Morre José Marques de Melo, um dos grandes defensores do Jornalismo

20/06/2018 19:51

A Universidade Federal de Santa Catarina, o Departamento de Jornalismo, a coordenação do curso de Jornalismo e o Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFSC comunicam com pesar o falecimento do professor José Marques de Melo, ocorrido nesta quarta-feira, 20, em São Paulo.

Marques era um dos ícones dos estudos de comunicação no Brasil e América Latina, e grande defensor do jornalismo como profissão. Fundador da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) e da Cátedra Unesco, era professor emérito da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Autor de mais de 30 livros, sempre defendeu o diploma de jornalismo como requisito básico para o exercício da profissão. A UFSC lamenta profundamente a morte do professor, se solidariza com a família, amigos e toda a comunidade acadêmica da área de Comunicação e Jornalismo.

Foto Destaque: Youtube

Tags: comunicaçãofalecimentojornalismoJosé Marques de MeloUFSC

Parceria entre UFSC e CurtaDoc lança coleção de 20 documentários para salas de aula

23/02/2018 17:41

Imagem do documentário ‘Eh Pagu Eh”, de Ivo Branco.

A primeira Coleção EducaDoccom 20 curtas-metragens brasileiros, será lançada na quarta-feira, 28 de fevereiro, às 15h, no cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Produzida pelo CurtaDoc, em parceria com o Núcleo de Estudos da Infância, Comunicação, Cultura e Arte (NICA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a coleção de documentários tem uma tiragem inicial de mil cópias do box, contendo dois DVDs e o Caderno Pedagógico. Todos os filmes têm a opção de legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE). O material será distribuído para educadores de todo o país.

A seleção de documentários está organizada em quatro eixos temáticos: Direitos Humanos, Arte e Literatura, Política e Memória, Diversidade Brasileira. Os filmes foram escolhidos com base no acervo online do CurtaDoc, projeto transmídia da produtora Contraponto dedicado ao documentário latino-americano. “O nosso objetivo é estimular o CurtaDoc como um meio de difusão, distribuição e estímulo do documentário como uma ferramenta pedagógica. E nesta coleção temos curtas-metragens muito importantes que fazem parte da história recente do documentário no país”, explica Kátia Klock, diretora do projeto.

Filme “Várias vidas de Joana”, de Cavi Borges e Abelardo de Carvalho.

Além dos DVDs, a coleção conta com um caderno produzido pelo NICA com sugestões de mediações pedagógicas para cada filme, voltadas principalmente para o Fundamental II e o Ensino Médio. De acordo com Gilka Girardello, coordenadora do Núcleo, o principal mérito da coleção é colocar uma produção brasileira diversa e de qualidade nas mãos dos educadores. “São diferentes estilos e temas que permitem uma liberdade de escolha para os professores, levando em consideração aspectos pedagógicos, sociais, culturais e estéticos.”

A coordenadora da curadoria, Lícia Brancher, explica que o EducaDoc começou a ser pensado a partir da necessidade dos educadores em terem acesso à produção audiovisual brasileira, impulsionada com a Lei Nº 13.006 que determina a exibição de filmes nacionais nas salas de aula. “A partir de 2014, começamos a realizar oficinas nas escolas de Florianópolis com o apoio do NICA, o que fortaleceu a nossa parceria e ajudou a construir essa ponte com os professores.” As discussões com os professores também contribuíram para a escolha do suporte da coleção. “O DVD ainda é um suporte que permite a exibição em qualquer lugar, porque hoje todas as escolas têm equipamento de projeção, mas nem todas possuem acesso à internet”complementa Lícia.

“Mbya Reko Pyguá – a luz das palavras”, de Kátia Klock e Cinthia Creatini da Rocha.

Educadores de todo o Brasil podem receber o kit da Coleção EducaDoc. Basta enviar um e-mail com endereço completo e nome da instituição que representam (se houver) para . O EducaDoc é uma realização da Contraponto, produtora sediada em Florianópolis, e tem como patrocinadores as empresas Parati, Oxford, Tigre e Instituto Carlos Roberto Hansen. Todos acreditam que esta seja uma possibilidade de reforçar a relação entre o cinema, a educação e a sociedade. O projeto é realizado com os recursos da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. 

Sobre o CurtaDoc

CurtaDoc nasceu em 2009 como um programa para o SescTV no Brasil e, desde 2011, também é um acervo de documentários online e gratuito com mais de 1350 filmes. Os principais objetivos são mapear a produção de filmes de não-ficção, fortalecer a rede de realizadores latino-americanos, contribuir para a democratização do acesso ao audiovisual, servir como fonte de pesquisa e difundir o cinema como patrimônio imaterial. Na televisão brasileira, o programa contribuiu para fomentar a cultura deste gênero com exibição e discussão dos filmes. Em oito anos, foram três temporadas com 141 episódios, mais de 500 pessoas entrevistadas e 450 documentários brasileiros e latino-americanos licenciados e exibidos.

“Pixinguinha e a velha guarda do samba”, de Ricardo Dias e Thomaz Farkas.

Serviço

O que: Lançamento da Coleção EducaDoc

Quando: 28 de fevereiro, às 15 horas

Onde: Cinema do CIC, Agronômica, Florianópolis 

Quanto: Gratuito

Tags: comunicaçãoCultura e arteCurtaDocdocumentárioNúcleo de Estudos da Infânciasala de aulaUFSC

UFSC perde reitor comprometido com a política pública de comunicação

03/10/2017 09:25

A Agência de Comunicação da UFSC, ao resgatar sua política pública de comunicação, pauta sua atuação profissional em cima de valores como autonomia, comprometimento, cooperação, equidade, ética e transparência e pluralismo. Trata-se de uma receita que voltou a ser implementada a partir de maio de 2016 após quatro anos de estagnação.

Foi justamente com o início da nova gestão, liderada pelo reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo e pela vice-reitora Alacoque Erdmann, eleitos em novembro de 2015, que a Agecom voltou a recuperar esses valores, o status de direção administrativa que lhe havia sido retirado e o locus que lhe era devido na divulgação institucional da universidade.

Um valor em especial, o da autonomia, tinha importância estratégica para Cancellier, porque não significava que as pautas jornalísticas tinham que ficar atreladas ao Gabinete do Reitor, mas sim à instituição, à UFSC. Com experiência nas lidas diárias do jornalismo, repórter e editor que foi, levava muito a sério um princípio básico do Jornalismo, o do contraditório: contar os dois lados de uma mesma história.
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Tags: comunicaçãoLuiz Carlos Cancellierpolítica públicareitorUFSC

Pesquisa de opinião sobre comunicação midiática na UFSC

15/08/2017 11:30

A Agência de Comunicação da UFSC, através da Seção Comunica, promove no mês de agosto a pesquisa de opinião “Competência Midiática Organizacional”. Trata-se de um estudo que quer conhecer os hábitos de consumo da informação, a capacidade de compreender e produzir mensagens midiáticas que estudantes, docentes e técnicos da UFSC têm em seu poder.

