Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade

18/03/2021 23:09

O ensino foi provavelmente a atividade mais impactada na UFSC pela necessidade de distanciamento social determinada pela pandemia. As mudanças atingiram cerca de 38 mil alunos da graduação, pós-graduação e educação básica, além de quase 3 mil docentes e uma grande quantidade de técnicos-administrativos em Educação em atividades na graduação e pós-graduação. Foi preciso mudar a forma de dar aulas e o modo como a UFSC seleciona os candidatos a ingresso no ensino superior. As seleções de graduação e pós-graduação, que anteriormente se valiam de provas presenciais, precisaram ser adaptadas. A UFSC não realizou vestibular em 2020, e selecionou seus alunos por meio de processos seletivos não presenciais.

Pela complexidade da empreitada, a migração das aulas presenciais para atividades pedagógicas remotas demandou maior tempo de planejamento e aplicação. Foi preciso adaptar todas as ementas e os planos de ensino das disciplinas que poderiam migrar para o modo não presencial. Ao final de um trabalho árduo que envolveu professores, coordenadores de curso e chefes de departamento, sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), mais de 90% das disciplinas foram adaptadas ao novo formato. Assim, a UFSC ofereceu 3.638 disciplinas no primeiro semestre remoto da Graduação (2020.1) e 3.680 disciplinas no semestre de 2020.2.

Computadores são higienizados e embalados antes da distribuição (Foto: Divulgação)

Uma das principais preocupações do Conselho Universitário (CUn) ao debater a retomada do ensino de forma remota foi a de que nenhum estudante fosse deixado para trás na possibilidade de seguir com os estudos. Para isso, foram implementados programas de empréstimo de equipamentos, bolsas e auxílios. O esforço de vários setores da UFSC disponibilizou computadores, recursos humanos e financeiros. Foram cerca de 1.400 computadores emprestados a alunos e concedidas 600 bolsas para aquisição de pacotes de dados de acesso à Internet, além de 400 chips distribuídos.

Com a suspensão do funcionamento dos Restaurantes Universitários, alunos com situação socioeconômica mais vulnerável receberam um auxílio emergencial e até mesmo alimentos não perecíveis que estavam estocados no RU. Desde abril do ano passado, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae) cadastrou e direcionou recursos para que mais de 5 mil auxílios emergenciais no valor de R$ 200,00 pudessem ser repassados aos estudantes. Todas as bolsas concedidas antes da pandemia foram mantidas ou até ampliadas, bem como os programas de iniciação científica.

Permanência

Com o apoio institucional, alunos e professores fizeram a sua parte para continuar as atividades de ensino. A vida de Mayara Vieira, estudante do curso de Design, era muito agitada antes da pandemia, os deslocamentos entre a Universidade e a escola que seu filho frequenta eram diários. Ela conta que no começo do semestre remoto as coisas pareciam mais tranquilas, pois, dar conta dos compromissos e atividades acadêmicas sem a necessidade de se deslocar facilitaria sua vida. Mas depois de um tempo tudo ficou mais difícil, a sobrecarga de atividades trouxe as crises de ansiedade e a decisão por se matricular em menos disciplinas no semestre seguinte. 

Para desenvolver suas atividades acadêmicas, Mayara utilizou computador fornecido pela Universidade. “Ele [o computador] me ajudou do começo ao fim. Ter uma tela maior para ler, assistir às aulas, foi muito benéfico para mim”.

Mayara Vieira (Foto: acervo pessoal)

Mesmo em meio a dificuldades, as vivências negativas da estudante frente à realidade do ensino remoto foram amenizadas graças a todos os suportes assistenciais e de permanência concedidos pela instituição. “Eu tive essa segurança também por que eu sou bolsista da Prae. Eles permaneceram com as bolsas e por isso eu consegui continuar com uma fonte de renda mesmo no meio da pandemia”, diz Mayara. “A UFSC conseguiu contribuir para que eu tivesse um ensino remoto de mais qualidade. Eu vivo da UFSC, sou bolsista, estudo, e meu futuro está pautado em decisões que eu tomo na Universidade”, destaca a estudante.

Dificuldades e superações durante esse ano de pandemia também fazem parte do cotidiano de Vagner de Souza, que cursa o terceiro semestre de Medicina no Campus Araranguá. Ele ingressou no “curso dos seus sonhos” pelo processo seletivo de ações afirmativas para quilombolas. O fato é que suas dificuldades de acesso ao ensino começaram bem antes da pandemia, pois sempre precisou trabalhar para o sustento da família e estudava apenas nas poucas horas vagas.

Vagner e o irmão prestaram vestibular para Medicina, ele para o campus de Araranguá; o irmão para o campus de Florianópolis. “Quando pegamos o resultado e vimos que estávamos na lista dos classificados, a alegria tomou conta e começamos a chorar, pois era um sonho para nós, vindos de uma família pobre. Logo entramos em contato com nossos pais, com a Jéssica, minha namorada,  e comemoramos em família”, relata Vagner, em fala emocionada.

O futuro médico cursou apenas um semestre de forma presencial e sente que a pandemia complicou o processo de compreensão dos conteúdos. De acordo com ele, o número de tarefas e trabalhos é ainda maior, além de ser mais estressante desenvolver as atividades apenas dentro de casa, sem contato com diferentes pessoas e suas realidades. Mesmo assim, se mostra satisfeito com o acolhimento da UFSC. “Sempre fui muito bem assistido pela equipe da universidade, pelos técnicos e professores. A UFSC é uma ótima instituição e  se preocupa com o estudante”. Ao ser instigado sobre uma mensagem que acredita ser importante deixar aos estudantes da UFSC, ele é pontual. “A gente nunca pode se achar incapaz de sonhar e lutar por nossos sonhos e objetivos, independente de cor, raça ou classe social, os nossos sonhos dependem unicamente de nós!”

Calouros

Estar na universidade não é apenas passar no vestibular e ocupar uma vaga no curso dos sonhos. É viver todas as experiências que o ambiente acadêmico traz, é estar em contato com pessoas, criar amizades e afetos que ficam por toda a vida, enfrentar muitas filas no Restaurante Universitário e, antes mesmo de almoçar, já sonhar com o docinho que vai comprar na saída do almoço. 

Essas experiências tiveram que ser adiadas para estudantes que começaram seus estudos na UFSC por meio do ensino remoto, e um dos seus desafios é ressignificar o cotidiano de estudos e as relações que estabelecem com colegas, professores e servidores da instituição.

Amanda Oliveira (Foto: acervo pessoal)

Amanda Oliveira é caloura do curso de Jornalismo, e quando prestou o vestibular presencial não podia imaginar que sua experiência na UFSC começaria de forma remota: “Iniciar a graduação à distância não era o que tinha em mente, ninguém contava com uma pandemia. Foi meio frustrante, mas ao mesmo tempo incrível. Na primeira semana fomos recebidos pelo Piape e tivemos todas as informações necessárias para nos habituar ao ambiente acadêmico”, conta  ela, referindo-se ao Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes, um serviço de apoio e orientação pedagógica para estudantes da graduação que desenvolve ações para fortalecer os aprendizados e permanência.

Passar do ensino presencial para o remoto foi uma experiência inusitada para os veteranos da UFSC, mas alguns estudantes ingressaram na Universidade já sob o novo formato. É o caso de  Lucas Wallendorf, 19 anos, calouro 2020.2 do curso de Ciências Econômicas. “É um período de adaptação para mim e acho que para todo mundo que entrou no segundo semestre do ano passado, porque não tinha pego ainda o ensino a distância”. 

Lucas Wallendorf (Foto: acervo pessoal)

Lucas afirma que, mesmo não havendo os tradicionais trotes, a recepção remota dos calouros pelos veteranos permitiu “pegar um pouco a vibe do que é uma faculdade, do que é o curso”. Ele consegue ver pontos positivos e negativos das atividades pedagógicas não presenciais. “O bom é que a gente consegue ser flexível no horário. Às vezes a gente não vai poder assistir à aula em um determinado horário e ela fica gravada. A maioria dos professores gravam as aulas, então podemos assistir depois, quando der tempo, ou reassistir a aula. Acho que isso é um ponto bastante positivo”.

“O negativo seria essa convivência da universidade que ainda a gente não pegou, de ir para o campus, trocar ideia com o pessoal, interagir, fazer o networking que iria fazer. Não que a gente não esteja fazendo, mas ia fazer melhor.  A UFSC, pelo que eu vejo, está dando um suporte bom tanto para os alunos quanto para os professores também. Então acho que está em um bom nível assim de começo da faculdade”.

