A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (Edufsc) lançou um projeto para se aproximar dos jovens da rede pública a partir da doação de livros. O projeto Livro em Movimento vai levar, todos os meses, uma caixa com títulos previamente escolhidos a partir do perfil dos estudantes das escolas selecionadas para a ação. Uma equipe da editora irá fazer a entrega e conversar com os alunos e profissionais das escolas sobre a importância da leitura.
O professor Waldir Rampinelli, diretor executivo da Edufsc, explica que o projeto é uma ação solidária, mas também uma iniciativa para incentivar a leitura. A primeira entrega ocorreu no dia 21 de setembro, no Museu do Lixo de Florianópolis. Instalado pela Comcap em 2003, o museu desenvolve atividades de educação ambiental – entre elas a restauração de livros recolhidos pela cidade, que são colocados em uma estante antes de serem destinados a bibliotecas.
No museu, a equipe da Edufsc conheceu o trabalho do educador social e gari Valdinei Marques, o Nei, um dos idealizadores do espaço. Os livros do museu do lixo, na sua grande maioria encontrados em descarte, são recolhidos, restaurados e, uma vez recuperados, são distribuídos às bibliotecas de escolas públicas.
Obras de literatura, livros de conto, de história e outras áreas do conhecimento fazem parte do catálogo da Edufsc, cuja equipe fará uma curadoria direcionada a cada unidade que aderir ao projeto. Em outubro, por exemplo, a biblioteca da Escola Básica Municipal Tapera, no Sul da Ilha, será atendida com uma caixa de livros que poderão ser emprestados para a comunidade.
“A equipe da editora avalia com a escola, selecionando o livro de acordo com o perfil dos alunos, mas também das comunidades. Um dos critérios é que seja uma biblioteca pública, que os pais e a comunidade também possam pegar os livros emprestados”, afirma o professor.
A editora está desenvolvendo outras ações de aproximação com a comunidade por meio do incentivo da leitura – o Livro na Praça – ler para se libertar, por exemplo, promove um encontro do escritor com o leitor, sempre às sextas-feiras, na Praça Santos Dumont, no bairro da Trindade.
Imagem ilustrativa de Rio em Urubici (Imagem de cassianotartari por Pixabay)
Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-graduação em Química da UFSC, considerado com nível de excelência na última avaliação da Capes, está desenvolvendo um método inovador para identificar um veneno de uso proibido nas águas. A proposta da pesquisadora Marília Reginato de Barros, orientada pela professora Cristiane Luisa Jost, é utilizar um material novo, composto de titânia-sílica, para possibilitar a identificação de um agrotóxico altamente perigoso na água.
O pentaclorofenol (PCP), conhecido também como ‘pó da China’, é utilizado para tratamento de madeira e em lavouras de tabaco, podendo provocar câncer, além de causar depressão por afetar o sistema nervoso central. Ao decidir estudá-lo, a pesquisadora também tinha o objetivo de fazer uma denúncia, alertando a sociedade para os riscos dos agrotóxicos.
No estudo, Marília explica seu método, que consistiu em utilizar novos materiais de titânia-sílica. A titânia é naturalmente encontrada em rochas e sedimentos e tem um bom grau de homogeneidade, sendo usualmente aplicada em diversas áreas tecnológicas. A sílica também possui propriedades físicas e químicas que garantem bons resultados em aplicações tecnológicas, com qualidades voltadas à estabilidade e resistência térmica e mecânica. “Com a incorporação de grupamentos orgânicos nesses materiais de titânia-sílica novas propriedades são adicionadas a estes materiais”, explica a pesquisadora.
A pesquisa trabalha justamente com a investigação desta nova possibilidade, usando a eletroquímica para determinar a quantidade de agrotóxico nas águas. “Os resultados apresentaram apreciável sensibilidade, estabilidade e limite de detecção dentro das faixas previstas na legislação brasileira de proteção ambiental”, aponta o resumo do estudo. “Isso explica a necessidade de metodologias confiáveis para esse poluente orgânico persistente”.
O estudo confirma que o novo método eletroanalítico é eficiente para ser aplicado em protocolos de rotina. “As descobertas ajudarão a determinar o PCP em outras amostras ambientais relevantes”. Na primeira etapa do trabalho, Marília sintetizou e caracterizou os novos materiais de titânia-sílica. Na segunda parte descrita no artigo, discutiu a aplicação da proposta, que é viável em várias frentes, mas no caso do estudo se concentrou no escopo desenvolvido pelo Laboratório de Plataformas Eletroquímicas, o Ampere.
“Utilizamos um método eletroanalítico, com um sensor quimicamente modificado com esse material que produzi: uma pasta de grafite junto com o material, que é condutor”, explica Marília. A ideia do método é responder qual a quantidade de pentaclorofenol na água. Para isso, foram realizados testes com amostras fortificadas – quando o pesquisador simula a contaminação – extraída na região de Urubici, próximo a uma plantação orgânica de tabaco.
“O pentaclorofenol é considerado um dos poluentes prioritários no mundo. Ele é muito tóxico, carcinogênico e houve casos de apreensão na última década. Há regiões em que seu uso foi relacionado a casos de suicídio, porque ele afeta o sistema nervoso central”, explica Marília. Ela também usou na análise amostras fortificadas coletadas na Lagoa da Conceição, que costuma apresentar resíduos que são quimicamente semelhantes ao veneno.
De acordo com a pesquisadora, em 2021 foi disponibilizado pelo Ibama o último boletim anual de produção, importação, exportação e vendas de agrotóxicos no Brasil, que contabilizou um total de 686.349,87 tonelada de ingredientes ativos legalmente comercializados. Como o método eletroquímico tem sido bem sucedido na identificação dos materiais desse tipo, Marília decidiu usar o conhecimento e revertê-lo também em um alerta. “Foi encontrada uma aplicação, uma aplicação potente. Mas o meu objetivo com a tese também é problematizar isso, a normalização e a liberação de agrotóxicos”, diz.
A urna eletrônica é tema do novo episódio da série de vídeos UFSC Explica, produzida pela Agência de Comunicação (Agecom) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Três pesquisadores, de diferentes áreas do conhecimento, falam sobre o histórico das eleições no Brasil, os casos de fraude relacionados ao voto impresso, o desenvolvimento da urna eletrônica brasileira e os diversos testes e auditorias feitos antes, durante e depois da votação.
Quando e por que foi criada a urna eletrônica? Quem faz a auditorias das urnas? Como funciona a apuração? Existe uma sala secreta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Já houve algum caso de fraude? Essas e outras perguntas são respondidas ao longo do vídeo.
Conheça os entrevistados:
Julian Borba possui graduação em Ciências da Administração e mestrado em Sociologia Política pela UFSC e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da UFSC e um dos coordenadores do Grupo de Investigación de Participación Política, da Associação Latino-Americana de Ciência Política. Desenvolve pesquisas sobre participação política, comportamento eleitoral e atitudes e valores políticos.
Marcelo Ramos Peregrino Ferreiraé doutor em Direito pela UFSC, membro e fundador das academias catarinense (Acade) e brasileira (Abradep) de Direito Eleitoral e presidente da Conferência Americana dos Organismos Eleitorais Subnacionais para a Transparência Eleitoral (Caoeste). Entre 2012 e 2014, foi juiz eleitoral do TRE/SC, diretor da Escola Judiciária Eleitoral Des. Irineu João da Silva do TRE/SC, integrante da Comissão do Conselho Federal da OAB para Mobilização para a Reforma Política e ouvidor da Justiça Eleitoral do Estado de Santa Catarina. Já atuou como observador internacional das eleições da Colômbia (2018), do Peru (2019), de El Salvador (2021) e do Equador (2021).
