UFSC Responde: Restaurante Universitário e biossegurança

08/12/2021 16:31

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste quarto episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber sobre a preparação da UFSC para o retorno presencial.

O pró-reitor falou sobre os protocolos que serão criados para a utilização de espaços como o Restaurante Universitário e a Biblioteca. Segundo Daniel, a Administração Central UFSC vem atuando, juntamente com a Comissão de Acompanhamento Epidemiológico, para que a UFSC seja um ambiente seguro para atividades presenciais.

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Como ficará a questão da lotação do Restaurante Universitário, Biblioteca e salas de aula para evitar aglomerações?

Há alguma previsão para a volta do RU antes mesmo da volta às aulas presenciais, como forma de auxiliar os estudantes que precisem?

Siga acompanhando as notícias da UFSC para saber mais sobre as próximas etapas.
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Encerra-se domingo cadastramento de alunos e servidores da UFSC interessados em trabalhar no Vestibular 2022

07/12/2021 14:36

Encerra-se no domingo, 12 de dezembro, o prazo de cadastramento de alunos de graduação e pós-graduação, docentes e técnicos-administrativos em Educação interessados em trabalhar no Vestibular 2022 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) está recrutando colaboradores para atuarem como coordenadores, fiscais, fiscais de corredor e outras funções na aplicação das provas, que ocorrem nos dias 29 e 30 de janeiro de 2022. A inscrição deve ser feita na página coperve.ufsc.br/colaboradores.

No momento da inscrição, os candidatos deverão informar se participaram dos cursos de capacitação para colaboradores do Vestibular. Ao longo do ano de 2021, a Coperve promoveu duas edições do curso, com o objetivo de treinar colaboradores para atuar em processos seletivos e no Vestibular. Mais de 550 pessoas concluíram o Curso 1 (Conhecendo os Fundamentos do Vestibular) e 631 pessoas participaram das turmas do Curso 2 (Procedimentos do Vestibular), com capacitação para as funções de coordenador de ala, coordenador de setor e fiscal do vestibular. Os candidatos que participaram do curso terão preferência na seleção de colaboradores.

As provas do Vestibular UFSC 2022 serão realizadas nas cidades de Florianópolis (e municípios da Grande Florianópolis), Araranguá, Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Miguel do Oeste e Tubarão. Nas cidades que não sediam campus da UFSC, a seleção de colaboradores é feita pelas próprias instituições onde são aplicadas as provas, geralmente professores e servidores das escolas.

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Pesquisa premiada da UFSC aponta que alimentação saudável e atividade física podem aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

07/12/2021 11:57

Um trabalho fruto de uma dissertação defendida no Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC foi premiado no Congresso Brasileiro de Nutrição Oncológica por sua relevância e pelo longo período de coleta de dados. O estudo de Jaqueline Schroeder, com coautoria de Luiza Kuhnen Reitz, Yara Maria Franco Moreno, Marina Raick e Patricia Faria Di Pietro, levou o primeiro lugar como melhor tema livre do evento, investigando o impacto das recomendações da World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research sobre mortalidade, tempo de sobrevida e recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A pesquisa foi orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro e consistiu no acompanhamento de 101 mulheres admitidas para a realização de tratamento cirúrgico de câncer de mama entre 2006 a 2011. Aos hábitos destas pacientes foi atribuído um sistema de pontuação padronizado de adesão às recomendações da WCRF/AICR. O câncer de mama é um dos mais diagnosticados no mundo e um dos que apresentam maior taxa de mortalidade.


O estudo observacional, analítico e prospectivo foi dividido em duas fases: na primeira utilizou informações já coletadas entre 2006 e 2011 sobre os dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos e sobre o consumo alimentar das mulheres. Na segunda, entre 2020 e 2021, buscou as informações adicionais de mortalidade, tempo de sobrevida após o diagnóstico do câncer de mama e sobre a recidiva da doença – ou seja, seu reaparecimento.

As recomendações da WCRF/AICR, foco da pesquisa, baseiam-se em dez hábitos a serem desenvolvidos como forma de prevenir o câncer e de fazer com que a doença não retorne. Limitar o consumo de carne vermelha e processada, de açúcar e bebidas açucaradas, de álcool e de fast food estão entre os itens da lista. Ter uma dieta rica em grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, ser fisicamente ativo e manter um peso corporal saudável também fazem parte dos itens. Não utilizar suplementos nutricionais para a prevenção de câncer, amamentar os filhos se possível e, depois de um diagnóstico, seguir as recomendações completam a lista do que é possível fazer para um tratamento positivo.

A análise constata, por meio do acompanhamento das mulheres em tratamento, a relevância do seguimento das recomendações da WCRF/AICR para melhor expectativa de vida após o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com Jaqueline, fatores como alimentação inadequada e sedentarismo podem interferir na expectativa de vida de pacientes com câncer de mama. “No estudo, identificou-se menor sobrevida – ou seja, tempo de sobrevivência após o primeiro diagnóstico do câncer de mama – daquelas mulheres que seguiram menos as recomendações da WCRF/AICR”, pontua.

O estudo atribuiu um sistema de pontuação padronizado. Por exemplo: aquelas que mantinham uma dieta de consumo de frutas e vegetais maior do que 400 gramas por dia pontuaram mais do que aquelas que ingeriram uma porção menor ou não ingeriram. Princípio semelhante foi aplicado em sete das dez recomendações da entidade de prevenção ao câncer. Jaqueline utilizou métodos estatísticos para fazer a análise para cada mulher que participou da pesquisa.

Ilustração: waldryano/Pixabay

Entre 2020 e 2021 o estudo coletou os dados de mortalidade, geral e específica por câncer de mama, e o tempo de sobrevida das pacientes. Curvas de Kaplan-Meier, modelos de regressão logística e regressão de Cox foram elaborados para associar o escore WCRF/AICR com mortalidade e sobrevida. Jaqueline explica que a amostra de participantes foi dividida em três partes, cada uma correspondendo a um tercil. “O primeiro tercil é composto de mulheres que menos seguiram as recomendações; o segundo, pelas mulheres que seguiram moderadamente as recomendações; e o terceiro, as que mais seguiram as recomendações de prevenção ao câncer”.

