Professores da UFSC em Joinville desenvolvem projeto de inclusão digital

07/07/2016 13:24
Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

Professores da UFSC, campus Joinville, apresentam ao reitor Luis Cancellier o projeto UFSCπ. (Foto: Divulgação/UFSC)

O projeto de extensão UFSCπ, desenvolvido e idealizado por professores do Campus Joinville, começou a ser implantado neste ano e está em fase de captação de recursos para ser ampliado. O projeto consiste em disponibilizar uma placa Raspbery Pi 3 (RPi3) a estudantes em situação de vulnerabilidade sócioeconômica, possibilitando que esses alunos tenham à sua disposição um equipamento que realiza o processamento de softwares e dá acesso à Internet.

O RPi3 é um hardware que, ao ser conectado a uma televisão com entradas analógica e digital (HDMI), um teclado e um mouse, transforma-se em um computador com acesso à Internet. O equipamento já vem com o Sistema Operacional Linux instalado, além de outros softwares livres necessários para as atividades diárias dos estudantes.

“É um sistema piloto, neste semestre queremos acompanhar alunos de diversos cursos do Campus Joinville, adquirir mais placas por meio do apoio institucional ao projeto, e ir aperfeiçoando à medida que vamos recebendo feedback dos usuários”, explica o professor Wyllian Bezerra.

Após a aquisição de novas RPi3, a intenção é disponibilizar em bibliotecas e laboratórios para que alunos da UFSC possam emprestar o equipamento. “É um sistema muito versátil, com inúmeras aplicações, várias possibilidades. Por exemplo, para alunos dos cursos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, é possível conectar equipamentos à placa para realizar testes, fazer experimentos de eletrônica, já que a RPi3 tem 40 pinos que podem ser utilizados para esse fim”, complementa Bezerra. O professor acredita que um desenvolvimento futuro do projeto pode incluir customizações para atender necessidades específicas dos alunos e a disponibilização de kits completos, com a integração de mouse, teclado e display.

O projeto está sendo desenvolvido pelos professores Alexandro Garro Brito, Diego Santos Greff, Jakerson Ricardo Gevinski, Moisés Ferber, Wagner Pachekoski e Wyllian Bezerra. O UFSCπ foi apresentado ao reitor Luis Cancellier e à Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC) no último dia 24 de junho.

 

Mais informações:
Site do projeto

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Fiscal da Vigilância Sanitária visita UFSC por causa de possíveis focos de dengue

07/07/2016 09:43

O fiscal da Vigilância Sanitária Jeancarlo Menegon visitou a UFSC pela terceira vez na terça-feira, 5 de julho, e constatou a reincidência de possíveis focos de dengue. Em passagem anterior, Jeancarlo havia identificado, principalmente no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), objetos e situações de risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Dos oito problemas que haviam sido encontrados no CFM, dentre os quais estão caixas d’água mal tampadas, lixo e poças decorrentes de canos, apenas um fora corrigido até essa terça.

Fiscalização combate ao Aedes Aegypt - Foto Henrique Almeida-13

Fiscalização na UFSC para possíveis focos de dengue. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Por volta de setembro do ano passado, a UFSC recebeu da prefeitura a primeira notificação sobre um possível foco de desenvolvimento do mosquito. As análises realizadas posteriormente comprovaram a existência de larvas do Aedes aegypti nesse lugar, que continha veículos velhos dispostos a céu aberto perto da entrada do bairro Córrego Grande. O entulho foi transferido para a Fazenda Experimental da Ressacada, no bairro Tapera, vinculada ao Centro de Ciências Agrárias (CCA). Segundo o chefe de gabinete Aureo Moraes, está sendo providenciado um leilão para se livrar desses automóveis velhos e outros materiais de sucata.

Até agora, os veículos foram o único foco comprovado na Universidade, ou seja, a única situação de risco que, de fato, continha larvas do inseto transmissor da Dengue. Entretanto, o fiscal Jeancarlo alerta que objetos acumulando água, como os encontrados no CFM e em outras partes do campus, são motivo de preocupação, uma vez que já foram registrados 320 focos confirmados na Grande Florianópolis e a prefeitura teme a reprodução do mosquito.
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Tags: Comissão de Prevenção da Dengue e Controle de VetoresdengueUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisador canadense apresenta panorama da disciplina ‘História Ambiental’ ao longo do tempo

06/07/2016 17:58
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Na palestra “Tempo, espaço e natureza: relações entre Geografia, História e História Ambiental”, o professor canadense Graeme Wynn apresentou um panorama da disciplina “História Ambiental” ao longo do tempo. Graeme abordou as raízes do pensamento geográfico, desde o início do século XX, passando por suas diferentes influências e transformações, até chegar na contemporaneidade. Segundo o pesquisador, por muito tempo a geografia teve como objeto o espaço. Diversos pensadores foram fundamentais para trazer novas perspectivas para a disciplina. “Quando a geografia se restringia ao espaço, a natureza era deixada de lado. Por isso foram muito importantes os autores que apresentaram um novo olhar e consideraram também a relação do homem com o meio ambiente”, explica.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Graeme destacou a influência da geógrafa norte-americana Ellen Churchill Semple: “Ela disseminou a ideia de que as pessoas são produtos de seus ambientes. Cada um se desenvolve diferentemente, conforme o local onde vive”. Para a autora, a influência do ambiente se dá desde os aspectos físicos do indivíduo — membros de determinada população indígena teriam ombros largos e pernas finas por viverem em ilhas e remarem diariamente — até na espiritualidade — moradores de regiões montanhosas teriam a tendência de venerar muitos deuses, enquanto habitantes de planícies seriam monoteístas. Para Ellen, portanto, inclusive a religião seria determinada pelo ambiente.

