UFSC testará cannabis em profissionais de saúde da linha frente do combate à Covid-19

14/07/2020 12:24

Uma pesquisa inédita no Brasil irá recrutar voluntários entre profissionais de saúde em situação de estresse e ansiedade provocada pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no último dia 29 de junho. Intitulado Impacto do óleo integral de ​cannabis na saúde mental de profissionais da linha de frente no combate à Covid-19, o projeto vai selecionar cerca de 300 participantes de todo o país entre médicos e enfermeiros envolvidos no atendimento de casos suspeitos e confirmados da doença.

Para Erik Amazonas de Almeida, professor responsável pela pesquisa, a iniciativa é importante para a construção de uma política pública que possa incorporar a planta como alternativa terapêutica às condições psíquicas e emotivas da população em geral. “Sendo já comprovadamente menos danosa do que o uso de quaisquer ansiolíticos ou antidepressivos atualmente empregados, uma confirmação da nossa hipótese de trabalho pode trazer o óleo de cannabis para o posto de medicamento preferencial para o alívio dos sintomas de ansiedade e transtornos do humor”, afirma.

O protocolo a ser utilizado no estudo será o teste duplo-cego, com os voluntários divididos em dois grupos. Metade irá tomar o óleo integral da erva e a outra metade, placebo. A medicação à base de cannabis será produzida pela Associação Brasileira de Apoio a Cannabis Esperança (Abrace), com sede em João Pessoa, na Paraíba. As inscrições ocorrem neste mês de julho (podem ser feitas neste link), e os testes clínicos devem iniciar em agosto.
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Defesa da UFSC: audiência do reitor com presidente da Alesc após moção de repúdio proposta por deputado

13/07/2020 13:39

Reitor Ubaldo Cesar Balthazar visita o presidente da Alesc, Julio Garcia, nesta segunda-feira, 13 de julho. (Foto: Daniel Conzi/Alesc)

O reitor Ubaldo Cesar Balthazar visitou, nesta segunda-feira, 13 de julho, o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia. A audiência ocorreu após a aprovação, no dia 7 de julho, de uma moção proposta por um deputado estadual que manifesta repúdio ao reitor e alega “paralisação total” da UFSC. Durante a audiência com o presidente, o reitor salientou as inúmeras ações da UFSC durante a pandemia de Covid-19 e reiterou a disposição da instituição em auxiliar Santa Catarina no enfrentamento da doença, inclusive oferecendo sua infraestrutura nos cinco campi.

Julio Garcia garantiu ao reitor que a moção não representa o posicionamento da Assembleia. “Reconhecemos, respeitamos a importância da UFSC e não concordamos com essa moção que foi aprovada”, ressaltou.

Ubaldo entregou um ofício que lista as principais iniciativas desenvolvidas pela UFSC desde 18 de março, data em que foram suspensas as atividades presenciais na Universidade. No documento, o reitor expressa “profunda decepção com representantes desse Parlamento que têm se servido do exercício de um mandato eletivo para ofender, agredir, desqualificar e imputar inverdades e leviandades à UFSC.” Julio Garcia disse que fará a leitura do ofício em plenária e dará ciência de seu conteúdo a todos os deputados.

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Carta aberta pede chamado à visibilidade e cuidados de saúde com pessoas LGBTI+

13/07/2020 12:01

Uma carta aberta publicada na revista Sexualities por pesquisadores da UFSC, UFPR, UFRGS, USP, IFRS e Unifesp faz uma série de recomendações aos serviços de saúde em aspectos sobre cuidados com pessoas LGBTI+ em durante a pandemia de Covid-19. Rodrigo Moretti, professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC e um dos autores da carta, ressalta que “esta revista é referência no campo de gênero e sexualidade. O artigo é produto de ampla parceria que tenho com outros pesquisadores do país, e acredito ser importante pela temática, a visibilidade que possa ser dada, já que não existem publicações nesse enfoque, nacionais ou internacionais para além dessa”.

A carta lembra da marginalização histórica deste segmente e alerta para a o pior por conta da pandemia. “A falta de inclusão de pessoas LGBTI + nas políticas e pesquisas públicas, bem como a visibilidade das especificidades da saúde, são mais agudas durante a pandemia. Os governos e serviços de saúde devem considerar as desigualdades LGBTI + em relação ao acesso e à saúde” (traduzido do inglês).

O documento faz oito recomendações aos governos, baseando-se nas evidências científicas contemporâneas, que incluem a visibilidade das pessoas LGBTI+ quando se coleta e monitora dados epidemiológicos; promoção de abordagens de saúde sem discriminação ou estigmatização.; apoio aos cuidados centrados na pessoa para lidar com o sofrimento psicológico das pessoas LGBTI +; apoio à saúde e os direitos sexuais e reprodutivos para as pessoas LGBTI+; reconhecimento de que a ‘LGBTI+ fobia’ afeta profundamente essa população por meio de abusos físicos, psicológicos, sexuais e econômicos; respeita  todos os direitos sexuais e reprodutivos, tanto aos indivíduos como às várias configurações familiares não tradicionais das pessoas LGBTI+; medidas de apoio e assistência aos LGBTI + mais marginalizados, particularmente aqueles com vulnerabilidades sociais adicionais; e garantia de assistência médica adequada a pessoas intersexuais e transgêneros em relação a suas peculiaridades clínicas e necessidades específicas de saúde, principalmente durante a pandemia.

Leia a carta completa, em inglês, aqui.

 

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Covid-19: UFSC coordena projeto em rede nacional que avaliará o cuidado de enfermagem

10/07/2020 11:42

Por meio de levantamentos documentais, questionários e entrevistas, uma rede de pesquisa multicêntrica nacional irá avaliar o cuidado de enfermagem a pacientes com Covid-19 em hospitais universitários brasileiros. Sob coordenação dos professores do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Alacoque Lorenzini Erdmann, também vice-reitora da instituição, e José Luís Guedes dos Santos, o projeto teve seu financiamento aprovado na categoria Atenção à Saúde da chamada Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Saúde (MS). A aprovação foi anunciada na última terça-feira, 7 de julho.

