UFSC recebe grupo de professores e estudantes de universidade do Texas

04/04/2013 12:54

Abilene Christian University

No período de 8 a 10 de abril de 2013, um grupo de professores e estudantes da Abilene Christian University, do Texas (EUA), visitará a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com o objetivo de conhecer grupos de pesquisa do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e Centro de Educação (CED).

Mais informações: sinter.ufsc.br

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Café Antropológico “Um encontro com Lacan”

03/04/2013 18:37

Na segunda-feira, 8 de abril, será realizada mais uma edição do Café Antropológico, que irá debater “Um encontro com Lacan”. Os debatedores são o professor Claude Mercier, da Escola Lacaniana de Psicoanálise, França, e a pesquisadora Caterina Rea, pós-doc do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS/UFSC), doutora em Filosofia pela Université de Louvaim, Bélgica.

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Pesquisa da UFSC analisa cinema feito por mulheres durante a ditadura

01/04/2013 14:57

Com linguagens, temáticas e estratégias diferentes, três brasileiras ousaram fazer cinema na década de 1970, enfrentando a ditadura e pela primeira vez colocando em pauta a situação da mulher. O cinema realizado por Tereza Trautman, Ana Carolina e Helena Solberg é o tema da tese de doutorado da historiadora Ana Maria Veiga, defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina e que teve orientação da professora Joana Maria Pedro. Apesar das diferenças, o cinema de cada uma trazia questões ligadas à situação da mulher e deu visibilidade a temas como a busca pela emancipação social, política e a livre manifestação da sexualidade. “Ao longo do estudo faço um contraponto entre a ditadura e o movimento feminista”, explica Ana Maria.

Durante quatro anos de pesquisa, as buscas levaram Ana Maria a arquivos em São Paulo, Rio de Janeiro e Paris (França), onde passou um ano para o seu doutorado sanduíche na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS). Ela teve acesso a revistas e jornais do período, aos filmes das autoras, além de conseguir entrevistar duas das diretoras. Também realizou um estudo aprofundado sobre o cinema que estava sendo feito na época por mulheres em países como Argentina, Cuba, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e Brasil. A tese traz um panorama do cinema que influenciou as três cineastas, retratando desde o Neorrealismo italiano, a Nouvelle Vague francesa, o Cinema Novo brasileiro e o chamado Cinema de Mulheres, que mostra o feminismo em debate no cinema.

O resultado deste trabalho está registrado na tese “Cineastas brasileiras em tempos de ditadura: cruzamentos, fugas, especificidades”, que faz de Ana Maria uma das poucas pesquisadoras brasileiras a trabalhar na intersecção entre história, cinema e gênero. Uma das propostas é desvendar experiências importantes que aconteceram no período, além do Cinema Novo. “A ideia é mostrar que outras formas de cinema existiram e que foram maneiras de instrumentalizar o cinema também por uma revolução que era social, que era política, e que era essa revolução das mulheres proposta pelo feminismo”, afirma. Nesta entrevista, Ana Maria relata como foi a sua trajetória de pesquisa:

Como você escolheu o tema de pesquisa?

Durante as pesquisas de mestrado, que era sobre Brasil e Argentina, descobri os primeiros curtametragens da argentina Maria Luiza Bemberg, a única mulher cineasta daquele período que atuava no país. Seu primeiro curta, de 1972, “El mundo de la mujer”, me chamou a atenção pela estética e política. Comecei a pesquisar gênero e ditadura, cinema e ditadura, mulheres que fizeram filmes naquele momento. No Rio de Janeiro, fiz uma pesquisa no Programa Avançado de Cultura Contemporânea, coordenado pela Heloísa Buarque de Hollanda, que lançou um catálogo sobre as cineastas brasileiras do período da ditadura. Foi quando descobri a Helena Solberg, a Tereza Trautman e a Ana Carolina.

– O que as cineastas têm de comum e o que é único para cada uma?

Em comum, as três são brasileiras, fizeram filme durante o período da ditadura militar, embora cada uma tenha escolhido uma estratégia diferente. Politicamente elas vinham na onda de emergência dos movimentos feministas, principalmente naqueles anos 70, e da resistência de esquerda ao governo autoritário.

– As temáticas são parecidas?

Não, cada uma enfrentou o período da ditadura militar de uma maneira diferente. Enquanto a Helena Solberg saiu do Brasil e fez documentários, a Tereza Trautman ficou, bateu de frente com a censura e saiu perdendo. A Ana Carolina é o exemplo mais conhecido e foi a cineasta que conseguiu driblar a censura. Naquele momento da história, mulheres fazendo filmes foi um acontecimento, nos chamados “novos cinemas”. Outro ponto interessante é como cada uma utilizou o cinema para questionar, por um lado, gênero, que era condição feminina, e por outro lado o regime militar e seus valores moralizantes.

Helena Solberg mudou-se para os EUA na década de 70, onde passou a dirigir documentários sobre a mulher na América Latina. Foto: reprodução.

– Qual foi a trajetória de cada uma?