Portanto, a ideia do estudo é conhecer melhor a competência midiática dos grupos organizacionais no propósito de propor ações educativas se for necessário. Para contribuir basta responder o questionário, que ficará disponível até o dia 26 de agosto, no link do seu perfil.

Docentes: https://collecta.sistemas.ufsc.br/restrito/responderQuestionario?idQuestionario=1145

Técnicos-Administrativos em Educação: https://collecta.sistemas.ufsc.br/restrito/responderQuestionario?idQuestionario=1143

Estudantes de graduação: https://collecta.sistemas.ufsc.br/restrito/responderQuestionario?idQuestionario=1146

Estudantes de pós-graduação: https://collecta.sistemas.ufsc.br/restrito/responderQuestionario?idQuestionario=1148

Tags: Comunica!comunicaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto de extensão promove grupos de conversação em francês, italiano, inglês e espanhol

15/03/2017 14:50

O projeto de extensão Grupos de Conversação promove quatro encontros semanais, gratuitos e abertos à comunidade, com um idioma diferente a cada dia: francês (segunda-feira), italiano (terça-feira), inglês (quinta-feira) e espanhol (sexta-feira). Todos podem participar, indiferentemente do nível de proficiência: o objetivo é dividir conhecimento nesses idiomas.

As atividades, coordenadas presencialmente pelo professor André Berri, são realizadas das 12h30 às 13h30, na sala 252 do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), já iniciaram e seguem até 30 de junho. É possível ingressar a qualquer momento, durante o semestre – não há necessidade de inscrição.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-9288.

Tags: CCEcomunicaçãoconversaçãoexpressãogrupo de conversaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Curso de formação em multiletramentos começa nesta sexta

01/10/2015 13:37

cartaz formação imagemO grupo de pesquisa Núcleo Infância, Comunicação, Cultura e Arte (NICA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove, a partir desta sexta-feira, o Curso de Formação Multiletramentos e a Metodologia dos Episódios de Aprendizagem Situados, como uma atividade no contexto da pesquisa Multiletramentos e aprendizagens formais e informais: diálogos entre escola e cultura. O curso será coordenado pela professora do departamento de Metodologia do Ensino Monica Fantin.

Serão 40 horas de trabalho distribuídas em quatro encontros presenciais (02/10, 16/10, 13/11 e 09/12) e atividades online. Por meio de discussões teóricas, oficinas e experiências didáticas, o curso visa propiciar um espaço de reflexão sobre as práticas de multiletramentos na escola e sua relação com a metodologia dos Episódios de Aprendizagem Situados (EAS) em contextos formativos e investigativos.

Mais informações pelo email:

Tags: comunicaçãoCultura e artecursoGrupo de PesquisaMetodologia do EnsinoNICANúcleo InfânciaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Colóquio debate novas tendências da comunicação científica

01/12/2014 14:17

O Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGECT/UFSC), em parceria com a Diretoria de Divulgação Científica (DDC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), promove a segunda edição do colóquio internacional “Tendências Contemporâneas da Comunicação Científica”. O evento tem como objetivo promover o debate sobre a inovação da comunicação pública da ciência, que precisa ser reinventada com o surgimento de novas mídias. Foi responsável pela palestra de abertura – realizada nesta segunda-feira, 1º de dezembro, no auditório da reitoria da UFSC – a professora Suzane de Cheveigné, diretora do Centre Norbert Elias das universidades de Avignon e Marseille, França.
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Tags: científicacolóquiocomunicação

Pós em Jornalismo promove conferência “O silêncio na comunicação”

03/10/2013 14:24

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo promove na segunda-feira, 7 de outubro, às 14h, a conferência “O silêncio na comunicação” com o professor Tito Cardoso e Cunha, da Universidade de Beira Interior (UBI), Portugal. O evento será no auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária da UFSC. A entrada é franca e a atividade é dirigida a estudantes de graduação e pós, professores, pesquisadores, profissionais e demais interessados.

Tito Cardoso e Cunha estudou filosofia nas universidades de Lisboa, Coimbra, Bruxelas e Louvain. Ensinou no departamento de filosofia da Universidade de Coimbra e nos de ciências da comunicação da Universidade Nova de Lisboa e da Beira Interior. Foi ainda professor visitante no Instituto de Estudos Europeus da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA). Tem-se dedicado ao estudo de retórica e teoria da argumentação, e é autor de diversos livros, entre os quais “Argumentação e crítica” (Minerva, 2004) e “O silêncio na comunicação” (Livros Horizonte, 2005).

Sobre o tema de sua conferência na UFSC, Cardoso e Cunha comenta: “Aparentemente, o silêncio é entendido como o contrário da comunicação, mas sabemos que isso não é verdade. O que se procura é demonstrar como, pelo contrário, sem o silêncio, a comunicação se torna impossível. Na total ausência de silêncio, a comunicação deixa de existir. Há significações que só pelo silêncio encontram a sua melhor expressão”.

Mais informações:

Fone: (48) 3721-6610
E-mails: 
Facebook: @posjorufsc
Twitter: @posjorufsc

Fonte: Posjor

 

Tags: comunicaçãoPOSJORUFSC

Livro sobre políticas de comunicação no Brasil será lançado durante congresso da Intercom

04/09/2013 16:02

Um livro dedicado a debater os desafios, avanços e experiências em políticas de comunicação no Brasil será um dos destaques do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A obra “Saber militante: teoria e crítica nas políticas de comunicação do Brasil”, organizada por Juçara Brittes, tem lançamento marcado para 6 de setembro, às 17h, durante a sessão IX Publicom – Lançamento de publicações em Comunicação.

O livro reúne dez artigos de estudiosos com compõem o Grupo de Pesquisa (GP) em Políticas e Estratégias de Comunicação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). É a primeira obra do grupo, que está comemorando 21 anos de atividades. Entre os destaques está o mapeamento dos estudos sobre políticas de comunicação, além de uma discussão sobre as metodologias de pesquisa e de uma análise sobre a regulação jurídica constitucional da liberdade de expressão. A obra apresenta ainda debates sobre a comunicação como direito fundamental, a fronteira entre mídia e política, experiências em ciberdemocracia, a comunicação eleitoral, entre outros.

Dois pesquisadores ligados à UFSC participam do livro. O professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política Itamar Aguiar e o doutor em Sociologia Política e ex-diretor da Agecom Paulo Fernando Liedtke assinam juntos a dedicatória e o terceiro capítulo. Na dedicatória “Daniel Herz, homenagem a um líder exemplar do saber militante”, Aguiar e Liedtke destacam as principais contribuições do autor de “A História Secreta da Rede Globo”, obra que mostrou o atrelamento político da Rede Globo ao regime militar e ao capital estrangeiro. Entre as várias iniciativas de Daniel estão a criação do curso de Jornalismo da UFSC, a fundação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o projeto “Os Donos da Mídia”, que mostra como é exercido o controle sobre os meios de comunicação.

