‘Transformação digital muito além da tecnologia’ é tema de palestra no dia 26 de outubro

15/10/2021 07:54

O projeto Academy UFSC, da Secretaria de Inovação da Universidade Federal de Santa Cataria (SINOVA/UFSC) promove a palestra “Transformação digital muito além da tecnologia“. O evento ocorre no dia 26 de outubro, das 19h às 20h, e será realizado pela plataforma de videoconferência Zoom e transmitido pelo Youtube. O link de acesso será disponibilizado na semana do evento. Para se inscrever, acesse este link.

A palestra será ministrado por Christian Engelmann, que abordará o processo de transformação digital que foi acelerado pelas demandas da sociedade que surgiram durante a pandemia. Do dia para a noite, todos tiveram que readaptar suas rotinas para um cenário muito mais digital e diversas novas habilidades foram exigidas.

Mais informações na página do Academy UFSC.

Tags: Academy UFSCpalestraSecretaria de InovaçãoSinovaUFSC

‘Utilização das cascas de pinhão como adsorventes’ é tema de palestra no dia 11 de novembro

15/10/2021 07:36

O projeto de extensão ‘Ciclo de Palestras: Química e o Cotidiano’ promove, no dia 11 de novembro, a palestra “Utilização das cascas de pinhão como adsorventes”. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link até 08 de novembro.

A palestra será ministrada pela professora Carolina Berger, do IFSC – Lages e ocorrerá das 14h às 16h por meio de vídeo conferência na plataforma Google Meet. O link de acesso será disponibilizado no dia do evento para os participantes com inscrição homologada. Os certificados serão emitidos aos participantes que apresentarem frequência maior ou igual a 75% do tempo do evento.
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Evento do PPG Bioquímica tem programação para alunos do ensino médio, graduação e pós

14/10/2021 09:47

Estão abertas as inscrições para o evento Current topics in biochemistry – CurTo 2021, organizado pelo Programa de Pós-Graduação (PPG) em Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). On-line e gratuita, a programação ocorre de 10 a 12 de novembro e contará com atividades voltadas a alunos do ensino médio, de graduação e pós-graduação e pesquisadores em geral.

Com o tema A ciência é feita por todos nós, o pré-evento, no dia 10, tem como foco alunos de ensino médio e graduação. Ingresso na graduação, pós-graduação, carreira acadêmica, evidências científicas e as pesquisas do PPG Bioquímica estão entre os assuntos abordados. As inscrições podem ser feitas até a data do evento neste link, onde também está disponível a programação.

Já em 11 e 12 de novembro, as atividades têm como público-alvo pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação. Palestras, apresentações orais e pôsteres discutirão as áreas de bioinformática, bioquímica estrutural, ecotoxicologia, sinalização celular e metabolismo. As submissões de resumo são aceitas até 24 de outubro. Inscrições, instruções para o envio de trabalhos e demais informações podem ser acessadas no site do evento.

Tags: bioquímicaCurrent Topics in BiochemistryPrograma de Pós-Graduação em BioquímicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professores da UFSC apresentam projeto Realidade Aumentada nas Escolas em live

13/10/2021 20:15

O professor Alexandre Marino Costa, do Departamento de Ciências da Administração, e a professora Eliane Pozzebon, do Departamento de Computação do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde, campus de Araranguá, são os convidados da live “Realidade Aumentada no Processo Ensino-Aprendizagem”, promovida pelo Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Inovação em Educação, Tecnologias e Linguagens (Grupo Horizonte), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A live será realizada nesta quinta-feira, 14 de outubro, às 14h30, com transmissão pelo canal do Grupo Horizonte no YouTube e no Facebook. Os professores da UFSC vão falar sobre o projeto Realidade Aumentada nas Escolas.

 

Tags: Realidade Aumentada nas EscolasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós-graduação em Física oferece cursos de férias de Matemática Básica e Introdução ao Cálculo

13/10/2021 12:20

O Programa de Pós-graduação em Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organizou cursos concentrados e gratuitos de Matemática Básica e Introdução ao Cálculo. Os cursos de férias de outubro de 2021 estão voltados tanto para calouros se prepararem para essas disciplinas quanto para alunos que repetiram em alguma dessas disciplinas. Os cursos serão oferecidos de 18 a 21 de outubro, são gratuitos e abertos à comunidade.

O número de vagas é de 200 vagas em cada curso, que será oferecido em 2 turnos com 100 vagas cada um, conforme cronograma abaixo. Os cursos serão ministrados por doutorandos em Física, sob a supervisão do professor Marcelo Tragtenberg, do Departamento e Pós-Graduação em Física da UFSC. Os pós-graduandos são estagiários de docência.

O curso de Matemática Básica abrangerá fatoração, frações, potenciação, radiciação, equações, polinômios, trigonometria, funções, sistemas de equações. O curso de Introdução ao Cálculo abordará revisão de funções, limites e derivadas.

Esses cursos serão registrados como cursos de extensão, com direito a certificado, com presença mínima de 75% das aulas (três das quatro aulas). As apostilas constituem apoio mas não contêm todo o conteúdo de cada unidade. Elas estão disponibilizadas em formato PDF, na pagina cursosdeferias.paginas.ufsc.br. Nenhum destes cursos pode ser validado como disciplina de Pré-Cálculo ou Cálculo I.

As inscrições podem ser feitas até as 12 horas de 16 de outubro de 2021. Uma vez inscrito, o aluno receberá o link para ingressar na sala e realizar o curso. A lista de presença será divulgada pelo professor e deve ser assinada diariamente pelos alunos.

Neste semestre, por serem ministrados por videoconferência, ingressantes e veteranos de todos os campi da UFSC podem se inscrever, além de membros da comunidade

“As disciplinas de Pré-Cálculo, Cálculo I/A e Física 1 apresentam grandes níveis de repetência. Por outro lado, vários ingressantes apresentam dificuldades para trabalhar com conceitos básicos de matemática. Essas disciplinas exigem muita dedicação no estudo do conteúdo após a aula, resolução de muitos exercícios e bagagem em matemática do ensino médio”, diz o professor Marcelo Tragtenberg.

Período dos cursos: de 18 a 21 de outubro de 2021

Manhãs (9-12h)
Matemática Básica (http://inscricoes.ufsc.br/matematica-basica-10-2021m)
Introdução ao Cálculo (http://inscricoes.ufsc.br/calculo-10-2021m)

Tardes (14-17h)
Matemática Básica (http://inscricoes.ufsc.br/matematica-basica-10-2021t)
Introdução ao Cálculo (http://inscricoes.ufsc.br/calculo-10-2021t)

Tags: Cursos de fériasIntrodução ao Cálculomatemática básicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Especialista do HU aponta medidas que podem ajudar no combate à trombose

13/10/2021 11:48

Gilberto do Nascimento Galego é cirurgião vascular do HU-UFSC/Ebserh. Foto: Sinval Paulino

Manter hábitos saudáveis, estar atento aos sinais do corpo, evitar situações de estresse e adoção de medidas de prevenção são algumas das atitudes que podem ser tomadas por todos os cidadãos e por profissionais de saúde para combater e prevenir a trombose. As dicas foram apontadas pelo cirurgião vascular Gilberto do Nascimento Galego, chefe da Unidade do Sistema Cardiovascular do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), que falou sobre o tema por ocasião do Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro.

A data tem como principais objetivos aumentar a conscientização sobre a doença, reduzir o número de casos não diagnosticados, incrementar medidas para prevenção baseada em evidências, incentivar sistemas de cuidados de saúde de forma a criar estratégias para garantir “melhores práticas” para a prevenção, diagnóstico e tratamento e incrementar os recursos adequados para essas ações e o apoio à pesquisa para reduzir a carga da doença trombótica.

Galego explicou que a trombose é a formação de um coágulo no interior de um vaso que pode ser uma artéria ou uma veia e isso vai orientar sobre o tipo de trombose, os fatores de risco, a dimensão do problema e as possibilidades de tratamento. “No caso de uma artéria, temos uma trombose arterial e no caso de uma veia, trombose venosa. Quando for uma veia mais calibrosa ou profunda, chamamos de Trombose Venosa Profunda”, explicou o médico.
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Cultura, patrimônio e memória escolar são temas de rodas de conversa

13/10/2021 10:33

Começam nesta sexta-feira, 15 de outubro, as rodas de conversa da série Cultura, patrimônio e educação. História oral: infância escolar, promovida pelo Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) e pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Aberta a toda a comunidade, a atividade ocorre pelo Moodle Grupos e visa compartilhar histórias e fotografias dos tempos de escola. Os participantes são convidados a levar ao primeiro encontro fotos de turma, provas, atividades, cadernos e apostilas. Os interessados devem se inscrever até quinta-feira (14) pelo site inscricoes.ufsc.br/historias-rodas-de-conversas.

A ação faz parte do programa de extensão Memórias dos tempos de escola: memórias que ficarão on-line e é composta por sete encontros virtuais, até 26 de novembro, todas as sextas-feiras, das 16h às 18h. Os participantes terão direito a certificado de 30 horas.

Mais informações no site do projeto.

Tags: educaçãoNETIPROEXUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap

08/10/2021 18:45

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi. O professor Aloísio Klein foi indicado na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas e o professor Raul Wazlawick representará Santa Catarina na categoria Pesquisador Inovador – Inovação Para o Setor Público.

