O Hospital Universitário (HU/UFSC) informa que o Centro Cirúrgico estará com suas atividades suspensas nesta terça-feira, 2 de agosto, das19h às 23h, para recuperação do sistema elétrico. Os casos de emergência devem ser encaminhados a outras unidades hospitalares.
O Clube Universitário de Judô da UFSC abre inscrições para preencher as vagas para participar dos treinamentos do segundo semestre de 2016. As aulas gratuitas serão realizadas no Dojô de Artes Marciais, no bloco 6 do Centro de Desportos (CDS). Os treinos são realizados nas segundas, quartas e quintas-feiras às 20h. São abertos à comunidade, não sendo obrigatório ter experiência em judô. Os treinos recomeçam no dia 8 de agosto.
O Campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá promover um curso de extensão em Gnuplot. Com carga horária total de 40 horas (sempre às quintas-feiras, das 18h30 às 21h), é aberto a toda a comunidade, incluindo alunos e professores de outras instituições
O Gnuplot é um software leve e versátil para visualização de gráficos de funções matemáticas e dados numéricos por meio de linhas de comando com sintaxe extremamente simples. É distribuído gratuitamente para diversas plataformas como Linux, Mac, MS Windows, entre outras.
A proposta do curso, ministrado pelo professor Helton da Silva Gaspar, consiste na difusão do gnuplot como ferramenta de auxílio aos alunos e docentes. O curso abrangerá desde as funções mais elementares até as mais avançadas, eliminando a necessidade de qualquer conhecimento prévio. O principal objetivo é proporcionar aos alunos a capacidade de aperfeiçoamento de documentos científicos tais como artigos, teses, monografias, pôsteres e apresentações, no que tange a questão de representações gráficas. Assim, o curso tem àqueles que desenvolvem pesquisa e/ou projeto como público alvo. No entanto, também serão abordados tópicos de cálculo numérico, o que implica uma maior abrangência de público.
O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais promove o seminário de pesquisa “Atores e processos da ecologia política internacional”, no dia 18 de agosto, quinta-feira, das 10h às 12h. O encontro terá apresentação de Alexandre Agripa [Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)] e debate com Armando Lisboa (Departamento de Economia e Relações Internacionais/UFSC). O seminário será realizado na sala de aula do Centro Socioeconômico (CSE), bloco F, 3º andar.
Mais informações pelo e-mail ppgri@contato.ufsc.br, no site e no Facebook.
As inscrições para o VI Prêmio de Fotografia – Ciência e Arte, 2016, começaram nesta semana e seguem abertas até 28 de outubro. Os interessados devem encaminhar imagens que estejam associadas à atividade científica ou tecnológica, produzidas para fundamentar o trabalho de pesquisa ao qual o candidato esteve ou esteja vinculado.
Duas categorias serão contempladas: Imagens Produzidas por Câmeras Fotográficas (ambiente silvestre e antrópico) e Imagens Produzidas por Instrumentos Especiais (óticos, eletromagnéticos e eletrônicos), como lupa, microscópio, telescópio, imagens de satélite, Raios X, ultrassom, ressonância magnética, endoscópio, colposcópio e PET scan. (mais…)
Os doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Inglês (PPGI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem uma série de seminários durante o mês de agosto. Os encontros são realizados na sala Machado de Assis, no bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).
Editais para seleção de professores: inscrições até dia 5 de agosto
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Prodegesp) lançou edital para contratação de professores substitutos do ensino superior. Serão vagas para atuação em departamentos da UFSC em Florianópolis e no Centro de Curitibanos. Também foi publicado edital do processo seletivo simplificado para contratação de professor visitante, com duas vagas para atuação no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação no Centro de Araranguá. As inscrições vão até5 de agosto. Mais informações na Prodegesp.
PU implanta cinco pontos de coleta de resíduos eletroeletrônicos
Um programa da Gestão de Resíduos Sólidos da Prefeitura Universitária (PU) irá implantar cinco Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de resíduos eletroeletrônicos não patrimoniados na UFSC, a partir de 2 de agosto. Os PEVs serão instalados nos locais: hall do Centro Tecnológico (CTC), hall do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), Centro de Ciências Agrárias (CCA), Biblioteca Central (BC) e Colégio de Aplicação (CA). Poderão ser depositados resíduos eletroeletrônicos sem patrimônio (como celulares, computadores, pequenos eletrodomésticos, cabos). Continue a leitura>>.
Moradia Estudantil recebe obras de manutenção no Módulo III
A Moradia Estudantil está passando por reformas no Módulo III. O espaço recebe pintura interna e obras de manutenção. O Módulo III é um anexo da Moradia Estudantil com capacidade para cerca de 40 estudantes. É usado para o Programa de Apoio Emergencial de Permanência (Paep) e por estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo. O novo edital do programa, que atende exclusivamente calouros, será lançado em breve. Continue a leitura » ».
