Pesquisadores do HU participam de estudo colaborativo internacional sobre Covid-19

10/03/2021 09:45

Um grupo de pesquisadores que atuam no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) participa de um estudo colaborativo internacional denominado SURG-Week, que é um braço do grupo de pesquisa Global & Covid Surg coordenado pela Universidade de Birmingham (Inglaterra). Trata-se de uma pesquisa de coorte multicêntrica internacional cujo objetivo é determinar o timing ideal para procedimentos cirúrgicos após infecção por SARS-CoV-2.

O pesquisador responsável por coordenar as ações na UFSC é o professor Humberto Fenner Lyra Júnior, do Departamento de Cirurgia. Também participam do estudo José Mauro dos Santos e João Carlos Costa de Oliveira, também professores do Departamento de Cirurgia da UFSC; o médico Tiago Rafael Onzi e a residente Nathalia Siqueira Julio, do Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do HU; e Marlus Tavares Gerber, médico do Serviço de Coloproctologia do Hospital.

Os primeiros resultados da pesquisa apontam que a cirurgia deve ser adiada por sete semanas após um paciente apresentar resultados positivos para Covid-19 . Os pesquisadores descobriram que os pacientes têm maior probabilidade de morrer (mais de duas vezes e meia) após as operações se o procedimento ocorrer nas seis semanas seguintes a um diagnóstico positivo para SARS-CoV-2. Também apresentam risco aumentado de morte pós-operatória aqueles com sintomas no momento da cirurgia. Liderados por especialistas da Universidade de Birmingham, mais de 25 mil cirurgiões trabalharam juntos como parte da Covid Surg Collaborative para coletar dados de 140.727 pacientes em 1.674 hospitais de 116 países, incluindo Austrália, Brasil, China, Índia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA – criando um dos maiores e mais abrangentes estudos de cirurgia do mundo. Os achados foram publicados na revista Anesthesia.
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Ubaldo Cesar Balthazar: ‘Nossa maior aliada, desde o início, foi a Ciência!’

09/03/2021 13:49

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ubaldo Cesar Balthazar divulgou, nesta terça-feira, 9 de março, uma mensagem aos servidores docentes e técnicos-administrativos em Educação, estudantes e população catarinense. 

Confira a nota, e o vídeo, abaixo.

Um ano atrás, nós começávamos a dura batalha contra o desconhecido. Uma pandemia que assustava e tirava o nosso sono.

Um ano atrás, a UFSC decidiu, corajosamente, adotar medidas de distanciamento com um único propósito: preservar vidas!

Fomos chamados de precipitados, recebemos críticas, diziam que era cedo para suspender atividades. A doença, contudo,  revelou que estávamos no caminho certo!

Mais do que isso: passado um ano, estamos em situação muito mais grave. Milhões de pessoas contraíram a COVID-19, e as mortes se multiplicam em escala assustadora. 

Desde o início, faltou um plano nacional de enfrentamento à pandemia. Estados e municípios, empresas públicas e privadas, cidadãos e cidadãs ficaram perdidos. Nossa maior aliada, desde o início, foi a Ciência!

E nós, na Universidade Federal, sempre deixamos claro que a Ciência foi nossa principal orientação.

Nunca paramos de trabalhar, mas tivemos que alterar profundamente nossa rotina. 

As atividades essenciais – especialmente saúde e segurança – passaram a atuar com assombroso protagonismo. Foram nossos profissionais de saúde, nossos pesquisadores, nossos vigilantes, porteiros, que cuidaram da vida e de nosso patrimônio.

E eles estão sobrecarregados.

A pandemia não dá trégua, não respeita a economia, não pergunta se estamos vacinados. A pandemia mata e vai continuar matando.

Nosso papel é coordenar docentes e técnicos para que consigamos superar a ameaça da pandemia e oferecer à sociedade soluções. 

Na pesquisa, na reflexão sobre os danos, na busca científica por medidas que o estado deve adotar, porque cabe ao Estado, em suas diferentes esferas, proteger a Nação.

Nossas aulas voltaram quando tínhamos as condições objetivas de retomá-las – e não quando alguém supôs que era hora. 

A Ciência continua dizendo: fiquem em casa; usem máscara; evitem aglomeração!

E se o Estado não respeita a ciência, nós respeitamos. 

Em Florianópolis, em Araranguá, em Blumenau, em Curitibanos e em Joinville, a UFSC está mais do que nunca presente! Mesmo com sua comunidade fisicamente distante, nossa atuação está em cada médico e médica, cada enfermeiro e enfermeira, cada pesquisador, cada pesquisadora, que insistem, que teimam, que fazem questão de reafirmar: fiquem em casa! 

Não há remédio para o vírus, mas há vacina! E, de novo, a falta de planejamento do estado, a negação da ciência, nos trouxeram até aqui. 

Há vacina, mas são poucas ainda.

E até que estejamos protegidos, todos protegidos, vamos manter nossa seriedade, nossa responsabilidade e defender, de maneira categórica e irremediável, a Ciência, para fazer o que fizemos um ano atrás: salvar vidas!

 

Ubaldo Cesar Balthazar
Reitor da UFSC

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UFSC na mídia: médica assume a gestão do Hospital Universitário em meio à pandemia

08/03/2021 11:42

Em 1984, a lista dos aprovados e das aprovadas do vestibular de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tinha o nome de Joanita Ângela Gonzaga. Agora, 37 anos depois, o nome consta no crachá de Joanita como uma servidora hierarquicamente importante, o de superintendente do Hospital Universitário. A nomeação recente, em 22 de fevereiro, ocorre em um dos períodos mais emblemáticos da instituição devido à pandemia.