Ricardo Felipe Custódio é graduado e mestre em Engenharia Elétrica pela UFSC e doutor em Ciência da Computação pela UFRGS. É professor do Departamento de Informática e Estatística e supervisor do Laboratório de Segurança em Computação (Labsec) da UFSC. Suas áreas de pesquisa incluem assinatura digital de documentos eletrônicos, infraestrutura de chaves públicas e gestão de identidades eletrônicas.
A página Fato ou Boato foi criada pelo TSE para desmentir conteúdos falsos. A iniciativa integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação, que atualmente mobiliza mais de 70 instituições, entre partidos políticos e entidades públicas e privadas, para enfrentar os efeitos negativos provocados pela desinformação relacionada à democracia.
Em suas 28 páginas, o Guia da urna, elaborado pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do TSE, conta a história do surgimento da urna eletrônica, destaca a evolução tecnológica, as barreiras de segurança e as diversas possibilidades de auditoria no equipamento ao longo de 26 anos de uso nas eleições. Também aborda a experiência de impressão do voto eletrônico em 2002 e a declaração de inconstitucionalidade da impressão do voto, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, por colocar em risco o sigilo e a liberdade do voto.
O livroTudo o que você sempre quis saber sobre a urna eletrônica brasileira, de autoria da jornalista Fernanda Soares Andrade, conta a história da criação da urna eletrônica brasileira e as mudanças que sua utilização trouxe ao longo dos anos. O e-book tem também o objetivo de esclarecer a população sobre o funcionamento e a segurança da urna. A obra foi redigida com base em documentos do TSE e depoimentos de pessoas que participaram do desenvolvimento da urna.
Em dezembro de 2021, a Escola Judiciária Eleitoral da Bahia lançou o livro 25 anos da urna eletrônica: tecnologia e integridade nas eleições brasileiras,composto de trabalhos escritos por pesquisadores especializados no tema, professores de Direito Eleitoral e outras pessoas que fizeram parte do processo de desenvolvimento da urna. A publicação aborda a história das eleições no Brasil e da origem da urna eletrônica brasileira, seu protagonismo no combate à fraude eleitoral e uma análise crítica sobre os riscos do retrocesso envolvidos na impressão do voto eletrônico. Aborda, também, o combate à desinformação, os desafios à inovação do processo de votação eletrônico e o futuro do uso da tecnologia na democracia brasileira.
O resultado do QS World University Rankings: Latin America 2023, divulgado nesta quinta-feira, 22 de setembro, classificou a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entre as 23 melhores universidades da América Latina. A UFSC ocupa a 8ª posição entre as universidades brasileiras e a 4ª entre as instituições federais de ensino.
A classificação é elaborada anualmente pela Quacquarelli Symonds (QS), empresa britânica especializada em educação. O ranking analisou 428 instituições em 20 países da América Latina e é liderado pela Pontificia Universidad Católica de Chile (UC). O índice de cada instituição é elaborado por meio de oito indicadores com pesos distintos: reputação acadêmica (30%), reputação de empregabilidade (20%), proporção de professor por estudante (10%), corpo docente por PhD (10%), rede internacional de pesquisa (10%), citações por artigo (10%), artigos por instituição (5%) e alcance na internet (5%). Os indicadores mais forte da UFSC nesta edição do ranking foram de corpo docente por PhD (nota 99.8), alcance na web (nota 98.7) e rede internacional de pesquisa (nota 96.3).
A universidade também foi premiada no evento QS Higher Ed Summit: Americas 2022, que ocorreu nos dias 22 e 23 de setembro em Vila Velha, Espírito Santo. A conferência reuniu líderes e especialistas da educação superior para discutir o tema “Mission-led Universities: elevating higher ed in the Americas” (“Universidades orientadas por missão: elevando o ensino superior nas Américas”, na tradução para o português). O evento promoveu debates, palestras, painéis de discussão e estudos de caso, além da oportunidade de interagir com a comunidade internacional de educação superior e criar parcerias estratégicas. A UFSC foi premiada na categoria Excelência em Pesquisa e participou do evento sob representação do superintendente de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), William Gerson Matias.
A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) lançou o episódio 11 do podcast UFSC Ciência, que tem o objetivo de divulgar o trabalho de alunos, professores e pesquisadores da instituição. O tema do episódio é A Década dos Oceanos e a Ciência, que trata de questões socioambientais relacionadas ao mar a partir da perspectiva de pesquisadores da instituição e convidados. A proposta é apresentar aos ouvintes a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, declarada pelas Unesco em 2017 e que será realizada até 2030, com ações e propostas para fazer da ciência uma ferramenta de mudança e cidadania.
Quantas espécies podem habitar o fundo do mar? Como é o oceano profundo e misterioso? Com o que sabemos sobre esse ecossistema que cobre cerca de 70% da Terra, conseguimos frear a ação humana a ponto de salvar o planeta? Essa temática vem sendo foco permanente de discussões. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, popularmente conhecida como Unesco, decidiu transformar esta na Década da Ciência Oceânica para o desenvolvimento sustentável. Na prática, isso significa que estamos vivendo um momento propício para falar da ciência que estuda o oceano e todos os seus possíveis desdobramentos.
Para falar sobre o tema, entrevistamos os professores da UFSC Paulo Horta, Tatiana Silva Leite e Alessandra Larissa Fonseca, três pesquisadores que estudam o oceano a partir de diferentes enfoques.
A revista “Diálogos em Libras”, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), faz parte da grade de programação da TV UFSC desde o início de setembro. O projeto traz entrevistas com artistas de Libras e discussões críticas sobre a literatura surda, em três episódios exibidos às quartas, 16h30, e às quintas-feiras, 22h. A TV UFSC é transmitida pelo canal 63.1 na TV aberta, canal 15 da Claro TV e na internet em tv.ufsc.br/ao-vivo. (mais…)
Pelo menos 25 dos 30 cursos de graduação da UFSC avaliados no ciclo de 2021 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) atingiram notas 4 e 5 na avaliação do Ministério da Educação. Destes, dez são considerados destaque pelo nível de excelência. Em um ano marcado pelos efeitos da pandemia na educação, os resultados indicam o compromisso da instituição com a formação de qualidade.
A cada ano, o Enade avalia os alunos concluintes de um grupo de cursos de diferentes áreas de conhecimento e eixos tecnológicos, na forma de um rodízio. A avaliação tem ciclos trienais, ou seja, os cursos são reavaliados a cada três anos. Nesse ciclo, cursos de licenciatura e bacharelado, tanto na modalidade presencial como à distância, passaram pela avaliação. A UFSC também se destacou com as notas mais altas do país em diversas áreas de ensino. A licenciatura em Ciências Biológicas obteve a segunda melhor avaliação do país, num universo de 467 cursos avaliados.
O bacharelado em Química, com nota máxima (5), foi considerado o terceiro melhor do país, conforme a avaliação. A licenciatura em Química do campus de Blumenau também se destacou com a sexta melhor nota. A licenciatura em Letras-Inglês foi outro destaque, com uma avaliação que o coloca como o quarto melhor do país. Já a licenciatura em História obteve a sétima melhor nota entre todos os cursos do Brasil.
