Conselho Universitário aprova calendário acadêmico para o ano letivo de 2022 com volta às aulas presenciais

12/11/2021 18:50

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou nesta sexta-feira, 12 de novembro, os calendários acadêmicos da graduação e da pós-graduação para o ano letivo de 2022, com a volta das aulas em forma presencial. Na graduação, o primeiro semestre de 2022 começa no dia 18 de abril e vai até 3 de agosto. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), o calendário referencial para os diferentes regimes prevê aulas a partir de 7 de março.

>> Acesse aqui o Calendário Acadêmico para o ano letivo de 2022

Os calendários aprovados estabelecem o encerramento de todos os períodos letivos até o dia 23 de dezembro, proporcionando a volta, já em 2022, do alinhamento entre o ano letivo e o ano civil.

A vice-reitora Cátia de Carvalho Pinto presidiu a sessão, uma vez que o reitor Ubaldo Cesar Balthazar esteve impossibilitado nesta data. Cátia ressalta que o ajuste do calendário tem sido um objetivo necessário, e salienta que a colaboração de toda a comunidade universitária tem sido essencial nesse período excepcional que a Universidade vive com a pandemia. “Com o calendário acadêmico de 2022, a UFSC consegue ajustar os semestres e isso tem reflexos na graduação e na pós, e traz de volta uma normalidade a qual estávamos acostumados. O debate hoje foi muito positivo, e levou a uma decisão oportuna. Caminhamos para um retorno presencial, depois de termos vivenciado a pandemia com foco na manutenção do nosso ensino de excelência, enfrentando toda sorte de complexidades e contribuindo para a preservação de vidas. Teremos um retorno bem-sucedido, e estamos empenhados em produzir esse resultado”, frisou.
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COP26: pesquisadores da UFSC são coautores de relatório que avalia a situação da Amazônia

12/11/2021 13:47

Imagem aérea de queimada próxima à Floresta Nacional de Jacundá, em Rondônia, em agosto de 2020. Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/CC BY-NC-SA 2.0

O Painel Científico para a Amazônia (SPA), grupo que reúne mais de 200 cientistas, divulgou nesta sexta-feira, 12 de novembro, o primeiro Relatório de Avaliação da Amazônia. Apresentado em Glasgow, na Escócia, em um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a Cop26, o documento alerta que a Amazônia está se aproximando de um potencial e catastrófico ponto de não retorno, devido ao desmatamento, à degradação, aos incêndios florestais e às mudanças climáticas, e faz um apelo aos governos globais, líderes do setor público e privado, formuladores de políticas e ao público em geral para agir agora para evitar mais devastação na região. 

Segundo o SPA, esse é o mais detalhado, abrangente e holístico material do tipo sobre a Bacia Amazônica. Em seus 34 capítulos, fornece uma visão sistemática sobre o estado dos ecossistemas e dos povos da Amazônia e oferece aos formuladores de políticas públicas recomendações para a conservação desse ecossistema e caminhos para o desenvolvimento sustentável da região. Destaca, também, a importância da ciência, da tecnologia, da inovação, dos povos indígenas e do conhecimento local para orientar as tomadas de decisões e a formulação de políticas.

“O que esse relatório faz, o papel dele, é como se fosse um IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas] para a Amazônia. Então, é a primeira vez que uma revisão sobre as coisas que acontecem na Amazônia, sobre o estado da Amazônia hoje, é feita assim, dessa forma, com vários pesquisadores”, comenta a professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marina Hirota, uma das autoras do documento.

A estrutura do estudo é dividida em três partes. A primeira apresenta os fatores que determinaram a evolução da Amazônia para o que conhecemos hoje, incluindo aspectos geológicos, climáticos e humanos. A segunda seção discute como as ações antrópicas estão afetando o bioma. São abordadas questões como desmatamento, fogo e mudanças climáticas, no uso da terra e nos regimes de chuva, bem como seus impactos na biodiversidade, nos processos ecológicos, nos serviços ecossistêmicos e no bem-estar humano. O trabalho finaliza com a indicação de soluções e caminhos sustentáveis para o futuro.
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UFSC já oferece 68 disciplinas práticas e teórico-práticas de forma presencial nos cursos de Graduação

12/11/2021 13:35

Entrada de sala de aula no Centro de Ciências da Saúde. (Foto: Edevard Araújo)

Neste segundo semestre de 2021, cerca de 68 disciplinas práticas e teórico-práticas estão sendo lecionadas de forma presencial, com 3.462 estudantes matriculados, principalmente em cursos da área de saúde humana e animal. Esse retorno, parcial, por causa da pandemia, segue os protocolos de biossegurança da UFSC e a ordem de prioridades pré-estabelecidos na Resolução Normativa nº 090/2021/CGRAD.

O pró-reitor de Graduação (Prograd), Daniel Vasconcelos, acredita que esse retorno é muito benéfico: “Foi a forma que encontramos, institucionalmente, de resolver o represamento em cursos com alto índice de conteúdos práticos, não atrasar a formatura dos alunos, manter a qualidade do ensino da UFSC e, ao mesmo tempo, procurar proporcionar essa experiência com o máximo de segurança possível para todos os envolvidos”. 

Vasconcelos explica que, antes da normativa, um questionário foi aplicado com os cursos de graduação, buscando mapear aqueles com maiores problemas de retenção por causa de disciplinas práticas, tratadas como “Menção P”, durante o calendário excepcional da Universidade. Esse mesmo levantamento buscou identificar o tamanho das necessidades em termos de quantitativo estimado de alunos atingidos pelas retenções em Menção P, assim como mapear quais cursos estariam dispostos a pleitear o retorno das atividades presenciais. 

Com essas informações, e mediante autorização do Conselho Universitário, uma Comissão de docentes, discentes e técnicos, sob a liderança da Prograd, preparou a minuta de normativa visando solucionar esses problemas. Desse conjunto de trabalhos resultou a Resolução Normativa aprovada em 19 de maio, que estabeleceu critérios de prioridade na oferta dessas disciplinas ou conteúdos, bem como os trâmites a serem realizados, envolvendo coordenações de cursos, departamentos e centros. A finalização do processo, após o encaminhamento do curso, passa pela Prograd, que faz uma avaliação junto à uma comissão, composta por docentes e estudantes membros da Câmara de Graduação e técnicos do Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp).  

Aula de técnica operatória no curso de Medicina. (Foto: Edevard Araújo)

Antes da Resolução, cursos que desejassem realizar a retomada de conteúdos parciais de disciplinas teórico-práticas ou disciplinas práticas precisavam cumprir uma série de requisitos, o que demandava mais tempo para ser aprovado. Com a normativa e a garantia da observância dos protocolos de biossegurança, o tempo de análise dos processos diminuiu, caiu de meses para alguns dias. “Esse é um processo que está se tornando cada vez mais rápido, graças ao empenho de todos: coordenações, departamentos, e da comissão da Câmara de Graduação que analisa os pedidos. De um processo de meses, atualmente leva apenas alguns dias, e permite aos cursos planejar melhor a retomada dessas atividades”, continua Daniel. 
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Cantor e compositor Felk participa de live do Projeto 12:30, na quarta-feira dia 17 de novembro

12/11/2021 10:02

Cantor e compositor Felk (Foto: Bend Studio)

O Projeto 12:30 recebe na quarta-feira, dia 17 de novembro, o cantor e compositor Felk em “live” pelo canal do Youtube, às 12h30.  Na “live”, o público terá a oportunidade de conhecer a trajetória do artista, entender suas influências musicais, além de poder interagir ao vivo com o artista pelo chat da plataforma. Durante a transmissão do evento virtual haverá, também, momentos para apreciar as músicas apresentadas ao vivo na versão voz e violão.

Reestruturado para funcionar virtualmente, o Projeto 12:30 tem realizado as “Lives 12:30” e os “Talk Shows 12:30” com frequência quinzenal, desde março de 2021, às quartas-feiras no horário que dá nome ao projeto.

Felk

Felk é um artista catarinense que canta MPB, navegando por influências do folk e do rock. Iniciou sua carreira na música em 2005, como vocalista e compositor na banda de rock “Os Delirantes”.

Em 2013, lançou seu primeiro trabalho. Artista de palco, Felk já se apresentou – com a banda e depois sozinho – nas maiores casas de rock de Balneário Camboriú e região, participando também de diversos festivais e eventos, como o Festival da Canção de Balneário Camboriú.

Em meio à pandemia do coronavírus, o cantor lançou a música “Eu, Você & o Dog”, que foi inspirada na história de um casal de amigos, e teve mais de 100 mil plays nas plataformas de áudio e 35 mil views no Youtube. Os singles mais recentes lançados por Felk chamam-se “Mais um Café” e “O Carro e a Estrada”.  

Projeto 12:30

Projeto cultural permanente há três décadas, é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Projeto 12:30 apresenta, quinzenalmente, às quartas-feiras, durante o período letivo, atrações culturais gratuitas, na grande maioria de música, junto à Praça da Cidadania, em frente ao Centro de Cultura e Eventos da UFSC, no campus da Trindade. Em períodos de atividades presenciais, o Projeto ocorre quinzenalmente no campus Trindade, e, uma vez ao mês, no Centro de Ciências Agrárias, o CCA, no bairro Itacorubi.