O trabalho envolve dez instituições (duas de cada região do país): além da UFSC, fazem parte as universidades federais de Santa Maria (UFSM), de São Paulo (Unifesp), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande do Norte (UFRN), da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), do Amazonas (UFAM), de Mato Grosso (UFMT) e de Mato Grosso do Sul (UFMS). Está prevista, ainda, uma parceria com a University of British Columbia, no Canadá.
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CNPq contempla projeto da UFSC, Unesc e Unisul para reabilitação de sobreviventes da Covid-19

09/07/2020 14:51

Um estudo com o objetivo de avaliar o impacto de um programa de reabilitação respiratória em sobreviventes da Covid-19 será coordenado por pesquisadores e profissionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Campus Araranguá, Hospital Regional Deputado Afonso Guizzo (HRA), Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc) e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). A proposta de pesquisa foi uma das vencedoras, anunciadas na terça-feira, dia 7 de julho, da chamada pública Pesquisa para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Intitulada RE2SCUE: REabilitação REspiratória – um estudo clínico randomizado, o projeto foi contemplada na categoria Atenção à Saúde, que apoia estudos que avaliem a atenção à saúde dos usuários dos sistemas de saúde (públicos e privados) nos três níveis de complexidade. O projeto terá como público-alvo os pacientes curados do novo coronavírus. “Pacientes após alta hospitalar de Covid-19 continuam com sérios problemas de saúde, com impacto negativo na qualidade de vida e retorno às atividades econômicas. A proposta é estudar a melhor forma de reabilitar estes pacientes, e acelerar o retorno ao trabalho e sociedade”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Ciências da Saúde (DCS) do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde (CTS) da UFSC Araranguá, Aderbal Silva Aguiar Júnior.

O projeto da pesquisa traz que a doença “resulta na diminuição das atividades da vida diária e qualidade de vida, acompanhada por diminuição da função física e mental”. Os pesquisadores argumentam que distúrbios respiratórios e inatividade física podem levar a doenças como síndrome da apraxia e infecções pulmonares. Portanto, para sobreviventes do Covid-19 que receberam alta hospitalar, a função respiratória melhorada é um fator importante na manutenção da qualidade de vida do paciente. E, em um cenário pós-pandemia de retorno integral às atividades econômicas, refletirá no menor custo às empresas e à União, por meio da diminuição dos afastamentos devido à enfermidade.
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Psicóloga fala sobre impactos da Covid-19 no luto e aponta caminhos para novo cenário

09/07/2020 10:25

A crise do coronavírus alterou muita coisa na rotina das pessoas e nas formas de organização da sociedade – dos encontros sociais ao trabalho, por exemplo – e um dos impactos apontado por um grupo de pesquisadoras foi a forma de lidar com a doença, o isolamento, a morte e o luto no contexto da pandemia. Em estudo intitulado “Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas”, elas mostram estes impactos e suas consequências.

A psicóloga do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), Letícia Macedo Gabarra, que assina o artigo juntamente com Maria Aparecida Crepaldi (Universidade Federal de Santa Catarina), Beatriz Schmidt (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Débora da Silva Noal  (Fiocruz) e Simone Dill Azeredo Bolze (Instituto Familiare), explica que a experiência do luto foi alterada pelas condições impostas pela Covid-19 e é preciso que os profissionais de Psicologia ofereçam suporte para ajudar as famílias a enfrentarem estas novas condições. No HU, os trâmites para os funerais são orientados pela equipe de Serviço Social, que faz parte da Unidade de Atenção Psicossocial, juntamente com a Psicologia.

Letícia Gabarra explica quais são as mudanças vivenciadas pelas famílias na experiência do luto dentro deste novo contexto e aponta alguns trabalhos que são desenvolvidos no HU dentro desta realidade.

O artigo “Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas” trata de lidar com a morte de pessoas próximas no contexto da pandemia. No que isso difere de demais casos de luto? Que demandas surgiram nos últimos meses e que não existiam antes?

No momento atual, o luto é vivido de forma muito reservada, com poucas possibilidades de contatos pessoais para receber suporte e apoio. Mesmo para os casos de lutos não relacionados à Covid há restrições, tanto durante as internações quanto para os velamentos. Atualmente, os hospitais proibiram a visitação de familiares nas enfermarias e UTI, e isso impossibilita a família acompanhar presencialmente o seu ente querido. Assim, nas UTIs as informações são passadas pela equipe por telefone e, quando possível, realizadas visitas virtuais. Porém, o contato físico e a visita presencial deixaram de existir nesse momento da despedida, podendo dificultar a elaboração do luto. As famílias procuram o Serviço de Psicologia muito angustiadas, com muita ansiedade e tristeza frente à impossibilidade de acompanhar de perto a internação e o falecimento.

As situações de velório ficaram mais curtas e com número limitado de pessoas, dificultando aos enlutados vivenciarem esse ritual e receber suporte social de amigos e familiares, como estavam acostumados em nossa sociedade. Nos casos de falecimento com diagnóstico ou suspeita de Covid, as mudanças foram ainda maiores, com os caixões lacrados e não visualização do seu ente querido, e familiares em isolamento com diagnóstico ou suspeita de Covid que não podem participar das homenagens e despedidas, por medo de contaminar outras pessoas e ter mais perdas.

Que formas alternativas um profissional de saúde pode oferecer para a experiência do luto/terminalidade no contexto da Covid?

