Fase 2: UFSC exigirá comprovante de vacinação de todos os seus trabalhadores a partir de 14 de fevereiro

07/02/2022 11:31

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá exigir de todos os servidores docentes, técnico-administrativos (TAEs) e outros profissionais que exercem suas funções na Universidade a comprovação de esquema vacinal completo a partir do início da Fase 2, em 14 de fevereiro, próxima segunda-feira. A medida foi publicada no Boletim Oficial nesta segunda-feira, 7 de fevereiro.

>> Fase 2 começa em 14 de fevereiro, acesse a Portaria

As regras da Portaria Normativa nº 422/2022/GR são válidas para, além de TAEs e docentes efetivos, professores substitutos, visitantes, colaboradores e voluntários, servidores temporários, empregados públicos anistiados, pesquisadores e/ou bolsistas de pesquisas, trabalhadores terceirizados e estagiários. Será necessário comprovar esquema vacinal completo, o que representa duas doses da vacina contra a Covid-19 e uma dose de reforço; ou uma dose da vacina Janssen, mais o reforço, conforme as orientações da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp). 

Trabalhadores do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) têm regras específicas, uma vez que ingressam na Fase 3, com aulas presenciais para todos os estudantes neste mês de fevereiro. O CA entrará na Fase 3 a partir de 10 de fevereiro, e o NDI em 14 de fevereiro.

>> Confira as regras para trabalhadores do Colégio de Aplicação e NDI

Pessoas sem o ciclo vacinal completo deverão apresentar, com frequência de cinco dias úteis, resultado do exame RT-PCR negativo, ou outro teste aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizado nas últimas 72 horas, conforme orientações
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Colégio de Aplicação e NDI voltam às aulas presenciais com exigência de comprovante de vacinação para trabalhadores

07/02/2022 11:27

O Colégio de Aplicação (CA) volta a ofertar ensino presencial em horário integral para todos os seus alunos a partir do dia 10 de fevereiro, e o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) a partir de 14 de fevereiro. As datas marcam a entrada na Fase 3 para estes setores, com o retorno às atividades presenciais, acompanhadas de uma série de medidas visando preservar a saúde da comunidade, entre as quais está a exigência de comprovante de vacinação para os trabalhadores. 

Todos os servidores docentes e técnicos administrativos em educação, estagiários, colaboradores terceirizados e qualquer trabalhador que realize atividades no NDI e no CA deverão apresentar comprovação de que realizaram o ciclo vacinal completo de imunização contra a Covid-19 até a data de início das atividades presenciais. A determinação está expressa na Portaria Normativa nº 423/2022/GR.

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Quem não puder ser vacinado contra a Covid-19 por contraindicação médica deverá encaminhar à Comissão Médica um atestado justificando a condição, conforme as orientações contidas no site Prodegesp Coronavírus. Os servidores que recusarem a vacinação contra a Covid-19 não poderão frequentar o ambiente escolar e estarão sujeitos “às medidas administrativas cabíveis” definidas na Portaria Normativa nº 424/2022/GR

A forma e os procedimentos para a comprovação de vacinação por parte dos servidores da UFSC estão contidos na Portaria Normativa nº 422/2022/GR. Os procedimentos de envio digital dos documentos estão disponíveis na página Setic.ufsc.br/vacina.
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Pesquisa da UFSC indica que resíduos da reciclagem podem ser utilizados na geração de energia para a indústria

07/02/2022 11:17

Pesquisadora fez um estudo de viabilidade a partir do que os recicladores descartavam no processo (Fotos: acervo pessoal)

Minimizar um problema ambiental, gerar energia limpa e contribuir economicamente com cooperativas de trabalhadores que reciclam resíduos – o ciclo virtuoso da utilização de rejeitos da coleta seletiva para produzir energia foi o foco da pesquisa de mestrado de Eduarda Piaia, defendida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela avaliou a viabilidade da produção dos chamados Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR) a partir de um estudo realizado junto a Associações de Catadores de Materiais Recicláveis. O trabalho foi orientado pelo professor Armando Borges de Castilhos Júnior e pode contribuir com as metas da indústria cimenteira para a redução da poluição atmosférica por CO2.

Como resultado, Eduarda identificou que o processo é promissor, mas que, para compensar o custo da instalação de uma planta que transforme lixo em energia, é necessário um grande volume de rejeitos – o que implicaria em estratégias que envolvessem mais de uma cidade na produção. Na prática, essa planta utilizaria os rejeitos coletados no processo de reciclagem, hoje encaminhados para aterros sanitários, para gerar combustível para as indústrias de cimento.

A pesquisadora tem estudado os resíduos sólidos desde o seu trabalho de conclusão de curso, desenvolvido em 2016, também na UFSC. Sua preocupação, até então, era compreender porque o material coletado na cidade e que chegava aos recicladores tinha tantos itens que não podiam ser comercializados e eram descartados. De roupas a matéria orgânica, passando por plásticos específicos que não encontram compradores, esses materiais se perdem no processo e retornam aos aterros sanitários, já sobrecarregados.

Em 2019, no entanto, uma portaria interministerial passou a disciplinar a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, o que seria uma alternativa ao aterramento de resíduos. “Era um assunto super novo e poucas pessoas estavam estudando isso naquele momento. Por uma sugestão do meu orientador, decidi fazer esse estudo de viabilidade técnica, analisando os rejeitos e sua possibilidade de geração de energia”.

Ela já sabia, por conta do TCC, os tipos de rejeitos que chegavam até as cooperativas. Naquele estudo, Eduarda esteve em campo com os recicladores durante o processo de seleção dos materiais que poderiam ser vendidos. Cerca de 20% do material acabava não sendo aproveitado – e foi justamente em torno desse percentual que ela decidiu concentrar suas análises na dissertação.

Para a produção do CDR, a pesquisadora concentrou sua análise na investigação de parâmetros que a levaram a compreender o potencial de geração de energia dos resíduos. A investigação sobre a quantidade de cloro, de mercúrio e do potencial calorífico dos rejeitos fez parte do estudo, que também se baseou nas normas internacionais e na norma ABNT NBR 16.849/2020 para chegar aos resultados.

Amostras e resultados

A pesquisadora coletou, para o estudo, diferentes amostras em três associações de recicladores de Florianópolis: no Norte e Sul da Ilha e na região central. No total, foram 24 amostras de cada associação, separadas em dez categorias, de acordo com o tipo de resíduo coletado.

Eduarda ressalta que alguns tipos de plástico também são descartados como rejeitos, como os de embalagem de macarrão, por exemplo. Mas há outros tipos de materiais que chegam nas associações, como papel higiênico, pilhas, lâmpadas, etc. “Cada cidade e cada região tem uma característica diferente quanto aos rejeitos e, por consequência, um potencial diferente tanto para a reciclagem quanto para o aproveitamento energético”, explica.

As amostras coletadas na pesquisa foram trituradas e levadas para o laboratório. Como principais resultados, o estudo constatou que 60,27% dos rejeitos das associações de catadores do município de Florianópolis podem ser utilizados para a recuperação energética. Entre aqueles a serem aproveitados no processo, 75,26% são embalagens de macarrão e biscoitos, de bolo e papel, que possuem como principal componente do polipropileno (PP) ou película de polipropileno biorientada (BOPP). A pesquisa também indica a necessidade de trituração antes da utilização direta dos rejeitos em fornos de cimenteiras, devido às especificações do processo produtivo.

Outra preocupação da investigação foi estimar as emissões atmosféricas evitadas ao se substituir o combustível convencional de cimenteiras pelo CDR em três cenários baseados nas metas do setor cimenteiro para a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis alternativos. Como resultado, verificou-se que em um dos cenários seria possível reduzir em 14,73% a emissão de CO2 no ar.

A pesquisa sugere, como recomendação, que se realizem estudos semelhantes com os resíduos que chegam ao aterro sanitário de Biguaçu, que recebe material de toda a grande Florianópolis e poderia gerar um montante suficiente para justificar um empreendimento desse porte. “Eventualmente, as cidades de Blumenau e Itajaí poderiam, tal como Florianópolis, compor uma massa de rejeitos interessante para o uso como CDR”, indica.