A Helena Solberg mudou-se para os Estados Unidos em 1971, então conseguiu fugir da ditadura. Aí está uma das fugas de que o título da tese aborda. Ela teve uma formação profissional dentro do cinema novo, apoiada pelo Glauber Rocha. Ela teve a montagem do primeiro curta feita pelo Rogério Sganzerla, que não era cinema-novista, mas era do cinema marginal. Se ela tivesse continuado no Brasil, provavelmente iria fazer o cinema dentro dessa linha também. Nos EUA, ela teve contato com o movimento feminista, participou de encontros, cursos, envolvendo-se com a temática das mulheres naquele momento.

O primeiro documentário foi em 1973 e se chamou “The Emerging Woman”, que falava dos 200 anos da história da mulher estadunidense. Para surpresa dela, foi um grande sucesso, recebeu prêmios e foi adotado por todas as escolas do país para discutir a questão que, na época, era denominada “condição feminina”. Conseguiu um contrato com a TV pública estadunidense, a Public Broadcasting Service (PBS) e começou a produzir documentários sobre na América Latina. Formou um grupo de mulheres que trabalhavam com cinema e viajou com elas pelo continente latino-americano. Ela ficou conhecida nos EUA e no Brasil como a cineasta da América Latina.

Seus dois primeiros filmes, “La doble jornada” e “Simplemente Jenny”, foram voltados para as mulheres pobres trabalhadoras, um cinema de cunho social e político. Uma estética em que ela colocava a equipe em cena, uma proposta também de contra-cinema, das teóricas feministas dos anos 70, que era expor que aquilo que está sendo mostrado é uma construção também, mesmo sendo um documentário. No “Simplemente Jenny”, de 1979, ela tematizou a sociedade boliviana com jovens infratoras de um reformatório. Ali ela vai explorando a partir da fala delas o sonho de cada uma e vai contrapondo com imagens de desfiles de moda, daquilo que se queria mostrar como a mulher boliviana e que era bem distante da realidade delas.

Em “La doble jornada” ela vai atrás de mulheres trabalhadoras, vai às minas da Bolívia, indústrias argentinas, camponesas carregando os filhos nas costas, então é a dupla jornada dessas mulheres no trabalho e dentro de casa. Na Nicarágua, ela fez “From the ashes: Nicaragua today”, que relata a crise no final dos anos 1970. Em 82 ela volta ao Brasil e faz “Brazilian Connection”  (A conexão brasileira), falando sobre os 18 anos do regime militar no Brasil. Em 83, realizou “Chile by reason or by force”, falando dos dez anos do regime do general Pinochet no Chile.

Tereza Trautman dirigiu “Os homens que eu tive”, de 1973, que ficou sete anos interditado pela censura. Foto: reprodução.

– Como foi a experiência da Tereza Trautman?

A Tereza Trautman abordou a liberação da mulher em 1973, num momento tomado nas telas cinematográficas pelas pornochanchadas. Basicamente eu trabalho na tese com o filme “Os homens que eu tive”. Ela faz um filme de produção própria colocando a mulher como dona do seu corpo, do seu desejo sexual, podendo usar isso da maneira como ela bem entender. O filme não tem cenas explícitas de sexo. A protagonista é da zona sul carioca, que era para ter sido interpretada pela Leila Diniz, que morreu antes de iniciar as filmagens.

O filme estreou no Rio no Cine Roxy, com os 1800 lugares completamente lotados. Depois estreou em Belo Horizonte até que, de acordo com a justificativa de um funcionário da censura, houve um telefonema para o alto escalão do Ministério da Justiça dizendo que o filme era imoral, que atentava contra a mulher brasileira, que era um absurdo que aquilo estivesse em cartaz.

Quando vai estrear em São Paulo, coincidentemente na Semana da Pátria de 1973, o filme é interditado por questões morais. Eu pesquisei em 28 documentos existentes sobre a interdição do filme pela censura e a questão principal é que a protagonista era uma mulher casada, e que o marido permitia que ela tivesse amantes. A produtora Herbert Richers entrou com vários pedidos de liberação. A própria Tereza ia para o Ministério diariamente para tentar conseguir uma explicação, porque outros filmes que ela julgava semelhantes eram liberados e o dela não.

A liberação só aconteceu em 1980, sete anos depois, e depois de tanto tempo havia uma expectativa sobre o filme e sobre a Tereza Trautman, ovacionada como a primeira diretora do cinema brasileiro. Mas quando estreou, o filme já estava defasado. A crítica o considerava pequeno, com a temática superada, pois nos anos 80 a TV brasileira já apresentava Malu Mulher, a Marta Suplicy falava de sexo na TV. Em 1980 aquele filme ganhou interpretações anacrônicas. Não há uma compreensão histórica do que ele representou naquele momento. Depois ela foi fazer um filme só em 87, que é “Sonhos de Menina Moça”, em que ela ainda traz temas da ditadura.

Cineasta Ana Carolina realizou na década de 70 a trilogia “Mar de Rosas”, “Das Tripas Coração” e “Sonho de Valsa”. Foto: reprodução.

– E a Ana Carolina?

