Simpósio sobre Léxico, Lexicografia, Terminologia e Tradução recebe submissão de trabalhos até 30 de abril

10/04/2018 17:49

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, nos dias 7 e 8 de junho, o III Simpósio Sobre Léxico, Lexicografia, Terminologia e Tradução (Silettrad). O evento se destina a pesquisadores, docentes, tradutores e alunos de graduação e pós-graduação do Brasil e do exterior interessados nas áreas concernentes à língua, linguagem, tradução, elaboração, uso e análise de dicionários e estudos sobre o léxico através de diferentes vieses. A submissão de resumos para apresentação de trabalhos está aberta até 30 de abril.
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Café Literário do Colégio de Aplicação da UFSC apresenta narrativas através dos griôs na sexta

21/06/2017 17:29

O Café Literário do Colégio de Aplicação da UFSC irá apresentar o tema “Escutem os griôs: oralidade e narrativa na África Ocidental”, com a professora Glaucia Costa, docente do CA. O encontro será no Laboratório da Linguagem do CA, no dia 23 de junho, às 18h.

Os griôs são contadores de histórias da tradição oral africana. São sábios, criados de forma distinta dos outros jovens, desde muito pequenos. Eles repassam as histórias milenares dos povos africanos, palavra por palavra, a outras gerações. Fazem com que a cultura africana não se perca. E cada um tem a sua especifidade: instrumentistas, cantores, distribuidor de contos e lendas, poetas, dançarinos, guerreiros e muito mais. 

O sistema de certificados da Confraria mudou, agora é possível realizar inscrição on-line e receber o certiticado depois: http://inscricoes.ufsc.br/grios

O Café Literário apoia a campanha lixo zero e pede para os participantes trazerem caneca ou copo reutilizável.

Quem não conhece o CA pode usar o mapa do link e encontrar o espaço: http://confrarialiteraria.wixsite.com/confraria-literaria/mapa

 

 

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Conferência da Semana Acadêmica de Letras aborda os discursos da intolerância

09/06/2017 20:09

Professora Diana Luz Pessoa de Barros. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

“Neste momento, no Brasil, temos exemplos e exemplos e exemplos para falar de discursos da intolerância.” Foi com esse enunciado que Diana Luz Pessoa de Barros, professora de Linguística da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), abriu a conferência “O discurso da intolerância: questões de intolerância e política, intolerância e internet, intolerância e ensino”, que ocorreu na tarde de quinta-feira, 8 de junho, durante a XI Semana de Letras da UFSC.

Diana iniciou a palestra contextualizando o paradoxo em que vivem os estudiosos da área de Letras: de um lado, o poder da língua e da linguagem é reconhecido; do outro, os cursos de Letras são, em geral, desprestigiados e considerados menos importantes do que outras áreas acadêmicas. Em seguida, a professora abordou o papel que os pesquisadores da linguagem, e em especial do discurso, têm no tratamento das intolerâncias: “Dentro da universidade temos, em primeiro lugar, a obrigação de produzir conhecimento sobre essas questões. O saber sobre a dominação da linguagem e sobre a construção discursiva da intolerância e do preconceito é uma forma, entre outras, de atenuá-los e de contribuir para a aceitação e a inclusão social.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

Sua perspectiva de reflexão é a semiótica discursiva de língua francesa, linha de análise que compreende que é na língua em uso, no campo dos discursos, que a dominação ocorre, que o poder se manifesta. “E é lá também que ele pode ser contestado”, explicou. Para fundamentar suas reflexões, a professora recorreu a três autores: o francês Roland Barthes; o russo Mikhail Bakthin; e o moçambicano Mia Couto. “Eles compreendem que é tarefa do estudioso do discurso, e das humanidades em geral, não emudecer  o homem, mas, ao contrário, dar-lhe voz. Para isso, é preciso, com os meios desenvolvidos pelas diferentes teorias do discurso, mostrar as formas, as estratégias, os procedimentos que fazem de um texto, mesmo dialogicamente constituído, discursos monofônicos. No desmascaramento dessas estratégias, outras vozes se farão ouvir. E esse saber contribuirá para a promoção da igualdade linguística e social.”