Para a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, os resultados do Enade 2021 evidenciam a qualidade dos cursos de graduação da UFSC. “Esse resultado é fruto da dedicação de docentes, TAEs e estudantes que atuam no ensino, na pesquisa e na extensão e colocam nossa universidade com a maioria dos cursos avaliados com notas 4 e 5, consideradas acima da média. Muitos dos cursos avaliados figuram entre os melhores do país. Mesmo com as adversidades enfrentadas nos últimos anos, tanto relacionadas à pandemia quanto ao financiamento da universidade pública, essa avaliação revela o comprometimento de todos que estão envolvidos com os cursos de graduação da UFSC”.
Enade
Previsto na lei que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), de 2004, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes avalia o desempenho dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos que se propõem a ensinar e as habilidades e as competências desenvolvidas pelo estudante durante sua formação. O exame é obrigatório: apenas o concluinte que responder ao Questionário do Estudante e realizar a prova pode colar grau.
Os resultados do Enade 2021 foram divulgados na última segunda-feira, 12 de setembro. Em dezembro, o MEC divulgará outros dois indicadores: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). O CPC combina, em uma única medida, diferentes aspectos relativos aos cursos de graduação: desempenho dos estudantes, valor agregado pelo curso, corpo docente, e condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo.
A cada ano, o exame se dedica a um ano de um ciclo avaliativo trienal. Em 2021, foram avaliados os estudantes das seguintes áreas:
– cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de ciências biológicas; ciências exatas e da terra; linguística, letras e artes e áreas afins;
-cursos de licenciatura nas áreas de conhecimento de ciências da saúde; ciências humanas; ciências biológicas; ciências exatas e da terra; linguística, letras e artes;
-cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de ciências humanas e ciências da saúde, com cursos avaliados no âmbito das licenciaturas;
-cursos superiores de tecnologia nas áreas de controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial.
Mais de 400 alunos de ensino médio de escolas públicas e particulares participaram da primeira edição do UFSC Blumenau de Portas Abertas, evento realizado na semana passada, entre 12 e 15 de setembro. O objetivo principal foi aproximar o campus da sociedade, especialmente dos estudantes de segundo e terceiro ano que estão se preparando para ingressarem na Universidade.
Os visitantes foram recebidos no Auditório Professor Fernando Ribeiro Oliveira pelo diretor da UFSC Blumenau, o professor Adriano Péres. Ele falou brevemente sobre os cursos que o campus oferece, do programa de assistência estudantil da UFSC e também do vestibular, que está com inscrições abertas até 13 de outubro. “Estamos muito felizes de recebê-los. O que vocês vão ver é apenas uma parte da nossa estrutura. Sejam bem-vindos e aproveitem essa experiência”, disse o diretor na ocasião.
Alunos acompanharam apresentações e experimentos realizados por alunos dos cursos, professores e servidores
Na sequência, os estudantes foram divididos em grupos fizeram uma visita, guiada por monitores, a alguns laboratórios do campus, onde puderam acompanhar apresentações e experimentos realizados por alunos dos cursos, professores e servidores técnico-administrativos. Cada coordenação preparou uma experiência diferente para os visitantes, que também levaram folders dos cursos de interesse.
Bruna Cristina Beltrão, de 18 anos, visitou o campus durante o evento
A estudante Bruna Cristina Beltrão, de 18 anos, foi uma das participantes do evento. Cursando o terceiro ano do ensino médio na Escola de Educação Básica Adolpho Konder, ela conta que não conhecia os cursos. “Eu não tinha noção de como eram os cursos ofertados aqui. Agora que deu para conhecer um pouco melhor, estou considerando a opção de vir estudar aqui”, disse. Entre os cursos, um deles chamou mais a atenção da estudante. “Fiquei impressionada com a Engenharia Têxtil. É incrível ver a quantidade de processos envolvidos na fabricação de tecidos e de roupas. É uma coisa tão comum no nosso dia a dia e não fazemos noção de quanto estudo tem por trás”, completa.
A realização do UFSC Blumenau de Portas Abertas foi idealizada pelo Comitê Permanente de Divulgação na Rede Escolar (Copere). A ideia é que novas edições do evento sejam realizadas nos próximos anos, sempre durante o período de inscrições para o Vestibular da UFSC.
Texto: Serviço de Comunicação e Eventos Institucionais | UFSC Blumenau
Foram utilizados 68 módulos, sendo 54 opacos e 14 semitransparentes. Foto: Laboratório Fotovoltaica/ UFSC
O primeiro sistema fotovoltaico integrado a uma edificação e conectado à rede elétrica pública do Brasil completou 25 anos de operação ininterrupta no Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 16 de setembro de 1997, ele está instalado no topo do prédio do Departamento de Engenharia Mecânica, no Centro Tecnológico do campus de Florianópolis (CTC) – sede original do Laboratório Fotovoltaica, que construiu e monitora este e diversos outros sistemas fotovoltaicos no país.
O gerador tem a potência instalada de 2 kWp, fixado em uma área total de 40m². A inclinação foi ajustada para a face norte, à linha do equador, captando a maior radiação possível ao longo do ano. O projeto original do sistema de 2 kWp foi composto na forma de subsistemas, utilizando quatro inversores, que são os responsáveis por converter a energia gerada em corrente alternada para injetá-la na rede pública. O sistema operou dessa forma de setembro de 1997 até o final de 2008, quando os quatro inversores foram substituídos por apenas um de 2,5kW.
Ao longo do período de 11 anos de operação foram detectadas algumas poucas interrupções de geração, rapidamente solucionadas. O sistema foi mantido configurado como instalado, demonstrando a elevada confiabilidade de um gerador deste tipo em atividade de longo prazo. Com a atualização da tecnologia, hoje um sistema com essa mesma potência pode ocupar apenas 10m².
Depois de duas décadas funcionando, foi necessário desconectar alguns dos módulos. Isto reduziu a capacidade de geração para 1,28 kWp. No entanto, os problemas que causaram a redução do número de módulos estão associados a componentes, e não à tecnologia em si. Com os avanços no setor, esses componentes se apresentam de forma mais robusta nos módulos fotovoltaicos disponíveis hoje no mercado.
No início do ano de 2022, 10 anos após o marco legal que regulamentou o uso de geradores solares fotovoltaicos na rede elétrica pública em nosso país, o Brasil alcançou a marca de 14 mil megawatts instalados, mesma potência da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A longevidade do primeiro gerador fotovoltaico conectado à rede e ainda em operação representa uma consistente contribuição ao conhecimento do desempenho de longo prazo da geração solar, que é limpa e de baixo custo.
O projeto internacional de pesquisa e extensão AtlantECO, vinculado ao Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC organiza, na quarta-feira, 21 de setembro, uma atividade do Ocean Sampling Day (OSD), campanha científica global com o objetivo de analisar a biodiversidade e a função microbiana marinha. Nesse dia, a equipe do Projeto AtlantECO, bem como outros pesquisadores da UFSC vinculados à Chamada Blue Growth, realizam amostragens na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina.
O OSD visa gerar o maior conjunto de dados microbianos padronizados em um único dia em diversas regiões do mundo. Durante todo o dia, pesquisadores estarão recolhendo amostras de águas da zona costeira e esta será a primeira vez em que a atividade ocorre na região do Atlântico Sul. A iniciativa já existe, desde 2014, em todos os oceanos, com exceção da costa brasileira e africana.
