Nota de pesar: falece Nuno Nhaga, estudante de Engenharia de Aquicultura

18/12/2025 10:03

Nuno Nhaga, estudante de Engenharia de Aquicultura. Foto: Arquivo Pessoal.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do estudante Nuno Nhaga, ocorrido na quarta-feira, 17 de dezembro. Nuno tinha 25 anos, era da Guiné-Bissau e estava na primeira fase do curso de Engenharia de Aquicultura.

A Associação dos Estudantes Guineenses de Santa Catarina (AEGUISC) publicou uma nota de pesar em suas redes sociais: “Sua partida deixa um vazio imenso, uma dor silenciosa e muitas perguntas sem respostas. Nuno era um jovem cheio de sonhos, e sua ausência será profundamente sentida por familiares, amigos e por todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.”

A UFSC e toda a sua comunidade expressam seu luto e solidarizam-se com familiares e amigos de Nuno neste momento de dor e consternação.

Tags: engenharia de aquiculturafalecimentoGuiné-BissauNota de pesarNuno NhagaUFSC

Projeto investiga a perda histórica da biodiversidade costeira no sul do Brasil

17/12/2025 09:31

O professor do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) Thiago Fossile, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve o projeto DEFAUNATION aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Chamada Conhecimento Brasil. O projeto está em execução na UFSC e será desenvolvido ao longo dos próximos quatro anos.

O projeto DEFAUNATION (Defaunação em Ecossistemas Costeiros: Uma Abordagem Paleozoológica e Biomolecular), surge no contexto de um período marcado por mudanças climáticas aceleradas e impactos ambientais cada vez mais visíveis, como eventos extremos de chuva e calor, desmatamento e a perda contínua da biodiversidade. 

A iniciativa tem como objetivo principal mapear a perda de biodiversidade, da diversidade funcional e dos serviços ecossistêmicos na região costeira do sul do Brasil a partir de uma perspectiva de longo prazo. Para isso, o projeto analisará restos animais provenientes de sítios arqueológicos por meio de técnicas da Paleozoologia e da Arqueologia Biomolecular.  No Brasil, ainda são escassas as iniciativas que conectam registros arqueológicos a debates ambientais contemporâneos, sendo inédita a integração entre dados arqueofaunísticos e Unidades de Conservação para compreender mudanças históricas na composição da fauna.

Análises prévias indicam uma elevada diversidade de espécies registrada em sítios arqueológicos ao longo da costa brasileira. No sul do país, por exemplo, já foram identificadas mais de 360 espécies de vertebrados distribuídas em 374 sítios arqueológicos. Esses dados revelam, ainda, que espécies de médio e grande porte eram significativamente mais frequentes nos períodos pré-colonial e histórico (c. 1750–1950), quando comparados aos levantamentos faunísticos contemporâneos, evidenciando mudanças profundas na composição da fauna ao longo do tempo. 

Os resultados do projeto deverão contribuir diretamente para discussões contemporâneas sobre conservação ambiental, mudanças climáticas e gestão de ecossistemas costeiros, oferecendo subsídios científicos para tomadores de decisão e gestores públicos planejarem e executarem estratégias de conservação e restauração ambiental.

Além da produção de conhecimento científico, o DEFAUNATION prevê a implementação de uma infraestrutura laboratorial inédita na UFSC, voltada à análise paleozoológica e à extração e caracterização molecular de colágeno de vertebrados, com aplicações diretas em estudos arqueológicos, ecológicos e forenses. Essa infraestrutura permitirá o preparo e a análise de amostras de vertebrados por meio de abordagens biomoleculares, como isótopos estáveis e paleoproteômica, ampliando a capacidade do Brasil em análises de ponta.

Tags: BrasilChamada Conhecimento BrasilCNPqDepartamento de Ecologia e ZoologiaProjeto DEFAUNATIONUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC divulgam guia sobre saúde mental na universidade e políticas de cuidado

12/12/2025 12:54

Dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma pesquisa multicêntrica sobre saúde mental que produziu o material: Um guia para o bem-viver na universidade: psicanálise, saúde mental e políticas de cuidado. Ana Lúcia Mandelli de Marsillac, do Departamento de Psicologia, e Lucas Emmanoel Cardoso de Oliveira, do  Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (SEAVis/PROAFE) e membro do Comitê da Política de Saúde Mental da UFSC, integraram a pesquisa “Psicanálise e Saúde Mental na Universidade: políticas de vida, escuta e sobrevivência psíquica em tempos sombrios”.

Coordenada pelas professoras Rose Gurski (UFRGS), Luciana Gageiro Coutinho (UFF) e Miriam Debieux Rosa (USP), a pesquisa consiste em um projeto multicêntrico em desenvolvimento desde 2023 envolvendo onze universidades brasileiras, duas argentinas e uma francesa. Além do Guia, o
grupo também promoveu eventos, discussões e artigos sobre saúde mental na universidade.
(mais…)

Tags: departamento de psicologiaPró-Reitoria de Ações Afirmativas e EquidadePsicanáliseSaúde MentalSEAVisServiço de Acolhimento a Vítimas de ViolênciasUFSC

Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da UFSC recebe inscrições para mestrado profissional

12/12/2025 11:38

O Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCG/UFSC) está com inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Planejamento e Controle de Gestão. São ofertadas até 40 vagas, para ingresso no primeiro semestre letivo de 2026, conforme calendário acadêmico da UFSC. O edital está disponível no site da PPGCG. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site

As inscrições são gratuitas e vão até 18 de janeiro de 2026. São reservadas até 12 (doze) vagas para as ações afirmativas, sendo que até 8 (oito) são para Pessoas Autodeclaradas Pretas, Pardas, Indígenas (PPI) e Quilombolas, até 3 (três) serão destinadas às autodeclaradas Pessoas com Deficiência (PcD) e até 1 (uma) vaga será destinada à pessoa trans. O resultado final da seleção está previsto para 03 de março de 2026. 

