Estudo analisa como ocorre a regeneração de florestas tropicais e indica diretrizes para restauração

Espécie do gênero Cecropia em Tefé, Amazonas. Com folhas grandes e crescimento rápido, é um típico exemplar de florestas secundárias úmidas das Américas. Foto: Catarina Jakovac
O grupo 2ndFOR, rede que envolve mais de 100 pesquisadores de 18 países, publicou nesta segunda-feira, 29 de novembro, um estudo de âmbito continental sobre a regeneração de florestas tropicais. A pesquisa envolveu a análise da recuperação de características funcionais de florestas americanas, do México ao sul do Brasil, e dados de mais de mil parcelas – áreas delimitados para estudo, com uma média de mil metros quadrados cada – e 127 mil árvores. O artigo, disponibilizado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), também fornece diretrizes sobre quais tipos de espécies de árvores devem ser selecionadas para plantios de restauração em florestas úmidas e secas.
O foco da equipe de cientistas são as florestas secundárias – aquelas que regeneram naturalmente após a remoção da vegetação original para uso humano, normalmente cultivos agrícolas, pastagens e agricultura de corte e queima. Atualmente, mais da metade das florestas tropicais do mundo são secundárias em processo de regeneração. Na América Latina, elas cobrem 28% da zona tropical.
O que o novo estudo mostra é que as florestas tropicais em regeneração são bastante diversas em sua recuperação. Florestas secas e úmidas diferem fortemente em sua composição funcional em estágios iniciais de sucessão – como é chamado o processo de regeneração – e seguem distintos caminhos ao longo do tempo. À medida que as florestas envelhecem, contudo, tornam-se mais semelhantes em relação às características funcionais. Compreender esse processo auxilia na elaboração de melhores estratégias de restauração florestal.
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