Pesquisas da UFSC são premiadas no XXIX Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

14/12/2021 10:48

Três trabalhos de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram apresentados no XXIX Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e IX Congresso Internacional de Fonoaudiologia, realizado em outubro de forma remota. Na última semana, foram divulgadas as iniciativas premiadas no evento. O trabalho Gravação e processo de validação de um teste de reconhecimento de fala em normo-ouvintes, orientado pela professora Maria Madalena Pinheiro, do Departamento de Fonoaudiologia, e coorientado pelo professor Stephan Paul, Departamento de Engenharia Mecânica, recebeu prêmio de excelência pelo departamento de Audiologia da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

O trabalho teve a participação das alunas Isadora Koerich e Isadora Rosseto e contou ainda com a colaboração da professora Ana Carolina Ghirardi, do Departamento de Fonoaudiologia, e da professora Cristiane Lazzaroto-Volcão, do Departamento de Linguistica. O objetivo do estudo foi gravar e validar um teste de reconhecimento de fala em português – teste RASP- para usuários de dispositivos eletrônicos. O teste se encontra disponível no software Persona.

No departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, as professoras Maria Isabel D’Ávila Freitas e Aline Mara de Oliveira, ambas do Departamento de Fonoaudiologia da UFSC, receberam menção honrosa no Congresso. A professora Maria Isabel fez parte do trabalho Avaliação da Linguagem por teleatendimento em adultos e idosos cognitivamente.

Já a professora Aline Mara de Oliveira, em parceria com os professores Larissa Cristina Berti (UNESP Marília) e Ronaldo Lima Jr (UFC), desenvolveu o trabalho intitulado Produção de oclusivas alveolares e velares em crianças com apraxia de fala infantil e desvio fonológico: análises ultrassonográficas, que teve o objetivo de desenvolver medidas objetivas com estatísticas robustas e avançadas para contribuir no diagnóstico diferencial.

Realizado pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o XXIX Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e IX Congresso Internacional de Fonoaudiologia é o maior encontro da Fonoaudiologia da América Latina, contando com mais de 100 atividades, ministradas por 400 palestrantes em formato on-line, nos segmentos da Linguagem, Voz, Audição e Equilíbrio, Motricidade Orofacial, Disfagia, Fonoaudiologia Educacional e Saúde Coletiva.

Professor da UFSC apresenta ferramenta para investigar subnotificação de casos de covid-19

13/12/2021 09:00

Uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção por covid-19 foi um dos resultados do trabalho de um grupo que estuda a dinâmica de doenças infecciosas a partir de modelos matemáticos. O professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC, foi um dos autores do artigo Covid-19 underreporting and its impact on vaccination strategies, publicado no BMC Infectious Diseases, periódico da Springer Nature, e recentemente pauta do portal internacional de divulgação científica Scidev.net.

O professor explica que o índice de soroprevalência é o que costuma ser utilizado para se investigar a proporção de casos de infecção em uma determinada região. Esse indicador, entretanto, depende da testagem massiva, política à qual muitos países não tiveram acesso. O objetivo do grupo, composto também pelos pesquisadores Jennifer Loria, Eduardo Massad e Jorge Zubelli, foi apresentar essa nova metodologia para estimar infecções subnotificadas com base em aproximações das taxas estáveis ​​de hospitalização e mortalidade.

Imagem ilustrativa (Pixabay)

“A gente propõe um modelo para descrever a dinâmica da covid-19 e da disseminação do vírus que fosse aderente aos dados, que conseguisse fazer boas previsões – pelo menos previsões de curto prazo – para saber quantos vão ser os números de casos, de mortes e de hospitalizações nos próximos dez dias, quinze dias, visando auxiliar o poder público”, conta. Para isso, a equipe utilizou dados públicos da pandemia para o cálculo das taxas diárias de internações e óbitos, procurando por períodos em que essas taxas apresentaram uma estabilização. Estes períodos, aponta o professor, em geral são aqueles em que há um alto volume de testes com baixos índices de resultado positivo.

Na prática, foram utilizados dados de Chicago e Nova York, cidades que estavam testando muito sua população. Esse era um fator importante para o desenvolvimento da ferramenta, pois era necessário que houvesse uma alta taxa de testagens e um volume pequeno de testes positivos para se fazer um corte numérico e compará-lo com as taxas de hospitalização e óbitos. As taxas observadas nos períodos em que houve estabilização eram consideradas como as taxas reais de mortalidade e de hospitalização associadas à covid-19, que depois eram usadas para fornecer estimativas de números de infecções para ouros períodos e regiões.

Segundo Albani, a metodologia funciona da seguinte forma: se a taxa de mortalidade considerada como real é de 1% e, num dado dia, a taxa de mortalidade observada é de 10%, então o número de infecções naquele dia deve ser 10 vezes maior do que o número reportado. A taxa de mortalidade diária é calculada como a razão entre o número de mortes num dado dia e o número de infecções reportadas 12 dias antes, em que 12 dias é o tempo médio entre uma pessoa começar a apresentar os sintomas da doença e vir a óbito. A taxa de hospitalização diária é calculada de forma similar.

A ferramenta foi testada usando dados da Cidade do México, da Dinamarca e da província de Buenos Aires. “Então, quando a gente comparava os nossos números, especialmente usando taxas de mortalidade, com os números de estudos de soroprevalência, a gente viu que nossos números eram muito parecidos”, reforça o pesquisador. Esse confronto dos resultados da ferramenta com os resultados de soroprevalência serve, também, como mais uma validação do instrumento proposto pelos pesquisadores.

Para os cálculos, a equipe utilizou médias móveis de sete dias sobre as novas infecções, hospitalizações e mortes. Entre outras coisas, o estudo também apontou que a infecção entre as populações estudadas pode ter chegado a 30%, um índice pelo menos seis vezes maior do que aquele apresentado nas notificações. De acordo com o professor, a vantagem de utilizar a ferramenta é porque ela é complementar aos estudos de soroprevalência, com o benefício de poder ser utilizada a qualquer momento. “Quando você tem uma ferramenta matemática que te permite ver a subnotificação você pode calcular a qualquer momento, desde que você tenha os dados. Você também pode pegar os números de um lugar e aplicar em outro”, indica.

O estudo, que foi realizado em 2020, também previu um impacto desses dados nas políticas de vacinação, considerando, hipoteticamente, que cidadãos que já tivessem imunidade contra o vírus poderiam ser vacinados depois dos grupos de prioridade.

