UFSC na mídia: reportagem especial sobre aborto legal em Santa Catarina

12/07/2016 11:30

Laudelina não quis parir um filho com quem iria compartilhar o próprio pai. Rejeitou uma gravidez resultante de uma série de estupros cometidos dentro de casa que colocaria no colo dela um filho-irmão. A jovem de 24 anos natural do Maranhão reagiu a uma realidade que, infelizmente, é comum no país: ser violentada sexualmente por pessoas próximas. Conforme dados de 2014 do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos da vítima.

– Por ser interior, é costume lá. Eu tenho uma prima que engravidou do pai. Todo mundo olha para a criança e diz: “Ah, é a tua cara!”. Todo mundo se parece lá. [Denunciar] não dá em nada. Teve uma mãe que denunciou, e a família expulsou de casa.

Cansada de ser abusada, fugiu para Santa Catarina na companhia de uma prima. Depois de um ano estudando segurança do trabalho, trabalhando em um restaurante e construindo nova vida em Florianópolis, voltou à cidade natal no Nordeste para visitar a mãe acamada. Foi, então, novamente estuprada pelo pai. Preferiu, mais uma vez, esquecer o sofrimento longe dali e não procurou a ajuda que poderia livrá-la de doenças sexualmente transmissíveis e da gestação. Paralisou de medo e vergonha.

Para desespero de Laudelina*, em novembro do ano passado a menstruação atrasou. Testes de farmácia e sanguíneo comprovaram a gravidez, fruto da relação incestuosa. A mesma certeza tinha em relação à gestação: nenhuma outra opção além de não ter a criança a tranquilizava. Lembrar a concepção daquele ser que crescia em seu ventre era como se fosse violentada mais uma vez.

– Quando a gente toma essa decisão, a gente tem medo de ser criticada pelos outros. Porque eu sou de família católica. É uma coisa que eles não aceitam. Você pode ser mãe solteira, mas abortar, nunca. Preferem te humilhar a vida toda do que te apoiar em uma decisão que vai te fazer feliz.
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Tags: aborto legalDCHUUFSC

UFSC sobe 39 posições em levantamento do ‘Center for World University Rankings’

12/07/2016 10:45

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das 17 brasileiras presentes no ranking 2016 do Center for World University Rankings (CWUR), que classifica as mil melhores instituições de ensino superior do mundo. A UFSC está na 9ª colocação entre as universidades nacionais, na 5ª entre as federais, e na 879ª posição no ranking global – em 2015, a UFSC estava no 918º lugar.

Os critérios adotados pelo CWUR incluem a quantidade e influência de trabalhos divulgados em publicações de renome; o impacto e produtividade desses trabalhos; a influência, quantidade de citações, número de patentes requeridas e a quantidade de ex-alunos empregados em postos-chave de grandes empresas. A nota final para cada instituição vai de zero a cem – o escore da UFSC foi 44,33.

Harvard, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – as três dos Estados Unidos – encabeçam a lista mundial, seguidas pelas inglesas Cambridge e Oxford.

Todas as universidades brasileiras presentes na lista são públicas; dessas, 13 são federais. A primeira colocada entre as nacionais é a Universidade de São Paulo (USP), que ficou em 138º no ranking geral, com o escore de 49,15.

Mais informações: CWUR.

Tags: Center for World University RankingsCWURranking CWURUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Centros de ensino da UFSC discutem a Extensão nesta quarta

12/07/2016 07:47

6c315254A Pró-Reitoria de Extesão (Proex) convida para o evento “Discutindo a Extensão na UFSC”, nesta quarta-feira, 13 de julho, a partir das 8h30, no auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

Programação:

9h Início das apresentações das Ações de Extensão dos Centros de Ensino:
9h Centro de Ciências Agrárias
9h15 Centro Socioeconômico
9h30 Centro de Comunicação e Expressão
9h45 Centro de Ciências Jurídicas
10h Intervalo
10h30 Centro de Ciências Físicas e Matemáticas
10h45 Centro de Ciências Biológicas
11h Centro de Ciências da Educação
11h15 Discussão e perguntas
12h Intervalo para almoço
14:h Centro de Araranguá
14h15 Centro de Blumenau
14h30 Centro de Curitibanos
14h45 Centro de Joinville
15h Intervalo
15h15 Centro de Filosofia e Ciências Humanas
15h45 Centro de Ciências da Saúde
16h Centro de Desportos
16h15 Centro Tecnológico
16h30 Discussão e perguntas

Tags: extensãoPROEXUFSC

Conferência ‘A natalidade como possibilidade de amor mundi’ ocorre nesta quarta

12/07/2016 07:38

Conferência Profa Daiane Eccel_Dois eventos estão programados para a última semana do seminário “Dimensões estéticas da formação humana”. Nesta quarta-feira, 13 de julho, às 16h, ocorre a conferência “A natalidade como possibilidade de amor mundi – humanismo e formação em Hannah Arendt”. A palestra será ministrada pela professora Daiane Eccel, do Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) da UFSC. Na sexta-feira, 15 de julho, às 18h30, haverá apresentação de comunicações de estudantes do grupo de estudos “Estética e Educação”, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). As duas atividades serão realizadas na sala 618 do PPGE, 2º andar do Centro de Ciências da Educação (CED).