O contato telefônico da equipe de saúde com a família tem sido mais frequente, de forma que os profissionais têm oferecido escuta e apoio nessas interações.  O Serviço de Psicologia tem realizado a visita virtual quando possível para que a família e o paciente tenham contato através da tecnologia. Disponibilizamos às famílias a possibilidade de envio de áudios e vídeos para o paciente, inclusive para pessoas intubadas, sedadas, e em situações de terminalidade. Compreendemos que as famílias se beneficiam e se sentem mais próximas do seu ente querido ao poder enviar mensagens, ter uma despedida de uma nova forma, poder agradecer, pedir desculpas e desculpar, resolver questões não resolvidas ou não ditas previamente. Fazemos atendimentos psicológicos por telefone, nos quais realizamos diversas intervenções: a preparação para a possibilidade de perda, sensibilizamos para comunicação intrafamiliar sobre o adoecimento e morte para favorecer o apoio mútuo, estimulamos a expressão dos sentimentos relacionados com o luto, oferecemos suporte psicológico, orientamos rituais de despedidas.

Uma das características do brasileiro é justamente a valorização do contato humano, do abraço, do carinho físico, e os meios virtuais, supostamente, são exatamente o contrário: mais frios, sem interação física. Como sugerir a substituição de uma interação entre máquinas para compensar esta dificuldade de contato físico entre as pessoas numa situação de despedida?

Esse momento tem exigido de todos adaptações para podermos lidar da melhor forma com esse novo contexto. Assim, o uso de tecnologia, que poderia ser considerado algo frio e sem interação, passou a ser valorizado e transformou-se em uma interação com muito afeto entre as pessoas, uma forma de aproximação real apesar da distância física. Claro que não substitui o contato físico, mas oferece a possibilidade concreta de “estar junto” com o seu ente querido em situações delicadas como a internação, adoecimento e morte.
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Projetos de pesquisadores da UFSC são aprovados em chamada para enfrentamento da Covid-19

08/07/2020 10:05

Três projetos vinculados diretamente à Universidade Federal de Santa Catarina foram aprovados na chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) ‘Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves’, cujo resultado final foi divulgado na tarde desta terça-feira, 7 de julho. Outro projeto, da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), tem parceria com a UFSC.

A proposta “Desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19 baseada em BCG recombinante determinantes antigênicos das proteínas S e N de SARS-CoV-2”, de André Báfica (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia/UFSC), foi qualificada na categoria “Vacinas: desenvolvimento de vacinas preventivas e/ou terapêuticas”.

Os projetos “RE2SCUE: REabilitação Respiratória em Sobreviventes de Covid-19: um estudo clínico randomizado”, de Aderbal Silva Aguiar Junior (Departamento de Ciências da Saúde do Centro Araranguá/UFSC), e “Avaliação do cuidado de enfermagem a pacientes com Covid-19 em hospitais universitários brasileiros”, de Alacoque Lorenzini Erdmann (Departamento de Enfermagem), foram aprovados na categoria “Atenção à Saúde”.

Já o “Estudo prospectivo e multicêntrico dos fatores preditivos de mortalidade hospitalar e carga de doença da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, de Felipe Dal Pizzol foi aprovado no eixo “Avaliação da carga de doença”. Dal Pizzol é professor licenciado da UFSC, atualmente leciona na Unesc e tem parcerias firmadas com os departamentos de Clínica Médica (Roger Walz, Mariangela Pimentel Pincelli e Israel Maia), de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (Carlos Rodrigo Zárate-Bladés) e de Saúde Pública (Emil Kupek) da UFSC, além da UTI do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. Outros hospitais de Santa Catarina e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também são parceiros do estudo.

De 2.219 propostas foram escolhidas 90 pesquisas nas áreas de tratamento, vacinas, diagnósticos, patogênese e história natural da doença, carga da doença, atenção à saúde e prevenção e controle.

Lançada em abril, a chamada prevê o investimento de R$ 50 milhões: R$ 30 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 20 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (Decit/SCTIE).

O edital também conta com 50 instituições de ensino e pesquisa aprovadas. Das 90 propostas que serão apoiadas, a maior parte está no eixo de prevenção e controle da Covid-19, com 38 propostas, seguida pela Atenção à Saúde (17) e Patogênese e História da Doença (10). As cinco Regiões do país foram contempladas com projetos e 20 unidades da Federação possuem pelo menos um projeto apoiado.

Confira a íntegra dos resultados e projetos escolhidos.

Com informações do MCTI e CNPq.

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UFSC coordena desenvolvimento de vacina contra novo coronavírus

07/07/2020 18:54

O desenvolvimento de uma vacina contra o vírus SARS-CoV-2 será coordenado pelos pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  André Báfica e  Daniel Mansur, ambos do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. O financiamento foi aprovado na chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ‘Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves’, cujo resultado final foi divulgado na tarde desta terça-feira, 7 de julho. O projeto é uma parceria dos professores da UFSC com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de Cambridge (Inglaterra), o Instituto Butantan e Karolinska Institutet (Suécia).

A proposta é uma BCG recombinante: aproveitar a plataforma vacinal da BCG (uma vacina antiga e segura) para o novo coronavírus através da expressão de proteínas que induzam uma resposta imune efetiva contra o SARS-CoV-2 por mais tempo. “Um dos achados recentes na literatura (médica) é que as respostas imunes contra este vírus também envolvem linfócitos T, por exemplo, CD4 e CD8. Com a BCG recombinante, hipotetizamos que haverá indução deste tipo de resposta. Se isso for verdade, pensando lá no futuro, teríamos na mesma injeção uma vacina dupla, contra a tuberculose e contra a Covid-19, que as crianças tomam quando ainda estão no hospital. Claramente isto está muito longe. Estamos na parte inicial, desenhando os alvos do ponto de vista molecular”, explica Báfica. “Em conversa com colaboradores da Austrália, acabei de saber que a mistura da BCG com proteínas purificadas do SARS-Cov-2 aumenta a resposta imune contra o vírus. Estes dados preliminares indicam que estamos no caminho certo.”

