Pesquisadores estudam óleos funcionais como alternativa a tratamento com antibiótico na produção de frangos
Em uma parceria entre o setor privado, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um grupo de pesquisadores investigou os efeitos de dois tipos de tratamento para a coccidiose, uma doença que atinge frangos e leva a perdas econômicas de bilhões de dólares na avicultura mundial. Foram comparados os efeitos do antibiótico tradicionalmente usado para a enfermidade (monensina) e da mistura dos óleos funcionais da casca de castanha de caju e de mamona. O estudo indica que os óleos funcionais regulam a microbiota intestinal dos animais e apresentam uma alternativa eficaz de tratamento para a doença, além de evitarem o desenvolvimento de resistência parasitária ao antibiótico. Os resultados foram publicados no início deste mês na revista científica Plos One.
A coccidiose é causada pelo parasita Eimeria spp. e tem como principal sintoma a diarreia. É uma enfermidade de fácil disseminação, que afeta o consumo de ração e o ganho de peso dos animais. Conforme alerta a professora do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da UFSC Priscila de Oliveira Moraes, uma das autoras da pesquisa, nem sempre os produtores enxergam os sinais clínicos de infecção. “Embora esse parasita não cause uma grande mortalidade, ele é capaz de causar grandes prejuízos porque durante o seu ciclo ele destrói as vilosidades (as células de absorção de nutrientes do intestino)”, comenta a docente. Isso leva a uma alteração na microbiota – o ecossistema de micro-organismos que vive no trato digestivo dos animais – e ao aumento da população de bactérias patogênicas.
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