Andifes divulga nota pública contra novo bloqueio orçamentário das universidades

29/11/2022 11:46

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou na segunda-feira, 28 de novembro, uma nota pública em que denuncia novo bloqueio de recursos para as universidades federais, feito “no apagar das luzes do exercício orçamentário”. De acordo com a Andifes, o novo corte – da ordem de R$ 244 milhões – pode inviabilizar a finança das instituições, comprometendo o pagamento de luz, funcionários terceirizados, bolsas, entre outros.

A nota pública da Andifes lembra ainda que, na metade do ano, foram bloqueados R$ 438 milhões. O órgão alerta para o dano à educação com sucessivos cortes orçamentários, impactando o funcionamento das universidades e institutos federais. A Andifes ainda pontua na nota que seguirá lutando pela recomposição orçamentária das instituições, buscando o “justo financiamento do ensino superior público”.

Leia a nota na íntegra.

NOTA PÚBLICA

Com surpresa e consternação, e praticamente no apagar das luzes do exercício orçamentário de 2022, as Universidades Federais brasileiras foram, mais uma vez, vitimadas com uma retirada de seus recursos, na tarde dessa segunda-feira (28). Enquanto o país inteiro assistia ao jogo da seleção brasileira, o orçamento para as nossas mais diversas despesas (luz, pagamentos de empregados terceirizados, contratos e serviços, bolsas, entre outros) era raspado das contas das universidades federais, com todos os compromissos em pleno andamento.

Após o bloqueio orçamentário de R$ 438 milhões ocorrido na metade do ano, essa nova retirada de recursos, estimada em R$ 244 milhões, praticamente inviabiliza as finanças de todas as instituições. Isso tudo se torna ainda mais grave em vista do fato de que um Decreto do próprio governo federal (Dec. 10.961, de 11/02/2022, art. 14) prevê que o último dia para empenhar as despesas seja 9 de dezembro. O governo parece “puxar o tapete” das suas próprias unidades com essa retirada de recursos, ofendendo suas próprias normas e inviabilizando planejamentos de despesas em andamento, seja com os integrantes de sua comunidade interna, seus terceirizados, fornecedores ou contratantes.

Como é de conhecimento público, em vista dos sucessivos cortes ocorridos nos últimos tempos, todo o sistema de universidades federais já vinha passando por imensas dificuldades para honrar os compromissos com as suas despesas mais básicas. Esperamos que essa inusitada medida de retirada de recursos, neste momento do ano, seja o mais brevemente revista, sob pena de se instalar o caos nas contas das universidades. É um enorme prejuízo à nação que as Universidades, Institutos Federais e a Educação, essenciais para o futuro do nosso país, mais uma vez, sejam tratados como a última prioridade.

A Andifes continuará sua incansável luta pela recomposição do orçamento das Universidades Federais, articulando com todos os atores necessários, Congresso Nacional, governo, sociedade civil e com a equipe de transição do governo eleito para a construção de orçamento e políticas necessárias para a manutenção e o justo financiamento do ensino superior público.

Brasília, 28 de novembro de 2022

 

 

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UFSC é a quinta melhor federal brasileira em ranking de universidades latino-americanas

21/07/2017 12:24

O Times Higher Education World University Rankings (THE World University Rankings) publicou a segunda edição do Latin America University Rankings, que classifica as 81 melhores universidades latino-americanas. A UFSC ocupa a quinta posição entre as universidades federais brasileiras e a 15ª posição no geral. A Universidade caiu duas posições, mas melhorou o desempenho na pontuação geral do ranking, de 61,9 para 62,7.

O ranking da América Latina é baseado nos mesmo método do THE World University Rankings, com algumas adaptações. Foram utilizados critérios para avaliar as universidades, com indicadores de desempenho individuais, em todas as suas atividades: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

As categorias têm os seguintes pesos: “Ensino” (36%), considerando-se o ambiente de ensino; “Pesquisa” (34%), levando-se em conta volume, recursos e reputação; “Citações” (20%), o impacto da pesquisa; “Visão Internacional” (7,5%), que inclui o corpo docente, estudantes e pesquisa; e “Recursos Provenientes das Indústrias” (2,5%), transferência de conhecimento.

O Brasil foi o país com mais instituições entre os sete que figuram na lista: 32 universidades estão entre as melhores da América Latina – 17 federais, oito estaduais e sete privadas.

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Assessores de comunicação das universidades federais se reúnem em Brasília

05/04/2013 16:37

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) promove nos dias 8 e 9 de abril, em Brasília, o 7º Encontro de Assessorias de Comunicação das Universidades Federais. O evento trará uma série de debates sobre a atual conjuntura da comunicação dentro das assessorias das universidades e seu elo com a mídia e o público.
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Requisitos de escolarização exigidos para ingresso na carreira de magistério superior

21/03/2013 16:25

A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da UFSC encaminhou memorando a todos os diretores dos Centros de Ensino e chefes de Departamentos da Universidade, com o Parecer nº 233/2013/CONJUR-MEC/CGU/AGU, emitido pela Consultoria Jurídica do Ministério de Educação (MEC), acerca dos requisitos de escolarização exigidos para o ingresso na Carreira de Magistério Superior.

O documento frisa que, de acordo com a Lei 12. 772, o ingresso na carreira “exige apenas a diplomação em nível de graduação, não podendo, por conseguinte, ser exigido como seu requisito de entrada a titulação em programas de mestrado e/ou doutorado”. Confira o Parecer nº 233-2013-CONJUR-MEC-CGU-AGU na íntegra.



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Reitores das universidades federais e os royalties do petróleo

27/11/2012 14:46

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) vem a público posicionar-se sobre a destinação das receitas oriundas dos royalties do petróleo.

Avaliamos que os indicadores sociais, em especial da educação, têm melhorado nos últimos anos, mas em uma velocidade aquém do necessário para resgatar uma massa de excluídos, bem como posicionar o país entre as nações com um povo educado, que produz ciência e tecnologia, de forma a garantir a soberania e melhores condições de vida para as próximas gerações.
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