Audiência pública discute entraves aos alimentos orgânicos e agroecológicos em Santa Catarina

25/05/2011 09:16

“Necessidade de ações para avanço da agricultura orgânica / agroecológica em Santa Catarina” é tema de uma audiência pública que será realizada na próxima terça-feira, 31 de maio, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O encontro é promovido pela Comissão de Agricultura e Política Rural e Comissão de Turismo e Meio Ambiente, em parceira com a Comissão da Produção Orgânica em Santa Catarina. A UFSC é uma das entidades com representação nesta comissão.

A audiência ocorre durante a Semana da Alimentação Orgânica, evento que acontece de 31 de maio a 5 de junho. Promovida pelo Ministério da Agricultura, a Semana ocorre em todo o País, com o objetivo de esclarecer a população sobre a importância da alimentação com produtos orgânicos e o desenvolvimento de ações voltadas à promoção da produção de alimentos naturais e livres de agrotóxicos.

Programação da audiência pública “Necessidade de ações para avanço da agricultura orgânica / agroecológica em Santa Catarina”:

– 7h30min às 10h – abertura: café com produtos orgânicos do Estado de SC

– 10h – Audiência Pública

– 10h às 10h20min – Natal Magnanti e Ivo Macagnan – Rede Eco vida

– 10h20min – 10h30min – Entraves à ampliação da produção/comercialização orgânica – Órgãos Públicos

– 11h às 11h15min – Secretaria da Agricultura (Epagri, Cidasc)

– 11h15min às 11h30min – Secretaria Estadual de Educação

– 11h30min às 11h45min – Ministério da Agricultura

– 11h45min às 12h – Ministério do Desenvolvimento Agrário/MDA
– 12h às 13h – Debate aberto e encaminhamentos

Mais informações na Assembleia Legislativa: (48) 3221-2578 /

Mais informações na UFSC: com o professor Rubens Onofre Nodari, representante na Comissão de Produção Orgânica de Santa Catarina, / (48) 3721-5332

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

Tags: agricultura orgânicaagriculturra agroecológica

Expediente na PRDHS

25/05/2011 08:28

A Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS) informa que, excepcionalmente, não haverá atendimento externo na manhã desta quinta feira, dia 26 de maio, das 8h as 10h30h,  em função do seminário de apresentação do  sistema SiASS para os servidores da unidade. O expediente será normal no turno da tarde.

Tags: expedientePRDHS

Nova edição da Encontros Bibli celebra 15 anos do periódico

24/05/2011 17:38

O novo número da revista de Biblioteconomia e Ciência da Informação Encontros Bibli estará disponível ( http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb) a partir desta quarta-feira, 25 de maio, celebrando 15 anos do periódico digital do Departamento de Ciência da Informação/ CED/ UFSC. Os indicadores da revista até abril de 2011 apresentam: 1175 usuários cadastrados e 950 leitores. A média de acessos mensal é de 9.000 visitantes únicos, destacando-se que nos últimos anos ultrapassou a marca de cem mil acessos únicos anuais, com a participação de pesquisadores de diversos países. A revista é pioneira, sendo a primeira revista exclusivamente digital da Ciência da Informação no Brasil.

(mais…)

Tags: 15 anos Encontros BibliEncontros Bibliperiódicos digitaisUFSC

Mara Lago é a nova professora emérita da UFSC

24/05/2011 16:47

professora Mara Lago

Mara Coelho de Souza Lago acordou na manhã de segunda-feira, 23 de maio,  com a casa se tornando uma primavera de tantas e tantas flores que chegavam.  O Instituto de Estudos de Gênero ( IEG) e a Revista de Estudos Feministas ( REF) mandaram uma grande cesta de café da manhã. À noite, em meio às conselheiras e conselheiros que se engalanavam para a cerimônia, Mara recebeu os cumprimentos de orientandos que vieram de diversas partes do Estado para a cerimônia com livros e outros presentes para ela.

A professora disse estar muito feliz não que se sentisse merecedora do título, mas pela indicação do Departamento de Psicologia e a acolhida do Centro de Filosofia e Ciências Humanas ( CFH) e dos outros professores da universidade.

(mais…)

Tags: Mara LagoProfessora EméritaUFSC

UFSC Entrevista : especial com reitor e vice-reitor sobre o terceiro ano de gestão

24/05/2011 16:22

O programa UFSC Entrevista fez um  especial com Alvaro Toubes Prata ( reitor da UFSC)  e Carlos Alberto Justo da Silva ( vice-reitor) sobre o terceiro ano de gestão e vai ao ar quinta-feira (26) às 20h, com reprise no domingo 29 e segunda-feira (30),  às 21h30min.

Em maio de 2008, mês em que os professores universitários Alvaro Toubes Prata e Carlos Alberto Justo da Silva assumiram a administração da Universidade Federal de Santa Catarina como reitor e vice-reitor respectivamente, havia um desafio partilhado por ambos – trabalhar de forma a corresponder à confiança depositada pela exigente comunidade acadêmica de uma instituição com quase 50 anos de história. Passados três anos de gestão, o sentimento de satisfação pelo trabalho realizado foi compartilhado com os presentes no estúdio da TV UFSC, em uma edição especial do UFSC Entrevista.

O programa foi conduzido pela estudante de Jornalismo Cinthia Raasch, que abordou alguns dos principais assuntos relativos a Universidade. Temas como expansão, reestruturação e interiorização da UFSC, o reconhecimento nacional e internacional que a  instituição possui, as políticas afirmativas, a humanização dos espaços da UFSC e a valorização dos membros que integram a comunidade acadêmica fizeram parte da conversa. Além destes, Prata e Paraná também falaram sobre os projetos em curso neste último ano de gestão e a visão deles sobre o futuro de segmentos importantes, como o Hospital, Restaurante e a Biblioteca Universitária, e a Agecom e TV UFSC, representantes da Divulgação e Comunicação da instituição.

A edição especial do UFSC Entrevista vai ao ar na quinta-feira (26), às 20 h, com reprises no domingo (29) e segunda-feira (30), às 21h30min.

Esta entrevista e os demais programas da TV UFSC você acompanha no canal 15 da NET. Para saber mais sobre a programação acesse www.tv.ufsc.br. Siga também no twitter.com/tv_ufsc

Por Marcone Tavella ( TV UFSC)

Tags: reitor e vice-reitorUFSC entrevista

UFSC é sede da II Semana de Cultura e Arte Tibetana

24/05/2011 14:46

O Centro de Cultura Tibetana (CCT) em conjunto com o Núcleo de Estudo Orientais da UFSC, promovem de 27 de maio a 4 de junho, no auditório  da Reitoria da UFSC,  a  “II Semana de Cultura e Arte Tibetana”.  A semana oferece uma programação extensa e tem por finalidade trocar experiências sobre aspectos interessantes da Cultura Tibetana, por meio de palestras, debates, exibição de filmes e exposições artísticas. O evento é gratuito e aberto à comunidade.   ( www.semanatibetana.com.br)

(mais…)

Tags: II Semana Cultura Arte TibetanaUFSC

Desafio da Educação Financeira

24/05/2011 10:42

Será realizada no dia 2 de junho, no auditório do Centro Sócio-Econômico da UFSC, a etapa da Grande Florianópolis da 2ª Olimpíada, agora chamada de Desafio da Educação Financeira. O evento conta com várias novidades, como a simulação, agora interativa, que pode ter os preços alterados pelos alunos, além da possibilidade de investimentos em renda fixa.

