Pesquisa da UFSC estuda formas de melhorar qualidade e expectativa de vida de pacientes com câncer de mama

12/08/2021 09:55

Mulheres com com câncer de mama ainda apresentam muitos efeitos colaterais do tratamento oncológico e risco de recorrência da enfermidade. Foto: Victoria Strukovskaya / Unsplash

O câncer de mama é o tipo de tumor maligno mais diagnosticado e a principal causa de morte por câncer em mulheres de todo o mundo. Apesar de as taxas de sobrevivência após o diagnóstico terem aumentado nos últimos anos, mulheres com esta doença ainda apresentam muitos efeitos colaterais do tratamento oncológico e risco de recidiva (recorrência) da enfermidade. O assunto é tema de estudo para pesquisadoras do Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (Geneo) do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC), que têm investigado formas de melhorar a qualidade e a expectativa de vida de pacientes com câncer de mama.

Uma pesquisa realizada pela mestranda Jaqueline Schroeder, orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro, teve como objetivo principal estudar o impacto da adesão às recomendações de alimentação, peso corporal saudável e prática de atividade física sobre biomarcadores específicos relacionados ao estresse oxidativo durante o tratamento do câncer de mama. O estresse oxidativo é um fenômeno que causa danos às células do organismo e, apesar de ser um efeito desejado no tratamento do câncer para causar a morte do tumor maligno, em excesso pode reduzir a tolerância das pacientes ao tratamento.

Jaqueline explica que o estresse oxidativo é um desequilíbrio que ocorre entre a geração de compostos oxidantes – que causa danos às células – e a atuação dos sistemas de defesa antioxidante do organismo. “Fatores como o envelhecimento humano, exposição a poluentes ambientais como fumaça de cigarro, solventes industriais e radiação, e padrões alimentares inadequados marcados pelo elevado consumo de alimentos ultraprocessados (industrializados), açúcar e álcool podem intensificar o estresse oxidativo e assim os danos celulares, expondo o corpo a doenças como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares e câncer”, afirma.
(mais…)

Tags: câncer de mamaGrupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (Geneo)Programa de Pós-Graduação em NutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professora da UFSC destaca principais aspectos revelados em novo relatório internacional sobre mudanças climáticas

10/08/2021 18:05

“Changing”, da artista Alisa Singer, que ilustra o relatório do IPCC acompanhada da seguinte legenda: “As we witness our planet transforming around us we watch, listen, measure… respond.”

O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês: Intergovernmental Panel on Climate Change – acaba de ser divulgado, evidenciando a relação entre o aquecimento global e eventos catastróficos que têm se mostrado cada vez mais constantes: extremos de calor e de frio, queimadas devastadoras, longos e intensos períodos de seca, chuvas e enchentes torrenciais.

As mudanças climáticas estão entre os maiores problemas que enfrentamos na atualidade. Para solucioná-lo, são necessárias ações coordenadas entre países de todo o mundo. A compreensão de que ações locais podem gerar consequências – positivas ou negativas – em escala planetária, motivou a criação de uma organização científica de caráter intergovernamental.
(mais…)

Tags: aquecimento globalClimate ChangeIPCCoceanografiaPainel Intergovernamental de Mudanças ClimáticasRegina R. RodriguesRelatórioUFSC

Taxa de mortalidade na UTI Covid do HU/UFSC cai para 20%

10/08/2021 09:48

A taxa de mortalidade de pacientes internados com Covid-19 na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) caiu de 27% para 20%, na comparação entre os dados de 2020 e 2021. Para efeito de comparação, dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira apontam uma taxa de 50% nas UTIs da rede pública e 30% na rede particular.

O médico intensivista, Rafael Lisboa de Souza, atribui o desempenho da unidade à atuação da equipe multiprofissional e ao dimensionamento dos recursos humanos no HU/UFSC para tratamento intensivo de pacientes Covid. “Os recursos humanos bem dimensionados, capacitados e motivados fazem toda diferença no HU”, disse o especialista, citando a atuação das equipes de enfermagem, fisioterapia, medicina, nutrição, fonoaudiologia e psicologia.

Ele citou ainda a atuação de especialidades na unidade. “A cirurgia torácica e de cabeça e pescoço realizando as traqueostomias de forma segura, as diversas especialidades clínicas que cuidam destes doentes antes e depois da UTI, os serviços de apoio e a atuação da diretoria resultaram nestes números”, resumiu o médico.

De acordo com dados da UTI Covid, em 2020 foram internados 159 pacientes contaminados com o SARS-COV-2, sendo registrados 43 óbitos (27%) e até o início de agosto de 2021, houve 222 internações, com 45 óbitos (20%). “Ou seja, mesmo com um aumento nos casos e até uma sobrecarga que foi registrada em todos os hospitais, o percentual caiu no HU”, disse o médico, afirmando que a unidade passa por um período de relativa tranquilidade neste início de agosto, mas está preparada para um possível aumento na demanda, em função de novas variantes. “Essas condições que eu apontei habilitam a UTI para manter a taxa de desempenho mesmo com um novo cenário”, afirmou.
(mais…)

Tags: coronavírusCovid-19Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC)HUHU CoronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaUTI

UFSC apoia processos de Indicações Geográficas de produtos agropecuários catarinenses

10/08/2021 09:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem dado efetivo apoio às recentes Indicações Geográficas obtidas por produtos agropecuários catarinenses. Seja por envolvimento direto de seus laboratórios, como no caso do mel de melato de bracatinga, ou por estudos e pesquisas que servem de subsídio aos processos.

A recente Indicação Geográfica da maçã Fuji da região de São Joaquim foi obtida dentro de uma estratégia de desenvolvimento territorial que utiliza princípios da metodologia da cesta de bens e serviços territoriais, introduzida no Brasil, pesquisada e divulgada pelo Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA).

imagem mostra maçãs da variedade Fuji sendo processadas para venda

A maçã Fuji é o quarto produto com Indicação Geográfica da região da Serra Catarinense (Fotos: Antonio Carlos Mafalda)

O analista técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina Alan David Claumann, que também é doutorando do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC, afirma que a Universidade tem atuado em várias frentes em apoio aos processos das IGs. “Uma delas histórica e de incentivo e pesquisas, qualificação das cadeias produtivas ao longo do tempo, em ações não vinculadas às IGs”, afirma ele, citando os vinhos de altitude, o mel de melato de bracatinga e a maçã.

Outra frente de atuação da Universidade é um envolvimento direto na construção dos dossiês das Indicações Geográficas, em que pesquisadores da UFSC atuaram junto às cadeias produtivas “definindo os critérios para cada produto, buscando informações que subsidiassem o pedido e apoiando técnica e cientificamente a documentação”.

Além disso, as pesquisas e estudos desenvolvidos na UFSC subsidiaram a iniciativa de busca das IGs. “A construção conjunta dessas três IGs – mel, vinho e maçã – no território da Serra Catarinense se deu dentro de uma estratégia maior de desenvolvimento territorial que foi inspirada e motivada pela metodologia da cesta de bens e serviços territoriais trazida ao Brasil pelo Lemate”, afirma o especialista do Sebrae.
(mais…)

Tags: CCACesta de bens e serviços territoriaisIndicação GeográficaMaçã FujiUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programa Antropofonia lança nova temporada em formato de podcast

10/08/2021 09:12

Nesta terça-feira, 10 de agosto, a série Antropofonia volta à cena em formato de podcasts. Com entrevistas, trilhas sonoras e músicas, esta nova versão estará disponível quinzenalmente no link https://anchor.fm/antropofonia.

A primeira temporada do podcast aborda também temas como artefatos culturais, as trilhas sonoras do cinema de horror, a música japonesa, a relação entre música e sentimentos. Entre os convidados estão o músico e pesquisador Marcos Baltar e a artista Hedra Rockenbach.

Produzido pela Barquinho Produtora, o programa é apresentado por Leonardo Pinheiro (produtor audiovisual) e HP Rodrigues (músico e compositor) e roteirizado com apoio de Guilherme Cruz e Cristiano Goddi.

Origens no audiovisual 

O programa tem apoio do curso de Cinema da UFSC e da TV UFSC, que foram protagonistas em 2018 da parceria que deu origem à série Antropofonia. Naquele momento, o objetivo era produzir audiovisuais sobre a música independente de Santa Catarina. Com coordenação do professor Rodrigo Garcez e montagem pelo técnico em audiovisual Jonatan dos Santos, o projeto resultou em 13 episódios veiculados pela TV UFSC e disponíveis no Youtube do curso de Cinema da UFSC.

