Prazo para responder autoavaliação institucional de 2021 termina dia 14

02/02/2022 13:52

Termina na segunda-feira, 14 de fevereiro, o período de Autoavaliação Institucional referente ao primeiro semestre de 2021, processo conduzido pela Comissão Própria de Avaliação da UFSC (CPA).  Todos os segmentos da comunidade acadêmica estão convidados a participarem do processo, sob sigilo, respondendo um questionário específico.

A Comissão atua para garantir a qualidade do ensino superior e, dessa maneira, estimula as unidades institucionais para melhorias do ensino e gestão da universidade pública. Os questionários de autoavaliação institucional são facultativos e foram customizados para cada segmento da comunidade universitária e aprovados pela CPA.

No total, há 16 questionamentos aos TAEs, 15 aos Gestores, 17 aos Pós-graduandos e 27 aos Docentes. Ao final do instrumento, há ainda um campo dissertativo com a opção de abordar o resultado da autoavaliação institucional anterior, questionando sobre quais ações foram tomadas para mitigar os pontos negativos apresentados. Uma segunda questão dissertativa interroga sobre os pontos positivos e/ou negativos no desenvolvimento das atividades administrativas/pedagógicas de forma remota.

Responda ao questionário de acordo com o seu segmento universitário:

Estudantes de Graduação
Estudantes de Pós-Graduação
Docentes
Gestores
TAEs

Assista o vídeo do reitor Ubaldo Cesar Balthazar falando sobre a importância da autoavaliação

Tags: autoavaliação institucionalautoavaliação institucional 2021CPA

UFSC na mídia: professora da UFSC Joinville fala sobre mobilidade e acidentes de trânsito

02/02/2022 13:01

A professora Renata Cavion, do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Campus de Joinville, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concedeu entrevista ao programa Notícia na Manhã, da Rádio CBN – Joinville, na última quinta-feira, 27 de janeiro. Na ocasião, a docente conversou com os jornalistas Marcos Pereira e Fernando Gonçalves sobre infraestrutura de mobilidade urbana, mais especificamente sobre os perigos da avenida Avenida Santos Dumont, que teve  a ocorrência de um grave acidente com três vítimas fatais.

A avenida Santos Dumont é uma das principais vias de Joinville, ligando a cidade ao Aeroporto, ao Distrito Industrial Norte e a algumas das regiões mais populosas, como o bairro Aventureiro, que concentra cerca de 55 mil pessoas. Nos últimos anos, os acidentes nesta avenida aumentaram em torno de 40%. Sem radares eletrônicos, a imprudência dos motoristas que passam pela via com excesso de velocidade vem causando preocupação na população local.

A professora Renata Cavion destacou que é preciso avaliar como a avenida está atendendo a necessidade de cada tipo de usuário e a proteção oferecida aos mesmos, que neste caso inclui desde o pedestre até caminhões de carga pesada. Sendo o excesso de velocidade o maior causador de mortes no trânsito, é preciso buscar meios alternativos para reduzir a velocidade dos veículos, já que a instalação de radares ainda não tem previsão de ocorrer. Algumas opções seriam a pavimentação com mais atrito, rampas e ondulações. Renata acrescenta que educação e conscientização dos motoristas também são essenciais. Outro ponto citado pela professora é a inclusão dessas melhorias no Novo Plano Viário de Joinville, para que toda a infraestrutura de mobilidade do município seja pensada de forma conjunta.

A íntegra da reportagem está disponível aqui. A participação da professora Renata inicia a partir do minuto 41:33.


Comunicação Institucional – UFSC Joinville

Tags: Engenharias da MobilidadeUFSC JoinvileUFSC na mídia

Hospital Universitário integra novos profissionais e reforça equipe de pessoal 

01/02/2022 13:12

Equipe no dia de integração. Foto: Sinval Paulino.

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) integrou em seus quadros, nesta terça-feira, 1º de fevereiro, 25 empregados efetivos, sendo 21 convocados após concurso público e quatro que vieram de outros hospitais da rede (por movimentação de pessoal). Com isso, 44 pessoas ingressaram no hospital este ano, considerando a integração de 19 profissionais que foi realizada no mês passado.

Entre os contratados estão enfermeiros, analista administrativo, assistente social, assistente administrativo, técnicos de enfermagem, técnico de farmácia, biomédico, técnico em radiologia e médicos (clínico, anestesiologista, infectologista, de cirurgia toráxica e intensivista neonatal, entre outros).

Os novos colaboradores do HU, que receberam as boas-vindas da superintendente da instituição, Joanita Angela Gonzaga Del Moral, além de informações básicas sobre direitos e deveres dos trabalhadores, passam a fazer parte de uma instituição com mais de 692 profissionais concursados com vínculo pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, além de 944 servidores do Regime Jurídico Único.

Uma das novas integrantes é a enfermeira Letícia Cabral Domingos da Rosa, que foi aprovada no concurso de 2019. “Eu já estava no hospital porque entrei em um processo seletivo emergencial e trabalhei na Clínica Médica I”, explicou a profissional, que é de Porto Alegre e agora faz parte do quadro efetivo do HU-UFSC.

Unidade de Comunicação Social – Hospital Universitário (HU-UFSC) – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares  (Ebserh)

Mais informações: (48) 3721-8104

Tags: efetivosHospital UniversitárioHUnovos colaboradoresUFSC

Informe Necat: ‘Janeiro de 2022 detém o maior número de casos mensais desde o início da pandemia’

01/02/2022 09:07

O Informe Semanal do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina (NECAT/UFSC), publicado no último sábado, 29 de janeiro, alerta para o recorde de casos de Covid-19 registrados no estado em janeiro deste ano. O documento está disponível na íntegra aqui.
(mais…)

Tags: coronavírusCovidInforme SemanalNecatNúcleo de Estudos de Economia CatarinensepandemiaUFSC

Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes divulga lista de atividades oferecidas

31/01/2022 12:29

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou a lista de atividades oferecidas a partir desta segunda-feira, 31 de janeiro, a estudantes de graduação dos cinco campi da instituição: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Araranguá e Curitibanos. Essas atividades de apoio e orientação pedagógica acompanham o calendário da segunda parte do semestre letivo 2021.2.