O AtlantECO organiza a atividade em 2022 e nos próximos dois anos, em parceria com o European Marine Biological Resource Center (EMBRC). O AtlantECO é um projeto desenvolvido em parceria com 36 instituições de 11 países da Europa, Brasil e África do Sul, que tem por finalidade a pesquisa sobre o microbioma do Atlântico, os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano. (mais…)
Não são raras as vezes em que aquele seu seriado preferido de investigação começa com uma clássica cena: um detetive adentrando em um ambiente apinhado de peritos que fotografam, coletam amostras, fazem demarcações e simulações no local onde ocorreu um crime. A resolução de casos policiais sempre foi um assunto de grande interesse do público. Além de séries, é hoje objeto de livros, podcasts, webséries e tem até canal de TV dedicado exclusivamente ao tema.
Um dos pontos centrais da curiosidade da audiência é o desenrolar do processo de investigação, as técnicas, as ferramentas e os conhecimentos aplicados na tentativa de elucidar uma ocorrência. Para isso, entram em ação as ciências forenses – um conjunto de métodos e conhecimentos científicos necessários para esclarecer questões específicas que auxiliarão e darão suporte à justiça.
Engana-se quem pensa que esse tipo de ciência é utilizado apenas em casos criminais. Conforme explica Beatriz Barros, doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), especialista em odontologia legal e antropologia forense, “as ciências forenses são utilizadas para desvendar não só crimes, como também variados assuntos legais: cíveis, penais, trabalhistas ou administrativos. O objetivo principal é contribuir com as investigações judiciais”.
As ciências forenses agregam especialistas dos mais diferentes campos. Crédito: Henrique Almeida | Agecom
Beatriz, no entanto, salienta que a realidade performada em filmes e séries é uma representação fantasiosa do trabalho do perito e das ciências forenses. “Nos laboratórios das séries de ficção é possível ver tecnologias superavançadas que, no cotidiano, não existem. Há também uma diferença fundamental no tempo real de resposta. Na ficção tudo se resolve em poucos dias, no mesmo capítulo ou episódio. Na vida real, as análises e seus resultados não são tão imediatos”, pondera.
Da esquerda para direita: as professoras Beatriz Barros e Elisa Winkelmann, e as estudantes Aline Assmann e Aline Jaques. Crédito: Henrique Almeida | Agecom
Ainda que a tecnologia disponível ainda não seja exatamente a exibida nas telas, a variedade de profissionais envolvidos em uma investigação é real. O campo forense agrega peritos das mais distintas áreas. É considerado interdisciplinar por envolver física, química, biologia, antropologia, medicina, odontologia, engenharia, contabilidade, linguística, genética, entomologia, tecnologia da informação – enfim, uma lista extensa e não taxativa.
UFSC cria primeiro laboratório no Sul
A UFSC foi pioneira ao criar o primeiro laboratório dedicado às ciências forenses no sul do país em uma instituição de ensino superior. O Laboratório de Antropologia Forense (Lanfor) começou suas atividades em março de 2017, por iniciativa da professora de anatomia Elisa Winkelmann, neurocientista especializada em sistema nervoso central.
Incentivada por um aluno que havia cursado especialização em antropologia na Universidade de Coimbra, em Portugal, Elisa passou a se dedicar à análise de ossos, a participar de congressos na área e a contatar docentes com interesse na prática forense.
No início, as atividades do Lanfor eram desenvolvidas em diversos laboratórios pertencentes ao Departamento de Ciências Morfológicas. Desde março deste ano, entretanto, o grupo passou a ter um espaço próprio, no prédio do Centro de Ciências Biológicas (CCB), instalado no bairro Córrego Grande, em Florianópolis. O Lanfor conta atualmente com 15 integrantes, entre professores e alunos, que se reúnem às segundas-feiras, ao meio-dia. Os encontros alternam-se: em uma semana há a realização de seminário para apresentação de artigos ou trabalhos no auditório do CCB, sempre em sessões abertas ao público; e, na outra, são realizadas atividades práticas de análise e montagem de esqueletos.
Professor e arqueólogo Marcelo Balvoa (à esquerda) em atividade de escavação de sepultamentos no Rio Vermelho, em Florianópolis. Crédito: Lanfor/UFSC
Dois workshops já foram promovidos pelo laboratório da UFSC. O primeiro foi voltado a profissionais do Instituto Geral de Perícia e o segundo a alunos com interesse na área forense – neste último, as vagas esgotaram-se em seis minutos. Em um dos workshops, em 2018, um dos temas tratados foi a estimativa do perfil biológico de um indivíduo. Na ocasião, os participantes vivenciaram uma demonstração prática, capitaneada pelo professor Marcelo Balvoa, em que os alunos conheceram as técnicas de escavação arqueológica.
A professora Elisa destaca que uma das propostas do laboratório é montar uma coleção de esqueletos identificados. “E, para isso, o foco não é saber o nome da pessoa, mas aplicar o conhecimento para outros tipos de identificação, como estatura, idade, sexo e ancestralidade. Por meio do estudo dessas ossadas, podemos averiguar a compatibilidade com as tabelas que já existem na literatura”, ressalta.
A supervisora do Lanfor, contudo, observa que um dos maiores obstáculos na atividade de identificação humana é a falta de parâmetros nacionais e o consequente uso de tabelas estrangeiras (europeias, americanas e australianas, principalmente) para se estimar as características do indivíduo. Outro problema recente enfrentado pela equipe do Laboratório foi o fim do convênio com a Polícia Científica do Estado de Santa Catarina, antigo Instituto Geral de Perícias (IGP). O acordo entre o órgão estadual e a UFSC garantia a doação de cadáveres para o desenvolvimento de pesquisas na Universidade.
Expertise de inúmeras áreas
São diversos os campos do conhecimento que podem ser empregados na resolução de crimes ou outras situações legais. A botânica, por exemplo, já detectou livros literalmente venenosos, encadernados no século XIX com um tecido imbuído em arsênico. Essa ciência contribuiu ainda para resolução do famoso sequestro do bebê de Lindbergh, em 1932, quando a anatomia da escada usada pelo criminoso e abandonada no local facilitou o veredito dos jurados. Um especialista conseguiu provar que a escada havia sido construída com o mesmo material que estava faltando no assoalho do sótão da casa em que morava o acusado, conforme revelou o padrão de crescimento dos anéis da madeira. O julgamento foi o primeiro caso em tribunal em que a botânica forense foi admitida como prova nos Estados Unidos.
Escada utilizada no rapto do bebê de Lindbergh. Crédito: murderpedia.org
Um tipo de análise também bastante comum é a hematologia, que realiza a avaliação de manchas de sangue formadas durante um crime violento. Um perito especializado pode ajudar a entender a posição e a localização da vítima na hora do crime, o ângulo e a força com que ela foi atingida pelo golpe ou objeto que a matou, bem como a arma utilizada de acordo com padrões formados pelas manchas de sangue.
Outra ciência que colabora com o trabalho investigativo é a tricologia, o estudo dos pelos. A importância desse tipo de material no estudo forense reside na sua resistência à decomposição e, logo, na vantagem de ser extremamente durável. Essa característica é atribuída à cutícula, formada por células achatadas ricas em enxofre que dão forma ao cabelo e que o protegem de choques físicos e agentes químicos potentes. Entre as drogas e substâncias que podem ser verificadas pela medicina forense em amostras estão anfetaminas, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos, canabinoides, cocaína, antifúngicos, morfina, níquel, hormônios sexuais e minerais.
Professor Glauco Olinger recebe homenagem das mãos do reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, durante sessão solene nesta terça-feira, 13 de setembro. (Foto: Camila Collato/Agecom/UFSC)
Matéria atualizada no dia 19/09/2022 para inserção de informações sobre homenagem do CCA
O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prestou homenagem ao professor aposentado do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Glauco Olinger, que comemora 100 anos no próximo sábado, dia 17. A sessão solene do Conselho ocorreu na terça-feira, 13 de setembro, no auditório da Reitoria e teve transmissão ao vivo pelo YouTube.
