Coperve emite comunicado sobre resultados de processos seletivos

13/05/2021 18:15

A Coperve informa que em virtude do atraso no processamento dos dados do Processos Seletivo 2021.1,  Suplementares Negros, Educação do Campo, Indígenas e Quilombolas e SiSU Complementar a divulgação do resultado dos mesmos se dará até o dia 20 de maio, impreterivelmente. Salientamos a necessidade de os candidatos ficarem atentos às informações publicadas no site de cada evento. Em caso de dúvida, entrar em contato com a Coperve pelo telefone (48) 3721-9951, de segunda a sexta das 9h às 13h e das 14h às 18h.

 

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Centro de Informação e Assistência Toxicológica completa 37 anos com marca de 263 mil atendimentos

13/05/2021 09:59

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) completa 37 anos no dia 14 de maio com a marca de 263 mil atendimentos de casos de intoxicação de 1984 a 2020, uma média anual de 7.305 casos, segundo dados divulgados pelos profissionais do serviço, que atuam em plantão de 24 horas no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh). O dia 14 de maio também é o Dia Estadual de Prevenção de Acidentes Tóxicos no Estado de Santa Catarina, instituído pela Lei 13.175 de 2004.

Os números se referem a casos de intoxicação por diversos agentes, como medicamentos, agrotóxicos, produtos veterinários, raticidas, produtos químicos industriais e de uso domiciliar, drogas de abuso, plantas tóxicas e envenenamentos por animais peçonhentos, já que o CIATox é um serviço de referência no Estado na área de Toxicologia, que iniciou suas atividades em maio de 1984.

O serviço é subordinado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SUR/SES/SC), mantendo cooperação técnica e parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o HU-UFSC, onde está localizado.

O CIATox/SC mantém um serviço de plantão permanente para informações específicas em caráter de urgência na área de Toxicologia Clínica aos profissionais de saúde, principalmente médicos da rede hospitalar e ambulatorial e de caráter educativo e preventivo à população em geral. Os atendimentos são feitos através de ligação gratuita pelo número 0800 643 5252.
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Imuniza Floripa: curso de Enfermagem da UFSC engaja-se na vacinação contra a Covid-19

12/05/2021 12:58

O dia 12 de maio marca o Dia da Enfermeira e do Enfermeiro. Esses profissionais, na linha de frente do combate à Covid-19, atuam em todas as frentes da atenção à saúde. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição onde se formam os profissionais de Enfermagem, e onde se oferecem programas de excelência na pós-graduação nessa área, existem, ainda, projetos de pesquisa e extensão que envolvem professores e estudantes no aprimoramento da profissão.

Um desses projetos, o Imuniza Floripa, hoje envolve, em média, 60 pessoas que participam dos esforços de vacinação contra a Covid-19 na capital do Estado. Lançado em março de 2021, o projeto tem parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, além do apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX). As principais linhas de trabalho do projeto são: a formação de estudantes para a vacinação – já foram capacitados 115 alunos no curso teórico e 50 alunos no curso prático em unidades de saúde; o trabalho ativo na vacinação, juntamente com os docentes e profissionais da Enfermagem – além de vacinar, os extensionistas fazem a triagem, busca ativa de quem não compareceu para a segunda dose, organização das listas de usuários, acompanhamento e registro, etc.; e a disseminação de informações, conscientização e combate à desinformação e fake news.

A coordenadora do curso de graduação em Enfermagem e que também é responsável pelo projeto, Felipa Rafaela Amadigi, vem organizando iniciativas de apoio à vacinação com professores e estudantes da UFSC desde 11 de fevereiro. Primeiramente inspirado na oferta de apoio aos colegas trabalhadores da saúde que estão sobrecarregados pelo trabalho na linha de frente, a iniciativa também tem importante impacto na ampliação da vacinação ao maior número de pessoas no menor tempo possível.

“A reação quando a gente aborda, é de muita esperança, principalmente de poder retornar às questões simples do dia-a-dia daquelas pessoas. É muita gratidão, se emocionam, choram, trazem relatos de perda de pessoas próximas para a Covid. E a gente se emociona junto, porque essa tem sido a realidade de todos nós!”, ressalta a enfermeira e professora Felipa.

>> Confira a matéria da TV UFSC sobre a Enfermagem UFSC na vacinação contra a Covid-19

A Semana da Enfermagem na UFSC ocorre de 11 a 20 de maio. Confira a programação completa.

 

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Secretário manifesta ao Conselho Universitário preocupação com bloqueio de recursos

12/05/2021 11:33

O secretário de Planejamento e Orçamento, Fernando Richartz, apresentou aos membros do Conselho Universitário (CUn) informações atualizadas sobre a situação orçamentária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nesta terça-feira, 11 de maio. De acordo com ele, além da redução significativa das verbas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual, há especial preocupação com um decreto do governo que bloqueia R$ 21,7 milhões do orçamento de custeio aprovado.

A lei orçamentária de 2021 foi sancionada apenas em 22 de abril deste ano, quando deveria ter sido aprovada até 31 de dezembro de 2020, explicou o secretário. Com isso, a Universidade enfrentou a indefinição dos limites de recursos para fazer o seu planejamento, além da liberação mensal de somente uma fração das verbas. “Chegou um momento no início do ano em que a UFSC ficou ameaçada de corte no fornecimento de energia”, revelou. O orçamento foi finalmente sancionado, mas ainda não foi publicado o decreto da programação financeira, que define os limites mensais que as instituições públicas poderão usar para fazer frente às despesas.

Fernando Richartz apresentou um histórico dos orçamentos da UFSC nos últimos seis anos que evidenciam a drástica redução de verbas destinadas à Universidade. O orçamento de custeio, usado para pagar despesas com fornecedores, água, luz e contratos terceirizados, por exemplo, que chegou a R$ 150,5 milhões em 2016, foi reduzido este ano a R$ 115,6 milhões. As verbas de capital, usadas para investimentos como a construção de prédios, compra de equipamentos e obras de infraestrutura, é de apenas R$ 2,9 milhões – chegou a ser R$ 56,1 milhões em 2015.

Mesmo após a significativa redução, os recursos para custeio não estão totalmente disponíveis para a Universidade. Dos R$ 115 milhões, R$ 69 milhões estão condicionados, isto é, dependem de uma autorização do Legislativo federal para serem liberados. Assim, apenas R$ 46,5 milhões estão efetivamente liberados neste momento para a UFSC fazer frente a todas as despesas de custeio. O Ministério da Educação (MEC) calcula que, sem a liberação dos valores condicionados, as universidades federais têm recursos para funcionar apenas até o mês de junho.
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Pesquisa da UFSC aponta que preservação da araucária é mais eficiente quando comunidades locais participam

11/05/2021 10:08

Fotos do acervo do pesquisador

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica da Universidade Federal de Santa Catarina aponta o manejo colaborativo como a estratégia mais eficiente para garantir a preservação e a sustentabilidade da Floresta das Araucárias, um dos principais ecossistemas presentes no sul e sudeste do Brasil. No artigo Collaborative management as a way to enhance Araucaria Forest resilience, publicado pela revista Perspectives in Ecology and Conservation, o doutorando do Programa de Pós-graduação em Ecologia, Mario Tagliari, apresenta dados que reforçam a perspectiva de que a interação entre comunidades locais e um determinado ecossistema pode resultar em um sistema resiliente. O trabalho faz parte da tese orientada pelo professor Nivaldo Peroni.