O mestrado profissional abrange pesquisas e estudos práticos com base em evidências colhidas nas organizações que identificam, mensuram, avaliam e evidenciam as informações necessárias para planejamento, execução e controle das ações das áreas operacionais e estratégicas de organizações públicas, privadas, de economia mista e do terceiro setor. A linha de pesquisa Planejamento e Controle de Gestão contempla os seguintes eixos de aplicação: Formação Básica; Formação Estratégica; Formação em Governança e Compliance; Formação Comportamental; Formação Técnica; e Formação Integrada.

Acesse o edital.

Mais informações no site da PPGCG ou pelo e-mail ppgcg@contato.ufsc.br

Tags: Bolsas de mestradoControle de GestãoCTCgovernançamestrado profissionalPrograma de Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão (PPGCG)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC identifica mosquito transmissor da febre amarela silvestre pela primeira vez em SC

11/12/2025 08:57

Bióloga Sabrina Fernandes Cardoso durante coleta de espécimes para a pesquisa, em Braço do Norte. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmou a ocorrência do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios de Santa Catarina: Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Braço do Norte, São Martinho e Pedras Grandes. É o primeiro registro oficial da presença dessa espécie no Estado, o que contribui para reforçar a importância da imunização contra a febre amarela. Desde 2018, Santa Catarina é área de recomendação para vacinação contra a doença, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A febre amarela é uma doença viral infecciosa grave que pode evoluir rapidamente, se não for diagnosticada e tratada imediatamente. O vírus Flavivirus circula por dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – no caso, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite outras doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika. Já no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de floresta e infectam principalmente os macacos.
(mais…)

Tags: Aedes aegyptiBraço do NorteDepartamento de Biologia Celular Embriologia e Genéticafebre amarelaHaemagogus leucocelaenusPedras GrandesRio FortunaSanta Rosa de LimaSão MartinhoSecretaria de Estado da SaúdeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC vai coordenar estudo nacional pioneiro sobre atenção básica à saúde da população LGBTI+

10/12/2025 14:59

Pesquisa sediada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolvida em parceria com outras quatro universidades públicas, vai avaliar a qualidade da atenção em saúde destinada à população LGBTI+ em cinco municípios brasileiros. O projeto Caminhos para a equidade: avaliação da atenção em saúde para pessoas LGBTI+ na atenção primária contará com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Edital Universal.

A proposta vai identificar barreiras de acesso, desafios estruturais e estratégias para qualificar os serviços no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A parceria é com as universidades federais do Mato Grosso do Sul (UFMS) e do Amapá (Unifap) e as estaduais de Maringá (UEM) e do Amazonas (UEA).

Coordenado pela professora Josimari Telino de Lacerda, do Departamento de Saúde Pública, e pelo doutorando do PPGSC André Inácio da Silva, o projeto reúne uma equipe multidisciplinar que atuará em colaboração interinstitucional, fortalecendo redes de pesquisa e ampliando o impacto científico e social da investigação. O projeto será executado no prazo de três anos nas cidades de Florianópolis, Três Lagoas (MS), Macapá (AP), Manaus (AM) e Maringá (PR).

O trabalho deverá contribuir para a compreensão e enfrentamento dos desafios históricos e estruturais enfrentados pela população LGBTI+ no Brasil, no que diz respeito ao acesso à saúde. Um dado emblemático é que a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos, enquanto a média nacional é de 77 anos. Na análise da equipe do projeto, isso é reflexo de violência, discriminação e exclusão social. “A motivação para o estudo emerge diante desse quadro epidemiológico e da constatação de que, apesar dos avanços normativos e das políticas públicas voltadas para a população LGBTI+ no Brasil, persistem desigualdades estruturais e institucionais que comprometem a qualidade da atenção à saúde dessa população”, escrevem os pesquisadores.

Tags: atenção básica à saúdepopulação LGBTI+Programa de Pós Graduação em Saúde ColetivaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência da UFSC recebe inscrições de docentes e TAEs até 18 de janeiro

09/12/2025 16:53

A Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) informa que o prazo de inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência foi prorrogado até 18 de janeiro de 2026. A atualização do cronograma também altera as etapas subsequentes do processo, que agora se estendem até março de 2026. O edital com todas as informações sobre o prêmio está disponível aqui.

Criado pela Propesq em 2020, o prêmio tem como objetivo estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que desenvolvem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, contribuindo para reduzir assimetrias de gênero no ambiente acadêmico. Até um terço das premiações será destinado preferencialmente a cientistas negras, conforme previsto no regulamento.

Em sua 5ª edição, o prêmio é realizado em parceria com a Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e contemplará mulheres pesquisadoras do quadro permanente da UFSC que tenham contribuído de maneira significativa para o avanço científico em suas áreas. Podem propor indicações ao prêmio a própria interessada em concorrer; departamentos, unidades ou programas de pós-graduação da UFSC; ex-orientados ou orientandos da pesquisadora. As inscrições devem ser feitas pelo Portal de Atendimento Institucional (PAI).

A premiação é dividida em seis categorias, sendo três para docentes (Júnior, Plena e Sênior) e três para servidoras técnico-administrativas em educação, TAEs (Júnior, Plena e Sênior). As vencedoras receberão um diploma e terão um vídeo de divulgação científico produzido, que integrará a Galeria de Destaques na Ciência da Propesq.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá durante o evento institucional em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em março de 2026.

Acesse o edital.