Concurso UFSC: inscrições até 3 de agosto para 148 vagas de técnico-administrativo
O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas publicou o edital nº 15 do concurso público para a carreira Técnico-Administrativa em Educação, com a oferta de 148 vagas para diversos cargos, distribuídos entre os campi Florianópolis, Araranguá, Blumenau e Curitibanos. Inscrições até o dia 3 agosto. Informações no site http://015ddp2016.paginas.ufsc.br/.
Terapias do Projeto Amanhecer recebem inscrições nos dias 2 e 3 de agosto
As inscrições para as terapias alternativas do Projeto Amanhecer (HU) serão realizadas nesta terça e quarta-feira, 2 e 3 de agosto. A inscrição deve ser feita presencialmente no Núcleo de Capacitação Técnica- HU, das 8 às 12h, e das 14 às 18h. Informações: (48) 3721-8055 ou pelo e-mail ge.amanhcer@gmail.com.
Doutoranda da UFSC lança livro ‘Prazer e risco nas práticas homoeróticas entre mulheres’
Durante a 30ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA), que ocorre de 3 a 6 de agosto na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), haverá o lançamento do livro Prazer e risco nas práticas homoeróticas entre mulheres, escrito por Jainara Oliveira, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC). A Revista Brasileira de Sociologia da Emoção (RBSE) do Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia das Emoções (GREM) publicou, recentemente, uma resenha sobre a obra.
Grupo de estudos abre inscrições para curso de língua russa
O Grupo de Estudos sobre a Rússia (Prorus) está com inscrições abertas para a comunidade, interna e externa para o curso de língua russa. As aulas darão direito a certificado, serão realizadas nas dependências da UFSC e obedecerão aos semestres letivos da instituição. As próximas turmas começarão no início de agosto e terão custo mensal de R$ 120,00. Confira as turmas e horários.
CDS recepciona maratonista da Dinamarca em agosto
Além de Gerd Kanter, da Estônia, Campeão Olímpico no Lançamento do Disco, o Complexo Atlético do Centro de Desportos (CDS) receberá, com o apoio da Secretaria de Esportes (Sesp), mais uma integrante do Atletismo Olímpico Mundial, a maratonista dinamarquesa Jessica M. Draskau-Petersson. A aleta fará seu período de aclimatação e treinamento na UFSC, entre 1º e 10 de agosto.
Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias recebe trabalhos até 15 de agosto
O V Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infância (Grupeci) prorrogou a submissão de trabalhos até 15 de agosto. Este ano o Seminário ocorrerá de 6 a 9 de dezembro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Mais informações no site do evento, no Facebook ou pelo telefone: (48) 3721-4501.
Coordenadoria de Comunicação Organizacional e Novas MÃdias – Agecom
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Campus Reitor João David Ferreira Lima. Trindade. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
divulga@contato.ufsc.br / +55 (48) 3721-2825 / 3721-2824
O grupo de estudos do Observatório de Justiça Ecológica (OJE) da Universidade Federal de Santa Catarina retomará as atividades no segundo semestre. As reuniões serão quinzenais, na sala 3 do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), das 13 às 15h, conforme o calendário anexo.
O grupo é aberto à comunidade e será fornecido certificado de horas complementares aos participantes.
Para abertura das atividades haverá o lançamento do livro Ética e Direito dos Animais, publicado pela Editora da UFSC, com palestra dos autores, Delamar José Volpato Dutra, Maria Alice da Silva e Sônia Felipe. A palestra será no auditório do CCJ, no dia 10 de agosto, às 10h e irá marcar os três anos da disciplina de Direitos Animais no curso de Direito da UFSC.
O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas da UFSC comunica a publicação de edital nº 15 do concurso público para a carreira Técnico-Administrativa em Educação.
O edital oferta 148 vagas para diversos cargos, distribuídos entre os campi Florianópolis, Araranguá, Blumenau e Curitibanos.
A inscrição será efetuada somente via internet mediante o preenchimento de Requerimento de Inscrição constante no site http://015ddp2016.paginas.ufsc.br/, entre as 10h do dia 12 de julho e as 23h59 desta quarta-feira, 3 de agosto.
O V Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infância (Grupeci) prorrogou a submissão de trabalhos até 15 de agosto. O Grupeci vem se consolidando nacionalmente como um evento científico que congrega pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais envolvidos na investigação sobre crianças e suas infâncias. Promovido bianualmente, a primeira edição do evento ocorreu na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 2008. A segunda, em 2010, foi realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); a terceira, em 2012, na Universidade Federal de Sergipe (UFS); a quarta, em 2014, na Universidade Federal de Goiás (UFG). Este ano o Seminário ocorrerá de 6 a 9 de dezembro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Mais informações no site do evento, no Facebook ou pelo telefone: (48) 3721-4501.
O Grupo de Estudos sobre a Rússia (Prorus) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas (a toda a comunidade, interna e externa à UFSC) para o curso de língua russa.