Além dos R$10 mil, os 25 melhores ganham anuidade no Instituto Nacional de Investidores e inclusão gratuita do currículo por três meses na área de estágios da Catho Online. A viagem será um intercâmbio de uma semana para Santiago do Chile.

Os dois melhores colocados de cada universidade participarão da grande final do evento, na sede do Banco Itaú em São Paulo, com despesas custeadas pelo banco. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.
Mais informações e inscrições: http://www.desafioedufinanceira.com.br

Tags: Desafio da Educação Financeira

Silveira de Souza é o convidado do Círculo de Leitura de Florianópolis

24/05/2011 10:35

Considerado um dos principais contistas de Santa Catarina e, para muitos críticos, do Brasil, João Paulo Silveira de Souza é o convidado da primeira edição de 2011 do Círculo de Leitura de Florianópolis, que será realizada às 18h de quinta-feira, dia 26, na sala Harry Laus da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina. Também cronista e tradutor, Silveira é membro da Academia Catarinense de Letras e acabou de lançar, pela Editora da UFSC, o segundo volume de “Ecos no porão”, que reúne uma seleção de contos publicados de 1980 para cá.

Criado pelo poeta Alcides Buss, o Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Celso Martins, Rosana Bond e Tabajara Ruas foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

O convidado – Silveira de Souza nasceu em Florianópolis em 1933. Aos 13 anos, junto com Carlos da Costa Pereira Filho, publicou o mensário Farrapos. Dois anos depois, editou com Hugo Mund Júnior o jornal cultural Oásis. Na década de 50, passou a integrar o Círculo de Arte Moderna, conhecido como Grupo Sul, movimento que trouxe o modernismo para Santa Catarina.

Por essa época, escreveu “Beco”, peça em um ato, e dirigiu, com Francisco José Pereira, a página Literatura e Artes do suplemento dominical do jornal O Estado. De 1960 em diante foi professor de matemática no Instituto Estadual de Educação e na Escola Técnica Federal, em Florianópolis.

Nos anos 70, trabalhou no Departamento de Extensão Cultural da UFSC e na Fundação Catarinense de Cultura, onde coordenou a edição de publicações como Boi de Mamão (1979-1981), Cadernos da Cultura Catarinense (1984-1985) e a série de fascículos Escritores Catarinenses (1990-1991).

Os livros que publicou são “O vigia e a cidade” (contos, 1960), “Uma voz na praça” (contos, 1962), “Quatro alamedas” (contos, 1976), “Os pequenos desencontros” (crônicas, 1977), “O cavalo em chamas” (relatos, 1981), “Canário de assobio” (crônicas, 1985), “Um ônibus e quatro destinos” (romance escrito em parceria com Francisco José Pereira e Holdemar Menezes, 1994), “Rumor de folhas” (poemas, 1996), “Relatos escolhidos” (1998) e “Trololó para flauta e cavaquinho” (em parceria com Flávio José Cardozo, 1999).

Também publicou, entre outros trabalhos, “Sonetos da noite” (1958), seleção de poemas de Cruz e Sousa, e “Artepoema” (1983), experiência de integração poesia-pintura, em parceria com o pintor Hassis. Participou das antologias “Este mar catarina” (1983), “Este humor catarina” (1985), “Este amor catarina” (1996), “Contistas novos de Santa Catarina” (1952), “Panorama do conto catarinense” (1974), “Assim escrevem os catarinenses” (1976), “21 dedos de prosa” (1980), “Cambada de mentiroso” (1987) e “Os dez mandamentos”.

Breve entrevista – Por ocasião do lançamento de “Ecos no porão”, Silveira de Souza deu uma entrevista à jornalista Raquel Wandelli. Abaixo, alguns trechos da conversa, nos quais ele fala de sua criação e dos autores que leu, da infância à idade adulta.

Percebe-se em todos os contos uma consciente localização do cenário de Florianópolis que vai muito além do mero retrato ou panorama da cidade visto pelo escritor. Em que tipo de intenção estética se inscreve essa presença geográfica de Florianópolis na sua ficção?

Silveira – De fato, Florianópolis é o cenário de todos os relatos. Por não se tratar de um guia turístico, mas de um livro de ficção literária, o leitor não vai encontrar descrições pormenorizadas ou exaltações entusiásticas a respeito de suas paisagens e recantos pitorescos. O que existe são apenas brevíssimas indicações dessa geografia, integradas à ação e à mente dos personagens. Foi minha intenção que esses personagens se comportassem como habitantes de uma ilha, que a ilha fosse, indireta ou inconscientemente, um componente importante de sua psicologia. Creio que isso diferencia um tanto os meus relatos dos relatos de autores de outros estados.

Você  faz uma literatura ao mesmo tempo densa e econômica, como poucos contistas. Como chegou a essa síntese e que autores o influenciaram nessa escolha estética?

Silveira – Harold Bloom escreveu que toda a escritura é uma espécie de releitura. Se ele estiver certo, devo dizer que leio desde os dez anos de idade (estou hoje beirando os 78). Em todo esse tempo, passei por períodos de leitura em que determinado autor, às vezes determinados autores, monopolizavam a minha preferência. Posso citar alguns deles: Monteiro Lobato e Hans Christian Andersen, lá entre os 10 e 12 anos. Depois, com o tempo, foram surgindo Machado de Assis, Anton Checov, Dostoievski, Clarice Lispector, Kafka, Dyonélio Machado, Joseph Conrad, James Joyce, Thomas Mann, William Faulkner, Guimarães Rosa, Cortazar, Jorge Luis Borges, H.P. Lovecraft e alguns outros. Nem vamos falar de poetas, de compositores, de alguns desenhistas e pintores, e de alguns diretores de cinema. É provável que todos eles, de algum modo, tenham deixado alguma marca, numa frase, na estruturação de uma determinada estória, na caracterização de um dado personagem. Mas essa é uma praia para os críticos literários.

Alguns autores, como Salim Miguel, o consideram o maior escritor catarinense da atualidade e um dos melhores contistas do Brasil. O que pensa disso?

Silveira – Não tenho como responder a isso. Mas devo dizer que, desde 1960, quando publiquei “O vigia e a cidade”, até agora, o propósito real ao escrever os meus relatos foi conseguir realizar algo que me satisfizesse interiormente, do ponto de vista de uma criação estético-literária. Nunca me interessou ser, como autor, maior ou menor, principalmente num momento em que Santa Catarina tem, residindo aqui e fora daqui, um conjunto de poetas e escritores de primeira linha, como o próprio Salim.

