Mostra de teatro de animação tem programação on-line e gratuita

10/11/2021 13:04

Cinco espetáculos de teatro de animação de três estados brasileiros e do Distrito Federal serão exibidos gratuitamente entre os dias 15 e 18 de novembro, em dez apresentações com transmissão ao vivo pelo canal do Festival Internacional de Teatro de Animação (Fita) no YouTube. As atrações são parte da 2ª Mostra de Rua Fita, realizada pela Fazendo Fita Cia. Artística e que, neste ano, homenageia a professora, servidora técnico-administrativa, dramaturga, diretora, atriz e poeta Carmen Fossari, falecida em abril. A programação também inclui bate-papos com artistas e mesa de conversa, que estão com inscrições abertas pelo site do evento

Confira o vídeo com as atrações desta edição:

Os espetáculos levam a magia do teatro de animação para a rua e espaços alternativos: bonecos de luva, mamulengos, sombras e esculturas-máquinas manipuláveis. Os conteúdos perpassam um surpreendente mundo portátil, histórias de amor, narrativas épicas do Brasil adaptadas a partir de grandes nomes da literatura brasileira e  histórias clássicas do folclore nordestino.
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Prêmio Mulheres na Ciência: Ione Ceola Schneider

10/11/2021 09:00

Com um exemplar currículo no ensino superior, construído em instituições públicas, a professora Ione Jayce Ceola Schneider destaca-se hoje na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é uma das vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, concedido pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq). Filha de um pedreiro e de uma professora da educação infantil, seu Ivo Schneider e dona Leopoldina Ceola, a caçula de três irmãos recorda com orgulho da luta dos pais para garantir boas condições de estudo e um melhor futuro.

Professora Ione Schneider é natural de Presidente Getúlio, no Vale do Itajaí. Foto: Acervo pessoal

Ione deixou a cidade de Presidente Getúlio, localizada na região do Vale do Itajaí, em 1995, para cursar o ensino médio em Florianópolis. Três anos depois passou no vestibular do curso de Fisioterapia para Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). “Tudo isso [a possibilidade de sair da cidade natal para estudar] foi um sacrifício da minha família, pois não havia possibilidade de arcarmos com os custos de uma universidade privada”, relembra.

Depois da graduação, a fisioterapeuta começou a trabalhar em uma clínica oncológica. Nesse período, realizou um curso de coordenação da Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica e recebeu o prêmio de Profissional do Ano, em 2006. Paralelamente, tornou-se voluntária da Associação Brasileira de Portadores de Câncer, entre os anos 2003 e 2009, e participou de alguns cursos da American Cancer Society, que lhe ampliaram o conhecimento sobre gerência e gestão de projetos e controle do câncer.

A trajetória acadêmica

A carreira acadêmica iniciou-se com a graduação em Fisioterapia pela Udesc. Foto: Acervo pessoal

Em 2006, Ione Schneider decidiu dar continuidade à pesquisa e ingressou no mestrado em Saúde Pública da UFSC, com o objetivo de analisar a sobrevida de mulheres com diagnóstico de câncer de mama. “Nesse programa conheci a professora Eleonora d’Orsi, que me acolheu de forma acadêmica e maternal e me auxiliou no meu direcionamento. A Eleonora trabalhava com a linha de pesquisa de Epidemiologia do Câncer, área que eu me identificava totalmente e estava vinculada às minhas experiências anteriores”.

A pesquisadora conta que no período da pós-graduação iniciou a busca por novos cursos, aprendeu estatística e gerenciamento de banco de dados para, assim, “entender e saber fazer o que os artigos científicos mostravam”. Ela defendeu sua dissertação e enviou o resumo para dois importantes eventos: o Congresso Mundial de Epidemiologia, promovido em 2008 no Brasil, e o San Antonio Breast Cancer Symposium, no Texas, Estados Unidos. Os resultados de sua dissertação repercutiram na imprensa, uma vez que o trabalho relacionou o maior risco de óbitos em decorrência do câncer de mama a mulheres de baixa escolaridade, resultados que previamente não eram muito explorados, conforme explica Ione.

Pesquisadora auxiliou na organização e condução do estudo EpiFloripa. Foto: Acervo pessoal

Durante o doutorado, a pesquisadora auxiliou na organização e condução do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis. Em sua tese, defendida em 2013, na UFSC, a professora explorou o conhecimento e prática em relação à mamografia em mulheres adultas e idosas de Florianópolis. A partir do trabalho, publicou dois artigos científicos: um na Revista Brasileira de Epidemiologia e outro na Revista Cadernos de Saúde Pública. Dois anos após sua defesa, iniciou um estágio pós-doutoral no Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London (UCL), no Reino Unido, com uma bolsa CNPq – Ciências sem Fronteiras. Na experiência, foi supervisionada pelo pesquisador brasileiro Cesar de Oliveira e teve contato com os dados do estudo sobre envelhecimento daquele país, o ELSA (English Longitudinal Study of Ageing).

Em uma declaração de apoio à candidatura da professora Ione, Cesar de Oliveira, principal research fellow no ELSA, ressaltou que a colega aprofundou seus conhecimentos científicos nas áreas dos determinantes sociais da saúde e do envelhecimento populacional. “Seu brilhante domínio na área estatística foi um dos destaques de seu período na UCL. A colaboração científica existente entre a UFSC e a UCL, liderada pela professora Ione, tem resultado em publicações importantes em revistas científicas internacionais de alto impacto. Além do aspecto científico de alto nível, a professora possui uma ética e profissionalismo que impressionaram os professores e equipes de pesquisa do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London”, escreveu.

A carreira docente

Ione é docente docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação (Araranguá) e em Saúde Coletiva e em Neurociências (Florianópolis). Foto: Acervo pessoal

O ingresso como docente da UFSC ocorreu em outubro de 2015. Atualmente a professora integra o Departamento de Ciências da Saúde, do Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde do Campus Araranguá. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, em Araranguá, e dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e em Neurociências, em Florianópolis, todos da UFSC. “Ao assumir como professora, cria-se o desafio de entender todos os processos que a instituição tem e que, como estudante, eram desconhecidos. Conciliar ensino, pesquisa, extensão e administração são tarefas, às vezes, desgastantes”, diz.

Ione revela que sempre procurou também participar ativamente das atividades administrativas. “Ainda durante o estágio probatório fui chefe de departamento, e atualmente sou coordenadora de ensino do Departamento de Ciências da Saúde. Nos programas de pós-graduação, oriento mestrado e doutorado. Já tive 6 orientações de mestrado concluídas e todas de estudantes mulheres”. Faz parte também do quadro de colaboradores do Global Burden of Disease (GBD), coordenado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e do grupo de pesquisadores da Rede GBD Brasil. Desde 2014, Ione colaborou em mais de 30 artigos publicados pelo grupo, sendo que um desses trabalhos possui mais de 6 mil citações.

No ano passado, Ione Schneider foi citada na pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que utilizou as citações da base de dados Scopus até 2019. O estudo publicado no Journal Plos Biology, em 16 de outubro de 2020, identificou os cientistas mais influentes do mundo, e o nome da pesquisadora da UFSC figura entre os 2% melhores cientistas de sua área de subcampo principal, entre aqueles que publicaram pelo menos cinco artigos. Dos professores da Universidade listados na pesquisa, Ione é a única servidora de fora do Campus Florianópolis. A citação fez com que recebesse uma Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e uma Moção de Aplausos e Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Presidente Getúlio, sua cidade natal.

A mais recente conquista da professora Ione foi o Prêmio Mulheres da Ciência, na área de conhecimento Ciências da Vida, na Categoria Júnior, voltada a pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da Universidade a partir de 2014. “Essa conquista me remete a relembrar todas as etapas da minha vida, todas as pessoas que passaram pelo meu caminho, que me auxiliaram, que estiveram ao meu lado. Não foram só momentos exitosos nesses anos. Assim, sou grata a todos que contribuíram para que eu tivesse a oportunidade de chegar até aqui. Também sei das responsabilidades que essa conquista traz: ser exemplo, especialmente às minhas orientandas. É um caminho árduo para muitas que têm filhos, trabalham, ficam longe das famílias, mas incentivo a seguirem e estarei aqui para ajudá-las a superar esses desafios”, diz a docente.

A pesquisadora destacou a importância da UFSC em toda sua formação após a graduação. “Aprendi muito aqui e ainda aprendo. Agradeço aos professores que me ajudaram na formação e aos meus colegas de Departamento, os quais fizeram a indicação do meu nome para o prêmio. Esses reconhecimentos são importantes para que os profissionais sejam lembrados. Atuamos em diversas atividades dentro da Universidade e, muitas vezes, somos pouco reconhecidos pela sociedade. Somos professores, ministramos aulas, compartilhamos, mas desenvolvemos pesquisas, vamos sempre em busca de novos conhecimentos”, finalizou.

Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

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Pesquisadores identificam fungos ameaçados e alertam para a necessidade de políticas de conservação

09/11/2021 15:10

Um fungo que transforma insetos em zumbis no Vale do Itajaí e um líquen que só é encontrado entre as dunas de uma praia de Imbituba são algumas das, pelo menos, 21 novas espécies de fungos e liquens brasileiros que serão incluídas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), um dos principais inventários do mundo sobre estado de conservação de animais, fungos e plantas. A ação é resultado de um workshop organizado pelo grupo de pesquisa Mind.Funga, ligado ao Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Comissão para a Sobrevivência de Espécies de Fungos da IUCN. Os encontros realizados ao longo de setembro e outubro reuniram, além das equipes do Mind.Funga e do Micolab, 18 pesquisadores de nove estados das cinco regiões do país. Até o fim do ano, o grupo segue em processo de avaliação para outras 30 propostas de inclusão de espécies na Lista Vermelha.

Rickiella edulis é uma espécie saprotrófica (absorve nutrientes de matéria orgânica em decomposição) que ocorre na Mata Atlântica, na Argentina e no Paraguai. É considerada em perigo pelos critérios da IUCN. Foto: Gerardo Robledo

O primeiro workshop brasileiro de avaliação de espécies de fungos para a Lista Vermelha Global da IUCN, além da formação de recursos humanos para a classificação das espécies nas categorias de ameaça e a aplicação dos critérios da IUCN, teve o intuito de engajar os pesquisadores no tema da conservação. As primeiras reuniões visaram à capacitação dos participantes na elaboração da documentação necessária. Posteriormente, as propostas elaboradas pelo grupo foram analisadas por dois avaliadores credenciados da IUCN: o cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, Gregory M. Mueller, e a professora da Eastern Washington University Jessica Allen.

As 21 espécies já avaliadas são distribuídas em dois filos (Ascomycota e Basidiomycota) e oito ordens, e a maior parte está ameaçada de extinção em algum grau. São quatro criticamente em perigo (risco extremamente elevado de extinção na natureza); três em perigo (risco muito elevado de extinção na natureza); nove vulneráveis (risco elevado de extinção na natureza); quatro quase ameaçadas (categoria de baixo risco, mas com espécies perto de serem classificadas ou que provavelmente serão incluídas em uma das categorias de ameaça em um futuro próximo); e uma na categoria “Dados Deficientes” (faltam dados adequados sobre a sua distribuição e/ou abundância para fazer uma avaliação direta ou indireta do seu risco de extinção). 
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Inscrições abertas para curso on-line e gratuito de Cosmologia

09/11/2021 11:20

O Projeto de Extensão da UFSC Astrofísica para Todos oferece o Curso de Cosmologia, com dois módulos de 40h cada, realizado 100% on-line, com material gratuito. Há taxa apenas para aqueles que desejam o certificado, e o projeto oferece possibilidades de isenção. As inscrições estão abertas e podem ser feitas a qualquer momento, bem como o início dos estudos. O ingresso no curso é por fluxo contínuo, com cada estudante assistindo às aulas já gravadas, e realizando as atividades no seu tempo, quando desejarem.

O curso é aberto a qualquer pessoa interessada e as inscrições podem ser feitas pelo site astrofisica.ufsc.br.

A abordagem didática é nova e foi desenvolvida de modo a oferecer um curso 100% on-line e acessível, em nível ideal para estudantes de graduação. Além disso, é oferecido suporte de dúvidas por e-mail. Todo o material do curso (aulas, notas de aula, programas, livros) é gratuito e disponível para download no site. Quem desejar receber Certificado deve se inscrever e preparar um Trabalho de Conclusão de Curso para cada módulo. A taxa de inscrição para quem deseja o Certificado é de R$ 40 por módulo, mas estudantes, professores, aposentados e pessoas em situação de vulnerabilidade social podem solicitar a isenção.

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Inscrições para o Experimenta terminam na quinta-feira

08/11/2021 10:02

A Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa que o prazo para inscrições na 6ª edição do Experimenta encerram nesta quinta-feira, 11 de novembro de 2021. As orientações para participação no evento foram divulgadas em chamada pública. O documento visa selecionar propostas artísticas e culturais, nas mais diversas linguagens, para apresentação em plataforma digital no evento. Assim como na última edição, em virtude da pandemia do Covid-19, o Experimenta será realizado inteiramente de forma virtual entre os dias 29 de novembro a 03 de dezembro de 2021.

Podem participar os servidores docentes e técnico-administrativos integrantes do quadro de pessoal permanente da UFSC, no efetivo exercício de suas atividades, e discentes regularmente matriculados. As serão realizadas exclusivamente em formulário eletrônico disponível no endereço: secarte.ufsc.br/experimenta.

A proposta deverá ser apresentada, preferencialmente em linguagem experimental, nos formatos de mídia de áudio, imagem ou vídeo da produção artística oferecida (teatro, oficina, exposição virtual, performance, leitura, curta metragens (aproximadamente 10min), música, dança, design, dentre outros) para disponibilização digital no canal do YouTube da SeCArte.

O Experimenta – aberto ao público e gratuito – objetiva incentivar a participação e o envolvimento de estudantes, servidores técnico-administrativos e professores efetivos em atividades artístico-culturais desenvolvidas pela UFSC. O evento é realizado pela SeCArte com o apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC) e do Departamento de Cultura e Eventos (DCEVEN).

Serviço:

O quê: Chamada Pública 001/2021/SECARTE – seleção de propostas artísticas para compor a programação do evento Experimenta.
Quando: até quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Onde: secarte.ufsc.br/experimenta
Contato: experimenta.secarte@contato.ufsc.br

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Prêmio Mulheres na Ciência: Christiane Fernandes Horn

08/11/2021 09:00

A trajetória e as pesquisas científicas de Christiane Fernandes Horn são o foco da primeira reportagem da série sobre as vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC). A professora do Departamento de Química e coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Química Inorgânica Medicinal e Catálise foi a contemplada na área de Ciências Exatas e da Terra, Categoria Júnior – voltada às pesquisadoras que ingressaram no quadro permanente da UFSC após 31 de dezembro de 2013.

O prêmio reconhece a qualidade e a originalidade da produção científica de Christiane. Com pouco mais de dois anos e meio atuando como docente na UFSC, ela foi responsável pela implantação de projetos de pesquisa inovadores no Departamento de Química. Seus estudos, realizados em parceria com diferentes departamentos da Universidade e de outras instituições, envolvem a síntese de moléculas em laboratório e a análise de suas atividades biológicas, que incluem propriedades antioxidantes e a capacidade de combater bactérias, protozoários e até o desenvolvimento de tumores. Os trabalhos já lhe renderam o depósito de nove pedidos de patente e podem, futuramente, colaborar para o desenvolvimento de novos medicamentos e possibilidades de tratamento para uma série de doenças. 

É importante ressaltar que os avanços científicos são sempre fruto de muito esforço e investimento. A trajetória e a produção de Christiane não são exceção. “Eu trabalho nessa linha já tem bastante tempo. Comecei nessa linha em 2003, praticamente, e foi a área da minha formação, da minha iniciação [científica], do meu mestrado, e isso se solidificou no doutorado”, afirma a docente. 
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No aniversário de Marie Curie, UFSC apresenta série com perfis de vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021

07/11/2021 10:00

Há 154 anos, nascia, em Varsóvia, uma cientista revolucionária. Maria Salomea Skłodowska, a Marie Curie. Foi premiada, celebrada e biografada como a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, em 1903, que dividiu com o companheiro Pierre Curie. Mais tarde, ela também ganhou o prêmio na área de Química, mesclando uma trajetória na pesquisa que contribuiu, entre outras coisas, com a descoberta da radioterapia. Sua história de imigrante e de mulher fez com que fosse vítima de preconceito – o que a transformou, também, em um símbolo de empoderamento e de resistência.

Neste domingo, 7 de novembro, data de aniversário de Marie Curie, a Agência de Comunicação da UFSC lança uma homenagem para as nove mulheres vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) e da Comissão de Equidade da UFSC. Ao longo das próximas semanas semanas, a trajetória das cientistas será veiculada e celebrada nas páginas e redes sociais da instituição.

Para a Propesq, a outorga do prêmio simboliza um reconhecimento às mulheres cientistas, que precisam, diariamente, superar a invisibilidade. O prêmio foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica e contou com 72 inscrições. As pesquisadoras participaram, recentemente, de uma solenidade em que falaram sobre suas trajetórias.