As mulheres com menor adesão às recomendações, do primeiro tercil, tiveram uma menor chance de sobrevida em 10 anos quando comparadas às pacientes com maiores escores. “Sugere-se que a adesão às recomendações da WCRF/AICR antes do tratamento do câncer de mama pode contribuir com a melhor expectativa de vida”, pontua, na pesquisa. “Podemos afirmar, por meio deste estudo, que mulheres que seguem menos as recomendações têm maior risco de sobreviver menos após o diagnóstico do câncer”, completa.

Ainda, o estudo aponta que consumo de frutas, vegetais e prática de atividade física já aparecem associados à maior sobrevida e menor mortalidade em outras pesquisas. O consumo de açúcar e bebidas açucaradas também surge como um fator de risco de doenças cardiovasculares, que podem evoluir para alguns tipos específicos de câncer. Outra conclusão é que o excesso de peso influencia na recidiva e em diferentes comorbidades e que o sedentarismo e o estilo de vida inadequado podem ocasionar inflamação sistêmica e maior risco de desenvolvimento de tumores e metástases.

A pesquisadora continua investigando a temática. “Estou buscando mais informações sobre mortalidade e recidiva das mulheres. Até o momento consegui dados do Centro de Pesquisas Oncológicas e pretendo ampliar a amostra para o estudo de sobrevida em 10 anos com dados de pacientes da Carmela Dutra”, adianta. O estudo também tem desdobramento na sua pesquisa de doutorado. “Pretendo associar o escore WCRF/AICR a outros desfechos, como alguns biomarcadores inflamatórios específicos e perfil de saúde hepática de mulheres sobreviventes do câncer de mama”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaCongresso Brasileiro de Nutrição OncológicanutriçãoWorld Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research

Propesq divulga resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque

06/12/2021 11:36

A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta segunda-feira, 6 de dezembro, o resultado do Prêmio Pesquisa de Destaque. O vencedor na categoria Pesquisa Básica foi o estudo “Potenciais marcadores de prognóstico e alvos terapêuticos aplicáveis às doenças neurológicas e psiquiátricas”, coordenado pelo professor do Departamento de Clínica Médica Roger Walz. Já na categoria Pesquisa Aplicada, o contemplado foi o trabalho “Adequação climática e uso racional de água em edificações”, liderado por Enedir Ghisi, docente do Departamento de Engenharia Civil. 

A comissão avaliadora recomendou, também, a concessão do reconhecimento de Honra ao Mérito a duas propostas: “Processos e produtos cerâmicos sustentáveis”, do professor do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos Dachamir Hotza; e “Aquicultura integrada com uso da tecnologia de bioflocos: incrementando a produtividade com sustentabilidade”, de Felipe do Nascimento Vieira, engenheiro agrônomo do Laboratório de Camarões Marinhos.

Foram recebidas 18 candidaturas – 15 para Pesquisa Aplicada e três para Pesquisa Básica. Entre os fatores considerados na avaliação, estão a produção científica associada, o impacto científico e social da pesquisa, a formação de recursos humanos qualificados, o recebimento de prêmios e o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

A comissão julgadora foi composta pelos professores Armando Albertazzi Gonçalves Júnior, presidente indicado pela Propesq/UFSC; Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da  Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc); Jan Schripsema, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro; Margareth Maria de Carvalho Queiroz, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz); e Marcelo José Braga, da Universidade Federal de Viçosa.

Mais informações no site da premiação e na Ata do Processo Seletivo.

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UFSC Responde: ensino remoto, presencial e assistência estudantil

03/12/2021 19:32

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste terceiro episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber sobre o ensino remoto e presencial, se o retorno presencial será obrigatório estudantes de Graduação e se a UFSC irá conceder algum tipo de auxílio ou ajuda de custo para que o retorno de estudantes aos campi na data de 18 de abril de 2022.

A UFSC, por meio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, atende, atualmente cerca de 6.100 estudantes com várias modalidades de auxílio, e, durante a pandemia, oferece o Auxílio Emergencial, que acaba de ser reajustado. Saiba mais em prae.ufsc.br

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Haverá a opção de continuar no ensino remoto para quem está no final do curso? Ou para quem não se sente seguro em retornar presencialmente ainda?
Haverá algum auxílio para estudantes que voltaram para a sua cidade natal durante a pandemia, e que agora precisam retornar para a cidade do seu campus?

 

Veja também:

UFSC Responde: Atividades da Universidade e o Retorno às Aulas Presenciais
UFSC Responde: data de retorno às aulas presenciais e progressão das Fases

Tags: aula presencialauxílio emergencialcoronavírusCovid-19PRAEprogradUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC lança Curso de Sobrevivência no Português Brasileiro para estudantes do exterior

03/12/2021 15:04

Criado para ser uma primeira experiência do aluno internacional antes de sua chegada à UFSC e como uma importante ferramenta de auxílio ao processo de internacionalização, o Curso de Sobrevivência no Português Brasileiro surgiu de uma necessidade clara: um grande número de estudantes internacionais da UFSC entram e saem da instituição sem aprender a falar português. E foi por causa desses relatos, que a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) uniu suas ideias e experiências à capacidade técnica da Secretaria de Educação a Distância (Sead) para desenvolver um curso 100% assíncrono, e ambientado inteiramente em situações que ocorrem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O curso, on-line e auto-instrucional, focaliza a necessidade das universidades internacionais parceiras da UFSC em ter um primeiro contato com a estrutura e vocabulário do português brasileiro antes de iniciar suas atividades de mobilidade e/ou cooperação acadêmica.

O objetivo da Sinter e da Sead é capacitar estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos de várias partes do globo para que possam realizar mobilidade e cooperação acadêmica na UFSC, por meio de um curso virtual com estrutura e vocabulário para que os participantes consigam se comunicar em nível elementar. O curso auxilia no processo de acolhimento dos seus participantes ao chegarem à UFSC e desperta o interesse em aprender a língua e cultura brasileiras.