Outros autores, entretanto, desenvolveram diferentes formas de pensar a Geografia. Para Carl O. Sauer, não era a natureza que determinava o indivíduo, mas sim o contrário. “Para ele, eram os humanos que interferiam e influenciavam na constituição do ambiente”, explica Graeme. Os desmatamentos e muitas outras modificações na paisagem são exemplos disso. O professor discorreu também sobre outros pensadores, que tiveram uma visão mais holística da relação do ser humano com o meio ambiente. Nesse contexto, surgiram muitos conflitos entre os campos da História e da Geografia na academia — e também sobre a área de atuação da História Ambiental. “Hoje já não existem tantos desacordos entre geógrafos e historiadores ambientais. A História Ambiental se apresentou como um campo de estudos maravilhoso, aberto e que vem agregando cada vez mais pesquisadores”, finalizou Graeme.

Linha do tempo apresentada pelo professor Graeme Wynn durante a palestra.

Linha do tempo apresentada pelo professor durante a palestra.

A atividade foi promovida pelo Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (Labimha), em parceria com os programas de pós-graduação em História (PPGHistoria) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH). O professor Graeme Wynn esteve na UFSC para reunir-se com o reitor e conhecer a universidade que sediará, em julho de 2019, o 3º Congresso Mundial de História Ambiental. O evento é promovido a cada cinco anos e será a primeira vez que ocorrerá fora da Europa. A primeira edição foi realizada em 2009, em Copenhague, Dinamarca. A segunda, em 2014, foi sediada pela Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal.

A organização do Congresso ocorre por um consórcio de três instituições internacionais: Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (Solcha); American Society for Environmental History (Aseh); European Society for Environmental History (Eseh). Os eventos anteriores reuniram cerca de 800 participantes. A professora Eunice Nodari, integrante do Labimha, ressalta que contribuiu para a escolha da UFSC como sede o fato de haver aqui um grupo de estudos sobre o tema já consolidado e reconhecido internacionalmente.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

Tags: história ambientalLABIMHALaboratório de ImigraçãoMigração e História AmbientalpalestraUFSC

Matrícula presencial para 10ª chamada do Sisu e 11ª do Vestibular 2016 encerra-se nesta quinta

06/07/2016 08:27

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou os editais nº 23, referente à 10ª chamada do SiSU UFSC 2016, e nº 22, relativo à 11ª chamada do Vestibular UFSC 2016.

Os candidatos relacionados e habilitados devem realizar matrícula on-line, de 1º a 4 de julho de 2016; e presencial, de 6 a 7 de julho de 2016, na respectiva coordenadoria de curso, localizada no campus que irão frequentar, das 8h às 12h e das 14h às 18h, munidos da documentação exigida e publicada nas portarias nº 01/2016/Prograd (Sisu) e 386/2015/Prograd (Vestibular).

Confira a 10ª lista do Sisu UFSC 2016.

Confira a 11ª lista do Vestibular UFSC 2016.

Mais informações no site do DAE – em 2016/2, Chamada de Calouros – ou pelos telefones (48) 3721-6437, 3721-7406 ou 3721-7408, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Tags: DAEDepartamento de Administração EscolarSisuUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

Inscrições abertas para Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias

04/07/2016 12:44

GRUPECI 2.1 (1) (1)O Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias (Grupeci), está com as inscrições abertas para participantes com submissão de trabalho para comunicação oral até 31 de julho. O evento congrega pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais envolvidos na investigação sobre crianças e suas infâncias. A quinta edição do seminário será realizada de 6 a 9 de dezembro, na UFSC, com o tema Ética e diversidade na pesquisa com crianças.

O Seminário é organizado por meio de discussões e apresentações articuladas de trabalhos orientados por uma temática central e que expressam a produção de diversos grupos de pesquisa existentes no país, suas ações investigativas e/ou inserção político-social. Ao longo de suas quatro edições, o seminário constituiu-se em um importante lócus de debate coletivo, inter e multidisciplinar, visando fomentar a constituição e o fortalecimento institucional de grupos de pesquisa nas diversas regiões brasileiras, podendo também favorecer intercâmbios com outros grupos e pesquisadores internacionais.
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‘As baleias-francas do sul são a esperança de salvação da espécie’

01/07/2016 18:47
Foto: Rafael Speck/Divulgação

Foto: Rafael Speck/Divulgação

Garantir a sobrevivência e dignidade da baleia-franca austral foi o tema em pauta no I Ciclo de Debates sobre a Área de Proteção Ambiental da Baleia-Franca (APA-BF), que ocorreu terça-feira, 28 de junho, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). No evento, a Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) lançou a campanha “Berçário Livre!”, com o objetivo de divulgar informações sobre a vulnerabilidade desses animais e a situação de risco em que se encontram. O debate teve a participação de Paula Brügger, professora do departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) da UFSC; Luiz Augusto Farnettani, biólogo; e Renata Fortes, advogada do Instituto Sea Shepherd.

Luiz Augusto, que trabalhou por 15 anos no Projeto Baleia Jubarte, na Bahia, está em Santa Catarina há 10 anos fomentando a observação por terra das baleias. O biólogo ressaltou as características específicas desses cetáceos, que justificam um cuidado especial: “A baleia-franca é a única que usa enseadas fechadas para a reprodução. São espaços restritos e rasos, onde elas se sentem protegidas. Nesses lugares reservados, orcas e tubarões não conseguem atacar os filhotes. A pouca profundidade garante proteção e, em princípio, deveria garantir também tranquilidade.” Segundo Luiz, essa proximidade com a costa é possível por sua flutuabilidade diferenciada. “Elas possuem uma camada de gordura, que funciona como colete salva-vidas, por isso conseguem chegar muito perto da terra e não atolar”.

