Semana do Alimento Orgânico começa nesta quarta-feira, no CCA

31/05/2017 09:19

 

A Semana Nacional do Alimento Orgânico, que começou na quarta, 24 de maio em todo o Brasil chega ao Centro de Ciências Agrárias da UFSC no dia 31 de maio com debates, palestras, oficinas e celebrações. A data marca também a comemoração dos 27 anos de fundação do Cepagro, ONG sediada no CCA e que trabalha pela promoção da agroecologia em comunidades do campo e da cidade.

Durante a manhã e tarde do dia 31 de maio, o Hall do CCA estará ocupado com a Mostra Cepagro Fora de Casa, com banners, vídeos, publicações e fotos do trabalho da entidade ao longo de mais de duas décadas. Na hora do almoço, entre uma apresentação musical e outra da Hora Feliz do CCA, estarão presentes profissionais que começaram sua trajetória no Cepagro, contando suas experiências na ONG.  

Na 5ª feira, 1 de junho, o Auditório darFiesc recebe, a partir das 9h, o Seminário sobre Qualidade dos Produtos Orgânicos em Santa Catarina, com apresentação dos resultados de monitoramento de alimentos orgânicos e de um questionário sobre alimentos orgânicos pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). À tarde, ainda na Fiesc, haverá palestras sobre Qualidade do Alimento Orgânico e Segurança Alimentar, com a nutricionista Elaine de Azevedo e sobre a Relação Produtor e Consumidor no Mercado dos Orgânicos, com o Prof. Oscar José Rover, coordenador do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar da UFSC. Agricultores e agricultoras da Rede Ecovida de Agroecologia também estarão presentes para falar sobre seu trabalho na produção orgânica, a partir das 15h50.

Fechando a Semana, no dia 2 de junho, a edição festiva da Feira Orgânica do CCA – que acontece todas as sextas no estacionamento do Campus Itacorubi – traz degustação de receitas preparadas por ecochefs Slow Food e da erva mate orgânica Catanduvas, distribuição de sementes, oficinas e visitas guiadas com o grupo Horta Orgânica do CCA (Hocca). Estarão presentes os parceiros e parceiras da Revolução dos Baldinhos e da Horta Comunitária do Parque Cultural do Campeche (Pacuca), além de agricultoras e agricultores do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia. Além do Grupo Flor do Fruto de Agroecologia, haverá outros grupos de agricultores e agricultoras ofertando seus alimentos na Feira neste dia. Ao meio-dia, o Trio Papadu apresenta seu repertório de jazz, swing e improvisação para animar a celebração dos 27 anos do Cepagro.  

Mais informações:
Cepagro –

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Profissionais do NDI fazem curso de alimentação orgânica em Santa Rosa de Lima

05/07/2011 19:47

Desde o início do ano o NDI oferece alimentos orgânicos às crianças

Desde o início do ano o NDI oferece alimentos orgânicos às crianças

Um grupo de 33 profissionais do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) esteve em Santa Rosa de Lima, nos dias 1º e 2 de julho, para conhecer a produção local de alimentos orgânicos e participar de curso de alimentação escolar junto à Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), com sede no município.

A primeira visita foi ao condomínio Cachoeira, onde os agricultores explicaram como ocorre o processo de produção das hortaliças orgânicas, da plantação à embalagem dos produtos. O grupo conheceu ainda o local em que os alimentos são higienizados. Durante o almoço na Pousada Cristine, o diretor do Centro de Ciências da Educação (CED), Wilson Schmidt, falou da importância de intercâmbios entre produtores rurais e moradores de centros urbanos.

O seminário com Schmidt e o diretor da Agreco, Adilson Lunardi, continuou no condomínio Doce Encanto. Os professores expuseram sugestões para otimizar a distribuição dos lanches orgânicos no Núcleo. À noite, o grupo apresentou um casamento caipira aos moradores de Santa Rosa de Lima, durante o arraial do Centro Educacional da cidade.