O estudo contou com 97 entrevistas de pequenos proprietários entre os estados do Sul do Brasil e uma região de São Paulo próxima a Serra da Mantiqueira para entender como ocorre o uso e manejo das árvores da espécie Araucaria angustifolia, popularmente conhecidas como araucária – a árvore do pinhão. A proposta era entender esta interação e construir um modelo teórico que contrastasse com um modelo clássico de preservação: o modelo top down, que utilliza as Unidades de Conservação e a legislação rigorosa como estratégia. Desta forma, o bottom-up incluiria comunidades locais que usam e manejam os recursos da Floresta de Araucárias por meio do conhecimento ecológico tradicional ou TEK – Traditional Ecological Knowledge.

O caminho para que o pesquisador chegasse a esse objeto de estudo está ligado a suas origens. Natural de Pato Branco, Paraná, ele cresceu acostumado com a paisagem da floresta das araucárias. Mas foi em 2012, depois que começou a estudar as variedades de pinhão na região de Urubici, que o contato com os pequenos agricultores lhe fez perceber pontos relevantes sobre a interação entre grupos humanos e uma das árvores mais tradicionais do Sul. “A principal espécie dessa mata é a Araucária, que não só caracteriza a paisagem como estrutura toda a biodiversidade que está abaixo dela, além de ser fundamental para a subsistência de inúmeros pequenos agricultores na região”, explica.

Tagliari explica que, no caso da fauna, desde o homem até espécies de grande porte dependem do recurso quando a árvore produz o pinhão. “Cutia, veado-catingueiro, paca, macaco-prego, bugio-ruivo, gralha-azul; temos também o papagaio-roxo e o papagaio-charão que vêm na sua rota migratória em busca do pinhão. Trata-se de uma espécie-chave ecológica fundamental para a manutenção desse ecossistema, central para tudo”, pontua.

Estratégias de preservação podem gerar impasse

O pesquisador conta que essa centralidade para a biodiversidade local somada à exploração madeireira desordenada ao longo do século XX faz com que a Araucária seja protegida por políticas ambientais. Além das Unidades de Conservação, geridas pelo estado, e Reservas Particulares do Patrimônio Natural – áreas privadas cuja abrangência é integralmente voltada para a Conservação-, existem ainda as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanentes (APPs). A primeira refere-se à uma porcentagem obrigatória em áreas privadas destinadas à conservação, geralmente 20% na região da Floresta de Araucárias. Já as APPs são áreas com limites de uso e exploração que podem estar dentro de uma propriedade privada.

Conforme o estudo, nestas áreas privadas voltadas à conservação pode emergir um dilema envolvendo comunidades socioeconomicamente vulneráveis. “O impasse tende a ocorrer quando a legislação é rígida. Além das áreas obrigatórias destinadas à preservação da biodiversidade, as araucárias ainda pequenas podem ser cortadas em áreas cultiváveis para que depois não ‘atrapalhem’ o uso alternativo do solo, seja com cultura de alimentos, como milho e mandioca ou pecuária, já que são protegidas. Surge um impasse socioambiental e econômico porque essas pessoas têm um papel fundamental na preservação da espécie, mas ao mesmo tempo não são valorizadas pela manutenção da espécie”, explica.

Esse impasse só não seria maior devido à importância econômica do pinhão, que movimenta milhões de reais a partir do uso e manejo de mais de 8000 toneladas por ano. Na pesquisa, os autores também identificaram que o repasse proveniente da comercialização é menor na base da cadeia: ou seja, quem extrai e coleta é o grupo que menos recebe. “Curiosamente, o que as pessoas pouco sabem é que o pinhão que encontramos no mercado ou compramos na beira das estradas do RS, SC e PR é quase que inteiramente coletado via extrativismo”, comenta o doutorando. Isso significa que os pequenos agricultores ou coletores de pinhão desempenham um trabalho quase artesanal: escalam as araucárias, derrubam as pinhas – que são as estruturas que contêm os pinhões – e colhem manualmente as sementes boas para consumo.

O estudo registra que a legislação brasileira proíbe qualquer forma de extração de araucária, salvo raras exceções que permitem o manejo controlado. Além disso, as áreas estritamente protegidas podem excluir os povos locais e indígenas da participação na conservação da biodiversidade. Há, neste sentido, uma ‘barreira psicológica’ que pode motivar uma decisão com custo ambiental por parte dos proprietários de terras com araucária: ao mesmo tempo que a preservação é exigência legal, ela leva o pequeno produtor a se questionar sobre o quanto a manutenção da espécie pode inviabilizar outros usos da propriedade para sua subsistência.

Participação promove ganhos

O modelo teórico proposto pelo estudo utiliza as entrevistas que mapeiam o saber ecológico tradicional dos pequenos proprietários e um vasto repertório bibliográfico para entender qual a importância desses agentes para a manutenção das matas. “Estas estratégias, desenvolvidas em conjunto com grupos humanos locais por meio do compartilhamento de decisões entre governos, instituições e usuários de recursos, têm maior probabilidade de produzir benefícios para o sistema socioecológico como um todo”, anotam os cientistas, no texto do artigo.

No comparativo entre os dois modelos de preservação – sem e com a participação das comunidades, a análise conclui que sem a participação é possível que se crie barreiras entre grupos humanos e a prioridade de preservação, além da perda do saber local e da resiliência socioecológica. Com isso, o sistema também continua vulnerável a pressões externas, como o desmatamento, ou até mesmo ineficaz frente às mudanças climáticas.

Em contrapartida, benefícios do manejo colaborativo podem resultar no comércio de pinhão sustentável, no turismo sustentável e em modelos que utilizem Programas de Pagamento por Serviços Ambientais, nos quais grupos de pequenos agricultores possam ser compensados pela manutenção dos remanescentes da floresta. “Acredita-se que até 33% dos remanescentes de toda a Floresta de Araucárias estejam nas Reservas Legais, enquanto apenas 10% estejam inseridos em Unidades de Conservação e Reservas Particulares”, indica o pesquisador.

Há, ainda, um potencial de conservação de remanescentes de Floresta com Araucária nas propriedades rurais com a possível recuperação e expansão de Florestas de Araucárias. “Nosso modelo tenta prever como seria para a mata a possibilidade de um manejo colaborativo. Manter a floresta preservada e o conhecimento tradicional dos pequenos proprietários gera um feedback positivo, fazendo com que a floresta cresça e se expanda, como indígenas fizeram com essa floresta no passado, devido à forte relação entre os assentamentos indígenas e o consumo do pinhão”.

Para estes modelos, entretanto, é necessário que se pense em políticas ambientais que incluam os produtores e a comunidade nas áreas de ocorrência da Floresta de Araucárias. “Estratégias de conservação apenas restritivas devem ser balanceadas com o manejo colaborativo, onde as limitações de um modelo possam ser amparadas pelas qualidades de outro, pois ambos modelos não são excludentes, mas sim complementares”, conclui.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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Propesq recebe inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência

10/05/2021 17:34

Estão abertas, até 8 de junho, as inscrições para o Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A premiação visa estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, bem como inspirar a comunidade científica interna e externa nas diferentes áreas do conhecimento e contribuir para diminuir a assimetria de gênero na ciência. 