A esperança é que os primeiros experimentos sejam realizados em janeiro. “Inicialmente, vamos trabalhar nos vetores vacinais. Essa primeira parte, construir a bactéria recombinante, demora cerca de seis meses para que fique pronto. Depois, é preciso testar se este protótipo de vacina induz uma resposta imune contra o coronavírus. Temos algumas formas de medir, como por exemplo se a vacina induz anticorpos neutralizantes contra os vírus que estão circulando em nossa região”, planeja o pesquisador.

Em paralelo a estas investigações, os pesquisadores irão se debruçar sobre a ciência básica na dinâmica da resposta imunológica: quais os anticorpos foram gerados e onde eles se encaixam. “Para o vírus entrar na célula humana, ele precisa de um receptor, um espécie de encaixe molecular. O que queremos com uma vacina? Que os anticorpos impeçam este encaixe, para que não infecte a célula. Os anticorpos neutralizantes têm uma alta afinidade contra estas proteínas do vírus”, exemplifica Báfica. “O pró da BCG é ser uma vacina administrada em 500 milhões de pessoas por ano, no mundo inteiro. Se a primeira meta do projeto funcionar de acordo com o plano, a vacina vai expressar proteínas do vírus, num  vetor seguro, e, segundo nossa hipótese, induzirá uma resposta de células T mais eficientes do que alguns dos vetores que estão circulando por aí. Mas para saber de fato, precisamos testar, ciência é isso”, indica o professor.
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UFSC sobe para a nona posição entre as melhores universidades da América Latina

07/07/2020 14:48

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) subiu da 12ª para a nona posição no ranking elaborado pelo THE (Times Higher Education). Dentre as dez melhores universidades da América Latina, a UFSC é a terceira melhor instituição federal brasileira, atrás apenas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), empatadas na quinta colocação. A notícia foi divulgada pelo Portal UOL nesta terça-feira, 7 de julho.

O Brasil possui no ranking, sete das 10 melhores universidades da América Latina. Em 2019, eram seis. Dentre as brasileiras, a UFSC é a única da região Sul.

“Desde o início da gestão, nosso trabalho sempre foi voltado à melhoria da qualidade da UFSC. E isso, em um ambiente de restrições e reduções orçamentárias e de ataques às universidades. Nunca tive dúvidas da capacidade de nossos docentes, da dedicação de nossos técnicos e da competência da UFSC na pesquisa, no ensino e na extensão. Estamos, todos, com muito orgulho deste crescimento”, ressaltou o reitor Ubaldo Cesar Balthazar.
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‘A UFSC e a ditadura militar’ é tema de exposição virtual

06/07/2020 07:00

Mapa interativo permite localizar eventos de acordo com o período.

Tem início nesta segunda-feira, 6 de julho, a exposição virtual “A UFSC e a ditadura militar: fatos e personagens“, que apresenta um mapa do município de Florianópolis onde é possível explorar o local e o momento de acontecimentos marcantes durante o período da ditadura militar que assolou o país de 1964 a 1985. Desenvolvida pelo Instituto de Memória de Direitos Humanos (IMDH) e pelo curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a exposição dá destaque ao movimento estudantil e sua resistência ao regime. Protestos, resistência, prisões e tortura de estudantes, professores e civis que lutaram contra a repressão até a queda do regime militar são apresentados em mapa interativo com notícias da época e depoimentos. Para visitar a exposição virtual, acesse o link abaixo:

Exposição virtual ‘A UFSC e a ditadura’

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Programa Emergencial de Inclusão Digital cadastra estudantes para acesso a equipamentos e Internet

04/07/2020 08:15

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) informa que está recebendo, desde o dia 1º de julho, os cadastros prévios de estudantes de graduação, de pós-graduação stricto sensu, e de ensino fundamental e médio do Colégio de Aplicação da UFSC. O Programa é regulamentado pelo Edital nº10/2020 e tem o objetivo de identificar os estudantes que necessitam de apoio quanto ao acesso a equipamentos de informática e à Internet.

Para ser atendido, o estudante deve cadastrar-se por meio do link https://beneficiosprae.sistemas.ufsc.br/,  na seção Registro de Inclusão Digital – Pandemia COVID-19, aba Registro Prévio, Inclusão Digital.

Dúvidas Frequentes

A Prae preparou uma página com perguntas frequentes acerca do edital, com orientações sobre as próximas etapas para o acesso, condições, informações para o pagamento do auxílio, etc.

 

Avisos por SMS

A UFSC enviará mensagens de aviso via SMS aos telefones celulares cadastrados pelos estudantes. A intenção é alcançar o maior número possível de usuários que porventura não possuam acesso a computadores e à internet. A Prae, esclarece, no entanto, que, por motivos de segurança, é importante que o preenchimento do cadastro seja feito via Internet.

 

Mais informações:
https://prae.ufsc.br/

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Hospital Universitário recebe novos profissionais para combate à Covid-19

03/07/2020 14:54

O Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) iniciou o mês de julho com a integração de 13 novos profissionais contratados em regime emergencial para o combate à pandemia da Covid-19. Com mais esta equipe, que começou a trabalhar na sexta-feira, 3, já foram integrados, no total, 71 colaboradores dentro deste processo. Além destas contratações em caráter temporário e emergencial, já foram convocados três candidatos efetivos de um concurso nacional.
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Empresa júnior de Sistemas de Informação e Ciências da Computação promove ‘Pixel Init’

03/07/2020 10:43

A Pixel, empresa júnior de Sistemas de Informação e Ciências da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove mais uma edição de seu evento de tecnologia, Pixel Init, neste mês de julho. Além de palestras com profissionais renomados, será realizado o Pixelthon!, uma espécie de hackathon, sem programação, para os grupos concorrerem a prêmios com a apresentação de soluções tecnológicas criadas com auxílio de mentores.