O prêmio foi dividido em três categorias: júnior, para mulheres que ingressaram na UFSC após 2013; plena, para aquelas que chegaram à universidade entre 2000 e 2013; e sênior, para as professoras que chegaram antes de 2000. Também foram contempladas três áreas de conhecimento – Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Ciências da Vida.

Os perfis, redigidos por jornalistas da Agecom a partir de entrevistas e da análise dos documentos fornecidos para os avaliadores do prêmio, começam a ser publicados pela categoria Júnior, por ordem alfabética, seguindo o calendário.

> Confira abaixo todos os perfis:

Júnior

8/11 – Ciências Exatas e da Terra: Christiane Fernandes Horn (Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas)

10/11 – Ciência da Vida: Ione Jayce Ceola Schneider (Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá)

12/11 – Ciências Humanas: Marília de Nardin Budó (Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas)

Plena

16/11 – Ciências Humanas: Daniela Karine Ramos (Departamento de Metodologia de Ensino, Centro de Ciências da Educação)

17/11 – Ciências Exatas e da Terra: Lucila Maria de Souza Campos (Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico)

19/11 – Ciências da Vida: Maria Jose Hotzel (Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências Agrárias)

Sênior

22/11 – Ciências da Vida: Ana Lucia Severo Rodrigues (Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas)

24/11 – Ciências Humanas: Cristina Scheibe Wolff (Departamento de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas)

26/11 – Ciências Exatas e da Terra: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, Centro Tecnológico)

 

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Professora da UFSC participa de relatório apresentado na COP26 sobre riscos e soluções urgentes na ciência do clima

05/11/2021 13:20

Área de desmatamento e queimada às margens da rodovia BR 230 no município de Apuí, Amazonas. Com 17% de sua área original desmatada e 18%, degradada, Amazônia se aproxima do ponto de não retorno. Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/CC-BY-2.0

Em um relatório lançado nesta quinta-feira, 4 de novembro, na Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP26), um grupo de cientistas destacou algumas das descobertas recentes mais importantes relacionadas às alterações climáticas. O documento 10 New Insights in Climate Science (10 novas reflexões na ciência do clima, em uma tradução livre) é um compilado de um artigo publicado em outubro no site da Universidade de Cambridge, elaborado por 62 pesquisadores de 22 países e cinco continentes. A professora do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marina Hirota é uma das autoras.

Voltado aos tomadores de decisão, o material faz um resumo sobre o avanço do conhecimento científico, com dados dos estudos publicados no último ano, em alguns dos temas mais urgentes e visa conscientizar sobre as ações necessárias para preservar um planeta seguro e habitável. Ao apresentar o relatório, a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, destacou que os tópicos abrangem assuntos distintos, mas inter-relacionados, como o aumento dos mega-incêndios ao redor do mundo e novas justificativas relacionadas aos custos-benefícios de uma ação climática rápida. Cada item é acompanhado de recomendações de políticas em várias escalas de ação – da global à local.

“Embora estejamos rapidamente esgotando o tempo para limitar as mudanças climáticas, este relatório mostra que estabilizar em 1,5°C ainda é possível, mas apenas se medidas globais imediatas e drásticas forem tomadas”, afirmou Wendy Broadgate, diretora do Future Earth Global Hub, da Suécia. “Os líderes mundiais na COP26 devem definir metas agressivas de redução de emissões – nada menos que 50% de redução de gases de efeito estufa até 2030 e metas líquidas de zero até 2040 é suficiente”, complementa Broadgate.
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Relatório mostra impacto da pandemia sobre número de intoxicações

04/11/2021 17:20

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) funciona dentro do HU e é referência no Estado em toxicologia (Foto: Divulgação HU)

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), que funciona dentro das instalações do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) registrou um total de 18.113 atendimentos relativos a casos de intoxicação durante o ano de 2020, sendo que a maior parte dos casos está ligada a uso indevido de medicamentos (31,3%) e acidentes com animais peçonhentos (22,69%), de acordo com a Relatório Anual do CIATox/SC.

Apesar de registrar uma queda de 14,26% em relação ao ano de 2019, quando foram registrados 21.125 atendimentos, o número de 2020 é o segundo maior da série histórica do CIATox/SC, que completou 37 anos de atividade neste ano. A equipe do CIATox/SC explica que este número vem aumentando ano a ano, desde 1984, e que a queda de 2020 pode ser justificada pela redução da exposição das pessoas durante a pandemia.

No ano passado, o maior número de casos de intoxicação aconteceu dentro de casa (79,64%), sendo que as maiores vítimas humanas (o CIATox/SC também registra intoxicação de animais) foram as crianças na faixa de 1 a 4 anos, enquanto entre os adultos o mais elevado número de registro aconteceu na faixa etária entre 20 e 29 anos. As crianças foram intoxicadas principalmente por álcool etílico 70% e água sanitária, agentes também ligados às medidas de higiene adotadas durante a pandemia.

De acordo com o relatório, durante o ano passado, houve 117 atendimentos de casos envolvendo intoxicação por álcool doméstico (líquido e gel), correspondendo a um aumento de 170%, quando comparado aos atendimentos de 2019. Os dados correspondem aos casos de intoxicação simples e com múltiplos agentes.

De 1984 a 2020 o CIATox/SC registrou uma média anual de 7.305 casos, segundo dados divulgados pelos profissionais do serviço, que atuam em plantão de 24 horas no HU-UFSC/Ebserh. Esse serviço foi mantido mesmo durante a pandemia. Os números se referem a casos de intoxicação por diversos agentes, como medicamentos, agrotóxicos, produtos veterinários, raticidas, produtos químicos industriais e de uso domiciliar, drogas de abuso, plantas tóxicas e envenenamentos por animais peçonhentos, já que o CIATox/SC é um serviço de referência no Estado na área de Toxicologia.

O serviço é subordinado à Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SUR/SES/SC), mantendo cooperação técnica e parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o HU-UFSC, onde está localizado.

O CIATox/SC mantém um serviço de plantão permanente para informações específicas em caráter de urgência na área de Toxicologia Clínica aos profissionais de saúde, principalmente médicos da rede hospitalar e ambulatorial e de caráter educativo e preventivo à população em geral. Os atendimentos são feitos através de ligação gratuita pelo número 0800 643 5252.

 

Unidade de Comunicação Social HU/UFSC/Ebserh

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UFSC desenvolve aparelho para medir concentração de gás carbônico nos ambientes

03/11/2021 18:11

Medidor de gás carbônico desenvolvido na UFSC (Foto: Pipo Quint/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um equipamento de medição da concentração de gás carbônico (CO2) para monitorar a qualidade do ar nas salas de aula e outros ambientes onde se realizam atividades presenciais. Estes aparelhos estão sendo utilizados neste momento para avaliação dos chamados riscos ambientais nas salas de aula, áreas comuns e salas administrativas do Colégio de Aplicação (CA) e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), primeiras unidades a ter retorno de aulas presenciais.

As informações fornecidas pelos testes e monitoramento vão subsidiar a elaboração de uma metodologia própria da UFSC para avaliação de capacidade de ocupação dos ambientes que será aplicada em toda Universidade.

O equipamento, chamado de Carbo2, foi projetado e está sendo produzido pelo professor Saulo Güths, do Departamento de Engenharia Mecânica, com a colaboração da sua equipe de alunos. Até o momento já foram produzidas nove unidades, mas a meta é fabricar cerca de 60 aparelhos até o fim do ano. A produção conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) e Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese).
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UFSC tem 33 pesquisadores na lista atualizada dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo

29/10/2021 11:12

* alterada em 29/10/2021, às 14:37, para incluir a lista de cientistas com dados atuais (2020)
* alterada em 3/11/2021, às 14:32, para atualizar a soma dos cientistas ligados à UFSC, anteriormente a divulgação falou em 26 pesquisadores, e, no total, com a somatória das duas listas, a UFSC tem 33 pessoas citadas no estudo

A terceira atualização de uma pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicada no último 19 de outubro, contendo dados à lista dos mais de 100 mil cientistas mais influentes do mundo. A UFSC tem, ao todo, 33 pesquisadores nas novas listagens, somando as listas que incluem dados sobre as carreiras dos cientistas ao longo dos anos e também a lista com ranqueamento de citações mais recentes. 

A atualização do estudo utiliza as citações da base de dados Scopus até agosto de 2021. Os dados foram compilados em duas planilhas, com cientistas ranqueados pelas citações que receberam ao longo de suas carreiras (link para download) e outro com cientistas ranqueados pelos dados atuais (link para download).

A publicação é do Journal Plos BiologyO banco de dados criado pelos cientistas da Universidade de Stanford possui os principais cientistas do mundo com base em métricas de citação padronizadas, como informações sobre citações, índice H, coautoria e um indicador composto.