Tags: CEDconferênciaEEDEstéticaHannah ArendtPPGEseminárioUFSC

UFSC recebe ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

11/07/2016 17:56
Foto: GR/Divulgação

Foto: divulgação

O reitor Luis Cancellier recebeu, na tarde desta segunda feira, 11 de julho, o ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando de Magalhães Furlan, e o diretor presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e professor da UFSC, Luiz Otávio Pimentel. O reitor solicitou apoio do ministro ao “Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Integradas do Algodão (Ladetec-Algodão)”. O projeto tem como administração objetivo prover a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e inovação na área têxtil e de confecção, especialmente considerando o papel protagonista da UFSC com a criação do campus de Blumenau e do curso de Engenharia Têxtil, colaborando na ampliação do setor, num produto competitivo, de qualidade e sustentável. Ainda, a partir do projeto, poderá ser criado o primeiro mestrado acadêmico em Engenharia Têxtil do Brasil.

Foto: GR/Divulgação

Foto: divulgação

O custo global do projeto poderá ser financiado pelas multas impostas pelo Estado brasileiro aos Estados Unidos da América, fruto de protecionismo aos seus cotonicultores. Todas as solicitações referentes ao financiamento já foram atendidas, e neste momento aguarda-se que o assunto entre na pauta da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O ministro afirmou que apoiará o pleito e deixou gravado no livro de mensagens do gabinete do reitor os dizeres: “Como ex-aluno da faculdade de Direito da UFSC, volto com grande satisfação para esta visita na condição de ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.”

Tags: Comércio Exterior e ServiçosEngenharia TêxtilMinistério da Indústriaministro interinoreitorUFSC

Revista ‘Captura Críptica’ recebe produções científicas e artísticas até sexta-feira

11/07/2016 16:51

Captura-CriticaA revista Captura Críptica, coordenada por alunos e ex-alunos do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UFSC), recebe submissão de artigos, ensaios, textos, manifestos, produções artísticas e literárias até esta sexta-feira, 15 de julho. Captura Críptica é uma publicação com periodicidade semestral, que objetiva incentivar e difundir a produção acadêmica nos campos da dogmática crítica, da propedêutica jurídica e de manifestações artísticas e literárias que dialoguem com o direito ou a política. O periódico apresenta uma seção temática, o Dossiê, que nesta edição abordará as imbricações entre gênero, subjetividades e relações de poder.

O edital para submissão de trabalhos está disponível aqui.

Mais informações no site da revista, pelo e-mail capturacriptica@gmail.com ou telefone (48) 9620-4679.

 

Tags: Captura CríticaCCJeditalPPGDpublicação científicarevistaUFSC

Estudantes do Projeto Rondon partem rumo ao Rio Grande do Norte

08/07/2016 15:45

Os estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que participarão do Projeto Rondon saíram na quinta-feira, dia 7, de Florianópolis rumo ao Rio Grande do Norte, onde farão parte da equipe nacional da operação “Forte dos Reis Magos”, na cidade de Pedro Velho. Oito acadêmicos e dois professores da UFSC participarão da operação, que reúne estudantes de 20 universidades federais do Brasil.

Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

Estudantes que farão parte do Projeto Rondon (Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC)

A ação, que vai de 9 a 24 de julho, atuará em áreas com altos índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços. A UFSC atuará nas áreas de Cultura, Educação, Direitos Humanos & Justiça e Saúde no projeto, que tem como missão também proporcionar troca de experiências para possibilitar aos rondonistas um melhor desenvolvimento de sua cidadania e valorização da diversidade cultural do país.

Rubens Bonomini, que cursa o último semestre de Engenharia de Produção Elétrica, está animado com a participação no projeto. “As expectativas vão muito além do que a gente pode imaginar. Espero conhecer muita gente diferente, de outra realidade, e a alegria de estar num projeto reconhecido nacionalmente é altíssima.”

Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

Rubens Bonomini, do curso de Engenharia de Produção Elétrica, é um dos participantes (Foto: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC)

O processo de seleção ocorre dentro da própria universidade, e uma vez que os estudantes são selecionados, a equipe monta um projeto e concorre com alunos de outras instituições. “A ideia inicial do projeto foi trazer conhecimentos que agreguei na faculdade, e tentar fazer oficinas bastante didáticas, para um público que tem pouco conhecimento sobre os assuntos. Então, colocamos coisas aprofundadas do curso de Produção, a questão das finanças pessoais, e meu projeto pessoal que é focando na reutilização do óleo utilizado nas frituras, para que não seja jogado no encanamento e possa fazer, por exemplo, sabão com ele para um melhor aproveitamento”, continuou o estudante.

“Esse projeto é uma experiência que permite nos envolver com pessoas muito diferentes, então acho que, quando retornar, estarei muito mais aberto e receptivo a outras culturas. Buscando aprender com gente que, apesar de não ter faculdade, por exemplo, tem grandes conhecimentos e podem nos passar tudo o que sabem”, finalizou Rubens.

O Projeto Rondon é coordenado pelo Ministério da Defesa e tem abrangência nacional.

 

Matheus Pereira/Estagiário de Jornalismo Agecom/UFSC

Tags: Projeto RondonUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto 12:30 recebe ritmo nordestino da Banda Mauê dia 13

08/07/2016 14:52
Banda Mauê. Foto: divulgação

Banda Mauê. Foto: divulgação

A banda mineira Mauê apresenta o som do xote, coco, baião e maracatu para o Projeto 12:30 desta quarta-feira, 13 de julho. Com músicas autorais do álbum Elevar, a banda faz um resgate dos ritmos nordestinos por meio de uma linguagem bem contemporânea. O show, gratuito e aberto à comunidade, será realizado às 12h30, no Varandão do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Banda Mauê

Nascidos com a arte, envoltos na energia das montanhas mineiras, surgiu a Banda Mauê. No final de 2011, três irmãos mineiros embarcaram em uma viagem à cidade de Paraty, onde decidiram residir, e foi no balanço do mar que surgiram os primeiros passos de uma junção musical que viraria a Banda Mauê, que desde abril reside em Florianópolis.