Já Bruno Nunc-Nfôonro Oleszczuk, calouro do curso de Engenharia e Controle de Automação no campus Blumenau precisou modificar toda sua vida para estar na UFSC. Mudou de cidade, procurou um emprego e organizou sua rotina em meio à pandemia. Mesmo assim suas expectativas sobre o curso são as melhores possíveis e a receptividade dos professores e colegas chamou sua atenção: “O entrosamento da turma é muito bom; conversamos muito e todos interagem mesmo em meio à pandemia. Todo mundo é gente fina”, destacou o estudante.

Bruno frisa que a parte mais difícil do ensino remoto é a organização da rotina para que os compromissos não se acumulem. Ao mesmo tempo sente que precisa se esforçar mais para aprender os conteúdos repassados em sala de aula, e esse esforço resulta em conhecimentos mais sólidos. “Faz com que se aprenda mais ao invés de decorar”, afirmou o futuro engenheiro de automação.

Professores

Marilinha integrou ferramentas digitais para facilitar a interação com os alunos (Foto: acervo pessoal)

Os professores também precisaram promover muitas adaptações no seu cotidiano e formas de transmitir o saber. Muitos foram em busca de capacitação para a realização de atividades pedagógicas usando ferramentas de comunicação e meios digitais de interação com os alunos. 

Marília Matos Gonçalves, professora do Curso de Design, conta que conseguiu dar continuidade às atividades de pesquisa e extensão e realizar algumas orientações quando a UFSC suspendeu o expediente presencial. “Tivemos (eu, os professores e os estudantes envolvidos nestas atividades) que aprender a trabalhar 100% em formato remoto”.

Marilinha, como é mais conhecida entre alunos e professores do Centro de Comunicação e Expressão, diz que tudo era muito novo quando as aulas recomeçaram, em agosto de 2020. “A interação, que antes era presencial, passou a ser mediada pelo computador. Minhas disciplinas, que são de projeto para o curso de Design (Branding e Produto de baixa complexidade), têm uma carga horária prática considerável. As ferramentas disponibilizadas pela UFSC, em especial o Moodle e o portal de serviço Google UFSC, passaram a ser uma espécie de sala de aula, nossa área de interação. Ali acontecem os encontros síncronos das disciplinas, as reuniões (PCC; projetos, preparação de aulas). 

>> Coordenadores de cursos fazem avaliação positiva do ensino não presencial na UFSC

Em novembro de 2020, a Pró-Reitoria de Graduação da UFSC divulgou os resultados de uma pesquisa com Coordenadores e coordenadoras de 82 cursos da UFSC. A avaliação foi predominantemente positiva a respeito da experiência do ensino não presencial realizada no semestre 2020.1.

“As aulas de projeto requerem muita interação entre os estudantes que fazem parte das equipes de projeto. Por isso, eu e meus colegas fomos em busca de outras ferramentas que pudessem facilitar essa interação. Um exemplo disso foi usar ao mesmo tempo o Google Meet e o MIRO. Com eles eu consigo acompanhar sincronicamente as atividades de cada grupo. Posso ver o mouse de cada estudante realizando uma tarefa. Eles podem em qualquer momento tirar dúvidas”. 

“Acho que agora, estou mais “acostumada” com essa rotina. Tenho muito o que aprender e agradeço a meus alunos e colegas que me ensinam muito. Mas sinto que o ensino remoto ainda deve durar mais um tempo. Hoje há muitos casos de pessoas infectadas com o coronavírus e, enquanto não houver uma cobertura vacinal contra esse vírus que tantas vidas já tirou, penso que a decisão de manter suspensas as atividades presenciais, até que nos seja permitido transitar em pelas ruas e compartilhar espaços com a devida segurança, seja a decisão mais assertiva e difícil que esta instituição que tanto respeito já teve que tomar”.

A suspensão das atividades presenciais na UFSC nunca foi sinônimo de paralisação das atividades de ensino, seja nas graduações ou nos programas de pós-graduação. O trabalho de adaptação aos novos contextos que o ensino remoto exige foi e ainda é árduo, e o desgaste físico e psicológico gerados pela sobrecarga de trabalho ainda são desconhecidos e questionados por parte da sociedade. 

Professora Marta Verdi, do PPGSC (Foto: acervo pessoal)

Nesse sentido, Marta Verdi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC é assertiva: sentimos o impacto do aumento de tempo de trabalho necessário para manter nossas atividades em dia. “Tanto nas questões administrativas da coordenação e secretaria do programa, quanto no tempo dedicado ao preparo para as aulas remotas e o tempo dedicado às orientações dos mestrandos e doutorandos”.

Ela destaca que foram muitos os desafios vivenciados pela comunidade universitária durante a pandemia da Covid-19. “No âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva destacamos: do ponto de vista pedagógico, a dificuldade de modificarmos métodos, estratégias e procedimentos pedagógicos, o que impôs a reinvenção de novas relações mediadas tecnologicamente; do ponto de vista gerencial, o grande desafio foi manter o grau de participação de docentes e pós-graduandos nos processos decisórios do programa, o que foi buscado através do incremento de trabalhos em comissões, reuniões colegiadas, reuniões e seminários científicos envolvendo mestrandos e doutorandos; do ponto de vista científico, o grande desafio foi manter os projetos de pesquisa readequando-os à realidade da pandemia, ou mesmo iniciar novos projetos de pesquisa considerando as grandes limitações impostas pela realidade”.

Segundo a professora, manter atividades de acolhimento e convivência sempre foi uma das preocupações do PPGSC. Por isso, o distanciamento físico e a falta de convivência entre professores e alunos tiveram grande impacto no âmbito das relações interpessoais.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia
Um ano depois: atividades e projetos de extensão alcançaram mais de 453 mil pessoas

 

Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

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Um ano depois: atividades e projetos de extensão e arte alcançaram mais de 453 mil pessoas

18/03/2021 22:49

As atividades de docentes nas universidades públicas, além de ensino e pesquisa, envolvem a extensão, que inclui as ações voltadas a levar o conhecimento, arte e cultura à sociedade. Em 2020, foram registradas 2.089 ações de extensão na UFSC, sendo 123 delas relacionadas à Covid-19. Foram emitidos 106.524 certificados, e mais de 453 mil pessoas participaram e foram atendidas pelos projetos de extensão da UFSC durante o ano (segundo dados da Pró-Reitoria de Extensão).

A Secretaria de Educação a Distância (Sead) ofereceu uma série de materiais para auxiliar o desenvolvimento de atividades de ensino em modo remoto.

Ações de extensão envolvem estudos e experiências oferecidas à sociedade em diversos formatos. Durante a pandemia, a UFSC ofereceu cursos abertos sobre o uso de tecnologias digitais em educação, em dezenas de oportunidades de capacitação gratuitas para estudantes e para a população em geral. Os cursos e os recursos educacionais foram criados pela Secretaria de Educação a Distância (Sead), além da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

A Sead ofereceu recursos como o site Práticas Pedagógicas Inspiradoras (PPI), que recebe contribuições de instituições de todo o Brasil; e também o portal Recursos Tecnológicos para Aprendizagem (RTA), que reúne conhecimentos e experiências da comunidade universitária na utilização de tecnologias capazes de potencializar o ensino com diferentes recursos, de forma eficaz e inovadora.

Durante o período pandêmico, muitos setores buscaram apoiar a própria Universidade no processo de migração do ensino presencial para as atividades pedagógicas remotas. Em junho de 2020, a Proex lançou um edital para apoiar a criação de Núcleos de Produção de Conteúdos Digitais. Os núcleos formaram equipes coordenadas por um docente com o objetivo de “preparar a comunidade para os desafios do uso de tecnologias digitais de educação em atividades que envolvam a oferta de ensino, capacitação e treinamentos não presenciais”.

Foram criados 15 núcleos, que ofereceram dezenas de cursos de capacitação entre junho e novembro de 2020, envolvendo centenas  de professores. Os cursos ofereciam capacitação para o uso de ferramentas e tecnologias digitais de educação, como noções básicas e ferramentas avançadas do Moodle, transmissão e publicação de videoaulas, produção de conteúdo e até design de conteúdos educacionais para redes sociais.

Outra iniciativa bem-sucedida foi a realização da 18ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex), entre os dias 22 e 24 de outubro. Promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), a Sepex de 2020 foi realizada em formato totalmente on-line e recebeu o nome de “Sepex em Casa”. Diferente das outras edições, em que o público externo visitava os stands montados no campus para conhecer a produção científica da UFSC, a Sepex em Casa ofereceu lives, vídeos gravados e minicursos a distância, tornando-se um grande evento de divulgação científica.

