TV UFSC mostra o Plano Diretor Participativo e discute o liberalismo

23/04/2012 07:50
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UFSC Entrevista sobre o Plano Diretor Participativo estreia na segunda, às 22h

O Plano Diretor Participativo da Universidade é o tema do UFSC Entrevista que estreia nesta segunda-feira. Os entrevistados são Roberto Lamberts, presidente do Comitê de Uso Racional de Recursos e Edson Bazzo, presidente do subcomitê de Segurança e Integração com a Comunidade. Nos dias 25 e 26 de abril eles participam do Debate sobre o Plano Diretor Participativo da UFSC – Leitura Técnica Preliminar, no Auditório Henrique Fontes do Centro de Comunicação e Expressão, a partir das 8h30. No evento serão expostos os dados encontrados por cada subcomitê. Estreia na segunda-feira às 22h, com horários alternativos à meia-noite de terça para quarta-feira, quinta ao meio-dia, sexta às 23h30 e meia-noite de sábado para domingo e domingo ao meio-dia.

Justiça do Trabalho na TV aborda as  diferenças entre o liberalismo surgido no século XVII como alternativa às monarquias absolutas e o neoliberalismo empregado na economia no século XX. O psicanalista e professor aposentado da Universidade Federal do Maranhão Agostinho Ramalho Neto é o entrevistado. Estreia quinta-feira às 22h, com horário alternativo à meia-noite de sexta-feira para sábado.
Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.
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Cravo da Terra se apresenta no 12h30 desta quarta

23/04/2012 07:45

 

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Cravo-da-Terra tem na pesquisa da música tradicional do sul, sudeste e nordeste do Brasil a base de suas composições e de seus arranjos - Foto: Divulgação

O Projeto 12:30 recebe a banda Cravo da Terra, nesta quarta-feira, 25/04, às 12h30 na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à comunidade. O Cravo-da-Terra tem na pesquisa da música tradicional do sul, sudeste e nordeste do Brasil a base de suas composições e de seus arranjos. Seus cinco integrantes utilizam instrumentos de sopro, corda e percussão e, em busca da simplicidade e da singeleza, convidam o público para uma viagem pela música brasileira. A pesquisa é fonte de inspiração e partida, mas a paisagem que se aprecia durante a viagem é contemporânea.

Iniciado em 2000, o grupo tornou-se conhecido e respeitado por sua particularidade sonora, assim como pela poesia destilada em suas canções. O começo de sua história, em bares e cafés da cidade de Florianópolis, rendeu arranjos preciosos para clássicos da MPB. No ano de 2001 o grupo desenvolveu uma pesquisa com compositores da cidade. Desta pesquisa surgiu um repertório com quatorze músicas, apresentado em auditórios, teatros e bares da cidade. Foi a partir do ano de 2002 que o grupo começou a dedicar-se às suas próprias composições.

O primeiro CD do “Cravo-da-Terra” foi sendo construído sem pressa: cinco anos foi o tempo que separou a formação do grupo e o lançamento do CD. Durante esse tempo, o grupo realizou pesquisas, ensaiou limites e alcançou uma maneira muito particular de fazer música. Neste primeiro disco, distribuído nacionalmente pela Tratore, estão registradas quatorze músicas, entre instrumentais e canções, compostas e arranjadas pelo grupo, que passeiam muito perto da música tradicional brasileira sem, porém, residir dentro dela.

O ano de 2007 foi tanto o da gestação do segundo CD intitulado “Infinito Som”, lançado em junho de 2008, do reconhecimento pelo “Prêmio Catavento” de melhor cantora concedido à Ive Luna pela Rádio Cultura AM, e da seleção no Programa Rumos do Itaú Cultural.

Em 2011, o grupo prepara seu terceiro CD, intitulado Verde Longe que terá uma sonoridade mais preenchida, usando recursos de estúdio que não foram utilizados nos CDs anteriores. Terá as participações do Gira-Coro e do músico maranhense Tião Carvalho.

Ive Luna (vocal, flauta transversal, percussão) – Graduada em Educação Artística com Licenciatura Plena em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, universidade na qual também fez sua pós-graduação em Teatro, tornando-se mestre. Cursou a escola de teatro Casa Ventoforte (SP) durante os anos de 1991 e 1992. Nestes mesmos anos teve aulas de canto lírico com Cida Moreira (SP) e participou do Grupo Cupuaçu de Pesquisa e Danças Populares (SP).

Participou do grupo Teatro Jabuti (Florianópolis, SC), de 1996 a 2003, como atriz e musicista, assumindo a direção musical, a pesquisa e as composições das trilhas sonoras de seus espetáculos. Em julho de 2007 recebeu o troféu Cata-Vento da Rádio Cultura AM de São Paulo, como melhor cantora do circuito nacional independente. Além de atividades artísticas desenvolve também, desde 1991, trabalhos relacionados a arte-educação em projetos, eventos e escolas.