Mais informações pelo e-mail propesq@contato.ufsc.br

Tags: Mulheres na CiênciaPrêmioPrêmio PropesqPró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe)Pró-Reitoria de PesquisaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: professor de Antropologia alerta sobre risco de genocídio de povo indígena

09/12/2025 15:58

Professor Márnio Teixeira-Pinto reencontra Toitji, do povo indígena Arara. Foto: FUNAI/Divulgação.

A pesquisa do professor Márnio Teixeira-Pinto, do departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, foi tema da reportagem “É preciso reaprender a viver: a luta para reunir e salvar o povo Arara“, publicada no Correio Braziliense no dia 05 de dezembro. A matéria é a continuação de uma série de quatro reportagens que saíram antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), e se destaca por apresentar dados inéditos sobre a bacia do Xingu.

“Nesta quinta matéria, Márnio Teixeira-Pinto apresenta os resultados da expedição que empreendeu durante 30 dias, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano nas Terras Indígenas Arara e Cachoeira Seca, que foram delimitadas em datas e modos diferentes mas abrigam o mesmo povo. Este texto é um relato sobre as diferenças culturais provocadas pela diáspora desta etnia e as recomendações que faz para a uni-los novamente”, explica a repórter Cristina Ávila.

Márnio Teixeira-Pinto acompanha o povo Arara há 40 anos, desde 1986, dois anos após os primeiros subgrupos Arara serem transferidos pelo sertanista Sydney Possuelo para a Terra Indígena (TI) Arara. Ele conduziu parcela deles para lá quando estavam há mais de uma década numa fuga constante, nas margens do rio Iriri, bacia do Xingu, área onde ainda habitam, nos municípios de Altamira e Uruará, região de florestas conhecida como Terra do Meio, no Pará.

Na reportagem, o pesquisador faz o alerta:

“Os Arara da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca precisam reaprender o modo de vida tradicional, afetado pela invasão de seu território pela Transamazônica (BR230), nos anos 70, aprofundada pela recente Usina Hidrelétrica Belo Monte. Estamos assistindo às suas últimas chances de sobrevivência como povo indígena.” […]

“Tratores e retroescavadeiras passaram em cima de suas roças de subsistência, e destruíram caminhos tradicionais na mata. A partir daí, alguns subgrupos permaneceram em um afastamento histórico maior do que outros parentes Arara. E um deles, hoje na TI Cachoeira Seca, resultou em profundo isolamento e na enorme fragilidade em que vivem, sofrendo com as pressões regionais, com a perda quase total da sua capacidade de comunicação cotidiana na língua materna, com o esquecimento de conhecimentos sobre a floresta e com a saúde física e mental comprometidas. A perda da relação com os demais subgrupos Arara hoje aldeados na TI Arara (também nas margens do Iriri) comprometeu não só suas tradições, mas a possibilidade de casamentos e trocas naturais entre aldeias, fundamentais para manutenção de seu modo de vida.”

Segundo o texto, Márnio Teixeira-Pinto “realizou a viagem de modo voluntário, a convite da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) com a proposta de ajudar a Rede Bem Viver Arara, organizada pela instituição, para desenhar programas de articulação da população indígena. No dia 3 de novembro, entregou à Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém-Contatados (CGIIRC), da Funai (os Arara são classificados como de recente contato), um relatório de 36 páginas que inclui recomendações para evitar o que considera iminente genocídio”.

Confira a reportagem completa aqui.

Tags: antropologiaAraraCachoeira Secagenocídio indígenapovo indígenaTerra do MeioTerra IndígenaUFSC

Centro da UFSC divulga cartilha gratuita ‘Dez passos para inserir a Educação Alimentar e Nutricional no Currículo Escolar’

05/12/2025 10:46

O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (CECANE/UFSC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), divulga um novo material técnico gratuito: a cartilha Dez passos para inserir a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no Currículo Escolar. O documento é dirigido a gestores(as) municipais de educação, nutricionistas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), equipes pedagógicas, estudantes e profissionais interessados em Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no ambiente escolar.

O material apresenta dez passos que demonstram as potencialidades da atuação de Secretários(as) de Educação na promoção da EAN em suas redes, oferecendo orientações, estratégias, formações e práticas que qualificam equipes e apoiam a atualização dos currículos escolares e dos Projetos Político-Pedagógicos, segundo as diretrizes mais recentes da área.

Acesse o material aqui.

Mais informações no site do CECANE UFSC.

Tags: CecaneCentro Colaborador em Alimentação e Nutrição do EscolarCurrículo EscolarEducação Alimentar e NutricionalnutriçãoPNAEPrograma Nacional de Alimentação EscolarProjeto Político-PedagógicoUFSC

Pesquisadora da UFSC aprova projeto de R$699 mil para monitorar regeneração na Amazônia

05/12/2025 09:03

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Ana Catarina Jakovac foi uma das nove cientistas contempladas no país com recursos do edital Centro de Síntese em Biodiversidade, o SinBiose. A pesquisa liderada pela professora alcançou a terceira colocação entre 146 propostas. Os recursos de R$699 mil possibilitam que a equipe dê continuidade a um projeto sobre regeneração de florestas.

O edital no qual a pesquisa da UFSC foi contemplada tem o objetivo de apoiar projetos que  sintetizem o conhecimento científico para aplicação em políticas públicas. Catarina propõe uma continuidade do Regenera-Amazônia, que criou indicadores para monitorar a regeneração natural de florestas na Amazônia.

“O objetivo principal desta continuidade da síntese é quantificar a previsibilidade e a estabilidade das trajetórias sucessionais na Amazônia e identificar os principais fatores que as determinam, a fim de estimar a incerteza da regeneração natural em diferentes contextos sócio-ecológicos”, explica a professora.

