Estimativas da subnotificação da Covid-19 em Santa Catarina será o tema de uma live promovida pela Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nesta quinta-feira, 7 de maio, às 19h. A apresentação será no canal da UFSC no YouTube e terá a participação dos pesquisadores André Lourenço Nogueira – Universidade da Região de Joinville (Univille); André Wüst Zibetti – Departamento de Informática e Estatística (UFSC); Luiz Rafael dos Santos – Departamento de Matemática – Campus Blumenau (UFSC) e Oscar Bruna-Romero – Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (UFSC).
Os pesquisadores integram a plataforma COVID-19-SC/Brasil, iniciativa voluntária com intuito informativo sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil e Santa Catarina. O objetivo é apresentar análises dos dados e do avanço da Covid-19 utilizando métodos científicos para gerar informações que possam auxiliar a sociedade catarinense a enfrentar esta grave emergência de saúde pública.
A ideia da live partiu do artigo “Estimativa da subnotificação de casos da covid-19 no estado de Santa Catarina”, assinado por André Nogueira, Christiane Nogueira (University of Waterloo), André Zibetti, Nestor Roqueiro, Oscar Bruna-Romero e Bruno Carciofi (UFSC), que propõe abordagens sistêmicas para estimar os valores da subnotificação do número de óbitos e de indivíduos infectados pelo SARS-CoV-2.
A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Santa Catarina (Prae/UFSC) divulgou nesta quarta-feira, 6 de maio, comunicado de previsão de novo edital para o Programa Emergencial de Apoio ao Estudante. O programa tem por objetivo auxiliar o custeio dos estudantes da UFSC durante o período de isolamento social. Em março, quando a instituição suspendeu as atividades presenciais, o programa foi lançado e, posteriormente renovado, em abril, quando ocorreu prorrogação desta suspensão.
Diante da segunda prorrogação, vigente até o fim deste mês de maio, a Prae informa que prevê divulgar um terceiro edital no dia 18 de maio, segunda-feira. Confira a nota na íntegra no link abaixo:
O prédio do Centro de Tecnologias Sociais para Gestão da Água localiza-se atrás do Hospital Universitário. Foto: divulgação
O prédio do Centro de Tecnologias Sociais para Gestão da Água, vinculado ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi disponibilizado ao Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC) para servir de alojamento a seus profissionais. Em parceria com o 14º Pelotão de Polícia do Exército, o HU está trabalhando na adequação do imóvel, localizado atrás do hospital.
As tratativas para que o espaço recebesse os trabalhadores da saúde começaram há cerca de três semanas, com o objetivo de oferecer uma rede de proteção aos profissionais de saúde durante a pandemia de Covid-19. Conforme explica a superintendente do hospital, Maria de Lourdes Rovaris, as características da construção permitem utilizá-la como alojamento, incluindo ambiente para refeitório, área para produção de alimentos e lavanderia. “Entendemos que esse espaço é de fundamental importância para os trabalhadores do HU/UFSC, para que eles e suas famílias possam passar por esse momento com mais tranquilidade. Será um espaço para permanência dos trabalhadores que não desejarem retornar às suas residências”, afirma Maria. (mais…)
A professora do departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Michele Dechoum é uma das autoras de artigo publicado na segunda-feira, 4 de maio, na seção Sustentabilidade do Estadão. No texto, intitulado E daí? Ministro do Meio Ambiente atua para reduzir proteção da Mata Atlântica, pesquisadores criticam uma proposta enviada por Ricardo Salles para mudança na Lei da Mata Atlântica que deixa desprotegidas áreas não florestais.
“Embora o termo ‘mata’ enfatize as florestas, o bioma inclui variados ecossistemas, tais como restingas, manguezais, campos, banhados. (…) Se a proposta do ministro for implementada, toda vegetação da Ilha de Santa Catarina, por exemplo, onde se situa Florianópolis, não seria mais protegida. Também os Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”, informa o artigo.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai acompanhar atentamente a evolução da pandemia de Covid-19 e seguir recomendações científicas ao elaborar um plano de retorno das atividades presenciais. A decisão está sendo tomada pela Administração Central e discutida com os gestores e diretores dos Centros de Ensino da Universidade nas últimas semanas.
Nesta segunda-feira, 4 de maio, o reitor Ubaldo Cesar Balthazar declarou estar criando comitês específicos para tratar de temas relativos às atividades da UFSC durante a pandemia. Haverá um comitê central e um comitê assessor, e cinco comitês temáticos: científico, de comunicação, administração e infraestrutura, um acadêmico e um de assistência. O reitor anunciou que os comitês serão formados por gestores e representantes das entidades de docentes, técnicos e estudantes.
Será, necessariamente, um planejamento de longo prazo, com a adoção gradual de medidas. Cada medida tomada será monitorada por um certo tempo, podendo ser modificada ou mesmo revertida se tiver impacto que possa colocar em risco a saúde das pessoas envolvidas. Esse processo exigirá um levantamento detalhado de informações sobre a comunidade universitária, os processos e as atividades acadêmicas e administrativas da UFSC. Essas diretrizes, afirma a Administração Central, têm foco, em primeiro lugar, na preservação da integridade da comunidade universitária.