Hoje, depois de quase três anos de banda e muitos shows pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Santa Catarina, a banda Mauê vem ganhando espaço no cenário musical brasileiro, participando de grandes festivais como o Encontro de Culturas Tradicionais (GO) 2015 e o Psicodália (SC) 2016, onde se apresentaram personalidades como Elza Soares, Naná Vasconcelos e Nação Zumbi. A banda tem grande atuação em eventos tradicionais de Paraty como Festa do Divino, Festa Juá, Festival da Cachaça, Paraty em Foco, Flip e muitos outros. 
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Tags: banda mineira MauêProjeto 12:30UFSC

UFSC é a terceira melhor federal brasileira em ranking de universidades latino-americanas

08/07/2016 13:30

O Times Higher Education World University Rankings (THE World University Rankings) publicou o resultado do primeiro Latin America University Rankings, que classifica as 50 melhores universidades latino-americanas. A UFSC ocupa a terceira posição entre as universidades federais brasileiras e a 12ª posição no geral.

O ranking-piloto da América Latina é baseado nos mesmos critérios do THE World University Rankings, porém com modificações para valorizar as características das universidades da região. Foram utilizados 13 critérios para avaliar as universidades, com indicadores de desempenho individuais, em todas as suas atividades: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

As categorias têm os seguintes pesos: “Ensino” (36%), considerando-se o ambiente de ensino; “Pesquisa” (34%), levando-se em conta volume, recursos e reputação; “Citações” (20%), o impacto da pesquisa; “Visão Internacional” (7,5%), que inclui o corpo docente, estudantes e pesquisa; e “Recursos Provenientes das Indústrias” (2,5%), transferência de conhecimento.
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Tags: rankingTHETimes Higher EducationUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professores da UFSC em Joinville desenvolvem projeto de inclusão digital

07/07/2016 13:24
Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

O projeto de extensão UFSCπ, desenvolvido e idealizado por professores do Campus Joinville, começou a ser implantado neste ano e está em fase de captação de recursos para ser ampliado. O projeto consiste em disponibilizar uma placa Raspbery Pi 3 (RPi3) a estudantes em situação de vulnerabilidade sócioeconômica, possibilitando que esses alunos tenham à sua disposição um equipamento que realiza o processamento de softwares e dá acesso à Internet.

O RPi3 é um hardware que, ao ser conectado a uma televisão com entradas analógica e digital (HDMI), um teclado e um mouse, transforma-se em um computador com acesso à Internet. O equipamento já vem com o Sistema Operacional Linux instalado, além de outros softwares livres necessários para as atividades diárias dos estudantes.

“É um sistema piloto, neste semestre queremos acompanhar alunos de diversos cursos do Campus Joinville, adquirir mais placas por meio do apoio institucional ao projeto, e ir aperfeiçoando à medida que vamos recebendo feedback dos usuários”, explica o professor Wyllian Bezerra.

Após a aquisição de novas RPi3, a intenção é disponibilizar em bibliotecas e laboratórios para que alunos da UFSC possam emprestar o equipamento. “É um sistema muito versátil, com inúmeras aplicações, várias possibilidades. Por exemplo, para alunos dos cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, é possível conectar equipamentos à placa para realizar testes, fazer experimentos de eletrônica, já que a RPi3 tem 40 pinos que podem ser utilizados para esse fim”, complementa Bezerra. O professor acredita que um desenvolvimento futuro do projeto pode incluir customizações para atender necessidades específicas dos alunos e a disponibilização de kits completos, com a integração de mouse, teclado e display.

O projeto está sendo desenvolvido pelos professores Alexandro Garro Brito, Diego Santos Greff, Jakerson Ricardo Gevinski, Moisés Ferber, Wagner Pachekoski e Wyllian Bezerra. O UFSCπ foi apresentado ao reitor Luis Cancellier e à Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) no último dia 24 de junho.

 

Mais informações:
Site do projeto

Tags: campus joinvilleextensãojoinvilleUFSCUFSCPi

Fiscal da Vigilância Sanitária visita UFSC por causa de possíveis focos de dengue

07/07/2016 09:43

O fiscal da Vigilância Sanitária Jeancarlo Menegon visitou a UFSC pela terceira vez na terça-feira, 5 de julho, e constatou a reincidência de possíveis focos de dengue. Em passagem anterior, Jeancarlo havia identificado, principalmente no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), objetos e situações de risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Dos oito problemas que haviam sido encontrados no CFM, dentre os quais estão caixas d’água mal tampadas, lixo e poças decorrentes de canos, apenas um fora corrigido até essa terça.

Fiscalização combate ao Aedes Aegypt - Foto Henrique Almeida-13

Fiscalização na UFSC para possíveis focos de dengue. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Por volta de setembro do ano passado, a UFSC recebeu da prefeitura a primeira notificação sobre um possível foco de desenvolvimento do mosquito. As análises realizadas posteriormente comprovaram a existência de larvas do Aedes aegypti nesse lugar, que continha veículos velhos dispostos a céu aberto perto da entrada do bairro Córrego Grande. O entulho foi transferido para a Fazenda Experimental da Ressacada, no bairro Tapera, vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA). Segundo o chefe de gabinete Aureo Moraes, está sendo providenciado um leilão para se livrar desses automóveis velhos e outros materiais de sucata.