Durante três dias, mais de 200 minicursos oferecidos tiveram participação de cerca de 10 mil inscritos, incluindo participantes de outros estados. Os 14 eventos ao vivo – incluindo lives dos campi de Joinville e Curitibanos – e mais de 150 vídeos tiveram, até o momento, cerca de 15 mil visualizações. Temas como sustentabilidade, bioeconomia, permacultura, a Amazônia, poluição, a pandemia de Covid-19 estão presentes em toda a coletânea de vídeos, além de uma grande quantidade de material sobre os cursos de graduação e pós-graduação da UFSC, laboratórios de pesquisa, atléticas, e empresas juniores.

Esse material, que está disponível para consulta nos canais do YouTube da UFSC e da TV UFSC, forma um acervo valioso que cumpre a função de atividades de extensão, pois leva à comunidade o resultado dos conhecimentos produzidos na Universidade.

Eleonora Frenkel, coordenadora do Experimentextos. (Foto: Acervo Pessoal)

Grande parte das ações de extensão tiveram que adaptar seu planejamento e realização para o ambiente on-line, a exemplo do projeto de extensão, arte e cultura Experimentextos, coordenado por Eleonora Frenkel, professora do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras. “A proposta que planejávamos era constituir um espaço de experimentação, onde pudessem participar estudantes de diversos cursos e pessoas não vinculadas à Universidade, promovendo práticas de leitura em voz alta, tradução e escrita, bem como criação de performances resultantes de um processo criativo coletivo, a partir de interesses aflorados no grupo constituído”.

“Com a pandemia, o foco ficou na formação teórica, através de leituras e discussões virtuais com o grupo de bolsistas e, posteriormente, a criação de um curso via Moodle Grupos, que contou com a participação de pessoas de diversos lugares do Brasil (Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia) e uma participante da Argentina”. 

A professora acredita que foi uma possibilidade interessante, e que voltou a ser repetida no evento Sepex em Casa, realizado em outubro. O projeto ofereceu uma oficina – “Fios da voz, a palavra falada como resistência”. Desta vez, algumas dificuldades, como a de mobilização do público. “Observamos o desafio de atingir um público não acadêmico, mesmo nesse evento de extensão e divulgando junto a jovens vinculados ao Centro Cultural Escrava Anastácia. Se a oficina (e a Sepex) fosse presencial, talvez tivesse sido possível articular com o centro cultural um meio de transporte para trazer um número maior de participantes, mas isso é uma hipótese. O fato é que na modalidade remota, foi difícil atingir esse público”. 

O projeto também criou uma produção audiovisual, veiculada durante o Experimenta Pandêmico, evento da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), além de um álbum com audiopoemas pelo Bandcamp. “O projeto teve que se adaptar à mediação de dispositivos para acontecer”, ressalta Eleonora. 

A SeCArte promoveu, em 2020, além do Experimenta Pandêmico, a Semana da Dança, a programação cultural dos eventos em comemoração aos 60 anos da UFSC, e disponibilizou uma programação extensa de vídeos, performances musicais e artísticas, todas veiculadas on-line, pelo #QuarentenArte, em parceria com a TV UFSC. As iniciativas buscaram apoiar a cultura em um período extremamente difícil para os artistas, quando não se é possível realizar apresentações, shows e exposições.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia
Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade
Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

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Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia

18/03/2021 22:23

Em seus laboratórios ou de modo remoto, a UFSC continuou um intenso trabalho de produzir ciência, um dos pilares da Universidade. No último ano, desenvolveu 3.357 projetos de pesquisa, sendo 53 deles voltados para a Covid-19. Além da busca por uma vacina, a UFSC pesquisa o mapeamento da pandemia; o silenciamento genético de codificadores de proteínas estruturais do vírus SARS-CoV-2; o desenvolvimento de kit diagnóstico para Covid-19; protocolos de atendimento dos profissionais de saúde; pacientes em UTI; estratégias não farmacológicas; identificação de vírus e suas mutações e dispersões; impactos psicossociais da pandemia, entre muitas outras linhas de ação

Laboratório de Virologia Aplicada analisa amostras de diversos materiais. Foto: Daiane Mayer/Estagiária de Fotografia da Agecom/UFSC

Uma das pesquisas de grande repercussão foi a que identificou partículas do novo coronavírus em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil. A descoberta teve alcance internacional e causou impacto nos estudos da disseminação do vírus pelo mundo. Descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, envolveu um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e também pesquisadores da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub. Recentemente, a pesquisa foi publicada pela revista Science of the Total Environment, jornal acadêmico internacional com alto fator de impacto.

Um ano depois, o novo coronavírus já sofreu inúmeras mutações, algumas delas, variantes perigosas que ainda estamos aprendendo a combater. Nesses 12 meses, a UFSC, juntamente com a comunidade científica, buscou oferecer respostas. A mais eficaz de todas as medidas para frear a pandemia, diz a ciência, é a vacinação em massa da população. E em junho do ano passado, a Administração Central anunciou que “não voltaremos antes da disponibilidade de uma vacina ou medicamento eficaz e disponível a todos”.

Vacinas

Médicos do HU estudam uso da tríplice viral para amenizar efeitos da Covid-19 (Foto: Cristiano Estrela/Secom).

A busca por esse medicamento ou vacina mobiliza a comunidade científica desde o primeiro dia. Na UFSC, 2020 foi um ano de muita pesquisa, e inclusive uma delas busca desenvolver uma nova vacina contra SARS-Cov-2, nome científico do novo coronavírus. Liderada pelos professores André Báfica e Daniel Mansur, a iniciativa é uma parceria entre a UFSC e  a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de Cambridge (Inglaterra), o Instituto Butantan e Karolinska Institutet (Suécia).

A pesquisa de Báfica e Mansur busca construir uma vacina BCG recombinante, que aproveite a plataforma vacinal da BCG (uma vacina antiga e segura) para o novo coronavírus através da expressão de proteínas que induzam uma resposta imune efetiva contra o SARS-CoV-2 por mais tempo.

A biomédica Ruth Fernandes é uma das pesquisadoras da equipe. Em um vídeo publicado no perfil do professor Báfica no TikTok e no Instagram, a cientista que atua no Laboratório de Imunobiologia da UFSC conta que “estar participando de um projeto que envolve o desenvolvimento de uma vacina, relacionado a um problema mundial, é de grande importância”. Ela chama a atenção para a “importância da valorização da nossa ciência e dos nossos pesquisadores”.

Em outra frente, um grupo de médicos e pesquisadores do Hospital Universitário avalia o uso da vacina tríplice viral – bastante conhecida e segura – no combate ao novo coronavírus antes que uma vacina específica esteja disponível a grupos não-prioritários. Os resultados preliminares já divulgados são promissores: indicam que a tríplice viral pode mitigar os sintomas da Covid-19 e reduzir hospitalizações.

“A ideia de nós utilizarmos a vacina tríplice viral se baseia no forte estímulo da primeira fase da imunidade que ela promove, que nós chamamos de imunidade inata, que seria aquela resposta do nosso sistema de defesa para qualquer tipo de infecção”, salienta o professor Edison Fedrizzi, que coordena o estudo. A pesquisa está em desenvolvimento e ainda depende da divulgação de seus resultados para serem avaliados pela comunidade científica em breve.

>> UFSC e Secretaria Municipal de Saúde esclarecem informações sobre pesquisa com a vacina tríplice viral

Respirador

Outro pesquisador, o professor Saulo Güths, do Departamento de Engenharia Mecânica, desenvolveu um protótipo de ventilador pulmonar que foi notícia em muitos jornais. Em março de 2020, quando o mundo enfrentava problemas de abastecimento de produtos hospitalares, a criatividade do professor Saulo, com a ajuda de um amigo mecânico e estudantes da UFSC, levou a um produto de baixo custo, desenvolvido em colaboração com grandes hospitais brasileiros, como o Sírio Libanês.

Professor Saulo Guths mobilizou grupo para desenvolver respirador de baixo custo (Foto: Divulgação)

“Trabalhei intensamente, montei com ajuda de alguns alunos, mesmo a distância, um grupo que tive bastante apoio. A gente chegou a desenvolver o respirador baseado em peças que já eram disponíveis no Brasil, porque naquela época estávamos com um problema no mundo que não existiam as peças de controle dos respiradores, que eram aquelas válvulas que controlam a vazão de ar, então o protótipo foi desenvolvido usando o bico injetor automotivo, que tinha disponível no Brasil”.

Durante alguns meses, o professor e sua equipe buscaram apoio com empresas. “Tentamos botar em produção, contato com várias empresas, não conseguimos, nenhuma empresa achou que tinha viabilidade. Ficamos meio decepcionados, a equipe se desmantelou, os alunos estavam sem ganhar bolsa, sem nada. Cada um foi fazer suas coisas, a aula recomeçou”.