No capítulo 3 da obra, Aguiar e Liedtke fazem uma análise sobre os avanços e retrocessos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, em relação à democratização da comunicação.  Os autores comparam as propostas de campanha do candidato Lula com as políticas públicas efetivamente praticadas pelo Ministério das Comunicações durante a gestão.

O congresso – organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), o Congresso é o evento mais importante da entidade e reúne  anualmente cerca de 3500 pesquisadores, profissionais e estudantes do Brasil, América Latina e Europa. O tema deste ano é “Comunicação em tempo de redes sociais: afetos, emoções, subjetividades”. Esta edição realiza-se de 4 a 8 de setembro em Manaus (AM). http://intercomanaus.com/brasil/

:: Serviço

O quê: lançamento da obra “Saber militante: teoria e crítica nas políticas de comunicação do Brasil”, organizada por Juçara Brittes
Quando:  6 de setembro, às 17h
Onde: Congresso o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação em 2013, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
Mais informações:
– Juçara Britter –
– Itamar Aguiar –
– Paulo Fernando Liedtke – 
– Site oficial da Intercom: www.intercom.org.br 

:: Veja também:

Sumário do livro “Saber militante: teoria e crítica nas políticas de comunicação do Brasil”

Prefácio – Murilo César Ramos
Apresentação – Juçara Brittes
Dedicatória “Daniel Herz: homenagem a um líder exemplar do saber militante” – Itamar Aguiar e Paulo Liedtke

PARTE I. – IDENTIDADE
1.Grupo de Pesquisa Políticas e Estratégias de Comunicação: identidade e perspectivas – Juçara Brittes
2.O método comparativo na pesquisa de Políticas de Comunicação – Elen Geraldes e Janara Sousa

PARTE II. — COMUNICAÇÃO E POLÍTICA
3. Políticas Públicas de Comunicação no Governo Lula (2003-2010): Avanços e Retrocessos Rumo à Democratização do Setor – Paulo Fernando Liedtke e Itamar Aguiar
4. As práticas comunicacionais eleitorais: a natureza do líder e sua relação com o poder – Tatiana Gianordoli
5. Estratégias de intersecção entre os campos político e midiático: os escândalos políticos em foco – Patrícia M. Pérsigo e Maria Ivete Trevisan Fossá
6. Bem dito seja: a construção da esfera pública pela comunicação e os discursos dos profissionais de comunicação pública – Ruth Reis
7. Conselho Curador da EBC: avanços e entraves na gestão das emissoras federais – Pedro Leonardo Alonso Buriti e Juliano Mauricio de Carvalho

PARTE III. — DIREITO E CIDADANIA
8. Regulação Jurídica Constitucional da Liberdade de Expressão e a sua Concretização pelo Supremo Tribunal Federal: análise do caso Siegfried Ellwanger – Carlo José Napolitano
9. Direito à informação e direito à comunicação: o percurso do jornalismo na constituição da cidadania – Davi Lopes Gentilli
10. Democracia/Ciberdemocracia: relações com o campo da Comunicação Social – Marta H. D. Tejera

Posfácio – A política, o poder e as capilaridades da Comunicação – Ada Cristina Machado da Silveira

:: Livros que serão lançados no Congresso da Intercom:

Impressos:
– Comunicação em tempo de redes sociais: afetos, emoções, subjetividade (Org. Marialva Barbosa e Osvando J. de Morais)
– África múltiplos olhares sobre a comunicação (Org. Antonio Hohlfeldt e Maria Inês Amarante)
– Saber militante: teoria e crítica nas políticas de comunicação do Brasil (Coleção GPs) – (Org. Juçara Brites)
– Comunicação e problema Luiz Beltrão: parte I (Coleção Beltranianas) – (Org. Osvando J. de Morais)
– Comunicação e problema Luiz Beltrão: parte II (Coleção Beltranianas) – (Org. Osvando J. de Morais)
– Comunicação e problema Luiz Beltrão: parte III (Coleção Beltranianas) – (Org. Osvando J. de Morais)

E-books:
– Comunicação em tempos de midiatização (Coleção GPs) – (Org. Barbara Heller)
– Semiótica da comunicação (Coleção GPs) – (Org, Alexandre Rocha da Silva e Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa)
– Comunicação e cidadania: objetos, conceitos e perspectivas (Coleção GPs) – (Org. Cláudia Regina Lahhani e Juciano de Sousa Lacerda)

Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC

Tags: comunicaçãoIntercompolíticas de comunicaçãoUFSC

Alison Griffiths no auditório do CFH

10/10/2012 09:02

O Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas e Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem da UFSC promovem nesta quinta-feira, 11/10, às 15 h, no auditório do CFH, a palestra”A Portal to Freedom: Cinema’s Emergence in the Early Twentieth Century Prison”, com a professora Alison Griffiths . Haverá tradução simultânea.

Griffiths explora a maneira como os novos meios de comunicação afetaram o balanço de sentidos na prisão. Ao invés de observar a chegada do cinema na prisão como um obstáculo que foi vencido ou um momento de avaliação qualitativa, o argumento é que essa emergência só foi possível por difíceis batalhas ganhas anteriormente, esforços por reformas tal como o estabelecimento de livrarias prisionais, educação e treino vocacional para os internos, prática de esportes e entretenimento. E enquanto o cinema trouxe o mundo de fora para dentro, ele também levou a prisão para fora, o que aparece como resultado do uso daquele espaço para gravação com cada vez mais regularidade.

Alison Griffiths é autora dos livros Shivers Down Your Spine:  Cinema, Museums, and the Immersive ViewWondrous Difference:  Cinema,
Anthropology, and Turn-of-the-Century Visual Culture
, ganhador do prêmio   KatherineS. Kovacs, como melhor livro em Filme e Estudos de Mídia de 2003 e menção honrosa no  Krazna Krausz Moving Image Book Award, de 2004.

Informações:

Tags: cinemacomunicaçãopalestraUFSC

Liberdade de Comunicação é tema de Jornada de História na UFSC

05/10/2012 14:44

Nos dias 22, 23 e 24 de outubro, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), acontece a II Jornada Histórica do Programa de Educação Tutorial (PET) da UFSC, com discussões sobre a importância da livre veiculação de informações e os impactos dos meios de comunicação na sociedade. Na programação dos três dias de evento constam palestras, debates e apresentações de trabalhos acadêmicos de graduandos do Curso de História da UFSC.

