Monólogo de Miguel ganha palcos de Manaus

27/03/2012 10:17

A peça tem expressiva atuação da atriz Ilze Körting, formanda do Curso de Artes Cênicas da UFSC

Depois de estrear na IV Semana Ousada de Artes da UFSC/Udesc, a peça Monólogo de Miguel, da companhia catarinense Apatotadoteatro foi selecionada para o 4º Festival de Breves Cenas de Teatro de Manaus (AM). Único representante catarinense no evento, o espetáculo foi apresentado neste final de semana, no Teatro Municipal do Amazonas, sob uma recepção calorosa do público. Com texto de Jorge Luiz Miguel e direção de Gustavo Vierbabach e Ricardo Goulard, o monólogo tem a expressiva atuação da atriz Ilze Körting, formanda do Curso de Artes Cênicas da UFSC, que também atuou na peça Setembro, outro projeto do curso.

Na peça, Ilse Körting se metamorfoseia na figura de um velho para encenar O monólogo de Miguel. Trata-se de um ensaio teatral aberto, cuja narrativa gira em torno de um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega. Os recursos para a participação da equipe com banner, camisetas, adesivos e módulos em madeira para o cenário foram patrocinados pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

No convite oficial para o grupo, a comissão organizadora do Festival, coordenada por Dyego Monnzaho, justificou a escolha do monólogo entre as 16 cenas integrantes da mostra oficial, declarando os critérios da curadoria nacional do evento: “diversidade da obra, valores estéticos e artísticos, bem como a representatividade do objeto de arte em questão, somada a sua originalidade, riqueza de linguagem, valorização da pesquisa e o seu potencial de diálogo estético travado com o público e artistas”.

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / raquelwandelli@yaho..com.br / www.secarte.ufsc.br / Informações: 3721-8729 e 9911-0524

 

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Feira de Livros tem público diário de duas mil pessoas

27/03/2012 09:00

Mostra de livros com 30 a 70% de desconto é palco de 21 lançamentos

A Feira de Livros da Editora da UFSC entra em sua quarta e penúltima semana com um público diário de duas mil pessoas e o lançamento de 21 livros inéditos com até 70% de desconto. Poesia, conto, romance, filosofia, bioética, história, sociologia e literatura, além de obras didáticas de engenharia, física e matemática estão entre as novidades preparadas pela Editora especialmente para esta mostra. Aberta ao público, a mostra de volta às aulas funciona em uma grande tenda coberta e climatizada na Praça da Cidadania, de segunda a sexta, das 8h30min às 19h.

Até o dia 4 de abril, a Editora vai expor com descontos que variam de 30 a 70% 1.800 títulos e cerca de 20 mil exemplares, entre lançamentos do seu catálogo, das instituições livreiras que integram a Liga de Editoras Universitárias e de outras editoras reconhecidas no mercado. Vários livros estão sendo lançados na presença dos autores, que também estão participando de tardes de autógrafos e conversa com os leitores em uma tenda preparada especialmente para esse encontro junto à feira, sempre às quartas-feiras, a partir das 17h e com prorrogação do horário de atendimento para até às 20h30min.

Na tarde desta quarta-feira, 28de março, o contista catarinense Silveira de Souza, autor de Ecos no Porão II, livro incluído pela Coperve na Lista do Vestibular 2013 da UFSC, conversará sobre essa obra. A EdUFSC lança na presença do escritor a segunda edição da coletânea, toda ambientada em Florianópolis. Várias escolas e estudantes de ensino médio estão se movimentando para esse bate-papo com autor.

Dependendo da procura, a Editora poderá organizar um debate com Silveira em um auditório próximo à feira, a ser divulgado no local. Pela EdUFSC Silveira lançou também 28 Aforismos, tradução inédita em língua portuguesa de seleção de pensamentos de Franz Kafka.

 

 

Lançamento: obra traz discussão filosófica sobre questões morais e sociais em torno dos avanços da genéticaA ética do uso e da seleção de embriões
No mesmo dia, Lincoln Frias virá de Belo Horizonte para o lançamento de A ética do uso e da seleção de embriões. Editado com apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética. Vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011, de cuja banca fez parte o diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros, o livro enfoca do ponto de vista filosófico a polêmica sobre o pretenso direito a vida dos embriões que circunda os debates sobre o uso de células-tronco. Além deste livro, a Editora lança Bioética; autopreservação, enigmas e responsabilidade, do filósofo José Heck, outra obra integrante da coleção Ethica, coordenada pelo professor Darley Dall´Agnol.

A EdUFSC preparou outros lançamentos inéditos especialmente para a feira, como O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz, que desbrava a história da primeira modernidade da América através da literatura clássica. Estão na lista dos novos livros também Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho e Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto.

Além de promover os lançamentos, a editora vai oferecer com descontos obras que tiveram grande repercussão no ano passado, como Homo academicus, do sociólogo francês Pierre Bourdieu, traduzido pela professora do curso de Pedagogia da UFSC Ione Valle. Ligação direta, ensaio inédito do filósofo italiano Mario Perniola sobre as relações entre estética e política também se destaca na mostra.

Os livros Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rosvitha Blume e Markus Weininger e O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior, também saíram direto da gráfica para a feira. Mais uma novidade: Riverão Sussuarana, o grande romance do cineasta Glauber Rocha, co-editado com o Itaú Cultural, deverá ficar pronto para a última semana da feira.

Lançamentos na Feira – Tardes de encontro com leitores:
Horário: a partir das 17h
Local: Tenda dos autores junto à Feira
Data: 28 de março, a partir das 17h

• Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no porão 2,
• Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011)

Outros lançamentos na Feira:
• O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, história da modernidade latino-americana através da literatura clássica, de Rafael Ruiz.
• Ecos no Porão II, coletânea de contos de Silveira de Souza que faz parte da lista do Vestibular 2013;
• Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto;
• Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho;
• Bioética, do filósofo José Heck;
• Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática, nova edição)
• Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática, nova edição)
• Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos, de Antônio Pedro

 Outros lançamentos para o primeiro trimestre:
• O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior;
• Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus Weininger;
• Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, maior especialista em escritas ameríndias (maia e inca) da atualidade;
• Riverão Sussuaruna, romance do cineasta Glauber Rocha, em co-edição EdUFSC e Fundação Itaú Cultural

Preços de livros na Feira:

Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)

Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);

O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de R$ 31,00 por R$ 16,00);

Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);

Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);

Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$ 12,00 por R$ 5,00)

Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);

Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Bioética, do filósofo José Heck (Série Ethica de R$ 26,00 por R$ 13,00);

A ética do uso e da seleção de embriões – Lincoln Frias (Série Ethica, de R$ 36,00)

Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto; (de R$ 29,00 por R$ 15,00)

Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$ 22,00 por R$ 11,00)

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / raquelwandelli@yaho.com.br / www.secarte.ufsc.br / 3721-8729 / 9911-0524

 

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Guarapuvu e Vento Sul são campeãs da etapa de Florianópolis do Desafio Solar Brasil 2012

27/03/2012 08:18

Equipe Vento Sul é reconhecida na competição que é um estímulo ao desenvolvimento da pesquisa de fontes alternativas de energia para embarcações

A Equipe Vento Sul da UFSC garantiu a vitória em casa do maior rali de barcos movidos a energia solar do Brasil. Em segundo lugar ficou o barco VDC2, do Instituto Náutico Paraty, e a terceira colocada foi para a equipe da ETEHL Naútica, com a embarcação HL2. A competição foi realizada no sábado, 24 de março, no parque de Coqueiros, na cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. A próxima etapa acontece em outubro, na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro.

Na categoria monocasco, Guarapuvu (UFSC) ficou em primeiro seguido pela embarcação Ubá Suy Aram, da Univali. Outro destaque da competição foi a equipe Solar Udesc, que teve graves problemas em uma das regatas,  mas conseguiu superar e participar no restante dos dias. Além do prêmio superação, grupo também levou para casa o troféu de melhor projeto.

O Desafio Solar Brasil é um estímulo ao desenvolvimento da pesquisa de fontes alternativas de energia para embarcações, além de servir como incentivo à troca de informações entre os participantes, em sua maioria estudantes.

