UFSC recebe encontro de gestores de Relações Internacionais de universidades federais brasileiras
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu nesta sexta-feira, 10 de abril, a reunião presencial do Colégio Gestor de Relações Internacionais da Andifes (CGRIFES). O encontro reuniu cerca de 50 gestores de Relações Internacionais de universidades federais brasileiras. A atividade iniciou às 9h15 na Sala dos Conselhos da UFSC.
O reitor Irineu Manoel de Souza deu boas vindas à reunião e defendeu a importância do evento para o avanço da internacionalização na instituição. “A internacionalização para nós, é uma emenda importante e faz parte da missão da nossa universidade. Estamos felizes com essa retomada e queremos desejar boas vindas à nossa Universidade Federal de Santa Catarina”, disse o reitor.
A secretária de Relações Internacionais, Fernanda Leal, apresentou a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) e falou brevemente sobre a programação do evento. Na mesa, estavam os representantes de universidades de três regiões do país, Patrícia Ferreira Miranda (UNIR), do Norte; Vitor Tomaz Guimarães Naves (UFTM), do Sudeste, e Ana Berenice Peres Martorelli (UFPB), do Nordeste, que elogiram a internacionalização como uma boa estratégia de diplomacia.

Professor Gilvan apresentou palestra ‘Multilinguismo e Gestão: O lugar das línguas na internacionalização’. Foto: Gustavo Diehl/Agecom
Na sequência, o professor Gilvan Müller de Oliveira iniciou a palestra “Multilinguismo e Gestão: O lugar das línguas na internacionalização”. Coordenador da Cátedra Unesco em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, ele falou da repressão que diversas línguas sofreram ao longo da história. Gilvan apresentou dados que mostram a exclusão linguística do Brasil e de Santa Catarina. Na UFSC, de acordo com o ministrante da palestra, a diversidade foi restrita logo quando surgiu a universidade e, na sua opinião, essa exclusão desencadeou problemas de inclusão de novas línguas na comunidade acadêmica até os dias de hoje.
Segundo o palestrante, o Brasil é o décimo país do mundo em diversidade linguística, com 351 idiomas entre línguas indígenas, de imigração e crioulos. “Mesmo com essa pluralidade, 98% dos brasileiros são monolíngues em português”, afirmou Gilvan. Ele questionou a plateia se sabiam qual era a segunda língua mais falada do país, e ao não saber, reafirmou o desconhecimento linguístico ainda presente.
Gilvan também defendeu a universidade como um meio de formação para projetos e pesquisas voltados à diversificação de idiomas, inserção de novos estudantes estrangeiros e ampliação de estudos em outros países. A UFSC, sendo a sede da Cátedra, é responsável pela seleção e sistematização de dados dos atlas das línguas do mundo. “Segundo os dados da UNESCO há 7.111 línguas do mundo, mas 99% delas são excluídas”, disse.
Ayana Prudêncio Araújo | agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom | UFSC