Confira o texto completo da NSC Total aqui.

 

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Docentes e estudantes do curso de Enfermagem da UFSC atuam na vacinação contra Covid-19

05/03/2021 10:01

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) integra a campanha de vacinação contra a Covid-19 promovida pela prefeitura de Florianópolis. Além de sediar no Centro de Eventos um dos locais para o drive-thru de aplicação dos imunizantes, 13 professores e 11 estudantes do Departamento de Enfermagem (alunos do mestrado e do último ano de graduação) estão envolvidos diretamente na ação.

De acordo com a coordenadora do Curso de Enfermagem, professora Felipa Amadigi, a equipe contribui com o serviço desde o dia 11 de fevereiro. Os membros atuam principalmente como vacinadores, mas participam da organização e do registro dos usuários. “Também desenvolvemos atividade pré-campanha. Alguns alunos apoiaram, inclusive, na elaboração da lista dos idosos a serem vacinados. Disponibilizamos ainda oito notebooks para a estrutura dos drive-thrus”, informa a professora.

A campanha de vacinação ocorre nesta sexta-feira e sábado, dias 5 e 6 de março, das 9h às 16h. Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde, a atividade está em funcionamento também na Polícia Rodoviária da SC-401, no antigo aeroporto e na Beira-mar Continental. “Conforme recomendação da Secretaria, na sexta, está sendo indicada a vacinação de idosos entre 82 e 84 anos. Já no sábado, o público-alvo são idosos a partir dos 80 anos”, explica Felipa. A professora reforça que também serão imunizados idosos acima dessa faixa etária que ainda não tenham sido vacinados.

Para ser vacinado, basta levar um documento com foto. No entanto, recomenda-se que antes de ir ao local o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800 333 3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço.

Na chegada ao local da triagem, a equipe realiza um check-list e questiona sobre sintomas, histórico de vacinas recentes, alergias, reações adversas, entre outros. É verificado o cadastro e registrada a dose da vacina que o idoso está recebendo. Depois da administração do imunizante, o usuário recebe o cartão de vacinação e é liberado. O uso de máscara é obrigatório.

A professora Felipa Amadigi classifica como fundamental a participação da equipe da UFSC na campanha, diante do momento de sobrecarga vivido pelos trabalhadores de Saúde, especialmente na Enfermagem. “Há muita gente afastada por estar doente. Então, esse trabalho de apoiar, realizado pelos professores e pelos estudantes, é uma forma também de fazer com que essa vacina chegue ao maior número de pessoas no menor tempo possível. Como a vacina reduz os agravamentos de casos, então garantir a vacinação das pessoas significa uma redução no número de internações e no número de óbitos”, avalia.

Após o final de semana, a Secretaria Municipal estuda a possibilidade de manter um drive-thru permanente na UFSC com apoio continuado dos docentes e dos estudantes do curso de Enfermagem. A espaço da Universidade favorece essa circulação, mas o processo depende da quantidade de vacinas que estarão disponíveis.
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Prefeitura de Florianópolis vacinará idosos contra a Covid-19 em drive-thru montado na UFSC

25/02/2021 22:07

A partir deste sábado, 27 de fevereiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será um dos locais de vacinação a serem utilizados pela Prefeitura Municipal de Florianópolis para a vacinação da população contra a Covid-19. A imunização, no campus da UFSC  será feita inicialmente em idosos de 85 a 89 anos, que poderão comparecer ao Centro de Cultura e Eventos Luiz Carlos Cancellier de Olivo, em formato de drive-thru, além de outros locais de imunização divulgados pela Prefeitura (ver abaixo).

O reitor Ubaldo Cesar Balthazar salientou que, desde março de 2020, a Universidade colocou sua estrutura à disposição da Prefeitura de Florianópolis e dos demais municípios onde a UFSC tem campi, no intuito de colaborar com os esforços de combate à Covid-19. “Temos muita satisfação, neste momento histórico, em fazer parte dos esforços de vacinação. A vacina é um compromisso que cada um de nós assume com a sua própria saúde e com a saúde do outro. É o momento de estarmos do lado da ciência e da coletividade, e a UFSC continuará contribuindo com a sociedade para que possamos chegar ao fim desta pandemia o mais rápido possível.”

drive-thru seguirá o seguinte fluxo: os veículos entrarão exclusivamente pela rótula da Trindade (Rua Roberto Sampaio Gonzaga), e sairão pelo Pantanal (Av. Dep. Antonio Edu Vieira). A organização solicita que pessoas que não estão nesse grupo de idosos não se dirijam aos locais de vacinação. Pessoas não elegíveis para vacina no momento serão direcionadas para saída pela Carvoeira (Rua Cap. Romualdo de Barros).

A Secretaria Municipal de Saúde recebeu 7.175 doses de vacinas contra o novo coronavírus, provenientes do laboratório Sinovac/Butantan. Segundo o IBGE, Florianópolis conta com 3.291 idosos entre 85 e 89 anos vivendo na Capital. Os dados são baseados para a projeção de cobertura de imunização. Os idosos que têm dúvidas se o cadastro está atualizado no Sistema Único de Saúde Municipal devem entrar em contato com o Alô Saúde Floripa pelo número 0800-333-3233, para receber todos os encaminhamentos necessários.

