Professora da UFSC esclarece dúvidas sobre direitos autorais no ensino não presencial

30/07/2020 15:03

Quais as diferenças entre direitos de autor e de imagem? Quais os direitos autorais de professores no ensino remoto? O que muda em relação à sala de aula presencial? Como fica a utilização e a distribuição de obras de terceiros pelos docentes? Com a retomada das atividades de ensino por meio de atividades não presenciais na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), programada para a data provável de 31 de agosto, são muitas as dúvidas que surgem. 

A modalidade de ensino não presencial possui uma série de especificidades, e, entre os aspectos que mais geram questionamentos, estão os direitos autorais e de imagem. A secretária de Aperfeiçoamento Institucional e professora do Departamento de Direito da UFSC Liz Beatriz Sass esclarece algumas das principais dúvidas sobre o tema e sua relação com as práticas de ensino:

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Projeto pesquisa desenvolvimento de fármacos contra o Coronavírus a partir de plantas comestíveis

30/07/2020 13:43

Desenvolver fármacos contra o SARS-CoV-2, a partir de híbridos sintéticos de plantas comestíveis: é com esta estratégia que um grupo de pesquisadores coordenados pelo professor Antonio Luiz Braga, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), obteve apoio da Capes pelo Edital nº 11/2020 – Fármacos e Imunologia do Programa Emergencial Estratégico de Prevenção e Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias – um financiamento de R$ 100 mil e quatro bolsas de doutorado e seis de pós-doutorado. Além da UFSC, a Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Federal do ABC estão envolvidas no projeto.

O alvo dos pesquisadores é o bloqueio da protease Mpro, principal enzima do novo coronavírus. A ideia é buscar em quatro plantas, ricas em flavonoides, compostos com potencial para inibir esta protease contra o SARS-CoV-2. Após a avaliação biológica, os mais ativos contra o novo coronavírus servirão de base para serem transformados em derivados híbridos com heterocíclicos bioativos ou porções de organoselênio, planejados e otimizados via computadores para combater o vírus. “São plantas simples, mas que têm alguns princípios ativos com propriedades de inibir as enzimas, mas que não bastam (sozinhas para debelar o SARS-CoV-2). Vamos conectar em laboratório esses produtos naturais com outras moléculas, compostos heterocíclicos  ou de selênio, para levar a moléculas de maior complexidade estrutural, com atividade biológica aumentada”, explica o professor.

A estratégia é chamada de biodirigida, pois o desenvolvimento das moléculas se baseia numa enzima importante do vírus. “Um produto natural é uma mistura complexa de compostos orgânicos e estamos isolando cada um deles. Com eles separados, fazemos estudo in silico (simulação por computador) da triagem inicial de quais compostos melhor se encaixam na enzima para bloqueá-la ou inibi-la”, diz Braga.
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Piape cria Manual de Boas Práticas para Atividades Pedagógicas não presenciais para discentes

30/07/2020 11:15

A Coordenadoria de Avaliação e Apoio Pedagógico (CAAP) da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da UFSC desenvolveu o Pequeno Manual de Boas Práticas para Atividades Pedagógicas não presenciais para discentes da UFSC.

>> Conheça o Piape-UFSC

Em caso de necessidade de apoio e orientação pedagógica, é possível  entrar em contato com o Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) pelo e-mail piape@contato.ufsc.br.

Conheça o Piape

O programa existe na UFSC desde 2013. Quer saber mais? Assista ao vídeo abaixo:

 

 

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UFSC integra projeto sobre Covid-19 em rede nacional de pesquisadores

27/07/2020 11:52

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ligados ao Instituto Brasil Plural participam da rede Covid-19 Humanidades dentro do projeto interinstitucional “A Covid-19 no Brasil: análise e resposta aos impactos sociais da pandemia entre profissionais de saúde e população em isolamento”. Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) com duração prevista de 18 meses, para o estudo dos impactos da pandemia de Covid-19 junto aos profissionais de saúde e população em isolamento.

As condições sociais, econômicas, culturais e históricas desempenham um papel fundamental na forma como as sociedades se preparam e respondem aos processos de adoecimento. No caso da pandemia de Covid-19, essas condições provocaram distintas percepções e práticas em relação às noções de cuidado e de risco, assim como do reconhecimento dado aos serviços públicos de saúde (e aos seus trabalhadores). Buscando compreender o impacto da pandemia entre profissionais de saúde, agentes de saúde indígena e grupos vulneráveis como idosos, motoristas de aplicativo, profissionais do meio artístico entre outros, o MCTI encomendou o estudo “A Covid-19 no Brasil: análise e resposta aos impactos sociais da pandemia entre profissionais de saúde e população em isolamento”. Este projeto integra a Rede Covid-19 Humanidades, que foi criada com o objetivo de mobilizar cientistas das áreas das Ciências Sociais e Humanas de diferentes institutos e universidades do Brasil. O projeto conta com a coordenação geral do professor Jean Segata da UFRGS e a participação de uma rede pesquisadores da FIOCRUZ de Minas Gerais e Mato Grosso, da Unicamp, da UFSC e da UNB.