Mais informações com Alcides Buss, coordenador do Círculo de Leitura, pelo fone (48) 9972-3045. O telefone de Silveira de Sousa é 3249-3517

Tags: Círculo de Leitura

Conselho do Centro de Ciências Biológicas divulga carta aberta sobre o “Novo” Código Florestal

24/05/2011 10:16

O Conselho do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, em reunião no dia 13 de maio, deliberou, por unanimidade, o apoio à Carta Aberta sobre a votação do Novo Código Florestal para divulgação junto à Agecom e demais órgãos de divulgação, Sociedades Científicas e demais interessados.O Conselho do CCB entende que esta manifestação é essencial para que, juntamente com outras de igual teor, faça o Parlamento nacional perceber o quão grave é votar legislação para a confecção da qual a comunidade científica nacional não foi consultada.

Conselho do Centro de Ciências Biológicas/UFSC

Carta Aberta sobre o “Novo” Código Florestal

Considerando a existência de um movimento político para a alteração do Código Florestal Brasileiro e que este movimento não está assentado em uma base científica sólida, nem respaldado por uma ampla discussão participativa dos diferentes setores da sociedade, o Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, reunido no dia 13 de maio de 2011, apresenta por meio desta algumas posições importantes relacionadas à discussão de um eventual “novo” código florestal:

– Reiteramos e manifestamos total concordância aos termos apresentados pelos cientistas ligados ao Programa Biota-FAPESP[1] em vários meios de divulgação durante o mês de julho de 2010, destacando os seguintes pontos e/ou citações:

– “A alteração proposta reduzirá a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965, fazendo com que as emissões de dióxido de carbono possam aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.

– “A comunidade científica foi amplamente ignorada durante a elaboração do relatório de revisão do Código Florestal”.

– “A reformulação do código baseia-se na premissa errônea de que não há mais área disponível para expansão da agricultura brasileira e não foi feita sob o escudo de uma sólida base científica. Pelo contrário, a maioria da comunidade científica sequer foi consultada e a reformulação ajustou-se muito mais aos interesses unilaterais de certos setores econômicos”.

– “Entre as conseqüências da aprovação da proposta de reformulação, a carta menciona um ‘aumento considerável na substituição de áreas naturais por áreas agrícolas em locais extremamente sensíveis’, a ‘aceleração da ocupação de áreas de risco em inúmeras cidades brasileiras’, o estímulo à ‘impunidade devido à ampla anistia proposta àqueles que cometeram crimes ambientais até passado recente’, um ‘decréscimo acentuado da biodiversidade, o aumento das emissões de carbono para a atmosfera’ e o ‘aumento das perdas de solo por erosão com conseqüente assoreamento de corpos hídricos” e comprometimento da produção primária costeira.

– “Se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional, bem como os demais organismos associados, do território brasileiro. As novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico”.

– “Se a nova proposta for aprovada, a faixa mínima de proteção nas beiras de rios será extremamente reduzida. Topos de morro e áreas acima de 1.800 metros deixam de ser protegidas. As demais áreas, mesmo formalmente protegidas, poderão ser ocupadas por plantações, pastagens ou construções, caso tenham sido desmatadas até 2008 e forem consideradas ‘áreas consolidadas’. As principais candidatas a se tornarem áreas consolidadas são justamente as áreas irregularmente ocupadas, que sofrem com enchentes, deslizamentos, assoreamento e seca de rios. Como não haverá recuperação e as ocupações permanecerão, essas áreas serão condenadas a conviver eternamente com esses problemas, perpetuando tragédias como as de Angra dos Reis, do Vale do Itajaí, Alagoas e Rio de Janeiro (região de Nova Friburgo).

“Como mais de 90% dos imóveis rurais têm até quatro módulos fiscais, boa parte deles concentrados no Sul e Sudeste, haverá grandes áreas do país em que simplesmente não haverá mais vegetação nativa, pois são essas áreas também que abrigam o maior número de APPs com ocupação ‘consolidada’. Há ainda um grande risco de que propriedades maiores sejam artificialmente divididas nos cartórios para serem isentas da obrigação de recuperação – algo que já está ocorrendo, uma vez que não é eficiente a fiscalização”. Adendo nosso: Essa ineficiência de fiscalização é reconhecida nos próprios termos e argumentos da proposta de alteração, ao apontar a inaplicabilidade do Código Florestal e a não inibição de muitos crimes ambientais ao longo de décadas. Numa nação séria e eticamente estruturada, não se pode admitir sua revogação ou modificação, justificada pelo fato de uma lei não ser cumprida por falta de disposição em fiscalizar seu cumprimento, sob o risco de consolidarmos crimes e termos leis descartáveis.

“O principal erro deste ‘código novo’ é que ele não considera as áreas que foram disponibilizadas para a agricultura historicamente, mas que são de baixa aptidão agrícola e por isso são subutilizadas hoje, sem papel ambiental e com baixo rendimento econômico, como os pastos em alta declividade”.

Em relação à anistia proposta para as APPs irregulares: “Quem degradou as APPs não vai precisar recuperar e, pior, poderá continuar usando a área desmatada. Quem preservou vai ser punido”. Adendo nosso: Além de todo o dano ecológico, e consequentemente, econômico e social, que pode advir se essa alteração vigorar há um legado negativo, triste e vergonhoso: esse movimento terá conseguido destruir mais de 20 anos de conscientização no campo, desde que a redemocratização do país fez a consciência ecológica e os conceitos de sustentabilidade saírem do claustro da repressão. Um trabalho onde professores, cientistas, pastorais, extensionistas agronômicos e muitos outros cidadãos de bem dedicaram suas vidas será desprezado por interesses tão equivocados quanto nocivos.

“Um inventário produzido pelo Programa Biota-FAPESP em 2010 mostra que mais de 70% dos remanescentes florestais no Brasil estão fora das Unidades de Conservação e se localizam em propriedades privadas. Se não tivermos mecanismos legais para a conservação dessas áreas – como a RL e APP do código atual – elas vão ser degradadas depois da moratória de cinco anos determinada na proposta de alteração do Código”.

“A preservação de mosaicos de vegetação, florestas ripárias – ou matas ciliares – e de áreas alagadas, bem como aos demais organismos associados, é fundamental para a manutenção da qualidade da água de rios, lagos e represas. Essa vegetação garante a capacidade dos sistemas para regular o transporte de nutrientes e o escoamento de metais e poluentes. Esses processos atingem tanto as águas superficiais como as subterrâneas. O processo de recarga dos aqüíferos também depende muito da cobertura vegetal. A vegetação retém a água que, posteriormente, é absorvida pelos corpos d’água subterrâneos. Com o desmatamento, essa água escoa e os aqüíferos secam. A delimitação de faixas marginais de mata é sempre artificial, seja qual for a metragem. Não é possível estabelecer de forma geral uma área de preservação de 15 metros dos dois lados do leito dos rios. Seria preciso delimitar caso a caso, porque a necessidade de preservação varia de acordo com a ecologia do entorno e os padrões de inundação do sistema. A delimitação deve ter caráter ecológico e não se basear em metragens. A modificação na legislação vai na contramão das necessidades de preservação ambiental. Seria preciso preservar o máximo possível as bacias hidrográficas. Mas o projeto prevê até mesmo o cultivo em várzeas, o que é um desastre completo. Enquanto existem movimentos mundiais para a preservação de várzeas, nós corremos o risco de ir na contramão. Com o impacto que provocará nos corpos d’água, a aprovação da modificação no Código Florestal prejudicará gravemente o próprio agronegócio. Se não mantivermos as áreas de proteção, a qualidade da água será afetada e não haverá disponibilidade de recursos hídricos para o agronegócio. Fazer um projeto de expansão do agronegócio às custas da biodiversidade é uma atitude suicida”.