A sucessão ecológica é um processo de mudanças em atributos do ecossistema, como diversidade, composição de espécies e estrutura da vegetação, ao longo do tempo, após uma perturbação. Ela é descrita como um processo direcional, mas pode seguir trajetórias de maior ou menor sucesso. Isso gera incertezas sobre o processo de restauração, riscos de investimento econômico e de esforço.

Estudo vai envolver universidades do país, do exterior e instituições ligadas ao meio ambiente

O estudo tem um viés aplicado. A proposta é, em conjunto com gestores e tomadores de decisão, abordar três questões com relevância direta para as políticas públicas de restauração. A ideia é entender qual é a chance de sucesso da regeneração natural em diferentes contextos socioecológicos, monitorar se a regeneração natural restrita aos estágios iniciais é suficiente para predizer a restauração ecológica efetiva ao longo do tempo e classificar os estágios sucessionais na Amazônia.

Faz parte da pesquisa, ainda, a proposta de  formalização da rede e do banco de dados Regenara-Amazônia como um repositório estruturado de dados e uma plataforma de disseminação de informações sobre a biodiversidade associada à regeneração natural no bioma amazônico.

O projeto terá colaboração com cinco instituições de pesquisa brasileiras e três universidades internacionais, além de contar com a participação de órgãos públicos como Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Regenera-Amazônia

No Regenera-Amazônia, uma equipe de cientistas compilou o maior conjunto de dados de florestas secundárias, reunindo 450 parcelas de florestas secundárias em terra-firme distribuídas em 24 localidades na Amazônia Brasileira  e cobrindo idades de 1 a 70 anos. Cerca de 88% das parcelas têm menos de 30 anos e apenas 13% (59 parcelas) representam florestas com entre 1 e 5 anos de idade. Agora, a proposta é agregar novas parcelas, principalmente de regiões sub-representadas da Amazônia.

Os indicadores ecológicos e valores de referência para avaliar a efetividade da regeneração natural como forma de restaurar florestas na Amazônia foram divulgados pelo grupo em 2024, em uma publicação na Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

O estudo representa uma ponte importante entre a ciência, as práticas de restauração ecológica e a implementação das políticas públicas de recuperação da vegetação nativa no Brasil. “Projetos de síntese científica com apoio, que integram gestores públicos, como este, são essenciais para a definição de melhores políticas públicas e para informar a tomada de decisão”, explicou a professora, em reportagem veiculada no portal do CNPq.

Tags: Amazôniaecologiaedital do CNPqFloresta AmazônicaREGENERA-AmazôniaRegeneração florestalSinBiose

Professora do CCJ destaca atuação da UFSC na relação entre direitos humanos e justiça climática, em evento internacional

03/12/2025 13:48

A professora Leticia Albuquerque, do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), falou sobre a relação entre direitos humanos, meio ambiente e justiça climática na mesa de abertura do V Fórum Internacional de Direitos Humanos da Cátedra de Direitos Humanos da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM).

Letícia destacou a atuação da Universidade por meio das ações do grupo de pesquisa Observatório de Justiça Ecológica, coordenado por ela. As estudantes do programa de pós-graduação em Direito Marcela Marcrello, Flávia Dallagnol e Maria Eduarda Zunino, integrantes do Observatório, também participam do evento, que teve início na última terça-feira (2 de dezembro) e prossegue até dia 4, na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em Rio Grande (RS). Já as estudantes Letícia Albuquerque, Isabele Bruna Barbieri e Marcela de Avellar Mascarello apresentam o trabalho Emergência climática e agrotóxicos: a contribuição da Clínica de Justiça Ecológica.

O Fórum busca discutir os desafios e estratégias para o fortalecimento dos direitos humanos na educação superior, bem como a internacionalização das universidades participantes da AUGM – rede de universidades públicas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai que existe desde 1991.

Tags: associação de universidades Grupo MontevideoAUGMCCJCentro de Ciências Jurídicasdireitos humanosJustiça EcológicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 11:05

Professora Débora coordena grupo que vai estudar e gerar bioprodutos de impacto para a indústria (Fotos: Gustavo Diehl)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas. O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

Primeiro workshop da rede é realizado na UFSC

O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.

Tags: bioprocessosbioprodutosINCTinovaçãoInstituto Nacional de Ciência e Tecnologia - BiofábricasPatentespesquisasustentabilidade

Nota de pesar: Falece Maria Tereza Leopardi, professora aposentada da Enfermagem

26/11/2025 17:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento de Maria Tereza Leopardi, professora aposentada da área da Enfermagem. Ela tinha 76 anos.

Maria Tereza era graduada e mestra em Enfermagem pela UFSC, com doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como docente na UFSC a partir de 1979.

De acordo com nota publicada pelo Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren), ela contribuiu de forma marcante para a enfermagem catarinense e brasileira por meio de seu trabalho como professora e pesquisadora.

As últimas homenagens à professora ocorrem no Cemitério São Luis, em Criciúma, no sul do estado. O sepultamento está marcado para esta quinta-feira, 27 de novembro, às 17h, no mesmo cemitério.

A UFSC manifesta sua solidariedade a familiares e amigos neste momento de luto.

 

Tags: Conselho Regional de Enfermagem (Coren)enfermagemNota de pesarUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Conselho Universitário terá reunião nesta terça-feira, 25

24/11/2025 07:41

O Conselho Universitário se reúne nesta terça-feira, 25 de novembro, às 14h, no formato híbrido. Presencialmente, o encontro será no auditório da Sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira
(Sala dos Conselhos), e virtualmente no serviço Conferência Web da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).  Haverá transmissão ao vivo no Youtube.