Podem propor indicações as próprias mulheres interessadas em concorrer, departamentos ou programas de pós-graduação da UFSC e orientandos atuais ou anteriores da pesquisadora. São contempladas três categorias: Júnior, para pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da UFSC após 31 de dezembro de 2013; Plena, para as que ingressaram entre 31 de dezembro de 2000 e 31 de dezembro de 2013; e Sênior, para aquelas que ingressaram antes de 31 de dezembro de 2000. As vencedoras receberão um diploma e terão um vídeo realizado pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) para divulgação científica. A produção também comporá a galeria de destaques na ciência da Propesq.

O regulamento e o formulário para inscrições estão disponíveis no site da premiação.

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Nota técnica reforça posição contrária à recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

10/05/2021 12:20

O projeto Ecoando Sustentabilidade divulgou nota técnica reforçando posição contrária ao processo de recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo apresentado nos moldes atuais. “Considerando o que de melhor foi produzido pela ciência até o presente momento, conteúdos estes debatidos no canal Ecoando Sustentabilidade nos dias 23 de abril e 07 de maio do presente ano, é fundamental a observância dos princípios da precaução, prevenção e do não retrocesso, e solicitamos que seja suspensa a tramitação do presente processo até que tenhamos estudos técnicos específicos, que possam dirimir dúvidas e reduzir os riscos de eventual processo de recategorização”.

De acordo com o documento, “reduzir, comprometer ou fragilizar o atual esforço de preservação representaria perdas importantes, que podem levar espécies que já estão ameaçadas de extinção ao seu colapso, considerando que a ReBio do Arvoredo representa o seu único refúgio consagrado em toda a província temperada-quente”.

O parecer também considera “os riscos que existem diante da perda de esforço para a conservação, considerando diferentes aspectos quali e quantitativos dos usos múltiplos que podem se estabelecer em um parque. Alertamos que este processo de discussão deve ser amplo e irrestrito, envolvendo diferentes atores que, direta ou indiretamente, dependem de nossa unidade de conservação, um bem comum”.

Confira a nota técnica completa aqui.

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Fortalezas da Ilha têm tombamento provisório assinado pela Fundação Catarinense de Cultura

10/05/2021 11:02

Duas fortalezas da Ilha de Santa Catarina tiveram seu tombamento provisório assinado sexta-feira, 7 de maio, pela presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Dolores Carolina Tomaselli, e pela diretora de Patrimônio Cultural da instituição, Lélia Pereira Nunes. Com isso, os patrimônios estão protegidos pela mesma legislação que garante a preservação daqueles definitivamente tombados. Nesta etapa, estão contempladas as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, localizada na Ilha de Anhatomirim, pertencentes ao município de Governador Celso Ramos; e a de Santo Antônio de Ratones, localizada na Ilha de Ratones Grande, em Florianópolis, ambas com parecer histórico favorável ao pleito.

O processo segue agora para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que detém a gestão das Fortalezas e é responsável por seu gerenciamento, guarda, manutenção e conservação. A UFSC tem 15 dias para se manifestar sobre o tombamento definitivo.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones são tombadas como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938, assim como outras construções originais do sistema defensivo criado na região no século XVIII. Ambas fazem parte da lista de 19 fortificações brasileiras candidatas a se tornarem Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“O tombamento estadual desses monumentos auxilia na candidatura internacional uma vez que um dos critérios para inscrição do bem como Patrimônio Mundial é o nível de proteção que possui. Assim, com diferentes esferas, entidades e instituições envolvidas na sua preservação, fica mais fácil proteger o patrimônio de descaracterização, abandonado ou dano”, observa Geisa Pereira Garcia, coordenadora das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/SECARTE).

A UFSC, que é a gestora da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones e da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, vem trabalhando em prol da candidatura a Patrimônio Mundial. Desde 2018, a UFSC faz parte do comitê catarinense, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que prepara as fortalezas para esse inédito reconhecimento internacional. Também fazem parte do comitê diferentes instituições, incluindo a própria FCC.

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

A Fortaleza de Santa Cruz está localizada na Ilha de Anhatomirim, hoje na área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Estrategicamente situada na entrada da Baía Norte, a fortaleza formava, no século XVIII, um dos vértices do sistema triangular de defesa idealizada pelo Brigadeiro José da Silva Paes.

Sua construção teve início em 1739 e se estendeu por vários anos. Sua arquitetura tem traços de influência renascentista. Os seus edifícios se distribuem de maneira esparsa por toda a ilha de Anhatomirim e suas espessas e baixas muralhas de pedra apenas conformam as antigas baterias de artilharia, deixando as construções descortinadas na paisagem. A maioria dos materiais utilizados na sua construção é da própria região com exceção feita aos elementos de cantaria e ao “lioz” – espécie de calcário branco português existente nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases dos canhões.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

A Fortaleza de Santo Antônio está localizada na ilha de Ratones Grande, na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Esta fortaleza configurava o terceiro vértice do triângulo de fogo idealizado pelo Brigadeiro José da Silva Paes. O início de sua construção ocorreu em 1740.

Texto: Assessoria de Comunicação/FCC com informações da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina/UFSC

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Cantora Anna Zechini se apresenta em Live do Projeto 12:30 na quarta-feira, 12 de maio

10/05/2021 09:49

O Projeto 12:30 recebe a cantora e compositora Anna Zechini em live pelo canal do Youtube na quarta-feira, 12 de maio. Essa será a segunda transmissão ao vivo realizada pelo Projeto 12:30 que, junto do “Talk Show 12:30”, integra as atividades quinzenais oferecidas em meio à pandemia, como forma de adaptação das apresentações aos meios virtuais.

Na live, o público terá a oportunidade de conhecer a trajetória da artista, entender suas influências musicais, além de poder interagir ao vivo com a cantora pelo chat da plataforma. Durante a transmissão do evento virtual, haverá também momentos para apreciar as músicas apresentadas ao vivo na versão voz e violão.

Cantora Anna Zechini. Foto: Daniel Hernandez Valencia

Anna Zechini

Anna Zechini é compositora, cantora, atriz, produtora e diretora catarinense, natural da cidade de Lages. Formada em Teatro pela UDESC e mestranda em História da Arte pela “Universidad de Antioquia” (Colômbia), começou a produzir suas músicas na cidade de Florianópolis, em 2017, em parceria com o multi instrumentista e produtor Arthur Boscato (Entrevero Instrumental).

Suas composições musicais tratam de temas como o amor, desamor e empoderamento feminino, mesclando ritmos latinos como a MPB, a cumbia e o bolero a sonoridades contemporâneas. Sua missão pessoal é incentivar o respeito à diversidade cultural, o empoderamento feminino e a valorização da produção local, com foco na criação artística latino-americana.
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Doutoranda da UFSC é premiada por projeto que pode antecipar casos graves da Covid-19 em pacientes

10/05/2021 08:55

A identificação de quadros graves da Covid-19 é tão necessária quanto imprevisível. O projeto de Franciele de Matos Morawski, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostra resultados promissores na realização de prognósticos que antecipam se o paciente irá desenvolver um quadro grave da doença. O projeto, intitulado Eletrodo biocompatível e biodegradável aplicado ao monitoramento de pacientes infectados com COVID-19, recebeu o prêmio de primeiro lugar na edição do Tech Women Paper Contest 2021 – Soluções e Inovação de Tecnologia em Sustentabilidade.