“O Código Florestal, criado em 1965, de fato tem pontos que necessitam de revisão, em especial no que diz respeito aos pequenos agricultores, cujas propriedades eventualmente são pequenas demais para comportar a presença das APPs e a RL. Entretanto, qualquer que seja a reformulação, ela deve ter uma base científica sólida. Essa foi a grande falha da modificação proposta, que teve o objetivo político específico de destruir ‘empecilhos’ ambientais à expansão da fronteira agrícola a qualquer custo. O argumento central da proposta de reformulação foi construído a partir de um ‘relatório cientificamente incorreto encomendado diretamente pelo Ministério da Agricultura a um pesquisador ligado a uma instituição brasileira de pesquisa’. ‘O relatório concluía que não haveria área suficiente para a expansão agrícola no país, caso a legislação ambiental vigente fosse cumprida ao pé da letra. O documento, no entanto, foi produzido de forma tão errônea que alguns pesquisadores envolvidos em sua elaboração se negaram a assiná-lo’. Um estudo coordenado por Gerd Sparovek, pesquisador da ESALQ-USP, que usou sensoriamento remoto para concluir que a área cultivada no Brasil poderá ser praticamente dobrada se as áreas hoje ocupadas com pecuária de baixa produtividade forem realocadas para o cultivo agrícola. ‘Melhorando a eficiência da pecuária em outras áreas por meio de técnicas já conhecidas, não há qualquer necessidade de avançar sobre a vegetação natural protegida pelo Código Florestal atual’.  As pastagens ocupam hoje cerca de 200 milhões de hectares, com aproximadamente 190 milhões de cabeças de gado. ‘Caso dobremos a lotação de uma para duas cabeças de gado, liberamos cerca de 100 milhões de hectares. A área ocupada pelas três maiores culturas – soja, milho e cana – cobrem uma área aproximada de 45 milhões de hectares. Portanto, com medidas simples de manejo poderemos devolver para a agricultura uma área equivalente ao dobro ocupado pelas três maiores culturas brasileiras’. ‘O mais paradoxal é que as mudanças beneficiam muito mais os proprietários de grandes extensões de terra do que pequenos produtores’. Se houvesse preocupação real com a produção de alimentos, o governo deveria ampliar e facilitar o crédito aos pequenos produtores, investir em infraestrutura – como estradas e armazenamento – para auxiliar o escoamento desses produtos e, principalmente, investir maciçamente em pesquisas que beneficiassem essas culturas visando aumentar sua produtividade”.

Além de reiterar e grifar os pontos acima, ressaltamos ainda o seguinte:

Debate científico não significa contratar cientistas para dar pareceres convenientes e alinhados com certos interesses. É algo muito maior, mais ético e mais socialmente engajado. Trata-se de respeitar os valores nacionais, nos quais o país investe, ainda que pouco, para que produzam conhecimento. Desprezar esse conhecimento é uma agressão à ética, à ciência e à soberania nacional.

Não é com a revogação ou abrandamento de leis cientificamente embasadas que o Brasil seguirá um rumo sustentável. Pelo contrário, antes de revogar leis o próprio Estado deveria investir-se de forma mais contundente na consolidação dessas leis. Há anos, nesse país, a sociedade e a imprensa ressaltam que o desrespeito à legislação e a impunidade associada a esse desrespeito são os temas que mais problemas e prejuízos trazem ao verdadeiro desenvolvimento da nação brasileira.

Segundo dados oficiais, em pelo menos 85% das áreas catastroficamente afetadas pela enchente de 2008 no Vale do Itajaí – SC, com desabamentos e soterramentos e mais de 100 mortes, havia alterações ambientais associadas ao desrespeito à legislação ambiental, em especial ao Código Florestal. Ao mesmo tempo, Santa Catarina foi o estado que mais devastou suas florestas no país. Ainda assim, por mais contraditório que seja, logo após as catástrofes de 2008 em Santa Catarina, o Governo desse Estado apresentou um código ambiental estadual, que inconstitucionalmente, invalidava o Código Florestal Brasileiro e inaugurava o movimento de desmantelamento da legislação ambiental brasileira, contestado inclusive pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional. Como na atual proposta de alterações ao Código Florestal, naquela oportunidade, a comunidade científica de Santa Catarina foi amplamente desprezada. A resposta governamental oficial diante da catástrofe ambiental foi incentivar ainda mais a devastação ambiental, formalizando para o país e o mundo um dos piores exemplos de ações governamentais no que se refere ao desenvolvimento sustentável.

Existem excelentes modelos e exemplos de sucesso no mundo, como o que foi feito na região de Nova Iorque. Estudos científicos sérios concluíram que as bacias hidrográficas do entorno da metrópole deveriam ser preservadas e recuperadas para que se garantisse o abastecimento de água em longo prazo para a mesma. O mesmo estudo concluiu que em outros setores das bacias poderiam ser flexibilizadas condicionalmente as áreas de preservação. Através de planejamento e criação de políticas de Estado (e não simplesmente de governos), os pequenos agricultores que tivessem prejuízos comprovados com a destinação de áreas de suas propriedades à preservação permanente, seriam compensados economicamente, sendo que a verba para essa compensação viria do pagamento pelo uso da água na cidade. A própria Política Nacional de Recursos Hídricos, prevê e estimula mecanismos desse tipo no Brasil, mas sua aplicação, por razões políticas e interesses econômicos de grupos restritos não é estimulada.

A comunidade científica de Santa Catarina, em especial aquelas relacionadas ao meio-ambiente, não pode ser desconsiderada quanto a sua competência e dignidade uma vez mais, como tem ocorrido quanto aos atos ou empreendimentos – irresponsáveis sobre o meio-ambiente – impostos como fatos consumados. O país investiu na formação desses cientistas que têm um papel social fundamental: mostrar à sociedade, com imparcialidade e argumentação racional, que certos atos são negativos ao verdadeiro e integral desenvolvimento do país.

A mudança do Código Florestal Brasileiro, especialmente da maneira como está sendo feita, é um ato ético lesivo tanto à democracia, à estabilidade ambiental, à manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade, bem como à manutenção dos serviços ambientais – essenciais à estabilidade econômica e social e dignidade e à soberania nacional. Por essas razões, tal movimento tão pernicioso deve ser contido. Afinal qual será a herança real e de longo prazo que nossa geração deixará as demais?

Florianópolis, 13 de maio de 2011


[1] Jean Paul Metzger (Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo – USP); Thomas Lewinsohn (Depto. de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli (Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA – USP); Ricardo Ribeiro Rodrigues (Depto. de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ-USP); Carlos Alfredo Joly (Instituto de Biologia – UNICAMP); Jacob Palis (Academia Brasileira de Ciências – ABC); Marco Antonio Raupp (Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência – SBPC); Aziz Nacib Ab’Saber (professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados – IEA-USP); Ricardo Ribeiro Rodrigues (ESALQ – USP); José Galizia Tundisi (Instituto Internacional de Ecologia – São Carlos – SP)

Tags: Carta AbertaCódigo Florestal

Banda Jesus e seus Apóstulus se apresenta no Projeto 12:30

24/05/2011 10:00

O Projeto 12:30 recebe a banda Jesus e Seus Apóstulus nesta quarta-feira, 25/05, às 12h30min, na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à comunidade. O intuito do grupo é passar um sentimento de energia para quem assiste seu show. O grupo musical foi formado no ambiente universitário de Florianópolis em 2007, por multi-instrumentistas que tinham o mesmo anseio: navegar pelos diversos ritmos brasileiros.

