Mostra de curtas exibe produções cinematográficas que discutem política e ditadura

17/10/2016 13:18

[Foto: Divulgação]

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O Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), juntamente com o Centro Acadêmico de Filosofia, realizará na próxima sexta, 21 de outubro, às 19h, a “I Mostra de Curtas – Ciclo de Cinema, Filosofia, Política e Ditadura”, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). A exibição contará com curtas, longas e documentários sobre a ditadura militar brasileira, além de homenagem ao artista plástico Antônio Benetazzo, militante perseguido e morto pelo governo durante o período. O evento é gratuito e aberto à comunidade.

Confira a programação:

Filme: Entre Imagens – Intervalos (2016)
Direção: André Fratti e Reinaldo Cardenuto

Filme-ensaio sobre o artista plástico, professor de Filosofia e de História da Arte e dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo), Antonio Benetazzo, morto no dia 28 de outubro de 1972 por agentes da ditadura militar brasileira.

Filme: Maranhão 66 (1966)
Direção: Glauber Rocha

Documentário curta-metragem de Glauber Rocha que, originalmente foi encomendado por José Sarney em sua posse pelo governo do Estado do Maranhão em 66, não foi utilizado para esse mesmo devido ao teor do conteúdo.

Filme: Um Golpe, 50 Olhares (2015)
Direção: Colaborativa

Produção colaborativa que busca retratar o olhar da sociedade brasileira sobre os anos de chumbo no Brasil – 50 anos de golpe civil militar. Reúne 50 vídeos de um minuto de duração produzidos por realizadores de diferentes estados do país. O projeto é fomentado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por meio do Projeto Marcas da Memória, e organizado pela ONG Criar Brasil – Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio.

Mais informações pelo e-mail

Tags: CFHditaduramostra de curtaspolíticaUFSC

Professoras da UFSC lançam curta-metragem nesta quinta

04/04/2012 12:16
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O curta-metragem Djero encontra Iketut em Bali, dirigido pelas antropólogas e professoras da UFSC Carmen Rial e Miriam Grossi será lançado nesta quinta-feira, 05 de abril, às 20 horas, na Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição. A exibição faz parte da programação da Mostra de Documentários do Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem (Navi)  que acontece, quinzenalmente, na pracinha da Lagoa. A mostra tem parceria com a Casa das Máquinas. As projeções, sempre que o tempo permite, são realizadas na pracinha. Em caso de chuva, são transferidas para o interior da Casa das Máquinas.

Ainda serão exibidos, na quinta-feira, os filmes Os Seres da Mata e Trance and Dance in Bali.

 

Djero
O curta-metragem Djero encontra Iketut em Bali, estreante em Florianópolis, mostra o encontro de dois balineses: um jovem, Djero, motorista na Bali turística da costa, e um velho, Iketut, morador do vilarejo Desa Bayun Gede, local estudado pela antropóloga norte-americana Margaret Mead e seu marido, o antropólogo inglês Gregory Bateson, na década de trinta. A pesquisa marcou o inicio da antropologia visual contemporânea. Através do curta, Carmen Rial e Miriam Grossi revisitam as imagens feitas por Mead e Bateson, comparando-as com imagens atuais daquele vilarejo no alto de uma montanha.

 

Na mata
Já o documentário Os seres da Mata começa com as palavras do jovem cacique Vherá Poty: “Essa câmera vai funcionar como um olho e o ouvido de todos que estão atrás dessa câmera, ela vai ser uma criança que vai estar escutando a fala dos meus avós”. Ele apresenta as imagens dos “bichinhos” e as narrativas mito-poéticas dos velhos em torno dos modos de criar, fazer e viver a cultura guarani, expressos na confecção de colares, no trançado das cestarias e na produção de esculturas em madeira dos seres da mata: onças, pássaros e outros “parentes”.

O documentário, de Rafael Devos, tem duração de vinte e sete minutos e foi produzido no contexto do Projeto Documentário Cultura Material dos Coletivos Indígenas na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba/Porto Alegre. A iniciativa tem como objetivo valorizar e proteger as formas de expressão cultural, tradições, usos, costumes e religiosidade desses coletivos no município, oferecendo suporte aos trabalhos da rede municipal de ensino e aos agentes públicos que atuam junto aos povos indígenas.

Trata-se de um retrato dos modos de vida Kaingangue, permitindo que sejam conhecidas não só suas singularidades, mas também aquilo que compartilham com outros coletivos indígenas, como os Mbya, e o que as distingue da sociedade não-indígena.

 

Dança & transe
O terceiro filme da noite, Trance and Dance in Bali, dos antropólogos Margaret Mead e Gregory Bateson, é um documentário de 1930 que explora os temas da dança e do transe em rituais na aldeia Pagoetan, em Bali. O filme mostra dançarinos sofrendo convulsões violentas durante um transe, que só acaba no momento em que são trazidos novamente à consciência com incenso e água benta.

Narrado por Margaret Mead e com fundo musical baliniense, Trance and Dance in Bali foi considerado de grande importância cultural pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e selecionado para preservação no National Film Registry.

A mostra de documentários tem o objetivo, além promover o debate acerca de culturas, discutir sobre os modos e políticas do “dar a” ver a partir dos aparatos e dispositivos audiovisuais além do campus universitário.

 

O Navi
O Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem (Navi) foi criado em 1998 a partir de uma Oficina de Antropologia Visual que articulava pesquisas nessa área desde 1994, reunindo docentes, discentes e pesquisadores de vários cursos da UFSC. Desde então, o Navi constitui-se em um espaço de reflexão, corporificação e difusão de experiências, propostas e críticas nos estudos da antropologia audiovisual e da imagem e em antropologia das sociedades complexas moderno-contemporâneas, articulando as atividades de ensino, pesquisa e extensão nessas áreas.

O Núcleo mantém convênios com a rede de Núcleos de Antropologia Visual no Brasil e no exterior. Desde a sua criação, o Navi afirmou-se como um ponto singular, dentro da UFSC, de reflexão e disseminação de práticas culturais e artísticas ligadas ao campo do cinema, fotografia e demais formas audiovisuais. Com um trabalho contínuo de pesquisa, produção e divulgação dessas práticas, o Núcleo reúne pesquisadores de diferentes estágios – da graduação ao pós-doutorado – promovendo uma crescente permuta de saberes.

Mais informações: Rafael Devos: / Carmen Rial: .

Tags: antropologiaaudiovisualmostra de curtasNavi