Até agora, os veículos foram o único foco comprovado na Universidade, ou seja, a única situação de risco que, de fato, continha larvas do inseto transmissor da Dengue. Entretanto, o fiscal Jeancarlo alerta que objetos acumulando água, como os encontrados no CFM e em outras partes do campus, são motivo de preocupação, uma vez que já foram registrados 320 focos confirmados na Grande Florianópolis e a prefeitura teme a reprodução do mosquito.
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Tags: Comissão de Prevenção da Dengue e Controle de VetoresdengueUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisador canadense apresenta panorama da disciplina ‘História Ambiental’ ao longo do tempo

06/07/2016 17:58
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Na palestra “Tempo, espaço e natureza: relações entre Geografia, História e História Ambiental”, o professor canadense Graeme Wynn apresentou um panorama da disciplina “História Ambiental” ao longo do tempo. Graeme abordou as raízes do pensamento geográfico, desde o início do século XX, passando por suas diferentes influências e transformações, até chegar na contemporaneidade. Segundo o pesquisador, por muito tempo a geografia teve como objeto o espaço. Diversos pensadores foram fundamentais para trazer novas perspectivas para a disciplina. “Quando a geografia se restringia ao espaço, a natureza era deixada de lado. Por isso foram muito importantes os autores que apresentaram um novo olhar e consideraram também a relação do homem com o meio ambiente”, explica.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Graeme destacou a influência da geógrafa norte-americana Ellen Churchill Semple: “Ela disseminou a ideia de que as pessoas são produtos de seus ambientes. Cada um se desenvolve diferentemente, conforme o local onde vive”. Para a autora, a influência do ambiente se dá desde os aspectos físicos do indivíduo — membros de determinada população indígena teriam ombros largos e pernas finas por viverem em ilhas e remarem diariamente — até na espiritualidade — moradores de regiões montanhosas teriam a tendência de venerar muitos deuses, enquanto habitantes de planícies seriam monoteístas. Para Ellen, portanto, inclusive a religião seria determinada pelo ambiente.

Outros autores, entretanto, desenvolveram diferentes formas de pensar a Geografia. Para Carl O. Sauer, não era a natureza que determinava o indivíduo, mas sim o contrário. “Para ele, eram os humanos que interferiam e influenciavam na constituição do ambiente”, explica Graeme. Os desmatamentos e muitas outras modificações na paisagem são exemplos disso. O professor discorreu também sobre outros pensadores, que tiveram uma visão mais holística da relação do ser humano com o meio ambiente. Nesse contexto, surgiram muitos conflitos entre os campos da História e da Geografia na academia — e também sobre a área de atuação da História Ambiental. “Hoje já não existem tantos desacordos entre geógrafos e historiadores ambientais. A História Ambiental se apresentou como um campo de estudos maravilhoso, aberto e que vem agregando cada vez mais pesquisadores”, finalizou Graeme.

Linha do tempo apresentada pelo professor Graeme Wynn durante a palestra.

Linha do tempo apresentada pelo professor durante a palestra.

A atividade foi promovida pelo Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (Labimha), em parceria com os programas de pós-graduação em História (PPGHistoria) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH). O professor Graeme Wynn esteve na UFSC para reunir-se com o reitor e conhecer a universidade que sediará, em julho de 2019, o 3º Congresso Mundial de História Ambiental. O evento é promovido a cada cinco anos e será a primeira vez que ocorrerá fora da Europa. A primeira edição foi realizada em 2009, em Copenhague, Dinamarca. A segunda, em 2014, foi sediada pela Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal.

A organização do Congresso ocorre por um consórcio de três instituições internacionais: Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (Solcha); American Society for Environmental History (Aseh); European Society for Environmental History (Eseh). Os eventos anteriores reuniram cerca de 800 participantes. A professora Eunice Nodari, integrante do Labimha, ressalta que contribuiu para a escolha da UFSC como sede o fato de haver aqui um grupo de estudos sobre o tema já consolidado e reconhecido internacionalmente.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

Tags: história ambientalLABIMHALaboratório de ImigraçãoMigração e História AmbientalpalestraUFSC

Matrícula presencial para 10ª chamada do Sisu e 11ª do Vestibular 2016 encerra-se nesta quinta

06/07/2016 08:27

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou os editais nº 23, referente à 10ª chamada do SiSU UFSC 2016, e nº 22, relativo à 11ª chamada do Vestibular UFSC 2016.

Os candidatos relacionados e habilitados devem realizar matrícula on-line, de 1º a 4 de julho de 2016; e presencial, de 6 a 7 de julho de 2016, na respectiva coordenadoria de curso, localizada no campus que irão frequentar, das 8h às 12h e das 14h às 18h, munidos da documentação exigida e publicada nas portarias nº 01/2016/Prograd (Sisu) e 386/2015/Prograd (Vestibular).

Confira a 10ª lista do Sisu UFSC 2016.

Confira a 11ª lista do Vestibular UFSC 2016.

Mais informações no site do DAE – em 2016/2, Chamada de Calouros – ou pelos telefones (48) 3721-6437, 3721-7406 ou 3721-7408, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Tags: DAEDepartamento de Administração EscolarSisuUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

Inscrições abertas para Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias

04/07/2016 12:44

GRUPECI 2.1 (1) (1)O Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias (Grupeci), está com as inscrições abertas para participantes com submissão de trabalho para comunicação oral até 31 de julho. O evento congrega pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais envolvidos na investigação sobre crianças e suas infâncias. A quinta edição do seminário será realizada de 6 a 9 de dezembro, na UFSC, com o tema Ética e diversidade na pesquisa com crianças.