Com reportagem de Luana Consoli/Agecom/UFSC

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UFSC homenageia Antonieta de Barros com título de Doutora Honoris Causa

10/12/2021 14:59

Nesta sexta-feira, 10 de dezembro, o Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC) aprovou, por unanimidade, a concessão do título de Doutora Honoris Causa (in memorian) à professora Antonieta de Barros (1901-1952), por sua importância para a educação estadual e nacional. A homenagem foi uma iniciativa de três pesquisadoras do Centro de Educação (CED) – Joana Célia dos Passos, Eliane Debus e Patrícia de Moraes Lima –, representantes dos seguintes núcleos de pesquisa: Alteritas: diferença, arte e educação, Literalise e Nuvic: estudos sobre as violências. 

Na proposta, que também teve a participação da Associação de Educadores Negras, Negres e Negros de Santa Catarina (AENSC), as docentes argumentam que Antonieta de Barros foi “uma das mulheres mais importantes da história de Santa Catarina e do país”. Desde a infância e juventude, conforme descrevem, a homenageada soube “o que significava ser mulher negra e pobre, num estado do sul do Brasil, majoritariamente branco e com forte adesão à eugenia como política social”.

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UFSC Responde: medidas de segurança individual e vacinação contra a Covid

10/12/2021 11:05

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste quinto episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos, nos estúdios da TV UFSC para saber sobre a as medidas que serão adotadas na UFSC quando da volta do ensino presencial e sobre a obrigatoriedade da vacinação de todos os estudantes, técnicos e docentes contra a Covid-19.

Desde o início da Pré-Fase 2, em setembro, os servidores técnicos e docentes da UFSC já recebem suas máscaras PFF-2 e outros equipamentos de proteção individual, bem como insumos para o ambiente de trabalho. A Universidade também já implementou uma Política de Testagem dos trabalhadores e realiza a medição da qualidade do ar e adequações de espaço físico, visando à preparação para o retorno das atividades presenciais de ensino. Todas as medidas são ponderadas pela Administração Central da UFSC, com a orientação da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico.

A UFSC também monitora, por meio do Painel Ativo de Dados Epidemiológicos, a vacinação de seus trabalhadores e os números da pandemia. No entanto, segundo o gestor, neste momento a UFSC não pode exigir o Certificado de Vacinação contra a Covid de seus estudantes e trabalhadores, uma vez que não há, ainda, uma previsão legal, por meio de legislação ou orientação oficial do Governo Federal, para essa medida. Ele reitera que a UFSC compreende a importância dessa questão para toda a sua comunidade e tem atuado junto aos órgãos oficiais, em parceria com as entidades representativas e em conjunto com outras Instituições Federais de Ensino Superior, buscando esse amparo legal para essa medida.

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

A UFSC está preparada para ter a estrutura necessária para a volta, incluindo a disponibilidade de máscaras, sabonetes nos banheiros e álcool em gel nos setores?

Haverá obrigatoriedade de vacinação para a volta presencial?

 

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UFSC desenvolve base técnica de programa nacional para etiquetagem de eficiência energética em edificações

10/12/2021 10:13

Em um mundo pautado pela sustentabilidade, a busca por soluções cotidianas que apresentem eficiência energética torna-se fundamental. O uso eficiente da energia elétrica, por exemplo, pode gerar redução nas despesas e nos impactos sobre o meio ambiente. As famosas etiquetas de consumo de energia elétrica presentes em quase todos os eletrodomésticos da linha branca produzidos no Brasil têm um similar para as edificações. A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) aplicada às construções é chamada de etiqueta PBE Edifica, faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e foi desenvolvida em parceria entre o Inmetro e o Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica).

O Programa promove o uso racional da energia elétrica de forma a incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, diminuindo os desperdícios e os efeitos sobre o meio ambiente. Atualmente, o consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. Porém, estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações. Instituído em 2003 pela Eletrobras, o Procel Edifica atua de forma conjunta com o Ministério de Minas e Energia, Ministério das Cidades, universidades, centros de pesquisa, entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor de construção civil.

O Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está diretamente envolvido nos estudos técnicos para a etiquetagem dos edifícios. Conforme explica o coordenador geral do Laboratório, professor Roberto Lamberts, a criação da Lei de Eficiência Energética ocorreu em 2001 e, a partir de 2004, o LabEEE iniciou o trabalho na linha de edificações. “Começamos a ter convênios com o Procel para operacionalizar as ações determinadas pelo Ministério de Minas e Energia. O lançamento das primeiras etiquetas ocorreu entre 2008 e 2010 e, desde então, estamos trabalhando no aperfeiçoamento do método, culminando esse ano com grandes novidades, uma métrica baseada em consumo de energia primária em sintonia com as tendências internacionais”.
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Professora da UFSC é coautora de artigo sobre restauração das florestas tropicais publicado na revista Science

10/12/2021 10:00

A professora Ana Catarina Conte Jakovac, do departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), é uma das coautoras do artigo Multidimensional tropical forest recovery (Regeneração multidimensional das florestas tropicais), publicado na revista científica Science nesta sexta-feira, 10 de dezembro. O trabalho mostra que as florestas tropicais em regeneração alcançam, depois de 20 anos, quase 80% da fertilidade, do estoque de carbono do solo e da diversidade de árvores das florestas maduras.

O estudo é fruto da rede de colaboração internacional 2ndFOR, que conta com mais de 90 pesquisadores de 20 países que juntos buscam entender a dinâmica de regeneração das florestas tropicais e seu papel na restauração florestal.

Sobre a pesquisa

Uma equipe internacional de ecólogos tropicais analisou como 12 atributos florestais se recuperam durante o processo natural de regeneração florestal e como sua recuperação está inter-relacionada. A análise usou 77 paisagens e mais de 2.200 parcelas de florestas na América tropical e subtropical e na África Ocidental. Apesar das florestas tropicais sofrerem uma taxa alarmante de desmatamento, elas também têm o potencial de crescer naturalmente em terras abandonadas. O estudo conclui que a regeneração natural é artigo solução de baixo custo para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e restauração do ecossistema.
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UFSC Responde: Restaurante Universitário e biossegurança

08/12/2021 16:31

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste quarto episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber sobre a preparação da UFSC para o retorno presencial.