Os pressupostos e as diretrizes a serem consideradas na elaboração do plano de retomada das atividades presenciais foram definidos com base em estudos científicos, principalmente a assessoria de um grupo de engenheiros, matemáticos, físicos e outros profissionais da UFSC, Univille e Univali, com a participação do professor Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP/CCB) da UFSC, que desde o início de março tem municiado a instituição com informações epidemiológicas para a tomada de decisões. Esse grupo estuda e analisa o comportamento da pandemia em Santa Catarina por meio de modelagens matemáticas, e publica neste site suas análises, notas técnicas e metodologia. Parte desse grupo deverá compor o comitê científico a qual o reitor se refere no vídeo, porém há a possibilidade, ainda, de ampliar o escopo de análise, incrementando o comitê científico com pesquisadores de outras áreas da UFSC.
O reitor Ubaldo, em seu pronunciamento, fala de um “novo normal”, de uma construção da UFSC a partir da pandemia. O professor Bruna-Romero também aponta que planejar uma retomada não significa pretender uma volta à normalidade, a um estado de coisas como tínhamos antes da pandemia. Segundo o professor, as pessoas têm dificuldades de lidar com a temporalidade dessas doenças que se estendem por muito tempo. “A gente fica com uma ansiedade enorme de estar isolado no domicílio, de não poder fazer as coisas que a gente fazia antes”.
Nesta fase da pandemia, provavelmente teremos que enfrentar vários meses de restrições e limitações de atividades. Estudos indicam, ainda, que o mundo poderá enfrentar outros episódios (ondas) da Covid-19 durante dois ou três anos. “Existe a possibilidade de termos que entrar e sair em períodos de isolamento, alternadamente”. Por isso, o professor salienta que todos devem pensar numa “nova normalidade”, que considere as possibilidades de trabalho remoto, atividades em grupos menores e outras formas alternativas de trabalho. “Isso leva à necessidade de planejamentos de processos, planejamentos institucionais”.
Diretrizes
Em um documento apresentado à Administração Central da UFSC, o grupo de pesquisadores propõe a adoção de algumas diretrizes e pressupostos a serem considerados no planejamento do retorno. Pode ser que outras orientações sejam apresentadas também pelos comitês responsáveis pelo planejamento.
Faixa etária – O estudo destaca que grande parte dos contaminados pela Covid-19 concentram-se numa faixa etária que compreende jovens e adultos (76% no grupo entre 20 e 59 anos), mas que a letalidade é maior em pessoas mais idosas (67% entre as pessoas com mais de 60 anos). Esses dados indicam que a preferência de retorno presencial deve ser dada às pessoas mais jovens.
Comorbidades– São outras doenças preexistentes. Nestes casos, é necessário observar especialmente portadores de doenças pulmonares crônicas, como a asma, cardiopatas e pessoas com diabetes e pressão arterial elevada. Independentemente da idade, essas pessoas têm mais riscos de desenvolver a forma grave da doença, por isso devem ser preservadas e receber um tratamento diferenciado. Ressalta-se, também, que a Administração Central estuda outras necessidades especiais, como a coabitação com pessoas idosas ou com comorbidades, ou ainda, famílias com crianças em idade escolar que não podem voltar às escolas em razão da pandemia.
Divisão em grupos– Essa proposta, baseada na experiência de alguns países que estão iniciando um processo de retorno às atividades econômicas e sociais, sugere a divisão dos grupos em subgrupos de 1/3. Nesta proposta, aplicada às aulas, um terço teria atividades presenciais pela manhã, um terço à tarde e um terço ficaria em casa, realizando atividades de forma remota. Essas proporções podem ser adaptadas à realidade da UFSC (um terço por semana, um terço por dia, a depender das características de cada curso ou setor). Pode-se inclusive adotar outras proporções, como 1/4 ou até menores. “Cada atividade deverá encontrar a melhor forma de divisão, mas continuarão em vigor as demais precauções, como o distanciamento entre as pessoas, a ventilação dos ambientes”, alerta o professor Bruna-Romero.
Passaporte de imunidade – Por falta de evidências científicas até o momento, os pesquisadores recomendam que a Universidade não adote o chamado “passaporte de imunidade” para dar preferência a essas pessoas no retorno às atividades. Em muitas doenças, os pacientes curados adquirem imunidade ao agente infeccioso. Mas isso não está comprovado para a Covid-19. Segundo o professor Bruna-Romero, apenas uma parte da população que enfrentou a doença adquire os anticorpos para ficar imune. “Observa-se que há pacientes reinfectados ou que se reativa neles a infecção poucas semanas após terem passado pela primeira”. Como não há dados confiáveis sobre o contágio e não é possível dimensionar a parcela da população que realmente ficou imune, o chamado “passaporte de imunidade” deve ser desconsiderado.