> Confira a lista de atividades:

  • Leitura e Produção Textual: Recursos textuais aplicados à escrita acadêmica; Leitura e interpretação textual; e minicurso Citação e referenciação: usos em trabalhos acadêmicos;
  • Matemática: Pré-cálculo (parte 2); minicurso Trigonometria básica para Pré-cálculo e Geometria Analítica 2021.2; Geometria Analítica (teoria e prática);
  • Informática: minicurso Google documentos: compartilhamento e inserção de elementos gráficos; e Formatação de TCC e trabalhos acadêmicos em geral;
  • Estatística: minicurso Excel aplicado à Estatística Descritiva e Exploratória; e curso Probabilidade e modelos teóricos básicos;
  • Biologia: minicurso Conceitos básicos da Imunologia; e curso Bioquímica metabólica: catabolismo dos carboidratos e geração de energia;
  • Grupos de Orientação Pedagógica: Abraço Virtual; Clube da leitura; e Círculos de Conversas com Estudantes Atendimentos Individuais de Orientação Pedagógica.

Para conhecer todas as atividades e fazer sua inscrição, acesse http://piape.prograd.ufsc.br/

Tags: Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC terá curso de redação de carta de motivação para intercâmbio em espanhol

28/01/2022 13:21

O Núcleo Institucional de Línguas e Tradução da Secretaria de Relações Internacionais abre no dia 8 de fevereiro as inscrições para o curso online de espanhol Elaboração de carta de motivação para intercâmbio/mobilidade acadêmica. A data limite para se inscrever é 8 de março, e as aulas começam no dia 9. Os materiais e atividades estarão em espanhol, portanto, os participantes devem possuir proficiência em leitura do idioma como pré-requisito mínimo. O curso tem carga horária de 16 horas e tem 30 vagas.

As aulas síncronas serão ministradas às quartas-feiras, das 17h às 19h, e as atividades assíncronas serão realizadas nas sextas-feiras. Para se inscrever, o participante deve enviar para o e-mail espanhol.nilt@gmail.com nome completo, número de CPF e vínculo institucional (ex: graduando de Pedagogia na UFSC). Mais informações aqui.

O curso contém orientações para a elaboração de uma carta de motivação em espanhol para candidatura à mobilidade acadêmica. Durante as aulas, serão desenvolvidas a análise e identificação das partes de uma carta de motivação, formalidade e informalidade, formas de tratamento, fórmulas de saudação e despedida em espanhol, seleção e organização de informações relevantes para a carta, léxico e conteúdos apropriados.

O objetivo é que, ao final do curso, o aluno esteja apto a redigir uma carta de motivação para candidatura à mobilidade acadêmica em país hispânico. Para receber certificado de conclusão, o participante terá de atuar em, no mínimo, 75% das atividades do curso, que terá aulas síncronas e atividades assíncronas.

Tags: Núcleo Institucional de Línguas e TraduçãoSinter

Inscrições para mestrado em Engenharia Elétrica seguem até o dia 15 de fevereiro

28/01/2022 13:06

Segue até 15 fevereiro o prazo para inscrições no processo seletivo do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). São ofertadas 120 vagas, das quais 20% são asseguradas para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas e 8% para pessoas com deficiência. O ingresso está previsto para o primeiro semestre letivo de 2022, que se inicia em 18 de abril.

O edital, o formulário de inscrição e demais informações estão disponíveis no site do programa de pós-graduação.

Tags: Engenharia ElétricaPós-Graduação em Engenharia Elétricaseleção de mestrado

Setor de Psicologia Educacional promove ‘Partilhas Universitárias’ na quinta-feira

25/01/2022 16:13

O Setor de Psicologia Educacional da Coordenadoria de Assistência Estudantil (CoAEs/PRAE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza nesta quinta-feira, 27 de janeiro, às 10h, outra edição das Partilhas Universitárias. A iniciativa é um espaço aberto e permanente de acolhimento, escuta, diálogo e de trocas entre estudantes de graduação da UFSC.

O tema desta semana é livre e será definido colaborativamente com os/as estudantes no início da atividade. “Na semana que antecede o retorno às aulas, fica o convite para que você leve suas expectativas, anseios ou receios relacionados à finalização do semestre e conversarmos sobre elas, na troca e diálogo com demais estudantes da UFSC”, reforçam os organizadores.

Para participar, o interessado deve inscrever-se através deste link. Após a inscrição, o link de acesso para a plataforma on-line será enviado ao e-mail informado. Com uma única inscrição, o participante terá acesso às demais “Partilhas Universitárias” do semestre. Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para psicologia.prae@contato.ufsc.br .

Tags: partilhas universitáriasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Laboratório de Moluscos Marinhos comunica disponibilidade de sementes de ostras do pacífico para comercialização

25/01/2022 12:04

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM), que integra o Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situada na Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Servidão dos Coroas, nº 503, na Barra da Lagoa, em Florianópolis.

Em atendimento à Portaria Normativa no 68/2016/GR, de 23 de fevereiro, que regulamenta essa atividade no âmbito da UFSC, torna pública a oferta para comercialização do excedente que não foi aproveitado pelas unidades universitárias.

Encontra-se disponível para venda um lote de 3.205.000 sementes diploides de ostras do pacífico, ao valor de R$ 32,00 o milheiro. O valor do milheiro é baseado no histórico de custos do Laboratório de Moluscos Marinhos e no preço praticado por laboratório privado em Santa Catarina.

Mais informações pelo telefone: (48) 9 9972 2791

Tags: Centro de Ciências Agrárias (CCA)Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Nota de pesar: falece Jairo Vieira, médico aposentado do HU

24/01/2022 13:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento de Jairo Vieira, servidor médico aposentado do Hospital Universitário, ocorrido em Florianópolis, na última sexta-feira, 21 de janeiro, aos 72 anos, por enfisema pulmonar. O sepultamento foi realizado no fim de semana.

Especialista em cirurgia geral, clínica cirúrgica e medicina desportiva, Jairo Vieira formou-se em 1976, pela UFSC, onde também concluiu mestrado em Ciências Médicas, em 2004, e atuou como professor auxiliar, além de ser orientador na residência de Clínica Cirúrgica.

Foi diretor do Hospital Florianópolis (1995-1998) e trabalhou também no Hospital Governador Celso Ramos. Foi conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina por 19 anos e foi professor na faculdade de Medicina da Unisul, em Tubarão, e depois no campus Pedra Branca, em Palhoça.

Em luto, a comunidade universitária solidariza-se com a família, os colegas e os amigos do médico Jairo Vieira.