O tema da edição deste ano é “História, Mídia e Sociedade de Controle”. Entre as palestras estão “Além do espetáculo: mídia, poder e história”, “Políticas Culturais no Brasil”, “A monopolização da Mídia e o trabalho dos
jornalistas” e uma discussão sobre a atual situação do Arquivo Público de Florianópolis, com a presença do Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Santa Catarina, Dalmo Vieira Filho, e da Professora do Curso de História da UFSC, Beatriz Gallotti Mamigonian.

A II Jornada Histórica PET contará com a presença de professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade de São Paulo (USP). Para ter direito a certificado de participação nas palestras e mesas de discussão, os interessados devem mandar um e-mail para  com nome completo, matrícula, e-mail, CPF e telefone.

Mais informações e programação completa:
http://pethistoriaufsc.wordpress.com/

Poliana Dallabrida Wisentainer / Estagiária de Jornalismo da Agecom /UFSC

Tags: CFHcomunicaçãojornadaPETUFSC

Jovens do MST participam de capacitação em comunicação na UFSC

24/08/2012 18:55
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Os visitantes que participaram das oficinas tiveram a oportunidade de produzir conteúdo em rádio, TV, web design, editoração eletrônica e fotografia

Nesta sexta-feira, 24/08, cerca de 40 jovens de assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) participaram de oficinas de capacitação em tecnologias da informação no Departamento de Jornalismo da UFSC. Os integrantes visitaram os laboratórios de rádio e TV e conheceram os equipamentos utilizados para fotojornalismo e produção de conteúdo online e impresso. As oficinas fazem parte do projeto De olho na terra, que é uma parceria da Universidade com os assentamentos da cidade de Rio Negrinho.

Os visitantes que participaram das oficinas tiveram a oportunidade de produzir conteúdo em rádio, TV, web design, editoração eletrônica e fotografia. A equipe que realizou a oficina no Laboratório de Telejornalismo aprendeu as noções de produção de um telejornal e captação de som e imagem. Para alguns deles, foi o primeiro contato com os equipamentos e o desenvolvimento de notícias.

Segundo Clarilton Ribas, coordenador do projeto e professor do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, o objetivo das oficinas é aproximar os jovens às tecnologias. Para ele, a presença das mídias ajuda a desconstruir a ilusão de que a vida na cidade pode ser melhor. “Eles chegam na área urbana e se sujeitam a subempregos. O jovem quer ter computador, internet ao seu alcance, é necessário que ele tenha acesso aos benefícios da modernidade na área rural a fim de se manter no campo.”

O projeto De olho na Terra tem a proposta de criar laboratórios que facilitem o acesso à produção de conteúdo por meio de equipamentos digitais em sete assentamentos de Rio Negrinho, e está em fase de licitação. Ribas diz que o assentamento deve ter condições de informar e comunicar por meio de seus próprios integrantes.

A UFSC desenvolve vários projetos com as cerca de 500 famílias assentadas em Rio Negrinho. Além de trabalhos voltados à comunicação, são realizadas análises de fertilizantes, estudos com sementes e assistência técnica no campo para enriquecer e aumentar a produção. Um projeto de incentivo à plantação é mantido e apresenta resultados positivos. Escolas, hospitais, creches e outras instituições são beneficiadas pelos produtos dos assentamentos. Ribas destaca ainda que além da alta produtividade, os assentamentos oferecem comida de qualidade, cultivada sem o uso de agrotóxicos.

Por Murici Balbinot / Estagiário de Jornalismo na Agecom

Foto: Henrique Almeida/ Agecom/ UFSC

Tags: CCEcomunicaçãoMSTUFSC

Fórum participativo propõe comitê para gerenciar a comunicação da UFSC

07/05/2012 14:33

Paulo Fernando Liedtke, Carlos Righi, Tattiana Teixeira e Mirian Ghizoni na mesa sobre comunicação institucional

O fórum que discutiu a comunicação institucional na UFSC teve como marca não apenas o seu caráter diagnóstico: trouxe também propostas de ação. O evento aconteceu na noite de quarta-feira, 2 de maio, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Na sequência, a comunidade acadêmica teve oportunidade de entender o atual estado da cultura e da arte na UFSC e pensar soluções. Os eventos fazem parte do Fórum de Planejamento para a Nova Administração da UFSC, gestão 2012-2016.

Comitê gestor – A equipe que fez o diagnóstico da Comunicação na UFSC, coordenada pelo professor Carlos Righi (CCE), entrevistou os diversos profissionais que trabalham com a comunicação na UFSC. Apresentou como principal proposta a criação de um Comitê Gestor de Comunicação, que se articule e trabalhe em conjunto para estabelecer as diretrizes estratégicas, as políticas de comunicação e os princípios norteadores para uma política institucional no setor. Neste comitê estariam integrados os diversos órgãos que já lidam com a comunicação na Universidade para apoiar este objetivo: Agecom,  TV UFSC, Design, Tecnologia da Informação e Ouvidoria, e os que serão criados, como Portal da Transparência, Memória UFSC e Rádio UFSC. O comitê também teria por função assessorar o mandato na definição das políticas públicas de comunicação, atuando como um conselho político e como um comitê de crise, considerado pelo grupo um sistema inovador e obrigatório nos planos de comunicação contemporâneos.

Autonomia financeira – O grupo defende a autonomia, sobretudo financeira, dos setores envolvidos com a comunicação, quebrando o vínculo direto ao Gabinete do Reitor. O grupo avaliou que este vínculo torna a circunstância da comunicação difícil porque é ligada às administrações. “A autonomia financeira é importante”, afirma Righi.

Propostas da comunidade – Nas manifestações da plateia surgiram sugestões como: dar mais visibilidade ao conhecimento produzido pela universidade; melhorar a comunicação interna, para que cada setor conheça a produção de outros setores e até mesmo dentro de seu próprio setor; democratizar os espaços de comunicação da universidade; trabalhar a comunicação institucional em um nível estratégio, atribuindo a ela um status executivo de secretaria; incorporar a lógica das redes sociais na divulgação científica, publicando o conhecimento produzido na internet, à disposição da sociedade brasileira; avançar na acessibilidade da comunicação da UFSC e em relação à mediação da comunicação com os vários públicos; criar um conselho de comunicação social da UFSC, com a participação da sociedade civil, a fim de fortalecer a TV UFSC e a TV Cultura, que recentemente voltou a ser de responsabilidade da Universidade.

Para concluir a sessão, Roselane Neckel, futura reitora, lembrou que este é o primeiro fórum que trata de construir um processo de aprender a ouvir, compreender e respeitar. “Temos que reaprender. Para alguns é mais fácil, para outros não é tão fácil. É nesse sentido que entendíamos a nossa mudança por uma mudança de cultura organizacional”.

Paulo Ricardo Berton, Marcos Montysyma e Mirian Ghizoni na mesa sobre Cultura e Arte.

Paulo Ricardo Berton, Marcos Montysymma e Mirian Ghizoni na mesa sobre Cultura e Arte.

