Culto na UFSC homenageia a memória de Luiz Carlos Cancellier de Olivo

03/10/2022 18:16

O templo ecumênico do campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi palco nesta segunda-feira, 3 de outubro, de um culto em memória do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, o Cau, cuja morte completou cinco anos no dia 2 de outubro. Estiveram presentes pessoas da família, amigos, colegas, integrantes da atual gestão da UFSC – entre os quais o reitor Irineu Manoel de Souza e a vice-reitora Joana Célia dos Passos – e também integrantes da gestão anterior como o ex-reitor Ubaldo Cesar Balthazar e a ex-vice-reitora Cátia Carvalho Pinto.

Culto foi realizado no templo ecumênico da UFSC 

O culto foi celebrado pelo padre Vilson Groh. O padre iniciou a cerimônia lendo um texto do evangelista Lucas sobre as bem-aventuranças, considerado por ele um dos textos mais expressivos dos Evangelhos e que “nos coloca uma convocação contra o conformismo”.

O irmão de Cau, Júlio Cancellier, representou a família no evento e também dirigiu algumas palavras aos presentes. Ele disse que a família se sentia abraçada pelas palavras do padre Vilson e pelos olhares de todos. Antes da cerimônia, Júlio disse que após cinco anos “a Universidade vive, continua e retoma a cada dia a sua condição de polo gerador de conhecimento, que era o grande objetivo do Cau”. De acordo com ele, desde estudante e depois como professor o reitor defendia com vigor a UFSC. “Cinco anos passados daquela tragédia e até hoje nada se demonstrou concretamente em relação ao Cau. Ao contrário, se demonstrou que ele era um grande líder, uma pessoa do consenso, uma pessoa do bem, e essa memória ficará para sempre”.

O chefe de gabinete de Cancellier e posteriormente do professor Ubaldo, Aureo Mafra de Moraes, lembrou a sessão solene fúnebre realizada no dia 3 de outubro de 2017, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos. Ele diz que a Universidade viveu um momento de comoção mas não conseguiu converter a indignação em resposta efetiva, em reação à operação policial que prendeu o reitor e depois levou-o à morte. De acordo com Aureo, a Universidade viveu nos últimos anos uma série de ataques à ciência, à vida e às suas próprias decisões.

Integrantes da gestão anterior da UFSC participaram da cerimônia

Espírito conciliador

Presidente da Apufsc, Carlos Alberto Marques, o Bebeto, lembrou que Cau era um filiado ativo, que defendia o papel do sindicato. Ele conhecia o reitor desde o movimento estudantil e ambos tinham em comum a militância. “Sabíamos distinguir a divergência da inimizade”, disse Bebeto. O presidente da Apufsc concordou com as palavras de Aureo e disse que devemos olhar à nossa consciência e ver o que faltou fazer naquele momento. “Faltou muitas mãos estendidas a ele”.

O ex-reitor Ubaldo Cesar Balthazar lembrou que Cau morava “a 70 passos da Universidade”, que vivia e tinha um projeto para a Universidade, e que sofreu uma coação irresistível quando foi proibido de pisar na UFSC. De acordo com Ubaldo, a operação Ouvidos Moucos foi uma situação trazida de fora para dentro da Universidade, com base em uma acusação que se revelou infundada. “Cau foi vítima de um sistema ditatorial, que pretende ser forte mas é um simulacro de Estado”, afirmou.

Irineu, Joana e integrantes da atual Administração Central

Alesandro Pickcius, do movimento espírita, disse que para os espíritas a vida continua em outra dimensão. Dirigindo-se à professora Joana, Pickcius lembrou que Cancellier foi um grande defensor das cotas dentro da Universidade. Na sua visão, Cau foi um espírito conciliador. “Cancellier continua vivo e com certeza está recebendo essas homenagens”, disse.

A vice-reitora Joana Célia dos Passos foi chamada a falar pelo padre Vilson e disse que, embora tivesse pouco relacionamento com Cancellier, atuou com ele na construção e consolidação da Secretaria de Ações Afirmativas (Saad), hoje transformada em Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). Ela citou trechos do poema “Os Estatutos do Homem”, do poeta amazonense Thiago de Mello.

O reitor Irineu Manoel de Souza lembrou que “há cinco anos perdemos um reitor, um professor, um estudante das ciências jurídicas”. De acordo com Irineu, o professor Cancellier foi vítima do Estado brasileiro e sua morte foi uma atitude radical em resposta à injustiça. A morte de Cau deixou legados, afirmou o reitor, citando a Lei do Abuso de Autoridade, denominada de Lei Cancellier. “Continuaremos lutando pelos direitos inscritos na nossa Carta Magna”, disse Irineu.

Durante a cerimônia, o secretário de Comunicação da UFSC, Samuel Pantoja Lima, tocou ao violão e cantou as músicas “Na Terra como no Céu”, “Fica mal com Deus” e “Amanhã”. A cerimônia foi encerrada com a oração do Pai Nosso.