Além de artistas relevantes para a cena local, o Antropofonia contou com a participação de músicos de diversos estados brasileiros e de outros países da América Latina. As performances dos músicos foram registradas no Laboratório de Som (LabSom) do Curso de Cinema da UFSC. Estudantes do curso de Cinema que participaram do projeto tiveram a oportunidade de exercer os mais diversos papéis ao longo da produção audiovisual.

Antropofonia e seus desdobramentos

O Antropofonia traduziu-se também no lançamento de um álbum de música, em uma exposição fotográfica e na coprodução de apresentações e participação em eventos culturais em Florianópolis. Agora em agosto de 2021 chega ao formato podcast. O próximo passo é a nova temporada da série em vídeo, com estreia prevista para outubro deste ano.

> SERVIÇO:
O quê: estreia da série Antropofonia em podcast
Quando: 10 de agosto de 2021
Como ouvir: https://anchor.fm/antropofonia

Tags: AntropofoniaTV UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto da UFSC forma estudantes do Mont Serrat para atuarem como agentes da lei de proteção de dados

10/08/2021 08:34

Registro das atividades anteriores à pandemia (Divulgação)

Um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá formar jovens da comunidade do Mont Serrat, em Florianópolis, para atuarem como auxiliares de proteção de dados, ou auxiliares DPO, conforme designação da nova função exigida pela Lei geral de Proteção de Dados. A lei, que entrou em vigor em 2020, é considerada um marco para a privacidade dos cidadãos, que passam a ser titulares dos seus dados.

O curso foi feito para os jovens da comunidade do Mont Serrat com o objetivo de capacitá-los para essa nova função prevista pela lei. Os agentes, denominados Data Protection Officer (DPO), serão responsáveis, nas empresas, por gerirem a proteção de dados pessoais dos cidadãos, sejam eles funcionários ou público externo.

As atividades iniciam no modo presencial, no dia 14 de agosto, na sede da Escola Lucia Mayrvone.Segundo o professor Marcelo Minghelli, a expectativa do curso é contribuir em três dimensões, que passam pelo processo de inclusão digital e exercício de uma cidadania digital, abrangem a necessidade de profissionalização para o primeiro emprego e terminam com a aproximação da UFSC à comunidade.

A proposta faz parte do processo de curricularização da extensão na universidade e está ligado à disciplina Laboratório de Empreendimentos Sociais, do Departamento da Ciência da Informação (CIN). Desde 2017 o programa tem uma parceria com o grupo Marista Escola Social Lúcia Mayvorne, chamado pelos estudantes de “Lúcia”. Segundo explica a estudante de Arquivologia Ana Beatriz Teles Santana, a escola atende gratuitamente crianças e adolescentes priorizando aqueles em situação de vulnerabilidade social em uma perspectiva de educação integral. “No encontro entre a universidade e a escola, foi percebida a necessidade de ações de extensão conjuntas à comunidade e esse encontro deu origem ao Programa Cibercidadania, posteriormente rebatizado como “Nós Digitais”, contextualiza.

O programa Cibercidadania foi composto por três projetos: um denominado Território Digital, uma plataforma digital de apoio aos alunos do Lúcia, o outro chamado de Horizonte Digital, focado em oficinas para expandir a visão dos jovens sobre as opções de carreira profissional e desmitificar o acesso ao ensino superior, incentivando a formação continuada, e um terceiro, o Projeto X, para desenvolver as competências empreendedoras dos alunos, qualificá-los profissionalmente e contribuir em sua geração de renda. Foi dentro dessa proposta que se criou o curso preparatório para Auxiliar de Proteção de Dados.

Conteúdo sobre questões jurídicas, comportamentais e tecnológicas

O curso Auxiliar de DPO-X está disponível na plataforma Moodle para os estudantes do Marista Escola Social Lúcia Mayvorne. Há três módulos complementares em seus conteúdos: Jurídico, Comportamental e Tecnológico. Dentro da plataforma, é possível acessar um fórum para tirar dúvidas com monitores, mentores e professores. As atividades serão síncronas e assíncronas, com acompanhamento presencial por parte da escola.

O primeiro módulo apresentado é o jurídico, que aborda diretamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os quatro tópicos também lecionam noções básicas de direito, poderes públicos e segurança do consumidor, que englobam os direitos dos titulares de dados.

O segundo módulo é o tecnológico, que estabelece a relação entre as tecnologias da informação e a proteção de dados pessoais. Os três tópicos abordam introdução às tecnologias da informação, diferenças entre proteção e privacidade de dados e o uso direto das tecnologias: linguagem e manipulação de bancos de dados relacionais e não-relacionais.

Já o módulo comportamental compreende o mercado de trabalho e os posicionamentos necessários no contexto profissional. Os conteúdos são as boas práticas de governança na LGPD, Cultura Organizacional e como afeta e é afetada pela LGPD e como estabelecer a comunicação no ambiente de trabalho (linguagem verbal e não-verbal). “Esperamos que esse curso seja um incentivo para que o aluno continue estudando e se capacitando, pois o mercado é muito dinâmico e é preciso que o profissional esteja sempre se atualizando e capacitando para aproveitar as oportunidades e se diferenciar dos demais”, reforça a estudante.

Tags: Curricularização da ExtensãoData Protection OfficerLaboratório de Empreendimentos SociaisLei Geral de Proteção de Dados

Confere UFSC: É falso que HU-UFSC promova a vinda de mulheres da Rússia para realizarem partos no hospital

09/08/2021 17:14

Circula, em grupos de aplicativos de mensagens, e em perfis em redes sociais que o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) esteja promovendo e estimulando a vinda de mulheres russas para realizarem partos na instituição.

Estas informações são falsas.

A Universidade Federal de Santa Catarina e o HU-UFSC esclarecem que o atendimento no hospital é 100% SUS e, portanto, universal. Não existe qualquer tipo de distinção para atendimento. Portanto, a instituição não realiza nenhum tipo de ação que promova a vinda de mães de outros países. Cabe destacar também que não há fila de espera (agendamento) para atendimento às parturientes na Maternidade, sendo que são realizados cerca 250 partos por mês na instituição.

Confere.ufsc.br

Tags: Confere UFSCFake NewsUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadoras da UFSC catalogam flora da Lagoa do Peri

09/08/2021 16:16

Publicação traz a relação de 677 espécies. Foto: Duane F. Lima

O Monumento Natural Municipal (Mona) da Lagoa do Peri, em Florianópolis, agora tem a lista de espécies de sua flora publicada no Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação (UCs) do Brasil. Trata-se da primeira UC municipal a integrar essa plataforma online. O trabalho foi realizado pela professora Mayara Caddah, do Departamento de Botânica e do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com alunas de graduação e pós-graduação. 

A publicação traz a relação de 677 espécies, sendo 564 angiospermas (plantas com flores) e 113 espécies de samambaias e licófitas. Destaca-se a riqueza da família das orquídeas nessa UC, com registro de 93 espécies. As orquídeas correspondem ainda a um terço das plantas ameaçadas de extinção presentes no Mona Lagoa do Peri, com quatro espécies classificadas pelo CNCFlora na categoria Vulnerável (VU). A lista também registra sete espécies de plantas que são endêmicas do estado.

Além da vegetação de floresta ombrófila, ou seja, característica de áreas com chuvas abundantes e frequentes, a lista dessa UC também é a primeira do catálogo a apresentar espécies de restinga. O Mona tem importância estratégica para os catarinenses, pois em sua área se encontra o maior corpo de água doce do estado, com mananciais que abastecem quase todos os bairros do sul e do leste da Ilha de Santa Catarina.
(mais…)

Tags: botânicaDepartamento de BotânicaLagoa do PeriPrograma de Pós-Graduação em Biologia de Fungos Algas e PlantasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Abertas as inscrições para a 30ª Mostra de Artes Visuais de Servidores da UFSC

09/08/2021 10:41

Estão abertas, de 9 de agosto a 3 de setembro, as inscrições para a 30ª Mostra de Artes Visuais de Servidores da UFSC – Edição Virtual 2021. Podem se inscrever os servidores técnico-administrativos e docentes dos quadros efetivos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em atividade ou aposentados, lotados nos campi da UFSC de Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville. Os trabalhos artísticos em artes visuais serão exibidos virtualmente no período de 1º de outubro a 30 de novembro.