A programação prevê eventos às quintas-feiras, nos dias 9, 16 e 23. A primeira edição ocorreu em 2019.2 e foi realizada de modo presencial. Agora, na sua versão 100% remota, o Pixel Init busca reunir três âmbitos: técnico, acadêmico e as tendências do mercado de TI no Brasil e no mundo.

Entre os palestrantes estão profissionais da área, pesquisadores e intelectuais, ou empreendedores do mercado de TI. A organização descreve a iniciativa como uma “possibilidade de contato com diversos profissionais da região de Florianópolis e de todo Brasil para trocar informações e experiências de trabalho”.

Mais informações e inscrições no endereço pixelinit.ejpixel.com.br

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Grupo de pesquisa da UFSC lança livro infantil sobre ‘formigas zumbis’ no Dia Nacional da Ciência

02/07/2020 15:00

Formigas zumbis estão entre os temas de livro lançado no próximo dia 8 de julho. Foto: Felipe Bittencourt

O grupo de pesquisa MIND.Funga (Monitoring and Inventorying Neotropical Diversity of Fungi), coordenado pelo Laboratório de Micologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fará o lançamento on-line do livro infantil A descoberta nas pequenas coisas, no próximo dia 8 de julho, data em que é comemorado o Dia Nacional do Pesquisador e o Dia Nacional da Ciência. A obra foi concebida como parte dos estudos sobre a diversidade de fungos encontrada no Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici, na serra catarinense.

> Clique AQUI para acessar a obra no repositório institucional da UFSC

Um dos temas do livro são as chamadas ‘formigas zumbis’, encontradas nas matas nebulares da Serra. De acordo com os pesquisadores, um fungo ‘usa’ as formigas para completar seu ciclo de vida. “Este fungo ataca e controla o comportamento das formigas. Na verdade, ele faz com que a formiga procure um local específico para morrer, um local que seria perfeito para o fungo liberar os seus esporos e contaminar outras formigas na floresta”, explica o professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, doutor em Biologia de Fungos. Ele assina a autoria do livro com Cauê Azevedo Tomaz Oliveira e Weslley Ribeiro Nardes.
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HU anuncia novas regras para acompanhantes na maternidade durante a pandemia

02/07/2020 13:32

Profissional examina bebê. Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC antes da pandemia

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) anunciou novas medidas, válidas desde o dia 2 deste mês, para acompanhantes e doulas na maternidade. A mudança objetiva garantir a segurança das mães e dos bebês, devido ao aumento de casos de Covid-19 no Estado, e atende recomendações técnicas das Sociedades Catarinense de Pediatria, de Obstetrícia e Ginecologia e da Associação Catarinense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

De acordo com as novas regras do Hospital, está permitida a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Esse acompanhante é de escolha da parturiente, mas deve residir em seu domicílio, ter entre 18 e 59 anos, não possuir doenças crônicas, estar assintomático e não ter contato domiciliar com pessoas com síndrome gripal ou infecção respiratória comprovada por SARS-CoV-2.
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Partículas do novo coronavírus são descobertas em amostra do esgoto de Florianópolis de novembro de 2019

02/07/2020 08:12

Partículas do novo coronavírus, SARS-CoV-2, foram encontradas em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil. A descoberta é descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub. Assinam o pré-print do artigo Gislaine Fongaro (Laboratório de Virologia Aplicada – LVA/UFSC), Patrícia Hermes Stoco (Laboratório de Protozoologia/UFSC), Dóris Sobral Marques Souza (LVA-UFSC), Edmundo Carlos Grisard (Laboratório de Protozoologia/UFSC), Maria Elisa Magri (Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental), Paula Rogovski (LVA/UFSC), Marcos André Schörner (Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia/LBMMS/UFSC), Fernando Hartmann Barazzetti (LBMMS/UFSC), Ana Paula Christoff (BiomeHub), Luiz Felipe Valter de Oliveira (BiomeHub), Maria Luiza Bazzo (LBMMS/UFSC), Glauber Wagner (Laboratório de Bioinformática/UFSC), Marta Hernández (Seção de Microbiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Burgos) e David Rodriguez-Lázaro (Seção de Microbiologia/Burgos). Uma versão preliminar do artigo foi distribuída pelo site MedRxiv.

A professora da UFSC Gislaine Fongaro explica que amostras de esgoto do final de outubro até o início de março foram analisadas. “Acessamos amostras congeladas do esgoto bruto para investigar o material como ferramenta epidemiológica”, afirma a pesquisadora. Até agora, é o relato da primeira presença confirmada do vírus nas Américas. Gislaine lembra que estudos semelhantes encontraram o SAR-CoV-2 no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália no início de dezembro, antes do vírus ser descrito em 31 de dezembro de 2019.

Testes RT-PCR são muito sensíveis e foram realizadas em amostras colhidas do esgoto de Florianópolis em 27 de novembro de 2019. Foto: LVA/UFSC

Para o estudo, diversos departamentos da UFSC foram acionados. “É um trabalho do LVA, com parcerias interlaboratoriais. Ficamos um pouco desconfiados com os primeiros resultados, mas a gente repetiu todos os dados, fazendo testes no laboratório do Hospital Universitário, e rastreamos o genoma do vírus”, salienta a professora. “Tivemos o cuidado de realizar um teste interlaboratorial, e não foi feito um único marcador viral, vários marcadores do vírus foram usados para reconfirmar. Estamos bem tranquilos quanto ao resultado”, indica.
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Curta-documentário aborda projeto de extensão com mulheres do Morro da Queimada

01/07/2020 10:40

O projeto #QuarentenaArteUFSC apresenta o curta-documental Queimadas de Estrelas. A produção traz os depoimentos de mulheres da Comunidade do Morro da Queimada, participantes do projeto de extensão Oficinas de artes na Queimada:

A Comunidade do Morro da Queimada caracteriza-se como um local habitado por pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiárias dos serviços assistenciais do município. Significativa parcela da população e das famílias estão em situação de desemprego ou subemprego, com restrições de acesso à cultura, ao lazer, à educação, à saúde, ao transporte, ao emprego, à renda, à habitação e ao saneamento de qualidade. O projeto de extensão contempla famílias e indivíduos que correm riscos de violação dos direitos humanos ou que passam ou já passaram por situações de violação. Sua relevância reside em oportunizar espaços de escuta, acolhimento e encontros artísticos à população da comunidade do Morro da Queimada.
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Projeto Imagine estreia quarta temporada da série ‘Ciência na Pandemia’

30/06/2020 09:20

O Projeto Imagine, em parceria com professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), lançou a nova temporada da série de vídeos educacionais A Ciência na Pandemia. O foco desta quarta temporada será nas vacinas, sua relevância e como são desenvolvidas, inclusive contra Covid-19.