A iniciativa, acredita-se, é inédita e precisou ser criada do zero, uma vez que não havia cursos parecidos em outras universidades, segundo as Secretarias. Foi desenvolvido por conteudistas, professores da área de Letras Português/Inglês, e profissionais da Sead e da Sinter.
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Tags: alunos internacionaisinternacionalizaçãoPortuguês brasileiroSEaDSinterUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Responde: data de retorno às aulas presenciais e progressão das Fases

01/12/2021 18:51

A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) reuniu alguns dos comentários que estamos recebendo nas redes sociais em mais um vídeo da série UFSC Responde, no intuito de trazer respostas a algumas dúvidas da nossa comunidade.

Neste segundo episódio da série, conversamos com o pró-reitor de Graduação, Daniel Vasconcelos nos estúdios da TV UFSC para saber acerca do calendário de retorno às aulas presenciais de forma abrangente na UFSC, definidas pelo Calendário Acadêmico 2022 para terem início em 18 de abril de 2022. Também falamos sobre as Fases de Combate à Pandemia de Covid-19 e como elas devem progredir.

Confira o vídeo abaixo, que busca responder:

Por que a UFSC resolveu que a volta presencial seria em abril de 2022?
Haverá alguma fase transitória antes desse período, como previsto no plano de retomada em Fases da UFSC?

 

Veja também:

UFSC Responde: Atividades da Universidade e o Retorno às Aulas Presenciais

Tags: conselho universitárioprogradUFSCUFSC respondeUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC retoma gradualmente realização de cerimônias presenciais de colação de grau

01/12/2021 15:31

A primeira colação de grau presencial desde 12 de março ocorreu nesta terça-feira, 30 de novembro. (Foto: Henrique Almeida)

A suspensão das cerimônias de colação de grau na Universidade Federal de Santa Catarina foi, em 12 de março de 2020, uma das primeiras medidas a serem tomadas na Universidade para conter a transmissão do coronavírus. Passaram-se 623 dias até que essa celebração fosse retomada de forma presencial. Na última terça-feira, 30 de novembro, 24 formandos dos cursos de Agronomia e Engenharia de Aquicultura puderam reunir presencialmente suas famílias e professores para celebrar o encerramento de sua graduação. Quem não pode estar ali, acompanhou pelo YouTube

Em seu discurso, o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Pedro Manique Barreto, que foi o responsável por conceder grau aos formandos, pediu desculpas aos presentes, pelo eventual desconforto de uma cerimônia em dia ensolarado, em uma tenda armada em frente ao prédio da Reitoria. “Quero agradecer por estarem conosco nesta manhã, quando retomamos as formaturas presenciais, ao ar livre”, disse. “O processo para que isso hoje se realizasse demandou tempo, muito trabalho, muitos ajustes. Infelizmente não pudemos alcançar todas as turmas, de todos os cursos, porém o dia de hoje é, sem dúvida, um marco para a nossa instituição”, salientou.

O pró-reitor ressaltou que todos os cuidados foram tomados para que os protocolos “sejam condizentes com a postura da Universidade, por sempre confiar na Ciência e na defesa da vida”. Os discursos durante a formatura reforçaram essa mensagem e o quanto foi emocionante voltar ao convívio presencial.
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Doutoranda da UFSC recebe bolsa internacional para apoiar pesquisa desenvolvida na Antártica

01/12/2021 12:02

A doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paola Barros Delben é uma das agraciadas com uma bolsa internacional para apoiar estudos e pesquisas conduzidas na Antártica. A bolsa foi concedida pelo Conselho de Gestores de Programas Antárticos Nacionais (COMNAP) e apoiará o projeto de Paola “Gestão de Riscos de Saúde e Segurança em Isolamento, Confinamento e Contextos Extremos”. Ela utilizará a bolsa para realizar pesquisas colaborativas com colegas do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, Lisboa, Portugal.

A pesquisa aborda uma das áreas prioritários para a COMNAP, que é a segurança humana, e aumentará a compreensão sobre o impacto do isolamento, confinamento e ambientes extremos nos expedicionários, afirmou a instituição ao anunciar as bolsas.

Paola é vinculada ao Laboratório Fator Humano, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, e foi a primeira pesquisadora com projeto de ciências humanas, psicologia, saúde mental e tecnologia aplicada a ser contemplada com esse reconhecimento pelos principais órgãos responsáveis por pesquisas na Antártica.
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Observatório UFSC é lançado com mais de 300 indicadores sobre 21 áreas de atuação da Universidade

30/11/2021 18:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu nesta terça-feira, 30 de novembro, o lançamento oficial do Observatório UFSC, plataforma de transparência e apoio à gestão que integra, em um único ambiente, os dados e informações de vários domínios da instituição. Participaram da solenidade on-line representantes do Ministério da Educação, do governo estadual, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Pela UFSC, participaram o reitor Ubaldo Cesar Balthazar, a vice-reitora Cátia Regina de Carvalho Pinto, pró-reitores, secretários, diretores de unidades de ensino, chefes de departamento, coordenadores de cursos e de programas de pós-graduação, estudantes, servidores administrativos e docentes. A webconferência foi transmitida pelo YouTube.

A sessão foi aberta pelo reitor, que saudou os presentes e apresentou uma visão geral do Observatório. “O objetivo desta plataforma é fornecer um panorama dos mais variados temas, relevantes não só à gestão universitária mas também à comunidade acadêmica, órgãos de controle e sociedade como um todo”. O Observatório estreia nesta terça-feira com mais de 300 indicadores sobre 21 áreas da UFSC, e será gradualmente ampliado. 
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Pesquisa da UFSC investiga como as bactérias da Antártida podem ajudar e entender mudanças climáticas

30/11/2021 09:30

Alanna e professor Rubens estudam material coletado na Antártida

Os milhares de microorganismos que habitam o mundo, a maior parte deles desconhecidos da ciência, também podem trazer respostas sobre um dos fatores mais preocupantes da modernidade: as mudanças climáticas. Uma série de pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob coordenação do professor Rubens Tadeu Delgado Duarte, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, investiga como bactérias da Antártida podem trazer respostas sobre o tema e também seu potencial em inovações da biotecnologia.