Mateus Costa (vocal, contrabaixo acústico) – Instrumentista e arranjador em diferentes estilos musicais desde 1989. Participou de corais com o Maestro Carlos Lucas Besen (ETFSC, 1991-1998) e Rute Gebler (UDESC, 1983). Foi arranjador e regente do grupo Urubá (Madrigal e Banda, 1996-1999). Integrou a Orquestra Sinfônica do Estado de Santa Catarina (OSSCA) e o Quinteto de Cordas da OSSCA (1996-1999).


Participou da Orquestra Municipal de Florianópolis (1998), da Camerata de Florianópolis (1999) e da Orquestra de Câmara do IMCARTI – Instituto de Música Canto e Arte de Itajaí (1997). Deu aulas de musicalização infantil para crianças de zero a três anos no Berçário Arcângelo (1997 – 2004).

Osvaldo Pomar (percussão) – Percussionista. Realiza pesquisa de ritmos brasileiros. Pandeirista do grupo Olho D Água de Choro. Integra do grupo Trino e a Felixfônica – com quem realizou show em Buenos Aires em 2009 e gravou trilhas do CD premiado pelo Projeto Pixinguinha da Funarte 2009. Dedica-se ao maracatu de baque-virado, tendo integrado a percussão do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife no carnaval de 2005. Desfila há 5 anos em blocos e escolas de samba da capital catarinense, atuando atualmente na bateria da Escola Protegidos da Princesa.

Com o grupo poético-musical Margem Esquerda, fez turnê em cidades da Espanha no ano de 2008. Realizou a circulação SESC 2010 com o show A Outra da cantora Tereza Virginia, com quem gravou o CD e DVD Aluada, prêmio Elisabete Anderle FCC. É professor de percussão do projeto Música para Todos na SCAR de Jaraguá do Sul / SC e da Escola Livre de Música Compasso Aberto, onde atua no projeto Educando Através da Música Brasileira.

Pedro Cury (vocal, violão) – Graduando em música pela UDESC. Cursou clarinete no Center for the Musically Talented em Pittsburgh – EUA e participou da Pittsburgh Public School All Star Orchestra. Em 1999 passou a dedicar-se ao estudo do violão. Em 2008 teve passagem pela França se apresentando em Paris, Nantes, Rennes, Quimper e Toulouse.

Projeto 12:30

O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: Show da banda Cravo da Terra.
ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário, Florianópolis-SC.
QUANDO: Dia 25 de abril de 2012, quarta-feira, às 12h30.
QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.
CONTATO: www.cravodaterra.com.brcontato@cravodaterra.com.br – Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC: SECARTE: UFSC, com informações e foto do grupo.

Tags: Projeto 12:30

Museu Universitário reabre na terça como espaço de padrão internacional

20/04/2012 18:19
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O prédio novo e o antigo; acervos não precisarão circular pelo ambiente externo graças à integração arquitetônica - Fotos: Wagner Behr

Três grandes salas de exposição com controle de temperatura e umidade, acessibilidade, terraço, laboratório, café, salas para atividades educativas e conferências. O novo prédio do Museu da UFSC será inaugurado na próxima terça, dia 24

 

Santa Catarina ganha neste mês um novo espaço museológico de qualidade e dimensões inigualáveis no Sul do Brasil. Depois de 10 anos de lutas por recursos para finalizar a construção do prédio com um padrão internacional de conservação e segurança, a Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina reabre ao público as portas do museu com uma nova e potente estrutura. Na próxima terça, 24 de abril, às 19h, o reitor Alvaro Prata inaugura o Pavilhão de Exposições Antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, um prédio de quatro andares, sendo dois mezaninos, com 1.900 m2 de área, no qual a UFSC investiu R$ 5 milhões em recursos próprios para que o Estado esteja apto a abrigar diferentes exposições tanto do acervo institucional quanto de mostras itinerantes.

 

Com o novo prédio, o Museu Universitário, fundado em 1968 pelo professor Oswaldo Cabral, ganha identidade própria e passa agora a se chamar Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE). Em uma construção datada dos anos 40, uma das primeiras da antiga Fazenda Assis Brasil, onde a UFSC se instalou na década de 60, os pioneiros historiadores Cabral, Sílvio Coelho dos Santos e Walter Piazza iniciaram os trabalhos do museu. Agora, a antiga sede acomodará apenas a administração. O acervo, composto por objetos etnográficos produzidos por grupos indígenas e descendentes de migrantes, além da obra de Cascaes, que não podia ser exposta ao público por falta de espaços com condições de conservação, migrará para o novo prédio. A moderna construção está equipada com três grandes salas de exposições em condições ideais de climatização e um eficiente sistema de segurança com o monitoramente de seus espaços.

 

Na área construída, erguem-se quatro pisos, incluindo dois grandes andares, dois mezaninos e um amplo terraço com vista panorâmica na cobertura. A obra se diferencia pelas dimensões e também pelas condições de acessibilidade e deslocamento de acervos previstas na estrutura: há elevadores para todos os andares, áreas de circulação climatizadas, com amplos corredores e escadarias, rampas, estacionamento, facilidades de acesso aos espaços expositivos para cadeirantes, cegos e surdos.

