Os trabalhos devem ser submetidos pelo formulário disponível no site do evento até 31 de março. Os resumos devem ter entre 200 e 300 palavras. Cada inscrito poderá submeter até um resumo com, no máximo, seis autores por trabalho. As categorias se dividem nas seguintes áreas: Engenharia Forense e Ambiental, Biologia Forense, Medicina Legal, Informática Forense, Química e Toxicologia Forense e Áreas Afins.
As inscrições devem ser realizadas no site do evento e custam de R$ 80 a R$ 130. O 1º Congresso Catarinense de Ciências Forenses é um evento científico que reúne pesquisadores, profissionais e estudantes para discutir avanços, desafios e inovações nas Ciências Forenses.
Mais informações no Instagram do Congresso ou pelo e-mail forense@contato.ufsc.br
Não são raras as vezes em que aquele seu seriado preferido de investigação começa com uma clássica cena: um detetive adentrando em um ambiente apinhado de peritos que fotografam, coletam amostras, fazem demarcações e simulações no local onde ocorreu um crime. A resolução de casos policiais sempre foi um assunto de grande interesse do público. Além de séries, é hoje objeto de livros, podcasts, webséries e tem até canal de TV dedicado exclusivamente ao tema.
Um dos pontos centrais da curiosidade da audiência é o desenrolar do processo de investigação, as técnicas, as ferramentas e os conhecimentos aplicados na tentativa de elucidar uma ocorrência. Para isso, entram em ação as ciências forenses – um conjunto de métodos e conhecimentos científicos necessários para esclarecer questões específicas que auxiliarão e darão suporte à justiça.
Engana-se quem pensa que esse tipo de ciência é utilizado apenas em casos criminais. Conforme explica Beatriz Barros, doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), especialista em odontologia legal e antropologia forense, “as ciências forenses são utilizadas para desvendar não só crimes, como também variados assuntos legais: cíveis, penais, trabalhistas ou administrativos. O objetivo principal é contribuir com as investigações judiciais”.
As ciências forenses agregam especialistas dos mais diferentes campos. Crédito: Henrique Almeida | Agecom
Beatriz, no entanto, salienta que a realidade performada em filmes e séries é uma representação fantasiosa do trabalho do perito e das ciências forenses. “Nos laboratórios das séries de ficção é possível ver tecnologias superavançadas que, no cotidiano, não existem. Há também uma diferença fundamental no tempo real de resposta. Na ficção tudo se resolve em poucos dias, no mesmo capítulo ou episódio. Na vida real, as análises e seus resultados não são tão imediatos”, pondera.
Da esquerda para direita: as professoras Beatriz Barros e Elisa Winkelmann, e as estudantes Aline Assmann e Aline Jaques. Crédito: Henrique Almeida | Agecom
Ainda que a tecnologia disponível ainda não seja exatamente a exibida nas telas, a variedade de profissionais envolvidos em uma investigação é real. O campo forense agrega peritos das mais distintas áreas. É considerado interdisciplinar por envolver física, química, biologia, antropologia, medicina, odontologia, engenharia, contabilidade, linguística, genética, entomologia, tecnologia da informação – enfim, uma lista extensa e não taxativa.
UFSC cria primeiro laboratório no Sul
A UFSC foi pioneira ao criar o primeiro laboratório dedicado às ciências forenses no sul do país em uma instituição de ensino superior. O Laboratório de Antropologia Forense (Lanfor) começou suas atividades em março de 2017, por iniciativa da professora de anatomia Elisa Winkelmann, neurocientista especializada em sistema nervoso central.
Incentivada por um aluno que havia cursado especialização em antropologia na Universidade de Coimbra, em Portugal, Elisa passou a se dedicar à análise de ossos, a participar de congressos na área e a contatar docentes com interesse na prática forense.