Uma dessas pesquisas vem sendo desenvolvida pela estudante de iniciação científica Alanna Maylle Cararo Luiz em seu trabalho de conclusão de curso e foi recentemente apresentada no evento da Sociedade Brasileira de Microbiologia. O estudo Estratégias de crescimento de microrganismos de solos de recuo de geleira da Antártica em termos de seleção r-k trabalha com material coletado em uma expedição pelo continente em 2017, parte do projeto Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção.

As pesquisas ocorrem no Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx). O professor explica que a ecologia molecular é uma uma área da da biologia em que se utiliza moléculas para estudar a ecologia dos seres vivos, e os extremófilos são justamente aqueles organismos que conseguem sobreviver em condições extremas – tal como ocorre no ainda desconhecido continente mais frio do planeta. No LEMEx, a proposta é utilizar moléculas das bactérias para entendê-las e desvendar propriedades e funcionalidades desconhecidas. “Tem milhares, dezenas de milhares de espécies de bactérias e um único grama de solo. Então, uma colher de chá de solo tem milhões de indivíduos a serem estudados”, explica.

O continente antártico também é foco dos interesses porque o eixo central das pesquisas está ligado à ideia de compreender as mudanças climáticas. Cientistas do mundo todo investigam esse ponto do planeta por conta do derretimento das geleiras, que ocasiona aumento no nível das águas e produz um verdadeiro efeito cascata na biodiversidade. “Nós queremos utilizar o conhecimento sobre essas bactérias para determinar, por exemplo, se elas podem indicar uma mudança climática mais rápida ou uma mudança climática mais lenta, ou seja, a gente pode utilizá-las como uma forma de monitoramento de mudanças climáticas, como termômetros biológicos”.

Duarte explica que diferentes seres vivos podem indicar essas variações. Os pinguins, por exemplo, são muito utilizados pela ciência porque se aproveitam do derretimento dos solos para colonizarem o ambiente. Assim, o aumento das “pinguineiras” é uma amostra efetiva do aquecimento. O que ocorre é que este é um processo lento, que depende das características reprodutivas dos animais. As bactérias, ao contrário, podem trazer essas respostas de forma mais ágil e também mais efetiva.

Collins e Baranowski

As pesquisas da UFSC são realizadas a partir da coleta de solo e de gelo de duas geleiras na Antártida: a Collins e a Baranowski. Segundo o professor, isso ocorre porque, enquanto uma apresenta um processo de derretimento lento, a outra degela de forma muito rápida. “Os levantamentos indicam que a Baranowski recuou, em 43 anos, o que a Collins levou mais de mil anos para recuar”, comenta.

Com esse recuo, o solo volta a ficar exposto e as bactérias são despertadas. Esse processo fornece à ciência um gradiente espaço-temporal, já que se coletam amostragens logo em frente às geleiras, no solo que acabou de ficar exposto, e em regiões mais distantes, expostas há vinte, trinta ou quarenta anos. “Esse gradiente é importante porque é possível entender o que aconteceu com as populações de bactérias ao longo do tempo”, explica.

Ainda segundo o professor, é possível não só comparar o solo exposto mais e menos recentemente como comparar os solos de cada uma das geleiras – a de rápido e lento processo de degelo. “Quando comparamos a Collins com a Baranowski, por exemplo, podemos identificar quais microorganismos ocorrem no solo da geleira que derrete mais rápido. Essas bactérias podem servir como termômetro para nós”.

No caso da pesquisa de Alanna, a ideia é utilizar bactérias dessas amostras coletadas durante a expedição de 2017 para entender o papel do derretimento das geleiras na sucessão ecológica, o que contribui com o monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas. Para ilustrar o que esse fenômeno representa, o professor utiliza um exemplo mais familiar para os brasileiros do que o derretimento das geleiras: as queimadas.

De acordo com Rubens, este processo impacta em toda a biodiversidade da região que está sendo investigada. “Vamos para uma floresta Mata Atlântica, aqui próximo a nós. Digamos que tenha uma queimada. Então, você tem a biodiversidade em volta, mas tem uma clareira sem planta nenhuma. Ao longo dos anos, a floresta vai ocupar aquele espaço novamente: novas sementes vão cair ali, animais vão começar a visitar. Ao longo do tempo, haverá um processo de sucessão ecológica”, explica. E existe um padrão para que isso ocorra: primeiro gramíneas, depois plantas arbustivas, pequenos arbustos, árvores de porte pequeno. Os animais também vão se guiando conforme esse padrão.

Na Antártida, o derretimento das geleiras também passa por esse processo, considerando, é claro, as particularidades da região. E é nesse ponto que a investigação da UFSC pode avançar: a geleira derreteu, o solo descongelou e ficou exposto ao oxigênio da atmosfera. Primeiro algumas bactérias começam a crescer, depois outras, sucessivamente. “As populações vão mudando”, reforça o professor. “Isso acontece com qualquer fator de impacto ambiental”. A sucessão ecológica vai refletir os processos de seleção natural de acordo com a disponibilidade de recursos e as estratégias de crescimento dos organismos.

Na pesquisa, o olhar do professor e da acadêmica está voltado para o crescimento dessas bactérias. Alguns desses microorganismos crescem rápido, levando em torno de 48 horas para a população ficar visível em meio à cultura. Já outros demoram muito mais tempo para crescer. Em solos mais jovens, ou seja, mais recentemente expostos ao fenômeno do degelo, é possível encontrar os organismos que crescem de forma mais acelerada. “Mas à medida que nos distanciamos da geleira, encontramos maior diversidade”, pontua. O fenômeno também é diferente na geleira Collins e na Baranowski.