Tags: nota de falecimentoNota de pesarUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Subnotificação, descaso e falta de dados: pesquisadores denunciam problemas da pandemia nas prisões

24/01/2022 13:09

Um ambiente nefasto para a proliferação de doenças infecto-contagiosas – é dessa forma que a pesquisadora Marília Budó, professora do departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, resume o sistema penitenciário brasileiro do ponto de vista físico diante da pandemia de Covid-19. Mas o problema não para por aí: além da superlotação, das péssimas condições de higiene e saneamento básico e da pobre alimentação dirigida às pessoas presas, a ausência de dados e informações precisas sobre como a doença foi assimilada pelo sistema nos últimos anos agrava ainda mais a questão. Um grupo de pesquisadores desnuda esse cenário caótico em dois documentos lançados pelo projeto Infovírus: prisões e pandemia, que além da UFSC envolve estudiosos de outras cinco instituições e pesquisadores autônomos.

Clique para baixar

O projeto, criado ainda em 2020, primeiro ano da pandemia, teve o objetivo de acompanhar, registrar, analisar e divulgar informações sobre a situação dos presídios, incluindo análises de informações públicas disponíveis no Painel de Monitoramento dos Sistemas Prisionais. O acompanhamento desses dados, entretanto, revelou uma série de distorções e problemas elencados nos documentos Política de Morte: Registros e Denúncias sobre Covid-19 no Sistema Penitenciário Brasileiro e De Olho no Painel do Depen: Análise de Informações de Estado sobre a Covid-19 nas Prisões. “O problema da falta de dados sobre mortes e adoecimentos – físicos e mentais – dentro de unidades prisionais já existia antes da crise da Covid-19. Ela se agravou dramaticamente neste contexto, quando as políticas de testagem em massa, isolamento e vacinação eram e são ainda as únicas ferramentas possíveis para conter o vírus”, explica Marília.

Justamente por isso, a proposta dos pesquisadores foi desenvolver um projeto de checagem de informações e de divulgação científica do acúmulo das pesquisas do campo criminológico crítico sobre penas e prisões no Brasil. Ao mesmo tempo, a equipe também recebia denúncias de amigos e familiares a respeito da falta de informações sobre os detentos. O ‘isolamento dentro do isolamento’ impediu que as pessoas privadas de liberdade tivessem contato esporádico com as famílias por meio das visitas semanais. “Há uma desumanização das pessoas em prisão, o que conduz a uma facilitação a políticas e decisões que têm como resultado o adoecimento e a morte”, indica Marília.

Clique para baixar

A equipe trabalhou com um conjunto de 74.676 dados públicos. No início do acompanhamento, em abril de 2020, 162 casos eram notificados como suspeitos, com 25.228 sendo anunciados um ano depois, data de corte do projeto. Também em abril de 2020, 51 foram confirmados – número que aumentou mais de mil vezes em um ano. Já a primeira morte confirmada surgiu no painel em 18 de abril de 2020 e chegou ao número de 168 um ano depois.

O projeto divulgou essas informações publicamente, no site e em redes sociais. Nesse processo, também denunciou os momentos em que havia ausência de atualização nas informações públicas, como ocorreu durante mais de seis meses com os números do Estado da Paraíba. “O que notamos claramente é a proposital indiferença em relação à morte e ao sofrimento das pessoas que de alguma maneira têm suas vidas marcadas pelo cárcere, sejam elas pessoas privadas de liberdade, sejam elas parentes, esposas, companheiras, que vivenciaram durante meses a ausência de informações sobre seus entes queridos”, destaca a pesquisadora.


Descontinuidade nos dados

Conforme o relatório, os estados que mantiveram maior regularidade na periodicidade de atualização dos dados públicos foram Santa Catarina, em que o maior período na qual ficou mantida a mesma informação foi de 14 dias, Maranhão, com 16 dias e Rio Grande do Sul, com 18 dias. Nos demais, a equipe reconhece uma descontinuidade no preenchimento das informações sobre o sistema penitenciário. “Diante do que foi aqui observado, os dados dispostos no painel do Depen não condizem com a realidade da infecção pelo vírus no sistema prisional brasileiro. Entretanto, quando o sistema do painel do Depen não é alimentado, não se trata simplesmente de plausível minimização dos fatos por parte dos gestores, mas igualmente de informação negada à população”, denuncia o documento.

O relatório indica que diversos problemas no painel foram registrados ao longo do monitoramento: “desde a negação da informação – dados que possivelmente não foram preenchidos –, até dados que apareciam e, depois, simplesmente sumiam, através de ‘apagões’ no sistema, inconsistências que se caracterizam, principalmente, pela falta de regularidade na atualização dessas informações no sistema”.

As análises dos pesquisadores também desenham um cenário “deflagrado de subnotificação”, expresso nos documentos do projeto. Os números muito baixos comparados ao cenário publicizado da pandemia são altamente questionáveis para a equipe do Infovírus. Em junho de 2021, por exemplo, a equipe registrou a possibilidade de subnotificação em Santa Catarina, já que havia um alto número de contaminações e um baixo volume de testagem. “A própria testagem aconteceu em regra apenas quando o preso já estava há dias com sintoma de Covid, e não por acaso vários surtos decorreram da falta da testagem em massa”, contextualiza Marília.

OMS recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários na vacinação (Foto: Pixabay)

Além disso, ela aponta o atraso para a chegada da vacina nas prisões como um fator importante do agravamento da pandemia no cárcere, o que reforça a ideia de desumanização dos detentos. A professora lembra que a Organização Mundial de Saúde recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários por conta do risco elevado de surtos nesses locais, e o Ministério da Saúde atendeu a essa recomendação.”Mas após manifestações terríveis de pessoas oportunistas no campo político que apostam na desumanização da população privada de liberdade como forma de obtenção de seguidores e votos, os presos foram em vários lugares deixados para o final da campanha de vacinação. Mesmo os presos idosos e com doenças crônicas foram em vários lugares vacinados depois da população livre. Ou seja, temos poucos bons exemplos e muitos maus exemplos do que ocorreu”.

A falta de comprometimento com a garantia do direito à informação sobre a realidade da Covid-19 no sistema prisional é considerada, nos documentos, um reflexo imediato de de um “projeto vigente”. “Entendemos que não se trata de mera negligência, mas a continuidade de uma política de gestão de morte através do cárcere, que manteve as mesmas lógicas e ferramentas jurídicas para negar a liberdade e, com isso, a vida a pessoas que eram dos grupos de risco e mesmo as que não eram e morreram em decorrência da indiferença em relação a essas mortes”, pontua Marília.