O método elaborado por ela é parecido com um glicosímetro: utiliza-se uma gota de sangue em contato com o sensor, que identifica por meio de correntes os níveis de interleucina-6 (IL-6) no sangue do paciente. “Os estudos têm demonstrado que os pacientes internados com Covid-19 apresentam uma elevação da interleucina-6 no sangue, principalmente quando eles evoluem para casos mais graves. Quando o paciente é internado, você conseguiria fazer uma avaliação desses níveis de interleucina-6 de uma maneira rápida e barata, com um sensor que possibilita o monitoramento da proteína em tempo real e, a partir disso, auxiliar a equipe médica para tomar decisões sobre manter o paciente em observação e fazer um maior acompanhamento”, afirma a pesquisadora.

O sensor é de fácil fabricação, além de ser biocompatível e biodegradável. Foram utilizados na sua construção a quitosana, proveniente da casca dos crustáceos, e um outro agente ligante verde para realizar a imobilização de um anticorpo no eletrodo, que irá reagir proporcionalmente com a quantidade de proteína IL-6 no sangue do paciente, o que garante uma alta eficiência. O prognóstico é disponibilizado em cerca de meia hora. “Os testes que temos disponíveis hoje não conseguem satisfazer as necessidades da equipe médica para conseguir visualizar o quadro e ministrar os remédios. Por exemplo, há um remédio que inibe o IL-6, que tem se mostrado promissor contra o Covid, que custa em média R$ 7 mil, mas se você não sabe se o paciente tem um nível elevado dessa proteína, não tem por que aplicar. Então, é preciso ter esse mapeamento: e só com um sensor em tempo real você consegue perceber”.

Esse mapeamento pode ser utilizado em pacientes positivados e que apresentam sintomas da doença. Inicialmente, o projeto, que começou a ser planejado em 2018, tinha como objetivo traçar o aumento do biomarcador inflamatório IL-6 como um biomarcador de câncer. Mas a proposta se tornou promissora para combater o coronavírus. Além de apresentar resultados mais rápidos do que o método ELISA – que se baseia em reações antígeno-anticorpo- , a utilização do eletrodo também é mais barata.

Com a aprovação do Comitê de Ética, o trabalho passa para a etapa científica final, em que será realizada uma parceria com o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), para comparar amostras de pacientes dosando a proteína IL-6 com os dois métodos citados.

Imagem de Francielle durante a premiação

O desenvolvimento da pesquisa de Franciele ocorreu sob orientação da professora Cristiane Jost, em parceria com o professor André Bafica do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, para desenvolver o trabalho aplicado na área de diagnóstico clínico. A partir dessa parceria, e em conjunto com a pós-doutoranda Greicy Dias, foi possível realizar os testes, ensaios clínicos e validação da pesquisa.

Durante a premiação da edição do Tech Woman Paper Contest, Franciele reconhece a importância de ter realizado seu trabalho sob orientação e colaboração de mulheres, demonstrando sua admiração e inspiração pelas participantes do evento. “Eventos que incentivam esse tipo de iniciativa e premiam mulheres que estão trabalhando com pesquisa e se dedicando acabam dando uma nova perspectiva para o nosso trabalho, como se fosse um combustível para continuar”.

Confira a premiação:

Luana Consoli/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC
Imagem de destaque:  fernando zhiminaicela por Pixabay 

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Pesquisas sobre bem-estar animal recebem premiação de instituição britânica

10/05/2021 08:08

Duas pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas foram selecionadas para receber o prêmio Animal Welfare Student Scholarship, da Federação de Universidades para o Bem-Estar Animal (UFAW). O prêmio de £2.400 irá possibilitar a realização dos estudos propostos pela mestranda Bianca Vandresen e pelo doutorando Giuliano Pereira de Barros. Os estudantes apresentarão os resultados dos seus projetos de pesquisa no encontro anual dos bolsistas a UFAW.

A UFAW é uma instituição de caridade sediada no Reino Unido que trabalha com a comunidade científica em todo o mundo para desenvolver e promover melhorias no bem-estar dos animais por meio de atividades científicas e educacionais. Com bolsas de estudo, a UFAW visa incentivar os alunos a desenvolverem seus interesses no bem-estar animal e fornecer-lhes a oportunidade de conduzir pesquisas relevantes ou outros projetos (por exemplo, educacionais).

O projeto de Bianca, Influence of human-animal interactions and cognitive bias on dairy heifers’ fear of humans (Influência de interações humano-animal e viés cognitivo no medo de novilhas à humanos), é realizado com a supervisão da professora Maria José Hötzel. Ele pretende compreender melhor como animais percebem e interpretam interações com humanos. “Na produção de leite os produtores interagem diariamente com as vacas, mas nós ainda não sabemos exatamente como as vacas percebem essas interações e como elas influenciam na relação humano-animal”, conta Bianca, integrante do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal (LETA).

Bianca, do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal. Foto: CCA/UFSC

A pesquisadora explica que irá investigar como a distância de fuga das vacas em relação a pessoas varia de acordo com a qualidade das interações humano-animal. “Vamos ter duas formas de interação ao longo do tempo: positiva – falar calmamente e manejá-las em silêncio, e aversiva – fazendo barulhos e falando alto”.

A ideia inicial é dividir os animais em dois grupos de doze; serão novilhas que ainda não foram ordenhadas para evitar influência nos resultados. Num deles, as interações serão positivas pelas primeiras duas semanas e, depois, a mesma pessoa muda para interações aversivas pelo mesmo período; o segundo grupo terá a ordem contrária, primeiro aversivo e depois positivo, pelo mesmo período de tempo. Os testes de distância de fuga serão feitos antes das interações começarem e no fim de cada tratamento.

Outro aspecto da pesquisa será apurar como o viés cognitivo dos animais pode influenciar nas percepções das interações humano-animal. “Animais como as vacas leiteiras têm traços individuais. Um desses traços se refere ao viés cognitivo, em que alguns animais se mostram mais ‘pessimistas’ e outros mais ‘otimistas’”, frisa Bianca. “Testes de viés cognitivo mostram que alguns eventos podem influenciar nisso, como após procedimentos dolorosos os animais se apresentam mais pessimistas quando apresentados a uma situação ambígua. Porém, outros estudos apontam que esses traços também podem ser características individuais do animal e que não se sabe ao certo como e porque se desenvolvem. No nosso estudo vamos investigar se, além da qualidade das interações humano-animal, essa característica de viés cognitivo também influencia em como as novilhas interpretam as relações com pessoas”, afirma a mestranda.
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Especialista do HU fala sobre cuidados nos encontros do Dia das Mães

07/05/2021 13:33

De todas as datas comemorativas, o Dia das Mães é um dos mais lembrados pelas famílias para reencontros, almoços em conjunto, reuniões familiares e abraços. Porém, no atual cenário é preciso tomar cuidados adicionais devido ao risco de contaminação pelo coronavírus, principalmente no caso de pessoas que não moram juntas. A enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Taise Klein, afirma que as pessoas terão de ser cautelosas e procurar formas de evitar a contaminação. “Encontros virtuais minimizam a saudade e a distância. No entanto, quando os encontros forem presenciais, a recomendação é que as pessoas sejam criativas, mantendo um ambiente seguro a todos”, afirma. 

