseia-se no método da pedagogia da alternância, que prevê o aprendizado teórico em sala e períodos de aplicação prática nas escolas das aldeias.

No mesmo dia em que as aulas iniciam, os indígenas aprovados no Vestibular, 40 de cada etnia, devem confirmar sua inscrição, efetuando a matricula no Departamento de História do CFH. Devem apresentar comprovante de conclusão do segundo grau e declaração de pertencimento a uma comunidade indígena assinada pelo cacique e pelo aluno, cujo modelo se encontra na página do curso: licenciaturaindigena.ufsc.br. Para que o curso fosse aproveitado em sua capacidade máxima, a UFSC realizou a segunda e a terceira chamada e todas as vagas foram preenchidas. A maioria já atua em escolas de aldeias, mas há também jovens indígenas recém-egressos do ensino médio e lideranças comunitárias.

Com carga horária total de 3.348 horas, a formação desses alunos-professores será voltada para o eixo norteador Territórios Indígenas: Questão Fundiária e Ambiental no Bioma Mata Atlântica. Até o quinto período, os acadêmicos estarão separados por etnia, cursando disciplinas específicas para sua cultura. Nos últimos dois anos, eles se habilitarão em uma das quatro terminalidades, que são: Licenciatura da Infância, com ênfase no ensino fundamental; Licenciatura das Linguagens, com ênfase em Línguas Indígenas; Licenciatura em Humanidades, com ênfase em Direitos Indígenas e Licenciatura do Conhecimento Ambiental, com ênfase em Gestão Ambiental. O tempo de estudo será alternado entre o tempo na universidade, com aulas na UFSC, Museu Universitário e outros locais em Florianópolis, nos meses de fevereiro e maio, e o tempo na comunidade, quando serão realizados estudos orientados, estágios, projetos de pesquisa e de intervenção comunitária nas escolas das aldeias de origem dos graduandos.

Antiga reivindicação das comunidades indígenas, de professores e pesquisadores da área, o Curso foi implantado a partir de um projeto do Departamento de História aprovado pelo Programa de licenciatura Indígena do Ministério da Educação, explica a coordenadora Ana Lúcia Vulfe Nötzold. O Pró-lind financia, entre outras coisas, hospedagem e alimentação para os alunos. Os parceiros da UFSC incluem os Cursos de Antropologia (que vai ministrar disciplina de mitologia indígena) e de Engenharia Ambiental, além do Museu Universitário, ligado à Secretaria de Cultura e Arte, que cederá professores e infra-estrutura para atividades pedagógicas, científicas e culturais, conforme Maria Dorothea Darella, pesquisadora do Laboratório de Etnologia Indígena. Como parceiros externos estão a Secretaria da Educação, que flexibilizou o horário dos professores da rede pública e a Funai, que financia o deslocamento dos índios das aldeias para Florianópolis. Entidades como a Capi (Comissão de Apoio aos Povos Indígenas), CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e Conin (Conselho de Povos Indígenas) participaram de todas as decisões de modo a preservar as especificidades e interesses das etnias.

Em Santa Catarina, 9.200 pessoas integram a população indígena, 2.812 pertencentes à faixa etária escolar entre um a 14 anos. Oferecendo formação superior pública e gratuita, o projeto cumpre a Lei de Diretrizes e Bases de 96, que determina a graduação dos professores de escolas indígenas. Em todo sul e sudeste do Brasil, somente a Unochapecó oferece um curso específico para Kaingangs e atendendo apenas professores de Santa Catarina. Sobre o eixo norteador, a coordenadora lembra que a questão territorial está ligada ao direito do indígena de existência enquanto povo. “Quando se fala em acesso à cidadania, um dos direitos fundamentais é o de poder existir, que está ligado à questão da identidade e do território tão prementes hoje para esses povos”, enfatiza.

Mais informações sobre o curso pelos fones 3721-4879 e 9122-8451, com Ana Lúcia Vulfe Nötzold; ou com Dorothea Post Darella, fones 3721-6472, 3721-9793 ou 9161-8201.

Por Raquel Wandelli / assessora de comunicação da SeCArte/UFSC / / 99110524 e 37219459

Contatos Curso Licenciatura Indígena:

Ana Lúcia Vulfe Nötzold – professora do departamento de História – 37214879 (ciesi) e 37219642 (labin) coordenadora da primeira etapa concentrada do Curso

Maria Dorothea Post Darella

Laboratório de Etnologia Indígena – Museu Universitário – Secretaria de Cultura e Arte/UFSC – 48 – 3721-6472 / 3721-9793 / 3721-9325

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