Com muita diversão e um swing marcante, aliada ao profissionalismo e qualidade dos músicos, a banda vem espalhando sua alegria contagiante pelo Sul e Sudeste do Brasil. O nome  é algo que desperta a curiosidade de muitas pessoas. Não, não se trata de uma banda gospel! A escolha foi aclamada pelo público devido às primeiras apresentações em que o grupo ainda não tinha nome e o seu baterista, Jesus, se divertia por muitos minutos com os seus solos de bateria. Jesus e Seus Apóstulus é samba-rock, samba, bossa, jazz, salsa, maracatu e samba-groove.

O grupo está em processo de gravação de 10 músicas próprias, no estúdio do músico e produtor Alegre Corrêa e em breve estará com o seu primeiro trabalho finalizado e disponível na internet.

Integrantes

Luizinho: Violão, cavaquinho, guitarra e backing vocal
Moreno: Sax soprano, flauta transversal, percussão e voz
Buiú: Voz, violão, cavaquinho, flauta transversal e percussão
Dedinho Maia: Contrabaixo e backing vocal
Jesus: Bateria

Projeto 12:30

O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para

Serviço:

O QUÊ: Apresentação da banda Jesus e Seus Apóstulus

ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário, Florianópolis-SC.

QUANDO: Dia 25 de maio, quarta-feira, às 12h30min

QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.

CONTATO: Banda: (48) 99262699 – Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC: SeCArte: UFSC, com informações e foto do grupo.

Tags: Projeto 12:30

Pesquisadores lançam livro sobre empreendedoras notáveis em Santa Catarina

24/05/2011 08:55

Será lançado nesta quinta-feira, 26 de maio, às 19h, no Mercato Mediterrâneo, o livro ´Mulheres em ação: notáveis empreendedoras em Santa Catarina` (Editora Pandion). O evento faz parte do “Trocando Ideias Empreendedoras”, promovido pela Câmara da Mulher da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF). O livro é organizado e escrito pesquisadores que desenvolvem trabalhos na área do empreendedorismo junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A obra trata de experiências de vida de mulheres de destaque em Santa Catarina e no contexto nacional. Foram selecionadas seis empreendedoras de sucesso que por meio de entrevistas revelaram suas trajetórias de vida e suas principais características. São elas: Maria Carolina Jorge de Linhares, presidente da ADVB/SC; Jeane Moura, proprietária da rede de franquias DNA Natural; Consuelo Aparecida Sielski Santos, reitora do IFSC; Marlene Aristo da Silva Lima, proprietária da Chamelle; Maria Cecília Amorim Medeiros Godran, coordenadora da Câmara da Mulher empresária da ACIF e Marise Westphal Hartke, presidente da ACAERT.

Serviço:

Lançamento do livro Mulheres em ação: notáveis empreendedoras em Santa Catarina
Data: 26 de maio
Horário: 19h
Local: Mercato Mediterrâneo – Av. Osmar Cunha, 310 – Centro –
Florianópolis – SC

Mais informações: Mariana Lapolli (48) 9914-2555 /

Fonte: Assessoria de Imprensa – E

Tags: lançamento de livromulheresPPEGC

Professor ministra palestra em conferência internacional sobre nano, micro e minicanais

24/05/2011 08:07

O professor Jader Riso Barbosa Jr., do Departamento de Mecânica da UFSC, foi convidado a proferir uma palestra na NinthInternational Conferenceon Nanochannels, Microchannels e Minichannels (ICNMM 2011), que será realizada em Edmonton, Canadá, de 19 a 22 de junho.

O organizada pela American Society of Mechanical Engineers (ASME), a conferência é um fórum interdisciplinar para intercâmbio de informações entre engenheiros e pesquisadores que atuam no desenvolvimento de sistemas térmicos e hidráulicos de pequena escala. Dispositivos e sistemas miniaturizados envolvendo o escoamento de fluidos são tecnologias emergentes com aplicações nas áreas biomédica, farmacêutica, eletrônica e militar.

De acordo com o professor Jader Barbosa, uma das linhas de pesquisa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Refrigeração e Termofísica, com sede na UFSC, é o desenvolvimento de sistemas de refrigeração miniaturizados. Com o aumento da capacidade de processamento e redução do tamanho de equipamentos eletrônicos, computadores, servidores e sistemas de telecomunicação, as tecnologias convencionais de resfriamento (para as quais o limite mínimo é a temperatura ambiente) não serão mais suficientes.

Ele explica que para manter a temperatura de operação em níveis aceitáveis, tecnologias ativas de resfriamento, como a compressão mecânica, utilizada nos refrigeradores domésticos, deverão ser adaptadas para as novas aplicações. Os maiores desafios do desenvolvimento desses dispositivos são a redução de tamanho dos componentes do refrigerador (compressor e trocadores de calor), mantendo-se em níveis aceitáveis a eficiência energética e o ruído gerado pelo sistema. Outra aplicação em potencial para o refrigerador miniaturizado é o conforto térmico individual, onde o sistema pode ser incorporado à vestimenta de indivíduos trabalhando em ambientes hostis, como bombeiros e soldados.

Jader Barbosa é professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC e pesquisador do INCT em Refrigeração e Termofísica. Na ICNMM 2011, sua palestra intitulada “RecentDevelopments in Vapor Compression Technologies for SmallScaleRefrigerationApplications”abordará os aspectos termodinâmicos e de transferência de calor associados ao desenvolvimento de compressores e trocadores de calor para sistemas de refrigeração miniaturizados. Em 2010, Jader Barbosa foi co-autor de sete artigos em periódicos indexados, dentre os quais o trabalho “Mini-channelevaporator/heatpipeassembly for a chip cooling vapor compressionrefrigeration system” (com G.B. Ribeiro e A.T. Prata), que propõe um sistema híbrido para o resfriamento de computadores portáteis.

Mais informações:

Tags: INCT Refrigeraçãosistemas miniaturizados

UFSC estuda produção de nanopartículas de prata e impregnação em diferentes materiais

24/05/2011 07:52

Conhecidas desde a antiguidade por gregos e romanos, as características antibacterianas da prata são potencializadas pela nanotecnologia – a tecnologia que manipula a matéria na escala deátomos e moléculas. Para o setor têxtil as nanopartículas de prata dão origem a tecidos capazes de controlar bactérias, fungos e ácaros (meias que não geram mau cheiro, por exemplo). Para a indústria de eletrodomésticos, a inovação tecnológica resulta em geladeiras com maior poder de conservação dos alimentos, máquinas de lavar com poder antibactericida.