Fotos: Robson Ribeiro/Estagiário Secom

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Reitor Ubaldo: ‘A memória do Cau permanece sempre viva em todos nós’

02/10/2018 17:45

Das três músicas que encantaram a abertura do “Ato em Homenagem à Memória do Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo”, uma era a sua preferida – Blackbird, de Paul McCartney e John Lennon. O som do Madrigal e Orquestra de Câmara da UFSC, a paz do Templo Ecumênico e o respeito da comunidade se harmonizaram e tornaram este 2 de outubro uma data um pouco menos dolorosa.

O evento na manhã desta terça-feira foi um “reconhecimento da UFSC ao seu saudoso reitor a fim de que sua memória e seu legado permaneçam eternos, como o foi seu compromisso com a instituição”. Unidos neste propósito, amigos, familiares, alunos, professores e técnicos relembraram a biografia de Cancellier, desde os momentos da infância simples em Tubarão (SC), tão bem relatada pelo seu irmão mais velho, até o auge de sua carreira acadêmica, quando eleito reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, tão bem descrita pelos que o conheciam.
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UFSC perde reitor comprometido com a política pública de comunicação

03/10/2017 09:25

A Agência de Comunicação da UFSC, ao resgatar sua política pública de comunicação, pauta sua atuação profissional em cima de valores como autonomia, comprometimento, cooperação, equidade, ética e transparência e pluralismo. Trata-se de uma receita que voltou a ser implementada a partir de maio de 2016 após quatro anos de estagnação.

Foi justamente com o início da nova gestão, liderada pelo reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo e pela vice-reitora Alacoque Erdmann, eleitos em novembro de 2015, que a Agecom voltou a recuperar esses valores, o status de direção administrativa que lhe havia sido retirado e o locus que lhe era devido na divulgação institucional da universidade.

Um valor em especial, o da autonomia, tinha importância estratégica para Cancellier, porque não significava que as pautas jornalísticas tinham que ficar atreladas ao Gabinete do Reitor, mas sim à instituição, à UFSC. Com experiência nas lidas diárias do jornalismo, repórter e editor que foi, levava muito a sério um princípio básico do Jornalismo, o do contraditório: contar os dois lados de uma mesma história.
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Jornal ‘O Globo’ publica artigo do reitor Luiz Carlos Cancellier

28/09/2017 09:42

O jornal “O Globo” publicou nesta quinta-feira, dia 28, artigo assinado pelo reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no qual ele faz uma análise sobre os últimos acontecimentos que envolveram a universidade federal, as investigações que incluem o seu nome e o interesse da instituição em esclarecer todos os fatos.  Assinantes de “O Globo” podem ler o artigo nesse link.

Leia aqui o artigo na íntegra:

Foto: Jair Quint/Agecom

Reitor exilado

Não adotamos qualquer atitude para obstruir apuração da denúncia

A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma “quadrilha”, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.

Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, “na UFSC, tem diversidade!”. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.

Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.

Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.

Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.

De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento.

Luiz Carlos Cancellier de Olivo é reitor da UFSC, afastado por decisão judicial

Tags: ArtigoLuiz Carlos CancellierO GloboUFSC

Vice-reitora assume administração da UFSC e se reúne em coletiva de imprensa nesta segunda

18/09/2017 11:30

Coletiva de imprensa. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

“Faço questão de destacar que o episódio que culminou com a operação da Polícia Federal está concentrado em cursos, dentro de um programa que contempla outros cursos. Nossa convicção é de que todos os detalhes das eventuais irregularidades que vierem a ser confirmadas, terão o desfecho que todos exigimos: a devida apuração e a necessária responsabilização”. O pronunciamento foi feito pela reitora em exercício da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alacoque Lorenzini Erdmann, na coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 18 de setembro, na Sala dos Conselhos.

O encontro com os jornalistas objetivou apresentar algumas questões relativas ao retorno da vice-reitora do compromisso internacional e o início, a partir desta segunda-feira, de seu exercício na Reitoria da UFSC, devido ao impedimento do professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo.
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Contemplados assinam termo de compromisso do edital Procultura

02/06/2017 15:23

A assinatura do termo de compromisso do Programa de Apoio a Ações de Cultura (Procultura), ocorreu nesta quinta-feira, 1º de junho, na sala dos Conselhos. Este edital é gerenciado pela Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC, e tem por objetivo apoiar financeiramente ações culturais propostas por servidores docentes ou técnico-administrativos que tenham relação com ensino, pesquisa e extensão universitária.

O Procultura assegura o financiamento de serviços gráficos (panfletos, banners, cartazes, revistas, convites, impressões), pagamento de som, iluminação, palco, tela de projeção, serviços de transporte, passagens, alimentação e hospedagem.

Além dos contemplados no edital, estiveram presentes Maria de Lourdes Alves Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC; Vladimir Arthur Fey, secretário de Planejamento e Orçamento; e Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC.
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