 

A acessibilidade beneficia pessoas com diversos tipos de necessidades especiais e também o deslocamento dos acervos, que não precisarão circular pelo ambiente externo graças à integração arquitetônica entre a reserva técnica e os espaços de exibição e, ainda, entre o antigo prédio do museu e o atual. Destaca-se ainda uma estrutura diferenciada de apoio e incremento às atividades do museu, como o laboratório de restauração e salas para o desenvolvimento de programas educativos e culturais, como visitas mediadas, contação de histórias, oficinas de arte-educação e palestras, entre outras atividades. Na entrada do prédio, está previsto o funcionamento de um café e, no segundo andar, uma sala de estar para os visitantes. “Em termos comparativos, não existe no sul do Brasil uma estrutura museológica dessa magnitude. Santa Catarina contará com espaço ímpar”, diz orgulhoso o reitor Álvaro Prata.

 

Três grandes salas de exposição

Assinado pela equipe do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia da UFSC, o projeto arquitetônico visou uma construção elegante e neutra, em forma de paralelepípedo. Predominam o branco e a claridade nos amplos espaços de circulação e corredores, a fim de concentrar o olhar do visitante nas exposições e na experiência sensorial da visita. Os salões de exposição totalizam 800 m2 divididos em três espaços distintos, dotados, como todos os espaços do museu, de condições de temperatura e umidade adaptadas ao tipo de objeto a ser exposto. Todos os espaços expositivos receberam um sistema de iluminação adequado, piso em relevo para o uso de luminárias móveis e paredes internas em vidro jateado.

 

O primeiro deles, no térreo, com 206 m2 possibilita a montagem de mostras de curta duração. No dia 9 de maio o novo pavilhão já dirá a que veio com a abertura da exposição “Ticuna em dois tempos”, que até novembro vai expor duas coleções de artefatos indígenas dos Ticuna, do norte do País. Uma delas, sob a guarda do MArquE, foi recolhida na década de 1960 por Sílvio Coelho dos Santos na região dos Ticuna, no alto Solimões, Amazonas. A outra coleção foi reunida na década de 1970 por Jair Jacmont, na cidade de Manaus e hoje se encontra no Museu Amazônico, da UFAM. Destacam-se a presença de objetos ligados ao “ritual da moça nova”, além de registros feitos pelo antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, que incluem diapositivos e diários de campo. A exposição é um projeto desenvolvido a partir da Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP.

 

No segundo andar localiza-se um dos maiores espaços museológicos do País: uma sala de 472 m2, destinada a exposições de longa duração. Foi projetado para as exposições de acervo sob a guarda da instituição, no que se incluem os objetos arqueológicos, as coleções indígenas e das populações migradas para Santa Catarina a partir do período colonial, conforme explica a museóloga Viviane Wermelinger. “Com essa obra o museu Marque será uma referência na América do Sul porque poderá dar visibilidade ao seu importante acervo relativo às populações indígenas Caingang, Xocleng e Guarani”, acentua a secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges.

 

Há, ainda, uma terceira e elegante sala de exposição com 104 m2 no segundo mezanino, denominada Gabinete de Papel, que abrigará em breve a coleção de desenhos de Franklin Cascaes. O terraço é um capítulo à parte, pela vista da bela paisagem e pelas possibilidades que oferece de exploração para eventos culturais. Foi planejado para realizar exposições de materiais que podem ser submetidos a intempéries, como esculturas e grandes objetos não perecíveis e, ainda, para realizar concertos, apresentações de dança, lançamentos de livro, entre outros eventos.

A equipe do Museu, dirigida por Teresa Fossari, está criando um plano para o uso dos espaços museológicos temporários. Está previsto o lançamento, ainda em 2012, de um edital para exposições de curta duração. A Divisão de Museologia também elaborou e aprovou projetos para editais de fomento à área museológica, além de desenvolver ações como ciclos de palestras, pesquisas, oficinas, cursos. “Essa obra vai permitir que o museu cumpra, em sua plenitude, seu papel social e cultural, realizando ações voltadas à comunidade, à representação de sua identidade e à documentação da sua memória”, explica a diretora da Divisão de Museologia Cristina Castellano.

 

Sem financiamento extra ou recursos externos, contando apenas com o orçamento da UFSC junto ao MEC, a obra levou uma década para ser concluída, tempo em que o Museu ficou sem espaço expositivo, voltando-se para o desenvolvimento de pesquisas, qualificação dos espaços de reserva técnica e atendimento de pesquisadores externos. O projeto inicial, assinado pelo arquiteto Antônio Carlos Silva, foi sendo modificado e adaptado às transformações no próprio conceito de museu pelo arquiteto Roberto Tonera, também da UFSC. A diretora Fossari está convidando para a solenidade de inauguração instituições de fomento à cultura e empresários que poderão vislumbrar o potencial da instituição e constituir parcerias com a universidade buscando equipá-la e permitir seu pleno funcionamento.