>> Acesse os dados disponíveis

Carreiras Científicas

Segundo o estudo apresentado na tabela com dados do ranking de carreiras, que demonstra o impacto da pesquisa de toda a vida dos cientistas, a UFSC tem 24 representantes (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  2. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  3. Nicolas Garcia
  4. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  8. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  9. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  10. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC),
  11. Newton C. A. da Costa, Departamento de Filosofia, Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
  12. Alexandre Trofino Neto, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  13. Afonso Celso Dias Bainy, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  14. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  15. Adilson Jose Curtius, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  17. Jamil Assreuy Filho, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  18. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  19. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  21. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  22. Denizar Martins, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  24. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

2020 (dados coletados até agosto de 2021)

Os dados do ranking referentes às citações mais recentes enumeram 26 representantes da UFSC (na ordem em que aparecem no ranking):

  1. Diego Augusto Santos Silva, Departamento de Educação Física, Centro de Desportos (CDS)
  2. Enedir Ghisi, Departamento de Engenharia Civil, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  3. Ruy Exel, Departamento de Matemática, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  4. Guilherme Luz Tortorella, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  5. Rui Daniel Schröder Prediger, Departamento de Farmacologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  6. Paulo Augusto Cauchick Miguel, Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  7. Danilo Wilhelm Filho, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  8. Traugott Peter Wolf, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  9. Dachamir Hotza, Departamento de Engenharia Química, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  10. Marcelo Farina, Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas (CCB/UFSC)
  11. Selene Maria Arruda Guelli Ulson de Souza, Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (CTC/UFSC)
  12. Bernhard Welz, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  13. Christian Johann Losso Hermes, Departamento de Engenharia Mecânica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  14. Mauricio Laterça Martins, Departamento de Aquicultura, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  15. Eduardo Carasek da Rocha, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  16. Graziela de Luca Canto, Departamento de Odontologia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  17. Fabiane Barreto Vavassori Benitti, Departamento de Informática e Estatística, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  18. Antonio Luiz Braga, Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC)
  19. Débora de Oliveira, Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  20. Ivo Barbi, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  21. Ione Jayce Ceola Schneider, Departamento de Ciências da Saúde, Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde do Campus Araranguá (CTS/UFSC)
  22. Julio Elias Normey Rico, Departamento de Automação e Sistemas, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)
  23. Hazim Ali Al-Qureshi, Departamento de Engenharias da Mobilidade (Joinville/UFSC)
  24. Maria Jose Hötzel, Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC)
  25. Cláudia Maria Oliveira Simões, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC)
  26. Marcelo Lobo Heldwein, Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Tecnológico (CTC/UFSC)

Colocação da UFSC no ranking

Os 812 autores classificados do Brasil representam diversas instituições, públicas e privadas. A UFSC está no 19º lugar dentre as 20 instituições com maior número de citações provenientes do Brasil. Confira, abaixo as 20 instituições com maior número de citações (da maneira em que aparecem no ranking de carreiras científicas).

  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
  • Universidade Federal de Pelotas
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Instituto Nacional de Pesquisas Da Amazônia
  • Iguaçu University
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP)
  • Universidade de São Paulo – USP
  • Brazil’s Hospital Premier
  • Universidade Federal do Paraná
  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
  • Universidade Estadual de Campinas
  • Embrapa Arroz e Feijão
  • Fundação Oswaldo Cruz
  • Universidade Federal de Minas Gerais
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Laboratório Nacional de Nanotecnologia
  • Universidade Federal de Santa Catarina
  • Laboratório Nacional de Computação Cientifica, Petrópolis

Os dados incluem todos os cientistas que estão entre os 100 mil mais citados em todos os campos de acordo com o índice de citação composta (quando as autocitações são incluídas e/ou quando não são incluídas). Além disso, na atualização, a tabela também inclui cientistas que não estão entre os 100 mil melhores ranqueados de acordo com o índice composto, mas estão entre os 2% melhores cientistas de sua disciplina de subcampo principal, entre aqueles que publicaram pelo menos cinco artigos.

 
Veja também:

Pesquisadores da UFSC estão entre os 100 mil mais influentes do mundo (publicada em 2020)

Tags: pesquisapesquisadores mais influentesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Reportagem sobre estudo da UFSC para vacina contra coronavírus é vencedora do Prêmio Fapesc

29/10/2021 11:00

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) divulgou na última quinta-feira, 28 de outubro, os vencedores do 1º Prêmio Fapesc de Jornalismo em CTI – Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, 37 jornalistas, de todas as regiões do Estado, foram reconhecidos.

Na categoria Telejornalismo, a reportagem da NSC Comunicação intitulada SC na corrida contra a Covid, premiada com a primeira colocação, abordou o trabalho da UFSC no estudo de vacina contra o coronavírus. A equipe premiada incluiu egressos do curso de Jornalismo da UFSC, como Dener Alano, Chico Duarte, e Sarah Castro.

> Assista à reportagem da NSC

A estagiária da Agência de Comunicação (Agecom) e estudante de Jornalismo da UFSC, Luana Consoli, foi finalista e ficou com o segundo lugar na etapa regional, categoria Internet. A reportagem-perfil de sua autoria, publicada no site institucional da UFSC, fala sobre o projeto Física Preta e conta a história da idealizadora Carleane Patrícia da Silva Reis, doutoranda em Física da Universidade.

> Leia a reportagem de Luana Consoli

O Prêmio Fapesc de Jornalismo em CTI contempla cinco categorias: mídia impressa, internet, fotografia, rádio e TV. E com o objetivo de buscar o equilíbrio regional, foi dividido em duas etapas: regional e estadual. Os vencedores das regiões Norte, Sul, Oeste, Vale do Itajaí, Serra e Grande Florianópolis disputaram o prêmio Estadual.

Foram distribuídos aos três primeiros lugares da etapa regional R$ 1 mil, R$ 750 e R$ 500. Já os vencedores estaduais ganharam R$ 7 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. A chamada pública destinou R$ 142,5 mil aos ganhadores.

> Confira a lista de vencedores no site da Fapesc

Três obras sobre as fortalezas da Ilha de Santa Catarina para conhecer neste Dia Nacional do Livro

29/10/2021 09:19

Neste Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, a Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC) indica três obras para conhecer melhor as fortificações da região e sua história. Dois desses volumes estão disponíveis gratuitamente para download, incluindo livro com realidade aumentada para crianças.

Confira as obras:

As defesas da Ilha de Santa Catarina e do
Rio Grande de São Pedro em 1786 de José Correia Rangel

O livro é baseado no manuscrito original Defesa da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, elaborado entre 1786 e 1789 pelo engenheiro militar José Correia Rangel – hoje pertencente ao acervo do Arquivo Histórico Militar de Lisboa –, um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Nesta edição da obra optou-se pela publicação do fac-símile do manuscrito (tabelas, mapas, plantas das fortificações e uniformes das tropas), acompanhado de sua transcrição com ortografia atualizada. Acrescentou-se ao manuscrito original alguns conteúdos adicionais e didáticos, em forma de textos introdutórios e notas explicativas. Veja aqui mais detalhes.

Autores: Roberto Tonera, arquiteto da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/UFSC), e Mário Mendonça de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Clique aqui para adquirir o livro.

 

Fortalezas da Ilha: uma visita ao passado

Disponível para download gratuito em português e em inglês, o livro Fortalezas da Ilha: uma visita ao passado é dedicado às crianças. Traz pinturas em aquarela, desenhos para colorir e personagens históricos de forma lúdica. O livro possui recursos de realidade aumentada. Basta baixar um aplicativo e apontar a câmera do celular para os locais indicados no livro para usar o recurso.

Com a realidade aumentada, o leitor vê imagens das primeiras quatro fortalezas construídas por Portugal para proteger a Ilha de Santa Catarina. Também poderá assistir a uma caravela se deslocar no mapa, atravessando o oceano para chegar ao Brasil. Além disso, com uso da realidade aumentada, é possível ver como ficou uma das fortalezas após o restauro, com sobreposição das imagens antiga e atual.

O livro é resultado de um trabalho conjunto entre a Coordenadoria das Fortaleza da Ilha de Santa Catarina (CFISC) e a Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da UFSC.

Concepção pedagógica, pesquisa e texto: Dalânea Cristina Flôr.

Clique aqui para visualizar o livro em português.
Clique aqui para fazer download do livro em português.
Clique aqui para visualizar o livro em inglês.
Clique aqui para fazer download do livro em inglês.

 

Restauração das Fortalezas da Ilha
de Santa Catarina: Depoimentos

Esta publicação reúne uma série de depoimentos sobre o processo de restauração das principais fortalezas do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis).