A Universidade Federal de Santa Catarina, através do Instituto Brasil Plural participa do projeto com foco nos impactos da pandemia percebidos e vivenciados pelos trabalhadores de saúde. A pesquisa coordenada pela professora Márcia Grisotti será desenvolvida de forma multicêntrica, na região metropolitana de Florianópolis e na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e demais cidades da região da Amurc (Associação dos municípios da região do Contestado). Integram a equipe de pesquisadores Daniel Granada (UFSC/CNS), Eliana Diehl (UFSC), Maria Conceição Oliveira (UFSC/BSU), Marina Marina Reche Felipe (UFSC), Priscila Pavan Detoni (UFFS) e Raquel Scopel (FIOCRUZ MS).

Segundo a coordenadora do projeto junto ao IBP/UFSC Márcia Grisotti, a pesquisa em Santa Catarina pretende “compreender as percepções e práticas dos profissionais de saúde em relação tanto ao processo de trabalho (incluindo as estratégias de adequação das normativas e protocolos oficiais à realidade das atividades de assistência à saúde) quanto à experiência subjetiva desses profissionais no cotidiano dos atendimentos de Covid-19 e na gestão pública da pandemia. Através da aplicação de surveys e pesquisa narrativa, o projeto local pretende responder esses objetivos no contexto da região metropolitana de Florianópolis e municípios da região do Planalto Catarinense (dinâmica de interiorização da pandemia). Além disso, em função do histórico do Instituto Brasil Plural na realização de pesquisas sobre saúde indígena, o projeto investigará os mesmos objetivos sob a perspectiva dos agentes de saúde indígenas, através do trabalho da pesquisadora Raquel Scopel da FIOCRUZ/UFMS”.

A duração total do projeto é de 18 meses e entra em atividade a partir do mês de julho, foram alocados no total R$ 2milhões em custeio e capital pelo MCTI para a realização do projeto.

 

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Pesquisa analisa a pandemia a partir das experiências de grupos vulnerabilizados

24/07/2020 14:21

Analisar a pandemia de Covid-19 pela perspectiva de grupos sociais vulnerabilizados é o objetivo da pesquisa coordenada pela professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Flavia Medeiros. Serão ouvidas e compartilhadas as experiências diversas sobre as condições colocadas no período do distanciamento social a mulheres negras e pobres, trabalhadores informais, ciganos, coveiros, educadores e moradores de favelas e periferias, entre outras populações invisibilizadas socialmente, distribuídas nas regiões metropolitanas de Florianópolis, Rio de Janeiro, João Pessoa e Salvador . 

O projeto de pesquisa Regulações sociais e morais na administração do novo coronavírus no Brasil: uma análise etnográfica e interseccional é financiado pela Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research, uma instituição privada, localizada nos Estados Unidos, dedicada ao avanço da antropologia pelo mundo. Também participam do estudo a pesquisadora Edilma Nascimento, egressa do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e integrante de grupos de pesquisa da UFSC e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e alunas de graduação e pós-graduação das áreas de Antropologia e Psicologia.
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Sistema desenvolvido na UFSC é utilizado durante pandemia na rede municipal de ensino

24/07/2020 13:45

Os professores e estudantes da rede municipal de ensino contam com o apoio do Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC) da UFSC Araranguá que capacitou 503 professores para usarem o Sistema Tutor Inteligente MAZK.

O MAZK é uma plataforma que possui uma proposta diferente das demais tecnologias educacionais porque utiliza técnicas de Inteligência Artificial para acompanhamento do desempenho do aluno e chatbot para auxiliar o professor.
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HU usa tecnologia em triagem de pacientes para mitigar risco de contaminação por coronavírus

24/07/2020 11:22

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) usa um sistema de gerenciamento de fila e chamada de pacientes, na área de triagem das pessoas que chegam com sintomas respiratórios, que ajuda a mitigar risco de contaminação por coronavírus. Trata-se de um sistema automatizado que dispensa contato com papel ou totem para senha.

Na prática, o paciente é chamado pelo nome por um dispositivo que organiza a chamada de voz e controla a fila. O recepcionista insere o nome do usuário na fila desejada e, na hora do atendimento, aparece o nome do paciente numa tela e uma voz automática o chama pelo nome e direciona para o local de atendimento.

O chefe do Setor de Gestão da Informação e Informática do HU, Renato Antônio Leal, disse que a implantação do serviço foi rápida e sem necessidade de grandes adequações na parte técnica, pois o sistema funciona em rede, já disponível na infraestrutura do hospital. A TV utilizada na triagem já era do patrimônio do hospital.

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Rumo ao Fazendo Gênero 12: programação virtual, entre os dias 26 e 31 de julho

23/07/2020 14:55

Entre os dias 26 e 31 de julho de 2020, mais de 6 mil pessoas inscritas no Seminário Internacional Fazendo Gênero 12 estariam reunidas na UFSC, campus de Florianópolis, para celebrar mais uma edição do evento. O cenário global envolvendo a propagação do coronavírus exigiu que o evento fosse adiado para o próximo ano. Para marcar a data, a trajetória e o compromisso, a comissão organizadora preparou uma programação virtual e gratuita tanto para as pessoas já inscritas quanto para o público em geral.