A Ana Carolina acaba sendo o exemplo mais conhecido pela trilogia sobre o que ela chamou na época de “condição feminina”: “Mar de Rosas”, “Das Tripas Coração” e “Sonho de Valsa”. A diretora usa provérbios e a linguagem popular para discutir o senso popular, o não questionamento das coisas e dos acontecimentos, a opressão militar e das mulheres. Em “Mar de Rosas”, de 1977, ela trabalha com a questão da mãe e da filha, do casamento, da sua condição de “santa esposa”. A protagonista, Felicidade, corta o pescoço do marido com uma gilete e foge com a filha. Ela começa a ser perseguida por um homem misterioso num fusca preto, o que remete aos grupos paramilitares, à repressão, aos torturadores. A filha é a revolucionária, aquela que senta de pernas abertas, fala palavrão, e que os adultos tentam reprimir, mas não conseguem. A personagem mostra a nova geração de mulheres que vêm se levantar contra os padrões estabelecidos. O filme foi o grande sucesso de Ana Carolina, inclusive fora do Brasil.

O segundo filme, “Das Tripas Coração”, foi interditado 10 meses, mas depois foi exibido na íntegra. Ela usa uma metáfora que hoje pode ser considerada ingênua, mas foi sua maneira de driblar a censura. Na história, um interventor vai a um colégio interno para fechá-lo. Enquanto as diretoras não chegam, nos cinco minutos que fica esperando, ele cochila. O filme todo é o sonho dele. As internas do colégio revolucionam. É toda a questão do desejo, da sexualidade, elas discutem, aparece o desejo lésbico, uma consonância com as discussões do movimento feminista. Mostra também a questão da igreja católica. Uma das alunas faz xixi no meio da missa. Uma coisa que eu falo na minha tese que eu não encontrei em outros autores que trabalham com esse filme é a questão de alvejar a ditadura por meio da incidentalidade musical. Ela trabalha muito com os hinos nacionais, seja com a ida do interventor ao banheiro assoviando o hino nacional, seja com uma brincadeira com o hino da independência.

Mesmo o terceiro filme, “Sonho de Valsa”, de 1977, Ana Carolina ainda discute o regime, a ditadura civil-militar. Mostra uma mulher que sai da tubulação de esgoto e vai para o meio de uma parada militar de 7 de setembro, toda suja, maltrapilha. É muito interessante a maneira como ela ainda traz presente a sensação que eu imagino que ficou para grande parte dos brasileiros depois que o regime acabou: a sensação de que houve uma continuidade, de que o poderio militar ainda continuou. O governo seguinte foi do José Sarney, que foi parte civil da ditadura.

– As três fizeram parte do movimento feminista?

A Helena Solberg e a Teresa Trautman se envolveram com o movimento feminista, participaram de grupos. A Ana Carolina não. A gente vê que ela tem toda uma postura feminista, que os filmes têm uma tendência de ser considerados feministas, mas no discurso dela, ela se identifica com o “cinema de autor”, lançado pela Nouvelle Vague francesa. Ela não queria ser rotulada apenas como feminista, porque isso era assumir todo um preconceito que viria junto com esse termo naquele momento e até posteriormente. Então a Ana Carolina não participou do movimento, seguiu a linha dela, mas os filmes dela são muito importantes para essa discussão naquele momento.

– Elas fizeram parte de algum grupo em comum, se encontravam, faziam parte de um movimento?

Não. Apesar de duas delas terem participado de um guarda-chuva, que foi o movimento feminista, de encontros e de reuniões de conscientização. Eu tentei explorar isso como um leque de possibilidades. Não houve uma homogeneidade ao lidar com isso como produção cinematográfica. O que houve foram caminhos próximos.

– Qual é a relação dos cinemas realizados pelas diretoras com o Cinema Novo?

Nos anos 60 e 70, o cinema novo brasileiro se consolidou mundialmente por seu cunho político. O Glauber Rocha, que foi seu ícone, tinha voz fora do Brasil, com artigos nos Cahiers du Cinéma e em outras revistas. Eles estavam preocupados com a revolução, a opressão geral da América Latina. E é claro que, em se falando de cinema brasileiro nos anos 60 e 70 o que se valoriza? Esse cinema novo. Uma das propostas da minha tese é justamente isso: contrapor o cinema realizado por mulheres ao cinema novo, que era o único que esteve iluminado. O resto era como se não existisse. Venho trazendo isso para mostrar que outras formas de cinema de contestação existiam, tendo chegado ao público ou não. Foram maneiras de instrumentalizar o cinema também por uma revolução que era social, que era política, e que era essa revolução das mulheres proposta pelo feminismo.

– Você estudou o cinema feito por mulheres de outros países?