No ato da vacinação os idosos devem levar documento de identidade com foto. Os idosos acamados receberão a vacinação em casa. Na próxima semana, novas estratégias serão divulgadas para a vacinação de idosos que não puderem ingressar no espaço em carros.

Centro de Vacinação montado na prédio da Sead/TV UFSC no centro de Florianópolis já recebe profissionais da Vigilância em Saúde. (Foto: Luciano Castro/SEAD/UFSC)

Vacinação de profissionais da Vigilância em Saúde

A vacinação contra a Covid-19 será avançada também para profissionais e trabalhadores da Saúde da Vigilância em Saúde. Ao todo serão por volta de 600 trabalhadores vacinados. A vacinação ocorrerá nesta sexta-feira, 26, e no sábado, 27, no Centro de Vacinação do Centro, unidade criada no prédio da UFSC onde funciona a Secretaria de Educação a Distância (Sead) e TV UFSC, localizado na rua Dom Joaquim, 757, das 8h30 às 16h30.

Para receber a vacina os trabalhadores devem levar documento com foto, além da declaração de vínculo empregatício com o número do SCNES, nome e endereço da Instituição, timbre e assinatura do responsável técnico ou legal da Instituição.

O professor Luciano Castro, secretário de Educação a Distância da UFSC tem acompanhado as adaptações do prédio para receber as equipes de saúde, e ressalta que “a união das forças nesse momento tão delicado que estamos vivendo é fundamental e por isso a UFSC nunca medirá esforços para contribuir no que for possível.”

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Projeto ‘Melhorando a Segurança do Paciente’ reduz casos de infecções na UTI do HU

24/02/2021 11:01

Um projeto cujo objetivo é reduzir as infecções hospitalares, desenvolvido no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), chegou ao mês de dezembro de 2020 com resultados significativos. Na UTI Adulto, houve redução na densidade média de infecções urinárias em 95%; de infecções de corrente sanguíneas em 51%; e de pneumonias relacionadas à ventilação mecânica em 48%.

Os resultados foram apresentados pela Equipe de Melhoria, responsável pela condução do projeto no HU, no balanço da conclusão do triênio 2018-2020 do projeto, chamado Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil. Esse trabalho é desenvolvido pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, em parceria com cinco hospitais de excelência do Brasil (Hospital Israelita Albert Einstein; Hospital Moinhos de Vento; Hospital Oswaldo Cruz; Hospital Sírio Libanês e o Hospital do Coração) e com o apoio técnico do Institute for Healthcare Improvement (IHI).

O principal foco do projeto foi aperfeiçoar o cuidado aos pacientes, de modo a reduzir os desperdícios, minimizar os custos hospitalares e reduzir as taxas de infecções relacionadas a dispositivos invasivos em 50% por meio de três pacotes de intervenções: prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV), de infecções primárias da corrente sanguínea associada à cateter venoso central (IPCLS) e de infecções do trato urinário relacionadas a cateter vesical (ITU-AC).
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Especialista do HU explica como identificar e tratar pacientes com Alzheimer

23/02/2021 15:43

O Alzheimer é uma das doenças lembradas neste mês, conhecido como Fevereiro Roxo, criado com a meta de lembrar da importância de cuidar destes pacientes, garantindo a sua qualidade de vida. Trata-se de uma doença incurável, que se caracteriza pelo declínio da capacidade cognitiva, principalmente da memória, e que afeta toda a família. O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) tem um papel importante na cadeia de cuidado de pacientes com Alzheimer. O hospital conta com um ambulatório de Neuropsiquiatria Geriátrica, que oferece atendimento especializado em demências, incluindo a doença de Alzheimer. O ambulatório faz parte do Serviço de Neurologia e conta com neurologista e psiquiatra.

De acordo com o professor voluntário e neurologista Eduardo de Novaes Costa Bergamaschi, a doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo e se caracteriza clinicamente por declínio lentamente progressivo de habilidades cognitivas, principalmente da memória, prejudicando a capacidade de o indivíduo realizar suas atividades cotidianas. “Geralmente se inicia por problemas de memória (como esquecimento, dificuldade em gravar informações, repetir muitas vezes as mesmas coisas), mas com o tempo é comum surgirem outras dificuldades: problemas comportamentais, depressão, alterações da compreensão, dificuldade para reconhecer familiares”, explicou o médico.

Segundo ele, a causa exata da doença de Alzheimer não é conhecida. Fisiopatologicamente, a doença se caracteriza pelo acúmulo anormal de certas proteínas no cérebro: beta-amiloide e tau. “No entanto, não se sabe o que causa esse acúmulo”, acrescentou. De acordo com o médico, os principais sintomas são problemas de memória (esquecimento, dificuldade para gravar informações novas, perguntas repetitivas, esquecer coisas que as pessoas falam, esquecer compromissos, não saber qual é a data de hoje, entre outros), dificuldade para encontrar palavras, sintomas depressivos (principalmente quando se iniciam em idosos), alterações de habilidades visuoespaciais (se perder facilmente, não conseguir encontrar cômodos da própria casa, dificuldade para reconhecer objetos, não reconhecer familiares), problemas de comportamento (irritabilidade, agitação), dificuldades para dormir (inversão do ciclo sono vigília, insônia, agitação durante a noite), alucinações e delírios (ocorrem em fases avançadas da doença).