As aulas darão direito a certificado, serão realizadas nas dependências da UFSC e obedecerão aos semestres letivos da instituição. As próximas turmas começarão no início de agosto e terão custo mensal de R$ 120,00.
Serão disponibilizados os seguintes níveis e horários:
1- Aulas para alunos já iniciados em língua russa – nas terças e quintas-feiras, das 14h às 15h;
As inscrições para as terapias do Projeto Amanhecer serão realizadas nesta terça e quarta-feira, 2 e 3 de agosto. A inscrição deve ser feita presencialmente no Projeto Amanhecer (Núcleo de Capacitação Técnica- HU), das 8 às 12h, e das 14 às 18h. Para os candidatos que possuem vínculo com a UFSC/HU é necessária a apresentação de documentação comprobatória (atestado de matrícula, crachá etc.).
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou edital para contratação de professores substitutos do ensino superior. As inscrições vão de 1º a 5 de agosto, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30. Serão nove vagas para atuação em departamentos da UFSC em Florianópolis e no Centro de Curitibanos. Mais informações no site da Prodegesp.
A Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recepcionará os 166 estudantes internacionais, de 18 países, que iniciam as aulas neste segundo semestre. O evento será realizado na próxima sexta-feira, 5 de agosto, das 10h ao meio-dia, no auditório da Reitoria, em Florianópolis.
A vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, o secretário de Relações Internacionais da Universidade, professor Lincoln Fernandes, e a servidora responsável pelo Programa de Intercâmbio de Alunos Internacionais da UFSC, Natália Roth da Silva – que fará uma breve apresentação, com orientações gerais aos alunos sobre Florianópolis e a Universidade –, participarão da cerimônia.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comunica, com pesar, o falecimento, no domingo, dia 31 de julho, do professor do curso de Licenciatura em Educação do Campo, Marcos Antonio de Oliveira. O professor morreu na cidade de Curitiba (PR) e será sepultado nesta segunda-feira, em Piraquara (PR).
O projeto Confraria Literária, do Colégio de Aplicação (CA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove quatro encontros em agosto no Laboratório de Linguagem. O primeiro, no dia 5, será um Café Cinematográfico sobre o cineasta Tim Burton, às 18h. O segundo, um Café Literário sobre “O Dia do Curinga”, ocorrerá no dia 12 de agosto, às 18h. No dia 19 de agosto, às 18h, os interessados poderão participar de um encontro sobre HQs. O professor Mario Cesar Coelho, do curso de Design, será um dos convidados. O objetivo é promover o debate sobre a criação das histórias em quadrinhos e sobre como elas conquistaram o público. O último encontro será um Manifesto Literário, no dia 26 de agosto, às 12h30.
Mais informações pelo telefone (48) 3721-4415 e na página no Facebook.
O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) organiza o Seminário Geral de Pesquisa, com o objetivo de promover encontros para discussão de artigos ou projetos de investigação de discentes e docentes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições, trabalhando com temáticas ligadas às relações internacionais. A atividade é gratuita e aberta ao público. Os encontros são realizados na sala de aula do PPGRI, localizada no 3º andar do bloco F do Centro Socioeconômico (CSE), em Florianópolis.
18 agosto, 10h-12h Ecologia Política InternacionalApresentação: Alexandre Agripa (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO)Debate: Armando Lisboa (Departamento Economia e Relações Internacionais – UFSC)15 setembro, 10h-12h
O Brasil e os BRICS: a armadilha do tempo curto
Apresentação: Pedro Vieira e Helton Ouriques (PPGRI-UFSC)
Debate: Daniel Castelan (PPGRI-UFSC)
20 outubro, 10h-12h
Criminologia Crítica e Relações Internacionais
Apresentação: nome a confirmar
Debate: Laura Lacaze (PPGRI)
24 novembro, 10h-12h
O novo mundo do petróleo
Apresentação: Cristiane Schmidt e Gabriela Boff (PPGRI – UFSC)
O Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferecerá curso de conversação em língua francesa no segundo semestre. Os alunos que possuem nível intermediário, a partir do B1, ou avançado, podem participar da seleção. As vagas são limitadas. As inscrições serão realizadas pelo site, no dia 16 de agosto, das 8h às 18h, mediante teste de nivelamento, cujas inscrições, gratuitas, devem ser feitas no dia 8 de agosto, por meio do mesmo site. O teste será aplicado no dia 9 de agosto, às 18h30, com local de realização a ser indicado no momento da inscrição. O valor do curso semestral é de R$ 300,00. Mais informações pelo telefone (48) 3721-9288.
A Alice não foi programada. Eu estava tratando de uma espécie de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que tive em 2014, por causa do uso de anticoncepcional e remédios para enxaqueca. Fiquei internada, tive paralisia do lado direito. E durante o tratamento eu não podia usar a pílula, e engravidei. Mas, como eu tenho 39 anos, eu nunca achei que iria engravidar! Eu perdi um bebê quando eu tinha 18 anos e desde então nunca tinha engravidado, então achei que já não ia mais ter filhos. E veio essa benção que é a Alice.