A programação será transmitida no canal do Youtube do Instituto de Estudos de Gênero (IEG). Acesse e “Inscreva-se no canal” para acompanhar as transmissões.

Rumo ao Fazendo Gênero 12:

Dia 27/07

19h – Fala de apresentação das coordenações do IEG e do FG;

19h30 – Sessão “O trabalho doméstico no contexto da pandemia”
Soraia Carolina de Mello (UFSC)
Karoline Maia (realizadora do filme Aqui não entra luz)
Luiza Batista Pereira (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas)
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Observatório de Democracia e Direitos Humanos promove ciclo de debates

23/07/2020 11:13

O Observatório de Democracia e Direitos Humanos da UFSC promove o II Ciclo de Debates – “Entre o passado e o presente” – entre os dias 27 de julho e 7 de agosto. Entre os convidados e especialistas estão Miriam Leitão, Carolina Larriera, Instituto Vladimir Herzog,  Adriana Erthal Abdenur, que participarão dos painéis de jornalismo, democracia, organizações internacionais, política e direitos humanos. O objetivo é analisar o direito à memória e à verdade como pilares do Estado Democrático de Direito. 

O evento será transmitido, ao vivo, pelo canal do observatório no YouTube e as inscrições já podem ser realizadas.
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#QuarentenaArteUFSC apresenta Sarau Virtual Experimentextos

23/07/2020 10:48

O projeto de extensão “Experimentextos: Laboratório de Tradução e Performance” apresenta o álbum digital “Sarau Virtual”. O álbum é uma Coletânea de áudios do primeiro Sarau Virtual do curso “Tradução, Performance e Descolonização”, lançado on-line como alternativa ao isolamento social em época pandêmica. O álbum está disponível para audição gratuita

O trabalho é o resultado de uma das atividades propostas no curso de extensão Tradução, Performance e Descolonização, na qual foi realizado um sarau virtual para que os alunos pudessem mostrar suas criações. Nesse álbum encontram-se os textos e leituras escolhidos pelos participantes tornando uma coletânea crítica e sensível.

Experimentextos é um projeto de extensão que propõe um espaço de criação coletiva, aberto à comunidade universitária e externa, onde se explora a leitura como performance. A reflexão teórica sobre relações entre o texto escrito e a corporeidade, a leitura como performance. O texto fora do suporte livro. A vocalização e a expressão corporal como criadoras de um espaço de escuta e partilha. A leitura como tradicção, como modo de tradução da letra no corpo. A tradução como forma privilegiada de leitura crítica e como atividade criativa.
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Conselho Universitário decide que ensino não presencial da UFSC começa em 31 de agosto

21/07/2020 17:46

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC definiu nesta terça-feira, 21 de julho, o Calendário Suplementar Excepcional que deve vigorar na instituição com a oferta de ensino não presencial. O CUn decidiu que haverá um período de cinco semanas de preparação para o reinício do semestre, que fica previsto para a semana de 31 de agosto. O semestre terá a duração de 16 semanas, com previsão de encerramento na semana de 14 de dezembro.

O Conselho Universitário debateu a Minuta de Resolução acerca da retomada do ensino desde a sexta-feira, 17 de julho, em uma sessão que durou três dias, por mais de 20 horas. Todos os vídeos da sessão estão disponíveis no canal no Youtube

Calendário Suplementar Excepcional

Após a publicação da Resolução no Boletim Oficial da UFSC, o Departamento de Administração Escolar fará a redação final do Calendário. 

Está previsto um período de cinco semanas a partir da publicação da Resolução, para preparação do reinício do semestre. Nesse período haverá as definições dos colegiados de cursos e departamentos sobre os planos de ensino e definição das disciplinas que serão ofertadas na graduação e pós-graduação, além do cancelamento de matrículas e trancamentos de curso. Outras medidas que deverão acontecer no período serão a capacitação para uso das tecnologias digitais de ensino e a implementação de políticas de acesso a equipamentos e à Internet. 

As atividades não presenciais do semestre continuarão por 16 semanas. O período de recesso acadêmico e o início do semestre letivo de 2020.2 ficaram para ser definidos posteriormente.

Reconsideração

Conselheiros e membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE Luís Travassos) solicitaram que o Conselho revisasse destaques que foram votados na sexta-feira, especificamente o que diz respeito à obrigatoriedade de gravação e disponibilização das aulas para os alunos que não conseguissem acompanhá-las ao vivo; à delimitação de carga horária máxima para atividades síncronas e à aferição de frequência e de atividades avaliativas síncronas. 

Após uma extensa discussão, o reitor Ubaldo Cesar Balthazar anunciou que irá acolher o pedido de reconsideração apenas depois que estiver publicada a Resolução Normativa. Pediu que o requerimento seja formalizado como um processo regular.  