Informação– Segundo o professor Bruna-Romero, as pessoas que estão sujeitas à contaminação precisam saber a todo momento qual é a situação da doença. “A UFSC deverá se comunicar com seus membros de maneira intensa e extensa, para que eles saibam qual é o risco e como a Universidade está agindo a respeito disso”. Para isso, a UFSC deverá usar de recursos de comunicação e criar grupos para responder às dúvidas da comunidade. “Transparência e comunicação serão fundamentais para envolver a comunidade no retorno”.
Transição
O caminho até a nova normalidade deverá seguir três fases, segundo propõe o professor. Nas primeira fase, a de transição inicial, será preciso adaptar processos. “Não podemos mudar de hoje para amanhã todo o procedimento do que estava instituído na UFSC”, diz o professor, citando que existem planos de ensino, semestres a serem cumpridos e exigências legais e normativas que precisam ser observadas. “Temos que considerar o que já existe, absorver isso e adaptar para chegar à nova normalidade. Isso exigirá de todos altas doses de planejamento, vai requerer uma flexibilidade que às vezes não estamos acostumados”.
Após as adaptações, o estudo sugere uma fase de consolidação das atividades, um período para verificar se as adaptações dos processos e atividades acadêmicas e administrativas funcionam no novo formato, e recertificar as mudanças feitas. Se constatado que tudo isso funciona e atende às exigências e requisitos, isso será a nova normalidade.
Para a elaboração de um planejamento consistente será necessário “dissecar” a Universidade, segundo Bruna-Romero. “Nestes momentos de transição e consolidação a gente vai precisar conhecer a Universidade muito melhor do que a gente conhece na atualidade”, afirma. As atividades de cada um, de cada Centro de Ensino, cada matéria, cada tipo de especialidade, cada tipo de pesquisa terão que ser conhecidos em detalhes. Além disso, o planejamento deverá levar em conta o estado geral da saúde das pessoas da comunidade universitária, suas debilidades. “A universidade, por definição, é um universo de possibilidades, e a gente não conhece todas elas”.
Qualquer ação de retomada de atividades presenciais exigirá articulação com outras instituições e com as diferentes esferas de governo. O professor Bruna-Romero cita a relação de interdependência entre a UFSC e as cidades que abrigam seus campi. Haverá a necessidade de diálogo com as administrações dessas cidades a respeito do funcionamento dos transportes coletivos, das estratégias de alimentação da comunidade universitária, entre outros pontos. “Podemos precisar de várias adaptações no ambiente onde a Universidade está, e essas adaptações dependem da colaboração das prefeituras”, destaca o pesquisador.
Uma das tarefas mais complexas do plano será estabelecer prazos e cronogramas, mas é certo que o planejamento deverá ter um horizonte de vários meses. Será necessário definir quanto tempo se levará nesse processo de retorno às atividades presenciais e também qual será o momento adequado para iniciar este retorno. Esse momento de início do retorno deverá ser definido primordialmente pelo risco à saúde das pessoas. “Não sabemos em que momento poderemos marcar a data inicial de retorno. Só poderemos marcar a data quando tivermos conhecimento suficiente para afirmar que não estamos colocando em risco a vida dos membros da UFSC”, ressalta o pesquisador. Para isso será preciso acompanhar a evolução da pandemia.
Aulas
Em relação às aulas e outras atividades acadêmicas, o retorno às atividades presenciais deverá cercar-se de vários cuidados. O distanciamento entre as pessoas é uma medida que deverá estar presente no cotidiano da Universidade durante muito tempo ainda, por isso deve-se evitar qualquer atividade que represente uma aglomeração. “Não poderemos ter aulas presenciais com a mesma quantidade de alunos juntos no mesmo espaço; não poderemos ter o Restaurante Universitário com a mesma quantidade de pessoas almoçando ou jantando junto ao mesmo tempo. A mesma coisa para a Biblioteca Universitária, festas e solenidades”, destaca o professor.
Além do distanciamento entre os alunos e destes com os professores, várias outras coisas devem ser consideradas para retorno às aulas presenciais, tais como a ventilação adequada das salas, a necessidade ou não do uso de máscaras por alunos e professores, a necessidade do uso de microfones, a forma de apresentação de perguntas. “Existem mecanismos de todo tipo para evitar o contágio dessa doença e deverão ser todos considerados”.
Outro fator muito importante é o estado de saúde de todos os que estarão participando das aulas presenciais. Será necessário adotar medidas e cuidados para que nenhuma pessoa doente possa estar em sala de aula. “O conjunto de medidas deverá ser suficiente para a proteção de todos que estejam assistindo ou ministrando as aulas”.
Vídeo
A equipe da Agecom editou os principais trechos da entrevista, via internet, com o professor Oscar Bruna-Romero. Confira abaixo.
O alcance da pandemia de Covid-19 em Santa Catarina é muito maior do que as estatísticas oficiais mostram, aponta estudo de pesquisadores da UFSC, Univille e University of Waterloo (Canadá): a estimativa de uma das variáveis do trabalho é de 58.500 pessoas contaminadas com SARS-Cov-2 e de 117 mortes provocados pela doença. A outra aponta que a subnotificação no estado pode chegar a 300%.