Mesmo as pessoas que já receberam a vacina, como os idosos e profissionais de saúde, precisam manter os cuidados. “Há um prazo para que a pessoa esteja realmente imunizada, mesmo após a segunda dose da vacina. Além disso, a vacina não impede que a pessoa contraia o vírus, só reduz o risco de manifestar uma forma grave dessa doença. Assim, o risco de transmissão do vírus continua, e os cuidados precisam ser mantidos, afinal, pessoas vacinadas convivem com pessoas que ainda não foram vacinadas”, explica. 

Imagem de ivabalk por Pixabay

Conforme a especialista, a contaminação acontece na presença de pelo menos três elementos: o vírus, o meio de transmissão (contato físico, superfícies contaminadas) e a porta de entrada (que, no caso, pode ser a boca, o nariz ou os olhos). Por isso, as pessoas devem manter as mãos higienizadas e estimular as demais pessoas a fazerem o mesmo, quebrando essa cadeia. 

Em dias especiais como esse, quando as famílias se encontram, alguns cuidados adicionais minimizam o risco, como evitar o compartilhamento de copos ou outros utensílios domésticos, manter o uso de máscara inclusive no preparo das refeições, manter distanciamento de cerca de dois metros entre as pessoas e disponibilizar álcool em gel para que todos possam higienizar as mãos frequentemente. Pratos, talheres e copos não precisam ser descartáveis, mas não podem ser compartilhados. “Se possível, os encontros devem ser em ambientes ao ar livre ou em locais bem arejados, com janelas abertas”, sugere.  

Estas medidas são importantes para garantir a saúde de toda a família e das demais pessoas com quem os participantes convivem. “O melhor presente para as mães e para as famílias nos dias de hoje é o cuidado mútuo”, reforça a enfermeira.

Unidade de Comunicação do HU

Tags: coronavíruscuidados no dia das mãesDia das MãesHUvacina

Encontro nacional com participações internacionais reúne interessados em sustentabilidade integrada a projetos

07/05/2021 10:13

Conferência nacional com participações internacionais, o IX Encontro de Sustentabilidade em Projeto (ENSUS 2021) irá reunir professores, pesquisadores, técnicos, alunos e comunidade que buscam pela sustentabilidade integrada aos projetos e ao desenvolvimento de novos produtos, na Arquitetura, Engenharia, Design e áreas afins. Os encontros virtuais serão realizados nos dias 19, 20 e 21 de maio. Além disso, com a finalidade de reduzir a permanência ininterrupta dos participantes em frente as telas de seus computadores, a comissão organizadora decidiu pela realização de atividades também nos dias 28 de maio, 4 e 11 de junho. 

Confira a programação virtual.

Confira a programação de palestras e mesas-redondas:
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Tags: Encontro de Sustentabilidade em ProjetoENSUSEnsus 2021UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC seleciona ministrantes e tutores para cursos de capacitação

06/05/2021 18:19

 

O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (DDP/PRODEGESP) lançou uma chamada pública para selecionar ministrantes e tutores para os cursos de capacitação de 2021. As inscrições podem ser feitas entre 10 e 24 de maio por meio de formulário eletrônico divulgado na página do Portal da Capacitação.  

A chamada pública é voltada para servidores docentes e técnico-administrativos em educação pertencentes ao quadro da UFSC, que serão classificados por meio de três critérios: experiência profissional em instrutoria/tutoria de cursos/treinamentos de capacitação profissional ou educação formal; participação em cursos de aperfeiçoamento em área correlata à necessidade de desenvolvimento; e formação acadêmica. 

Este é o primeiro de uma série de editais que serão publicados ao longo do ano, cujo objetivo é a formação de Cadastro de Reserva de servidores aptos a atuarem nas ações de desenvolvimento coordenadas pela Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP/DDP/PRODEGESP).

Clique aqui para ter acesso ao edital. 

Clique aqui para ter acesso à portaria que estabeleceu critérios para a seleção de servidores. 

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Professores de PPG da UFSC estão entre os mais produtivos da área no Brasil

06/05/2021 11:58

Seis professores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Catarina estão entre os pesquisadores mais produtivos na área de Engenharia Química do Brasil entre 2010 e 2019. O levantamento considera o número total de publicações realizadas neste período  a partir da base de dados bibliográfica Scopus. O PósEnq é avaliado com nota máxima pela Capes, o que lhe garante o título de excelência na formação e produção acadêmica de cientistas. Além dele, os de Ciência e Engenharia de Materiais e Química também são avaliados com a nota 7.

A professora Débora de Oliveira, coordenadora do PósENQ, e o professor José Vladimir de Oliveira, que também atuam no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos (PPGEAL) estão entre os mais produtivos. Também fazem parte do quadro dos 50 pesquisadores mais produtivos na área os professores Pedro Henrique Hermes de Araújo, Selene Maria Arruda Guelli Ulson de Souza, Antônio Augusto Ulson de Souza e Claudia Sayer, todos vinculados ao Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos da UFSC.

O levantamento está disponível na plataforma SciVal, que apresenta uma série de métricas da produção científica, produzida pela Elsevier, empresa holandesa que agrega editora e soluções relacionadas à produção científica. Essas métricas, extraídas a partir da base de dados bibliográfica Scopus, agregam informações sobre o desempenho de instituições e cientistas em qualquer país do mundo. 

Para a pró-reitora de Pós-Graduação da UFSC, Cristiane Derani, trata-se de uma excelente notícia para a UFSC, considerando a nota máxima do PPG. “É um exemplo de como se constrói um PPG de nota 7”, comenta a professora, que lembra o reconhecido destaque dos PPGs da UFSC em volume de citações internacionais. “No ranking de 2019 fomos a primeira entre as universidades brasileiras mais citadas internacionalmente e isso é importante de se valorizar para toda a universidade”, diz.
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UFSC na mídia: reportagem na Nature destaca pesquisa de professora da UFSC

05/05/2021 17:25

Uma reportagem na seção de notícias da revista Nature ressalta a pesquisa da professora da UFSC Regina Rodrigues. Em “Aquecimento assola os oceanos – e as mudanças climáticas estão piorando” (em inglês), aponta-se que “ondas de calor marinhas repentinas podem devastar ecossistemas, e os cientistas estão lutando para prever quando ocorrerão”.

O texto lembra da seca que devastou colheitas e provocou uma crise hídrica em São Paulo no verão de 2013-2014:  “Quando Regina Rodrigues, uma oceanógrafa física da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, Brasil, começou a pesquisar os dados, ela descobriu que a seca e o aquecimento do oceano tinham uma causa comum: um sistema atmosférico de alta pressão que havia se situado sobre a porção sudeste do país durante grande parte do verão”. A reportagem continua com a explicação da pesquisa de Regina e sua esquipe sobre o fenômeno.

Confira o texto completo em inglês aqui.