Os resultados da etapa regional do prêmio foram anunciados nesta sexta-feira, dia 8 de outubro, durante uma live promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Para chegar aos nomes dos finalistas da etapa estadual, a Fapesc contou com a participação das Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs), responsáveis pelas indicações, e dos avaliadores, responsáveis pela seleção. Os nomes de cientistas da UFSC selecionados foram encaminhados pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), mediante consulta aos Centros de Ensino. A UFSC tinha cinco pesquisadores entre os finalistas da etapa estadual: Aloísio Klein, Marcelo Maraschin, Miriam Pillar Grossi, Raul Wazlawick e Roger Walz.

A categoria pesquisador destaque foi dividida em três subcategorias. Foram escolhidos os professores Felipe Dal Pizzol, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) – subcategoria Ciências da Vida; Aloisio Nelmo Klein, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – subcategoria  Ciências Exatas; e Sandra Makowiecky, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) – subcategoria Ciências Humanas.

A categoria Pesquisador Inovador foi dividida em duas subcategorias. Foram escolhidos Valdir Cechinel Filho, da Universidade do Vale Itajaí (Univali) – subcategoria Setor Empresarial; e Raul Sidnei Wazlawick, da UFSC – subcategoria Setor Público. Na Categoria Profissional de Comunicação, a representante será Eonir Teresinha Malgaresi, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi é realizado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), tem como objetivo reconhecer pesquisadores que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. Será concedido também a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) e a sociedade.

com informações da Assessoria de Comunicação da Fapesc

Tags: Prêmio Confap de Ciência Tecnologia e Inovação (Francisco Romeu Landi)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Nova edição da revista de cultura do CCE está no ar

08/10/2021 12:33

Foto: Manu d`Eça

Saiu mais uma edição da Subtrópicos, revista mensal de cultura que era publicada em versão impressa pela Editora da UFSC e agora é editada pelo Centro de Comunicação e Expressão (CCE), em versão eletrônica.

Neste número, Timothy Snyder, professor de Yale, escreve sobre a falta de testes para a covid-19 nos Estados Unidos. A revista traz ainda um texto de Fábio Lopes da Silva sobre o golpe fracassado de 7 de setembro e uma resenha de Diogo Araújo sobre As aventuras do lorde Nélson, novo livro de Caléu Moraes, vencedor do concurso de contos da Editora da UFSC em 2016.

A seção de fotografia destaca a obra da artista Manu D’Eça. Já a entrevistada do mês é a escritora Luci Collin, que tem 23 livros publicados e foi recentemente contemplada com o Prêmio Jabuti na Categoria Poesia.

O projeto da publicação é debater questões contemporâneas de arte, cultura e política. Ensaístas de diferentes instituições e também de fora da universidade são convidados a escrever textos curtos, em formato não acadêmico, sobre temas do momento. Há uma seção dedicada a fotógrafos catarinenses.

Para ler a Subtrópicos, é só clicar em subtropicos.wordpress.com

 

Tags: CCErevista SubtrópicosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

RExLab promove curso “Competências digitais para as áreas STEAM” voltado para professores da educação básica

08/10/2021 11:02

O Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o curso “Competências digitais para as áreas STEAM”. O curso será oferecido por meio do programa InTecEdu, que há 13 anos realiza ações em prol da integração de tecnologias no contexto educacional, capacitando docentes de todo o Brasil, disseminando novas metodologias de ensino e valorizando a Cultura Maker.

O curso ocorrerá no período de 14/10 a 4/11 e conta com certificado de 20 horas emitido pela UFSC. Haverá aulas gravadas e aulas síncronas, que acontecerão por meio de lives no canal do YouTube do laboratório, às quintas-feiras, das 19h às 20h. Materiais e atividades ficarão disponíveis em Ambiente Virtual de Ensino e Aprendizagem.

Para realizar a inscrição no curso, basta preencher o formulário: https://forms.gle/HJhY7uBmgLvybWiU8
Dúvidas podem ser sanadas por meio do endereço de e-mail: cursos@rexlab.ufsc.br

@rexlabufsc – https://www.instagram.com/rexlabufsc/
/rexlab/ARARA – https://www.facebook.com/rexlabARA

Tags: capacitação de professorescompetências digitaisRexLabSTEAMUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

HU-UFSC é o primeiro hospital credenciado em Santa Catarina para formar especialistas em endoscopia

08/10/2021 10:20

O Centro de Endoscopia Digestiva do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) foi credenciado para formar médicos especialistas na área de endoscopia digestiva. Com isso, a instituição vai passar a oferecer, oficialmente, um curso de especialização nesta área, com formação plena de dois anos.

O credenciamento foi feito pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), que vistoriou o Centro de Endoscopia do HU e considerou itens como o espaço físico, o processo de desinfecção, a equipe de enfermagem e apoio, o grau de complexidade da proposta, o número de preceptores, a grade curricular e os processos gerais (segurança do paciente, sigilo de dados e resultados críticos). Em todos os itens, o diagnóstico da Sobed foi de “adequado”.

A coordenadora do Centro de Endoscopia, a gastroenterologista Cintia Zimmermann de Meireles, disse que os cursos serão oferecidos a partir de 2022, formando dois médicos especialistas por ano, considerando o número de procedimentos realizados no HU. “Nosso centro será o primeiro em Santa Catarina credenciado pela Sobed para este treinamento”, acrescentou a especialista, que atuará como coordenadora do Centro de Ensino e Treinamento.

Os membros da comissão da Sobed que fizeram a avaliação especificaram que o serviço oferecido no HU conta com boa estrutura física e equipamentos, realizando desde procedimentos básicos até avançados, incluindo CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) e Ecoendoscopia.

A gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFSC, Maria Luiza Bazzo, disse que os médicos que se candidatarem ao curso que oferece o título de especialista em endoscopia no hospital terão contato direto com uma equipe especializada, além de acesso a procedimentos e material de ponta para a sua formação. “Isso vem ao encontro do papel do HU, que é de unir uma assistência de qualidade à excelência na formação de profissionais qualificados”, explicou a dirigente.

Unidade de Comunicação Social HU-UFSC/Ebserh

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Propesq realiza live para lançamento externo do Portal de Ofertas e Demandas da UFSC

07/10/2021 13:38

A Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou uma live nesta quarta-feira, 6 de outubro, para fazer a divulgação externa do Portal de Ofertas e Demandas em Ciência e Tecnologia (PODe) da Universidade. O portal é uma ferramenta que tem o objetivo de conectar a sociedade com os produtos e serviços que a UFSC oferece. O evento é uma das atividades para marcar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece de 2 a 8 de outubro de 2021.

Participaram da transmissão a superintendente de Projetos da Propesq, Maique Weber Biavatti, o assessor da Propesq Armando Albertazzi, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot, o secretário de Inovação da UFSC, Alexandre Moraes Ramos, o representante da Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc), Milton Pereira, o representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SC), Celso Albuquerque, o secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Luiz Cláudio Miletti, e o representante da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) Günther Pfeiffer, além de outros profissionais dessas instituições.
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Tags: Portal de Ofertas e Demandas (PODe)PROPESQSinovaSNCTUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Abertas as inscrições para o ciclo “Futuro do Trabalho: Perspectivas latino-americanas”

04/10/2021 17:51

Estão abertas as inscrições para o ciclo de seminários “Futuro do Trabalho: Perspectivas latino-americanas”. O ciclo será composto por seis seminários online que serão realizados semanalmente, a partir de 20 de outubro, para discutir temas atuais dos mundos do trabalho com especialistas renomados do Brasil, Argentina, Uruguai e México. A iniciativa é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com organizações do movimento sindical. O curso é gratuito e dá direito a certificado de 12 horas a quem participar de 75% das discussões. Inscrições podem ser feitas aqui.

Os temas dos seminários focam tecnologia e trabalho no pós-pandemia (dia 20), assédio, violências, saúde e cuidado (dia 27), liberdade, precariedade e trabalho compulsório (3 de novembro), desigualdades estruturais e mercado de trabalho (dia 10), políticas de austeridade e reformas no mundo do trabalho (dia 17) e a reinvenção de formas de organização da classe trabalhadora (dia 24). O grupo de conferencistas é formado por Carlos Páez (México), Pedro Lisdero (Argentina), Hugo Barreto (Uruguai) e renomados nomes da pesquisa no Brasil, como Márcia de Paula Leite, Beatriz Mamigonian e Laís Abramo.

Os seminários serão transmitidos pelos canais do YouTube “Fazendo Escola” e do Laboratório de Sociologia do Trabalho/UFSC, com acesso público por tempo indeterminado. O ciclo articula a rede de pesquisadores do trabalho no CFH com uma rede de organizações sindicais. É realizado pelo Laboratório de Sociologia do Trabalho (Lastro), da UFSC, e pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Trabalho Público e Sindicalismo (Fazendo Escola), vinculado ao Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (Sinjusc). Conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina (Sintrajusc) e do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (SindjusRS).