 

História começou em uma fazenda

O marco inicial do Museu da UFSC se confunde com a prática pedagógica da antropologia em Santa Catarina. Foi a partir da criação da Faculdade de Filosofia, em 1951, que a Antropologia começou a ser ensinada no estado. Mais tarde, em 1964, os professores Oswaldo Rodrigues Cabral, Silvio Coelho dos Santos e Walter Piazza propuseram a criação de um Instituto de Antropologia, que viria a ser inaugurado em 29 de maio de 1968, com sede no campus da UFSC. Além do diretor Oswaldo Cabral, a instituição contava inicialmente com os professores Silvio Coelho dos Santos, Anamaria Beck e Edson Araújo. Motivados pela diversidade étnica de Santa Catarina, os primeiros projetos de pesquisa da equipe focaram as populações indígenas e pré-coloniais do sul do Brasil.

Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
raquelwandelli@yahoo.com.br
raquelwandelli@reitoria.ufsc.br
www.secarte.ufsc.br

 

SERVIÇO:
Reabertura do Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo
Rodrigues Cabral e inauguração do Pavilhão Sílvio Coelho dos Santos
Data: 24 de abril, às 19 horas
Local: Campus Universitário, próximo ao Colégio de Aplicação

Tags: Museu Universitário

Instituto de Estudos Brasil Europa divulga propostas à comunidade acadêmica

20/04/2012 18:07

As proposta, atividades em andamento, expectativas e oportunidades oferecidas pelo Instituto de Estudos Brasil Europa (IBE) foram apresentados nesta sexta, dia 20 de abril, para a comunidade da UFSC. O objetivo da parceria entre os países dos dois lados do Atlântico é fortalecer o ensino superior brasileiro, por meio de ações que incentivam a criação de projetos de pesquisa. A UFSC colabora com o Instituto buscando temas de interesse comum para as discussões, como a multiculturalidade.

A apresentação do IBE contou com o apoio da Secretaria de Relações Institucionais e Internacionais da UFSC (Sinter) e do Programa de Formação Continuada para Professores (Profor).

“A Universidade Federal de Santa Catarina quer se afirmar no cenário internacional, por meio de parcerias que promovem ensino e pesquisa em todas as áreas de conhecimento”, disse o reitor Alvaro Prata, sobre os benefícios da Universidade ao colaborar com o a entidade. O terceiro e último congresso anual promovido pelo Instituto será em 2013, na UFSC, o tema abordado ainda não foi definido.

Para o representante da UFSC no comitê diretivo do IBE, Paulo Lovato a universidade aumenta a articulação com as instituições europeias por meio do instituto.

Até o fim do consórcio de cooperação, em 2013, a expectativa do Instituto é definir temas de interesse mútuo nas áreas de Humanidade e Artes; Saúde e Biologia; Políticas; Tecnologia e Ciências, além de realizar congressos anuais, encontros periódicos e implantar um curso de doutorado envolvendo orientadores do Brasil e Europa.

Conheça o Instituto de Estudos Brasil Europa
Criado em 2010, em ação financiada pela Comissão da União Europeia no Brasil, o Instituto de Estudos Brasil Europa é iniciativa de um grupo de universidades destas regiões que propõem fortalecer o ensino e a pesquisa científica brasileira. O IBE é formado por uma rede colaborativa de 21 universidades (11 europeias e 10 brasileiras) que atuam sobre temas de interesse comum. A integração à comunidade ocorre com a inclusão de pequenas empresas e ONGs no projeto.

O IBE prevê financiamento de € 3,8 milhões até dezembro de 2013 (3 milhões da UE e 800 mil não financiados por universidades brasileiras, que cedem a infraestrutura ao instituto).

Na visão do coordenador geral da entidade, Moacyr Martucci Jr., a crise monetária europeia não afetará o financiamento do instituto.

Mais informações:  ibe@reitoria.ufsc.br (48) 3721-6406 (das 8h às 14h) / http://www.ibe.usp.br

Por: Mateus Vargas/ Bolsita em Jornalismo na Agecom

Tags: Instituto de Estudos Brasil EuropaUFSC

Campus da UFSC tem Semana de Mutirões de Limpeza

20/04/2012 17:55

Estudantes, professores e servidores farão uma grande faxina a partir da segunda no campus da UFSC da Trindade. A Semana de Mutirões de Limpeza irá reunir a comunidade universitária para recolher o lixo encontrado no chão e nos córregos e encaminhá-lo ao descarte adequado. Os resíduos recicláveis serão armazenados a fim de servirem de matéria prima para uma intervenção artística que será realizada na semana seguinte. Os materiais produzidos serão expostos na Universidade, a fim de dar visibilidade e levantar a discussão do tema.

A iniciativa é do Grupo de Educação e Estudos Ambientais do CCB (GEABio), do Centro Acadêmico da Biologia (CABio), do Núcleo de Educação Ambiental do CTC (NEAmb), da Sala Verde UFSC e do CCB Recicla. Seus integrantes divulgaram carta convidando os interessados a participar da ação.