Outros vários exemplos poderiam ser citados, diversos produtos já estão no mercado e nas universidades impulsionando a pesquisa. Na UFSC, o potencial das nanopartículas de prata estimula o trabalho junto ao Laboratório de Síntese Inorgânica e Nanocompósitos (Labsin), ligado ao Departamento de Química. O coordenador do laboratório, professor Cesar Vitório Franco, desenvolve pesquisas em nanociência e nanotecnologia desde 2005. Em 2007 orientou um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que permitiu estudos sobre produção, impregnação e eficiência das nanoparticulas de prata como agentes bactericidas em malhas. Em 2008, outro TCC possibilitou estudos sobre preparação e caracterização de nanopartículas de prata e sua adição em silicone.

A proposta de trabalho com as pequeníssimas partículas de prata foi também apresentada em 2008 pelo estudante Raphael Antonio de Camargo Serafim, então orientando do professor Cesar Vitório Franco, ao projeto Sinapse da Inovação. O concurso promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e realizado pela Fundação Certi tem como objetivo prospectar e transformar boas ideias do meio acadêmico em negócios de sucesso. Contemplado, Raphael desenvolveu estudos sobre a sanificação de ambientes e dispositivos hospitalares usando produtos de nanotecnologia com elevado poder antiséptico (tudo à base de nanopartículas de prata). Também reconhecido na universidade com o Prêmio Destaque da Iniciação Científica (escolhido entre os melhores projetos apresentados no 18º Seminário de Iniciação Científica da UFSC), o trabalho culminou na fundação de uma empresa de nanotecnologia, a TechNano Solution (TNS), que foi incubada no Parque Alfa Tec, parque tecnológico de Florianópois.

“É a primeira spin out saída do laboratório sob minha coordenação”, orgulha-se o professor Cesar Vitório Franco. “Busco a formação de pessoas que possam criar seus próprios negócios. Queremos formar geradores de empregos”, faz questão de ressaltar. Atualmente a equipe que atua no LabSiN se aprimorou na tecnologia de produção de emulsões contendo nanopartículas de prata, já testou o uso desse aditivo químico em tecidos, numa parceria com o setor têxtil, e continua pesquisando a impregnação de polímeros (os populares plásticos). A equipe também integra uma rede nacional de nanotecnologia e trabalha em parceria com professores do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC no desenvolvimento de um filtro constituído por nanopartículas visando o fornecimento de água potável para ser acessível à população de baixa renda.

Nano = Anão

As pesquisas com nanopartículas de prata em tecidos são desenvolvidas em parceria com o setor têxtil, e como tratam de alta tecnologia, dependem de sigilo industrial. Mas em palestras para empresários do ramo, o coordenador do laboratório difunde os benefícios da inovação: “Nanotecnologia pode gerar materiais com propriedades otimizadas, agregar valor e cativar os clientes mais exigentes”, destaca o pesquisador. Sempre citando exemplos, ele mostra como as pesquisas no campo da nanotecnologia se inspiram na natureza para, a partir da manipulação dos átomos, alcançar propriedades com alto valor tecnológico agregado.

“Nanotecnologia é manipular a matéria na escala atômica. É tecnologia que lida com estruturas menores que 100 nanômetros”, explica, lembrando que o prefixo nano vem do grego, que significa anão. “A nanopartícula é para a bola de futebol como a bola é para a terra”, complementa o professor Cesar Vitório Franco, referindo-se à diminuta escala nanométrica (um nanômetro equivale a 1 milímetro dividido 1 milhão de vezes).

Segundo ele, atualmente a UFSC conta com boa estrutura para desenvolvimento das pesquisas neste campo, como o Laboratório Central de Microscopia Eletrônica. O setor multiusuário é equipado com potentes microscópios eletrônicos, com poder de ampliação de até um milhão de vezes, equipamentos fundamentais para caracterização dos materiais impregnados com nanopartículas de prata. Materiais que têm recebido a atenção de pesquisadores de todo o mundo e chamam atenção tanto por sua inovação quanto por dúvidas e polêmicas relacionadas às suas características inéditas.

Empreendedorismo incentivado

A oportunidade de participar do Sinapse da Inovação em 2008 foi fundamental para queo então estudante de graduação em Química da UFSC, Raphael Antonio de Camargo Serafim, montasse seu próprio negócio. Orientando do professor Cesar Vitório Franco, um incentivador do empreendedorismo, Rafael propôs a criação de uma empresa produtora de nanopartículas de prata, a TechNano Solution (TNS).

A ideia inicial era aproveitar o potencial bactericida em equipamentos cirúrgicos, cateteres, aventais, tintas – materiais direcionados a reduzir a infecção hospitalar. Os R$ 30 mil conquistados foram fundamentais para constituição da empresa e também para a elaboração de um plano de negócios para o empreendimento que foi incubado no Parque Tecnológico Alfa.

Em 2009 Raphael participou de uma segunda fase do Sinapse da Inovação. Dessa vez o concurso teve como diferencial a abrangência estadual e o objetivo de apoiar o desenvolvimento de protótipos. Nesse momento foi contemplado com R$ 50 mil para desenvolver um aditivo químico antibacteriano para o setor têxtil. “Foram apoios fundamentais”, lembra, citando também a conquista de R$ 120 mil da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia), por meio do Programa Prime (Primeira Empresa Inovadora). A TNS conquistou também um novo sócio, Gilberto Heinzelmann, que com sua expertise aproximou a TNS de importantes empresas europeias que há anos trabalham com  nanotecnologia.

Graças e estas novas parcerias atualmente o portifólio da TNS inclui soluções à base de nanopartículas de diferentes funcionalidades: para a área têxtil, embalagens e utensílios de cozinha, filtros, ambientes e equipamentos, cosméticos, fármacos e tintas. “Nossa visão é nos tornarmos uma empresa de referência em nanotecnologia no Brasil, oferecendo soluções customizadas para empresas”, conta com satisfação Raphael. “Tivemos um alicerce sólido para estruturar e agora estamos na iminência de comercializar”, complementa satisfeito.

Mais informações:

– Com o coordenador do Laboratório de Síntese Inorgânica e Nanocompósitos (LabSiN), César Vitório Franco, e-mail:, fone: (48) 3721-9765 / 3721 6852 – Ramal 214

– Com Raphael Serafim, TechNano Solution (TNS),

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: nanopartículas de prataquímica

Universidade implanta Comitê de Inovação Tecnológica

24/05/2011 07:47

Com o objetivo de auxiliar suas decisões sobre a gestão da Propriedade Intelectual, a UFSC implanta nesta quarta-feira, 25 de maio, um Comitê de Inovação Tecnológica. Formado por 10 integrantes, o novo órgão vai assessorar o Departamento de Inovação Tecnológica, ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da Universidade.

A formalização do órgão acontece às 11h, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria. Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia, nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral, na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida e na divulgação dos resultados das pesquisas realizadas na Instituição estão entre as atribuições do novo comitê. As reuniões serão mensais.