O pró-reitor falou sobre os protocolos que serão criados para a utilização de espaços como o Restaurante Universitário e a Biblioteca. Segundo Daniel, a Administração Central UFSC vem atuando, juntamente com a Comissão de Acompanhamento Epidemiológico, para que a UFSC seja um ambiente seguro para atividades presenciais.

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Como ficará a questão da lotação do Restaurante Universitário, Biblioteca e salas de aula para evitar aglomerações?

Há alguma previsão para a volta do RU antes mesmo da volta às aulas presenciais, como forma de auxiliar os estudantes que precisem?

Siga acompanhando as notícias da UFSC para saber mais sobre as próximas etapas.
Acompanhe:
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Encerra-se domingo cadastramento de alunos e servidores da UFSC interessados em trabalhar no Vestibular 2022

07/12/2021 14:36

Encerra-se no domingo, 12 de dezembro, o prazo de cadastramento de alunos de graduação e pós-graduação, docentes e técnicos-administrativos em Educação interessados em trabalhar no Vestibular 2022 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) está recrutando colaboradores para atuarem como coordenadores, fiscais, fiscais de corredor e outras funções na aplicação das provas, que ocorrem nos dias 29 e 30 de janeiro de 2022. A inscrição deve ser feita na página coperve.ufsc.br/colaboradores.

No momento da inscrição, os candidatos deverão informar se participaram dos cursos de capacitação para colaboradores do Vestibular. Ao longo do ano de 2021, a Coperve promoveu duas edições do curso, com o objetivo de treinar colaboradores para atuar em processos seletivos e no Vestibular. Mais de 550 pessoas concluíram o Curso 1 (Conhecendo os Fundamentos do Vestibular) e 631 pessoas participaram das turmas do Curso 2 (Procedimentos do Vestibular), com capacitação para as funções de coordenador de ala, coordenador de setor e fiscal do vestibular. Os candidatos que participaram do curso terão preferência na seleção de colaboradores.

As provas do Vestibular UFSC 2022 serão realizadas nas cidades de Florianópolis (e municípios da Grande Florianópolis), Araranguá, Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Miguel do Oeste e Tubarão. Nas cidades que não sediam campus da UFSC, a seleção de colaboradores é feita pelas próprias instituições onde são aplicadas as provas, geralmente professores e servidores das escolas.

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Pesquisa premiada da UFSC aponta que alimentação saudável e atividade física podem aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

07/12/2021 11:57

Um trabalho fruto de uma dissertação defendida no Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC foi premiado no Congresso Brasileiro de Nutrição Oncológica por sua relevância e pelo longo período de coleta de dados. O estudo de Jaqueline Schroeder, com coautoria de Luiza Kuhnen Reitz, Yara Maria Franco Moreno, Marina Raick e Patricia Faria Di Pietro, levou o primeiro lugar como melhor tema livre do evento, investigando o impacto das recomendações da World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research sobre mortalidade, tempo de sobrevida e recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A pesquisa foi orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro e consistiu no acompanhamento de 101 mulheres admitidas para a realização de tratamento cirúrgico de câncer de mama entre 2006 a 2011. Aos hábitos destas pacientes foi atribuído um sistema de pontuação padronizado de adesão às recomendações da WCRF/AICR. O câncer de mama é um dos mais diagnosticados no mundo e um dos que apresentam maior taxa de mortalidade.


O estudo observacional, analítico e prospectivo foi dividido em duas fases: na primeira utilizou informações já coletadas entre 2006 e 2011 sobre os dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos e sobre o consumo alimentar das mulheres. Na segunda, entre 2020 e 2021, buscou as informações adicionais de mortalidade, tempo de sobrevida após o diagnóstico do câncer de mama e sobre a recidiva da doença – ou seja, seu reaparecimento.

As recomendações da WCRF/AICR, foco da pesquisa, baseiam-se em dez hábitos a serem desenvolvidos como forma de prevenir o câncer e de fazer com que a doença não retorne. Limitar o consumo de carne vermelha e processada, de açúcar e bebidas açucaradas, de álcool e de fast food estão entre os itens da lista. Ter uma dieta rica em grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, ser fisicamente ativo e manter um peso corporal saudável também fazem parte dos itens. Não utilizar suplementos nutricionais para a prevenção de câncer, amamentar os filhos se possível e, depois de um diagnóstico, seguir as recomendações completam a lista do que é possível fazer para um tratamento positivo.

A análise constata, por meio do acompanhamento das mulheres em tratamento, a relevância do seguimento das recomendações da WCRF/AICR para melhor expectativa de vida após o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com Jaqueline, fatores como alimentação inadequada e sedentarismo podem interferir na expectativa de vida de pacientes com câncer de mama. “No estudo, identificou-se menor sobrevida – ou seja, tempo de sobrevivência após o primeiro diagnóstico do câncer de mama – daquelas mulheres que seguiram menos as recomendações da WCRF/AICR”, pontua.

O estudo atribuiu um sistema de pontuação padronizado. Por exemplo: aquelas que mantinham uma dieta de consumo de frutas e vegetais maior do que 400 gramas por dia pontuaram mais do que aquelas que ingeriram uma porção menor ou não ingeriram. Princípio semelhante foi aplicado em sete das dez recomendações da entidade de prevenção ao câncer. Jaqueline utilizou métodos estatísticos para fazer a análise para cada mulher que participou da pesquisa.

Ilustração: waldryano/Pixabay

Entre 2020 e 2021 o estudo coletou os dados de mortalidade, geral e específica por câncer de mama, e o tempo de sobrevida das pacientes. Curvas de Kaplan-Meier, modelos de regressão logística e regressão de Cox foram elaborados para associar o escore WCRF/AICR com mortalidade e sobrevida. Jaqueline explica que a amostra de participantes foi dividida em três partes, cada uma correspondendo a um tercil. “O primeiro tercil é composto de mulheres que menos seguiram as recomendações; o segundo, pelas mulheres que seguiram moderadamente as recomendações; e o terceiro, as que mais seguiram as recomendações de prevenção ao câncer”.

As mulheres com menor adesão às recomendações, do primeiro tercil, tiveram uma menor chance de sobrevida em 10 anos quando comparadas às pacientes com maiores escores. “Sugere-se que a adesão às recomendações da WCRF/AICR antes do tratamento do câncer de mama pode contribuir com a melhor expectativa de vida”, pontua, na pesquisa. “Podemos afirmar, por meio deste estudo, que mulheres que seguem menos as recomendações têm maior risco de sobreviver menos após o diagnóstico do câncer”, completa.