Atualmente, houve a necessidade de mudanças no formato das apresentações, provocada pelo momento de pandemia e pelo adiamento das atividades presenciais na UFSC. Por isso, a programação do Projeto 12:30 está totalmente digital. As atividades ocorrem a cada 15 dias, nas quartas-feiras, pelo canal do YouTube do Projeto 12:30, de forma alternada entre “Talk Show 12:30” – que são entrevistas previamente gravadas – e “Live 12:30”, com transmissões ao vivo.

Acesse o canal do Youtube do Projeto 12:30 através do link:

https://www.youtube.com/channel/UCFogAQnnijMQM60i9E0ECqw

Serviço:

O quê: “Live 12:30” com o cantor Felk
Quando: 17 de novembro de 2021, quarta-feira, às 12h30.
Onde:  YouTube do Projeto 12:30 
Quanto: Gratuito.
Contato:  ou com a coordenadora Bianca Kaizer pelo e-mail: 
WhastApp do Projeto 12:30: (48) 3721-2497

Mais sobre o Projeto 12:30 em  www.dac.ufsc.br  e através das redes sociais (@projeto1230.ufsc).

Redes sociais do artista: @felkoficial

Texto: Bianca Kaizer de Oliveira, Coordenadora do Projeto 12:30 / DAC / SeCArte / UFSC,  com informações do artista

Tags: DAC/SeCArteFelkLives 12:30Projeto 12:30UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência: Marília de Nardin Budó

12/11/2021 09:00

Ouvir a pesquisadora Marília de Nardin Budó falar é, quase que instantaneamente, sentir-se tocada por seus objetos de estudo, tão marginais, quanto essenciais para as ciências humanas. Transitando entre detentos, vítimas das grandes corporações ou simplesmente vítimas de um sistema judiciário que escolhe quem punir, Marília construiu uma trajetória intelectual que é fruto de um olhar sensível e acurado para os desvios do mundo e para grandes problemas estruturais da sociedade. Ela foi uma das vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), na categoria júnior, na área de Ciências Humanas.

Há apenas dois anos no quadro de professoras da UFSC, a atuação dela chamou a atenção de estudantes e de colegas que acompanharam seu pioneirismo em áreas consideradas marginalizadas nos estudos de Direito. A indicação ocorreu a partir de uma colega e de estudantes e foi referendada em carta de recomendação, entre elas a de sua orientadora no mestrado, a professora aposentada da UFSC Vera Regina Pereira de Andrade, uma das suas referências para entrar no campo da criminologia.

“Me sinto, sim, uma jovem cientista”, brinca Marília, como alusão à categoria na qual foi considerada destaque. “Mas tem um percurso aí. E o prêmio vem como uma transição para um momento que estou vivendo, agora com o credenciamento no programa de pós-graduação da UFSC”, comenta.

Mas o olhar para as questões de gênero não foi forjado por títulos e conquistas. A pesquisadora, que se destaca pela produtividade e também pelos estudos com colegas argentinas, norte-americanos, espanhóis e italianos, é crítica ao modo como as relações de gênero se constroem nas universidades. “Não há como comparar homem e mulher nesse espaço. Como estudante você sente a diferença de tratamento, o olhar como objeto. Na docência, é perceptível a diferença de carga horária em sala de aula e nos cargos administrativos em que é preciso ‘carregar o piano'”, afirma.

As vivências pessoais como mulher, jovem, num lugar que reproduz desigualdades por estar inserido num sistema, somam-se às reflexões de uma pesquisadora que tem na crítica aos sistemas de poder um dos nortes da sua atuação. Por isso, a perspectiva que assumiu faz com que ela reconheça que outras mulheres prepararam um território para ela atuar. “Outras vieram antes de mim. É preciso fazer com que o cenário mude para minhas alunas e orientandas, como no passado também já fizeram”.

Entre o Direito e o Jornalismo

Os insights para as principais pesquisas de Marília não negam sua dupla formação. Um livro da professora Vera Andrade, que viria a ser sua orientadora de mestrado, na UFSC, e um texto da jornalista Eliane Brum, uma das mais premiadas do Brasil, revelam como a articulação entre mídia e direito a transformaram numa pesquisadora que transita entre os dois campos, lançando um olhar crítico para ambos.

Do livro de Vera, Ilusão de Segurança Jurídica, veio o fim da própria ilusão que ela carregava sobre o processo penal, a crença nas normas e nas promessas do Estado de Direito. “A criminologia foi desestruturante pois, a partir dela, comecei a perceber que há uma seletividade, que carrega estruturas de raça, gênero, classe e que opera nesse sistema”, resume.

Já o texto de Eliane Brum a inspirou a desbravar um outro campo pouco conhecido nos estudos do Direito: o da criminologia verde, no qual investiga como o sistema penal também produz distorções na esfera ambiental. Nessa investigação, aliás, a pesquisadora também se sente com o ímpeto de uma jornalista: para problematizar aspectos legais sobre como a indústria de amianto afeta a saúde dos cidadãos do seu entorno, compartilha técnica das duas áreas, mais uma prova de que a dupla formação – em Direito e em Jornalismo – lhe garantiu um olhar singular para a realidade.

“Fiz as duas faculdades (Direito e Jornalismo) ao mesmo tempo. Então, todo esse processo de me inserir num campo também foi concomitante. No início, eu priorizei o Direito por conta dos pré-requisitos das disciplinas. Mas foi no jornalismo que comecei a fazer pesquisa, trabalhando com a análise de jornais”, lembra. Ali começava a trajetória no estudo das relações entre mídia e crime. “Me causava incômodo a forma como os jornais retratavam questões como presunção de inocência, como a mídia influenciava as decisões judiciais e outras grandes questões. Foi aí que começou minha trajetória na pesquisa”, lembra.

Olhar crítico para um sistema que não pune os poderosos

A partir daí, as pesquisas de Marília passaram a ser fruto de um tripé: as escolhas dos lugares onde fez sua formação (o mestrado foi na UFSC e o doutorado na Universidade Federal do Paraná, com período na Università di Bologna), sua jornada como professora (na Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade Meridional, Unicuritiba, Ulbra e Unifra, entre outras) e as parcerias que se construíram ao longo do tempo.

Uma dessas parcerias, com o professor Gregg Barak, da Eastern Michigan University, lançou-a em um campo até então desconhecido, mas que hoje é uma das suas áreas de pesquisa: os crimes dos poderosos. Dessa parceria, surgiu um convite para lecionar nos Estados Unidos, como convidada, e uma nova possibilidade teórica: unir o que vinha estudando sobre as grandes corporações ao direito ambiental, que sempre a fascinou.

“Eu havia começado a lecionar uma cadeira em um mestrado que tinha como área de concentração ‘Direito, Democracia e Sustentabilidade’ e me deparei com um mundo novo, que me apaixonou”, lembra. Tocada pela história da indústria do amianto e descobrindo novas informações sobre a legislação e o uso da fibra, ela articulou os estudos e fez com que dialogassem.

A pesquisadora explica que seu olhar para as questões que envolviam direito e sustentabilidade também vinha de uma matriz crítica, a partir da percepção sobre um sistema penal que atua de forma seletiva também na esfera ambiental. Nesse sentido, os mecanismos de punição não atuariam entre os grandes poluidores, mas entre agentes mais frágeis, como pescadores artesanais, por exemplo. “As ferramentas do Direito não me pareciam coerentes, pois há uma insustentabilidade do sistema penal nas causas que envolvem a sustentabilidade”.

A construção da identidade como pesquisadora, muito tributária também das parcerias que construiu no exterior, deu lugar a uma investigadora com adesão ao trabalho empírico. Segundo Marília, essa tradição é menos comum no Brasil, mas é onde ela decidiu se firmar – também por conta da experiência com pesquisa em comunicação, quando ainda era estudante de iniciação científica.

Assim, sua proposta de pesquisa no pós-doutorado envolvia o estudo de discursos nas revistas médicas para compreender as relações das grandes corporações e do Estado no caso do amianto – fibra cancerígena utilizada na indústria. Uma das suas descobertas desse período é de que cientistas que trabalhavam para a indústria publicavam papers assegurando que o amianto não causava riscos à saúde humana sem declarar conflito de interesses. Isso gerava, no debate público, uma sensação de que havia uma controvérsia com relação aos efeitos cancerígenos do produto, por isso Marília decidiu estudar os discursos científicos.

Mas o contato com vítimas reais e com seus depoimentos fez com que o objeto mudasse – desistiu de estudar o discurso científico para estudar as pessoas durante um período de pós-doutorado em Barcelona. Como nunca havia atuado com entrevistas, foi um desafio e uma corrida contra o tempo, baseada no ingresso em um novo campo da carreira, que envolvia, também, contato com os comitês de ética em pesquisa.