Aetapa Florianópolis é uma realização do Governo do estado de santa Catarina através da secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte – SOL e da Fundesporte. O evento conta ainda com apoio da Radix, Certi, Fepese, UFSC, Pólo Náutico da UFRJ, UFSC Compete, Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, fundação Municipal de Esportes, Iate Clube Veleiros da Ilha, Clube Náutico Riachuelo, Capitania dos Portos e da Lord.

Classificação final

Catamarã
1º Vento Sul (16h01m22)
2º VDC 2 (16h31m40)
3º HL 2 (17h58m55)
4º Babitonga (18h27m39)
5º Búzios (18h38m59)
6º Solaris (19h05m19)
7º Arpoador (19h47m08)
8º Arariboia (21h14m18)
9º Solar UDESC (21h42m24)

 Monocasco
1º Guarapuvu (13h34m02)
2º Ubá Suy Aram (15h24m44)

Texto e fotos:  Gabriela Damaceno / Graduanda em Jornalismo – UFSC / Repórter – Rádio Ponto / Assessoria de Imprensa – Equipe Vento Sul / (48) 9662-9214 / gabrieladamacenoportfolio.wordpress.com

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Museu em curso: Conferencista aborda soluções para degradação de acervos

26/03/2012 15:55

Os desafios técnicos na preservação de acervos de museu são o tema da primeira conferência do projeto Museu em Curso deste ano. Saulo Guths, engenheiro mecânico, ministrará a palestra intitulada “Degradação de Acervos: Parâmetros Ambientais e Métodos de Controle”. Com acesso gratuito e aberto ao público, a conferência ocorre no dia 29 de março, quinta-feira, das 16h às 18h, no auditório do Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, na UFSC.

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Conselho Universitário se reúne em sessão ordinária nesta terça

26/03/2012 14:44

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC se reúne em sessão ordinária nesta terça-feira, 27 de março, a partir de 8h30min, na sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira, andar térreo da Reitoria. A reunião pode ser  acompanhada ao vivo.

Outras informações pelos telefones (48) 3721-9522 e 3721-9661, pelo site www.conselhos.ufsc.br ou pelo e-mail conselhos@reitoria.ufsc.br

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Especialista no Contestado participa do Círculo de Leitura

26/03/2012 12:06

O professor Paulo Pinheiro Machado, do Departamento de História da UFSC, é o convidado da primeira edição de 2012 do Círculo de Leitura de Florianópolis, marcado às 18h de quinta-feira, dia 29, na Sala Harry Laus da Biblioteca Universitária. Ele é um dos principais pesquisadores do conflito do Contestado, que começou há 100 anos, em 1912, e se prolongou até 1916. Publicou os livros “A política de colonização do Império” (1999) e “Lideranças do Contestado” (2004) e organizou, com a professora Márcia Espig, da Universidade Federal de Pelotas, a coletânea “A guerra santa revisitada: novos estudos sobre o movimento do Contestado” (2007), com textos de 12 pesquisadores que agregam novos olhares sobre o tema.

Coordenador do curso de graduação em História da UFSC, Pinheiro Machado graduou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense e na Universitat Autonoma de Barcelona. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase no período do Império e primeiras décadas da República, atuando em pesquisas sobre a história do campesinato, colonização, fronteiras agrícolas e internacionais e Revolução Federalista.

Conversa sobre livros
Criado pelo poeta Alcides Buss, o Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Celso Martins, Rosana Bond, Silveira de Souza, Tabajara Ruas e Moacir Pereira foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Mais informações com o professor Paulo Pinheiro Machado podem ser obtidas pelo telefone (48) 9185-9095 e pelo e-mail pmachado@mbox1.ufsc.br

ENTREVISTA COM PINHEIRO MACHADO

Como foram seus primeiros contatos com os livros e as experiências mais marcantes em relação à leitura? Em sua casa, na infância e na adolescência, havia um ambiente de estímulo ao convívio com os livros e o conhecimento?
Paulo Pinheiro Machado – Meus pais estimularam muito a leitura dentro de casa. Nasci e me criei numa família de classe média em Porto Alegre. Tínhamos uma grande biblioteca. Ali escutávamos música e líamos, eu e meus cinco irmãos. Minha infância e adolescência aconteceram nas décadas de 1960 e 1970.

Que livros e autores mais o sensibilizaram nesta fase e como os gostos e preferências foram mudando no decorrer dos anos?
Pinheiro Machado – Desde muito cedo me interessei por livros de história e por atlas histórico-escolares. Com 10 a 12 anos, juntava meus poucos trocados para comprar fascículos semanais de coleções sobre história mundial, das guerras e de outros continentes. Gostava de saber coisas sobre o Congo Belga, sobre a expansão mongol na Ásia e tinha curiosidade sobre o Islã. Como em casa tinha alguns livros de meus avós, achava muito interessante ler longos verbetes da Enciclopédia Portuguesa dos Irmãos Lello – tenho ainda comigo esta coleção, com três grandes volumes, da década de 1930.

Na literatura comecei com a leitura de obras de Julio Verne (“Viagem ao centro da Terra”, “Volta ao mundo em 80 dias”), “Robinson Crusoé”, do Defoe, e, mais marcante, um livro pouco conhecido do Érico Veríssimo, “As aventuras de Tibicuera”, que conta a trajetória de um menino indígena por diferentes momentos da história do Brasil. Na adolescência li menos que na infância, joguei basquete por cinco anos, mas fiquei muito impressionado com a leitura de “Cem anos de solidão”, do García Marquez, de “O velho e o mar”, de Hemingway, e dos “Subterrâneos da liberdade”, de Jorge Amado, que combinava com o clima político vigente na Ditadura Militar.

Como meu avô materno e meu pai eram comunistas, tínhamos um razoável acervo de literatura e de obras políticas de esquerda em casa. Era grande o número de livros do Lenin, Marx e Mao, muitos em espanhol, já que as edições em português eram escassas.

Como historiador e pesquisador, por quem se considera influenciado? Que autores e títulos mais contribuíram para “construir” o seu arcabouço intelectual?
Pinheiro Machado – Fui muito influenciado pela literatura marxista que era predominante na história e nas ciências sociais, na virada da década de 70 para a de 80, quando fiz minha graduação na UFRGS, em Porto Alegre. Mas, neste âmbito, tinha preferência pelos autores ingleses, estudiosos de revoluções e de processos de mais longa duração, como Hobsbawm, Christoffer Hill e Edward Tompson.

Gostava também dos mexicanos, como Pablo Gonzales Casanova, Agostin Cueva (este, equatoriano) e Adolfo Sanchez Vasquez, que publicavam vários textos importantes de história latino- americana e manuais teóricos de qualidade. Entre os franceses, gostava muito das obras de Pierre Villar. Por outro lado, achava os estruturalistas franceses meio obscuros – apesar de na época estarem na “crista da onda” –, como o Maurice Godelier e o Louis Altusser.

Eles criaram uma geração de historiadores debatedores de “modos de produção”, o que empobreceu muito o debate historiográfico. Gostava muito de um tipo de história social como a escrita pelo norte-americano Barrington Moore (autor de “As origens sociais da ditadura e da democracia”). Não gostava do Darcy Ribeiro e suas sínteses exageradas e esquemáticas, mas tinha atração por obras de antropólogos que experienciaram diferentes culturas, como Margareth Mead, Borislaw Malinowski e Clifford Geertz.

Vivendo no ambiente acadêmico, como vê a convivência das novas gerações com os livros e a leitura? Como o computador e as redes sociais interferem nessa relação?
Pinheiro Machado – As turmas são muito heterogêneas. Sempre há, numa turma de 40 alunos, um grupo de cinco ou seis que são ávidos leitores, há um grande grupo que lê o mínimo exigido e há os que não lêem quase nada. Não sei se isto é um problema dos dias de hoje, penso que quando fiz minha graduação a situação não era muito diferente, embora naquela época o apelo militante e o desafio político da luta contra a Ditadura dessem um tipo de estímulo que não vejo na atual geração.

Hoje insisto muito com os alunos não só na quantidade necessária de leituras, mas na qualidade da leitura. Uma obra de história (e isto pode servir para qualquer área de conhecimento) precisa ser lida em diferentes aspectos: pode ser lida externamente, avaliando o contexto formativo e o debate intelectual do autor; deve-se reparar nos conceitos-chave que definem os passos da abordagem teórica, nos procedimentos metodológicos de pesquisa para se chegar a determinados resultados; importante reparar na construção narrativa e nos recursos e efeitos retóricos para persuasão do leitor. Então, uma leitura implica nestes e em vários outros aspectos. O computador é apenas uma máquina, algo muito positivo para se ler e escrever na atualidade, mas que jamais substituirá o livro físico. Não o vejo como um vilão.