Para participar, o interessado deve ler o edital integralmente  e preencher a ficha de inscrição virtual. Está disponível também um tutorial dos procedimentos necessários para a inscrição. Para mais informações e esclarecimentos, o interessado pode escrever para mostradeartesvisuais2021.secarte@contato.ufsc.br.

Serão aceitas propostas em várias linguagens artísticas, compreendendo desenho, pintura, gravura (xilogravura, linoleogravura, gravura em metal, litografia, serigrafia), colagem, mosaico, escultura, cerâmica artística, tecelagem, tapeçaria, arte têxtil, bordado artístico autoral e videoarte. As obras deverão ser recentes – produzidas entre 2015 e 2021. Cada participante pode inscrever até três trabalhos de sua autoria, entre fotografias digitais artísticas, fotos digitais de trabalhos ou videoarte, escolhendo entre uma ou mais linguagens artísticas.

A exposição nasceu do desejo de comemorar o Dia do Servidor Público Federal, celebrado no dia 28 de outubro. O Departamento Artístico Cultural realizou as 29 edições presenciais anteriores da mostra, que tem o objetivo de incentivar e divulgar o trabalho artístico de servidores técnico-administrativos e docentes da UFSC.

A “30ª Mostra de Artes Visuais dos Servidores da UFSC” – Edição Virtual 2021 é uma realização da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e do Departamento Artístico Cultural da UFSC (DAC), com apoio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (PRODEGESP), da Associação dos Professores da UFSC (Apufsc) e do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (SINTUFSC).

Tags: 30ª Mostra de Artes Visuais de Servidores da UFSCDepartamento Artístico CulturalSecretaria de Cultura e Arte

Comunidade pode se inscrever em atividades esportivas gratuitas oferecidas pela UFSC a partir do dia 12

09/08/2021 09:44

Estão abertas a partir do dia 12 de agosto e seguem até o dia 22 – ou enquanto houver vaga – as inscrições para as atividades físicas e esportivas gratuitas disponibilizadas pela UFSC à comunidade. O edital pode ser acessado aqui. As modalidades são adaptadas para a forma online em função da pandemia da covid-19 e compreendem o semestre de 2021.2, conforme calendário acadêmico.

O início das aulas está marcado para 16 de agosto, com conclusão prevista para 30 de novembro. Entre as propostas oferecidas, estão atividades recreativas específicas para crianças e para a terceira idade. Também é possível realizar inscrição no Programa de Prevenção e Reabilitação Cardiorrespiratória e no curso de Yoga – este com vagas ilimitadas e com as aulas disponibilizadas pelo Youtube e Instagram.

Tags: atividades físicas e esportivas gratuitascomunidadeCoordenadoria de Esportes e Atividades Físicas à Comunidade/CDS

Projeto 12:30 recebe cantor e compositor Allende

09/08/2021 08:38

O Projeto 12:30 abre a programação de atividades virtuais deste segundo semestre com live do cantor e compositor Allende, na quarta-feira, 11 de agosto, às 12h30, pelo canal do YouTube. O público terá a oportunidade de conhecer a trajetória do artista, entender suas influências musicais, além de poder interagir ao vivo com o cantor pelo chat da plataforma. Durante a transmissão do evento virtual haverá também momentos para apreciar as músicas apresentadas ao vivo.

Após uma pausa durante o mês de julho, o projeto — que foi reestruturado para funcionar virtualmente — retoma o calendário de apresentações com as Lives 12:30 e os Talk Shows 12:30, realizados quinzenalmente, desde março de 2021, às quartas-feiras, no horário que dá nome ao projeto.

Foto de Jessica Leone

Nascido em Laguna, cidade do sul de Santa Catarina, Allende começou sua trajetória artística no Grupo Municipal de Teatro Gemt. Ao se mudar para Florianópolis também passou a escrever poesia. Autor de três livros de poemas, lançados em produção independente, o artista caminha entre a música e a literatura. As primeiras notas no violão e o primeiro refrão na voz de Allende já invadem o espaço com o som e o cheiro da brasilidade.

Em 2012, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde realizou mais de 400 shows em casas noturnas da Lapa carioca. Durante esse período, em julho de 2013, lançou seu primeiro DVD, intitulado O Rio me trouxe pra cá, gravado ao vivo, no qual apresenta uma mistura de afoxé, samba e samba rock.

Ao longo de duas décadas de carreira, Allende compôs mais de 400 músicas de vários gêneros e gravou quatro CDs, a maioria deles com a banda Quem Diria Maria, que completou dez anos em agosto de 2015. Em 2014, venceu por voto popular o concurso Novos Bambas do Velho Samba, promovido por um dos mais conhecidos espaços do gênero do samba na Lapa: o Carioca da Gema.

Voltou a Florianópolis em 2016 e seguiu realizando shows. Sua identidade musical é fruto de uma mistura de estilos brasileiros, e suas principais canções são Gabriela, Kreuza, O Rio me trouxe pra cá, Preta Bacana, e Sambalelê.

Além de músico e escritor, Allende é fundador do ETA (Espaço Total das Artes), local de apresentação de música ao vivo no centro de Florianópolis.

Inscrições abertas

As inscrições para as atividades virtuais do Projeto 12:30 para este segundo semestre estão abertas. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição com informações básicas sobre o artista ou os integrantes da banda; fotos para divulgação; disponibilidade para realizar lives; telefones e e-mail para contato.

Todos os artistas e/ou bandas devem obrigatoriamente ter músicas autorais para poder participar das atividades virtuais do Projeto 12:30.

Projeto 12:30

Projeto cultural permanente há três décadas, é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Projeto 12:30 apresenta, quinzenalmente, às quartas-feiras, durante o período letivo, atrações culturais gratuitas, na grande maioria de música, junto à Praça da Cidadania, em frente ao Centro de Cultura e Eventos da UFSC, no campus da Trindade. Em períodos de atividades presenciais, o Projeto ocorre quinzenalmente no campus Trindade, e, uma vez ao mês, no Centro de Ciências Agrárias, o CCA, no bairro Itacorubi.

Atualmente, houve a necessidade de mudanças no formato das apresentações, provocada pelo momento de pandemia e pelo adiamento das atividades presenciais na UFSC.

Serviço:

O quê: Live 12:30 com o cantor Allende.
Quando: 11 de agosto de 2021, quarta-feira, às 12h30.
Onde: Canal do Projeto 12:30 no YouTube
Quanto: Gratuito e aberto à comunidade.
Contato:
projeto1230@contato.ufsc.br ou com a coordenadora Bianca Kaizer (bianca.kaizer@ufsc.br)
Redes sociais do artista: @allendemusic

Mais sobre o Projeto 12:30 em dac.ufsc.br e pelas redes sociais (@projeto1230.ufsc).

 

Bianca Kaizer de Oliveira, coordenadora do Projeto 12:30/DAC/SeCArte/UFSC, com informações do artista.

Tags: Departamento Artístico-Cultural (DAC)Lives 12:30Projeto 12:30Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte)

UFSC prorroga prazo de inscrições do processo seletivo 2021.2 até quinta-feira, dia 12 de agosto

06/08/2021 10:57

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prorrogou até a próxima quinta-feira, 12 de agosto, o período de inscrições do processo seletivo para ingresso no segundo semestre letivo de 2021. Candidatos inscritos até esta sexta-feira, dia 6, às 12h poderão pagar o boleto já gerado na segunda-feira. Caso prefira pagar até o dia 12, é necessário entrar no sistema e gerar um novo boleto.

Nesta edição, serão utilizados como critério as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos anos de 2017, 2018, 2019 e 2020 e o número de acertos nos vestibulares da UFSC de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 e 2020. A seleção não presencial visa preencher 2.096 vagas em 78 cursos de graduação, nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

> Clique AQUI para realizar sua inscrição

Do total de vagas, 1.493 deverão ser preenchidas pelos resultados do Enem e 603 pelas notas dos cinco últimos vestibulares presenciais da UFSC. No momento da inscrição, o candidato deverá optar por uma das formas de ingresso e também indicar se deseja participar do concurso concorrendo às vagas reservadas à Política de Ações Afirmativas (PAA) da UFSC.