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Serviço de telepediatria do HU é tema de artigo publicado em revista internacional

22/02/2021 11:39

A pandemia de Covid-19 impôs uma série de mudanças na oferta de serviços de saúde. Entre as inovações implementadas pelo Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC), em parceria com o Núcleo de Telessaúde de Santa Catarina e o Sistema Integrado Catarinense de Telemedicina e Telessaúde (STT), destaca-se a telepediatria. A experiência com os atendimentos on-line e os primeiros resultados observados são relatados em artigo publicado na última quinta-feira, 18 de fevereiro, na revista científica internacional Telemedicine and e-Health.

Segundo o professor do Departamento de Informática e Estatística da UFSC Aldo von Wangenheim, um dos autores do artigo, a oferta da telepediatria no HU/UFSC aproveita a abertura oferecida pela nova Lei da Teleconsulta e a infraestrutura do STT.  “A continuidade, com segurança, da oferta de serviços de atendimento pediátrico durante a pandemia é essencial. É especialmente importante oferecer ao pediatra ferramentas para o atendimento continuado de crianças já em tratamento, ao mesmo tempo oferecendo a segurança do paciente poder ser atendido em casa e de se poder abrir um bom canal de comunicação com os pais”, afirma Aldo.
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Campanha desenvolvida no HU-UFSC evidencia prevenção e conscientização sobre doenças crônicas

18/02/2021 09:33

O mês de fevereiro é conhecido entre os profissionais de saúde como o Fevereiro Roxo, dedicado à prevenção e conscientização sobre doenças como Lupus, Fibromialgia e Alzheimer, que são condições diferentes, mas que têm um ponto em comum: são incuráveis. Por isso, o Fevereiro Roxo foi criado com o lema “se não houver cura, que ao menos haja conforto”, aludindo à importância de proporcionar bem-estar aos portadores de doenças crônicas.

Não existe um calendário oficial de conscientização. O trabalho geralmente é feito por ONGs e, muitas vezes, apoiado por prefeituras e governos estaduais, além de hospitais públicos e instituições privadas de saúde que promovem palestras, ações de informação sobre as doenças e até mutirões de saúde. O objetivo é dar visibilidade a estas doenças e incentivar a procura por um diagnóstico.

Lúpus

De acordo com o médico Ivanio Pereira, chefe do Serviço de Reumatologia Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), o Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente atinge os órgãos e tecidos do corpo (como se eles fossem invasores externos). Os locais mais acometidos são a pele, articulações e rins, entre outros.

“Apesar de não haver cura, muitos avanços científicos em pesquisa clínica ocorreram nos últimos anos, o que permitiu o encontro de novos tratamentos mais efetivos a estes pacientes. Outra informação relevante é que o diagnóstico desta doença tem sido mais fácil e precoce, com os novos exames laboratoriais agora disponíveis”, explicou.

Segundo ele, o comprometimento da pele, como no Lúpus cutâneo crônico ou discoide, é uma forma geralmente mais branda da doença, que não afeta outros órgãos e assim não é chamado de lúpus eritematoso sistêmico.

Fibromialgia

Sobre a Fibromialgia, Ivanio Pereira explicou que é uma síndrome dolorosa crônica que decorre de uma percepção anormal do sistema nervoso central aos estímulos dolorosos periféricos. Esta é uma condição que além da dor difusa e crônica se associa a fadiga e distúrbio do sono, como insônia ou sono não reparador.

Outros achados frequentes nestes pacientes são cefaleia crônica, depressão, síndrome do intestino irritado e dor pélvica crônica. Estudos novos sobre a fisiopatologia desta síndrome permitiram o reconhecimento de alterações em neurotransmissores que regulam dor crônica. Estes estudos também possibilitaram a utilização de novos tratamentos com medicações mais efetivas.

Em relação a fibromialgia, é importante tentar restaurar um bom sono e estimular atividade física regular, o que pode ajudar a restaurar o desequilíbrio dos neurotransmissores nesta condição. A maioria dos portadores é composta por mulheres entre 30 e 60 anos de idade, mas a síndrome pode surgir mais cedo, inclusive na infância e na adolescência. Sabe-se que há fatores genéticos envolvidos, ou seja, quem tem um familiar com Fibromialgia é mais propenso a apresentar a doença.

Alzheimer

O Alzheimer, causa mais comum de demência no mundo, se caracteriza clinicamente por declínio lentamente progressivo de habilidades cognitivas, principalmente da memória, prejudicando a capacidade do indivíduo realizar suas atividades cotidianas (esse prejuízo da capacidade de realizar atividades cotidianas causado por declínio cognitivo é o que chamamos de demência).

“Geralmente se inicia por problemas de memória (como esquecimento, dificuldade em gravar informações, repetir muitas vezes as mesmas coisas), mas com o tempo é comum surgirem outras dificuldades: problemas comportamentais, depressão, alterações da compreensão, dificuldade para reconhecer familiares”, explica o professor voluntário e neurologista do HU-UFSC, Eduardo de Novaes Costa Bergamaschi.

Unidade de Comunicação Social / Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC)
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HU-UFSC participa de campanha de conscientização sobre leucemia e importância da doação de medula

08/02/2021 12:54

O mês de fevereiro – Fevereiro Laranja – é dedicado à campanha de prevenção, diagnóstico e tratamento da leucemia, um tipo de câncer que ocasiona o crescimento acelerado e anormal nas células do sangue, levando a um desequilíbrio do organismo. A leucemia atinge a produção de glóbulos brancos que aparecem quando novas células na medula óssea são produzidas. O tratamento mais indicado para combater a doença é a medicação quimioterápica até o transplante de medula óssea.