Mais informações: Ana Paula Tridapalli de Almeida – (48) 9975-8845 .

 

Confira os horários da Semana de Mutirões de Limpeza:

Segunda (23/04)
Manhã: Encontro: Bar do CFH – 9h
Contato: Ana 9975-8845
Tarde: Encontro: Bar do CTC – 13h30
Contato: Marilia 9632-7448

 

Terça (24/04)
Manhã: Encontro: Bar da Bio – 9h
Contato: Marcela 9917-7157
Tarde: Encontro: frente  ao MIP – 13h30
Contato: Caiâne 9102-1474

 

Quarta (25/04)
Manhã: Encontro: Piscina de Desportos – 9h
Contato: Gian (47) 9621-0852

 

Quinta (26/04)
Tarde: Encontro:  Reitoria – 13h30
Contato: Marcela  9917-7157

 

Sexta (27/04)
Manhã: Encontro: Bar CCS – 9h
Contato: Lua 9655-8825
Tarde: Encontro: Antigo Bar – 14h
Contato: Gian (47) 9621-0852

Tags: limpezalixomutirãonaturezareciclável

Prevenção do câncer é tema iniciação científica entre “pesquisadores mirins”

20/04/2012 15:50

Trabalhos da I Mostra de Iniciação Científica do Ensino Médio do Colégio de Aplicação foram apresentados de forma oral e em paineis

Os fatores genéticos têm papel importante na incidência do câncer, mas já está comprovado que adotar hábitos mais saudáveis pode diminuir a ocorrência da doença.  As alunas do Colégio Aplicação da UFSC Júlia Ceccon Ortolan e Heloisa Marques Baumgratz escolheram o tema “Câncer e hábitos de vida: como viver de forma preventiva” para sua pesquisa de iniciação científica, apresentada na quarta-feira, dia 18 de abril, durante a I Mostra de Iniciação Científica do Ensino Médio.

O objetivo das estudantes foi estudar outros fatores, não os hereditários, e como uma mudança de postura pode influenciar na prevenção à doença. Orientadas pela professora Mariana Borsa, utilizaram estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e dados do livro “O Anticâncer: Prevenir e Vencer Usando Nossas Defesas Naturais”, do médico frânces David Servan Schreiber, morto em julho do ano passado, e que há 20 anos lutava de forma alternativa contra um câncer no cérebro.

Além de explicarem as diferença entre um tumor benigno e maligno, como ocorre a metástase (disseminação de células cancerígenas através do sistema sanguíneo ou linfático no organismo) e quais são os tipos de câncer de maior incidência entre mulheres, homens e etnias, as alunas apresentaram um cardápio ideal.

Júlia e Heloisa ressaltam que os legumes são importantes. No entanto, é preciso saber qual a procedência, já que a maioria é tratada com agrotóxicos, agentes que podem causar diversos tipos de câncer. A preferência é pela ingestão de alimentos orgânicos ou pela compra em mercados variados, para que não sejam consumidos sempre os mesmos alimentos, tratados com as mesmas substâncias, evitando o acúmulo no organismo.

As estudantes também abordaram o consumo de gorduras trans. Presente em produtos industrializados, além de ser desnecessária para o organismo e aumentar as taxas do colesterol ruim, pode duplicar as chances de desenvolvimento de câncer de mama. E alertaram sobre cereais refinados, que perdem suas propriedades nutritivas após o processo industrial, aumentam as taxas de insulina e podem causar câncer em diversas partes do corpo, como o fígado, rim, pele e colo-retal. Por esse motivo, é preferível a ingestão de cereais integrais.

Entre as fontes de proteína, a preferência é para os peixes. Defumados, presuntos e bacon apresentam alcatrão, substancia cancerígena, que também está presente no cigarro. O tabagismo e a alta ingestão de álcool estão entre os hábitos de risco estudados pelas alunas Júlia Ceccon e Heloisa Marques. O sedentarismo é outro vilão na luta pela prevenção. Realizar atividades físicas pode diminuir em 11% as chances de desenvolvimento do câncer de mama.

“Um sistema imunológico fragilizado facilita o desenvolvimento de neoplasias (alterações celulares ou crescimento exagerado das células)”, explica Júlia sobre a importância de uma vida mais calma e de evitar o estresse. Como produto final da pesquisa, as alunas elaboraram uma cartilha de prevenção. “Ela é quase uma provocação para questionar os hábitos de vida atuais das pessoas”, conta Heloísa.

O estudo é um dos 31 trabalhos integrados ao Projeto de Iniciação Científica do Ensino Médio do Colégio Aplicação. “A pesquisa no Ensino Médio é muito importante para formação, uma oportunidade privilegiada. Ela consolida a pesquisa no Colégio Aplicação. A parceria com a CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] dá um respaldo para o colégio”, explica Manoel Teixeira dos Santos, coordenador de pesquisa e extensão do CA.