Podem se inscrever no Processo Seletivo UFSC 2021.2 candidatos de qualquer percurso escolar que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio até a data de matrícula na Universidade e que tenham participado de ao menos uma das edições do Enem a partir de 2017, com exceção dos que fizeram o exame na condição de “treineiros”. Para os que optarem pela forma de ingresso com as notas do Vestibular, a condição é de que tenham efetivamente realizado as provas do Vestibular da UFSC em ao menos uma das edições de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020.

Agenda

12 de agosto – Fim do período de Inscrições
13 de agosto –
Último dia para Pagamento da taxa de inscrição
16 a 18 de agosto –
Confirmação das Informações de Inscrição
até 18 de agosto –
Correção de Dados da Inscrição
26 de agosto –
Confirmação de Inscrição Preliminar com Notas
1 de setembro –
Confirmação de Inscrição Definitiva com Notas
13 de setembro –
Boletim de Desempenho Individual Preliminar (disponibilização do conjunto total de notas do candidato)
22 de setembro –
Resultado Final

Acompanhe as notícias sobre o processo seletivo no site coperve.ufsc.br. Em caso de dúvidas, a Coperve disponibiliza Plantão Telefônico: (48) 3721 9951 de segunda a sexta, das 9h às 13h e 14h às 18h.

Tags: coperveProcesso Seletivo 2021.2UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC emitem Nota Técnica sobre a lama depositada na praia da Enseada de João Paulo

04/08/2021 13:02

Amostras da lama recolhida foram analisadas em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande – FURG (Fotos: Projeto Ecoando Sustentabilidade/Divulgação)

O programa Ecoando Sustentabilidade, que reúne vários laboratórios e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), emitiu uma Nota Técnica sobre as potenciais fontes da lama depositada sobre o sedimento natural (areia) da praia da Enseada do bairro João Paulo, em Florianópolis, e seus impactos ambientais, culturais e sobre a saúde humana.

“A perda da qualidade ambiental e dos recursos alimentares importantes para a comunidade, como berbigão, marisco, ostra e tainhota, foram relacionadas com a expansão urbana, a entrada de efluentes da ETE-Saco Grande e dos rios contaminados. O tatu, molusco bivalve, ainda usado na alimentação da comunidade local, está contaminado por Arsênio, metal de alto poder cancerígeno”, relata a professora Alessandra Larissa Fonseca, Coordenadora do Curso de Graduação em Oceanografia.

Os estudos realizados na região buscaram avaliar a característica do sedimento e as potenciais fontes da lama depositada sobre o sedimento natural da praia, além de compreender as mudanças ambientais que ocorreram na enseada a partir do relato dos pescadores tradicionais.

A orla da Enseada do Saco Grande em geral é caracterizada por praias de areia grossa e na enseada do bairro João Paulo, em particular, historicamente existe a deposição de lama oriunda dos mangues e despejadas pelos rios do sistema. Desde a construção da ETE-Saco Grande, em 2006, os moradores locais relatam um aumento da espessura da lama, além de mau cheiro.

Emissário submarino

Espessa camada de lama se depositou sobre o sedimento natural de areia grossa da praia do bairro de João Paulo

O sistema de tratamento de esgotos faz a deposição dos efluentes através de um emissário submarino, mas as pesquisas realizadas na enseada ao longo dos anos evidenciam o baixo poder de dispersão do sistema. “O estudo mais atual da hidrodinâmica das Baías da Ilha de SC (CZIZEWESKI, 2016) indica que as correntes de água são muito fracas ao largo da enseada de João Paulo, em qualquer condição de vento, e praticamente nulas no interior da enseada, onde é lançado o efluente da ETE”, relata a nota técnica.

De acordo com os pesquisadores, todo o material particulado que entra no sistema, e que tem o potencial de formar a deposição da lama, tende a ficar retido na enseada. “Assim, a modelagem hidrodinâmica detalhada, nas diferentes condições climáticas e oceanográficas, deve ser feita para compreender a dimensão do impacto (atual e futuro) da entrada do efluente tratado da ETE-Casan na Enseada do Saco Grande e na Baía Norte”.

Durante os trabalhos, os pesquisadores se depararam com uma situação que caracteriza falta de transparência da Casan em relação ao assunto. Em maio de 2021 foi protocolado um pedido de acesso aos resultados do monitoramento ambiental indicado no Estudo Ambiental Simplificado para o licenciamento de operação da ETE-Saco Grande. No entanto, as informações foram negadas pela companhia, sob alegação de serem sigilosas.

Concentração de metais

Molusco conhecido popularmente como tatu, que tem naturalmente uma concha cor de areia, apresenta concha escura e contaminação por Arsênio

Para detectar a presença de contaminantes na lama e em organismos vivos da enseada, três amostras da camada superior da lama depositada e um exemplar do molusco bivalve Cyrtopleura costata, denominado de tatu pela comunidade, foram enviados para análise da concentração de metais em laboratório da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Segundo as análises, “a carne do molusco bivalve C. costata apresentou contaminação por Arsênio (As), com concentração acima do limite indicado pela Instrução Normativa Nº 88 (26/03/2021), que trata sobre segurança alimentar”. Estudos recentes apontados na Nota Técnica informam que o Arsênio é um metaloide de alta toxicidade, mesmo em baixas concentrações, se acumula nos tecidos e não é removido durante o tratamento dos efluentes domésticos pelas ETEs. Sua origem em área urbana está associada aos efluentes domésticos, pois é um produto de detergentes comuns usados nas residências.

Apesar da crescente urbanização, a comunidade do João Paulo é a maior colônia de pesca das Baías da Ilha de SC, contando com mais de 100 famílias

Além das análises laboratoriais e de estudos sobre o tema, o trabalho dos pesquisadores incluiu entrevistas com moradores locais – principalmente pescadores – para compreender as mudanças ambientais e culturais que ocorreram na Enseada do João Paulo ao longo dos anos. Após a aceleração da urbanização iniciada nos anos 1980, os pescadores relataram o desaparecimento ou escassez de espécies como berbigão, mariscos, tainhotas e ostras.

De acordo com os moradores, além do aumento da camada de lama, foi possível notar o maior aparecimento de lixo na praia, principalmente sacolas plásticas e garrafas PET. Atividades de lazer como o banho de mar e fruição da natureza foram afetados pela degradação ambiental, influenciado até uma mudança de hábitos sociais.

Em conclusão, o documento apresenta propostas de ações para a propiciar a sustentabilidade da comunidade e de seus modos de vida:
* Disponibilizar e divulgar os resultados do monitoramento ambiental da área de lançamento do efluente tratado da ETE-Saco Grande, conforme Estudo Ambiental Simplificado feito para o Licenciamento de Operação da ETE-CASAN.
* Estudar o perfil sedimentar da lama sedimentada na praia do João Paulo, caracterizando-a quimicamente para compreender sua origem e histórico de contaminação;
* Garantir a segurança alimentar e ambiental pelo monitoramento de balneabilidade da água, de patógenos resistentes à água salgada e da qualidade dos ecossistemas e dos recursos pesqueiros utilizados na alimentação da comunidade, como o tatu (C. costata), peixes e camarão pescados no local e região.
* Refinar a modelagem hidrodinâmica da enseada do Saco Grande-João Paulo e rever o potencial de dispersão dos efluentes na região e o dimensionamento do emissário de disposição do efluente para áreas de maior hidrodinâmica e de maior potencial diluidor.
* Formar um comitê gestor deliberativo para acompanhar o sistema de saneamento local, garantindo a ampla participação da comunidade nas decisões que irão impactar o futuro da comunidade.
* Restaurar as áreas úmidas (manguezal, banhados e restingas) e a mata ciliar da bacia hidrográfica para aumentar o potencial de biofiltração das águas que drenam para a Enseada do SG.

Assinam o documento pesquisadoras e pesquisadores do Programa Ecoando Sustentabilidade, integrantes dos seguintes laboratórios: Laboratório de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui), Laboratório de Ficologia (Lafic) e Laboratório de Biodiversidade e Conservação Marinha (LBCM).

Veja aqui a íntegra da Nota Técnica.