Com a parceria de Lorenzo Natali, desenvolveu uma metodologia inovadora, denominada solilóquios itinerantes, que consiste em fazer com que o entrevistado vítima do amianto, escolha um caminho pela cidade onde foi contaminado e desenvolva suas falas a partir dos lugares por onde passa. O material é gravado e registrado em vídeo. “O mais interessante é que os resultados da entrevista tradicional são completamente diferentes dos obtidos com os solilóquios. A entrevista tradicional apresenta um resultado mais formal”, comenta.

Entre a criminologia crítica, a criminologia verde e a criminologia corporativa, Marília tem sido pioneira, no campo do Direito, em áreas que são tradicionais nas ciências sociais, fora do país, mas ainda marginais no Brasil. Os méritos são colhidos com frequência: além do prêmio recebido com apenas dois anos de atuação na UFSC, foi recentemente uma das selecionadas, em toda a América Latina, para uma bolsa de estudos no Instituto de Criminologia da Universidade de Leuven, principal reduto da pesquisa em justiça restaurativa.

A determinação para lecionar, pesquisar e construir parcerias mundo afora preparam, para Marília, um espaço de ação que a coloca também como liderança em áreas tradicionalmente menos prestigiadas da vida acadêmica, como a extensão e a divulgação científica. Os projetos Infovírus: prisões e pandemia e Memória, luto e luta em tempos de pandemia: estratégias culturais para afirmação da vida diante da gestão da morte nas prisões, realizados em decorrência da pandemia, lançam um olhar para as prisões brasileiras, os detentos e as memórias daqueles que morreram. Uma forma de investigar, pesquisar, mas sobretudo de agir no mundo.

Prêmio Mulheres na Ciência

O Prêmio Mulheres na Ciência foi criado pela Propesq com o propósito de estimular, valorizar e dar visibilidade às pesquisadoras da UFSC. Também visa inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. Confira a lista com todas as premiadas.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Categoria Júnior-Ciências HumanasMarília de Nardin BudóPrêmio Mulheres na Ciência 2021

Especialista do HU explica importância de prevenção, diagnóstico e tratamento da pneumonia

12/11/2021 08:46

A pneumonia é uma doença comum na população mas não deve ser negligenciada (Foto: Divulgação HU)

Dia 12 de novembro foi intitulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial da Pneumonia, com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e alertar sobre os riscos dessa doença, que acomete diretamente os pulmões, provocando uma inflamação aguda.

No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), a pneumologista Rosemeri Maurici da Silva, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva), explicou que a data é importante porque traz esta mensagem para os cuidados relacionados à pneumonia, que é uma doença muito prevalente – comum na população -, potencialmente grave e potencialmente fatal.

“O diagnóstico e o tratamento corretos são fundamentais para alcançar um resultado melhor em um quadro de pneumonia”, esclareceu a médica, que é ex-coordenadora e, atualmente, membro da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Segundo ela, este alerta é dirigido tanto aos profissionais de saúde, que devem estar atentos às questões técnicas ligadas ao diagnóstico e ao tratamento, quanto ao cidadão comum, que deve se manter informado sobre os fatores de risco e orientado a procurar os serviços de saúde diante dos sintomas, principalmente devido ao quadro da pandemia do coronavírus, já que as pneumonias se associam às infecções causadas pelo SARS-CoV-2, aumentando os riscos.

“É preciso ficar alerta a situações como quadros prolongados de gripe e febre ou tosse com expectoração que não melhora em 48 a 72 horas”, disse Rosemeri Maurici, explicando que esta atenção deve ser redobrada no caso de crianças e idosos, que tendem a apresentar quadros mais graves de pneumonia.

Ela lembra que existe a vacina antipneumocócica, que previne as formas mais graves de pneumonia provocada pela bactéria pneumococo, além de doença invasiva causada pela bactéria. É importante ressaltar, também, que há fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como o hábito de fumar; o abuso de bebidas alcoólicas; e manter muitas pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação.

 

Unidade de Comunicação Social – HU-UFSC/Ebserh

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Veleiro ECO da UFSC atraca em Itajaí para evento sobre a saúde dos oceanos

11/11/2021 11:40

O Veleiro ECO da UFSC participa do projeto internacional AtlantECO (Foto: Divulgação)

Santa Catarina recebe a escala de fechamento da programação do projeto internacional AtlantECO. Após passar por Belém, Salvador e Rio de Janeiro, o evento chega a Itajaí, onde ocorre na Marina Itajaí, de 16 a 19 de novembro. Além de extensa programação, atracarão na cidade o Veleiro ECO, primeiro veleiro de expedições científicas do Brasil, e o Veleiro Tara, da França, que serviu de inspiração para a criação do ECO.

O AtlantECO que desembarca no estado catarinense é um projeto desenvolvido em parceria com 36 instituições de 13 países da Europa, Brasil e África do Sul. Tem por finalidade a pesquisa sobre o microbioma do Atlântico, os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano.

Os resultados das pesquisas ajudarão a prever a migração de espécies, a capacidade do oceano de capturar e armazenar dióxido de carbono (CO2) atmosférico, transporte e riscos de poluentes, como plásticos e nutrientes, e o equilíbrio entre a saúde do ecossistema e as atividades humanas”, destaca a coordenadora do Projeto AtlantECO na UFSC, Andrea Santarosa Freire.

Além do mar, o projeto prevê eventos em terra voltados para promover a conscientização ambiental. Essas ações, chamadas de Port Calls, estão previstas em locais da costa brasileira, europeia e africana. Incluindo Itajaí, uma das quatro únicas cidades do país a receber o evento neste ano.

A programação inclui atividades diversas como palestras, exposições e workshops e, claro, visitação ao ECO que vai receber escolas e o público em geral na Marina Itajaí, de 16 a 19 de novembro.

Um dos eventos principais da programação é a Conferência Ecoando a Ciência no Atlântico, no dia 17 de novembro, a partir das 18h, no Centreventos de Itajaí. No encontro, palestras sobre o Oceano Atlântico, a experiência a bordo dos Veleiros Tara e ECO, a história e perspectivas futuras do Veleiro ECO, entre outros.

As inscrições para a Conferência são gratuitas e podem ser feitas em https://siaiap37.univali.br/elis/staff/login/index/cdEvento/5006 . Para se inscrever, basta fazer o cadastro.

“Por meio destes eventos temos o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre a importância de um modo de vida sustentável para preservar a saúde dos oceanos e de todos os seres vivos que dependem dele, incluindo os seres humanos”, ressalta o coordenador do Veleiro, professor Orestes Alarcon.

Confira abaixo a programação completa.

Dia 16 de novembro (Terça-feira)

09h-12h – Visitação de grupos escolares

14h-17h – Visitação de grupos escolares

16:30h-19h – Visitação pública

18:30h – Exibição do Filme Planeta Oceano no auditório do Centreventos

 

Dia 17 de Novembro (Quarta-feira)

10h-11h – Chegada dos alunos de Florianópolis do Projeto ECOLab, Aliança Francesa

15:30h–17:30h – Visita de universitários da UFSC, Univali e outras universidades interessadas da região.

18h-20h – Conferência “Ecoando a Ciência no Atlântico”

No auditório do Centreventos

18h -18:20h: Discursos de Abertura. Vídeo de divulgação do Projeto AtlantECO

18:20h–18:35h: All-Atlantic, uma grande aliança em benefício do Oceano Atlântico – Prof. José Angel Perez, Univali 

18:35h–18:50h: Conexões entre redes de pesquisa marinha: chave para o entendimento dos oceanos – Prof. Sérgio Floeter, UFSC

18:50h-19:05h: A bordo dos Veleiros Tara e ECO: da Pluma do Amazonas a Pluma do Prata – Profa. Andrea Freire, UFSC

19:05h–19:20h: Veleiro ECO, história, presente e perspectivas futuras – Prof. Orestes Alarcon, UFSC

19:20h–19:35h: Ciência, Sociedade e Políticas Públicas para nossos litoral e mar – Prof. Marinez Scherer, UFSC

19:35h–19:45h: Palestra de encerramento.

 

Dia 18 de Novembro (Quinta-feira)

09:30h -12h – Visitação pública

14h-16:30h – Visitação de grupos escolares

16:30h-18h – Visitação livre, sem agendamento, das exposições e workshops na Marina e Centreventos.

18:30h-20h: Conferência: Navegando para entender e proteger o oceano

 

Dia 19 de Novembro (Sexta-feira)

9h-12h Visitação de grupos escolares

15h – Partida do Tara para Argentina.

Texto: assessoria do projeto AtlantECO

Tags: AtlantECOoceanosUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVeleiro ECO

Pesquisadora da UFSC Blumenau ganha prêmio em congresso de polímeros

10/11/2021 15:59

A aluna do Programa de Pós-Graduação em Nanociência, Processos e Materiais Avançados (PPGNPMat) da UFSC Blumenau, Pâmela Rosa de Oliveira, teve um trabalho premiado no 16º Congresso Brasileiro de Polímeros, que ocorreu na última semana de outubro. Ela ficou em terceiro lugar na categoria aluno de mestrado com a pesquisa Kaolin nanoclays organically modified with oregano essential oil for active packaging applications (Nanopartículas de argila caulim modificadas organicamente com óleo essencial de orégano para aplicação em embalagem ativa).