Amostras de solo foram coletados a distâncias de 0, 50, 100, 200, 300 e 400 m à frente das duas geleiras da Antártica. A contagem de células viáveis ​​foi realizada em cada uma dessas amostras. As colônias foram contadas diariamente e classificadas de acordo com o seu tempo de crescimento – maior ou menor que 48 horas. A partir daí, o estudo envolveu compreender a estratégia de crescimento e a distância em que se encontravam da geleira.

O professor explica que, segundo modelos ecológicos, os organismos de crescimento rápido ocorrem logo no início da sucessão e são substituídos, com o passar do tempo, por organismos de crescimento mais lento. No caso dos solos da Antártica, se organismos de crescimento rápido forem encontrados longe da geleira, é um sinal de que um grande volume de gelo derreteu recentemente. A comparação desse fenômeno entre as duas geleiras, associada a dados climáticos da região, irá comprovar a hipótese do grupo de pesquisadores e poderá trazer uma nova ferramenta para estudos de mudanças climáticas em áreas polares.

Geralmente, estudos como estes requerem também o sequenciamento genético das bactérias selecionadas. Mas o custo alto do processo e os recursos cada vez mais escassos para o investimento em pesquisa podem impedir esse passo adiante.

Diversidade dos microrganismos sugere possíveis aplicações

Outra vertente que os materiais coletados na Antártida pela UFSC também pode originar é a investigação das possíveis aplicações biotecnológicas dos organismos presentes no solo e no gelo. Além da pesquisa de Alanna, pelo menos outros sete trabalhos do LEMEx utilizam as amostras do continente.

Segundo Rubens, um dos mecanismos de adaptação de microrganismos ao frio extremo é a produção de proteínas anticongelantes, ou seja, que interferem na formação do gelo e na sua recristalização. Isso confere resistência celular a baixas temperaturas e ao congelamento. “Uma aplicação possível é na saúde pública, nas vacinas de DNA”, explica. Espera-se que os resultados dos estudos demonstrem que as proteínas produzidas por bactérias da Antártida aumentem a estabilidade da vacina de adenovírus submetidas ao congelamento, o que poderia ser aplicável em produtos como os imunizantes do coronavírus.

Um dos estudos em execução nessa linha é o da doutoranda Joana Camila Lopes, que investiga a caracterização dessas proteínas buscando as aplicações biotecnológicas. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas as expectativas são positivas, podendo também gerar propostas de aplicações na agricultura, como na proteção contra as geadas, por exemplo.

Todas essas pesquisas são realizadas com amostras coletadas em expedições científicas do Programa Antártico, cuja participação mais recente por parte do LEMEx ocorreu em 2017. As amostras de gelo e de solo ficam armazenadas no laboratório e servem a diferentes pesquisas, de diferentes níveis – da graduação ao doutorado. O material, preservado, também pode servir para estudos futuros.

Fotos e Texto: Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Estudo analisa como ocorre a regeneração de florestas tropicais e indica diretrizes para restauração

29/11/2021 17:20

Espécie do gênero Cecropia em Tefé, Amazonas. Com folhas grandes e crescimento rápido, é um típico exemplar de florestas secundárias úmidas das Américas. Foto: Catarina Jakovac

O grupo 2ndFOR, rede que envolve mais de 100 pesquisadores de 18 países, publicou nesta segunda-feira, 29 de novembro, um estudo de âmbito continental sobre a regeneração de florestas tropicais. A pesquisa envolveu a análise da recuperação de características funcionais de florestas americanas, do México ao sul do Brasil, e dados de mais de mil parcelas – áreas delimitados para estudo, com uma média de mil metros quadrados cada – e 127 mil árvores. O artigo, disponibilizado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também fornece diretrizes sobre quais tipos de espécies de árvores devem ser selecionadas para plantios de restauração em florestas úmidas e secas.

O foco da equipe de cientistas são as florestas secundárias – aquelas que regeneram naturalmente após a remoção da vegetação original para uso humano, normalmente cultivos agrícolas, pastagens e agricultura de corte e queima. Atualmente, mais da metade das florestas tropicais do mundo são secundárias em processo de regeneração. Na América Latina, elas cobrem 28% da zona tropical.

O que o novo estudo mostra é que as florestas tropicais em regeneração são bastante diversas em sua recuperação. Florestas secas e úmidas diferem fortemente em sua composição funcional em estágios iniciais de sucessão – como é chamado o processo de regeneração – e seguem distintos caminhos ao longo do tempo. À medida que as florestas envelhecem, contudo, tornam-se mais semelhantes em relação às características funcionais. Compreender esse processo auxilia na elaboração de melhores estratégias de restauração florestal. 
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SC contabiliza mais de 10 milhões de exames de telemedicina com uso de sistema desenvolvido na UFSC

26/11/2021 10:51

Santa Catarina já realizou mais de 10 milhões de exames a distância com uso de tecnologia de telemedicina desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Os exames são realizados através da plataforma do Sistema Catarinense Integrado de Telemedicina e Telessaúde (STT/SC) e estão disponíveis para todos os municípios catarinenses. Profissionais de saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm acesso a exames de forma segura, mais rápida e sem precisar de deslocamentos para outras cidades ou regiões.

Os serviços de telemedicina e telessaúde começaram a ser ofertados no estado em 2005 por meio da parceria entre a UFSC, por meio do Instituto Nacional para Convergência Digital (INCoD), e a Secretaria de Estado da Saúde. Em 2011, Santa Catarina alcançou a marca de 1 milhão de exames a distância e agora, em outubro de 2021, atingiu a marca de 10 milhões de exames. “Este é um feito fantástico: demonstra que a pesquisa na UFSC pode produzir tecnologia de grande impacto social e que pode ser levada até a população de forma consistente e duradoura através de um projeto da UFSC com o Governo do Estado que já dura mais de 16 anos e que está cada vez mais revolucionando a saúde em Santa Catarina e se tornou referência nacional, passando a ser utilizada em muitos outros locais no Brasil”, explica Aldo von Wangenheim, que é professor, pesquisador e coordenador do INCoD/UFSC.