Cultura e arte na UFSC

Na segunda sessão da noite de quarta-feira, o Fórum debateu sobre a Cultura e a Arte na UFSC. O ponto de partida foi o diagnóstico realizado pela equipe coordenada pelo professor Marcos Montysumma (CFH), que analisou as ações da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte). Com o orçamento de 2011 de R$ 1.987.131,37, a secretaria é formada pelos setores: Departamento de Cultura e Eventos (DCEven), Departamento Artístico Cultural (DAC), Editora da UFSC (EdUFSC), Museu Universitário (Marque), Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), Núcleo de Estudos Museológicos (NEMU), Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina e Projeto Pontão de Cultura.

Por meio de entrevistas com os profissionais que atuam na SeCArte, foi possível descobrir que a avaliação é positiva sobre a separação das áreas de cultura e extensão. A transformação da cultura com status de secretaria resultou em maior visibilidade para a cultura e a arte na UFSC, já que a área passou a contar com um orçamento próprio. Outra vantagem é que a direção da secretaria não fica mais sobrecarregada por ter que dominar duas áreas específicas, como cultura e extensão. O espaço físico próprio ajudou a criar a identidade no setor. A SeCArte está integrada aos cursos de Cinema e Artes Cênicas, por exemplo.

Falta de verba específica – Entre os principais problemas diagnosticados no DAC e também no Marque é a falta de verba orçamentária específica. Tanto que, no DAC, várias atividades foram interrompidas por falta de recursos. O departamento também precisa aparelhar o teatro, restaurar o patrimônio histórico artístico, como por exemplo a Igrejinha, o teatro e a galeria de arte. O Marque está sem pessoal para administrá-lo. O compressor de uma das reservas do museu está quebrado há dois anos. Tanto do DAC quanto no Marque falta pessoal capacitado e uma fundação cultural a fim de captar recursos para concorrer em editais.

Centro de Eventos – Outro ponto debatido foi o Centro de Cultura e Eventos, que alguns defendem ter um dos maiores e melhores auditórios da cidade, embora haja controvérsias, devido à falta de equipamentos e de camarim, por exemplo. O diagnóstico identificou que o espaço não é exclusivo para a cultura, pois é utilizado também pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS) e pela Unimed. A caixa d´água é compartilhada com o novo RU, o que ocasiona falta de água. Os banheiros também são utilizados pelos usuários do restaurante.

Debates e propostas – O debate lançou temas como o abandono do Centro de Convivência (ao lado do RU); a reivindicação de transformar a Igrejinha da UFSC para sua função original; a falta de estrutura administrativa do DAC; a implantação de projetos mais intensos e contínuos na área de cultura e arte; mais transparência na política de patrocínio de eventos pela SeCArte; a participação da comunidade na comissão de cultura da UFSC; a existência de um espaço para praticar cultura e arte em cada centro da universidade, entre outras.

Uma análise que mereceu destaque foi da aluna de arquitetura, Luíza Finger Martins, cujo TCC é o projeto de um centro de artes da UFSC. “O problema da arte na UFSC é silencioso, de mentalidade, que reflete a importância da arte na universidade. Embora o brasão da UFSC traga “Ars et Scientia”, a produção artística é muito pequena, com o foco só na ciência”, explica. “Na ciência, quanto mais certeza temos, mais ficamos imobilizados. A arte nos faz questionar, renovar as ideias, repensar aquilo que a ciência tem como certeza. A gente precisa de um espaço para trocar nossas experiências, nossos conhecimentos, que não são apenas os científicos”, conclui a estudante.

Sobre o fórum

Este fórum teve por objetivo apresentar e discutir propostas para uma política  de Comunicação Institucional e uma política da Cultura que atendam aos anseios da sociedade e a defesa do interesse público, visando constituir linhas de ação para a nova gestão.

Eixos diretrizes para discussão:
1) O comprometimento da UFSC com a comunicação pública;
2) O aperfeiçoamento da política de  comunicação institucional e organizacional como ação estratégica e o papel da Agecom;
3) A transparência e a prestação de contas à sociedade como fator determinante para nortear a comunicação institucional na UFSC;
4) Os principais canais de comunicação da UFSC (redes sociais, TV UFSC e demais mídias), e o que pode ser aperfeiçoado;
5) A cultura como um canal de mediação entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa da UFSC;
6) Políticas de Cultura na UFSC: um desafio.

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom. Fotos: Carla Costa.

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– Comunicação e divulgação científica também são desafios para pesquisa e pós-graduação

– Fórum debate permanência dos alunos na UFSC

– Fórum discute prioridade para os campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville

– Debate sobre gestão de pessoas deflagra Fóruns de Planejamento para a Nova Administração

Tags: Agecomcomunicaçãoculturanova gestãoUFSC

O imaginário e as crianças de hoje

10/08/2011 11:03

O Programa de Pós-Graduação em Educação e Núcleo Infância, Comunicação e Arte promovem no próximo dia 12, às 9 horas, nas dependências do PPGE-CED-UFSC, mesa-redonda “Um diálogo sobre o imaginário e as crianças de hoje”, com os professores Valeska Fortes de Oliveira (PPGE/UFSM) Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Imaginário Social; João Luís Carrascoza (ESPM/USP), (Prêmio Jabuti de literatura infantil); Isabel Orofino (PPGCOM/ESPM) Grupo de Pesquisa Imagem, Metrópoles e Culturas Juvenis (PUC-SP). Maiores informações: professora Gilka Girardello, fone 9922-8963.

Tags: comunicaçãoinfâncialiteratura

Museu em Curso aborda exposições etnográficas

29/06/2011 09:20

O sétimo encontro do Projeto Museu em Curso traz a museóloga Marília Xavier Cury, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP para proferir a palestra “Museu e Exposições Etnográficas”. A pesquisadora abordará as experiências na área de comunicação museológica, enfatizando as exposições etnográficas. Aberto à comunidade, a palestra ocorrerá no dia 1 de julho, das 16h às 18 horas, no auditório do Museu Universitário.
(mais…)

Tags: comunicaçãomuseuUSP

Livros sobre criatividade e evolução das mídias são lançados nesta quarta

25/05/2011 11:58

Nesta quarta, 25/05, às 19h, serão lançados no Espaço Lindolf Bell, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, os livros Criatividade & Conhecimento e Mídias do Conhecimento (Editora Pandion – www.editorapandion.blogspot.com), organizados por professores e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Criatividade & Conhecimento, organizado por Vânia Ribas Ulbricht, Tarcísio Vanzin e Ana Lúcia Zandomeneghi discute o tema pelo viés acadêmico contemporâneo, que considera como resultante de um processo cognitivo inerente a todos os seres humanos. Por meio da criatividade é possível gerar novos conhecimentos, fundamentais para a inovação. Dessa capacidade que o ser humano tem de transformar, interferir, criar e atribuir valor resulta a infinidade de produtos que inundam os mercados e que movimenta a economia.