Amamentar hoje é uma delícia, mas o início foi punk. Quando você acaba de ganhar o bebê, são muitas as dúvidas. A Alice nasceu na Maternidade do HU, em um parto de cócoras. Assim que ela foi liberada, grudou no meu peito. Até aí, tudo bem, achei que estava amamentando. Mas era o só o colostro. Tudo bem, me ensinaram a pega correta e tudo mais. Quando eu cheguei em casa, meu peito começou a encher, e a Alice não dava conta de mamar o suficiente para meu peito esvaziar. Quando a levei para fazer o teste do pezinho, a enfermeira no posto de saúde avaliou meu seio, que já estava latejando e quente. Foi aí que me falaram: “Mãe você tem que ordenhar”. E isso eu não sabia fazer!
Como se tira o leite da vaca, eu tinha que tirar manualmente o meu leite. Tentei com meu marido, e não saía. Tive febre e corri para o hospital, pois já tinha sido avisada que, se complicasse, poderia dar mastite (inflamação das mamas). Por sorte, minha irmã é técnica de Enfermagem. Ela tentou ordenhar, e não saía. Ela acabou sugando com a boca. Foi uma dor que não dá pra descrever. Quando ela tirou o excesso de leite, resolveu. Saiu muito leite, muito.
Agora é tranquilo. A Alice larga tudo pelo peito. Já era para ela estar comendo uma variedade de comidinhas, mas ela só quer mamar, mamar, mamar. Agora no inverno, com todo esse frio, ela não teve nenhum resfriadinho. O leite materno é uma benção. Ela ainda acorda de madrugada, cinco ou seis vezes, para mamar.
Mas a delícia de ser mãe é ver esse sorriso. É um amor que não cabe dentro da gente. As pessoas diziam, e eu não acreditava. Mas é verdade! É mágico saber que ela está crescendo por causa de mim! Hoje em dia ela come outras coisinhas, mas antes era só com o leite materno, e eu fico maravilhada sempre com o desenvolvimento dela.
Eu tive a infelicidade – ou felicidade – de ser demitida quando voltei da licença maternidade. Por isso ela não está na creche. Não teve gripe forte, teve um resfriadinho só. Toda a saúde dela é por causa do leite materno.
Desde que ela nasceu, eu não durmo direito. A minha dedicação é total. Não tenho mais a minha vida, vivo a vida da minha filha. Vida social? Não tenho por enquanto. No máximo uma festinha de família.
Eu estou com um problema na vesícula pelo qual estou protelando ir ao médico há uns dois meses, porque meu tempo todo é pra ela. Na noite passada virei a madrugada com dor e resolvi finalmente ir me cuidar. Eu abdico muitas coisas, mas tudo compensa. Eu estou simplesmente apaixonada por ser mãe. Pretendo amamentar a Alice pelo menos até os dois anos, porque é bom pra ela.
Josiane Tschucambang, estudante de Licenciatura Indígena, amamenta o filho Mõgjãg, de 1 ano e 7 meses, no Bosque do CFH. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)
Todo ano, a Semana Mundial do Aleitamento Materno é celebrada de 1º a 7 de agosto em todo o mundo, com um tema central pertinente à prática da amamentação. Em 2016, a campanha internacional traz o tema “Objetivos do desenvolvimento sustentável e o aleitamento materno”, com eventos de capacitação planejados para profissionais da Saúde e mobilização social.
Em Santa Catarina, a programação da Semana inclui eventos de atualização para profissionais da Saúde, dos quais um será realizado no Hospital Universitário (HU) da UFSC, no dia 3 de agosto, quarta-feira, e uma série de “mamaços”, em várias cidades do estado, no dia 6 de agosto, sábado. A lista com as cidades e “mamaços” confirmados pode ser acessada aqui.
Em Florianópolis, “A Hora do Mamaço” acontece no Parque de Coqueiros, das 14h às 16h. Uma das organizadoras do evento, a consultora em amamentação, Caroline Scheuer, destaca que a proposta é reunir mães amamentando ao ar livre, reforçando, assim, a importância do aleitamento materno, em qualquer lugar. “O mamaço vem como forma de mostrar pra sociedade, de forma impactante, que as mães querem poder amamentar em público. É naturalizar a amamentação, que culturalmente é mostrada como algo reservado, mas que é muito natural. Vamos trazer o tema da sustentabilidade e programação variada para as mães, com roda de conversa, dança materna entre outras atividades”, ressalta Caroline. O evento e mais informações podem ser acessados no Facebook.