Com o título “Estimativa da subnotificação de casos da covid-19 no estado de Santa Catarina”, o artigo assinado por André Nogueira (Univille), Christiane Nogueira (University of Waterloo), André Zibetti, Nestor Roqueiro, Oscar Bruna-Romero e Bruno Carciofi (UFSC) propõe duas abordagens sistêmicas para estimar os valores da subnotificação do número de óbitos e de indivíduos infectados pelo SARS-CoV-2.
Uma metodologia empregada se baseou na comparação do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados nas primeiras 16 semanas epidemiológicas de 2020 (até 26 de abril) ao número de casos confirmados de Covid-19 para o mesmo período em Santa Catarina. O número de casos também foi confrontado com a média dos registros de SRAG dos anos 2015, 2017, 2018 e 2019 no estado (os dados de 2016 não foram considerados devido ao surto epidemiológico da gripe Influenza (H1N1) ocorrido neste período). Nesta metodologia, a pesquisa leva em conta a possibilidade da duplicidade de registros, que pode ocorrer quando um paciente é registrado no sistema com SRAG, e, após recebimento de resultado positivo para o novo coronavírus, há contagem do diagnóstico para a Covid-19 sem a eliminação do registro anterior. (mais…)
A Capes publicou o resultado preliminar do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encaminhou projeto institucional com 14 subprojetos e ficou em décimo lugar a nível nacional. A previsão de divulgação do resultado final é 19 de maio.
Coordenador institucional do Pibid na UFSC, Leandro Duso informa que os 14 subprojetos (Biologia, Educação do Campo, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Linguagens, Matemática, Pedagogia, Química, Química e Matemática – Blumenau e Sociologia) estão divididos entre cursos de licenciatura de Florianópolis e Blumenau. (mais…)
A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publica nesta quarta-feira, 29 de abril, a Portaria Normativa nº 359, que prorroga a suspensão das atividades acadêmicas e administrativas presenciais até o dia 31 de maio.
Seguem suspensas as atividades de ensino em todos os níveis e modalidades, em todas as unidades da Universidade. Além disso, a Portaria prorroga a suspensão de atividades acadêmicas presenciais como bancas, concursos, reuniões, entre outras.
O expediente presencial nas atividades técnicas e administrativas em todas as unidades da UFSC, exceto nos setores de saúde, segurança e nas situações de caráter inadiável e essencial, também segue suspenso.
O documento ressalta, no entanto, que as medidas poderão ser alteradas a depender de fatos novos que justifiquem sua alteração.
Fazenda Experimental da Ressacada. Foto: Mandato Agroecológico do vereador “Marquito” e Edaciano Leandro Losch
Durante e após a pandemia do novo coronavírus, o cenário de desigualdade social no Brasil tende a aumentar drasticamente. Neste momento, é essencial que se busque alternativas e meios de produção e fornecimento de alimentos saudáveis e de qualidade, principalmente aos grupos sociais mais fragilizados.
Em uma parceria inédita entre o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agroecologia da Fazenda Experimental da Ressacada (FER) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Câmara Municipal de Florianópolis – Mandato Agroecológico do vereador Marcos José de Abreu (“Marquito”), Marmitas Veganas, Campeche Solidário, Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON Brasil Sul), Instituto Compassos, Horta Comunitária do Parque Cultural do Campeche (Pacuca), C0vid-19 Floripa e Grupo Alimentação e Vida Alegre, nasceu o projeto de extensão “Produção de alimentos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade social em Florianópolis, SC: segurança alimentar em tempos de pandemia de Covid-19“. As refeições e cestas de alimentos irão beneficiar moradores carentes de Florianópolis e entorno, como também estudantes e trabalhadores da Universidade. (mais…)
Máscaras foram produzidas com tecnologia de impressão 3D – Foto: divulgação
O Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou a entrega de 300 máscaras produzidas com tecnologia de impressão 3D à Prefeitura de Blumenau, na terça-feira, 28 de abril. O material de proteção será destinado aos profissionais da saúde do município que atuam na linha de frente no combate à Covid-19.
O coordenador do projeto, o professor do Departamento de Engenharia de Controle, Automação e Computação (CAC) Alex Fabiano Bueno, e os estudantes Gabriel Aluizio Ludwig Fonseca e Pedro Henrique Burigo Lemos foram recepcionados pelo prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, e pelo Secretário de Promoção da Saúde, Winnetou Krambeck. A UFSC Blumenau segue arrecadando materiais para viabilizar a continuidade da produção, com pretensão de atingir a marca de mil itens confeccionados (saiba aqui como contribuir). (mais…)
O Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Escolar (Lance) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) colabora em um estudo internacional sobre aspectos psicológicos e comportamentais em meio à pandemia deCovid-19. No âmbito da UFSC, o trabalho é coordenado pela professora do Departamento de Psicologia Chrissie Ferreira de Carvalho e a aluna de iniciação científica Victoria Oldemburgo de Mello. “É possível que a colaboração resulte no maior estudo multicêntrico já feito no campo da psicologia moral”, destacam as pesquisadoras.
