Seleção de professor tutor para o PET Odonto/Fono

13/02/2013 14:41

De 8 a 15 de fevereiro, está aberto o processo de seleção para professor-tutor no Programa de Educação Tutorial (PET) Odontologia e Fonoaudiologia. As inscrições devem ser realizadas, presencialmente, na Secretaria da Coordenação do curso de Odontologia, no piso térreo do Centro de Ciências da Saúde (CCS), das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Acesse o edital pelo link: http://prograd.ufsc.br/files/2013/02/edital-pet.pdf

 



Tags: CCSPET Odonto/FonoUFSC

Desligamento de energia no CCS dia 17 de janeiro das 7h às 12h

15/01/2013 08:10

A Proplan informa que haverá desligamento de energia elétrica em todo o complexo de prédios do Centro de Ciências da Saúde (CCS) no dia 1 7 de janeiro (quinta-feira), das 7h às 12h.  O desligamento é decorrente da instalação de mais um transformador na subestação de eletricidade que atenderá ao novo prédio do Departamento de Enfermagem, Bloco I.

DOMP/PROPLAN

 

Tags: CCSDesligamento de energia

Encontro Universitário de Saúde da Família tem início nesta quinta-feira

13/12/2012 15:17

Evento comemora os dez anos do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (Remultisf). Fotos: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

Nesta quinta-feira, dia 13 de dezembro, teve início a 3ª edição do Encontro Universitário de Saúde da Família (EnUSF), com o tema “O papel das residências na formação para o SUS”. O objetivo do evento é resgatar e registrar os dez anos de existência do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (Remultisf).

Para relembrar essa história, na sexta-feira, 14 de dezembro, haverá uma mesa intitulada “Remultisf 10 anos: de onde viemos para onde vamos”, com a presença do professor Marco Aurélio da Ros, um dos idealizadores do curso.

A conferência de abertura foi ministrada pelo professor da Universidade Federal da Bahia, Jairnilson Silva Paim, com o mesmo tema do Encontro. Participaram cerca de 150 pessoas dos centros de Ciências da Saúde (CCS), Sócio-Econômico (CSE), de Desportos (CDS) e Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Além da palestra, o evento promove também apresentação de trabalhos em pôsteres e debates. As atividades estão acontecendo no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e terminam na sexta-feira, dia 14.

Programação do dia 14

9h – 10h – Estratégia Saúde da Família: Tecendo Redes de Atenção à Saúde
Conferencistas:
– Profª Magda dos Anjos Scherer (UNB);
– Profª Marta Inês Machado Verdi (UFSC);
– Fernanda Paese (Supervisora de atenção primária/SMS)
Coordenação: Profa Neila Viçosa Machado (UFSC)
Moderação: Profª Ana Lúcia S. Ferreira de Mello (UFSC)

Conferência de abertura foi ministrada pelo professor da Universidade Federal da Bahia, Jairnilson Silva Paim. Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

10h – 10h30 – Intervalo

10h30 – 12h – Discussões

12h – 13h30 – Visitação à sessão pôster

14h – 15h30 – REMULTISF 10 anos: De onde viemos para onde vamos
Conferencistas:
– Prof. Marco Aurélio da Ros (UFSC);
– Profa Ana Estela Haddad (USP);
– Maria Francisca Daussy (Departamento Ensino-Serviço/SMS);
– Fernanda Duarte da Luz (Psicóloga/SMS representante ex-preceptores); representante de residentes egressos; representante de preceptores e representante de residentes.
Coordenação: Profª Keli Regina Dal Prá (UFSC)
Moderação: Profª Daniela Lemos Carcereri (UFSC)

15h30 – 16h – Intervalo

16h – 18h – Discussões, homenagens e encerramento.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-5079 ou pelo site http://www.saudedafamilia.ufsc.br/ .

 

Tags: CCSUFSC

Evento debate residência multiprofissional e saúde da família

13/12/2012 11:19

Com o tema “O papel das residências na formação para o SUS”, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza nesta quinta e sexta-feira, 13 e 14 de dezembro, o 3º Encontro Universitário de Saúde da Família (EnUSF), em comemoração aos 10 anos do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família. A conferência de abertura será feita pelo professor Jairnilson Silva Paim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O evento, organizado pelo Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (REMULTISF), acontecerá no Centro de Ciências da Saúde (CCS), Bloco H, auditório da Pós Graduação.

A programação científica consta de conferências, debates e sessão de pôsteres. 

O objetivo desta edição é resgatar e registrar os dez anos de existência do Curso e compartilhar as contribuições da Residência em Saúde da Família na formação para o Sistema Único de Saúde (SUS). O curso é oferecido em parceria pela UFSC e a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, com apoio dos Ministérios da Saúde e da Educação.

Confira a programação:

Dia 13/12/2012

8h – 9h30 – Credenciamento, inscrições e entrega de material.

9h30 – Sessão de Abertura

10h – 12h – Conferência de abertura: O papel das residências na formação para o SUS
Conferencista: Prof. Jairnilson Silva Paim (UFBA)
Coordenação: Profª Daniela Lemos Carcereri (UFSC)
Moderação: Profª Mareni Rocha Farias (UFSC)

12h – 13h30 – Visitação à sessão pôster

14h – 15h – O Processo de regulamentação das Residências Multiprofissionais em Saúde
Conferencistas:
– Amaro Henrique Pessoa Lins, Secretário de Educação Superior/MEC ( a confirmar);
– Rosani Pagani, Coordenação de Residências/SGTES/MS;
– Flávio Magajewski, representante da Comissão Nacional de Residências Multiprofissionais em Saúde (CNRMS).
Coordenação: Profª Ana Izabel Jatobá (UFSC)
Moderação: Profª Jussara Gue Martini (UFSC)

15h30 – 16h – Intervalo

16h – Discussões

18h – Atividade cultural


Dia 14/12/2012

9h – 10h – Estratégia Saúde da Família: Tecendo Redes de Atenção à Saúde
Conferencistas:
– Profª Magda dos Anjos Scherer (UNB);
– Profª Marta Inês Machado Verdi (UFSC);
– Fernanda Paese (Supervisora de atenção primária/SMS)
Coordenação: Profa Neila Viçosa Machado (UFSC)
Moderação: Profª Ana Lúcia S. Ferreira de Mello (UFSC)