 

Luís Carlos Ferrari / Agecom-UFSC

Tags: contaminação ambientalPraia de João PauloPrograma Ecoando SustentabilidadeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pró-Reitoria de Extensão lança edital de apoio a Empresas Juniores da UFSC

03/08/2021 14:38

A Pró-reitoria de Extensão (Proex) divulgou um edital de apoio às Empresas Juniores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O edital tem por objetivo apoiar institucionalmente até 15 programas de extensão vinculados às Empresas Juniores (EJ). O apoio se dará na forma de recursos financeiros para aquisição de equipamentos e materiais permanentes. As inscrições estarão abertas de 25 a 27 de agosto de 2021.

>> Empresas Juniores na UFSC: Criação, Organização e Experiências

As propostas podem prever criação e/ou ampliação de espaços coworking, escritórios-modelo, e outros espaços de trabalho que visem à formação de estudantes de graduação e sirvam de apoio às coordenações de cursos de graduação da UFSC no processo de curricularização da extensão.
(mais…)

Tags: empresa júniorEmpresas juniores UFSCPró-reitoria de Extensão da UFSC (Proex)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa identifica como as questões de gênero se relacionam ao conhecimento tradicional em comunidades quilombolas

03/08/2021 10:00

Com uma abordagem etnobotânica, incluindo aspectos históricos e culturais, pensando também nas relações de gênero, a pesquisadora Daniele Cantelli, mestra pelo programa de pós graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFAP/UFSC), produziu a dissertação Influências do gênero nos conhecimentos tradicionais vinculados à biodiversidade: estudo de caso em comunidades quilombolas de Santa Catarina. Os resultados identificam os conhecimentos ancestrais sobre plantas nativas em quatro comunidades quilombolas de Santa Catarina: Aldeia, Morro do Fortunato, Santa Cruz e São Roque, com destaque para a última. A pesquisa está vinculada ao projeto O conhecimento e o uso das plantas por comunidades Quilombolas de Santa Catarina, do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica, coordenado por sua orientadora, a professora Natália Hanazaki.

“Já existia o projeto que estudava territórios quilombolas em Santa Catarina, precisávamos de mais informações sobre a comunidade São Roque e, como a UFSC já tinha um acordo de cooperação em andamento com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), que, por sua vez, estava avançando no termo de compromisso com a comunidade, isso facilitou o processo de aproximação e parceria com a comunidade”, relata Daniele, sobre o processo de escolha do local do estudo de campo. As outras comunidades já tinham sido parceiras em projetos anteriores no laboratório, e Daniele utilizou dados que já haviam sido coletados.

Vista da comunidade de São Roque. Imagem: Danilo Barreto

Com a inserção na comunidade São Roque, era o momento de conhecer a memória biocultural do local, isto é, as práticas e crenças que dão vida aos conhecimentos tradicionais daquela comunidade. As pesquisadoras são enfáticas quando se referem a esses conhecimentos como algo que se deve valorizar e reconhecer, visto que a relação dos povos originários e tradicionais com a natureza carrega uma história de proximidade, afeto e proteção.

As coletas de dados e saídas a campo mensais ocorreram entre 2018 e 2019, com o apoio, acompanhamento e alojamento do ICMBio. “As saídas a campo eram a melhor parte do trabalho, pois fez com que estabelecêssemos uma forte relação com a comunidade”, conta. O resultado das pesquisas reforçaram parte da hipótese inicial, que associava os conhecimentos das mulheres sobre plantas de jardins e outras áreas próximas às residências ao seu uso alimentar e medicamentoso. Já os saberes masculinos eram mais relacionados ao uso das espécies encontradas nas matas e na roça. 

Para chegar aos resultados, 19 mulheres e 25 homens da comunidade São Roque foram entrevistados. Considerando apenas as plantas nativas da Mata Atlântica, os homens citaram 71 espécies diferentes, já as mulheres, 27. Elas falaram mais sobre herbáceas, que crescem mais na beira de estradas, terrenos e quintais. Já os homens citaram mais arbóreas encontradas nas matas. Essa amostragem, segundo o estudo, reforça os papéis e dinâmicas ligadas ao acesso a ambientes e responsabilidades atribuídas socialmente a cada gênero. Dessa forma, é possível compreender como as questões de gênero se associam aos conhecimentos tradicionais e à organização social e familiar das comunidades. 

As plantas mais citadas pelos entrevistados foram da família Myrtaceae, para fins medicinais, alimentícios, lenha e madeira. Os frutos das Pitangueiras, Guabirovas, Araçás, e Jabuticabas foram mencionados para alimentação in natura ou em geléias. Algumas dessas espécies são usadas também para chás que tratam dores. Para construções e lenha, o uso da Batinga e do Cambuim são predominantes. Ainda foram amplamente citadas tanto por homens quanto mulheres, o Cipó Pata-de-Vaca, Pata-de-Boi, Açoita-Cavalo, Cipó Milome, Canjerana, Guavirova, Pau-pra-tudo, Quina, entre outras.

Um outro aspecto relevante da pesquisa foi que, na comunidade de São Roque, as plantas medicinais são conhecidas e utilizadas de forma equânime tanto por homens quanto por mulheres. Além disso, dois irmãos são referência entre o povo no que diz respeito ao conhecimento sobre plantas medicinais. Dirceu Nunes da Silva e Vilson Omar da Silva ministraram uma oficina sobre plantas medicinais em uma etapa do estudo e relataram para as pesquisadoras que muitos dos conhecimentos aprendidos tiveram origem em figuras maternas, por meio da linguagem oral. 

Para a pesquisadora, isso demonstra a força da oralidade no que diz respeito ao repasse do conhecimento ancestral. É por meio do saber oral que as questões bioculturais e suas riquezas não morrem com o passar dos séculos.

São Roque

São Roque é uma das três mil comunidades quilombolas do país e atualmente abriga em torno de 25 famílias. Localiza-se na divisa dos municípios de Praia Grande, em Santa Catarina, e Mampituba, no Rio Grande do Sul. Seu território tem histórico de ocupação pela comunidade desde 1824 e está associado ao trânsito de escravos que cultivavam na planície costeira. O local abriga a população remanescente de quilombo que  luta pelo reconhecimento de sua identidade étnica cultural específica e que  reivindica a manutenção e posse, por pertencimento, da sua territorialidade.

A comunidade possui sete mil hectares -mais de um terço dela é considerada unidade de conservação e abriga os Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral, criados nos anos 1960 e 1990. Mas apenas em 2013 a comunidade, ICMBio e Ministério Público Federal regulamentaram por meio de Termo de Compromisso o uso e o manejo nas áreas de sobreposição entre o território e as áreas de preservação.

Devolutivas e os caminhos da ciência e pesquisa

Moradora da Comunidade São Roque Imagem: Danilo Barreto

A expectativa de Daniele e Natália é que o fim da pandemia traga a possibilidade de levar à comunidade de São Roque parte do que foi desenvolvido nas pesquisas. “Estamos em busca de editais de financiamento para produzir uma mostra e livro fotográfico com as imagens e registros que fizemos de lá em parceria com o fotógrafo Danilo Barreto. Acreditamos que essa é uma forma de devolutiva que expõe nosso agradecimento e reconhecimento pelas pessoas e a comunidade”, pontuam as pesquisadoras. 

Elas acreditam que a pesquisa e a ciência são elementos essenciais para o desenvolvimento do país e recordam as dificuldades enfrentadas no decorrer do projeto, como a falta de financiamento próprio, que complementaria as estratégias de apoio recebidas do programa de pós-graduação e da equipe do ICMBio. As pesquisadoras ainda refletem sobre a forma com a qual se produz ciência e que ciência o futuro nos reserva. “Nosso trabalho reforçou a necessidade de respeito aos povos originários e comunidades tradicionais, e a pandemia nos mostra que os povos tradicionais são ainda mais vulneráveis. O desafio daqui pra frente é produzir conhecimento com ainda mais respeito e responsabilidade pela natureza pois nada mais será como antes”, finaliza Daniele.

Klay Silva/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC

Tags: etnobiologiaLaboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica

Pesquisa da UFSC aponta como biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos em agroflorestas

02/08/2021 09:23

Um experimento agroflorestal realizado na Fazenda Experimental da Ressacada mostrou como a biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos e contribuir com a restauração florestal ainda nos anos iniciais dos sistemas, considerados os mais críticos. O trabalho, realizado pelos professores e estudantes do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAp), resultou no artigo Crop functional diversity drives multiple ecosystem functions during early agroforestry succession, recentemente publicado no Journal of Applied Ecology.