A pesquisa foi idealizada pelo professor Jay Van Bavel, do departamento de Psicologia da New York University (NYU), conta com diversos pesquisadores e está sendo aplicada em 61 países. No Brasil, a colaboração entre pesquisadores da UFSC e da Universidade Presbiteriana Mackenzie — liderada pelo professor do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social Paulo Sérgio Boggio — promete coletar dados de uma amostra representativa de pelo menos mil brasileiros. (mais…)
A cerimônia de colação de grau de 46 estudantes de Medicina, realizada por meio de videoconferência, foi a primeira na história da instituição.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está utilizando plataformas digitais, videoconferência e softwares de comunicação para manter atividades essenciais e inadiáveis nas Unidades de Ensino durante o período de suspensão do expediente presencial. Além das colações de grau em gabinete, realizadas por videoconferência, os Centros de Ensino da UFSC vêm realizando reuniões virtuais de órgãos colegiados e até processos de escolha de gestores e representantes. Essas atividades são oficializadas pelas ferramentas de autenticação e certificação já existentes na UFSC, como o sistema de assinaturas digitais.
Além das atividades essencialmente administrativas, como reuniões de colegiados, algumas ações por meio virtual envolvem diretamente os alunos. As colações de grau em gabinete por meio de videoconferência são um exemplo. A formatura antecipada de 46 estudantes do curso de Medicina, no dia 24 de abril, foi uma experiência tecnicamente bem-sucedida e mostrou a viabilidade do formato. Na segunda-feira, 27 de abril, houve a colação de grau on-line de seis estudantes de Ciências Biológicas da UFSC. (mais…)
Os primeiros 250 litros de álcool gel 70% produzidos em laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o esforço de combate ao coronavírus ficaram prontos na manhã desta terça-feira, 28 de abril: foram 100 litros no Laboratório de Farmacotécnica, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e 150 litros no Laboratório de Ensino de Química Analítica, no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). Na semana anterior, o Laboratório de Sanitizantes da instituição preparou 1.000 litros de álcool glicerinado 70.
A professora Angela Machado de Campos, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, finalizou os primeiros testes de escalonamento da produção de álcool gel na quarta-feira passada, auxiliada por Simone Gonçalves Cardoso e Thiago Caon, colegas de departamento. Este álcool gel, explica Angela, é uma mistura de água, polímero, álcool 99,8% e uma glicerina umectante. A cada lote são produzidos três litros de gel, utilizando batedeira planetária ou um agitador mecânico – o polímero é dispersado na água e depois são misturados paulatinamente as outras substâncias. “É uma fabricação ainda em nível de laboratório. Quando chegar o álcool adquirido pela UFSC vamos utilizar o Laboratório de Sanitizantes, para a produção de lotes de 500 litros”, continua a professora, lembrando que a UFSC comprou e aguarda a chegada de matéria-prima. Ela comenta que, antes de terceirizar o fornecimento de insumos de limpeza (como sabonetes e detergente), a UFSC manufaturava neste laboratório artigos para consumo próprio – a estrutura, entretanto, permaneceu.
Angela ressalta a disposição das pessoas em colaborar. “Foi muita gente querendo participar”. Todos os materiais usados nesta primeira produção foram doados. O polímero foi doado pela empresa MC Química. A Apufsc Sindical (Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina) doou álcool na concentração que vai permitir a continuidade da fabricação. “Eles conseguem comprar e receber com mais rapidez que a UFSC”, diz.
Laboratório de Farmacotécnica inicia produção de álcool em gel. Foto: Daiane Mayer/Estagiária da Agecom/UFSC
Laboratório de Farmacotécnica inicia produção de álcool em gel. Foto: Daiane Mayer/Estagiária da Agecom/UFSC
Laboratório de Farmacotécnica inicia produção de álcool em gel. Foto: Daiane Mayer/Estagiária da Agecom/UFSC
Laboratório de Farmacotécnica inicia produção de álcool em gel. Foto: Daiane Mayer/Estagiária da Agecom/UFSC
Laboratório de Farmacotécnica inicia produção de álcool em gel. Foto: Daiane Mayer/Estagiária da Agecom/UFSC
Produção de álcool em gel no Laboratório de Ensino de Química Analítica. Foto: Eduard Westphal/Departamento de Química/UFSC
Produção de álcool em gel no Laboratório de Ensino de Química Analítica. Foto: Eduard Westphal/Departamento de Química/UFSC
Produção de álcool em gel no Laboratório de Ensino de Química Analítica. Foto: Eduard Westphal/Departamento de Química/UFSC
Produção de álcool em gel no Laboratório de Ensino de Química Analítica. Foto: Eduard Westphal/Departamento de Química/UFSC
Produção de álcool em gel no Laboratório de Ensino de Química Analítica. Foto: Eduard Westphal/Departamento de Química/UFSC
Ajuda de estudantes de pós
Uma força-tarefa foi organizada no Laboratório de Ensino de Química Analítica, que inclui professores do Departamento de Química e alunos do Programa de Pós-Graduação em Química. O professor Eduard Westphal explica que o trabalho é realizado sempre em pequenos grupos, em torno de cinco pessoas. “Temos cinco agitadores mecânicos que permite que cinco pessoas trabalhem simultaneamente, mantendo um bom distanciamento dentro do laboratório. Cada integrante consegue fazer bateladas de cinco litros por vez, e algo em torno de duas por tarde. Num dos equipamentos podemos produzir até 15 litros por vez. Assim, a produção diária gira em torno de 80 litros do gel”. Além de evitar aglomerações, a ideia dos grupos pequenos, completa Eduard, permite que mais pessoas possam contribuir e ninguém seja sobrecarregado.