O Seminário é organizado por meio de discussões e apresentações articuladas de trabalhos orientados por uma temática central e que expressam a produção de diversos grupos de pesquisa existentes no país, suas ações investigativas e/ou inserção político-social. Ao longo de suas quatro edições, o seminário constituiu-se em um importante lócus de debate coletivo, inter e multidisciplinar, visando fomentar a constituição e o fortalecimento institucional de grupos de pesquisa nas diversas regiões brasileiras, podendo também favorecer intercâmbios com outros grupos e pesquisadores internacionais.
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Tags: GRUPECIinfânciaSeminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e InfânciasUFSC

‘As baleias-francas do sul são a esperança de salvação da espécie’

01/07/2016 18:47
Foto: Rafael Speck/Divulgação

Foto: Rafael Speck/Divulgação

Garantir a sobrevivência e dignidade da baleia-franca austral foi o tema em pauta no I Ciclo de Debates sobre a Área de Proteção Ambiental da Baleia-Franca (APA-BF), que ocorreu terça-feira, 28 de junho, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). No evento, a Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) lançou a campanha “Berçário Livre!”, com o objetivo de divulgar informações sobre a vulnerabilidade desses animais e a situação de risco em que se encontram. O debate teve a participação de Paula Brügger, professora do departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) da UFSC; Luiz Augusto Farnettani, biólogo; e Renata Fortes, advogada do Instituto Sea Shepherd.

Luiz Augusto, que trabalhou por 15 anos no Projeto Baleia Jubarte, na Bahia, está em Santa Catarina há 10 anos fomentando a observação por terra das baleias. O biólogo ressaltou as características específicas desses cetáceos, que justificam um cuidado especial: “A baleia-franca é a única que usa enseadas fechadas para a reprodução. São espaços restritos e rasos, onde elas se sentem protegidas. Nesses lugares reservados, orcas e tubarões não conseguem atacar os filhotes. A pouca profundidade garante proteção e, em princípio, deveria garantir também tranquilidade.” Segundo Luiz, essa proximidade com a costa é possível por sua flutuabilidade diferenciada. “Elas possuem uma camada de gordura, que funciona como colete salva-vidas, por isso conseguem chegar muito perto da terra e não atolar”.

As baleias viajam cerca de 9.000 km, desde o extremo sul do continente, para ter seus filhotes em Santa Catarina. O biólogo explicou que as enseadas em formato de ferradura, como as que existem aqui, são ideais para protegê-las. Mas, ao mesmo tempo em que oferecem proteção, esses locais também facilitam as interferências dos seres humanos e elas se tornam muito mais susceptíveis aos efeitos da urbanização: contaminação do mar, redes de pesca, possibilidade de colisão com embarcações, poluição sonora etc. Esses mesmos fatores, inclusive, comprometeram a sobrevivência das baleias-franca do hemisfério norte. Atualmente, restam apenas cerca de 300 indivíduos naquela região. Segundo Luiz, elas não podem mais se salvar. “As baleias do norte são vítimas de atropelamento, da pesca industrial, da poluição. Recai sobre as baleias-francas do sul a esperança de salvação da espécie.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Uma das principais lutas do movimento “Berçário Livre!” é a proibição do Turismo de Observação de Baleias Embarcado (Tobe). A professora Paula, autora do parecer que consta na ação civil pública que solicita a proibição do Tobe, explica que esse tipo de turismo perturba e altera o comportamento dos animais. Portanto, ela argumenta, “não se constitui em atividade educativa ou tampouco de coleta de dados científicos”. Na página da campanha consta que “o ruído do motor dos barcos se propaga quatro vezes mais na água do que no ar. As ondas sonoras reverberam nos costões e faixa de areia, criando interferência na comunicação entre mãe e filhote, provocando alterações na respiração, frequência cardíaca, e abandono de área de repouso”. Dessa forma, a atividade molesta os animais e impede que tenham paz e tranquilidade em um momento muito sensível de suas vidas: a reprodução e criação dos filhotes.

“O calcanhar de aquiles das baleias é o som”, afirma Luiz. “Elas não enxergam pelos olhos, mas sim pelo som. As baleias têm o sonar mais aprimorado que existe na natureza. Quando existe interferência sonora, ficam perdidas.” O biólogo acrescenta que as baleias-francas são também conhecidas como “mãezonas”: “A relação mãe-filhote é única. A mãe nunca sai de perto do filhote. Há mães que perdem os filhotes e morrem de tristeza, de depressão. A baleia-franca conversa com seu filhote, ensina ele a ‘falar’. O que elas emitem não é apenas um gemido, é linguagem. Mas numa frequência sonora e de velocidade que nossos ouvidos não conseguem captar. Por isso o som é tão importante para as baleias.”

Além da poluição sonora, a presença das embarcações no berçário também pode provocar colisões. O turismo embarcado, portanto, representa um risco não apenas  para as baleias, mas também para os turistas. “O barco fica em zona de rebentação, onde não deveria desligar o motor. Quando desliga, a segurança dos turistas não está garantida”, argumenta Renata Fortes. Como alternativa ao Tobe, a Acapra  propõe a observação por terra das baleias. Em seu site, há a justificativa: “Alguns berçários possuem enseadas muito pequenas, como é o caso do nosso litoral (em média 1,5 km de extensão), facilitando, ainda mais, a observação das baleias e seus filhotes sem interferir no comportamento natural dos animais, ou seja, sem molestá-las, e sem os turistas se arriscarem nos barcos utilizados para avistamento das baleias no mar.”

