Grupo realiza evento em homenagem ao cientista Fritz Muller

19/10/2020 10:54

O Grupo Desterro Fritz Müller promove no dia 22 de outubro (quinta- feira), às 19h30, pelo seu canal no Youtube o evento “Conversando sobre Fritz Müller”. A live faz parte do ciclo de divulgações do projeto Fritz Müller 200, que promoveu sete webinars sobre a vida, obra e legado científico do cientista alemão naturalizado no Brasil.

“Conversando sobre Fritz Müller” será dividido em três momentos: roda de conversa e entrevistas com palestrantes, abertura da exposição Fritz Müller: legado que ultrapassa fronteiras e apresentação do e-book, resultado de todas as palestras que ocorreram nos webinars.

O Grupo Desterro Fritz Müller/Charles Darwin é uma parceria de instituições como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC), Instituto Histórico de Blumenau, Secretaria de Estado da Educação, Instituto Carl Hoepcke, Conselho Estadual de Cultura, Fundação de Cultura, Consulado da Alemanha, Consulado do Reino Unido em Florianópolis e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

 

Tags: Fritz MüllerhomenagemUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

17ª Sepex: projeto ensina propriedades medicinais de plantas para crianças e adultos

19/10/2018 19:03

No estande 27 do setor Educação da 7ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex/UFSC), o Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGFARMACO) apresentou o “Projeto Fritz Müller – Uma Farmácia na Floresta“. A iniciativa leva o nome do naturalista e botânico alemão que morou parte de sua vida no Brasil, trabalhando em descobertas que contribuíram para a teoria da evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin. Ministrada pelo professor Carlos Rogério Tonussi, a exposição apresenta um trabalho que está sendo realizado desde 2015, que tem como objetivo promover a divulgação científica da botânica para alunos de Ensino Fundamental e Médio, da rede pública.

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Tags: 17ª SepexCarlos Rogério TonussiDepartamento de FarmacologiaFarmácia na florestafarmacobotânicafarmacologiaFritz Müllermedicina naturalmeio ambienteParque Estadual do Rio VermelhoUFSC

Lançamento da 2ª edição do livro ‘Para Darwin’ dia 24, na Reitoria da UFSC

19/10/2017 16:47

No dia 24 de outubro no hall da Reitoria às 20h, será lançada a 2a edição do livro Para Darwin. Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a consolidar no mundo a Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin, foi escrito aqui no Brasil, em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis.

A obra Für Darwin “Para Darwin”, do médico naturalista e professor teuto-brasileiro Friedrich Theodor Müller, ou Fritz Müller, reúne estudos minuciosos sobre crustáceos que comprovaram a teoria darwiniana. Escrito em alemão, o livro impressionou tanto Darwin, que ele mesmo pagou a tradução e a publicação da obra em inglês. A versão inglesa foi traduzida para o português, em 1907.
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Tags: Fritz MüllerPara darwiinUFSC

Sábado marca 190 anos do nascimento de Fritz Müller

30/03/2012 15:00

Site Fritz Müller, o príncipe dos observadores está sendo construído por equipe da UFSC envolvida com a divulgação da obra do naturalista

Nascido em uma pequena aldeia da Alemanha em 1822, aos 22 anos o jovem Johann Friedrich Theodor Müller obteve o título de Doutor em Filosofia pela Universidade de Berlim. Em 1849 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Greifswald, mas não colou grau, por se negar a proferir as palavras cristãs contidas no juramento. Em 1852 emigrou com familiares para a recém-fundada Colônia de Blumenau, no Vale do Itajaí, e em 1856 partiu para Desterro (atual Florianópolis), naturalizando-se brasileiro para assumir cargo público de professor no Liceu Provincial (antigo Colégio Jesuíta, atualmente representado pelo Colégio Catarinense).

É nesse momento que inicia o período mais produtivo da obra científica de Fritz Müller. Em Desterro o naturalista tem seu reconhecimento internacional entre a comunidade científica. Ele mantém correspondência com eminências científicas da época, como Max Schultze, Herman von Ihering, August Weismann, Louis Agassiz, Ernst Haeckel e em especial com Charles Darwin (cuja extensa e contínua correspondência se estende por 17 anos, até a morte de Darwin). A história de Fritz Müller completa neste sábado, dia 31 de março, 190 anos, desde o nascimento na Alemanha.

“Este excepcional observador da natureza, que viveu em Santa Catarina por 45 anos, foi sem dúvida o mais importante naturalista do Brasil do século XIX. Deixou um legado naturalístico imenso que descreve a flora e fauna da região sul do Brasil. Identificou e descreveu com notável perfeição um número imenso de espécies animais (principalmente invertebrados) e de plantas do litoral catarinense e da Mata Atlantica, sempre enriquecendo suas descrições com magníficas ilustrações de incrível detalhamento”, descreve o site Fritz Müller, o príncipe dos observadores, que está sendo construído por um grupo de professores da UFSC envolvido com a divulgação da obra do naturalista.