Estudei a Agnès Varda que, apesar de belga, realizou toda a sua carreira na França. Seu primeiro filme, La Pointe Courte, de 1954, foi visto como precursor da Nouvelle Vague francesa: uma nova proposta, nem tanto na política, mas o começo de uma revolução estética. Outra que eu trabalho é a Chantal Akerman. Seu filme mais polêmico e emblemático é o “Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles” (1975). É uma mulher na situação do pós-guerra, que ficou viúva, tem um filho, recebe uma pequena pensão do marido, morto na guerra, e que se prostitui para viver. O filme relata três dias na vida da Jeanne Dielman e está totalmente alinhado com a proposta feminista do contra-cinema. Outra diretora foi a cubana Sara Gómez, que em 1974 fez “De Cierta Manera”, uma crítica da chamada condição feminina e da estrutura cubana do pós-Revolução. Trabalhei também com a italiana Lina Wertmüller e com a britânica Laura Mulvey, que fez “Riddles of the Sphinx” (O Enigma da Esfinge), de 1976, e coloca na prática a proposta teórica de contra-cinema, da ruptura com o cinema hegemônico, hollywoodiano, e reverte a situação da representação da mulher, o que ela trabalha no seu principal texto que é “Prazer visual e cinema narrativo”. Então eu vi toda essa ligação e segui as influências apontadas pelas três brasileiras. A Helena e a Tereza mencionam a Varda e a Lina Wertmüller. A Ana Carolina, pela questão de cinema de autor, até fala da Varda, mas ela se identifica e até é comparada com Luis Buñuel. Trabalho com filmes do Neorrealismo italiano, da Nouvelle Vague francesa, venho discutindo um pouco esses cinemas com o que elas estavam fazendo, no que se diferenciavam. É um panorama daqueles anos, dos novos cinemas no pós-guerra e a ruptura radical delas também com os próprios inspiradores.

– O que é cinema de mulheres?

A expressão “cinema de mulheres” foi cunhada de maneira política. Ali nos anos 70, principalmente, houve uma teoria feminista do cinema na Inglaterra que propunha um contra-cinema, principalmente a partir dos trabalhos da Laura Mulvey e da Claire Johnston. Elas falavam da importância das mulheres em reverter a representação das mulheres no cinema, sempre realizada por diretores homens. Elas alegavam que havia uma manipulação, que estava na hora das mulheres tomarem as câmeras como um ato político e mostrar que o cinema era uma construção. Dentro dessa proposta cunhou-se o termo “Cinema de mulheres”. Na época começaram os festivais de filmes de mulheres em Nova York (Estados Unidos) e em Edimburgo (Escócia), em 1972. No final dos anos 70 surgiu na França o Festival International de Films de Femmes, que existe até hoje, em Créteil. Naquele momento era o cinema como instrumento do movimento feminista. Por isso que eu falo que o cinema de mulheres é datado, é um acontecimento principalmente dos anos 70. Na tese, eu trabalho com o termo “cinema realizado por mulheres”, que não é só o “cinema de mulheres”. A Ana Carolina se recusa a dizer que fez “cinema de mulheres”. Mesmo assim, ela levou seu filme para o festival de cinema de Créteil, que é de cinema de mulheres. Essa é uma das muitas contradições e ambiguidades que eu procuro discutir na tese. A própria questão do essencialismo, uma das principais contradições do movimento feminista. Porque é essencializar dizer que existe um cinema de mulheres, que é diferente ter uma mulher por trás da câmera. Esse debate aparece na imprensa, com diversos pontos de vista, mesmo dentro de uma mesma revista. Algumas diretoras acham que sim, que é um posicionamento político importante, outras acham que não, que elas são autoras, são artistas.

– Qual foi a repercussão do trabalho delas que você encontrou nas pesquisas?

Nas pesquisas na Cinemateca de São Paulo fui atrás de jornais da época, do que se falava sobre as três cineastas. Nos anos 70 e 80 estava em alta a discussão das mulheres no cinema, “as novas diretoras”, “mulheres por trás das câmeras”. De certa maneira elas foram conhecidas. Em uma matéria na Folha de São Paulo nos anos 70, a Helena Solberg é vista como cineasta da América Latina. Ela ficou bastante conhecida nos EUA, por ter tido acesso a TV. Na França, da Ana Carolina eu encontrei duas situações em jornais de lá, mas no Brasil ela estava em quase todas as matérias sobre mulheres no cinema. Claro, o Cinema Novo brasileiro aparecia muito mais. Da Tereza Trautman não aparece nada nos jornais franceses, pois ela tinha sido interditada. No Brasil ela foi bastante comentada em dois momentos: quando o filme saiu em 73, a imprensa noticiou bastante e depois em 80, no relançamento do filme. Uma coisa interessante da Tereza é que ela conseguia liberação para participar dos festivais fora do Brasil. Por exemplo, em 76 houve um festival em Toronto de filmes censurados. O filme dela foi exibido em sessão dupla com “Mimì metallurgico ferito nell’onore” (1972), da Lina Wertmüller. Ou seja, ela participou em festivais fora do Brasil, enquanto o filme estava interditado.  Um dos críticos que é elogioso ao filme fala que “Tereza Trautman está longe de ser identificada com a postura feminista, o filme dela vai muito além disso”. Ele tenta “salvar” a Tereza do estigma do feminismo, só que ela mesma confirma que estava totalmente envolvida. Então quem se assumia como feminista corria um risco.

– Risco de que?

Risco de que na carreira ela fosse estigmatizada como uma cineasta feminista, apenas. Porque os debates sobre feminismo eram muito acalorados. Falavam que as mulheres eram lésbicas, mal-amadas. Isso aparece em vários textos analisados e nas entrevistas. No Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH) da UFSC, do qual faço parte, temos mais de 150 entrevistas de mulheres no período da ditadura militar e muitas delas falam exatamente nisso: além da luta pela emancipação e igualdade, elas tinham que enfrentar esse rótulo reacionário.