O envolvimento do colégio no programa de bolsas PIBIC–EM está vinculado a outros cinco subprojetos coordenados pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG) e pela Pró-reitoria de Pesquisa e Extensão (PRPE) da Universidade Federal de Santa Catarina. As bolsas PIBIC-EM são financiadas pelo governo federal, por meio do CNPq, têm valor de R$100,00 mensais e duração de 12 meses.

Os 34 bolsistas que envolvidos nas pesquisas que serão realizados durante este ano já foram selecionados. Outras 20 bolsas foram disponibilizadas com recursos do próprio colégio. “O projeto foi um sucesso e a demanda cresceu muito para a iniciação científica este ano”, comemora Santos.

Mais informações: Manoel Teixeira dos Santos / cpesquisaextensao@ca.ufsc.br / manoelprt@hotmail.com

Por Ana Luísa Funchal/ Bolsista de Jornalismo na Agecom
Fotos: Wagner Behr / Agecom

Leia também: Colégio de Aplicação estimula pesquisa desde cedo

 

Tags: Colégio de AplicaçãoIniciação CientíficaUFSC

Colégio de Aplicação estimula pesquisa desde cedo

20/04/2012 14:32
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(clique para ampliar) Fotos: Wagner Behr

O vídeo falava de lembranças, e uma delas fez com que as crianças e os adolescentes pensassem em como se relacionam com os símbolos de exaltação da pátria: a professora de Letras da UFSC, Alai Garcia Diniz, registrou que, durante a ditadura brasileira (1964-1985), permaneceu cerca de um mês presa, sendo obrigada a cantar o hino nacional várias vezes todos os dias. Das tantas cicatrizes da época, a docente guarda a convicção de que seu sentimento patriótico tornou-se vazio e nunca mais entoou a canção oficial. Resultado final do trabalho intitulado “Ditadura Militar: olhares do passado e do presente”, de Ana Luiza Shimomura Spinelli, 16 anos, o vídeo foi apresentado durante a I Mostra de Projetos de Iniciação Científica (Pibic) do Ensino Médio do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC, realizada na quarta, 18/04, no próprio CA. Ao todo, foram 31 trabalhos sobre os mais diversos temas desenvolvidos em 2011, via CNPq, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação.

 

“A Mostra comprova que a pesquisa é possível, viável e muito importante na formação dos alunos”, defende o professor Manoel Teixeira dos Santos, coordenador de pesquisa e extensão do Colégio e orientador de Ana Luiza. Além de ressaltar a sensibilidade que os estudantes desenvolveram durante o trabalho de campo, com os entrevistados, o professor entende que o evento, como finalização de todo o processo, atingiu seu objetivo. “Constatamos nas apresentações que os estudantes dominaram os temas abordados, e a Mostra foi fundamental para que compartilhassem essas novas informações com os colegas, estimulando os bolsistas deste ano a avançarem em suas pesquisas”.

 

Lina Ribeiro Venturi, 16 anos, estuda clarinete, e Otto Henrique Thiel, 17, piano. Os dois decidiram entender o porquê da exclusão da mulher na história da música erudita. A partir do trabalho, produziram vídeo com passagens da vida de algumas musicistas, como Maria Anna Mozart – irmã de Wolfgang Amadeus –, entrevistas com professores do CA e profissionais da área. A pesquisa apontou que, antes do século XIX, as mulheres eram consideradas incapazes de produzir música de qualidade; peças com vozes agudas eram executadas por meninos, que, não raro, eram castrados – a fim de evitar a produção dos hormônios que tornam a voz dos rapazes mais grave a partir da puberdade – se quisessem continuar a cantar.

Isis Shandra Santos, 15 anos, também utilizou a bolsa Pibic para buscar respostas a questões do seu dia a dia. Integrante de uma família de vegetarianos, nunca tinha entendido muito bem porque a mãe insistia em utilizar cosméticos que não são testados em animais. Depois da pesquisa, a estudante percorreu o campus com lista de empresas que testam seus produtos e outra das que não testam em mãos. “Eu perguntava a marca do rímel que as mulheres usavam, então lhes contava como eram feitos os testes”.

Hoje ela diz que seu entendimento sobre a questão mudou. “Tenho outro olhar sobre as empresas; se as pessoas pararem de consumir, os processos serão modificados, evitando o sofrimento de muitos animais”. Isis quer cursar Biologia, mas pensa também em Direito, para se “especializar na área ambiental e defender os animais”. O próximo tema que pretende pesquisar é a influência que a mídia exerce nos jovens.

Pibic do Ensino Médio e PIP-CA
Desde 2010 o Colégio de Aplicação oferece anualmente 34 bolsas Pibic Ensino Médio a seus alunos. Com duração de 12 meses, o projeto do governo federal, vinculado ao CNPq e oferecido pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduaçao (PREG), estipula que seus bolsistas sejam orientados por professores do CA, tenham currículos inscritos na plataforma Lattes e apresentem relatórios de pesquisa no decorrer do processo.