O site organiza informações sobre a história, a vida, a obra, as principais homenagens póstumas e os escritos de Fritz Müller, cientista mundialmente conhecido pela concepção do fenômeno mimetismo mulleriano, estudado em todo o mundo.

Apoio a Darwin
Fritz Müller foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas em estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs.

Diferentes datas têm sido aproveitadas para rememorar a vida e a trajetória do naturalista. Em 2009, ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do seu revolucionário livro Origem das Espécies, a Universidade Federal de Santa Catarina reconheceu o valor da obra de Fritz Müller. Concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa post-mortem, recebido pelo seu descendente Alberto Lindner, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia.

Também em 2009 a Editora da UFSC lançou uma nova tradução do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller. Elaborada por Luiz Roberto Fontes, médico legista e biólogo, e por Stefano Hagen, médico veterinário, biólogo e professor, a nova tradução se distingue das outras duas que a antecederam por usar como base a primeira edição do livro, em alemão. A publicação foi viabilizada com apoio financeiro da UFSC, Fapesc e Ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com os autores, a tradução a partir da edição original recupera o estilo da escrita de Fritz Müller, além de alguns conceitos próprios do autor, que foram alterados na segunda edição.

“A tradução resgata para a memória da ciência brasileira o naturalista Fritz Müller, bastante esquecido no cenário científico nacional e mundial, mediante a publicação traduzida de seu único e importante livro, acrescida de resenhas de época, bem como de necrológios da época de sua morte”, explica Luiz Roberto Fontes. Segundo ele, a tradução integral do necrológio feito por Haeckel revela facetas do perfil psíquico desse controverso zoólogo alemão, por muitos considerado um falsário da ciência.

“Homenagear Fritz Muller no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajai e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes.

Saiba Mais no site Fritz Müller, o príncipe dos observadores: http://fritzmuller.paginas.ufsc.br/

Mais informações na UFSC: Margherita Anna Barracco / barracco@mbox1.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também: Parceiro de Charles Darwin

Tags: Fritz MüllerUFSC

Próximo sábado marca 190 anos do nascimento de Fritz Müller

26/03/2012 10:59

Site Fritz Müller, o príncipe dos observadores está sendo construído por equipe da UFSC envolvida com a divulgação da obra do naturalista

Nascido em uma pequena aldeia da Alemanha em 1822, aos 22 anos o jovem Johann Friedrich Theodor Müller obteve o título de Doutor em Filosofia pela Universidade de Berlim. Em 1849 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Greifswald, mas não colou grau, por se negar a proferir as palavras cristãs contidas no juramento. Em 1852 emigrou com familiares para a recém-fundada Colônia de Blumenau, no Vale do Itajaí, e em 1856 partiu para Desterro (atual Florianópolis), naturalizando-se brasileiro para assumir cargo público de professor no Liceu Provincial (antigo Colégio Jesuíta, atualmente representado pelo Colégio Catarinense).

É nesse momento que inicia o período mais produtivo da obra científica de Fritz Müller. Em Desterro o naturalista tem seu reconhecimento internacional entre a comunidade científica. Ele mantém correspondência com eminências científicas da época, como Max Schultze, Herman von Ihering, August Weismann, Louis Agassiz, Ernst Haeckel e em especial com Charles Darwin (cuja extensa e contínua correspondência se estende por 17 anos, até a morte de Darwin). A história de Fritz Müller completa no próximo sábado, dia 31 de março, 190 anos, desde o nascimento na Alemanha.

“Este excepcional observador da natureza, que viveu em Santa Catarina por 45 anos, foi sem dúvida o mais importante naturalista do Brasil do século XIX. Deixou um legado naturalístico imenso que descreve a flora e fauna da região sul do Brasil. Identificou e descreveu com notável perfeição um número imenso de espécies animais (principalmente invertebrados) e de plantas do litoral catarinense e da Mata Atlantica, sempre enriquecendo suas descrições com magníficas ilustrações de incrível detalhamento”, descreve o site Fritz Müller, o príncipe dos observadores, que está sendo construído por um grupo de professores da UFSC envolvido com a divulgação da obra do naturalista.

O site organiza informações sobre a história, a vida, a obra, as principais homenagens póstumas e os escritos de Fritz Müller, cientista mundialmente conhecido pela concepção do fenômeno mimetismo mulleriano, estudado em todo o mundo.

Apoio a Darwin
Fritz Müller foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas em estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs.