Tags: CFHFazendo EscolaFuturo do TrabalhoLASTROUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto Cinema Mundo apresenta live do ciclo cinema LGBTQIA+

04/10/2021 14:45

#ParaTodosVerem #DescriçãoDaImagem: banner-convite com quadro de filme que mostra duas jovens de pele negra, a da esquerda usando um boné rosa virado para trás e a da direita com trancinhas cor-de-rosa, ambas rindo largamente. Ao fundo, uma lagoa. Acima da foto os dizeres “RAFIKI” e “(Wanuri Kahiu, 2018)”. Abaixo da foto, a logo do Cinema Mundo, os dizeres “LIVE no Instagram do Cinema Mundo”, abaixo “19h00┃07/10, quinta-feira” e abaixo “Comentários por: Amanda Rauber Rita, Daniela Stoll, Sol Guiné e Renata Santos”. Na base inferior, a logo do Cine Paredão junto da palavra “Apoio”, a logo da UFSC PROEX junto de “Promoção” e as logos da BU e do Cinema UFSC junto da palavra “Realização”.O Projeto Cinema Mundo apresenta sua terceira live do ciclo “cinema LGBTQIA+” nesta quinta-feira, dia 7 de outubro, sobre o filme “Rafiki” (Wanuri Kahiu, 2018). O debate ocorrerá às 19h no Instagram (@cinemamundo.ufsc) e contará com os comentários de Amanda Rauber Rita, Daniela Stoll e Sol Guiné, além da mediação de Renata Santos.

Sobre o filme
As jovens quenianas Kena e Ziki são grandes amigas e, embora suas famílias sejam rivais políticas, as duas continuaram juntas ao longo dos anos, apoiando uma a outra na batalha pela conquista de seus sonhos. A relação de amizade transforma-se em um romance que passa a afetar a rotina da comunidade conservadora em que vivem. Elas então precisam escolher entre viver este amor intensamente, desafiando as leis do Quênia, ou se distanciar para ter uma vida segura.

Sobre o debate
Amanda Rauber Rita possui graduação em Cinema pela UFSC. Durante sua graduação realizou a montagem de vários curtas, webséries, videoclipes e vídeos experimentais, dentre eles alguns TCCs e projetos de extensão conduzidos por professores dos cursos de Cinema e Artes Cênicas. Além disso, participou do projeto de extensão Poéticas da Alteridade e da Diversidade, onde dirigiu e editou três mini-documentários durante a ocupação na UFSC no ano de 2016. Atualmente trabalha como editora no projeto de doutorado do professor Daniel Leão e é designer e editora de vídeos na empresa Unfair Advantage.

Daniela Stoll é escritora e pesquisadora. Seu romance “Do lado de dentro do mar”, que aborda questões urbanas de Florianópolis pela perspectiva de três protagonistas mulheres, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2019, na categoria autor estreante. Participou com contos em “A resistência dos vaga-lumes: antologia brasileira escrita por LGBTQs” (Editora Nós, 2019) e na Revista Texturas (Florianópolis, 2020). É mestra em Literatura e graduada em Arquitetura e Urbanismo. Atualmente cursa o doutorado em Literatura, na Universidade Federal de Santa Catarina, com período sanduíche na Universidade de Lisboa.

Sol Guiné é formada em Turismo e Terapia Holística e Produção Cultural, este último pelo Instituto Tomie Ohtake. Atualmente estuda Marketing em eventos. É fundadora do Clube Lesbos e mediadora da Fllesbi+ e brechozeira fundadora do Brecho Temporary. Atua na disseminação de obras e conteúdos para dar mais visibilidade às mulheres lésbicas.

Tags: cinema LGBTQIA+Cinema MundoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

CCA Conecta Egressos promove encontro de gerações dedicadas à fruticultura

04/10/2021 14:17

O CCA Conecta Egressos desta terça-feira, 5 de outubro, às 19h, trará duas famílias de egressos de Agronomia que atuam na área de fruticultura.

Tatyana e Augusto Schütz Ferreira, mãe e filho, são egressos das turmas 1986.2 e 2018.2, respectivamente. Possuem experiência e atuam em Bom Retiro-SC, com consultoria na área de fruticultura com ênfase em maçã, mirtilo, ameixa e pera.

Tatyana é consultora técnica desde 1987. Produtora de maçã desde 2000 e de mirtilo desde 2003. Sócia fundadora da Associação dos Produtores de Maçã de Bom Retiro. Integrante do Mulheres do Agronegócio (Faesc/Senar/Sindicatos). Responsável Técnica de armazenamento de produtos vegetais da empresa Pomesul, em Bom Retiro.

Augusto é mestre em Produção Vegetal pela Universidade do Estado de Santa Catarina, consultor técnico e coordenador de estágios e coordenador de fruticultura na Escola EEM Valmir Omarques Nunes, curso Técnico Agrícola. Produtor de maçã e mirtilo.

Renato e Guilherme Fontanella Sander, pai e filho, são egressos das turmas 1982.2 e 2012.2. Atuam na empresa Vale do Sol em São Joaquim-SC

Renato Sander é agrônomo, consultor técnico em fruticultura, foco na cultura da macieira, desde 1985, pós-graduado em administração de empresas. Gerente técnico e administrativo da Mareli. Sócio da Vale do Sol, empresa que atua na área consultoria, assistência técnica e produção de maçãs.

Guilherme é agrônomo, mestre e doutor em Produção Vegetal. Consultor técnico e responsável pelo desenvolvimento de pesquisas da Vale do Sol. Atua com assistência técnica e consultoria, levando soluções técnicas e científicas aos produtores de maçã.

No encontro também irão participar o docente aposentado que ministrava a disciplina de Fruticultura, Aparecido Lima da Silva, e o docente Alberto Fontanella Brighenti, ambos referências na área de Fruticultura.

 

Tags: CCAEgressosfruticulturaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto de extensão seleciona empresas para programa nutricional

01/10/2021 15:04

O Nutri.com in company, projeto de extensão do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), seleciona empresas catarinenses para seu Programa Nutricional. Podem participar organizações públicas ou privadas de pequeno porte (até 15 pessoas) que tenham interesse e disponibilidade para realização de ações nutricionais remotas. As inscrições podem ser feitas até 15 de outubro pelo formulário on-line.

O objetivo do projeto é realizar estratégias nutricionais dentro de ambientes corporativos, baseadas em técnicas cognitivo-comportamentais que contribuam para melhorar o estado global de saúde dos trabalhadores. O programa será gratuito e terá duração de oito semanas, sendo quatro encontros síncronos quinzenais com todos os participantes, com duração aproximada de uma hora cada. As consultas individuais serão realizadas durante o período do programa. Todos os participantes precisam ter acesso individual a computadores com câmera. 

Mais informações pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com ou pelo perfil @nutri.com.ufsc no Instagram.

Tags: Departamento de NutriçãoNutri.Com – Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição ComportamentalNutri.com in companynutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Sala Verde divulga agenda de atividades para outubro

01/10/2021 14:24

A Sala Verde UFSC divulgou sua programação de outubro. Serão oferecidas quatro atividades on-line e gratuitas que abordam temas diversos, como eneagrama da personalidade, virtude da raiva na comunicação, dança e laticínios vegetais. Todas ocorrerão pela plataforma Conferência Web (conferenciaweb.rnp.br/webconf/sala-verde-ufsc). Quem se inscrever previamente terá direito a certificado de participação.

A Sala Verde é um projeto da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) que surgiu em 2005. É um espaço interativo e colaborativo que realiza ações de educação ambiental, intervenções socioambientais para toda a comunidade e atividades para a promoção de uma melhor qualidade de vida.

Tags: PROEXSala VerdeUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pró-Reitoria de Extensão seleciona estudantes de graduação para o Projeto Rondon

30/09/2021 19:04

A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Catarina (PROEX/UFSC) informa que, a partir de 4 de outubro, estão abertas as inscrições para o processo de seleção de estudantes de graduação que queiram participar do Projeto Rondon.

A Operação Amapá mais Forte ocorrerá no município de Tartarugalzinho, estado do Amapá, no período de 3 a 20 de fevereiro de 2022. Para se candidatar a uma vaga no processo de seleção, é preciso atender aos seguintes critérios:

– Ser aluno de graduação da UFSC e estar cursando acima da segunda metade do curso.

– Ter ótimo currículo (histórico, IAA, estágios, monitorias etc.)

– Ter disponibilidade de horário para os preparativos antes da realização da Operação.

Mais informações na página da PROEX.

Tags: Operação Amapá mais FortePró-Reitoria de ExtensãoPROEXProjeto RondonUFSC

Mestrando em Linguística da UFSC ganha Prêmio Nacional de Divulgação Científica

30/09/2021 18:50

O estudante de mestrado da Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , Vitor Hochsprung, foi premiado com o segundo lugar na categoria Divulgação e Popularização da Ciência Linguística da edição 2021 do Prêmio da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN). O Prêmio ABRALIN 2021 foi anunciado no dia 30 de setembro, durante o seu Congresso Internacional (InterAb). A lista com todos os premiados pode ser conferida aqui.