O professor Saulo continuou com o projeto, trabalhando com seu filho que é estudante de  Engenharia Mecânica e um grupo menor. “Fomos desenvolvendo sistemas, melhorando em colaboração com o IFSC com outro tipo de respirador. Fizemos uma patente agora e saíram alguns ‘filhos’ disso. Há um sistema de controle de pressão para reduzir a oscilação do insuflamento que eu estou trabalhando, ainda é um resultado paralelo e o sistema de controle que a gente ainda está utilizando.”

Assim como muitos pesquisadores, o professor Saulo tem que conciliar as atividades de pesquisa com as atividades de ensino. A partir de agosto, quando as aulas recomeçaram em formato on-line, o professor precisou dividir seu foco. “Quando terminou essa questão do respirador e logo começaram as aulas, montei um estúdio aqui para gravar as aulas e também nesse tempo eu montei uma extensão do laboratório para continuar desenvolvendo os experimentos e equipamentos que eu trabalho para instrumentação”. 

A carga de trabalho, ele acredita, é intensa, “até mais do que antes”. “Tenho ido às vezes ao laboratório na Universidade para gravar aulas experimentais. Não sei se a qualidade chega ser igual [ao ensino] presencial, mas o esforço está sendo grande para tentar oferecer aos alunos a melhor maneira possível de continuar atividades de ensino e pesquisa”.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade
Um ano depois: atividades e projetos de extensão alcançaram mais de 453 mil pessoas

Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

Tags: coronavírusCovid-19pesquisa coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos

18/03/2021 22:06

Durante um ano de trabalho em ambiente totalmente diferente, os servidores da UFSC superaram dificuldades e empecilhos, adaptaram rotinas e relatam ter adquirido um grande aprendizado. Essa experiência é contada por alguns profissionais que precisaram permanecer em trabalho presencial – num campus quase vazio – e também por servidores que migraram suas atividades para o modo remoto.

Mariah Luz Lisboa (Foto: Acervo pessoal)

O Hospital Universitário, um dos locais que tratam pacientes de Covid-19, é local de pesquisa, de ensino e de extensão. Mariáh Luz Lisboa é responsável técnica pelo Núcleo de Odontologia Hospitalar. Cirurgiã-dentista formada pela UFSC, trabalha no HU desde 2014 no suporte odontológico de pacientes oncológicos e de transplantes de fígado. Ela coordena uma equipe de cinco dentistas, dois técnicos de saúde bucal e quatro residentes do Programa de Residência Integrada e Multiprofissional em Saúde. 

No início da pandemia trabalhou presencialmente no HU e relata que sentiu dificuldades e inseguranças com as rotinas presenciais em meio à pandemia. Não poderiam deixar os pacientes sem assistência, portanto alteraram suas rotinas e fizeram mudanças no local de atendimento. Em novembro, Mariah descobriu que estava grávida, por isso passou a trabalhar apenas com questões administrativas e desde 31 de dezembro trabalha desde sua casa. 

Ela relata que se sente segura em poder trabalhar de casa: “por estar grávida e ver todo o agravamento da pandemia, agradeço à Universidade por me proporcionar a experiência de poder trabalhar em casa nesse momento tão delicado da minha vida. Mas ao mesmo tempo, fui treinada para ser cirurgiã dentista e trabalhar com os pacientes e esse contato com eles e meus colegas me faz muita falta”.

>> Equipe da Odonto, na luta contra Covid, deixa mensagem de otimismo para os colegas do HU

Amadurecimento

Mariana Lanzoni Campos é fisioterapeuta e atua na UTI geral e Covid-19, no HU. Este último ano, para ela, significou conviver com o medo de ser contaminada e contaminar pessoas amadas. “Apesar disso, sabia da minha missão e o medo foi se transformando em força e garra para cumprir o juramento que fiz como fisioterapeuta. Nossa equipe sempre foi muito unida e o apoio mútuo foi primordial”. 

Mariana Lanzoni Campos (Foto: Acervo Pessoal)

A equipe segue buscando conhecimento, adaptando-se à nova realidade de estudos e reuniões. “O hospital mudou, os ambientes foram modificados, adaptados, foram treinamentos de como se paramentar, de procedimentos e novos profissionais. O atendimento ao paciente ficou diferente, tivemos que aprender a sorrir, acalmar e dar ânimo com os olhos, já que é a única parte que o paciente consegue ver”. 

Ela relata ter aprendido o valor da união, a necessidade de se cuidar para poder cuidar do próximo. “A pressão foi e continua sendo enorme, estamos sim cansados, mas a luta não pode acabar. Esse último ano foi de amadurecimento, de buscar realizações em pequenos acontecimentos do dia a dia, de encontrar a solidariedade daqueles que perderam alguém, de se alegrar ao ver um paciente voltar pra casa, de ter empatia e união das formas que estão ao nosso alcance, juntos, mesmo que distantes”.

>> Levantamento mostra desempenho da UTI Covid do HU acima da média nacional

Vanessa Amadeo, secretária executiva do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), diz que a sua rotina de trabalho foi bastante alterada, mas consegue ver aspectos positivos na nova forma de trabalho.

“O trabalho na UFSC é muito diferente em cada setor, porém uma coisa é certa: sempre estivemos muito presentes! Por se tratar de uma instituição de ensino, tínhamos a circulação de muitas pessoas durante todo o dia, e por isso uma coisa fundamental era sempre estarmos disponíveis para tirar dúvidas, auxiliar, orientar, e tudo isso enquanto fazíamos o nosso trabalho administrativo. Eu atuo na secretaria administrativa do CCE, e por ser um local central, muitas pessoas chegavam até nós encaminhadas por outros setores, e nós sempre tentávamos resolver da melhor forma. Com a pandemia e o trabalho remoto nós perdemos totalmente a possibilidade de auxiliar as pessoas presencialmente e de forma rápida”.

Vanessa Amadeo (Foto: Arquivo Pessoal)

“No meu caso especificamente, o trabalho remoto facilitou de certa forma a demanda administrativa, por poder trabalhar em casa sem as interrupções do dia a dia na UFSC, porém da mesma forma é tudo mais difícil sem ter o fácil acesso aos setores e às pessoas. Também é tudo mais difícil quando você depende exclusivamente da tecnologia para executar o seu trabalho. Se a internet cai, atrasa tudo. Se o sistema de assinatura digital sai do ar, os processos ficam parados.”

“Existe também a questão de ter filhos em casa e ter que adequar toda a rotina a uma realidade diferente. Penso que as mães sofreram muito com essa mudança brusca, pois somos muito cobradas para continuar exercendo um trabalho de qualidade, ao mesmo tempo em que temos que dar conta da educação e da saúde emocional dos filhos”. 

“Eu acredito que o trabalho remoto pode ser uma experiência muito eficaz tanto na questão do bem-estar dos funcionários quanto na questão da economia de recursos públicos. O problema é que não estávamos preparados para isso ano passado. Porém agora, após um ano de pandemia, tenho plena convicção que o trabalho remoto em setores específicos da UFSC (administrativos) está mais do que comprovado que funciona e que pode ser uma alternativa excelente para economia e bem-estar, quando tivermos vacina para toda a população e a possibilidade de escolher somente entre trabalho presencial ou remoto, sem precisar pensar se estamos colocando a vida da família em risco, ou quantas pessoas mais precisarão perder a vida para que sejam tomadas providências eficientes de combate à pandemia”.

A UFSC também esteve próxima à sociedade nas inúmeras ações para levar informação qualificada sobre saúde à população. Seja em entrevistas concedidas à imprensa, em respostas à pandemia que leva milhares de vidas todos os dias, seja em ações de enfrentamento, como a UFSC Araranguá desenvolve desde março de 2020.

Proximidade

Leandro Oliveira (Foto: Acervo Pessoal)

A Secretaria de Segurança Institucional (SSI) da UFSC tem como missão manter seguro o patrimônio e as pessoas que utilizam os campi. Seu trabalho é essencialmente presencial, e a equipe conta com servidores da UFSC e funcionários terceirizados. Houve, durante o último ano, diagnósticos de Covid-19 na equipe, além de dificuldades como as que muitos enfrentaram durante a pandemia.

Além do trabalho diário, 24 horas por dia da equipe, a SSI se envolveu em ações de solidariedade, distribuição de alimentos na Moradia Estudantil e na Maloca (moradia de estudantes indígenas), entrega de equipamentos para aulas on-line, e hoje está envolvida diretamente nas ações de vacinação e testagem com a Prefeitura de Florianópolis, no campus da UFSC. 

O secretário, Leandro Oliveira, conta que sente falta do contato com as pessoas. “Tínhamos uma proximidade com os alunos, servidores e a comunidade externa. Sentimos falta do sorriso, do ‘bom dia’ daqueles que, sobretudo, passavam em frente à sede do nosso setor todas as manhãs. Sinto falta do contato pessoal, do corre-corre de algumas ocorrências, mas a vida segue e vamos superar essa fase ruim, a tempestade vai passar”. 