Em três dias de trabalho, enquanto durou a matéria-prima, foram 150 litros de álcool gel. “No início, o trabalho foi lento até que os alunos realmente aprendessem a técnica. Depois, engrenou e chegamos à produção de 80 litro. Mas aí acabou o álcool e não chegou a nova remessa ainda”, conta o professor.
A fabricação no Laboratório de Química utiliza água destilada, polímero, álcool (que pode ser 99,8 ou 92,8, dependendo da doação), glicerina e peróxido de Hidrogênio (que auxilia na eliminação de esporos e assepsia) “Temos espessante (polímero) para a produção de mais 900 litros do álcool gel 70%. Nosso gargalo é o álcool (99,8 ou 92,8). Nós já temos a garantia de algumas doações, mas elas ainda não chegaram até nós. Talvez essa semana consigamos ter acesso a mais uns 300 litros do álcool”, acrescenta Eduard.
Além de Eduard, os professores envolvidos até o momento na produção são Francisco Fávaro de Assis, Josiel Barbosa Domingos, Luiz Augusto dos Santos Madureira, Bruno Silveira de Souza e Tatiane de Andrade Maranhão. Eles são acompanhados de seis estudantes de pós-graduação: Priscila Pazini Abatti, Larissa Sens, Marcos Maragno, Caio Vanoni, Gabrieli Bernardi e Vania Mareze. “Outros professores e alunos já se voluntariaram para ajudar nas próximas produções. Alguns alunos já estão correndo atrás de possíveis empresas para que possam colaborar com doação de material. Então, estamos confiantes que logo voltaremos ao trabalho”, ressalta o professor.
Um verdadeiro exército de voluntários está mobilizado para ajudar na batalha contra o coronavírus. São costureiras, donas de casa, estudantes, servidores públicos, engenheiro e profissionais de várias áreas que decidiram dedicar seu tempo à produção e doação de máscaras para os colaboradores das áreas administrativa e assistencial do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago.
A chefe do setor de Hotelaria Hospitalar, Mara Sérgia Pacheco Honório Coelho, explicou que, na confecção de máscaras, são duas frentes de produção. “Há um grupo de 80 costureiras voluntárias do Campeche cadastradas na Feira Criativa, uma voluntária do Itacorubi e uma servidora do HU-UFSC formam este grupo que já nos entregou 300 máscaras que estão sendo distribuídas para os trabalhadores da área administrativa do HU”. (mais…)
A série Crisálida, ficção que aborda a diversidade da cultura surda do sul do Brasil, estreia na plataforma de streaming Netflix nesta sexta-feira, dia 1º de maio. A produção é a primeira série de ficção bilíngue realizada no Brasil, em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português.
Dividida em quatro episódios, a obra retrata situações familiares, sociais e psicológicas vividas por surdos. A narrativa promete modificar a tradicional percepção sobre os surdos, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somam cerca de 9,7 milhões no país, conforme censo de 2010.
O projeto da série foi criado em 2014 pela autora Alessandra da Rosa Pinho, aluna de Letras Libras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). No mesmo ano, foi vencedor do edital do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis para a produção do episódio piloto.
Com direção de Serginho Melo e fotografia de Edison Fattori, o filme estreou no Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e, por conta da repercussão, o material foi reeditado resultando no curta-metragem homônimo. Exibido em festivais, o filme recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Exibição do Festival Internacional de Cinema Infantil; Melhor Montagem na Mostra SESC de Cinema; e Menção Honrosa do Festival de Cinema Infantil.
Em 2016, o projeto foi contemplado no Prêmio Catarinense de Cinema para a produção de quatro episódios de 30 minutos. A primeira temporada de Crisálida é licenciada para a TV Cultura. A estreia foi no dia 26 de setembro do ano passado. A segunda temporada, contemplada no Prêmio Catarinense de Cinema 2019, tem a produção prevista para meados de 2020.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto a suas Secretarias Regionais e Sociedades Científicas Afiliadas, promove a Marcha Virtual pela Ciência no Brasil, na próxima quinta-feira, 7 de maio. Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.