De acordo com o pesquisador Diego dos Santos, que desenvolveu sua tese no Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC e também é professor na Universidade Federal da Fronteira Sul, a ideia central do experimento foi investir em consórcios de cultivos com idêntico número de espécies, de diferentes características. “Com isso, a equipe procura entender de que forma a diversidade planejada interage com fatores ambientais e com a biodiversidade associada nos agroecossistemas e como influenciam seu funcionamento e os benefícios para os seres humanos”, explica.

Pesquisa busca formas eficientes de produzir alimentos saudáveis

O estudo leva em conta a necessidade de se desenvolverem formas eficientes de produção de alimentos saudáveis e também de redução dos impactos causados pelo homem nos ecossistemas. A agroecologia, a partir de conceitos como o de complementaridade de nichos, seria uma das possibilidades. “Esse é um dos conceitos usados para explicar a relação positiva entre biodiversidade e funcionamento do ecossistema. Isso é possível pois diferentes formas de aquisição de água, luz e nutrientes pelas espécies, no tempo e no espaço, permitem a utilização destes recursos de forma mais completa”, pontua.

No artigo recentemente publicado, a proposta foi entender as relações entre as plantas cultivadas, as plantas espontâneas e as múltiplas funções do sistema, como a proteção do solo e a produtividade. Neste caso, a supressão das plantas espontâneas, que são as ervas daninhas, foi um processo prioritário avaliado. “Plantas espontâneas podem competir com cultivadas pelos recursos como água, luz, nutrientes nos agroecossistemas e costumam ser eliminadas com herbicidas no contexto da agricultura convencional, por isso a necessidade de buscarmos outras maneiras mais saudáveis de lidar com elas”, contextualiza.

Diversidade aumenta produtividade

Diferentes espécies do experimento garantiram mais produtividade

A busca dos pesquisadores está relacionada ao que se denomina diversidade funcional. Segundo Diego, estudos mais recentes sugerem que a diversidade funcional está diretamente relacionada às funções que diferentes espécies podem ter nos ecossistemas – o que eleva a necessidade de testagem em sistemas agrícolas. “Em outras palavras, se misturarmos plantas com características complementares, protegemos melhor o solo, reduzimos plantas espontâneas e aumentamos a produtividade das culturas, sem uso de agrotóxicos”, sintetiza o pesquisador.

Na prática, é possível pensar na plantação, ao mesmo tempo, de espécies que crescem em velocidades diferentes e com alturas diferentes, tais como a bananeira, feijão guandu, batata doce. “Enquanto a bananeira demora mais para crescer, o guandu vai ocupando o espaço mais rapidamente, e abaixo deles a batata doce cobre o chão”, ilustra o pesquisador. Neste caso, a batata doce não competiria pelo espaço e pelos recursos com as outras espécies. Ainda, quando a bananeira necessitasse de mais espaço e luz, o guandu poderia ser podado. “Assim, o solo fica sempre coberto e a luz do sol é toda aproveitada, bem como as raízes mais superficiais da batata doce e mais profundas do guandu e banana aproveitam as diferentes profundidades do solo”.

Os resultados do experimento da UFSC confirmaram a hipótese de que uma maior diversidade contribui para múltiplas funções no ecossistema, como por exemplo a interceptação de luz fotossintética. “A maior interceptação de luz pelas culturas aumentou a produtividade. Além disso, uma maior diversidade funcional aumentou a cobertura do solo pelas culturas e reduziu a cobertura e diversidade funcional das plantas espontâneas”.

Conforme o pesquisador, outro aspecto interessante de se trabalhar levando em conta as características das plantas é que deixa de ser necessário ficar atrelado necessariamente às espécies – é possível olhar para as suas características. “Em outros locais pode ser que o agricultor não queira ou não tenha bananeira, guandu ou batata doce, mas tenha outras espécies com características semelhantes e podem ser usadas então para formar os próprios consórcios, delineados conforme suas necessidades”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: agroecologiaLaboratório de Ecologia AplicadaPós-Graduação em AgroecossistemasSistemas Agroflorestais

Andifes elege nova diretoria para gestão 2021 – 2022

30/07/2021 19:34

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) elegeu, nesta sexta-feira. 30 de julho, a nova diretoria executiva para o mandato 2021-2022 e o Conselho Fiscal para os próximos dois anos. A eleição ocorreu durante reunião remota do Conselho Pleno.

Com representantes das cinco regiões brasileiras, a nova diretoria é composta pelos reitores Marcus Vinicius David (UFJF), presidente; Ricardo Marcelo Fonseca (UFPR), primeiro vice-presidente; Alfredo Macedo Gomes (UFPE), suplente; Márcia Abrahão Moura (UnB), segunda vice-presidente; e José Geraldo Ticianeli (UFRR), suplente.

Já o novo Conselho Fiscal é formado pelos seguintes dirigentes: Maurício Saldanha Motta (CEFET-RJ), Paulo Sergio De Paula Vagas (UFES) e Jacques Antonio de Miranda (UFOB), tendo como suplentes os reitores Isabela Fernandes Andrade (UFPel), Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho (UTFPR) e Francisco Ribeiro da Costa (Unifesspa).
(mais…)

Tags: AndifesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC Curitibanos prepara estruturas para semana de temperaturas abaixo de zero

30/07/2021 11:55

UFSC Curitibanos possui projetos de pesquisa relacionados às ciências rurais e ao cultivo em baixas temperaturas. Foto: Augusto Marques

A neve caiu na madrugada entre esta quarta e quinta-feira, 28 e 29 de julho, em 28 cidades de Santa Catarina e, dentre elas, Curitibanos, município onde a UFSC tem campus. A cidade, localizada na Serra Catarinense, a uma altitude de quase mil metros, costuma ter invernos rigorosos e abriga muitos projetos de pesquisa relacionados às ciências rurais e ao cultivo em baixas temperaturas.

Enfrentar temperaturas congelantes nos meses de inverno é rotina em Curitibanos, especialmente para a equipe da Divisão de Atividades Agropecuárias, chefiada pelo engenheiro agrônomo Gustavo Rufatto Comin. A equipe de técnicos-administrativos em Educação é formada, ainda, por uma engenheira florestal, um auxiliar rural, dois operadores de máquinas, dois técnicos agrícolas e um agrimensor, e conta ainda, com sete funcionários terceirizados, auxiliares rurais.

“Alguns experimentos coincidem com época de frio e realizamos algumas práticas de cobertura de plantas. Temos casas de vegetação com sistema de aquecimento, que é programado para ligar nesses dias. Também há práticas de proteção ao frio em plantas de café na fazenda agropecuária, projeto de pesquisa do professor Samuel Fioreze, com as mudas permanecendo em estufa e sendo protegidas com aquecedores domésticos”, explica Gustavo.

A proteção das plantas geralmente é feita com cobertura das mudas com matéria vegetal. Outra alternativa é plantar espécies resistentes junto às plantas mais frágeis, para bloquear parcialmente o frio. Gustavo ainda acrescenta que a equipe costuma construir abrigos para esses momentos.

O projeto PhenoGlad, coordenado pela professora Leosane Cristina Bosco, do Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN), trabalha desde 2017 com agricultores buscando diversificar a propriedade rural com a floricultura. Leosane leciona agrometeorologia e explica que, mesmo as plantas adaptadas para o frio, sofrem com as baixas temperaturas.
(mais…)

Tags: baixa temperaturacampus curitibanosCuritibanosfrioPhenogladUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC libera valores do orçamento bloqueado para Centros de Ensino

30/07/2021 08:55

A reitora em exercício da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Cátia de Carvalho Pinto, encaminhou nesta sexta-feira, 30 de julho, um Ofício Circular destinado aos diretores das Unidades Acadêmicas (Centros de Ensino) comunicando a liberação de valores bloqueados e a recomposição total dos repasses mensais. A liberação não significa que a UFSC tenha tido seu orçamento completamente desbloqueado pela União.

“Como é de conhecimento de todos, a UFSC, assim como as demais instituições de ensino superior estão, ainda, com parcela do seu orçamento de custeio bloqueada para uso, o que nos posiciona com um orçamento de custeio 27% menor do que em 2020. Mesmo com a liberação total dos 12,5 milhões de reais bloqueados, ainda assim teremos uma redução orçamentária de aproximadamente 18%”, explica a reitora em exercício.