As baleias viajam cerca de 9.000 km, desde o extremo sul do continente, para ter seus filhotes em Santa Catarina. O biólogo explicou que as enseadas em formato de ferradura, como as que existem aqui, são ideais para protegê-las. Mas, ao mesmo tempo em que oferecem proteção, esses locais também facilitam as interferências dos seres humanos e elas se tornam muito mais susceptíveis aos efeitos da urbanização: contaminação do mar, redes de pesca, possibilidade de colisão com embarcações, poluição sonora etc. Esses mesmos fatores, inclusive, comprometeram a sobrevivência das baleias-franca do hemisfério norte. Atualmente, restam apenas cerca de 300 indivíduos naquela região. Segundo Luiz, elas não podem mais se salvar. “As baleias do norte são vítimas de atropelamento, da pesca industrial, da poluição. Recai sobre as baleias-francas do sul a esperança de salvação da espécie.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Uma das principais lutas do movimento “Berçário Livre!” é a proibição do Turismo de Observação de Baleias Embarcado (Tobe). A professora Paula, autora do parecer que consta na ação civil pública que solicita a proibição do Tobe, explica que esse tipo de turismo perturba e altera o comportamento dos animais. Portanto, ela argumenta, “não se constitui em atividade educativa ou tampouco de coleta de dados científicos”. Na página da campanha consta que “o ruído do motor dos barcos se propaga quatro vezes mais na água do que no ar. As ondas sonoras reverberam nos costões e faixa de areia, criando interferência na comunicação entre mãe e filhote, provocando alterações na respiração, frequência cardíaca, e abandono de área de repouso”. Dessa forma, a atividade molesta os animais e impede que tenham paz e tranquilidade em um momento muito sensível de suas vidas: a reprodução e criação dos filhotes.

“O calcanhar de aquiles das baleias é o som”, afirma Luiz. “Elas não enxergam pelos olhos, mas sim pelo som. As baleias têm o sonar mais aprimorado que existe na natureza. Quando existe interferência sonora, ficam perdidas.” O biólogo acrescenta que as baleias-francas são também conhecidas como “mãezonas”: “A relação mãe-filhote é única. A mãe nunca sai de perto do filhote. Há mães que perdem os filhotes e morrem de tristeza, de depressão. A baleia-franca conversa com seu filhote, ensina ele a ‘falar’. O que elas emitem não é apenas um gemido, é linguagem. Mas numa frequência sonora e de velocidade que nossos ouvidos não conseguem captar. Por isso o som é tão importante para as baleias.”

Além da poluição sonora, a presença das embarcações no berçário também pode provocar colisões. O turismo embarcado, portanto, representa um risco não apenas  para as baleias, mas também para os turistas. “O barco fica em zona de rebentação, onde não deveria desligar o motor. Quando desliga, a segurança dos turistas não está garantida”, argumenta Renata Fortes. Como alternativa ao Tobe, a Acapra  propõe a observação por terra das baleias. Em seu site, há a justificativa: “Alguns berçários possuem enseadas muito pequenas, como é o caso do nosso litoral (em média 1,5 km de extensão), facilitando, ainda mais, a observação das baleias e seus filhotes sem interferir no comportamento natural dos animais, ou seja, sem molestá-las, e sem os turistas se arriscarem nos barcos utilizados para avistamento das baleias no mar.”

Renata argumenta que apenas a fiscalização das embarcações não seria uma solução: “O problema é a viabilidade desse tipo de turismo, que é de altíssimo risco. A baleia é um animal muito grande e no barco as pessoas ficam numa situação muito vulnerável.” Segundo Luiz, o berçário de Santa Catarina tem a vantagem de ser rodeado de mirantes. “A observação por terra é uma solução ambiental e social. É possível ver tudo da terra, não é necessário estar na água molestando as baleias. Quando estão tranquilas, as baleias se comportam naturalmente. A APA-BF é um berçário e elas precisam de meses de paz”, afirma.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

APA-BF

As baleias-francas foram os primeiros dos grandes cetáceos a serem caçados na história. “São 400 anos de caça”, afirma Luiz. “Em 1982, proibiram a caça no Brasil pois já quase não havia mais  baleias. Hoje não se chega a 4% do número original delas.” Como esses animais são extremamente dóceis, sempre foram presas fáceis. Eram também conhecidas como “the right whales”, “as  baleias certas” para serem caçadas. Além da caça, a urbanização trouxe outras consequências devastadoras. Com a mudança do entorno, muitas baleias abandonam o local de reprodução. “Por isso hoje é raríssimo ver baleias na região sudeste”, diz o biólogo.

A APA-BF foi criada em setembro de 2000 com a finalidade de “proteger, em águas brasileiras, a baleia-franca austral”, conforme informa, em seu site, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável por administrar a área. Esse é o único berçário da espécie no Brasil. Com cerca de 130 km de extensão, a APA atinge nove municípios catarinenses: sul da ilha de Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Tubarão, Jaguaruna e Içara. As baleias passam por essa região entre junho e novembro.

O Ciclo de Debates sobre a APA-BF é uma atividade promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa coordenado pelas professoras Paula Brügger e Letícia Albuquerque. A atividade foi idealizada com o objetivo de difundir informações, criar uma mobilização e sensibilização em relação à vulnerabilidade das baleias-francas. “É necessário um outro olhar sobre essa questão. Queremos que saia uma decisão positiva no sentido de proibir o turismo embarcado”, afirma Letícia. Estiveram presentes no debate representantes da ONG Ama Garopaba e do Instituto Sea Shepherd.

Mais informações nos sites da Acapra e do OJE.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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Cinedebate provoca reflexão sobre extinção em massa de espécies

29/06/2016 19:48
Foto: David Doubilet/Divulgação

Foto: Divulgação

O VII Cinedebate Jaguatirica exibiu na terça-feira, 28 de junho, o documentário Corrida contra a extinção (Racing Extinction, EUA, 2015). A projeção foi seguida de debate, com a participação da professora do curso de Filosofia, Maria Alice da Silva, e do mestrando em Direito, Rafael Speck. O filme é dirigido pelo cineasta norte-americano Louie Psihoyos, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 pelo filme A Enseada (The Cove, EUA, 2009). Sua obra mais recente denuncia mercados clandestinos de animais ameaçados de extinção e expõe o ritmo acelerado do desaparecimento de milhares de espécies. O filme argumenta que o ser humano contribui direta e indiretamente para esse processo de extinção em massa. O Antropoceno, “época dos humanos”, seria o período mais recente e mais devastador da história do planeta — as sucessivas e intensas interferências na natureza terão consequências irreversíveis.