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Pesquisa avalia sofrimento psíquico de estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC

05/05/2021 16:58

O sofrimento psíquico de acadêmicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é tema de uma pesquisa do Núcleo de Estudos em Sociologia, Filosofia e História das Ciências da Saúde (NESFHIS) da instituição. Coordenado pela professora Sandra Caponi, o estudo apresentou seus primeiros resultados, obtidos a partir de um questionário online respondido por 1.624 estudantes de graduação e pós-graduação no segundo semestre de 2020.

Entre as descobertas iniciais, destaca-se que mais de um quarto dos estudantes afirmou possuir algum diagnóstico psiquiátrico (26%) e quase um quinto assinalou que utiliza medicação psiquiátrica por prescrição médica (19,6%). Entretanto, muitos não sabem onde procurar ajuda ou conhecem os serviços de atendimento de apoio psicológico e pedagógico da universidade (a questão era de concordância, onde 1 significa que discorda totalmente e 5 quer dizer que concorda totalmente – a média entre os alunos foi 2,75).

A pesquisadora do NESFHIS Fabiola Stolf Brzozowski afirma que não é possível extrapolar os resultados para a comunidade de estudantes da UFSC, pois se tratou de uma amostragem por conveniência. “O questionário foi enviado por e-mail e quem teve interesse respondeu. A pesquisa atraiu pessoas predispostas a falarem sobre sofrimento psíquico, sofrimentos esses que vão além dos diagnósticos psiquiátricos. Estamos verificando isso com a segunda etapa da pesquisa, que está sendo realizada no momento, por meio de entrevistas semiestruturadas”, explica. Ela aponta que nessas entrevistas, “assim como apareceu também no questionário, fica claro que o sofrimento está muito relacionado com questões sociais e estruturais, que precisam ser discutidas dessa forma, não somente como uma questão psiquiátrica”.

A maioria dos acadêmicos que participaram da pesquisa se sente pressionada em seu curso (também uma questão de concordância e a média de respostas de 1 a 5 foi de 3,76) e, atualmente, estão se sentindo cansados, nervosos, tensos e preocupados (média de 4,17). Na pós-graduação, mais de 40% consideram excessivas as exigências de produção científica da sua área.

Um dado que chamou a atenção foi que mais de um terço dos respondentes (35,3%) assinalaram já terem se sentido discriminados dentro da universidade, principalmente por professores ou por colegas. Quase metade deles afirmaram já terem sofrido algum tipo de violência na UFSC (49,8%), com destaque para o machismo (17,1%) e para o assédio moral (10,2%).

Em relação à pandemia da Covid-19, quase todos os participantes (94,3%) relataram que essa situação impactou de algum modo sua saúde mental, com destaque para sentimentos de ansiedade, estresse e desânimo, sendo que muitos (51,5%) afirmaram terem alterado sua situação financeira após o início da pandemia.

A partir desses e de outros resultados revelados pela pesquisa, descreve nota do NESFHIS, “é possível ter um panorama geral e atual sobre a saúde mental dos estudantes da graduação e da pós-graduação, ao mesmo tempo que se constitui um valioso recurso para criar e recriar novas estratégias institucionais para atender e melhorar a saúde mental dos estudantes, promover espaços de humanização e experiência acadêmicas sadias e combater qualquer forma de discriminação e/ou violência que impeça o desenvolvimento pessoal e profissional do corpo discente da universidade”.

Mais informações na página do núcleo.

Confira abaixo os serviços que que abarcam a saúde mental em cada campus da UFSC:

Araranguá

Blumenau

Curitibanos

Florianópolis

Joinville

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UFSC aceitará matrícula condicional de estudantes aprovados em processos seletivos de 2021

05/05/2021 16:56

Estudantes aprovados em processos seletivos para ingresso em cursos de graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2021 poderão realizar a matrícula condicional. A possibilidade é assegurada a todos os candidatos classificados que tenham previsão de concluir o Ensino Médio antes da data de início do semestre letivo para o qual foram aprovados. A matrícula poderá ser feita por meio da apresentação de atestado ou declaração da instituição de ensino com a data provável de conclusão do ensino médio.

A matrícula condicional poderá ser feita por estudantes classificados em todos os processos seletivos da UFSC em 2021: do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que já iniciou a Etapa Documental de matrículas para os convocados em chamada regular e na segunda chamada; para o Processo Seletivo UFSC/2021, que está em fase final e cujos resultados serão divulgados no dia 14 de maio e para o Vestibular presencial que a UFSC planeja realizar em setembro (para ingresso às vagas do segundo semestre letivo), se as condições sanitárias à época permitirem.

Conforme Portaria Normativa emitida pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), as Coordenadorias dos cursos estão autorizadas a aceitar os atestados e declarações com data provável de conclusão do ensino médio em vez do certificado de conclusão exigido habitualmente. A data provável de conclusão do ensino médio deverá ser até 13 de junho de 2021 para os candidatos aprovados para o primeiro semestre letivo e até 24 de outubro para os estudantes aprovados para iniciar no segundo semestre letivo de 2021.

Conforme o Calendário Acadêmico da Graduação de 2021, o primeiro semestre letivo da graduação na UFSC começa em 14 de junho e o segundo semestre inicia em 25 de outubro. Se até estas datas os candidatos não apresentarem os documentos de conclusão do Ensino Médio, as Coordenadorias comunicarão ao Departamento de Administração Escolar (DAE) para cancelamento da matrícula condicional.

O professor Daniel Vasconcelos, pró-reitor de Graduação, explica que a Universidade recebeu pedidos de institutos federais e escolas públicas para que seus alunos pudessem realizar uma matrícula condicionada à apresentação posterior de documentos, uma vez que seus calendários escolares também foram alterados em razão da pandemia de Covid-19. A decisão da gestão foi de aceitar as declarações de provável formatura até um dia antes do início dos semestres letivos na UFSC. “Dessa forma, a Universidade cumpre todas as normativas e ao mesmo tempo possibilita que a comunidade de estudantes que foi afetada pela pandemia tenha também um espaço de liberdade para efetuar a sua matrícula na UFSC”, disse o pró-reitor.

 

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‘Movimenta UFSC em casa’: acompanhe cronograma mensal de atividades físicas

05/05/2021 15:53

Acadêmicos de graduação, pós-graduação e servidores docentes e técnicos administrativos da UFSC têm, agora, um cronograma mensal com sugestões de atividades físicas para serem executadas em casa. O Movimenta UFSC em casa tem o objetivo de fomentar a prática de atividade física da comunidade universitária e foi organizado pela Secretaria de Esporte (SESP), que sistematizou as sugestões para que possam ser incorporados na rotina diária. Os vídeos estão postados no canal do Youtube da SESP , com a sequência disponibilizada no Instagram.

Calendário sugere sequência. Exercícios estão no Youtube

De acordo com o secretário de esportes, professor Juliano Fernandes,  a prática de atividade física é um forte aliado para a manutenção de uma rotina saudável. Segundo ele, tão importante quanto a prática regular da atividade física é a escolha de locais seguros para a sua realização, evitando riscos desnecessários de contaminação pela Covid-19.

Os exercícios podem ser executados quatro vezes por semana. Para garantir a segurança, é importante que quem for executar as atividades tenha cuidados com mobília, pisos escorregadios, apoio em sacadas e janelas, vidros, crianças correndo ao seu redor, animais domésticos, entre outros. A cautela reforça o esforço para evitar o uso dos sistemas de saúde em momento de pandemia. Além disso, recomenda-se que  exercícios extenuantes e movimentos diferentes do que está acostumado sejam evitados.

