Conselho Universitário debaterá nova proposta para ingresso em 2021 nesta terça-feira

04/12/2020 19:05

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina, em reunião realizada nesta sexta-feira, 4 de dezembro, definiu as linhas gerais de como serão os processos seletivos para ingresso na Universidade no ano de 2021. As duas propostas apresentadas em pareceres original e de vista foram rejeitadas, e uma terceira proposta, apresentada pelo conselheiro Edson Roberto De Pieri, será apreciada em uma nova sessão, que deverá acontecer na próxima terça-feira, 8 de dezembro.

A proposta prevê duas formas de ingresso aos cursos de Graduação da UFSC no próximo ano: um processo seletivo não presencial para preenchimento das vagas do primeiro semestre e um vestibular tradicional a ser realizado em agosto ou setembro para preenchimento das vagas do segundo semestre.

Segundo a proposta do conselheiro De Pieri, o processo seletivo não presencial do primeiro semestre seria um modelo híbrido, com uma parte das vagas preenchida através das médias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos últimos anos, enquanto o acesso à outra parte das vagas se daria pelo número de acertos em Vestibulares anteriores da UFSC. As proporções de vagas a serem preenchidas por estes diferentes métodos e os períodos do Enem e do Vestibular a serem considerados serão definidos pelo professor em um parecer que será votado na próxima terça-feira.
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UFSC dá as boas-vindas aos novos servidores empossados via Internet

04/12/2020 17:14

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) passou a realizar posses de novos servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio de videoconferência desde 24 de novembro. As tradicionais cerimônias de posse foram substituídas pela nova modalidade, em decorrência da manutenção do trabalho remoto e das medidas de prevenção à Covid-19.

Em 24 de novembro foi empossada uma servidora técnico-administrativa em Educação (TAE) e em 3 de dezembro, a UFSC recebeu 16 novos técnicos. Os servidores recém-empossados foram contratados após vacâncias.

Segundo a pró-reitora Carla Burigo, a partir de setembro o Governo Federal permitiu a contratação de cargos em vacância. “Estamos nomeando os concursos válidos tanto da carreira técnica-administrativa como da carreira docente. Está sendo um grande esforço da equipe da Prodegesp e da Prograd, que teve que redefinir suas ações remotamente para atender a situação de pandemia. Estamos felizes de poder dar cumprimento aos editais. É uma parceria de toda comunidade universitária, que necessita acolher e inserir o servidor no ambiente laborativo, também remotamente. A Universidade se reinventando em tempos de Pandemia”, salienta a gestora.

Carla lembra que, mesmo com a posse virtual, os exames admissionais precisam ser presenciais devido à legislação vigente.

Confira, abaixo, a lista dos setores que receberam novos membros da equipe.

Cargo Número de Servidores Setor
Assistente em Administração 10 Centro de Ciências da Educação (CED); Centro de Ciências da Saúde (CCS); Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH); Prefeitura Universitária (PU);  Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp); Departamento de Compras (DCOM/Proad); Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG); Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC)
Assistente Social 1 Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae)
Médico do Trabalho 1 Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp)
Pedagogo/Educação Especial 1 Colégio de Aplicação
Técnico de Tecnologia da Informação 1 Campus de Joinville
Técnico em Assuntos Educacionais 2 Campus de Araranguá; Centro Tecnológico (CTC)
Técnico em Enfermagem 1 Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp)

 

 

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Professoras da UFSC comentam falhas de metodologia e sexismo de artigo publicado em revista científica

04/12/2020 11:32

Há pouco mais de duas semanas, um estudo publicado na revista científica Nature Communications, uma das mais conceituadas do mundo, gerou indignação na comunidade científica e uma onda de protestos, notas de repúdio e abaixo-assinados exigindo a retratação do periódico e a retirada do artigo. O trabalho em questão foi conduzido por três pesquisadores do campus de Abu Dhabi da Universidade de Nova York e se propõe a analisar a influência das relações de orientação sobre o desempenho acadêmico de jovens cientistas. O estudo apresenta uma série de falhas metodológicas, mas o principal objeto das críticas foram suas conclusões machistas, que reforçam estereótipos e a perpetuação de desigualdades de gênero na ciência.

O trio utilizou dados de mais de 200 milhões de artigos científicos publicados em um período de mais de 100 anos para identificar relações entre orientadores e orientandos. Em seguida, acompanhou o “sucesso profissional” dos últimos, baseado no número de citações de seus artigos ao longo do tempo. Os resultados indicaram que a orientação por cientistas renomados (conceito também definido com base no número de citações) faz com que os pesquisadores iniciantes tenham maior chance de êxito na carreira. O mesmo não acontece, segundo os responsáveis pela pesquisa, quando a orientação é feita por uma mulher: ter mais mentoras estaria associado a um pior desempenho posterior, e o índice se agrava quando a pessoa orientada é outra mulher. O artigo afirma ainda que, ao orientar mulheres em vez de homens, as supervisoras também sairiam perdendo, com uma redução de 18% em suas citações. Os autores, por fim, sugerem que mulheres devem procurar a orientação de homens e declaram que políticas de promoção da diversidade, “por mais bem-intencionadas que sejam, podem prejudicar a carreira de mulheres que permanecem na academia de maneiras inesperadas”.
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Professora da UFSC está entre autores com maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo

03/12/2020 08:26

Uma pesquisa bibliométrica publicada na conceituada revista Animals identificou a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Maria José Hötzel, pesquisadora nível 1-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre os autores com o maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo. A UFSC também figurou como uma das instituições que mais têm publicado na área, e o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram destaques no fomento à pesquisa.

Fruto de uma parceria entre a Universidade de Queensland (Austrália) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o levantamento teve como autores Clive Phillips e Carla Molento. A pesquisa bibliométrica examinou a produção de publicações sobre bem-estar animal por meio do Web of Science, um dos bancos de dados mais populares do mundo. Foram consideradas publicações ocorridas entre 1990 e maio de 2020 em 22 idiomas.

“Estudamos a literatura científica sobre bem-estar animal que foi publicada em periódicos, tanto por cientistas em centros de bem-estar animal como por aqueles fora destes centros. Descobrimos que a literatura dos centros têm maior probabilidade de reconhecer o financiamento da indústria, o que parece trazer oportunidades para os respectivos cientistas conduzirem mais pesquisas em seu campo, mas também pode tornar difícil para esses cientistas defenderem melhorias no bem-estar animal se elas entrarem em conflito com os objetivos da indústria”, afirmam os autores no resumo do artigo.

Os centros de bem-estar animal são considerados grupos de pesquisa e ensino apropriados a instituições como universidades. Acredita-se que a primeira iniciativa nesse sentido tenha sido o Animal Welfare Institute dos Estados Unidos, fundado em 1951. Já o primeiro artigo de um centro universitário de bem-estar animal foi publicado em 1978, segundo os pesquisadores, pela Estação de Bem-Estar Animal da Escola Veterinária da Universidade de Budapeste.
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Conselho Universitário aprova Calendário Acadêmico 2020.2

01/12/2020 19:43

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou nesta terça-feira, 1º de dezembro, a proposta do Calendário Acadêmico Suplementar Excepcional do segundo semestre de 2020.

De acordo com a proposta, o segundo período letivo semestral de Graduação deste ano terá 16 semanas, começando no dia 1º de fevereiro de 2021 e se estendendo até 22 de maio. O calendário havia sido aprovado na Câmara de Ensino da Graduação no dia 11 de novembro.

>> Assista à Sessão do Conselho Universitário no YouTube
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Conscientização e prevenção são as principais mensagens do Dezembro Vermelho

01/12/2020 10:44

O mês de dezembro chega com um alerta direcionado para toda a população: trata-se do mês da Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). O Dezembro Vermelho traz como mensagem a necessidade de educação permanente, prevenção, rastreamento regular, assistência e, principalmente, conscientização sobre as atitudes de risco e as medidas preventivas que podem ser adotadas por cada indivíduo.

O médico Luiz Fernando Sommacal, do setor de Tocoginecologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), explicou que a campanha é importante principalmente porque muitos indivíduos infectados não apresentam sintomas. “Tanto é que há uns dez anos, usávamos a sigla DST, de ‘doença’. E atualmente, tratamos como IST, de ‘infecções’, pois grande parte das pessoas não estão doentes”, explicou.

O médico ressalta que a campanha de conscientização é importante principalmente devido à alta prevalência de IST em Santa Catarina, que é o estado brasileiro com mais casos de sífilis, com 164 casos para cada 100 mil habitantes (dados de 2018) – para se ter uma ideia o Brasil tem taxa de cerca de 26,8 mortos por 100 mil habitantes no caso de coronavírus. “E com medidas simples é possível evitar e tratar. O exame de VDRL é relativamente barato e o tratamento também tem baixo custo”, disse.

No caso de HIV, houve uma queda de 34% de 1984 a 2018, mas a taxa ainda é elevada, pois Florianópolis é a segunda capital com o maior número de casos, com 55,7 casos para cada 100 mil habitantes (contra 60,8 por 100 mil de Porto Alegre), segundo dados do Ministério da Saúde.

Por isso, segundo ele, é preciso que os profissionais de saúde fiquem atentos a qualquer sinais que o paciente apresente e que a prevenção comece cedo, com estratégias de educação nas escolas. “Adolescentes e adultos jovens devem ser conscientizados sobre os riscos de infecção”, afirmou o médico, acrescentando que é preciso também ter o rastreamento, por exames, sistemático da população.

Conforme Sommacal, além de exames e políticas de assistência, é preciso esta conscientização, pois a prevenção é uma decisão pessoal. “Toda vez que se pratica sexo inseguro ou de risco sem camisinha, é uma roleta russa. É uma decisão particular”, disse.

Diagnóstico
O principal papel do HU-UFSC na cadeia de assistência no caso de HIV é na área de diagnóstico, pois o Laboratório da instituição é responsável pelos exames de carga viral na região da Grande Florianópolis. Ou seja, o hospital recebe as amostras dos pacientes infectados e faz o exame para detectar em que nível está a infecção nas várias fases do tratamento.

O Laboratório do HU-UFSC faz parte da Rede Nacional de Laboratórios de Contagem de Linfócitos T CD4+/CD8+ e Quantificação de Carga Viral do HIV do Ministério da Saúde, que realiza em média 1.500 exames mensais de pacientes advindos da região da grande Florianópolis para verificar a quantidade de vírus e a contagem de linfócitos CD4+/CD8+ presentes em amostra de sangue desses pacientes.

Esses testes buscam monitorar a evolução clínica das pessoas infectadas pelo vírus HIV, à análise do momento ideal para a introdução de terapias com antirretrovirais e à efetividade do tratamento de um indivíduo HIV positivo. A determinação da Carga Viral para HIV é obtida através da técnica PCR – RT quantitativa e a contagem de linfócitos TCD4+/CD8+ é realizada por citometria de fluxo.

Texto: Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC-Ebserh

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Livro sobre abelhas produzido por alunos do Colégio de Aplicação é publicado pela Epagri

01/12/2020 10:03

Projeto alia alfabetização de crianças à conscientização ambiental (Foto: divulgação)

O livro “ABELHAS – um voo com a companhia aérea mais doce do mundo”, escrito pelos alunos do 1º ano A/2018 do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação (CA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi publicado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). O livro é resultado de um trabalho pedagógico lúdico na perspectiva de ecoalfabetização, que alia a alfabetização das crianças à conscientização ambiental, realizado pela Professora Mariza Konradt de Campos.

Os cinco mil exemplares produzidos estão sendo distribuídos gratuitamente pela Epagri para escolas rurais e extensionistas e técnicos da empresa que atuam com educação ambiental, apicultura e meliponicultura. Parte dos livros serão doados para a Biblioteca Central da UFSC e do CA e os demais serão distribuídos aos autores, aos parceiros do projeto e a interessados na temática. Além disso, já foram doados exemplares para todas as escolas municipais de Florianópolis, inclusive para outros países.

“As abelhas atraem a atenção, estimulam a curiosidade das crianças e são uma ótima ferramenta pedagógica. Além de despertarem a curiosidade e a conscientização ambiental, elas são fundamentais para a preservação do meio ambiente, produção de alimentos e a manutenção dos ecossistemas por meio da polinização”, diz a professora Mariza.

O Recanto das abelhas-sem-ferrão do Colégio de Aplicação (Foto: Divulgação)

O livro visa divulgar, de forma simples, alegre e descontraída, a importância das abelhas para a sociedade e o meio ambiente. Fruto de um trabalho realizado na escola usando as abelhas como referência, o projeto tornou-se uma aventura rica em informação e conhecimento estimulando o interesse das crianças pela ciência.

Conheça a obra e baixe sua versão digital clicando aqui.

Para conhecer o “Recanto das Abelhas-sem-ferrão”, montado no quintal do CA, acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=_QmMqEEAEsE e veja um vídeo produzido pela TV UFSC, antes da pandemia.

Tags: abelhasColégio de AplicaçãolivroMelUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projetos da UFSC nas áreas marinha e oceânica são contemplados em editais da União Europeia

30/11/2020 11:49

Reunião on-line discutiu e apresentou projetos.

A Universidade Federal de Santa Catarina teve cinco projetos de pesquisa nas áreas marinha e oceânica contemplados em editais Horizon 2020 da União Europeia, envolvendo professores, pós-doutorandos e alunos do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Centro de Ciências Biológicas (CCB) e da Coordenadoria Especial de Oceanografia: AquaVitae, TriAtlas, iAtlantic, Mission Atlantic e AtlantECO. Cada um dos cinco projetos constitui um consórcio com dezenas de universidades e centros de pesquisa de diferentes países banhados pelo Oceano Atlântico, com o objetivo de compreender padrões e processos oceanográficos e do cultivo de organismos marinhos em grande escala.

Confira os projetos contemplados:

O projeto Aquavitae tem como objetivo desenvolver pacotes tecnológicos para novas espécies, processos e produtos que contribuam para o incremento da produtividade e da sustentabilidade em espécies emergentes aquícolas de baixos níveis tróficos e espécies de baixo e alto nível trófico com cadeias produtivas estabelecidas de alto valor em países banhados pelo oceano Atlântico. Coordenado pela NOFIMA/Noruega, ele envolve 29 centros de pesquisas e universidades e mais 7 parceiros da indústria. A UFSC é representada pelo Laboratório de Camarões Marinhos (LCM) e secção de Macroalgas/LCM, e tem participação em três subprojetos: 1) cultivos em bioflocos e cultivos multitróficos integrados (AMTI) com uso da tecnologia de bioflocos, 2) Cultivos de novas espécies de macroalgas, 3) Uso de ingredientes de baixo nível trófico em dietas para organismos aquáticos. O coordenador na UFSC é o professor Felipe do Nascimento Vieira (CCA).

O projeto TRIATLAS tem como objetivo principal compreender o estado dos ecossistemas marinhos do Atlântico Sul e Tropical e sua evolução futura para o manejo sustentável das atividades humanas que afeta o Oceano Atlântico como um todo. Neste projeto será feita uma abordagem sistêmica de dados observacionais coletados em sete cruzeiros oceanográficos com outros dados pré-existentes e modelagem numérica. Além da UFSC, 34 instituições de vários países da Europa e África estão envolvidas neste projeto sob a coordenação geral da Universidade de Bergen. O grupo UFSC investigará a ocorrência de ondas de calor marinhas no Atlântico Sul e Tropical, bem como seus efeitos nos ecossistemas marinhos. A coordenadora na UFSC é a professora Regina Rodrigues (Oceanografia).

O projeto iAtlantic conta com a participação de 33 universidades e institutos de pesquisa da Europa, Estados Unidos, Brasil, Argentina e África do Sul. As pesquisas são realizadas em áreas oceânicas e de mar profundo e visam a obtenção de dados e a integração do conhecimento em grande escala. A coordenação geral é da Universidade de Edinburgh e, no Brasil, o projeto é desenvolvido pela UNIVALI, USP, UFES e UFSC. O grupo UFSC é representado pelo Laboratório de Biodiversidade Marinha, responsável pelo registro e identificação de corais, que são importantes formadores de habitat no Oceano Atlântico. Além de materiais já disponíveis para estudo, o projeto está organizando expedições oceanográficas em 2021, que contarão com a participação da UFSC e dos demais parceiros do Brasil. O coordenador na UFSC é o professor Alberto Lindner (CCB).

O projeto Mission Atlantic congrega especialistas da Europa, Brasil, África do Sul, Canadá e EUA com objetivo comum de mapear e avaliar os riscos atuais e futuros das mudanças climáticas, desastres naturais e atividades humanas para os ecossistemas do oceano Atlântico. Usando modelos oceânicos de alta resolução, redes neurais artificiais, métodos de avaliação de risco e abordagens estatísticas avançadas, o Mission Atlantic avaliará com precisão as pressões impostas aos ecossistemas marinhos do Atlântico, identificando as partes que correm maior risco de desastres naturais e as consequências das atividades humanas. No Brasil os parceiros são a UFSC, USP e Marinha do Brasil. A UFSC participa em dois estudos de caso: Plataforma continental sudeste-sul do Brasil e Ilhas da Dorsal Atlântica e conta com integrantes do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha (LBMM) e do Laboratório de Gestão Costeira Integrada (LAGECI). Os coordenadores na UFSC são o professor Sergio Floeter (CCB) e a professora Marinez Scherer (Oceanografia).

O projeto AtlantECO conta com 36 organizações de 13 países e com objetivo de explorar o Oceano Atlântico de polo a polo. O projeto irá mapear conhecimentos novos e existentes sobre os organismos microscópicos que habitam rios, águas costeiras, o oceano aberto, sedimentos marinhos e a atmosfera, bem como aqueles encontrados em lixo plástico. Esses “microbiomas” suportam vida na Terra e fornecem serviços ecossistêmicos à sociedade. A coordenação geral é da Stazione Zoologica Anton Dohrn em Nápoles, Itália e, no Brasil, o projeto é desenvolvido pela UFSC, FURG, USP, UFSCar e UFBA. O trabalho de campo será realizado a bordo de navios e veleiros oceanográficos. As escalas serão organizadas com as comunidades locais e partes interessadas ao longo da região costeira do Oceano Atlântico, envolvendo campanhas de divulgação, ciência cidadã, conscientização e proporcionando um programa de capacitação em larga escala para professores, estudantes, profissionais e jovens. A coordenador na UFSC é a professora Andrea Santarosa Freire (CCB).

Além dos cinco projetos contemplados na UFSC, há também a participação dos docentes da Oceanografia Felipe Pimenta (no projeto HPC-WE) e Jarbas Bonetti (no projeto AANChOR).

Coordenador na UFSC do projeto iAtlantic, o professor Alberto Lindner considera “muito importante o fato de a UFSC ter sido contemplada com cinco projetos desse edital. Para melhor conhecermos essas iniciativas, no dia 27 de novembro organizamos nossa primeira reunião interna dos projetos em desenvolvimento na universidade, com a participação dos professores e professoras, pós-doutorandas e alunas. Foi uma oportunidade de todos conhecerem melhor os projetos em desenvolvimento, e iniciamos também uma discussão sobre colaborações em pesquisa e extensão nos próximos anos”.

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Com Ciência, Pela Vida: setores que terão trabalho presencial precisam solicitar autorização

30/11/2020 08:10

EPIs entregues aos trabalhadores da Fazenda Experimental da Ressacada, na última sexta-feira, 27 de novembro. As entregas são feitas pelo Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp), com o apoio da Secretaria de Segurança Institucional (SSI). (Foto: Divulgação)

Os setores administrativos ou acadêmicos que comprovada e justificadamente tenham atividades que não possam ser desenvolvidas de forma remota devem solicitar, por meio de processo eletrônico, a validação e autorização pelas respectivas direções de unidades, com anuência prévia do Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) e do Gabinete da Reitoria. O processo está descrito no Guia de Biossegurança, formalizado pela portaria normativa publicada em 9 de novembro.

Guia de Biossegurança foi criado para normatizar as atividades presenciais de caráter essencial e inadiável no âmbito das unidades administrativas e acadêmicas da instituição durante a Fase 1 do planejamento de ações no período em que perdurar a pandemia de Covid-19.

Ficará sob a responsabilidade dos gestores das unidades dimensionar a força de trabalho presencial necessária para atender os critérios de distanciamento e ventilação dos ambientes, bem como prover as condições de higienização das mãos, como disponibilização de álcool em gel, e suprir banheiros com sabonete líquido, toalha de papel e limpeza frequente. Também será necessário divulgar em seus ambientes, de forma clara, as medidas coletivas necessárias e suprir os recursos de proteção para uso individual aos servidores.
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Servidores dividem experiências sobre trabalho remoto e cuidados com as crianças

25/11/2020 14:47

As brincadeiras, as conversas estimulantes e a partilha de momentos significativos ampliam o repertório dos pequenos

A Divisão de Serviço Social – Atenção ao Servidor (DiSS), da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), em parceria com o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promoveram no dia 21 de outubro de 2020 uma roda de conversa que reuniu servidores que possuem filhos em idade escolar, cadastrados previamente no Painel do Grupo de Risco da instituição.

Na ocasião foram abordadas questões acerca do desenvolvimento infantil em tempos de distanciamento social, a partir das demandas expressadas por um grupo significativo de servidores acompanhados pela DiSS relacionadas a dificuldades na conciliação do trabalho remoto e os cuidados com os filhos. A atividade oportunizou o compartilhamento de experiências neste momento tão desafiador para a comunidade universitária.

A ação foi conduzida pelas professoras Juliana da Silva Euzébio, coordenadora do Projeto de Extensão “NDI Comunidade”, e Thaisa Neiverth, vice-diretora do NDI. Cerca de 28 servidores participaram da iniciativa por meio de plataforma online de conferência. A ideia principal foi orientar pais e mães no sentido de que o mais importante nesse momento é cuidar de si, do outro e manter o equilíbrio. Além disso, foram apresentadas sugestões de intervenções possíveis para bebês e crianças em idade pré-escolar e assim poder compreender as funções específicas ocupadas pela escola e as possibilidades de desenvolvimento dos filhos em casa.
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Estudante da Antropologia conquista menção honrosa do Prêmio Lélia Gonzalez

25/11/2020 10:04

Interpretar a consciência de si de mulheres negras na educação, compreendendo como as violências racistas e sexistas influenciam esse processo. Além do trabalho de conclusão de curso (TCC) no curso de Antropologia da UFSC, a pesquisa rendeu à Giovanna Barros Gomes a menção honrosa do prêmio Lélia Gonzalez pelo artigo “Conscientização Identitária de Mulheres Negras no Ensino Médio e de Magistério em Florianópolis”. O reconhecimento veio na 32ª edição da Reunião Brasileira de Antropologia, organizado pela Associação Brasileira de Antropologia.

O artigo foi sintetizado a partir do TCC de Giovanna, orientado por Miriam Grossi, fundamentado em pesquisa de campo realizada em 2019. O trabalho envolveu estudantes do terceiro ano de formação em Magistério do Instituto Estadual de Educação (IEE) e bolsistas do Programa de Iniciação Científica (Pibic) do Ensino Médio ligadas ao Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (Nigs) da UFSC, além da experiência da própria Giovanna, estudante negra e paulista em Santa Catarina, numa autoetnografia.  Ela explica que o estudo envolve esses três tipos de interlocução no ambiente escolar: “Basicamente trago estas três percepções para falar da consciência da mulher negra, como é importante enfatizar a negritude dentro de si”.

Giovanna conta que suas interlocutoras “situavam vivências escolares junto com as familiares, como a família sempre foi um apoio importante em casos de racismo que se passavam nas escolas, de se aceitar”. As estudantes sentiam falta do tratamento de fatores raciais e representatividade no ambiente escolar, aponta a pesquisadora: “Pesa muito isso. Muitas das interlocutoras do magistério estavam se tornando professoras para servir de exemplo para outras estudantes negras, queriam enfatizar a presença de mulheres negras no espaço escolar, a partir da percepção de si, e não na de outros”.

A principal diferença entre as pessoas que participaram da pesquisa foi a idade: as estudantes de iniciação científica tinham entre 17 e 18 anos, e as do magistério tinham entre 30 e 40 (uma delas estava na casa dos 60 anos). Na época, Giovanna tinha 22.  “As interlocutoras do magistério tinham uma carga de vivência muito maior. Elas faziam diversos tipos de reflexões enquanto estudantes e atuando como professoras. As minhas vivências tinham um fator de (ter sido) estudante de ensino e de quem acompanhava estudantes do ensino médio”, cita Giovanna. As últimas tinham experiências mais demarcadas e especificadas, acrescenta: “Eram casos de racismo que aconteceram no IEE, e de como era a inserção de autores negros e autoras negras no Instituto. As do magistério me chamavam mais atenção porque era um misto de idade e vivências, era muito interessante dialogar com elas, porque tinham experiências parecidas com a minha e foi possível uma comunicação mais forte”.

Os dois grupos foram acompanhados ao mesmo tempo. “Todas as vivências me chamam atenção, cada uma tem sua particularidade, mas o racismo atinge de forma igual a todas, marca muito forte a mulher negra”, lembra Giovanna. Um exemplo enfatizado pela pesquisadora “é a dificuldade de se reconhecer enquanto negra. Isso se dá por diversos fatores: desde uma baixa representatividade no ambiente escolar, até razões familiares. Uma estudante do magistério, negra, e o pai, branco, não a reconhecia enquanto filha. Ela não queria ser negra”. O fato impediu-a de se auto reconhecer como negra, “ela via um teor negativo”.

Em outro exemplo, uma estudante do Pibic se reconhecia com parda, mas não como negra. “Ela via que pardo era muito diferente de ser uma pessoa negra. Não se via nas mesmas lutas até entender que na verdade ela é negra, e não simplesmente parda, o que mudou sua concepção sobre si. São estes fatores que o cantor Emicida fala: ‘Ela quis ser chamada de morena, que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena‘. É uma construção social, como se os preconceitos não existissem se a gente não se reconhece como negro. Muitas das minhas interlocutoras tinham esta percepção”. Quando há o reconhecimento enquanto negras, diz Giovanna, a concepção sobre elas muda, assim como sobre as coisas que acontecem ao seu redor. “Elas entendiam que não é por ser mais claras que não iam passar certos preconceitos”.

Durante o percurso da bolsa de iniciação científica, as estudantes do ensino médio, através do diálogo, com aprofundamento teórico referente a suas pesquisas e leitura de autores negros, assimilaram isso em suas vivências. “Já algumas estudantes do Magistério não tinham essa percepção, não se auto reconheciam enquanto negras. A família delas sim, mas elas não. É uma negação sobre si, por diversos motivos, traumas por preconceitos e racismos em diferentes espaços. É um fator tão violento que a pessoa acaba negando sua identidade”. Giovanna acredita que a família ajuda neste processo. “Faz parte da nossa identidade, entender como outras pessoas do âmbito familiar se identificam. A educação é um fator muito forte para construção identitária das pessoas”.
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Núcleo Desenvolver do HU completa 22 anos e promove encontro virtual

25/11/2020 09:56

A equipe do Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Desenvolvimento Humano (Núcleo Desenvolver), que funciona dentro do setor de Pediatria do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), voltado exclusivamente para crianças e adolescentes com dificuldades em aprendizagem, completou 22 anos neste ano e, para marcar a data, foi organizado um evento virtual com palestras sobre este trabalho multidisciplinar e interdisciplinar, que já atendeu mais de mil jovens.

A live que será transmitida pelo YouTube no endereço: youtube.com/acmedicina1, no dia 1º de dezembro, começa às 19h30. A abertura oficial terá como tema “Avaliação multidisciplinar do desenvolvimento: um legado do dr. Álvaro José de Oliveira”, patrono do Núcleo Desenvolver. A atividade inicial será moderada pela pediatra Cláudia Maria de Lorenzo e terá participação da superintendente do HU-UFSC, Maria de Lourdes Rovaris, além de representantes da Associação Amigos do HU, Associação Catarinense de Medicina, Sociedade Catarinense de Pediatria, Secretaria Estadual da Educação e Fundação Catarinense de Educação Especial. No dia 2, também às 19h30, começam as atividades científicas, com o tema “Dificuldades de Aprendizagem (da) avaliação multidisciplinar”.

O evento tem como tema geral “Uma homenagem a Álvaro José de Oliveira, um caso de amor com a vida”. Trata-se de uma homenagem póstuma ao fundador do Núcleo Desenvolver. O Núcleo faz parte da estrutura da Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente e realiza atendimentos de várias áreas – pediatria, psicologia, psiquiatria, pedagogia, psicopedagogia, assistência social e fonoaudiologia – para fazer um diagnóstico da situação da criança ou adolescente, apontando as causas da dificuldade escolar e encaminhamento para tratamento.
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UFSC 60 anos: programação cultural de aniversário oferece música e arte

23/11/2020 14:22

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comemora seus 60 anos de fundação no próximo dia 18 de dezembro. A data será lembrada com uma programação especial, on-line, com apresentações musicais e culturais e solenidades em homenagem à Universidade, além do reconhecimento de pessoas ligadas à UFSC. 

>> Conheça o site especial 60anos.ufsc.br 

Desde outubro, a UFSC celebra sua história na campanha #60anos60dias, com posts diários nas redes sociais, e a TV UFSC lançou programas especiais, como o EdUFSC 40 anos, Fragmentos Filosóficos e Estação Conhecimento. Além disso, eventos como a Sepex, o Experimenta, e a Semana da Dança também estão ligados à comemoração da data especial. 

A celebração também incluirá uma sessão solene do Conselho Universitário, com transmissão ao vivo, para conceder honrarias acadêmicas, além da posse dos novos Diretores dos Centro de Ensino.
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Performances criadas à distância encerram a Semana da Dança UFSC neste final de semana

20/11/2020 21:23

O resultado das duas imersões artísticas propostas pelos artistas Rubens Oliveira, Diana Gilardenghi, Hedra Rockenbach e Paloma Bianchi viram performances ao vivo e serão exibidas neste sábado e domingo, dias 21 e 22 de novembro. O eventos ocorrem no palco on-line do evento. Diluindo as distâncias e construindo corpografias possíveis nos espaços físicos e virtuais, duas imersões artísticas serão apresentadas ao vivo neste fim de semana como resultado dos processos vividos e compartilhados remotamente com os participantes das atividades. Os espetáculos encerram a programação on-line da 6ª Semana da Dança UFSC.

No sábado, às 18h,  as artistas Diana Gilardenghi, Hedra Rockenbach e Paloma Bianchi exibem a performance “Co-Incidências, onde os encontros são possíveis”. O trabalho mostra, em tempo real, o processo realizado na imersão artística e revela os desdobramentos sobre os modos e possibilidades de dança elaborados a partir do corpo em seu habitat.
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Dia da Consciência Negra: a luta antirracista na universidade pública

20/11/2020 08:03

O ano de 2020 tem sido de tensões e preocupações. A busca pelo controle da pandemia de Covid-19 tem nos obrigado a estar fisicamente isolados, afastados uns dos outros. Mesmo assim, há espaços sendo abertos para as mobilizações. Um dos principais movimentos observados neste momento tem sido a luta antirracista.

O movimento ganhou força nos Estados Unidos, em maio, quando George Floyd, um homem negro de 46 anos foi sufocado até a morte em uma ação policial. Protestos se espalharam mundo afora e deram força ao ativismo pelo direito de não morrer em abordagens policiais. Em meio à pandemia, as pessoas saíram às ruas para dizer que as vidas negras importam, que as pessoas negras têm direito de respirar, de viver dignamente. 

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, não haverá mesas-redondas, debates e palestras nos auditórios da UFSC, como normalmente ocorreria. No entanto, haverá lives, pela Internet, e educação sobre as lutas do povo preto. 

Não basta não ser racista

Jaqueline Conceição da Silva (Arquivo Pessoal)

O que afinal significa ser antirracista? O termo não é novo. A ativista e filósofa negra Angela Davis, durante um discurso em 1979, nos Estados Unidos, afirmou: “Numa sociedade racista, não adianta não ser racista, nós devemos ser antirracistas”.

Ser antirracista é ir além de denunciar o crime de racismo ou a injúria racial, é muito mais que simplesmente não ser racista. É observar com senso crítico; ser agente de mudança. E a prática antirracista leva à criação de medidas de enfrentamento estrutural e institucional ao racismo. 

A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Jaqueline Conceição da Silva, salienta que a luta antirracista é pró-ativa, e é a resposta para mudar estruturas que “mantém pessoas brancas em locais de poder e com privilégios”, pois, ela explica, “é por meio de ações antirracistas que ocorre a mudança de relações sociais”. 

A mudança, ressalta a pesquisadora, “passa pela contratação de líderes negros em grandes empresas, e também pela formação, a alfabetização racial de pessoas brancas e pessoas negras para que elas entendam o que é o racismo e os seus efeitos”. 

Francis Tourinho (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Francis Vieira Tourinho, secretária de Ações Afirmativas e Diversidades na UFSC, ingressou como aluna na UFSC em 1987 em uma época que, segundo ela mesma recorda, quase não havia negros na instituição. A professora do Departamento de Enfermagem hoje atua como gestora e trabalha diretamente nas ações de equidade e na implementação das políticas de ações afirmativas. 

“A adoção de ações afirmativas está aos poucos mudando a realidade das universidades e dos negros, porém, apenas a Graduação não é suficiente para reparar ou compensar efetivamente as desigualdades sociais resultantes de um legado histórico de exclusão social, desigualdade estrutural, racismo estrutural e graves atitudes discriminatórias que se perpetuam no presente”, pontua a secretária. 

Uma tentativa de reparar desigualdades históricas, a adoção das políticas de ações afirmativas atualmente acontece na Graduação e em concursos públicos na UFSC e, em 2020, também na pós-graduação. No último mês de outubro, a Câmara de Pós-Graduação aprovou e o Conselho Universitário confirmou, em decisão unânime, que os programas de pós-graduação da UFSC deverão destinar, anualmente, 20% das vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas e 8% para pessoas com deficiência, e outras categorias de vulnerabilidade social.

“As Universidades são ocupadas por uma maioria de pessoas brancas, incluindo o corpo docente, discente e gestor. Assim observamos que a universidade é um reflexo da sociedade, e esta é discriminatória. Isso torna o acesso dos negros em universidades, pós-graduação e empresas ainda mais difícil. Ainda se ouvem argumentos e discussões contra as políticas de ações afirmativas”, lembra Francis.

Ainda estamos distantes de uma efetiva implementação das políticas. Além de garantir as vagas, a universidade pública deve preocupar-se com a permanência, o apoio e acompanhamento dos alunos e combater as fraudes. 

“Eu tenho uma trajetória longa de formação racial, e ainda assim sofro psicologicamente e politicamente com os desdobramentos do racismo no fluxo das relações dentro das instituições. Imagina uma menina, um menino, de 17, 18 anos, que sai de sua cidade de origem e vem morar num estado que é o mais racista do Brasil e em uma universidade que muitas vezes silencia as próprias tensões raciais. Esse é o nosso desafio, a efetividade com qualidade das políticas de ações afirmativas dentro das universidades”, enfatiza a doutoranda Jaqueline.  

Já parou para pensar quantos professores negros você teve em sua trajetória escolar? Se você é branco, quantos negros você admira? Quantos autores negros você já leu? E se você é negro, você se sente representado nas mídias culturais? E em sala de aula? E na pesquisa acadêmica, no currículo de seu curso superior, como estão representadas as pessoas negras?

Jaqueline já pensou e estudou muito sobre o assunto e concluiu que, desde criança, nunca teve um professor ou professora negro, como ela. Mesmo assim, ela tornou-se pedagoga, mestra e agora será doutora pela UFSC. A paulistana, nascida na periferia da maior metrópole das Américas, afirma: “sou a primeira e a única mulher da minha família a completar o ensino superior, a fazer mestrado, doutorado”. Jaqueline é de uma geração anterior às políticas de ações afirmativas na Graduação, mas ingressou no doutorado já como cotista. “No programa em que eu fiz mestrado – na PUC/SP – não havia, e até hoje não tem ações afirmativas”. 

Jaqueline conta que sofreu muitas situações de violência e racismo estrutural durante a sua formação. Sua resposta foi seguir estudando, e criar o Coletivo Di Jeje, um Instituto de Pesquisa e Formação sobre Questão Étnico Racial e de Gênero, com plataformas de ensino e aprendizagem na modalidade virtual.

“Desse processo, das violências que eu sofri, fica para mim o Coletivo, um espaço de formação, pesquisa, produção de conteúdo sobre racismo, com uma perspectiva a partir do feminismo negro. Se origina a partir do que observei como pedagoga e do meu caminhar, do que deve ser uma prática educativa que emancipe o sujeito”, explica a pesquisadora. 

>> Conheça o Coletivo Di Jeje

Representatividade importa

A presença de professores negros, doutores, pesquisadores que se autodeclaram pretos ou pardos ainda é tímida na UFSC. Segundo dados do sistema Administrativo de Recursos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina, há 19 professores que se autodeclaram pretos, e 43 pardos. Já os técnicos-administrativos em Educação autodeclarados pretos são 43 e pardos, 115. Entre os estudantes, se autodeclaram pretos 1.555, e pardos são 3.464. 

Alguns desses professores e pesquisadores foram entrevistados no projeto Com Ciência Negra, da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). A série apresenta a professora Joana Célia dos Passos (Educação), Karine de Souza Silva (Direito), Leslie Sedrez Chaves (Jornalismo), Alexandre Magno Silva Santos (Física), Cristiane Luiza Sabino de Souza (Serviço Social), Jeane Vanessa Santos Silva (Educação), Glória Regina Botelho (Ciências Biológicas e Agronômicas / UFSC Curitibanos), Cristiane Conceição Silva (Letras e Literaturas Estrangeiras), Francis Solange Tourinho (Enfermagem).

A preocupação com a representatividade negra não está apenas em ver pessoas negras em posições de destaque. Segundo Jaqueline, ainda há muito o que evoluir para que as universidades deixem de ser ambientes historicamente de predominância branca e masculina. “As universidades precisam se engajar em projetos políticos-pedagógicos que garantam a presença da diversidade, não só no corpo de funcionários, mas também no currículo”, salienta. 

Apesar de ser uma área que debate as questões étnico-raciais, Jaqueline aponta que a própria Antropologia precisa aprofundar a representatividade dos povos que estuda. “É importante incluir, além dos temas, autores negros e indígenas. Mesmo em campos como a Antropologia, que estuda a negritude e etnologia indígena, quase não se lê esses autores. O currículo precisa passar pela produção intelectual de sujeitos desses grupos que estão sendo estudados”, ressalta.

A academia debate o racismo

Durante o período de pandemia, as mesas-redondas e seminários que antes atraíam a comunidade para os auditórios, hoje acontecem pelas redes sociais, e continuam disponíveis para quem quiser assistir depois. Sobram exemplos de lives promovidas por núcleos de estudos e pesquisas da UFSC, inclusive com os temas de representatividade negra, racismo e luta antirracista. 

Eventos para marcar o Dia da Consciência Negra estão programados para acontecerem em meio virtual nesta e na próxima semana. O Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e o Centro de Ciências da Educação (CED) apoiam o Novembro Negro com lives nos dias 19 e 20 de novembro. Os eventos foram organizados por docentes e estudantes dos Departamentos de Psicologia, História, Geociências, Estudos Especializados em Educação e de Ciência da Informação, pelo Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Diferença, Arte e Educação (Alteritas), Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Geografia (NEPEGeo), Laboratório de História Pública (LAPIS), Centro Livre de Geografia (CaliGEO) e pelo Colégio de Aplicação. Confira a programação e faça sua inscrição para ter direito ao certificado. 

O Cine DDHH, um projeto do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), convida para debate no dia 27 de novembro, às 17 h, sobre os curtas “O dia de Jerusa” e “Kbela”, em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra. Os curtas estão disponíveis no YouTube e recomenda-se que sejam assistidos antes do debate. A discussão ocorre em sala privada, via Jitsi Meet. Para receber o link de acesso, é preciso inscrever-se pelo e-mail cineddhhufsc@gmail.com.

O Curso de Curta Duração (CCD) do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) intitulado “Feminismos Negros e a Luta Antirracista“ será encerrado neste 20 de novembro, e tem todas as aulas disponibilizadas no Canal do IEG no YouTube

Em outubro, a UFSC promoveu a Sepex em Casa, com uma série de eventos on-line ao vivo, debatendo a ciência. A palestra da professora Karine de Souza Silva (CSE/UFSC) e da doutoranda Daniela Núñez Longhini, intitulada “O antirracismo e o anticolonialismo na ciência”, teve como objetivo abordar a necessidade de que a ciência e a academia ampliem esforços para democratizar o conhecimento, incorporando outros saberes e outras lógicas à luz de perspectivas antirracistas e anticoloniais, colaborando para a desconstrução de práticas excludentes, racistas e colonialistas nas mais diversas áreas dos saberes e nas suas mais variadas dimensões. O conteúdo está disponível no Canal da UFSC no YouTube.

Em setembro, a professora Ilka Boaventura Leite (CFH/UFSC) e a representante do Movimento Negro Unificado (MNU/SC) Vanda de Oliveira Gomes debateram a invisibilidade do negro no sul do Brasil.  Em julho, o Observatório Astronômico da UFSC perguntou para três astrofísicos brasileiros: “Como é ser cientista negra (ou negro) na Astrofísica?”. A live reuniu Alan Alves Brito, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Denise Rocha Gonçalves, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Marcelle Soares Santos, da Universidade de Michigan, nos EUA. O conteúdo segue disponível no canal do Observatório no Youtube.

 

Agência de Comunicação/UFSC
agecom@contato.ufsc.br

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Equipe da UFSC concorre a título mundial em competição ecológica

19/11/2020 18:36

A E3 – Equipe UFSC de Eficiência Energética ganhou a etapa das Américas da competição Pitch The Future – Decarbonising the Home da Shell Eco-Marathon, que visa propor uma solução ecológica e inteligente no âmbito da descarbonizacão de casas. Agora, o time da UFSC tenta o título mundial, definido por voto popular..

Para votar, clique aqui.

Representante da UFSC e do Brasil entre equipes de diversos países, a E3 criou um site que serve de base e consulta para aos usuários, arquitetos e engenheiros que irão construir uma casa. O usuário indica a cidade que irá construir e o site fornece informações de materiais que irá utilizar na construção, substitutos sustentáveis e ecológicos juntamente com lojas próximas onde esses materiais podem ser encontrados.

A E3 participa da Shell Eco Marathon competindo ao desenvolver carros mais sustentáveis que consumam menos combustível e percorram maiores distâncias. Entretanto, devido à pandemia, não foi possível que as equipes levassem seus protótipos para a pista, e a Shell lançou desafios para manter os estudantes engajados. Um destes consistiu em apresentar uma proposta para construir ou tornar casas mais amigáveis ao meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2.

Na primeira parte da competição a E3 bateu equipes de engenharia de todo o continente americano, e agora está na final contra a Europa e a Ásia.

Mais informações sobre a E3 na página da equipe.

 

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Semana da Dança: ugandense Oscar Ssenyonga faz do corpo potência em ‘Dictatorship Democracy’

19/11/2020 12:32

Se não fosse a dança, Oscar Ssenyonga poderia ter percorrido um caminho mais violento. O ugandense, de 25 anos, cresceu em Kasubi, subúrbio de Kampala, na África Oriental. Desde menino investiga o corpo, se interessa e pratica as danças culturais. “A maioria das pessoas com quem cresci em Kasubi está na prisão, morta ou louca. Portanto, sou grato à minha mãe que me incentivou a dançar porque me manteve produtivamente engajado”, comenta. 

Seu espetáculo “Dictatorship Democracy” analisa a situação política do país dos últimos 30 anos, do desenvolvimento social à democracia, passando pelos regimes ditatoriais. Ao mesmo tempo, o bailarino propõe a reflexão acerca da história, das marcas deixadas pelas lideranças do passado, das lideranças de hoje e do papel da juventude como fator decisivo para a construção de um futuro. De qual futuro se trata? O trabalho será apresentado nesta sexta-feira, 20 de novembro, às 20h, no canal da 6ª  Semana da Dança UFSC no Youtube.

Fundador da Mambya Performing Arts Foundation e a Mambya Dance Company – MDC, o coreógrafo e diretor artístico utiliza a dança como meio de transformação em projetos que ocorrem em comunidades vulneráveis. E também se apropria da expressão corporal como questionamento da realidade vivida.

No dia 22, às 14h, Oscar Ssenyonga participa da live “Take me to a promised land”. Com mediação de Débora Zamarioli e tradução de Pedro Rieger, a conversa será em torno da trajetória e perfil ativista do bailarino ugandense.

Semana da Dança UFSC

A 6ª edição da Semana da Dança UFSC – faz parte da celebração de 60 anos da UFSC – é realizada pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU). Tem apoio da TV UFSC, emissora onde estão sendo transmitidos os espetáculos e vídeos-dança. E ainda parceria de conteúdo com o projeto Midiateca da Dança. O evento, totalmente on-line, encerra neste domingo (22). A programação completa e gratuita está disponível no site www.semanadadancaufsc.com

O projeto é realizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura, com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura ⁄ Artes – Edição 2019.

Serviço:

O quê: Dictatorship Democracy

Quando: 20 de novembro, às 20h

Onde: https://youtube.com/channel/UC_saUQRmuwTsG-1M3woC0-w

Mídias: @semanadadancaufsc

Site: www.semanadadancaufsc.com

 

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Câmara de Graduação aprova processo seletivo não presencial para ingresso na UFSC em 2021

18/11/2020 14:51

A Câmara de Ensino da Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou nesta quarta-feira, 18 de novembro, a adoção de um processo seletivo não presencial para ingresso de estudantes na Universidade em 2021. Pela proposta aprovada, a ocupação de vagas nos cursos de Graduação será assim distribuída: 30% das vagas destinadas para preenchimento através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 70% das vagas através de um processo seletivo não presencial, que utilizará como critério a nota que o candidato obteve nas edições do Enem entre 2009 e 2021. Para se tornarem definitivas, essas decisões deverão passar por análise e aprovação do Conselho Universitário (Cun), que se reunirá nos próximos dias.

Pelo calendário acadêmico elaborado no final de 2019, o Vestibular 2021 da UFSC estava programado para ocorrer no início de dezembro. A situação de emergência em saúde pública provocada pela pandemia de Covid-19, porém, impactou todas as atividades acadêmicas e administrativas na UFSC. O trabalho remoto foi adotado pela instituição em março e a partir de agosto as aulas também passaram a ser oferecidas em modalidade não presencial.

O vestibular de meio de ano, para ingresso no curso de Medicina em Araranguá e vagas remanescentes de outros cursos, foi convertido em um processo seletivo não presencial que utilizará médias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Recentemente, a portaria 379/2020/GR prorrogou até 22 de maio de 2021 a suspensão de quaisquer atividades administrativas e acadêmicas presenciais, com exceção dos setores de saúde, segurança e das situações de caráter inadiável e essencial. Em relação ao ingresso de alunos para o ano de 2021, a UFSC estava planejando realizar a seleção em abril ou maio.

Segurança

A adoção do processo seletivo não presencial junto com o Sisu foi uma decisão Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) em conjunto com a Administração Central, após diversos estudos e análises de cenários. Ao final, optou-se por um formato que evitará aglomeração, uma vez que a proximidade entre as pessoas é um fator relevante para aumento do contágio.

Em ofício enviado à Prograd, a Coperve apresentou estimativa de participação de 25 mil candidatos no Vestibular 2021, distribuídas em pelo menos 28 cidades do Estado. O apoio logístico a um concurso presencial exigiria a participação de outras 2.500 pessoas (entre coordenadores, fiscais, limpeza, segurança), sendo que 80% desse total é integrado por professores, servidores técnico-administrativos e alunos da UFSC. “É preciso considerar, também, a participação do público externo, que durante a realização do Vestibular interage com os candidatos nos locais e nos meios de locomoção da cidade onde são realizadas das provas”, salienta o documento.

A Coperve ressalta a impossibilidade de garantir segurança sanitária em um processo seletivo presencial tradicional, citando vários fatores: a inexistência de uma vacina e incertezas sobre políticas públicas de imunização coletiva até meados de 2021; a necessidade de deslocamentos de um grande número de candidatos, que procedem de várias regiões do País e cidades de Santa Catarina, sem possibilidade de saber neste momento se os transportes e deslocamentos estarão liberados.

A complexidade logística de realização de provas presenciais também é um fator importante na decisão: necessidade de um número reduzido de alunos por sala de aula (para garantir os distanciamentos) e todos com um mínimo de proteção individual (uso de máscaras) e proteção coletiva (uso de álcool gel, limpeza e desinfecção contínua de ambientes como banheiros), e medição de temperatura de cada candidato inscrito no momento de adentrar ao local de prova para verificação de uma condição mínima de saúde.

Abrangência

No ofício, a Coperve também defende a adoção das médias do Enem como critério dos processos seletivos não presenciais. Em Santa Catarina, nos anos de 2019 e 2020, o número de inscrições totalizou 231.885. Para o Enem 2021, o número de participantes é de aproximadamente 5,6 milhões em todo o país.

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Programa de Apoio Pedagógico oferece aulão sobre estratégias de organização de estudos no ensino remoto

18/11/2020 10:26

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da UFSC oferece o aulão remoto “Estratégias para a Organização de Estudos no Ensino Remoto” na próxima quinta-feira, 26 de novembro, às 17h. O evento será uma oportunidade para avaliar as estratégias usadas pelos estudantes em seu processo de aprendizagem.

A iniciativa também tem o objetivo de conhecer novas possibilidades de lidar com as rotinas acadêmicas, também em preparação para o semestre 2020.2, que também terá atividades pedagógicas não presenciais, dado o agravamento da pandemia.

Serviço
Data: 26 de novembro, quinta-feira
Horário: 17 h
Tutor: Adriano
Local: Canal do YouTube do PIAPE

Tags: PiapeprogradPrograma Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisador da UFSC integra time da ONU para divulgação de ciência no TikTok

18/11/2020 07:54

Pesquisador e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), André Báfica é o mais novo integrante da Equipe Halo (Team Halo em inglês). Coordenador do Laboratório de Imunobiologia no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP), o cientista  participa da iniciativa global da ONU, que tem apoio do Verificado e do Vaccine Confidence Project. De diversas partes do mundo, os participantes do Halo pesquisam vacinas contra o novo coronavírus e aceitaram falar de ciência de uma forma simples por meio da plataforma de vídeos TikTok.

Após aceitar o convite, André deixou a inibição de lado por um bem maior. De forma voluntária, ele e outros pesquisadores gravam vídeos mostrando o dia a dia nos laboratórios, interagindo com os seguidores e desmistificando informações incorretas. “Estou me familiarizando aos poucos com os conteúdos no TikTok e confesso que sou um pouco tímido em frente à câmera. Por outro lado, percebi o quanto educadores de ciência precisam ocupar os espaços e levar informação confiável não-autoritária para todos os públicos. A minha meta é que as pessoas possam por si mesmas compreender temas importantes, como a segurança e a eficácia das vacinas”, diz.

Coordenador da Rede IMUNOVIDa, iniciativa para analisar a resposta imune de pacientes com Covid-19, ele e sua equipe trabalham em novas estratégias para a cura da Covid-19: “Estamos desenvolvendo uma vacina contra o vírus, que tem como base a BCG, uma vacina centenária contra a tuberculose. Vamos aproveitar toda a sua segurança e maneiras de produção para testar se ela funciona como vetor contra a doença. Estamos aumentando a produção para realizar os testes iniciais”. O estudo conta com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de São Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Equipe Halo

O time de pesquisadores brasileiros, também chamados de “guias” dentro do projeto, conta com seis participantes até o momento, incluindo André Báfica. Completam a equipe Wasim Syed, Jaqueline Goes de Jesus, Natalia Pasternak, Gustavo Cabral de Miranda e Rômulo Neris. Melissa Fleming, subsecretária-geral de Comunicação Global da ONU, conta que a desinformação minou a confiança do público nas vacinas. “A #EquipeHalo pretende recuperar essa confiança. São pessoas incríveis fazendo a ciência ser parte de uma colaboração global. Devemos comemorar o fato de estes profissionais nos ajudarem a colocar um fim nesta terrível pandemia”, declara. Acesse o site oficial da ação aqui.

Texto: Caroline Borges/Agência Atômica e Camila Cunha/LOOP.

 

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Série de lives irá contar a História da dança em Santa Catarina

16/11/2020 15:54

Contar uma história com uma boa conversa. A série de lives “Arquivos Móveis: Histórias da Dança em SC” é iniciativa do projeto Midiateca da Dança, criado há um ano com o objetivo de documentar e compartilhar a produção artística catarinense. Durante a 6ª Semana da Dança UFSC, que ocorre virtualmente de 16 a 22 de novembro, serão realizadas entrevistas com artistas convidados.

Quem participa da primeira rodada no dia 17 de novembro, às 18h, sobre o tema “Oportunidades Poéticas e Pedagógicas de Artistas Catarinenses em contextos internacionais” são as bailarinas Ana Carolina Leimann e Maria Carolina Vieira e o bailarino Volmir Cordeiro. Com mediação da pesquisadora Sandra Meyer, também idealizadora do projeto junto com Jussara Xavier e Vera Torres, o papo irá abordar desde criação e atuação até condições de trabalho e políticas públicas no Brasil, França, Bélgica e Alemanha.

Na quarta-feira, 18 de novembro, às 18h, “Deslocamentos pedagógicos da Dança em Santa Catarina” é assunto da live com Karin Véras, Malú Rabelo e Marco Aurelio da Cruz Sousa com mediação de Vera Torres. Dia 19 de novembro, às 18h, as bailarinas Catharina Coimbra e Elke Siedler conversam sobre “Bila Coimbra e os Desdobramentos da Dança Clássica em Florianópolis” com condução da Sandra Meyer. Sexta-feira, 20 de novembro, às 18h, Andréa Bergallo e Jussara Zerbino fecham a série com “A chegada da Dança Moderna e do Jazz em Florianópolis”.

As lives podem ser acessadas no site oficial do evento www.semanadadancaufsc.com assim como toda a programação e espetáculos

A 6ª edição da Semana da Dança UFSC – faz parte da celebração de 60 anos da UFSC – é realizada pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). Tem apoio da TV UFSC, emissora onde serão transmitidos os espetáculos e vídeos-dança. E ainda parceria de conteúdo com o projeto Midiateca da Dança. A agenda de oficinas, cursos, debates e imersões artísticas ocorrerá nas plataformas do Zoom e Google Meet. E as lives e espetáculos ficarão concentrados no canal da semana da dança no YouTube.

O projeto é realizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura ⁄ Artes – Edição 2019.

Serviço:
O quê: Semana da Dança UFSC
Quando: 16 a 22 de novembro
Onde: YouTube – Semana da Dança UFSC
Redes sociais: facebook.com/semanadadancaufsc | instagram.com/semanadadancaufsc
Site: semanadadancaufsc.com
E-mail: semanadancaufsc@gmail.com

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Estudo sugere que medicamentos para gripe podem ser aliados no tratamento da Covid-19

16/11/2020 12:49

Em artigo publicado nesta segunda-feira, 16 de novembro, na plataforma Biorxiv, um grupo de pesquisadores demonstra o potencial de dois medicamentos utilizados para gripe no tratamento de casos graves de Covid-19: o Oseltamivir (mais conhecido pelo nome comercial Tamiflu) e o Zanamivir. Apesar de não terem sido realizados testes com pacientes, o trabalho é promissor ao identificar, a partir de experimentos com camundongos e células de pessoas infectadas, que os dois fármacos são capazes de reduzir a resposta inflamatória generalizada que leva à lesão de tecidos e órgãos, além de terem diminuído a mortalidade entre os animais analisados. O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Imunobiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e contou com a participação de cientistas da Universidade de São Paulo (USP), do Hospital Naval Marcílio Dias, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Alberta, no Canadá.

O Oseltamivir e o Zanamivir atuam na inibição de uma família de enzimas chamada neuraminidase, que está presente em diversas células de uma variedade de organismos. Em casos de infecção, essas enzimas degradam o ácido siálico (um tipo de açúcar presente na membrana das células), levando à ativação dos neutrófilos – um dos subtipos de leucócitos que fazem parte de nosso sistema imunológico. O problema é que, em algumas situações, há uma ativação exagerada do sistema imunológico, e os neutrófilos, além de atacarem o foco da infecção, lesionam também células saudáveis. É o que se observa nos casos mais graves de Covid-19: na tentativa de proteger o corpo do coronavírus, os neutrófilos podem levar até mesmo ao comprometimento de órgãos, como o pulmão. E a neuraminidase tem um papel crucial nessa história.

Numa infecção que não seja grave, os neutrófilos vão para o foco da infecção, combatem a bactéria ou o vírus e não vão para os outros tecidos. Então, eles vão para o lugar certo, combatem a infecção, e o paciente melhora. Mas, numa situação de infecção grave, o organismo tenta produzir uma resposta para combater aquela infecção, só que essa resposta é tão exacerbada que o organismo perde o controle da resposta imune. Então, esse neutrófilo deixa de ir para o foco da infecção e passa a migrar para outros tecidos, como os pulmões, coração e fígado. E, como ele está superativado, acaba lesionando esses tecidos”, explica Fernando Spiller, professor do Departamento de Farmacologia da UFSC e coordenador do estudo.
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Avaliação da UFSC: consulta à comunidade acadêmica inicia em 16 de novembro

16/11/2020 06:59

A partir de 16 de novembro, a comunidade acadêmica da UFSC poderá participar do processo avaliativo referente ao primeiro semestre de 2020.  Alguns questionamentos foram adaptados e direcionados às atividades pedagógicas e administrativas de maneira remota, devido à pandemia da Covid-19.

Uma das principais regras da consulta é o sigilo. O anonimato evita qualquer tipo de constrangimento e o estudante tem liberdade para indicar os pontos que julgar necessários.

Será elaborado um relatório com as informações coletadas que deve ser postado obrigatoriamente no Sistema e-MEC, bem como no site da CPA. A partir do relatório deverão tomadas providências para proposição e implantação de ações de melhoria das atividades acadêmicas e administrativas.

Confira os links para cada categoria:

Estudantes de Graduação

Estudantes de Pós-graduação

Docentes

Gestores

TAEs

Mais informações pelo e- mail cpa@contato.ufsc.br ou via chat institucional

 

Tags: avaliaçãoComissão Própria de AvaliaçãoCPAUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis estipula novos prazos de benefícios

13/11/2020 21:03

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) da UFSC divulgou novos prazos em seus programas emergenciais, após a Administração Central prorrogar a suspensão das atividades presenciais de ensino em todos os níveis até 22 de maio de 2021. A Portaria Normativa nº 379/2020/GR, publicada em 9 de novembro já havia garantido que haveria mudanças nas datas dos programas de apoio e auxílio excepcionais em decorrência da pandemia de Covid-19.

A Portaria da Prae estabelece os seguintes prazos atualizados:

Programas da Assistência Estudantil:

  • Bolsa Estudantil – 31/01/2021
  • Auxílio Moradia – 31/01/2021
  • Auxílio Creche –  31/12/2020

Programas de Apoio e Auxílio Excepcionais:

  • Auxílio emergencial – prazo para solicitação: 16 a 18/11/2020
  • Registro Prévio – prazo para inscrição de novos estudantes: 30/11/2020
  • Auxílio Inclusão Digital (acesso à internet) – prazo para entrega dos comprovantes: 04/12/2020

A pró-reitoria também informa que o prazo de permanência com os computadores do Programa Emergencial de Empréstimo de Equipamentos de Informática, fica prorrogado, no máximo, até 22 de maio de 2021. Quando do final desse período, os equipamentos deverão ser devolvidos no mesmo local em que foram retirados.

Novas vagas

A Prae informou, ainda, que está prevista para 1º de fevereiro de 2021 a abertura de novas vagas para os Programas Bolsa Estudantil, Auxílio Creche e Auxílio Moradia.

 

Mais informações: 

Prae.ufsc.br

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