O concurso tinha por objetivo reconhecer esforços em apresentar trabalhos acadêmicos, através da mídia impressa e digital, que tenham por objetivo a divulgação de resultados de pesquisa em linguística para um público não especialista. Hochsprung, que é bolsista da FAPESC, mantém um perfil na rede social Instagram desde março de 2020. Com o usuário @vitorlinguistica, o estudante compartilha resultados de pesquisa e análise de fenômenos linguísticos por meio de várias estratégias de popularização, visando à compreensão das pessoas que não são da área de Linguística.
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Tags: ABRALINDivulgação CientíficaPopularização da Ciência LinguísticaPrêmio da Associação Brasileira de LinguísticaPrograma de Pós-Graduação em LinguísticaUFSC

Evento comemora dia internacional da tradução com oficinas e mesa de debates

29/09/2021 14:19

O curso de Letras Libras, o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução e o Núcleo de Pesquisas InterTrads, da UFSC, promovem nesta quinta-feira (30) duas oficinas direcionadas ao aperfeiçoamento e atualização dos profissionais dos serviços de tradução e de interpretação e uma mesa de debate sobre a atuação profissional de tradutores e intérpretes. O evento faz parte do Dia Internacional da Tradução, e as inscrições devem ser realizadas no link.

Para as oficinas, haverá a participação de Carolina Fomin, do Instituto Singularidades, que irá falar sobre empreendedorismo para tradutores e intérpretes, às 14h. Já João Gabriel Duarte Ferreira debate aspectos práticos e profissionais da tradução e da interpretação, às 16h30. A programação também terá uma mesa de debate com a participação do tradutor e intérprete de Libras-português Ricieri Palha , da intérprete de conferências e formadora de intérpretes, Raffaella Quental e da audiodescritora Alexandra Frazão Seoane (UECE).

Tags: Dia Internacional da Tradução

Centro Acadêmico de Administração organiza workshop de oratória

29/09/2021 10:25

O Centro Acadêmico de Administração (Caad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove um workshop de oratória nesta quinta-feira, 30 de setembro, às 17h. A atividade é on-line e ocorre pela plataforma Google Meet. A ação é desenvolvida em parceria com a Vox2You – Escola de Oratória e visa amenizar dificuldades do público relacionadas à comunicação e à apresentação de trabalhos.

As inscrições podem ser realizadas até a data do evento nesta página. Os participantes terão direito a certificado de uma hora.

Tags: CAADoratóriaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Água abundante e floresta regenerada serão preservadas com criação de Refúgio de Vida Silvestre em São Chico

29/09/2021 10:00


A abundância hídrica e a riqueza de espécies na floresta do Distrito do Saí reforçam aquilo que os pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina já reconheciam a partir da literatura e de outros trabalhos na localidade: é necessário promover a conservação da biodiversidade e potencializar o turismo sustentável na região. A criação de um Refúgio de Vida Silvestre irá possibilitar que a Mata Atlântica permaneça protegida, o que garante, também, água de qualidade e outros benefícios às comunidades.

“A garantia da preservação da floresta confere um papel importante de conexão das pessoas com a natureza, de entrarem na mata e se sentirem confortáveis. A mata promove uma sensação muito agradável: sensação térmica, estética, de andar numa floresta e conseguir enxergar flores, aves, insetos. Para esse turismo mais voltado para o desfrute do meio ambiente é importante que a mata esteja muito bem preservada”, explica o professor Pedro Fiaschi, do departamento de Botânica.

Euterpe edulis, popularmente conhecida como ‘juçara'(Foto: acervo do projeto Nascentes do Saí)

A mata do Distrito do Saí, segundo Fiaschi, tem características que chamam a atenção. A área é coberta por Mata Atlântica em estágio avançado de regeneração. “Temos nesta região árvores altas e com diâmetro grande, além de estruturação em vários níveis: desde as árvores muito grandes, até as camadas inferiores. São vários extratos de floresta com indício de que estão em estado avançado de regeneração”, explica. Além disso, há também trechos que podem ser matas primárias – ou seja, que nunca sofreram impacto e preservam suas características originais desde antes mesmo da chegada da espécie humana.

Segundo o relatório de 2020 da SOS Mata Atlântica, esse bioma abrange cerca de 15% do território do Brasil, o que equivale a 17 estados. Além disso, é o lar de 72% da população, abrigando três dos maiores centros urbanos do continente sul-americano. Os dados sobre seu desmatamento também chamam a atenção: de 2018 para 2019, foram 14.502 hectares – ou 14 mil campos de futebol suprimidos, ameaçando sua rica biodiversidade.

No Distrito do Saí, no entanto, o relatório dos pesquisadores da UFSC indica uma área relativamente preservada, o que aumenta a relevância de medidas de conservação. De acordo com o professor, muitas áreas da Mata Atlântica sofreram impacto da ação humana ao longo do processo de ocupação urbana, o que é menos evidente na região do Saí. “Tudo isso sugere que essa região deva ser preservada. Uma floresta muito bem conservada vai ter uma quantidade de espécies muito maior e vai abrigar também muitas espécies de animais. Quanto mais espécies houver na flora, mais rica será a fauna associada”.

Esses indícios, entretanto, não sugerem que não tenha havido impactos da ação humana na floresta nativa. De acordo com o pesquisador, é possível que tenha existido, na localidade, um histórico de corte raso em alguns trechos, com a remoção da floresta, e também a remoção seletiva de algumas espécies, tais como jequetibá e canela-preta. Assim, ainda que a floresta seja considerada em estágio avançado de regeneração e seja rica em espécies, há outras regiões, mesmo em Santa Catarina, que se encontram em melhor estado de conservação, especialmente aquelas localizadas em regiões mais íngremes, cujo acesso à ação humana é dificultado.

Riqueza florística

O jequetibá é uma árvore de tronco largo, grande e vistosa, dessas que são impossíveis de não se reparar. Por isso, é difícil que passem despercebidas mesmo por olhos leigos. No trabalho de campo da UFSC, um aluno do professor Pedro Fiaschi identificou um indivíduo jovem. “Ele coletou um ramo e nos mostrou. É possível que haja mais pela floresta, mas esse que identificamos é um indivíduo jovem”, explica. A espécie é considerada ameaçada de extinção, mas pode ser encontrada no Distrito do Saí.

Segundo o professor, essa espécie não é encontrada em outras regiões do estado. Em Florianópolis, por exemplo, não há registro de jequetibás. Isso ocorre porque as florestas mais ao norte, no caso da Mata Atlântica, costumam ter registros de espécies que não ocorrem em áreas mais ao sul do estado. O Distrito do Saí, portanto, tem mais esse diferencial: por estar no Litoral Norte, vai apresentar algumas espécies características de uma região com chuvas mais abundantes e clima um pouco menos sazonal que o de Florianópolis, por exemplo. Este foi um ponto destacado pela equipe que fez o levantamento no relatório do projeto: as florestas do Distrito do Saí caracterizam- se como importantes componentes florísticos do estado por conta dessa característica, “contribuindo para a riqueza biológica de Santa Catarina e proporcionando habitat para uma fauna silvestre igualmente biodiversa”, tal como consta no relatório.

Rudgea jasminoides: registro de uma espécie que ocorre no interior de florestas bem conservadas

Para os pesquisadores, a existência de muitas espécies de bromélias, samambaias e outras epífitas na região do Distrito do Saí não surpreende. Essas espécies são comuns na Mata Atlântica e muitas não são encontradas em outros biomas brasileiros.”Sobre as bromélias, quando você vai a uma floresta e olha para cima das árvores, observa muitas espécies crescendo sobre o tronco das árvores, o que não surpreende em florestas bem estruturadas situadas em morros, com árvores de grande porte e penetração de luz sob vários ângulos”, resume.

De acordo com o professor, a beleza dessas plantas pode ser um atrativo para os turistas, já que elas atraem também muitas espécies de aves e outros polinizadores. “Como muitas outras plantas, as bromélias têm muita interação com polinizadores, que são muito importantes para sua reprodução, enquanto outras plantas dependem de animais para a dispersão das suas sementes, o que é essencial para a manutenção da floresta, já que permite o repovoamento de outras áreas”.

Já as samambaias também aparecem como parte do relatório do projeto. Algumas espécies são mais raras e conhecidas em poucas localidades. “No Distrito do Saí identificamos muitas espécies de samambaias, muito mais do que acharíamos em Florianópolis, por exemplo. Elas são um grupo que está associados a florestas úmidas e geralmente ocorrem onde há muitos corpos de água e chuvas bem distribuídas ao longo do ano”, explica.

A formação florestal, portanto, destaca-se na paisagem do Distrito do Saí. De acordo com o levantamento da equipe do professor Orlando Ferretti, mais de 90% do solo da região estudada tem essa composição – e apenas 1,14% seria floresta exótica, plantada. “A gente já imaginava que o Distrito é uma região importantíssima do ponto de vista da biodiversidade. Claro que dentro dele há áreas que sofreram modificação recente, por conta de ocupações que estão mais a margem. Inclusive, a área de entorno da unidade de conservação registra que a ocupação urbana está encostando no polígono”, explica.

Essa biodiversidade, segundo aponta o professor, é tributária também das formações da Serra do Mar, cadeia montanhosa composta por inúmeras reservas. A vegetação da região, explica ele, foi transformada pelo menos há cerca de 50 anos, com o corte seletivo em alguns lugares. “Mesmo assim, a gente percebe que está no estado de regeneração bem interessante, com topos de morro e encostas bastante recuperadas, o que também dá qualidade para a água da região, em mais de 150 pontos de nascente”.