Os locais de prática devem ser higienizados antes e após as atividades. É recomendável que se procure usar uma toalha ou outro objeto similar para os exercícios de alongamento no solo, além de realizar os exercícios em ambientes ventilados. O cronograma está disponível no Instagram @sesp ufsc e quem tiver dúvidas pode entrar em contato pelo mesmo canal.

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Pesquisadoras do Núcleo de Estudos em Economia Feminista da UFSC estimulam reflexão sobre realidade da mulher

05/05/2021 14:06

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Desemprego, desalento – fenômeno em que ocorre a desistência da procura por um emprego por conta da falta de perspectiva – e informalidade, por um lado. Acúmulo de tarefas dentro e fora do lar, por outro. Em meio a um cenário de pandemia e crise econômica e social no país, pensar a realidade das mulheres tornou-se uma tarefa cada vez mais complexa, daí a necessidade de fazê-la objeto de estudo. O Núcleo de Estudos em Economia Feminista da Universidade Federal de Santa Catarina (NEEF), ativo desde o ano passado, traz à tona a questão apostando na interdisciplinaridade e na “crítica aos limites do que tradicionalmente é considerado ‘econômico”.

A explicação da professora Liana Bohn, uma das líderes do grupo ao lado da professora Brena Paula Magno Fernandez, vem acompanhada de dados que parecem reforçar a importância de se refletir sobre o assunto a partir do próprio contexto da pandemia de Covid-19: segundo pesquisa da Sempreviva Organização Feminista, 50% das mulheres do país passaram a cuidar de alguém na pandemia e 72% afirmam ter sido necessário ampliar o monitoramento e a companhia de pessoas. “Para as que mantiveram seus empregos, há aquelas inseridas em atividades com a possibilidade de adotar o home office, que sentem fortemente a sobreposição das demandas de cuidado acumuladas. Entretanto, muitas atividades, no setor de saúde e no comércio de produtos essenciais, possuem uma participação feminina muito alta e se mantiveram presenciais. Além da exposição ao vírus, essas mulheres tiveram que rearranjar as atividades de cuidado ampliadas pela falta de escolas”, reflete. 

O desafio de pensar nestas e em outras questões relacionadas à economia feminista não é recente para as lideres do núcleo. A professora Brena lembra que essa história começou em 2005, durante um pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Um dos trabalhos que ela executou, na época, foi premiado no 3° Prêmio Construindo Igualdade entre os Gêneros, do Ministério da Ciência e Tecnologia/CNPq. Em 2017, a parceria com Liana começou a render outros frutos que resultaram na fundação do grupo. “A criação do NEEF foi um desdobramento natural de pesquisas que já vínhamos desenvolvendo há muitos anos e que ambas julgávamos de extrema relevância tanto teórica quanto empírica, muito tempo antes de o tema se tornar ‘moda’ na academia”, explica.

O NEEF também foi o primeiro grupo de pesquisa do CNPq sediado em um departamento de Economia de uma universidade federal. A disciplina de Economia Feminista, pioneira no Brasil, passou a ser oferecida neste semestre e ministrada pela professora Liana. “A Economia Feminista é uma área de fronteira do conhecimento, dedicando-se a desvelar as questões de gênero que estão presentes na economia, mas que encontram-se invizibilizadas seja pelas correntes hegemônicas, seja por aquelas ditas críticas ou heterodoxas”, pontua Brena. Questões sobre problemas específicos relacionados às mulheres, à posição subordinada no mercado de trabalho, ao trabalho invisível e à dupla jornada fazem parte dos interesses do grupo. “O nosso foco é colocar em evidência estes problemas tratando-os com o melhor instrumental teórico-analítico possível”. 

Crítica com amplitude

O núcleo, que conta com quatro professoras e nove estudantes voluntárias de graduação e pós, está ativo na organização de debates e na divulgação da sua proposta. Com o Doses de economia feminista, promoveram uma sequência de palestras sobre temáticas como o feminismo decolonial e economia do cuidado. “Os novos desafios estão chegando com velocidade maior nesse momento em que o Brasil parece ter ‘despertado’ para o tema”, pontua Brena. “Então, o grupo acaba assumindo uma função de divulgar com seriedade os temas analisados, assim como as teorias, para que estas possam ser debatidas de forma mais plural e menos preconceituosa”, completa Liana.

Ela explica que a economia feminista critica os limites do que é considerado ‘econômico’ na tradição porque essa definição não contempla aspectos importantes para a sustentabilidade da vida, como as atividades de cuidado e os serviços ambientais, por exemplo. 

A professora reforça, ainda, que a corrente ainda é incipiente, “distante de fórmulas prontas para a solução dos problemas que a economia tradicional julga serem os mais relevantes”. Isso ocorre justamente porque a reflexão sobre esses problemas tende a exigir maior amplitude. “Essa perspectiva tem por finalidade destacar que quaisquer medidas promovem impactos diferenciados sobre os sujeitos da economia – a partir do gênero, da raça, da classe e de outros marcadores sociais”. Quando não se faz esse movimento, ela explica, é possível que se comenta erros de pensar estratégias voltadas apenas à economia, sem que se atente de que a eficiência pode ser conquistada às custas do aumento do peso do trabalho de cuidado não remunerado e feminizado.

Amanda Miranda/Agecom/UFSC

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Higienização das mãos pode salvar vidas, alerta campanha divulgada pelo HU

05/05/2021 13:29

 

Vinte segundos que salvam vidas. Este é o recado dos profissionais do serviço de controle de infecção hospitalar para divulgar a campanha do Dia Mundial de Higienização das Mãos, comemorado em 5 de maio. Os vinte segundos se referem ao tempo mínimo que deve ser dedicado para friccionar as mãos usando o álcool em gel para a higienização das mãos, segundo estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No caso de lavar as mãos com água e sabão, estudos indicam que o tempo mínimo é de 30 a 40 segundos.

O objetivo do dia 5 de Maio é estimular os profissionais de saúde a desenvolver ações que reforcem a adesão à prática de higienizar as mãos como medida essencial para prevenção e controle de infecções, e ganha uma importância ainda maior no cenário da pandemia.

No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) estas ações são desenvolvidas pelo Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, que desenvolve iniciativas permanentes sobre o tema. Nesta quarta-feira, uma equipe vai visitar os setores do hospital, e os próprios profissionais do setor vão se fantasiar de frasco de álcool e seringa, para chamar atenção do público. “Trata-se de um momento lúdico, no qual é passada a mensagem de forma objetiva e séria, pois a correta higienização das mãos é considerada um procedimento barato e efetivo para evitar a transmissão de doenças, como a Covid-19”, disse e enfermeira Taise Klein, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), lembrando que, além das fantasias haverá distribuição de bisnagas de álcool que foram fornecidas pelo Setor de Farmácia Hospitalar do HU para a campanha.
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Série ‘Minutos Musicais’ apresenta Sonata ao Luar na interpretação do pianista Pablo Rossi

05/05/2021 09:42

TV UFSC apresenta nesta sexta-feira, 7 de maio, às 20h, o terceiro episódio da série Minutos Musicais. A atração traz o pianista Pablo Rossi, que interpreta a Sonata opus 27 n° 2 de Beethoven, conhecida como Sonata ao Luar.