Renata argumenta que apenas a fiscalização das embarcações não seria uma solução: “O problema é a viabilidade desse tipo de turismo, que é de altíssimo risco. A baleia é um animal muito grande e no barco as pessoas ficam numa situação muito vulnerável.” Segundo Luiz, o berçário de Santa Catarina tem a vantagem de ser rodeado de mirantes. “A observação por terra é uma solução ambiental e social. É possível ver tudo da terra, não é necessário estar na água molestando as baleias. Quando estão tranquilas, as baleias se comportam naturalmente. A APA-BF é um berçário e elas precisam de meses de paz”, afirma.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

APA-BF

As baleias-francas foram os primeiros dos grandes cetáceos a serem caçados na história. “São 400 anos de caça”, afirma Luiz. “Em 1982, proibiram a caça no Brasil pois já quase não havia mais  baleias. Hoje não se chega a 4% do número original delas.” Como esses animais são extremamente dóceis, sempre foram presas fáceis. Eram também conhecidas como “the right whales”, “as  baleias certas” para serem caçadas. Além da caça, a urbanização trouxe outras consequências devastadoras. Com a mudança do entorno, muitas baleias abandonam o local de reprodução. “Por isso hoje é raríssimo ver baleias na região sudeste”, diz o biólogo.

A APA-BF foi criada em setembro de 2000 com a finalidade de “proteger, em águas brasileiras, a baleia-franca austral”, conforme informa, em seu site, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável por administrar a área. Esse é o único berçário da espécie no Brasil. Com cerca de 130 km de extensão, a APA atinge nove municípios catarinenses: sul da ilha de Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Tubarão, Jaguaruna e Içara. As baleias passam por essa região entre junho e novembro.

O Ciclo de Debates sobre a APA-BF é uma atividade promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa coordenado pelas professoras Paula Brügger e Letícia Albuquerque. A atividade foi idealizada com o objetivo de difundir informações, criar uma mobilização e sensibilização em relação à vulnerabilidade das baleias-francas. “É necessário um outro olhar sobre essa questão. Queremos que saia uma decisão positiva no sentido de proibir o turismo embarcado”, afirma Letícia. Estiveram presentes no debate representantes da ONG Ama Garopaba e do Instituto Sea Shepherd.

Mais informações nos sites da Acapra e do OJE.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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Cinedebate provoca reflexão sobre extinção em massa de espécies

29/06/2016 19:48
Foto: David Doubilet/Divulgação

Foto: Divulgação

O VII Cinedebate Jaguatirica exibiu na terça-feira, 28 de junho, o documentário Corrida contra a extinção (Racing Extinction, EUA, 2015). A projeção foi seguida de debate, com a participação da professora do curso de Filosofia, Maria Alice da Silva, e do mestrando em Direito, Rafael Speck. O filme é dirigido pelo cineasta norte-americano Louie Psihoyos, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 pelo filme A Enseada (The Cove, EUA, 2009). Sua obra mais recente denuncia mercados clandestinos de animais ameaçados de extinção e expõe o ritmo acelerado do desaparecimento de milhares de espécies. O filme argumenta que o ser humano contribui direta e indiretamente para esse processo de extinção em massa. O Antropoceno, “época dos humanos”, seria o período mais recente e mais devastador da história do planeta — as sucessivas e intensas interferências na natureza terão consequências irreversíveis.

Para além de denunciar, Corrida contra a Extinção também propõe soluções. A divulgação de informações e sensibilização da população seria um caminho para a transformação. O próprio documentário, inclusive, tem o propósito de ser um instrumento de mobilização. Um dos entrevistados argumenta: “O mundo hoje é altamente visual. A imagem é transformadora, atinge milhares de pessoas e provoca a mudança.” Diversos ambientalistas, ativistas e pesquisadores participam do filme. Entre eles, destacam-se a primatóloga inglesa Jane Goodall; a escritora Elizabeth Kolbert, autora de A sexta extinção: uma história não natural; o fotógrafo da National Geographic Joel Sartore, idealizador do projeto Photo Ark, que tem por objetivo documentar o maior número possível de espécies antes de serem extintas.

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Durante o debate, Rafael destacou a importância das saídas alternativas, das “linhas de fuga”, apresentadas no documentário. “Não é apenas um documentário, é um movimento. Existe uma crise de percepção, que é sistêmica. A violência contra os animais é estrutural e envolve todos os indivíduos. É preciso romper com esse olhar dicotômico e disseminar um olhar mais inclusivo. Como a Jane Goodall diz no filme: devemos buscar esperança na desesperança. A sensibilização é um caminho e ações pontuais podem se multiplicar.”

Maria Alice ponderou alguns dos aspectos apresentados no documentário. Para a professora, um animal não deve ser considerado valioso apenas por pertencer a uma espécie ameaçada. “O problema central é o antropocentrismo. E considerar uma espécie mais valiosa do que outra é ainda um olhar antropocêntrico. Todas as espécies são dignas, independentemente  de estarem em extinção ou não. A luta pelos direitos animais não é uma luta pelas espécies, mas sim uma luta por cada indivíduo. Cada um tem um valor intrínseco, insubstituível.” Maria Alice explicou que a ética tem uma função muito importante na sociedade, que é regular nossa convivência, oferecer regras sobre como agir. Entretanto, nossa ética sempre foi em função de uma vida harmoniosa para os humanos. “É necessário incluir os animais em nossa esfera de consideração moral. Não devemos nos preocupar apenas com algumas espécies, mas sim com todos os animais. Não são as espécies que são vulneráveis, mas sim os indivíduos que estão dentro dela.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Os debatedores reforçaram a importância do investimento em uma educação ambiental e moral, além da aproximação do conhecimento produzido na universidade com o poder público — considerando que o poder público nem sempre tem o conhecimento técnico necessário para promover a mudança. Além de estudantes da graduação e pós-graduação, estiveram presentes no Cinedebate representantes da comunidade civil e das ONGs Ama Garopaba e Sea Shepherd. A atividade foi promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa interdisciplinar coordenado pelas professoras Letícia Albuquerque e Paula Brügger. A próxima edição do Cinedebate está prevista para agosto.