A pesquisadora ainda lembra que além de contribuir com a geração de uma energia mais limpa e com a redução da utilização de aterros, o processo poderia representar possibilidade de renda extra para os recicladores, já que o material, antes desperdiçado, pode passar a ter um custo, garantindo benefícios econômicos ao trabalhador. “A chave para que dê certo é que se conheça a composição gravimétrica dos rejeitos, por isso a importância de se fazer estudos em diferentes regiões”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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UFSC formaliza acordo com Cátedra Normandia para a Paz, apoiada pela ONU

04/02/2022 16:55

A pró-reitora Cristiane Derani assina termo de adesão à Cátedra Normandia para a Paz, na França, ao lado do presidente da Universidade de Caen, Lamri Adoui. (Foto: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) formalizou recentemente sua adesão à Cátedra Normandia para a Paz, iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A UFSC é a única universidade brasileira participante.

A Cátedra foi criada por iniciativa da região da Normandia, na França, com apoio das Nações Unidas, com o objetivo de construir uma paz mundial duradoura. Tem participação no Fórum Mundial e em iniciativas internacionais, respeitando a liberdade de cátedra e os valores da paz. Sob o mote “Só teremos paz na Terra quando estivermos em paz com a Terra”, sua atuação é bastante concentrada nas questões ambientais com foco em histórias de sucesso na proteção do meio ambiente.

O acordo assinado pela UFSC tem vigência por três anos, com a possibilidade de renovação. A proposta é que a UFSC possa criar, a partir desse acordo, grupos de pesquisa e interagir com pesquisadores na realização de atividades da Cátedra.
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Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC contribui para informe sobre ocorrência de caravelas

04/02/2022 09:00

Caravela encontrada na praia do Campeche. Foto: Alberto Lindner

O Laboratório de Biodiversidade Marinha da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) contribuiu para a elaboração de um informe sobre caravelas e sua ocorrência nas regiões Sul e Sudeste do país. O documento descreve esses animais e traz orientações acerca de como proceder em caso de acidentes. As caravelas não causam “queimaduras”, mas sim um envenenamento, geralmente mais grave do que aquele causado pela maioria das espécies de águas-vivas. Seus tentáculos possuem pequenas cápsulas que injetam veneno através de micro arpões, chamados nematocistos, quando acidentalmente tocam a pele humana.

> Acesse a íntegra do arquivo

A iniciativa da produção do informe foi do professor Renato Nagata, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e é uma parceria com a rede de avistamento de medusas do Uruguai e outras seis universidades do Sul e do Sudeste do Brasil: Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade de São Paulo (USP) e UFSC.

Como agir em casos de acidentes?
– Saia da água imediatamente, porque o envenenamento pode causar câimbras e há risco de afogamento;
– Lave com água do mar para retirar restos de tentáculos aderidos;
– Lave com vinagre por alguns minutos para desativar o veneno e prevenir novas inoculações na pele;
– Amenize a dor com água do mar gelada ou gelo artificial envolto por panos. Essas compressas frias têm efeito analgésico para vários tipos de envenenamentos com caravelas ou águas-vivas.
O que não fazer?
– Nunca urine, nem use substâncias como álcool ou refrigerante sobre a lesão, pois não há comprovação de eficácia dessas substâncias em amenizar os efeitos da lesão;
– Nunca lave com água doce, uma vez que a medida pode aumentar o envenenamento e agravar a lesão;
– Evite usar toalhas, areia ou outro material abrasivo para retirar restos de tentáculos, pois isto também pode aumentar a injeção de toxinas por explodir as cápsulas com veneno.
Para mais informações, acesse as Recomendações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa)

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UFSC lança edital para transferências e retornos com 2.281 vagas em 39 cursos

02/02/2022 15:46

Estão abertas até 10 de fevereiro as inscrições para o processo seletivo por transferências e retornos para admissão na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). No total, são oferecidas 2.281 vagas em 39 cursos de Graduação nos cinco campi da UFSC – Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville – para ingresso no primeiro semestre letivo de 2022, que terá início em 18 de abril.

De acordo com o edital publicado pelo Departamento de Administração Escolar (DAE), são 794 vagas para Transferência Interna e retorno de aluno abandono da UFSC (Inciso I); 751 vagas para Transferência Externa (Inciso II) e 736 para Retorno de Graduado (Inciso III). O edital contém um quadro com a distribuição das vagas por inciso em cada um dos cursos.

As inscrições são realizadas diretamente junto às Coordenadorias dos cursos, com o envio por e-mail do formulário de inscrição preenchido e dos documentos exigidos. O preenchimento das vagas segue a ordem do edital, mas os critérios de seleção são definidos pelas Coordenadorias. Esses critérios estão publicados e podem ser acessados ao clicar sobre o nome do curso.

O resultado será publicado no dia 18 de março de 2022 na página principal do DAE . Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula online, sob a orientação das Coordenadorias de Curso, no período de 24 a 28 de março de 2022.

 

Tags: edital de transferências e retornosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Iniciativa da UFSC é premiada pela Fundação Boticário por soluções inovadoras para desafios do oceano

02/02/2022 08:00

Foto: Site Fundação Grupo Boticário

O projeto Igaú, iniciativa do Veleiro ECO da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi um dos contemplados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, que irão destinar R$ 3,7 milhões em apoio financeiro para 19 soluções inovadoras para desafios do oceano e regiões costeiras do Brasil. As propostas escolhidas serão executadas ao longo de 12 a 36 meses.

Igaú – que quer dizer alga, em Tupi Guarani – é uma parceria entre a UFSC e Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e visa promover a sustentabilidade e resiliência das comunidades estuarinas e costeiras da região de Paranaguá frente aos impactos da poluição. O objetivo do projeto é promover a conservação dos ecossistemas pelo cultivo de algas, conservando e restaurando os serviços ecossistêmicos, como a provisão de alimentos e espaço de lazer. Conforme os idealizadores do projeto, o cultivo e a coleta sustentável de algas gerarão matéria-prima renovável de amplo interesse técnico-econômico e socioambiental com potencial para produção de produtos ecológicos, cuja comercialização será ainda fonte de renda complementar.

“Esse projeto tem uma função social ainda mais relevante de proporcionar conhecimento e soluções alternativas que efetivamente representam formas de resistência local e regional, para tudo isso que a gente está vivendo. Então, pensando desde a poluição até as questões relacionadas às mudanças climáticas, esta iniciativa tem em seu escopo a capacidade de dialogar e nos ajudar em muitos aspectos”, avalia o professor Paulo Horta, docente do Departamento de Botânica do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC.

O processo de seleção

O processo para seleção das propostas vencedoras consistiu em três etapas. Na primeira, um formulário on-line devia ser preenchido com um descritivo breve sobre a proposta. As 40 ideias mais promissoras foram selecionadas para participar do evento CAMP Oceano, com uma programação que previu capacitação virtual com palestras e workshops para desenvolver, aprimorar e aumentar o impacto da solução. No final do CAMP, 25 soluções seguiram para a Fase 3 em um mês de acompanhamento e apoio de mentores para se fazer o detalhamento da proposta a ser executada.

“A proposta inicial era apenas uma ideia, uma vontade de aproximar a Universidade e as populações originárias de Paranaguá e construir soluções baseadas na natureza com conhecimento local e acadêmico. O CAMP Oceano, por meio da organização e dos mentores, foi fundamental para melhor justificar a proposta, de fato, verificar a sua aplicabilidade e planejar a sua execução nos aspectos técnicos, humanos e jurídicos”, afirma Paulo.

Coordenado pela professora Franciane Pellizzari, da Unespar, o projeto Igaú conta com uma equipe formada por docentes, graduandos e pós-graduandos do Laboratório de Ficologia da UFSC, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC e da Universidade Estadual do Paraná. O valor aprovado para a iniciativa foi de R$ 240 mil, mas ainda está sujeito à revisão até a implementação. O projeto tem duração prevista de três anos e deve ser implementado já em 2022.

