UFSC participa de projeto para estudar efeitos de mudanças climáticas no microbioma do Oceano Atlântico
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está participando de um projeto de pesquisa desenvolvido para explorar o Oceano Atlântico de ponta a ponta. Financiado pela União Europeia, o projeto internacional AtlantEco vai estudar os efeitos de mudanças climáticas no microbioma do oceano e tem como missão desenvolver ferramentas de diagnóstico e métricas para avaliar e prever mudanças no Atlântico.
O projeto teve início em 1º de setembro de 2020, com data de término prevista para 31 de agosto de 2024. No entanto, acreditam os participantes, deverá ser prorrogado por mais um ano devido às dificuldades decorrentes da pandemia da Covid-19. Na UFSC, no momento participam da iniciativa os docentes Andrea Santarosa Freire, coordenadora do projeto; e Orestes Estevam Alarcon, coordenador do Projeto Veleiro ECO; e a pesquisadora Andréa Green Koettker, bolsista de pós-doutorado do projeto.
A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) dá apoio administrativo e financeiro ao trabalho. “Um dos desafios do AtlantECO será entender como o microbioma, poluentes, circulação oceânica e suas interações afetam o funcionamento dos ecossistemas, a biodiversidade e a sensibilidade às mudanças climáticas e, consequentemente, o potencial de uma exploração sustentável dos recursos naturais do Atlântico”, explica Andréa Green.
Até agora, devido à pandemia, todos os encontros entre os participantes globais estão sendo virtuais, mas a partir de agosto três embarcações começam a percorrer diferentes regiões da costa brasileira. O veleiro ECO (UFSC), o veleiro Tara (Fundação Tara Ocean, da França) e o navio Alpha Crucis (Instituto Oceanográfico da USP) farão coletas de plânctons, microplásticos, dados oceanográficos e outras variáveis. “As expedições ocorrerão em diferentes datas a partir de agosto. Estamos planejando essas expedições desde o início do ano, com o envolvimento de, pelo menos, 10 instituições do projeto e outros parceiros de diferentes nacionalidades em diversas regiões da costa brasileira”, conta Andréa.
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