Mais informações sobre o Cinedebate Jaguatirica aqui.

Mais informações sobre o OJE no Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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Projeto ‘Mama Flora Gestar’ promove vivência sobre o canto pré-natal na sexta

28/06/2016 10:22

O projeto de extensão “Mama Flora Gestar: grupo de apoio ao parto” promove uma vivência sobre o canto pré-natal nesta sexta-feira, 1º de julho às 15h30, no Distrito Sanitário Leste, rua José Henrique Veras, 203 (Lagoa da Conceição). O projeto, coordenado pela professora Roxana Knobel [Centro de Ciências da Saúde (CCS)/Departamento de Ginecologia e Obstetrícia], promove palestras e vivências direcionadas às gestantes com temas sobre a fisiologia do parto; a preparação da gestante para o parto; a amamentação; o desenvolvimento infantil no primeiro ano de vida; entre outros temas relacionados ao parto humanizado e à maternidade. Cantos de Gaia no Mama Flora

Nesta sexta-feira, o tema do “Mama Flora” será sobre o canto pré-natal. A roda de cantos para gestantes será ministrada pela fonoaudióloga Janaina Martins, professora da área de voz no Curso de Artes Cênicas da UFSC e coordenadora do projeto de extensão “Cantos de Gaia: alquimias sonoras para gestantes”,que realiza aulas de canto pré-natal, com o objetivo de estimular a consciência corporal da mulher, o empoderamento feminino, a comunicação amorosa com o bebê através do canto materno.

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Reitor e assessor institucional da UFSC se reúnem em Brasília com Ministro da Educação

27/06/2016 10:13

O reitor da UFSC, Luis Carlos Cancellier, e o assessor institucional da Reitoria, Gelson Albuquerque, foram recebidos na última quarta feira, 22 de junho, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. O Ministro reiterou o compromisso de dar continuidade às ações institucionais estabelecidas e, em especial, consolidar o que está implantado nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). “Novas propostas a implantar deverão passar por rigoroso critério, contemplando a sustentabilidade dos programas. É preciso estabelecer políticas educacionais perenes que não prejudiquem o que já está implantado”, reforçou o Ministro. Já o secretário de Ensino Superior, Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, que também estava na reunião, destacou que o “MEC liberou 1 bilhão de reais para as Universidades Federais na última semana, em contraposição aos repasses que não ultrapassavam os 500 milhões, o que demonstra que estamos empenhados em investir todos os recursos orçados para o exercício e criando um ambiente acadêmico de segurança institucional”.

Ministro da Educação (Centro), Reitor e assessor institucional da UFSC reúnem-se em Brasília. Foto: divulgação

O Reitor também se reuniu com o chefe de Gabinete do Ministro da Educação, Rafael Callou, e propôs a criação de um grupo de trabalho da Sesu e da UFSC para estabelecer compromissos institucionais a serem executados em consonância com a estrutura orçamentária. “Precisamos criar um ambiente de estabilidade onde os projetos e programas em desenvolvimento não tenham solução de continuidade”, reforçou Cancellier. Por sua vez, Gelson Albuquerque reforçou a necessidade de que esta relação possa ser mediada pelo Fórum Parlamentar Catarinense que representa os anseios da sociedade, e que “pode colaborar neste conjunto de iniciativas coordenadas”.
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Rosinha, um triângulo amoroso na terceira idade, é o grande vencedor do FAM 20 anos

27/06/2016 09:15

Rosinha, curta-metragem do diretor brasiliense Gui Campos que mostra um triângulo amoroso na terceira idade, foi o grande vencedor do FAM 20 anos com seis prêmios: Melhor Filme do Júri Popular na Mostra Mercosul; Melhor Ficção, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (para Maria Alice Vergueiro), Melhor Ator (para a dupla João Antonio e Andrade Júnior).

Filmado no setor tradicional de Planaltina, no Distrito Federal, o filme trata com leveza e uma bos dose de um relacionamento que foge às convenções por parte de quem não tem mais porquê se importar com que os outros pensam. Maria Alice Vergueiro, 81 anos, pedagoga, professora e uma das grandes atrizes do teatro nacional, também ficou conhecida pelo curta Tapa na Pantera, de 2006.
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Manifestantes abraçam HU em defesa do Sistema Único de Saúde

24/06/2016 14:19

Dezenas de pessoas participaram de um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) na manhã desta sexta-feira, 24 de junho, na Universidade Federal de Santa Catarina. A manifestação iniciou no prédio da Reitoria e terminou com uma marcha até o Hospital Universitário, que recebeu um abraço dos participantes do protesto, convocado pelo Conselho Nacional de Saúde.
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Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades planeja Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis

24/06/2016 13:59
Reunião realizada no início de junho entre a Administração Central e a Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no campus UFSC Trindade. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Reunião realizada no início de junho entre Administração Central e Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A recém-criada Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) planeja novas ações de inclusão e de apoio à comunidade universitária, entre elas, a implantação de uma Delegacia da Mulher no campus em Florianópolis. A nova delegacia ainda depende de negociações com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SC) e a Polícia Civil, mas tratativas já foram iniciadas. Outra ação em fase de criação é um serviço de apoio à mulher, com atendimento psicológico, assistente social e aconselhamento legal.

Essas ações são agora planejadas pela coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero, em parceria com outros setores da Universidade ligados a questões de gênero, e fobias relacionadas à mulher e ao público LGBT. A secretária da Saad, Francis Tourinho, acredita que é preciso investir em uma série de atividades, desde conscientização, a pesquisas e criação de serviços de apoio para quem sofre discriminação no campus.