A pauta será:

1. Expediente:
1.1. Apreciação da ata da sessão especial de 28 de outubro de 2025;
1.2. Apreciação da ata da sessão ordinária de 28 de outubro;
1.3. Justificativas de ausência das/dos conselheiras/conselheiros;
1.4. Comunicações da presidência; e
1.5. Deliberação acerca da ordem do dia.

2. Ordem do dia:
2.1. Processo nº 23080.064277/2025-80
Requerente: Gabinete da Reitoria (GR);
Objeto: Apreciação da solicitação de constituição de comissão a fim de organizar e coordenar o processo de consulta prévia informal à comunidade quanto à escolha dos ocupantes da Reitoria para o período de 2026-2030;
Relatoria: Heloisa Teles

2.2. Processo nº 23080.055644/2025-54
Requerente: Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (PRODEGESP);
Objeto: Apreciação de proposta de Resolução Normativa para a organização setorial, divulgação e transparência do trabalho, bem como para implementar o Sistema Eletrônico de Controle Social, a modalidade teletrabalho e a ampliação do atendimento com a flexibilização de jornada de trabalho dos servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Santa Catarina;
Relatoria: Conselheiro Guilherme Jurkevicz Delben.

3. Comunicações e outras manifestações.

Tags: conselho universitárioPró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoasreunião do CUn

Professor da UFSC Blumenau recebe três prêmios em evento internacional

19/11/2025 15:46

O professor Tiago Davi Curi Busarello, do Departamento de Engenharia de Controle, Automação e Computação da UFSC Blumenau, recebeu três prêmios no 17th Seminar on Power Electronics and Control (Sepoc 2025), evento internacional que reuniu estudantes e pesquisadores da área de eletrônica de potência e controle. Todos os prêmios foram por pesquisas realizadas por ele na área de energia elétrica. O evento foi realizado de 9 a 12 de novembro, em Balneário Camboriú.

Tiago recebeu o prêmio Outstanding paper no Best Paper Award Latin America 2025. “Esta premiação foi independente dos artigos apresentados no Sepoc, porém o anúncio dos vencedores e a entrega dos prêmios foi neste evento”, conta. O artigo premiado foi Fixed Switching Frequency Model Predictive Control for Grid-Forming Inverters, publicado no periódico IEEE Transactions on Power Electronics.

A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), consiste em desenvolver um inversor formador de rede elétrica usando a técnica de controle com modelo preditivo e frequência de chaveamento fixa. “O objetivo é desenvolver um controle que seja robusto às variações paramétricas do sistema. A utilização de frequência de chaveamento fixa garante também uma filtragem da energia elétrica de forma mais simplificada”, explica Tiago.

O professor da UFSC Blumenau também foi o segundo colocado no desafio Industrial Challenge with Typhoon HIL e recebeu o prêmio de melhor artigo do Sepoc no tópico Operacional and Control of Power System. “Esses dois prêmios são referentes a uma pesquisa sobre um inversor multifuncional conectado na rede que atenda as atualizações da norma IEEE1547, desenvolvido aqui por mim e por um aluno de doutorado que oriento na Unesp”, explica.

Os pesquisadores estão desenvolvendo uma estratégia de controle que faz com que o inversor opere em sete modos diferentes utilizando apenas um controle de corrente. “Como o setor elétrico evolui cada vez mais com a conexão de sistemas fotovoltaicos e veículos elétricos, a norma vai se atualizando para contemplar esses novos dispositivos e demandar que os inversores façam tarefas auxiliares, além das tarefas básicas. Isso permite um melhor aproveitamento de um dispositivo conectado na rede elétrica”, afirma o pesquisador.

Essa foi uma conquista inédita para Tiago. “Foi uma surpresa muito grande e uma novidade em minha carreira. É uma satisfação indescritível receber três prêmios em um único evento. Isso demonstra que as pesquisas que realizo possuem impacto na comunidade científica. Fico feliz também porque esses projetos premiados contribuem para um melhor uso da energia elétrica no mundo”, finaliza.

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: Automação e ComputaçãoDepartamento de Engenharia de ControleEnergia elétricapremiaçãoUFSCUFSC BlumenauUniversidade Federal de Santa Catarina

Estudantes da UFSC Joinville são premiados em Congresso Internacional de Desempenho Portuário

17/11/2025 12:53

Três trabalhos produzidos por estudantes do campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram premiados no XII Congresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport), realizado de 12 a 14 de novembro, em Florianópolis (SC). Os prêmios CIDESPORT 2025 de Melhor Artigo Científico e de Melhor Relato Técnico reconhecem pesquisas e experiências que geram impacto na gestão portuária, na logística e na sustentabilidade.
(mais…)

Tags: Campus de JoinvilleCongresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport)Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes e Gestão TerritorialPrograma de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências MecânicasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: Professor do campus Curitibanos esclarece sobre fungo que contamina videiras na região sul

17/11/2025 11:57

Leocir José Welter, professor Genética e Biotecnologia Vegetal do campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou da reportagem “Por que será que as uvas estão caindo do cacho?“,  que foi ao ar no programa Globo Rural no último domingo, 16 de novembro.

O professor explica sobre a contaminação de míldio em plantações de uva, problema recorrente no sul do país, como o que ocorre em Santana do Livramento (RS), citado na reportagem. A doença se espalha rapidamente em regiões úmidas e afeta o desenvolvimento das plantas. O fungo que provoca a doença, o Plasmopara viticola, precisa de água para se desenvolver e costuma atacar primeiro as folhas. Se não for controlado no início, ele acaba afetando também as bagas.

Camila Bitencourt, pesquisadora de pós-doutorado da UFSC, também foi entrevistada. Ela esclarece que as folhas infectadas colaboram com a continuação da doença inclusive quando caem no solo. Por isso, atuar na prevenção, com cobertura plástica, seria o melhor caminho.