No início, as atividades do Lanfor eram desenvolvidas em diversos laboratórios pertencentes ao Departamento de Ciências Morfológicas. Desde março deste ano, entretanto, o grupo passou a ter um espaço próprio, no prédio do Centro de Ciências Biológicas (CCB), instalado no bairro Córrego Grande, em Florianópolis. O Lanfor conta atualmente com 15 integrantes, entre professores e alunos, que se reúnem às segundas-feiras, ao meio-dia. Os encontros alternam-se: em uma semana há a realização de seminário para apresentação de artigos ou trabalhos no auditório do CCB, sempre em sessões abertas ao público; e, na outra, são realizadas atividades práticas de análise e montagem de esqueletos.
Professor e arqueólogo Marcelo Balvoa (à esquerda) em atividade de escavação de sepultamentos no Rio Vermelho, em Florianópolis. Crédito: Lanfor/UFSC
Dois workshops já foram promovidos pelo laboratório da UFSC. O primeiro foi voltado a profissionais do Instituto Geral de Perícia e o segundo a alunos com interesse na área forense – neste último, as vagas esgotaram-se em seis minutos. Em um dos workshops, em 2018, um dos temas tratados foi a estimativa do perfil biológico de um indivíduo. Na ocasião, os participantes vivenciaram uma demonstração prática, capitaneada pelo professor Marcelo Balvoa, em que os alunos conheceram as técnicas de escavação arqueológica.
A professora Elisa destaca que uma das propostas do laboratório é montar uma coleção de esqueletos identificados. “E, para isso, o foco não é saber o nome da pessoa, mas aplicar o conhecimento para outros tipos de identificação, como estatura, idade, sexo e ancestralidade. Por meio do estudo dessas ossadas, podemos averiguar a compatibilidade com as tabelas que já existem na literatura”, ressalta.
A supervisora do Lanfor, contudo, observa que um dos maiores obstáculos na atividade de identificação humana é a falta de parâmetros nacionais e o consequente uso de tabelas estrangeiras (europeias, americanas e australianas, principalmente) para se estimar as características do indivíduo. Outro problema recente enfrentado pela equipe do Laboratório foi o fim do convênio com a Polícia Científica do Estado de Santa Catarina, antigo Instituto Geral de Perícias (IGP). O acordo entre o órgão estadual e a UFSC garantia a doação de cadáveres para o desenvolvimento de pesquisas na Universidade.
Expertise de inúmeras áreas
São diversos os campos do conhecimento que podem ser empregados na resolução de crimes ou outras situações legais. A botânica, por exemplo, já detectou livros literalmente venenosos, encadernados no século XIX com um tecido imbuído em arsênico. Essa ciência contribuiu ainda para resolução do famoso sequestro do bebê de Lindbergh, em 1932, quando a anatomia da escada usada pelo criminoso e abandonada no local facilitou o veredito dos jurados. Um especialista conseguiu provar que a escada havia sido construída com o mesmo material que estava faltando no assoalho do sótão da casa em que morava o acusado, conforme revelou o padrão de crescimento dos anéis da madeira. O julgamento foi o primeiro caso em tribunal em que a botânica forense foi admitida como prova nos Estados Unidos.
Escada utilizada no rapto do bebê de Lindbergh. Crédito: murderpedia.org
Um tipo de análise também bastante comum é a hematologia, que realiza a avaliação de manchas de sangue formadas durante um crime violento. Um perito especializado pode ajudar a entender a posição e a localização da vítima na hora do crime, o ângulo e a força com que ela foi atingida pelo golpe ou objeto que a matou, bem como a arma utilizada de acordo com padrões formados pelas manchas de sangue.
Outra ciência que colabora com o trabalho investigativo é a tricologia, o estudo dos pelos. A importância desse tipo de material no estudo forense reside na sua resistência à decomposição e, logo, na vantagem de ser extremamente durável. Essa característica é atribuída à cutícula, formada por células achatadas ricas em enxofre que dão forma ao cabelo e que o protegem de choques físicos e agentes químicos potentes. Entre as drogas e substâncias que podem ser verificadas pela medicina forense em amostras estão anfetaminas, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos, canabinoides, cocaína, antifúngicos, morfina, níquel, hormônios sexuais e minerais.
A Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizará treinamento aberto à comunidade sobre a base de dados Web of Science, que acontecerá em dois horários, no dia 7 de maio, às[...]
A WorkWeek é uma feira de carreiras profissional organizada por entidades estudantis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que será realizado em dois dias, de modo presencial, no dia 14 de maio, das 11h[...]
O Grupo de Estudos de Direito, Inovação e Tecnologia (GEDITech), está com inscrições abertas até o dia 1° de abril. Os encontros serão realizados online, sempre às quintas-feiras, das 17h às 18h15 e são voltados[...]
O Campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresenta uma iniciativa voltada à integração entre academia e mercado. No dia 14 de maio, das 18h às 22h, acontece o 4º Meet Up –[...]
O projeto Práxis Antirracista e o Coletivo Veias Abertas promovem nesta quinta-feira, 14 de maio, a partir das 19h, a aula pública A práxis antirracista como exigência ética ao Serviço Social. O evento, aberto a[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
A WorkWeek é uma feira de carreiras profissional organizada por entidades estudantis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que será realizado em dois dias, de modo presencial, no dia 14 de maio, das 11h[...]
O Laboratório de Estudos Rurais (LERU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe o Projeto de Extensão UBUNTU: Africanidades, Identidades, Costumes, Culturas e Práticas Alimentares, uma iniciativa dos estudantes africanos no Centro de Ciências[...]
O Cine Paredão da UFSC exibe nesta sexta-feira, 15 de maio, o filme dinamarquês Den Sidste Viking (O Último Viking), novo longa do diretor e roteirista Anders Thomas Jensen. A sessão acontece às 19h, no[...]
O Núcleo de Finanças Pessoais e Comportamentais (NUFIPEC) da UFSC promove três palestras da Semana Nacional de Educação Financeira 2026, que serão realizadas nos dias 18 e 20 de maio, no Auditório do Centro Socioeconômico, no[...]
Os grupos presenciais de cessação do tabagismo, promovidos pelo Projeto de Extensão do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NET-Tab), vinculado ao curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), terão atividades[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
O Programa de Extensão Laboratório de Inovação e Cocriação Social (Linc Social), realizado em parceria com o Departamento de Inovação (Sinova) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), irá promover a palestra Lutar e (r)esistir:[...]
O Núcleo de Finanças Pessoais e Comportamentais (NUFIPEC) da UFSC promove três palestras da Semana Nacional de Educação Financeira 2026, que serão realizadas nos dias 18 e 20 de maio, no Auditório do Centro Socioeconômico, no[...]
O Laboratório de Climatologia Aplicada (LabClima) do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove a palestra Riscos Climáticos no contexto do Semiárido Brasileiro, no dia 20 de maio, às 14h, no[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
O Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (CFM/UFSC) promove, no dia 22 de maio, o Workshop de Resiliência Hidrometeorológica: El Niño 2026/27, reunindo especialistas e público interessado para discutir estratégias de enfrentamento[...]
Estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em inovação podem se inscrever na Arena Ação Jr, evento que integra a programação do 4º Connect Ação e propõe uma imersão prática no desenvolvimento de soluções para desafios reais[...]
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) promovem, no dia 25 de maio de 2026, o IV Workshop em Pesquisa Multidisciplinar em Precificação do Espectro Eletromagnético. O evento[...]
Os grupos presenciais de cessação do tabagismo, promovidos pelo Projeto de Extensão do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NET-Tab), vinculado ao curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), terão atividades[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
O Projeto de Extensão Ciné-club Lumière, do Laboratório de Estudos de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), irá promover a exibição e debate do filme O Dinheiro (1983), no dia 26 de maio,[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
O espaço Rampa Cultural da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BU/UFSC) recebe, até 29 de maio, a Exposição “Os Objetos têm o Poder de Contar Histórias”, da artista Maria Esmênia. Na linha[...]
A Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina é o setor responsável pela atualização de notícias no site da UFSC. Para solicitar uma divulgação, acesse o site.