Amamentar em qualquer lugar é um direito assegurado por lei. Está em vigor desde junho deste ano a legislação estadual que pune com multa os estabelecimentos comerciais de Santa Catarina que impedirem mães de amamentar os filhos em suas dependências. Segundo a lei, se o estabelecimento descumprir a determinação, poderá ser penalizado com multas de R$ 2 mil a R$ 40 mil. Outro projeto de lei semelhante tramita no Congresso Nacional.
Amamentação e sustentabilidade
Renata Fontanella Sander, ex-aluna da UFSC, grávida de oito meses, amamenta Maria Clara, de 1 ano e 2 meses. (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)
A organização da Semana Mundial do Aleitamento Materno é de responsabilidade da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (Ibfan). A Ibfan aponta que, embora a amamentação não esteja entre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), é impossível pensar no cumprimento de muitos deles sem o aleitamento materno.
Segundo o Ibfan, “o leite materno é o alimento mais acessível, seguro, completo e oportuno para bebês e crianças pequenas em qualquer situação socioeconômica, em qualquer lugar do mundo. Dessa forma, o aleitamento materno cabe praticamente em cada um dos objetivos, de forma direta ou indireta, pois, para que haja a erradicação da pobreza, é crucial a garantia do direito humano à alimentação adequada”.
“A amamentação tem inúmeras vantagens relacionadas ao tema sustentabilidade”, explica Marcia Del Castanhel, coordenadora do Comitê Municipal de Aleitamento Materno de Florianópolis, sobre o tema da Semana em 2016. “A amamentação é ecológica, pois ajuda a reduzir o consumo do leite de vaca, uso de plásticos e embalagens, prevenção e erradicação da fome e da violência. São muitos os benefícios para a sociedade que apoia a amamentação”, salienta.
A coordenadora destaca o papel do Brasil nas pesquisas e políticas públicas referentes ao apoio à amamentação. Ela indica dados levantados pelo pesquisador da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Cesar Gomes Victora, que publicou, em janeiro deste ano, dois artigos na revista britânica The Lancet sobre as tendências de indicadores de amamentação no mundo, os benefícios da amamentação, a importância das intervenções para estimular sua realização e duração, bem como os desafios para a promoção desse comportamento saudável.
Victora compara o leite materno a um “medicamento personalizado”, com diversas vantagens nutricionais, imunológicas, econômicas e ambientais. Em seus estudos, descobriu que as mortes de 823 mil crianças e 20 mil mães poderiam ser evitadas a cada ano com a universalização da amamentação, tendo como benefício adicional uma economia de 300 bilhões de dólares. Os artigos traduzidos para o português foram publicados pela revista A Epidemiologia e Serviços de Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS), e podem ser acessados aqui e aqui.
Amamentação na UFSC
Flávia Genovez Scoz, mestranda em Literatura, amamenta a filha Ana Liz, de 11 meses, na feirinha da UFSC. (Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC)
A secretária de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), Francis Tourinho, destaca que a UFSC, por meio do HU e do Centro de Ciências da Saúde (CCS), já atua fortemente no apoio ao aleitamento, e esse incentivo deve aumentar em breve, com a criação de uma sala de amamentação na UFSC. “Neste ano, em novembro, acontece o Encontro Nacional de Aleitamento Materno na UFSC, e queremos lançar, durante o evento, a primeira sala de amamentação da Universidade. Estamos buscando informações para montar esse espaço e para que ele seja de acolhimento às mães da UFSC. Existem normas e melhores práticas sobre isso, e estamos consultando especialistas de dentro e fora da Universidade para que seja um espaço ideal”, salienta a secretária.
Segundo Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos, professora do Departamento de Enfermagem e presidente do Encontro Nacional de Aleitamento Materno, a sala de apoio à mulher trabalhadora e estudante que amamenta já é realidade em algumas universidades. Em Santa Catarina, foram implantadas na Eletrosul e na Maternidade Darci Vargas de Joinville. “Não é uma sala para a mulher amamentar privativamente. A mãe pode amamentar onde quiser. É um espaço para a mulher fazer a coleta do leite materno depois que volta ao trabalho ou aos estudos. Muitas mulheres fazem isso no banheiro, e não é apropriado e nem confortável”, explica Evanguelia.
A pesquisa de Vanessa Martinhago Borges Fernandes, que concluiu seu mestrado em 2015 na UFSC, aponta que a visão dos gestores em relação às salas e às políticas de apoio à amamentação são limitadas. Foram entrevistados 20 gestores de empresas públicas e privadas sobre o tema. A dissertação está disponível aqui.
A UFSC também conta com a Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciam), localizada na Maternidade do HU. A Ciam é um dos centros de referência em amamentação de Santa Catarina e oferece cursos e atendimento individual, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Entre os serviços disponíveis estão orientações quanto à pega correta, saúde do seio, cuidados e ordenha. A Ciam também promove anualmente um curso de Manejo e Promoção do Aleitamento Materno para os estudantes e profissionais da UFSC que atendem a mulher e o bebê. Esse curso também é extensível às unidades básicas de saúde da Prefeitura de Florianópolis e do Estado de Santa Catarina.