10h – 10h30 – Intervalo

10h30 – 12h – Discussões

12h – 13h30 – Visitação à sessão pôster

14h – 15h30 – REMULTISF 10 anos: De onde viemos para onde vamos
Conferencistas:
– Prof. Marco Aurélio da Ros (UFSC);
– Profa Ana Estela Haddad (USP);
– Maria Francisca Daussy (Departamento Ensino-Serviço/SMS);
– Fernanda Duarte da Luz (Psicóloga/SMS representante ex-preceptores); representante de residentes egressos; representante de preceptores e representante de residentes.
Coordenação: Profª Keli Regina Dal Prá (UFSC)
Moderação: Profª Daniela Lemos Carcereri (UFSC)

15h30 – 16h – Intervalo

16h – 18h – Discussões, homenagens e encerramento.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-5079 ou pelo e-mail .

Tags: CCSresidência multiprofissionalSaúde da FamíliaSUSUFSC

Comunidade acadêmica escolhe os novos diretores dos Centros de Ensino

27/11/2012 16:19

Os novos diretores (gestão 2012-2016) dos 10 Centros de Ensino da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram escolhidos nestes últimos três meses, por meio de consultas prévias à comunidade acadêmica (professores, servidores e alunos), e devem assumir suas funções no dia 27 de dezembro. Confira a composição de cada centro.
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UFSC promove encontro universitário sobre saúde da família

23/11/2012 16:17

Com o tema “O papel das residências na formação para o SUS, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizará, nos dias 13 e 14 de dezembro, o 3º Encontro Universitário de Saúde da Família (EnUSF), em comemoração aos 10 anos do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família. A conferência de abertura será feita pelo professor Jairnilson Silva Paim da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O evento, organizado pelo Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (REMULTISF), acontecerá no Centro de Ciências da Saúde (CCS). A programação científica consta de conferências, debates e sessão de pôsteres. Interessados em apresentar trabalhos (relato de experiência e/ou pesquisa científica) devem se inscrever até o dia 3 de dezembro pelo e-mail . As inscrições são gratuitas (acesse o Formulário de Inscrição de Trabalhos para o 3º EnUSF – 2012).
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Projeto orienta profissionais e população sobre uso de ervas medicinais

14/11/2012 14:38

Uma vez por mês, o médico César Simionato (esq) faz reuniões orientando sobre o uso de plantas no tratamento médico. Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

O uso de plantas no tratamento de doenças é uma prática antiga, que envolve reconhecer a planta certa entre diferentes espécies e saber seu uso correto. A criação de jardins didáticos busca repassar conhecimentos sobre ervas medicinais para a população e profissionais de saúde que trabalham na rede pública.

O projeto de extensão é uma das iniciativas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para contribuir com o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, criado em 2006 pelo Ministério da Saúde para incentivar a utilização de procedimentos como os de fitoterapia, homeopatia, águas termais e acupuntura na saúde pública.

O projeto “Implantação de Hortos Didáticos nas Unidades de Saúde do Sul da Ilha” foi criado neste semestre pelo professor Charles Tesser, do Departamento de Saúde Pública do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e pelo médico e coordenador do Horto Medicinal do Hospital Universitário, César Paulo Simionato.


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UFSC na Mídia: Hábitos alimentares e comportamento de consumo infantil

17/10/2012 14:44

Como agem crianças de diferentes níveis de renda familiar em relação à alimentação, comportamento consumidor e hábito de assistir à TV? Em busca de respostas a essa questão, uma dissertação desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, da  nutricionista Vanessa Mello Rodrigues, comparou a postura de estudantes de uma escola pública e de uma escola particular de Florianópolis. A Revista de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica de Campinas publicou um artigo sobre a pesquisa em sua edição de maio/junho de 2012.

Hábitos alimentares e comportamento de consumo infantilinfluência da renda familiar e do hábito de assistir à televisão 

Rev. Nutr. [online]. 2012, vol.25, n.3, pp. 353-362. ISSN 1415-5273.  http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732012000300005.

Abstract

RODRIGUES, Vanessa Mello  and  FIATES, Giovanna Medeiros Rataichesck.

OBJETIVO: Comparar hábitos alimentares e comportamento de consumo de crianças de diferentes níveis de renda familiar de Florianópolis (SC), Brasil, relacionando-os com o hábito de assistir à televisão.

MÉTODOS: Estudo qualitativo com análise de conteúdo de manuscritos originados de 23 grupos focais, realizados em uma escola pública e uma escola particular de Florianópolis (SC), compostos por 111 estudantes de 7 a 10 anos. Para verificar a renda familiar dos estudantes, dados sobre a ocupação dos pais foram classificados pela Classificação Brasileira de Ocupações. Os estudantes da escola particular pertenciam a famílias de maior renda em relação aos da escola pública.

RESULTADOS: Nas duas escolas, a maioria das crianças entrevistadas referiu assistir à televisão sempre que possível, sem sentir controle dos pais sobre esse hábito. Além disso, afirmaram ter dinheiro para gastos independentes e vontade de comprar os produtos anunciados nas propagandas de televisão. Estudantes da escola pública relataram ingerir e adquirir guloseimas mais frequentemente e ter maior liberdade para fazer compras do que os estudantes da escola particular, que revelaram sentir-se controlados pelos pais em relação aos seus hábitos alimentares e compras realizadas.

CONCLUSÃO: O fato de os estudantes da escola particular sentirem-se mais controlados por seus pais pode ter reduzido uma provável influência da televisão sobre seus hábitos alimentares e de compras. Evidencia-se a importância da formulação de estratégias para auxiliar os pais a reduzirem os efeitos da televisão sobre os hábitos de seus filhos e de políticas públicas que incentivem o consumo saudável, além da regulamentação do marketing de alimentos pouco nutritivos para o público infantil.

Keywords : Criança; Grupos focais; Hábitos alimentares; Propaganda; Televisão.