Ainda, o estudo aponta que consumo de frutas, vegetais e prática de atividade física já aparecem associados à maior sobrevida e menor mortalidade em outras pesquisas. O consumo de açúcar e bebidas açucaradas também surge como um fator de risco de doenças cardiovasculares, que podem evoluir para alguns tipos específicos de câncer. Outra conclusão é que o excesso de peso influencia na recidiva e em diferentes comorbidades e que o sedentarismo e o estilo de vida inadequado podem ocasionar inflamação sistêmica e maior risco de desenvolvimento de tumores e metástases.

A pesquisadora continua investigando a temática. “Estou buscando mais informações sobre mortalidade e recidiva das mulheres. Até o momento consegui dados do Centro de Pesquisas Oncológicas e pretendo ampliar a amostra para o estudo de sobrevida em 10 anos com dados de pacientes da Carmela Dutra”, adianta. O estudo também tem desdobramento na sua pesquisa de doutorado. “Pretendo associar o escore WCRF/AICR a outros desfechos, como alguns biomarcadores inflamatórios específicos e perfil de saúde hepática de mulheres sobreviventes do câncer de mama”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Propesq divulga resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque

06/12/2021 11:36

A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 6 de dezembro, o resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque. O vencedor na categoria Pesquisa Básica foi o estudo “Potenciais marcadores de prognóstico e alvos terapêuticos aplicáveis às doenças neurológicas e psiquiátricas”, coordenado pelo professor do Departamento de Clínica Médica Roger Walz. Já na categoria Pesquisa Aplicada, o contemplado foi o trabalho “Adequação climática e uso racional de água em edificações”, liderado por Enedir Ghisi, docente do Departamento de Engenharia Civil. 

A comissão avaliadora recomendou, também, a concessão do reconhecimento de Honra ao Mérito a duas propostas: “Processos e produtos cerâmicos sustentáveis”, do professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos Dachamir Hotza; e “Aquicultura integrada com uso da tecnologia de bioflocos: incrementando a produtividade com sustentabilidade”, de Felipe do Nascimento Vieira, engenheiro agrônomo do Laboratório de Camarões Marinhos.

Foram recebidas 18 candidaturas – 15 para Pesquisa Aplicada e três para Pesquisa Básica. Entre os fatores considerados na avaliação, estão a produção científica associada, o impacto científico e social da pesquisa, a formação de recursos humanos qualificados, o recebimento de prêmios e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

A comissão julgadora foi composta pelos professores Armando Albertazzi Gonçalves Júnior, presidente indicado pela Propesq/UFSC; Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da  Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc); Jan Schripsema, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro; Margareth Maria de Carvalho Queiroz, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz); e Marcelo José Braga, da Universidade Federal de Viçosa.

Mais informações no site da premiação e na Ata do Processo Seletivo.

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UFSC Responde: ensino remoto, presencial e assistência estudantil

03/12/2021 19:32

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste terceiro episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber sobre o ensino remoto e presencial, se o retorno presencial será obrigatório estudantes de Graduação e se a UFSC irá conceder algum tipo de auxílio ou ajuda de custo para que o retorno de estudantes aos campi na data de 18 de abril de 2022.

A UFSC, por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, atende, atualmente cerca de 6.100 estudantes com várias modalidades de auxílio, e, durante a pandemia, oferece o Auxílio Emergencial, que acaba de ser reajustado. Saiba mais em prae.ufsc.br

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Haverá a opção de continuar no ensino remoto para quem está no final do curso? Ou para quem não se sente seguro em retornar presencialmente ainda?
Haverá algum auxílio para estudantes que voltaram para a sua cidade natal durante a pandemia, e que agora precisam retornar para a cidade do seu campus?

 

Veja também:

UFSC Responde: Atividades da Universidade e o Retorno às Aulas Presenciais
UFSC Responde: data de retorno às aulas presenciais e progressão das Fases

Tags: aula presencialauxílio emergencialcoronavírusCovid-19PRAEprogradUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC lança Curso de Sobrevivência no Português Brasileiro para estudantes do exterior

03/12/2021 15:04

Criado para ser uma primeira experiência do aluno internacional antes de sua chegada à UFSC e como uma importante ferramenta de auxílio ao processo de internacionalização, o Curso de Sobrevivência no Português Brasileiro surgiu de uma necessidade clara: um grande número de estudantes internacionais da UFSC entram e saem da instituição sem aprender a falar português. E foi por causa desses relatos, que a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) uniu suas ideias e experiências à capacidade técnica da Secretaria de Educação a Distância (Sead) para desenvolver um curso 100% assíncrono, e ambientado inteiramente em situações que ocorrem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O curso, on-line e auto-instrucional, focaliza a necessidade das universidades internacionais parceiras da UFSC em ter um primeiro contato com a estrutura e vocabulário do português brasileiro antes de iniciar suas atividades de mobilidade e/ou cooperação acadêmica.

O objetivo da Sinter e da Sead é capacitar estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos de várias partes do globo para que possam realizar mobilidade e cooperação acadêmica na UFSC, por meio de um curso virtual com estrutura e vocabulário para que os participantes consigam se comunicar em nível elementar. O curso auxilia no processo de acolhimento dos seus participantes ao chegarem à UFSC e desperta o interesse em aprender a língua e cultura brasileiras.

A iniciativa, acredita-se, é inédita e precisou ser criada do zero, uma vez que não havia cursos parecidos em outras universidades, segundo as Secretarias. Foi desenvolvido por conteudistas, professores da área de Letras Português/Inglês, e profissionais da Sead e da Sinter.
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UFSC Responde: data de retorno às aulas presenciais e progressão das Fases

01/12/2021 18:51

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste segundo episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber acerca do calendário de retorno às aulas presenciais de forma abrangente na UFSC, definidas pelo Calendário Acadêmico 2022 para terem início em 18 de abril de 2022. Também falamos sobre as Fases de Combate à Pandemia de Covid-19 e como elas devem progredir.

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Por que a UFSC resolveu que a volta presencial seria em abril de 2022?
Haverá alguma fase transitória antes desse período, como previsto no plano de retomada em Fases da UFSC?