“Fizemos um excelente trabalho e vamos continuar trabalhando pelo melhor da Universidade”, salientou o reitor. “Temos uma resolução feita em conjunto, com a participação de todos os segmentos, de uma forma bonita. Precisamos reconhecer o trabalho dos últimos dias e valorizar todo o processo, seguindo os ritos próprios do Conselho Universitário”, disse Ubaldo.

 

Leia também:

Conselho Universitário debate regras do ensino não presencial da Graduação e Pós
Conselho Universitário aprova retomada do ensino em formato não presencial

 

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UFSC na mídia: ‘As muitas mãos que movem a engrenagem de um hospital no combate ao coronavírus’

20/07/2020 11:45

Reportagem de Ângela Bastos apresenta profissionais de diferentes áreas do Hospital Universitário da UFSC que dão suporte ao bem-estar e preservação das vidas que se tornou ainda mais intenso com a pandemia.

Confira o texto completo, com entrevistas em vídeo.

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UFSC na mídia: Brasil tem 77% das mortes de gestantes por Covid-19, diz estudo

17/07/2020 08:00

Um estudo publicado no periódico médico International Journal of Gynecology and Obstetrics na quinta-feira (9) aponta que 124 mulheres gestantes ou que estavam no período do puerpério morreram de Covid-19 no Brasil. Esse número representa 77% das mortes registradas no mundiais. Ou seja, morreram mais mulheres grávidas ou no pós-parto no Brasil do que em todos os outros países somados.

O dado revela uma taxa de mortalidade de 12,7% na população obstétrica brasileira, número superior às taxas mundiais relatadas até o momento. A maior parte das mortes aconteceram durante o puerpério, ou seja, até 42 dias depois do nascimento do bebê, e não na gestação, alerta a publicação.

O estudo foi feito por um grupo de enfermeiras e obstetras brasileiras ligadas à Unesp, UFSCAR, Fiocruz, IMIP e UFSC. Elas analisaram dados de um sistema de monitoramento do Ministério da Saúde, o SIVEP-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe). A professora e pesquisadora Roxana Knobel, foi a representante da UFSC no estudo.
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Profissionais ensinam a fazer autoexame para alertar sobre câncer de boca e garganta

16/07/2020 12:54

Profissionais e instituições de saúde aproveitam o mês de julho – o Julho Verde, dedicado à prevenção do câncer de boca e garganta – para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce feito por especialista na área, mas, neste ano, com as restrições impostas pela pandemia, é importante saber identificar alguns sinais destes tipos de câncer, por meio de autoexame, para se prevenir.

Especialistas do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), explicam que o autoexame não exclui a necessidade de diagnóstico feito por profissional competente, mas é possível, em casa, ficar atento a determinados sinais de alerta. 

O cirurgião-dentista Marcus Azevedo Setally, estomatologista do Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU, explica que, para fazer o auto-exame, a pessoa deve ficar, preferencialmente, de frente para um espelho, sob luz natural (iluminação solar) e analisar bochechas, língua, assoalho (parte de baixo da boca), palato (céu da boca) e lábios, observando-se sobre a iluminação natural (luz solar). “Deve-se buscar a presença de alterações em forma de feridas ou nódulos (caroços) que persistem por mais de 14 dias sem a redução dos sinais e sintomas”, explica o cirurgião-dentista.

Profissionais da área de Fonoaudiologia acrescentam a necessidade de observar sinais como rouquidão e inchaço na região da garganta, tosse ou situação de engasgo ao ingerir, sensação de alimento parado na garganta, perda de peso sem motivo aparente. “São sinais de que é preciso procurar um fonoaudiólogo”, alerta a professora Cláudia Tiemi Mitiuuti, do ambulatório de Estomatologia do HU, que divulgou um vídeo com orientações sobre o assunto.
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Força-tarefa de pesquisadores agiliza testes de Covid-19 no HU

15/07/2020 12:11

Testes feitos no laboratório são realizados sob demanda, e resultados saem de 12 a 48 horas. Foto: divulgação

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando uma força-tarefa para testar a infecção por coronavírus em profissionais de saúde e pacientes do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC). O resultado dos testes ajuda a agilizar na tomada de decisões de gestão de pessoas e de leitos hospitalares e embasa melhor a adoção de medidas para combater o avanço da pandemia da Covid-19, além de auxiliar a desafogar o sistema de saúde na testagem da população.

De acordo com a professora do Departamento de Análises Clínicas da UFSC, Maria Luiza Bazzo, que coordena o Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (LBMMS/CCS/UFSC), que funciona no HU, são cerca de 20 pessoas, entre pesquisadores, professores, profissionais de saúde, técnicos e estudantes de pós-graduação envolvidas nas testagens. O grupo consegue entregar os resultados dos testes entre 12 e 48 horas.
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Pesquisa avalia expectativas do público com as fortalezas

15/07/2020 08:54

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim é uma das candidatas a patrimônio mundial. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Uma pesquisa online reúne informações sobre a expectativa de visitantes quanto a atrativos turísticos, de lazer, de infraestrutura e de acesso das fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones. A iniciativa é do comitê técnico em prol da candidatura a patrimônio mundial, que tem coordenação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC) e participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), junto com outras entidades. O questionário, que leva cerca de 10 minutos para ser preenchido, pode ser respondido neste link até o dia 31 de julho.