A professora se refere precisamente à análise de instrumentos jurídicos que poderiam prever a liberação de detentos que estivessem ameaçados pela doença, mas que tiveram esse direito recusado. “O que predomina nessas atitudes – tanto do Executivo quanto do Judiciário – é um discurso de defesa social, ou seja, de entender pessoas privadas de liberdade como um perigo, um risco, em alguns casos equiparado ao próprio risco atribuído ao vírus”, reflete.

Orientação não foi cumprida

De acordo com Marília, o Conselho Nacional de Justiça, ainda em março de 2020, publicou a Recomendação nº62, que deveria ter sido seguida pelo Judiciário. “A recomendação orientava juízes e administração pública a promoverem políticas de testagem em massa, isolamento/distanciamento, através da redução da superpolução dos presídios com a conversão de prisões de pessoas de grupos de risco e prisões domiciliares, ou ainda, com antecipação de progressão de regime para quem tivesse cumprido os demais requisitos’, lembra.

Apesar disso, conforme a pesquisadora, em poucos lugares a recomendação surtiu algum efeito. “O que temos visto no estudo dos processos judiciais é uma postergação insustentável do momento de concessão da liberdade (ou prisão domiciliar, ou progressão antecipada) que chega (quando chega) apenas no momento em que o preso já está na UTI entubado e de lá já não retornará para lugar algum”, lamenta.

Por isso, segundo ela, somadas às características da prisões brasileiras – espaços propícios para todo o tipo de epidemia e bastante violentos – pratica-se, via de regra, “um tipo de gestão de morte”. A professora comenta que estudos acadêmicos têm trazido o tema à tona – há, por exemplo, uma forte linha de pesquisa no campo da antropologia e da sociologia que investiga o desaparecimento de pessoas no interior do sistema carcerário. “Esse tipo de instituição terrível somente é possível por conta da desumanização racista que atravessa esse sistema e naturaliza o adoecimento e a morte dessas pessoas, assim como o sofrimento das suas familiares”, evidencia.

Marília cita medidas pontuais possíveis para a minimização dos problemas: a redução da população carcerária; a atuação preventiva no campo da saúde, com testagem em massa, boa alimentação para garantir uma boa imunidade, melhores condições sanitárias e a vacinação prioritária.

Mais sobre o projeto

O Infovírus: prisões e pandemia reúne pesquisadores e pesquisadoras com diferentes formações, de diferentes áreas do conhecimento, para monitorar os dados, notas técnicas, comunicações e informações prestadas por instâncias oficiais, além de entrevistas e discursos políticos sobre a pandemia de Covid-19 no sistema penitenciário brasileiro. As informações foram sempre confrontadas com relatos dos familiares de pessoas privadas de liberdade, denúncias dos movimentos sociais e das defensorias públicas. Até julho de 2021, o Infovírus publicou 47 postagens informando mortes de pessoas presas e servidores em decorrência da Covid-19.

O projeto é feito por pesquisadores autônomos e equipes ligadas a grupos de pesquisa da Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Católica de Pernambuco, Universidade Estadual de Feira de Santana, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal de Santa Maria. Também tem apoio da Rede Justiça Criminal, Open Society Foundantions, ISER, Justa e Fundo Brasil.


Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Covid-19direitos humanosInfovírus: prisões e pandemiaPainel de Monitoramento dos Sistemas PrisionaispandemiaprisõesRecomendação nº62

Auxílio Emergencial ajudou a frear a pandemia, aponta estudo de professor da UFSC

20/01/2022 11:39

Um programa de renda pode ter ajudado a frear a escalada de casos de COVID-19 durante os primeiros meses da pandemia no Brasil, ainda em 2020. Em contrapartida, a redução do benefício – denominado de Auxílio Emergencial – pode ter contribuído para a redução dos índices de isolamento social no início de 2021, na chamada segunda onda da doença. Os números que relacionam esses e outros dados públicos foram destrinchados no estudo em pré-print On the Role of Financial Support Programs in Mitigating the Sars-CoV-2 Spread in Brazil, assinado por um grupo de pesquisadores, entre eles o professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC.

Esta é a quarta publicação do pesquisador que se atém a questões que unem o conhecimento da Matemática a um olhar para o cenário da pandemia no Brasil e no mundo. A terceira originou uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção. Os trabalhos lidam com modelagem epidemiológica, mas também são interdisciplinares, exigindo que se lance um olhar para aspectos geográficos e socioeconômicos, por exemplo. “A ideia é oferecer um conjunto de pesquisas que tenha uma utilidade pública, que tragam um aprendizado da pandemia e que ajudem a melhorar os modelos para gerar previsões mais precisas”, indica.

Benefício foi pago até novembro de 2021 (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Todo o trabalho foi realizado com base em dados públicos anexados ao artigo. Além da análise de dados, a equipe também utilizou um modelo epidemiológico para estimar o índice de reprodutibilidade da doença. Os números foram correlacionados com índices de desemprego, renda média da população, índices de isolamento social e com a média móvel de casos, traçando um cenário que assegura a importância de programas socioeconômicos para garantir suporte financeiro à população.

A correlação dos dados epidemiológicos com os dados socioeconômicos foi feita em conjunto com os pesquisadores Roseane Albani, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Nara Bobko, da Federal Tecnológica do Paraná, Eduardo Massad, da Fundação Getúlio Vargas e Jorge P. Zubelli‖, da Khalifa University. “A ideia foi estimar o impacto do auxílio emergencial em reduzir o número de casos de COVID-19, pensando em como ele impactou os índices de isolamento social”, contextualiza Albani.

Logo no início do texto, os pesquisadores contextualizam a origem do programa social, que consistiu no pagamento de um valor mensal para os cidadãos que tivessem o cadastro aprovado e que sentiam os efeitos econômicos do isolamento social e da pandemia. “O valor mensal dependia de uma série de fatores, como o número de membros da família e o período do ano”, registram, no estudo. Essa flutuação dos valores pagos pode ser sentida quando os cientistas investigaram cada região do Brasil.

De acordo com o professor, o Amapá, por exemplo, na região Norte, chegou a ter, em média, quase 30% da população beneficiada pelo auxílio emergencial em 2020, o que pode ter contribuído com um índice de isolamento superior a 41%, um dos maiores dentre os estados brasileiros ao longo daquele ano. “Cruzando os indicadores, percebemos que esse estado teve uma grande onda no início da pandemia e depois não teve mais. Em 2021, entre março e abril, houve um pequeno aumento de casos, mas também controlado”, nota. Para ele, isso reforça a premissa de que a população com renda tem mais facilidade de manter o isolamento.