Para além de denunciar, Corrida contra a Extinção também propõe soluções. A divulgação de informações e sensibilização da população seria um caminho para a transformação. O próprio documentário, inclusive, tem o propósito de ser um instrumento de mobilização. Um dos entrevistados argumenta: “O mundo hoje é altamente visual. A imagem é transformadora, atinge milhares de pessoas e provoca a mudança.” Diversos ambientalistas, ativistas e pesquisadores participam do filme. Entre eles, destacam-se a primatóloga inglesa Jane Goodall; a escritora Elizabeth Kolbert, autora de A sexta extinção: uma história não natural; o fotógrafo da National Geographic Joel Sartore, idealizador do projeto Photo Ark, que tem por objetivo documentar o maior número possível de espécies antes de serem extintas.

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Durante o debate, Rafael destacou a importância das saídas alternativas, das “linhas de fuga”, apresentadas no documentário. “Não é apenas um documentário, é um movimento. Existe uma crise de percepção, que é sistêmica. A violência contra os animais é estrutural e envolve todos os indivíduos. É preciso romper com esse olhar dicotômico e disseminar um olhar mais inclusivo. Como a Jane Goodall diz no filme: devemos buscar esperança na desesperança. A sensibilização é um caminho e ações pontuais podem se multiplicar.”

Maria Alice ponderou alguns dos aspectos apresentados no documentário. Para a professora, um animal não deve ser considerado valioso apenas por pertencer a uma espécie ameaçada. “O problema central é o antropocentrismo. E considerar uma espécie mais valiosa do que outra é ainda um olhar antropocêntrico. Todas as espécies são dignas, independentemente  de estarem em extinção ou não. A luta pelos direitos animais não é uma luta pelas espécies, mas sim uma luta por cada indivíduo. Cada um tem um valor intrínseco, insubstituível.” Maria Alice explicou que a ética tem uma função muito importante na sociedade, que é regular nossa convivência, oferecer regras sobre como agir. Entretanto, nossa ética sempre foi em função de uma vida harmoniosa para os humanos. “É necessário incluir os animais em nossa esfera de consideração moral. Não devemos nos preocupar apenas com algumas espécies, mas sim com todos os animais. Não são as espécies que são vulneráveis, mas sim os indivíduos que estão dentro dela.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Os debatedores reforçaram a importância do investimento em uma educação ambiental e moral, além da aproximação do conhecimento produzido na universidade com o poder público — considerando que o poder público nem sempre tem o conhecimento técnico necessário para promover a mudança. Além de estudantes da graduação e pós-graduação, estiveram presentes no Cinedebate representantes da comunidade civil e das ONGs Ama Garopaba e Sea Shepherd. A atividade foi promovida pelo Observatório da Justiça Ecológica (OJE), grupo de pesquisa interdisciplinar coordenado pelas professoras Letícia Albuquerque e Paula Brügger. A próxima edição do Cinedebate está prevista para agosto.

Mais informações sobre o Cinedebate Jaguatirica aqui.

Mais informações sobre o OJE no Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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Projeto ‘Mama Flora Gestar’ promove vivência sobre o canto pré-natal na sexta

28/06/2016 10:22

O projeto de extensão “Mama Flora Gestar: grupo de apoio ao parto” promove uma vivência sobre o canto pré-natal nesta sexta-feira, 1º de julho às 15h30, no Distrito Sanitário Leste, rua José Henrique Veras, 203 (Lagoa da Conceição). O projeto, coordenado pela professora Roxana Knobel [Centro de Ciências da Saúde (CCS)/Departamento de Ginecologia e Obstetrícia], promove palestras e vivências direcionadas às gestantes com temas sobre a fisiologia do parto; a preparação da gestante para o parto; a amamentação; o desenvolvimento infantil no primeiro ano de vida; entre outros temas relacionados ao parto humanizado e à maternidade. Cantos de Gaia no Mama Flora

Nesta sexta-feira, o tema do “Mama Flora” será sobre o canto pré-natal. A roda de cantos para gestantes será ministrada pela fonoaudióloga Janaina Martins, professora da área de voz no Curso de Artes Cênicas da UFSC e coordenadora do projeto de extensão “Cantos de Gaia: alquimias sonoras para gestantes”,que realiza aulas de canto pré-natal, com o objetivo de estimular a consciência corporal da mulher, o empoderamento feminino, a comunicação amorosa com o bebê através do canto materno.

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Tags: Cantos de GaiaextensãogestanteMama Flora Gestarpartoparto humanizadoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Reitor e assessor institucional da UFSC se reúnem em Brasília com Ministro da Educação

27/06/2016 10:13

O reitor da UFSC, Luis Carlos Cancellier, e o assessor institucional da Reitoria, Gelson Albuquerque, foram recebidos na última quarta feira, 22 de junho, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. O Ministro reiterou o compromisso de dar continuidade às ações institucionais estabelecidas e, em especial, consolidar o que está implantado nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). “Novas propostas a implantar deverão passar por rigoroso critério, contemplando a sustentabilidade dos programas. É preciso estabelecer políticas educacionais perenes que não prejudiquem o que já está implantado”, reforçou o Ministro. Já o secretário de Ensino Superior, Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, que também estava na reunião, destacou que o “MEC liberou 1 bilhão de reais para as Universidades Federais na última semana, em contraposição aos repasses que não ultrapassavam os 500 milhões, o que demonstra que estamos empenhados em investir todos os recursos orçados para o exercício e criando um ambiente acadêmico de segurança institucional”.

Ministro da Educação (Centro), Reitor e assessor institucional da UFSC reúnem-se em Brasília. Foto: divulgação

O Reitor também se reuniu com o chefe de Gabinete do Ministro da Educação, Rafael Callou, e propôs a criação de um grupo de trabalho da Sesu e da UFSC para estabelecer compromissos institucionais a serem executados em consonância com a estrutura orçamentária. “Precisamos criar um ambiente de estabilidade onde os projetos e programas em desenvolvimento não tenham solução de continuidade”, reforçou Cancellier. Por sua vez, Gelson Albuquerque reforçou a necessidade de que esta relação possa ser mediada pelo Fórum Parlamentar Catarinense que representa os anseios da sociedade, e que “pode colaborar neste conjunto de iniciativas coordenadas”.
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Rosinha, um triângulo amoroso na terceira idade, é o grande vencedor do FAM 20 anos

27/06/2016 09:15

Rosinha, curta-metragem do diretor brasiliense Gui Campos que mostra um triângulo amoroso na terceira idade, foi o grande vencedor do FAM 20 anos com seis prêmios: Melhor Filme do Júri Popular na Mostra Mercosul; Melhor Ficção, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (para Maria Alice Vergueiro), Melhor Ator (para a dupla João Antonio e Andrade Júnior).

Filmado no setor tradicional de Planaltina, no Distrito Federal, o filme trata com leveza e uma bos dose de um relacionamento que foge às convenções por parte de quem não tem mais porquê se importar com que os outros pensam. Maria Alice Vergueiro, 81 anos, pedagoga, professora e uma das grandes atrizes do teatro nacional, também ficou conhecida pelo curta Tapa na Pantera, de 2006.
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Manifestantes abraçam HU em defesa do Sistema Único de Saúde

24/06/2016 14:19

Dezenas de pessoas participaram de um ato em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) na manhã desta sexta-feira, 24 de junho, na Universidade Federal de Santa Catarina. A manifestação iniciou no prédio da Reitoria e terminou com uma marcha até o Hospital Universitário, que recebeu um abraço dos participantes do protesto, convocado pelo Conselho Nacional de Saúde.
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Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades planeja Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis

24/06/2016 13:59
Reunião realizada no início de junho entre a Administração Central e a Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no campus UFSC Trindade. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Reunião realizada no início de junho entre Administração Central e Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A recém-criada Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) planeja novas ações de inclusão e de apoio à comunidade universitária, entre elas, a implantação de uma Delegacia da Mulher no campus em Florianópolis. A nova delegacia ainda depende de negociações com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SC) e a Polícia Civil, mas tratativas já foram iniciadas. Outra ação em fase de criação é um serviço de apoio à mulher, com atendimento psicológico, assistente social e aconselhamento legal.

Essas ações são agora planejadas pela coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero, em parceria com outros setores da Universidade ligados a questões de gênero, e fobias relacionadas à mulher e ao público LGBT. A secretária da Saad, Francis Tourinho, acredita que é preciso investir em uma série de atividades, desde conscientização, a pesquisas e criação de serviços de apoio para quem sofre discriminação no campus.

A implantação de uma Delegacia da Mulher no campus deve acontecer de forma simultânea à criação de um serviço de apoio à mulher. Uma reunião de alinhamento já aconteceu, envolvendo o reitor Luis Carlos Cancellier e a Delegada de Polícia Civil, Patrícia Zimmermann D’Ávila, coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. “Estamos estudando, temos uma proposta de fazer uma parceria e trazer essa estrutura para o campus”, complementa Tourinho.

“Temos um crescente número de casos de violência no campus. Poucas mulheres da UFSC denunciam, por isso os números de ocorrências são pequenos, mas estão começando a aumentar. O número real é grande. Para a UFSC ser um ambiente saudável, plural, precisamos trabalhar a educação, tomar providências contra o que esta acontecendo, mas principalmente educar para mudar a cultura. Se estamos numa universidade precisamos trabalhar a educação. Acreditamos que não adianta execrar e não dar o direito de educar a pessoa. Quem faz errado tem que também ser educado”, ressalta.
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Estudante vencedor da medalha de ouro no Jusba exalta UFSC na conquista

17/06/2016 18:00

Jonatan Chaves Rodrigues, acadêmico de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC, conquistou a medalha de ouro para o Brasil na prova de Atletismo dos Juegos Universitarios Sudamericanos (Jusba), disputado durante o mês de maio em Buenos Aires.

Jonatan - aluno que venceu competição de atletismo - Foto Henrique Almeida

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O estudante de 21 anos, nascido em Joinville mas morador de Florianópolis desde criança, teve de conciliar os estudos com a profissão de atleta a partir dos 15 anos: “Tenho conseguido conciliar as duas partes e para mim vem sendo muito bom. O atletismo também me ajuda muito com o curso, sendo na parte disciplinar ou em termos de dedicação”, diz Jonatan, que ficou em 5º lugar na prova dos 100 metros, e venceu a medalha de ouro na prova de 200 metros rasos, que é a sua especialidade.
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Há 4 anos, disciplina do curso de Administração da UFSC engaja estudantes em iniciativas sociais

17/06/2016 17:04

Com um projeto que busca levar à praia crianças de uma ONG no morro do Mocotó, outro que planeja a revitalização de um campo de esportes na Biblioteca Pública Barreiros Filho, no Estreito, e um terceiro que insere o empreendedorismo na vida de jovens da Escola de Educação Básica Getúlio Vargas, no Saco dos Limões – assim segue o semestre dos estudantes da oitava fase de Administração da UFSC, em disciplina ministrada pelo professor Marcos Bosquetti desde 2012.

A disciplina “Administração de Projetos” tem sido gatilho para que os alunos do curso desenvolvam, na prática, habilidades de gestão, finanças, contabilidade e marketing. Mas, para além disso, tem cumprido um papel de motivar esses jovens a pensarem maneiras de “melhorar a vida das pessoas”, como disse o professor Marcos. A ideia, segundo ele, é “devolver para a sociedade” o investimento público nas instituições de ensino superior.

Mar à Vida é o nome de um dos projetos da turma da manhã. Inspirados na proposta do estudante e gerente do projeto Bernardo de Furtado Mendonça, que surfa desde pequeno, os alunos decidiram realizar um trabalho de surf e educação ambiental junto às crianças da Associação de Amigos da Casa da Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó (ACAM). “Estar dentro da água sempre me fez muito bem, e a ideia que eu tinha no começo era compartilhar esse sentimento com todo mundo. Como o surf está envolvido com o meio ambiente e a natureza, a gente quis implementar algo em relação a sustentabilidade”, conta Bernardo.
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Laboratório de Neurometria e Biofeedback da UFSC oferece serviço gratuito para tratamento de estresse

17/06/2016 13:20

Um tratamento para abrandar ou suprimir sintomas de ansiedade, ataques de pânico, depressão, estresse pós-traumático, entre outros. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Auxílio no tratamento do estresse por meio do biofeedback” desenvolvido pelo Laboratório de Neurometria e Biofeedback (Lanebi) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado ao Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O serviço é ofertado a estudantes, servidores e à comunidade externa.

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

“O emocional do indivíduo acaba se expressando organicamente – na tensão muscular, nas expressões faciais, nos vasos sanguíneos que se contraem ou se dilatam, nos batimentos cardíacos e no sistema nervoso. O que a gente faz é registrar esses parâmetros para modular determinada atividade por meio de um treinamento”, explica o coordenador do Lanebi, professor Odival Cezar Gasparotto.
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Doação de sangue: HU necessita com urgência dos tipos ‘A+’ e ‘O+’

16/06/2016 08:31

O Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário (HU) da UFSC solicita a doação de sangue dos tipos “A+”e “O+”. Para cooperar, potenciais doadores devem estar atentos às seguintes informações:

Local e horário para doação:
Unidade de Coleta de Doadores de Sangue do HU UFSC
Ed. Voluntária Dona Cora – Prédio da Associação Amigos do HU – Trindade – Florianópolis (SC) – próximo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h.

O doador deve:
– trazer documento com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
– estar bem de saúde; ter entre 18 e 65 anos; pesar mais de 50 Kg;
– não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários:
– Febre, gripe ou resfriado;
– Gravidez, puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias;
– Uso de alguns medicamentos;
– Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.

Prazos de impedimentos:
– Extração dentária: 72 horas;
– Ingestão de bebida alcoólica 24h antes da doação;
– Transfusão de sangue: 1 ano;
– Tatuagem e piercing: 1 ano;
– Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina.

Impedimentos definitivos:
– Hepatite após os 10 anos de idade;
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
– Uso de drogas ilícitas injetáveis;
– Malária.

Mais informações pelos telefones 3721-9114 (manhã) e 3721-9859 (tarde).

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Jornadas da Alfabetização debatem na UFSC ensino da leitura e escrita

14/06/2016 10:25

A Universidade Federal de Santa Catarina realizará a 2ª Jornada Internacional de Alfabetização, evento destinado a debater os desafios do ensino da linguística. O evento, que também faz parte da 4ª Jornada Nacional de Alfabetização e da 12ª Jornada de Alfabetização, ocorrerá nos dias 22 e 23 de agosto, no Auditório Guarapuvu do Centro de Cultura e Eventos e contará com minicursos, mesas-redondas, conferências, simpósios temáticos e exposições.

As inscrições serão abertas ao público, podendo ser feitas com ou sem a submissão de trabalhos acadêmicos, e a retirada de crachás será no local. Em caso de envio de trabalhos, os interessados terão até o prazo final até o dia 26 de junho para participação. Demais informações sobre o horário das programações, palestrantes e temas dos simpósios podem ser encontradas na página do evento.
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Tags: Centro de Cultura e EventosJornada Internacional de AlfabetizaçãoUFSC

Ato reúne comunidade universitária por fim da violência contra a mulher

09/06/2016 16:12
Reitor Luís Cancellier e vice-reitora Alacoque Erdmann participam de ato pelo fim da violência contra a mulher na quinta-feira, dia 9. (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

Reitor Luís Cancellier e vice-reitora Alacoque Erdmann participam de ato pelo fim da violência contra a mulher na quinta-feira, dia 9. (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)

Uma manifestação organizada pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi realizada nesta quinta-feira, 9 de julho, na Praça da Cidadania, no Campus Florianópolis. Durante o ato, foram distribuídas fitas da cor lilás como forma de apoio à causa, e um grande painel foi disponibilizado para que os participantes pudessem expressar suas opiniões.

O evento, intitulado “A UFSC diz não à violência contra a mulher”, contou com a participação de professores, técnicos-administrativos em Educação e estudantes que passavam pelo local no horário entre 11h30 e 12h30. O reitor Luís Cancellier e a vice-reitora Alacoque Erdmann estiveram presentes. A secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Tourinho, também participou, assim como outros membros da Administração Central.

O ato aconteceu simultaneamente nos campi da UFSC de Blumenau e Curitibanos.

“A violência contra a mulher precisa estar sempre em debate, se queremos uma sociedade justa, que respeite as diferenças, que saiba lidar com a natureza humana. A universidade, como instituição que forma cidadãos e gera conhecimento, deve promover o melhor viver em sociedade”, ressalta a vice-reitora Alacoque. “Tem que estar à frente, abrindo caminhos, mostrando caminhos positivos. Como instituição, a Universidade precisa promover a justiça e construir a civilidade humana,” acrescentou.
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UFSC na mídia: Projeto de alunos da UFSC vai revitalizar biblioteca pública no Estreito

09/06/2016 13:47

Referência no Brasil, a Biblioteca Pública Barreiros Filho, no Estreito, em Florianópolis, foi eleita pelo Ministério da Cultura uma das 10 bibliotecas mais acessíveis do país, muito mais pelo empenho e dedicação dos 21 funcionários e voluntários do que pelo apoio do poder público. Vinculado à Secretaria do Continente, o espaço não recebe os recursos que lhe caberiam caso fosse vinculada à Secretaria de Cultura. Assim, para reformar a área de lazer e esportes, e dar continuidade a diversos projetos junto à comunidade, a biblioteca conta com o apoio da turma da 8ª fase do curso noturno de Administração da UFSC.