A UFSC, para Leandro, é como se fosse sua segunda casa. “Entrei em 1994 com 21 anos de idade, estou aqui há 27 anos. Aqui aprendi muito sobre a vida, tive a oportunidade de me graduar, me especializei e fiz meu mestrado, amo o que faço e sempre estarei à disposição para ajudar a manter esta ‘casa’, segura, um ambiente livre para pessoas que querem absorver e dissipar conhecimento. Amo meu trabalho e tenho um sentimento de gratidão pela instituição, pelos colegas e pelas pessoas que passaram por mim neste período”.

Os setores administrativos que tiveram que adaptar sua forma de trabalhar foram unânimes em relatar que a pandemia mudou muito a forma de se relacionar como equipe, procedimentos, e a execução dos processos. Na Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) uma das principais mudanças foi transformar todos os processos que antes precisavam ser tramitados fisicamente em processos 100% digitais. A relação entre os colegas e o atendimento aos servidores da UFSC também mudou. “Percebemos que mudaram os processos de interação, tem muito mais ansiedade por respostas, de receber retorno. Um ano depois, notamos que nasceu uma outra relação, que é a da confiança. A Prodegesp vai dar retorno, ela está ali, está atenta”, salienta a pró-reitora Carla Dutra Búrigo.

Posse de novos servidores passou a ser cerimônia on-line (Foto: Divulgação)

Atualmente, os processos de estágio probatório, as solicitações feitas à Prodegesp de progressão na carreira, a posse de novos servidores são todos realizados on-line. Já o Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp) desenvolve presencialmente a perícia médica e também o atendimento às necessidades dos setores com trabalho também presencial. 

“Foi um ano de muitos desafios, e de mudança de cultura, de crescimento da confiança no profissional que está movendo a UFSC. Isso só foi possível com muita conversa, com cada servidor fazendo parte dos processos de decisão”, ressalta Carla. A Diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP/Prodegesp), Eliete Warquen, destaca o comprometimento da equipe em, por exemplo, digitalizar mais de 400 processos de estágio probatório. “Trabalhar assim era algo que a gente nunca imaginava. Mudamos nossa visão, nos colocamos na proatividade, na ousadia… estávamos tateando, era tudo novo, e foi muito positivo poder sair da caixinha e pensar em outras possibilidades pro nosso trabalho”.

Adversidades

O Departamento de Compras da Pró-Reitoria de Administração (DCOM/Proad) passou por um processo semelhante. O diretor, Guilherme Krause Alves, lembra que foi um desafio migrar tudo para o teletrabalho, mas organização e boa comunicação possibilitaram que a UFSC participasse de processos de compras emergenciais para a prevenção e combate à pandemia, além de seguir os processos corriqueiros. Esse trabalho proporcionou, em 2020, uma economia de mais de R$ 9,4 milhões com a otimização dos processos licitatórios. Observaram, ainda, que três dos quatro indicadores do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade sob sua responsabilidade foram mantidos dentro das metas estabelecidas, apesar de todas as dificuldades. 

Equipe do Departamento de Compras em reunião virtual (Foto: Divulgação)

“Não houve sequer um dia de suspensão do atendimento do DCOM. A necessidade do teletrabalho afastou fisicamente uma equipe coesa que possui um entrosamento que se, por um lado, facilitou a transição para outro modo de trabalho, por outro fez com que muitos sentissem falta do convívio com os colegas e da estrutura física”. A carga de trabalho aumentou, e sobrecarrega a equipe. “Diversos impactos negativos que ficaram evidentes e que não puderam ser evitados, ainda que a equipe do DCOM tenha enfrentado a todas as adversidades de forma persistente e determinada, com espírito de coleguismo e defendendo nossa instituição. Estamos todos com saúde e seguimos firmes, mas apreensivos com as fragilidades que a deficiência estrutural nos impõe, que se ressalta ainda mais em situações como a que estamos passando”, pontua.

Nesses 12 meses, além de muito trabalho, a UFSC também foi solidária. Um dos inúmeros exemplos, foi a arrecadação de recursos para apoiar, com itens alimentícios e de limpeza, famílias carentes do município de Curitibanos. Servidores do campus da UFSC doaram centenas de cestas básicas, com o apoio da Prefeitura Municipal. Outras medidas buscaram aliviar as dificuldades das famílias do Colégio de Aplicação e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil. E ainda hoje, iniciativas como a Comissão de Ações Solidárias do Centro Socioeconômico busca ajudar.

Adaptação

A Biblioteca Universitária (BU) foi um do setores da UFSC que rapidamente se adaptou ao novo cenário. Assim que a Universidade anunciou a suspensão das atividades presenciais e o regime de teletrabalho, a equipe começou a planejar adaptações para o atendimento remoto e organizou a escala de atendimento presencial para situações que não podem ser feitas a distância.

Gleide Bitencourte J. Ordovás (Foto: acervo pessoal)

“Organizamos tudo para manter o máximo de serviços possíveis. Então, continuamos ofertando capacitações e acertando o acervo da melhor forma possível, organizando tudo o que tínhamos para oferecer virtualmente para auxiliar os usuários”, disse a servidora técnico-administrativa Gleide Bitencourte J. Ordovás ao assumir o cargo de diretora da BU, no início de setembro de 2020.

Neste momento, a BU está com os atendimentos presenciais suspensos por 15 dias, até 28 de março, devido ao agravamento da pandemia. Até então, vinha mantendo serviços presenciais de caráter emergencial, tais como devolução de livros, por agendamento, somente para situações urgentes: negativa de débito para trancamento de matrícula, desligamento da UFSC, formatura, concurso público e aposentadoria. Os empréstimos de livros, apenas para professores, também eram feitos por agendamento.

Todos os demais serviços da BU foram transferidos para o modo remoto desde março de 2020. “A gente continua dando capacitação , fazendo o atendimento ao usuário de várias formas: chat, Portal de Atendimento Institucional, e-mails”, destaca Gleide. As orientações e informações sobre todos os serviços oferecidos pela BU durante a suspensão das atividades presenciais estão reunidas em uma página do Portal.  “A gente tem feito lives, cursos síncronos e assíncronos no nosso canal do Youtube.  Temos feito curadoria de conteúdo, tanto da Covid-19 como de outras formas, para auxiliar os alunos a encontrar os conteúdos que precisam”, conta Gleide.

Lives

A comunicação e os eventos, que também passaram a ser via meios digitais, precisaram da aquisição de novos conhecimentos, e que os setores desenvolvessem habilidades para poder realizar reuniões e também transmitir conhecimento via internet, por meio das lives. A UFSC formou, em 2020, 230 estudantes de graduação, referentes ao semestre 2020.1, e na pós-graduação, as defesas de teses e dissertações também aconteceram via Internet, muitas vezes transmitidas pelo YouTube. A UFSC formou 937 mestres, 110 mestres profissionais e 539 doutores. As especializações e residências graduaram 1.222 pessoas.

Larissa Nunes (Foto: Acervo Pessoal)

Transmitir eventos e formaturas via Internet demandou de Larissa Nunes, administradora no setor de Comunicação e Eventos na UFSC Joinville, um pouco de jogo de cintura e muito profissionalismo, dela e de sua colega de equipe Mariane Duarte. “Já tínhamos alguns projetos em andamento e muita coisa legal planejada ao longo do ano. A primeira reação foi de frustração por ter que adiar ou cancelar várias atividades. Passado esse choque inicial, percebemos que era necessário adaptar nossos planos e criar novas formas de interação com estudantes e demais públicos”, relata.

“Começamos então a aprender como fazer transmissões ao vivo no YouTube, a usar programas de edição de vídeos, a divulgar essas lives de forma eficaz, a entender o que geraria interesse do público, etc. Algumas ações deram certo, outras nem tanto, mas seguimos aprendendo e nos adaptando. Fizemos cerca de 15 lives de assuntos gerais ligados ao Campus, nove colações de grau on-line (duas oficiais e sete antecipadas), além da Sepex”. 

Ela salienta que é difícil trazer para o meio virtual toda a emoção e solenidade das formaturas tradicionais. “Tentamos fazer o melhor possível. De fato, sinto falta da interação com colegas, estudantes e demais públicos, e espero que possamos em um futuro breve combinar o melhor dos eventos presenciais com o que aprendemos sobre eventos virtuais”, planeja.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia
Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade
Um ano depois: atividades e projetos de extensão alcançaram mais de 453 mil pessoas

Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

 

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Secretaria divulga oportunidades internacionais com inscrições abertas

18/03/2021 09:47

A Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) divulga aos estudantes de graduação da UFSC as oportunidades internacionais com inscrições abertas.

Programa para o Fortalecimento da Função Pública na América Latina é um programa de intercâmbio realizado pela Fundação Botín.