Onda mais letal teve menos cidadãos beneficiados pelo auxílio

O auxílio emergencial começou a ser pago em abril de 2020 para profissionais autônomos que se enquadrassem em um determinado perfil de renda e de situação socioeconômica. Até dois benefícios podiam ser pagos por família. O benefício foi suspenso em novembro de 2021, com a pandemia ainda registrando mortes e notificando milhares de casos diários.

Mapas ilustram índices de isolamento social em 2020 (esquerda) e 2021 (direita). Cores mais fortes indicam maior isolamento

Os pesquisadores observavam que os valores do benefício já eram menores do que os registrados em 2020, quando o país viveu uma segunda onda da pandemia, no início de 2021, que atingiu em cheio estados como o Amazonas. Na época, uma onda muito maior e mais letal justificaria a expansão do programa de renda, o que não ocorreu na prática. “O que ocorreu é que havia um índice de isolamento muito menor, apesar de a onda ser muito maior do que a de 2020”.

O estudo também indica que estados que receberam um volume maior de recursos do programa de renda mantiveram o índice de isolamento estável. Em contrapartida, na região Sul, por exemplo, estados como Santa Catarina, em que pouco mais de 16% da população recebia o auxílio, o índice de isolamento ficou em 38,1%, um dos menores dentre todas as unidades da federação. Para o professor, os números indicam que o controle da pandemia demanda políticas sociais como parte das estratégias de saúde pública.

Os pesquisadores também trabalharam com uma investigação baseada no passado e estudaram o que poderia ter acontecido se o isolamento, no início da pandemia, tivesse sido menor do que aquele que se concretizou na realidade. Os dados confirmaram a hipótese de que, num cenário alternativo de baixo isolamento, os números seriam ainda mais trágicos – o que reforçou a ideia de que o auxílio emergencial foi significativo para o controle da doença.

Mesmo levando em conta que as variações na taxa de isolamento social e de transmissibilidade da doença não são diretamente proporcionais – já que nem sempre a redução da mobilidade elimina os contatos entre familiares e amigos -, o professor reconhece a importância de um programa social robusto para frear o contágio. “Podemos dizer, com base no que verificamos, que o auxílio emergencial teve um papel importante como coadjuvante na contenção dos casos na primeira onda, em 2020”, conclui.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: auxílio emergencialEconomiaisolamento socialmatemáticapandemia de Covid-19programa de renda

Laboratório da UFSC disponibiliza camarões excedentes de pesquisa para comercialização

19/01/2022 15:35

O Laboratório de Camarões Marinhos (localizado na Servidão dos Coroas, 503, Barra da Lagoa, Florianópolis), do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atendendo a portaria normativa nº 68/2016/GR, de 23 de fevereiro de 2016 (prorrogada pela Portaria 389/2021/GR), que regulamenta essa atividade no âmbito da UFSC e obedecendo o Decreto Federal no 9.013/2017 – RIISPOA (O pescado proveniente da  fonte produtora não  pode ser destinado  à  venda direta ao consumidor sem que haja  prévia fiscalização, sob o  ponto de vista industrial e sanitário),  vem tornar pública a oferta para camarões do excedente de pesquisa.

Será disponibilizado um lote de aproximadamente 350 kg de camarões entre os dias 24 e 28 de janeiro de 2022, camarões na faixa de tamanho entre 11-18gr. A proposta com preço médio mais alto arrematará o lote.

O preço ofertado deve ser definido pelo tamanho do camarão, em gramas, determinada pela média de três amostras de 1kg colhidas por tanque no momento da despesca. O valor deve ser cotado por faixa de tamanho do camarão:

Peso médio em gramas Preço mínimo por quilo (Kg)
11 18,00
12 19,00
13 20,00
14 21,00
15 22,00
16 23,00
17 24,00
18 25,00

As propostas deverão ser encaminhadas, sempre que possível, em papel timbrado da Empresa, informando nome e CNPj da empresa, número do serviço de inspeção (federal, estadual ou municipal) que esteja apto a receber camarões por via de GTA de abate junto a CIDASC, até às 23:59 hs do dia 22 de janeiro de 2022, para o e-mail lcm.cca@contato.ufsc.br, conforme o anexo 1.

Responsabilidades da Laboratório de Camarões Marinhos

Informar e agendar com a empresa vencedora do pleito o dia, horário e quantidades para despesca.

Despescar, dar banho em água gelada, limpar, drenar o camarão, pesar em caixas da empresa compradora com o peso líquido por caixa determinado por ela.

Determinar a gramatura na presença ou em conjunto com o comprador.

Responsabilidades do Comprador

Fornecer caixas próprias e limpas para a embalagem do produto

Prover gelo em escamas suficiente para gelar todo o camarão a ser despescado (400 kg).

Acompanhar a pesagem do camarão e acompanhar a biometria para determinação da média de peso do camarão.

Estar com os materiais (gelo e caixas limpas) e o caminhão isotérmico no dia e horário combinados para a despesca.

Fornecer CNPJ e Razão Social da Empresa que possua selo de inspeção sanitária municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF) e que esteja apto a receber camarões por via de GTA de abate junto a CIDASC.

Executar o pagamento via Guia de Recolhimento a União (GRU) no prazo de 30 dias a contar do dia da retirada do produto.

Outras informações pelo e-mail lcm.cca@contato.ufsc.br.

Tags: Laboratório de Camarões Marinhosvenda de excedentes

UFSC na mídia: professor comenta alta eficácia da vacina e fala sobre testes de covid-19

19/01/2022 14:59

O professor Sérgio Fernando Torres de Freitas, membro da Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da UFSC e docente do programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, falou ao Jornal do Almoço, da NSC TV, sobre a alta eficácia da vacina frente aos novos casos de Covid-19. Em entrevista sobre a política de testagem da doença em Santa Catarina, ele destacou a relevância dos programas de imunização no combate à pandemia. “As vacinas estão funcionando muito bem. Nós estamos tendo uma explosão de casos, e o número de pessoas internadas com Covid-19 e o número de pessoas em UTI e de mortes têm se mantido muito baixo e estável. As vacinas estão sendo muito efetivas”, disse.

Ele reconhece que os casos devem aumentar nas próximas semanas e pontua que a ômicron é uma cepa de vírus muito mais contagiosa, com uma onda de propagação muito mais rápida. “Houve aglomerações de final de ano, com onda rápida de contaminação. Essa onda não tem muito como segurar”, indicou.