O objetivo é avaliar as expectativas do público em relação a usos adequados para as fortalezas, demandas por atrativos, qualificação dos espaços, formas de acesso, tíquete médio a ser gasto, entre outros aspectos. Não é exigido, para responder, que a pessoa já tenha ido a alguma das fortalezas.
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Profissionais e comunidade recebem apoio para enfrentar sofrimento emocional

14/07/2020 14:10

Mais de 560 pessoas receberam atendimento especializado individuais ou em grupos de apoio psicológico e emocional. A iniciativa criada no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) tem como objetivo de oferecer apoio a profissionais do HU e pessoas da comunidade, acolhendo, discutindo e oferecendo alternativas para enfrentar os impactos emocionais e psíquicos causados pela pandemia do coronavírus.

O Grupo de Apoio à Saúde Emocional, que já atendeu 15 profissionais, se reúne todas as quintas-feiras, às 11 horas, sempre com orientação de dois psiquiatras, no terceiro andar do Bloco Didático da Medicina, respeitando o distanciamento recomendado. Trata-se de uma sala arejada, com janelas amplas, com limite de oito pessoas por grupo. Não é preciso fazer agendamento: basta comparecer ao local do encontro, a partir das 11 horas, mas o limite é de oito pessoas por grupo e com todas as demais medidas preventivas entre os participantes.
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UFSC testará cannabis em profissionais de saúde da linha frente do combate à Covid-19

14/07/2020 12:24

Uma pesquisa inédita no Brasil irá recrutar voluntários entre profissionais de saúde em situação de estresse e ansiedade provocada pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no último dia 29 de junho. Intitulado Impacto do óleo integral de ​cannabis na saúde mental de profissionais da linha de frente no combate à Covid-19, o projeto vai selecionar cerca de 300 participantes de todo o país entre médicos e enfermeiros envolvidos no atendimento de casos suspeitos e confirmados da doença.

Para Erik Amazonas de Almeida, professor responsável pela pesquisa, a iniciativa é importante para a construção de uma política pública que possa incorporar a planta como alternativa terapêutica às condições psíquicas e emotivas da população em geral. “Sendo já comprovadamente menos danosa do que o uso de quaisquer ansiolíticos ou antidepressivos atualmente empregados, uma confirmação da nossa hipótese de trabalho pode trazer o óleo de cannabis para o posto de medicamento preferencial para o alívio dos sintomas de ansiedade e transtornos do humor”, afirma.

O protocolo a ser utilizado no estudo será o teste duplo-cego, com os voluntários divididos em dois grupos. Metade irá tomar o óleo integral da erva e a outra metade, placebo. A medicação à base de cannabis será produzida pela Associação Brasileira de Apoio a Cannabis Esperança (Abrace), com sede em João Pessoa, na Paraíba. As inscrições ocorrem neste mês de julho (podem ser feitas neste link), e os testes clínicos devem iniciar em agosto.
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Defesa da UFSC: audiência do reitor com presidente da Alesc após moção de repúdio proposta por deputado

13/07/2020 13:39

Reitor Ubaldo Cesar Balthazar visita o presidente da Alesc, Julio Garcia, nesta segunda-feira, 13 de julho. (Foto: Daniel Conzi/Alesc)

O reitor Ubaldo Cesar Balthazar visitou, nesta segunda-feira, 13 de julho, o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia. A audiência ocorreu após a aprovação, no dia 7 de julho, de uma moção proposta por um deputado estadual que manifesta repúdio ao reitor e alega “paralisação total” da UFSC. Durante a audiência com o presidente, o reitor salientou as inúmeras ações da UFSC durante a pandemia de Covid-19 e reiterou a disposição da instituição em auxiliar Santa Catarina no enfrentamento da doença, inclusive oferecendo sua infraestrutura nos cinco campi.

Julio Garcia garantiu ao reitor que a moção não representa o posicionamento da Assembleia. “Reconhecemos, respeitamos a importância da UFSC e não concordamos com essa moção que foi aprovada”, ressaltou.

Ubaldo entregou um ofício que lista as principais iniciativas desenvolvidas pela UFSC desde 18 de março, data em que foram suspensas as atividades presenciais na Universidade. No documento, o reitor expressa “profunda decepção com representantes desse Parlamento que têm se servido do exercício de um mandato eletivo para ofender, agredir, desqualificar e imputar inverdades e leviandades à UFSC.” Julio Garcia disse que fará a leitura do ofício em plenária e dará ciência de seu conteúdo a todos os deputados.

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Carta aberta pede chamado à visibilidade e cuidados de saúde com pessoas LGBTI+

13/07/2020 12:01

Uma carta aberta publicada na revista Sexualities por pesquisadores da UFSC, UFPR, UFRGS, USP, IFRS e Unifesp faz uma série de recomendações aos serviços de saúde em aspectos sobre cuidados com pessoas LGBTI+ em durante a pandemia de Covid-19. Rodrigo Moretti, professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC e um dos autores da carta, ressalta que “esta revista é referência no campo de gênero e sexualidade. O artigo é produto de ampla parceria que tenho com outros pesquisadores do país, e acredito ser importante pela temática, a visibilidade que possa ser dada, já que não existem publicações nesse enfoque, nacionais ou internacionais para além dessa”.

