Projeto de Biorremediação da UFSC é contemplado em programa de Ecologia

29/04/2016 14:24

O Programa iGUi Ecologia, da fábrica de piscinas iGUi, apóia projetos de pesquisa e extensão ligados à conservação e recuperação ambiental. Na edição atual, a equipe da UFSC vinculada ao Departamento de Botânica (BOT), ao curso de Oceanografia e ao Programa de Pós Graduação em Biotecnologia e Biociências (PPG-BB) teve aprovado o projeto: “Biorremediação de poluentes inorgânicos (N, P) na lagoa da Conceição/SC utilizando a macroalga Ulva lactuca.

O Programa concedeu bolsa para a acadêmica de Oceanografia Mariana Bastiani, além de uma estrutura em fibra de vidro para experimentos de biorremediação. O projeto é orientado pelo doutorando Eduardo de Oliveira Bastos, pela mestranda Ana Gabriela Itokazu Canzian da Silva, ambos do PPG-BB e pelo professor Leonardo Rörig (BOT). Segundo o professor, o grupo está iniciando com este e outros projetos uma série de proposições ligadas a remediação ambiental utilizando tecnologias ecológicas e de baixo custo para a solução de problemas críticos na região costeira de Santa Catarina. A ficorremediação, pouco usada no Brasil, promete ser uma inovação acessível e de muito sucesso na área de saneamento ambiental.

Mais informações no site.

Tags: BiorremediaçãobotânicaPrograma iGUi EcologiaUFSC

UFSC caracteriza fósseis da vegetação de turfeiras e campos do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

08/03/2013 17:40

Nos topos da Serra do Tabuleiro, área de turfeira com sua cobertura típica de briófitas, plantas que vivem preferencialmente em locais úmidos. Fotos: Hermann Behling

Maior unidade de conservação de Santa Cataria, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa 87 mil hectares de ilhas, cordões litorâneos, manguezais, encostas, montanhas e campos. Nos campos, em meio ao relevo montanhoso, abriga grande número de turfeiras, ambientes encharcados, formados principalmente por plantas que vivem em local úmido e ácido, com acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica.

Por suas características, as turfeiras são sumidouros de carbono, são reguladores do escoamento fluvial e fontes de nutrientes para a vegetação ao seu redor. Para a ciência, por sua capacidade de preservar tecidos vegetais, são também arquivos ambientais e cronológicos da evolução da paisagem.

Áreas do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro formadas por esse ecossistema são estudas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisas que integram professores e estudantes dos departamentos de Geociências e de Botânica incluem o mapeamento e caracterização das áreas de turfeiras, o levantamento florístico atual desses ambientes e sua comparação com material fóssil extraído de sedimentos – em estudo na área de paleoecologia, que utiliza fósseis para reconstruir ecossistemas do passado.

O trabalho de campo é desenvolvido em áreas de topo da Serra do Tabuleiro, nos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e São Bonifácio. Com apoio da Fundação O Boticário, na linha temática Impacto das Mudanças Climáticas em Espécies e Ecossistemas, o projeto é executado via Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Tecnológica (FAPEU).

“A proposta articula o estudo de turfeiras ao da vegetação, com o objetivo de definir a variação da vegetação ao longo da serra, atualmente e sob o efeito de mudanças globais do passado”, explica o coordenador do projeto, professor Marcelo Accioly Teixeira de Oliveira, do Departamento de Geociências.

Segundo ele, outros estudos demonstram o predomínio de campos na região atualmente protegida pelo parque há pelo menos 40 mil anos, sugerindo que se trata de vegetação remanescente de transformações nesse ambiente. Além disso, resultados preliminares obtidos a partir da nova pesquisa estendem a idade de registro de sedimentos do parque para 90 mil anos.

“A caracterização desses campos de altitude constitui contribuição científica relevante, com alto impacto para a conservação e o zoneamento do parque”, considera o professor, ressaltando que turfeiras são ainda muito pouco estudadas no Brasil. Sua importância é destacada pelo Comitê para a Ação Global sobre Turfeiras, que defende esforços globais para a conservação e definição de sua função ambiental como áreas úmidas.

Periódico internacional

As pesquisas da UFSC vêm sendo realizadas desde 2003, com saídas de campo nos chapadões da Serra do Tabuleiro, entre 860 e 1200 metros acima do nível do mar. Com equipamentos especiais, entre eles um Radar de Penetração de Solo, são obtidos perfis geofísicos, que permitem estudos sobre as camadas de sedimentos. São também coletadas amostras das turfeiras para análise em laboratório de fósseis vegetais.

Em laboratório, amostras de camadas de sedimento são processadas e analisadas . Fotos: Cláudia Reis

Para a equipe, o material representa importante testemunho sedimentológico. Parte do trabalho, em que 83 amostras foram processadas na UFSC e analisadas em laboratório da Alemanha, resultou em artigo científico publicado no periódico internacional “Vegetation History and Archaeobotany”.

As análises buscam classificar as turfeiras do parque e avaliar cenários evolutivos, gerando conhecimento básico sobre esses habitats. O trabalho de campo, com saídas sistemáticas mensais, permitiu também coletas de plantas de áreas de campos e turfeiras do parque.

A vegetação coletada é identificada e catalogada no Herbário Flor, ligado ao Departamento de Botânica. Depois, as exsicatas são levadas para o Laboratório de Geodinâmica Superficial, ligado ao Departamento de Geociências, para coleta de grãos de pólen. Assim, além de incrementar o acervo do Herbário Flor, os estudos estão permitindo a implantação de uma palinoteca dos campos da Serra do Tabuleiro. Essa coleção está sendo constituída junto ao Laboratório de Geodinâmicas Superficial, para resguardar grãos de pólen, que são identificados, catalogados e preservados em acervo.

Para a FATMA (Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina), órgão que gerencia o parque, a equipe vai elaborar cartas de localização e caracterização das turfeiras do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Relatórios e outros documentos também vão gerar subsídios que podem auxiliar no manejo da área e na produção de materiais de educação ambiental e de informação para a comunidade.

“O objetivo é valorizar os arquivos de história natural preservados nos depósitos orgânicos da maior unidade de conservação de proteção integral do Estado de Santa Catarina. Além disso, estamos capacitando recursos humanos para a valorização de estudos paleoecológicos como ferramenta fundamental para ações de conservação”, salienta o professor Marcelo.

Mais informações com o professor Marcelo Accioly Teixeira de Oliveira / Departamento de Geociências / UFSC / 

Material produzido para a Revista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) ∕  www.fapeu.br
Jornalista responsável: Arley Reis ∕  

Fotos: Hermann Behling e Cláudia Reis

 

Tags: botânicafapeugeociênciasLaboratório de Geodinâmica SuperficialturfeiraUFSC

Inscrições abertas para o Congresso Nacional de Botânica

27/07/2012 09:21

Estão abertas até 15 de agosto as inscrições para apresentações de trabalhos no 63° Congresso Nacional de Botânica, que será realizado de 11 a 16 de novembro, na cidade de Joinville. A UFSC é uma das parceiras do evento promovido pela Sociedade Botânica do Brasil e realizado pela Universidade da Região de Joinville (Univile).

Com o tema “A Botânica Frente às Mudanças Globais”, o evento vai tratar de diferentes questões relacionadas à conservação da natureza, biodiversidade, uso sustentável e mercado de trabalho. São esperadas cerca de 3 mil pessoas, entre estudantes, especialistas, mestres e doutores dos diversos segmentos da Botânica.

Mais informações: http://www.63cnbot.com.br/

Tags: botânicacongressoUFSC