Outras informações pelo e-mail .

Fonte: Revista de Nutrição – Print version ISSN 1415-5273

Núcleo de Editoração SBI – Campus II
Av. John Boyd Dunlop, s/n. – Prédio de Odontologia
13059-900 Campinas – SP Brasil
Tel./Fax: +55 19 3343-6875
Tags: CampinasCCSnutriçãoRevista de NutriçãoUFSCVanessa Mello Rodrigues

Cápsulas de óleo de peixe contribuem no tratamento de câncer colorretal

11/10/2012 13:24

O estudo realizado pelo mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina, Michel Carlos Mocellin, mostra que o consumo diário durante nove semanas de duas gramas de óleo de peixe em cápsula contendo 600 mg dos ácidos graxos ômega-3 reduz os níveis da proteína C-reativa (PCR), composto que indica a presença de inflamações. Os ácidos graxos ômega 3 são componentes orgânicos encontrados na gordura dos peixes de água fria, em sementes e no óleo de linhaça. O consumo diário da cápsula também evita o aumento no risco de complicações inflamatórias e nutricionais quando avaliada pela relação da PCR com albumina sérica, proteína mais abundante do soro sanguíneo. O estudo envolveu 11 adultos portadores de câncer colorretal em quimioterapia assistidos no ambulatório do Centro de Pesquisas Oncológicas de Florianópolis (CEPON-SC).

A inflamação crônica pode levar ao desenvolvimento de câncer ou mesmo surgir paralelamente a carcinogênese – processo de formação do tumor. O principal mecanismo promotor da inflamação relacionada ao câncer é a ativação de fatores de transcrição – que iniciam, estimulam e encerram o processo de transcrição gênica para a produção de substâncias inflamatórias – em células tumorais, imunitárias e do tecido subjacente ao tumor. Estes fatores de transcrição recrutam células do sistema imunitário para a região tumoral, estimulando a produção e secreção de substâncias químicas, como as citocinas, que coordenam o processo inflamatório. Também deve-se considerar que o tratamento anticâncer – cirurgia, radio e/ou quimioterapia – com alta capacidade de nocividade orgânica contribui com a inflamação por causar o desequilíbrio das funções celulares ou stress celular- processo chamado de injúria celular.

Potencial em modular a inflamação

O estudo foi pioneiro ao avaliar os níveis plasmáticos de citocina IL-17A – proteína produzida durante um processo inflamatório – neste modelo clínico. Quando avaliadas algumas citocinas pró e anti-inflamatória, não foi observado diferenças significativas entre o grupo que recebeu a suplementação de óleo de peixe e aquele que não recebeu. Ao analisar o nível da PCR no sangue, nota-se um aumento na produção dessa proteína no grupo que não recebeu óleo de peixe e uma redução no grupo suplementado ao final das nove semanas de estudo. Passado o período de testes, os pacientes que receberam diariamente a cápsula de óleo de peixe tiveram uma concentração de 1,46 mg/L de PCR no sangue – a concentração da PCR normal em um adulto é de até 5 mg/L. “Estes últimos resultados sugerem potencial atividade do óleo de peixe, mais especificamente dos ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 presentes no óleo de peixe, em modular a inflamação relacionada ao câncer”, afirma Mocellin.

Os prováveis mecanismos que atribuem ao óleo de peixe à redução da atividade inflamatória envolvem modificações na composição de membranas celulares, produção de metabólitos lipídicos com atividade anti-inflamatória e alterações na expressão gênica de sinais de transcrição responsáveis pela síntese de citocinas pró-inflamatórias. Adicionalmente, os pesquisadores observaram que a suplementação pareceu exercer efeito protetor contra a perda de peso induzida pela doença e pelo seu tratamento – indivíduos que receberam óleo de peixe ganharam ou mantiveram seu peso (1,2 kg), à medida que os indivíduos do grupo sem suplementação perderam (-0,5 kg).

A inflamação tem uma série de efeitos indesejados no câncer que incluem: menor resposta e resposta alterada ao tratamento, promoção e progressão do tumor, aumento da demanda energética e perda de peso, o que acaba culminando com uma pior evolução clínica do paciente. Por isso, os pesquisadores acreditam que seja importante modular o processo inflamatório ativo e permanente, presente no ambiente tumoral.

Confirmação de pesquisa

Os resultados desta dissertação confirmam o estudo desenvolvido pelo grupo de pesquisa de autoria da mestre Juliana de Aguiar Pastore Silva, no qual 23 indivíduos portadores de câncer colorretal em quimioterapia foram suplementados com 2 g/dia de óleo de peixe durante nove semanas. “Acreditamos que as evidências fornecidas por esses estudos sustentem a afirmação de que 2 g/dia de óleo de peixe, contendo aproximadamente 600 mg de ácidos graxos ômega-3, seja um potencial colaborador no tratamento quimioterápico do câncer de cólon e reto”, garante Mocellin. Perspectivas futuras incluem a suplementação em diferentes tipos de câncer (gástrico, esofágico, pancreático e hematológico) e análises de linhagens celulares produtoras de citocinas específicas.

O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC. Durante as pesquisas, o estudo contou com o apoio dos profissionais do CEPON-SC, além do Laboratório Santa Luzia, Phytomare Suplementos e Laboratório de Investigação de Doenças Crônicas do Departamento de Fisiologia da UFSC.


Mais informações:

Michel Carlos Mocellin

Professor  Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade

 

Fonte: Michel Carlos Mocellin
Edição: Poliana Dallabrida/ Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC

Foto: SXC

Tags: câncerCCSnutriçãoômega 3UFSC

Congresso de Queimaduras vai reunir especialistas em Florianópolis

09/10/2012 17:08

A Sociedade Brasileira de Queimaduras vai realizar em Florianópolis, de 10 a 13 de outubro, o maior evento nacional ligado à prevenção, tratamento e reabilitação das queimaduras, trauma sofrido por cerca de um milhão de pessoas a cada ano no Brasil. Quase 200 especialistas do país e do exterior farão conferências no VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, que será aberto nesta quarta-feira, no Hotel Majestic, com uma palestra da Embaixadora da Unesco Kim Phuc, ícone da Guerra do Vietnã que hoje se dedica à promoção dos Direitos Humanos. A Universidade Federal de Santa Catarina é uma das entidades apoiadoras do evento.