O professor Paulo Horta destaca a importância da conquista e ressalta a participação da equipe do Veleiro ECO no projeto. “A UFSC tem grande satisfação em ter o Veleiro ECO começando sua jornada como plataforma para estender o alcance da Universidade, sobretudo por meio do seu Departamento de Engenharia Mecânica responsável por sua idealização e construção. O projeto é uma grande conquista para ambas as universidades e caminha no sentido da sustentabilidade e do papel das instituições de ensino e pesquisa no Brasil de promoverem o desenvolvimento social e a conservação da natureza”, finaliza.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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UFSC exigirá comprovante de vacina em concursos complementares ao Vestibular 2022

01/02/2022 18:34

A exemplo do que ocorreu no Vestibular UFSC 2022, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai exigir comprovante de vacinação ou teste negativo de Covid-19 nos concursos complementares para ingresso no ano letivo de 2022. As regras estão em editais publicados nesta terça-feira, 1º de fevereiro, pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve).

Os candidatos inscritos nos vestibulares presenciais para Indígenas e Quilombolas, Licenciatura Intercultural Indígena e Letras Libras Presencial deverão apresentar no dia de provas o comprovante de vacinação. A recomendação é que os candidatos acessem o aplicativo ConecteSUS, façam o download e imprimam o comprovante de vacinação. As carteirinhas também são aceitas, desde que estejam em bom estado de conservação e sem rasuras.

Quem não se vacinou ou não tem comprovante poderá apresentar um teste para Covid-19 com resultado negativo realizado no período de até 72 horas antes do dia de provas. Os candidatos que não apresentarem comprovante de vacinação nem testes de Covid com resultado negativo não poderão entrar nos locais de prova.

Os editais completos dos concursos complementares ao Vestibular UFSC 2022, lançados em meados de dezembro de 2021, já previam a exigência de uso de máscara cobrindo nariz e boca durante toda a realização do certame.

Aos candidatos que participarão do concurso para Letras/Libras e que necessitem de leitura labial, será autorizado o uso de uma máscara especial que permita o procedimento.

Também será proibido o consumo de alimentos durante os exames e a aglomeração de pessoas nas proximidades dos locais de prova.

Confira os links para os editais:
Indígenas e Quilombolas
– Licenciatura Intercultural Indígena
Letras Libras Presencial

 

Tags: processos seletivos complementaresUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinavacinaçãoVestibular UFSC 2022

SeTIC traz orientações para gravação de atividades com fim da funcionalidade no pacote Google disponível para UFSC

31/01/2022 13:58

A Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunicou que os usuários do pacote Google que a UFSC utiliza não terão mais disponíveis alguns itens a partir de janeiro de 2022, dentre os quais a gravação de videoconferências. Segundo a SeTIC, a UFSC continua dispondo da solução da Google, mas sem a possibilidade de gravação.

Assim, com o fim da funcionalidade de gravação disponibilizada pela ferramenta Google Meet, a Universidade recomenda que todas as atividades que necessitam de gravação (aulas, reuniões, defesas, etc.) passem a utilizar o recurso disponível pela RNP, ou seja, a Conferência Web e sua integração com o Moodle.

Para utilização desse serviço, a SeTIC apresenta informações em seu Catálogo de Serviços e destaca que a gravação é liberada por padrão na integração com o Moodle, dispensando qualquer liberação de permissão. “Caso, mesmo assim, a preferência seja pelo uso da plataforma Google Meet, faz-se necessário a utilização de outra ferramenta para gravação dos eventos. Existem diversas ferramentas disponíveis, e cada usuário pode optar pela que melhor atenda aos seus objetivos”, orientou a Superintendência em comunicado nesta segunda-feira, 31 de janeiro.

Os atendimentos relacionados à plataforma Conferência Web devem ser direcionados ao e-mail atendimento@rnp.br. Dúvidas e demais atendimentos sobre serviços da SeTIC podem ser encaminhados via Portal de Chamados da SeTIC.

> Leia a íntegra do comunicado:

Orientações para gravações de aulas e reuniões

Ao longo desses dois anos de trabalho e ensino remoto as instituições foram forçadas a se reinventarem para poder continuar com a excelência dos serviços ofertados, mesmo com a mudança repentina na forma de trabalho. Nesse contexto, a tecnologia, dentre elas as ferramentas de videoconferência, tiveram papel fundamental.

No caso da UFSC, desde antes da pandemia já dispúnhamos de plataforma de vídeo, utilizada principalmente em defesas de teses e dissertações, a qual era desenvolvida pela RNP. Porém, no início, com o aumento repentino da demanda pela solução por instituições de todo o Brasil, tal plataforma enfrentou alguns problemas de instabilidade. Portanto, como uma alternativa, a UFSC assinou acordo de parceria com a Google e passou a dispor também da solução Google Meet e, em conjunto, as soluções ofertaram as condições para que nossas atividades fossem exercidas com a qualidade que é nossa marca reconhecida.

Ao longo do último ano a Google informou todos os usuários do pacote do qual a UFSC dispõe que alguns itens não estariam mais disponíveis a partir de janeiro de 2022, dentre os quais destaca-se a gravação das videoconferências. A UFSC continua dispondo da solução da Google, mas sem a possibilidade de gravação.

Assim, com o fim da funcionalidade de gravação disponibilizada pela ferramenta Google Meet, a UFSC recomenda que todas as atividades que necessitam de gravação (aulas, reuniões, defesas, etc.), passem a utilizar a ferramenta disponibilizada pela RNP, ou seja, a Conferência Web e sua integração com o Moodle. Isso porque esta plataforma passou por muitas melhorias ao longo desses dois anos e hoje consegue suportar as demandas da nossa instituição.

Para utilização desse serviço, a SeTIC disponibiliza informações em seu Catálogo de Serviços. Destaca-se que a gravação é liberada por padrão na integração com o Moodle, dispensando qualquer liberação de permissão.

Caso, mesmo assim, a preferência seja pelo uso da plataforma Google Meet, faz-se necessário a utilização de outra ferramenta para gravação dos eventos. Existem diversas ferramentas disponíveis, e cada usuário pode optar pela que melhor atenda aos seus objetivos.

O LED/UFSC compilou um material completo sobre diversas ferramentas de apoio ao ensino remoto, no qual você encontra as principais características do software, vantagens e desvantagens, além de um vídeo com a etapa de inserção de cenas e fontes na ferramenta.

Atendimentos relacionados à plataforma Conferência Web devem ser direcionados ao e-mail atendimento@rnp.br. Dúvidas e demais atendimentos sobre serviços da SeTIC podem ser encaminhados via Portal de Chamados da SeTIC.

Tags: Google MeetSeTICSuperintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC terá 1.930 vagas para ingresso pelo SiSU; confira o edital

31/01/2022 13:26

Com 1.930 vagas disponibilizadas em 102 cursos de seus cinco campi – Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville -, a UFSC lançou, na quinta-feira, 27 de janeiro, o edital do processo seletivo que utilizará o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para seleção de candidatos ao provimento de 30% das vagas para ingresso no ano letivo de 2022. A seleção será efetuada com base nos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021. O processo é regulado pelo Ministério da Educação.

 Conforme o edital da Secretaria de Educação Superior do MEC, as inscrições para a primeira edição de 2022 do Sistema de Seleção Unificada poderão ser feitas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br, durante o período de 15 a 18 de fevereiro de 2022, observado o horário oficial de Brasília-DF. O processo seletivo do SiSU terá uma única chamada, cujo resultado será divulgado no dia 22 de fevereiro.

A manifestação de interesse dos candidatos em participar da lista de espera deve ser feita por meio da página do SiSU na internet, no período de 22 a 28 de fevereiro de 2022. Os prazos e procedimentos para convocação e matrícula dos candidatos selecionados da lista de espera serão divulgados no site sisu2022.ufsc.br após a matrícula dos candidatos convocados em primeira chamada.

O edital da UFSC contém os anexos que especificam o número exato de vagas para o primeiro e o segundo semestre dos cursos de cada campus, além das referências às vagas reservadas para as políticas de ações afirmativas e dos pesos e pontos de corte – notas mínimas – necessárias para o ingresso. Para os cursos com entradas previstas no primeiro e no segundo semestres letivos de 2022, serão convocados para o primeiro semestre os candidatos melhor classificados em cada modalidade. Os demais classificados terão ingresso no segundo semestre.