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), é referência no atendimento a pacientes com leucemia, com uma equipe multiprofissional composta por médicos, profissionais de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, entre outros. Na enfermaria são em torno de 10 a 12 leitos, sendo que 80% dos casos são de leucemias e no ambulatório de oncohematologia são em torno de 50% a 60% dos atendimentos (20 a 30 pacientes oncohematologicos por dia).

A médica hematologista do HU Giovanna Steffenello Durigon ressalta, a relevância do Fevereiro Laranja tanto para alertar sobre possíveis sintomas quanto para falar da prevenção, para conscientizar sobre a necessidade de exames e, principalmente, sobre a importância da doação de medula óssea. “O tratamento é basicamente quimioterápico, mas as indicações de transplante de medula são muito positivas, principalmente no caso de pacientes jovens”, explicou a médica.

Giovanna Steffenello explica que a estrutura do HU-UFSC é importante nesta cadeia de cuidado, principalmente porque Santa Catarina tem uma alta incidência de casos de leucemia, com 11 ocorrências para cada 100 mil habitantes. “Por isso é importante ter toda esta equipe e esta estrutura. Também porque o paciente de leucemia precisa de um suporte desta equipe, considerando que uma internação pode durar de 20 a 30 dias”, disse.

Apesar de os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentarem fatores de risco que possam ser modificados, o recomendado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) é evitar o tabagismo. Fumar é um fator externo de risco para diversos tipos de câncer. Evitar fumar, ter hábitos de vida saudáveis, evitar bebida de álcool em excesso, uso de agrotóxicos e combater o estresse. Os exames periódicos são essenciais para o diagnóstico ainda no início da doença.

Uma das formas de tratamentos eficazes e potencialmente curativo é o transplante de medula óssea e é indicado em casos de alto risco. O primeiro passo é a investigação dos familiares de primeiro grau do paciente em busca de compatibilidade. Caso isso não ocorra, é registrada a necessidade em um banco de medula.

Os doadores voluntários são examinados e seus resultados também vão para um banco. No momento em que surge a compatibilidade entre o doador e o paciente, é realizado o procedimento de coleta do material. A doação é importante, pois a chance de encontrar doadores compatíveis é relativamente baixa.

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago/HU-UFSC

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HU participa de campanha para lembrar o Dia Mundial do Câncer

03/02/2021 11:00

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) organizou uma manifestação virtual para a campanha Vá de Lenço deste ano. Nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, profissionais de saúde, pacientes, familiares, acompanhantes e público em geral estão convidados a usar lenços, homenageando os pacientes que lutam contra o câncer e aqueles que já venceram a doença.

A mobilização acontece desde 2017, envolvendo hospitais públicos e organizações privadas, e, neste ano, os organizadores da campanha estimulam as pessoas a postarem fotos nas mídias sociais, usando a hashtag #vádelenço. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), todos os anos os profissionais de saúde, pacientes e familiares que frequentam a instituição usam os lenços da campanha.

O enfermeiro Daniel Silveira da Silva, chefe da Unidade de Hematologia e Oncologia do HU-UFSC, ressaltou a importância da campanha. “Algumas pessoas perdem os cabelos durante o período em que estão realizando tratamento com quimioterapia. Esta campanha, além de uma homenagem, pode contribuir para reforçar a importância de as pessoas não perderem a autoestima durante este processo”, explicou.

 

Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC/Ebserh

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HU-UFSC recebe três pacientes de Manaus neste domingo, 31 de janeiro

31/01/2021 09:54

(Foto: Divulgação)

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) recebeu três pacientes com Covid-19 vindos de Manaus neste domingo, 31 de janeiro. A ação de transporte dos pacientes faz parte de uma operação que está sendo coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Defesa e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/MEC), da qual o HU-UFSC faz parte, e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC).

Os pacientes ficarão em leitos de enfermaria, na estrutura Covid-19 que foi montada pelo HU-UFSC desde o início da pandemia. A logística de recepção e transporte destes pacientes foi realizada pela SES/SC. Todos os protocolos de biossegurança foram seguidos e os atendimentos locais não serão afetados. O quadro de saúde dos pacientes está estável.
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Nutricionista do HU-UFSC alerta para importância da doação de leite humano

28/01/2021 09:08

Profissionais da maternidade do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) alertam para a importância da doação de leite materno, devido à demanda e à necessidade de manter a oferta. Conforme os especialistas, o leite humano é fundamental para a saúde e desenvolvimento do bebê e, em alguns casos, como o de bebês muito prematuros, é o único alimento recomendado pelo médico.

A nutricionista do HU Viviane Rodrigues Gonçalves da Silva Dingee afirmou que o leite humano tem todos os nutrientes necessários para o bebê e sua composição varia de acordo com o crescimento da criança. “Ou seja, o leite é adaptado para cada fase do desenvolvimento do bebê, oferecendo exatamente o que ele precisa”, explicou.

Além disso, o leite humano ajuda no fortalecimento da imunidade, reduz a possibilidade de infecções e doenças respiratórias, entre outros benefícios, como oferta de proteínas que são mais facilmente digeríveis pela criança. “Por tudo isso, nós incentivamos fortemente a doação, para que os bancos da cidade consigam manter os estoques e oferecer para as crianças que precisam, principalmente as crianças prematuras, quando as mães não conseguem amamentar seus filhos”, complementou.