Freitas também disse que o relaxamento no uso das máscaras pode ter tido participação no volume de casos notificados e ressaltou a importância de se garantir sua utilização, já que o vírus se propaga no ar. O professor projeta para o mês de fevereiro uma possível redução nas contaminações, mas também assinala que o Carnaval pode modificar a previsão.

Confira a entrevista completa

Tags: imunizaçãopandemia de Covid-19UFSC na mídiavacinaçãovariante Ômicron

Administração Central da UFSC alerta para manifestações antivacina e reafirma posição de respeito à ciência e defesa da vida

18/01/2022 14:22

A Administração Central da UFSC divulgou, nesta terça feira, uma nota oficial em que repudia vídeos e mensagens compartilhados em aplicativos e redes sociais, produzidas por membros da comunidade acadêmica, que contrariam a ciência e disseminam mentiras a respeito da eficácia das vacinas contra a Covid-19.

A nota, explica a reitora em exercício Cátia Regina da Silva de Carvalho Pinto, é uma resposta firme e objetiva no sentido de orientar a comunidade da UFSC e a sociedade sobre o risco de conferir seriedade a mensagens sem qualquer fundamento. “Tomei conhecimento de um vídeo, em que uma docente se vale de sua condição para afirmar que os imunizantes não são eficazes, que se vacinar leva o corpo a um estado de ‘fraqueza’ e que o sistema de defesa ‘entra em colapso’. Isso é inadmissível, um desrespeito aos profissionais de saúde que puseram sua integridade em risco e que tiveram, com o avanço da imunização, um relativo alívio no seu trabalho exaustivo”, pontua.

O documento também deixa explícito que a UFSC vai manter todas as ações e medidas no sentido de exigir vacinação na retomada presencial das atividades.

Confira a íntegra da nota

Diante de mensagens de conteúdo antivacina, compartilhadas em aplicativos e redes sociais, criadas ou disseminadas por membros da comunidade universitária (docentes, técnicos ou estudantes), a Administração Central da UFSC declara que se tratam de posições individuais e devem ser desconsideradas como posicionamentos científicos. Tomamos conhecimento, nesta data, de que em uma destas mensagens, uma servidora docente do quadro efetivo da UFSC promove declaradamente campanha antivacina, com argumentos sem qualquer fundamento e em absoluta dissonância diante das notórias e consolidadas orientações da ciência.

Defendemos, como princípio, a ampla liberdade de manifestação individual, mas não admitimos que posições geradas por membros da Instituição – por excelência a “Casa da Ciência” – sejam utilizadas a fim de desqualificar a reconhecida eficiência da imunização como uma das mais importantes medidas de combate à pandemia e à doença que já tirou a vida de mais de 620 mil brasileiros

A UFSC tem ouvido os pesquisadores para tomar decisões. E são estes pesquisadores, sérios e responsáveis, que a sociedade deve ouvir. Especialistas em Epidemiologia, em Políticas Públicas e em Saúde Pública, Vigilância em Saúde, Infectologistas, monitoram e acompanham as investigações mais relevantes sobre todos os aspectos da pandemia.

O negacionismo não pode prosperar, em nenhuma de suas faces. E, menos ainda, numa instituição pública voltada à pesquisa e à difusão do conhecimento. Portanto, repudiamos tais mensagens e reafirmamos que a UFSC seguirá adotando as medidas e ações necessárias para preservar as condições de acesso aos ambientes com base na ciência e tendo como premissa a defesa da vida.

Tags: Administração CentralNota administração centralrepúdio a manifestações antivacina

Instituto promove webinar sobre inovações tecnológicas no combate a doenças infecciosas

14/01/2022 17:01

O Instituto de Engenharia Biomédica da UFSC promove, na próxima quinta, 20 de janeiro, o webinar Inovação Tecnológica no combate a doenças infecciosas nos estabelecimentos de saúde. O evento é gratuito e terá transmissão pelo Youtube, realizada das 16h30 às 17h30.

A programação prevê a discussão de conteúdos como formas de controle de infeção hospitalar (patógenos relacionado ao ar), uso da tecnologia UV-C como controle e inativação da proliferação do SARS-CoV-2, preocupação dos requisitos que o produto deve conter, bem cuidados com sua instalação e manutenção; e visão profissional relacionada ao uso das tecnologias nos estabelecimentos de saúde.

Tags: IEBIEB-UFSCwebinar

UFSC na mídia: professora indica máscara como estratégia importante de prevenção contra Covid-19

14/01/2022 16:10

A professora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva Alexandra Crispim Boing participou de uma entrevista do Jornal do Almoço, da NSC TV, na qual lembrou a importância do uso da máscara de proteção em tempos de aumento do número de casos de Covid-19 no Estado. Segundo ela, a máscara é uma barreira física e deve ser utilizada mesmo em ambientes ao ar livre, especialmente em locais de ampla circulação, como é o caso das praias.

Respondendo a perguntas dos apresentadores, a professora comparou a preocupação que os cidadãos têm com a água com a que se deve ter com o ar. Neste caso, a máscara seria uma espécie de filtro, reduzindo consideravelmente o risco de transmissão. Mesmo com o desconforto por conta do calor, ela ressaltou que a medida deve continuar sendo uma estratégia de prevenção na pandemia.

A professora também destacou que a recomendação é que a máscara seja trocada a cada quatro horas e que alguns modelos, como a PFF2, podem ser utilizados por mais tempo. “Quando a máscara estiver úmida ela precisa ser trocada”, reforçou. De acordo com Alexandra, é importante considerar o momento epidemiológico do estado, com falta de testes e explosão de número de casos. “Vamos precisar das máscaras para nos proteger e proteger os outros”.

A entrevista pode ser acompanhada a partir dos 45 minutos e 18 segundos da edição.

Na noite de quinta-feira, 13 de janeiro, a professora também participou de uma entrevista no Jornal Nacional, em uma notícia sobre o aumento de casos de Covid-19 em Santa Catarina. “É preciso interromper a transmissão do vírus através de medidas individuais e coletivas”, destacou, ressaltando a importância que o poder público assuma seu papel primário na proteção da população.

Tags: Covid-19máscarapandemiaprevençãoUFSC na mídia

Profissionais do HU explicam importância do mês dedicado à saúde mental e emocional

14/01/2022 12:53

A campanha Janeiro Branco foi idealizada para o primeiro mês do ano para aproveitar o momento de reflexão e de planejamento atrelado à simbologia de recomeço. Assim, o principal objetivo da campanha é discutir a relevância da saúde mental e do cuidado com as emoções.