A carta lembra da marginalização histórica deste segmente e alerta para a o pior por conta da pandemia. “A falta de inclusão de pessoas LGBTI + nas políticas e pesquisas públicas, bem como a visibilidade das especificidades da saúde, são mais agudas durante a pandemia. Os governos e serviços de saúde devem considerar as desigualdades LGBTI + em relação ao acesso e à saúde” (traduzido do inglês).

O documento faz oito recomendações aos governos, baseando-se nas evidências científicas contemporâneas, que incluem a visibilidade das pessoas LGBTI+ quando se coleta e monitora dados epidemiológicos; promoção de abordagens de saúde sem discriminação ou estigmatização.; apoio aos cuidados centrados na pessoa para lidar com o sofrimento psicológico das pessoas LGBTI +; apoio à saúde e os direitos sexuais e reprodutivos para as pessoas LGBTI+; reconhecimento de que a ‘LGBTI+ fobia’ afeta profundamente essa população por meio de abusos físicos, psicológicos, sexuais e econômicos; respeita  todos os direitos sexuais e reprodutivos, tanto aos indivíduos como às várias configurações familiares não tradicionais das pessoas LGBTI+; medidas de apoio e assistência aos LGBTI + mais marginalizados, particularmente aqueles com vulnerabilidades sociais adicionais; e garantia de assistência médica adequada a pessoas intersexuais e transgêneros em relação a suas peculiaridades clínicas e necessidades específicas de saúde, principalmente durante a pandemia.

Leia a carta completa, em inglês, aqui.

 

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Covid-19: UFSC coordena projeto em rede nacional que avaliará o cuidado de enfermagem

10/07/2020 11:42

Por meio de levantamentos documentais, questionários e entrevistas, uma rede de pesquisa multicêntrica nacional irá avaliar o cuidado de enfermagem a pacientes com Covid-19 em hospitais universitários brasileiros. Sob coordenação dos professores do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Alacoque Lorenzini Erdmann, também vice-reitora da instituição, e José Luís Guedes dos Santos, o projeto teve seu financiamento aprovado na categoria Atenção à Saúde da chamada Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Saúde (MS). A aprovação foi anunciada na última terça-feira, 7 de julho.

O trabalho envolve dez instituições (duas de cada região do país): além da UFSC, fazem parte as universidades federais de Santa Maria (UFSM), de São Paulo (Unifesp), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande do Norte (UFRN), da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), do Amazonas (UFAM), de Mato Grosso (UFMT) e de Mato Grosso do Sul (UFMS). Está prevista, ainda, uma parceria com a University of British Columbia, no Canadá.
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CNPq contempla projeto da UFSC, Unesc e Unisul para reabilitação de sobreviventes da Covid-19

09/07/2020 14:51

Um estudo com o objetivo de avaliar o impacto de um programa de reabilitação respiratória em sobreviventes da Covid-19 será coordenado por pesquisadores e profissionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Campus Araranguá, Hospital Regional Deputado Afonso Guizzo (HRA), Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc) e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). A proposta de pesquisa foi uma das vencedoras, anunciadas na terça-feira, dia 7 de julho, da chamada pública Pesquisa para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Intitulada RE2SCUE: REabilitação REspiratória – um estudo clínico randomizado, o projeto foi contemplada na categoria Atenção à Saúde, que apoia estudos que avaliem a atenção à saúde dos usuários dos sistemas de saúde (públicos e privados) nos três níveis de complexidade. O projeto terá como público-alvo os pacientes curados do novo coronavírus. “Pacientes após alta hospitalar de Covid-19 continuam com sérios problemas de saúde, com impacto negativo na qualidade de vida e retorno às atividades econômicas. A proposta é estudar a melhor forma de reabilitar estes pacientes, e acelerar o retorno ao trabalho e sociedade”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Ciências da Saúde (DCS) do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde (CTS) da UFSC Araranguá, Aderbal Silva Aguiar Júnior.

O projeto da pesquisa traz que a doença “resulta na diminuição das atividades da vida diária e qualidade de vida, acompanhada por diminuição da função física e mental”. Os pesquisadores argumentam que distúrbios respiratórios e inatividade física podem levar a doenças como síndrome da apraxia e infecções pulmonares. Portanto, para sobreviventes do Covid-19 que receberam alta hospitalar, a função respiratória melhorada é um fator importante na manutenção da qualidade de vida do paciente. E, em um cenário pós-pandemia de retorno integral às atividades econômicas, refletirá no menor custo às empresas e à União, por meio da diminuição dos afastamentos devido à enfermidade.
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Psicóloga fala sobre impactos da Covid-19 no luto e aponta caminhos para novo cenário

09/07/2020 10:25

A crise do coronavírus alterou muita coisa na rotina das pessoas e nas formas de organização da sociedade – dos encontros sociais ao trabalho, por exemplo – e um dos impactos apontado por um grupo de pesquisadoras foi a forma de lidar com a doença, o isolamento, a morte e o luto no contexto da pandemia. Em estudo intitulado “Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas”, elas mostram estes impactos e suas consequências.