O livro Mídias do conhecimento, organizado por Tarcísio Vanzin e Gertrudes Aparecida Dandolini, permite entender a evolução das mídias ligada ao progresso tecnológico até a atual era da mídia digital. Esta visão evolutiva faz com que o leitor entenda as mudanças em seu próprio papel, fazendo com que este deixe de ser passivo, para ser um leitor ativo e que interage contribuindo para o conteúdo percebido.

Serviço:
Coquetel de lançamento: 25 de maio
Horário:19h
Local: Centro Integrado de Cultura – CIC | Espaço Lindolf Bell | Avenida
Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica – Florianópolis – SC

Informações: Mariana Lapolli (48) 9914-2555 / Fonte: Assessoria de Imprensa – Editora Pandion


Tags: comunicaçãolivrotecnologia

Congresso na Ilha mostra as tendências da comunicação no setor público

28/04/2011 12:25

A segunda edição do Congrecom – Congresso Sul-Brasileiro de Comunicação e Marketing no Serviço Público, que acontece de 10 a 12 de maio, em Florianópolis, no Majestic Palace Hotel, traz novamente palestrantes renomados na área da comunicação governamental. O evento, sucesso de público no ano passado, deverá contar com mais de 300 participantes.

Na pauta, processos da comunicação e relacionamento entre governo e sociedade, a construção da imagem de uma organização pública, além de cases de instituições nacionais, aliando os temas às novas tendências e conceitos de comunicação aplicados ao setor público.

O Congrecom é uma iniciativa da Associação Criar em parceria com a Criacom Comunicação Full Service e conta com o apoio da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina – Agecom e Sinapro.

Inscrições

Para a inscrição foram disponibilizadas diversas formas de pagamento: à vista, por boleto ou depósito bancário, em duas vezes no boleto, ou parcelado em até seis vezes no cartão de crédito (sistema PagSeguro). Além disso, são oferecidas possibilidades de desconto para grupos e de acordo com a data. Confira na tabela os valores:

PREÇOS PARA PROFISSIONAIS

Até  01 de maio: R$ 550,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 522,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 495,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 600,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 570,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 540,00

PREÇOS PARA ASSOCIADOS DA SINAPRO

Até  01 de maio: R$ 510,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 485,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 459,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 550,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 522,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 495,00

PREÇOS PARA ESTUDANTES

Até  01 de maio: R$ 275,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 262,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 248,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 300,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 285,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 270,00

As inscrições são realizadas on-line, no site do Congrecom www.congrecom.com.br

Informações: (47) 3028 5850 | | www.congrecom.com.br

Confira alguns dos palestrantes do evento:

Quem disse que não dá para medir? A mensuração de resultados de comunicação no serviço público requer modelos diferentes daqueles utilizados na área corporativa

Palestrante: Cristina Panella – Presidente da CDN Estudos&Pesquisa

Cristina Panella é Doutora em Sociologia com ênfase em Comunicação pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales – E.H.E.S.S., Mestre em Formação à Pesquisa (E.H.E.S.S.) e Mestre em Antropologia Social (Université René Descartes – Paris V – Sorbonne). Com carreira e experiência nacional e internacional nas áreas de consultoria de comunicação, pesquisa de imagem, mercado e de opinião e marketing, preside a CDN Estudos & Pesquisa, empresa de inteligência em pesquisa. É palestrante em diferentes cursos e seminários na área da pesquisa e mensuração de resultados com foco em imagem e reputação e professora universitária (USP – convidada do Gestcorp e INPG).

Entre pedras, telhado e vidro: a difícil missão do intermediário entre representante e cidadão

Palestrante: Ana Lúcia Henrique Teixeira, Assessoria Técnica da Liderança do PDT  –   Câmara dos Deputados

Assessoria da Liderança do PDT, na Câmara dos Deputados, Ana Lúcia Henrique é jornalista (UFRJ) e relações públicas (IESB) com MBA em Administração Mercadológica (CEAG – FGV) e mestre em Ciências Políticas pelo convênio Iuperj/Cefor.

Matrizes de Influência – A importância de conhecer as lideranças regionais e como interagir com elas para melhorar a Comunicação de governo

Palestrante: Eduardo Pugnali, Coordenador de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo

Pós-graduado pela PUC-SP em Jornalismo Institucional, com formação em administração pela FAAP e jornalismo pela FIAM, atuou como repórter e editor das revistas Automóvel & Requinte e Automóvel 4×4, além de ter prestado serviços para as revistas Carro e Quatro Rodas. Em comunicação corporativa, atuou como assessor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, da Grupo Bandeirantes de Rádio e TV e Sun Software. Foi sócio-diretor da Holofote Comunicação cuidando de clientes como Deca, Hotel Unique, Banco Rendimento, Manpower, Gyotoku, e mais 30 clientes. Atualmente, é coordenador de imprensa da Secretaria da Casa Civil – Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, cuidando de projetos de relacionamento com a mídia regional e internet.

A Cadeia Produtiva da Comunicação: Como Integrar as Áreas de Atendimento ao Cidadão, Assessoria de Imprensa e Gestão de Riscos

Palestrante: Lea Maria Cavallero BarbacoviSuperintendente de Marketing e Comunicação Social da Infraero

Jornalista, Pós-Graduada em Gestão Executiva de Aviação Civil (UNB/ DF) e Administração em Marketing (ESPM/ RJ), Lea Maria tem mais de 23 anos de experiência no setor aéreo e, atualmente, ocupa o cargo de Superintendente de Marketing e Comunicação Social da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), ligada à Presidência da Empresa. A atuação da Superintendência abrange as áreas de Publicidade, Patrocínio, Imprensa, Eventos, Comunicação Interna, dentre outras. Atuou anteriormente como Gerente de Imprensa da INFRAERO, assessorando o presidente da estatal, bem como coordenado os elos de imprensa que atuam nos principais aeroportos do país. No Ministério da Defesa, entre os anos de 2005 e 2007, atuou como Assessora de Comunicação Social. Também trabalhou como chefe da Assessoria de Comunicação Social no antigo DAC (atual ANAC).  Também possui experiência em mídias como rádio, revista e TV e ministra aulas e palestras, em universidades, sobre o papel da comunicação social no meio corporativo e assessoria de imprensa.