A temporada será conduzida pelos professores Aguinaldo Pinto e Carlos Zanetti e pela mestranda Monique Américo. O primeiro episódio traz um histórico das vacinações e está disponível no canal do Youtube do Projeto Imagine.

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Tags: CCBciência na pandemiacoronavírusCovid-19extensão coronavíruspandemiaProjeto ImaginesérieUFSC

Pesquisadores da UFSC desenvolvem alternativa em química sustentável e medicinal

29/06/2020 12:30

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do ABC e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul desenvolveu um método versátil e ambientalmente amigável de halogenação direta em compostos heterocíclicos para utilização na química medicinal, tanto para candidatos a fármacos como para fármacos já mundialmente estabelecidos. O artigo Trihaloisocyanuric acids in ethanol: an ecofriendly system for the regioselective halogenation of imidazo-heteroarenes é assinado por José Neto (Laboratório de Síntese de Derivados de Selênio e Telúrio – LabSelen/UFSC), Renata Balaguez (Departamento de Química/UFSC) , Marcelo  Franco (LabSelen/UFSC), Victor de Sá Machado (LabSelen/UFSC), Sumbal Saba (Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC), Jamal Rafique (Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Fábio  Galetto (Departamento de Química/UFSC) e Antonio Braga (Departamento de Química/UFSC) – Sumbal e Jamal são ex-alunos da Pós em Química da UFSC. 

O estudo foi publicado na capa da Green Chemistry, revista da Royal Society of Chemistry, do Reino Unido, cujo foco são pesquisas que tentam reduzir o impacto ambiental de empreendimentos químicos, desenvolvendo uma base de tecnologia inerentemente não-tóxica para os seres vivos e o meio ambiente, em artigos que devem conter uma comparação com os métodos existentes e demonstrar vantagens sobre eles.

A abordagem descrita no trabalho representa uma ferramenta útil e mais sustentável alternativa às metodologias já existentes. “Nós fazemos halogenação (introdução dos átomos de cloro, bromo e iodo) de forma direta (sem utilização de reagentes metálicos, bases e atmosfera inerte) a compostos heterocíclicos de forma ambientalmente amigável, ou seja, pouco agressiva ao meio ambiente”, explica José Neto, que faz estágio de pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Química da UFSC e é primeiro autor do e autor correspondente do artigo.
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Ação colaborativa incentiva a produção cultural durante o isolamento social

29/06/2020 12:28

Com a suspensão das aulas e das atividades artísticas na UFSC ocorrida no mês de março deste ano, em virtude das medidas de isolamento social para contenção do avanço da pandemia, a Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) desenvolveu a ação #QuatentenaArteUFSC.

A #QuarentenaArteUFSC é uma proposta colaborativa virtual que visa promover e divulgar nas plataformas digitais da SeCArte a produção artístico-cultural desenvolvida na UFSC pela comunidade universitária por meio da internet. A ação recebe diversas manifestações artísticas e culturais gratuitas, como teatro, música, dança, filmes, poesias, exposições, debates, entre outras modalidades, sejam em áudio, vídeo, imagens, lives ou textos.

Para participar basta enviar mensagem nas redes sociais da SeCArte: facebook.com/secarte.ufsc e instagram.com/secarte.ufsc, ou publicar a atividade artístico-cultural nas mesmas redes sociais com a hashtag #QuarentenaArteUFSC. Também é possível participar pelo e-mail secarte@contato.ufsc.br.

A Quarentena Arte UFSC é uma ação colaborativa da SeCArte e da comunidade da UFSC. Através dela serão recebidas ações artísticas produzidas pelos discentes e servidores da UFSC e divulgadas nas redes sociais da Secretaria.

Serviço:

O quê: ação colaborativa #QuarentenaArteUFSC
Participe: facebook.com/secarte.ufsc | instagram.com/secarte.ufsc| secarte@contato.ufsc.br

Tags: #QuarentenaArteUFSCcoronavírusextensão coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programas de Pós-Graduação da UFSC têm autonomia para adoção da política de ações afirmativas

29/06/2020 10:00

Reunião da Câmara da PROPG debate política de ações afirmativas no próximo dia 2 de julho. Foto: Alissa De Leva/Unsplash

O último ato do ministro Abraham Weintraub à frente da pasta da Educação foi revogar a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que incentiva a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação nas universidades federais. A medida recebeu críticas do Congresso e foi alvo de despacho no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Advocacia-Geral da União se manifestasse sobre a ação. Poucos dias depois, o Ministério da Educação (MEC) tornou sem efeito a portaria publicada no dia 16 de junho.

A norma de 2016 amplia para além da graduação a política de ações afirmativas (PAA) estabelecida pela Lei nº 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, criada em 2012. Segundo a secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francis Solange Vieira Tourinho, se confirmada, a revogação da portaria nº 13/2016 não afetaria a continuidade de adoção de medidas deste âmbito na instituição. “Na prática, as Instituições Ensino Superior passariam a estar desobrigadas de apresentar propostas relativas à inclusão de PAA na pós-graduação. Além disso, cabe destacar que essas instituições têm autonomia para implantação e justificativa jurídica, conforme declaração do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade das políticas de ações afirmativas”, explica.