Atualmente, o STT/SC agrega diversos serviços e ferramentas que podem ser usadas em unidades básicas de saúde até hospitais de alta complexidade. Telediagnóstico, teleconsulta, teleconsultoria e educação permanente em saúde são alguns serviços disponíveis e em uso no estado. “Esta experiência pioneira de Santa Catarina é de longe a iniciativa de telemedicina de maior importância e abrangência de todo o hemisfério sul. Em nenhum outro lugar, seja no Brasil ou em outro país do lado de baixo do mundo, temos algo comparável em cobertura, abrangência e diversidade de serviços, nível tecnológico e impacto no dia a dia da população e no trabalho dos profissionais de saúde”, acrescenta Aldo von Wangenheim.

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Atualizado pela UFSC, banco de dados fortalezas.org ultrapassa a marca de 11 mil imagens de fortificações do mundo

26/11/2021 10:21

O Banco de Dados Internacional sobre Fortificações – Fortalezas.org ultrapassou neste mês de novembro a marca de 11 mil imagens de fortificações cadastradas pelo mundo. O acesso e a consulta à plataforma para pesquisa são inteiramente livres e gratuitos, através do endereço fortalezas.org. A inserção de informações e dados é de responsabilidade de uma equipe da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC), além de colaboradores externos.

> Saiba mais colabora com a plataforma neste link.

O vídeo abaixo mostra como funciona o banco de dados e como participar como voluntário:

A base de dados está em constante processo de atualização e traz hoje mais de 300 vídeos, 4 mil bibliografias, além de mais de 1 mil biografias de personagens históricos. Nos últimos 12 meses, entre novembro de 2020 e novembro de 2021, foram inseridas 3.188 novas imagens na plataforma – que conta não só com fotos, mas também com pinturas, iconografias, mapas, etc.
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Tags: banco de dadosCoordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC)Fortalezas.orgFortificaçõesSecretaria de Arte e Cultura da UFSC (SeCArte)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professor e doutoranda da UFSC são vencedores na 63ª edição do Prêmio Jabuti

26/11/2021 09:33

O professor Daniel Martineschen e a doutoranda Monique Malcher de Carvalho sagraram-se vencedores na 63ª edição do Prêmio Jabuti, que condecora as melhores obras literárias do país. O resultado foi anunciado em uma cerimônia transmitida na noite da última quinta-feira, 25 de novembro, pelo canal da Câmara Brasileira do Livro (CBL) no YouTube (acesse aqui o vídeo completo). A premiação divide-se em quatro eixos principais: literatura, não ficção, produção editorial e inovação, que comportam vinte categorias.

O livro Divã ocidento-oriental (editora Estação Liberdade, 460 p.), de Johann Wolfgang Goethe, traduzido por Daniel Martineschen, foi vencedor no Eixo: Produção Editorial, categoria Tradução. A obra foi publicada em março de 2020 como resultado do doutorado do professor da área de alemão do Curso de Letras e Literaturas Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A tese, intitulada O lugar da tradução no West-östlicher Divan de Goethe, foi defendida em 2016 no Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trata de questões de tradução na poetologia do Divã.

“O Divã ocidento-oriental é o resultado do movimento de Goethe em direção ao Oriente, ‘de onde há milênios têm chegado a nós tantas coisas grandiosas, boas e belas’. Este desejo teve sua gênese no encontro do poeta alemão com o Diwan — palavra persa para ‘coletânea’ ou ‘ciclo de poemas’ — do poeta persa Hafez. Reunindo mais de 500 gazéis (poemas curtos e líricos, de temática mística ou amorosa), o Diwan de Hafez circulava pelo Oriente desde o século XIV”, traz a apresentação do trabalho.

Daniel Martineschen atuou durante anos como tradutor técnico e juramentado para o idioma alemão no estado do Paraná. Atualmente é professor do curso de Letras Alemão da UFSC e é coordenador da área de alemão. Sua pesquisa na Universidade gira em torno da área da prática de tradução, com um projeto de investigação das possibilidades da tradução em dupla.

Vencedora na categoria Conto

Outra representante da UFSC a ser premiada na noite foi a doutoranda Monique Malcher de Carvalho, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH). A obra Flor de Gume (editora Jandaíra, 112 p.), livro de estreia da autora paraense, foi a grande vencedora no Eixo: Literatura, categoria Conto. O livro é composto por 37 contos que abordam a vida de mulheres de diferentes gerações, tendo como cenário paisagens de Santarém – cidade natal da autora.

Flor de Gume é um livro escrito para peles cortadas. Literatura como mergulhar as pernas nos rios do Pará e ouvir palavras que contam meninas presas em infâncias machucadas, mães e mulheres que crescem como plantas de verde profundo, apesar da realidade de violência, e avós que nutrem raízes, que aplicam ervas restauradoras no corpo ferido. Uma obra mística, que chama entidades e ancestralidades. Contos desenhados em cartas de taró, estética literária que roda junto com as saias. Uma riqueza de referências”, descreve Jarid Arraes, escritora e editora de Flor de Gume pelo selo Ferina, na apresentação da obra.

Além de escritora, Monique é colagista, artista visual e pesquisadora do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI) da UFSC. Sua tese no PPGICH, intitulada Subversão nos quadrinhos: Os tentáculos da cidade de São Paulo e as mulheres na década de 20 nas páginas de Sem Dó, foi orientada por Carmen Rial e Caroline Almeida.

João Luiz Guimarães e Nelson Cruz foram os ganhadores do Livro do Ano no Prêmio Jabuti, com a obra Sagatrissuinorana, que conta a fábula dos Três Porquinhos, tendo como pano de fundo o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho. Eles foram agraciados com o prêmio de R$ 100 mil. Os vencedores das 20 categorias levaram a estatueta e o prêmio de R$ 5 mil cada.