Comunicação institucional no poder legislativo

Palestrantes: Mario Sergio Brum, diretor da Criacom Comunicação Full Service e Sabrina Aguiar, coordenadora da TV Câmara de Joinville

Mario Sergio Brum – Diretor da Criacom Comunicação Full Service, é publicitário, jornalista e historiador, pós- graduado em Marketing, Comunicação e Propaganda. Professor de Comunicação e Marketing no Serviço Público do MBA da Universidade Anhanguera, atua há mais de 35 anos em empresas públicas e privadas. Trabalhou em jornais, revistas, rádios, TVs, jornalismo empresarial, publicidade e há 22 anos é empresário de agências de comunicação. Co-autor do Manual de Assessoria de Imprensa, é consultor em Midia Training, Endomarketing e Planejamento e Gestão da Comunicação no Serviço Público. Experiência de 35 anos em projetos e ações de comunicação institucional e mercadológica no relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, consumidores, comunidade, formadores de opinião e imprensa para empresas como Embraco, Brasmotor, Consul, Electrolux, Sundown, Boticário, Incepa, Docol, Tigre, Tupy, Krona, Agemed, Univille, Elias Moreira, Coopercred, Athletic, Agemed, Weg, Vega do Sul, Marisol, Karsten, Hering, Haco, Shopping Mueller, Unimed, Camara de Vereadores e Prefeitura Municipal de Joinville. Participação e gerenciamento de projetos de Assessoria de Imprensa, Jornalismo Empresarial, Marketing Comunitário e Responsabilidade Social, premiados nacionalmente com o Prêmio Empresa Cidadã da ADVB para o projeto Aluno Guia, Prêmio Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial para projetos de O Boticário, Wangler e Electrolux, e Prêmio Opinião Pública – Associação Brasileira de Relações Públicas para projeto de comunicação de relacionamento comunitário da Transtusa e Gidion.

Sabrina de Aguiar – trabalha em telejornalismo há 11 anos. Iniciou no canal a cabo TV Cidade, como repórter. Depois, foi selecionada pelo programa Caras Novas do grupo RBS onde atuou 4 anos na empresa em Joinville e Florianópolis. Na RBS e TV COM foi repórter, editora de texto, editora de Esportes e editora-chefe (Joinville). A convite da Câmara de Vereadores de Joinville participou da implantação da TV Câmara em 2003. Permanece até hoje no cargo como coordenadora da produção jornalística para TV. A produção é diária, com 30 minutos de duração e mais um programa de entrevista semanal de 45 minutos de produção.

O petróleo na vitrine – Como a Petrobras planeja e realiza o trabalho de relações com a imprensa brasileira e internacional

Palestrante: Lucio Mena Pimentel, Gerente de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobras

Com 49 anos, é formado em Comunicação Social / Jornal ismo pela Faculdade de Comunicação Hélio Alonso, possui Pós-Graduação em Comunicação Empresarial pela Faculdade da Cidade, MBA em Marketing Estratégico pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e MBA em Gestão de Comunicação Organizacional pela FIA/USP. Como jornalista desde 1985, exerceu a função de chefe-adjunto (substituto eventual) da Assessoria de Imprensa da Petrobras S.A. de 1989 a setembro de 1999 e foi Assessor de Imprensa da diretoria da Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros de 1999 a 2003. Desde janeiro de 2006 exerce o cargo de Gerente de Imprensa da Petrobras e implementou no conglomerado empresarial o projeto Agência Petrobras de Notícias, processo global de assessoria de imprensa, envolvendo mais de cem colaboradores em todas as empresas ligadas à holding Petrobras no Brasil e no mundo.

Gestão de Crise e Comunicação

Palestrante: João José Forni – Gestor de Crise

João José Forni, natural do RS, é formado em Letras e Jornalismo. É Mestre em Comunicação, pela Universidade de Brasília. E tem o curso MBA em Gestão Estratégica, pela Universidade de São Paulo-USP.  Começou no jornalismo, no interior do RS, exercendo também o magistério no nível médio e superior, além de redação e edição. Desde 1977 trabalha com assessoria de imprensa, com passagens pelas áreas de publicidade e promoções. Foi Gerente de Comunicação do Banco do Brasil durante vários anos, sendo responsável pelas áreas de imprensa, relações institucionais, comunicação interna e internet. De 2005 a 2007, após seis anos fora, voltou ao Banco do Brasil como Assessor Especial do Presidente. Foi Superintendente de Comunicação e Diretor Comercial e da Infraero, professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda e Assistente da direção do Curso de Comunicação Social do Centro Universitário de Brasília-UniCEUB. Atualmente, além de continuar a participar de seminários de comunicação, é instrutor de Media Training para executivos e professor dos Cursos de pós-graduação em Gestão em Comunicação nas Organizações, do UniCEUB e Assessoria em Comunicação Pública do IESB-Instituto de Educação Superior de Brasília. É criador e mantenedor de dois sites especializados em gestão de crise: http://www.jforni.jor.br e http://www.comunicacaoecrise.com.

Tags: comunicaçãoCongrecomcongresso

Congresso Sul-Brasileiro de Comunicação no Serviço Público tem inscrições abertas

05/04/2011 14:44

Estão abertas as inscrições para o 2º Congresso Sul-Brasileiro de Comunicação no Serviço Público. O evento acontece de 10 a 12 de maio, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, com o apoio da Agecom/UFSC.

No evento será debatido o papel da comunicação pública no Brasil e a comunicação social como instrumento de cidadania e ferramenta que propicia a transparência das gestões públicas. Entre os palestrantes estão profissionais da Infraero, Petrobras e Exército.

Informações e inscrições através do site www.congrecom.com.br.


Programação:

Domingo, 10/05

09h – Mídia e segurança pública: Os desafios da comunicação

10h45 – A cadeia produtiva da comunicação: Como integrar as áreas de atendimento ao cidadão, assessoria de Imprensa e gestão de riscos. Palestrante: Lea Maria Cavallero Barbacovi – superintendente de Marketing e Comunicação Social – Infraero

14h – Quem disse que não dá para medir? A mensuração de resultados de comunicação, no Serviço Público, requer modelos diferentes daqueles utilizados na área. Palestrante: Cristina Panella, presidente da CDN Estudos&Pesquisa.

15h45 – O petróleo na vitrine – Como a Petrobrás planeja e realiza o trabalho com a imprensa brasileira e internacional. Palestrante: Lucio Mena Pimentel, gerente de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobrás.

Segunda, 11/05

09h – Planejamento de comunicação: Critérios para definir stakeholders em áreas do governo.

10h30 – Ética e transparência no serviço público: O dilema de quem é intermediário entre a autoridade e a sociedade. Palestrante: Ana Lúcia Henrique Teixeira, assessoria Técnica da Liderança do PDT – Câmara dos Deputados

14h – Desafios da ouvidoria na interação com o cidadão. Expectativas e percepções do ouvidor na interação com o cidadão. Palestrante: Bruno Konder Comparato, professor no curso de ciências sociais da Unifesp.

15h45 – De portas abertas: a política de comunicação do exército. Palestrante: Carlos Alberto Barcelos, chefe do centro de comunicação social do Exército.