Graduada em Odontologia, mestrado em Odontologia, especialização em Prótese Dentária
Mãe da Maria Clara (1 ano e 2 meses), grávida de 8 meses
O processo de amamentação com a minha primogênita foi uma deliciosa surpresa. Durante a gestação ouvi tantos comentários do estilo “torce para que ela queira mamar”, “espero que você tenha bastante leite”, “tomara que teu leite não seque”! Eu até imaginava que a amamentação era uma questão de sorte, assim ao acaso. Talvez até envolva sorte, mas o que de fato eu percebi foi que esse processo envolve informação, orientação profissional e uma questão de instinto por parte do bebê e de perseverança e doação por parte da mãe.
Minha baixinha fez a pega direitinho, e, como contei com a maravilhosa orientação da minha doula e a experiência da minha irmã, fui mantendo a pega e orientando a pequena. Se eu tive dores? Sim, eu tive, e ainda tenho, porque hoje ela morde!
Depois de cinco meses, a Maria Clara teve diagnóstico de alergia à proteína do leite. Foi desafiador, minha filha não poderia ser privada desse benefício, e isso exigiu que eu aderisse a uma dieta restrita de alimentos sem leite, já que a minha alimentação influencia diretamente o leite que eu produzo. Não foi fácil, mas optei por fazer a dieta de forma criteriosa, assim foi possível manter a amamentação e curar a alergia o mais breve possível.
Mas, com tudo isso, o que mais me surpreendeu foi o vínculo que a amamentação estabelece entre mãe e filho. Não havia choro que o aconchego do seio não acalmasse, também por esse motivo estabelecemos a amamentação em livre demanda.
Hoje minha bebê está com mais de um ano de idade e já é considerada a irmã mais velha! Em breve terá uma irmãzinha! E, contrariando muitos conselhos, mas seguros da nossa decisão e orientados pelo nosso médico, vamos manter a amamentação de ambas até quando for possível, pois só observamos benefícios físicos e emocionais para toda a família.
Graduada em Musicoterapia, estudante de doutorado no primeiro semestre do Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Mãe do Leonardo, 4 meses
Assim que meu bebê nasceu, ele foi colocado no meu abraço e mamou como se já fizesse isso há anos. Eu nem sabia como aconchegá-lo, e ele foi me mostrando como era. Sempre acompanhei histórias dolorosas relacionadas à amamentação; então, estava de certa forma esperando alguma dor, desconforto, ou mesmo sofrimento, e, para minha surpresa, isso nunca aconteceu.
Meu bebê tem agora quatro meses, e a experiência da amamentação tem sido uma experiência de (re)criação de nosso vínculo. Com meu filho aprendi que os bebês têm fome de afeto, que o abraço regado de leite materno é muito mais que saciar a fome – é investir na relação de cuidado, de proteção, de carinho.
A meu ver, a amamentação carrega em si uma contradição. Por um lado, sentimo-nos intimidadas pelo fato de que, agora, o bebê necessita de que você esteja com ele todo o tempo, pois você é a possibilidade de alento, de saciedade, de segurança, e isso pode ser bastante assustador no início. Em contrapartida, não há nada na maternidade que me seja tão significativo em relação à construção de laço que a amamentação. É ali que a mulher marca a força que tem, força essa que gesta, gera e sustém a vida. Esse sentimento nos desloca, nos convoca a assumir que nosso corpo agora é outro, que não ocupamos mais o mesmo lugar, e isso é a possibilidade criativa que reside na vida da mulher, que agora se inaugura mãe.
Não tenho me antecipado em relação a planejar como será amamentá-lo após a introdução alimentar ou com o passar do tempo. Tenho vivenciado essa experiência linda, que me é tão cara e me faz mãe, diariamente.
A mulher não amamenta sozinha. O sucesso da amamentação, no nosso caso, foi devido à rede de apoio que eu tive. Tanto a ajuda profissional como o apoio do meu marido. Desde a gestação, a escolha do parto – que no nosso caso foi domiciliar e planejado –, eu procurei ler bastante sobre amamentação. A gente pensa que é automático, só botar o bebê no peito e está tudo resolvido, mas não é bem assim. A equipe que me atendeu no parto me ajudou muito nos primeiros dez dias, quando o peito enche, e o bebê, se não fizer a pega correta, machuca. Meus seios ficaram bem machucados. Tinha um lado em que ela mamava bem e outro não, então esse meu mamilo ficou muito mal. Com o apoio dessa equipe eu consegui entender o que estava acontecendo com o meu corpo.
Amamentar dá muita fome, e o meu marido acordava de madrugada para fazer lanchinho para mim. Não teve uma noite sequer em que ele não acordasse junto. Ele também participou de todo o processo, do nascimento dela, de tudo. Ele sabia que o que a gente estava fazendo não era nada anormal.