Mesmo com as restrições, no entanto, a Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan/UFSC) voltou a liberar valores integrais dos “duodécimos” (parcelas mensais do orçamento pago aos Centros de Ensino para custeio das atividades de ensino, pesquisa e extensão). Cátia explica que, por hora, a UFSC manterá a mesma base orçamentária de 2020 nos repasses às unidades. Esclarece, ainda, que em relação aos meses de janeiro a abril de 2021, nos quais houve repasse menor às unidades, a recomposição foi feita integralmente nesta sexta-feira.

“Tal esforço da gestão para recomposição do duodécimo das unidades acadêmicas se mostra importante para que as unidades possam ter tempo hábil para aplicar os recursos pensando no retorno das atividades presenciais que se vislumbram em um futuro próximo, dada as condições sanitárias do país”, conclui a gestora.

Tags: bloqueio do orçamentoSecretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Coperve publica resultados dos pedidos de isenção de taxa do Processo Seletivo UFSC 2021.2

28/07/2021 18:49

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou nesta quarta-feira, 28 de julho, os resultados dos pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição ao Processo Seletivo UFSC 2021.2. De acordo com o cronograma do concurso, os candidatos que não concordarem com o indeferimento poderão apresentar recurso à Coperve até as 18 horas do dia 29 de julho de 2021. Quem não for beneficiado com a isenção deve efetuar o pagamento da taxa de inscrição, por meio de boleto bancário, até 9 de agosto de 2021.

Prazo de inscrições
Faltam apenas dez dias para o encerramento do prazo de inscrições no Processo Seletivo UFSC 2021.2. Neste concurso, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferta 2.096 vagas em cursos de Graduação, com ingresso no segundo semestre letivo de 2021. As vagas são para 78 cursos nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville. As inscrições começaram no dia 16 de julho e vão até 6 de agosto de 2021.

O processo seletivo não presencial usará notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos anos de 2017, 2018, 2019 ou 2020 e o número de acertos nos vestibulares da UFSC de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020.

O edital com as regras do processo seletivo e o cronograma completo do concurso estão publicados no site da Coperve. A previsão é de que o resultado final seja divulgado até 22 de setembro.

Do total de vagas, 1.493 deverão ser preenchidas pelos resultados do Enem e 603 pelas notas dos cinco últimos vestibulares presenciais da UFSC. No momento da inscrição, o candidato deverá optar por uma das formas de ingresso e também indicar se deseja participar do concurso concorrendo às vagas reservadas à Política de Ações Afirmativas (PAA) da UFSC.

Poderão se inscrever no Processo Seletivo UFSC 2021.2 candidatos de qualquer percurso escolar que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio até a data de matrícula na Universidade e que tenham participado de ao menos uma das edições do Enem a partir de 2017, com exceção dos que fizeram o exame na condição de “treineiros”.

Para os que optarem pela forma de ingresso com as notas do Vestibular, a condição é de que tenham efetivamente realizado as provas do Vestibular da UFSC em ao menos uma das edições de 2018, 2018.2, 2019, 2019.2 ou 2020.

O edital do concurso estabelece critérios como notas mínimas e pontos de corte para que os candidatos tenham avaliadas as notas das disciplinas, no caso do Enem, ou para que tenham corrigidas as redações e as respostas às questões discursivas, para os que optarem pela forma de ingresso com notas do Vestibular.

Agenda
29 de julho – Interposição de recursos quanto ao indeferimento da isenção
Até 2 de agosto – Resposta de recursos quanto ao indeferimento da isenção
6 de agosto – Fim do período de Inscrições
9 de agosto – Último dia para Pagamento da taxa de inscrição
11 de agosto – Confirmação das Informações de Inscrição
Até 16 de agosto – Correção de Dados da Inscrição
26 de agosto – Confirmação de Inscrição Preliminar com Notas
1º de setembro – Confirmação de Inscrição Definitiva com Notas
13 de setembro – Boletim de Desempenho Individual Preliminar (disponibilização do conjunto total de notas do candidato)
22 de setembro – Resultado Final

Acompanhe as notícias sobre o processo seletivo no site coperve.ufsc.br

Tags: calouroscoperveProcesso Seletivo 2021.2UFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

UFSC tem papel importante na obtenção da Indicação Geográfica do mel de melato de bracatinga

27/07/2021 14:25

Pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais (Fotos: Acervo fotográfico -Ana Carolina de Oliveira Costa)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve um papel relevante na obtenção do registro definitivo de Indicação Geográfica (IG) para o mel de melato de bracatinga produzido na região do Planalto Sul Brasileiro. O Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais coordenado pela professora Ana Carolina de Oliveira Costa, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, realizou mais de 1.500 análises para a determinação de marcadores químicos, ou seja, compostos que pudessem diferenciar o mel de melato da bracatinga dos méis florais produzidos na mesma região. As análises foram realizadas no Laboratório de Química de Alimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, localizado no Centro de Ciências Agrárias (CCA).

A indicação geográfica do mel de melato da bracatinga do Planalto Sul Brasileiro, na categoria de Denominação de Origem, foi concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) no dia 20 de julho. Com o registro, somente este território que abrange áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná poderá denominar no mercado este produto como mel de melato da bracatinga do Planalto Sul brasileiro, protegendo o produto e garantindo mercado exclusivo para os apicultores desta região. A Denominação de Origem considera as características geográficas (naturais e humanas) da região e determina a singularidade e qualidade de um determinado produto.

A Universidade envolveu-se no processo de registro devido ao seu pioneirismo nos estudos direcionados ao mel de melato de bracatinga de Santa Catarina. “Estudamos o mel de melato de bracatinga desde 2014, sendo que todos os estudos que tratam da caracterização de compostos químicos e propriedades bioativas do mel de melato de bracatinga de Santa Catarina foram publicados pelo Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais”, diz a professora Ana Carolina de Oliveira Costa, coordenadora do grupo. 
(mais…)

Tags: Antioxidantes naturaisCCAIndicação Geográficamel de melato de bracatingaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Egresso do curso de Arquitetura e Urbanismo lança livro sobre Ponte Hercílio Luz

27/07/2021 09:25

O arquiteto e fotógrafo Joel Pacheco, egresso do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lança na próxima quinta-feira, 29 de julho, o livro Ponte Hercílio Luz – uma Ligação de Amor. A edição bilíngue português-inglês condensa em 236 páginas cerca de dois anos de garimpagem de informações e de imagens do monumento símbolo do Estado.

Joel registrou as primeiras fotos da Hercílio Luz ainda na década de 1980, quando ingressou na UFSC. Porém, o acervo mais sistemático foi iniciado por volta do ano 2000. Além de sua própria produção, que soma milhares de fotografias, ele pesquisou os arquivos do antigo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), onde encontrou imagens do projeto original americano (1919); do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC); do Arquivo Histórico de Blumenau (SC); da Casa da Memória de Florianópolis; do arquivo digital do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); do acervo fotográfico do engenheiro fiscal da construção, Felipe Bündgens, cedido por Marco Aurélio Ramos; e outros particulares.

Junto a coletânea de mais de 500 fotografias coloridas e em preto e branco, o autor relata no livro aspectos históricos deste marco da engenharia e da arquitetura, maior ponte pênsil do Brasil, que por 49 anos foi a única conexão entre o território continental de Santa Catarina e a Ilha-Capital. Conta o desejo do então governador Hercílio Luz de construí-la, e sua morte antes de vê-la inaugurada em 1926, a viabilização financeira, projetos e etapas de construção, as interdições e reformas, a reabertura após 37 anos e depoimentos de quem trabalhou nela e viveu perto dela.

O lançamento nesta quinta-feira ocorre a partir das 19h, na sala Terraço do hotel Faial Prime Suites, no Centro de Florianópolis.

Fotos: Divulgação

Tags: Arquitetura e UrbanismoPonte Hercílio LuzUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Hospital Universitário investe mais de R$ 3,3 milhões em novo tomógrafo

26/07/2021 16:22

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) recebeu no último sábado, 24, um Tomógrafo Multslice de 64 canais. O equipamento de última geração permite a realização de exames mais complexos, de forma mais rápida e precisa, e atenderá à demanda de exames da população, além da formação de profissionais de saúde, que terão a oportunidade de aprender com novos recursos tecnológicos.