– Como foram as entrevistas?

Tive a sorte de a Heloísa Buarque de Hollanda ter me colocado em contato com a Helena Solberg e com a Tereza Trautman, então além dos filmes eu trabalhei também com entrevistas. Elas me ajudaram muito com a versão delas daquela história toda, o que elas, mulheres, pessoas, estavam vivendo naquele momento, sentindo. Quando a Tereza Trautman fala da interdição, os olhos dela cospem fogo, até hoje. Então são vidas atravessadas por toda essa situação.

– Como foi a experiência na França?

Foi bem proveitosa. Passei um ano vinculada à École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), com financiamento da Capes. A possibilidade de acessar outros arquivos e acervos abre a cabeça, dá uma visão mais geral. Tanto que apesar de falar nas três cineastas, trago muita coisa de outros cinemas também, porque para mim é impossível fazer um recorte e não olhar para todo o entorno e o que está acontecendo. Principalmente se elas sinalizaram alguns caminhos, algumas trocas e influências, por onde elas passaram, e a própria crítica foi apontando o caminho delas, as associações, as identificações de cenas com as de outros autores. Olhando hoje, fazer esta tese foi um trabalho grande, mas no final as coisas foram se encaixando de uma maneira que eu achei interessante.

 

Saiba mais:

Veja alguns artigos escritos pela historiadora Ana Maria Veiga sobre temas que aborda na tese :

:: ‘Cineastas amordaçadas’: A ditadura militar e alguns filmes que o Brasil não viu. Revista História Agora, v. 1, p. 142-166, 2012.

:: Gênero e cinema: uma abordagem sobre a obra de duas diretoras sul-americanas. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas (UFSC), v. 11, p. 111-128, 2010.

Mais informações:
Ana Maria Veiga – amveiga@yahoo.com.br

Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC
laura.tuyama@ufsc.br

Fotos: reprodução.

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Eric Sabourin ministra palestra na UFSC sobre sociedades e organizações camponesas

27/03/2013 08:38

Com o tema “Sociedades e organizações camponesas: uma leitura através da reciprocidade”, o professor Eric Sabourin (pesquisador do CIRAD/Montpellier), referência na área de ciências humanas e rurais, ministrará palestra na UFSC, no dia 28 de março, quinta-feira, às 9h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). 
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Desligamento de energia elétrica no CFH em 23 de março

22/03/2013 13:00

A Prefeitura Universitária (PU) comunica que no dia 23 de março de 2013 (sábado), das 8h às 12h, haverá desligamento de energia elétrica no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) para execução de serviços de manutenção preventiva e corretiva de alta tensão junto às subestações. Caso os serviços terminem antes do horário previsto, a energia será imediatamente reativada.
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Cursos de Oceanografia e Zootecnia da UFSC formam as primeiras turmas

19/03/2013 13:31

Formaram-se no dia 8 de março as primeiras turmas dos Cursos de Zootecnia e Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no Centro de Cultura e Eventos. Os dois cursos são recentes na Universidade e as primeiras turmas ingressaram nos anos de 2007 e 2008, respectivamente. Em Zootecnia foram 15 formandos e em Oceanografia, 12. Estes iniciam sua jornada profissional como alunos de programas de pós-graduação, como bolsistas em projetos de pesquisa, como consultores ambientais e como concursados em órgãos públicos.
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“Samba e filosofia da arte” é tema de curso de extensão gratuito

14/03/2013 13:14

Estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão “Samba e filosofia da arte”, coordenado pela professora Claudia Pellegrini Drucker, do Departamento de Filosofia da UFSC. O curso é gratuito e aberto ao público. Não é exigido conhecimento prévio dos assuntos a serem tratados. As aulas serão às sextas-feiras, das 14h20 às 16h, na Sala 332, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

As inscrições devem ser feitas no 2º andar do Prédio Administrativo do CFH, no Curso de Graduação em Filosofia. A primeira aula acontece no dia 5 de abril de 2013. Serão fornecidos certificados de participação.
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Chuva forte do final de semana deixa espaços do CFH interditados

11/03/2013 14:57

Devido às fortes chuvas do final de semana, alguns espaços do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) estão interditados. Foram atingidos principalmente os blocos A (central), B (salas de aulas) e D (Antropologia e laboratórios). Desta forma, no período de 11 a 15 de março, algumas salas de aula previamente agendadas serão remanejadas de acordo com a disponibilidade do espaço físico do CFH.  Para esclarecimentos, procure a Secretaria do CFH no telefone 3721-9330.

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Antropólogo David Le Breton ministra conferência nesta quinta no CDS, com transmissão ao vivo

06/03/2013 15:14

O Programa de Pós-Graduação em Educação Física, o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea (Nepecs/CED), da UFSC, o Laboratório de Pesquisa em Lazer e Atividade Física (Laplaf/Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), promovem nesta quinta-feira, dia 7 de março, dois eventos com a presença do professor David Le Breton, reconhecido internacionalmente, ícone da Sociologia do Corpo e o autor mais citado dos últimos tempos. O início da transmissão ao vivo será às 8h50min, no endereço http://server.stream.ufsc.br/aovivoSerão emitidos certificados aos participantes. 
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Santa Afro Catarina promove visita guiada gratuita neste sábado

28/02/2013 13:12

O Programa Santa Afro Catarina e o Laboratório de História Social do Trabalho e da Cultura da UFSC promovem no primeiro sábado de cada mês uma visita guiada pelos roteiros históricos da Ilha, com a presença de africanos e afrodescendentes em Florianópolis. O diferencial do Programa é a integração inovadora dos conteúdos de história da diáspora africana ao espaço urbano.