Geralmente, as profissionais das maternidades incentivam as mães que podem e conseguem doar. “Quando encontramos uma mãe que apresenta uma grande produção de leite materno durante a sua internação, a gente mesmo seleciona os exames solicitados pelos bancos de leite, fazemos a coleta e encaminhamos”, explicou.

A coordenadora da Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (Ciam) do HU-UFSC, Isabel Maliska, disse que as mães que amamentam e querem e podem doar devem procurar diretamente os bancos de leite das cidades. Para moradores da região de Florianópolis, há dois bancos na cidade (na Maternidade Carmela Dutra e no Infantil) e um banco em São José (no Hospital Regional).

Para doação de leite na região de Florianópolis

– Banco de Leite Humano Maternidade Carmela Dutra (Centro), telefone 48-3251-7552

– Banco de Leite Humano do Hospital Infantil Joana de Gusmão (Agronômica), telefone 48-3251-9141

– Banco de Leite Humano do Hospital Regional de São José – Dr. Homero de Miranda Gomes (Praia Comprida), telefone 48-3271-9158

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago/UFSC

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Trabalhadores do Hospital Universitário da UFSC são vacinados e homenageiam pacientes e a ciência

20/01/2021 11:05

Carina Acosta, Juliana Gulini, Rafael Lisboa, Francine Ramos, Tatiane Lazzarotto e Izabel Pauli recebem as primeiras vacinas. Foto: Sinval Paulino/HU/UFSC

Esperança da humanidade, vitória da ciência e homenagem aos pacientes. Estas foram as expressões mais usadas pelos primeiros profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) a serem vacinados contra a Covid-19, numa campanha que começou nesta quarta-feira, 20. Foram vacinados, inicialmente, cinco profissionais, representando os trabalhadores que estão na linha de frente de combate à Covid-19.
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Especialistas alertam para aumento de acidentes com animais peçonhentos no verão

13/01/2021 14:32

O número de casos de acidentes com animais peçonhentos (cobras, escorpiões, aranhas, por exemplo) aumenta em média 30% nesta época do ano, em relação aos demais meses, porque nos meses quentes os animais estão mais ativos, saem de seus abrigos para troca de calor e é também nestes meses que ocorre o período reprodutivo, principalmente das serpentes. Os dados são da bióloga Taciana Seemann, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), que funciona no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC).
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Equipe de Enfermagem do Ambulatório do HU faz primeira consulta a distância

22/12/2020 12:50

Equipe realizou orientações sobre o autocuidado em diabetes

O Grupo de Enfermagem em Diabetes realizou a primeira teleconsulta em Enfermagem do ambulatório do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), no sistema de telemedicina. O sistema foi adotado por esta equipe e poderá ser ampliado para as demais áreas da enfermagem do HU, conforme a necessidade e capacidade de adaptação.

A chefe da Unidade de Gestão de Enfermagem Ambulatorial, Isabel Berns Kuiava, explicou que a equipe passou por uma capacitação para realizar estas consultas. “São pacientes que foram atendidos no HU e necessitavam de atendimento da Enfermagem. Então, a equipe optou, junto com o paciente, por esta consulta a distância”, explicou, lembrando que a prática é regulamentada pela Resolução Cofen n° 634/2020.

Na ocasião, foram realizadas orientações sobre o autocuidado em diabetes, além de encaminhamentos para a contra-referência. O grupo é composto por enfermeiros da instituição e professores do Departamento de Enfermagem da UFSC.

Comunicação HU/UFSC

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Palavras de apoio demonstram a importância do trabalho desenvolvido pelo HU

21/12/2020 15:48

No ano que provavelmente está sendo o mais desafiador para várias gerações de trabalhadores, principalmente os da área da saúde, aprendemos o quanto somos fortes quando nos juntamos em torno de um ideal. Mostrar esta força da união foi um dos propósitos do projeto #juntosomosmaisfortes, desenvolvido por profissionais do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) ao longo dos últimos meses.

A ação conta com depoimentos de personalidades – artistas, atletas e jornalistas – que deixaram uma mensagem de apoio para os trabalhadores do hospital e com mensagens enviadas pelos próprios trabalhadores do HU.

Confira o vídeo com algumas das mensagens que a Unidade de Comunicação Social do HU-UFSC recebeu ao longo do ano:

 

Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC

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Semana Nacional para Doação de Medula Óssea: ato traz uma nova esperança de vida

14/12/2020 18:12

O período de 14 a 21 de dezembro marca a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, estabelecida por lei com o objetivo de orientar e incentivar atividades de esclarecimento para a doação de medula óssea e captação de doadores. Neste período, órgãos públicos e entidades privadas lembram da importância da doação de medula óssea para salvar vidas e sobre o armazenamento de dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) trata pacientes com doenças onco-hematológicas, e algumas dessas pessoas são candidatas ao transplante de medula. É o caso de Fabrício Rebello, que foi encaminhado para transplante durante o tratamento de leucemia. Os pacientes fazem o teste de compatibilidade com parentes e, se não encontram um doador na família, entram para um banco de dados de doadores. “Eu tenho quatro irmãos e tive 50% de compatibilidade com todos. Os médicos ficaram confiantes e, após avaliação, optaram por um dos meus irmãos”, relata Fabrício, que vai completar, em janeiro de 2021, um ano de transplante, está fazendo todos os acompanhamentos médicos e se sente renovado. “Tenho todos os cuidados médicos, ainda preciso fazer exames periódicos para acompanhar, mas um resumo de meu estado hoje é este: estou perfeitamente bem”, disse.