Água

A relação da floresta com a água também diz muito sobre a qualidade de uma e de outra. De acordo com o relatório 2020 da ONG SOS Mata Atlântica, o bioma fornece água para mais de 60% da população brasileira. Não é diferente no Litoral Norte de Santa Catarina e particularmente em São Francisco do Sul. O próprio nome do projeto da UFSC, Nascentes do Saí, remete à característica hidrológica da região.

De acordo com o professor Nei Kavaguichi Leite, do Departamento de Ecologia e Zoologia, é possível recorrer ao ciclo da água para entender o papel da floresta com relação a esse aspecto. Uma das imagens ilustrativas do fenômeno é quando parte da água da chuva fica retida na copa das árvores, o que faz com que o solo a absorva de uma forma mais lenta, recarregando aquíferos que alimentam os rios. A falta de cobertura florestal, por outro lado, acelera este processo e faz com que o solo fique rapidamente saturado de água. “Isso gera um alto escoamento superficial que pode acarretar em um rápido aumento do nível dos rios e riachos, com consequente inundação, ou mesmo resultar em assoreamento devido ao aporte de grande quantidade de sedimento nos cursos d`água”.

Conservar a floresta garante qualidade da água

 

O estudo da equipe de hidrologia do projeto abrangeu nove bacias hidrográficas, com o interesse em compreender a disponibilidade hídrica nessas áreas, verificando também sua distribuição e abundância. Outro ponto importante a ser considerado é que essas águas são responsáveis por parte do abastecimento dos municípios de São Francisco do Sul e Itapoá, garantindo qualidade de vida à população. Cinco dos oito pontos de captação da empresa Águas de São Francisco estão na região.

Conforme o relatório, as bacias hidrográficas analisadas têm área de aproximadamente 26,7 km2, com monitoramento realizado pela equipe de hidrologia cobrindo cerca de 77% da área de estudo, em um total aproximado de 57 nascentes. As nascentes são o ponto por onde começa um curso de água e estão localizadas nas regiões mais altas.

A abundância hídrica do Distrito do Saí também foi corroborada pelo alto índice de chuvas, com uma média anual de 2.363 mm, acima da que é registrada em Santa Catarina, que é de 1.506 mm. Também se destacaram, na análise, a extensa cobertura de mata nativa, o que assegura a urgência de medidas de conservação. “Tem riachos que estão em regiões com certo grau de antropização, mas um aspecto bastante relevante é a manutenção das matas ciliares, que margeiam os rios. São matas que servem de refúgio para a biodiversidade, garantem a estabilidade dos barrancos e controlam a água que chega nos riachos. Em muitos desses riachos que estudamos, as matas ciliares disponibilizam alimentos para muitas espécies e servem também de recreação”, pontua Nei.

O professor lembra, ainda, que a manutenção dessas matas e da floresta, de um modo geral, também são medidas preventivas para deslizamentos ocasionados pelo forte índice pluviométrico. “A falta de cobertura vegetal pode acarretar em erosão e até mesmo assoreamento de riachos. Em locais com pequenas modificações, como a queda de uma árvore, em algum momento, já se detecta esse fenômeno. Mudar completamente as características da região pode gerar um impacto bem grande”, pondera.

O alerta também surge do professor Orlando Ferretti. Segundo ele, apesar da grande biodiversidade e da grande quantidade de florestas, a área apresenta riscos de deslizamento caso a floresta não seja conservada e não se torne alvo de políticas ambientais. “Quando se percebe o tipo de solo que existe lá, suscetível a riscos geológicos, e também a quantidade de chuva, pode-se falar até em um risco mais imediato, já que a área urbana está crescendo”.

Leia mais nesta quinta-feira, 30/09

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

Tags: conservaçãoDistrito do SaíecologiaNascentes do SaíProjeto Nascentes do SaíRefúgio de Vida Silvestre

Seminário Memória e Museologia LGBT + Resistência ocorre de 19 a 22 de outubro

28/09/2021 16:59

Entre os dias 19 e 22 de outubro a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia três eventos na área de Museologia: o “Seminário Memória e Museologia LGBT + Resistência”, o “IV Seminário Museus e Resistência” e o “III Seminário Museus, Memória e Museologia LGBT.” Os seminários são promovidos pelo curso de Museologia da UFSC, pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE/UFSC), pelo Museu Victor Meirelles, por integrantes da Rede LGBT+ de Memória e Museologia Social e pela equipe da Revista Memória LGBT+.

O objetivo dos eventos é discutir e produzir conhecimento atualizado sobre museus, memória e Museologia quando em conexão com populações com identidade de gênero e sexualidade dissidentes da matriz branca e cisheterossexual. As atividades contarão com a presença de pessoas que se posicionam contra o racismo e LGBTfobia por meio de reconhecida produção intelectual, artística, ativista e atuação profissional no campo da Museologia LGBT+.

As inscrições devem ser feitas na página dos eventos. O certificado, de 24 horas, será expedido para as pessoas que participarem de no mínimo 75% das atividades.

Os seminários serão transmitidos pelo canal YouTube da Museologia UFSC e o link será enviado por e-mail aos participantes que fizerem a inscrição na plataforma.

A programação completa está disponível aqui.

Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações nas seguintes páginas no Instagram: MuseologiaUFSC e MArquEUFSC

Tags: IV Seminário Museus e ResistênciaMArquEmuseologiaMuseu de Arqueologia e EtnologiaSeminário Memória e Museologia LGBT + ResistênciaUFSC

Afinal, o que a UFSC tem feito durante a pandemia de Covid-19?

28/09/2021 16:02

As ações da UFSC durante a pandemia de Covid-19 são destaque em um novo vídeo, elaborado pela Agência de Comunicação da UFSC. O vídeo foi lançado nesta terça-feira, dia 28 de setembro, e está disponível no YouTube e nas redes sociais oficiais da Universidade.

Quais foram as principais pesquisas que surgiram desde março de 2020?

Como a UFSC atua na linha de frente no combate à pandemia por meio do Hospital Universitário e como parceira da vacinação?

Como a UFSC se adaptou para oferecer seu currículo de forma não presencial?

Como a UFSC se prepara para as próximas etapas de retomada?

Clique no vídeo e veja as respostas para essas e demais perguntas:

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UFSC Explica – Pandemias
Professor da UFSC fala sobre as vacinas contra o Coronavírus
UFSC: com Ciência, pela Vida

Tags: coronavírusCovid-19UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC e comunidade de São Francisco do Sul sugerem criação de Refúgio de Vida Silvestre no Distrito do Saí

28/09/2021 10:00

Por dentro das matas no alto de um morro no Litoral Norte de Santa Catarina, um pequeno caneleiro-bordado está pronto para desbravar um mundo novo. Poderia ser personagem de um desenho animado, mas é uma ave observada pela primeira vez em um Estado onde não costuma ser vista. A região escolhida é cheia de características atrativas: com espécies diversificadas e água em abundância, deve se tornar a primeira unidade de conservação da parte continental de São Francisco do Sul, por recomendação de um extenso trabalho que uniu a ciência e as comunidades do Distrito do Saí.

A parceria começou após a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ser contratada pela Prefeitura de São Francisco do Sul para estudar a região. Os recursos vieram como parte de uma multa recolhida pelo Ministério Público Federal e foram aplicados para que se analisasse as características para a criação de uma unidade de conservação municipal, em um polígono previamente estabelecido. O estudo resultou em um relatório com mais de 700 páginas, que organiza o conhecimento sobre aspectos como a hidrologia, a geologia, a fauna e a flora da região e ainda apresenta um histórico socioantropológico da área, recomendada para ser um Refúgio de Vida Silvestre.

Caneleiro bordado: espécie foi vista pela primeira vez e indica o quanto a mata pode ter riquezas desconhecidas (Foto: Fernando Farias)

O Projeto Nascentes do Saí traça uma imagem panorâmica e também o raio-x de um lugar repleto de particularidades, que tem urgência na preservação da sua biodiversidade e também pode servir como ponto de turismo ecológico por conta de suas características. O território do Distrito do Saí possui 116 km2, água, floresta e animais em abundância e um patrimônio cultural cheio de histórias. Transformá-lo em unidade de conservação vai contribuir com a proteção e exploração sustentável dos seus encantos turísticos.

Coordenadoria de Design e Programação Visual / Agecom

“A região de morros do Distrito do Saí nos surpreendeu com a sua riqueza de espécies, tanto de flora, como de fauna. É um remanescente de Mata Atlântica muito importante para o Estado, tendo a sua maior parte em estágio avançado de regeneração, além de ser fundamental para a segurança hídrica do município por causa dos seus mananciais”, explica o professor Rodrigo de Almeida Mohedano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e coordenador do projeto. “Além dessa tomada de informações, de dados, o projeto é pautado em um processo de governança com a comunidade, porque entendemos que essas ações muito verticais, de cima para baixo, não têm muita efetividade. É preciso que a comunidade participe desde o começo”, contextualiza o professor.

De início, não foi um processo fácil, pois, no senso comum, unidades de conservação costumam ser temidas por, em alguns casos, enrijecerem determinadas regras de ocupação. Mas mesmo com uma pandemia imprevista pelo caminho, a equipe conseguiu construir, com base no diálogo, uma proposta e uma minuta de lei para criar o que se denomina Refúgio da Vida Silvestre.