As visitas guiadas, gratuitas, são feitas por uma equipe de profissionais atuantes nas áreas de História, Patrimônio e Ensino de História. O encontro é marcado sempre às 9h45, na figueira da Praça XV, Centro, Florianópolis, com saída às 10 horas. O roteiro tem duração aproximada de duas horas. Todos estão convidados a participar do evento, neste sábado, dia 2 de março, que será “Viver de Quitandas”, com a condutora Cássila.

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Professor Renato Sztutman da USP faz apresentação dia 15 de fevereiro no CFH

14/02/2013 15:02

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC, o Instituto Brasil Plural (IBP) e o Núcleo de Pesquisa em Fundamentos da Antropologia (A-funda) convidam para apresentação da pesquisa e conversa com o professor Renato Sztutman, da Universidade de São Paulo (USP),  sobre seu livro recém-lançado O Profeta e o Principal: A Ação Política Ameríndia e seus Personagens, no dia 15 de fevereiro de 2013 (sexta), às 10h30, na Sala 03 do Núcleo de Pesquisa A-funda, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O livro já pode ser adquirido na livraria Livros&Livros no hall do CFH.

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Inscrições abertas para curso sobre globalização

14/02/2013 13:40

Estão abertas até 15 de fevereiro as inscrições para o curso de verão Globalización y Teoría Social Latinoamericana, que será ministrado pelo professor Alejandro Marcos Bialakowsky, da Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires.

O curso é gratuito  e será realizado entre os dias 18 a 23 de fevereiro de 2013, das 9h às 18h no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Campus Trindade UFSC. A promoção é do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Ciências Sociais da UFSC, e tem apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e direção do CFH.

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Estudante de Psicologia da UFSC tem pesquisa divulgada em programa de TV

16/01/2013 16:02

O trabalho de iniciação científica de Luíza Maria da Rocha Zunino, estudante de graduação do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi destaque no programa Educação e Cidadania News, na edição do dia 4 de novembro de 2012. O resultado, divulgado na reportagem, aponta que 63,4% dos estudantes da UFSC já sofreram algum tipo de discriminação. A pesquisa foi feita sob a orientação do professor João Luiz Bastos, do Departamento de Saúde Pública da UFSC e com a colaboração de Fernando Mendes Massignam, também professor do Departamento de Saúde Pública, e de Isabela Zeni Coelho, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC.

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Dissertação de mestrado analisa mulheres que praticam futebol

11/12/2012 15:34

Será realizada nesta sexta-feira, 14 de dezembro, às 17h, a defesa de mestrado de Mariane da Silva Pisani, que tem como projeto “Poderosas do Foz: Trajetórias, Migrações e Profissionalização de Mulheres que Praticam Futebol”.

Com orientação da professora Carmen Rial, o mestrado de Mariane foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da UFSC.

A defesa será na Sala Carolina Bori, do Departamento de Psicologia da UFSC.

Fazem parte da banca o pesquisador Alex Vailati (Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas – PPGICH), os professores Mario Bick (Bard College/NY), Alicia Norma Gonzales de Castells (PPGAS/UFSC), Fernando Gonçalves Bitencourt (Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC – suplente) e Miriam Pillar Grossi (PPPGAS/UFSC – suplente).

Mais informações:
carmenrial2@gmail.com

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Pesquisadora francesa fala sobre experimentos com seres humanos

11/12/2012 13:49

Ilana Lowy falou sobre um experimento norte-americano que durou 40 anos e se tornou símbolo do tratamento desumano contra populações pobres e negras. Fotos: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

Na sexta-feira, 7 de dezembro, o doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC recebeu a historiadora de ciência e medicina Ilana Lowy, que ministrou a palestra “Ensaios Médicos com Seres Humanos”. Ilana é pesquisadora do Centre de Recherche, Médecine, Sciences, Santé et Societé (CERMES) de Paris.

A pesquisadora iniciou falando sobre o Tuskegee Experiment, um estudo conduzido pelo U.S. Public Health Service (PHS), o serviço de saúde pública dos Estados Unidos, na Universidade do Alabama, que observava pacientes com sífilis nos últimos estados da doença. O estudo que durou quarenta anos, de 1932 a 1972, tornou-se símbolo de tratamento desumano de populações pobres e, especialmente, populações negras.

Em seguida a pesquisadora apresentou o artigo “Paved with good intentions”, expressão inglesa que em português seria algo como “O caminho do inferno está cheio de boas intenções”. O artigo compara dois experimentos com seres humanos, o primeiro sobre o tratamento da febre amarela que aconteceu no Brasil, em 1903, e um estudo de sífilis conduzido na Guatemala, entre 1947 e 1948. Segundo a autora, os dois estudos apresentavam “boas intenções” no início, visando a ajuda às populações locais e transferência de tecnologia. Outra característica em comum nesses experimentos é que os médicos envolvidos não acreditam estar fazendo algo antiético, mesmo quando procuram maquiar as evidências.