A psicóloga do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), Letícia Macedo Gabarra, que assina o artigo juntamente com Maria Aparecida Crepaldi (Universidade Federal de Santa Catarina), Beatriz Schmidt (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Débora da Silva Noal  (Fiocruz) e Simone Dill Azeredo Bolze (Instituto Familiare), explica que a experiência do luto foi alterada pelas condições impostas pela Covid-19 e é preciso que os profissionais de Psicologia ofereçam suporte para ajudar as famílias a enfrentarem estas novas condições. No HU, os trâmites para os funerais são orientados pela equipe de Serviço Social, que faz parte da Unidade de Atenção Psicossocial, juntamente com a Psicologia.

Letícia Gabarra explica quais são as mudanças vivenciadas pelas famílias na experiência do luto dentro deste novo contexto e aponta alguns trabalhos que são desenvolvidos no HU dentro desta realidade.

O artigo “Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas” trata de lidar com a morte de pessoas próximas no contexto da pandemia. No que isso difere de demais casos de luto? Que demandas surgiram nos últimos meses e que não existiam antes?

No momento atual, o luto é vivido de forma muito reservada, com poucas possibilidades de contatos pessoais para receber suporte e apoio. Mesmo para os casos de lutos não relacionados à Covid há restrições, tanto durante as internações quanto para os velamentos. Atualmente, os hospitais proibiram a visitação de familiares nas enfermarias e UTI, e isso impossibilita a família acompanhar presencialmente o seu ente querido. Assim, nas UTIs as informações são passadas pela equipe por telefone e, quando possível, realizadas visitas virtuais. Porém, o contato físico e a visita presencial deixaram de existir nesse momento da despedida, podendo dificultar a elaboração do luto. As famílias procuram o Serviço de Psicologia muito angustiadas, com muita ansiedade e tristeza frente à impossibilidade de acompanhar de perto a internação e o falecimento.

As situações de velório ficaram mais curtas e com número limitado de pessoas, dificultando aos enlutados vivenciarem esse ritual e receber suporte social de amigos e familiares, como estavam acostumados em nossa sociedade. Nos casos de falecimento com diagnóstico ou suspeita de Covid, as mudanças foram ainda maiores, com os caixões lacrados e não visualização do seu ente querido, e familiares em isolamento com diagnóstico ou suspeita de Covid que não podem participar das homenagens e despedidas, por medo de contaminar outras pessoas e ter mais perdas.

Que formas alternativas um profissional de saúde pode oferecer para a experiência do luto/terminalidade no contexto da Covid?

O contato telefônico da equipe de saúde com a família tem sido mais frequente, de forma que os profissionais têm oferecido escuta e apoio nessas interações.  O Serviço de Psicologia tem realizado a visita virtual quando possível para que a família e o paciente tenham contato através da tecnologia. Disponibilizamos às famílias a possibilidade de envio de áudios e vídeos para o paciente, inclusive para pessoas intubadas, sedadas, e em situações de terminalidade. Compreendemos que as famílias se beneficiam e se sentem mais próximas do seu ente querido ao poder enviar mensagens, ter uma despedida de uma nova forma, poder agradecer, pedir desculpas e desculpar, resolver questões não resolvidas ou não ditas previamente. Fazemos atendimentos psicológicos por telefone, nos quais realizamos diversas intervenções: a preparação para a possibilidade de perda, sensibilizamos para comunicação intrafamiliar sobre o adoecimento e morte para favorecer o apoio mútuo, estimulamos a expressão dos sentimentos relacionados com o luto, oferecemos suporte psicológico, orientamos rituais de despedidas.

Uma das características do brasileiro é justamente a valorização do contato humano, do abraço, do carinho físico, e os meios virtuais, supostamente, são exatamente o contrário: mais frios, sem interação física. Como sugerir a substituição de uma interação entre máquinas para compensar esta dificuldade de contato físico entre as pessoas numa situação de despedida?

Esse momento tem exigido de todos adaptações para podermos lidar da melhor forma com esse novo contexto. Assim, o uso de tecnologia, que poderia ser considerado algo frio e sem interação, passou a ser valorizado e transformou-se em uma interação com muito afeto entre as pessoas, uma forma de aproximação real apesar da distância física. Claro que não substitui o contato físico, mas oferece a possibilidade concreta de “estar junto” com o seu ente querido em situações delicadas como a internação, adoecimento e morte.
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Projetos de pesquisadores da UFSC são aprovados em chamada para enfrentamento da Covid-19

08/07/2020 10:05

Três projetos vinculados diretamente à Universidade Federal de Santa Catarina foram aprovados na chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) ‘Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves’, cujo resultado final foi divulgado na tarde desta terça-feira, 7 de julho. Outro projeto, da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), tem parceria com a UFSC.