Os candidatos interessados em concorrer às vagas disponibilizadas pela UFSC deverão verificar as informações constantes do Termo de Adesão desta Instituição ao primeiro processo seletivo de 2022 do SiSU. O termo está disponível no site sisu2022.ufsc.br, onde os candidatos encontrarão também todas as informações sobre o processo seletivo.

De acordo com os termos do edital, “os procedimentos, as normas, as datas e os horários para matrícula de todos os candidatos classificados estarão contidos em portaria de matrícula a ser disponibilizada no site dae.ufsc.br”. O documento ainda lembra que é de responsabilidade exclusiva do candidato a observância dos procedimentos e dos prazos estabelecidos nos editais e nas normas que regulamentam o SiSU, bem como o respeito aos horários de atendimento na instituição e a apresentação dos documentos exigidos para a matrícula.

Saiba tudo sobre o processo seletivo e sobre seu cronograma em sisu2022.ufsc.br

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Pesquisa da UFSC pode ajudar a reconstruir propriedades do oceano através de dados sísmicos

31/01/2022 11:25

Equipamento do estudo sendo lançado no oceano (Fotos: Luiz Antonio Pereira de Souza)

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina pode ajudar a reconstruir as propriedades do oceano e beneficiar a indústria nacional. O estudo, conduzido de forma multidisciplinar, é relacionado ao campo da Oceanografia Sísmica – e possibilita, por meio de registros sísmicos, que se obtenha a velocidade do som na coluna de água, sua temperatura e salinidade, em detalhes, gerando dados sobre o desconhecido oceano.

A ideia é incorporar uma nova metodologia para posicionar os campos de óleo de forma mais precisa. Para isso, os pesquisadores tradicionalmente utilizam equações que incorporam medidas da temperatura e da salinidade da água, mas a possibilidade de utilizar a velocidade do som, por meio de seus registros sísmicos, pode definir a posição dos poços e também captar outros dados e registros desconhecidos presentes nas águas, com maior resolução espacial.

Por analogia, o trabalho pode ser considerado semelhante ao que se vê nas técnicas de ultrassom médico. Fontes acústicas emitindo pulsos e disparos, dispostas na coluna de água, irão gerar uma onda acústica – um som – , em que cada pulso é um evento registrado. O perfil da velocidade do som na coluna de água é formado a partir da geração de milhares de imagens a cada disparo destes. O estudo é financiado pela Petrobras com base na participação especial, de acordo com a Lei Nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que estabelece para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a atribuição de estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias para o setor. A coordenação é do professor Antonio Henrique da F. Klein.

Hoje, por exemplo, para fazer esse trabalho e identificar a temperatura, salinidade e velocidade do som no oceano, é necessário que uma embarcação totalmente parada libere e recupere um cabo contendo vários sensores. Além de toda a logística para a obtenção de dados pontuais, o tempo também se torna um fator a ser considerado, já que essa ação ocorre espaçada por quilômetros, em média, a depender da malha escolhida para os cruzeiros.

“O uso da sísmica de reflexão para prospecção e monitoramento geológico é uma prática comum na indústria de petróleo para a caracterização das propriedades físicas de rochas e fontes de hidrocarbonetos que estão alocados abaixo do substrato terrestre”, contextualiza o pesquisador Francisco Carlos Lajus Junior. Esta técnica, segundo ele, quando aplicada à coluna de água, também permite a visualização de grandes estruturas oceânicas, em um nível de detalhe muito maior do que técnicas mais comuns.

De acordo com o pesquisador, assim como a atmosfera, o Oceano está dividido em várias camadas – onde os processos ainda são desconhecidos mesmo pela ciência. Conhecer melhor essas propriedades por meio das técnicas da oceanografia sísmica também possibilita predições mais concretas. Lajus vê o desenvolvimento desta técnica como uma possibilidade tanto de atender à área mais acadêmica de estudos do comportamento oceânico e da sua relação climática, como também à indústria, já que oportuniza a caracterização do que ocorre durante a exploração e produção de poços de petróleo, contribuindo com o desenvolvimento sustentável ao oferecer mais precisão aos processos.

Frentes de trabalho

Foto: Luiz Antonio Pereira de Souza

O projeto busca integrar diversas frentes científicas, envolvendo campos como os da oceanografia física, processamento e tratamento de sinais sísmicos, simulação numérica de propagação de ondas e estudos de técnicas de inversão. A finalidade geral é aprimorar as técnicas para a reconstrução das propriedades do oceano e caracterização do seu comportamento.

O estudo envolve três frentes de trabalho, sendo a primeira interessada na oceanografia física. Os dados sobre o comportamento do oceano em um determinado local e período de tempo serão obtidos de fontes diversas e analisados buscando-se extrair padrões. “Todas estas informações servem como subsídio no desenvolvimento das outras frentes, seja como forma de validação dos resultados, ou de caráter complementar, buscando uma melhoria na reconstrução destas estruturas”, explica o pesquisador.

A equipe também atua estudando os dados de Ocean Bottom Nodes (OBNs), equipamentos compostos de sensores colocados no fundo oceânico durante um monitoramento sísmico. “Temos uma hipótese de que estas mesmas reflexões, que podem ser captadas na superfície do oceano em levantamentos tradicionais, onde cabos são rebocados junto com uma embarcação, possam talvez ser percebidas também por estes nodes”. Se a hipótese for confirmada, deve levar benefícios diretos para a indústria de óleo e gás.

Ainda, a pesquisa busca o desenvolvimento de novas formas de processamento e aplicação em técnicas de inversão de dados da sísmica de reflexão para a recuperação das propriedades oceânicas. De acordo com Lajus, o Brasil tem um acervo extenso destes dados, que podem ser investigados e usados para uma melhor caracterização do comportamento do mar em praticamente toda a costa brasileira. “Acreditamos que isto possa ser o início do desenvolvimento de técnicas voltadas a uma maior caracterização do comportamento oceânico considerando mais variáveis, contribuindo assim tanto para o desenvolvimento da indústria nacional como o bem estar social e ambiental, que é igualmente necessário”, pontua.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Vestibular UFSC 2022: Coperve publica gabarito preliminar e índice de abstenção

30/01/2022 22:24

Segundo dia de provas do Vestibular UFSC 2022 (Foto: Henrique Almeida)

Os candidatos que estão disputando as 4.521 vagas em 98 cursos de graduação nos cinco campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizaram neste domingo, 30 de janeiro, o segundo e último dia de provas. Eles tiveram cinco horas para responder 20 questões de Ciências Humanas e Sociais, 10 de Física, 10 de Química e elaborar uma redação sobre o agronegócio no Brasil.

Durante os dois dias de provas, 4.428 candidatos não compareceram. O índice de abstenção de 24,4% está dentro das expectativas da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve). “Nos últimos anos a nossa abstenção varia entre 20% e 23%”, diz a presidente da Coperve, Maria José Baldessar. Ela vê como uma vitória um comparecimento de mais de 75% às provas do Vestibular em meio ao cenário que estamos vivendo. “As pessoas têm medo da pandemia, e teve quem não se vacinou nem quis fazer a testagem”, ponderou a professora Maria José Baldessar.

Menos de duas horas após o encerramento do Vestibular, a Comissão Permanente do Vestibular divulgou os gabaritos preliminares das provas. Também já está disponível o link para apresentação de recursos ao conteúdo das provas e ao gabarito das provas objetivas e da Redação. O prazo para apresentação dos recursos vai até as 18h do dia 31 de janeiro de 2022.
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Tags: gabaritos preliminaresredaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular UFSC 2022

UFSC celebra Dia Nacional da Visibilidade Trans com campanha nas redes sociais

29/01/2022 09:58

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGen) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) e do Grupo de Trabalho criado para a construção de uma Política Trans para a Universidade lançam, neste 29 de janeiro a campanha “TRANSitando em territórios… Conquistando Espaços!”. A data é quando se celebra a visibilidade das pessoas trans em todo o Brasil.

A data é lembrada desde 2004, e no âmbito da UFSC, é utilizada para lembrar as conquistas e trazer visibilidade às demandas de travestis, transexuais, transgêneres e não-bináries. Dentre as conquistas na instituição estão a institucionalização da garantia do uso do nome social por meio da Resolução Normativa 059/CUN/2015 e a criação do Grupo de Trabalho por meio da CDGen/Saad, com a participação de representantes do Núcleo N’aya: aquilombamento de intelectualidades afrotranscentradas, estudantes trans de graduação e pós-graduação,além de servidoras/es técnicos da instituição.