A UFSC possui hoje diversos programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu que apresentam vagas destinadas para ações afirmativas em seus editais de seleção: Antropologia Social, Direito, Ecologia, Educação, Educação Científica e Tecnológica (mestrado e doutorado); Enfermagem (mestrado e doutorado profissional); Engenharia de Sistemas Eletrônicos, Estudos da Tradução, Filosofia, Interdisciplinar de Ciências Humanas, Saúde Pública, Oceanografia (mestrado). Atualmente, cinco programas de mestrado e doutorado acadêmico estão em fase de estudo acerca do oferecimento dessas cotas: Enfermagem, Inglês, Nutrição, Psicologia e Biologia de Fungos, Algas e Plantas.

Cada programa possui autonomia para decidir quais grupos serão beneficiados e qual será o percentual de vagas destinadas. Além de negros, indígenas e pessoas com deficiência, a UFSC tem ações que contemplam estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, quilombolas, estrangeiros e refugiados humanitários, professores da rede pública, travestis, transexuais e transgêneros, estudantes beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), entre outros. De acordo com os editais de seleção, o candidato, no ato da inscrição, deve assinalar que deseja preencher uma das vagas de PAA e em qual categoria irá concorrer.

Levantamento realizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação

O mais recente levantamento feito pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), realizado em junho de 2018, constatou que, dentre os 49 programas de pós da UFSC que responderam à pesquisa, somente cinco adotavam à época a política de ações afirmativas (10,2% do total). Todos os cinco disponibilizavam vagas para negros; quatro deles para indígenas; e apenas um para pessoas com deficiência. Dentre os programas que oferecem vagas para negros, dois reservam 10% para estes candidatos, enquanto os outros três disponibilizam 5%, 15% e 20%.

Entre os dados apresentados na coleta de informações promovida pela PROPG, há o quantitativo de alunos, por raça, regularmente matriculados na pós-graduação stricto sensu da Universidade. A grande maioria – 77,7% – é formada por alunos que se autodeclaram brancos. Em seguida, aparecem as raças: parda (10,6%), preta (3,4%), amarela (1,2%) e indígena (0,2%). Cerca de 7% dos estudantes consultados optaram por não declarar sua raça. Um dos motivos citados no levantamento para a não adesão de programas à PPA é o fato de os cursos de graduação da Universidade já realizarem a reserva deste tipo de vaga.

A secretária Francis Tourinho, no entanto, considera que a adoção de ações afirmativas apenas na graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de um legado histórico de exclusão social, desigualdade estrutural, racismo estrutural e graves atitudes discriminatórias que se perpetuam no presente. “A universidade é um reflexo da sociedade em que está inserida. E vivemos em uma sociedade onde o caráter discriminatório traz como um dos maiores desafios o acesso, uma vez que este é elitizado e visto como uma conquista inerente ao conceito utilizado de meritocracia. A universidade cumpre um importante papel nesta disputa, destacando a sub-representação das populações excluídas, discriminadas e marginalizadas”, destaca.

Para a pró-reitora de Pós-Graduação da UFSC, Cristiane Derani, o maior desafio é a construção do entendimento do propósito das ações afirmativas junto a todos atores envolvidos na pós-graduação. “Às vezes as pessoas acham que, com a inserção de cotas no processo seletivo, haveria um afastamento daquilo que seria natural da pós-graduação, que é a seleção dos melhores. (…) Mas isso [a política de ações afirmativas] de modo algum fere os ideais da pós, que é a formação de alto nível, de grandes pesquisadores. Muito pelo contrário, cria espaço para um aumento da diversidade de pensamento, tão necessária para o arejamento das pesquisas e da inovação que são próprios da pós-graduação”.

O tema será uma das pautas na próxima reunião da Câmara da Pós-Graduação da UFSC, marcada para a próxima quinta-feira, dia 2 de julho. Os professores Luiz Mello e José Alexandre Diniz farão uma apresentação sobre a política de ações afirmativas dentro da pós-graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), pioneira na implantação de uma norma geral de cotas para a área, ainda em 2016. A pró-reitora Cristiane Derani esclarece que a reunião ocorre em um momento em que a Câmara discute alterações no Regimento Geral da Pós-Graduação. Algumas mudanças poderiam alterar as diretrizes para a política de ações afirmativas, independentemente da publicação de uma resolução específica sobre a matéria.

Derani salienta ainda que a questão das cotas está relacionada com o processo colonial de ocupação dos espaços políticos, educacionais e científicos do país. “Quando começamos a trabalhar com a cotas, começa a haver a ruptura desse espaço. Está sendo muito pedagógico fazer com que as pessoas que não estavam habituadas a conviver com a diversidade passassem a ver com mais proximidade a cara do Brasil. E trazendo isso para dentro do ensino superior, inclusive na pesquisa, você tem condições de dar respostas muito mais adequadas à nossa realidade. Isso a gente só consegue com diversidade e fazendo com que a Universidade seja realmente um microcosmo do que é a nossa sociedade”, afirma.

Fraudes são uma preocupação

De acordo com a secretária Francis Tourinho, uma das maiores preocupações referentes à política de ações afirmativas são as fraudes. Entre 2014 e 2017, devido a uma decisão do Conselho Universitário (CUn), a UFSC retirou a verificação das autodeclarações e dispensou o procedimento de heteroidentificação para as vagas de pretos, pardos e indígenas (PPI). Porém, há três anos, depois de uma pesquisa promovida pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade, observou-se o ingresso de um grande número de estudantes que não deveriam ser beneficiários por não pertencerem aos grupos étnicos específicos das cotas. Assim, em sessão realizada em julho de 2017, o CUn decidiu pelo retorno da heteroidentificação para as cotas PPI.