Com inscrições esgotadas, o VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras vai reunir 500 profissionais da área da Saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, nutricionistas, estudantes e residentes de medicina. O cirurgião pediatra americano Martin Eichelberger, fundador da organização Safe Kids Worldwide – que é referência mundial em prevenção de lesões na infância – também já confirmou presença no evento motivado pela relevância do tema e pela possibilidade de se reverter a situação no Brasil, onde dois terços das vítimas de queimaduras são crianças.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, o cirurgião plástico Dilmar Leonardi, os dados são ainda mais dramáticos do que parecem se considerarmos as sequelas vitalícias deixadas tanto no âmbito estético quanto funcional. “Uma queimadura grave, em especial quando ocorrida na infância, dificulta a aprendizagem e a inserção laboral e, muito comumente, leva à exclusão social da vítima, exigindo esforços continuados de toda a família”, avalia. “Por isso a programação do Congresso inclui apresentações e debates sobre o primeiro atendimento, tratamento, reabilitação e também a busca de alternativas para a reinserção do paciente, que é uma questão urgente a ser tratada”, defende.

Para o presidente do Congresso Brasileiro de Queimaduras, o cirurgião pediatra e professor da UFSC Maurício Pereima, o maior evento científico nacional na área de queimaduras segue a tendência mundial de se buscar um atendimento normatizado às vítimas destes traumas. “Profissionais de todo o país terão a oportunidade de compartilhar opiniões, experiências, dúvidas e conhecimentos, e como produto final teremos condutas cada vez mais uniformes e seguras adotadas no Brasil”, destaca o especialista. “Também será uma oportunidade para chamarmos a atenção da população para a problemática da queimadura, alertando sobre a grande incidência de acidentes domésticos com líquidos aquecidos e álcool líquido e sobre outras formas de prevenção”, completa.


Embaixadora da Unesco, Kim Phuc fará conferência de abertura 

A abertura do VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras será com uma palestra da Embaixadora da Unesco Kim Phuc, que ficou famosa há 40 anos por sua foto fugindo nua das chamas na Guerra do Vietnã. Na ocasião em que foi flagrada pelo fotógrafo Huynh Cong Ut, Kim Phuc, então com nove anos, teve 65% do corpo queimado e só recebeu cuidados médicos por pressão do fotógrafo que fazia a cobertura do bombardeio no vilarejo Trang Bang, a 40 quilômetros de Saigon. Posteriormente, a foto rendeu ao seu autor o Prêmio Pulitzer de jornalismo.

Kim Phuc, que é casada e tem dois filhos, tornou-se ativista dos Direitos Humanos, e hoje corre o mundo como presidente da Kim Foundation, organização que criou para oferecer suporte às crianças vítimas de conflitos armados. Além das cicatrizes, que a acompanhariam para sempre, a Embaixadora da Unesco nunca conseguiu se desvencilhar da imagem que a popularizou, mundo a fora, como ícone do drama que assolou durante 15 anos o Sudeste Asiático.

Morando no Canadá, após concluir a faculdade em Cuba, Kim Phuc hoje se divide entre os quatro cantos do mundo, onde compartilha sua emocionante experiência de superação. Desta vez, além de abrir o Congresso de Queimaduras em Florianópolis, no dia 10 de outubro, a ativista dos direitos humanos fará uma palestra na Unisul Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O encontro viabilizado através de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Queimaduras e a universidade acontece no dia 11, às 15h, no Auditório G, com acesso liberado conforme a capacidade do auditório.

Além de Kim Phuc, que esteve apenas uma vez no Brasil, também destacam-se entre os palestrantes internacionais do Congresso Scott A. Brubaker, Diretor Chefe de Política da Associação Americana de Bancos de Tecidos; Pavel Brychta, que presidiu a Associação Europeia de Queimaduras até o ano passado; Linda Guerrero, fundadora do primeiro banco de pele da Colômbia; Ivette Icaza, da Associação Pró-Crianças Queimadas da Nicarágua; Marisa Herson, que chefiou até recentemente o Banco de Tecidos de Melbourne/Austrália; Elisabeth Greenfield, diretora da Sociedade Internacional de Queimaduras; Alberto Bolgiani, presidente da Federação Latinoamericana de Queimaduras; e Nicole Gibran, atual presidente da Sociedade Norteamericana de Queimaduras.
Mais informações:

Assessoria de Comunicação da Sociedade Brasileira de Queimaduras
Jornalista Ana Lavratti
;
(48) 9641-6668

Tags: CCSqueimaduraUFSC

Seminário no HU mostrará resultados de pesquisas para o SUS

05/10/2012 18:22

Mostrar como recursos públicos foram usados na pesquisa sobre saúde é um dos objetivo do Seminário de Avaliação Final do Programa de Pesquisas para o SUS que inicia quarta-feira (10), a partir das 9h, no auditório do Hospital Universitário, que fica na rua Professora Maria Flora Pausewang, Trindade, em Florianópolis.  O evento também será transmitido integralmente por webconferência no endereço: http://webconf2.rnp.br/ruteufsc.

Nos dias 10 e 11 de outubro, serão resumidas as conclusões de 28 estudos, 10 deles feitos na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Um deles é o trabalho sobre Estilo de Vida e Comportamentos de Risco dos Jovens Catarinenses. A equipe coordenada pelo Professor Markus Vinicius Nahas vai anunciar suas conclusões às 9h30 de quarta-feira, em meia hora. Outros pesquisadores terão o mesmo tempo para resumir seus resultados. Outro projeto da UFSC que será apresentado na quinta-feira (11), às 8h30, é sobre Assistência Farmacêutica nos Municípios Catarinenses, coordenado pela Professora Silvana Nair Leite Contezir.