> Conheça os vencedores de todas as categorias do Prêmio Jabuti

Tags: literaturaPrêmio JabutiUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência: Regina Peralta Muniz Moreira

26/11/2021 08:00

Em 08 de setembro de 2021, a professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira participava como avaliadora de uma banca de defesa de doutorado em Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto conversava, ainda informalmente, com outro docente que também fora escalado como avaliador do trabalho, ele lhe disse: “Regina, você não vai se lembrar, mas você me deu aula particular.” Luiz Mário de Matos Jorge, atualmente professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), havia sido um de seus alunos nas aulas particulares que ela começou a oferecer quando ainda era adolescente. 
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Tags: Engenharia QuímicaPrêmio Mulheres na Ciência 2021Pró-Reitoria de PesquisaPROPESQRegina de Fátima Peralta Muniz Moreira

UFSC realiza pesquisa de satisfação com alunos da graduação e pós-graduação

25/11/2021 13:58

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu o questionário eletrônico Pesquisa de Satisfação – Discentes UFSC – 2021 a fim de entender a satisfação do corpo estudantil em relação à instituição. O formulário ficará disponível entre 25 de novembro de 2021 e 18 de abril de 2022. Podem participar alunos da graduação e pós-graduação.

> Para participar, acesse o formulário

A necessidade de medir o nível de satisfação dos servidores e alunos tem origem no Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) da Universidade, que tem entre seus eixos o de “Qualidade de Vida” e como um de seus objetivos construir um referencial para o indicador de satisfação.

As respostas da pesquisa ajudarão a diagnosticar a situação e os resultados serão encaminhados para os setores responsáveis.

Tags: Pesquisa de Satisfação DiscentePlano de Gestão de Logística Sustentável (PLS)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC emitem nota técnica sobre consequências do rompimento de barragem na Lagoa da Conceição

25/11/2021 10:17

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicaram nesta quinta-feira, 25 de novembro, uma nota técnica conjunta sobre os dez meses da data do rompimento da barragem da Lagoa de Evapoinfiltração (LEI) da Casan, na Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. O documento é assinado pelo Projeto Ecoando Sustentabilidade, Laboratório de Ficologia (LAFIC), Laboratório de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui), Laboratório de Biodiversidade e Conservação Marinha (LBCM), Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) e Veleiro Eco.

A nota técnica fala sobre os processos que ocorreram após o desastre de janeiro deste ano, dentre eles: florações de algas, mortandade de peixes, anoxia (falta de oxigênio na água), coloração e mau cheiro nas águas, sucessão ecológica, entre outros. O documento responde ainda a argumentos apresentados no parecer técnico e autorização emitida pelos órgãos ambientais para nivelamento do “delta arenoso” formado.

Os pesquisadores abordam no texto a necessidade de um tratamento de efluentes que vise remover poluentes de forma mais efetiva e descrevem as características geomorfológicas e a sucessão de vegetação e de organismos que ocorreu na região de impacto, onde se formou o baixio. Eles ressaltam a importância da vegetação e macrofauna presentes no local, com destaque para a função de biorremediação, remoção de nutrientes e poluentes, e o motivo para que não fosse removido.

De acordo com a nota, a Lagoa da Conceição vem sofrendo as consequências do crescimento populacional, sub-dimensionamento da rede de tratamento de efluentes domésticos, ligações alternativas e inadequadas, desde a década de 80, quando o balneário passou a ser visto com bons olhos por turistas e especulação imobiliária. Estima-se que, em 2016, apenas 15% da população da localidade era beneficiada pelo sistema de tratamento de efluentes e as demais moradias possuíam sistemas alternativos.

> Leia a íntegra da nota técnica

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Prêmio Mulheres na Ciência: Cristina Scheibe Wolff

24/11/2021 08:00

Em 2022, a historiadora Cristina Scheibe Wolff completa 30 anos como professora do Departamento de História do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC). Com uma trajetória acadêmica marcada por significativas contribuições ao debate sobre questões de gênero no campo da História, Cristina é uma das homenageadas pelo Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq/UFSC). Ela foi a vencedora na área de Ciências Humanas da categoria Sênior, voltada a pesquisadoras que ingressaram na UFSC até o ano 2000.
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Coperve abre cadastramento para interessados em trabalhar no Vestibular 2022

23/11/2021 16:22

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciará o cadastramento de servidores docentes e técnico-administrativos em Educação, bem como de estudantes interessados em atuar como colaboradores para compor as equipes de fiscalização do Vestibular UFSC 2022. Interessados poderão se cadastrar, através da internet, de 29 de novembro a 12 de dezembro. O Vestibular 2022 da UFSC será realizado presencialmente nos dias 29 e 30 de janeiro de 2022.

Para atuação no campus da UFSC em Florianópolis (Trindade e Itacorubi) haverá dois editais diferentes. Um deles receberá inscrições de servidores da Universidade (docentes e técnicos administrativos em educação) que pretendem atuar nas funções de fiscalização de Grupo e Corredor, bem como na coordenação de Ala ou de Setor. Outro edital selecionará estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação e pós-graduação para as funções de fiscal de Grupo e fiscal de Corredor, além de detector de metais.

Nos demais campi da UFSC (Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville) os editais serão para cadastramento de alunos de graduação e pós-graduação interessados em atuar na fiscalização de Grupo, de Corredor e com detector de metais. As inscrições nos campi regionais serão feitas através do link “Colaboradores – Vestibular UFSC 2022”, que será criado no site de cada campus. Neste mesmo link será feita a divulgação dos colaboradores selecionados.
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UFSC lança plataforma de gestão, análise e visualização de dados da instituição

22/11/2021 10:03

Transparência de dados e visibilidade à inovação e aos investimentos da sociedade na educação superior. Esses são alguns dos objetivos buscados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ao preparar o Observatório UFSC, plataforma que integrará em um único ambiente os dados e informações de vários domínios da instituição. 

O Observatório será lançado no dia 30 de novembro e irá gradualmente reunir e disponibilizar todos os dados que são de interesse da sociedade, tais como informações sobre orçamento, programas mantidos pela Universidade, perfil de estudantes, cursos, servidores, ações de pesquisa, extensão, inovação, cultura, esportes e internacionalização. As informações serão apresentadas em forma de painéis visuais (dashboards) de Business Intelligence (BI). 