Parceria GCUB – Instituto Cervantes oferece benefícios às instituições associadas – inscrições até 21/03.

Programa de Mobilidade Erasmus + UFSC – UHK 2021 – inscrições até 22/03.

Programa Outgoing 2021.

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Resultados do segundo ciclo dos programas de Assistência Estudantil são divulgados

18/03/2021 08:43

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC divulgou os resultados para o segundo ciclo dos programas de Assistência Estudantil (Auxílio Creche, Bolsa Estudantil e Auxílio Moradia), previstos no edital 06/PRAE/2021.

Confira os resultados:

Edital de Resultados Auxílio Creche 2021-2°chamada

Edital de Resultados Bolsa Estudantil Novas Vagas 2º ciclo 2020.2

Edital Resultados Auxílio Moradia 2°ciclo 2020.2

 

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Laboratório da UFSC promove palestras sobre boas práticas dos HUs no combate à Covid-19

17/03/2021 14:16

O Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES) inicia, nesta quinta-feira, 18 de março, às 18h, um ciclo de palestras sobre Boas práticas na gestão do cuidado no enfrentamento da pandemia de COVID-19 em hospitais universitários. O evento, no formato de webinário, tem o objetivo de compartilhar experiências dos hospitais universitários no combate à doença.

A primeira palestra terá como tema Atuação da enfermagem no enfrentamento da pandemia de Covid-19: da gestão da crise ao protagonismo e será ministrada pelo enfermeiro Tony de Oliveira Figueiredo, que é Diretor da Divisão de Enfermagem do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ).

Esta atividade está sendo desenvolvida no escopo do projeto de pesquisa Avaliação do cuidado de enfermagem a pacientes com COVID-19 em hospitais universitários brasileiros, financiado pela chamada MCTI/CNPq/CT-Saúde/MS/SCTIE/Decit Nº 07/2020 e pela Fapesc, sob coordenação dos professores Alacoque Lorenzini Erdmann e José Luís Guedes dos Santos. A transmissão será pelo Canal do YouTube do GEPADES.

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E-book gratuito apresenta iniciativas empreendedoras da UFSC

17/03/2021 12:28

Está disponível para download gratuito o e-book Da teoria à ação: iniciativas empreendedoras da Universidade Federal de Santa Catarina, produzido pelo programa Academy UFSC em parceria com o Sebrae e outras iniciativas da Universidade. O livro, que pode ser baixado pelo site da Editora CRV, apresenta projetos que se destacam nas áreas de empreendedorismo e inovação, com relatos de experiência que podem contribuir para dar visibilidade às diversas ações de incentivo à cultura empreendedora da UFSC, bem como servir de exemplo para outras organizações. 

O lançamento do livro ocorreu na última terça-feira, 16 de março, e contou com uma palestra ministrada pela professora do Departamento de Administração da UFSC Gabriela Fiates, que falou sobre empreendedorismo e criatividade. O evento teve também uma breve apresentação dos autores de cada capítulo e seus respectivos projetos.
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UFSC de Curitibanos realiza a 1ª Mostra Científica e Tecnológica

17/03/2021 10:20

A palestra “Pesquisa científica – A Interação entre Atores Envolvidos”, proferida pelo pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sebastião Soares, marcou a abertura da Primeira Mostra Científica e Tecnológica da UFSC Curitibanos, nesta quarta-feira, 17 de março. O evento on line prossegue até esta quinta-feira, 18, com apresentações orais e em forma de banners, divulgando a produção científica e tecnológica do Centro de Ciências Rurais do Campus de Curitibanos.

Foram selecionados quatro trabalhos para apresentações orais e 16 apresentações em forma de banners. Os trabalhos selecionados para banners serão apresentados na plataforma ConTech, que também foi usada para submissão dos trabalhos. Por meio do chat, os apresentadores responderão às perguntas dos participantes inscritos. As datas e horários de todas as apresentações podem ser consultadas na agenda do evento.

As apresentações orais dos trabalhos premiados ocorrem a partir das 15 horas do dia 18 de março e serão transmitidas via YouTube. Foram premiados quatro trabalhos dos cursos de Agronomia, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e do Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN).
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Curso de Cinema promove aula magna com Joel Zito Araújo, um dos precursores do cinema negro brasileiro

17/03/2021 10:15

O curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza, nesta quinta-feira, 18 de março, às 17h, aula magna com o cineasta Joel Zito Araújo. O evento é aberto a toda a comunidade. Para receber o link de acesso à sala da plataforma Google Meet, é necessário confirmar presença pelo e-mail olhonegroaudiovisual@gmail.com. A atividade também será transmitida ao vivo pelo canal do Cinema UFSC no Youtube.

Joel Zito Araújo é diretor, roteirista e produtor, conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira. Doutor em Ciências da Comunicação, possui extenso conhecimento e estudos sobre o negro na sociedade, refletindo isso em suas criações audiovisuais. Foi um dos responsáveis pela implantação do chamado cinema negro brasileiro, tanto na ficção quanto no documentário, e articulou, junto a outros nomes da indústria audiovisual, o Manifesto do Recife, um documento que conclamava o fim da marginalização dos atores, atrizes, apresentadores e jornalistas negros na indústria audiovisual.
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Ebserh reabre inscrições para contratação temporária de profissionais para os hospitais universitários 

17/03/2021 09:45

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) reabriu, na sexta-feira, 12 de março, as inscrições para a contratação temporária de profissionais visando ao combate à Covid-19. São três processos seletivos emergenciais (PSE), cujas inscrições podem ser realizadas via internet até às 12h da próxima sexta-feira, 19 de março.

No HU-UFSC, há vagas previstas no edital 01/2020 (anestesiologista, clínica médica, medicina de emergência e medicina intensiva); no edital 02/2020 (medicina do trabalho, plantonista e técnico em necropsia) e no edital 03/2020 (ginecologia e obstetrícia, infectologia, nefrologia, neonatologia, pneumologia e radiologia e diagnóstico por imagem). São vagas para formação de cadastro de reserva para atendimento direto ou indireto para pacientes confirmados ou suspeitos de Covid-19.
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Departamento de Gestão Estratégica disponibiliza Plano Anual 2021 da UFSC

16/03/2021 11:09

O Departamento de Gestão Estratégica (DGE) da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que está disponível o Plano Anual 2021, que apresenta as iniciativas estratégicas a serem desenvolvidas no ano de 2021 e as metas dos indicadores de desempenho a serem atingidas, em consonância com os objetivos estratégicos institucionais definidos no PDI 2020-2024.

As Iniciativas Estratégicas, vinculadas às unidades administrativas e universitárias, consistem em um conjunto de ações operacionalizáveis que convergem para o alcance dos objetivos institucionais. O DGE reforça que todas as unidades implementem e monitorem continuamente as iniciativas sob sua responsabilidade, para assegurar o cumprimento do PDI da Universidade.

O Plano Anual 2021 está disponível no endereço pdi.ufsc.br/plano-anual

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Santa Catarina registra 1.144 mortes por Covid-19 nos primeiros 12 dias de março

16/03/2021 09:45

Foi publicada no último domingo, dia 14 de março, a 44ª edição do boletim do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A publicação aponta que, entre os dias 5 e 12 deste mês, o estado registrou 23.980 novos casos e 686 novas mortes em decorrência da Covid-19. Com isso, até o momento, foram contabilizados 8.502 óbitos e mais de 724 mil pessoas já foram contaminadas pelo coronavírus em Santa Catarina.

“No mês de dezembro de 2020 verificou-se uma forte aceleração do número absoluto de óbitos no estado, sendo que neste período ocorreram 1.491 mortes, maior patamar de um único mês ao longo de toda a pandemia. Tal comportamento se manteve no mês de janeiro de 2021, tendo sido registrados mais 1.072 óbitos. No mês de fevereiro foram registradas mais 1.018 mortes. Por fim, em apenas doze dias do mês de março já ocorreram 1.144 óbitos no estado, revelando as consequências dramáticas do estágio atual da doença no estado”, traz o boletim do Necat, coordenado pelo professor Lauro Mattei, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e Programa de Pós-Graduação em Administração da instituição.

Do ponto de vista da velocidade do contágio, de acordo com o boletim, nota-se que no início do mês de março de 2021 a cada 4-6 dias estão sendo registrados 20 mil novos casos. Isso faz com que SC detenha o 4º maior coeficiente de incidência da doença do país a cada 100 mil habitantes (10.106,5), valor que é 1,87 vezes o verificado para o país (5.407,3). Desde o mês de agosto do ano passado, a doença está presente nos 295 municípios do estado, sendo que em 284 deles já foi registrada pela menos uma morte em decorrência da Covid-19. As treze cidades do estado com mais de 100 mil habitantes respondem por 52,16% de todos os casos oficialmente registrados.