Em 1903 o sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública no Rio de Janeiro com a missão de combater a epidemia de febre amarela. Como ex-aluno do Instituto Pasteur, o médico trouxe uma delegação da França para estudar a doença em Petrópolis. A pesquisa apresentou vários problemas, os já doentes não respondiam a aplicação das vacinas e a frequência de contágio natural pelo mosquito era muito baixa. Então a delegação começou a infectar deliberadamente pessoas saudáveis para testar o potencial preventivo da vacina. Este caso é relatado no livro de Ilana, “ Vírus, mosquitos e modernidade” (2006, Editora Fiocruz, disponível para download), que apresenta a história da febre amarela no Brasil.

O outro exemplo que a historiadora apresentou foi o ocorrido na Guatemala nos anos de 1947-48, sobre sífilis, também conduzido pelo PHS. Os experimentos começaram sendo testados em prisioneiros guatemaltecas, mediante consentimento destes. Prostitutas infectadas com sífilis eram contratadas para terem relações sexuais com os prisioneiros, mas como muitos homens seguiam sem ser contaminados, começaram a infectá-los diretamente com a bactéria. Em seguida o procedimento começou a ser aplicado em hospitais psiquiátricos. O objetivo do estudo era ver se a penicilina poderia prevenir a infecção depois da exposição a doença. Detalhes da pesquisa só foram descobertos em 2010, depois que o diário com anotações de campo do dr. John C. Cutler foi revelado.

Ilana também apresentou uma palestra sobre gênero e biomedicina no CFH, no mesmo dia. As atividades foram organizadas pelo Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas Interdisciplinar em Ciências Humanas, Instituto de Estudos de Gênero, Núcleo de Estudos em Filosofia e Saúde (NEFIS) e Núcleo de Pesquisa em Bioética e Saúde Coletiva (NUPEBISC), Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS).

Patrícia Cim / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC
patriciacim@gmail.com

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Mostra exibe documentários sobre Saramago, Pilar del Rio e Apolônio de Carvalho

07/12/2012 13:15

Os programas de pós-graduação em Sociologia Política e em História promovem nos dias 10 e 11 de dezembro a apresentação de dois documentários, um sobre José Saramago e Pilar del Rio e outro sobre Apolônio de Carvalho. Os eventos são gratuitos e abertos à participação da comunidade, e contarão com a presença dos diretores.

No dia 10 de dezembro, será apresentado o documentário José e Pilar, do diretor Miguel Gonçalves Mendes. A obra trata da relação amorosa e de engajamento e compromisso político, entre o escritor José Saramago e sua companheira Pilar del Rio. A projeção começa às 18h30min no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

O documentário do dia 11 de dezembro é Vale a pena sonhar, sobre Apolônio de Carvalho, que teria completado 100 anos em fevereiro passado. A exibição começa às 18h30min na Sala 10 da História (CFH). Após a exibição haverá debate com a presença da diretora Stela Grisotti.

A mostra de documentários é uma promoção do Núcleo de Estudos de História, Literatura e Sociedade (Nehlis), Núcleo de Estudos e Transformações do Mundo do Trabalho (TMT) e Núcleo de Ecologia Humana e Saúde (Ecos), do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política e da Pós-Graduação em História e do CFH.

Mais informações:
anasaccol@ccs.ufsc.br

Tags: Apolônio de CarvalhoCFHdocumentárioJosé SaramagoPilar del RioUFSC

Seminário sobre ensino de história e formação de professores

06/12/2012 15:55

O Departamento de Metodologia de Ensino (CED) e a Coordenadoria de Estágios do Departamento de História (CFH) promovem nos próximos dias 12 e 13 de dezembro o III Seminário de Estágios do Curso de História, “Ensino de História e Formação de Professores: Experiências, Práticas e Produção de Saberes na Escola.

A conferência de abertura, “Demandas formativas do professor de História: o necessário diálogo entre ensino e pesquisa”, será com a professora Flávia Eloisa Caimi, da Universidade de Passo Fundo,  dia 12, às 9h, no auditório do CFH.

Mais informações:
IIIseminariodehistoriadaufsc@gmail.com.

Tags: CEDCFHestágiohistóriaUFSC

Pesquisadora Ilana Lowy ministra palestras sobre biomedicina e gênero

06/12/2012 15:44

A historiadora de ciência e medicina e pesquisadora do Centre de Recherche, Médecine, Sciences, Santé et Societé (CERMES) de Paris, Ilana Lowy, uma das grandes especialistas francesas no campo de gênero e ciência, estará na UFSC na sexta-feira 7 de dezembro de 2012 e oferecerá duas palestras sobre ensaios médicos com seres humanos (às 9h30min, na sala 312 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH) e sobre gênero e biomedicina (às 18h, na sala 317 CFH) com foco na questão dos hormônios e o biopoder farmacológico contemporâneo.