A embalagem ativa tem a função de preservar a qualidade do produto e prolongar seu prazo de validade. É denominada assim porque existe uma interação entre a embalagem e o produto. Pâmela explica que, durante a produção de embalagem ativa, os aditivos, como óleos essenciais, são normalmente incorporados diretamente na matriz polimérica em altas temperaturas. “No entanto, esse método apresenta algumas desvantagens, como volatilização do composto ativo durante o processamento, uma liberação rápida durante a aplicação e um mecanismo de ação de curto prazo. Uma forma de minimizar esse problema é o uso de nanopartícula de argila – que apresenta alta área específica, presença de poros e espaçamento basal – como meio de armazenamento do composto ativo”, explica.

A pesquisa teve como objetivo modificar nanopartículas de argila caulim (caulinita e haloisita) com óleo essencial de orégano para aplicação em matrizes poliméricas na produção de embalagens ativas com propriedades antimicrobianas. “Inicialmente, foram realizados dois métodos de modificação, utilizando agitação magnética ou processo de ultrassom. A partir da segunda metodologia, mais quatro condições foram testadas a fim de aumentar a eficiência de incorporação. A eficiência máxima, que foi de 47% para a haloisita e de 43% para a caulinita, foi alcançada por meio de ultrassom e vácuo”, conta a mestranda.

Esta foi a primeira vez que Pâmela conquistou uma premiação em um evento científico. “Fiquei muito lisonjeada. Além de um incentivo para continuação e visibilidade da pesquisa, é também um reconhecimento, que representa um trabalho em conjunto com toda a equipe”, comemora.

Sobre o evento

Congresso Brasileiro de Polímeros (CBPOL), organizado pela Associação Brasileira de Polímeros (ABPol), é um evento bienal que ocorre desde 1991 e que completou 30 anos. A edição de 2021 foi realizada de forma online e teve como tema a cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. Com o formato remoto, essa foi a primeira vez que o evento contou com a participação de pesquisadores, estudantes e entidades de outros países.

O CBPOL tem como objetivo apresentar e discutir diversos temas na área de polímeros, divulgando descobertas e os avanços da área. Além da apresentação de trabalhos, a programação do evento também contou com exposições e palestras técnicas de empresas produtoras de polímeros e equipamentos de laboratório.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: polímerosPPGNPMatUFSC Blumenau

Mostra de teatro de animação tem programação on-line e gratuita

10/11/2021 13:04

Cinco espetáculos de teatro de animação de três estados brasileiros e do Distrito Federal serão exibidos gratuitamente entre os dias 15 e 18 de novembro, em dez apresentações com transmissão ao vivo pelo canal do Festival Internacional de Teatro de Animação (Fita) no YouTube. As atrações são parte da 2ª Mostra de Rua Fita, realizada pela Fazendo Fita Cia. Artística e que, neste ano, homenageia a professora, servidora técnico-administrativa, dramaturga, diretora, atriz e poeta Carmen Fossari, falecida em abril. A programação também inclui bate-papos com artistas e mesa de conversa, que estão com inscrições abertas pelo site do evento

Confira o vídeo com as atrações desta edição:

Os espetáculos levam a magia do teatro de animação para a rua e espaços alternativos: bonecos de luva, mamulengos, sombras e esculturas-máquinas manipuláveis. Os conteúdos perpassam um surpreendente mundo portátil, histórias de amor, narrativas épicas do Brasil adaptadas a partir de grandes nomes da literatura brasileira e  histórias clássicas do folclore nordestino.
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Tags: Carmen FossariDACFestival Internacional de Teatro de AnimaçãoFITASeCArteteatroteatro de animaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência: Ione Ceola Schneider

10/11/2021 09:00

Com um exemplar currículo no ensino superior, construído em instituições públicas, a professora Ione Jayce Ceola Schneider destaca-se hoje na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é uma das vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, concedido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Filha de um pedreiro e de uma professora da educação infantil, seu Ivo Schneider e dona Leopoldina Ceola, a caçula de três irmãos recorda com orgulho da luta dos pais para garantir boas condições de estudo e um melhor futuro.

Professora Ione Schneider é natural de Presidente Getúlio, no Vale do Itajaí. Foto: Acervo pessoal

Ione deixou a cidade de Presidente Getúlio, localizada na região do Vale do Itajaí, em 1995, para cursar o ensino médio em Florianópolis. Três anos depois passou no vestibular do curso de Fisioterapia para Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). “Tudo isso [a possibilidade de sair da cidade natal para estudar] foi um sacrifício da minha família, pois não havia possibilidade de arcarmos com os custos de uma universidade privada”, relembra.

Depois da graduação, a fisioterapeuta começou a trabalhar em uma clínica oncológica. Nesse período, realizou um curso de coordenação da Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica e recebeu o prêmio de Profissional do Ano, em 2006. Paralelamente, tornou-se voluntária da Associação Brasileira de Portadores de Câncer, entre os anos 2003 e 2009, e participou de alguns cursos da American Cancer Society, que lhe ampliaram o conhecimento sobre gerência e gestão de projetos e controle do câncer.

A trajetória acadêmica

A carreira acadêmica iniciou-se com a graduação em Fisioterapia pela Udesc. Foto: Acervo pessoal

Em 2006, Ione Schneider decidiu dar continuidade à pesquisa e ingressou no mestrado em Saúde Pública da UFSC, com o objetivo de analisar a sobrevida de mulheres com diagnóstico de câncer de mama. “Nesse programa conheci a professora Eleonora d’Orsi, que me acolheu de forma acadêmica e maternal e me auxiliou no meu direcionamento. A Eleonora trabalhava com a linha de pesquisa de Epidemiologia do Câncer, área que eu me identificava totalmente e estava vinculada às minhas experiências anteriores”.

A pesquisadora conta que no período da pós-graduação iniciou a busca por novos cursos, aprendeu estatística e gerenciamento de banco de dados para, assim, “entender e saber fazer o que os artigos científicos mostravam”. Ela defendeu sua dissertação e enviou o resumo para dois importantes eventos: o Congresso Mundial de Epidemiologia, promovido em 2008 no Brasil, e o San Antonio Breast Cancer Symposium, no Texas, Estados Unidos. Os resultados de sua dissertação repercutiram na imprensa, uma vez que o trabalho relacionou o maior risco de óbitos em decorrência do câncer de mama a mulheres de baixa escolaridade, resultados que previamente não eram muito explorados, conforme explica Ione.

Pesquisadora auxiliou na organização e condução do estudo EpiFloripa. Foto: Acervo pessoal

Durante o doutorado, a pesquisadora auxiliou na organização e condução do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis. Em sua tese, defendida em 2013, na UFSC, a professora explorou o conhecimento e prática em relação à mamografia em mulheres adultas e idosas de Florianópolis. A partir do trabalho, publicou dois artigos científicos: um na Revista Brasileira de Epidemiologia e outro na Revista Cadernos de Saúde Pública. Dois anos após sua defesa, iniciou um estágio pós-doutoral no Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London (UCL), no Reino Unido, com uma bolsa CNPq – Ciências sem Fronteiras. Na experiência, foi supervisionada pelo pesquisador brasileiro Cesar de Oliveira e teve contato com os dados do estudo sobre envelhecimento daquele país, o ELSA (English Longitudinal Study of Ageing).

Em uma declaração de apoio à candidatura da professora Ione, Cesar de Oliveira, principal research fellow no ELSA, ressaltou que a colega aprofundou seus conhecimentos científicos nas áreas dos determinantes sociais da saúde e do envelhecimento populacional. “Seu brilhante domínio na área estatística foi um dos destaques de seu período na UCL. A colaboração científica existente entre a UFSC e a UCL, liderada pela professora Ione, tem resultado em publicações importantes em revistas científicas internacionais de alto impacto. Além do aspecto científico de alto nível, a professora possui uma ética e profissionalismo que impressionaram os professores e equipes de pesquisa do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London”, escreveu.

A carreira docente

Ione é docente docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação (Araranguá) e em Saúde Coletiva e em Neurociências (Florianópolis). Foto: Acervo pessoal

O ingresso como docente da UFSC ocorreu em outubro de 2015. Atualmente a professora integra o Departamento de Ciências da Saúde, do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde do Campus Araranguá. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, em Araranguá, e dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e em Neurociências, em Florianópolis, todos da UFSC. “Ao assumir como professora, cria-se o desafio de entender todos os processos que a instituição tem e que, como estudante, eram desconhecidos. Conciliar ensino, pesquisa, extensão e administração são tarefas, às vezes, desgastantes”, diz.

Ione revela que sempre procurou também participar ativamente das atividades administrativas. “Ainda durante o estágio probatório fui chefe de departamento, e atualmente sou coordenadora de ensino do Departamento de Ciências da Saúde. Nos programas de pós-graduação, oriento mestrado e doutorado. Já tive 6 orientações de mestrado concluídas e todas de estudantes mulheres”. Faz parte também do quadro de colaboradores do Global Burden of Disease (GBD), coordenado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e do grupo de pesquisadores da Rede GBD Brasil. Desde 2014, Ione colaborou em mais de 30 artigos publicados pelo grupo, sendo que um desses trabalhos possui mais de 6 mil citações.