Terça, 12/05

09h – Matrizes de Influência: a importância de conhecer as lideranças regionais e como interagir com elas para melhorar a comunicação com o governo. Palestrante: Eduardo Pugnali – coordenador de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo

10h45 – Construção de políticas de comunicação interna no serviço público. Palestrante: Mauro Lopes – diretor da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação.

14h – Investimento em cultura como ação estratégica de comunicação do governo.

15h45 – Gestão de crise e comunicação. Palestrante: João José Forni – gestor de crise.

Tags: comunicaçãocongresso

Antropólogo italiano propõe o estupor na relação entre as culturas

30/03/2011 10:43

Se fosse para sintetizar o pensamento de Massimo Cavenacci, o oposto do dito popular “quem gosta de velharia é museu” exprimiria bem o que prega o antropólogo italiano. Não há nada mais atual do que colecionar as relíquias do contemporâneo. Ao falar sobre Os desafios do museu no século XXI, o catedrático da Universitá di Roma La Sapienza e professor convidado do Departamento de Psicologia da UFSC defendeu a polifonia dos museus, a exposição de acervos museais em espaços dinâmicos da cidade e a apropriação das tecnologias digitais para a autorrepresentação das culturas e identidades.  Em suma, o museu contemporâneo deve se constituir na mobilidade da vida urbana, incorporar as novas tecnologias e estar atento à pluralidade das culturas. A conferência atraiu uma plateia de cerca de cem pessoas, entre alunos, professores e comunidade em geral para o pequeno auditório do Museu Universitário na tarde da terça (29), abrindo o primeiro evento do ciclo de debates O Pensamento do Século XXI e da série Museu em Curso deste ano.

Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Lançador de instigantes neologismos conceituais como “multivíduo performático” e “desnativização” o autor de A cidade polifônica – Ensaios sobre a antropologia da comunicação urbana mostrou que as posturas e performances de corpo são objetos privilegiados das coleções museológicas do presente e propôs que o museólogo suspenda o conceito de nativo, à medida que traduz um olhar colonialista em relação ao outro. “O museu deve favorecer a multiplicação da subjetividade”, afirmou. Dentro desse contexto, é fundamental repensar sua função na sociedade. E para isso, Massimo defende que “a identidade da cultura não pode ser só das raízes”, lembrando a expressão “from roots to routes” (de raízes para rotas): “O museu contemporâneo precisa mudar, de raízes para itinerários. As raízes bloqueiam a cultura, enquanto que os itinerários favorecem as subjetividades”. A artista plástica brasileira Nele Azevedo, de acordo com o antropólogo, exemplifica essa ideia. Criadora de mil homenzinhos de gelo que foram colocados na escadaria da sala de concertos da Gendarmenmarkt, em Berlim, para uma campanha da WWF sobre o aquecimento global realizada em 2009, viu sua obra durar cerca de meia hora. “É interessante pensar na força de um tipo de arte que, descongelando, vira água. Acredito que uma parte do museu deve ser temporária, pois assim ele sempre se renova”.

A renovação dos espaços que abrigam a arte contribuiria para que os espectadores – ou os “performáticos”, que seriam os observadores que interagem mais ativamente com as obras – pudessem experimentar diante do outro, do estranho e do diferente o “estupor”, definido pelo dicionário português Priberam como “efeito, geralmente imobilizante, de grande espanto ou surpresa”. Massimo afirma que o som da palavra o agrada, preferindo relacioná-la ao espanto, mas acredita que essa significação ainda não seja a mais adequada. “A arte precisa modificar a identidade das pessoas. Não posso ser o mesmo depois de interagir com ela”. Mas para que essa transformação possa acontecer, é necessário que o performático se permita se entregar ao estupor. “É o posicionamento corporal em relação ao que é desconhecido e que desejo encontrar. É um momento antes da contemplação, e meu corpo precisa se abrir – boca, olhos, nariz, ouvidos – para absorver a obra de arte”.

A câmera dentro da câmera dentro da câmera

O professor mostrou fotos feitas dos chamados nativos, em que são retratados de maneira inferior aos colonizadores, podendo criar um tipo de deslocamento ou de invasão – “e se pensarmos na definição de ´nativo`, que ´provém de determinado lugar´, um índio seria nativo na Europa?” – defendendo seu direito à autorrepresentação e à desnativização. “Fui convidado pelos Bororos, no início dos anos 1990, a participar do ritual de furação de orelhas, que acontece a cada sete anos. Cheguei com câmeras, e me deparei com três deles gravando a atividade. Meu papel clássico, então, estava em crise; eles precisavam ser os sujeitos que davam sentido ao próprio ritual. Coloquei, nesse momento, minha câmera atrás das deles, enquadrando-as, para registrar o contexto”.

Além dessa multiplicidade cognitiva, que é potencializada também pela internet, Massimo já disse, em entrevista ao blog overmundo, que gosta de ”utilizar o artigo no singular, e o pronome no plural, isto é, o eus”. “O conceito de multivíduo, para mim”, continua, “é um conceito mais flexível, mais adequado à contemporaneidade. Por que significa que multivíduo é uma pessoa, um sujeito, que tem uma multidão de eus na própria subjetividade”. Esse eus também foi representado através de imagem que mostrava uma mulher se despindo da própria pele abrindo zíperes que tinha espalhados pelo corpo, revelando outras camadas epidérmicas. “Como o museu enfrenta o pós-humano, isto é, a arte digital? Que tipo de experiências podemos desenvolver? Quantas peles a gente tem? Há um número limitado? Quais as diferenças entre corpo e tecnologia?”, questiona.

Museu & cinema

Tahuany Coutinho, de 24 anos, é caloura de Museologia e assistiu à palestra. “Gosto da possibilidade de perceber o museu não simplesmente como um espaço onde as obras são expostas, mas sim como oportunidade de transformação através do contato com a arte”. A estudante conta que alguns professores do curso defendem o ponto de vista do antropólogo, e ressalta que o “museu não deve ser para alguém e sim com alguém”. Quase formada em Artes Cênicas, Tahuany veio de São Paulo com a intenção de se graduar em Cinema, mas acabou optando por Museologia por causa do viés antropológico do curso. No entanto, vê semelhanças entre os dois, quando pensa na importância do museu se valer de recursos, como os audiovisuais – como fazem os museus paulistas da Língua Portuguesa e do Futebol -, para envolver os performáticos.

Os projetos ´O Pensamento no Século XXI` e ´Museu em Curso` foram concentrados em torno dessa conferência para evidenciar os desafios das instituições museológicas hoje. Na continuidade do projeto Museu em Curso, a cada mês, será realizada uma palestra voltada para as diversas áreas da teoria e da prática museológica.

Mais informações: 48 3721-8604 ou 9325 ou .

Por Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom e
Raquel Wandelli/Jornalista na SeCArte

Tags: antropologiacomunicaçãomuseologia