Confira as peças da campanha e saiba mais sobre as iniciativas desenvolvidas pelo GT e pela CDGen/Saad no site diversifica.ufsc.br

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Colégio de Aplicação e NDI preparam estruturas para início das aulas presenciais em fevereiro

28/01/2022 15:53

Visita de gestores ao Colégio de Aplicação nesta quinta-feira, 27. (Foto: Agecom/UFSC)

O Colégio de Aplicação (CA) e o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC receberam as equipes da Administração Central e do Centro de Ciências da Educação (CED) nesta quinta-feira, 27 de janeiro, para uma visita às estruturas e para conhecer as rotinas de preparação dos espaços para receber a comunidade escolar. O CA inicia o ano letivo em 10 de fevereiro e o NDI no dia 14 de fevereiro, com aulas presenciais para todos os alunos.

Dentre os esforços das unidades escolares estão a adequação e manutenção do espaço físico e a definição de protocolos para o convívio presencial – como o uso de máscaras do tipo PFF2, vacinação e testagem dos servidores. 

No Colégio de Aplicação, por exemplo, a Direção anunciou às famílias que o retorno presencial será para todos os alunos, e não haverá ensino remoto síncrono. O Colégio está definindo a ocupação das salas de aula de acordo com as medições de qualidade do ar e espera receber uma comunidade de 1.882 pessoas, sendo 956 alunos e 115 professores. Serão fornecidas máscaras PFF2 para os docentes, técnicos, estagiários e estudantes em vulnerabilidade socioeconômica cadastrados no setor de Serviço Social junto ao Colégio.
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Reduções no Orçamento impõem desafios para o funcionamento da UFSC em 2022

28/01/2022 14:07

A Lei Orçamentária Anual sancionada recentemente destina apenas R$ 132 milhões para as despesas de custeio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2022 e R$ 4 milhões em recursos de capital. Os valores são inferiores aos recebidos no último ano em que a Universidade funcionou integralmente em modo presencial: em 2019 a UFSC contou com R$ 145 milhões para custeio e R$ 5 milhões de capital.

As verbas de custeio são usadas para o pagamento de contas de água, luz, fornecedores, contratos terceirizados e despesas de manutenção das atividades, enquanto que os recursos de investimento bancam construções, reformas, obras de infraestrutura ou compra de equipamentos.

A maioria das despesas correntes teve aumentos no período. Por isso, o secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Fernando Richartz, estima que o orçamento mínimo para custeio deveria ser de R$ 170 milhões.
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Grupos de pesquisa da UFSC divulgam nota sobre assessoramento jurídico em rompimento de barragem na Lagoa da Conceição

25/01/2022 10:00

O Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (GPDA) e o Observatório de Justiça Ecológica (OJE), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulgaram uma nota nesta terça-feira, 25 de janeiro, data que marca um ano desde o rompimento de uma barragem na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. O episódio afetou a qualidade da água naquele ecossistema e causou danos às dunas e restingas do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa, atingindo dezenas de residências com o esgoto proveniente de resíduos de uma estação de tratamento.

No texto, intitulado “Irresponsabilidade organizada na Lagoa da Conceição: Danos ambientais após 01 Ano do desastre ecológico e social do rompimento da barragem”, os autores salientam que, no período decorrido, o Poder Público “sequer apreciou quaisquer medidas efetivas para reversão do perecimento da Lagoa, fato esse que resultou na continuidade do quadro de irresponsabilidade organizada”.

O GPDA e o OJE, de forma transdisciplinar e gratuita, assessoram juridicamente entidades da sociedade civil que ajuizaram Ação Civil Pública (ACP) para que o Poder Judiciário exija do Poder Público o amparo em medidas estruturais. “O objetivo é a implementação de um sistema de governança socioecológica para uma gestão interconectada de proteção, controle e fiscalização dos impactos presentes e futuros vinculados à integridade ecológica da LC [Lagoa da Conceição]”, traz a nota.

> Acesse AQUI a íntegra do texto

Tags: GPDAObservatório de Justiça EcológicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Subnotificação, descaso e falta de dados: pesquisadores denunciam problemas da pandemia nas prisões

24/01/2022 13:09

Um ambiente nefasto para a proliferação de doenças infecto-contagiosas – é dessa forma que a pesquisadora Marília Budó, professora do departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, resume o sistema penitenciário brasileiro do ponto de vista físico diante da pandemia de Covid-19. Mas o problema não para por aí: além da superlotação, das péssimas condições de higiene e saneamento básico e da pobre alimentação dirigida às pessoas presas, a ausência de dados e informações precisas sobre como a doença foi assimilada pelo sistema nos últimos anos agrava ainda mais a questão. Um grupo de pesquisadores desnuda esse cenário caótico em dois documentos lançados pelo projeto Infovírus: prisões e pandemia, que além da UFSC envolve estudiosos de outras cinco instituições e pesquisadores autônomos.

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O projeto, criado ainda em 2020, primeiro ano da pandemia, teve o objetivo de acompanhar, registrar, analisar e divulgar informações sobre a situação dos presídios, incluindo análises de informações públicas disponíveis no Painel de Monitoramento dos Sistemas Prisionais. O acompanhamento desses dados, entretanto, revelou uma série de distorções e problemas elencados nos documentos Política de Morte: Registros e Denúncias sobre Covid-19 no Sistema Penitenciário Brasileiro e De Olho no Painel do Depen: Análise de Informações de Estado sobre a Covid-19 nas Prisões. “O problema da falta de dados sobre mortes e adoecimentos – físicos e mentais – dentro de unidades prisionais já existia antes da crise da Covid-19. Ela se agravou dramaticamente neste contexto, quando as políticas de testagem em massa, isolamento e vacinação eram e são ainda as únicas ferramentas possíveis para conter o vírus”, explica Marília.

Justamente por isso, a proposta dos pesquisadores foi desenvolver um projeto de checagem de informações e de divulgação científica do acúmulo das pesquisas do campo criminológico crítico sobre penas e prisões no Brasil. Ao mesmo tempo, a equipe também recebia denúncias de amigos e familiares a respeito da falta de informações sobre os detentos. O ‘isolamento dentro do isolamento’ impediu que as pessoas privadas de liberdade tivessem contato esporádico com as famílias por meio das visitas semanais. “Há uma desumanização das pessoas em prisão, o que conduz a uma facilitação a políticas e decisões que têm como resultado o adoecimento e a morte”, indica Marília.

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A equipe trabalhou com um conjunto de 74.676 dados públicos. No início do acompanhamento, em abril de 2020, 162 casos eram notificados como suspeitos, com 25.228 sendo anunciados um ano depois, data de corte do projeto. Também em abril de 2020, 51 foram confirmados – número que aumentou mais de mil vezes em um ano. Já a primeira morte confirmada surgiu no painel em 18 de abril de 2020 e chegou ao número de 168 um ano depois.

O projeto divulgou essas informações publicamente, no site e em redes sociais. Nesse processo, também denunciou os momentos em que havia ausência de atualização nas informações públicas, como ocorreu durante mais de seis meses com os números do Estado da Paraíba. “O que notamos claramente é a proposital indiferença em relação à morte e ao sofrimento das pessoas que de alguma maneira têm suas vidas marcadas pelo cárcere, sejam elas pessoas privadas de liberdade, sejam elas parentes, esposas, companheiras, que vivenciaram durante meses a ausência de informações sobre seus entes queridos”, destaca a pesquisadora.


Descontinuidade nos dados

Conforme o relatório, os estados que mantiveram maior regularidade na periodicidade de atualização dos dados públicos foram Santa Catarina, em que o maior período na qual ficou mantida a mesma informação foi de 14 dias, Maranhão, com 16 dias e Rio Grande do Sul, com 18 dias. Nos demais, a equipe reconhece uma descontinuidade no preenchimento das informações sobre o sistema penitenciário. “Diante do que foi aqui observado, os dados dispostos no painel do Depen não condizem com a realidade da infecção pelo vírus no sistema prisional brasileiro. Entretanto, quando o sistema do painel do Depen não é alimentado, não se trata simplesmente de plausível minimização dos fatos por parte dos gestores, mas igualmente de informação negada à população”, denuncia o documento.