Com os profissionais de saúde, que deveriam ser os primeiros a ajudar e a apoiar a amamentação, eu vi que falta apoio. Em seis meses de amamentação exclusiva, a Laura passou por cinco pediatras! Ela crescendo e se desenvolvendo, mas os pediatras olhavam os gráficos de crescimento e, como ela não é um bebê gordinho, falavam que ela não estava ganhando peso o suficiente. E na hora já perguntavam: “Ah, ela mama no peito?”, e, com isso, já falavam para entrar com complemento, leite artificial, sem me encorajar a continuar amamentando. Nenhum me perguntou se eu sou uma mãe disponível, que posso amamentar a qualquer hora. Os pediatras, que deveriam ser os maiores incentivadores, acabam por desencorajar as mães! Muitas colegas minhas que têm filhos da idade da Laura já foram para o complemento e deixaram o peito muito cedo. Você tem que se cercar de uma rede de apoio, pessoas que realmente são a favor da amamentação para dar certo. O companheiro também é fundamental, porque, se o meu marido não estivesse em sintonia comigo, ele podia sair do consultório médico convencido de que a menina não está ganhando peso e comprar logo uma mamadeira para dar o complemento.
Eu também precisei ser atendida na rede pública, e a ajuda foi excelente. No HU (Central de Apoio ao Aleitamento Materno) foi quando a Laura começou a ir para a creche, que ela deixou de mamar um período do dia e que meu peito começou a ficar muito cheio. A pessoa que me atendeu me perguntou de toda a rotina, como era, entendeu que minha filha ia para a creche, me ensinou a massagear o seio. Isso sim é apoio! Diferente de alguém falar para você parar de amamentar porque a criança já come arroz e feijão, sabe? Até hoje as pessoas ficam surpresas ao saber que ela mama, e ela só tem um ano e dois meses. Eu não fazia ideia de que era assim tão complexo, que as mulheres sofriam tanta falta de apoio para amamentar.
Teve uma noite em que eu tive febre e calafrios, fiquei muito mal, e foi quando eu procurei a Maternidade Carmela Dutra. Elas me ajudaram, ordenharam e explicaram que o leite não pode ficar parado. Então, foram muitas as dificuldades, e, se eu tivesse dado ouvidos aos que querem desanimar, se tivesse dado crédito aos pediatras que diziam que minha filha não estava ganhando peso, eu teria parado de amamentar há muito tempo. Mas eu sabia que não tinha nada errado, e persisti.
Não sei se esses pediatras a que eu fui não estão atualizados, ou se tem empresas por trás patrocinando os congressos deles e os convencendo a desencorajar as mulheres a oferecer para seus filhos algo que é natural e gratuito. Eu fico pensando, acordar de madrugada para dar mamá é complicado, mas e acordar para fazer uma mamadeira? Acho que dá mais trabalho!
O leite materno é da natureza, é do nosso corpo e é o melhor alimento que a gente pode oferecer para os nossos filhos. A gente pode parir e a gente pode alimentar. A palavra “empoderamento” nunca fez tanto sentido para mim. A partir do momento em que eu comecei a ler sobre parto, gestação, amamentação, e acreditar que eu podia fazer, eu consegui.
Eu ouvi de tudo, todos os mitos. Até a minha mãe, que teve cinco filhos e não conseguiu amamentar, tinha um certo descrédito. Mas eu acreditei que comigo a história seria diferente.
O vínculo com o bebê é incrível, aproxima mãe e filho. E a saúde também. Ela vai para a creche, e ficou doente só de uns resfriadinhos leves; está supersaudável. Se eu pudesse dar um conselho para uma mulher que está grávida e quer amamentar é: se cerque de uma rede de apoio de verdade. Também procure um pediatra desde a gestação, escolha alguém que realmente te apoie. Eu até hoje estou na luta, procurando um bom profissional. Se informe, a informação é tudo. Você tem que lutar contra todo um sistema! Tem que lutar para ter um parto respeitoso, tem que lutar para amamentar, coisas que são direitos básicos. Eu fiquei muito chocada com o desestímulo à amamentação. Por isso é muito comum as mães darem complemento, sabe? Eu não culpo a mulher porque, sem apoio, ela não amamenta.
Ele é meu terceiro filho. Quando nasceu, eu já estava craque. A filha mais velha mamou até os três anos. Quando engravidei da segunda filha, continuei amamentando a mais velha, e até depois que ela nasceu, quando a mais velha tinha um ano e meio, as duas mamaram junto. Só pararam quando o Mõgjãg nasceu.
Ele se alimenta principalmente do meu mamá. Come uma coisinha ou outra, mas do que ele mais se alimenta é o meu leite.
Você vê, ele não fica longe de mim, sempre quer mamar.
Na semana passada ficou doente, teve vômito, diarreia. O médico falou que ele só não ficou anêmico por causa do meu leite. Desde que nasceu, ele nunca tinha ficado doente, foi a primeira vez.