 

Veja também:

UFSC Responde: Atividades da Universidade e o Retorno às Aulas Presenciais

Tags: conselho universitárioprogradUFSCUFSC respondeUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC retoma gradualmente realização de cerimônias presenciais de colação de grau

01/12/2021 15:31

A primeira colação de grau presencial desde 12 de março ocorreu nesta terça-feira, 30 de novembro. (Foto: Henrique Almeida)

A suspensão das cerimônias de colação de grau na Universidade Federal de Santa Catarina foi, em 12 de março de 2020, uma das primeiras medidas a serem tomadas na Universidade para conter a transmissão do coronavírus. Passaram-se 623 dias até que essa celebração fosse retomada de forma presencial. Na última terça-feira, 30 de novembro, 24 formandos dos cursos de Agronomia e Engenharia de Aquicultura puderam reunir presencialmente suas famílias e professores para celebrar o encerramento de sua graduação. Quem não pode estar ali, acompanhou pelo YouTube

Em seu discurso, o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Pedro Manique Barreto, que foi o responsável por conceder grau aos formandos, pediu desculpas aos presentes, pelo eventual desconforto de uma cerimônia em dia ensolarado, em uma tenda armada em frente ao prédio da Reitoria. “Quero agradecer por estarem conosco nesta manhã, quando retomamos as formaturas presenciais, ao ar livre”, disse. “O processo para que isso hoje se realizasse demandou tempo, muito trabalho, muitos ajustes. Infelizmente não pudemos alcançar todas as turmas, de todos os cursos, porém o dia de hoje é, sem dúvida, um marco para a nossa instituição”, salientou.

O pró-reitor ressaltou que todos os cuidados foram tomados para que os protocolos “sejam condizentes com a postura da Universidade, por sempre confiar na Ciência e na defesa da vida”. Os discursos durante a formatura reforçaram essa mensagem e o quanto foi emocionante voltar ao convívio presencial.
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Doutoranda da UFSC recebe bolsa internacional para apoiar pesquisa desenvolvida na Antártica

01/12/2021 12:02

A doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paola Barros Delben é uma das agraciadas com uma bolsa internacional para apoiar estudos e pesquisas conduzidas na Antártica. A bolsa foi concedida pelo Conselho de Gestores de Programas Antárticos Nacionais (COMNAP) e apoiará o projeto de Paola “Gestão de Riscos de Saúde e Segurança em Isolamento, Confinamento e Contextos Extremos”. Ela utilizará a bolsa para realizar pesquisas colaborativas com colegas do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, Lisboa, Portugal.

A pesquisa aborda uma das áreas prioritários para a COMNAP, que é a segurança humana, e aumentará a compreensão sobre o impacto do isolamento, confinamento e ambientes extremos nos expedicionários, afirmou a instituição ao anunciar as bolsas.

Paola é vinculada ao Laboratório Fator Humano, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, e foi a primeira pesquisadora com projeto de ciências humanas, psicologia, saúde mental e tecnologia aplicada a ser contemplada com esse reconhecimento pelos principais órgãos responsáveis por pesquisas na Antártica.
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Observatório UFSC é lançado com mais de 300 indicadores sobre 21 áreas de atuação da Universidade

30/11/2021 18:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu nesta terça-feira, 30 de novembro, o lançamento oficial do Observatório UFSC, plataforma de transparência e apoio à gestão que integra, em um único ambiente, os dados e informações de vários domínios da instituição. Participaram da solenidade on-line representantes do Ministério da Educação, do governo estadual, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Pela UFSC, participaram o reitor Ubaldo Cesar Balthazar, a vice-reitora Cátia Regina de Carvalho Pinto, pró-reitores, secretários, diretores de unidades de ensino, chefes de departamento, coordenadores de cursos e de programas de pós-graduação, estudantes, servidores administrativos e docentes. A webconferência foi transmitida pelo YouTube.

A sessão foi aberta pelo reitor, que saudou os presentes e apresentou uma visão geral do Observatório. “O objetivo desta plataforma é fornecer um panorama dos mais variados temas, relevantes não só à gestão universitária mas também à comunidade acadêmica, órgãos de controle e sociedade como um todo”. O Observatório estreia nesta terça-feira com mais de 300 indicadores sobre 21 áreas da UFSC, e será gradualmente ampliado. 
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Pesquisa da UFSC investiga como as bactérias da Antártida podem ajudar e entender mudanças climáticas

30/11/2021 09:30

Alanna e professor Rubens estudam material coletado na Antártida

Os milhares de microorganismos que habitam o mundo, a maior parte deles desconhecidos da ciência, também podem trazer respostas sobre um dos fatores mais preocupantes da modernidade: as mudanças climáticas. Uma série de pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob coordenação do professor Rubens Tadeu Delgado Duarte, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, investiga como bactérias da Antártida podem trazer respostas sobre o tema e também seu potencial em inovações da biotecnologia.

Uma dessas pesquisas vem sendo desenvolvida pela estudante de iniciação científica Alanna Maylle Cararo Luiz em seu trabalho de conclusão de curso e foi recentemente apresentada no evento da Sociedade Brasileira de Microbiologia. O estudo Estratégias de crescimento de microrganismos de solos de recuo de geleira da Antártica em termos de seleção r-k trabalha com material coletado em uma expedição pelo continente em 2017, parte do projeto Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx). O professor explica que a ecologia molecular é uma uma área da da biologia em que se utiliza moléculas para estudar a ecologia dos seres vivos, e os extremófilos são justamente aqueles organismos que conseguem sobreviver em condições extremas – tal como ocorre no ainda desconhecido continente mais frio do planeta. No LEMEx, a proposta é utilizar moléculas das bactérias para entendê-las e desvendar propriedades e funcionalidades desconhecidas. “Tem milhares, dezenas de milhares de espécies de bactérias e um único grama de solo. Então, uma colher de chá de solo tem milhões de indivíduos a serem estudados”, explica.

O continente antártico também é foco dos interesses porque o eixo central das pesquisas está ligado à ideia de compreender as mudanças climáticas. Cientistas do mundo todo investigam esse ponto do planeta por conta do derretimento das geleiras, que ocasiona aumento no nível das águas e produz um verdadeiro efeito cascata na biodiversidade. “Nós queremos utilizar o conhecimento sobre essas bactérias para determinar, por exemplo, se elas podem indicar uma mudança climática mais rápida ou uma mudança climática mais lenta, ou seja, a gente pode utilizá-las como uma forma de monitoramento de mudanças climáticas, como termômetros biológicos”.