Após um período de abandono e ruínas, as fortalezas do triângulo norte, tombadas como patrimônio histórico nacional em 1938, foram restauradas sob a coordenação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nas décadas de 1980 e 1990, em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e outras entidades parceiras.

Os textos reunidos trazem os depoimentos de reitores da UFSC, e de algumas outras pessoas que participaram do processo de recuperação desses monumentos. Eles foram publicados originalmente em 2001, como parte dos conteúdos do CD-ROM Fortalezas Multimídia (com exceção dos depoimentos dos reitores que exerceram seus mandatos após essa data).

Organizador: Roberto Tonera, arquiteto da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/UFSC).

Clique aqui para fazer download gratuitamente.

Tags: Coordenadoria das Fortalezas da Ilha da Santa Catarinadia do livrofortalezasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC dá largada em programa com pacientes curados de Covid-19 para avaliar importância do exercício físico na reabilitação

27/10/2021 14:19

Equipe trabalha para receber primeiros voluntários (Fotos: Daiane Mayer/Agecom)

A Universidade Federal de Santa Catarina começou a oferecer um novo serviço de atendimento à população impactada diretamente pela pandemia de Covid-19. Atuando em diversas frentes de pesquisa e extensão relacionadas ao coronavírus, agora a instituição terá um estudo a longo prazo sobre o impacto do exercício físico na reabilitação de pacientes curados que manifestaram a doença de forma moderada a grave. A iniciativa ocorre no Centro de Desportos (CDS), com parceria do Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva), do Hospital Universitário.

Intitulada Efeitos do Treinamento Físico em Desfechos Funcionais, Clínicos e Psicossociais de Adultos e Idosos Pós-infecção por Covid-19: Covid-19 And Rehabilitation Study (Core-Study), a iniciativa abrange ações de pesquisa e extensão, com prestação de serviços à comunidade e, ao mesmo tempo, coleta de dados e informações sobre um tema ainda desconhecido pela ciência. Os primeiros voluntários estão sendo selecionados, e a expectativa é de que funcione a pleno vapor até o final do ano.

O professor Rodrigo Sudatti Delevatti, coordenador geral do projeto, explica que, com os esforços iniciais concentrados na epidemiologia e na elaboração da vacina, começa a surgir somente agora. “Existe uma demanda urgente de reabilitação, porém não existem evidências científicas que deem segurança para reabilitar. Ainda não saíram os ensaios clínicos de qualidade que provam superioridade, eficácia e segurança dos modelos de reabilitação”, contextualiza.

Professor Rodrigo coordena o projeto

A ideia do projeto é atender, nesse momento, 60 pacientes de moderado a grave, que estiveram internados no HU em 2021 e receberam alta. A triagem é feita no Nupaiva, coordenado pela professora Rosemeri Maurici, e os voluntários passam a frequentar o CDS de duas a três vezes por semana, com protocolos de treinamento físico e acompanhamento dos resultados. De acordo com o professor, é possível perceber um grande percentual de sobreviventes de Covid-19 com sequelas como fraqueza muscular, fadiga e problemas de ordem psicossocial.

Para ele, a universidade pode colaborar com a construção das primeiras evidências relacionadas à intervenção direta com os pacientes curados. “A gente também observa problemas na qualidade do sono e sintomas depressivos e sabemos que o exercício, a princípio, ajuda muito isso, pois restaura a capacidade das pessoas. Só que o nosso conhecimento sobre esse papel do exercício é em outras condições, ou ainda muito raso, baseado em estudos sem grupo controle e/ou com pequeno tamanho amostral”, explica.

Por isso, o Core Study tem metas ambiciosas e começa a operar nos próximos dias com a expectativa também de comparar os reabilitados atendidos pelo programa com outros, que receberão recomendações de atividade física, mas não frequentarão à universidade neste momento. Serão 24 semanas de acompanhamento, com cinco ciclos diferentes de treinamento e a análise diária de parâmetros como frequência cardíaca, saturação de oxigênio e pressão arterial. Antes e após as 24 semanas, serão analisados parâmetros relacionados à função vascular, pulmonar, aspectos psicossociais, capacidade funcional, aptidão cardiorrespiratória, nível de atividade física, força muscular e composição muscular.

O professor também explica que as questões tanto relacionadas à fadiga, como as de ordem psicossocial, em linhas gerais, costumam compor um ciclo que tende a afastar os pacientes curados da prática das atividades físicas. Muitos desses pacientes já vinham de meses de confinamento, depois ainda passaram por uma internação. Alguns perderam o emprego e também estão com dificuldade de adaptação. “Tem uma questão psicológica e até funcional de muitos não terem conseguido voltar à atividade laboral. Se não forem reabilitados, e isso é uma questão da saúde pública, não vão conseguir voltar”.

Reabilitação também para outras doenças

O Centro de Reabilitação vai funcionar onde era realizado o Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória (ProCor), cujo objetivo é avaliar as condições fisiológicas, clínicas, psicológicas, sociais e profissionais dos cardiopatas por meio de exercícios físicos. O espaço foi adaptado com novos equipamentos – como esteiras e oxímetros, adquiridos com recursos da UFSC, por meio da Pró-reitoria de Extensão e de um esforço conjunto da direção do CDS e da Secretaria de Esportes.

Projeto tem equipamentos novos

Segundo Delevatti, além da importância científica da coleta de dados junto aos pacientes e da contribuição com a saúde pública, o projeto também terá o compromisso de servir como um piloto para atender a reabilitados de outras doenças. “A reabilitação pós-Covid dá a largada ao projeto, mas o Centro deve abrigar outros no futuro”, explica o professor, que também é coordenador de extensão do CDS.

Para isso, outros professores do centro, além de estudantes de graduação e de pós-graduação também estão envolvidos com a atividade, que deverá ser implementada junto à política de curricularização de extensão da UFSC, que prevê que pelo menos 10% da carga horária das graduações seja voltada a projetos com as comunidades.

O professor ainda reforça que o estudo trabalhará com uma perspectiva a longo prazo: muito embora as atividades diretas com os grupos tenha duração prevista de 24 semanas, a ideia é acompanhar os pacientes anualmente, inclusive possibilitando que, ao fim da pesquisa, eles continuem a realizar atividades físicas gratuitas oferecidas pela UFSC à comunidade.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: centro de desportosCore StudyHospital UniversitárioNúcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva)

Doutorandos e egresso da UFSC são premiados pela Fapesc

27/10/2021 09:16

Os cinco vencedores foram premiados em cerimônia na última segunda-feira, 25. Foto: divulgação/Fapesc

editada às 17h38 para atualização de informações

Dois pesquisadores e um egresso do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (PPGRGV) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram contemplados com o Prêmio de Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina, entregue pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) na segunda-feira, 25 de outubro. O objetivo da iniciativa foi incentivar pesquisas e produção de conhecimento sobre espécies do ecossistema catarinense e apoiar a divulgação desses estudos, dando mais visibilidade aos resultados. Cada vencedor recebeu R$ 15 mil e passagens para o Rio de Janeiro para visitar o sítio Roberto Burle Marx e o Jardim Botânico. 

O prêmio foi dividido em três categorias: Roberto Miguel Klein, voltado para trabalhos que envolvem a ecologia e a biodiversidade de plantas nativas do estado; Raulino Reitz, para publicações que tratam da recuperação e da conservação das matas ciliares e atreladas a recursos hídricos; e Burle Marx, para publicações relacionadas à biodiversidade urbana e ao paisagismo ecológico. 

O estudante de doutorado do PPGRGV Valdeir Pereira Lima foi o vencedor na classe aluno de pós-graduação da categoria Roberto Miguel Klein. O prêmio deve-se a um artigo publicado na revista Austral Ecology em 2020, com o título Extinction threat to neglected Plinia edulis exacerbated by climate change, yet likely mitigated by conservation through sustainable use
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Tags: BiodiversidadeFapescPrêmio de Valorização da Biodiversidade de Santa CatarinaPrograma de Pós-Graduação em Recursos Genéticos VegetaisUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC está entre as 10 instituições públicas de destaque do Guia da Faculdade do Estadão

25/10/2021 10:08

Acaba de ser publicada a terceira edição do Guia da Faculdade do jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com a Quero Educação. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou posicionada entre as dez instituições públicas de destaque e recebeu um selo exclusivo, que chancela o excelente desempenho da instituição ao longo do último ano. Foram avaliados 81 cursos da UFSC, considerando licenciaturas e bacharelados de todos os centros e campi. Desses, 16 obtiveram cinco estrelas, que é a nota máxima, 62 obtiveram quatro estrelas e somente 3 ficaram com três estrelas. O Guia pode ser acessado aqui.