No total, foram investidos R$ 3,389 milhões, sendo R$ 3 milhões relativos ao preço do equipamento, R$ 336,4 mil para obras de adequação e instalação, R$ 25,6 mil para projetos e o restante para demais componentes da solução. Os recursos são do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
(mais…)

Tags: Diagnóstico por imagemHUREHUFTomógrafoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Equipe da UFSC trabalha com dados inéditos captados por equipamentos complexos instalados no fundo do oceano

26/07/2021 08:40

Uma pesquisa que irá desvendar questões sobre as profundezas do mar está prestes a ter seus primeiros resultados processados pela equipe de cientistas do projeto Monitoramento Sismológico e Oceanográfico de um Segmento na Margem Sudeste do Brasil: Norte da Bacia de Santos ao Sul da Bacia do Espírito Santo, liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina e coordenado pelo professor Antonio Henrique da Fontoura Klein. No artigo ​​New horizons in Brazilian Seismology: expanding seismic monitoring to offshore South East Brazil, os cientistas relatam e descrevem os dados coletados pelos sismógrafos instalados no fundo do Oceano e recuperados em um cruzeiro realizado entre os dias 12 e 25 de junho de 2020. A pesquisa tem a parceria do Observatório Nacional.

Sismógrafos do fundo oceânico trarão dados inéditos (Fotos de Divulgação)

 

Estes são os primeiros sismógrafos de fundo oceânico (Ocean Bottom Seismometer – OBS) implantados para estudos sismológicos de longa duração em território brasileiro realizado por uma equipe de pesquisadores brasileiros. Sismógrafos são equipamentos utilizados para detectar os movimentos do solo. O pesquisador Diogo Luiz de Oliveira Coelho, pós-doutorando na UFSC e integrante da equipe, explica que estes, do fundo dos oceanos, são fabricados para suportar as grandes pressões no fundo do mar, por isso são mais complexos que uma estação sismográfica do continente.

A equipe ainda trabalha na análise dos dados, mas já identificou que os OBSs conseguem registrar os grandes terremotos que acontecem no planeta, além de um grande número de eventos sísmicos de curta duração. “Esses eventos de curta duração têm várias fontes potenciais, como micro-terremotos, atividades da fauna marinha e pequenas mudanças no solo do assoalho oceânico. Além disso, também podem estar associados às emissões de gases do fundo do mar”, conta o pesquisador. A vocalização das baleias e a movimentação de animais no fundo oceânico, como caranguejos e polvos, por exemplo, também são captados pelo aparelho.

Cruzeiro levou equipe para instalar e também retirar os equipamentos

O OBS é composto por duas esferas de um vidro projetado para resistir às grandes pressões. Sua instalação se dá em águas profundas e ultraprofundas, entre 1000 e 2000 metros. Nelas, há um sistema de comunicação e recuperação e de coleta e armazenamento dos dados. “Já no centro do equipamento existe um compartimento para o sismômetro, equipamento que registra a movimentação do fundo oceânico”, explica.

A instalação ocorreu em um cruzeiro realizado entre 24 de julho e 06 de agosto de 2019, com seis equipamentos erguidos até a superfície do mar por meio de um guindaste e posteriormente liberados para mergulharem em queda livre até repousarem no assoalho oceânico. Destes seis, cinco foram recuperados – quatro no cruzeiro de recuperação e um encontrado em uma praia catarinense. “Próximo ao local onde foram instalados os equipamentos, enviou-se um comando, através de um mecanismo de liberação acústico, para fazer com que os OBSs liberassem os pesos de concreto e flutuassem para a superfície do mar. A dificuldade em recuperá-los está associada às condições do equipamento no fundo do mar, onde qualquer problema pode acarretar na perda dos dados ou do equipamento, como aconteceu com um OBS”, diz Coelho.

Os dados registrados pelos sismógrafos serão tratados e analisados em diferentes frentes. O projeto pretende realizar o monitoramento sismo-oceanográfico para mapear atividades sismológicas, suscetibilidades a processos gravitacionais e conhecimento de massas de água e correntes associadas, bem como a presença de ondas internas que interajam com o substrato marinho. Isso servirá de subsídio para a análise de deslizamentos marinhos e para o planejamento de implantação de infraestrutura submarina.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: oceanografiasismógrafossismógrafos de fundo oceânico

Pesquisadora indígena da UFSC é pioneira em Arqueologia no âmbito da pós-graduação

23/07/2021 10:26

Walderes fez sua defesa em junho e teve a dissertação aprovada sem alterações pela banca

A tarde do dia 17 de junho marcou uma ocasião especial na Terra Indígena Laklãnõ Xokleng de Ibirama, localizada no interior do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Projeções nas casas e na escola da aldeia permitiram a familiares e amigos assistirem à defesa de mestrado da acadêmica Walderes Coctá Priprá, pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A apresentação foi realizada de forma remota devido à pandemia de Covid-19, diante de uma sala lotada: 63 pessoas on-line durante a defesa. A aluna teve sua dissertação aprovada sem alterações pela banca, composta pelas professoras Fabíola Andrea Silva, da Universidade de São Paulo (USP) e Luisa Tombini Wittman, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de Evelyn Zea, do Departamento de Antropologia da UFSC como suplente.

Walderes é a segunda indígena a defender um mestrado no PPGH (a estudante Delta Maria de Souza Maia, do povo Wapixana da Serra da Moça, de Roraima, concluiu em 2001), mas a primeira a obter a conquista após a implantação da política de ações afirmativas na Universidade. O caminho até o título foi árduo para a mãe de três filhos que iniciou os estudos no ensino superior visando auxiliar na educação da aldeia.

Apresentação ocorreu de forma remota devido à pandemia de Covid-19

Antes de se tornar uma estudante da UFSC, Walderes cursou Letras Português/Espanhol em uma instituição próxima a Ibirama. “Na época, a gente estava com falta de professores dentro da terra indígena e foi até um pedido da própria liderança que a gente fizesse algum curso de graduação para poder assumir como professor dentro da terra indígena, nas nossas escolas”, recorda.

Já a segunda graduação foi cursada na UFSC: Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, com ênfase em Humanidade. Ela finalizou o curso em 2015 com a linha de pesquisa direcionada à questão do direito indígena. Finalizada esta etapa, a acadêmica desejou dar continuidade aos estudos na área da História e iniciou no programa de pós-graduação em 2017.

Pioneirismo em Arqueologia

Em arqueologia, tema que aborda em sua dissertação, Walderes tornou-se pioneira também ao ser a primeira indígena a defender um título no âmbito da pós-graduação. De acordo com a pesquisadora, seu objeto de estudo surgiu após inúmeras rodas de conversas em sua aldeia. “Meu projeto de mestrado foi desenvolvido com o apoio das lideranças da minha comunidade, principalmente nossos anciões. Eles queriam muito que houvesse um registro da nossa história e do nosso povo”, afirmou.

Centro da aldeia na Terra Indígena Laklãnõ Xokleng de Ibirama. No detalhe, a escola ‘Vanhecú Patté’

Intitulada Lugares de acampamento e memória do povo Laklãnõ Xokleng, Santa Catarina, a dissertação de Walderes Coctá Priprá mapeou os locais de memória, os acampamentos mais antigos e também aqueles que surgiram logo após o contato com não-indígenas ocorrido em 1914, conhecido como “pacificação”. Atualmente o povo Laklãnõ Xokleng encontra-se em sua maioria em Santa Catarina, no Alto Vale do Rio Itajaí, cercado por pelos municípios José Boiteux, Doutor Pedrinho, Vitor Meirelles e Itaiópolis, locais onde a pesquisa foi realizada.

O trabalho teve como objetivo o registro dos lugares que ficaram na memória do povo Laklãnõ Xokleng através de fotos, entrevistas com os anciãos e sábios e visitas aos locais de acampamentos e cemitérios antigos do povo. Walderes ressaltou que este era um momento crucial para o levantamento, uma vez que quase não há registros da história antes do contato com os não-indígenas.

“É um ganho para minha própria comunidade, visto que muitos acreditam que nós, indígenas, não vamos conseguir. Muitos nos acham incapazes. Então, é uma forma também de mostrar que nós somos capazes sim e que temos muito ainda a aprender e ensinar nesse mundo dos não-indígenas”, disse Walderes.
(mais…)

Tags: indígenaPós-Graduação em HistóriaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina