Rompimento da lagoa artificial de tratamento de efluentes da Casan causou danos ambientais na Lagoa da Conceição e materiais aos moradores – Foto: Leo Munhoz/ND
O rompimento de um reservatório de esgoto tratado da Casan lançou na Lagoa da Conceição uma grande quantidade de matéria orgânica, o que está provocando uma drástica redução dos níveis de oxigênio na água. O alerta foi feito pelo biólogo e professor dos cursos de pós-graduação em Ecologia e Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Horta. O deslizamento da lagoa de decantação aconteceu na última segunda-feira, dia 25 de janeiro.
“Fizemos a análise da água e constatamos que está com excesso de matéria orgânica, está eutrofizada, o que quer dizer que está fora de seu equilíbrio porque vem recebendo uma quantidade maior de nutrientes de matéria orgânica do que aquele sistema é capaz de absorver”, explica o biólogo na reportagem. A diminuição no oxigênio pode trazer problemas para os organismos que vivem no fundo da lagoa, como siris, camarões e linguados.
O programa “Esporte Espetacular” deste domingo, 10 de janeiro de 2021, relembrou casos de um mal que assola a sociedade e também o futebol brasileiro: a violência contra a mulher. A reportagem buscou o apoio de antropólogos e pesquisadores para entender por que o esporte mais popular do país ainda convive tanto com esse tipo de violência. A segunda parte da matéria vai ao ar novamente, no Globo Espetacular do próximo domingo. A professora do Departamento de Antropologia, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, Carmen Silvia Rial, foi uma das entrevistadas.
Estrela VVV-WIT-007 marcada ao centro. Foto: divulgação
Destaque na publicação internacional Air and Space Magazine, a VVV-WIT-07 é uma estrela tão peculiar que talvez a explicação para seu comportamento seja atividade extraterrestre. O objeto, identificado pelo projeto VVV (VISTA Variables in the Via Lactea), que tem como um dos líderes o astrônomo Roberto Saito, e como co-autor da descoberta Raymundo Baptista, ambos professores do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pode abrigar estruturas extraterrestes e, por esse motivo, foi incluído em catálogo internacional do mais reconhecido projeto científico internacional de busca por vida inteligente fora da Terra. (mais…)
O pesquisador Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB), deu entrevista ao jornalista Fernando Martins, da Rádio Jovem Pan, para falar sobre a segurança das vacinas contra o coronavírus.
O professor explicou as diferenças entre as tecnologias de vacinas e reforçou que, apesar de as vacinas contra o novo coronavírus terem sido desenvolvidas nos últimos meses, as “plataformas” usadas estão em estudo há cerca de 15 anos. As plataformas são os veículos usados para transportar as proteínas do vírus e provocar a resposta imunológica do organismo humano (adenovírus, RNA). As outras vacinas, que usam vírus inativados, são ainda mais seguras, pois vêm sendo utilizadas e aperfeiçoadas há décadas.
“É bom confiar que o método da ciência funciona”, ressaltou o pesquisador. Ele exemplificou que a expectativa de vida dos brasileiros na década de 1940 era de 53 anos e hoje passa de 80 anos, graças não apenas às vacinas, mas aos avanços da medicina e melhoria das condições sanitárias.
Rã é exclusiva da cidade de Florianópolis (SC) e corre risco de extinção. Foto: Pedro Peloso/Projeto DoTS
No início do mês a cidade de Florianópolis ganhou uma nova espécie símbolo: popularmente conhecido como rã-manezinha, o anfíbio é exclusivo da ilha e está ameaçado de extinção.
O título foi uma conquista recente do biólogo Matheus Haddad, que em 2018 levou a ideia aos vereadores da região, mas só agora teve o projeto aprovado. “Na época estava sendo discutido uma mudança no Plano Diretor da cidade. Alguns políticos queriam flexibilizar o uso das áreas de preservação permanente em nome do crescimento econômico, enquanto outros buscavam construir uma legislação mais eficaz para a proteção das espécies ameaçadas. Com essa lei pronta nós protocolamos o pedido para tornar a rã espécie símbolo”, conta o biólogo e professor de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Cataria, Selvino Neckel, na época orientador de Matheus.
Uma notícia do site da Organização das Nações Unidas (ONU) destacando ações para vítimas de desinformação citou o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da Universidade Federal de Santa Catarina. O Neti realizou um curso sobre fake news para pessoas com mais de 50 anos em 2019.
Uma pesquisa sobre representações algorítmicas da Amazônia desenvolvida pela professora Marina Hirota, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), inspirou o conto Rio de Meandros para a série de literatura e ciência Botão Vermelho, fruto da parceria do Suplemento Pernambuco com o Instituto Serrapilheira.
A história da escritora Socorro Acioli, autora do romance A cabeça do santo (Companhia das Letras) e doutora em literatura pela Universidade Federal Fluminense (UFF), narra a conversa de duas pessoas em um restaurante sobre um livro que fala de como as florestas aprenderam a criar um sistema de comunicação próprio.
A pesquisa de Marina Hirota investigou, com o apoio do Instituto Serrapilheira, como a floresta amazônica cria uma comunicação própria para tentar preservar sua forma e identidade, mesmo diante de adversidades climáticas. No projeto, a proposta foi explorar como diferenças espaciais em fatores naturais e antrópicos podem atuar em potenciais reconfigurações da floresta, interrompendo processos ecológicos e minando a capacidade dessas florestas de funcionar.
Hirota é doutora pelo CPTEC-INPE (2005-2010), fez pós-doutorado na Universidade de Wageningen (2010-2012) e faz parte hoje do Group for Interdisciplinary Environmental Studies (IpES).
Professora de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Clarissa Franzoi Dri explicou as repercussões da vitória do democrata Joe Biden nos EUA, em entrevista para a NSC Total.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente do Conselho Mundial de Associações Antropológicas, Carmen Rial, analisou a mudança de postura da sociedade e da imprensa em relação a denúncias de abuso sexual.
A publicação faz um comparativo entre dois casos: o primeiro ocorrido em 1987, quando quatro jogadores do Grêmio foram presos na Suíça devido a uma denúncia envolvendo uma vítima de 13 anos e depois recebidos como heróis na volta ao Brasil e defendidos por jornalistas; e a recente acusação contra o jogador Robinho, condenado em primeira instância na Itália por estupro coletivo, que teve suspenso seu contrato com o Santos após pressão de comentaristas, torcedores e patrocinadores.
A primeira situação foi registrada pelas antropólogas Carmen Rial e Miriam Pillar Grossi, ambas atualmente docentes da UFSC, em uma reportagem para o Mulherio, jornal feminista publicado nos anos 1980. Mais de três décadas depois, o texto viralizou em postagens no Facebook e em grupos de WhatsApp. Foi republicado em blogs e no site do Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem da UFSC. E, no último dia 31 de outubro, uma entrevista Carmen foi veiculada na Folha.
A matéria, no entanto, traz um alerta do professor Juliano Fernandes da Silva, membro do Núcleo de Pesquisa em Desenvolvimento do Futebol e do Futsal (NUPEDEFF) do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Juliano ressalta que deve-se prestar atenção também à modalidade amadora do esporte. “Geralmente são pessoas mais velhas, acima do peso e que já se enquadram muitas vezes no grupo de risco. Essa é uma questão bem delicada. Obviamente chama muito a atenção quando um clube está com um número de infectados alto. Mas identificou porque tem condição de testagem. E os quantos que não são testados?”, indaga.
> Clique AQUI para acessar a íntegra da reportagem
A chuva de meteoros Orionídeas, que acontece na direção da constelação de Orion, poderá ser vista a olho nu pelos brasileiros nesta semana – também poderá ser vista em Santa Catarina. Originado dos detritos das passagens do cometa Halley, o fenômeno atingirá o ápice entre a noite desta terça (20) e a madrugada de quarta-feira (21). Em entrevista para o portal NSC Total, Alexandre Zabot, professor do Curso de Engenharia Aeroespacial da UFSC Joinville, explica como observar o fenômeno.
Professora do departamento de Psicologia da UFSC e especialista em psicologia social e relações raciais, Lia Vainer Schucman integra a equipe da nova temporada do programa ‘Entrevista’, do canal Futura.
A nova série vai debater desigualdade racial e violências contra a população negra sob um novo prisma: a branquitude e a responsabilidade da população branca na manutenção do racismo no Brasil. Entre os temas estão a definição de branquitude; o privilégio branco; o homem branco a partir do olhar dos povos originários; a criação do conceito de raça; vantagens estruturais das pessoas brancas; a falsa ideia de neutralidade racial; e a branquitude na mídia.
A série “Entrevista – Branquitude” estreia nesta segunda-feira, 5 de outubro, às 20h45.
O professor de astrofísica Alexandre Zabot, que atua no curso de Engenharia Aeroespacial da UFSC Joinville, foi entrevistado para o podcast do Estado de São Paulo Estadão Notícias sobre a descoberta de gás fosfina em Vênus (substância que pode indicar algum tipo de vida no planeta).
A gestora de fundos quantitativos Quantamental divulgou os estudantes universitários vencedores de um desafio de desenvolvimento de “robôs” para investir. São modelos que usam dados históricos para prever o futuro dos preços de ativos, por meio de inteligência artificial.
A equipe vencedora da competição foi a EESC Finance, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, que criou o robô Leônidas I, em homenagem ao rei e general espartano. A equipe é formada pelos estudantes Antonio de Lucca Alves e Lucas Kiyoshi Funayama.
Em segundo lugar, ficou a Liga de Investimentos da Escola Politécnica da UFRJ, com o robô Beane, em homenagem ao ex-jogador de beisebol Billy Beane, “o homem que mudou o jogo”. Estão no grupo Lucas Salek, Joaquim Cardoso, Daniel Elias e Phelipe Francesco.
Em terceiro lugar, ficou o Clube de Finanças, composto por integrantes da Udesc e da UFSC, de Santa Catarina. Eles criaram o robô Tom & Welles, em homenagem aos analistas técnicos Tom DeMark e Welles Wilder. Estão na equipe Andreza Figueiró de Menezes (Udesc), Leonardo de Sá Nicolazzi (Engenharia Mecânica/UFSC) e Vinícius Felipe Custódio (Udesc). (mais…)
O concurso Solar Decatlhon Latin America & Caribe (SDLAC), competição que busca propostas urbanas sustentáveis de edificações habitacionais multifamiliares para a cidade de Buenaventura, na costa colombiana, reconheceu o trabalho da equipe Minga (como a própria tradução do termo indígena indica, “equipe”), composta por estudantes e docentes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e da Pontificia Universidad Javeriana Cali (PUJ-Cali). Realizado pela primeira vez na América Latina na edição de dezembro de 2019, o Brasil contou com participação em duas oportunidades, sendo que a UFSC integrou ambas as equipes.
Reportagem do Notícias do Dia enfoca o trabalho de Lenir do Rosário, que estudou biologia na UFSC e viajou pelas regiões do Estado, registrando pássaros em seus habitats. Trabalho é referência sobre a avifauna catarinense.
Na terceira reportagem da série “Covid-19 em Dados”, publicada no portal ND+, conheça a história, os desafios e a inovação do protótipo de ventilador mecânico pulmonar, ou respirador, produzido em oficina improvisada na casa de um professor da UFSC com a ajuda do filho.
O mês de setembro é marcado pela conscientização sobre a doença de Alzheimer. Um reportagem produzida pela emissora NDTV e veiculada no último sábado, 5 de setembro, abordou uma série de palestras gratuitas que será realizada em Florianópolis, com especialistas da área médica, para debater o assunto.
Na matéria o neurologista Ylmar Correa Neto, professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica as características da enfermidade. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que se manifesta apresentando deterioração cognitiva e da memória de curto prazo e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo.
> Clique AQUI para assistir à reportagem na íntegra
Um grupo do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) levou para a internet algumas atividades que caíram no gosto da criançada.
Assista à reportagem produzida pelo Portal ND+, cuja gravação foi feita antes do retorno às aulas de forma não presencial.
Daniel dos Santos Avila foi contratado pela Universidade Técnica Delft na Holanda – Foto: divulgação
Após fazer o Ensino Médio e o Ensino Fundamental em escolas públicas e a graduação e uma pós-graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o engenheiro de materiais Daniel dos Santos Avila foi contratado pela Universidade Técnica Delft, na Holanda, para trabalhar em uma pesquisa voltada a desenvolver novos tipos de aços de alta resistência, tendo concorrido com 150 candidatos à vaga. A partir de outubro, ele também dará início ao doutorado na mesma universidade. A notícia teve destaque na última segunda-feira, 31 de agosto, na coluna de Leo Coelho no portal NSC Total.
Daniel defendeu recentemente sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFSC (PGMAT). Intitulado Desenvolvimento de compósito de matriz ferrosa reforçada por carbeto de Nióbio formado in situ durante a sinterização, o trabalho foi orientado por Aloisio Nelmo Klein, professor do PGMAT e coordenador do Laboratório de Materiais (LabMat).
Antiga Casa da Estudante Universitária (CEU), moradia exclusivamente feminina, na rua Esteves Júnior. Foto: Carlos Damião
Em seu blog, o jornalista Carlos Damião deu início no último domingo, 30 de agosto, a uma série de postagens sobre os 60 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que se completam em 18 de dezembro deste ano. Os posts destacam aspectos da história da universidade que mexeram com Florianópolis.
O primeiro texto aborda a moradia estudantil. Dois imóveis da área central da cidade serviram para abrigar os alunos que vinham de fora e não tinham recursos para alugar imóveis na capital catarinense. A antiga Casa da Estudante Universitária (CEU), localizada na rua Esteves Júnior, era estritamente feminina e de propriedade da professora Alice Guilhon Gonzaga Petrelli, que a alugou para moradia estudantil durante cerca de 25 anos.
O outro prédio que serviu como moradia para os estudantes da UFSC na década de 1960 ficava próximo à casa em que funcionava a CEU, na esquina da Praça Esteves Júnior com a rua Almirante Lamego, onde hoje se localiza o Shopping Praia de Fora. A construção original abrigou, no fim da década de 1950 e início da década seguinte, a revendedora de automóveis da marca francesa Simca, de propriedade do empresário José Carlos Daux. Quando desativou a firma, Daux adaptou a construção para acomodar estudantes da UFSC.
Reportagem produzida pela NSC TV para a série ‘Isoladamente’ mostra um guia de orientações para conservar a saúde mental em tempos de pandemia. Elaborado pelo Laboratório de Psicologia Positiva nas Organizações e no Trabalho (Lappot), Vidas que Mudaram traz experiências, dicas e exercícios, além de uma relação de leituras indicadas sobre saúde mental.
As pesquisas desenvolvidas pelo Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) sobre Covid-19 foram destaque em matéria veiculada na segunda-feira, 17 de agosto, do canal NSC TV. A reportagem de Mayara Vieira demonstrou o papel desempenhado pelo hospital nos estudos sobre a doença e os processos desenvolvidos pelos profissionais para viabilizar mais de 30 pesquisas sobre o tema.
Também destacou a posição alcançada pelo HU/UFSC em um levantamento realizado pela Coordenadoria de Pesquisa e Inovação Tecnológica da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que aponta o hospital na primeira colocação em volume de estudos relacionados a Covid-19 da rede.
Faleceu no último fim de semana, em Florianópolis, o médico pediatra Álvaro José de Oliveira, profissional que durante décadas prestou assistência a milhares de crianças nascidas no Estado. O jornalista Moacir Pereira publicou sua coluna, no Notícias do Dia, um texto de um amigo do médico, o professor e também pediatra Nelson Grisard. A homenagem traz o currículo de Álvaro, que graduou-se em medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1962 e concluiu a residência médica em pediatria no Hospital das Clinicas da mesma Universidade.
Veio em seguida para Florianópolis a convite do professor Miguel Salles Cavalcanti para atuar no Hospital Infantil Edith Gama Ramos (então anexo à Maternidade Carmela Dutra) e no Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFSC, que então iniciava suas funções. Em um concurso na UFSC, obteve o grau de Livre-Docente Doutor em Ciências, defendendo tese sobre “a estimulação precoce de crianças desnutridas”. Em neuropediatria foi muito ligado ao Instituto Interamericano del Niño, de Montevideo, Uruguai. Dirigiu ainda o Serviço de Pediatria do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC).
A palestra será realizada nesta quinta-feira, 13 de agosto, a partir das 18h , com o professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSC Andrei Mayer e os convidados Eslen Delanogare e João Perini, psicólogos e alunos do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFSC.
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