“Foi aqui nesta universidade que alguns anos atrás eu recebi o maior título, o que mais me honrou e mais me honra. Dificilmente haverá um título mais honroso que o título de professor”, disse Glauco, primeiro a discursar durante a sessão solene. (mais…)
Documentário sobre a luta indígena do povo Laklãnõ-Xokleng, Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ fará parte da programação do 26º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM). Com 25 minutos de duração, o filme tem roteiro e direção de Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá, que é mestra pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFSC e primeira indígena a defender um título de pós-graduação na área de Arqueologia no Brasil. A exibição, com entrada gratuita, será no dia 23 de setembro, sexta-feira, às 16h, no Cine Show Beiramar, em Florianópolis.
O curta-metragem tem como produtor local Jucelino Filho, aluno do curso de Jornalismo da UFSC. Na trilha sonora, há uma composição inédita de Fernando Xokleng, também graduando indígena da UFSC em Jornalismo. O filme é parte do Portal de Saberes, projeto de exposição da memória e luta Laklãnõ-Xokleng.
Confira o trailer do filme abaixo:
Sobre o festival e atividades paralelas
O FAM é um festival de cinema com o objetivo de difusão da produção latino-americana. Esta é a primeira edição presencial do evento desde a restrição da pandemia, sendo ao todo 75 filmes de 12 países compondo a grade de exibição. Paralelas ao programa de filmes, neste ano serão ofertadas duas oficinas: Invenção de filmes na escola, com o cineasta, montador e arte-educador Fabrício Borges; e A música e o filme, com o compositor, produtor musical e multi-instrumentista italiano Dario Forzato. A primeira é voltada a professores, e será no sábado, 24 de setembro, às 9h, no Museu de Florianópolis – Sesc, abordando todas as etapas da produção de um curta-metragem de forma coletiva: da criação do roteiro até a exibição e o debate na comunidade escolar.
A oficina ministrada por Dario Forzato será nos dias 26 e 27 de setembro, às 13h30 no CineShow Beiramar Shopping, sobre o processo criativo da trilha sonora. Ele cria músicas para diversas mídias, com clientes como National Geographic e Netflix. As oficinas têm custo para entrada de até R$ 50, com reserva de vagas para ingresso gratuito, sendo 20% das vagas para pessoas de baixa renda, 10% para ações afirmativas e 10% para público geral.
A programação completa do Festival e mais informações sobre as oficinas podem ser acessadas na página do FAM. Para saber mais sobre a produção do documentário Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ, conheça o projeto de exposição da memória xokleng na página Portal de Saberes.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está comemorando os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Dos 67 programas acadêmicos avaliados, 43 mantiveram as notas obtidas há quatro anos, 19 tiveram notas maiores que em 2017 e 3 foram avaliados pela primeira vez. Apenas dois programas tiveram pontuação mais baixa em relação ao último levantamento. A Avaliação Quadrienal da Capes escrutina mais de 7.500 cursos do Sistema Nacional de Pós-graduação e leva em conta critérios quantitativos e qualitativos.
Na nova avaliação, a UFSC passou a ter 26 programas com notas 6 ou 7, considerados de excelência acadêmica – 39% do total. Na avaliação de 2017, o nível de excelência foi obtido por 20 programas (31%). Neste grupo estão os cursos de Educação Física, Engenharia de Alimentos, Engenharia e Gestão do Conhecimento, Engenharia Elétrica e Filosofia, que alcançaram a nota 7 e se juntaram aos programas de Ciência e Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Química.
Também entraram para o grupo de excelência os cursos de Antropologia Social, Bioquímica, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Neurociências e Saúde Coletiva. Eles alcançaram nota 6, que já era ostentada desde 2017 pelos programas de Aquicultura, Ciências dos Alimentos, Direito, Educação Científica e Tecnológica, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia de Automação e Sistemas, Engenharia Mecânica, Estudos da Tradução, Farmacologia, Linguística e Recursos Genéticos Vegetais.
O pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus Jr, destaca o crescimento no número de programas com notas 6 e 7, com total de 11 programas sendo promovidos – destes, cinco obtiveram promoção para nota 7 e seis programas subiram para nota 6.
“Confirma-se, por meio dos resultados da avaliação do quadriênio 2017-2020, a excelência acadêmica da UFSC já captada por outros indicadores, tais como o ranking Times Higher Education, que posicionou a UFSC como a sexta melhor colocada na América Latina. Embora a avaliação seja da pós-graduação, é inegável sua relação íntima com a qualidade da graduação, da pesquisa, da extensão e da administração na Universidade. O resultado reflete o esforço e o talento das pessoas que aqui trabalham e estudam, tanto nas atividades-fim como na gestão universitária. Trata-se, portanto, de uma conquista de toda a comunidade universitária. Manter o avanço contínuo da qualidade será o resultado da dedicação continuada e da criatividade de todos, mesmo diante das adversidades de financiamento que se apresentam à universidade pública brasileira”, afirma Kraus Jr.
A Universidade tem outros 19 programas com nota 5 e 15 programas com nota 4 na avaliação da Capes. Apenas cinco programas têm nota 3, incluindo o de Geologia, que teve em 2021 sua primeira avaliação.
Profissionais
Entre os 11 programas profissionais de pós-graduação avaliados, dois tiveram notas mais altas, quatro mantiveram as notas de 2017, um teve a primeira nota e o restante recebeu uma avaliação mais baixa. Os resultados são preliminares, cabendo pedido de reconsideração das notas à respectiva área de avaliação e, eventualmente, recurso ao Conselho Técnico-Científico (CTC-ES) da Capes.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) estão com inscrições abertas para seu primeiro vestibular unificado. São ofertadas 5.506 vagas, sendo 4.542 para a UFSC e 964 para o IFSC. Os interessados devem ler com atenção o edital e se inscrever pelo site vestibular.coperve.ufsc.br até 13 de outubro. Cada candidato deve escolher apenas uma graduação entre as opções disponibilizadas pelas duas instituições.
A UFSC tem vagas em 100 cursos localizados nos campi de Araranguá, Blumenau Curitibanos, Florianópolis e Joinville. No Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), são 46 graduações nos campi de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São José, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema e Xanxerê.
Pedidos de isenção da taxa de inscrição
A taxa de inscrição é de R$155, mas há possibilidade de pedir isenção, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. Para esse caso, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita e ter cursado o Ensino Médio integralmente em escola da rede pública ou ter recebido bolsa total em escola da rede privada. O prazo para solicitar a isenção vai até 3 de outubro. (mais…)
Henrique da Silva Fontes (dir.) à frente das obras do primeiro edifício da cidade universitária, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Crédito: Acervo da Agecom/UFSC
A Coordenadoria do Arquivo Central divulgou nesta terça-feira, 13 de setembro, a exposição virtual com o tema Fundação Universidade de Santa Catarina, organização que realizou ações preparatórias para a criação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entre os documentos expostos encontram-se esboços do estatuto da Fundação, planos para a cidade universitária com ações para organização hierárquica e do espaço físico da Universidade nas décadas de 1950 e 60, bem como aqueles destinados à instalação da universidade.
A Fundação Universidade de Santa Catarina teve início com a promulgação da Lei n° 1.363, de 29 de outubro de 1955, que autorizou o Poder Executivo a promover a criação da Universidade de Santa Catarina, prevista no artigo 180 da Constituição do Estado e no art. 24 do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias (ADCT).