Os discursos a serem “desmascarados” seriam, sobretudo, aqueles considerados discriminatórios, preconceituosos, intolerantes, de exclusão e de incitação à violência. Diana acrescenta que também é papel dos pesquisadores desenvolver procedimentos de construção de discursos contrários: “Temos que mostrar o que são esses discursos de aceitação, intervenção e inclusão social, como eles se constroem.” Para ilustrar seus argumentos, citou diversos exemplos de textos preconceituosos publicados em jornais, revistas, páginas na internet e redes sociais. Destacaram-se os depoimentos dos deputados federais Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, que explicitavam preconceitos raciais e de gênero. “Há políticos que fazem da intolerância a sua plataforma.”

Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

A professora também ressaltou o caráter passional dos discursos intolerantes. “São sempre sujeitos apaixonados. Predominam, nesses discursos, dois tipos de paixões. As malevolentes, de antipatia, raiva, ódio, xenofobia, medo do diferente e dos danos que ele pode causar. A malevolência é considerada uma espécie de caminho para que as coisas sejam postas nos seus ‘devidos lugares’.” As outras paixões, segundo a pesquisadora, seriam as benevolentes. “O sujeito do ódio em relação ao estrangeiro, ao diferente, aos maus usuários da língua, é também o sujeito do ‘amor à pátria’, amor à língua, ao grupo étnico, aos de sua cor, aos de sua religião. Os textos intolerantes são também aqueles do nacionalismo exacerbado. Ou seja: complementam-se as paixões malevolentes do ódio em relação ao diferente e as paixões benevolentes do amor aos iguais.”

Além das questões relativas ao preconceito e à intolerância em relação aos usos da linguagem, a professora abordou a variedade linguística, a oralidade, o plurilinguismo (ou multilinguismo). A aceitação das “várias línguas portuguesas”, por exemplo – da cidade e do campo, dos falantes cultos e dos iletrados, do nordeste e do sudeste etc –, evitariam preconceitos e intolerâncias em relação à linguagem e ao diferente em geral. “Promovê-las à igualdade seria o luxo da liberdade. A diversidade e a pluralidade, o multiculturalismo e de multilinguismo, são condições imprescindíveis ao desenvolvimento da civilização. Um homem plural deve estar munido de um idioma plural.”

Diana começou a pesquisar a intolerância nos discursos quando integrou o Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), coordenando um projeto de pesquisa sobre intolerância e preconceito linguístico. “Minha proposta é que os discursos intolerantes são principalmente discursos que julgam os sujeitos considerados maus cumpridores de certos contratos sociais. Por exemplo, o contrato de ‘branqueamento da sociedade’, ou o da ‘pureza da língua’, da ‘heterossexualidade’ e por aí afora. Esses sujeitos são, portanto, reconhecidos como maus atores sociais, maus cidadãos, maus usuários da língua. Eles não são só julgados cognitivamente, mas são também punidos, com a perda de direitos, de emprego e até mesmo com a morte.”

O problema da intolerância, portanto, é que ela vai além da “etapa passional do preconceito”. A intolerância aparece nas ações discriminatórias. “O sujeito intolerante passa para a ação e age contra o outro, contra aquele que ele odeia.” A professora citou uma frase que conheceu quando vistou o museu “Memoria y Tolerancia“, na Cidade do México: “Todos temos preconceitos, mas nem todos discriminamos.” Ou seja, se não podemos ser impedidos de ter preconceitos, podemos — e devemos — ser impedidos de discriminar, de desrespeitar, de matar.

Mais informações sobre a XI Semana Acadêmica de Letras na página do evento e no Facebook.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC

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Confraria Literária do Colégio de Aplicação realiza encontro inaugural nesta quinta-feira

04/04/2017 17:05

A Confraria Literária do Colégio de Aplicação da UFSC promove o encontro inaugural de 2017 nesta quinta-feira, 6 de abril. O evento, aberto à comunidade, será no Laboratório de Linguagem, às 18h.