Segundo ele, o processo de doação é simples e traz vantagens não somente para o paciente, mas também para o doador. “O que eu tenho a dizer para as pessoas que puderem doar é isso: doem, doem vida, porque para quem passa por uma luta contra a leucemia a doação é um presente de Deus, como a vida. Você está dando uma segunda oportunidade, uma esperança de vida para que a gente possa continuar a jornada aqui”, diz Fabrício.

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Residência Médica do Hospital Universitário da UFSC sorteia vagas para ações afirmativas nesta quarta, dia 9

04/12/2020 15:49

Hospital Universitário. Foto: Pipo Quint/Agecom/UFSC

Ocorre na tarde desta quarta-feira, 9 de dezembro, a partir das 14h o sorteio público que define a distribuição das vagas de ações afirmativas a serem reservadas aos(às) candidatos(as) pretos(as), pardos(as), indígenas e pessoas com deficiência para a Residência Integrada Multiprofissional em Saúde do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (RIMS/HU/UFSC). O sorteio será realizado na plataforma WebConference, com transmissão direta streaming para o canal do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC no Youtube: canal CCS Youtube.

Caso ocorra alguma instabilidade na plataforma WebConference RNP , o sorteio será redirecionado para a plataforma do Google meet no link a seguir: sorteio ações afirmativas RIMS. Para mais informações acesse a página da Comissão de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde (COREMU) da UFSC.

 

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Conscientização e prevenção são as principais mensagens do Dezembro Vermelho

01/12/2020 10:44

O mês de dezembro chega com um alerta direcionado para toda a população: trata-se do mês da Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). O Dezembro Vermelho traz como mensagem a necessidade de educação permanente, prevenção, rastreamento regular, assistência e, principalmente, conscientização sobre as atitudes de risco e as medidas preventivas que podem ser adotadas por cada indivíduo.

O médico Luiz Fernando Sommacal, do setor de Tocoginecologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), explicou que a campanha é importante principalmente porque muitos indivíduos infectados não apresentam sintomas. “Tanto é que há uns dez anos, usávamos a sigla DST, de ‘doença’. E atualmente, tratamos como IST, de ‘infecções’, pois grande parte das pessoas não estão doentes”, explicou.

O médico ressalta que a campanha de conscientização é importante principalmente devido à alta prevalência de IST em Santa Catarina, que é o estado brasileiro com mais casos de sífilis, com 164 casos para cada 100 mil habitantes (dados de 2018) – para se ter uma ideia o Brasil tem taxa de cerca de 26,8 mortos por 100 mil habitantes no caso de coronavírus. “E com medidas simples é possível evitar e tratar. O exame de VDRL é relativamente barato e o tratamento também tem baixo custo”, disse.

No caso de HIV, houve uma queda de 34% de 1984 a 2018, mas a taxa ainda é elevada, pois Florianópolis é a segunda capital com o maior número de casos, com 55,7 casos para cada 100 mil habitantes (contra 60,8 por 100 mil de Porto Alegre), segundo dados do Ministério da Saúde.

Por isso, segundo ele, é preciso que os profissionais de saúde fiquem atentos a qualquer sinais que o paciente apresente e que a prevenção comece cedo, com estratégias de educação nas escolas. “Adolescentes e adultos jovens devem ser conscientizados sobre os riscos de infecção”, afirmou o médico, acrescentando que é preciso também ter o rastreamento, por exames, sistemático da população.

Conforme Sommacal, além de exames e políticas de assistência, é preciso esta conscientização, pois a prevenção é uma decisão pessoal. “Toda vez que se pratica sexo inseguro ou de risco sem camisinha, é uma roleta russa. É uma decisão particular”, disse.

Diagnóstico
O principal papel do HU-UFSC na cadeia de assistência no caso de HIV é na área de diagnóstico, pois o Laboratório da instituição é responsável pelos exames de carga viral na região da Grande Florianópolis. Ou seja, o hospital recebe as amostras dos pacientes infectados e faz o exame para detectar em que nível está a infecção nas várias fases do tratamento.

O Laboratório do HU-UFSC faz parte da Rede Nacional de Laboratórios de Contagem de Linfócitos T CD4+/CD8+ e Quantificação de Carga Viral do HIV do Ministério da Saúde, que realiza em média 1.500 exames mensais de pacientes advindos da região da grande Florianópolis para verificar a quantidade de vírus e a contagem de linfócitos CD4+/CD8+ presentes em amostra de sangue desses pacientes.

Esses testes buscam monitorar a evolução clínica das pessoas infectadas pelo vírus HIV, à análise do momento ideal para a introdução de terapias com antirretrovirais e à efetividade do tratamento de um indivíduo HIV positivo. A determinação da Carga Viral para HIV é obtida através da técnica PCR – RT quantitativa e a contagem de linfócitos TCD4+/CD8+ é realizada por citometria de fluxo.

Texto: Unidade de Comunicação Social/HU-UFSC-Ebserh

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Incentivo a melhores práticas no uso de antibióticos marca semana de conscientização

23/11/2020 10:18

De 18 a 24 de novembro é comemorada a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos, cujo objetivo é aumentar a conscientização sobre a resistência global a esse tipo de medicação e incentivar as melhores práticas voltadas ao público em geral, profissionais de saúde e formuladores de políticas para evitar o surgimento de bactérias resistentes a esses produtos (entre os quais estão os antibióticos). 