Durante esse dia, a SBPC e entidades parceiras realizarão dois painéis de âmbito nacional: um dedicado à pandemia da Covid-19 e outro abordando o financiamento da ciência brasileira. Os eventos são abertos ao público em geral e serão transmitidos pelos canais da SBPC no Facebook e no Youtube. (mais…)
O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems/SC) enviou ofício ao reitor Ubaldo Cesar Balthazar nesta segunda-feira, dia 27, em agradecimento às iniciativas de confecção de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de Covid-19. O Conselho destaca que os equipamentos doados – máscaras face shield – foram entregues a mais de 40 municípios.
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Saúde, informou, no último sábado, 25 de abril, como será o funcionamento da segunda fase da campanha de vacinação, de segunda-feira, dia 27 a quinta-feira, dia 30. Um dos locais de vacinação será no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no campus da UFSC no bairro Trindade, que funcionará de 29 de abril até 8 de maio, das 9h às 16h.
Idosos e profissionais de saúde que não conseguiram se vacinar ainda, poderão tomar a vacina na fase 2. Todas as medidas de organização da oferta de vacinas têm como objetivo garantir a imunização dos grupos elegíveis com o cuidado de evitar aglomerações.
A administração municipal orienta ainda que todas as pessoas devem utilizar máscaras de pano para ir até o local da vacinação. A utilização das máscaras deve ser seguida assim como em quaisquer lugares da cidade, como mais uma medida de prevenção ao novo coronavírus.
Na quarta-feira, dia 29, e quinta-feira, dia 30, serão atendidas pelo caminhão consultório de vacinação os bairros Lagoa da Conceição e Morro das Pedras.
Público alvo:
Profissionais das forças de segurança e salvamento;
Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
População privada de liberdade;
Caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.
Pontos de oferta de vacina da gripe para a Fase 2, de 27 a 30 de abril, das 9h às 16h:
Continente
1. NEIM Dona Cota – Rua João Meirelles, n° 1515 – Abraão
2. NEIM Maria Barreiros – Rua João Evangelista da Costa, n° 455 – Coloninha
3. NEIM Nagib Jabor – Rua Professor Clementino de Brito, n° 570 – Estreito
Norte
1. E.B. Herondina Medeiros: Servidão Três Marias, n. 1072, Ingleses
2. E. B. Maria da Conceição Nunes: Rua Luiz Duarte Soares, n° 437 – Rio Vermelho
3. E. B. Virgílio Várzea: Rua Manoel Mancellos Moura, n° 170 – Canasvieiras
4. E. B. Paulo Fontes: Rua Prof. Osni Barbatto, n° 168 – Santo Antônio de Lisboa
Sul
1. 28 de abril, terça-feira: Drive (Polícia Rodoviária Estadual do Sul da Ilha – Rodovia SC 405 KM 7 . Bairro Rio Tavares, N. 3945
2. 29 de abril, quarta-feira: Caminhão de vacinação na Comunidade da Lagoa: Praça Bento Silvério, rua Henrique Verás do Nascimentos, s/n, lagoa da Conceição.
3. 30 de abril, quinta-feira: Caminhão de vacinação na Praça areia do Morro das pedras.
Centro
A vacinação de gripe no Centro acontecerá a partir do dia 29 de abril até o dia 8 de maio no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Estão programadas capacitações de segunda a quinta, em horários diferenciados. Foto: HU-UFSC
Um total de 1.026 colaboradores do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) já passou pelas capacitações realizadas na instituição com o objetivo de orientar o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no cuidado a pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19.
De acordo com relatório da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), foram 84 capacitações com colaboradores de Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Laboratório, Farmácia, Serviço Social, Psicologia, Nutrição, Radiologia, Odontologia, Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST) e residentes de Medicina e Multiprofissional. Também participaram colaboradores terceirizados e da instituição de longa permanência Orionópolis. (mais…)
A UFSC, por meio do Serviço de Apoio à Amamentação (Saam), ligado à Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), segue atendendo as estudantes e servidoras com dúvidas sobre aleitamento materno. Diante da pandemia de Covid-19, a principal dúvida das mães é: “devo interromper a amamentação em caso de suspeita ou confirmação da doença?”
A resposta, segundo Bianca Jacqueline Ramos e Josiane Margarete de Amorim, da equipe de enfermagem do Saam é não. ” Não há necessidade de se indicar um desmame abrupto, e sim, continuar o aleitamento materno”- recomendam. Um estudo publicado na Revista Lancet, relatam as servidoras, afirma que até o momento não há documentação da transmissão vertical durante a gestação e nem no período neonatal, pela amamentação. (mais…)
Membros da mesa (virtual) incluindo autoridades da Universidade e homenageados da centésima turma de formandos de Medicina da UFSC.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou nesta sexta-feira, 24 de abril, uma inédita solenidade de formatura para a centésima turma do curso de Medicina. Os 46 estudantes que aceitaram antecipar sua formatura receberam a outorga de grau de médico em uma videoconferência, que foi transmitida ao vivo pela internet. Com a antecipação da formatura, em poucos dias os formados poderão se habilitar para atuar profissionalmente no enfrentamento à pandemia de Covid-19.