Nasceu com quatro quilos e meio, e foi engordando um quilo e meio, dois quilos por mês, sempre foi grande. É muito saudável.
A Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) conversou com nove mães que trabalham, estudam ou estudaram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para saber, com suas próprias palavras, sua experiência pessoal com a amamentação de seus filhos. Conheça a história dessas nove mulheres.
Depoimentos colhidos por Mayra Cajueiro Warren, jornalista da Agecom.
Fotos de Henrique Almeida e Pipo Quint, fotógrafos da Agecom.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
Andressa Dias ArndtDoutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia | Mãe do Leonardo, 4 meses | “Sempre acompanhei histórias dolorosas relacionadas à amamentação então, estava de certa forma, esperando alguma dor, desconforto, ou mesmo sofrimento, e, para minha surpresa, isso nunca aconteceu.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC
Cristiane Renata da SilvaGraduada em Biblioteconomia | Mãe da Alice (9 meses) | “Eu tinha que tirar manualmente o meu leite. Tentei com meu marido e não saía. Tive febre e corri para o hospital, pois já tinha sido avisada que se complicasse poderia dar mastite (inflamação das mamas). Por sorte, minha irmã é Técnica de Enfermagem. Ela tentou ordenhar e não saía. Ela acabou sugando com a boca. Foi uma dor que não dá pra descrever. Quando ela tirou o excesso de leite, resolveu. Saiu muito leite, muito”. | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC
Flávia Genovez Scoz Mestranda em Literatura | Mãe da Ana Liz (11 meses) | “Minha filha ficou internada na UTI, e só pode começar a mamar após 20 dias. Eu fiquei esses 20 dias apenas tirando leite. A cada 3 horas eu ia, tirava leite e congelava. Era muito cansativo chegar da UTI e ainda ter que comer, tomar banho e tirar leite.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Airton Jordani/Agecom/UFSC
Greicy Vedana Estudante de Nutrição | Mãe do Antonio (7 anos) e José Vicente (nascido em 17 de julho) | “Eu queria que essa lembrança de amamentar ficasse pra sempre, sabe? Queria que os filhos pudessem se lembrar. Ele olha a gente, ficam mexendo a mãozinha. É um sentimento tão bom, é o ápice do amor, algo que só a gente pode fazer.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
Josiane Tschucambang Estudante de Licenciatura Indígena | Mãe do Mõgjãg (1 ano e 7 meses) e mais duas filhas | “Ele se alimenta principalmente do meu mamá. Ele come uma coisinha ou outra mas o que ele mais se alimenta é do meu leite.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
Michaela Ponzoni Accorsi Técnica-Administrativa em Educação, Psicóloga da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis | Mãe da Nina (9 meses) | “Desde a primeira vez que eu dei de mamar, mesmo machucando, eu amei ter essa conexão com a bebê, o momento de estar juntas, de comunicação, amor, carinho, contato. Saber que estou protegendo ela com os meus anticorpos, que ela está recebendo nutrientes que ela precisa, que ela está sendo hidratada. A saúde que o leite representa, eu acho que é amor né? A gente dar de mamar com o peito sangrando, chorando de dor. Foi aí que eu aprendi o que é a maternidade mesmo, colocar o bebê à frente das nossas necessidades. Ela em primeiro lugar. Foi um batismo de fogo! Uma prévia da doação que será ser mãe a vida toda, a doação de tempo, energia.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
Noemi Teles de Melo Doutoranda em Estudos da Tradução | Mãe da Laura (1 ano e 2 meses) | “Você tem que se cercar de uma rede de apoio, pessoas que realmente são a favor da amamentação para dar certo. O companheiro também é fundamental, porque se o meu marido não estivesse em sintonia comigo ele podia sair do consultório médico convencido que a menina não está ganhando peso e comprar logo uma mamadeira para dar o complemento.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC
Paloma Maria Santos Pós-Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento | Mãe da Maria Clara (10 meses) | “Os primeiros meses são muito especiais, é olho no olho, é contemplar o ato de respirar, uma idolatria mútua, é algo realmente inexplicável. Você se sente conectada, a vida parece finalmente fazer sentido. Sei lá, acho que isso é que traduz a maternidade de uma forma geral.” | Leia o depoimento completo aqui.
Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC
Renata Fontanella Sander Graduada em Odontologia, mestrado em Odontologia, especialização em Prótese Dentária | Mãe da Maria Clara (1 ano e 2 meses), grávida de 8 meses | “O que mais me surpreendeu foi o vínculo que que a amamentação estabelece entre mãe e filho… não havia choro que o aconchego do seio não acalmasse, também por esse motivo estabelecemos livre demanda. Hoje minha bebê está com um ano e já é considerada mana mais velha, em breve terá uma irmãzinha.” | Leia o depoimento completo aqui.
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