Assista à reportagem completa no site do G1.

Tags: Biotecnologia Vegetalcampus curitibanosfungoLeocir José WeltermíldioUFSC na mídiaUvaVideira

Instituto de Administração Universitária da UFSC colabora com livro sobre educação superior nas Américas

17/11/2025 10:19

O Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (Inpeau/UFSC) colaborou com livro Las universidades públicas en las Américas: desafíos compartidos y desarrollos institucionales, lançado em 15 de outubro, na Costa Rica, durante o Congreso de las Américas sobre Educación Superior (CAEI2025), promovido pela Organización Universitaria Interamericana (OUI).  O capítulo Las universidades públicas y la educación superior en Brasil: evolución, desafíos y tendencias é assinado por Graziele Alano Gesser, Fernanda Cristina da Silva, Pedro Antônio de Melo e Thiago Luiz de Oliveira Cabral – docente e pesquisadores vinculados ao Inpeau.

A obra, organizada por Óscar Garrido Álvarez (Universidad de Los Lagos), Claudio Rivera Mercado (Universidad de Los Lagos), Leticia Jiménez González (OUI) e Omar Altamirano Ojeda (Universidad de Los Lagos), reúne capítulos que apresentam visões de reitores e pesquisadores de universidades públicas de diferentes países, com o objetivo de oferecer uma perspectiva ampla sobre os impactos das políticas públicas na educação superior das Américas.

O capítulo dos integrantes do Inpeau apresenta um panorama da educação superior pública no Brasil, incluindo sua evolução histórica, e destaca dados estatísticos referentes ao período de 2000 a 2023. O texto evidencia a expansão do acesso impulsionada por políticas públicas, mas também a consolidação de um modelo marcado pelo predomínio do setor privado, enquanto as universidades públicas concentram a maior parte da produção científica nacional. O capítulo discute desafios como subfinanciamento, pressão por desempenho e mercantilização, além de tendências relacionadas à inovação, internacionalização e governança democrática. Acesse o texto na íntegra aqui.

Segundo o instituto, o trabalho reforça a atuação do Inpeau em discussões internacionais sobre gestão universitária, ampliando sua presença em produções acadêmicas internacionais.O lançamento da obra representa um marco importante para o fortalecimento de redes de cooperação e para o intercâmbio de conhecimentos entre instituições de diferentes países.

O livro está disponível na íntegra aqui.

Mais informações na página do INPEAU.

Tags: AméricasCongreso de las Américas sobre Educación Superior (CAEI2025)educação superiorInpeauInstituto de Pesquisas e Estudos em Administração UniversitáriaOrganización Universitaria Interamericana (OUI)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC oferece curso ‘Técnicas anatômicas avançadas: anatomia topográfica do abdome’ de 2 a 5 de março

17/11/2025 09:55

O curso “Técnicas Anatômicas Avançadas: Anatomia Topográfica do Abdome” ocorre de 2 a 5 de março de 2026, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ministrado por professores de Anatomia e Técnicos em Anatomia e Necropsia do Departamento de Ciências Morfológicas (MOR), o curso está com inscrições abertas até 25 de fevereiro.

A proposta é oferecer aos participantes uma imersão teórico-prática no estudo detalhado das estruturas abdominais humanas. Por meio da aplicação de técnicas anatômicas avançadas e da dissecação em peças cadavéricas, proporcionará uma compreensão aprofundada da anatomia do abdome, abordando desde a parede anterolateral até as estruturas retroperitoneais. Segundo a organização, cada etapa foi cuidadosamente planejada para integrar o conhecimento teórico à prática laboratorial, permitindo aos participantes desenvolver habilidades técnicas e ampliar sua percepção tridimensional das estruturas anatômicas.

Destinado a acadêmicos, profissionais da área da saúde e docentes, o curso busca contribuir para a formação científica e técnica dos participantes, incentivando o pensamento crítico, a observação detalhada e o respeito ao corpo humano como instrumento de ensino e pesquisa. As atividades serão realizadas no Laboratório de Práticas Simuladas em Fresh Frozen Cadavers (LabSim), localizado no 4º andar do bloco G  do CCB. É um espaço destinado ao aprimoramento das práticas anatômicas por meio de metodologias inovadoras e realistas. Será fornecido certificado certificado de 32 horas de participação.

Mais informações no site e no Instagram do laboratório.

Tags: AbdomeAnatomia TopográficacadáverCentro de Ciências Biológicas (CCB)estruturas abdominais humanasLaboratório de Práticas Simuladas em Fresh Frozen CadaversLabSimTécnicas AnatômicasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC lança Programa de Extensão Indígena e Quilombola inédito no país

14/11/2025 11:56

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), lança o Programa de Extensão Indígena e Quilombola (PEIQ), resultado de um processo participativo que se estendeu por mais de três anos e representa o primeiro programa institucional do país com esse perfil.

O PEIQ tem como objetivo articular, integrar e institucionalizar os diversos projetos de extensão voltados às comunidades indígenas e quilombolas em Santa Catarina. A proposta é fortalecer a comunicação entre as equipes, ampliar o vínculo entre a UFSC e os territórios e oferecer suporte qualificado aos estudantes indígenas e quilombolas da instituição.

Reunião promovida pela PROEX para os alinhamentos finais do programa.

Antes do lançamento, a PROEX realizou uma reunião de trabalho convocada pela pró-reitora, professora Olga Regina Zigelli Garcia, que reuniu o antropólogo Felipe Bruno Martins Fernandes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estudantes indígenas da UFSC e docentes com longa trajetória na temática.