Para a secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Alves Borges, a magnífica interpretação de Rossi faz jus à importância dessa obra, considerada por muitos como a porta do romantismo. Numa breve, porém densa, introdução, o músico fala sobre os diferentes movimentos e analisa a emoção que atravessa a sonata.
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Pesquisadores propõem técnicas para aprimorar a análise de riscos de transgênicos

04/05/2021 13:11

Parte dos experimentos foi feita em estufa da Fazenda Experimental da Ressacada, na UFSC. Foto: Rodrigo Sant’anna

Os transgênicos representam 94% de toda a soja, o milho e o algodão plantados no Brasil, segundo dados de 2019 do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotécnicas (Isaaa). A área plantada com as sementes geneticamente modificadas no país só é superada pela dos Estados Unidos. Apesar dessa ampla utilização e distribuição, muitas incertezas permanecem em relação à segurança desses organismos que, em um processo de melhoramento genético, tiveram um gene de outra espécie adicionado aos seus. Antes de chegar nas mãos do agricultor, todos eles têm que passar por um processo de avaliação de risco, que considera – ou ao menos deveria considerar – possíveis prejuízos para seres humanos, animais e o meio ambiente. Essas análises realizadas atualmente, contudo, são bastante limitadas e não levam em conta potenciais “efeitos colaterais” que a inserção de um novo gene podem desencadear, principalmente quando combinada a situações de estresse comuns durante o cultivo, como a seca ou a aplicação de agrotóxicos.

“Hoje, basicamente, eles fazem uma caracterização molecular do evento que foi inserido. Vou dar um exemplo: a Monsanto, que é uma das empresas, vai lá e faz a modificação genética de um gene ou dois, faz a caracterização daquilo que foi inserido e uma análise composicional de cerca de 50 a 60 compostos nutricionais. É basicamente isso, tem outros parâmetros agronômicos, mas não tem nenhum nenhum estudo aprofundado de possíveis modificações no metabolismo da planta”, explica Rafael Benevenuto, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Rafael faz parte de um grupo que congrega cientistas da UFSC, do Centro de Biossegurança da Noruega (GenØk) e da Agência Federal Alemã de Conservação da Natureza (BFN), sendo este último o principal financiador do estudo. Com o projeto GMOmics – Técnicas ômicas como ferramentas úteis para abordar lacunas emergentes na avaliação de risco de organismos geneticamente modificados, os pesquisadores pretendem colaborar para o aprimoramento das análises de segurança a partir do uso de tecnologias que permitam uma visão mais abrangente do que acontece na planta que foi alvo da modificação genética.
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PROPG promove evento sobre pós-graduação saudável

04/05/2021 08:00

A Comissão de Saúde Mental da Pró-Reitoria de Pós-Graduação promove, na próxima terça-feira, dia 4 de maio, das 18h às 19h30, no Youtube da TV UFSC, o evento Por uma pós-graduação saudável: É possível ser feliz na pandemia? O evento tratará da continuidade da série sobre a saúde integral na pós-graduação, com a abertura conduzida pela pró-reitora de Pós-Graduação, professora Cristiane Derani.

O professor Gustavo Gaciba, do Instituto Federal de Santa Catarina, abordará as Ações e projetos sobre saúde mental no IFSC/SJ: Um relato de experiência. Já o professor Tadeu Lemos, da UFSC, vai tratar do tema É possível ser feliz na pandemia?. O evento encerra com as professoras Carolina Noto e Myriam Barbejat, ambas da UFSC, que falarão sobre O prazer da escrita e sobre a Disciplina Felicidade e Bem-Estar no Ambiente Acadêmico.

Tags: PROPGSaúde Mental na Pós-Graduação

Administração Central da UFSC atualiza informações sobre o Orçamento para 2021

03/05/2021 10:39

Nota à Comunidade Universitária 

A fim de atualizar a comunidade da UFSC, quanto ao Orçamento para o ano de 2021, após nota publicada em 16 de abril passado, a Administração Central informa que:

  1. O Governo Federal bloqueou, por meio do Decreto nº 10.686, de 22 de abril de 2021, recursos do orçamento de custeio na ordem de R$ 21.746.818,00 para o atual exercício. No conjunto das Universidades e Institutos Federais, o bloqueio foi de 13,8% e reflete exatamente o mesmo percentual aplicado sobre o total de despesas discricionárias, sem emendas parlamentares, sancionado e publicado na Lei nº 14.144, de 22 de abril de 2021 – LOA 2021.
  2. O orçamento de custeio da UFSC, quando comparado a 2020, já iniciou a tramitação da PLOA 2021 com uma redução de 22 milhões e, no decorrer da tramitação no congresso e sanção presidencial, sofreu redução de mais 3 milhões, sendo aprovada a LOA 2021 com pouco mais de 115 milhões de reais. Desse montante, estão disponíveis para uso da UFSC apenas 46 milhões de reais, sendo os 69 milhões restantes condicionados pela regra de ouro, ou seja, dependem de aprovação legislativa para poder ser utilizado.
  3. Agora, com esse bloqueio de mais de 21 milhões, caso não seja revertido no decorrer do ano, o orçamento de custeio da UFSC ao final de 2021, será de R$ 93.897.029,00 sendo esse valor 34% inferior ao orçamento inicial de 2020, representando uma perda de mais de 47 milhões de reais de custeio de 2020 para 2021.
  4. Tal notícia foi recebida com apreensão por parte das Universidades, uma vez que, não é possível executar qualquer planejamento de atividades mediante essa incerteza orçamentária. Além do mais, o cenário econômico do Brasil não está favorável para se prever que a arrecadação possa superar os níveis estimados e que a reposição do orçamento possa acontecer tão cedo, já que os números indicam que a pandemia de Covid-19, bem como seus efeitos, ainda estão longe do fim.
  5. Mesmo com as mudanças nas rotinas de funcionamento, em razão das medidas de controle da pandemia – como a suspensão de atividades presenciais e a oferta de ensino remoto – a Universidade não parou e, ao mesmo tempo, um novo conjunto de demandas gerou tanto ou mais necessidades de investimentos nas novas rotinas de trabalho, estudo, pesquisa, extensão e assistência estudantil.
  6. Reiteramos que, mesmo com tais restrições, manteremos o compromisso de investir os recursos públicos de forma eficiente e de concentrar esforços para garantir os pagamentos de assistência estudantil sempre em dia, além de manter, com nossos fornecedores e parceiros, a transparência da situação financeira da instituição, honrando nossas obrigações.
  7. Insistimos na gravidade da situação e seguimos atuando junto à Andifes e à Bancada Catarinense no Congresso, na defesa da recomposição orçamentária e da ampliação dos limites de liberação financeira, a fim de superar as restrições e permitir a manutenção e ampliação das ações durante o exercício de 2021.

Administração Central
Universidade Federal de Santa Catarina

 

Leia também 

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entidade que congrega reitores de 69 universidades, emitiu uma nota na qual alerta a sociedade brasileira sobre as consequências da LOA 2021: As universidades federais se recusam a parar

Tags: bloqueio orçamentárioorçamentoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina