Administração Central da UFSC divulga nota em homenagem ao Dia do Servidor Público

28/10/2018 07:00

Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulga nota pelo Dia do Servidor Público:

Aos Servidores e Servidoras da UFSC

Cumprimentamos os servidores e servidoras docentes e técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Santa Catarina pela passagem do dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público. Categorias profissionais que fortalecem, dia a dia, a importância do investimento da sociedade na construção e consolidação de um Estado livre, inclusivo, democrático, plural, e na formação constante de cidadania.

Nossa homenagem e nossa gratidão. Parabéns.

Ubaldo Cesar Balthazar e Alacoque Lorenzini Erdman, Reitor e Vice-Reitora da UFSC

 

Confira a programação das atividades desta segunda-feira, 29, em comemoração ao Dia do Servidor Público.

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UFSC expressa tristeza e indignação pela destruição do Museu Nacional

04/09/2018 10:50

Foto: Guilherme Laprado/Mídia Ninja.

O Reitor Ubaldo Cesar Balthazar, em nome da comunidade universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), se junta à comunidade e gestores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na tristeza e indignação pela irreparável tragédia que representou a destruição do Museu Nacional.

É inadmissível que as constantes restrições e os recentes cortes nos recursos destinados à Educação, à Cultura, à Ciência e à Tecnologia, impliquem no impedimento de ações preventivas e na guarda adequada dos espaços de memória e pesquisa da história do Brasil e da Ciência Nacional.

Juntamo-nos, assim, aos milhares de cidadãos e cidadãs que defendem, de maneira intransigente e inarredável, a urgência do necessário investimento que permita a conservação e funcionamento adequado de instituições com a dimensão do Museu Nacional, e que garantam o pleno exercício das atividades essenciais de nossas instituições.

Florianópolis, 03 de setembro de 2018.

*Confira também a a nota Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) sobre o incêndio no Museu Nacional.

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Conselho Universitário da UFSC divulga nota à nação brasileira

29/08/2018 18:40

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC) divulga uma nota para “manifestar o seu posicionamento diante da insegurança jurídica e dos trágicos acontecimentos do último ano”. Confira a nota na íntegra:

NOTA À NAÇÃO BRASILEIRA

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido no dia 28 de agosto de 2018, vem a público manifestar o seu posicionamento diante dos trágicos acontecimentos do último ano e da insegurança jurídica que assola o país e culminam, agora, com a criminalização do próprio pranto de manifestação dos seus pares, sente-se no dever de romper o silêncio respeitoso e digno em que aguarda a verdade sobre os fatos que vitimaram o seu Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

Mas frisa que se manifesta com a serenidade que deve pautar um Colegiado de educadores e cientistas, lucidamente postados acima das disputas e questões de um país ferido pela desigualdade e a intolerância; com a postura de quem se dedica a ensino, pesquisa e extensão com vistas no resgate da Nação pela inclusão social e a transformação de todas as pessoas cidadãs brasileiras numa Ética de respeito, fraternidade e autodeterminação, juntamente com as suas autoridades e as instituições comprometidas.

Por isso se dirige, acima de tudo e em primeiro lugar, à Nação brasileira, agradecendo as maciças manifestações de apoio, solidariedade e carinho que vem recebendo, de todos os recantos do País, seja por Notas Oficiais, mensagens, telefonemas, seja por editoriais, noticiários, colunas de opinião e nas relações pessoais.

A UFSC dedica-se à produção do conhecimento, à formação de cientistas e à educação de profissionais das mais diversas áreas e tecnologias; foi pioneira no país nos mais diversos campos, como o Ensino a Distância, por exemplo, e é vanguarda na internacionalização dos seus Cursos; muito bem ranqueada, tem a desdita de ver minguar os recursos públicos e periclitar a autonomia universitária, num país que parece economizar essas migalhas para depois importar tecnologia estrangeira a alto custo de dinheiro público e à custa da soberania nacional.

A UFSC não vê o direito punitivo, unicamente, e a intimidação como solução para os complexos problemas da atualidade, e não comunga de espírito de emulação com quem quer que seja;  mais não pede que a tranquilidade para coonestar com trabalho e dedicação (e competência), o que recebe em reconhecimento, recursos e esperanças da Nação brasileira; e deixa a cargo dos órgãos competentes, sobretudo do julgamento da história, os lastimáveis e trágicos episódios, que a enlutam, e comovem o Brasil.

Não pode esquecer, também, que diversos professores da UFSC estão afastados cautelarmente das suas atividades, há um ano, num prejuízo inestimável para a honra dos professores e da universidade, inclusive para os cofres públicos, em dupla despesa, o que não se justifica perante a demora de uma investigação criticada acerbamente pela Imprensa brasileira.

E quanto ao mais recente episódio, da Denúncia Federal contra os professores, Reitor Ubaldo Cesar Balthazar e Chefe de Gabinete Áureo Mafra Moraes, desditosa peça que escandaliza os juristas do País inteiro por atentar contra a Liberdade de expressão, só resta lamentar, também, a sua inconsistência técnica, que já a transforma em objeto de discussão nas aulas dos primeiros anos de Curso.

Florianópolis, 28 de agosto de 2018.

UBALDO CESAR BALTHAZAR

Presidente

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Licenciatura Intercultural Índigena da UFSC homenageia Marcondes Namblá

07/01/2018 08:00

A equipe da coordenação do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica publicou na quarta, 3 de janeiro, nota em homenagem e tributo a Marcondes Namblá. O texto na íntegra segue abaixo e está disponível na página do curso.

PERDEMOS MARCONDES

Perdemos todos com a partida brusca, trágica e inadmissível de Marcondes Namblá, ocorrida em 02 de janeiro de 2018. Estamos de luto, sentindo profunda amargura e consternação.

Marcondes, pertencente ao povo Laklãnõ-Xokleng da Terra Indígena Laklãnõ, Alto Vale do Itajaí, integrou a primeira turma do curso Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC, cuja formatura ocorreu em abril de 2015. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso pesquisou e trabalhou o tema Infância Laklãnõ e a prática dos banhos nos rios, obscurecidos pela construção da Barragem Norte. Em suas Considerações Finais aponta: “Espero que essa reflexão possa contribuir para a construção de um novo pensamento em busca de alternativas para a resolução dessa problemática que hoje está instituída entre os Filhos do Sol e que os Espíritos da Natureza estejam conosco nos direcionando para o caminho certo.”

Marcondes era uma liderança expressiva e ora exercia o cargo de juiz na Terra Indígena. Era exímio falante da língua Laklãnõ e dominava a sua escrita e compreensão. Era professor na Escola Laklãnõ.

Perdemos a criatividade, o brilhantismo, a originalidade e sensibilidade, o empenho, o vigor e os horizontes de Marcondes. Ficamos com a memória, feitos, reflexões, sua alegria, competência e habilidade.

Equipe de coordenação do curso Licenciatura Intercultural Indígena.

UFSC, 03 de janeiro de 2018″.

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NEPI publica nota por justiça pela morte de Marcondes Namblá

03/01/2018 18:49

“O Núcleo de Estudos de Povos Indígenas (NEPI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público expressar o profundo pesar e a extrema necessidade de justiça frente ao assassinato cruel sofrido pelo professor indígena Laklãnõ-Xokleng, Marcondes Namblá. Marcondes foi morto enquanto fazia trabalho temporário em Penha-SC, vendendo picolé neste período de férias turísticas no litoral do estado. Foi espancado na cabeça até cair desacordado, foi resgatado pelos bombeiros, levado ao hospital, passou por três cirurgias e não resistiu.

Marcondes era egresso da UFSC, formado pelo Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, fazia parte de uma geração que vislumbrou na Universidade um lugar para compreender melhor as dinâmicas políticas, econômicas e sociais que ao longo da história atingiram seu povo de forma injusta e sangrenta. O povo Laklãnõ-Xokleng vem Resistindo aos efeitos muitas vezes perversos do embate com o Estado e Marcondes descobriu que poderia compreender tais dinâmicas estudando as crianças de seu povo, dialogando com a Antropologia, a História e a Linguística.

Mostrou que a Barragem Norte, que dividiu a Terra Indígena Laklãnõ, transformou o cotidiano das crianças, limitando o banho de rio e as brincadeiras que eram desenvolvidas na água. Mais ainda: estas brincadeiras mobilizavam vocabulários específicos, na língua nativa, que deixavam de ser utilizados pelas crianças, uma vez que as mesmas viam-se impedidas de brincar em determinadas partes do rio.

Como professor e liderança em sua comunidade, preocupava-se com a língua materna, com processos de circulação de saberes e com as dimensões identitárias que eram configuradas pelo território. Tinha planos de seguir os estudos em nível de Mestrado, tinha posicionamentos claros quanto ao lugar da escola na formação das crianças e jovens de sua Terra Indígena, tinha projetos ligados à revitalização da língua Laklãnõ-Xokleng, tinha a intenção de ter uma renda extra neste verão… Tinha tudo isso quando saiu na rua, foi abordado e brutalmente assassinado!

A nós restou a revolta de ter de aceitar a notícia de que vidas indígenas são interrompidas em qualquer esquina, como se algum outro ser humano tivesse o direito de fazer isto… Não tem! Em dezembro de 2015, o menino Vitor, da etnia Kaingang, foi assassinado na rodoviária de Imbituba, litoral catarinense, no colo de sua mãe. A Terra Indígena de Morro dos Cavalos vem sofrendo ataques consecutivos, violentos, os quais deixam marcas físicas, como uma mão decepada, e psicológicas, tal qual o medo que não vai embora. A violência aos povos indígenas é sistemática, diária, individual e coletiva.

Registramos aqui nossa tristeza, nossa indignação, nossa perda, mas sobretudo, nosso desejo de justiça.”

Equipe NEPI-UFSC

Fotografia: Italo Mongonnan Reis

Texto: Suzana Cavalheiro de Jesus

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Nota oficial da Andifes sobre o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo

02/10/2017 13:38

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), profundamente consternada, comunica o trágico falecimento do Prof. Dr. Luiz Carlos Cancellier, Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorrido na manhã desta segunda-feira. O sentimento de pesar compartilhado por todos/as os/as reitores/as das universidades públicas federais, neste momento, é acompanhado de absoluta indignação e inconformismo com o modo como foi tratado por autoridades públicas o Reitor Cancellier, ante um processo de apuração de atos administrativos, ainda em andamento e sem juízo formado.

É inaceitável que pessoas de bem, investidas de responsabilidades públicas de enorme repercussão social tenham a sua honra destroçada em razão da atuação desmedida do aparato estatal. É inadmissível que o país continue tolerando práticas de um Estado policial, em que os direitos mais fundamentais dos cidadãos são postos de lado em nome de um moralismo espetacular. É igualmente intolerável a campanha que os adversários das universidades públicas brasileiras hoje travam, desqualificando suas realizações e seus gestores, como justificativa para suprimir o direito dos cidadãos à educação pública e gratuita.

Infelizmente, todos esses fatos se juntam na tragédia que hoje temos que enfrentar com a perda de um dirigente que por muitos anos serviu à causa pública. A ANDIFES manifesta a sua solidariedade aos familiares e amigos do Reitor Cancellier e continuará lutando pelo respeito devido às universidades públicas federais, patrimônio de toda a sociedade brasileira.

Brasília, 2 de outubro de 2017.

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Nota de pesar: falece a professora Jacqueline Gisele Rolim

05/01/2017 08:58
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pesar, informa o falecimento da professora Jacqueline Gisele Rolim na noite da última terça-feira, 3 de janeiro. Jacqueline atuava no Departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica (EEL) da Universidade desde 1996. “Era muito querida pelos colegas e por seus alunos pois, além da competência técnica, era uma pessoa amável e sempre disposta a ajudar. Particularmente nos últimos anos, mesmo com a saúde bastante debilitada, Jacqueline continuava trabalhando com afinco, fazendo sempre seu melhor. Foi uma grande lutadora”, afirma o chefe do ELL, professor Marcio Cherem Schneider. O corpo foi cremado na última quarta-feira, 4 de janeiro, às 17h, no Crematório Catarinense, na cidade de Palhoça. “Além do sentimento de profunda tristeza, temos também um sentimento de profunda gratidão. Que seus familiares recebam nossos sinceros pêsames. Neste momento de dor, desejamos que busquem reconforto nas boas lembranças e no exemplo de coragem e força de nossa colega”, finaliza Marcio.
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Nota de pesar: falece professora Odília Carreirão Ortiga

27/10/2016 22:21

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento de Odília Carreirão Ortiga – professora do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (DLLV) e orientadora de Programa de Pós-Graduação em Literaturas nos anos 90 -, ocorrido nesta quinta-feira, 27 de outubro. O velório está sendo realizado no Cemitério do Itacorubi, em Florianópolis, e o sepultamento está previsto para sexta-feira, 28 de outubro, às 9 horas.

Odília foi professora de Literatura Portuguesa e teve importante trajetória na história do teatro catarinense. Possuía graduação em Direito, Bacharelado (1958), Licenciatura em Letras (1973), mestrado em Literatura (1979), todos pela UFSC, e doutorado em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (1993). Os versos de Alice Ruiz sintetizam o sentimento que fica em seu Departamento, local onde Odília deixou inegáveis ensinamentos: “E tem, ainda bem, os que deixam a vaga impressão de ter ficado.”

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Nota de pesar: falece ex-aluno do curso de Design, Breno Takamine

29/08/2016 12:05

É com extremo pesar que o curso de Design da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica o falecimento do ex-aluno Breno Takamine, formado em 2015.2. “Entre tantos aspectos positivos de sua personalidade, destacam-se a alegria, o companheirismo e o amor às coisas simples da vida. O curso de Design, por meio de sua coordenação, dos professores, funcionários, colegas e da comunidade, lamenta intensamente esta fatalidade e, neste momento de perda e dor, transmite os sentimentos aos familiares, amigos e colegas”, afirma o coordenador do curso, Luciano de Castro. O sepultamento foi realizado no último sábado, 27, em São Paulo.

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Coperve informa sobre nota do Enem nos processos seletivos para vagas suplementares e Sisu

13/05/2016 12:16

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculada à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), comunica, por meio de nota oficial divulgada na última quinta-feira, 12 de maio, que a seleção dos candidatos às vagas suplementares para negros, indígenas e quilombolas para ingresso em 2017 será realizada por meio das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, 2015 ou 2016. As inscrições para o Enem seguem até o dia 20 de maio.

Os interessados em concorrer às vagas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem participar do Enem 2016. “Queremos reforçar a necessidade de fazer o Enem àqueles que pretendem disputar essas vagas. As suplementares contribuem para o processo de inclusão. O Sisu também tem esse objetivo – qualquer pessoa, de qualquer lugar, pode fazer. Outro objetivo é a possibilidade de mobilidade. Candidatos de outros estados podem participar e se inscrever pelo Sisu, assim como estudantes de Santa Catarina podem se candidatar para vagas em outros estados”, avalia o presidente da Coperve, Olinto Furtado.
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Nota pública da Andifes: ‘A democracia e a educação pública como princípios constitucionais’

02/05/2016 08:37

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior publicou a nota A democracia e a educação pública como princípios constitucionais:

Os (as) reitores (as) das universidades federais, reunidos em plenária da Andifes, em 26 de abril de 2016, reafirmam o compromisso da comunidade universitária com os valores e as conquistas democráticas consolidadas na Constituição Federal de 1988. A Andifes reitera que a saída para a crise política tem de respeitar os princípios do Estado de Direito e recusa qualquer alternativa fora dos marcos da Carta Magna. Medidas que desconsiderem os fundamentos da constituição não poderão criar as condições para a superação das crises econômica e política em curso e, ao contrário, poderão agravá-los de modo imprevisível.
A Andifes defende de modo determinado os fundamentos da autonomia universitária garantidos pelo Art. 207 da CF, que garantem a liberdade de pensamento indispensável para o fomento da ciência, da cultura e da arte. Recentes manifestações de intolerância com a liberdade de pensamento nas universidades são vivamente repudiadas e estão sendo acompanhadas com atenção, visto que colidem com os valores da democracia.
Todas as universidades federais reiteram que a conquista da vinculação da receita de impostos para a educação, consignada no Art. 212 da CF, é um dos pilares do Estado Nacional, conformando um dos princípios estruturantes da República, visto que a referida obrigatoriedade de repasses de recursos para a educação lastreia o direito humano fundamental de que “a educação é um direito de todos e um dever do Estado”.
Igualmente, defendemos o princípio da gratuidade do ensino nos estabelecimentos oficiais, nos termos do Art. 206, CF. São esses recursos públicos que consubstanciam o sistema federal de ensino superior, bem como os sistemas estaduais e municipais de educação básica. A garantia de recursos para a manutenção e desenvolvimento da educação pública, constantes nas leis orçamentárias, tem de ser assegurada para que as universidades possam seguir cumprindo suas elevadas funções sociais, a exemplo das pesquisas básicas e clínicas na área de arbovírus, – como Zika, Dengue e Chikungunya – e o desenvolvimento de tecnologia e inovação.
A manutenção e expansão do ensino superior público federal, possibilitada pela pactuação das universidades com o Estado Nacional em 2007-2008, que assegurou a ampliação de novas universidades, campi e matrículas. Foi essa expansão que possibilitou o aumento do número de vagas de 500 mil para 1.000.000 no período. Os reitores reafirmam sua defesa de ampliação dos recursos públicos para as instituições públicas.
As universidades federais, constitucionalmente, são instituições de Estado e autônomas, que zelam pela educação pública, pela ciência, pela tecnologia, pela arte e pela cultura. Reivindicam o aprofundamento das medidas que possibilitem a democratização e do acesso às universidades, colocando em destaque a necessidade de ampliação do PNAES e a aprovação, imediata, de um ousado Plano de Desenvolvimento das Universidades capaz de projetar um futuro promissor para o País.

Brasília, 26 de abril de 2016.

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Conselho Universitário se posiciona em defesa dos princípios republicanos

12/04/2016 17:49

Em reunião extraordinária na tarde desta terça-feira, 12 de abril, o Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou nota de apoio e defesa à democracia. Segue o texto:

“O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido no dia 12 de abril de 2016, manifesta preocupação com o agravamento da crise política e econômica no país e suas ameaças à ordem constitucional e aos direitos civis, políticos e sociais do povo brasileiro.

De igual maneira, reprova o uso de interpretações políticas parciais em substituição aos preceitos constitucionais que, necessariamente, devem fundamentar qualquer processo, sem ignorar os princípios característicos de Estado Democrático de Direito.

A comunidade universitária, pautada pelo rigor científico, a criatividade acadêmica, a liberdade de pensamento e a pluralidade de ideias, está comprometida com o fortalecimento das instituições públicas, em defesa da democracia, da justiça social e da paz.

Os cortes contínuos e significativos no orçamento destinado à Educação e às Universidades – com consequentes prejuízos à qualidade de ensino, pesquisa e extensão, e que acarretam graves problemas de custeio, pessoal e infraestrutura – não devem permanecer.

Expressamos, ainda, nossa expectativa por rigorosa apuração de todas as denúncias de corrupção e defendemos, intransigentemente, os princípios republicanos presentes na Constituição Federal.”