Como convive com as novas mídias e suportes de leitura, como a internet? E de que forma seleciona suas leituras, diante de tantas possibilidades oferecidas na web e da avalanche de edições de livros no Brasil?
Pinheiro Machado – A internet é muito importante. Embora exista muito material de baixa qualidade, podemos acessar e baixar obras clássicas e de grande importância para a literatura, a história e todas as áreas de conhecimento. Trabalhos científicos, periódicos e anais de eventos podem ser acessados com facilidade, é uma grande ferramenta para quem deseja estudar qualquer assunto. Para os historiadores, até acervos documentais podem ser consultados pela internet. O acesso a obras raras, mapas antigos, gravuras e documentos de difícil acesso, que antigamente implicava em longas viagens com sucesso incerto, hoje estão cada vez mais disponíveis on-line. Há um grande número de novas publicações, que procuro comprar, mas tenho cada vez mais material em casa empilhado, a espera de tempo para leitura. Procuro incluir novas leituras em cursos que ofereço para a Pós-Graduação, é a grande oportunidade de continuar lendo e de continuar minimamente atualizado com a grande quantidade de publicações.

Que tipo de leitura prefere hoje e o que está lendo no momento?
Pinheiro Machado – Hoje gosto de ler obras sobre história rural, sobre o campesinato e fronteiras. Mas quando estou de férias gosto de ler sobre assuntos completamente diferentes, sobre a política atual, o Oriente Médio e obras de ficção. Atualmente estou lendo uma biografia do presidente João Goulart, de Jorge Ferreira. Obra cuidadosa e equilibrada, que revela grande pesquisa. Estou lendo também a tese de doutorado de Alexandre Karsburg, da UFRJ, que estuda a trajetória do primeiro monge João Maria (de Agostinho), que passou pelo Brasil, Argentina, países andinos e foi morrer nos Estados Unidos em 1869. Trata-se de uma pesquisa muito sólida, que chegou a resultados surpreendentes.

Fale um pouco de suas pesquisas e dos livros publicados.
Pinheiro Machado – Minhas pesquisas e meus livros são sobre o mundo rural do sul do Brasil do século XIX e do início do século XX. Meu primeiro livro, “A política de colonização do Império” (Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1999), trata da montagem do sistema imperial de colônias de pequenos proprietários no sul do Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul na década de 1870. Ali analiso impasses e problemas da política de colonização, bem como conflitos e ações dos imigrantes recém chegados para que o governo cumprisse as promessas. Meu segundo livro, resultado da tese de doutorado, foi o que teve maior repercussão, “Lideranças do Contestado” (Campinas: Ed. Unicamp, 2004). Neste trato de um conjunto de conflitos ocorridos no planalto catarinense décadas antes do conflito do Contestado, encontrando famílias e personagens que mais tarde participaram das “cidades santas” e de diferentes fases do conflito. Consegui estudar as trajetórias de alguns indivíduos de difícil localização, como caboclos e tropeiros, sempre pouco presentes na documentação dos arquivos.

O acesso a processos criminais e à documentação do Exército, além das entrevistas com um número razoável de sobreviventes, deu uma dinâmica própria ao livro, o que ajudou na recepção do tema. Meu terceiro livro é uma coletânea que organizei junto com a professora Márcia Espig, da UFPEL, intitulada “A guerra santa revisitada: novos estudos sobre o movimento do Contestado” (Florianópolis: Ed. UFSC, 2007), que reúne textos nossos e de outros autores da nova geração de pesquisadores sobre o Contestado.

Este ano marca o centenário do início do conflito do Contestado, um dos principais focos de suas pesquisas. Como o tema vem sendo tratado em Santa Catarina? E de que forma torná-lo mais conhecido das novas gerações?
Pinheiro Machado – O Contestado vem ganhando cada vez mais espaço como tema para o ensino de história, principalmente para os níveis fundamental e médio. A nacionalização do tema tem contribuído para isto. Hoje o Contestado não é mais visto apenas como um assunto de história regional, mas um tema para vestibular em diferentes unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco.

Então, cursinhos e universidades passam a prestar atenção no tema e abrir caminho para uma nova geração de pesquisadores. Estamos organizando um simpósio sobre o centenário do Movimento do Contestado, já contamos com inscrições de trabalhos de pesquisadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O simpósio acontecerá em três sessões, Florianópolis, Chapecó e Pelotas (mais informações ver no blog http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com.br/).

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

 

 

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Próximo sábado marca 190 anos do nascimento de Fritz Müller

26/03/2012 10:59

Site Fritz Müller, o príncipe dos observadores está sendo construído por equipe da UFSC envolvida com a divulgação da obra do naturalista

Nascido em uma pequena aldeia da Alemanha em 1822, aos 22 anos o jovem Johann Friedrich Theodor Müller obteve o título de Doutor em Filosofia pela Universidade de Berlim. Em 1849 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Greifswald, mas não colou grau, por se negar a proferir as palavras cristãs contidas no juramento. Em 1852 emigrou com familiares para a recém-fundada Colônia de Blumenau, no Vale do Itajaí, e em 1856 partiu para Desterro (atual Florianópolis), naturalizando-se brasileiro para assumir cargo público de professor no Liceu Provincial (antigo Colégio Jesuíta, atualmente representado pelo Colégio Catarinense).

É nesse momento que inicia o período mais produtivo da obra científica de Fritz Müller. Em Desterro o naturalista tem seu reconhecimento internacional entre a comunidade científica. Ele mantém correspondência com eminências científicas da época, como Max Schultze, Herman von Ihering, August Weismann, Louis Agassiz, Ernst Haeckel e em especial com Charles Darwin (cuja extensa e contínua correspondência se estende por 17 anos, até a morte de Darwin). A história de Fritz Müller completa no próximo sábado, dia 31 de março, 190 anos, desde o nascimento na Alemanha.

“Este excepcional observador da natureza, que viveu em Santa Catarina por 45 anos, foi sem dúvida o mais importante naturalista do Brasil do século XIX. Deixou um legado naturalístico imenso que descreve a flora e fauna da região sul do Brasil. Identificou e descreveu com notável perfeição um número imenso de espécies animais (principalmente invertebrados) e de plantas do litoral catarinense e da Mata Atlantica, sempre enriquecendo suas descrições com magníficas ilustrações de incrível detalhamento”, descreve o site Fritz Müller, o príncipe dos observadores, que está sendo construído por um grupo de professores da UFSC envolvido com a divulgação da obra do naturalista.

O site organiza informações sobre a história, a vida, a obra, as principais homenagens póstumas e os escritos de Fritz Müller, cientista mundialmente conhecido pela concepção do fenômeno mimetismo mulleriano, estudado em todo o mundo.

Apoio a Darwin
Fritz Müller foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas em estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs.

Diferentes datas têm sido aproveitadas para rememorar a vida e a trajetória do naturalista. Em 2009, ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do seu revolucionário livro Origem das Espécies, a Universidade Federal de Santa Catarina reconheceu o valor da obra de Fritz Müller. Concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa post-mortem, recebido pelo seu descendente Alberto Lindner, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia.

Também em 2009 a Editora da UFSC lançou uma nova tradução do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller. Elaborada por Luiz Roberto Fontes, médico legista e biólogo, e por Stefano Hagen, médico veterinário, biólogo e professor, a nova tradução se distingue das outras duas que a antecederam por usar como base a primeira edição do livro, em alemão. A publicação foi viabilizada com apoio financeiro da UFSC, Fapesc e Ministério da Ciência e Tecnologia.

De acordo com os autores, a tradução a partir da edição original recupera o estilo da escrita de Fritz Müller, além de alguns conceitos próprios do autor, que foram alterados na segunda edição.

“A tradução resgata para a memória da ciência brasileira o naturalista Fritz Müller, bastante esquecido no cenário científico nacional e mundial, mediante a publicação traduzida de seu único e importante livro, acrescida de resenhas de época, bem como de necrológios da época de sua morte”, explica Luiz Roberto Fontes. Segundo ele, a tradução integral do necrológio feito por Haeckel revela facetas do perfil psíquico desse controverso zoólogo alemão, por muitos considerado um falsário da ciência.

“Homenagear Fritz Muller no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajai e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes.

Saiba Mais no site Fritz Müller, o príncipe dos observadores: http://fritzmuller.paginas.ufsc.br/

Mais informações na UFSC: Margherita Anna Barracco / barracco@mbox1.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também: Parceiro de Charles Darwin

 

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Escritora paulista radicada na Ilha lança terceiro livro infantil

26/03/2012 10:03

A escritora Izabel Hesne Marun lança às 19h30min de quarta-feira, dia 28, na livraria Catarinense do Beiramar Shopping, em Florianópolis, o livro “Cotinha, a galinha dengosa”. Esta é a terceira obra da autora voltada para o público infantil, pois se dedica a escrever histórias desde 2002 e já havia publicado “A luna da lua” (2003) e “A bruxinha que virou sereia” (2006). As ilustrações são de Rosemeri Azevedo das Neves e Wandira Caminha de Azevedo, com revisão de Letícia Tambosi, da Editora da UFSC (EdUFSC). O lançamento desta semana tem o apoio da Agência de Comunicação da UFSC (Agecom).

Izabel Marun conta que ganhou o primeiro livro, “Reinações de Narizinho’, de Monteiro Lobato, aos nove anos de idade, e que desde então nunca parou de se encantar com a literatura infantil. Natural de Nova Europa, no interior paulista, ela mora há 10 anos em Florianópolis, onde passou a escrever com assiduidade, porque “a Ilha me inspirou”, como diz. Antes disso, havia atuado como marchand e trabalhou no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Atualmente, dá palestras e promove leituras coletivas de suas obras. Como agente cultural, faz parte da Academia Catarinense de Letras e Artes e é vice-presidente da Associação Literária Florianopolitana (Aliflor).

Seu novo livro tem um fundo moralista, porque castiga o personagem menos correto da trama – o galo Gago, habituado a fazer traquinagens. “Todos os livros têm suas mensagens, e a prepotência do galo teve o retorno merecido”, ressalta Izabel. “Precisamos recuperar os valores esquecidos, e nada como fazer isso quando as crianças estão desenvolvendo a sua inteligência”, justifica ao falar do recado que quis dar com a história de Cotinha, de Gago, da coruja Bu e da galinha Maricota. Para 2013, ela prepara um livro de contos baseado na brincadeira do boi-de-mamão.

A escritora considera Monteiro Lobato o principal autor de livros infantis no Brasil, embora também goste de Ziraldo e Ana Maria Machado. Acha fundamental que os pais leiam para os filhos – “nem que seja 10 minutos por dia” – e acredita que a internet pode ajudar no contato das crianças com os livros, com o devido acompanhamento dos país. Diz levará sua obra mais recente para escolas do Sul da Ilha, onde mora, e para creches e hospitais da cidade.

Mais informações com a autora, pelos fones (48) 3226-8074 e 9908-1606.

Vestibular 2012: UFSC divulga quinta chamada de calouros e remanejados

26/03/2012 09:48

O Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (DAE/UFSC) divulgou na quinta-feira, dia 22 de março, dois editais: o  nº 13/GD/DAE/2012, referente à quinta chamada de calouros 2012 remanejados, e o Edital nº 14/GD/DAE/2012 , que traz a quinta chamada de calouros 2012.

Os candidatos remanejados devem comparecer à Coordenadoria de seu respectivo curso para iniciar as aulas no primeiro semestre letivo de 2012.

Os candidatos convocados na quinta chamada devem realizar a matrícula no período de 26 a 27 de março,  munidos da documentação exigida. O local da matrícula será no campus correspondente à classificação do aluno e na respectiva Coordenadoria do Curso, das 8h às 12h, e das 14h às 18h.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9707, 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br

 

 

Tags: UFSCVestibular

Quinta farra do chocolate promove atividade alternativa na Páscoa

26/03/2012 09:40

Atividade integra a comunidade do Córrego Grande

No domingo de Páscoa, dia 8 de abril, a partir de 8h30min, será realizada a 6ª Farra do Chocolate. Como nos anos anteriores, ovos de páscoa e bombons serão escondidos na mata, no bairro Córrego Grande, para as crianças e adolescentes procurarem. À da tarde, às 15h, na sede da Associação de Moradores do Sertão do Córrego Grande (Amosc), haverá o Bingo do Coelho, uma brincadeira envolvendo os moradores que contribuírem com a festa.

“A ideia é fazer um bingo gratuito, cujos prêmios serão ovos e cestas doadas. Esta é uma festa linda e que já está virando uma tradição. Sua finalidade é unir a comunidade e colocar outra atividade de lazer e celebração no lugar da Farra do Boi, brincadeira que foi muito praticada nesta região da Ilha”, explica o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, Cesar Floriano.

Mais informações: cesarflorianopolis@gmail.com

 

Tags: Farra do ChocolateUFSC

Rádio Ponto UFSC debate como a mídia retrata as mulheres

26/03/2012 08:45

A forma como a mídia jornalística brasileira cobre os assuntos relacionados às mulheres será discutida no primeiro programa “Jornalismo em Debate” de 2012. Com o tema “As mulheres em pauta – a cobertura da mídia brasileira sobre as questões do gênero feminino”, o programa vai ao ar, ao vivo, nesta terça-feira, dia 27, às 16h, na Rádio Ponto UFSC, em www.radio.ufsc.br.

Já estão confirmadas para a discussão a professora do Departamento de Jornalismo Daisi Vogel, e a Vice-Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga.

“Jornalismo em Debate” é um programa quinzenal produzido por estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, com a orientação da professora Valci Zuculoto e mediação do professor Áureo Moraes. A atividade faz parte da disciplina Cátedra FENAJ/UFSC de Jornalismo para a Cidadania, uma parceria entre o Curso de Jornalismo da UFSC e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com apoio do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.

Desde a estreia do programa, em abril de 2011, já foram discutidos temas como cobertura internacional, corrupção no futebol, crise econômica mundial, entre outros.

A Rádio Ponto UFSC pode ser ouvida e acessada pelo site www.radio.ufsc.br. No mesmo endereço, é possível baixar e ouvir todas as edições anteriores de “Jornalismo em Debate”. Os ouvintes e internautas podem participar, antes e durante o programa, encaminhando perguntas pelo e-mail ou pelo Twitter @radioponto.

Por Kadu Reis, Acadêmico de Jornalismo – UFSC

Tags: Rádio PontoUFSC

Professor do Departamento de Expressão Gráfica realiza mostra Cores Traços Rastros

26/03/2012 08:33

Será aberta nesta quarta-feira, 28 de março, às 20h, a exposição Cores Traços Rastros – Desenhos e Aquarelas, do professor do Departamento de Expressão Gráfica da UFSC Mário César Coelho. A mostra será realizada no Museu Hassis.

O roteiro das pinturas, na técnica da arte sobre papel com uso de lápis, bico de pena e aquarela, é um mapa subjetivo, incompleto, fragmentado e descontínuo cujo território é a cidade de Florianópolis.

Atualmente Mário César Coelho tenta reinterpretar seus próprios trabalhos. Desloca-se periodicamente, pleno de reminiscências que ligam o presente ao passado ou o passado ao presente, para registrar em forma de arte lugares da cidade de Florianópolis que mexem com suas lembranças. Paisagem e memória estão imbricadas na sua obra.

Além de trabalhos realizados nos últimos meses, a exposição exibe, em forma de arquivo, obras realizadas nas últimas duas décadas. É possível perceber uma mudança na técnica, mas a abordagem é muito semelhante: o método desenvolvido pelo autor consiste no desenho de observação ou pintura diante do objeto, seja uma paisagem, uma ruína, uma arquitetura da cidade ou natureza-morta.

“Normalmente o tempo de execução das obras não excede a duas horas, mas é claro que há os momentos que antecedem o pintar, o tempo da contemplação, do encontro com o vestígio da memória, o caminhar pela cidade. O ato de desenhar em público provoca também uma interação social que culmina em olhares à obra, comentários, conversas sobre arte, vendas, pinturas de retratos. O som das conversas, dos ruídos, dos passarinhos, acaba por agregar-se visualmente a obra”, descreve a curadoria, uma atividade do Curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina, coordenada pela professora Maria Bernardete Ramos Flores.

Fazem parte da equipe de curadoria Elis Lorena Meister, Rodrigo de Souza Fagundes, Taliana da Silva Martins, com assessoria da curadora de arte Ana Lúcia Vilela, e participação de Sigrid Nora, professora da Universidade de Caxias do Sul, em estágio de pós-doutoramento na UFSC, além de Grégori Michel Czizeweski, aluno de doutorado em História.

Sobre o artista
Mário César Coelho nasceu em Florianópolis. Desenha desde criança. Após muitas mudanças, a partir de 1970 passou a viver no bairro Bom Abrigo, onde ainda reside sua mãe. No curso de Edificações na Etefesc (antigo CEFET-SC), desperta para o desenho de projetos e perspectivas, ingressando em 1978 no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, tomando então gosto pela pintura de aquarela.

Da junção entre o arquiteto e o artista surge o interesse pela História da Arte. Titula-se Mestre e Doutor em História Cultural, pela UFSC. Sua Dissertação de Mestrado trata da Ponte Hercílio Luz, sob o título Moderna Ponte Velha, e sua Tese de Doutorado enfoca os Panoramas Perdidos de Victor Meirelles.

F0nte: Curadoria

Visitação: de 28 de março a 02 de maio de 2012

Encontros com o artista: dias 13 e 27 de abril, das 15h às 17h

Endereço: Museu Hassis – Sala Vento Sul / Rua Luis da Costa Freysleben 87, Itaguaçu, Florianópolis

Mais informações:

Mário César Coelho / (48) 9905-6789 / mcoelho@cce.ufsc.br / mccoelho6@yahoo.com.br

Maria Bernardete Ramos Flores / (48) 9922-6005 / mbernaramos@gmail.com /

Tags: exposiçãoUFSC

TV UFSC discute a bicicleta como alternativa de locomoção urbana

26/03/2012 08:20

UFSC Entrevista recebe a professora Giselle Xavier

Em meio ao debate, cada vez mais importante, de soluções para a questão da mobilidade urbana em Florianópolis, o UFSC Entrevista recebe a professora Giselle Xavier. Giselle é formada em Medicina pela UFSC e concluiu o Doutorado no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas na Universidade. Professora da UDESC e diretora da Via Ciclo, Giselle Xavier pesquisou sobre o uso de bicicletas como alternativa da mobilidade urbana.

A estreia é segunda-feira, dia 26, às 22h, com horários alternativos à meia-noite de terça para quarta-feira, meio-dia de quinta-feira e 23h30min de sexta-feira.

Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.

Fábio Bianchini/ TV UFSC

(48) 3721.4179

 

Tags: TV UFSC

Exposição recupera imagens do trabalho em Santa Catarina

26/03/2012 08:04

Supermercado

Mostra fotográfica abre no dia 27 de março, apresentando acervo de Waldemar Anacleto, com imagens do ambiente de trabalho em Santa Catarina nas décadas de 50 a 70

O que mudou na vida dos trabalhadores e no trabalho desde a década de 60? A exposição “Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto” permite compreender a conversão de artesãos em operários, a implantação das linhas de produção e o surgimento de uma sociedade de massasem Santa Catarina. Amostra fotográfica, que abre no dia 27 de março, às 19h30 na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, é fruto da união de esforços entre o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (SESC-SC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que cedeu recursos através do recém-criado Programa Bolsa Cultura.

A sequência de imagens em preto e branco foi selecionada de um acervo de mais de 4 mil fotos e filmes doados pela família de Waldemar Anacleto ao Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho (TMT), da UFSC. Falecido em 2003, Waldemar Anacleto foi assessor de imprensa do Governo do Estado de Santa Catarina durante 17 anos. Nesse período, dedicou-se a registrar momentos históricos da vida cotidiana catarinense, entre ações governamentais e pessoas em situações públicas e privadas. Como a imagem em que retrata um vendedor informal, um camelô, nas esquinas das ruas Trajano e Felipe Schmidt.

Aberta até o dia 20 de abril, das 8 às 19 horas, a exposição está organizada em três conjuntos de imagens. O primeiro mostra o trabalhador em si, isolado em sua atividade, em pleno exercício do seu trabalho. A seguir o trabalhador é mostrado no seu âmbito de trabalho, muitas vezes junto a outras pessoas. No último conjunto, um grupo de imagens representa o contexto em que o trabalho se dava. “O que é aparentemente uma simples coletânea de fotografias é transcendência. Melhor seria dizer que é inscrever trabalhadores numa determinada história”, resume Bernardete Wrublevski Aued,  professora aposentada do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC e Criadora do Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho.

“Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto” é parte de um projeto de extensão que visa ampliar o acesso público a esse registro histórico, que também estará disponível pela internet, no endereço anacleto.ufsc.br, a partir da abertura da mostra. Coordenado pelo professor de Sociologia e jornalista Jacques Mick, o projeto envolveu dois alunos de graduação remunerados pelo Projeto Bolsa Cultura, implementado no início do ano passado pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC. “A mostra é um dos  primeiros resultados desse investimento em bolsas para projetos de cultura”, destaca a secretária Maria de Lourdes Borges.

Serviço:
O que:
exposição “Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto”
Quando:  abertura 27/03 – 19h30 | exposição de 28/03 a 20/04
Onde:  Assembleia Legislativa de Santa Catarina
Quanto: Gratuito

Informações: anacleto.ufsc.br (sítio do acervo Waldemar Anacleto) – (48) 3721 9250 e  48-9982-8495 (prof. Jacques Mick, coordenador da mostra)

Jacques Mick Ielusc <jmick@floripa.com.br> e o do Álvaro Diaz, curador da exposição: 48-9151-9899.

Jornalistas: Denise Ferreira <deniseferreira@sesc-sc.com.br>;

Links para downloads de fotos

Camelô http://dl.dropbox.com/u/8475728/Programa%C3%A7%C3%A3o%20Cultural/foto19.jpg
Supermercado http://dl.dropbox.com/u/8475728/Programa%C3%A7%C3%A3o%20Cultural/foto15_.jpg
Paineis http://dl.dropbox.com/u/8475728/Programa%C3%A7%C3%A3o%20Cultural/foto%205.jpg
Impressão http://dl.dropbox.com/u/8475728/Programa%C3%A7%C3%A3o%20Cultural/foto%2010.jpg

Raquel Wandelli/Jornalista da SeCArte

Tags: mostra fotográficaSeCArteUFSCWaldemar Anacleto

UFSC sedia em abril congresso sobre medicina de família e comunidade

26/03/2012 07:48

O Centro de Eventos da UFSC recebe entre os dias 25 a 28 de abril o “III Congresso Sul-Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade” e o “I Seminário Nacional de Comunicação Clínica”. O evento consolida a medicina de família e comunidade na Atenção Primária a Saúde (APS) e tem como tema central a Comunicação Clínica, habilidade fundamental para compreender a demanda de quem necessita de atendimento.

Na programação estão palestrantes nacionais e internacionais, além de atividades culturais, como concurso de contos, fotos e de vídeos, entre outras. O evento é realizado pela Associação Catarinense de Medicina de Família e Comunidade, e é  promovido pelas Associações Catarinense, Paranaense e Gaúcha de Medicina de Família e Comunidade, com apoio institucional da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade junto com a Universidade Federal de Santa Catarina.

Inscrições e mais informações: http://www.sulbrasileiromfc.com.br/index.php

Tags: medicina de famíliaUFSC

Vestibular 2012: UFSC divulga quinta chamada de calouros e remanejados

22/03/2012 18:02

O Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (DAE/UFSC) divulgou nesta quinta-feira, dia 22 de março, dois editais: o  nº 13/GD/DAE/2012, referente à quinta chamada de calouros 2012 remanejados, e o Edital nº 14/GD/DAE/2012 , que traz a quinta chamada de calouros 2012.

Os candidatos remanejados devem comparecer à Coordenadoria de seu respectivo curso para iniciar as aulas no primeiro semestre letivo de 2012.