Duarte explica que diferentes seres vivos podem indicar essas variações. Os pinguins, por exemplo, são muito utilizados pela ciência porque se aproveitam do derretimento dos solos para colonizarem o ambiente. Assim, o aumento das “pinguineiras” é uma amostra efetiva do aquecimento. O que ocorre é que este é um processo lento, que depende das características reprodutivas dos animais. As bactérias, ao contrário, podem trazer essas respostas de forma mais ágil e também mais efetiva.

Collins e Baranowski

As pesquisas da UFSC são realizadas a partir da coleta de solo e de gelo de duas geleiras na Antártida: a Collins e a Baranowski. Segundo o professor, isso ocorre porque, enquanto uma apresenta um processo de derretimento lento, a outra degela de forma muito rápida. “Os levantamentos indicam que a Baranowski recuou, em 43 anos, o que a Collins levou mais de mil anos para recuar”, comenta.

Com esse recuo, o solo volta a ficar exposto e as bactérias são despertadas. Esse processo fornece à ciência um gradiente espaço-temporal, já que se coletam amostragens logo em frente às geleiras, no solo que acabou de ficar exposto, e em regiões mais distantes, expostas há vinte, trinta ou quarenta anos. “Esse gradiente é importante porque é possível entender o que aconteceu com as populações de bactérias ao longo do tempo”, explica.

Ainda segundo o professor, é possível não só comparar o solo exposto mais e menos recentemente como comparar os solos de cada uma das geleiras – a de rápido e lento processo de degelo. “Quando comparamos a Collins com a Baranowski, por exemplo, podemos identificar quais microorganismos ocorrem no solo da geleira que derrete mais rápido. Essas bactérias podem servir como termômetro para nós”.

No caso da pesquisa de Alanna, a ideia é utilizar bactérias dessas amostras coletadas durante a expedição de 2017 para entender o papel do derretimento das geleiras na sucessão ecológica, o que contribui com o monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas. Para ilustrar o que esse fenômeno representa, o professor utiliza um exemplo mais familiar para os brasileiros do que o derretimento das geleiras: as queimadas.

De acordo com Rubens, este processo impacta em toda a biodiversidade da região que está sendo investigada. “Vamos para uma floresta Mata Atlântica, aqui próximo a nós. Digamos que tenha uma queimada. Então, você tem a biodiversidade em volta, mas tem uma clareira sem planta nenhuma. Ao longo dos anos, a floresta vai ocupar aquele espaço novamente: novas sementes vão cair ali, animais vão começar a visitar. Ao longo do tempo, haverá um processo de sucessão ecológica”, explica. E existe um padrão para que isso ocorra: primeiro gramíneas, depois plantas arbustivas, pequenos arbustos, árvores de porte pequeno. Os animais também vão se guiando conforme esse padrão.

Na Antártida, o derretimento das geleiras também passa por esse processo, considerando, é claro, as particularidades da região. E é nesse ponto que a investigação da UFSC pode avançar: a geleira derreteu, o solo descongelou e ficou exposto ao oxigênio da atmosfera. Primeiro algumas bactérias começam a crescer, depois outras, sucessivamente. “As populações vão mudando”, reforça o professor. “Isso acontece com qualquer fator de impacto ambiental”. A sucessão ecológica vai refletir os processos de seleção natural de acordo com a disponibilidade de recursos e as estratégias de crescimento dos organismos.

Na pesquisa, o olhar do professor e da acadêmica está voltado para o crescimento dessas bactérias. Alguns desses microorganismos crescem rápido, levando em torno de 48 horas para a população ficar visível em meio à cultura. Já outros demoram muito mais tempo para crescer. Em solos mais jovens, ou seja, mais recentemente expostos ao fenômeno do degelo, é possível encontrar os organismos que crescem de forma mais acelerada. “Mas à medida que nos distanciamos da geleira, encontramos maior diversidade”, pontua. O fenômeno também é diferente na geleira Collins e na Baranowski.

Amostras de solo foram coletados a distâncias de 0, 50, 100, 200, 300 e 400 m à frente das duas geleiras da Antártica. A contagem de células viáveis ​​foi realizada em cada uma dessas amostras. As colônias foram contadas diariamente e classificadas de acordo com o seu tempo de crescimento – maior ou menor que 48 horas. A partir daí, o estudo envolveu compreender a estratégia de crescimento e a distância em que se encontravam da geleira.

O professor explica que, segundo modelos ecológicos, os organismos de crescimento rápido ocorrem logo no início da sucessão e são substituídos, com o passar do tempo, por organismos de crescimento mais lento. No caso dos solos da Antártica, se organismos de crescimento rápido forem encontrados longe da geleira, é um sinal de que um grande volume de gelo derreteu recentemente. A comparação desse fenômeno entre as duas geleiras, associada a dados climáticos da região, irá comprovar a hipótese do grupo de pesquisadores e poderá trazer uma nova ferramenta para estudos de mudanças climáticas em áreas polares.

Geralmente, estudos como estes requerem também o sequenciamento genético das bactérias selecionadas. Mas o custo alto do processo e os recursos cada vez mais escassos para o investimento em pesquisa podem impedir esse passo adiante.

Diversidade dos microrganismos sugere possíveis aplicações

Outra vertente que os materiais coletados na Antártida pela UFSC também pode originar é a investigação das possíveis aplicações biotecnológicas dos organismos presentes no solo e no gelo. Além da pesquisa de Alanna, pelo menos outros sete trabalhos do LEMEx utilizam as amostras do continente.

Segundo Rubens, um dos mecanismos de adaptação de microrganismos ao frio extremo é a produção de proteínas anticongelantes, ou seja, que interferem na formação do gelo e na sua recristalização. Isso confere resistência celular a baixas temperaturas e ao congelamento. “Uma aplicação possível é na saúde pública, nas vacinas de DNA”, explica. Espera-se que os resultados dos estudos demonstrem que as proteínas produzidas por bactérias da Antártida aumentem a estabilidade da vacina de adenovírus submetidas ao congelamento, o que poderia ser aplicável em produtos como os imunizantes do coronavírus.

Um dos estudos em execução nessa linha é o da doutoranda Joana Camila Lopes, que investiga a caracterização dessas proteínas buscando as aplicações biotecnológicas. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas as expectativas são positivas, podendo também gerar propostas de aplicações na agricultura, como na proteção contra as geadas, por exemplo.

Todas essas pesquisas são realizadas com amostras coletadas em expedições científicas do Programa Antártico, cuja participação mais recente por parte do LEMEx ocorreu em 2017. As amostras de gelo e de solo ficam armazenadas no laboratório e servem a diferentes pesquisas, de diferentes níveis – da graduação ao doutorado. O material, preservado, também pode servir para estudos futuros.