Para concorrer às bolsas os estudantes têm seus boletins avaliados e realizam entrevista com os orientadores. Devido à grande procura, em 2012 o CA criou o Programa de Iniciação à Pesquisa (PIP-CA), abrindo mais 18 vagas e mantendo as especificações do Pibic – incluindo aí o valor das bolsas, de R$100 mensais.

Desde o Fundamental
Antes de chegar ao Ensino Médio, porém, os alunos já têm contato com a pesquisa: na oitava série do Ensino Fundamental cursam a disciplina de Iniciação Científica, que é atrelada ao projeto Pé na Estrada do Conhecimento, instituído no CA há doze anos.

Por meio do projeto, os estudantes realizam viagens de estudo, conhecendo lugares como a barragem de Itá, onde entrelaçam diversas áreas do conhecimento, estudando a ocupação histórica, a geologia do local e a produção de energia.

Por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) em parceria com o CNPq, o Colégio mantém também o Pibic Junior, que oferece duas bolsas de pesquisa para alunos do Ensino Fundamental.

Mais informações com o professor Manoel: manoelprt@hotmail.com

Por Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom

Leia também: Prevenção do câncer é tema iniciação científica entre “pesquisadores mirins”

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  1. Eduardo de Medeiros Santos Junior
Alcoólicos Anônimos e sociedade: Funcionamento de um grupo de A.A.
  1. Clarissa Machado Haase
Obesidade infantil: tendências para o século XXI.
  1. Alexandre Andrigheto Speratto
Formando uma juventude cidadã Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires.
  1. Fernando F. de A. Fernandes
A representação da História nos Jogos Eletrônicos.
  1. Luise Budde Mior
Três Marias e Uma Enedê-Mulheres Estrelas.
  1. Paulo Roberto Nunes Júnior
Formando uma juventude cidadã Escuela Superior de Comércio Manuel Belgrano (Córdoba – Argentina).
  1. Thiago Eller Verzola
Formando uma juventude cidadã Colégio Estadual Simão José Hess.
  1. Mariana Cardoso Silvério
Levantamento sobre a situação de prevenção da dengue no Colégio de Aplicação.
  1. Amanda Gabriella Cipriano
Alergias e alimentação: perspectiva da comunidade do Colégio de Aplicação – UFSC.
  1. Heloisa Marques Baumgratz
  2. Júlia Ceccon Ortolan
Influência dos hábitos de vida sobre a incidência do câncer.
  1. Júlia Favaretto de Sousa
  2. Raquel de Ameida Viergutz
HIV, e eu com isso?
  1. Paulo Remos Gregório
Cannabis Sativa: Efeitos sobre a fisiologia do Sistema Nervoso.
  1. Pedro Mombelli Locatelli
Vida de catanhão no mangue do Itacorubi.
  1. Ana Luiza Shimomura Spinelli
“Ditadura Militar: Olhares do Passado e do Presente”
  1. Ana Paula M. Couto
“ As causas da Imigração alemã para o Brasil”
  1. Giullia B. Alberton
Novembrada: Florianópolis fazendo história.
  1. Arthur Bobsin
Qualquer semelhança é mera coincidência?  Até mesmo a semelhança de Triângulos?
  1. Iana Mabel de M. Fazzoni
Estudo da Semelhança de Triângulos: aplicações matemáticas e  práticas.
  1. Cristiane Catarina Ventura
Mídia e consumo entre crianças do Colégio de Aplicação – UFSC.
  1. Gabriel de Carlos F.S.B
Astronomia em uma homepage voltada para o Ensino Médio.
  1. Júlio Bernardo Dutra
A escolha da profissão
  1. Matheus Zaneti Daunis
Energia Nuclear e Catástrofes Naturais: O Caso de Fukushima.
  1. Isis Shandra S. Santos
O uso de animais em laboratórios de cosméticos, produtos de limpeza e higiene pessoal.
  1. Kiane Lúcia Casagrande
Desenhos Animados:  Situações que contrariam as leis da física?
  1. Lina Ribeiro Venturi
  2. Otto Henrique Thiel
Mulheres na Música Erudita: Participação e História. 
  1. Maiara Kessin Geraldi
A física na mágica dos brinquedos.
  1. Thiago Guedes Willecke
As faces culturais e históricas do Candombe.
  1. Yuri Varella
As faces culturais e históricas do Candombe.
  1. Thiago Novo da Cruz
Rebobinando o filme: um pouco da história do movimento estudantil do Colégio de Aplicação /UFSC (2004-2010).
  1. Gabriel Moresco
Religiosidade contemporânea: as percepções de estudantes sobre religião em suas vidas.
  1. Luiza H. Loch
Cotidiano com ou sem logaritmos, o que você acha?