Outras instituições estarão representadas no seminário, que terá participação de técnicos do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, que financia o PPSUS, junto com a Secretaria de Estado da Saúde e com a Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). Também estarão representadas instituições como a Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), Furb (Universidade Regional de Blumenau), Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Univali (Universidade do Vale do Itajaí), Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense), Unc (Universidade do Contestado), Univille (Universidade da Região de Joinville), Unochapecó (Universidade Comunitária da Região de Chapecó) e Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina).

O PPSUS prioriza estudos capazes de dar resposta aos problemas de saúde. Desde a sua criação, em 2003, o programa apoiou mais de 2 mil projetos no Brasil, em Santa Catarina mais de 200 projetos foram financiados e acompanhados por meio de seminários de avaliação, como o que inicia quarta-feira.

Mais informações sobre o PPSUS com Fernanda Beduschi Antoniolli pelo telefone 3665- 4855 ou acesse www.fapesc.sc.gov.br.

Veja a programação completa.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fapesc – Viviana Ramos.

Tags: CCSHUSUSUFSC

63% dos estudantes da UFSC sofreram discriminação alguma vez na vida

05/10/2012 17:06

Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) indica que 63,4% dos estudantes pesquisados na instituição já passaram por uma ou mais experiências discriminatórias ao longo da vida. Foram analisadas situações dentro e fora do ambiente universitário. Os relatos foram mais frequentes com estudantes dos cursos de História, Pedagogia e Psicologia. A discriminação foi mais relatada por indivíduos de faixa etária mais elevada, do sexo feminino, de pior posição socioeconômica, autodeclarados amarelos, pretos e pardos e ingressantes na instituição pelo sistema de ações afirmativas. Participaram 1.023 estudantes de 12 cursos, com idade entre 16-52 anos.

Os resultados são da pesquisa de iniciação científica “Experiências discriminatórias de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina: Quem, onde e por quê?”, conduzida pela estudante de graduação em Psicologia, Luíza Maria da Rocha Zunino. O trabalho contou com a orientação do professor João Luiz Bastos, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, além da colaboração de Fernando Mendes Massignam, professor do mesmo departamento, e Isabela Zeni Coelho, mestranda do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC. A pesquisa apresenta os resultados da aplicação de um questionário que contém 18 perguntas sobre o contato com diferentes situações de tratamento discriminatório. A aplicação se deu nos meses de março e maio deste ano nos cursos de Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária e Ambiental, História, Pedagogia, Psicologia, Odontologia, Medicina e Sistemas de Informação, escolhidos por sorteio. A amostragem levou em conta turmas da primeira fase, de fase intermediária e formandos da última fase, para que fossem abrangidos todos os períodos dos cursos investigados.

Dos respondentes, 63,4% relataram ter sofrido discriminação em pelo menos um dos 18 itens relacionados. Índice alto, que pode ser comparado ao de aborígenes na Austrália (60%), segundo a autora do projeto Luíza Zunino. Os cursos de História e Pedagogia apresentaram frequência de discriminação de 80%, Psicologia aparece em terceiro com 77%. Dos cursos listados, o único que apresentou índice abaixo dos 50% foi o de Engenharia Mecânica, com 47,8%. Para Luíza, os resultados devem ser interpretados com cuidado. Os cursos que encabeçam a lista têm um caráter de formação para um olhar crítico sobre o mundo, os alunos podem, então, estar mais atentos a problemas sociais do país, relatando, assim, mais discriminação do que seus colegas de áreas exata, econômica e jurídica. Outra hipótese poderia ser o menor prestígio social destes cursos, especialmente de História e Pedagogia, considerados cursos populares. Estudantes em posições socioeconômicas mais baixas geralmente relatam maior frequência de discriminação.

O tipo de discriminação mais apontado no questionário foi o que trata da rotulação com palavras ou termos pejorativos, seguido pelo que aborda a exclusão por parte de um grupo de colegas da escola ou da universidade. Também tiveram índices altos o item que se refere ao tratamento inferior em lojas e restaurantes; e a ser tratado como pouco inteligente ou incapaz de realizar alguma atividade na escola ou na universidade. De forma geral, os motivos mais frequentemente citados para experiências discriminatórias foram “idade”, “forma de se vestir”, “comportamento ou hábito”, “classe social”, “possuir determinados valores”, “ser homem ou mulher”, “cor ou raça”, entre outros. Segundo Luíza, esses dados merecem atenção porque a Universidade deveria ser um lugar de debate e inclusão e o que se percebe é uma reprodução do ambiente externo. “Talvez começar a estudar discriminação nesse espaço pode ser um passo importante para entender esse processo na sociedade“, diz.

Um dos próximos passos da pesquisa será escrever um capítulo do livro produzido pelo programa de ações afirmativas da UFSC. A discriminação é relacionada à consequências negativas em saúde, como uso de cigarro e álcool, sofrimento psíquico e doenças cardiovasculares, bem como o baixo desempenho escolar e em outras atividades.

Patrícia Cim / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC

Tags: CCSPós-Graduação em Saúde ColetivaUFSC

Especialização em Saúde Coletiva

20/08/2012 15:35

Estão abertas até 03 de setembro as inscrições para o curso de especialização em Saúde Coletiva, do Departamento de Saúde Pública da UFSC. Graduados de todas as áreas podem se candidatar às 30 vagas, desde que sejam formados por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

As aulas são presenciais e têm carga horária total de 420 horas, divididas em 10 meses.

Prazos:
INSCRIÇÕES: até 03/09/2012.
ENVIO DA DOCUMENTAÇÃO: até 03/09/2012
HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES: 06/09/2012.
PROVA ESCRITA: 10/09/2012.
RESULTADO FINAL: 12/09/2012.