Na manhã  de sábado foi a vez de conhecer o condomínio Willemann, onde se produzem alimentos em conserva. A visita ao município encerrou com um almoço no Café Tabita, com a presença do pró-reitor de Assuntos Estudantis, Cláudio Amante, do diretor do CED e outros membros da Agreco. Também foi entregue aos profissionais do NDI o diploma de participação no curso de alimentação escolar orgânica.

Desde o início do ano o NDI recebe  – depois de efetuado processo de licitação – alimentos orgânicos da Agreco para o lanche das crianças, como frutas, sucos, bolos, entre outros. Criada em 1996, a associação trabalha com o sistema de condomínios, que são sítios administrados por famílias de agricultores. Cada um deles produz um tipo de alimento e ainda oferece o serviço de pousadas para quem quiser conhecer a região.

Por Willian Reis/ Bolsista de Jornalismo no NDI

Veja mais fotos em ndicotidiano.wordpress.com

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Audiência nesta terça discute entraves aos alimentos orgânicos e agroecológicos

31/05/2011 07:56

“Necessidade de ações para avanço da agricultura orgânica / agroecológica em Santa Catarina” é tema de uma audiência pública que será realizada nesta terça-feira, 31 de maio, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O encontro é promovido pela Comissão de Agricultura e Política Rural e Comissão de Turismo e Meio Ambiente, em parceira com a Comissão da Produção Orgânica em Santa Catarina. A UFSC é uma das entidades com representação nesta comissão.

A audiência ocorre durante a Semana da Alimentação Orgânica, evento que acontece de 31 de maio a 5 de junho. Promovida pelo Ministério da Agricultura, a Semana ocorre em todo o País, com o objetivo de esclarecer a população sobre a importância da alimentação com produtos orgânicos e o desenvolvimento de ações voltadas à promoção da produção de alimentos naturais e livres de agrotóxicos.

Programação da audiência pública “Necessidade de ações para avanço da agricultura orgânica / agroecológica em Santa Catarina”:

– 7h30min às 10h – abertura: café com produtos orgânicos do Estado de SC

– 10h – Audiência Pública

– 10h às 10h20min – Natal Magnanti e Ivo Macagnan – Rede Eco vida

– 10h20min – 10h30min – Entraves à ampliação da produção/comercialização orgânica – Órgãos Públicos

– 11h às 11h15min – Secretaria da Agricultura (Epagri, Cidasc)

– 11h15min às 11h30min – Secretaria Estadual de Educação

– 11h30min às 11h45min – Ministério da Agricultura

– 11h45min às 12h – Ministério do Desenvolvimento Agrário/MDA
– 12h às 13h – Debate aberto e encaminhamentos

Mais informações na Assembleia Legislativa: (48) 3221-2578 /

Mais informações na UFSC: com o professor Rubens Onofre Nodari, representante na Comissão de Produção Orgânica de Santa Catarina, / (48) 3721-5332

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

Tags: agroecológicosorgânicos

Mais orgânicos na Universidade

25/05/2011 20:21

Fotos: Cláudia Reis/Agecom

A oferta de alimentos orgânicos no Restaurante Universitário e no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC deu um passo à frente nesta terça, 24/05. Comissão formada por professores, servidores técnico-administrativos e alunos viajou até Santa Rosa de Lima para a primeira visita após o início do fornecimento dos produtos pela Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), que tem sede no município.

Com processo de licitação homologado desde dezembro de 2010, o RU iniciou o ano com alimentos orgânicos no cardápio, como batata, chuchu, aipim, banana, beterraba, cenoura, tempero verde, frango e alface. Apesar da variedade, menos de 10% das refeições oferecidas são orgânicas. Já no NDI 100% da merenda, composta por frutas (laranja, abacaxi, banana, kiwi, morango, maçã), bolos (fubá e laranja), geléias, suco de butiá, mel, além dos produtos sem lactose (iogurte de soja, pães, bolos e bolachas) não contêm agrotóxicos.   A reunião teve como objetivo analisar as possibilidades de se aumentar as quantidades fornecidas ao Restaurante e compartilhar os resultados dos primeiros meses de implantação da nova alimentação.