Para tanto, a Fundação teve dentre seus propósitos encarregar-se da execução do Plano da Cidade Universitária, que foi implantada nas terras doadas pelo Estado, da Fazenda Modelo Assis Brasil, localizada no subdistrito da Trindade, em Florianópolis. O professor Henrique da Silva Fontes foi nomeado pelo governador para os atos preparatórios da criação da UFSC. O Plano da Cidade universitária foi aprovado pelo então Governador em exercício Jorge Lacerda, mesmo com recomendação contrária do plano diretor da cidade de Florianópolis, em 1952. Assim, no ano de 1957 iniciou-se a construção do conjunto universitário na Trindade, a partir da Faculdade de Filosofia, com recursos do governo estadual.
No mesmo ano, a Faculdade de Direito foi federalizada, dando início ao movimento de criação de uma instituição federal de ensino, na conjunção dos ideais de Henrique da Silva Fontes e David Ferreira Lima. Paralelamente, a execução do Plano da Cidade Universitária e despesas de manutenção foram transferidos a Governo do Estado. Posteriormente, por meio da Lei nº 3.849, de 18 de dezembro de 1960, assinada por Juscelino Kubitschek, a Universidade de Santa Catarina foi criada.
A Fundação Universidade de Santa Catarina não chegou a se estabelecer como uma universidade de fato, tratou-se de organização preparatória e destinada a estudos sobre a futura esfera de competência da Universidade, se estadual ou municipal, entre outras questões operacionais e legais para sua implementação. A Fundação foi extinta em dezembro de 1960, consumada a doação das terras situadas no subdistrito da Trindade pelo Governo do Estado.
Obras na cidade universitária nos anos 1950 e 1960. Crédito: Acervo Agecom/UFSC
Obras de construção do primeiro edifício da cidade universitária. Foto: Acervo/Agecom/UFSC
Fazenda Modelo Assis Brasil, localizada no subdistrito da Trindade, em Florianópolis, nos anos 1950. Crédito: Acervo Agecom/UFSC
Oito perguntas e respostas utilizadas no estudo apontam pessimismo geral e saúde mental afetada pelos problemas ambientais. (clique para ampliar)
A saúde mental de estudantes das áreas de Biologia de seis universidades públicas foi tema de um estudo publicado na terça-feira, 6 de setembro, no periódico internacional PLOS Biology. A pesquisa identificou um alto número de estudantes afetados pelo medo do colapso ambiental, conhecido como “eco-ansiedade” ou “luto ecológico”.
Esse sentimento é uma nova e crescente fonte de sofrimento mental, que pode afetar particularmente a próxima geração de biólogos conservacionistas, segundo explicam os pesquisadores, que oferecem, no artigo, estratégias de cuidado e empatia que educadores podem utilizar para ajudar a prevenir o agravamento da saúde mental dos alunos.
A pesquisa coletou informações por meio de um questionário de saúde mental respondido anonimamente por 250 estudantes de graduação em Ciências Biológicas durante o mês de março de 2022. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi uma das participantes, além das universidades federais de São Carlos (UFSCar), Pernambuco (UFPE), Juiz de Fora (UFJF), Piauí (UFPI) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).
A maioria dos entrevistados considerou sua saúde mental recente como ruim, e afirmou que os problemas ambientais a afetam em algum grau. A maioria dos entrevistados disse que estudar e entender os problemas ambientais piorou sua saúde mental. No entanto, apesar do pessimismo geral, muitos entrevistados ainda se sentiam otimistas em trabalhar como biólogos e a maioria estava animada para buscar soluções para os problemas ambientais. Além disso, a maioria dos alunos afirmou que a opinião pessoal de seus professores influencia em algum grau suas perspectivas para o futuro.
A equipe Apex Rocketry, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Campus Trindade, ganhou a medalha de prata em uma competição internacional de lançamento de foguetes experimentais. O segundo lugar foi conquistado na categoria de apogeu de 500m da Latin American Space Challenge (LASC) com o foguete Gravatá. A competição ocorreu em Tatuí – São Paulo, entre os dias 5 e 7 de agosto, nos quais as equipes se reuniram para realizar o lançamento de foguetes de 0.5km a 3km de apogeu, que é a altura máxima que o foguete atinge.
A LASC é a maior competição de foguetemodelismo da América Latina e contou com a inscrição de 68 projetos de 10 países em seu primeiro evento presencial pós-pandemia, sendo 58 deles de países da América Latina e 10 projetos de países de outras regiões.
Equipe Apex Rocketry (Foto: Divulgação)
A Apex Rocketry é uma equipe de competição interdisciplinar, contando com membros de diversos cursos – Engenharia Mecânica, Engenharia de Materiais, Engenharia Química, Engenharia de Controle e de Automação, Física, Ciência da Computação, entre outros. Criada em 2018, tem como foco a construção e o desenvolvimento de foguetes experimentais, sendo o Gravatá o quarto a ser construído e o terceiro a ser lançado. Todo o projeto é construído e testado por alunos da graduação da equipe nos laboratórios da UFSC, com apoio institucional e de patrocinadores.
Dentro da equipe, o objetivo é que os membros se desenvolvam intelectualmente e profissionalmente, tendo em vista que a participação nos projetos possibilita que os estudantes adquiram novos conhecimentos e também que apliquem aqueles obtidos em sala de aula.
Equipes que participaram da competição (Foto: Divulgação)
Para mais informações, acessar as redes sociais da Apex Rocketry:
>Facebook
> Instagram
> Tiktok
Os estudantes que pretendem concorrer a vagas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC 2023 devem ler com atenção o edital do concurso antes de realizar as inscrições a partir da próxima segunda-feira, 12 de setembro. O edital completo está disponível no site www.vestibularunificado2023.ufsc.br . O candidato deve escolher apenas uma graduação entre as opções ofertadas pelas duas instituições.
No total, há 5506 vagas, sendo 4542 para Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e 964 para o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A UFSC oferta vagas em 100 graduações localizadas nos campi de Araranguá, Blumenau Curitibanos, Florianópolis e Joinville. No Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) são 46 graduações nos campi de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, São José, São Miguel do Oeste, Tubarão, Urupema e Xanxerê.
A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) disponibiliza o atendimento telefônico pelo (48) 3721 9951 (9h às 17h) ou envio de e-mail pelo coperve@coperve.ufsc.br para prestar esclarecimentos sobre o concurso. No site www.vestibularunificado2023.ufsc.br o candidato também pode acessar, ao lado direito da página, o “Dúvidas Frequentes”. O Vestibular Unificado UFSC/IFSC 2023 será realizado nos dias 10 e 11 de dezembro das 14h às 19h.
Pedidos de isenção da taxa de inscrição
A taxa de inscrição é de R$155, mas há possibilidade de pedir isenção, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. Para esse caso, o candidato deve ter renda familiar bruta mensal igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) do salário mínimo per capita e ter cursado o Ensino Médio integralmente em escola da rede pública ou ter recebido bolsa total em escola da rede privada. O prazo para solicitar a isenção começará na segunda-feira, 12 de setembro, e terminará em 03 de outubro.
Para realizar o pedido, o candidato deve preencher formulário disponível no site www.vestibularunificado2023.ufsc.br/isencao e anexar a documentação exigida no edital, conforme descrita abaixo:
– histórico escolar referente a todas as séries do Ensino Médio (ou certificado de conclusão contendo a escola em que o candidato cursou cada série/ano do Ensino Médio). Caso esteja cursando a última série, deverá ser anexado, além do histórico das séries anteriores, uma declaração da Instituição de Ensino de que está matriculado na última série.