Autora de vários livros e artigos científicos sobre a relação entre ciência biomédica e gênero, o seu trabalho mais recente é “A woman´s disease. The history of cervical cancer” (2011, Oxford University Press), que trata sobre a história médica e social do câncer cervical, com foco nas atitudes para com as mulheres desde a Antiguidade até o presente. Sobre esse tema também publicou um artigo titulado “Câncer, mulheres e saúde pública: a história do exame para câncer cervical” (2010), disponível em http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v17s1/04.pdf.

No Brasil publicou o livro “ Vírus, mosquitos e modernidade” (2006, Editora Fiocruz, disponível para download), que apresenta a história da febre amarela no Brasil, mostrando os sucessivos cenários sobre a transferência de conhecimentos e práticas científicas entre “centros” e “periferias”.

As atividades organizadas pelo Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, Instituto de Estudos de Gênero, Núcleo de Estudos em Filosofia e Saúde (NEFIS) e Núcleo de Pesquisa em Bioética e Saúde Coletiva (NUPEBISC), Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) constituem uma oportunidade rara para conhecer o pensamento desta autora.

Para conhecer um espectro mais amplo das ideias desenvolvidas por Lowy, está disponível um artigo publicado pela revista Pagu cujo título é “Universalidade da ciência e conhecimentos ‘situados’” (2000) e que discute a contribuição dos estudos de gênero para uma análise crítica do conceito de ciência universal. Outras informações sobre sua obra estão disponíveis em http://cnrs.academia.edu/IlanaLowy.

Mais informações:
Professora Miriam Grossi – miriamgrossi@gmail.com

Tags: biomedicinaCFHgêneroIlana LowyUFSC

VII Semana de Integração CFH/UFSC

03/12/2012 14:53

Começa nesta segunda-feira, dia 3 de dezembro, às 18h, no hall do Bloco B do CFH e vai até sexta-feira, dia 7, a VII Semana de Integração CFH/UFSC, evento anual que vêm se desenvolvendo desde 2005 a partir de uma iniciativa conjunta da direção do CFH e dos Centros Acadêmicos de Antropologia, Ciências Sociais, Filosofia, Geociências, Geologia, História, Museologia, Oceanografia, Psicologia. O objetivo é o de promover um espaço de diálogo entre os campos disciplinares das ciências humanas que estão representadas neste centro de ensino a partir de temas transversais e contemporâneos. Informações e programação: www.semanacfh.blogspot.com.br/.

Tags: CFHVII Semana de Integração

Palestra sobre saúde reprodutiva das mulheres e questões de gênero na biomedicina

30/11/2012 10:26

O Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC e o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) promovem no dia 7 de dezembro, às 18h, a palestra  “Saúde reprodutiva das mulheres e questões de gênero na biomedicina”, com Ilana Lowy. Ilana é professora pesquisadora do Centre de Recherche, Médicine, Sciences, Santé, Santé Mentale, Société (CERMES – Paris).

A palestra será na  Sala 317 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).

Mais informações:
caterina.rea@bol.com.br

 

Tags: CFHgênerosaúde reprodutivaUFSC

Comunidade acadêmica escolhe os novos diretores dos Centros de Ensino

27/11/2012 16:19

Os novos diretores (gestão 2012-2016) dos 10 Centros de Ensino da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram escolhidos nestes últimos três meses, por meio de consultas prévias à comunidade acadêmica (professores, servidores e alunos), e devem assumir suas funções no dia 27 de dezembro. Confira a composição de cada centro.
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Palestra “Geologia do Distrito Fluorítico de Santa Catarina”

16/11/2012 15:38

O Núcleo de Estudos de Mineralogia (NEMIN) promove a palestra “Geologia do Distrito Fluorítico de Santa Catarina”, com o geólogo Clóvis Norberto Savi, no dia 19 de novembro, segunda-feira, às 19h, no miniauditório de Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. O evento é gratuito e podem participar interessados em mineralogia, geologia, química e metalurgia.
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Revista Estudos Feministas comemora 20 anos com debates sobre militância e academia nas publicações

06/11/2012 16:41

Nos últimos anos é inegável o crescimento das publicações feministas, o que representa um marco decisivo no contexto não só acadêmico, mas social, cultural e político brasileiro. A fim de debater o modo como essas produções têm circulado, convidamos @s estudios@s e militantes de gênero a participarem do evento “Militância e Academia nas Publicações Feministas”, que ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de novembro, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em comemoração aos 20 anos da Revista Estudos Feministas.
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Galeria da Ponte expõe fotografias de Maíra Carbonieri

05/11/2012 17:09

A Galeria da Ponte (CFH/UFSC) recebe, a partir desta segunda-feira, dia 5 de novembro, a exposição “Alimentação e Culinária do povo da Serra e do Mar”, da fotógrafa Maíra Carbonieri.

O ensaio fotográfico é resultado de uma pesquisa etnográfica realizada em comunidades do litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo que aborda pescadores, agricultores, artesãos, construtores, cozinheiras, músicos, benzedeiras, caiçaras, descendentes de portugueses, indígenas e negros: a população tradicional que vive na Mata Atlântica, entre as serras e o mar, e deles retira seu sustento.
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Tags: CFHGaleria da PonteMaíra CarbonieriUFSC