Livro da EdUFSC aponta fatores culturais para masculinização do campo
Não são apenas causas econômicas que provocam a fuga da juventude do campo. São determinantes questões relacionadas à realização pessoal “destes moços e moças”, sobretudo o acesso à educação, à cultura e ao lazer. Ao não receberem remuneração, até porque não são os donos da terra, também ficam impedidos de investir e recriar valores. O diagnóstico é resultado de pesquisa científica de Valmir Luiz Stropasolas.
O pesquisador, que também enfatiza a masculinização da atividade rural, é engenheiro agrônomo, mestre em Sociologia Rural e doutor em Ciências Humanas. Stropasolas atua desde 1984 em instituições do setor público agrícola. Foi, por exemplo, responsável, junto à Epagri, pela parte de capacitação do Projeto Microbacias II, desenvolvido com recursos do Banco Mundial (BIRD). Uma bolsa na França permitiu, por exemplo, realizar estudos comparativos da realidade europeia com a situação catarinense e brasileira. A pesquisa foi publicada no livro O mundo rural no horizonte dos jovens pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC).




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