O polígono inicialmente delimitado pela prefeitura transformou-se em uma área maior, de aproximadamente 6.702 hectares, segundo explica o professor Orlando Ferretti, responsável pela caracterização geográfica. O traçado passou a abranger, também, áreas de maiores altitudes, na divisa com Itapoá e Garuva, onde não há ocupação, mas há floresta.

Segundo Ferretti, a proposta de criação de uma unidade no local remonta à década de 1980, quando a Unesco criou o conceito de Reserva da Biosfera, com o objetivo de dar sustentação à preservação dos diferentes biomas espalhados pelo mundo. No Brasil, esse processo se estendeu entre final de 1990 e início de 2000, onde se estabeleceram as possíveis reservas para as áreas de Mata Atlântica. “Foi uma designação muito mais de uma política internacional, de observar nos diferentes biomas quais as áreas que deveriam ser mais cuidadas e ter mais trabalhos científicos e áreas protegidas”, contextualiza.

Hoje, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), a primeira criada no Brasil, passou por diversas ampliações. De acordo com informações da Unesco, ela cobre porções territoriais de vegetação de Mata Atlântica ao longo de 89.687.000 hectares. Isso forma um corredor ecológico por 17 estados, incluindo Santa Catarina. A RBMA é a maior e uma das mais importantes unidades da Rede Mundial da Unesco.

Dentro do próprio bioma de Mata Atlântica, explica o professor, foram criadas inúmeras reservas, parte delas na região Sul – e a mais importante hoje denominada Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. “No Norte, há áreas de serra do mar, nas regiões de Joinville, Campo Alegre, Garuva, São Chico. Ali há uma grande indicação da importância e da biodiversidade nessas áreas, balizadas pela Unesco”, comenta. A região de São Francisco do Sul, desde os anos 2000, é reconhecida como altamente importante, mas ainda não tem uma unidade de conservação em sua área continental.

A ideia de criar a primeira unidade de conservação de proteção integral na região tem uma importância adicional: somado às outras áreas protegidas do entorno, esse polígono seria uma espécie de corredor ecológico e garantiria mais trocas genéticas nas populações de animais ou de plantas que vivem em outras reservas. “É importante que haja muita unidade de conservação para que haja conexão entre os diferentes fragmentos, para que as espécies possam circular entre as áreas, tendo essa facilidade para o fluxo genético”, reforça Rodrigo.

Equipe de pesquisa em ação

O professor Ferretti também reforça a possibilidade de uma nova reserva se agregar a um chamado mosaico de áreas protegidas, que garante uma maior cobertura de proteção legal, com uma intensa variedade de ambientes, tais como serra e planície, por exemplo. Isso possibilita que haja ligação possível com corredores, seja pela água, seja pela terra, fazendo com que os animais façam a passagem de um ponto a outro. “É urgente a criação de unidades também para não isolar esses animais”, pontua.

Unindo saberes

Trabalho com a comunidade começou antes da pandemia (Fotos: acervo do projeto)

Segundo o professor Rodrigo, o Núcleo de Educação Ambiental (NEAmb) foi um dos vértices de todo esse processo. Além de já ter, no histórico, a execução de um trabalho semelhante, realizado na cidade de Itapema, o NEAmb potencializou conhecimentos multidisciplinares para o estudo. “O nosso diferencial foi trabalhar com as comunidades, empoderar a comunidade com conhecimento e incluí-la no processo, com metodologias de educação ambiental e de governança”.

A proposta de unir os saberes locais da comunidade e os saberes técnicos que a equipe da UFSC propunha fez com o que o projeto Nascentes do Saí fosse um trabalho coletivo. “Não adianta vir alguém de fora, da universidade ou do poder público e impor a criação de uma Unidade de Conservação, pois sem a apropriação desta pela comunidade, ela ficaria apenas no papel”, destaca Luiz Gabriel Catoira Vasconcelos, responsável pela governança. “O conceito de governança que trazemos do professor Daniel Silva é justamente esse: aumentar a capacidade das comunidades de participar da gestão do seu território e seus bens comuns”.

O pesquisador lembra que foi um desafio romper as opiniões pré-estabelecidas, já que muitos moradores identificavam o projeto como uma espécie de inimigo. A falta de confiança no poder público e até mesmo um preconceito com iniciativas ambientais são apontados como duas das possíveis causas desse afastamento inicial. “A efetividade da gestão de bens comuns como as águas, florestas e o meio ambiente equilibrado depende da existência de diálogo e cooperação entre todos atores envolvidos. Do contrário, a competição individualista leva à intensificação da degradação e eventualmente a um colapso irreversível”, aponta.

Justamente por isso, a equipe buscou cultivar e construir relações de confiança. A comunidade foi chamada a participar desde o primeiro momento, em conversas, depois em grupos virtuais, por conta da pandemia, e também nas três audiências públicas executadas para apresentar o que estava sendo coletado e ouvir o que os moradores tinham a dizer. As oficinas de construção participativa da proposta da Unidade de Conservação colocaram em diálogo pessoas com concepções divergentes trabalhando de modo cooperativo.

“Certamente a participação de cada um enriqueceu o processo e contribuiu para a qualidade e legitimidade das decisões tomadas. Mais do que isso, foi um alento de que ainda pode ser possível regenerar a capacidade de diálogo e cooperação em nossa sociedade”, pontua Vasconcelos, que viu a comunidade exercer a autonomia para a proposição da categoria Refúgio de Vida Silvestre, uma recomendação coletiva, que conciliou os saberes técnicos da equipe da UFSC com os interesses e saberes da comunidade. “É claro que também houve os momentos objetivos e metodológicos das oficinas, mas eles foram resultado de meses de escuta, conversa, afeto e perseverança no diálogo, especialmente quando este era mais difícil”.

Proteção também à cultura e às tradições

A comunidade, ativamente participante das decisões sobre a unidade de conservação do Distrito do Saí, também integrou o projeto em outra frente: compartilhando suas memórias, contando suas histórias e apresentando suas práticas, o que permitiu à equipe da UFSC realizar um inventário socioantropológico da região. Para a pesquisadora Elis do Nascimento Silva, coordenadora do estudo, é importante considerar que a criação de uma UC em um território não envolve apenas a proteção do ambiente natural e sua biodiversidade, mas articula-se também com a vida dos povos e comunidades.

Entrevistas fizeram parte do levantamento realizado pela UFSC

“A abordagem sociológica, histórica e antropológica se faz necessária desde o momento inicial do estudo e dos levantamentos dos dados primários e secundários que nos permitem compreender o histórico de ocupação da região, as atividades e práticas produtivas das comunidades que dependem das áreas destinadas à criação da UC e, sobretudo, os vínculos afetivos e modos tradicionais das pessoas interagirem com esses ambientes há algumas gerações”, resume Elis.

Uma das coisas que mais chamou a atenção da equipe foi a riqueza do histórico de ocupação naquela área, desde o período pré-colonial, sinalizada pelos vestígios dos sambaquis, que comprovam que existe a presença humana na região há pelo menos 6.000 anos antes do presente.

Há outros pontos da história que mereceram o registro atento das pesquisadoras da UFSC como parte do esforço de registrar as memórias e os acontecimentos da comunidade: a chegada dos franceses em 1504 e a experiência do Falanstério do Saí em 1842 para implantação de um sistema coletivista de trabalho baseada na livre associação e cooperativismo, por exemplo, também é um momento que diferencia o Distrito do Saí de outras áreas. Outras heranças socioculturais são atribuídas à presença histórica do povo Guarani, dos portugueses, espanhóis, alemães e dos afrodescendentes escravizados.

O reconhecimento e a valorização da pesca artesanal como um importante patrimônio cultural imaterial do Distrito do Saí é outro destaque que a pesquisadora faz ao estudo. De acordo com ela, mesmo com um certo enfraquecimento da prática desta atividade entre as novas gerações, trata-se de uma tradição do lugar que está presente na memória da maioria das famílias. “Relacionada à pesca artesanal, também estão a cultura dos engenhos de farinha e as festividades – tradicionais e contemporâneas – que são celebradas atualmente no Distrito do Saí, como a Festa da Nossa Senhora da Glória e a Festa do Camarão”, pontua.

Para Elis, a existência de uma unidade de conservação no Distrito pode envolver ainda mais a comunidade ao território, sendo capaz de fortalecer a identidade cultural e gerar um sentimento de pertencimento por conta da valorização da biodiversidade por parte do poder público e dos turistas. “Com a criação da UC, prevemos que ela poderá ser mais um atrativo turístico para a região e que, a partir do interesse e organização da comunidade, seus patrimônios culturais materiais e imateriais podem ser melhor geridos e valorizados como potenciais do Distrito do Saí, não só histórico-culturais mas também movimentando ainda mais a economia local”, acrescenta a pesquisadora.

 

Água abundante e floresta regenerada

A abundância hídrica e a riqueza de espécies na floresta do Distrito do Saí reforçam aquilo que os pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina já reconheciam a partir da literatura e de outros trabalhos na localidade: é necessário promover a conservação da biodiversidade e potencializar o turismo sustentável na região. A criação de um Refúgio de Vida Silvestre irá possibilitar que a Mata Atlântica permaneça protegida, o que garante, também, água de qualidade e outros benefícios às comunidades.