O relatório indica que diversos problemas no painel foram registrados ao longo do monitoramento: “desde a negação da informação – dados que possivelmente não foram preenchidos –, até dados que apareciam e, depois, simplesmente sumiam, através de ‘apagões’ no sistema, inconsistências que se caracterizam, principalmente, pela falta de regularidade na atualização dessas informações no sistema”.

As análises dos pesquisadores também desenham um cenário “deflagrado de subnotificação”, expresso nos documentos do projeto. Os números muito baixos comparados ao cenário publicizado da pandemia são altamente questionáveis para a equipe do Infovírus. Em junho de 2021, por exemplo, a equipe registrou a possibilidade de subnotificação em Santa Catarina, já que havia um alto número de contaminações e um baixo volume de testagem. “A própria testagem aconteceu em regra apenas quando o preso já estava há dias com sintoma de Covid, e não por acaso vários surtos decorreram da falta da testagem em massa”, contextualiza Marília.

OMS recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários na vacinação (Foto: Pixabay)

Além disso, ela aponta o atraso para a chegada da vacina nas prisões como um fator importante do agravamento da pandemia no cárcere, o que reforça a ideia de desumanização dos detentos. A professora lembra que a Organização Mundial de Saúde recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários por conta do risco elevado de surtos nesses locais, e o Ministério da Saúde atendeu a essa recomendação.”Mas após manifestações terríveis de pessoas oportunistas no campo político que apostam na desumanização da população privada de liberdade como forma de obtenção de seguidores e votos, os presos foram em vários lugares deixados para o final da campanha de vacinação. Mesmo os presos idosos e com doenças crônicas foram em vários lugares vacinados depois da população livre. Ou seja, temos poucos bons exemplos e muitos maus exemplos do que ocorreu”.

A falta de comprometimento com a garantia do direito à informação sobre a realidade da Covid-19 no sistema prisional é considerada, nos documentos, um reflexo imediato de de um “projeto vigente”. “Entendemos que não se trata de mera negligência, mas a continuidade de uma política de gestão de morte através do cárcere, que manteve as mesmas lógicas e ferramentas jurídicas para negar a liberdade e, com isso, a vida a pessoas que eram dos grupos de risco e mesmo as que não eram e morreram em decorrência da indiferença em relação a essas mortes”, pontua Marília.

A professora se refere precisamente à análise de instrumentos jurídicos que poderiam prever a liberação de detentos que estivessem ameaçados pela doença, mas que tiveram esse direito recusado. “O que predomina nessas atitudes – tanto do Executivo quanto do Judiciário – é um discurso de defesa social, ou seja, de entender pessoas privadas de liberdade como um perigo, um risco, em alguns casos equiparado ao próprio risco atribuído ao vírus”, reflete.

Orientação não foi cumprida

De acordo com Marília, o Conselho Nacional de Justiça, ainda em março de 2020, publicou a Recomendação nº62, que deveria ter sido seguida pelo Judiciário. “A recomendação orientava juízes e administração pública a promoverem políticas de testagem em massa, isolamento/distanciamento, através da redução da superpolução dos presídios com a conversão de prisões de pessoas de grupos de risco e prisões domiciliares, ou ainda, com antecipação de progressão de regime para quem tivesse cumprido os demais requisitos’, lembra.

Apesar disso, conforme a pesquisadora, em poucos lugares a recomendação surtiu algum efeito. “O que temos visto no estudo dos processos judiciais é uma postergação insustentável do momento de concessão da liberdade (ou prisão domiciliar, ou progressão antecipada) que chega (quando chega) apenas no momento em que o preso já está na UTI entubado e de lá já não retornará para lugar algum”, lamenta.

Por isso, segundo ela, somadas às características da prisões brasileiras – espaços propícios para todo o tipo de epidemia e bastante violentos – pratica-se, via de regra, “um tipo de gestão de morte”. A professora comenta que estudos acadêmicos têm trazido o tema à tona – há, por exemplo, uma forte linha de pesquisa no campo da antropologia e da sociologia que investiga o desaparecimento de pessoas no interior do sistema carcerário. “Esse tipo de instituição terrível somente é possível por conta da desumanização racista que atravessa esse sistema e naturaliza o adoecimento e a morte dessas pessoas, assim como o sofrimento das suas familiares”, evidencia.

Marília cita medidas pontuais possíveis para a minimização dos problemas: a redução da população carcerária; a atuação preventiva no campo da saúde, com testagem em massa, boa alimentação para garantir uma boa imunidade, melhores condições sanitárias e a vacinação prioritária.

Mais sobre o projeto

O Infovírus: prisões e pandemia reúne pesquisadores e pesquisadoras com diferentes formações, de diferentes áreas do conhecimento, para monitorar os dados, notas técnicas, comunicações e informações prestadas por instâncias oficiais, além de entrevistas e discursos políticos sobre a pandemia de Covid-19 no sistema penitenciário brasileiro. As informações foram sempre confrontadas com relatos dos familiares de pessoas privadas de liberdade, denúncias dos movimentos sociais e das defensorias públicas. Até julho de 2021, o Infovírus publicou 47 postagens informando mortes de pessoas presas e servidores em decorrência da Covid-19.

O projeto é feito por pesquisadores autônomos e equipes ligadas a grupos de pesquisa da Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Católica de Pernambuco, Universidade Estadual de Feira de Santana, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal de Santa Maria. Também tem apoio da Rede Justiça Criminal, Open Society Foundantions, ISER, Justa e Fundo Brasil.


Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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UFSC na mídia: Professoras da UFSC destacam história da educadora Antonieta de Barros

21/01/2022 17:38

As professoras Joana Célia dos Passos e Eliane Debus, do Centro de Ciências da Educação (CED) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacaram a história da educadora Antonieta de Barros, em matéria publicada na página da Deutsche Welle Brasil nesta sexta-feira, 21 de janeiro. O texto aborda o título doutora honoris causa (in memoriam), concedido pela Universidade em dezembro de 2021, quase 70 anos após sua morte.

“Trazer o legado de uma mulher negra como Antonieta e torná-la doutora honoris causa na UFSC significa recontar parte da luta das mulheres negras neste estado ainda tão racista, sexista e conservador”, afirmou à publicação a educadora Joana Célia dos Passos, professora do Departamento de Estudos Especializados em Educação.

“Antonieta de Barros tem importância fundamental na memória política, cultural e histórica de Santa Catarina”, avaliou Eliane Debus, professora no Departamento de Metodologia de Ensino e autora do livro infantil Antonieta, que conta a trajetória da educadora.

> Acesse a íntegra da matéria neste link.

Tags: Antonieta de BarrosUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa Catarina

Auxílio Emergencial ajudou a frear a pandemia, aponta estudo de professor da UFSC

20/01/2022 11:39

Um programa de renda pode ter ajudado a frear a escalada de casos de COVID-19 durante os primeiros meses da pandemia no Brasil, ainda em 2020. Em contrapartida, a redução do benefício – denominado de Auxílio Emergencial – pode ter contribuído para a redução dos índices de isolamento social no início de 2021, na chamada segunda onda da doença. Os números que relacionam esses e outros dados públicos foram destrinchados no estudo em pré-print On the Role of Financial Support Programs in Mitigating the Sars-CoV-2 Spread in Brazil, assinado por um grupo de pesquisadores, entre eles o professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC.

Esta é a quarta publicação do pesquisador que se atém a questões que unem o conhecimento da Matemática a um olhar para o cenário da pandemia no Brasil e no mundo. A terceira originou uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção. Os trabalhos lidam com modelagem epidemiológica, mas também são interdisciplinares, exigindo que se lance um olhar para aspectos geográficos e socioeconômicos, por exemplo. “A ideia é oferecer um conjunto de pesquisas que tenha uma utilidade pública, que tragam um aprendizado da pandemia e que ajudem a melhorar os modelos para gerar previsões mais precisas”, indica.