No ano passado, Ione Schneider foi citada na pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que utilizou as citações da base de dados Scopus até 2019. O estudo publicado no Journal Plos Biology, em 16 de outubro de 2020, identificou os cientistas mais influentes do mundo, e o nome da pesquisadora da UFSC figura entre os 2% melhores cientistas de sua área de subcampo principal, entre aqueles que publicaram pelo menos cinco artigos. Dos professores da Universidade listados na pesquisa, Ione é a única servidora de fora do Campus Florianópolis. A citação fez com que recebesse uma Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e uma Moção de Aplausos e Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Presidente Getúlio, sua cidade natal.

A mais recente conquista da professora Ione foi o Prêmio Mulheres da Ciência, na área de conhecimento Ciências da Vida, na Categoria Júnior, voltada a pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da Universidade a partir de 2014. “Essa conquista me remete a relembrar todas as etapas da minha vida, todas as pessoas que passaram pelo meu caminho, que me auxiliaram, que estiveram ao meu lado. Não foram só momentos exitosos nesses anos. Assim, sou grata a todos que contribuíram para que eu tivesse a oportunidade de chegar até aqui. Também sei das responsabilidades que essa conquista traz: ser exemplo, especialmente às minhas orientandas. É um caminho árduo para muitas que têm filhos, trabalham, ficam longe das famílias, mas incentivo a seguirem e estarei aqui para ajudá-las a superar esses desafios”, diz a docente.

A pesquisadora destacou a importância da UFSC em toda sua formação após a graduação. “Aprendi muito aqui e ainda aprendo. Agradeço aos professores que me ajudaram na formação e aos meus colegas de Departamento, os quais fizeram a indicação do meu nome para o prêmio. Esses reconhecimentos são importantes para que os profissionais sejam lembrados. Atuamos em diversas atividades dentro da Universidade e, muitas vezes, somos pouco reconhecidos pela sociedade. Somos professores, ministramos aulas, compartilhamos, mas desenvolvemos pesquisas, vamos sempre em busca de novos conhecimentos”, finalizou.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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Pesquisadores identificam fungos ameaçados e alertam para a necessidade de políticas de conservação

09/11/2021 15:10

Um fungo que transforma insetos em zumbis no Vale do Itajaí e um líquen que só é encontrado entre as dunas de uma praia de Imbituba são algumas das, pelo menos, 21 novas espécies de fungos e liquens brasileiros que serão incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), um dos principais inventários do mundo sobre estado de conservação de animais, fungos e plantas. A ação é resultado de um workshop organizado pelo grupo de pesquisa Mind.Funga, ligado ao Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Comissão para a Sobrevivência de Espécies de Fungos da IUCN. Os encontros realizados ao longo de setembro e outubro reuniram, além das equipes do Mind.Funga e do Micolab, 18 pesquisadores de nove estados das cinco regiões do país. Até o fim do ano, o grupo segue em processo de avaliação para outras 30 propostas de inclusão de espécies na Lista Vermelha.

Rickiella edulis é uma espécie saprotrófica (absorve nutrientes de matéria orgânica em decomposição) que ocorre na Mata Atlântica, na Argentina e no Paraguai. É considerada em perigo pelos critérios da IUCN. Foto: Gerardo Robledo

O primeiro workshop brasileiro de avaliação de espécies de fungos para a Lista Vermelha Global da IUCN, além da formação de recursos humanos para a classificação das espécies nas categorias de ameaça e a aplicação dos critérios da IUCN, teve o intuito de engajar os pesquisadores no tema da conservação. As primeiras reuniões visaram à capacitação dos participantes na elaboração da documentação necessária. Posteriormente, as propostas elaboradas pelo grupo foram analisadas por dois avaliadores credenciados da IUCN: o cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, Gregory M. Mueller, e a professora da Eastern Washington University Jessica Allen.

As 21 espécies já avaliadas são distribuídas em dois filos (Ascomycota e Basidiomycota) e oito ordens, e a maior parte está ameaçada de extinção em algum grau. São quatro criticamente em perigo (risco extremamente elevado de extinção na natureza); três em perigo (risco muito elevado de extinção na natureza); nove vulneráveis (risco elevado de extinção na natureza); quatro quase ameaçadas (categoria de baixo risco, mas com espécies perto de serem classificadas ou que provavelmente serão incluídas em uma das categorias de ameaça em um futuro próximo); e uma na categoria “Dados Deficientes” (faltam dados adequados sobre a sua distribuição e/ou abundância para fazer uma avaliação direta ou indireta do seu risco de extinção). 
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Inscrições abertas para curso on-line e gratuito de Cosmologia

09/11/2021 11:20

O Projeto de Extensão da UFSC Astrofísica para Todos oferece o Curso de Cosmologia, com dois módulos de 40h cada, realizado 100% on-line, com material gratuito. Há taxa apenas para aqueles que desejam o certificado, e o projeto oferece possibilidades de isenção. As inscrições estão abertas e podem ser feitas a qualquer momento, bem como o início dos estudos. O ingresso no curso é por fluxo contínuo, com cada estudante assistindo às aulas já gravadas, e realizando as atividades no seu tempo, quando desejarem.

O curso é aberto a qualquer pessoa interessada e as inscrições podem ser feitas pelo site astrofisica.ufsc.br.

A abordagem didática é nova e foi desenvolvida de modo a oferecer um curso 100% on-line e acessível, em nível ideal para estudantes de graduação. Além disso, é oferecido suporte de dúvidas por e-mail. Todo o material do curso (aulas, notas de aula, programas, livros) é gratuito e disponível para download no site. Quem desejar receber Certificado deve se inscrever e preparar um Trabalho de Conclusão de Curso para cada módulo. A taxa de inscrição para quem deseja o Certificado é de R$ 40 por módulo, mas estudantes, professores, aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade social podem solicitar a isenção.

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Inscrições para o Experimenta terminam na quinta-feira

08/11/2021 10:02

A Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que o prazo para inscrições na 6ª edição do Experimenta encerram nesta quinta-feira, 11 de novembro de 2021. As orientações para participação no evento foram divulgadas em chamada pública. O documento visa selecionar propostas artísticas e culturais, nas mais diversas linguagens, para apresentação em plataforma digital no evento. Assim como na última edição, em virtude da pandemia do Covid-19, o Experimenta será realizado inteiramente de forma virtual entre os dias 29 de novembro a 03 de dezembro de 2021.

Podem participar os servidores docentes e técnico-administrativos integrantes do quadro de pessoal permanente da UFSC, no efetivo exercício de suas atividades, e discentes regularmente matriculados. As serão realizadas exclusivamente em formulário eletrônico disponível no endereço: secarte.ufsc.br/experimenta.

A proposta deverá ser apresentada, preferencialmente em linguagem experimental, nos formatos de mídia de áudio, imagem ou vídeo da produção artística oferecida (teatro, oficina, exposição virtual, performance, leitura, curta metragens (aproximadamente 10min), música, dança, design, dentre outros) para disponibilização digital no canal do YouTube da SeCArte.

O Experimenta – aberto ao público e gratuito – objetiva incentivar a participação e o envolvimento de estudantes, servidores técnico-administrativos e professores efetivos em atividades artístico-culturais desenvolvidas pela UFSC. O evento é realizado pela SeCArte com o apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC) e do Departamento de Cultura e Eventos (DCEVEN).

Serviço:

O quê: Chamada Pública 001/2021/SECARTE – seleção de propostas artísticas para compor a programação do evento Experimenta.
Quando: até quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Onde: secarte.ufsc.br/experimenta
Contato: experimenta.secarte@contato.ufsc.br

Tags: DAC/SeCArteExperimentaSeCArte

Prêmio Mulheres na Ciência: Christiane Fernandes Horn

08/11/2021 09:00

A trajetória e as pesquisas científicas de Christiane Fernandes Horn são o foco da primeira reportagem da série sobre as vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC). A professora do Departamento de Química e coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Química Inorgânica Medicinal e Catálise foi a contemplada na área de Ciências Exatas e da Terra, Categoria Júnior – voltada às pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da UFSC após 31 de dezembro de 2013.

O prêmio reconhece a qualidade e a originalidade da produção científica de Christiane. Com pouco mais de dois anos e meio atuando como docente na UFSC, ela foi responsável pela implantação de projetos de pesquisa inovadores no Departamento de Química. Seus estudos, realizados em parceria com diferentes departamentos da Universidade e de outras instituições, envolvem a síntese de moléculas em laboratório e a análise de suas atividades biológicas, que incluem propriedades antioxidantes e a capacidade de combater bactérias, protozoários e até o desenvolvimento de tumores. Os trabalhos já lhe renderam o depósito de nove pedidos de patente e podem, futuramente, colaborar para o desenvolvimento de novos medicamentos e possibilidades de tratamento para uma série de doenças. 