“A garantia da preservação da floresta confere um papel importante de conexão das pessoas com a natureza, de entrarem na mata e se sentirem confortáveis. A mata promove uma sensação muito agradável: sensação térmica, estética, de andar numa floresta e conseguir enxergar flores, aves, insetos. Para esse turismo mais voltado para o desfrute do meio ambiente é importante que a mata esteja muito bem preservada”, explica o professor Pedro Fiaschi, do departamento de Botânica.

Euterpe edulis, popularmente conhecida como ‘juçara'(Foto: acervo do projeto Nascentes do Saí)

A mata do Distrito do Saí, segundo Fiaschi, tem características que chamam a atenção. A área é coberta por Mata Atlântica em estágio avançado de regeneração. “Temos nesta região árvores altas e com diâmetro grande, além de estruturação em vários níveis: desde as árvores muito grandes, até as camadas inferiores. São vários extratos de floresta com indício de que estão em estado avançado de regeneração”, explica. Além disso, há também trechos que podem ser matas primárias – ou seja, que nunca sofreram impacto e preservam suas características originais desde antes mesmo da chegada da espécie humana.

Segundo o relatório de 2020 da SOS Mata Atlântica, esse bioma abrange cerca de 15% do território do Brasil, o que equivale a 17 estados. Além disso, é o lar de 72% da população, abrigando três dos maiores centros urbanos do continente sul-americano. Os dados sobre seu desmatamento também chamam a atenção: de 2018 para 2019, foram 14.502 hectares – ou 14 mil campos de futebol suprimidos, ameaçando sua rica biodiversidade.

No Distrito do Saí, no entanto, o relatório dos pesquisadores da UFSC indica uma área relativamente preservada, o que aumenta a relevância de medidas de conservação. De acordo com o professor, muitas áreas da Mata Atlântica sofreram impacto da ação humana ao longo do processo de ocupação urbana, o que é menos evidente na região do Saí. “Tudo isso sugere que essa região deva ser preservada. Uma floresta muito bem conservada vai ter uma quantidade de espécies muito maior e vai abrigar também muitas espécies de animais. Quanto mais espécies houver na flora, mais rica será a fauna associada”.

Esses indícios, entretanto, não sugerem que não tenha havido impactos da ação humana na floresta nativa. De acordo com o pesquisador, é possível que tenha existido, na localidade, um histórico de corte raso em alguns trechos, com a remoção da floresta, e também a remoção seletiva de algumas espécies, tais como jequetibá e canela-preta. Assim, ainda que a floresta seja considerada em estágio avançado de regeneração e seja rica em espécies, há outras regiões, mesmo em Santa Catarina, que se encontram em melhor estado de conservação, especialmente aquelas localizadas em regiões mais íngremes, cujo acesso à ação humana é dificultado.

Riqueza florística

O jequetibá é uma árvore de tronco largo, grande e vistosa, dessas que são impossíveis de não se reparar. Por isso, é difícil que passem despercebidas mesmo por olhos leigos. No trabalho de campo da UFSC, um aluno do professor Pedro Fiaschi identificou um indivíduo jovem. “Ele coletou um ramo e nos mostrou. É possível que haja mais pela floresta, mas esse que identificamos é um indivíduo jovem”, explica. A espécie é considerada ameaçada de extinção, mas pode ser encontrada no Distrito do Saí.

Segundo o professor, essa espécie não é encontrada em outras regiões do estado. Em Florianópolis, por exemplo, não há registro de jequetibás. Isso ocorre porque as florestas mais ao norte, no caso da Mata Atlântica, costumam ter registros de espécies que não ocorrem em áreas mais ao sul do estado. O Distrito do Saí, portanto, tem mais esse diferencial: por estar no Litoral Norte, vai apresentar algumas espécies características de uma região com chuvas mais abundantes e clima um pouco menos sazonal que o de Florianópolis, por exemplo. Este foi um ponto destacado pela equipe que fez o levantamento no relatório do projeto: as florestas do Distrito do Saí caracterizam- se como importantes componentes florísticos do estado por conta dessa característica, “contribuindo para a riqueza biológica de Santa Catarina e proporcionando habitat para uma fauna silvestre igualmente biodiversa”, tal como consta no relatório.

Rudgea jasminoides: registro de uma espécie que ocorre no interior de florestas bem conservadas

Para os pesquisadores, a existência de muitas espécies de bromélias, samambaias e outras epífitas na região do Distrito do Saí não surpreende. Essas espécies são comuns na Mata Atlântica e muitas não são encontradas em outros biomas brasileiros.”Sobre as bromélias, quando você vai a uma floresta e olha para cima das árvores, observa muitas espécies crescendo sobre o tronco das árvores, o que não surpreende em florestas bem estruturadas situadas em morros, com árvores de grande porte e penetração de luz sob vários ângulos”, resume.

De acordo com o professor, a beleza dessas plantas pode ser um atrativo para os turistas, já que elas atraem também muitas espécies de aves e outros polinizadores. “Como muitas outras plantas, as bromélias têm muita interação com polinizadores, que são muito importantes para sua reprodução, enquanto outras plantas dependem de animais para a dispersão das suas sementes, o que é essencial para a manutenção da floresta, já que permite o repovoamento de outras áreas”.

Já as samambaias também aparecem como parte do relatório do projeto. Algumas espécies são mais raras e conhecidas em poucas localidades. “No Distrito do Saí identificamos muitas espécies de samambaias, muito mais do que acharíamos em Florianópolis, por exemplo. Elas são um grupo que está associados a florestas úmidas e geralmente ocorrem onde há muitos corpos de água e chuvas bem distribuídas ao longo do ano”, explica.

A formação florestal, portanto, destaca-se na paisagem do Distrito do Saí. De acordo com o levantamento da equipe do professor Orlando Ferretti, mais de 90% do solo da região estudada tem essa composição – e apenas 1,14% seria floresta exótica, plantada. “A gente já imaginava que o Distrito é uma região importantíssima do ponto de vista da biodiversidade. Claro que dentro dele há áreas que sofreram modificação recente, por conta de ocupações que estão mais a margem. Inclusive, a área de entorno da unidade de conservação registra que a ocupação urbana está encostando no polígono”, explica.

Essa biodiversidade, segundo aponta o professor, é tributária também das formações da Serra do Mar, cadeia montanhosa composta por inúmeras reservas. A vegetação da região, explica ele, foi transformada pelo menos há cerca de 50 anos, com o corte seletivo em alguns lugares. “Mesmo assim, a gente percebe que está no estado de regeneração bem interessante, com topos de morro e encostas bastante recuperadas, o que também dá qualidade para a água da região, em mais de 150 pontos de nascente”.

Qualidade da floresta

A relação da floresta com a água também diz muito sobre a qualidade de uma e de outra. De acordo com o relatório 2020 da ONG SOS Mata Atlântica, o bioma fornece água para mais de 60% da população brasileira. Não é diferente no Litoral Norte de Santa Catarina e particularmente em São Francisco do Sul. O próprio nome do projeto da UFSC, Nascentes do Saí, remete à característica hidrológica da região.

De acordo com o professor Nei Kavaguichi Leite, do Departamento de Ecologia e Zoologia, é possível recorrer ao ciclo da água para entender o papel da floresta com relação a esse aspecto. Uma das imagens ilustrativas do fenômeno é quando parte da água da chuva fica retida na copa das árvores, o que faz com que o solo a absorva de uma forma mais lenta, recarregando aquíferos que alimentam os rios. A falta de cobertura florestal, por outro lado, acelera este processo e faz com que o solo fique rapidamente saturado de água. “Isso gera um alto escoamento superficial que pode acarretar em um rápido aumento do nível dos rios e riachos, com consequente inundação, ou mesmo resultar em assoreamento devido ao aporte de grande quantidade de sedimento nos cursos d`água”.

Conservar a floresta garante qualidade da água

 

O estudo da equipe de hidrologia do projeto abrangeu nove bacias hidrográficas, com o interesse em compreender a disponibilidade hídrica nessas áreas, verificando também sua distribuição e abundância. Outro ponto importante a ser considerado é que essas águas são responsáveis por parte do abastecimento dos municípios de São Francisco do Sul e Itapoá, garantindo qualidade de vida à população. Cinco dos oito pontos de captação da empresa Águas de São Francisco estão na região.

Conforme o relatório, as bacias hidrográficas analisadas têm área de aproximadamente 26,7 km2, com monitoramento realizado pela equipe de hidrologia cobrindo cerca de 77% da área de estudo, em um total aproximado de 57 nascentes. As nascentes são o ponto por onde começa um curso de água e estão localizadas nas regiões mais altas.

A abundância hídrica do Distrito do Saí também foi corroborada pelo alto índice de chuvas, com uma média anual de 2.363 mm, acima da que é registrada em Santa Catarina, que é de 1.506 mm. Também se destacaram, na análise, a extensa cobertura de mata nativa, o que assegura a urgência de medidas de conservação. “Tem riachos que estão em regiões com certo grau de antropização, mas um aspecto bastante relevante é a manutenção das matas ciliares, que margeiam os rios. São matas que servem de refúgio para a biodiversidade, garantem a estabilidade dos barrancos e controlam a água que chega nos riachos. Em muitos desses riachos que estudamos, as matas ciliares disponibilizam alimentos para muitas espécies e servem também de recreação”, pontua Nei.