Benefício foi pago até novembro de 2021 (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Todo o trabalho foi realizado com base em dados públicos anexados ao artigo. Além da análise de dados, a equipe também utilizou um modelo epidemiológico para estimar o índice de reprodutibilidade da doença. Os números foram correlacionados com índices de desemprego, renda média da população, índices de isolamento social e com a média móvel de casos, traçando um cenário que assegura a importância de programas socioeconômicos para garantir suporte financeiro à população.

A correlação dos dados epidemiológicos com os dados socioeconômicos foi feita em conjunto com os pesquisadores Roseane Albani, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Nara Bobko, da Federal Tecnológica do Paraná, Eduardo Massad, da Fundação Getúlio Vargas e Jorge P. Zubelli‖, da Khalifa University. “A ideia foi estimar o impacto do auxílio emergencial em reduzir o número de casos de COVID-19, pensando em como ele impactou os índices de isolamento social”, contextualiza Albani.

Logo no início do texto, os pesquisadores contextualizam a origem do programa social, que consistiu no pagamento de um valor mensal para os cidadãos que tivessem o cadastro aprovado e que sentiam os efeitos econômicos do isolamento social e da pandemia. “O valor mensal dependia de uma série de fatores, como o número de membros da família e o período do ano”, registram, no estudo. Essa flutuação dos valores pagos pode ser sentida quando os cientistas investigaram cada região do Brasil.

De acordo com o professor, o Amapá, por exemplo, na região Norte, chegou a ter, em média, quase 30% da população beneficiada pelo auxílio emergencial em 2020, o que pode ter contribuído com um índice de isolamento superior a 41%, um dos maiores dentre os estados brasileiros ao longo daquele ano. “Cruzando os indicadores, percebemos que esse estado teve uma grande onda no início da pandemia e depois não teve mais. Em 2021, entre março e abril, houve um pequeno aumento de casos, mas também controlado”, nota. Para ele, isso reforça a premissa de que a população com renda tem mais facilidade de manter o isolamento.

Onda mais letal teve menos cidadãos beneficiados pelo auxílio

O auxílio emergencial começou a ser pago em abril de 2020 para profissionais autônomos que se enquadrassem em um determinado perfil de renda e de situação socioeconômica. Até dois benefícios podiam ser pagos por família. O benefício foi suspenso em novembro de 2021, com a pandemia ainda registrando mortes e notificando milhares de casos diários.

Mapas ilustram índices de isolamento social em 2020 (esquerda) e 2021 (direita). Cores mais fortes indicam maior isolamento

Os pesquisadores observavam que os valores do benefício já eram menores do que os registrados em 2020, quando o país viveu uma segunda onda da pandemia, no início de 2021, que atingiu em cheio estados como o Amazonas. Na época, uma onda muito maior e mais letal justificaria a expansão do programa de renda, o que não ocorreu na prática. “O que ocorreu é que havia um índice de isolamento muito menor, apesar de a onda ser muito maior do que a de 2020”.

O estudo também indica que estados que receberam um volume maior de recursos do programa de renda mantiveram o índice de isolamento estável. Em contrapartida, na região Sul, por exemplo, estados como Santa Catarina, em que pouco mais de 16% da população recebia o auxílio, o índice de isolamento ficou em 38,1%, um dos menores dentre todas as unidades da federação. Para o professor, os números indicam que o controle da pandemia demanda políticas sociais como parte das estratégias de saúde pública.

Os pesquisadores também trabalharam com uma investigação baseada no passado e estudaram o que poderia ter acontecido se o isolamento, no início da pandemia, tivesse sido menor do que aquele que se concretizou na realidade. Os dados confirmaram a hipótese de que, num cenário alternativo de baixo isolamento, os números seriam ainda mais trágicos – o que reforçou a ideia de que o auxílio emergencial foi significativo para o controle da doença.

Mesmo levando em conta que as variações na taxa de isolamento social e de transmissibilidade da doença não são diretamente proporcionais – já que nem sempre a redução da mobilidade elimina os contatos entre familiares e amigos -, o professor reconhece a importância de um programa social robusto para frear o contágio. “Podemos dizer, com base no que verificamos, que o auxílio emergencial teve um papel importante como coadjuvante na contenção dos casos na primeira onda, em 2020”, conclui.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Administração Central da UFSC alerta para manifestações antivacina e reafirma posição de respeito à ciência e defesa da vida

18/01/2022 14:22

A Administração Central da UFSC divulgou, nesta terça feira, uma nota oficial em que repudia vídeos e mensagens compartilhados em aplicativos e redes sociais, produzidas por membros da comunidade acadêmica, que contrariam a ciência e disseminam mentiras a respeito da eficácia das vacinas contra a Covid-19.

A nota, explica a reitora em exercício Cátia Regina da Silva de Carvalho Pinto, é uma resposta firme e objetiva no sentido de orientar a comunidade da UFSC e a sociedade sobre o risco de conferir seriedade a mensagens sem qualquer fundamento. “Tomei conhecimento de um vídeo, em que uma docente se vale de sua condição para afirmar que os imunizantes não são eficazes, que se vacinar leva o corpo a um estado de ‘fraqueza’ e que o sistema de defesa ‘entra em colapso’. Isso é inadmissível, um desrespeito aos profissionais de saúde que puseram sua integridade em risco e que tiveram, com o avanço da imunização, um relativo alívio no seu trabalho exaustivo”, pontua.

O documento também deixa explícito que a UFSC vai manter todas as ações e medidas no sentido de exigir vacinação na retomada presencial das atividades.

Confira a íntegra da nota

Diante de mensagens de conteúdo antivacina, compartilhadas em aplicativos e redes sociais, criadas ou disseminadas por membros da comunidade universitária (docentes, técnicos ou estudantes), a Administração Central da UFSC declara que se tratam de posições individuais e devem ser desconsideradas como posicionamentos científicos. Tomamos conhecimento, nesta data, de que em uma destas mensagens, uma servidora docente do quadro efetivo da UFSC promove declaradamente campanha antivacina, com argumentos sem qualquer fundamento e em absoluta dissonância diante das notórias e consolidadas orientações da ciência.

Defendemos, como princípio, a ampla liberdade de manifestação individual, mas não admitimos que posições geradas por membros da Instituição – por excelência a “Casa da Ciência” – sejam utilizadas a fim de desqualificar a reconhecida eficiência da imunização como uma das mais importantes medidas de combate à pandemia e à doença que já tirou a vida de mais de 620 mil brasileiros

A UFSC tem ouvido os pesquisadores para tomar decisões. E são estes pesquisadores, sérios e responsáveis, que a sociedade deve ouvir. Especialistas em Epidemiologia, em Políticas Públicas e em Saúde Pública, Vigilância em Saúde, Infectologistas, monitoram e acompanham as investigações mais relevantes sobre todos os aspectos da pandemia.

O negacionismo não pode prosperar, em nenhuma de suas faces. E, menos ainda, numa instituição pública voltada à pesquisa e à difusão do conhecimento. Portanto, repudiamos tais mensagens e reafirmamos que a UFSC seguirá adotando as medidas e ações necessárias para preservar as condições de acesso aos ambientes com base na ciência e tendo como premissa a defesa da vida.

Tags: Administração CentralNota administração centralrepúdio a manifestações antivacina

Grupo de pesquisa lança e-book para fotografia de macrofungos

18/01/2022 10:20

Aegis luteocontexta é uma espécie de fungo considerado raro, descrito há cerca de 18 anos (Foto: Felipe Bittencourt)

Quem gosta de fazer caminhadas pelas florestas (ou até mesmo na cidade), e leva sempre o celular ou câmera fotográfica, poderá tornar-se colaborador de um projeto desenvolvido pelo grupo de pesquisa MIND.Funga, ligado ao Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O grupo, como o nome indica, desenvolve projetos ligados ao inventário da comunidade de fungos, principalmente em Santa Catarina, para apoiar pesquisas, ações de extensão e de preservação dos fungos.