É importante ressaltar que os avanços científicos são sempre fruto de muito esforço e investimento. A trajetória e a produção de Christiane não são exceção. “Eu trabalho nessa linha já tem bastante tempo. Comecei nessa linha em 2003, praticamente, e foi a área da minha formação, da minha iniciação [científica], do meu mestrado, e isso se solidificou no doutorado”, afirma a docente. 
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No aniversário de Marie Curie, UFSC apresenta série com perfis de vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021

07/11/2021 10:00

Há 154 anos, nascia, em Varsóvia, uma cientista revolucionária. Maria Salomea Skłodowska, a Marie Curie. Foi premiada, celebrada e biografada como a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, em 1903, que dividiu com o companheiro Pierre Curie. Mais tarde, ela também ganhou o prêmio na área de Química, mesclando uma trajetória na pesquisa que contribuiu, entre outras coisas, com a descoberta da radioterapia. Sua história de imigrante e de mulher fez com que fosse vítima de preconceito – o que a transformou, também, em um símbolo de empoderamento e de resistência.

Neste domingo, 7 de novembro, data de aniversário de Marie Curie, a Agência de Comunicação da UFSC lança uma homenagem para as nove mulheres vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) e da Comissão de Equidade da UFSC. Ao longo das próximas semanas semanas, a trajetória das cientistas será veiculada e celebrada nas páginas e redes sociais da instituição.

Para a Propesq, a outorga do prêmio simboliza um reconhecimento às mulheres cientistas, que precisam, diariamente, superar a invisibilidade. O prêmio foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica e contou com 72 inscrições. As pesquisadoras participaram, recentemente, de uma solenidade em que falaram sobre suas trajetórias.

O prêmio foi dividido em três categorias: júnior, para mulheres que ingressaram na UFSC após 2013; plena, para aquelas que chegaram à universidade entre 2000 e 2013; e sênior, para as professoras que chegaram antes de 2000. Também foram contempladas três áreas de conhecimento – Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Ciências da Vida.

Os perfis, redigidos por jornalistas da Agecom a partir de entrevistas e da análise dos documentos fornecidos para os avaliadores do prêmio, começam a ser publicados pela categoria Júnior, por ordem alfabética, seguindo o calendário.

> Confira abaixo todos os perfis:

Júnior

8/11 – Ciências Exatas e da Terra: Christiane Fernandes Horn (Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas)

10/11 – Ciência da Vida: Ione Jayce Ceola Schneider (Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá)

12/11 – Ciências Humanas: Marília de Nardin Budó (Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas)

Plena

16/11 – Ciências Humanas: Daniela Karine Ramos (Departamento de Metodologia de Ensino, Centro de Ciências da Educação)

17/11 – Ciências Exatas e da Terra: Lucila Maria de Souza Campos (Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico)

19/11 – Ciências da Vida: Maria Jose Hotzel (Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências Agrárias)

Sênior

22/11 – Ciências da Vida: Ana Lucia Severo Rodrigues (Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas)

24/11 – Ciências Humanas: Cristina Scheibe Wolff (Departamento de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas)

26/11 – Ciências Exatas e da Terra: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, Centro Tecnológico)

 

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Professora da UFSC participa de relatório apresentado na COP26 sobre riscos e soluções urgentes na ciência do clima

05/11/2021 13:20

Área de desmatamento e queimada às margens da rodovia BR 230 no município de Apuí, Amazonas. Com 17% de sua área original desmatada e 18%, degradada, Amazônia se aproxima do ponto de não retorno. Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/CC-BY-2.0

Em um relatório lançado nesta quinta-feira, 4 de novembro, na Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP26), um grupo de cientistas destacou algumas das descobertas recentes mais importantes relacionadas às alterações climáticas. O documento 10 New Insights in Climate Science (10 novas reflexões na ciência do clima, em uma tradução livre) é um compilado de um artigo publicado em outubro no site da Universidade de Cambridge, elaborado por 62 pesquisadores de 22 países e cinco continentes. A professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marina Hirota é uma das autoras.

Voltado aos tomadores de decisão, o material faz um resumo sobre o avanço do conhecimento científico, com dados dos estudos publicados no último ano, em alguns dos temas mais urgentes e visa conscientizar sobre as ações necessárias para preservar um planeta seguro e habitável. Ao apresentar o relatório, a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, destacou que os tópicos abrangem assuntos distintos, mas inter-relacionados, como o aumento dos mega-incêndios ao redor do mundo e novas justificativas relacionadas aos custos-benefícios de uma ação climática rápida. Cada item é acompanhado de recomendações de políticas em várias escalas de ação – da global à local.

“Embora estejamos rapidamente esgotando o tempo para limitar as mudanças climáticas, este relatório mostra que estabilizar em 1,5°C ainda é possível, mas apenas se medidas globais imediatas e drásticas forem tomadas”, afirmou Wendy Broadgate, diretora do Future Earth Global Hub, da Suécia. “Os líderes mundiais na COP26 devem definir metas agressivas de redução de emissões – nada menos que 50% de redução de gases de efeito estufa até 2030 e metas líquidas de zero até 2040 é suficiente”, complementa Broadgate.
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Relatório mostra impacto da pandemia sobre número de intoxicações

04/11/2021 17:20

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) funciona dentro do HU e é referência no Estado em toxicologia (Foto: Divulgação HU)

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), que funciona dentro das instalações do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) registrou um total de 18.113 atendimentos relativos a casos de intoxicação durante o ano de 2020, sendo que a maior parte dos casos está ligada a uso indevido de medicamentos (31,3%) e acidentes com animais peçonhentos (22,69%), de acordo com a Relatório Anual do CIATox/SC.

Apesar de registrar uma queda de 14,26% em relação ao ano de 2019, quando foram registrados 21.125 atendimentos, o número de 2020 é o segundo maior da série histórica do CIATox/SC, que completou 37 anos de atividade neste ano. A equipe do CIATox/SC explica que este número vem aumentando ano a ano, desde 1984, e que a queda de 2020 pode ser justificada pela redução da exposição das pessoas durante a pandemia.

No ano passado, o maior número de casos de intoxicação aconteceu dentro de casa (79,64%), sendo que as maiores vítimas humanas (o CIATox/SC também registra intoxicação de animais) foram as crianças na faixa de 1 a 4 anos, enquanto entre os adultos o mais elevado número de registro aconteceu na faixa etária entre 20 e 29 anos. As crianças foram intoxicadas principalmente por álcool etílico 70% e água sanitária, agentes também ligados às medidas de higiene adotadas durante a pandemia.

De acordo com o relatório, durante o ano passado, houve 117 atendimentos de casos envolvendo intoxicação por álcool doméstico (líquido e gel), correspondendo a um aumento de 170%, quando comparado aos atendimentos de 2019. Os dados correspondem aos casos de intoxicação simples e com múltiplos agentes.

De 1984 a 2020 o CIATox/SC registrou uma média anual de 7.305 casos, segundo dados divulgados pelos profissionais do serviço, que atuam em plantão de 24 horas no HU-UFSC/Ebserh. Esse serviço foi mantido mesmo durante a pandemia. Os números se referem a casos de intoxicação por diversos agentes, como medicamentos, agrotóxicos, produtos veterinários, raticidas, produtos químicos industriais e de uso domiciliar, drogas de abuso, plantas tóxicas e envenenamentos por animais peçonhentos, já que o CIATox/SC é um serviço de referência no Estado na área de Toxicologia.

O serviço é subordinado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SUR/SES/SC), mantendo cooperação técnica e parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o HU-UFSC, onde está localizado.

O CIATox/SC mantém um serviço de plantão permanente para informações específicas em caráter de urgência na área de Toxicologia Clínica aos profissionais de saúde, principalmente médicos da rede hospitalar e ambulatorial e de caráter educativo e preventivo à população em geral. Os atendimentos são feitos através de ligação gratuita pelo número 0800 643 5252.

 

Unidade de Comunicação Social HU/UFSC/Ebserh

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UFSC desenvolve aparelho para medir concentração de gás carbônico nos ambientes

03/11/2021 18:11

Medidor de gás carbônico desenvolvido na UFSC (Foto: Pipo Quint/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um equipamento de medição da concentração de gás carbônico (CO2) para monitorar a qualidade do ar nas salas de aula e outros ambientes onde se realizam atividades presenciais. Estes aparelhos estão sendo utilizados neste momento para avaliação dos chamados riscos ambientais nas salas de aula, áreas comuns e salas administrativas do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), primeiras unidades a ter retorno de aulas presenciais.

As informações fornecidas pelos testes e monitoramento vão subsidiar a elaboração de uma metodologia própria da UFSC para avaliação de capacidade de ocupação dos ambientes que será aplicada em toda Universidade.

O equipamento, chamado de Carbo2, foi projetado e está sendo produzido pelo professor Saulo Güths, do Departamento de Engenharia Mecânica, com a colaboração da sua equipe de alunos. Até o momento já foram produzidas nove unidades, mas a meta é fabricar cerca de 60 aparelhos até o fim do ano. A produção conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) e Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese).
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UFSC tem 33 pesquisadores na lista atualizada dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo

29/10/2021 11:12

* alterada em 29/10/2021, às 14:37, para incluir a lista de cientistas com dados atuais (2020)
* alterada em 3/11/2021, às 14:32, para atualizar a soma dos cientistas ligados à UFSC, anteriormente a divulgação falou em 26 pesquisadores, e, no total, com a somatória das duas listas, a UFSC tem 33 pessoas citadas no estudo

A terceira atualização de uma pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicada no último 19 de outubro, contendo dados à lista dos mais de 100 mil cientistas mais influentes do mundo. A UFSC tem, ao todo, 33 pesquisadores nas novas listagens, somando as listas que incluem dados sobre as carreiras dos cientistas ao longo dos anos e também a lista com ranqueamento de citações mais recentes. 