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Nota de pesar: falece Alcantaro Corrêa, engenheiro mecânico e ex-presidente da Fiesc

10/12/2014 12:49

A Universidade Federal de Santa Catarina lamenta profundamente o falecimento do engenheiro mecânico formado pela instituição e ex-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa. Corrêa veio a falecer após envolvimento em um acidente de carro na BR 101 no início da madrugada desta quarta-feira, 11 de dezembro. O velório e o sepultamento serão realizados no cemitério Jardim da Saudade, em Blumenau. Prestamos nossa solidariedade e pesar à família e amigos deste nobre membro da sociedade catarinense.

(Com informações do Diário Catarinense)

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Nota de esclarecimento sobre Vestibular 2015

24/06/2014 11:59

A respeito da reportagem que mereceu a manchete “UFSC deflagra estudo para abolir vestibular”, a Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina esclarece que:

1.  A questão das formas de ingresso vem sendo discutida na UFSC há bastante tempo, pois envolve não apenas o Sisu, mas a política de ações afirmativas e outros encaminhamentos correlatos;

2.  A resolução do Vestibular 2015 já foi finalizada pela Câmara de Graduação, este mês, e apenas aguarda a manifestação do Conselho Universitário sobre a política de ações afirmativas da UFSC para que seja publicada. Na referida resolução não existe qualquer menção à adesão da instituição ao Sisu;

3.  A adesão ao Sisu, como foi explicado ao Diário Catarinense, não está prevista para o próximo vestibular. Sequer se pode garantir que haverá a adesão e em quais termos, pois isso depende de discussão em todos os órgãos colegiados da UFSC, em especial na Câmara de Graduação, que não se debruçou sobre o tema em 2014;

4.  Ao contrário do que foi publicado, o professor e pró-reitor de Graduação Julian Borba não fez ou está fazendo qualquer estudo específico sobre a adesão ao Sisu, até porque não cabe ao pró-reitor fazê-lo de forma individual, sem ouvir os diversos atores envolvidos. Esse tipo de assunto costuma ser discutido por comissões próprias, devidamente nomeadas, com transparência. Não existe, no momento, comissão designada para propor a adesão ao Sisu ou qualquer outra alteração nas formas de ingresso na UFSC para 2015;

5.  Refutamos de maneira veemente a informação de que “Conselheiros e membros da comissão de vestibular da UFSC reiteram a tese do ministro, mas preferem não se comprometer com a declaração pública, e nem podem, uma vez que, por regimento, os encontros são sigilosos”. Nenhuma comissão da UFSC realiza “encontros sigilosos”. Esse tipo de informação vai de encontro a tudo o que preconiza a Administração Pública, que deve se pautar pela transparência e pela publicidade de seus atos;

6.  Haveria uma reunião especial da Câmara de Graduação, no dia 26 de junho, com a coordenadora-geral de Projetos Especiais para a Graduação do Ministério da Educação, Lílian Nascimento, para repassar aos conselheiros mais informações sobre o estado atual e as perspectivas acerca do sistema. Essa reunião foi desmarcada a pedido do Ministério da Educação e transferida para o dia 16 de julho; ainda assim, não seria uma novidade, visto que, em 23 de maio de 2013, já foi realizado um encontro semelhante, na UFSC, com o então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), professor Luiz Cláudio Costa, que debateu por quase quatro horas formas de ingresso, inclusão e políticas de ações afirmativas;

7.  Nenhuma proposta sobre a eventual adesão da UFSC ao Sisu será encaminhada ao Conselho Universitário sem discussão prévia na Câmara de Graduação e em outros fóruns apropriados.

Lamentamos que a reportagem do referido jornal tenha ignorado todas estas informações e preferido uma manchete que causa evidente insegurança para as milhares de pessoas que se preparam para ingressar nos cursos da UFSC em 2015. A todas elas, reafirmamos o nosso compromisso de não efetuar qualquer mudança antes de um amplo debate e após a aprovação em todos os órgãos colegiados responsáveis. Em nenhum deles, neste momento, o assunto está pautado.

 

Florianópolis, 24 de junho de 2014.

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