Mais informações em www.spb.ufsc.br

Tags: CCSespecializaçãoUFSC

Pesquisa odontológica com pacientes fumantes

15/08/2012 12:37

A doutoranda em Dentística Luana Dutra de Carvalho está selecionando pacientes fumantes para uma pesquisa que envolve tratamento odontológico. Os pacientes tabagistas serão avaliados e, se necessário, serão realizadas restaurações de resina, assim como tratamento odontológico complementar. Interessados podem se inscrever  pelo email . A seleção será realizada nesta segunda-feira, 20 de agosto, entre 14h e 15h, na Clínica de Pós-Graduação em Odontologia, Centro de Ciências da Saúde da UFSC.
Mais informações: 

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UFSC terá centro de formação de profissionais na prevenção a drogas

14/08/2012 17:23

A UFSC foi uma das instituições escolhidas para a implementação de um dos Centros Regionais de Referências (CRRs) para formação de profissionais de saúde, assistência social, segurança, agentes comunitários e agentes do sistema judiciário e policial em temas sobre a prevenção ao uso de crack e outras drogas. A escolha se deu por edital aberto pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (SENAD/MJ). O Professor Marcos Antonio Lopes, do Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS), coordena o projeto na UFSC, que também conta com a participação dos professores Tadeu Lemos, do Departamento de Farmacologia (CCB), e Daniela Schneider, do Departamento de Psicologia (CFH). O repasse federal pode chegar a até R$ 375 mil, dependendo do projeto, que deverá destinado ao custeio das bolsas de pesquisa.

Mais informações com o professor tadeu lemos: Tadeu Lemos: 3721-9491, ramal 226 e

Veja reportagem da TV UFSC

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I Encontro Catarinense de Experts em HPV marca o início de campanha de vacinação na UFSC

10/08/2012 20:05

 

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Edison Fedrizzi destacou a necessidade do Sistema Público de Saúde oferecer a vacina contra o vírus

A  comunidade universitária será beneficiada a partir desta sexta-feira, 10 de agosto, pela campanha de vacinação anti-HPV promovida pelo Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV em parceria com clínicas e empresas farmacêuticas. O valor da vacina contra a HPV será reduzido: R$ 249 por dose – ou R$ 239 à vista -, preço inferior ao de mercado, que em algumas regiões pode chegar a R$400 por dose. A vacinação é feita em três etapas e previne contra o vírus que contamina oito em cada dez mulheres ao menos uma vez na vida. Alunos – incluindo os do Colégio de Aplicação -, professores e técnico-administrativos dos campi da UFSC podem solicitar o desconto.

Os interessados, entre 9 e 26 anos, devem solicitar a redução de valor da vacina no Centro de Pesquisa Clínicas Projeto HPV (na área D do Hospital Universitário da UFSC) e levá-lo a clínicas parceiras da campanha. O pedido também pode ser feito no local do I Encontro Catarinense de Experts em HPV, na sala Aroeira, segundo andar do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Caso o interessado esteja fora da faixa etária contemplada pela campanha, o desconto será cedido apenas com prescrição médica.

Experts em HPV
A campanha de vacinação na UFSC teve início durante as atividades do  I Encontro Catarinense de Experts em HPV, onde 120 interessados se inscreveram para acompanhar as discussões comandadas por professores e pesquisadores de todo o Brasil. O evento é multidisciplinar e ocorre em comemoração aos 10 anos de fundação do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário. O  professor de Ginecologia e Obstetrícia da UFSC e Chefe do Centro de Pesquisa, Edison Fedrizzi, deu início ao encontro destacando o benefício comunitário do evento, destacando a necessidade de o Sistema Público de Saúde oferecer a vacina contra o vírus. Fedrizzi ressalta que a maioria dos países desenvolvidos já disponibiliza a vacina gratuitamente. “O investimento nas vacinas preventivas torna-se menor que o custo para o tratamento da doença já desenvolvida e essa economia pode destinar mais recursos para o estudo sobre HPV”, disse o professor, que responsabiliza as questões políticas à dificuldade para negociar a distribuição da vacina.

Em seguida, a História do HPV foi resumida pelo pesquisador da Universidade Federal Fluminense, Mauro Romero Leal Passos. O professor lembrou que, apesar de se apresentar como uma doença nova, o HPV acompanha a humanidade. Como exempo, citou o grego Hipócrates, considerado por muitos o pai da medicina, que já reconhecia o vírus na antiguidade. O pesquisador também enfatizou que o Brasil é um dos grandes campos de trabalho e de publicações sobre o assunto, mas lamentou que a vacina ainda não seja disponibilizada em toda a rede pública.

A pesquisadora do DNAnálise Laboratório, Elizabeth Menezes, falou sobre genoma, classificação, estrutura e a relação entre o gene e sua função no vírus HPV. Na mesa “Biologia do HPV”, Elizabeth destacou que os conceitos sobre o vírus modificam com os avanços das pesquisas, principalmente em áreas novas como a biotecnologia.

Na mesa “História Natural e imunologia”, o professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Unicamp, Paulo César Giraldo, explicou como o vírus atua no organismo humano e citou motivos que tornam as pessoas mais vulneráveis à doença, como fatores genéticos e externos – estresse, por exemplo.

Edison Fedrizzi, retomou a fala na última mesa da manhã anterior ao fórum de discussão. A transmissão do HPV e sua relação com a gravidez e com o homem foram o tema da exposição. Para Fedrizzi, é fundamental fortalecer a prevenção ao vírus desde a infância. A transmissão ocorre em 95% dos casos por meio de relação sexual, mas 5% dos casos de contaminação se dá por contato de pele ou perinatal (durante a gravidez). O professor enfatiza que o método mais eficaz para previnir doenças relacionada ao vírus é a vacinação.

Vacinação em São Pedro de Alcântara
Assim como na UFSC, a cidade de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis também será beneficiada por uma campanha de vacinação ligada ao Centro de Pesquisas Clínicas Projeto HPV. Meninas de 12 a 14 anos receberão gratuitamente a vacina que previne contra o câncer de colo do útero. A cidade será a primeira do sul do Brasil a disponibilizar a vacina, que está no mercado desde 2006, sem custo para a população. A secretária de saúde da cidade, que subsidia a campanha, pretende iniciar a imunização depois do dia 27 de agosto.

Mais informações: (48)3721-9082 e

Mateus Vargas / Estagiário da Agecom / UFSC

Foto: Wagner Behr / Agecom / UFSC

 

Veja também:

– UFSC recebe 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

– Encontro discute HPV na infância e na adolescência


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Encontro discute HPV na infância e na adolescência

10/08/2012 19:18

O 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV, que começou nessa sexta-feira, 11 de agosto, teve como uma das discussões a relação do HPV com a infância e a adolescência. O doutor Cassius Torres-Pereira, professor do Departamento de Estomatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), falou sobre as manifestações bucais de doenças relacionadas ao vírus. “O aspecto clínico da boca não é tão diferente do encontrado em outras regiões do corpo”, destacou o professor, que acrescentou que a lesão na cavidade bucal mais comum associada ao HPV é o papiloma – erupção característica da doença frequentemente encontrada na pele.

HPV, sexo e infância
O doutor, que é graduado em Odontologia, também ressaltou que, apesar do que se vê veiculado na mídia, não há nenhuma comprovação de que existe relação entre o sexo oral e o câncer de boca, que é corretamente associado ao tabagismo, ao etilismo (envenenamento ou intoxicação com álcool etílico), à exposição ao sol e a fatores socioeconômicos.

Cassius falou sobre como dentistas são capazes de identificar se o paciente praticou sexo oral recentemente, inclusive se foi um ato forçado. “Isso é importante no caso das crianças, porque é um dos fatores que levam à conclusão de que o menor está sofrendo maus tratos e/ou abusos”, comentou.

A doutora Maria Ignez Saito, da Universidade de São Paulo (USP), deu continuidade ao tema expondo a relação da medicina pediátrica com o vírus HPV. A maioria dos casos infantis diagnosticados é relacionada ao abuso sexual. “O papel da pediatria é vacinar. E há uma falha nisso em relação ao HPV”, disse ela. Já a adolescência se trata da faixa de maior vulnerabilidade e risco. “A única forma de prevenção 100% contra o vírus é a total falta de contato com órgãos genitais. Ou a monogamia mútua durante a vida toda”, ironizou a doutora, referindo-se ao fato de que os jovens, atualmente, iniciam a vida sexual cada vez mais cedo e têm cada vez mais parceiros – o que aumenta as chances de contrair o vírus.

A Vacina Quadrivalente Recombinante, comercializada a partir de 2006, cumpre um papel importante por ser voltada ao câncer e outras patologias ligadas ao HPV. Ainda assim, a prevenção é imprescindível. Os familiares e a própria sociedade têm o dever de educar e conscientizar os adolescentes a respeito das doenças sexualmente transmissíveis. A atuação do pediatra também é decisiva –  na percepção de quando a criança ou o adolescente sofre maus tratos e no direito que todo paciente tem à informação. “O profissional não deve ter medo de denunciar. A pediatria tem grande responsabilidade. Só a prevenção vai mudar a história da incidência de casos dessas doenças”, ressaltou Maria Ignez.

O Encontro continua nesse sábado, dia 11,  no Centro de Cultura e Eventos, com discussões acerca do tratamento, da infecção em casos especiais, da prevenção e da implementação da vacina anti-HPV.

Mais informações: (48) 3233-6798 ou (48) 3721-9082 ou

Isadora Ruschel / Estagiária de Jornalismo na Agecom / UFSC

Leia mais:

– UFSC recebe 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

I Encontro Catarinense de Experts em HPV marca o início de campanha de vacinação na UFSC

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Especialização a distância de Cuidado em Enfermagem tem 1.256 vagas em todo o País

20/07/2012 19:00

O Ministério da Saúde, por meio da UFSC, lançou edital de processo seletivo para o curso de pós graduação lato sensu à distancia denominado “curso de especialização em linhas de cuidado em enfermagem – opção: saúde materna, neonatal e do lactente; ou atenção psicossocial; ou urgência e emergência; ou doenças crônicas não transmissíveis”. São 1.256 vagas para todo o País, distribuídas por Estados/capitais/territórios e áreas temáticas.

O processo seletivo será realizado por meio de inscrição online no endereço www.unasus.ufsc.br/lcenfermagem, até o dia 20 de agosto. O resultado final será divulgado no site em 12 de setembro, a partir das 16 horas, e as matrículas serão realizadas entre 15 a 18 do mesmo mês.

A especialização tem carga horária total de 405 horas, com a realização de quatro encontros presenciais, nas Capitais de cada Estado, para atender à legislação vigente.

 

 

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UFSC sediará 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

06/07/2012 16:38

Em comemoração ao 10º Aniversário do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário da UFSC, será realizado o 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV. O evento acontece no Auditório da Reitoria, em Florianópolis, nos dias 10 e 11 de agosto, e as inscrições para estudantes e profissionais da saúde estão abertas.

O evento contará com a experiência de 14 renomados professores e pesquisadores de todo o Brasil que estudam o tema diariamente. O Encontro será multidisciplinar, contando com a participação de especialistas em HPV nas áreas de virologia, patologia, ginecologia, obstetrícia, urologia, proctologia, pediatria e estomatologia.

Inscrições e informações: (48) 3233-6798 / 3721-9082 e

 

Saiba mais:
O que é o HPV ?

HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo. São  vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina. 

Qual sua importância no trato genital  ?
A infecção genital ou anal pelos HPV pode causar lesões benignas (condilomas acuminados ou verrugas genitais ou cavalo de crista) tanto em homens quanto mulheres e lesões pré-cancerosas e câncer propriamente dito, principalmente do colo uterino. O grupo de vírus que causa a lesão benigna é diferente do grupo que causa a doença maligna. Estudos desde a década de 80 comprovaram que o HPV é o agente causador do câncer do colo uterino. Mas para a mulher ter este tipo de câncer, além da presença do vírus, necessita de outros fatores (imunológicos, hormonais, dietéticos e ambientais) que irão propiciar o crescimento e a evolução das lesões HPV induzidas.

 Qual o percentual de mulheres infectadas?
É variável, dependendo da região que se estuda. Em média consideramos que 20-50% das mulheres sexualmente ativas estejam infectadas de alguma forma pelo vírus (infecção latente ou produtiva). As infecções latentes (mais frequentes) são assintomáticas e passam a se manifestar no momento em que há uma diminuição no sistema de defesa (imunológico) do indivíduo. Já a infecção produtiva tem várias formas de manifestação, indo desde pequenas lesões praticamente imperceptíveis (lesões sub-clínicas) até lesões gigantes (Tumor de Buschke-Loewenstein) .

Estudos epidemiológicos estimam que a infecção HPV venha atingir mais de 85% da população nos próximos 10 anos  e se nada for feito para modificar esta tendência, todas as pessoas poderão se infectar em alguma fase de suas vidas.
Fonte: Projeto HPV


Confira a programação:

10-Agosto (Sexta-Feira)
08:45 – Abertura
Mesa redonda: BASES DA INFECÇÃO HPV – Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
09:00-09:20h
– HPV: Um pouco de História: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
09:20-09:40h
– A biologia do HPV: Dra Elizabeth Menezes (SC)
09:40-10:00h
– História Natural e Imunologia: Dr Paulo Giraldo (SP)
10:00-10:20h
– Transmissão: Papel do Homem e da Gravidez: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
10:20-10:40h – Discussão
10:40-11:00h – Coffee Break
Mesa redonda: DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Dra Elizabeth Menezes (SC)
11:00-11:20h – Colpocitologia Oncótica e Histopatologia: Dra Maria Beatriz Shiozawa (SC)
11:20-11:40h – Biologia Molecular no Diagnostico da Infecção HPV: Dra Elizabeth Menezes (SC)
11:40-12:00h – Discussão
12:00h– 13:30h – Lunch Meeting : HPV para Profissionais da Saúde

 

Mesa redonda: DOENÇA HPV INDUZIDA – Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
14:00-14:20h – Ginecologia: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
14:20-14:40h – Urologia: Dr Julio Máximo de Carvalho (SP)
14:40-15:00h – Proctologia: Dr Sidney Roberto Nadal (SP)
15:00-15:20h – Cavidade Oral: Dr Cassius Torres-Pereira (PR)
15:20-15:40h – Pediatria: Dra Maria Inês Saito (SP)
15:40-16:00h – Discussão
16:00-16:20 – Coffe Break
Mesa redonda: INFECÇÃO HPV EM GINECOLOGIA (TRATAMENTO) – Dr Paulo Naud (RS)
16:20-16:40h – Verruga Genital: Dr Paulo Giraldo (SP)
16:40:17:00h – NIVA e NIV: Dr Gutemberg Almeida (RJ)
17:00-17:20h – NIC: Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
17:20-17:40h – Diagnostico Diferencial da Infecção HPV: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
17:40-18:00h – Discussão

11-Agosto (Sábado)
Mesa redonda: INFECÃO HPV EM OUTRAS ESPECIALIDADES (TRATAMENTO) – Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
09:00-09:20h – Urologia: Dr Julio Máximo de Carvalho (SP)
09:20-09:40h – Proctologia: Dr Sidney Roberto Nadal (SP)
09:40-10:00h – Cavidade Oral : Dr Cassius Torres-Pereira (PR)
10:00-10:20h – Discussão
10:20-10:40h – Coffe Break

Mesa redonda: CONDUTA NA INFECÇÃO HPV EM SITUAÇÕES ESPECIAIS – Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
10:40-11:00h – Imunossupressão: Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
11:00-11:20h – Gestação: Dr Gutemberg Almeida (RJ)
11:20-11:40h – Aspectos Psicossociais: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
11:40-12:00h – Discussão
12:00h – Almoço

Mesa redonda: PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HPV – Dr Paulo Giraldo (SP)
14:00-14:20h – Preservativo (Eficácia e Limitações): Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
14:20-14:40h – Vacina Bivalente Anti-HPV: Dr Paulo Naud (RS)
14:40-15:00h – Vacina Quadrivalente Anti-HPV: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
15:00-15:20h – Discussão
15:20-15:40h – Coffe Break

Mesa redonda: IMPLEMENTAÇÃO DA VACINA ANTI-HPV – Dr Gutemberg Almeida (RJ)
15:40-16:00h – Modelos de Sucesso (Austrália)- Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
16:00-16:20h – Implementação Setor Privado
16:20-16:40h – Implementação Setor Público
16:40-17:00h – Discussão e Encerramento

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Simpósio discute políticas públicas para saúde

03/07/2012 20:24

Evento discutiu políticas públicas para saúde

“Implantação de Políticas Públicas Saudáveis” foi um dos temas discutido no I Simpósio Catarinense de Promoção da Saúde que teve início nesta segunda-feira, 2 de julho, no Centro de Ciências da Saúde da UFSC. Na mesa estavam presentes o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES) Dário Pasche, professora do Departamento de Enfermagem da universidade Denise Pires, professora do Departamento de Sociologia Política Márcia Grisotti e a professora de Enfermagem da UNIVALI Maristela Assumpção de Azevedo.

Durante mesa-redonda, os ministrantes debateram a promoção da saúde quando vinculada aos interesses políticos. Para Dário Pasche, a vivência do campo da saúde está pautada ao padrão de valores do capital, ao invés de estar aliada às ideias da medicina. Ainda foi sugerido pelos convidados que a promoção deveria entrar numa estratégia de produção da saúde.

O simpósio é uma iniciativa do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Enfermagem e Promoção da Saúde e do Departamento de Enfermagem da UFSC, em conjunto com a Associação Brasileira de Enfermagem/Seção Santa Catarina.

Mais informações:
– Site do evento

Por Ana Luísa Funchal/ Bolsista de jornalismo na Agecom. Foto: Henrique Almeida.

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Evento irá discutir financiamento de pesquisa em saúde e nutrição

31/05/2012 15:27

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição organiza na próxima quarta-feira, 6 de junho, um evento dedicado a discutir novas fontes de financiamento para a pesquisa na área da saúde e nutrição.

Com o título “Fomento à pesquisa em saúde e nutrição: oportunidades e perspectivas de financiamento”, o encontro vai reunir o representante do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Daniel Alves Natalize, e a  coordenadora de projetos da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), Maria Zilene Cardoso.

A programação começa às 14h no Auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS),  campus da UFSC na Trindade. O evento é gratuito e aberto ao público. Não é necessário inscrever-se com antecedência.

Mais informações:
(48) 3721-5138

 

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