Diferentes datas têm sido aproveitadas para rememorar a vida e a trajetória do naturalista. Em 2009, ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do seu revolucionário livro Origem das Espécies, a Universidade Federal de Santa Catarina reconheceu o valor da obra de Fritz Müller. Concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa post-mortem, recebido pelo seu descendente Alberto Lindner, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia.

Também em 2009 a Editora da UFSC lançou uma nova tradução do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller. Elaborada por Luiz Roberto Fontes, médico legista e biólogo, e por Stefano Hagen, médico veterinário, biólogo e professor, a nova tradução se distingue das outras duas que a antecederam por usar como base a primeira edição do livro, em alemão. A publicação foi viabilizada com apoio financeiro da UFSC, Fapesc e Ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com os autores, a tradução a partir da edição original recupera o estilo da escrita de Fritz Müller, além de alguns conceitos próprios do autor, que foram alterados na segunda edição.

“A tradução resgata para a memória da ciência brasileira o naturalista Fritz Müller, bastante esquecido no cenário científico nacional e mundial, mediante a publicação traduzida de seu único e importante livro, acrescida de resenhas de época, bem como de necrológios da época de sua morte”, explica Luiz Roberto Fontes. Segundo ele, a tradução integral do necrológio feito por Haeckel revela facetas do perfil psíquico desse controverso zoólogo alemão, por muitos considerado um falsário da ciência.

“Homenagear Fritz Muller no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajai e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes.

Saiba Mais no site Fritz Müller, o príncipe dos observadores: http://fritzmuller.paginas.ufsc.br/

Mais informações na UFSC: Margherita Anna Barracco / barracco@mbox1.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também: Parceiro de Charles Darwin

 

Tags: Fritz MüllerUFSC

Fritz Müller: movimento quer selo dos Correios com biólogo

16/06/2011 08:22

O ano de 2012 marca 190 anos de nascimento do biólogo Fritz Müller. Pessoas de diferentes instituições e professores de diversas universidades, entre elas a UFSC, apoiam um movimento para homenagear Fritz Müller em um selo dos Correios. Diversas indicações foram encaminhadas e agora a Comissão Filatélica Nacional avalia as sugestões.

Fritz Müller, biólogo e médico alemão, chegou em Santa Catarina em 1852, aos 30 anos de idade. Com residência fixa em Blumenau foi durante 11 anos professor em Florianópolis (antiga Desterro), naturalizando-se brasileiro. Viveu no país 45 anos, até seu falecimento em 1897. Seu corpo está sepultado em Blumenau.

Foi o maior naturalista do Brasil no século XIX e um dos mais expressivos do mundo. É mais conhecido por sua correspondência com Charles Darwin durante 17 anos, de quem foi um grande colaborador científico e recebeu a denominação de “Príncipe dos Observadores”.

Entre outras realizações, foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas de estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs. Estas instituições o convidaram a retornar e se tornar professor, honra que ele recusou, pois não desejava abandonar a pátria que adotou por definitiva, o Brasil, e a casa e família em Blumenau.

Em 2009, Fritz Müller recebeu o título de Doutor Honoris Causa (pós-morte) da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele não é importante apenas pelo contato com Charles Darwin e seu valioso livro. Foi pioneiro no estudo profundo de vários grupos de animais invertebrados e de plantas, tornou-se naturalista viajante do Museu Nacional do Rio de Janeiro durante 15 anos (1876 a 1891), colaborou com dezenas de cientistas do Brasil e do mundo em um raro exemplo de rede social de cooperação científica. Foi pioneiro no estudo da Ecologia em sua concepção moderna como ciência e descreveu o primeiro modelo matemático para estudo de dinâmica populacional, descreveu uma forma de mimetismo que hoje leva o seu nome e é tema de estudos em todo o mundo (mimetismo mülleriano), entre outras realizações no campo científico e social.

“Homenageá-lo no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajahy e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes, um dos tradutores do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller e publicado pela Editora da UFSC em 2009. Fontes é um dos entusiastas que encaminharam a sugestão aos Correios.

Segundo ele, para a ciência brasileira, conquistar a homenagem a Fritz Müller por parte dos Correios pode colaborar para a divulgação de uma belíssima história, ainda pouco valorizada e carente de estudos, mas pronta para encantar os cientistas e estudantes de muitas carreiras e interesses acadêmicos ou não.

Mais informações: Luiz Fontes / e-mail: lrfontes@uol.com.br

Na UFSC também com o professor Mário Steindel / e-mail: ccb1mst@ccb.ufsc.br ou telefone (48) 3721-5163.

Fritz Müller: movimento quer selo dos Correios com biólogo

O ano de 2012 marca 190 anos de nascimento do biólogo Fritz Müller. Pessoas de diferentes instituições e professores de diversas universidades, entre elas a UFSC, apoiam um movimento para homenagear Fritz Müller em um selo dos Correios. Diversas indicações foram encaminhadas e agora a Comissão Filatélica Nacional avalia as sugestões.