– Os candidatos que cursaram o Ensino Médio em escola da rede privada, deverão anexar declaração da Instituição de Ensino de que receberam bolsa total em todas as séries do Ensino Médio.
O candidato deve ficar atento em como finalizar o pedido. É necessário clicar no botão “Concluir” para visualizar o Comprovante de Requerimento de Isenção. Não serão aceitos documentos sem identificação do candidato, sem assinatura e carimbo do servidor responsável pela emissão, documentos sem validade legal, ilegíveis ou incompletos.
Resultado dos pedidos de isenção
O resultado dos pedidos de isenção do pagamento da taxa de inscrição será divulgado até 05 de outubro no site www.vestibularunificado2023.ufsc.br. Os candidatos que tiverem a isenção deferida terão a inscrição automaticamente efetivada.
Os candidatos cujo pedido de isenção da taxa não tenha sido aprovado, deverão fazer o pagamento da taxa de inscrição até o dia 13 de outubro de 2022, até às 23h59., conforme edital disponível no site www.vestibularunificado2023.ufsc.br.
O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) esclareceu que o sistema de referenciamento, adotado no atendimento a casos ginecológicos e obstetrícios, tem o objetivo de ordenar a entrada de pacientes, garantindo a assistência segura e integral a todos os casos que forem encaminhados pelo sistema. O referenciamento é uma forma de ordenamento preconizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A maternidade do HU é referência para casos de alta complexidade.
A explicação faz parte de uma série de perguntas e respostas elaboradas pela direção da instituição com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas apresentadas pela população e pela imprensa desde que adotou o referenciamento, no dia 5, após, uma série de discussões com as autoridades de saúde.
Além destes esclarecimentos pontuais, foram elaborados cartazes e realizada uma campanha interna com os funcionários do HU para orientar as pacientes que chegam ao hospital. O referenciamento – que, na prática significa que todos os casos deverão ser encaminhados por outras unidades, via núcleo interno de regulação (NIR) – tem o objetivo de garantir o atendimento qualificado e integral, bem como a segurança das pacientes e enfrentar os problemas de constante superlotação resultante do aumento da demanda. Não haverá alteração no número de casos atendidos dentro do contratualizado.
Começa na próxima terça-feira, dia 13 de setembro, o Festival Internacional de Teatro de Animação (Fita). Realizada de forma presencial e on-line, a 13ª edição segue até 15 de setembro, com espetáculos de companhias do Brasil e da Holanda, oficina e mesas de conversas. Duas estreias estarão no palco do festival: Oroboro, do grupo paulista XPTO, e JOE 5, da holandesa Duda Paiva Company. Todas as ações são gratuitas.
O espetáculo que abre a programação é Às Sombras de Anita, da companhia O Sombrista, de Turvo (SC), no dia 13 de setembro, em dois horários (10h e 15h), no Teatro Carmem Fossari, na UFSC, sempre com bate-papo após as sessões. Inspirada na vida de Anita Garibaldi, a apresentação terá audiodescrição aberta e entrega de texto em braile para a plateia, colocando em evidência e debate a acessibilidade no teatro.
No mesmo dia, o espetáculo JOE 5, que marca a abertura oficial do Festival, estreia no Brasil, às 20h, no canal de YouTube do Fita. A companhia é dirigida pelo brasileiro Duda Paiva, referência em teatro de animação na Europa. No solo criado ainda antes da pandemia, o cenário de um mundo pós-apocalíptico é explorado e a humanidade é questionada. Após o espetáculo, haverá mesa de conversa com o diretor e os professores convidados Beto Costa (ECA/USP) e Dalmir Rogério Pereira (EMAC/UFG), com mediação de Sassá Moretti (UFSC).
No segundo dia, Santa Catarina e Minas Gerais se apresentam no Festival. O espetáculo Felpo Filva, do grupo Cirquinho do Revirado, de Criciúma (SC), está marcado para o dia 14, às 10h e 15h, no Teatro Carmem Fossari, com bate-papo após as sessões. No mesmo dia, no canal de YouTube do Fita, às 15h, vai ter sessão do espetáculo O Som das Cores, da Catibrum Teatro de Bonecos, de Belo Horizonte (MG), seguida da mesa de conversa Acessibilidade no teatro de animação, com Adriana Focas (Catibrum Teatro de Bonecos) e Natália Rigo (Udesc).
Outra atividade formativa do segundo dia é a mesa de conversas Diálogos sobre o teatro de sombras: ‘Uakitu – O amigo do vento’ – Entreaberta Cia. Teatral, com Fabiana Lazzari (UnB) e Maysa Carvalho, com mediação de Sassá Moretti (UFSC).
Enceramento com estreia de espetáculo brasileiro em SC
Oroboro, que estreia em SC no Festival, encerra o 13º Fita na próxima quinta-feira, dia 15. Serão duas sessões, às 15h e às 20h. Neste espetáculo, um náufrago à deriva é hostilizado por urubus e resolve atirar-se ao mar, mergulhando nas águas profundas do oceano. Em uma ilha próxima, uma misteriosa serpente deixa um estranho ovo que provoca a curiosidade e a ambição dos seres que habitam o lugar. Nesta montagem, repleta de humor, mistérios e trapaças, o mito de Oroboro – a serpente que devora a própria cauda – representa alegoricamente o caráter cíclico da existência.
O espetáculo da companhia paulistana também será apresentado on-line, no canal do Fita no YouTube, às 10h. E, no mesmo dia, às 12h30, tem a intervenção O Abismo, com (A)Gentes do Riso, de Florianópolis (SC), na Praça da Cidadania do campus Trindade.
O Fita também estará em creche, asilo e escola municipal de Florianópolis por meio do Fita Visita. Na Escola Básica Municipal Virgílio dos Reis Várzea, duas oficinas de confecção de bonecos de sucata serão ministradas pelo bonequeiro Bento Manoel Ribeiro Tacques Neto. (mais…)
As inscrições para propostas de ações no âmbito da 19ª SEPEX, a Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC, estão abertas a partir de quinta-feira, 8 de setembro, e seguem até o dia 25. O evento chega a 19ª edição após dois anos sendo realizado à distância em decorrência da pandemia da Covid-19, com programação em toda a UFSC, nas modalidades presencial e virtual. Tradicionalmente, a SEPEX segue a temática da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – dessa vez com a proposta de discutir o Bicentenário da Independência: 200 de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. As atividades ocorrem de 7 a 11 de novembro.
As propostas para a semana, conforme o edital, podem ser submetidas nas modalidades feira de ciências, com estandes; rota temática, com a abertura de espaços à visitação; e minicursos. As inscrições de estandes e minicursos podem ser realizadas através do sistema sgsepex.ufsc.br. Já as inscrições para rotas temáticas podem ser feitas por meio de formulário. As propostas selecionadas serão divulgadas entre 26 e 30 de setembro. Mais informações no site https://sepex.ufsc.br/.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu 52 vagas em concurso para o cargo de professor da carreira do Magistério Superior para os campi de Araranguá, de Blumenau, de Curitibanos, de Joinville e de Florianópolis. As inscrições começam no dia 5 de outubro e podem ser realizadas até 3 de novembro. Todas as informações do Edital nº 095/2022/DDP serão publicadas na página do concurso.