Fotos e Texto: Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Estudo analisa como ocorre a regeneração de florestas tropicais e indica diretrizes para restauração

29/11/2021 17:20

Espécie do gênero Cecropia em Tefé, Amazonas. Com folhas grandes e crescimento rápido, é um típico exemplar de florestas secundárias úmidas das Américas. Foto: Catarina Jakovac

O grupo 2ndFOR, rede que envolve mais de 100 pesquisadores de 18 países, publicou nesta segunda-feira, 29 de novembro, um estudo de âmbito continental sobre a regeneração de florestas tropicais. A pesquisa envolveu a análise da recuperação de características funcionais de florestas americanas, do México ao sul do Brasil, e dados de mais de mil parcelas – áreas delimitados para estudo, com uma média de mil metros quadrados cada – e 127 mil árvores. O artigo, disponibilizado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também fornece diretrizes sobre quais tipos de espécies de árvores devem ser selecionadas para plantios de restauração em florestas úmidas e secas.

O foco da equipe de cientistas são as florestas secundárias – aquelas que regeneram naturalmente após a remoção da vegetação original para uso humano, normalmente cultivos agrícolas, pastagens e agricultura de corte e queima. Atualmente, mais da metade das florestas tropicais do mundo são secundárias em processo de regeneração. Na América Latina, elas cobrem 28% da zona tropical.

O que o novo estudo mostra é que as florestas tropicais em regeneração são bastante diversas em sua recuperação. Florestas secas e úmidas diferem fortemente em sua composição funcional em estágios iniciais de sucessão – como é chamado o processo de regeneração – e seguem distintos caminhos ao longo do tempo. À medida que as florestas envelhecem, contudo, tornam-se mais semelhantes em relação às características funcionais. Compreender esse processo auxilia na elaboração de melhores estratégias de restauração florestal. 
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SC contabiliza mais de 10 milhões de exames de telemedicina com uso de sistema desenvolvido na UFSC

26/11/2021 10:51

Santa Catarina já realizou mais de 10 milhões de exames a distância com uso de tecnologia de telemedicina desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Os exames são realizados através da plataforma do Sistema Catarinense Integrado de Telemedicina e Telessaúde (STT/SC) e estão disponíveis para todos os municípios catarinenses. Profissionais de saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm acesso a exames de forma segura, mais rápida e sem precisar de deslocamentos para outras cidades ou regiões.

Os serviços de telemedicina e telessaúde começaram a ser ofertados no estado em 2005 por meio da parceria entre a UFSC, por meio do Instituto Nacional para Convergência Digital (INCoD), e a Secretaria de Estado da Saúde. Em 2011, Santa Catarina alcançou a marca de 1 milhão de exames a distância e agora, em outubro de 2021, atingiu a marca de 10 milhões de exames. “Este é um feito fantástico: demonstra que a pesquisa na UFSC pode produzir tecnologia de grande impacto social e que pode ser levada até a população de forma consistente e duradoura através de um projeto da UFSC com o Governo do Estado que já dura mais de 16 anos e que está cada vez mais revolucionando a saúde em Santa Catarina e se tornou referência nacional, passando a ser utilizada em muitos outros locais no Brasil”, explica Aldo von Wangenheim, que é professor, pesquisador e coordenador do INCoD/UFSC.

Atualmente, o STT/SC agrega diversos serviços e ferramentas que podem ser usadas em unidades básicas de saúde até hospitais de alta complexidade. Telediagnóstico, teleconsulta, teleconsultoria e educação permanente em saúde são alguns serviços disponíveis e em uso no estado. “Esta experiência pioneira de Santa Catarina é de longe a iniciativa de telemedicina de maior importância e abrangência de todo o hemisfério sul. Em nenhum outro lugar, seja no Brasil ou em outro país do lado de baixo do mundo, temos algo comparável em cobertura, abrangência e diversidade de serviços, nível tecnológico e impacto no dia a dia da população e no trabalho dos profissionais de saúde”, acrescenta Aldo von Wangenheim.

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Atualizado pela UFSC, banco de dados fortalezas.org ultrapassa a marca de 11 mil imagens de fortificações do mundo

26/11/2021 10:21

O Banco de Dados Internacional sobre Fortificações – Fortalezas.org ultrapassou neste mês de novembro a marca de 11 mil imagens de fortificações cadastradas pelo mundo. O acesso e a consulta à plataforma para pesquisa são inteiramente livres e gratuitos, através do endereço fortalezas.org. A inserção de informações e dados é de responsabilidade de uma equipe da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC), além de colaboradores externos.

> Saiba mais colabora com a plataforma neste link.

O vídeo abaixo mostra como funciona o banco de dados e como participar como voluntário:

A base de dados está em constante processo de atualização e traz hoje mais de 300 vídeos, 4 mil bibliografias, além de mais de 1 mil biografias de personagens históricos. Nos últimos 12 meses, entre novembro de 2020 e novembro de 2021, foram inseridas 3.188 novas imagens na plataforma – que conta não só com fotos, mas também com pinturas, iconografias, mapas, etc.
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Professor e doutoranda da UFSC são vencedores na 63ª edição do Prêmio Jabuti

26/11/2021 09:33

O professor Daniel Martineschen e a doutoranda Monique Malcher de Carvalho sagraram-se vencedores na 63ª edição do Prêmio Jabuti, que condecora as melhores obras literárias do país. O resultado foi anunciado em uma cerimônia transmitida na noite da última quinta-feira, 25 de novembro, pelo canal da Câmara Brasileira do Livro (CBL) no YouTube (acesse aqui o vídeo completo). A premiação divide-se em quatro eixos principais: literatura, não ficção, produção editorial e inovação, que comportam vinte categorias.

O livro Divã ocidento-oriental (editora Estação Liberdade, 460 p.), de Johann Wolfgang Goethe, traduzido por Daniel Martineschen, foi vencedor no Eixo: Produção Editorial, categoria Tradução. A obra foi publicada em março de 2020 como resultado do doutorado do professor da área de alemão do Curso de Letras e Literaturas Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A tese, intitulada O lugar da tradução no West-östlicher Divan de Goethe, foi defendida em 2016 no Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trata de questões de tradução na poetologia do Divã.