Crise abriu espaço para se pensar em alternativas
Adilson Lunardi, coordenador da Coperagreaco (que trabalha especificamente com a produção e comercialização dos orgânicos), ressaltou a disposição dos associados – atualmente cerca de 100 famílias, tendo ainda mais 200 em processo de certificação – de aumentar a produção e o consequente fornecimento à Universidade. “Por meio do contrato com a UFSC, os agricultores têm condições de iniciar o plantio, já que têm crédito”. O coordenador salienta que o momento é de crise para o setor fumageiro. “A Agreco foi fundada em 1996, quando passávamos por situação semelhante. “Hoje, 90% dos que plantavam fumo produzem verduras, frutas e legumes orgânicos. É tempo de oportunidades para a sustentabilidade”, comemora. Adilson enfatizou ainda que é necessário ponderação no início desse processo. “Não adianta assumirmos grandes contratos, frustrarmos a entrega e no próximo ano não renová-los porque perdemos nosso maior patrimônio, que é a credibilidade”.

Os agricultores têm se mostrado satisfeitos, de acordo com o coordenador, que ratifica ainda a vocação da região em produzir alimentos livres de agrotóxicos. “Temos mais nascentes que moradores, e a área possui um relevo que dificulta a pulverização aérea”, esclarece.   O coordenador do Centro de Ciências da Educação (CED), professor Wilson Schmidt, entende que o papel da UFSC é fundamental para impulsionar essa produção. “Organizar a cadeia produtiva inteira, da plantação ao consumo, é o grande desafio. Para que esse ciclo se fortaleça, é necessário dar continuidade ao trabalho por meio de políticas públicas, e a Universidade pode ser indutora desse desenvolvimento territorial”.

“A UFSC está assumindo a vanguarda da revolução não-armada”, defende o professor Cláudio Amante, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), concordando que a Universidade pode estimular o consumo de orgânicos em larga escala.  O pró-reitor destaca a necessidade da institucionalização de todo o processo. “Vamos fazer a coisa certa, a fim de multiplicar os resultados: precisamos documentar os dados e as experiências”.

E as experiências das quais o professor fala já foram relatadas na reunião. Marilene Dandolini Raupp, diretora do NDI, conta que a hora do lanche se transforma em momento pedagógico. “As crianças ficam sabendo que o suco que tomam vem das frutinhas que os sabiás ajudaram a plantar”, explica, se referindo aos frutos da palmeira de juçara, que originam uma bebida de cor semelhante à do suco de uva.

“É orgânico?”
Cecília Hobopd, enfermeira no NDI, pensa que a introdução dos orgânicos na alimentação, principalmente dos pequenos, é essencial. “Acho que este é o momento de reeducar nossas crianças para que elas tenham melhor qualidade de vida”. “Tudo indica”, continua, “que a incidência de câncer está associada aos pesticidas”.  Marilene relata que a nova alimentação tem sido bem aceita, com poucas exceções – tanto de alunos quanto de pais – mas comprova que os benefícios já vem sendo propagados e defendidos fora da sala de aula, indicando que a reeducação mencionada por Cecília já teve início. “Muitas crianças chamam a atenção dos pais, dizendo não querer mais suco de caixinha. Uma delas perguntou em casa ‘é orgânico?’”. Os recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados à merenda cobrem apenas 30% dos custos com os orgânicos no NDI. O restante vem da PRAE.

Alcides Milton da Silva, do Departamento de Saúde Pública e gestor de Assistência à Saúde do Estudante da UFSC, entende que o consumo de produtos sem agrotóxicos é uma forma de prevenção. “É melhor evitar a doença do que tratá-la depois. Queremos os alunos bem nutridos para que possam dispender seu tempo com os estudos”, salienta.

A disseminação dos orgânicos nas escolas de Florianópolis teve início em 2001 com o projeto Saber e Sabor.  Distribuído nas instituições de ensino estaduais, os alimentos melhoravam a qualidade das refeições de crianças que, muitas vezes, tinham pais egressos do mesmo campo de onde os vinham os produtos. O projeto não teve continuação, mas desde 2010 a PRAE busca, através da compra dos orgânicos, transformá-lo em programa.