> Clique AQUI para acessar a íntegra do boletim

Mais informações no endereço necat.ufsc.br

Tags: boletimcoronavírusNúcleo de Estudos da Economia Catarinense (Necat)pesquisa coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Live marca lançamento de livro que reúne fotos de flores e paisagens da UFSC durante pandemia

15/03/2021 12:36

O livro ‘A UFSC continua linda’, de autoria da professora do Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Graziela de Luca Canto, será lançado nesta quarta-feira, 17 de março, às 20h. A obra começou a ser produzida em março de 2020 e reúne fotos de paisagens e árvores que a docente encontrou em seus passeios pelo campus da Trindade durante a pandemia. O evento, que será transmitido pelo Youtube, contará também com a participação da professora do Campus de Joinville Cátia Carvalho Pinto.

Graziela aos poucos reuniu um acervo de fotos com as quase 100 espécies de flores que descobriu, catalogando cada uma delas com nome científico, designação popular e localização. O e-book, compartilha a experiência com toda a comunidade. Além de ter acesso à obra com 100 páginas, as pessoas também podem fazer um passeio virtual pelo jardim, apreciando toda a beleza existente no local, que durante a pandemia ficou praticamente vazio. 

“Este livro traz imagens registradas durante minhas caminhadas rotineiras no campus universitário, nos meses da pandemia. São fotos capturadas com uma câmera de celular, por uma professora totalmente amadora no campo da fotografia e da botânica. Para fazê-las utilizei apenas duas ferramentas: meu amor pela UFSC e minha sensibilidade”, conta Graziela. O objetivo do projeto é provocar reflexões sobre o que aprendemos nesse período que ficamos “distanciados da nossa ‘verdadeira vida’ ou da vida que conhecíamos como verdadeira”. 
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Programa de Apoio Pedagógico aos Estudantes realiza aulão sobre ferramentas Google

15/03/2021 11:39

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) promove o aulão on-line Organização e realização de trabalhos acadêmicos: como utilizar algumas ferramentas Google. A atividade ocorre nesta quinta-feira, 18 de março, às 18h, e será transmitida pelo canal do Piape no Youtube

O objetivo da ação é apresentar algumas ferramentas Google que podem ser acessadas por meio do vínculo UFSC (IdUFSC). Serão explorados os editores disponíveis (editor de texto; planilha; apresentação), o armazenamento em nuvem (Drive), a agenda digital (Calendar) e a plataforma de webconferência Meet. 

 

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Pesquisa avalia estilo de vida de universitários brasileiros

15/03/2021 09:52

Alunos de graduação e pós-graduação de todo o país são convidados a responder, de maneira anônima, ao questionário da pesquisa Estilo de vida em universitários brasileiros. O levantamento envolve questões sociodemográficas, de saúde, atividade física, hábitos alimentares, comportamentos de risco e preventivos, e leva em torno de 20 minutos para ser respondido.

Proposto pela professora Débora Alves Guariglia, da Universidade Estácio de Sá (Ourinhos-SP), o estudo tem o apoio de outras cinco universidades brasileiras, incluindo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Fazem parte também a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Na UFSC, a responsável pela pesquisa é Aline Mendes Gerage, professora do Departamento de Educação Física e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde (Nupaf) e do Núcleo de Pesquisa em Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Nupefid).

Acesse o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o questionário.

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Centro de Eventos da UFSC terá ponto fixo de vacinação neste sábado

12/03/2021 15:49

Ponto fixo de vacinação contra a Covid-19 no Centro de Eventos (Foto: Divulgação PMF)

Neste sábado, 13 de março, os idosos acima de 78 anos que não puderam ir até um local de vacinação por drive-thru poderão ser vacinados em um ponto fixo de vacinação. O Centro de Referência de Vacinação Trindade funcionará no Centro de Eventos da UFSC, das 9h às 16h.

O local é o primeiro Centro de Referência de Vacinação em local fixo aberto aos idosos pela Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF). As regras para a vacinação continuam as mesmas que para os pontos drive-thru: apresentação de documento de identidade com foto e uso obrigatório de máscaras. A abertura do local em outras datas será avaliada pela equipe de Saúde, conforme a chegada de mais doses.

Serão vacinados idosos de 78 anos e os idosos de outras faixas etárias que já estavam sendo vacinados e que eventualmente não conseguiram se vacinar em outras datas. A população pode conferir se o seu cadastro está atualizado no Alô Saúde Floripa pelo número 0800 333-3233.

Para os idosos dessa faixa etária que estiverem com suspeita ou confirmação de Covid-19, ou forem contato de casos confirmados, a vacina não é recomendada. As equipes de saúde podem orientar quando a vacina pode ser recebida. Nestes casos, os idosos serão vacinados posteriormente após o prazo estipulado pelas equipes, nos sistemas de vacinação que estiverem acontecendo na data. Idosos acamados receberão a vacinação em casa.

A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.

 

 

 

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Nota de pesar: falece o professor aposentado C. Celso de Brasil Camargo

12/03/2021 12:15

A Universidade Federal de Santa Catarina comunica, com pesar, o falecimento, no último domingo, dia 7 de março, do professor aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica, C. Celso de Brasil Camargo. O professor, que gostava de abreviar o primeiro nome – Cornélio -, ingressou como docente na UFSC em 1979 e aposentou-se em 2011, permanecendo como professor voluntário por alguns anos.

Falecido aos 79 anos em decorrência de um câncer, publicou livros e atuou em diversos projetos de pesquisa junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e à Centrais Elétricas do Sul do Brasil (Eletrosul).

C. Celso atuou no Laboratório de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica (LabPlan) e conduziu pesquisas nas áreas de conservação de energia, planejamento de sistemas elétricos, gerenciamento pelo lado da demanda, desregulamentação do setor elétrico e pesquisas de comportamento de consumidores. Além disso, participou do Conselho Editorial da Editora da UFSC (EdUFSC).

O velório e funeral ocorreram na terça-feira, 9 de março.

A comunidade universitária, enlutada, solidariza-se com a família e os amigos.

Tags: nota de falecimentoNota de pesarUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Especialista do HU/UFSC alerta sobre aspectos da endometriose

12/03/2021 10:22

No mês de março, são lembradas várias causas importantes para as mulheres e um marco de destaque foi a criação, por lei, do Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, em 13 de março. Esta data é importante para a discussão sobre a saúde feminina, considerando que esta doença atinge 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Associação Brasileira de Endometriose.

O médico gineco-obstetra da Divisão de Tocoginecologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) Rodrigo Assumpção Baron explicou que a endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, ou seja, em órgãos da pelve como tubas, bexiga, ovário, intestino e peritôneo pélvico.

Segundo ele, o principal sintoma de endometriose é dor pélvica, que pode ser desde menstruação com cólicas, que vão se acentuando à medida que o tempo passa até dor fora do período menstrual, dor no ato sexual (principalmente na penetração profunda) e infertilidade. “O diagnóstico, na maioria das vezes é clínico, por meio da história da paciente e pelo exame físico”, explicou o médico, acrescentando que existem exames de imagem mais específicos que ajudam os médicos no diagnóstico, principalmente quando há doença infiltrativa, como Ultrassom Transvaginal e Ressonância Magnética com preparo intestinal.

O médico explicou que o HU/UFSC realiza cirurgia de videolaparoscopia para endometriose em casos em que não haja endometriose profunda acometendo órgãos como intestino, por exemplo. Essas pacientes são encaminhadas para ambulatório de ginecologia operatória via Unidade Básica de Saúde.
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Tags: endometrioseHospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC)HUUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Tese de doutorado da UFSC recebe prêmio nacional em trabalhos sobre futebol

12/03/2021 09:12

O Ministério da Cidadania divulgou na última quarta-feira, 10 de março, o resultado final do Prêmio Brasil de Teses e Dissertações sobre Futebol e Direitos do Torcedor – Edição 2020. Foram selecionadas oito teses e oito dissertações, que receberão, em Brasília, no segundo semestre, um troféu e um certificado. A tese O Espetáculo dos Gramados: Um Estudo Geoeconômico do Futebol do Sul do Brasil a partir de 1990, de autoria de Patrícia Volk Schatz, ex-aluna do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi uma das premiadas.

O trabalho identificou processos de reestruturação administrativa, econômico-financeira e de infraestrutura ocorridos em clubes da região Sul do Brasil, no período pós 1990, e seus respectivos impactos geoeconômicos. Foi orientado pelo professor titular do PPGGEO, Carlos Jose Espíndola. Ambos fazem parte do Grupo de pesquisa filiado ao CNPQ, GEOTDE, liderado pelo professor Carlos.