O chefe da Unidade de Saúde Mental do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Deidvid de Abreu, e a psicóloga Francisca Gisela Rocha de Andrade falaram, em entrevista, sobre a importância de ter uma data dedicada a este tema. Eles explicaram como o assunto se enquadra no conceito ampliado de saúde, o impacto da pandemia e formas de buscar ajuda.

Por que é importante ter uma campanha dedicada à saúde mental e emocional?

As campanhas são momentos importantes para lembrar e refletir sobre diferentes assuntos relacionados ao campo da saúde. Ter um mês dedicado a saúde mental e emocional faz com que este tema se fortaleça e contribua na melhora da qualidade de vida das pessoas e das comunidades. As atividades realizadas durante o Janeiro Branco buscam sensibilizar e criar uma cultura de atenção as questões de saúde mental, tão necessárias e urgentes nos últimos tempos.

O movimento, visa também, desmistificar tabus em torno da saúde mental, contribuindo para romper paradigmas cristalizados acerca dessa temática, trazendo à luz questões tão importantes e necessárias para a saúde integral dos seres humanos.

Em que medida a saúde mental e emocional se enquadra no conceito ampliado de saúde?

A partir do momento que reconhecemos a saúde como um fenômeno complexo, todos os fatores e determinantes; sociais, culturais, econômicos e dentre outros, devem ser reconhecidos como importantes. A saúde mental e emocional é de suma importância nos cuidados gerais de saúde, sendo transversal, e quando houver necessidade de auxílio, pode ser identificada, avaliada e tratada por profissionais especializados.

Saúde mental é um tema que está relacionado à forma como a pessoa reage às situações/exigências da vida e ao modo como concilia seus desejos, capacidades e limitações, é saber lidar minimamente com as emoções. Dessa forma, todos esses conceitos citados transcorrem por questões de saúde mental.

De que maneira situações como a pandemia afetaram a saúde mental e emocional das pessoas?

A Pandemia da Covid-19, bem como todo momento de tensão, isolamento, redução de contatos e interações sociais, mudanças significativas de rotina, são períodos de inseguranças que afetam a saúde mental e emocional da população. Observamos um grande número de pessoas afetadas emocionalmente nestes quase dois anos de pandemia, e isso refletiu numa maior procura pelos serviços de saúde por pessoas com queixas de sofrimento psíquico. Neste sentido, o SUS necessita investir ainda mais na formação dos profissionais para que estes se fortaleçam no cuidado da população e contribuam para manter uma sociedade mais salutar.

Momentos de incerteza, como este pandêmico, podem ser bastante ansiogênicos ocasionando uma instabilidade emocional. Além desse fator já descrito, muitas pessoas tiveram que lidar com a morte de entes queridos, abruptamente, e sem ter possibilidade de realizar rituais de despedida conforme suas tradições, podendo desencadear um luto complicado.

Um outro aspecto significativo da pandemia, é referente a atenção a eventuais dificuldades emocionais dos trabalhadores da linha de frente do combate à Covid. É importante destacar esta necessidade, de esmero com quem assiste, o “cuidado com o cuidador”.

Como saber se uma pessoa está passando por problemas emocionais? Existem alguns sinais?

Nosso corpo fala e muitas vezes nos mostra como está nossa saúde mental. Muitos sinais auxiliam a perceber que a saúde mental pode estar comprometida. Alteração do sono, preocupação excessiva, instabilidade do humor, isolamento social, alteração do apetite, choro constante, perda de interesse em atividades que sempre realizou, dores de cabeça constantes, dificuldade mais intensa de lidar com mudanças, recursos adaptativos fragilizados e inabilidade nas relações interpessoais. Por tanto, torno a sobressaltar, quando for percebido alguns desses sintomas, importante buscar ajuda de profissional especializado.

Onde é possível buscar ajuda?

Existem diversas possibilidades de auxílio e busca de ajuda. O SUS, por meio de seus serviços de saúde, é um local central de cuidado, acolhimento e tratamento. Todas as unidades de saúde, localizadas nas diferentes comunidades estão aptas a ofertar cuidados gerais em saúde mental. Estas, são responsáveis por avaliar o grau de sofrimento e iniciar o cuidado em saúde, podendo este ser na atenção primária, atenção secundária ou terciária, de acordo com a gravidade e demandas dos sujeitos.

Além disso, muitas instituições da comunidade e ONGs também realizam ações de cuidado e prevenção, atuando no fortalecimento das relações sociais e comunitárias, e ofertando atividades integrativas realizadas no âmbito do sistema público de saúde. Estar perto de pessoas próximas em que confie é importante, se precisar, procure um profissional de saúde.
Unidade de Comunicação Social do HU-UFSC

Tags: Hospital UniversitárioHospital Universitário (HU/UFSC)HUJaneiro Branco

Laboratório de Moluscos Marinhos comunica a disponibilidade de sementes de ostras para comercialização

13/01/2022 13:28

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) que integra o Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC) comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situado na Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Servidão dos Coroas, 503 (Barra da Lagoa).
(mais…)

Tags: Departamento de AquiculturaLaboratório de Moluscos MarinhosLMMUFSC

Tecnologia desenvolvida na UFSC poderá ser utilizada em todos os HUs do país

13/01/2022 10:04

A Universidade Federal de Santa Catarina firmou uma parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para fornecer um sistema de tecnologia que é referência em telemedicina, telessaúde, teleconsulta e também no arquivamento de imagens e emissão de laudos para toda a rede de hospitais universitários federais do país. O Sistema Integrado de Telemedicina e Telessaúde (STT) é desenvolvido pelo Laboratório de Telemedicina do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência Digital (INCoD).

O STT vai suprir as necessidades de telemedicina e de teleconsulta dos hospitais universitários e também a tecnologia de referência para consulta, armazenamento e intercâmbio de imagens médicas, evitando que se invista em soluções comerciais para o sistema de comunicação e arquivamento de imagens e para o sistema de gerenciamento de informações radiológicas, chamados tecnicamente de PACS e RIS.

De acordo com o professor Aldo von Wangenheim, coordenador do instituto, além de poderem oferecer ações de Telemedicina, Telessaúde e Teleatendimento, os HUs passarão a ter acesso a uma plataforma pública de referência para ensino, na prática e de forma padronizada, da telemedicina em seus cursos da área da saúde. “Isto ampliará imensamente as possibilidades de capacitação dos futuros profissionais de saúde brasileiros em Telemedicina e Telessaúde, um tópico tão importante em um país de dimensões continentais como o nosso”, explica.