Composição do Comitê de Inovação Tecnológica:

– Diretora do Departamento de Inovação Tecnológica (DIT): professora Rozangela Curi Pedrosa

– Um servidor do DIT: professor Irineu Afonso Frey

– Sete servidores docentes representando as áreas tecnológicas, sociais e jurídicas da Universidade: professor Mário Steindel (CCB); professor Victor Juliano de Negri (CTC); professor Arnaldo José Perin (CTC); professor José Eduardo De Lucca (CTC); professor Silvio Antonio Ferraz Cario (CSE); professor Antônio Augusto Ulson de Souza (CTC); professor Marcos Wachowski (CCJ)

– Um representante discente da pós-graduação.


Atribuições:

– Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC

– Promover políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC;

– Auxiliar na avaliação dos processos de licenciamento de tecnologias da Instituição;

– Auxiliar nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral;

– Auxiliar na indicação de consultores ad-hoc para avaliação e redação de patentes;

– Auxiliar na avaliação da patenteabilidade ou não do resultado de uma pesquisa;

– Auxiliar na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida;

– Auxiliar na avaliação das perspectivas de impacto econômico das tecnologias;

– Auxiliar na divulgação dos resultados das pesquisas realizados na Instituição.

Mais informações:  www.dit.ufsc.br / / (48) 3721-9628

Por Arley Reis / Agecom

Tags: comitêinovação tecnológicapropriedade inteectual

Maternidade do HU promove 25ºCurso de manejo e promoção do aleitamento materno

23/05/2011 17:03

A Maternidade do Hospital Universitário da UFSC realizará de 15 a 17 de junho, no auditório do HU, o 25º Curso de Manejo e Promoção do Aleitamento Materno, direcionado exclusivamente para os profissionais que trabalham em hospitais e unidades de saúde em Santa Catarina, atuando no atendimento da mulher e do recém-nascido.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 10 de junho, pelo do telefone (48) 3721-8019 ou pessoalmente na Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (CIAM), que fica no 2º andar do Hospital Universitário. Este ano estão sendo oferecidas 100 vagas.   curso será ministrado das 7h30min às 12h e das 13h às 18h, durante os três dias.

(mais…)

Tags: aleitamento maternocursoHUUFSC

Mara Lago recebe o título de professora emérita nesta segunda-feira, às 19h, no auditório da Reitoria

23/05/2011 14:49

Mara Coelho de Souza Lago, recém-aposentada do Departamento de Psicologia, recebe nesta segunda-feira, 23 de maio, o título de professora emérita da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento será realizado no auditório da Reitoria, às 19h. Toda a comunidade acadêmica da UFSC está convidada a prestigiar a homenagem.

Acompanhe ao vivo em http://150.162.3.12/conselho

Formada em pedagogia pela UDESC, com mestrado em Antropologia pela UFSC e doutorado em Psicologia da Educação pela Unicamp, Mara segue atuando como professora voluntária nos programas de pós-graduação em Psicologia (PPGP) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH).

As suas pesquisas tiveram como foco prioritário a psicologia social nos temas gênero, gerações, subjetividades, modos de vida, procurando sempre enfoque interdisciplinar, como sua formação. Participa da coordenação do Instituto de Estudos de Gênero IEG/ UFSC       (www.ieg.ufsc) e da coordenação editorial da Revista de Estudos Feministas, além de ser uma das organizadoras do evento Fazendo Gênero.

A homenageada orientou mais de 50 dissertações, teses e trabalhos de iniciação científica e participou de cerca de 100 bancas examinadoras de mestrado e doutorado, além das qualificações de doutorado e bancas de TCCs.

Mara nasceu em Caçador (SC) e veio para Florianópolis com 10 anos.  Foi uma das fundadoras do curso de Psicologia da UFSC, do Serviço de Atenção Psicológica ( SAPSI) (www.sapsi.ufsc.br) e do Laboratório de Psicologia Experimental.

A pesquisadora foi uma das criadoras do mestrado em Psicologia, do qual foi a primeira coordenadora. Idealizado de forma a ser diversificado, evoluiu até o modelo atual com três áreas específicas bem amplas.

A professora colaborou na constituição do doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, que reúne professores de diversos Departamentos numa perspectiva inovadora.

Mais informações: Mara Lago  e

Professoras Edite Krawulksi :  e Daniela Ribeiro Schneider

Por Alita Diana/ jornalista da Agecom

Com informações do currículo lattes atualiza doem 13/5/2011:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4797735Y7 e entrevista concedida à Daniela Ribeiro Schneider,  à época da celebração dos 30 anos do curso de Psicologia da UFSC , em 12 de maio de 2008.

Tags: Mara LagoProfessora EméritaUFSC

Seminário “Mídia, Educação e Subjetividade” na UFSC

23/05/2011 11:47

Durante os dias 26 e 27 de maio o auditório da Reitoria vai sediar o I Seminário “Mídia, educação e subjetividade”. O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, PPGEGC, da UFSC. As inscrições para participação nas palestras são gratuitas, mas limitadas, e podem ser feitas pelo site http://www.egc.ufsc.br/seminario .
(mais…)

Tags: mídiasemináriosubjetividade

Rede de Telemedicina comemora marca de um milhão de exames em SC

23/05/2011 11:33

Será realizado no dia 24 de maio, terça-feira, às 14h, no auditório do Centro Administrativo do governo do Estado, o evento que comemora a marca de um milhão de exames realizados pelo Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde. A cerimônia contará com as presenças do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, do secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Alvaro Toubes Prata, do vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva e de outras autoridades.
(mais…)

Tags: examestelemedicinatelessaúde

BU renova página na internet

23/05/2011 11:26

A Biblioteca Universitária apresentou na última quinta-feira um novo desenho do seu endereço na rede e uma nova opção de endereço, o www.portalbu.ufsc.br,  que segue o padrão dos sites da UFSC e que gera mais praticidade para os usuários familiarizados com este layout. A mudança destaca as atividades e notícias da biblioteca sem deixar de contemplar as 17 páginas de bases de dados, agora localizadas do lado direito da tela.  A analista de sistemas da BU Madja Silva foi responsável pela mudança. “Usamos o padrão da UFSC para renovar a imagem do site que era a mesma há algum tempo. Tomamos o cuidado para não mudar muito e prejudicar o usuário” disse Madja. Para dar sugestões sobre o novo site a biblioteca disponibilizou um link para sugestões no portal: www.bu.ufsc.br

Por Lucas Inácio/bolsista na BU

Tags: BUlayoutpágina

Jornada discute papel do Grupo Sul na cultura de Santa Catarina

23/05/2011 11:03

Mesas redondas, sessão de autógrafos e mostra de filmes marcam o evento “Uma jornada com o Grupo Sul: vanguarda e identidade cultural em Santa Catarina”, que acontece nesta terça (dia 24) e quarta-feira (25) no andar térreo do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina. A programação, que faz parte da V Semana Acadêmica de Letras, vai das 13h30 às 17h30 no auditório Henrique Fontes e das 17h30 às 19h na sala Drummond, na terça-feira; das 16h as 17h30 na sala Hassis e das 17h30 as 18h30 no auditório Henrique Fontes, na quarta-feira.
(mais…)

Tags: Grupo Sulidentidadevanguarda

RNP realiza cerimônia de entrega da nova capacidade da Rede Ipê em SC

23/05/2011 10:14

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realiza hoje (23), às 16 horas, na Sala dos Conselhos da UFSC, cerimônia de entrega da nova capacidade da rede acadêmica nacional, a rede Ipê, no estado. Primeira rede óptica nacional acadêmica da América Latina, a rede Ipê é operada pela RNP desde 1991. Em maio de 2011, a rede teve sua capacidade agregada ampliada em 280%, feito que beneficiará diretamente as atividades de pesquisa, ciência, tecnologia, educação superior e cultura do país.
(mais…)

Tags: pesquisaRede IpêRNP

Peça Livres e Iguais tem apresentações neste final de semana

20/05/2011 20:05

Está de volta aos palcos de Florianópolis, após três anos,  um dos mais belos espetáculos da história do teatro catarinense: Livres e Iguais, Teatro de Formas Animadas do grupo Teatro sim… por que não?!. A peça fica em cartaz no Teatro da UFSC até 29 de maio, com apresentações às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h30.