“O trabalho da UFSC desenvolvido nos processos de heteroidentificação (análise fenotípica) é pautado em leis específicas e tem organização e treinamento dos membros que participam das bancas, compostas por docentes, técnicos administrativos, discentes, membros do movimento negro externo à Universidade, com diversidade de gênero e étnica. A UFSC vem se destacando como modelo pelo seu protagonismo nas diversas modalidades de verificação que realiza: renda, pretos, pardos, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiências na graduação e atualmente nos demais grupos beneficiados nas cotas da pós-graduação”, finaliza a secretária Francis.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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Orgulho LGBTQIA+: a UFSC acolhe a diversidade

27/06/2020 22:01

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em todo o mundo em 28 de junho. Neste ano, a UFSC traz uma campanha institucional em suas redes sociais, com depoimentos colhidos pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGen) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad). São vídeos enviados por pessoas da comunidade da UFSC, com suas histórias e imagens para marcar esse dia de luta.

>> Assista ao vídeo de depoimentos de pessoas da comunidade LGBTQIA+ da UFSC

O 28 de junho é, para a comunidade LGBTQIA+, uma data de orgulho e de luta. Nesse dia, em 1969, ocorreu uma das maiores rebeliões civis da história. No Stonewall Inn, em Greenwich Village, na cidade de New York, Estados Unidos. Gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram a força policial durante a Rebelião de Stonewall (Stonewall Riot). O episódio durou seis dias, e foi uma resposta contra a ação arbitrária e preconceituosa do efetivo policial, que tinha como rotina a promoção de batidas e revistas de cunho humilhante nos bares e boates gays de New York.

Atualmente, o Movimento LGBTQIA+ abrange diversas orientações sexuais e identidades de gênero de modo que, mesmo sem uma organização central, promove diversas frentes de luta pelos direitos civis da comunidade.

Depoimentos

“Tenho muito orgulho de ser quem eu sou, orgulho da luta e de toda a resistência que a gente tem, principalmente dentro da UFSC, porque é muito difícil esse movimento. Cada dia que passa a gente está se fortalecendo cada vez mais” – Jessica, estudante de Museologia/UFSC

“Eu sinto muito orgulho de ser quem eu sou, especialmente por ser uma professora universitária que também atua no ensino básico e ajuda a mudar o contexto de que muitos dos meus e das minhas são expulsos da escola e não têm acesso à Educação”. – Ti, professora do Colégio de Aplicação/UFSC

“Não existe cura para o que não é doença, temos orgulho de sermos quem somos.” – Aurivar, psicólogo e estudante da UFSC

“Podemos viver em sociedade, em equidade e principalmente, em liberdade.” – Mariana, estudante de Serviço Social/UFSC

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Hospital Universitário orienta sobre atendimento de crianças com sintomas de Covid-19

26/06/2020 17:43
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) orienta que, a partir desta sexta-feira, 26 de junho, todos os casos de crianças com sintomas de covid-19 devem buscar atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), que é a unidade de referência estadual do atendimento pediátrico. Os principais sintomas são muito parecidos com os de adulto: febre, mal-estar, prostração alternada com irritação, dor de cabeça, dor de garganta, coriza clara e tosse seca. Algumas crianças também podem apresentar diarreia ou dor abdominal e nos quadros mais severos, dificuldade para respirar.

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Conselho Universitário debate relatório do Comitê de Combate à Covid-19 nesta sexta, 26

25/06/2020 15:11

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reúne-se em sessão on-line nesta sexta-feira, 26 de junho, a partir das 14h. A reunião aprecia o relatório e as propostas do Comitê de Combate à Covid-19 e seus subcomitês, instituídos em 12 de maio, e delibera sobre as ações a serem tomadas para a adequação das atividades da UFSC durante a pandemia. Nesta sexta-feira também haverá o desligamento de energia elétrica no campus da UFSC na Trindade, no entanto, vale ressaltar, a SeTIC garante que a falta de energia elétrica não irá afetar a sessão do CUn.

A sessão será transmitida ao vivo pelo Youtube, com a seguinte pauta:

1. Apresentação do relatório final elaborado pelo Comitê de Combate à Covid-19.

2. Propostas de encaminhamento da discussão de Resoluções junto ao Conselho Universitário.

3. Informes gerais.

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Entenda as propostas dos Subcomitês para a retomada das aulas na UFSC

25/06/2020 15:08

Há cerca de um mês a Administração Central da UFSC criou uma estrutura e anunciou um plano para definir, de forma democrática e participativa, as condições para a oferta de alternativas a atividades de ensino. Esse plano foi finalizado e começa a ser apreciado nesta semana pelo Conselho Universitário (CUn).

Realizar essa tarefa tem sido a meta de comitês e subcomitês, que reuniram-se dezenas de vezes, realizaram diagnósticos, análises e debates e apresentam agora o resultado dessa discussão: uma proposta para a retomada das aulas na UFSC enquanto a instituição combate a pandemia de Covid-19. As propostas estão delineadas no Relatório Completo que está sendo analisado e começa a ser discutido pelo CUn nesta sexta-feira, 26 de junho conforme anunciado pelo reitor Ubaldo Cesar Balthazar em entrevista

O plano traz princípios norteadores, propostas baseadas em dados epidemiológicos e em pesquisas realizadas com a comunidade. “É um caminho, criado de forma conjunta, a ser seguido nos próximos meses. Ele prevê a volta das atividades de ensino, só que de forma flexível, e não presencial, com oportunidades de acesso às tecnologias para estudantes, professores e técnicos, e alternativas para que ninguém seja prejudicado”, explica o reitor.

“Eu sinto muito orgulho desse plano, e agradeço aos mais de cem professores, técnicos e estudantes que contribuíram com esse importante trabalho”, ressalta o reitor.

>> Assista ao vídeo com o reitor Ubaldo Cesar Balthazar sobre as propostas
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