Fritz Müller, biólogo e médico alemão, chegou em Santa Catarina em 1852, aos 30 anos de idade. Com residência fixa em  Blumenau foi durante 11 anos professor em Florianópolis (antiga Desterro), naturalizando-se brasileiro. Viveu no país 45 anos, até seu falecimento em 1897. Seu corpo está sepultado em Blumenau.

Foi o maior naturalista do Brasil no século XIX e um dos mais expressivos do mundo. É mais conhecido por sua correspondência com Charles Darwin durante 17 anos, de quem foi um grande colaborador científico e recebeu a denominação de “Príncipe dos Observadores”.

Entre outras realizações, foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas de estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs. Estas instituições o convidaram a retornar e se tornar professor, honra que ele recusou, pois não desejava abandonar a pátria que adotou por definitiva, o Brasil, e a casa e família em Blumenau.

Em 2009, Fritz Müller recebeu o título de Doutor Honoris Causa (pós-morte) da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele não é importante apenas pelo contato com Charles Darwin e seu valioso livro. Foi pioneiro no estudo profundo de vários grupos de animais invertebrados e de plantas, tornou-se naturalista viajante do Museu Nacional do Rio de Janeiro durante 15 anos (1876 a 1891), colaborou com dezenas de cientistas do Brasil e do mundo em um raro exemplo de rede social de cooperação científica. Foi pioneiro no estudo da Ecologia em sua concepção moderna como ciência e descreveu o primeiro modelo matemático para estudo de dinâmica populacional, descreveu uma forma de mimetismo que hoje leva o seu nome e é tema de estudos em todo o mundo (mimetismo mülleriano), entre outras realizações no campo científico e social.

“Homenageá-lo no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajahy e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes, um dos tradutores do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller e publicado pela Editora da UFSC em 2009. Fontes é um dos entusiastas que encaminharam a sugestão aos Correios.


Segundo ele, para a ciência brasileira, conquistar a homenagem a Fritz Müller por parte dos Correios pode colaborar para a divulgação de uma belíssima história, ainda pouco valorizada e carente de estudos, mas pronta para encantar os cientistas e estudantes de muitas carreiras e interesses acadêmicos ou não.

Mais informações: Luiz Fontes / e-mail: lrfontes@uol.com.br
Na UFSC também com o professor
Mário Steindel / e-mail: ccb1mst@ccb.ufsc.br

Tags: Fritz Müller

Equipes identificam e monitoram águas-vivas no litoral e orientam sobre acidentes

01/03/2011 07:49
Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Foto: Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Observações do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, indicam que a espécie de água-viva que pode ter causado a maior parte dos acidentes nesse verão é Olindias sambaquiensis, espécie descrita pelo naturalista Fritz Müller em Santa Catarina e previamente conhecida por causar “queimaduras”. A equipe observou e fotografou a espécie em vários pontos do litoral de Florianópolis e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo. Os biólogos e alunos da UFSC também observaram as células urticantes, conhecidas como cnidócitos, no Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC.

Apesar de a equipe também ter avistado outras espécies de águas-vivas a partir de dezembro de 2010, relatos de banhistas e a observação de exemplares grandes (entre 10 e 15 cm de diâmetro) apontam Olindias sambaquiensis como uma das principais espécies responsáveis pelos acidentes nesse verão. Em verões passados, muitos acidentes foram também causados pela espécie Physalia physalis, conhecida como caravela-portuguesa.

Segundo Alberto Lindner, coordenador do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, o desafio agora é monitorar a presença de águas-vivas no Estado também no inverno e compreender melhor a biologia destes animais.Ele salienta que é importante lembrar que as águas-vivas e caravelas não atacam os banhistas, apenas capturam alimento passivamente na água com seus tentáculos urticantes e “queimam” quando são acidentalmente tocadas.

Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e suas larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.

O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

– Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.

– Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente

– Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.

– Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.

– A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.

– Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.

– Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.

Saiba Mais:
48 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de 2010:
Água-Viva: 43
Caravela: 4
Larva de Cnidário: 1

32 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de Janeiro a 16 de Fevereiro de2011.
Água-Viva: 30
Caravela: 2

Mais informações sobre registros de acidentes com águas-vivas e caravelas junto ao Centro de Informações Toxicológicas: (48) 3721-9083 / 0800-643-5252 (Ligação Gratuita 24h) / www.cit.sc.gov.br

Mais informações sobre a identificação da espécie Olindias sambaquiensis no litoral de Florianópolis: Alberto Lindner / (48) 3721-9460 / alindner@ccb.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também:
Portal reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina


Tags: agua-vivaBiodiversidadeFritz Müller