Pela visão dos diretores Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, bonecos de sucata em um cenário de luzes e sombras representam o cotidiano de pessoas comuns, que dependem do lixo para sobreviver e convivem com a falta de moradia e trabalho nos grandes centros urbanos do Brasil.

Baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a peça tem como base a manipulação de bonecos feitos com lixo industrial. Em um cenário lúdico, com sombras obtidas por lâmpadas de automóveis e sons fortes para dar mais dramaticidade à cena, os bonecos manipulados pelos atores retratam a realidade de grande parte da população brasileira. Na peça – indicada para adultos e crianças-, os personagens se veem discriminados, em uma situação de caos, e longe de terem seus direitos básicos reconhecidos. A dificuldade do homem do campo que tenta a vida nos centros urbanos, a falta de liberdade de expressão e a violência são temas que também ganham força na peça, que aposta também na poesia e no lirismo para chamar a atenção do público.

Inspirados na Pop Art, movimento artístico que nos anos de 1960 utilizou lixo industrial como material para a criação de obras, os bonecos usados no espetáculo – todos confeccionados pelos diretores Júlio Maurício e Nazareno Pereira – foram feitos com peças de automóveis e eletrodomésticos. Segundo Maurício, a ideia de usar bonecos ao invés de atores veio da necessidade de mostrar como objetos desprezados por parte da população podem servir como forma de se expressar. “Queríamos falar de uma triste realidade a qual infelizmente já estamos acostumados. Uma maneira de colocar um foco sobre esta realidade,  de salientar o problema, foi mostrá-la com bonecos”, explica o diretor.

O ingresso custa R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) e pode ser comprado na bilheteria do  teatro, nos dias de espetáculo, a partir das 18 horas.

História da peça

A inconformidade com a desvalorização do ser humano levou o grupo Teatro sim… Por que não!? a criar em 1999 a peça Livres e Iguais.

A criação do roteiro, assinada por Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame, teve como base um texto dramático escrito por Perito Monteiro que falava sobre a Declaração dos Direitos Humanos. O texto de Monteiro foi escrito para ser encenado por atores. Para se adequar com a proposta do grupo – de fazer teatro com bonecos – o texto sofreu modificações. “Um texto para atores nem sempre pode ser encenado com bonecos. Neste caso é preciso privilegiar a imagem, ação, movimento, a síntese. A colaboração com os atores manipuladores foi muito importante para se chegar ao resultado final do trabalho”, explica Júlio Maurício, diretor da peça.

O Espetáculo estreou em junho de 1999, no 13º Festival Nacional de Teatro Universitário de Blumenau/SC, e desde então já foi apresentado mais de 250 vezes no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, passando por 80 cidades nos estados de e SC, RS, PR, SP, MG, MS, AL, AP. A peça também foi apresentada em Paris, na França, onde foi muito aplaudida, alcançando um público superior a 40 mil pessoas.  “Foi incrível, sessões lotadas e plateia que nos aplaudia muito. Depois de cada apresentação, tínhamos que voltar à cena por três vezes. Além de aplaudirem, eles batiam com os pés no chão, fazendo um grande barulho. Nunca tínhamos tido esta experiência” conta o diretor.

Após 12 anos de espetáculo, “Livres e Iguais” já conquistou 13 prêmios em festivais nacionais e internacionais de teatro. Veja texto crítico sobre a peça e mais informações sobre o grupo em: http://www.teatrosimporquenao.blogspot.com

Histórico do grupo

O Teatro Sim… Por Que Não?!, criado em 1984 por alunos e ex-alunos do Curso de Teatro ministrado pela atriz carioca Margarida Baird, mantém um constante trabalho de aprimoramento de seus integrantes, sempre às voltas com oficinas, cursos e estudos. “Na nossa concepção, o artista nunca está pronto, esta sempre vivenciando um permanente processo de desenvolvimento. O nosso produto (espetáculo) decorre de um processo, e não de um objetivo em si próprio”, explica o grupo.

Dentro dessa filosofia, o grupo já montou as peças As Aventuras de Mestre Nasrudin (1991 a 1995), Paralelos (1994 a 1995), A Farsa do Advogado Pathelin (1996 a 2009),Livres e Iguais (1999 a 2011), Rei Frouxo, Rei Posto! (2001 a 2004), E o Céu Uniu dois Corações (2005 a 2007) e O Pupilo quer ser Tutor (2007 e 2009), também A vida como ela é (2010 e 2011).

Com esses espetáculos, o grupo já circulou por diversos estados brasileiros participando dos principais festivais do teatro do país, além de representar o Brasil em Festivais na Argentina e França.

“Fazemos teatro, não este ou aquele, apenas teatro. Um teatro que permite ao público fazer distintas leituras do mesmo espetáculo. Um teatro com preocupações estéticas e sociais. Teatro como uma das mais sérias brincadeiras já criadas.”

Elenco de “Livres e Iguais” (atores e manipuladores)
Ana Paula Possapp, Júlio Maurício, Leon de Paula, Nazareno Pereira e Valdir Silva.

Técnica
Mariana Cândido, Marcos Pacheco e Ismar Medeiros.

Direção
Júlio Maurício, Nazareno Pereira e Nini Beltrame

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação teatral “Livres e Iguais”.

QUANDO: Até 29/5 de 2011, de sexta a domingo, sempre às 20h30

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC.

QUANTO: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), vendas na bilheteria do  teatro, nos dias de espetáculo, a partir das 18 horas.

CONTATO: Produção: Júlio Maurício – (48) 9972-3052 e  (48) 9972-3052 – Contato: DAC / Teatro da UFSC (48) 3721-9348 e 3721-9447 – www.dac.ufsc.br

Fonte: Rafael Gomes – bolsista de jornalismo do DAC/ SeCArte/ UFSC, com material do grupo.

Tags: Teatro da UFSC

A Antropóloga fica mais uma semana em cartaz

20/05/2011 19:59

Após receber grande público nas salas de cinemas de Florianópolis, o filme A Antropóloga, do cineasta Zeca Pires, diretor do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC, fica mais uma semana em cartaz, além de ganhar um novo horário de exibição.

O longa está em cartaz no Cine System do Shopping Iguatemi. Além dos dois horários diários de exibição – 18h30 e 20h20 -, A Antropóloga ganhará uma sessão extra: às 16h30.

Leia mais:

A Antropóloga tem exibições em três cinemas da Capital até a quinta