No encontro, o professor Felipe Bruno, atualmente em pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, compartilhou sua experiência acadêmica: foi tutor do PET-Comunidades Indígenas, atuou na criação e coordenação da Licenciatura Intercultural Indígena da UFBA e integrou iniciativas como Saberes Indígenas na Escola e Criança Alfabetizada. “É com satisfação que testemunho a articulação democrática entre a gestão e os povos indígenas”, afirmou Felipe.

A pró-reitora Olga Regina ressaltou que o PEIQ nasce do protagonismo indígena e da participação ativa de docentes e estudantes. “Este programa é fruto de uma construção coletiva que ultrapassa três anos. A presença e o protagonismo indígena, tanto de docentes quanto de discentes, foram princípios que orientaram todo o processo”, afirmou.

Grupo que participou da reunião com a PROEX para fortalecer o diálogo com a comunidade.

Também contribuiu para a discussão a antropóloga Antonella Tassinari, referência na gestão da educação superior indígena na UFSC, que apresentou sugestões para o aperfeiçoamento do programa. O professor Daniel Castellan, coordenador do projeto UFSC com as Aldeias, destacou o esforço para garantir ampla participação na definição da dinâmica de funcionamento do PEIQ, que contará com uma gestão colegiada. Para o estudante indígena Cristhian Roberto Pripra, o programa representa uma importante conquista para o movimento indígena, ao promove um diálogo respeitoso, contínuo e comprometido com as realidades e necessidades dos povos indígenas. 

O reitor da Universidade, professor Irineu Manoel de Souza, destacou o caráter histórico do programa: “O lançamento do PEIQ reafirma nossa missão pública de promover uma universidade plural, inclusiva e comprometida com os territórios. Este programa nasce de um processo democrático, construído com escuta atenta, participação direta de estudantes e docentes indígenas e quilombolas, e com o compromisso institucional de fortalecer o diálogo intercultural. É uma conquista coletiva que projeta a UFSC para um novo patamar de responsabilidade social e de produção de conhecimento sensível às realidades do nosso estado e do país.”

Tags: indígenasOlga Regina Zigelli GarciaPEIQPET-Comunidades IndígenasPró-Reitoria de ExtensãoPROEXPrograma de Extensão Indígena e QuilombolaquilombolasUFSCUFSC com as Aldeias

Estudo da UFSC desvenda mecanismo que faz células de defesa agravarem a Covid-19

14/11/2025 08:55

Um estudo com a participação de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina recentemente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das revistas mais relevantes e citadas no mundo, desvendou um mecanismo molecular que faz células de defesa do corpo humano agirem no agravamento da Covid-19. A pesquisa tem como primeiro autor o pesquisador Rodrigo de Oliveira Formiga, egresso do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, e contou com a co-autoria dos professores Fernando Spiller, do Departamento de Farmacologia, e Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

A publicação faz parte de um desdobramento da tese defendida por Formiga na UFSC, que estudou uma abordagem terapêutica para regular a resposta de neutrófilos na sepse e Covid-19. Os neutrófilos são as células de defesa do organismo humano que agem para conter as infecções, mas que, no caso da Covid-19, também prejudicam os tecidos celulares e podem levar à falência dos órgãos.

No artigo, os autores explicam o papel da proteína PCNA nesse processo de agravamento da Covid-19. A PCNA é uma proteína central para resposta inflamatória desregulada na doença em seu estágio agravado.

Os autores identificaram grandes quantidades dessa proteína no citoplasma dos neutrófilos de pacientes com Covid-19 grave e crítica. O citoplasma é um fluído das células onde essa proteína interage com outros fatores, levando à produção de espécies reativas de oxigênio e liberação de componentes do DNA da célula. É isso que contribui para a lesão dos tecidos do paciente infectado.

 

Gráfico explica descobertas da pesquisa

 

É como se o exército convocado para defender o organismo da infecção começasse a trabalhar também contra ele. O pulmão, que já está associado à gravidade da Covid-19 pela natureza respiratória da infecção, também é um dos primeiros órgãos a ter lesão na “sepse”, uma condição que leva à falência dos órgãos causada principalmente por essa desordem no comportamento dos neutrófilos.

“É o nosso próprio organismo que tenta montar uma resposta contra aquele agente agressor. Só que essa resposta é muito exagerada, ela é exacerbada e aí acaba tendo um efeito colateral que é a lesão das nossas próprias células. E quem contribui para essa lesão tecidual é principalmente o neutrófilo”, explica o professor Spiller.

Para realizar a pesquisa, os cientistas estudaram amostras celulares de pacientes humanos e também utilizaram modelos experimentais para entender o mecanismo da proteína nos processos de agravamento da Covid-19 e testar uma solução terapêutica.

As amostras de neutrófilos e de sangue de indivíduos saudáveis compuseram grupos de controle para a comparação com pacientes com diferentes níveis de gravidade da Covid-19. Para descrever a ação da PCNA, os cientistas utilizaram técnicas moleculares de alta precisão, com células em laboratório. Depois, a equipe ainda testou se o bloqueio da PCNA era uma estratégia viável para o tratamento da doença.

Terapia promissora

Covid-19 pode se agravar em função da atuação das células de defesa e levar o paciente à sepse (Foto: Arquivo Agência Brasil)

Para tentar bloquear os processos de hiperatividade das células de defesa na Covid-19 grave, os cientistas utilizaram uma molécula sintética – a T2AA, cuja função seria agir diretamente na proteína presente em grande quantidade nos neutrófilos, anulando sua ação. Os resultados foram positivos, já que houve redução na atuação extrema desses agentes no organismo.

Também foram feitos testes em camundongos infectados com um vírus similar ao da Covid-19, tratados com essa mesma molécula. O tratamento melhorou a condição clínica dos animais e reduziu a inflamação pulmonar, fortalecendo a tese de que inibir a proteína PCNA abundante nos neutrófilos é um caminho para futuros tratamentos.