No primeiro encontro do ano, haverá a avaliação do ano anterior, ressaltando as mudanças solicitadas que serão atendidas. Além disto, será apresentada uma primeira proposta de cronograma e indicações de livros e filmes que os confrades leram e assistiram nas férias.

A organização sugere que os participantes tragam livros para troca-troca de empréstimos, contribuição para o café e a caneca ou copo sustentável.

Mais informações pelo Facebook.

V Encontro Inaugural - Capa-01

 

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Livro da EdUFSC aponta filósofos focados na mente humana

27/06/2014 11:33

As Teorias da Linguagem elaboradas na Filosofia, que começaram a proliferar no início do Século XX, estão hoje presentes no cotidiano das universidades e da sociedade. É o que constata o professor e pesquisador Luiz Henrique de Araújo Dutra no livro Filosofia da Linguagem- Introdução crítica à semântica filosófica, lançado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC). “Não há comunicação eficiente sem que determinados símbolos ou marcas sejam social e coletivamente tomados como portadores de determinadas significações e regidos por regras”, esclarece o pensador.

Os filósofos, acrescenta, têm demonstrado uma preferência pela semântica. Afinal, a matéria “se ocupa dessa relação entre os símbolos e aquelas outras coisas que, supostamente, representam para nós”, explica o pesquisador que publicou diversos livros e artigos científicos no Brasil e no exterior. Pela EdUFSC também lançou Introdução à Teoria da Ciência e Oposições Filosóficas.

Doutor em Lógica e Epistemologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Henrique de Araújo Dutra integra o Departamento de Filosofia da UFSC. O pesquisador do CNPq e ex-diretor da EdUFSC sublinha que “os problemas que os estudos formais podem apresentar e, assim, levar às Teorias da Linguagem não são apenas de caráter sintático, mas têm sido também, em grande medida, de caráter semântico”.

A Filosofia da Linguagem, salienta o autor, pode socorrer os leitores “não apenas na compreensão das propriedades e da natureza da linguagem comum, mas também das linguagens formalizadas e das possíveis traduções, entre elas, dos próprios procedimentos de arregimentação”.

No final de cada um dos cinco capítulos, o autor recomenda leituras, inclui questões e propõe uma atividade didática, fazendo, dessa forma, um convite direto à reflexão e ao aprofundamento das teses e estudos apresentados. Sendo livro introdutório, opta, necessariamente, por “escolhas drásticas”, sem abandonar o que pode ser considerado consenso geral na Filosofia da Linguagem.

Dirigida principalmente para estudantes de Filosofia, a obra, além de provocar polêmica e debate, é útil também para quem transita na Metafísica, na Lógica e na Teoria do Conhecimento. “A ideia que a linguagem verbal humana deseja compreender é, antes de tudo, uma classe de eventos de comunicação entre falantes de uma língua natural”, sintetiza o pesquisador.

Conceituando, Luiz Henrique Dutra ensina que “de um ponto de vista naturalista e pragmático, a linguagem verbal humana é uma coleção de símbolos ou signos, isto é, objetos que adquirem significação por meio da própria prática de comunicação”.

As Teorias da Linguagem, em síntese, procuram responder aos aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos da linguagem. O desafio, portanto, não é somente do autor, e sim de todos os filósofos, que parecem, particularmente, interessados nas discussões que envolvem a mente humana. “Aqui, as questões são de caráter em parte metafísico, em parte epistemológico, mas igualmente têm a ver com aspectos do comportamento humano, especialmente o comportamento verbal”, complementa.

O novo livro da EdUFSC, segundo admite o autor, respalda a tese de que a Filosofia da Linguagem se confunde atualmente com “a própria base de todo filosofar”.

Mais informações:
Editora da UFSC – (48) 3721-9408;
www.editora.ufsc.br
Diretor executivo – Fábio Lopes () / Celular (48) 9933-8887

Moacir Loth /Jornalista na Agecom / UFSC

 

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