Mestranda da UFSC é participante de destaque em programa de mobilidade em universidade da China

25/08/2026 17:39

Daniele Orzechowski exibe o certificado de participante de destaque, junto a duas estudantes da área de Inteligência Artificial (Fotos: Acervo pessoal)

A estudante Daniele Orzechowski, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da UFSC, foi reconhecida com o título de “Outstanding Participant” (Participante de Destaque) ao final de um programa de mobilidade realizado na Universidade de Beihang, na China. Ela foi uma das representantes da UFSC no Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, iniciativa promovida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em parceria com a Universidade de Beihang.

Realizada entre 12 de julho e 7 de agosto de 2026, no Campus Internacional de Hangzhou da Beihang, a mobilidade reuniu jovens pesquisadores de diferentes países em atividades acadêmicas, projetos de laboratório, visitas técnicas a empresas e seminários científicos.

O título de participante de destaque foi conferido pelo Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Beihang em razão do desempenho acadêmico e do espírito colaborativo demonstrados ao longo da capacitação. O reconhecimento garante à pesquisadora acesso prioritário à Silk Road Scholarship, bolsa integral destinada a candidatos brasileiros de mestrado para cursar o doutorado na Universidade de Beihang.
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Grupos da UFSC desenvolvem projetos de carros autônomos

16/07/2021 11:32

Carros autônomos da UFSC ainda não estão em funcionamento, mas as equipes já fazem testes com o carro elétrico da Ampera Racing. Foto: divulgação/Ampera Racing

No Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), três grupos se uniram para o desenvolvimento de veículos autônomos – com capacidade de se deslocarem sem motoristas para conduzi-los –, com projetos que visam tanto ao uso em competições quanto nas ruas e estradas brasileiras. O trabalho envolve o Laboratório de Processamento de Imagens e Computação Gráfica (Lapix), a equipe de competição Ampera Racing e o Programa de Educação Tutorial – Metrologia e Automação (PET-MA) e reúne alunos de graduação e pós-graduação e profissionais de Ciências da Computação e das engenharias Elétrica, Eletrônica, Mecânica, de Produção Elétrica e de Controle e Automação, sob orientação do professor do Departamento de Informática e Estatística da UFSC Aldo von Wangenheim.

Os trabalhos ocorrem em duas frentes que se complementam e abrangem o desenvolvimento de software e hardware. Enquanto a Ampera Racing está focada em produzir um carro para levar para competições, em um trabalho pioneiro que pode colaborar para a implementação de disputas estudantis com automóveis do gênero no país, o Lapix se dedica a veículos que possam ser utilizados nas vias brasileiras – com suas estradas de terra, buracos e interrupções no pavimento, condições bastante diferentes daquelas dos países desenvolvidos com base nos quais a maioria dos modelos vêm sendo projetados mundo afora. Simultaneamente, membros do PET-MA preparam um protótipo para realização de testes de ambas as iniciativas.

Outro diferencial que os projetos da UFSC apresentam em relação aos demais veículos autônomos é a técnica empregada para reconhecimento de terreno e obstáculos. O sensor mais utilizado atualmente, chamado Lidar, baseia-se em um sistema de Iasers para mapear seus arredores. Apesar de individualmente eles não serem nocivos, os riscos que uma exposição ampliada e contínua possa oferecer aos pedestres preocupam os pesquisadores.
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UFSC e Epagri fazem parceria na previsão de catástrofes em Santa Catarina

05/06/2012 10:45

Realidade Aumentada

O Instituto Nacional de Convergência Digital (INCoD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) juntamente com o Laboratório de Processamento de Imagens e Computação Gráfica (LAPIX) está elaborando um protótipo de grande potencial para a previsão de catástrofes. A plataforma vem de uma parceria entre a universidade, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

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Itajaí prepara-se para receber serviços de telemedicina

27/02/2012 17:00

Professor Aldo von Wangeheim explica o funcionamento da telemedicina em SC ao vereador de Itajaí, Marcelo Werner

A população de Itajaí (SC) será a nova beneficiada pelos serviços do Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde (SCTT), um programa do Governo do Estado de Santa Catarina em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina. A previsão é que os serviços sejam implantados ainda no primeiro semestre de 2012. A iniciativa tem despertado interesse das autoridades locais, como o vereador Marcelo Werner, que no dia 16 de fevereiro fez uma visita à equipe do SCTT junto à UFSC, para conhecer de perto os serviços. “O objetivo da visita é estabelecer uma ponte entre a universidade e o poder público de Itajaí, conhecer melhor a experiência para propor à Secretaria de Saúde os serviços relevantes para a comunidade”, afirma o vereador.

O Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde foi implantado em 2005 e cinco anos depois já havia atendido a um milhão de pessoas de todo o Estado, número que se repetiu ao longo de 2011, com a expansão do serviço para 230 municípios. Ele permite que os pacientes que buscam atendimento cardiológico e dermatológico realizem seus exames nas cidades onde moram e tenham o laudo emitido por médicos sediados em Florianópolis apenas um dia depois. Agora, após contemplar os municípios de pequeno e médio portes (Joinville e Lages são as exceções), o sistema começa a ser disponibilizado a pacientes das grandes cidades, com o que o número de atendimentos pode chegar a 2 milhões por ano.

De acordo com o subcoordenador operacional do Sistema, Harley Miguel Wagner, o serviço foi criado para facilitar o atendimento de pacientes que antes se obrigavam a enfrentar grandes filas para realizar consultas com cardiologistas e dermatologistas. A triagem é feita nos próprios hospitais ou postos de saúde em todas as regiões do Estado. “Isso agiliza e desonera o processo de emissão dos laudos e tira das filas os que não têm problemas sérios nestas especialidades da saúde”, afirma ele. “Muitas vezes, a atenção básica pode resolver questões que antes demoravam semanas ou meses para serem solucionadas”, ressalta.

Pesquisador Richard Augusto Schafer de Martini (esq.) e Harley Miguel Wagner (dir.) explicam os aspectos técnicos do sistema ao vereador Marcelo Werner (centro)

Apenas na cardiologia, são realizados hoje de 12 mil a 15 mil exames por mês, número que deverá chegar a 20 mil quando todos os municípios catarinenses estiverem conectados no sistema. A Secretaria da Saúde, parceira da UFSC nesse programa, contratou sete médicos apenas para emitir os laudos, o que barateia e capilariza os gastos do atendimento ambulatorial. De sua parte, as prefeituras entram com as instalações físicas, equipamentos médicos e computador. A UFSC, além de dar o suporte técnico, fornece treinamento para os profissionais que operam o sistema.

O coordenador do Lapix, laboratório que desenvolve os serviços e tecnologias de processamento de imagens médicas do Sistema, Aldo von Wangenheim, destaca que uma das vantagens é utilizar a mesma rede para todo o Estado. “Isso torna mais fácil reunir estatísticas que possam traçar um perfil médico do cidadão catarinense, contribuindo para futuras ações de prevenções”, explica.

“É impressionante e gratificante visitar a Universidade Federal, a 95 quilômetros de Itajaí, e nos deparar com tecnologia de alto nível sendo desenvolvida para melhorar a saúde em nosso município”, comenta Marcelo Werner. Uma das ideias do vereador é implantar os serviços em unidades móveis, que possam percorrer os bairros da cidade. Itajaí tem uma população de mais de 180 mil habitantes.

 

Por Paulo Clóvis Schmitz e Laura Tuyama, jornalistas na Agecom.

Fotos: Laura Tuyama.

 

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