Segundo o professor, além de suprir uma solução tecnológica unificada a todos os hospitais, a tecnologia também vai possibilitar que os HUs implementem estratégias de Teleatendimento e Teleacompanhamento de pacientes – um exemplo é que o Hospital Universitário da UFSC realiza na Pediatria. A parceria foi assinada no fim de 2021, mas os trabalhos já começaram. “Cada hospital terá autonomia para implantar o sistema a seu tempo”, conta. Hoje, o HU da UFSC tem o sistema funcionando há 15 anos e o da Federal do Maranhão está com um piloto em fase avançada.

A plataforma desenvolvida pela UFSC cobre 100% do Estado de Santa Catarina, integrando mais de 600 instituições de saúde catarinenses dos níveis primário secundário e terciário, além de atender os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Bahia, por meio do Programa Nacional de Telessaúde do Ministério da Saúde. Além disso, em parceria recente, ampliou a rede de teledermatologia para 19 centros de referência. A tecnologia também é utilizada em diversos projetos-piloto, como com o Exército, Marinha e Aeronáutica.

Tags: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Convergência DigitalSistema Integrado de Telemedicina e Telessaúde

Pós em Engenharia Química promove seminário e minicurso com professor português

12/01/2022 13:50

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química oferece, no âmbito do Projeto Capes-Print, um seminário e um minicurso ministrados pelo professor Alírio Egídio Rodrigues, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em Portugal. O seminário com o tema A origem da Engenharia Química no Mundo será realizado online, no dia 3 de fevereiro. Já o minicurso Adsorption processes and Perfume Engineering ocorre de 7 a 10 de fevereiro.

O seminário abordará questões como o que é Engenharia Química, além de trazer informações sobre a história da Engenharia Química, sobre o primeiro paradigma: Operação Unitária (1915), o segundo paradigma: Movimento da Ciência de Engenharia (1960) e a analogia entre transferência de massa por difusão, calor por condução e quantidade de movimento. Para participar, é preciso acessar o link

O minicurso tem vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas via formulário. Os inscritos irão receber o link da sala virtual e, ao final da atividade, haverá certificado.

Tags: Capes-PrIntPós-Graduação em Engenharia Química

UFSC prorroga inscrições de concurso para professor em seis campos de conhecimento

12/01/2022 13:14

A Universidade Federal de Santa Catarina prorrogou as inscrições para seis campos de conhecimento do concurso público para o Magistério Superior, regido pelo Edital nº 087/2021/DDP. O novo prazo se estende para até às 23h59min do dia 27 de janeiro.  O pagamento da inscrição para esses campos de conhecimento deve ser realizado até o dia 28, seguindo o edital original.

O Edital nº 087/2021/DDP visa o provimento de 43 vagas para o cargo de Professor da carreira do Magistério Superior para os vários Campi da UFSC. As notícias sobre o concurso podem ser acompanhadas diretamente nesta página.

 

Tags: concurso públicodocenteEdital nº 087/2021/DDPprofessor

Vestibular 2022: UFSC mantém provas presenciais em janeiro e irá exigir vacinação ou teste negativo para a Covid-19

12/01/2022 09:21

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá manter o cronograma do Vestibular UFSC 2022, que prevê a realização de provas presenciais nos dias 29 e 30 de janeiro. A partir desta segunda-feira, 10 de janeiro, os candidatos inscritos já podem emitir o comprovante de inscrição definitivo, que traz a informação do local de prova. Além disso, será necessário apresentar certificado de vacinação contra a Covid-19 ou resultado de teste RT-PCR não reagente para acessar os locais de prova.

As medidas foram anunciadas nesta terça-feira, por meio de edital publicado no site do Vestibular. A Coperve ampliou as medidas de segurança sanitária do concurso, em razão da rápida disseminação da variante Ômicron e do agravamento da pandemia de Covid-19. A decisão foi respaldada pela Administração Central da UFSC e será apresentada à Comissão Permanente de Monitoramento Epidemiológico da instituição ainda nesta semana. Além disso, o Supremo Tribunal Federal assegurou às Instituições Federais de Ensino a autonomia para estabelecer condições de segurança sanitária no âmbito de suas atividades. 

“Estamos trabalhando diuturnamente para garantir um ambiente seguro. Dependemos da consciência dos vestibulandos, e de suas famílias, para que tenhamos candidatos saudáveis fazendo a prova. Se for fazer prova, não saia para eventos com aglomeração e use máscara. Preserve sua saúde para que possa garantir seu acesso à Universidade! Seguimos as recomendações dos cientistas em cada decisão, e precisamos que as pessoas que venham fazer as provas se cuidem, venham para o vestibular com saúde”, reforçou a presidente da Coperve, Maria José Baldessar.
(mais…)

Tags: #TodosPelasVacinascoperveCovid-19gestão coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarinavacinação covid-19Vestibular UFSC 2022

Nota de pesar: falece a professora aposentada Maria Helena Lopes Silva

11/01/2022 19:28

No último dia 2 de janeiro de 2022 faleceu a professora Maria Helena Lopes Silva, aposentada do departamento de Pediatria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Maria Helena foi a primeira professora de Cardiologia Pediátrica da universidade e deu aulas na UFSC de 1974 até 1997, quando se aposentou. A docente tinha 78 anos e faleceu em decorrência de um câncer.
(mais…)

Tags: falecimentoMaria Helena Lopes SilvamedicinaNota de pesarPediatriaUFSC

Boletim Necat alerta para explosão de casos ativos de COVID-19 na primeira semana do ano

11/01/2022 16:33

Desde o início da pandemia, o Núcleo de Estudos da Economia Catarinense (NECAT/UFSC) produziu análises semanais da evolução da COVID-19 no estado de Santa Catarina, as quais foram publicadas em 85 boletins. A partir de 2022 esses boletins terão periodicidade mensal.

O NECAT ainda manterá um informe semanal, mais resumido, que tratará apenas da evolução de alguns indicadores cruciais relativos ao comportamento da pandemia no estado, cujo cenário sofreu fortes alterações na passagem para o ano que se inicia. O boletim completo será publicado mensalmente.

O primeiro informe semanal do ano tem o título “A explosão dos casos ativos na primeira semana de 2022” e é assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do NECAT/UFSC. Confira o Informe Semanal completo aqui.

Tags: Covid-19NecatNúcleo de Estudos da Economia CatarinenseUFSC