Os cursos cinco estrelas da UFSC são os seguintes: Ciência da Computação, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciências Biológicas, Educação Física (licenciatura e bacharelado), Enfermagem, Engenharia de Produção Civil, Engenharia Elétrica, Filosofia (licenciatura e bacharelado), Matemática (licenciatura e bacharelado), Pedagogia, Química (licenciatura e bacharelado) e Sistemas de Informação.
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Tags: cinco estrelasEstadãoGuia da FaculdadeO Estado de S. PauloQuero EducaçãoUFSC

UFSC Solidária: doar Sangue e Plaquetas pela Vida

21/10/2021 16:49

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é parceira do Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOSC) na conscientização e captação de doadores de sangue e plaquetas e cadastro para doação de medula óssea. A iniciativa partiu do Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape), e inicia-se no início do semestre de 2021.2.

Estudantes, servidoras(es) docentes e técnico-administrativas(os) em Educação são convidadas(os) a conhecerem o Hemosc, e agendarem sua doação. No primeiro agendamento é possível informar-se sobre a doação de plaquetas e cadastro no banco de doadores de medula óssea.
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Tags: Calouros 2021.2campanha doação sangueHemoscPrograma Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape)UFSCUFSC SolidáriaUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC desenvolve pesquisa inédita que pode impactar indústria de refrigeração

21/10/2021 11:40

Um aparelho condicionador de ar com sistema de refrigeração magnética está colocando a Universidade Federal de Santa Catarina na vanguarda das pesquisas na área, por ser uma das primeiras instituições no mundo a utilizar essa tecnologia neste tipo de equipamento. O trabalho é resultado de uma série de estudos desenvolvidos no Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo), sob a coordenação do professor Jader Barbosa, e tem recebido prêmios – um deles da International Conference on Caloric Cooling, concedido à pesquisa de doutorado de Fábio Pinto Fortkamp, egresso da UFSC e atualmente professor da Udesc.

De acordo com Barbosa, há pelo menos dez anos a UFSC busca desenvolver uma alternativa à refrigeração convencional, baseada na tecnologia de compressão mecânica de vapor. Por essa técnica, um fluido, muitas vezes danoso ao meio-ambiente, é sucessivamente comprimido e expandido em um processo cíclico para, por exemplo, garantir a conservação dos produtos dentro de um gabinete refrigerado. “O que a gente procura é substituir essa tecnologia por uma outra, baseada em outro princípio, que é o efeito magnetocalórico”, explica.

A busca por um melhor desempenho da tecnologia passa pelo planejamento de um sistema completo, o que tem colocado a universidade como uma das instituições de excelência, em nível nacional, com resultados com repercussão importante também mundialmente. “Há cerca de seis a oito grupos do mundo, de maior estatura, desenvolvendo essa tecnologia em vários níveis. No Brasil nós somos o de maior envergadura, pois obtivemos resultados bastante expressivos”.

Protótipo da adega projetada na UFSC

Um desses resultados foi recentemente publicado no artigo A magnetic wine cooler prototype, veiculado no periódico International Journal of Refrigeration. O artigo apresenta o projeto e a avaliação do desempenho de uma nova unidade de refrigeração magnética capaz de controlar a temperatura de um refrigerador de vinho com 31 garrafas. O protótipo da adega passou por testes de abaixamento de temperatura e consumo energético operando com um circuito magnético totalmente concebido e projetado na UFSC.

Seus resultados, como tudo o que envolve a produção científica e tecnológica, também são utilizados para o desenvolvimento do condicionador de ar inédito no mundo, que é financiado com recursos da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Segundo Barbosa, o Brasil ainda está nos primeiros passos no que se refere ao desenvolvimento de circuitos magnéticos para aplicações em refrigeração. A Codemge tem investido nessa área com a criação do primeiro laboratório-fábrica de ímãs terras-raras do hemisfério sul, em Lagoa Santa.

Além dos circuitos de ímãs, os refrigeradores magnéticos têm como componentes principais os regeneradores magnético-ativos, compostos pelo material magnetocalórico. É nestes regeneradores que o chamado efeito magnetocalórico é observado – quando ocorre uma variação na sua temperatura em resposta a uma variação do campo magnético aplicado. “O objetivo final da nossa pesquisa é integrar tudo para que haja um menor consumo de energia, melhor do que a tecnologia convencional não só em termos de custo, mas também de eficiência. Não adianta ter somente uma tecnologia que não use o fluido nocivo ao meio ambiente, mas consuma mais energia. Ela tem que ganhar no todo”, resume.

Aprendizado de máquina

Uma das descobertas da equipe rumo ao desenvolvimento da refrigeração magnética recebeu recentemente a premiação de melhor apresentação pré-gravada na International Conference on Caloric Cooling, principal evento científico internacional sobre tecnologias de resfriamento calórico e suas aplicações. A pesquisa de Fábio Pinto Fortkamp foi orientada pelo professor Jader Barbosa e pelo pesquisador Jaime Lozano e aplicada no protótipo da adega e do condicionador de ar.

O trabalho consistiu no desenvolvimento de uma ferramenta de aprendizado de máquina para otimizar o circuito magnético, a parte mais cara do sistema e um dos seus componentes mais importantes. Ao portal da Capes, Fortkamp explicou que há muitas perguntas a se responder sobre o circuito magnético – a quantidade de ímã, de ferro, o tamanho de cada bloco, sua orientação e uma série de outros parâmetros.

Segundo ele, o aprendizado de máquina economiza tempo de computação. “Em vez de simular mil casos diferentes, é possível simular 100 e fazer o computador aprender o resto. O computador aprende como o campo magnético varia de acordo com cada parâmetro. Assim, é possível simular uma infinidade de casos em um intervalo de tempo muito pequeno”, explica.

De acordo com Barbosa, o trabalho contribui para o desenvolvimento de outros possíveis protótipos e equipamentos. “Com isso vamos criar modelos matemáticos para diversas finalidades. Por exemplo, se quisermos minimizar o custo, temos como fazer isso e o sistema se otimiza para minimizar o custo. Se quisermos maximizar o desempenho, temos como ajustar parâmetros do modelo para que isso ocorra”, ilustra.

O reconhecimento da comunidade científica, que concedeu o prêmio ao trabalho desenvolvido no Polo, também valida as pesquisas pioneiras realizadas pela UFSC em âmbito internacional. Para o professor, ainda que os protótipos estejam em fase de desenvolvimento – o que envolve a necessidade constante de aperfeiçoamentos para que o produto se torne de fato competitivo – a possibilidade de gerar recursos humanos e trabalhar em uma frente inovadora são um grande fator motivador.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC, com informações da Capes

Tags: inovaçãoLaboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo)pesquisa e desenvolvimentorefrigeração magnética

Laboratório da UFSC desenvolve tecnologia inédita no Brasil para geração de energia eólica

20/10/2021 17:33

Um grupo de pesquisadores vinculados a um laboratório do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está desenvolvendo uma inovadora tecnologia de geração de energia eólica, os aerogeradores com aerofólios cabeados (Airborne Wind Energy – AWE). A tecnologia consiste no tracionamento, por uma pipa (kite), de um cabo que está enrolado no tambor de um gerador que fica no solo. O estudo é pioneiro na América Latina, e a equipe de cientistas planeja lançar até o fim do ano um protótipo gerando energia, para assim conseguirem um financiamento para o projeto piloto nos próximos anos.

A pipa é conectada a um cabo que se distancia à medida que é compelida pelo vento, realizando uma trajetória em forma de oito até levar o cabo ao seu limite. Após isso, o cabo é puxado de volta para que seu ciclo se repita, de forma que a força necessária para puxar o cabo é apenas uma fração da energia produzida, conservando energia durante o processo. 

A unidade de solo pode ser facilmente transportada de um lugar para o outro

A tecnologia se diferencia das turbinas eólicas pela capacidade de captar ventos mais constantes, já que consegue alcançar uma altura de 600 a 800 metros, enquanto os equipamentos dos parques eólicos convencionais atingem em média 130 metros. Além disso, o equipamento é mais leve e acessível, pois o gerador que compõe a unidade solo é de fácil manutenção e os materiais da pipa são mais baratos.

O aerogerador também possui vantagens ecológicas, como o fato de cabos e tecido das asas serem recicláveis, facilitando o descarte dos recursos após a validade, enquanto o descarte dos materiais das torres eólicas está formando um verdadeiro “cemitério” desses materiais mundo afora. Como a asa opera em grandes altitudes, o ruído de deslocamento da asa e a poluição visual são menores.

“Também é possível, com tecnologia já existente, detectar a chegada de pássaros e desviar a operação da asa da rota de migração, evitando assim, a morte de muitos pássaros”, diz o pesquisador Alexandre Trofino.