As estudantes Silvana Gomes Ortiz, de 25 anos, Francieli Hau, 23, e Izel Molinente, 26, estiveram no espaço, nesta terça-feira, para representar os 28 alunos que participam do projeto “Esporteca” e afinar os detalhes com a diretora da biblioteca, Marizza Fabiane Celestino. “Estamos buscando trazer os olhos da sociedade para a biblioteca. É um espaço público e gratuito, que não é valorizado como merece. Vimos que a estrutura não está adequada para o desenvolvimento das atividades e, a partir disso, iniciamos o planejamento do projeto”, conta Silvana.
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Projeto busca bio-hidrogênio na ‘zona morta’ da Lagoa da Conceição

08/06/2016 15:03

Gerar energia a partir de bactérias da “zona morta” da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, é a proposta da pesquisa “Bioenergia Lagoa”, que envolve os programas de pós-graduação em Oceanografia e em Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O desenvolvimento de bio-hidrogênio – gás altamente energético, sem nenhum subproduto poluidor, que poderia ser um substituto para os combustíveis fósseis – passa pela identificação de bactérias com maior eficiência para sua produção, fase atual do projeto.

Para finalizar essa etapa, fundamental ao projeto, o grupo de pesquisadores decidiu lançar uma campanha de arrecadação pela internet, já que os recursos provenientes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ainda não foram disponibilizados. Se o grupo receber a verba do órgão federal, ela será utilizada nas fases seguintes da pesquisa, como a ampliação da escala de biorreatores.
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Artista que utiliza papel jornal e tinta PVC expõe suas pinturas durante Semana de Letras

07/06/2016 17:14

O modo de fazer arte de Mônica Priori de Oliveira não é nada convencional. Suas pinturas não são emolduradas e nem assinadas, e prefere trabalhar com dois itens bem atípicos, papel jornal e tinta PVC. Sendo assim não se preocupa com reproduções, pois seu trabalho é único e carrega a sua identidade. A técnica escolhida a acompanha desde o início de sua trajetória de artista plástica, assim como o desejo de retratar a natureza humana.

Mônica também é aluna do curso de Letras Espanhol, e foi por meio desta ligação com a UFSC que surgiu o convite para realizar, durante a X Semana Acadêmica de Letras, a exposição “Retratos Efêmeros”. Até esta sexta-feira, 10 de junho, quem passar pelo Centro de Comunicação e Expressão (CCE), andar térreo, poderá observar os desenhos afixados nos vidros e na parte interna do espaço antes ocupado pela Editora da UFSC.

As pinturas expostas no CCE datam de 2007 a 2012 e fazem parte de séries – Anônimos, Funcionários da Udesc , Ribeirão, Meninos, entre outras – já expostas pela profissional em outras cidades e até mesmo fora do Brasil.
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Evento na UFSC amplia discussão sobre integração linguística de países da América do Sul

07/06/2016 11:11
Foto: Ítalo

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina sedia o 3º Congresso Internacional dos Professores das Línguas Oficiais do Mercosul (Ciplom) e também o 3º Encontro das Associações dos Professores das Línguas Oficiais do Mercosul (Eaplon). O evento tem como objetivo ampliar a discussão sobre a integração linguística de países da América do Sul. A abertura ocorreu nesta segunda-feira, 6 de junho, por volta das 11h no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos.

A terceira edição do Ciplom traz como tema “políticas de gestão do multilinguismo e integração regional,” e os problemas que são atendidos na agenda do congresso estão relacionados com os desafios dos países latino-americanos em conseguir integrar suas culturas e idiomas. O encontro é voltado para professores das línguas oficiais do Mercosul – Português, Espanhol e Guarani – pesquisadores e estudantes, principalmente, dos cursos de Letras e Relações Internacionais.
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Campus Blumenau promove 1º Dia da Matemática nesta quinta

07/06/2016 08:07

Os estudantes e professores do curso de Licenciatura em Matemática do Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina realizam o I Dia da Matemática nesta quinta-feira, dia 9 de junho. O evento irá ocorrer no auditório e no Laboratório de Ensino de Matemática (Lema) da sede acadêmica do Campus Blumenau da UFSC (rua João Pessoa 2750, bairro Velha, Blumenau).
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Escritora portuguesa finaliza temporada na UFSC com lançamento de livro

06/06/2016 16:15
Ana Luísa Amaral durante o lançamento do livro "Ara", na última segunda-feira, dia 30. (Foto: Herique Almeida/Agecom/UFSC)

Ana Luísa Amaral durante o lançamento do livro “Ara”, na última segunda-feira, dia 30. (Foto: Herique Almeida/Agecom/UFSC)

Ana Luísa Amaral esteve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por 21 dias durante o mês de maio. Segundo ela mesmo define, um período “nevrálgico” para o Brasil, no qual o país assistiu à votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado e o seu afastamento. Além disso, mobilizações por todo o Brasil contra o machismo após a divulgação de um caso de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro que sofreu estupro coletivo. Foi nesse cenário que a escritora, pesquisadora e tradutora portuguesa, premiada internacionalmente e referência na área de estudos feministas e de gênero, visitou a UFSC.

Ana Luísa veio ao Brasil lançar seu romance “Ara”, publicado em Portugal desde 2013 e já premiado. Em sua temporada na UFSC, ministrou uma aula aberta sobre linguagem e estudos de gênero, um minicurso, uma palestra na biblioteca itinerante Barca dos Livros, e um evento de lançamento de seu livro. Em todas as ocasiões, houve grande público, e Ana Luísa foi rodeada de acadêmicos, pesquisadores, leitores e curiosos.

Muitos a perguntavam sobre o que achava do cenário político e social no Brasil. Em seus diálogos, Ana Luísa falou de feminismo, de impunidade e de política com a mesma poesia que aborda o amor, as diferenças e as linguagens em seus livros. No Brasil ela tem publicados os livros: “Vozes”, “Escuro”, “A Gênese do Amor”, e agora “Ara”. É autora de mais de 20 livros, de diversos gêneros, como poesia, livros infantis, traduções, entre outros. Os seus livros estão editados em vários países como França, Suécia, Holanda, Venezuela, Itália, Colômbia, México e Alemanha. Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Ana Luísa integra a direção do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e coordena o Grupo Intersexualidades.