A segunda edição da premiação, promovida pela Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor (SNFDT) da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, recebeu 37 inscrições. Foram 10 teses e 27 dissertações de programas de pós-graduação de quatro regiões do Brasil: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Ao todo, estudantes de 23 instituições de ensino superior, de 11 estados, enviaram trabalhos. Dos 37 trabalhos analisados, nove foram escritos por mulheres. Dos 16 autores premiados, três foram produzidos por mulheres.

 

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Biblioteca Universitária suspende atendimentos presenciais de 15 a 28 de março

11/03/2021 15:47

Tendo em vista os avanços dos casos de Covid-19 no Estado, a Biblioteca Universitária (BU/UFSC) suspenderá os atendimentos presenciais no período de 15 a 28 de março de 2021. Os atendimentos retornarão a partir do dia 29 de março (segunda-feira).

Serviços oferecidos pela BU/UFSC durante a suspensão das atividades presenciais.

Mais informações: http://portal.bu.ufsc.br/

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HU-UFSC adquire simuladores cirúrgicos para treinamento de alunos e médicos

11/03/2021 12:08

Entrega de equipamentos ocorreu na quarta-feira, 10 de março. Foto: Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) adquiriu simuladores cirúrgicos (caixa de simulação, kits e instrumentos de treinamento) que serão utilizados em atividades de ensino e capacitação da instituição. A entrega dos equipamentos foi realizada nesta quarta-feira, 10 de março, no espaço dedicado à técnica operatória. A aquisição foi efetivada pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP/Ebserh) do hospital. Foram investidos mais de R$ 20 mil na compra dos simuladores.

Segundo a gerente de Ensino e Pesquisa do HU, professora Rosemeri Maurici, esta aquisição consolida o papel do HU como hospital-escola, além de permitir a qualificação dos integrantes dos programas de Residência Médica. “A indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência é um caminho a ser percorrido e consolidado, sendo meta básica da Gerência de Ensino e Pesquisa, juntamente com os Departamentos da UFSC, especialmente aqueles da área da saúde”, disse.

Conforme o professor Edevard de Araujo, do Departamento de Cirurgia (CLC/CCS) da UFSC, esses simuladores cirúrgicos permitirão aos alunos e médicos o treinamento de movimentos, desde os básicos aos mais complexos, da mesma forma que em situações reais no atendimento aos pacientes. “De uma forma simples, essas caixas mimetizam uma cavidade do corpo humano na qual instrumentos podem ser inseridos para o treinamento cirúrgico”, explicou.

O equipamento permite a simulação de cortes e pontos, além de ter uma câmera que transmite os movimentos do aluno/médico para um monitor, com imagem ampliada, entre outras possibilidades. O professor salientou a importância desses equipamentos para a formação dos alunos de graduação e pós-graduação.

“A importância é fundamental, essencial e obrigatória. Os pilotos de avião não assumem o comando de uma aeronave sem antes passarem horas treinando em simuladores, tanto para lidar com os instrumentos quanto para lidar com situações normais ou extraordinárias de voo, pouso e decolagem. Da mesma forma, seria inadmissível um aluno ou médico em formação cirúrgica iniciar o seu treinamento em situações reais, com pacientes”, detalhou.

Conforme Edevard de Araujo, há necessidade de treinamentos básicos e em várias formas de complexidade, mediante um instrutor que decidirá se a pessoa em treinamento está apta ou necessitará de mais tempo de capacitação em simuladores, antes de participar de procedimentos cirúrgicos reais. “Uma instituição que exija esse tipo de treinamento em simuladores está se posicionando de forma responsável e ética para com os seus usuários que demandem esse tipo de procedimento”, complementou.

A aquisição é um objetivo projetado há algum tempo nos programas de formação do HU e do Departamento de Cirurgia da UFSC. Há projetos para desenvolver esse tipo de treinamento com alunos e com médicos residentes (pós-graduandos) e disponibilizar para outros hospitais da comunidade, na forma de projetos de extensão. “Cada vez mais as instituições hospitalares estão sendo avaliadas mundialmente com base nos itens de segurança e qualidade da assistência prestada ao usuário. Esses simuladores podem fazer muita diferença nesse aspecto, ao imaginarmos que teremos profissionais muito mais preparados para enfrentar os desafios que cotidianamente são enfrentados por cirurgiões ao cumprir o seu mister de prestar o seu melhor desempenho para todos os seus pacientes”, finalizou.

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC)

 

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Prae divulga cronograma para distribuição de kits de alimentos

10/03/2021 18:34

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) divulgou nesta quarta-feira, 10 de março, a relação dos estudantes aptos a efetuarem a retirada de kit de alimentação. O kit de alimentos se destina aos estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial, atendidos apenas com o programa de Apoio Emergencial (Editais nº 13/2020/Prae e 6/2021/Prae) e que não são beneficiários de outros programas regulares da Assistência Estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Neste edital foram atendidos 111 estudantes dos cinco campi da Universidade.

Os estudantes inscritos no campus de Florianópolis (no Restaurante Universitário/Campus Trindade) devem efetuar a retirada nos dias 15/03/2021 e 16/03/2021, conforme o seguinte cronograma: estudantes com primeiro nome iniciando com letras “A” a “I” serão atendidos na segunda-feira (dia 15/03/2021), das 14h às 18h, no Restaurante Universitário (setor de carga e descarga, na lateral do CFH). Estudantes com primeiro nome iniciando com letras “J” a “Z” retiram os kits na terça-feira (dia 16/03/2021) das 14h às 18h, no RU (setor de carga e descarga, na lateral do CFH);

Conforme o comunicado da Prae, a UFSC seguirá protocolos de segurança em combate à pandemia de Covid-19 no ato da entrega (uso de álcool em gel para higienização das mãos e dos produtos a serem distribuídos), além da manutenção do distanciamento social. O uso de máscara é obrigatório durante a entrega.

Para os campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, as datas de retirada dos kits, nos respectivos campi, serão divulgadas em breve no site da Prae.

Tags: assistência estudantilkit de alimentaçãoPRAEUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC e Secretaria Municipal de Saúde esclarecem informações sobre pesquisa com a vacina tríplice viral

10/03/2021 14:04

Nota de Esclarecimento

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis esclarecem, quanto à pesquisa “Eficácia da Vacina MMR na Prevenção ou Redução da Severidade da COVID-19″, desenvolvida por pesquisadores da UFSC que:

1. Não se trata de imunizante equivalente àqueles voltados à vacinação preventiva contra o Coronavírus, produzidos por exemplo, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Butantan;

2. Também não se configura como “tratamento precoce” da doença, do mesmo modo como alguns medicamentos são divulgados, sem contudo terem sua eficácia cientificamente comprovada;

3. Trata-se de uma pesquisa preliminar, iniciada em 2020, a partir do uso de imunizante constante do calendário regular de vacinação, a Vacina Tríplice Viral (MMR), que, por ora, demonstra resultados animadores, na estimulação da imunidade inata, com possibilidade de prevenir a infecção pelo novo Coronavírus ou diminuir sua severidade por diminuição da carga viral;

4. Na fase atual, há respostas animadoras mas que ainda dependem de etapas fundamentais para que venha a ser aprovada e validada, para ser utilizada junto à população.

Neste sentido, a UFSC e a Secretaria Municipal de Saúde alertam para que não haja qualquer movimento de procura junto a postos de saúde e nem autorizam ou recomendam a procura em clínicas privadas, uma vez que, caso haja a definição por seu uso em meio à Pandemia da COVID-19, haverá campanhas oficiais dos órgãos sanitários no sentido de orientar devidamente a população sobre grupos, datas e locais de acesso.

 

Não se deixe levar por notícias falsas ou promessas de tratamento.

Confie na Ciência e busque fontes oficiais de informação.

 

Florianópolis, 10 de março de 2021.

Universidade Federal de Santa Catarina e Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis

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Pró-Reitoria de Extensão divulga edital de apoio a programas vinculados ao Núcleo de Estudos da Terceira Idade

10/03/2021 11:53

A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta quarta-feira, 10 de março, o Edital nº 3/2021/Proex, de apoio a programas vinculados ao Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti). O objetivo é apoiar e estimular a criação de programas para o oferecimento de cursos de extensão não presenciais que abordem de forma multidisciplinar a temática “envelhecimento humano” e incentivem a participação das comunidades interna e externa à UFSC com 50 anos ou mais.

Serão apoiados até 15 programas por meio do pagamento de bolsas de extensão para alunos de graduação, no período de 1º de maio a 30 de novembro de 2021. Podem apresentar propostas docentes efetivos em regime de dedicação exclusiva e vínculo ativo com a UFSC. As inscrições vão de 22 a 24 de março.

O edital, com seus anexos em arquivo editável, e demais informações podem ser obtidos no site da Proex.

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