Beatriz Martinelli, chefe de Divisão Administrativa do RU, é suspeita em falar. “Sou apaixonada pelo projeto, e acho que a relação que temos com os agricultores é de confiança”, atesta, relatando que recebeu alguns produtos sem etiqueta e que, apesar de considerar uma falha pontual, em momento algum teve dúvidas de que os alimentos não eram orgânicos.

Cardápio no facebook e no twitter
O cardápio no RU não tinha incluído até esta semana a palavra “orgânico” porque, além de a quantidade desses alimentos ainda ser pequena, o Restaurante está em período de transição com a construção da nova ala. Deise de Oliveira Rita, diretora do restaurante, teme que a novidade aumente ainda mais o tamanho das filas na hora do almoço. “Sei que nos dias em que servimos camarão os alunos se mobilizam através das mídias sociais, como o facebook e o twitter, para avisar a todos do prato”, relata, rindo. “Nesses dias, o Brasil inteiro fica sabendo que a UFSC terá camarão”, intervém Claudio, também divertido com a repercussão.

O RU serve, em média, sete mil refeições por dia – somando almoço e jantar -, funcionando inclusive nos fins de semana e feriados. O inusitado “frango orgânico” que será servido na quinta e vem sendo divulgado no site do restaurante desde a segunda, já causou alvoroço e divide opiniões: “alguns alunos receiam que o gosto não seja bom, mas já comi galinha orgânica e  acho que o prato preparado pelo RU deve ser uma delícia; quero muito experimentar”, atesta a estudante de Jornalismo Gabriele Duarte.

Orgânicos contra o êxodo
O prefeito Celso Heidemann, que também esteve presente na reunião, lembra que em 2012 o Santa Rosa de Lima completa 50 anos. “Um dos fatos mais marcantes de todo esse período foi a reunião que os agricultores fizeram em 1996, para debater o êxodo. A solução apontada foi a produção de orgânicos, e quem estava praticamente deixando o município acabou ficando”, relembra. Hoje, Santa Rosa de Lima também investe no turismo rural.

Siuzete Baumann é professora, vereadora do município e também mestranda em Educação no Campo na UFSC, e defende que o intercâmbio entre os moradores de Santa Rosa e a comunidade universitária é profícuo. “Lembro na escola daqui quando recebíamos a merenda fechada, industrializada. Nós nos perguntávamos do que era feito aquele lanche. Imagino que isso pode acontecer também com quem recebe os alimentos que enviamos para a Universidade”. O professor Claudio concorda com Siuzete e quer levar, em breve, os funcionários do RU para conhecerem a região e a forma como os alimentos são feitos.

Andreia Martins e Suellen Dias Pessoa são bolsistas do NDI e estão na primeira fase de Nutrição. Elas contam que lidar com os limentos sem agrotóxicos fez com que repensassem a profissão e também a própria alimentação.

“Depois que entrei no NDI, como mais verduras e legumes, principalmente orgânicos, às vezes até coisas que eu nem sabia que existiam”, atesta Andréia.”Estou encantada com os orgânicos. Cheguei na Universidade com uma visão diferente, achando que o foco do curso era mais clínico, e vejo que podemos começar pela prevenção”, completa Suellen.

Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom

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Tags: agriculturaorgânicosPRAErestaurante universitário

Nova ala do Restaurante Universitário será entregue no segundo semestre

13/04/2011 09:48
Obras da terceira ala do Restaurante Universitário

Obras da terceira ala do Restaurante Universitário devem ampliar atendimento - Fotos: Paulo Noronha

A construção da nova ala do Restaurante Universitário (RU) da UFSC tem previsão de entrega para o segundo semestre. A última etapa da obra encontra-se em fase de acabamento, apesar do atraso de alguns meses, segundo Deise de Oliveira, diretora do Restaurante Universitário. As filas que se formam diariamente são explicadas pela necessidade de demolição da ala B, que reduziu a capacidade em 500 lugares e dará lugar à nova edificação. Outra razão, de acordo com a direção do Restaurante, são as adaptações e melhorias do cardápio, que atraem diariamente mais usuários. A ampliação do RU objetiva atender às metas do Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