O MIND.Funga acaba de lançar um e-book gratuito chamado “Protocolo de Captura de Imagens de Macrofungos”. Este manual foi idealizado junto a um aplicativo de reconhecimento de espécies de macrofungos através de fotografias, que está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência Digital – INCoD/UFSC.
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Tags: e-bookfotografiamacrofungosMind.FungaUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC desenvolve biossensor para reconhecimento de toxinas na Lagoa do Peri

17/01/2022 08:57

Um dispositivo de poucos centímetros, com componentes de ordem nanométrica pode ser um aliado do poder público na análise da qualidade da água na Lagoa do Peri, localizada no Sul de Florianópolis. O biossensor desenvolvido como parte da tese de doutorado do pesquisador Pablo Serrano, do Programa de Pós-Graduação em Física, é capaz de reconhecer a presença e quantidade de saxitoxina em solução. O aparelho apresenta sensibilidade para detectar concentrações acima de 0,3 μg/L – mais do que suficiente para detectar o limite aceitável para o consumo da água potável, que é de 3μg/L.

As saxitoxinas são neurotoxinas produzida pela cianobactéria Cylindrospermopsis raciborskii, que compõe a biota da Lagoa, conforme aponta outro estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2010. A Lagoa do Peri é um dos mananciais que levam água à capital do Estado, daí a necessidade de avaliar sua qualidade constantemente.

O trabalho Electrochemical impedance biosensor for detection of saxitoxin in aqueous solution, publicado no periódico Analytical and Bioanalytical Chemistry, traz a síntese dos resultados de quatro anos de pesquisa, estudo realizado no campo da Física, mas interdisciplinar por natureza, o que requereu do pesquisador uma imersão em áreas até então pouco conhecidas, como a Biologia, Engenharia Sanitária e Ambiental e a Oceanografia. “Tivemos que nos reunir com muita gente de outras áreas, para aprender sobre as toxinas e planejar o elemento de bioreconhecimento do sensor”, lembra.

O biossensor é um dispositivo pequeno, formado por componentes nanométricos. No caso da tecnologia desenvolvida para o bioreconhecimento da saxitoxina, Pablo explica que sua composição é capaz de reconhecer a sua sequência genética. O mecanismo funciona com um eletrodo de ouro e um material genético denominado aptâmero – fragmento de ADN/ARN. “Como os componentes são nanométricos, para verificar se houve a ligação que possibilita o bioreconhecimento nós fazemos uma medida de impedância eletroquímica”, afirma.

É aí que entra o conhecimento da física e da eletroquímica, pois essa medida se refere à resistência ao fluxo de uma corrente elétrica, mecanismo que ativa o biossensor. “À medida que adicionamos os componente biológicos no eletrodo ele se torna mais resistente”, explica o pesquisador. O aptâmero foi adquirido junto a uma empresa que desenvolve o material biológico exatamente para o reconhecimento das toxinas das algas. Um outro composto também foi adicionado ao longo do processo para fazer com que a toxina se ligasse somente à sequência genética do dispositivo.

Os testes com o aparelho se revelaram promissores. De acordo com Pablo, a pesquisa foi realizada em solução aquosa – ou seja, ainda não foi testada exatamente com a água da Lagoa do Peri – mas o dispositivo demonstrou capacidade de reconhecer as saxitoxinas e apresentar sua concentração. Uma nova etapa do estudo irá verificar o funcionamento do biossensor no ambiente para o qual ele foi projetado. “A proposta é de que, no futuro, possamos monitorar a água de forma efetiva e econômica, já que os métodos convencionais utilizados hoje são extremamente caros e levam mais tempo. O biossensor é barato, pequeno e dá o resultado no mesmo dia”, sinaliza.

Além de envolver pesquisadores do Laboratório de Optoeletrônica Orgânica e Sistemas Anisotrópicos (LOOSA), o estudo publicado com os resultados preliminares também tem colaboração de pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná e do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC. A pesquisa é orientada pelo professor Ivan Bechtold.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Vestibular 2022: UFSC mantém provas presenciais em janeiro e irá exigir vacinação ou teste negativo para a Covid-19

12/01/2022 09:21

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá manter o cronograma do Vestibular UFSC 2022, que prevê a realização de provas presenciais nos dias 29 e 30 de janeiro. A partir desta segunda-feira, 10 de janeiro, os candidatos inscritos já podem emitir o comprovante de inscrição definitivo, que traz a informação do local de prova. Além disso, será necessário apresentar certificado de vacinação contra a Covid-19 ou resultado de teste RT-PCR não reagente para acessar os locais de prova.

As medidas foram anunciadas nesta terça-feira, por meio de edital publicado no site do Vestibular. A Coperve ampliou as medidas de segurança sanitária do concurso, em razão da rápida disseminação da variante Ômicron e do agravamento da pandemia de Covid-19. A decisão foi respaldada pela Administração Central da UFSC e será apresentada à Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da instituição ainda nesta semana. Além disso, o Supremo Tribunal Federal assegurou às Instituições Federais de Ensino a autonomia para estabelecer condições de segurança sanitária no âmbito de suas atividades. 

“Estamos trabalhando diuturnamente para garantir um ambiente seguro. Dependemos da consciência dos vestibulandos, e de suas famílias, para que tenhamos candidatos saudáveis fazendo a prova. Se for fazer prova, não saia para eventos com aglomeração e use máscara. Preserve sua saúde para que possa garantir seu acesso à Universidade! Seguimos as recomendações dos cientistas em cada decisão, e precisamos que as pessoas que venham fazer as provas se cuidem, venham para o vestibular com saúde”, reforçou a presidente da Coperve, Maria José Baldessar.
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Inscrições abertas para cinco processos seletivos de ingresso na graduação da UFSC

12/01/2022 08:17

Estão abertas as inscrições para cinco processos seletivos e concursos complementares ao Vestibular UFSC 2022. No total, serão oferecidas 376 vagas. As inscrições para todos esses processos seletivos poderão ser feitas até 20 de janeiro, exclusivamente pela internet.

Os processos seletivos são para preenchimento das vagas suplementares para indígenas (22 vagas) e quilombolas (9); das vagas suplementares para negros (pretos e pardos – 210 vagas, sendo duas por curso); processo seletivo para Educação do Campo (50); vestibular para Licenciatura Intercultural Indígena (45); e vestibular para Letras/Libras na modalidade presencial (40). Os aprovados ingressarão na UFSC durante o ano letivo de 2022.

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) criou para cada concurso um site específico onde, além das inscrições, os candidatos realizarão procedimentos como correção de dados da inscrição e apresentação de recursos, receberão informações de confirmação de inscrição, locais de provas, editais complementares e avisos.

A maioria dos concursos prevê a realização de provas, mas também serão adotadas outras modalidades de seleção. O processo seletivo para ingresso no curso de Licenciatura em Educação do Campo – área de Ciências da Natureza e Matemática fará a classificação com base no histórico escolar do Ensino Médio (curso de segundo grau ou equivalente). Já o edital das vagas suplementares para negros utilizará notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) das edições de 2019, 2020 ou 2021.

Nos casos em que haverá realização de provas, será exigido o uso de máscara cobrindo nariz e boca durante toda a realização do certame. Aos candidatos que participarão do concurso para Letras/Libras e que necessitem de leitura labial, será autorizado o uso de uma máscara especial que permita o procedimento. Também será proibido o consumo de alimentos durante os exames e a aglomeração de pessoas nas proximidades dos locais de prova.

As reservas de vagas da Política de Ações Afirmativas serão aplicadas nos processos seletivos, com exceção do vestibular para Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica e dos processos seletivos para as vagas suplementares de negros, indígenas e quilombolas.

Confira os links para os editais dos processos seletivos:

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Boletim Necat alerta para explosão de casos ativos de COVID-19 na primeira semana do ano

11/01/2022 16:33

Desde o início da pandemia, o Núcleo de Estudos da Economia Catarinense (NECAT/UFSC) produziu análises semanais da evolução da COVID-19 no estado de Santa Catarina, as quais foram publicadas em 85 boletins. A partir de 2022 esses boletins terão periodicidade mensal.

O NECAT ainda manterá um informe semanal, mais resumido, que tratará apenas da evolução de alguns indicadores cruciais relativos ao comportamento da pandemia no estado, cujo cenário sofreu fortes alterações na passagem para o ano que se inicia. O boletim completo será publicado mensalmente.

O primeiro informe semanal do ano tem o título “A explosão dos casos ativos na primeira semana de 2022” e é assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do NECAT/UFSC. Confira o Informe Semanal completo aqui.

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