A implantação de uma Delegacia da Mulher no campus deve acontecer de forma simultânea à criação de um serviço de apoio à mulher. Uma reunião de alinhamento já aconteceu, envolvendo o reitor Luis Carlos Cancellier e a Delegada de Polícia Civil, Patrícia Zimmermann D’Ávila, coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. “Estamos estudando, temos uma proposta de fazer uma parceria e trazer essa estrutura para o campus”, complementa Tourinho.

“Temos um crescente número de casos de violência no campus. Poucas mulheres da UFSC denunciam, por isso os números de ocorrências são pequenos, mas estão começando a aumentar. O número real é grande. Para a UFSC ser um ambiente saudável, plural, precisamos trabalhar a educação, tomar providências contra o que esta acontecendo, mas principalmente educar para mudar a cultura. Se estamos numa universidade precisamos trabalhar a educação. Acreditamos que não adianta execrar e não dar o direito de educar a pessoa. Quem faz errado tem que também ser educado”, ressalta.
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Estudante vencedor da medalha de ouro no Jusba exalta UFSC na conquista

17/06/2016 18:00

Jonatan Chaves Rodrigues, acadêmico de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC, conquistou a medalha de ouro para o Brasil na prova de Atletismo dos Juegos Universitarios Sudamericanos (Jusba), disputado durante o mês de maio em Buenos Aires.

Jonatan - aluno que venceu competição de atletismo - Foto Henrique Almeida

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O estudante de 21 anos, nascido em Joinville mas morador de Florianópolis desde criança, teve de conciliar os estudos com a profissão de atleta a partir dos 15 anos: “Tenho conseguido conciliar as duas partes e para mim vem sendo muito bom. O atletismo também me ajuda muito com o curso, sendo na parte disciplinar ou em termos de dedicação”, diz Jonatan, que ficou em 5º lugar na prova dos 100 metros, e venceu a medalha de ouro na prova de 200 metros rasos, que é a sua especialidade.
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Há 4 anos, disciplina do curso de Administração da UFSC engaja estudantes em iniciativas sociais

17/06/2016 17:04

Com um projeto que busca levar à praia crianças de uma ONG no morro do Mocotó, outro que planeja a revitalização de um campo de esportes na Biblioteca Pública Barreiros Filho, no Estreito, e um terceiro que insere o empreendedorismo na vida de jovens da Escola de Educação Básica Getúlio Vargas, no Saco dos Limões – assim segue o semestre dos estudantes da oitava fase de Administração da UFSC, em disciplina ministrada pelo professor Marcos Bosquetti desde 2012.

A disciplina “Administração de Projetos” tem sido gatilho para que os alunos do curso desenvolvam, na prática, habilidades de gestão, finanças, contabilidade e marketing. Mas, para além disso, tem cumprido um papel de motivar esses jovens a pensarem maneiras de “melhorar a vida das pessoas”, como disse o professor Marcos. A ideia, segundo ele, é “devolver para a sociedade” o investimento público nas instituições de ensino superior.

Mar à Vida é o nome de um dos projetos da turma da manhã. Inspirados na proposta do estudante e gerente do projeto Bernardo de Furtado Mendonça, que surfa desde pequeno, os alunos decidiram realizar um trabalho de surf e educação ambiental junto às crianças da Associação de Amigos da Casa da Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó (ACAM). “Estar dentro da água sempre me fez muito bem, e a ideia que eu tinha no começo era compartilhar esse sentimento com todo mundo. Como o surf está envolvido com o meio ambiente e a natureza, a gente quis implementar algo em relação a sustentabilidade”, conta Bernardo.
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Laboratório de Neurometria e Biofeedback da UFSC oferece serviço gratuito para tratamento de estresse

17/06/2016 13:20

Um tratamento para abrandar ou suprimir sintomas de ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Auxílio no tratamento do estresse por meio do biofeedback” desenvolvido pelo Laboratório de Neurometria e Biofeedback (Lanebi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O serviço é ofertado a estudantes, servidores e à comunidade externa.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O emocional do indivíduo acaba se expressando organicamente – na tensão muscular, nas expressões faciais, nos vasos sanguíneos que se contraem ou se dilatam, nos batimentos cardíacos e no sistema nervoso. O que a gente faz é registrar esses parâmetros para modular determinada atividade por meio de um treinamento”, explica o coordenador do Lanebi, professor Odival Cezar Gasparotto.
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Doação de sangue: HU necessita com urgência dos tipos ‘A+’ e ‘O+’

16/06/2016 08:31

O Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário (HU) da UFSC solicita a doação de sangue dos tipos “A+”e “O+”. Para cooperar, potenciais doadores devem estar atentos às seguintes informações:

Local e horário para doação:
Unidade de Coleta de Doadores de Sangue do HU UFSC
Ed. Voluntária Dona Cora – Prédio da Associação Amigos do HU – Trindade – Florianópolis (SC) – próximo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h.

O doador deve:
– trazer documento com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
– estar bem de saúde; ter entre 18 e 65 anos; pesar mais de 50 Kg;
– não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários:
– Febre, gripe ou resfriado;
– Gravidez, puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias;
– Uso de alguns medicamentos;
– Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.

Prazos de impedimentos:
– Extração dentária: 72 horas;
– Ingestão de bebida alcoólica 24h antes da doação;
– Transfusão de sangue: 1 ano;
– Tatuagem e piercing: 1 ano;
– Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina.

Impedimentos definitivos:
– Hepatite após os 10 anos de idade;
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
– Uso de drogas ilícitas injetáveis;
– Malária.

Mais informações pelos telefones 3721-9114 (manhã) e 3721-9859 (tarde).

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