O professor lembra, ainda, que a manutenção dessas matas e da floresta, de um modo geral, também são medidas preventivas para deslizamentos ocasionados pelo forte índice pluviométrico. “A falta de cobertura vegetal pode acarretar em erosão e até mesmo assoreamento de riachos. Em locais com pequenas modificações, como a queda de uma árvore, em algum momento, já se detecta esse fenômeno. Mudar completamente as características da região pode gerar um impacto bem grande”, pondera.

O alerta também surge do professor Orlando Ferretti. Segundo ele, apesar da grande biodiversidade e da grande quantidade de florestas, a área apresenta riscos de deslizamento caso a floresta não seja conservada e não se torne alvo de políticas ambientais. “Quando se percebe o tipo de solo que existe lá, suscetível a riscos geológicos, e também a quantidade de chuva, pode-se falar até em um risco mais imediato, já que a área urbana está crescendo”.

Uma ave inédita 

Ave bordada com bico robusto, segundo o Wiki Aves, é o significado para a nomenclatura científica do Pachyramphus marginatus, ou apenas “Caneleiro-Bordado”. O pequeno animal, que mede até 14 cm e pesa não mais que 18 gramas, tinha sua distribuição registrada desde Pernambuco até o Paraná, mas em dezembro de 2019 foi visto pela primeira vez ainda mais ao Sul, especificamente na região do Distrito do Saí.

Os ornitólogos que o reconheceram são da equipe da Universidade Federal de Santa Catarina responsável pelo levantamento socioambiental para a criação de uma unidade de conservação em São Francisco do Sul, litoral Norte de Santa Catarina. Primeiro, a equipe identificou o macho. Alguns meses depois, uma fêmea também foi vista pela primeira vez, consolidando a hipótese de que a floresta tem muito a apresentar, inclusive em termos de turismo ecológico.

Caneleiro bordado no Distrito do Saí

De acordo com o professor Guilherme Renzo Rocha Brito, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, esses primeiros registros estendem a espécie por cerca de 40 km ao sul de sua área de distribuição conhecida, e embora não seja possível afirmar com toda certeza se outros exemplares já haviam voado mais ao Sul, trata-se de um dado relevante para a compreensão da avifauna do Saí. A equipe identificou pelo menos 252 espécies diferentes na região, de 59 famílias – dados que a elevam como uma das regiões mais ricas do estado.

“É uma das áreas mais ricas de aves da Mata Atlântica do Estado. Dali para baixo começa a diminuir um pouco, por questões climáticas, por conta do frio. Em termos comparativos, é possível que haja números semelhantes nas matas de araucárias, mas desconfio que não chegue muito perto da riqueza que encontramos ali”, explica.

O professor conta que aves são animais de ambientes muito específicos, ou seja, de acordo com o tipo de ambiente é possível encontrar uma comunidade que se adequa somente aquela região. “Num manguezal, por exemplo, você encontra aves que estão somente nesse ambiente. Já nas florestas vai encontrar uma comunidade um pouco diferente. Mas no caso do Distrito do Saí, naquela região há um mosaico de vários tipos”, comenta. Cercada por baía, manguezais, florestas e morros, a área tem pássaros de cores, tipos e padrões diferentes – um registro de biodiversidade e da urgência de conservação.”Pouco mais acima, na divisa do Paraná e de São Paulo, por exemplo, vai haver uma riqueza um pouco maior por ser um núcleo maior de florestas. O que vemos no Saí é um potencial bastante interessante”.

Como as aves são bastante sensíveis a alterações no seu ambiente e muito dependentes de habitat florestal, a riqueza na área também é um indicativo de que as florestas da região do Distrito do Saí sustentam uma comunidade relativamente saudável, inclusive com alto número de endemismos e espécies raras e ameaçadas. Além do Caneleiro-Bordado, a equipe identificou também espécies como o Jaó-do-Sul, da família dos macucos, um animal relativamente grande, que parece uma galinha e é muito caçado, buscado para servir de alimento. Um Curió de vida livre também foi identificado, uma espécie mais rara muito procurada por gaioleiros no passado só encontrada em áreas de vida selvagem preservada e pouco perturbada.

Curió Sporophila é ameaçado de extinção

“O recado é que é uma comunidade muito complexa, com muitos agentes e muitos exemplos. E quanto mais complexa a comunidade, mais complexas são as interações, pois para sustentar uma comunidade dessas é preciso um ambiente muito saudável, com muitos recursos. Mais de 50% dessas aves são insetívoras, por exemplo, dependentes de insetos”, ilustra.

Um desdobramento efetivo dessa análise sobre a avifauna foi bastante comentado junto à comunidade do Distrito do Saí, já que essa característica pode levar à criação de projetos turísticos relacionados à observação de pássaros. “O Distrito do Saí é uma das únicas áreas no estado de Santa Catarina com a possibilidade de observação e registro de muitas espécies. Essa beleza cênica fomenta o turismo de natureza”, indica o relatório da UFSC. “A recepção da comunidade quanto a essa possibilidade foi muito boa. Proprietários de pousada, por exemplo, ficaram empolgados com essa questão, pois apareceu como um novo potencial”, reforça o professor.

Exemplo de biodiversidade

A região, segundo o levantamento de fauna, tem uma importância ecológica inegável. De acordo com o professor Selvino Neckel de Oliveira, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, que coordenou o estudo, o primeiro passo para a conservação é o conhecimento da área e do que ela tem de biodiversidade, pois assim é possível avaliar cada espécie e suas características determinadas. “A partir desse dado você consegue ter uma dimensão do estado de conservação, por exemplo, se você está diante de uma espécie que tem distribuição restrita naquela área ou se ela nunca foi registrada naquele ambiente”.

Piaya cayana

 

No caso da Mata Atlântica, que foi reduzida a cerca de 7% do que ela já foi originalmente no passado, sua posterior recuperação ocasionou uma paisagem com habitats fragmentados, ou seja, manchas de áreas florestais separadas por cidades ou sistemas agrícolas que isolaram determinadas espécies que, como consequência, podem ser extintas. “Num contexto de fragmentação, mesmo as espécies que conseguem permanecer se tornam inviáveis, pois as populações vão diminuindo, já que não há troca de material genético entre as populações”, explica.

 

Haematopus palliatus

 

Oliveira explica que é necessário estudar o ambiente, saber o que ele dispõe e avaliar o seu estado de conservação. “Nosso levantamento de fauna mostrou que o Distrito do Saí é um dos lugares mais ricos de espécies da nossa Mata Atlântica, com uma quantidade de espécies muito alta, comparado à unidade de área”, pontua.”E por que esse ambiente é rico? Porque a parte Norte de Santa Catarina é uma região de conexão de fauna e flora que vem do Sudeste/Nordeste brasileiro e da parte Sul do Brasil. Então, temos elementos da fauna e flora do Sul se encontrando com elementos das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.

Um exemplo que a equipe incluiu nas suas análises é o do Veado Bororo, espécie registrada na mata do Distrito do Saí há cerca de dois anos e cuja ocorrência era mais comum na porção da Mata Atlântica da região de São Paulo e dali para o Nordeste. Espécies de anfíbios observadas na floresta também são exemplos de uma região com uma fauna heterogênea, com elementos que tiveram suas origens mais ao sul ou mais ao norte do Saí. “O que ocorre é que o limite de distribuição dessa inúmeras espécies ocorre aqui na na região do Saí”.

Eira: exemplar da mastofauna no Distrito do Saí

O professor lembra que aquilo que a equipe levantou na região é uma pequena amostra, fruto de cerca de 20 dias de campo, por conta do contexto pandêmico. Mesmo assim, observou-se uma grande diversidade. “Imagina se tivesse uma estação de estudo nesse local há 20, 30 anos e a importância que teriam estes registros a longo prazo. Ficamos impressionados, pois em pouco tempo conseguimos comprovar essa biodiversidade”, completa.

Os dados – que no relatório são divididos por grupos (peixes, anfíbios, reptéis, mamíferos, avese insetos dipteros) – não permitem que a equipe lance hipóteses sobre a possível perda de biodiversidade ocasionada pela ação humana, por exemplo. Mas o pesquisador observa que a região tem perdido áreas de floresta, além de ser ameaçada constantemente por obras, como as de ampliação portuária. “O veado, por exemplo, a gente registrou um indivíduo apenas. Será que não havia mais há dez ou cem anos atrás? Ou mesmo o macaco Bugio, que antes era visto com certa frequência e agora praticamente não se vê mais nessa região”.

Para ele, o que mais chama a atenção na fauna do Distrito do Saí é o conjunto da obra, identificado por meio da observação dos elementos da floresta atlântica que estão bem representados em diversos pontos do polígono e que são essenciais para a justificativa de uma unidade de conservação. “São muitos componentes da biodiversidade: o meio físico, com as nascentes com água de boa qualidade, o componente biótico, como árvores imensas; poucas, mas existem, e árvores que produzem muitos frutos para fauna. Os componentes da biodiversidade da Mata Atlântica estão todos ali”.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

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