A proposta “Desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19 baseada em BCG recombinante determinantes antigênicos das proteínas S e N de SARS-CoV-2”, de André Báfica (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia/UFSC), foi qualificada na categoria “Vacinas: desenvolvimento de vacinas preventivas e/ou terapêuticas”.

Os projetos “RE2SCUE: REabilitação Respiratória em Sobreviventes de Covid-19: um estudo clínico randomizado”, de Aderbal Silva Aguiar Junior (Departamento de Ciências da Saúde do Centro Araranguá/UFSC), e “Avaliação do cuidado de enfermagem a pacientes com Covid-19 em hospitais universitários brasileiros”, de Alacoque Lorenzini Erdmann (Departamento de Enfermagem), foram aprovados na categoria “Atenção à Saúde”.

Já o “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, de Felipe Dal Pizzol foi aprovado no eixo “Avaliação da carga de doença”. Dal Pizzol é professor licenciado da UFSC, atualmente leciona na Unesc e tem parcerias firmadas com os departamentos de Clínica Médica (Roger Walz, Mariangela Pimentel Pincelli e Israel Maia), de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (Carlos Rodrigo Zárate-Bladés) e de Saúde Pública (Emil Kupek) da UFSC, além da UTI do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. Outros hospitais de Santa Catarina e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também são parceiros do estudo.

De 2.219 propostas foram escolhidas 90 pesquisas nas áreas de tratamento, vacinas, diagnósticos, patogênese e história natural da doença, carga da doença, atenção à saúde e prevenção e controle.

Lançada em abril, a chamada prevê o investimento de R$ 50 milhões: R$ 30 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 20 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).

O edital também conta com 50 instituições de ensino e pesquisa aprovadas. Das 90 propostas que serão apoiadas, a maior parte está no eixo de prevenção e controle da Covid-19, com 38 propostas, seguida pela Atenção à Saúde (17) e Patogênese e História da Doença (10). As cinco Regiões do país foram contempladas com projetos e 20 unidades da Federação possuem pelo menos um projeto apoiado.

Confira a íntegra dos resultados e projetos escolhidos.

Com informações do MCTI e CNPq.

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UFSC coordena desenvolvimento de vacina contra novo coronavírus

07/07/2020 18:54

O desenvolvimento de uma vacina contra o vírus SARS-CoV-2 será coordenado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  André Báfica e  Daniel Mansur, ambos do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. O financiamento foi aprovado na chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ‘Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves’, cujo resultado final foi divulgado na tarde desta terça-feira, 7 de julho. O projeto é uma parceria dos professores da UFSC com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de Cambridge (Inglaterra), o Instituto Butantan e Karolinska Institutet (Suécia).

A proposta é uma BCG recombinante: aproveitar a plataforma vacinal da BCG (uma vacina antiga e segura) para o novo coronavírus através da expressão de proteínas que induzam uma resposta imune efetiva contra o SARS-CoV-2 por mais tempo. “Um dos achados recentes na literatura (médica) é que as respostas imunes contra este vírus também envolvem linfócitos T, por exemplo, CD4 e CD8. Com a BCG recombinante, hipotetizamos que haverá indução deste tipo de resposta. Se isso for verdade, pensando lá no futuro, teríamos na mesma injeção uma vacina dupla, contra a tuberculose e contra a Covid-19, que as crianças tomam quando ainda estão no hospital. Claramente isto está muito longe. Estamos na parte inicial, desenhando os alvos do ponto de vista molecular”, explica Báfica. “Em conversa com colaboradores da Austrália, acabei de saber que a mistura da BCG com proteínas purificadas do SARS-Cov-2 aumenta a resposta imune contra o vírus. Estes dados preliminares indicam que estamos no caminho certo.”

A esperança é que os primeiros experimentos sejam realizados em janeiro. “Inicialmente, vamos trabalhar nos vetores vacinais. Essa primeira parte, construir a bactéria recombinante, demora cerca de seis meses para que fique pronto. Depois, é preciso testar se este protótipo de vacina induz uma resposta imune contra o coronavírus. Temos algumas formas de medir, como por exemplo se a vacina induz anticorpos neutralizantes contra os vírus que estão circulando em nossa região”, planeja o pesquisador.

Em paralelo a estas investigações, os pesquisadores irão se debruçar sobre a ciência básica na dinâmica da resposta imunológica: quais os anticorpos foram gerados e onde eles se encaixam. “Para o vírus entrar na célula humana, ele precisa de um receptor, um espécie de encaixe molecular. O que queremos com uma vacina? Que os anticorpos impeçam este encaixe, para que não infecte a célula. Os anticorpos neutralizantes têm uma alta afinidade contra estas proteínas do vírus”, exemplifica Báfica. “O pró da BCG é ser uma vacina administrada em 500 milhões de pessoas por ano, no mundo inteiro. Se a primeira meta do projeto funcionar de acordo com o plano, a vacina vai expressar proteínas do vírus, num  vetor seguro, e, segundo nossa hipótese, induzirá uma resposta de células T mais eficientes do que alguns dos vetores que estão circulando por aí. Mas para saber de fato, precisamos testar, ciência é isso”, indica o professor.
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