Quando a solenidade começou, pouco depois das 10 horas, cerca de 650 pessoas estavam assistindo à transmissão – durante a sessão, o público chegou a mais de 860 pessoas – e já havia dezenas de mensagens de familiares e amigos parabenizando os formandos. Antes do início formal, o público pode acompanhar um vídeo que alternava fotos de infância com fotos atuais dos novos médicos. (mais…)
“Fique em casa!” A orientação de cientistas e profissionais da saúde de todo o mundo deixa claro que o distanciamento social é a estratégia mais eficaz para prevenir a propagação do novo coronavírus. Mas o que fazer quando o lar, em vez de espaço de segurança e proteção, converte-se em ambiente de medo, tensão e sofrimento? A quem recorrer quando se está confinada com seu agressor?
Fim de tarde na Grande Florianópolis neste período de quarentena. Foto: Maykon Oliveira/Agecom/UFSC
A pesquisadora do Laboratório de Conforto Ambiental e pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo (PósARQ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Raphaela Walger da Fonseca, reforça a importância dos efeitos não visuais da luz nesse período de quarentena em decorrência do novo Coronavírus. Raphaela salienta que a exposição à luz natural é prescrita como um antidepressivo natural para tratamentos do transtorno afetivo sazonal, aquela depressão comum em países com inverno muito longo.
A luz natural é também recomendada para melhorar a produção de serotonina, responsável pelo bem-estar e por aspectos biopsíquicos. A pesquisa da PósARQ tem a supervisão do professor Fernando Oscar Ruttkay Pereira e conta com a colaboração de Rafael Prado Cartana. “Foi a maneira que encontrei para transferir um pouco do conhecimento científico da minha área de pesquisa e tentar ajudar as pessoas de alguma forma”, afirmou Rapahela. Confira algumas das dicas para este período de isolamento:
1. Olhem para o céu, em especial pela manhã. Abram os vidros, pois eles podem interferir nas propriedades físicas da luz que precisam ser percebida pelos seus olhos. 2. Cuidem com a exposição à luz artificial durante a noite. Isso vale para a luz da TV, do tablet, do smartphone. Se possível, altere a configuração desses dispositivos para o modo noturno. 3. Se em sua casa houver iluminação com tonalidade “âmbar”, dê preferência a essa iluminação no fim do dia. 4. Faça as atividades que puder olhando para fora. A exposição à luz natural e ao contato visual com o exterior apresentam inúmeros benefícios. 5. Lembre-se de precisamos da alternância entre o claro e o escuro, além das variações das características da luz ao longo do dia. A luz natural também é remédio! (mais…)
A professora do departamento de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Regina Valim, médica infectologista, orienta sobre as especificidades dos cuidados com as pessoas infectadas ou com suspeita de estarem contaminadas pelo novo Coronavírus. “A recomendação é que essas pessoas permaneçam, no domicílio, isoladas dos outros membros da família”, explicou Regina. “Todo seu lixo produzido necessita ser acondicionado de forma diferente e deve-se manter o ambiente em que a pessoa está higienizado de forma efetiva”, completou.
Foto: Nick Karvounis/Unsplash
Para a médica infectologista, todos os idosos (pessoas acima de 60 anos) e as pessoas que não exerçam serviço essencial e possam fazer home-office devem ficar preferencialmente em isolamento. Em alguns casos, o isolamento precisa ser ainda mais restritivo. Se o indivíduo constatar algum sintoma respiratório, febre, dor de cabeça, tosse, espirro ou coriza, deve ficar em isolado dentro da residência. “A pessoa que está sintomática tem que ficar restrita no seu quarto tendo acesso a um banheiro privativo. Não pode ficar circulando pela casa, pois irá colocar os outros membros da família em risco”, orientou.
Regina Valim esclarece que caso o doente não seja apto a cuidar de si mesmo, quem cuidar dessa pessoa deve se paramentar, ou seja, usar máscara, luva, uma roupa que funcione como um avental, como uma barreira, que depois ela tire e coloque pra lavar (veja as orientações da Organização Mundial de Saúde no quadro abaixo). (mais…)
O Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) do Campus Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou na quinta-feira, 23 de abril, uma capacitação para docentes da rede municipal de ensino de Maracajá, no Sul catarinense. A atividade faz parte do Programa de Integração da Tecnologia na Educação Básica (InTecEdu) e é uma ação do projeto Proposta de framework para integração tecnologias digitais na Educação Básica, inspirado na cultura maker, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Chamada MCTIC/CNPq Nº 05/2019 – Programa Ciência na Escola.
A capacitação foi ministrada pelos professores Juarez Bento da Silva, Simone Meister Sommer Bilessimo e Leticia Machado, e contou com a colaboração das alunas de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação (PPGTIC) Milene Maciel, Ladislei Castro e Rosilaine Magagnin. Participaram do encontro, no formato on-line, 70 professores, que conheceram e iniciaram suas atividades no curso Utilização do Moodle como ferramenta educacional. (mais…)
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