A Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses (Ciências Forenses SC) publicou edital para credenciamento de novos grupos de pesquisa e instituições, bem como o recredenciamento para o período 2026–2028. As inscrições podem ser feitas até 5 de outubro de 2026, exclusivamente pelo e-mail forense@contato.ufsc.br, conforme indicado em edital.
Podem se inscrever representantes de grupos de pesquisa e/ou instituições que atuam na área de Ciências Forenses. A divulgação do resultado final da seleção está prevista para 2 de novembro de 2026.
A Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses (Ciências Forenses SC) compreende uma associação entre grupos de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a Polícia Científica de Santa Catarina (PCI/SC), com objetivo em comum de desenvolver ciência na área forense.
Podem ser credenciados grupos de pesquisa ou núcleos de pesquisa da UFSC ou estruturas de pesquisa equivalentes de outras instituições do Estado de Santa Catarina.
Mais informações no site da rede de pesquisa ou por e-mail (forense@contato.ufsc.br).
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Representantes da UFSC e da Polícia Científica de SC participaram da assinatura de Acordo de Cooperação entre as instituições. Fotos: DI-GR/SECOM
Na tarde desta segunda-feira, 6 de outubro, a vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Joana Célia dos Passos, e a perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina (PCISC), Andressa Boer Fronza, reuniram-se no Gabinete da Reitoria para formalizar o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) vinculado à Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses. O encontro, iniciado às 14h, marcou uma importante parceria estratégica entre a universidade e a perícia oficial do Estado.
Além das representantes das duas instituições, participaram do ato o superintendente de projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), William Gerson Matias, membros da PCISC e professores das áreas de Química, Farmácia e Geologia da UFSC, diretamente envolvidos na Rede.
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Divulgação Polícia Científica
Um estudo preliminar divulgado a partir de uma parceria entre o Laboratório de Pesquisas Toxicológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Polícia Científica registrou a presença de octodrina em um grupo de dez amostras distintas de três marcas de cigarro eletrônico coletados na região de Joinville, Norte do Estado. Os dados também indicam a presença de derivados de glicerina, flavorizantes e nicotina nas amostras.
O material foi apresentado no Congresso Brasileiro de Toxicologia e é assinado pela professora do departamento de Patologia, Camila Marchioni, e por Gisele Chibinski Parabocz, Suellen Pericolo e Tiago Luis da Silva, da Polícia Científica. O estudo integra o escopo de um Protocolo de Intenções assinado em abril entre as partes. “É um primeiro indicativo do que a rede tem a capacidade de promover. Estas análises ocorreram na Polícia Científica e contaram com nossa expertise técnica para a elaboração dos resultados”, explica a professora.
A pesquisadora lembra que os cigarros eletrônicos podem apresentar grupos de substâncias que circulam gerando riscos à saúde pública. Os dispositivos são amplamente comercializados, apesar de proibidos. “Por serem proibidos não há controle de qualidade. Isso faz com que possam existir mais substâncias além do que é reportado nos rótulos”, diz. No caso das amostras analisadas preliminarmente, chamou atenção a presença da octodrina pelo seu potencial de gerar quadros graves de intoxicação, dependência e abstinência. Suas propriedades são semelhantes às das anfetaminas, droga sintética que atua no sistema nervoso central.
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