Os candidatos convocados na quinta chamada devem realizar a matrícula no período de 26 a 27 de março,  munidos da documentação exigida. O local da matrícula será no campus correspondente à classificação do aluno e na respectiva Coordenadoria do Curso, das 8h às 12h, e das 14h às 18h.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9707, 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br

 

 

Tags: #VestibularUFSC2012quinta chamadaUFSC

Shakespeare fará público sonhar acordado no Bosque da UFSC

22/03/2012 17:57

Foto: Larissa Nowak

Alunos formandos do curso de Artes Cênicas da UFSC realizam no dia 25 de março, às 18 horas, no Bosque do Planetário, apresentação única da comédia de Shakespeare com adaptação voltada para o ar livre


No pôr do sol do domingo de 25 de março, às 18 horas, 25 alunos e profissionais de teatro levarão ao Bosque do Planetário da UFSC a montagem de Sonho de uma Noite de Verão dentro da pauta da Maratona Cultural. Celebração ao amor, à arte e à estação do verão, a comédia onírica mais famosa de Shakespeare fará o público se deslocar por diferentes cenários na floresta e sonhar acordado em um mundo de elfos, fadas, artesãos e nobres. Com entrada franca e aberta à comunidade externa, a peça aposta em uma adaptação pouco comum para teatro de rua itinerante, privilegiando o público infantil e adolescente, mas também encantou adultos em sua estreia em dezembro do ano passado.
Fruto da iniciativa de cinco formandos que fizeram dessa montagem o objeto de seu trabalho de conclusão de curso, Sonho de uma noite de verão faz parte do Projeto Shakespeare no Bosque, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Curso de Artes Cênicas. A montagem é a segunda grande produção da primeira turma do Curso, que estreou a peça em dezembro passado, na chegada do verão. (A primeira produção foi Setembro, que aborda as consequências do ataque às Torres Gêmeas na instauração de uma nova ordem biopolítica de opressão). Para os alunos recém-formados, encenar ao ar livre a peça do dramaturgo inglês mais assistida e apreciada de todos os tempos foi também a realização de um grande sonho pessoal e profissional, lembra Rodrigo Carrazoni, que faz os personagens Píramo e Novelo.
No elenco, atuam 25 atores, a maioria deles alunos de Artes Cênicas e alguns atores profissionais convidados. Quem entrar no Planetário pelo acesso da Elase, no Pantanal, poderá avistar o palco sobre o Bosque e sob o céu estrelado, bem ao modo de Shakespeare no século XVII. Além de Carrazoni, que é responsável também pela preparação dos personagens humanos e Vera Lúcia Ferreira, que faz o divertido elfo Puck e é responsável pela adaptação do texto, integram o grupo de diretores os formandos, Janine Fritzen (maquiagem), Maria Luiza Iuaquim Leite (direção de arte e produção); Elise Schmitausen Schmiegelow (preparação dos personagens fantásticos). Durante mais de um ano eles trabalharam na montagem, dirigida por Márcio Cabral também aluno de Artes Cênicas, mas já com experiência profissional.
Ao escolher a abordagem estética, o Grupo do Sonho, que se formou em torno da montagem, valorizou a reflexão shakespeariana sobre o universo do imaginário, mostrando como os seres mágicos participam na realização de sonhos, e como o sonhador burla os obstáculos que lhe são impostos. O belo e o fantástico; o sonho e a realidade são os inspiradores, enfatiza Carrazoni. Sonhos, brincadeiras, intrigas, atrapalhação, poções mágicas que apaixonam o coração errado, e finalmente, entendimentos amorosos. Sonho de uma Noite de Verão é uma comédia de amor que conta a história de quatro casais enamorados e a deliciosa confusão de sentimentos e conflitos gerados na busca do amor.
TELEFONES PARA CONTATO:
(48) 32445027 – Falar com Vera
(48) 99132924 / 33047940 – Falar com Maria Luiza
(48) 96273777 – Rodrigo Carrazoni
(48) 3371-1733 e  9650-6190 – Márcio Cabral (diretor geral)
TEXTO E DIVULGAÇÃO:
Raquel Wandelli,
Jornalista na SeCArte/UFSC
Fones: 37218729 e 99110524
Shakespeare no Bosque faz público
sonhar acordado no meio da floresta
(depoimento sobre a estreia, em dezembro de 2011)
Nesse final de semana de quase verão, o público teve a oportunidade de participar da encenação de Sonho de uma noite de verão, de Shakespeare, no Bosque do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina pelo Grupo do Sonho, do Curso de Artes Cênicas. Foi um acontecimento teatral inesquecível e inusitado, que transportou a plateia pelo meio da floresta para três noites de sonho, amor, riso e magia.
O espetáculo apresenta uma diversidade de cenários, uma produção sonora, uma riqueza de personagens e figurinos que faz mergulhar no universo onírico de Shakespeare suspendendo as convenções sobre o que separa a imaginação da realidade. A iluminação e o colorido na floresta criam um clima de mistério e fantasia que faz o público reviver esse sonho shakespeariano como se também estivesse sonhando acordado.
As apresentações, que iniciaram na sexta-feira (2/12), tiveram um público surpreendente: integrados à narrativa, adultos, adolescentes e crianças caminham por todo o bosque atrás dos personagens que durante a peça se deslocam para diferentes cenários e palcos ao ar livre. Fadas, elfos, animais, seres encantados se misturam aos seres e sons do ambiente natural, como as borboletas, cigarras, pirilampos. Ao final de duas horas de narrativa, a plateia, ovacionou os atores de pé, dirigindo-lhe palavras de apoio e entusiasmo.
Realizado por cinco formandos da primeira turma de Artes Cênicas da UFSC com envolvimento de 32 estudantes e atores do curso e apoio da Secretaria de Cultura e Arte, Sonho de uma Noite de Verão é uma forma poética e engraçada de celebrar a chegada do verão. Sob a direção de Márcio Cabral, o Grupo do Sonho cria uma experiência artística marcante para crianças e adolescentes sobre a força do sonho e do imaginário.
Raquel Wandelli, jornalista (SeCArte/UFSC)
Tags: artes cênicasUFSC

TV UFSC homenageia Florianópolis no seu aniversário de 286 anos

22/03/2012 17:38

Cena de "Desterro", de Eduardo Paredes

A programação especial dessa sexta-feira traz várias produções que mostram a natureza, a história e a vida contemporânea da capital catarinense. A estreia é “Desterro”, de Eduardo Paredes. O filme, de 18 minutos, lembra o episódio de 1894, após o sufocamento da revolução federalista no Sul do País, contra o presidente Floriano Peixoto. Ele então inicia um processo violente de repressão contra os revoltosos e a população de Desterro, nome que batizava a cidade na época, é aterrorizada pelos fuzilamentos na Fortaleza de Anhatomirim, que incluem diversas personalidades conhecidas e destacadas.O filme ganhou o prêmio de melhor fotografia em curta-metragem no Festival de Gramado, em 1992. Vai ao ar as 23h, com reprises às 22h de sábado e à meia-noite de domingo para segunda-feira.

Anhatomirim é uma das fortificações mostradas no documentário “Fortalezas da Ilha de Santa Catarina”, de Tatiana Kviatkoski. O documentário conta a história das construções do Sistema de defesa da Ilha de Santa Catarina no século XVIII, com os conflitos entre Espanha e Portugal como motivação e pano de fundo. O destaque são as construções projetadas pelo Brigadeiro José da Silva Paes: Santa Cruz, na ilha de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa, na Ilha de Santa Catarina, Santo Antonio, na ilha de Ratones Grande, e Nossa Senhora da Conceição, na Ilha de Araçatuba. Além do processo histórico, também é mostrada a recuperação, pela UFSC, deste patrimônio histórico e a reabertura para visitação pela comunidade. Ao meio-dia.

Próxima à Ilha de Anhatomirim e à de Santa Catarina, fica a Enseada dos Currais, região do litoral conhecida como Baía dos Golfinhos. É esse o nome do documentário de GUstavo Cabral Vaz apresentado como TCC do Curso de Jornalismo em 1998.Hoje o local é um dos mais procurados no roteiro de escunas que levam turistas na expectativa de observar os mamíferos marinhos. Exibição às 10h.

A descoberta, em 2003, de filmes do final da década de 1930 e início da de 1940, que estavam no porão da casa que pertenceu por anos a Carl Hoepcke, na esquina das ruas Bocaiúva e Trompowsky, mostra a Florianópolis daquela época. Revela também a primeira cineasta catarinense, Edla von Wangenheim.