Protótipo da unidade de voo do UFSCkite

Estudos preliminares de viabilidade econômica realizados por empresas européias no ramo e pela UFSCkite sugerem que a energia gerada com essa nova tecnologia poderá ser vendida a preços inferiores aos praticados pela tecnologia convencional baseada em torres.

Segundo o pesquisador, “o custo da instalação acaba sendo bem menor, talvez um décimo do preço de uma turbina eólica”. No entanto, a ideia é que esses dispositivos de energia renováveis não compitam entre si, mas que funcionem como um conjunto, priorizando o gerador de energia mais adequado em determinada área. 

UFSCKite na Mídia

O projeto foi divulgado por diversos veículos de comunicação, locais e nacionais. Uma reportagem da NSCTV aborda a necessidade de investimento nacional na nova tecnologia para que seja mais acessível a todos. Confira o vídeo. Outra matéria, da EBC Brasil, fala do caráter inovador e pioneiro do projeto. Confira no link.

Sobre o projeto:

O projeto UFSCkite é conduzido desde 2012 pelos professores Alexandre Trofino e Marcelo de Lellis e teve um reforço temporário dos engenheiros Roberto Crepaldi e Leonardo Papais. A iniciativa também é fruto de colaborações acadêmicas internacionais e de parcerias com empresas nacionais no desenvolvimento de equipamentos tecnológicos. É possível acompanhar os  testes em campo do aerogerador pelo canal do Yotube da UFSCkite.

No exterior, já existem versões mais desenvolvidas da tecnologia, como as empresas européias Kite Power e Skysails Power. Porém, diferentemente das empresas estrangeiras, o protótipo da UFSCkite é o único que é capaz de alçar voo sem a necessidade de ventos em baixa altitude. 

A expectativa do grupo é viabilizar comercialmente essa tecnologia no Brasil nos próximos anos, mas investimentos são necessários para poderem abrir uma empresa. Após os testes em curso com o protótipo atual, o grupo de pesquisadores estipula um prazo de quatro anos para construção da planta piloto e de três anos para transformá-la num produto comercializável. 

Roberto Crepaldi, ex-integrante da equipe, resume quem seria o público beneficiado com essa nova opção: “O mercado interessado seriam as pessoas que se interessassem em pagar mais barato na energia e para ter essa obtenção de energia de uma forma menos impactante”.

João Mesquita / Estagiário de Jornalismo da Agecom

 

Tags: aerogeradoresCTCEnergia elétricaEnergia EólicaUFSCUFSCkiteUniversidade Federal de Santa Catarina

Vestibular UFSC 2022 tem inscrições abertas nesta segunda-feira

18/10/2021 08:43

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 15 de outubro, o edital para o Vestibular UFSC 2022. O vestibular será realizado de forma presencial nos dias 29 e 30 de janeiro de 2022, para o preenchimento de 4.521 vagas em 102 cursos de graduação oferecidos nos cinco campi da Universidade (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville).

As inscrições começam na próxima segunda-feira, 18 de outubro, e poderão ser realizadas até 19 de novembro. Para se inscrever, os candidatos deverão acessar o site www.vestibular2022.ufsc.br e preencher o Requerimento de Inscrição. O valor da taxa de inscrição será de R$ 155,00 (cento e cinquenta e cinco reais) para todos os cursos. No dia 18 de outubro inicia também o período para solicitar isenção da taxa de inscrição.

Poderão participar do Vestibular candidatos que já tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente ou que venham a concluí-lo até a data de matrícula na UFSC. A exemplo de anos anteriores, também poderão participar os chamados “candidatos por experiência”, que não concorrerão à classificação.
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Tags: graduaçãoingresso na UFSCUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular UFSC 2022

Parceria entre UFSC e UFSM, podcast Legítima Defesa lança um olhar crítico para temática da criminalidade

15/10/2021 15:07

Fome, problemas com a higiene, superlotação e violações de direito praticadas pelo Estado são alguns dos assuntos abordados no episódio 11 do podcast Legítima Defesa, uma parceria entre a UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) conduzida pelo Grupo de Pesquisa Poder, Controle e Dano Social, coordenado pela professora do curso de Direito, Marília de Nardin Budó. O projeto de extensão e de divulgação científica abrange temáticas como prisões e violência e criminologia verde. Na produção, os acadêmicos realizam pesquisas em documentos, artigos, vídeos e documentários, além de entrevistarem profissionais e especialistas

De acordo com a professora, o episódio é uma continuação de um outro, intitulado Como surgiram as prisões, que encerra ao mostrar que o principal objetivo declarado do nascimento da prisão seria a humanização das penas. “Se lá a gente tinha essa promessa da humanização das penas, aqui a gente confronta essa promessa com a realidade”, comenta. Para imergir nessa realidade, o podcast traz entrevistas com uma pessoa que já esteve presa, com uma defensora pública, com um professor que trata do tema suicídio nas prisões, além de dados impactantes sobre o sistema.

Os temas do Legítima Defesa são definidos nas reuniões de pauta, que ocorrem mensalmente. A proposta é alinhar o produto de divulgação científica ao que está sendo estudado pelo grupo de pesquisa. As séries sobre prisões e violência e sobre criminologia verde, que trata das questões ambientais a partir da criminologia, são intercaladas e correspondem às linhas de estudo da equipe.

Com um conjunto de onze episódios, o podcast nasceu da interdisciplinaridade entre Direito e Jornalismo – as duas formações de Marília. Depois, quando ela, que era professora da UFSM, passou a lecionar na UFSC, a iniciativa tornou-se também interinstitucional. “Eu já tinha previsto a possibilidade de criação de um programa de rádio ou um podcast de divulgação científica”, lembra.

Então, a parceria com a professora Laura Storch, de Jornalismo da UFSM, e com Barbara Marmor, orientanda que pretendia fazer um TCC sobre crime e mídia, começou a dar o tom do projeto. “Ele não é apenas interinstitucional, mas também interdisciplinar, porque a gente trabalha com conceitos, práticas e técnicas do jornalismo e da divulgação científica e, evidentemente, com o conteúdo da criminologia”, explica ela, que também busca a parceria de estudantes de Jornalismo.

Newsmaking criminology

A professora está inserida no campo conhecido como newsmaking criminology, do pesquisador estadunidense Gregg Barak, que designa a busca pela desmistificação do crime e da punição na mídia. “É interessante a gente falar sobre essa nova mídia que é o podcast, tanto pelo amplo acesso quanto pela facilidade de lidar com esse formato”, argumenta. De acordo com ela, uma das críticas que se fazia à noção de construção social da criminalidade pelos meios de comunicação era justamente à unilateralidade e impossibilidade de uma produção de conteúdo associada ao campo científico.

Sob essa perspectiva, contextualiza a professora, é possível que haja um campo crítico, capaz de desconstruir os estereótipos do crime, do criminoso, da criminalidade, e que se posicione criticamente à seletividade do sistema penal. “A seletividade faz com que o sistema recrute desproporcionalmente pessoas negras, pobres e desprivilegiadas dentro da sociedade”. A ideia do podcast, nesse sentido, também tem como ponto de partida a possibilidade de produção de um discurso contra-hegemônico.

A popularização de termos recorrentes no código penal e de conceitos do campo do Direito e da Justiça é um dos desafios do formato. “Não adianta nós ficarmos encasteladas no discurso acadêmico, conversando uns com os outros a partir de marcos teóricos que todo mundo já conhece e não comunicarmos, não trabalharmos a partir da perspectiva do senso comum”, afirma a professora.

Para ela, essa adaptação da linguagem acadêmica é desafiadora, mas essencial, especialmente no campo jurídico, conhecido por jargões prolixos. “Desde o primeiro dia da faculdade os estudantes adquirem um novo vocabulário que realmente não comunica com a sociedade. Então, esse é também um trabalho pedagógico de desconstrução”.

Ouça todos os episódios aqui.

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Mulheres cientistas premiadas pela UFSC falam sobre suas trajetórias em mesa da Semana Nacional de C&T

08/10/2021 19:02

As nove mulheres premiadas no Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC), participaram, nesta sexta-feira, de uma mesa de debates na qual puderam narrar parte das suas experiências como pesquisadoras. O evento fez parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e antecede a cerimônia formal de premiação, que será realizada no dia 11 de fevereiro, o dia internacional das mulheres e meninas nas ciências.

O evento foi conduzido pela professora Maique Weber Biavatti, da Superintendência de Projetos da Propesq, e também teve a participação do reitor da UFSC, Ubaldo Cezar Balthazar, que parabenizou a excelência dos trabalhos desenvolvidos pelas pesquisadoras. “Quero parabenizá-las e que continuem sendo esse exemplo de mulheres cientistas”, disse.