A obra constitui-se na construção de nova cozinha e refeitório do Restaurante, e foi dividida em duas etapas. A primeira foi entregue em julho do ano passado, já com alguns atrasos justificados no processo de licitação. Já a segunda fase teve início em setembro de 2010 e previa inauguração para março desse ano, mas teve seu prazo atrasado para maio. Segundo Jairo Rodrigues Lopes, engenheiro civil e diretor do, Departamento de Obras e Manutenção Predial (DOMP, antigo Escritório Técnico Administrativo da UFSC, o Etusc), o atraso é justificado pelo mau tempo e também pelo déficit no quadro administrativo de fiscalização. “As fortes chuvas que enfrentamos são motivos alheios, mas a falta de quadro técnico impede uma maior fiscalização e piora a situação” explica Jairo, que ainda salienta a função dos engenheiros fiscais de chefiar, fiscalizar e enviar relatórios de controle das obras para o MEC e para o site do DOMP (www.domp.ufsc.br), aberto à visitação da comunidade.

O coordenador de fiscalização de obras do DOMP, Rodrigo Bossle, é um dos quatro engenheiros responsáveis pela execução de cerca de trinta novas construções no campus de Florianópolis. Rodrigo é o engenheiro-fiscal da nova ala do RU, e afirma que essa é uma das obras mais complexas que está em execução no campus. Segundo a direção do RU, a construção está orçada em sete milhões de reais e teve a entrega adiada para maio pelo DOMP, mas é bem provável que seja efetivamente concluída e inaugurada no início do segundo semestre.

As melhorias no Restaurante Universitário são motivo de orgulho e também de preocupação para a diretora. “Acredito que com a inauguração do novo refeitório, a procura pelo RU seja ainda maior, chegando a 10 mil refeições por dia” explica, negando qualquer possibilidade de aumento no valor de R$1,50 do passe. A nova estrutura do restaurante terá capacidade para 1.500 lugares, sendo 500 dispostos em um mezanino e os mil restantes na parte térrea, além de climatização total do ambiente. A ala que está atualmente em funcionamento será demolida e dará lugar ao hall da nova instalação, que colocará à disposição dos usuários um guarda-volume. A diretora do Restaurante pede a compreensão de todos os usuários durante a fase de transição.

Cardápio do RU terá  alimentos orgânicos

As refeições servidas pelo Restaurante Universitário estão se adequando aos padrões de alimentação saudável tão discutidos na atualidade. Segundo informou a diretora Deise Rita de Oliveira, o Restaurante está adquirindo produtos orgânicos – aqueles alimentados ou cultivados sem o uso de insumos agrícolas e agrotóxicos – para compor o seu cardápio. Além do RU, o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) também está recebendo os alimentos para a nutrição das crianças.

A compra é resultado de uma visita técnica à Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), em Santa Rosa de Lima, feita por funcionários no ano passado a fim de analisar as possibilidades de se oferecer esse tipo de alimento. A empresa foi a vencedora da licitação feita pelo Restaurante no ano passado para agregar produtos orgânicos às suas refeições. “A parte de horti-fruti está prevista para chegar nas próximas semanas. Mas no último estrogonofe de frango que servimos, já utilizamos aves provenientes da Agreco” explica Deise. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) apoiou a compra dos alimentos tanto a fim de garantir a saúde dos usuários, quanto para garantir a permanência dos pequenos agricultores no campo, que é um dos aspectos defendidos pelo Centro de Ciências da Educação (CED) por meio do curso de Educação no Campo.

De acordo com a diretora do RU, essa é apenas uma das medidas para atender aos usuários que buscam equilíbrio na alimentação. No ano passado, chegou ao Restaurante um forno italiano que passou a substituir alimentos fritos por assados no cardápio. Com o término das obras na nova ala, está prevista a chegada de mais três fornos.

Por Gabriele Duarte/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

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