“Volta à Ilha em 16mm”, de Luiz Tasso Neto, que vai ao ar às 22h, utiliza essas imagens e informações históricas para revisitar esse período da história catarinense.

Os registros de Edla são parte importante de três outras produções: “Bocaiúva 42” será exibido às 22h30min. No Centro de Florianópolis, no endereço que dá nome ao fime, morava no século passado a família dela, das mais bem-relacionadas entre a cidade. O imóvel, que ficou conhecido como Casa do Barão (referência ao marido dela, o Barão Dietrich von Wangenheim),  hoje faz parte de um centro comercial e ainda é ponto de referência. O documentário de 2006, produzido por Rafael Alves e Vivian Beltrame Awad como trabalho de conclusão do Curso de Jornalismo, recupera imagens feitas entre as décadas de 1920 e 1940 pela família von Wangenheim e histórias do cotidiano da Capital, especialmente entre os descendentes de alemães, incluindo as dificuldades vividas no período da Segunda Guerra Mundial.

As imagens da pesca da baleia, também captadas por ela, fazem parte de “Armações”, Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo de Rafael Carvalho e Dilson Branco, que mostram as vilas e povos que se dedicaram à caça da baleia no litoral catarinense. Além de contar as histórias da atividade e sua importância para a economia local, eles  tiveram oportunidade de produzir o óleo da baleia e constatar o benefício de sua utilização nas construções da época. O horário de exibição é 16h.

Às 23h30min, o documentário “Carl Hoepcke”, de Daiane Cristina Fagundes relembra o imigrante alemão que se tornou figura decisiva na industrialização da cidade que ainda se chamava Desterro quando ele chegou aqui, aos 22 anos, e onde morou até sua morte, em 1924. Parentes, pesquisadores e historiadores lembram como era a capital catarinense que ele encontrou no final do século XIX, após passar três anos na Colônia Blumenau e sua trajetória de empreendedor no comércio, indústria, navegação, até chegar a cônsul alemão e dono de um dos maiores conglomerados empresariais do Sul do Brasil.

O poeta Cruz e Sousa, catarinense reconhecido como maior simbolista do Brasil, foi assunto do UFSC Entrevista especial durante as comemorações dos 150 anos de seu nascimento, em novembro de 2011, com a escritora Eglê Malheiros e o cineasta Sylvio Back. Além de ensaios e críticas a respeito de Cruz e Sousa, Eglê escreveu também a peça “Vozes Veladas”, em torno da biografia trágica do poeta. Encenada em 1996 pelo grupo Pesquisa Teatro Novo e dirigida por Carmem Fossari, conquistou naquele ano o prêmio de Melhor Espetáculo, concedido pela União Brasileira de Escritores. Back é autor do longa-metragem “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro”, de 1998. A exibição da entrevista é às 18h.

“Peladas da Ilha” é uma grande reportagem em vídeo, de  Virgínia Melo Cardoso e Robson Martins, sobre o mundo da partidas de futebol informais em Florianópolis, com destaque para o comportamento masculino e a paixão nacional pelo esporte. O trabalho mostra essa prática única que é a pelada, onde independentemente da classe social, todos dividem a mesma identidade. São abordados, sempre de forma divertida, os diversos tipos de peladas entre pessoas de idades, profissões e situações econômicas diferentes. Vai ao ar às 20h.

O documentário “Alma Negra” foi produzido por Joice Balboa, Iuri Barcellos e Mariana Della Justina, com orientação de Antonio Brasil, para a disciplina de Grande Reportagem em Vídeo do curso de Jornalismo da UFSC em 2011. Conta o encontro entre a dança e a vida de Maria Aparecida Gonzaga, a Xuxu. Desde pequena sempre gostou de dançar, mas foi com a dança de rua e o hip-hop que ela ingressou no mundo artístico. Em 1989, Xuxu montou o projeto Dança Educação Arte e Cidadania no Instituto Estadual de Educação e logo as aulas práticas e teóricas motivaram a criação da Companhia de Dança Alma Negra. Hoje, aos 50 anos, dá aulas para pequenos grupos em casa, e ainda trabalha em uma coreografia para a Cia de Dança Alma Negra.

Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.

Por Fabio Bianchini – TV UFSC <fabio.tv.ufsc@gmail.com>

Tags: TV UFSC

Teatro da UFSC recebe segunda edição da Maratona Cultural

22/03/2012 16:23

Após o sucesso em sua primeira edição catarinense, em novembro de2011, aMaratona Cultural está de volta à Florianópolis.  Entre os dias 23, 24 e 25 de março, a Maratona vai movimentar a Ilha no seu aniversário de 286 anos.

O Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, recebe nos dias 24 e 25 espetáculos teatrais, circenses e musicais. A Matinê Coletivo Circo Floripa abre a programação às 11 horas, no sábado (24), e volta a se apresentar às 17 horas. Na primeira apresentação, a classificação é livre, já na segunda, a classificação é de 12 anos.

À noite, os palhaços vão dar o ar da graça. Às 22 horas, a Traço Cia de Teatro apresenta o espetáculo “Noite de Palhaços”. A classificação é de 12 anos.

A Maratona continua no domingo (25), no Teatro da UFSC, às 11 horas tem apresentação da peça “Lulu Não Mora Mais Aqui”, do diretor Daniel Olivetto. Classificação livre.

Às 16 horas tem a comédia “Do Avesso – La Vaca Productora de Arte”, com direção de Renato Turnes. A peça tem classificação de 14 anos. Fechando a programação da Maratona Cultural no Teatro da UFSC, a Cia Experimentus, de Itajaí, apresenta a comédia Emoções Baratas (ou eu te amo Glória Píres), às 19 horas, com classificação de 14 anos.

O Bosque da UFSC (próximo ao Planetário) também receberá uma atração da maratona: a comédia teatral “Sonho de Uma Noite de Verão”, da UFSC, com direção de Marcio Cabral da Silva, no dia 25/03, às 19 horas. Com duração de 105 minutos, a peça tem classificação livre.

Maratona Cultural de Florianópolis

Em sua segunda edição, a Maratona Cultural pretende agradar ainda mais a população de Florianópolis, com apresentações culturais gratuitas, do teatro às artes plásticas, com a presença confirmada de atrações locais, estaduais e nacionais, sem falar na participação pra lá de especial de uma grande companhia de dança internacional.

Durante as 36 horas de programação extensa e variada, a Maratona Cultural passará por 30 pontos da cidade, com mais de 220 produtos culturais apresentados por 680 artistas, que terão a oportunidade de levar musica, dança, teatro e muita criatividade para crianças e adultos. Serão 63 SHOWS de música, 48 apresentações de teatro, 30 apresentações de dança, exposição de 25 artistas plásticos, 20 artistas circenses, exibição de 40 filmes e manifestações como grafite, apresentações folclóricas e intervenções urbanas levando muita diversão, cultura e entretenimento para os moradores de visitantes desta Ilha da Magia.

Então não perca! Maratona Cultural de Florianópolis 2012. Uma verdadeira imersão na produção cultural catarinense. Dias 23, 24 e 25 de Março.

Para a programação completa e outras informações, visite www.maratonacultural.com

A realização do evento na UFSC conta com o apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC) e da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federa de Santa Catarina.

SERVIÇO:

O QUÊ: Maratona Cultural de Florianópolis, atrações na UFSC

QUANDO: Dias 24 e 25 (sábado e domingo) de março de 2012.

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, Praça Santos Dumont, e no Bosque da UFSC, Trindade, Florianópolis

QUANTO: Entrada gratuita

SAIBA MAIS: Confira a programação em www.maratonacultural.com.

Programação no Teatro da UFSC

Teatro da UFSC – Praça Santos Dumont, 117, Trindade

Dia 24 de março

11h – Matinê de Circo – Coletivo Circo Floripa

Circo – 80 min.

Classificação: Livre

17h – Matinê de Circo – Coletivo Circo Floripa

Circo – 80 min.

Classificação: 12 anos

22h – Noite de Palhaços – Traço Cia de Teatro

Teatro – Comédia – 80 min.

Classificação: 12 anos

Dia 25 de março

11h – Lulu Não Mora Mais Aqui

Direção: Daniel Olivetto

Teatro – Infantil – 40 min.

Classificação: Livre

16h – Do Avesso – La Vaca Productora de Arte

Direção: Renato Turnes

Teatro – Comédia – 75 min.