“O Divã ocidento-oriental é o resultado do movimento de Goethe em direção ao Oriente, ‘de onde há milênios têm chegado a nós tantas coisas grandiosas, boas e belas’. Este desejo teve sua gênese no encontro do poeta alemão com o Diwan — palavra persa para ‘coletânea’ ou ‘ciclo de poemas’ — do poeta persa Hafez. Reunindo mais de 500 gazéis (poemas curtos e líricos, de temática mística ou amorosa), o Diwan de Hafez circulava pelo Oriente desde o século XIV”, traz a apresentação do trabalho.

Daniel Martineschen atuou durante anos como tradutor técnico e juramentado para o idioma alemão no estado do Paraná. Atualmente é professor do curso de Letras Alemão da UFSC e é coordenador da área de alemão. Sua pesquisa na Universidade gira em torno da área da prática de tradução, com um projeto de investigação das possibilidades da tradução em dupla.

Vencedora na categoria Conto

Outra representante da UFSC a ser premiada na noite foi a doutoranda Monique Malcher de Carvalho, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH). A obra Flor de Gume (editora Jandaíra, 112 p.), livro de estreia da autora paraense, foi a grande vencedora no Eixo: Literatura, categoria Conto. O livro é composto por 37 contos que abordam a vida de mulheres de diferentes gerações, tendo como cenário paisagens de Santarém – cidade natal da autora.

Flor de Gume é um livro escrito para peles cortadas. Literatura como mergulhar as pernas nos rios do Pará e ouvir palavras que contam meninas presas em infâncias machucadas, mães e mulheres que crescem como plantas de verde profundo, apesar da realidade de violência, e avós que nutrem raízes, que aplicam ervas restauradoras no corpo ferido. Uma obra mística, que chama entidades e ancestralidades. Contos desenhados em cartas de taró, estética literária que roda junto com as saias. Uma riqueza de referências”, descreve Jarid Arraes, escritora e editora de Flor de Gume pelo selo Ferina, na apresentação da obra.

Além de escritora, Monique é colagista, artista visual e pesquisadora do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI) da UFSC. Sua tese no PPGICH, intitulada Subversão nos quadrinhos: Os tentáculos da cidade de São Paulo e as mulheres na década de 20 nas páginas de Sem Dó, foi orientada por Carmen Rial e Caroline Almeida.

João Luiz Guimarães e Nelson Cruz foram os ganhadores do Livro do Ano no Prêmio Jabuti, com a obra Sagatrissuinorana, que conta a fábula dos Três Porquinhos, tendo como pano de fundo o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho. Eles foram agraciados com o prêmio de R$ 100 mil. Os vencedores das 20 categorias levaram a estatueta e o prêmio de R$ 5 mil cada.

> Conheça os vencedores de todas as categorias do Prêmio Jabuti

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Prêmio Mulheres na Ciência: Regina Peralta Muniz Moreira

26/11/2021 08:00

Em 08 de setembro de 2021, a professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira participava como avaliadora de uma banca de defesa de doutorado em Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto conversava, ainda informalmente, com outro docente que também fora escalado como avaliador do trabalho, ele lhe disse: “Regina, você não vai se lembrar, mas você me deu aula particular.” Luiz Mário de Matos Jorge, atualmente professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), havia sido um de seus alunos nas aulas particulares que ela começou a oferecer quando ainda era adolescente. 
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UFSC realiza pesquisa de satisfação com alunos da graduação e pós-graduação

25/11/2021 13:58

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu o questionário eletrônico Pesquisa de Satisfação – Discentes UFSC – 2021 a fim de entender a satisfação do corpo estudantil em relação à instituição. O formulário ficará disponível entre 25 de novembro de 2021 e 18 de abril de 2022. Podem participar alunos da graduação e pós-graduação.

> Para participar, acesse o formulário

A necessidade de medir o nível de satisfação dos servidores e alunos tem origem no Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) da Universidade, que tem entre seus eixos o de “Qualidade de Vida” e como um de seus objetivos construir um referencial para o indicador de satisfação.

As respostas da pesquisa ajudarão a diagnosticar a situação e os resultados serão encaminhados para os setores responsáveis.

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Pesquisadores da UFSC emitem nota técnica sobre consequências do rompimento de barragem na Lagoa da Conceição

25/11/2021 10:17

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicaram nesta quinta-feira, 25 de novembro, uma nota técnica conjunta sobre os dez meses da data do rompimento da barragem da Lagoa de Evapoinfiltração (LEI) da Casan, na Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. O documento é assinado pelo Projeto Ecoando Sustentabilidade, Laboratório de Ficologia (LAFIC), Laboratório de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui), Laboratório de Biodiversidade e Conservação Marinha (LBCM), Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) e Veleiro Eco.

A nota técnica fala sobre os processos que ocorreram após o desastre de janeiro deste ano, dentre eles: florações de algas, mortandade de peixes, anoxia (falta de oxigênio na água), coloração e mau cheiro nas águas, sucessão ecológica, entre outros. O documento responde ainda a argumentos apresentados no parecer técnico e autorização emitida pelos órgãos ambientais para nivelamento do “delta arenoso” formado.

Os pesquisadores abordam no texto a necessidade de um tratamento de efluentes que vise remover poluentes de forma mais efetiva e descrevem as características geomorfológicas e a sucessão de vegetação e de organismos que ocorreu na região de impacto, onde se formou o baixio. Eles ressaltam a importância da vegetação e macrofauna presentes no local, com destaque para a função de biorremediação, remoção de nutrientes e poluentes, e o motivo para que não fosse removido.

De acordo com a nota, a Lagoa da Conceição vem sofrendo as consequências do crescimento populacional, sub-dimensionamento da rede de tratamento de efluentes domésticos, ligações alternativas e inadequadas, desde a década de 80, quando o balneário passou a ser visto com bons olhos por turistas e especulação imobiliária. Estima-se que, em 2016, apenas 15% da população da localidade era beneficiada pelo sistema de tratamento de efluentes e as demais moradias possuíam sistemas alternativos.

> Leia a íntegra da nota técnica

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Prêmio Mulheres na Ciência: Cristina Scheibe Wolff

24/11/2021 08:00

Em 2022, a historiadora Cristina Scheibe Wolff completa 30 anos como professora do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC). Com uma trajetória acadêmica marcada por significativas contribuições ao debate sobre questões de gênero no campo da História, Cristina é uma das homenageadas pelo Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC). Ela foi a vencedora na área de Ciências Humanas da categoria Sênior, voltada a pesquisadoras que ingressaram na UFSC até o ano 2000.
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