A presidente da Comissão de Equidade da UFSC, professora Miriam Grossi, abriu a solenidade e fez um balanço dos trabalhos da comissão, que está prestes a completar um ano e que encaminha ações institucionais relacionadas à questões de gênero na universidade. Ela também lembrou que uma mulher em um lugar de poder pode mudar radicalmente o mundo e agradeceu a professora Maique por inserir esse debate institucionalmente.

Todas as nove premiadas, nas categorias júnior, plena e sênior, nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas e da Terra puderam falar brevemente sobre suas trajetórias e desafios na construção das carreiras. Muitas delas egressas da UFSC, as cientistas também salientaram seu compromisso com a universidade, com a formação dos seus alunos e com o exemplo e a representatividade para outras mulheres.

O Prêmio Mulheres na Ciência 2021 foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica.

Assista ao evento
Dedicação e exemplo

Christiane Fernandes Horn, do Departamento de Química, premiada na categoria júnior, fez uma comparação da Química com o papel da mulher na academia, na vida cotidiana e no mundo. “Somos as catalisadoras de novas reações e tal como os catalisadores, as lutas não nos degradam, mas nos preparam para novos desafios”. Já a professora Lucila Maria de Souza Campos, do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, vencedora na categoria plena, lembrou das mulheres que foram referência para a sua formação e celebrou os currículos das premiadas. “Tenho orgulho de, agora, ser parte desse seleto grupo que inicia uma jornada de valorização das mulheres cientistas”.

A professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, destaque na categoria sênior, falou sobre o seu vínculo com a UFSC e enalteceu o papel da diversidade na instituição, registrando também a importância do prêmio em um ano em que tanto se está precisando de acolhimento e de abraços. “Esse nosso olhar feminino é muito importante. Nós somos tão vibrantes e brilhantes cientistas dentro do mundo que é muito diverso”.

Marília de Nardin Budó, do Departamento de Direito, vencedora na categoria júnior das Ciências Humanas, discursou em favor da universidade, das bolsas de pesquisa e do estímulo à ciência, que vem sofrendo cortes orçamentários milionários. Ela também destacou o papel da diversidade na instituição para uma ciência comprometida. “A cada ano que passa eu vejo a universidade mais plural e inclusiva e esse dado é determinante”, resumiu.

Lugar de afeto

A maternidade e os vínculos afetivos também fizeram parte das falas das professoras. Daniela Karine Ramos, do Departamento de Metodologia de Ensino, premiada na categoria plena, lembrou que, sendo mãe de três filhos, passou por inúmeras necessidades de adaptação durante a pandemia. “O prêmio registra o esforço e o comprometimento com a ciência e com a formação dos nossos alunos. Que a gente possa inspirar a vida de muitos ao longo da nossa atuação”.

Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História, destaque na categoria sênior, disse estar muito honrada e emocionada com o prêmio. Ela, que estuda justamente a história das mulheres e do gênero, não deixou de registrar a importância da família e das colegas – estudantes e amigas. “A ciência é uma construção coletiva e também é ou pode ser afetiva”, disse.

Ione Jayce Ceola Schneider, do Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá, destaque na categoria júnior, lembrou das suas orientandas – seis delas já diplomadas como mestras. “Tento sempre acolhê-las, pois muitas têm filhos, trabalham e ficam longe da família para conseguir fazer suas pesquisas”. Este aspecto também fez parte da fala da professora Maria Jose Hotzel, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, destaque na categoria plena. “Que isso possa ser um alento e um estímulo para pessoas que a gente sabe que terão dificuldades, como as mulheres, que têm um grau de dificuldade a mais”. Já a professora Ana Lucia Severo Rodrigues, do Departamento de Bioquímica, vencedora na categoria sênior, lembrou que a carreira, mesmo com as dificuldades, tem valido a pena. “Essa carreira nos oferece tanto, como a gratificação em formar pessoas qualificadas e ver as conquistas dos orientandos. Que com nosso exemplo a gente possa inspirar várias mulheres”, registrou.

Tags: Prêmio Mulheres na Ciência 2021Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ/UFSC)

Pesquisadores da UFSC representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap

08/10/2021 18:45

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi. O professor Aloísio Klein foi indicado na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas e o professor Raul Wazlawick representará Santa Catarina na categoria Pesquisador Inovador – Inovação Para o Setor Público.

Os resultados da etapa regional do prêmio foram anunciados nesta sexta-feira, dia 8 de outubro, durante uma live promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Para chegar aos nomes dos finalistas da etapa estadual, a Fapesc contou com a participação das Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs), responsáveis pelas indicações, e dos avaliadores, responsáveis pela seleção. Os nomes de cientistas da UFSC selecionados foram encaminhados pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), mediante consulta aos Centros de Ensino. A UFSC tinha cinco pesquisadores entre os finalistas da etapa estadual: Aloísio Klein, Marcelo Maraschin, Miriam Pillar Grossi, Raul Wazlawick e Roger Walz.

A categoria pesquisador destaque foi dividida em três subcategorias. Foram escolhidos os professores Felipe Dal Pizzol, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) – subcategoria Ciências da Vida; Aloisio Nelmo Klein, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – subcategoria  Ciências Exatas; e Sandra Makowiecky, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) – subcategoria Ciências Humanas.

A categoria Pesquisador Inovador foi dividida em duas subcategorias. Foram escolhidos Valdir Cechinel Filho, da Universidade do Vale Itajaí (Univali) – subcategoria Setor Empresarial; e Raul Sidnei Wazlawick, da UFSC – subcategoria Setor Público. Na Categoria Profissional de Comunicação, a representante será Eonir Teresinha Malgaresi, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi é realizado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), tem como objetivo reconhecer pesquisadores que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. Será concedido também a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) e a sociedade.

com informações da Assessoria de Comunicação da Fapesc

Tags: Prêmio Confap de Ciência Tecnologia e Inovação (Francisco Romeu Landi)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

HU-UFSC é o primeiro hospital credenciado em Santa Catarina para formar especialistas em endoscopia

08/10/2021 10:20

O Centro de Endoscopia Digestiva do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) foi credenciado para formar médicos especialistas na área de endoscopia digestiva. Com isso, a instituição vai passar a oferecer, oficialmente, um curso de especialização nesta área, com formação plena de dois anos.

O credenciamento foi feito pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), que vistoriou o Centro de Endoscopia do HU e considerou itens como o espaço físico, o processo de desinfecção, a equipe de enfermagem e apoio, o grau de complexidade da proposta, o número de preceptores, a grade curricular e os processos gerais (segurança do paciente, sigilo de dados e resultados críticos). Em todos os itens, o diagnóstico da Sobed foi de “adequado”.

A coordenadora do Centro de Endoscopia, a gastroenterologista Cintia Zimmermann de Meireles, disse que os cursos serão oferecidos a partir de 2022, formando dois médicos especialistas por ano, considerando o número de procedimentos realizados no HU. “Nosso centro será o primeiro em Santa Catarina credenciado pela Sobed para este treinamento”, acrescentou a especialista, que atuará como coordenadora do Centro de Ensino e Treinamento.

Os membros da comissão da Sobed que fizeram a avaliação especificaram que o serviço oferecido no HU conta com boa estrutura física e equipamentos, realizando desde procedimentos básicos até avançados, incluindo CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) e Ecoendoscopia.

A gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFSC, Maria Luiza Bazzo, disse que os médicos que se candidatarem ao curso que oferece o título de especialista em endoscopia no hospital terão contato direto com uma equipe especializada, além de acesso a procedimentos e material de ponta para a sua formação. “Isso vem ao encontro do papel do HU, que é de unir uma assistência de qualidade à excelência na formação de profissionais qualificados”, explicou a dirigente.

Unidade de Comunicação Social HU-UFSC/Ebserh

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Sinova apresenta ideias inovadoras selecionadas para o projeto Startup Mentoring

07/10/2021 09:43

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A Secretaria de Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sinova/UFSC) divulgou, nesta quarta-feira, 6 de outubro, a lista de ideias inovadoras que foram selecionadas no projeto Sinova UFSC Startup Mentoring – Edição 2021. As equipes classificadas receberão mentorias on-line, no período de 13 a 22 de outubro

Em sua 4ª edição, o projeto visa selecionar negócios inovadores para comporem o mapeamento de startups do ecossistema de inovação e empreendedorismo da UFSC, promovendo, desta forma, conexão direta das ideias com o mercado. Em razão do atual cenário, o evento está sendo realizado totalmente de forma virtual com a temática “O Novo Contexto de Inovação Pós-Pandemia”. 
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