Desde fevereiro de 2019, o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), vinculado à Rede Ebserh, utiliza um modelo que tem o objetivo de avaliar, controlar e reduzir (se necessário) o uso destes medicamentos, por meio de uma equipe multidisciplinar que atua juntamente com todos os médicos da instituição.

O Programa de Gerenciamento de Uso de Antimicrobianos foi implantado inicialmente na Emergência do HU, como projeto-piloto e, em seguida, passou para todas as unidades assistenciais. Por meio de planilhas eletrônicas, a equipe do programa fica sabendo em tempo real quando um antibiótico é receitado. A partir daí, é feita a avaliação dessa prescrição, o acompanhamento do caso, com intervenção e orientação quando necessário.

A infectologista do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) Ivete Masukawa explicou que o objetivo não é apenas reduzir o uso de antibióticos, principalmente considerando que o HU, por sua área de atuação, recebe pacientes que demandam este tipo de tratamento. “A meta é o uso racional, com participação de todos os agentes envolvidos”, disse a médica.
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Equipes do HU/UFSC realizam exames e cuidados especiais no combate à surdez

10/11/2020 11:13

Brasil tem aproximadamente 5,8 milhões de pessoas com algum grau de surdez. Foto: Pipo Quint

Dez de novembro é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, data dedicada à luta pela educação, conscientização e prevenção para os problemas advindos da surdez. A população brasileira tem aproximadamente 5,8 milhões de pessoas com algum grau de surdez. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC), um dos primeiros cuidados que o recém-nascido recebe é o teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), um exame feito para detectar se o recém-nascido tem algum problema de audição.

Após a sua realização, caso haja falha no teste, é possível iniciar o diagnóstico e ainda a reabilitação auditiva. É lei federal desde 2010, embora no HU seja feito desde 2004 nos bebês que nascem na maternidade do hospital, onde são realizados cerca de 240 exames de triagem auditiva por mês entre os realizados ainda na maternidade e os retornos, quando indicados.

A importância da realização dessa triagem é que ela é uma forma de proteger e impedir que a criança sofra os efeitos provocados pela deficiência auditiva no desenvolvimento da linguagem. A prevalência da deficiência auditiva é 20 vezes maior que outras doenças, como a fenilcetonúria (diagnosticado pelo teste do pezinho) ou hipotireoidismo, e seu custo dez vezes menor que para outras doenças.

Dependendo do resultado da triagem auditiva neonatal nas duas avaliações preconizadas pelo Ministério da Saúde (Emissões Otoacústicas Transientes e Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), o bebê é encaminhado para realizar o diagnóstico em um dos Serviços Ambulatoriais de Saúde Auditiva (SASA) habilitados do Estado. O encaminhamento entregue à família deve ser levado na policlínica central de seu município, no caso da Grande Florianópolis.
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Pesquisadores desenvolvem metodologia para agilizar e melhorar diagnóstico de câncer de mama

19/10/2020 17:28

Pesquisadora utiliza equipamento de citometria de fluxo usado no projeto para analisar as amostras de pacientes com câncer de mama. Foto: Sinval Paulino/HU-UFSC

Um grupo de professores e pesquisadores ligados ao Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) está trabalhando em um projeto que tem como objetivo desenvolver um exame laboratorial complementar àqueles já existentes para aumentar a cobertura diagnóstica do câncer de mama e de boca, garantindo a identificação precoce da doença e agilidade no tratamento, quando necessário.

A pesquisa conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Intitulada Novas estratégias para o diagnóstico e prognóstico de tumores sólidos de origem epitelial: carcinomas de mama e de boca, é desenvolvida no Laboratório de Oncologia Experimental e Hemopatias (LOEH) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e consiste na implementação de um método de identificação de determinadas proteínas (biomarcadores) nas células neoplásicas dos pacientes por citometria de fluxo.
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Inscrições para Residência Médica no HU ocorrem até dia 16 de outubro

30/09/2020 11:26

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo de Residência Médica até o dia 16 de outubro. Conforme a Coordenadoria de Residências Médicas (Coreme), as inscrições serão realizadas exclusivamente pela Internet, no endereço http://coremeufsc.fepese.org.br/. A prova objetiva está prevista para o dia 8 de novembro.

Confira o edital:
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Pesquisadores divulgam dados preliminares sobre uso da vacina tríplice viral contra Covid-19

30/09/2020 10:47

Os primeiros resultados do estudo do uso da tríplice viral contra Covid-19 em Santa Catarina mostram redução dos sintomas da doença para quem recebeu a vacina. Dos voluntários da pesquisa, 83% dos vacinados que se infectaram foram assintomáticos. Já entre os que tomaram placebo, o número caiu para 50%.

O estudo é realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

Segundo o coordenador do projeto, o médico Edison Fedrizzi, nessas primeiras semanas foi percebido um alto percentual de pessoas infectadas, gerando os dados iniciais da pesquisa. A primeira parcial mostra maior número de pessoas sem sintomas entre os que receberam a tríplice viral. “Isso nos dá uma evidência, ainda longe de ser definitiva, de que essa vacina realmente pode proteger contra a evolução da infecção ou mesmo a sua prevenção”, analisa.
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