“Esse lançamento marca o início de uma nova era na gestão universitária, quando a UFSC investe em transparência, em informações abertas, estruturadas. Será uma grande inovação, e estamos ansiosos para apresentar a toda a comunidade acadêmica e à sociedade. Não só a gestão, mas a pesquisa, o ensino e a extensão serão beneficiados”, ressalta o reitor Ubaldo Cesar Balthazar.

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Prêmio Mulheres na Ciência: Ana Lúcia Severo Rodrigues

22/11/2021 09:00

Ao longo das últimas duas semanas, a Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC) tem publicado reportagens sobre as vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Na sétima matéria da série, conheça a trajetória e o trabalho de Ana Lúcia Severo Rodrigues, contemplada na Categoria Sênior – voltada a docentes que ingressaram no quadro permanente da UFSC antes de 31 de dezembro de 2000 –, na área de Ciências da Vida.

Ana Lúcia é professora do Departamento de Bioquímica e dos programas de pós-graduação em Bioquímica e Neurociências e bolsista de produtividade em pesquisa nível 1B do CNPq. Coordenadora do grupo de pesquisa Neurobiologia da depressão, tem se dedicado a compreender os mecanismos bioquímicos e fisiológicos envolvidos nessa enfermidade e na regulação do humor, com estudos que podem colaborar com o desenvolvimento de novas possibilidades de tratamento e prevenção da doença.

Apesar de sua longa carreira dedicada à pesquisa e ao ensino (são quase 30 anos somente como professora na UFSC) e de sua extensa produção (mais de 200 artigos publicados, de 8 mil citações e de 50 alunos de mestrado e doutorado orientados), a docente recebeu com surpresa o anúncio da premiação: “Quando fiquei sabendo, acabou sendo, de certa forma, uma notícia muito impactante. Não estava exatamente esperando que fosse acontecer, porque a gente sabe que tem excelentes profissionais. Eu fiquei muito feliz, com certeza. É um reconhecimento da trajetória acadêmica e principalmente da dedicação que a gente tem à ciência e às atividades de pesquisa e de ensino”.
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Seminário Prograd começa nesta segunda; veja programação

22/11/2021 09:00

A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (Prograd/UFSC) promove, entre os dias 22 e 25 de novembro, o 2º Seminário PROGRAD – O Ensino de Graduação no Brasil. O evento, que ocorre no formato virtual, é dirigido a docentes e técnicos-administrativo
s(as) em educação da UFSC. O link de acesso à sala será enviado por e-mail às pessoas inscritas. As inscrições devem ser feitas aqui.
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UFSC lança edital de concurso para contratar 43 docentes

22/11/2021 08:40

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o edital de um novo concurso público para professor da carreira do Magistério Superior, com 43 (quarenta e três) vagas para o cargo nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e  Florianópolis, em diferentes áreas do conhecimento, conforme explicita o Edital 087/2021/DDP. As inscrições começam no dia 2 de dezembro e seguem atém 13 de janeiro. As informações estão disponíveis no site https://087ddp2021.concursos.ufsc.br/.

O concurso contará com prova escrita, didática e de títulos, além de prova prática para áreas pertinentes. O edital também assegura a reserva de vagas para candidatos negros e com deficiência. O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) publicará no site , na opção do menu “Cronogramas de Provas”, o edital complementar com o cronograma de provas para cada campo de conhecimento, contendo as informações referentes aos locais, dias e horários de realização de todas as atividades.

As inscrições são realizadas exclusivamente via Internet, sendo possível também a solicitação de isenção do pagamento da taxa de inscrição. As vagas são para professoras Adjunto A de 20 horas e dedicação exclusiva e para professor auxiliar, com remunerações que variam de R$ 2.688,95 e a R$ 10.074,18.

De modo a garantir a segurança dos candidatos e demais envolvidos, a sessão pública de apuração do resultado final do concurso será transmitida on-line. Considerando o contexto do estado de emergência de saúde pública e tendo em vista os procedimentos definidos no Guia de Biossegurança da UFSC, será eliminado o candidato que descumpri-los e estará impedido de realizar a etapa do concurso e será eliminado aquele que apresentar sintomas da Covid-19.

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Professora leva temática antirracista em projetos de extensão para assistentes sociais

20/11/2021 08:03

A única professora negra do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina, Cris Sabino, ingressou como docente na instituição no ano de 2019. Logo que chegou ao departamento, encontrou estudantes organizados e solicitando que o curso oferecesse disciplinas voltadas ao estudo das relações raciais. Além do ensino, havia lacunas a serem preenchidas na pesquisa e na extensão, e a presença da nova professora contribuiu com a criação de disciplinas e projetos que levaram o debate sobre racismo para além da universidade.

“Havia uma grande demanda reprimida, vindo principalmente dos estudantes, pela discussão de temática étnico-racial, racismo estrutural, articulando com o debate da superexploração da força de trabalho. Percebi que havia essa lacuna no meu departamento e no Centro Socioeconômico”, relata a professora. Além da mobilização dos estudantes, por meio do Coletivo de Estudantes Negras e Negros de Serviço Social – Magali da Silva Almeida, a demanda vinha dos conselhos profissionais, especialmente os conselhos Federal e Regional de Serviço Social (CFESS e o CRESS-SC), que traziam à época eventos com temas acerca do combate ao racismo na atuação profissional. 

“Criamos uma disciplina optativa sobre relações raciais no Brasil, além de projetos de pesquisa sobre a relação entre Estado e racismo estrutural, e sobre o trabalho doméstico”, relata Cris. A disciplina foi ministrada de forma presencial nos dois semestres de 2019, com turmas lotadas. No segundo semestre daquele ano, os alunos de outros cursos também pediam para frequentar a disciplina. Durante a pandemia, a disciplina foi oferecida remotamente como “Tópicos Especiais” e ainda seguiu tendo boa receptividade pelos alunos do curso de Serviço Social.
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