A visita de Ana Luísa Amaral à UFSC foi possibilitada por meio do Núcleo Literatual de pesquisa em literatura do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), em parceria com o Instituto de Estudos de Gênero (IEG). Na última segunda-feira, dia 30, ela conversou com a Agência de Comunicação da UFSC sobre a sua visita, o cenário político brasileiro e sua obra. 
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Hugo Gallardo: uma vida dedicada à Química

06/06/2016 16:00
Foto: Henrique Almeida/Agecom;UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O departamento de Química da UFSC tem hoje mais um pesquisador membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC): o professor Hugo Alejandro Gallardo Olmedo. A cerimônia de posse na ABC ocorreu em maio, na Escola Naval, Rio de Janeiro. Além de Hugo, outros 27 cientistas reconhecidos nacional e internacionalmente tornaram-se membros da ABC. Para o professor, sua posse aconteceu em um contexto muito especial: nas comemorações dos 100 anos da entidade. “É algo bem memorável ser empossado nos 100 anos da Academia. Foi uma festa especial.”Dificilmente um pesquisador é selecionado em sua primeira indicação. Hugo foi indicado em três anos consecutivos. Havia, portanto, muita expectativa para esse momento. Sobretudo porque o contexto lhe era favorável: outros quatro professores de seu departamento já se tornaram membros da ABC: Faruk José Nome Aguilera, em 2001; Ademir Neves, em 2008; Adilson José Curtius, em 2011; Antonio Luiz Braga, em 2013.

O pesquisador considera que seu ambiente de trabalho sempre contribuiu significativamente para seu desenvolvimento como pesquisador: “O departamento de Química foi um dos primeiros departamentos da UFSC a ter todo seu quadro docente formado por doutores. Tive a sorte de conviver em um meio jovem e competitivo, de forma salutar. Para crescer, nos anos 1980 e 1990, era preciso ter um ambiente propício para a pesquisa. Sem dúvida, devo muito às condições que me proporcionaram. Meus colegas tinham e têm uma bagagem científica e uma formação muito boa. Dificilmente você encontrará, em uma instituição, cinco representantes da ABC em um único departamento.”

Trajetória

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Hugo é chileno e cursou a graduação e pós-graduação na Universidad de Concepción, no Chile. Após concluir seu doutorado, em 1980, a situação no país não era favorável para a carreira acadêmica e não havia perspectivas para concurso de professor universitário. Hugo optou então por iniciar os estudos de pós-doutorado, enquanto buscava novas oportunidades em instituições estrangeiras. Em 2 de agosto de 1982, o professor chegou ao Brasil para  integrar o grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), liderado por Giuseppe Cilento. “Esse foi meu primeiro passo aqui no Brasil”. Alguns meses depois, quando participava de um congresso da área, conheceu docentes da UFSC e logo foi convidado a integrar o departamento de Física da universidade. Hugo é preciso com as datas: “Em 18 de abril de 1983 fui contratado como professor visitante do departamento de Física. Em 1986, fui efetivado como professor adjunto. Em 1995, fui transferido para o departamento de Química”. No ano seguinte, em 1997, ele se tornou professor titular. Hugo também é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq desde 1983. Em 2013, conquistou o nível 1A. Seu desempenho está em sintonia com a avaliação de seu programa de pós-graduação, que também tem o conceito máximo da CAPES: nota 7.

A vocação para a química, segundo ele, vem da facilidade que sempre teve com a disciplina: “Era a matéria que eu achava mais fácil de aprender. Sem muito esforço, conseguia bons resultados. Penso que ninguém nasce pré-determinado para uma atividade. Em princípio, somos todos iguais. A diferença é a idade e a dedicação. Perseverança é fundamental. É importante gostar, porque assim fica bem mais fácil dedicar o tempo necessário para atingir seus objetivos e estar na fronteira do conhecimento”.

A pesquisa

A maior parte de sua trajetória acadêmica tem sido dedicada à pesquisa na área de cristais líquidos. “Hoje essa é uma área muito popular. Os cristais líquidos estão inseridos no dia a dia de todos nós. Esse visor, essa tela do computador, todos esses dispositivos contêm cristal líquido. Ele é conhecido como o quarto estado da matéria, para além do sólido, do líquido e do gás. Pode-se dizer que é um estado intermediário. A pesquisa nessa área existe há mais de cem anos, já está consolidada tecnologicamente. Mas a ciência básica ainda tem muito potencial para crescer. Cada estado da matéria tem sua aplicação, o potencial do cristal líquido é muito grande e abre muitas possibilidades”.

Segundo o professor, os cristais líquidos são promissores como semicondutores orgânicos. “Isso é basicamente o que estudamos: no laboratório, variamos a estrutura das moléculas para obter novos comportamentos, propriedades específicas. Introduzimos novas funcionalidades, de tal maneira que esse cristal líquido possa conduzir, medir luz etc. Como guarda propriedades do sólido e tem a fluidez do líquido, ele permite novas aplicações. O estado líquido cristalino sem dúvida fará parte dos novos avanços tecnológicos”.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O ensino

Hugo afirma que um dos seus principais objetivos na universidade é a formação de pesquisadores altamente qualificados. É com essa perspectiva que ele orienta continuamente novos estudantes de  mestrado, doutorado, pós-doutorado, além de contribuir significativamente com a publicação de artigos científicos. “Isso é o que a gente faz: formar gente, formar gente, publicar, publicar… A universidade precisa fazer ciência, é a única forma de avançarmos. O país precisa de pesquisador. O investimento em ciência, em termos de inovação, deve ser uma política de estado, um investimento sempre crescente”. O professor acrescenta que esse investimento deve se destinar não apenas às pesquisas de curto prazo, mas também às de médio e longo prazo: “A pesquisa de excelência pode demorar muito. Quem trabalha com fármacos pode levar anos, décadas, sem saber se esse fármaco terá algum dia aplicação. A pesquisa é lenta, mas necessária”. Justamente por considerar sua atividade tão importante – e também prazerosa – Hugo, aos 65 anos, afirma que, “obviamente”, não pensa em aposentadoria: “Sem dúvida ainda tenho muita força para continuar”.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

daniela.canicali@ufsc.br

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