As vagas estão distribuídas em vários departamentos, com regimes de trabalho de 20 horas e de dedicação exclusiva. Todos os campos de conhecimento, independentemente de reserva de vagas, poderão ter inscrições de candidatos com deficiência, de candidatos negros ou ampla concorrência. A agenda do concurso está disponível aqui.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) agora possui Políticas de Ações Afirmativas em todos os níveis de ensino. O Conselho Universitário (CUn), em sessão realizada na terça-feira, 30 de agosto, aprovou a PAA do Colégio de Aplicação e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). A minuta de resolução normativa aprovada prevê reservar 20% das vagas de ampla concorrência oferecidas na Educação Básica da UFSC para negros, indígenas e quilombolas, independentemente do percurso escolar ou da renda. Além das cotas, a Política de Ações Afirmativas prevê também a adoção de medidas visando a permanência estudantil. A reserva de vagas para crianças com deficiência, que já era garantida nos editais de ingresso do CA e do NDI, permanece inalterada.
A reserva de vagas deverá constar dos editais de sorteio de vagas das duas escolas. No Colégio de Aplicação, a maior parte do ingresso ocorre no primeiro ano do ensino fundamental e no Núcleo de Desenvolvimento Infantil o ingresso se dá principalmente no primeiro ano da educação infantil.
A proposta já vinha sendo construída há cerca de dois anos, quando foi criada uma comissão para elaborar a PAA da educação básica. A sugestão resultante desse trabalho tramitou e foi aprovada com amplo apoio nos colegiados do NDI, do Colégio de Aplicação, no Conselho do Centro de Ciências da Educação (CED) e na Câmara de Graduação. (mais…)
Planta eólica do campus Araranguá. (Imagem: Energy Plus/ Alef Cerutti)
Nesta quarta-feira, 31 de agosto, às 18h30, o Grupo de Pesquisa Aplicada na Área das Energias Renováveis (Plus Energy), do Departamento de Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), irá inaugurar o seu próprio aerogerador no Campus de Araranguá. O projeto consiste em extrair do vento a energia cinética e convertê-la em energia elétrica, com o objetivo de alimentar a sala do centro acadêmico dos cursos do campus e, futuramente, o laboratório do Plus Energy.
A torre eólica, instalada em 20 de junho, foi totalmente projetada, construída e montada por uma equipe de dez estudantes. “O projeto surgiu em uma conversa no restaurante universitário, entre um amigo e eu, e pensamos em fazer algo que se relacionasse ao curso e aplicasse várias disciplinas”, conta Sulivan Graebin, aluno do curso de Engenharia de Energia. Durante o processo, foi preciso avaliar a viabilidade da construção da torre em Araranguá por estudos de qualidade do vento e potencial eólico, e ir atrás de patrocínio para construção dos sistemas elétricos e das pás.
O trabalho teve seu maior desenvolvimento após a restrição da pandemia de Covid-19, entre 2021 e 2022, mas a ideia foi concebida pelos próprios estudantes em 2019. A planta eólica que está sendo inaugurada nesta semana é o segundo modelo, construído com base nas análises feitas de dados da primeira versão do projeto. Alef Cerutti, aluno de Engenharia de Energia, comenta que “a parte mais difícil, falando de modo geral, é a questão financeira. Muita dificuldade de ter recurso e conseguir verba para comprar o necessário para montar o sistema”.
O gerador, autônomo, possui capacidade para gerar 5kW. A sua estrutura tem, da base até a ponta das pás, 13,5 metros – cada pá é constituída de alumínio e tem 3 metros de comprimento. Atualmente, o projeto está em etapas de estruturação do sistema de armazenamento da energia e sua distribuição, já que o grupo de pesquisa trabalha em projetos ligados à energia eólica e solar para abastecer parte da demanda do campus.
Confira a galeria de imagens do processo de construção e instalação da planta eólica:
Fotos: Instagram/ Energy Plus.
Carolina Monteiro e Matheus Alves/ Estagiários Agecom/ UFSC Supervisão: Camila Raposo/ Jornalista da Agecom/ UFSC
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A exposição Colheita Coleção, de Tissier, estará aberta ao público na Biblioteca Central (BU) do campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall Principal. A[...]
A exposição Intimidade Urbana: “Cidades Invisíveis”, Conexões e Desafios na Vida Contemporânea, de Hélio Bastida Lopes, estará aberta ao público entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall do Auditório da Biblioteca Universitária Central (BU)[...]
A 33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC inicia nesta terça-feira, 6 de outubro, no hall da Reitoria I da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A mostra estará aberta para visitação gratuita[...]
A exposição Colheita Coleção, de Tissier, estará aberta ao público na Biblioteca Central (BU) do campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall Principal. A[...]
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A 33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC inicia nesta terça-feira, 6 de outubro, no hall da Reitoria I da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A mostra estará aberta para visitação gratuita[...]
A Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, de 2 a 30 de outubro, a exposição coletiva Tardes de quinta, no Espaço Lounge. Com curadoria de Patrícia Di Loreto, a mostra reúne[...]
De 1º a 30 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, no Salão Circulação, a exposição Viagem Transcendental ao Útero Dourado, da artista visual Thais Carvalho Hülse. A mostra[...]
A exposição Colheita Coleção, de Tissier, estará aberta ao público na Biblioteca Central (BU) do campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall Principal. A[...]
A exposição Intimidade Urbana: “Cidades Invisíveis”, Conexões e Desafios na Vida Contemporânea, de Hélio Bastida Lopes, estará aberta ao público entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall do Auditório da Biblioteca Universitária Central (BU)[...]
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Estão abertas as inscrições para o projeto Laboratório de autorregulação: Técnicas de meditação, mindfulness e respiração para manejo de ansiedade, que busca proporcionar um ambiente seguro e de acolhimento com técnicas de autorregulação. As inscrições[...]
O Instituto de Estudos Africanos e das Diásporas (Kadila) realiza, em outubro, mais uma edição do programa África: Vozes e Pensamento, dedicada ao tema Vozes afrodiaspóricas através dos arquivos. As intervenções da edição 2026 estarão disponíveis[...]
A exposição Colheita Coleção, de Tissier, estará aberta ao público na Biblioteca Central (BU) do campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall Principal. A[...]
A exposição Intimidade Urbana: “Cidades Invisíveis”, Conexões e Desafios na Vida Contemporânea, de Hélio Bastida Lopes, estará aberta ao público entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall do Auditório da Biblioteca Universitária Central (BU)[...]
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De 1º a 30 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, no Salão Circulação, a exposição Viagem Transcendental ao Útero Dourado, da artista visual Thais Carvalho Hülse. A mostra[...]
O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Medievais da Universidade Federal de Santa Catarina (MERIDIANUM/UFSC) promove a 8ª Semana Infernal – Subversão e Transcendência de 21 a 23 de Outubro de 2026. As inscrições são gratuitas e devem ser[...]
O INCT Futebol/CNPq/UFSC promove o webinário Fé e futebol: etnografia dos futebolistas brasileiros que ‘rodam’ no exterior. A discussão será realizada no dia 21 de outubro por Carmen Rial, professora do departamento de Antropologia da UFSC[...]
O LiteraPET organizado pelo Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras (PET Letras) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) terá aulas de interpretação textual, às quartas-feiras, do dia 19 de agosto até 25[...]
A exposição Colheita Coleção, de Tissier, estará aberta ao público na Biblioteca Central (BU) do campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina, entre os dias 1° e 30 de outubro, no Hall Principal. A[...]
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O Ao Contrário – Laboratório Experimental de Estudos da Literatura e Seus Avessos, vinculado ao curso de Letras-Português da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove o Simpósio ao contrário: pré-estórias, nos dias 29 e 30[...]
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