“Quando sai um estudo como esse, que é de ciência básica, você está oferecendo para a comunidade científica um novo alvo terapêutico”, sintetiza Spiller, que destaca também o protagonismo do principal autor do estudo, a partir do desdobramento da sua tese. Hoje, o ex-orientando atua na Université Paris Cité e conduz trabalhos que iniciaram na UFSC e continuam, com parcerias internacionais.

Amanda Miranda |amanda.souza.miranda@ufsc.br
Jornalista da Agecom | UFSC

Tags: abordagem terapêuticaCovid-19Covid-19 graveProceedings of the National Academy of SciencesPrograma de Pós-Graduação em Farmacologiasepsetratamento

Professores da UFSC tomam posse na Academia Catarinense de Direito do Trabalho, com debate sobre pejotização

12/11/2025 11:07

Os professores do Centro de Ciência Jurídica (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marco Antônio César Villatore e Eduardo Antonio Temponi Lebre, tomarão posse na Academia Catarinense de Direito do Trabalho (ACDT), assim como os professores aposentados Umberto Grillo e Lília Leonor Abreu e o professor voluntário Paulo José Libardoni.  O lançamento da ACDT e a cerimônia de posse dos membros honorários, fundadores e efetivos do ano de 2025 ocorre em 21 de novembro, sexta-feira, a partir das 14h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, em Florianópolis.

Na sequência, às 18h, ocorre o seminário A pejotização das relações de trabalho e emprego. A ACDT tem por finalidade a produção científica e profissionalizante buscando promover o estudo, a pesquisa e a difusão do Direito do Trabalho e áreas afins, defendendo a aplicação dos princípios e normas para a defesa da justiça social e a promoção dos direitos humanos.

Inscrições pelo site.

 

 

Tags: Academia Catarinense de Direito do Trabalho (ACDT)CCJUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC são destaque na autoria de trabalhos sobre a cadeia produtiva da soja

11/11/2025 17:12

Os pesquisadores Carlos José Espíndola, da área de Geociências, e Roberto César Costa Cunha, egresso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), são citados como os autores mais influentes nas pesquisas sobre a cadeia produtiva da soja. O destaque foi feito no artigo publicado por pesquisadores das universidades Federal da Bahia (UFBA) e Estadual de Santa Cruz (UESC) no periódico Contribuiciones a las Ciencias Sociales.

O artigo “Tendências e desafios da cadeia de produção da soja: um estudo bibliométrico” destaca os pesquisadores da UFSC como autores mais proeminentes na temática. Um dos trabalhos assinados por Cunha e Espíndola, “A dinâmica geoeconômica recente da cadeia produtiva da soja no Brasil e no Mundo”, é o mais citado, de acordo com o levantamento.

Tags: cadeia produtiva da sojaContribuiciones a las Ciencias SocialesperiódicosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professora da UFSC defende proteção a oceanos no primeiro dia da COP 30, em Belém

10/11/2025 10:35

Professora Regina Rodrigues, ao centro, adianta assuntos na coletiva de imprensa. Foto: Reprodução

A professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, Regina Rodrigues, falou à imprensa, nesta segunda-feira, 10 de novembro, durante a programação da COP 30, sobre a importância do cuidado e da atenção com as questões relacionadas ao oceano. Para Regina, para preservar o ecossistema é importante ter atenção a questões como a sobrepesca e também à poluição dos oceanos. O ambiente marinho vem sendo afetado drasticamente pelo aquecimento global, o que faz com que os cientistas tenham particular interesse nele.

“É realmente importante ter políticas que reduzam a sobrepesca, juntamente com a melhoria da saúde do oceano, como a diminuição da poluição, enquanto a redução na temperatura da superfície do mar não é alcançada”, explicou a professora, ao ser questionada sobre a pesca de atum no Pacífico.

Regina participou da coletiva de lançamento do relatório 10 New Insights in Climate Science 2025/2026, que também será lançado ao público geral da COP 30, em Belém. A COP 30 é um evento mundial que reúne gestores públicos, lideranças globais e cientistas em torno da temática ambiental. Ela e a professora Marina Hirota, do Departamento de Física, fizeram parte do corpo editorial do relatório.

(mais…)

Tags: aquecimento globalBelém do Paráciências climáticascoordenadoria de OceanografiaCOP 30extremos climáticos

Comunicado da Administração Central sobre alerta de temporais nesta sexta-feira

07/11/2025 13:11

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que, em razão da previsão do tempo para esta sexta-feira, 7 de novembro, e dos alertas emitidos pela Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC), realiza monitoramento contínuo das condições meteorológicas e avalia os possíveis impactos sobre as atividades acadêmicas e administrativas previstas para hoje.

Segundo a Defesa Civil, entre esta sexta-feira (7) e sábado (8), a formação de um ciclone extratropical em alto mar, entre as regiões Sul e Sudeste do Brasil, poderá provocar temporais com vendavais, chuva intensa, descargas elétricas e queda de granizo em todo o Estado. Entre a tarde e a noite, há possibilidade de ocorrência de temporais na Grande Florianópolis, no Vale do Itajaí e no Litoral Norte.

Diante desse cenário, a Reitoria divulgará novo comunicado à comunidade universitária com a decisão sobre a manutenção, a flexibilização ou a suspensão das atividades. Solicitamos que estudantes e servidores acompanhem as informações oficiais no site da UFSC (ufsc.br), onde serão publicadas atualizações ao longo do dia.

Florianópolis, 7 de novembro de 2025
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Tags: Administração Centralciclone extratropicaldefesa civilUFSC