A atualização do estudo utiliza as citações da base de dados Scopus até agosto de 2021. Os dados foram compilados em duas planilhas, com cientistas ranqueados pelas citações que receberam ao longo de suas carreiras (link para download) e outro com cientistas ranqueados pelos dados atuais (link para download).

A publicação é do Journal Plos BiologyO banco de dados criado pelos cientistas da Universidade de Stanford possui os principais cientistas do mundo com base em métricas de citação padronizadas, como informações sobre citações, índice H, coautoria e um indicador composto.

>> Acesse os dados disponíveis

Carreiras Científicas

Segundo o estudo apresentado na tabela com dados do ranking de carreiras, que demonstra o impacto da pesquisa de toda a vida dos cientistas, a UFSC tem 24 representantes (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  2. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  3. Nicolas Garcia
  4. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  8. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  9. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  10. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC),
  11. Newton C. A. da Costa, Departamento de Filosofia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
  12. Alexandre Trofino Neto, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  13. Afonso Celso Dias Bainy, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  14. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  15. Adilson Jose Curtius, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  17. Jamil Assreuy Filho, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  18. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  19. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  21. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  22. Denizar Martins, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  24. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

2020 (dados coletados até agosto de 2021)

Os dados do ranking referentes às citações mais recentes enumeram 26 representantes da UFSC (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  2. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  3. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  4. Guilherme Luz Tortorella, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Paulo Augusto Cauchick Miguel, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Danilo Wilhelm Filho, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  8. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  9. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  10. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  11. Selene Maria Arruda Guelli Ulson de Souza, Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (CTC/UFSC)
  12. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  13. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  14. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  15. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Graziela de Luca Canto, Departamento de Odontologia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  17. Fabiane Barreto Vavassori Benitti, Departamento de Informática e Estatística, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  18. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  19. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  21. Ione Jayce Ceola Schneider, Departamento de Ciências da Saúde, Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde do Campus Araranguá (CTS/UFSC)
  22. Julio Elias Normey Rico, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  24. Maria Jose Hötzel, Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  25. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  26. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

Colocação da UFSC no ranking

Os 812 autores classificados do Brasil representam diversas instituições, públicas e privadas. A UFSC está no 19º lugar dentre as 20 instituições com maior número de citações provenientes do Brasil. Confira, abaixo as 20 instituições com maior número de citações (da maneira em que aparecem no ranking de carreiras científicas).

  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
  • Universidade Federal de Pelotas
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Instituto Nacional de Pesquisas Da Amazônia
  • Iguaçu University
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP)
  • Universidade de São Paulo – USP
  • Brazil’s Hospital Premier
  • Universidade Federal do Paraná
  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
  • Universidade Estadual de Campinas
  • Embrapa Arroz e Feijão
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Laboratório Nacional de Nanotecnologia
  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Laboratório Nacional de Computação Cientifica, Petrópolis

Os dados incluem todos os cientistas que estão entre os 100 mil mais citados em todos os campos de acordo com o índice de citação composta (quando as autocitações são incluídas e/ou quando não são incluídas). Além disso, na atualização, a tabela também inclui cientistas que não estão entre os 100 mil melhores ranqueados de acordo com o índice composto, mas estão entre os 2% melhores cientistas de sua disciplina de subcampo principal, entre aqueles que publicaram pelo menos cinco artigos.

 
Veja também:

Pesquisadores da UFSC estão entre os 100 mil mais influentes do mundo (publicada em 2020)

Tags: pesquisapesquisadores mais influentesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Reportagem sobre estudo da UFSC para vacina contra coronavírus é vencedora do Prêmio Fapesc

29/10/2021 11:00

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) divulgou na última quinta-feira, 28 de outubro, os vencedores do 1º Prêmio Fapesc de Jornalismo em CTI – Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, 37 jornalistas, de todas as regiões do Estado, foram reconhecidos.

Na categoria Telejornalismo, a reportagem da NSC Comunicação intitulada SC na corrida contra a Covid, premiada com a primeira colocação, abordou o trabalho da UFSC no estudo de vacina contra o coronavírus. A equipe premiada incluiu egressos do curso de Jornalismo da UFSC, como Dener Alano, Chico Duarte, e Sarah Castro.

> Assista à reportagem da NSC

A estagiária da Agência de Comunicação (Agecom) e estudante de Jornalismo da UFSC, Luana Consoli, foi finalista e ficou com o segundo lugar na etapa regional, categoria Internet. A reportagem-perfil de sua autoria, publicada no site institucional da UFSC, fala sobre o projeto Física Preta e conta a história da idealizadora Carleane Patrícia da Silva Reis, doutoranda em Física da Universidade.

> Leia a reportagem de Luana Consoli

O Prêmio Fapesc de Jornalismo em CTI contempla cinco categorias: mídia impressa, internet, fotografia, rádio e TV. E com o objetivo de buscar o equilíbrio regional, foi dividido em duas etapas: regional e estadual. Os vencedores das regiões Norte, Sul, Oeste, Vale do Itajaí, Serra e Grande Florianópolis disputaram o prêmio Estadual.

Foram distribuídos aos três primeiros lugares da etapa regional R$ 1 mil, R$ 750 e R$ 500. Já os vencedores estaduais ganharam R$ 7 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. A chamada pública destinou R$ 142,5 mil aos ganhadores.

> Confira a lista de vencedores no site da Fapesc

Três obras sobre as fortalezas da Ilha de Santa Catarina para conhecer neste Dia Nacional do Livro

29/10/2021 09:19

Neste Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, a Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC) indica três obras para conhecer melhor as fortificações da região e sua história. Dois desses volumes estão disponíveis gratuitamente para download, incluindo livro com realidade aumentada para crianças.

Confira as obras:

As defesas da Ilha de Santa Catarina e do
Rio Grande de São Pedro em 1786 de José Correia Rangel

O livro é baseado no manuscrito original Defesa da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, elaborado entre 1786 e 1789 pelo engenheiro militar José Correia Rangel – hoje pertencente ao acervo do Arquivo Histórico Militar de Lisboa –, um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Nesta edição da obra optou-se pela publicação do fac-símile do manuscrito (tabelas, mapas, plantas das fortificações e uniformes das tropas), acompanhado de sua transcrição com ortografia atualizada. Acrescentou-se ao manuscrito original alguns conteúdos adicionais e didáticos, em forma de textos introdutórios e notas explicativas. Veja aqui mais detalhes.

Autores: Roberto Tonera, arquiteto da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/UFSC), e Mário Mendonça de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Clique aqui para adquirir o livro.

 

Fortalezas da Ilha: uma visita ao passado

Disponível para download gratuito em português e em inglês, o livro Fortalezas da Ilha: uma visita ao passado é dedicado às crianças. Traz pinturas em aquarela, desenhos para colorir e personagens históricos de forma lúdica. O livro possui recursos de realidade aumentada. Basta baixar um aplicativo e apontar a câmera do celular para os locais indicados no livro para usar o recurso.

Com a realidade aumentada, o leitor vê imagens das primeiras quatro fortalezas construídas por Portugal para proteger a Ilha de Santa Catarina. Também poderá assistir a uma caravela se deslocar no mapa, atravessando o oceano para chegar ao Brasil. Além disso, com uso da realidade aumentada, é possível ver como ficou uma das fortalezas após o restauro, com sobreposição das imagens antiga e atual.

O livro é resultado de um trabalho conjunto entre a Coordenadoria das Fortaleza da Ilha de Santa Catarina (CFISC) e a Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da UFSC.

Concepção pedagógica, pesquisa e texto: Dalânea Cristina Flôr.

Clique aqui para visualizar o livro em português.
Clique aqui para fazer download do livro em português.
Clique aqui para visualizar o livro em inglês.
Clique aqui para fazer download do livro em inglês.

 

Restauração das Fortalezas da Ilha
de Santa Catarina: Depoimentos

Esta publicação reúne uma série de depoimentos sobre o processo de restauração das principais fortalezas do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis).

Após um período de abandono e ruínas, as fortalezas do triângulo norte, tombadas como patrimônio histórico nacional em 1938, foram restauradas sob a coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nas décadas de 1980 e 1990, em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e outras entidades parceiras.

Os textos reunidos trazem os depoimentos de reitores da UFSC, e de algumas outras pessoas que participaram do processo de recuperação desses monumentos. Eles foram publicados originalmente em 2001, como parte dos conteúdos do CD-ROM Fortalezas Multimídia (com exceção dos depoimentos dos reitores que exerceram seus mandatos após essa data).

Organizador: Roberto Tonera, arquiteto da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/UFSC).

Clique aqui para fazer download gratuitamente.