Classificação: 14 anos

19h: Emoções baratas (ou eu te amo Glória Pires) – Cia Experimentus (Itajai)

Direção: Renato Turnes

Teatro – Comédia – 40 min.

Classificação: 14 anos

Programação no Bosque da UFSC (próximo do planetário)

Campus Universitário, Trindade

Dia 25 de março 

19h: Sonho de Uma Noite de Verão – UFSC

Direção: Marcio Cabral da Silva

Teatro – Comédia – 105 min.

Classificação: Livre

Fonte: Rafael Gomes – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Departamento Artístico Cultural (DAC): SeCArte: UFSC

Tags: DACMaratona CulturalSeCArteUFSC

Câmara Municipal de Florianópolis homenageia sete servidores da UFSC

22/03/2012 14:00

A Câmara municipal de Florianópolis realizará sessão solene, no auditório do Pleno do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, às 20h, do dia 23 de março em comemoração aos 286 anos da cidade. Na ocasião concederá Medalhas de Mérito do Município e Francisco Dias Velho e o Título de Cidadão Honorário a personalidades destacadas, dentre eles sete servidores da UFSC.

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Tags: Câmara Municipal de Florianópolishomenageadosmedalha de méritoMedalha de Mérito Francisco Dias VelhoTítulo de Cidadão HonorárioUFSC

Conselheiro agradece apoio da UFSC a estudantes do Haiti

22/03/2012 12:54
Visita do Embaixador do Haiti à UFSC

Bien-Aimé: gratidão

Para agradecer o apoio dado aos 29 alunos de seu país que estudam em cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina,  o conselheiro Jackson Bien-Aimé, da embaixada da República do Haiti no Brasil, visitou a instituição na manhã desta quinta-feira, dia 22. Ele também almeja estender o tempo de permanência dos universitários que não concluirão o curso no período de 18 meses estabelecido no programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para acolher jovens que tiveram seus estudos interrompidos pelo terremoto de janeiro de 2010, que provocou a morte de 250 mil pessoas, a maioria na capital do Haiti, Porto Príncipe.

Bien-Aimé foi recebido pela pró-reitora de Ensino de Graduação, Yara Müller, que representou o reitor Alvaro Toubes Prata, e pelo secretário de Relações Institucionais e Internacionais, Ênio Luiz Pedrotti. O conselheiro também demonstrou interesse em fazer com que parte dos estudantes haitianos permaneça no Brasil para fazer cursos de mestrado e doutorado, podendo voltar ao país de origem e multiplicar o conhecimento adquirido na UFSC.

O conselheiro explicou que, além de destruir a estrutura física das universidades haitianas, o terremoto tirou a vida de muitos professores, inviabilizando a continuidade dos estudos por um grande número de universitários do país. “No momento do sismo, por volta das 17h, eles estavam em aula, o que aumentou o número de vítimas”, afirmou Bien-Aimé. Também a capacidade financeira do Haiti foi abalada, impossibilitando a recuperação das universidades destruídas pelo terremoto. Por fim, muitos jovens perderam pais e parentes, e ainda hoje o governo luta para alojar milhares de pessoas que ficaram desabrigadas dois anos atrás.

“Esses estudantes e o povo do Haiti jamais esquecerão a solidariedade dos brasileiros naquele momento, com ajuda humanitária, e mais tarde, ao receber os acadêmicos, para que não interrompessem os seus cursos”, disse o conselheiro. Pelo convênio da Capes, os alunos voltarão ao Haiti no final do curso para receber o diploma, dando sua contribuição para a recuperação e o desenvolvimento do país.

Solidariedade – De acordo com a pró-reitora Yara Müller, a possibilidade de parte dos alunos continuar no Brasil para os estudos de pós-graduação deve ser discutida no nível dos respectivos ministérios de Educação, e talvez no âmbito da diplomacia bilateral. O conselheiro adiantou que na próxima semana terá conversas no MEC e no Itamaraty, em Brasília, para tratar do assunto. “Queremos que eles tenham uma formação sólida e sustentável e possam nos ajudar a recuperar o Haiti”, ressaltou Bien-Aimé. O professor Ênio Pedrotti sugeriu que a UFSC crie um programa de cooperação para a formação de professores, repondo parte da mão de obra perdida no terremoto. “A solidariedade é que vai nos nortear”, afirmou ele.

Os estudantes haitianos que estão na UFSC fazem os cursos de Administração, Agronomia, Arquitetura, Comunicação Social, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica, Geografia, Informática, Medicina, Psicologia, Química e Relações Internacionais. Eles recebem uma bolsa de R$ 750,00, café da manhã, almoço e janta, e tiveram a passagem de vinda para pelo governo brasileiro.

Ajuda externa – Em palestra realizada no auditório da Reitoria após a visita protocolar, o conselheiro Jackson Bien-Aimé disse que hoje o Haiti é estável politicamente e que o governo luta para recolocar o país no rumo do desenvolvimento, apesar da pobreza do país. A ajuda da comunidade internacional, segundo ele, foi fundamental para a população, e nesse ponto o Brasil esteve na linha de frente.

O Haiti, país localizado na região do Caribe, é uma antiga colônia francesa com cerca de 10 milhões de habitantes e extensão territorial de 27.750 quilômetros quadrados. Primeira república negra do mundo, fundada em 1804 por antigos escravos, ela foi marcada por uma série de governos ditatoriais e golpes de estado que a tornaram o país economicamente mais pobre das Américas, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,404.

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

Foto: Wagner Behr/Agecom

Tags: apoioHaitiUFSC

“Sonho de uma noite de verão” terá apresentação única no domingo

22/03/2012 12:32

Foto: Larissa Nowak

A apresentação ao ar livre da fábula mais assistida de Shakespeare encantou adultos e crianças na chegada de verão e está de volta para uma apresentação única e gratuita no encerramento da Maratona Cultural. No domingo, dia 25, o Grupo Sonho, formado por profissionais recém-formados do Curso de Artes Cênicas da UFSC, levará novamente ao Bosque do CFH, atrás do Planetário da UFSC, a peça “Sonho de uma Noite de Verão”. Dirigida por Márcio Cabral, a montagem é realizada pela primeira vez no Brasil nesse tipo de cenário. O espetáculo inicia às 18 horas, quando o sol se põe, convidando o público a entrar no mundo de elfos, fadas, artesãos e nobresque compõem essa comédia onírica em celebração ao amor, à imaginação e ao sonho.
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Tags: fábulaShakespearesonhoUFSC

Silveira de Souza atrai vestibulandos na Feira do Livro

22/03/2012 09:57

Autor de Ecos no Porão II vai conversar com estudantes de ensino médio durante a Feira de Livros da Editora da UFSC. Lincoln Frias, autor de obra sobre a ética no uso de células-tronco também participa na próxima quarta (28) da Tarde de Encontro com Leitores.

Dois autores vão participar, na quarta-feira (28), da próxima Tarde de Encontro com Autores da Feira de Livros da Editora da UFSC, na Praça da Cidadania. Um deles é o consagradoescritor catarinense Silveira de Souza, autor do livro de contos Ecos no Porão 2, publicado pela Editora da UFSC  no ano passado e selecionado para o Vestibular da UFSC 2013. O outro é Lincoln Frias, que virá de Minas Gerais para conversar sobre o livro A ética no uso e na seleção de embriões, vencedor do Grande Prêmio Melhor Tese da UFMG 2011, que discute questões polêmicas na área da Bioética. Os encontros começam às 17 horas, na Tenda dos Autores, junto à Feira, e encerram às 19 horas com uma apresentação musical do Duo arirambacom Adriana Cardoso (voz) e Trovão Rocha (contrabaixo).
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Professores da UFSC discutem em SP relação Brasil-Europa

22/03/2012 09:46

Um dia de discussões práticas e de decisões coletivas. Esse foi o resultado do primeiro dia da 6a. Reunião do Comitê Diretivo do Instituto de Estudos Brasil-Europa (IBE), realizada ontem, 21, na sede da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), na cidade de São Paulo. Participaram das discussões representantes da Unesp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Pará (UFPA).  A UFSC foi representada pelos professores Edson Di Pieri, Maria Lúcia de Barros Camargo e Paulo Emílio Lovato. Nesta quinta, 22, acontece o segundo e último dia de discussões.
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