Tags: Coordenadoria das Fortalezas da Ilha da Santa Catarinadia do livrofortalezasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC dá largada em programa com pacientes curados de Covid-19 para avaliar importância do exercício físico na reabilitação

27/10/2021 14:19

Equipe trabalha para receber primeiros voluntários (Fotos: Daiane Mayer/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina começou a oferecer um novo serviço de atendimento à população impactada diretamente pela pandemia de Covid-19. Atuando em diversas frentes de pesquisa e extensão relacionadas ao coronavírus, agora a instituição terá um estudo a longo prazo sobre o impacto do exercício físico na reabilitação de pacientes curados que manifestaram a doença de forma moderada a grave. A iniciativa ocorre no Centro de Desportos (CDS), com parceria do Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva), do Hospital Universitário.

Intitulada Efeitos do Treinamento Físico em Desfechos Funcionais, Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19: Covid-19 And Rehabilitation Study (Core-Study), a iniciativa abrange ações de pesquisa e extensão, com prestação de serviços à comunidade e, ao mesmo tempo, coleta de dados e informações sobre um tema ainda desconhecido pela ciência. Os primeiros voluntários estão sendo selecionados, e a expectativa é de que funcione a pleno vapor até o final do ano.

O professor Rodrigo Sudatti Delevatti, coordenador geral do projeto, explica que, com os esforços iniciais concentrados na epidemiologia e na elaboração da vacina, começa a surgir somente agora. “Existe uma demanda urgente de reabilitação, porém não existem evidências científicas que deem segurança para reabilitar. Ainda não saíram os ensaios clínicos de qualidade que provam superioridade, eficácia e segurança dos modelos de reabilitação”, contextualiza.

Professor Rodrigo coordena o projeto

A ideia do projeto é atender, nesse momento, 60 pacientes de moderado a grave, que estiveram internados no HU em 2021 e receberam alta. A triagem é feita no Nupaiva, coordenado pela professora Rosemeri Maurici, e os voluntários passam a frequentar o CDS de duas a três vezes por semana, com protocolos de treinamento físico e acompanhamento dos resultados. De acordo com o professor, é possível perceber um grande percentual de sobreviventes de Covid-19 com sequelas como fraqueza muscular, fadiga e problemas de ordem psicossocial.

Para ele, a universidade pode colaborar com a construção das primeiras evidências relacionadas à intervenção direta com os pacientes curados. “A gente também observa problemas na qualidade do sono e sintomas depressivos e sabemos que o exercício, a princípio, ajuda muito isso, pois restaura a capacidade das pessoas. Só que o nosso conhecimento sobre esse papel do exercício é em outras condições, ou ainda muito raso, baseado em estudos sem grupo controle e/ou com pequeno tamanho amostral”, explica.

Por isso, o Core Study tem metas ambiciosas e começa a operar nos próximos dias com a expectativa também de comparar os reabilitados atendidos pelo programa com outros, que receberão recomendações de atividade física, mas não frequentarão à universidade neste momento. Serão 24 semanas de acompanhamento, com cinco ciclos diferentes de treinamento e a análise diária de parâmetros como frequência cardíaca, saturação de oxigênio e pressão arterial. Antes e após as 24 semanas, serão analisados parâmetros relacionados à função vascular, pulmonar, aspectos psicossociais, capacidade funcional, aptidão cardiorrespiratória, nível de atividade física, força muscular e composição muscular.

O professor também explica que as questões tanto relacionadas à fadiga, como as de ordem psicossocial, em linhas gerais, costumam compor um ciclo que tende a afastar os pacientes curados da prática das atividades físicas. Muitos desses pacientes já vinham de meses de confinamento, depois ainda passaram por uma internação. Alguns perderam o emprego e também estão com dificuldade de adaptação. “Tem uma questão psicológica e até funcional de muitos não terem conseguido voltar à atividade laboral. Se não forem reabilitados, e isso é uma questão da saúde pública, não vão conseguir voltar”.

Reabilitação também para outras doenças

O Centro de Reabilitação vai funcionar onde era realizado o Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória (ProCor), cujo objetivo é avaliar as condições fisiológicas, clínicas, psicológicas, sociais e profissionais dos cardiopatas por meio de exercícios físicos. O espaço foi adaptado com novos equipamentos – como esteiras e oxímetros, adquiridos com recursos da UFSC, por meio da Pró-reitoria de Extensão e de um esforço conjunto da direção do CDS e da Secretaria de Esportes.

Projeto tem equipamentos novos

Segundo Delevatti, além da importância científica da coleta de dados junto aos pacientes e da contribuição com a saúde pública, o projeto também terá o compromisso de servir como um piloto para atender a reabilitados de outras doenças. “A reabilitação pós-Covid dá a largada ao projeto, mas o Centro deve abrigar outros no futuro”, explica o professor, que também é coordenador de extensão do CDS.

Para isso, outros professores do centro, além de estudantes de graduação e de pós-graduação também estão envolvidos com a atividade, que deverá ser implementada junto à política de curricularização de extensão da UFSC, que prevê que pelo menos 10% da carga horária das graduações seja voltada a projetos com as comunidades.

O professor ainda reforça que o estudo trabalhará com uma perspectiva a longo prazo: muito embora as atividades diretas com os grupos tenha duração prevista de 24 semanas, a ideia é acompanhar os pacientes anualmente, inclusive possibilitando que, ao fim da pesquisa, eles continuem a realizar atividades físicas gratuitas oferecidas pela UFSC à comunidade.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: centro de desportosCore StudyHospital UniversitárioNúcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva)

Doutorandos e egresso da UFSC são premiados pela Fapesc

27/10/2021 09:16

Os cinco vencedores foram premiados em cerimônia na última segunda-feira, 25. Foto: divulgação/Fapesc

editada às 17h38 para atualização de informações

Dois pesquisadores e um egresso do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (PPGRGV) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram contemplados com o Prêmio de Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina, entregue pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) na segunda-feira, 25 de outubro. O objetivo da iniciativa foi incentivar pesquisas e produção de conhecimento sobre espécies do ecossistema catarinense e apoiar a divulgação desses estudos, dando mais visibilidade aos resultados. Cada vencedor recebeu R$ 15 mil e passagens para o Rio de Janeiro para visitar o sítio Roberto Burle Marx e o Jardim Botânico. 

O prêmio foi dividido em três categorias: Roberto Miguel Klein, voltado para trabalhos que envolvem a ecologia e a biodiversidade de plantas nativas do estado; Raulino Reitz, para publicações que tratam da recuperação e da conservação das matas ciliares e atreladas a recursos hídricos; e Burle Marx, para publicações relacionadas à biodiversidade urbana e ao paisagismo ecológico. 

O estudante de doutorado do PPGRGV Valdeir Pereira Lima foi o vencedor na classe aluno de pós-graduação da categoria Roberto Miguel Klein. O prêmio deve-se a um artigo publicado na revista Austral Ecology em 2020, com o título Extinction threat to neglected Plinia edulis exacerbated by climate change, yet likely mitigated by conservation through sustainable use
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Tags: BiodiversidadeFapescPrêmio de Valorização da Biodiversidade de Santa CatarinaPrograma de Pós-Graduação em Recursos Genéticos VegetaisUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC está entre as 10 instituições públicas de destaque do Guia da Faculdade do Estadão

25/10/2021 10:08

Acaba de ser publicada a terceira edição do Guia da Faculdade do jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com a Quero Educação. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou posicionada entre as dez instituições públicas de destaque e recebeu um selo exclusivo, que chancela o excelente desempenho da instituição ao longo do último ano. Foram avaliados 81 cursos da UFSC, considerando licenciaturas e bacharelados de todos os centros e campi. Desses, 16 obtiveram cinco estrelas, que é a nota máxima, 62 obtiveram quatro estrelas e somente 3 ficaram com três estrelas. O Guia pode ser acessado aqui.

Os cursos cinco estrelas da UFSC são os seguintes: Ciência da Computação, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciências Biológicas, Educação Física (licenciatura e bacharelado), Enfermagem, Engenharia de Produção Civil, Engenharia Elétrica, Filosofia (licenciatura e bacharelado), Matemática (licenciatura e bacharelado), Pedagogia, Química (licenciatura e bacharelado) e Sistemas de Informação.
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Tags: cinco estrelasEstadãoGuia da FaculdadeO Estado de S. PauloQuero EducaçãoUFSC

UFSC Solidária: doar Sangue e Plaquetas pela Vida

21/10/2021 16:49

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é parceira do Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOSC) na conscientização e captação de doadores de sangue e plaquetas e cadastro para doação de medula óssea. A iniciativa partiu do Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape), e inicia-se no início do semestre de 2021.2.

Estudantes, servidoras(es) docentes e técnico-administrativas(os) em Educação são convidadas(os) a conhecerem o Hemosc, e agendarem sua doação. No primeiro agendamento é possível informar-se sobre a doação de plaquetas e cadastro no banco de doadores de medula óssea.
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Tags: Calouros 2021.2campanha doação sangueHemoscPrograma Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape)UFSCUFSC SolidáriaUniversidade Federal de Santa Catarina