 

Prevenção do câncer é tema iniciação científica entre “pesquisadores mirins”

Tags: Colégio de AplicaçãopesquisaPibicPREG

Semana da Dança na UFSC começa domingo com bailarino Martin Kravitz

20/04/2012 12:16
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Espetáculo Metade, da Cia Nando Berto/Casarão da Dança (clique para ampliar)

Um pout-pourri de danças dos mais variados tipos, ritmos e origens será apresentado durante a Semana da Dança da UFSC, que a Secretaria de Cultura e Arte abre neste domingo, 22, às 9:30, com um Workshop ministrado pelos bailarinos internacionais Martin Kravitz e Fabíola Biasoli. Até o dia 29 de abril, quando se comemora em todo o mundo o Dia da Dança, o campus universitário será palco de uma programação intensa dedicada a essa arte, toda gratuita e aberta ao público. As atividades incluem mostras e performances ao vivo, videodança, conferência multimídia com Kravitz sobre a história da dança, lançamento de livro e oficinas.

As inscrições gratuitas para as oficinas abrem na quinta-feira, 19, pelo e-mail dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Qualquer pessoa pode participar das oficinas de *dança indiana, biodança, dança contemporanea, contato improvisação, jam session de contato improvisação, danças circulares,* *cacuria*, *zouk,  salsa cubana, entre outras danças*, que ocorrerão no dia 27 de abril, nos períodos da manhã e da tarde, nas salas de dança do Centro de Desportos e nas salas do Curso de
Artes Cênicas da UFSC, bastando levar uma roupa apropriada para se movimentar. As inscrições serão feitas no local e horário das oficinas, com distribuição de senha 30 minutos antes do inicio destas. As inscrições são gratuitas.

Dois momentos com Martin Kravitz
“Movimento/Voz/Criação” é o nome do Workshop que Martin Kravitz fará com Fabíola Biasoli, nos dias 22 e 23 de abril, das  9:30 às 12:30 e das 14 às 17 horas, o Laboratório de Dança B do Bloco 5 do Centro de Desportos da UFSC.  Com 25 vagas, o curso é voltado para profissionais e estudantes da área artística (dança, teatro, performance, música). Na terça-feira (24/4), às 9:30 h, Kravitz  fará uma conferência multimídia sobre “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”  (Uma Vida na Dança: Pontes artísticas entre épocas e continentes). Com tradução simultânea e recursos multimídia, a conferência ocorrerá no auditório do Centro de Ciências da Educação, que tem capacidade para 80 lugares. Entrada gratuita.

Nascido nos Estados Unidos e na França, Kravitz fará uma introdução sobre sua experiência em dança; principais influências artísticas; história profissional  como  bailarino,  professor e coreógrafo. A seguir apresentará vídeos com partes de espetáculos de artistas que influenciaram sua carreira, como “Night Journey”, de Martha Graham; “The Moor’s Pavane”, de José Limon e “Dreams” or “Rooms”, de Anna Sokolow. Exibirá fotos de espetáculos de Anna Sokolow e mostrará, em DVD, uma pesquisa com a voz de Meredith Monk. Por fim, o astro falará sobre o processo de criação de seu novo solo e mostrará imagens em vídeo do solo: “Rends-moi tes Mensonges”.

Performance, mostras e lançamento
As performances ocorrerão nos dias 25 e 26 de abril em diversos espaços alternativos do campus universitário e em diversos horários do dia. Para o dia 29 – Dia Internacional da Dança – estão programadas duas grandes atividades: a mostra de videodança, que ocorrerá às 17h30min, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, na UFSC e a Mostra de Dança, que ocorrerá no Teatro Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, com capacidade para 400 pessoas, a partir das 18 horas. “Será o momento mais colorido do evento, com a exibição de coreografias de diversos estilos e grupos de Santa Catarina”, explica a bailarina Janaína Santos, uma das coordenadoras.

Ainda no dia 29, às 17 horas, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC ocorrerá o lançamento do livro Coleção Dança Cênica 2: Histórias
da Dança. Organizada por Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer, a publicação da editora da Udesc traz uma coletânea de ensaios sobre os diferentes movimentos históricos dessa arte. Promovida pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, em parceria com professores do Curso de Artes Cênicas e Centro de Desportos, a Semana oferece a possibilidade de vivenciar um mosaico de modalidades e ritmos diferenciados de dança. “Também queremos proporcionar o acesso à pesquisa e ao conhecimento teórico sobre essa área”, explica a secretária Maria de Lourdes Borges.

Por: Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC / /
www.secarte.ufsc.br / 3721-9459 / 9911-0524/raquelwandelli@yahoo.com.br

Mais informações: dia.da.danca.ufsc@gmail.com

Programação da I Semana de Dança na UFSC – 22 a 29 de abril de 2012 – Campus Universitário

Workshop “Movimento/Voz/Criação”

Ministrantes: Martin Kravitz e Fabíola Biasoli

Data: 22 e 23/abril

Horário: 09:30 às 12:30 e das 14;00 às 17:00 horas

Local: Laboratório de Dança B – Bloco 5 – CDS/UFSC

Necessário conhecimento prévio de dança ou teatro

Inscrição: Enviar curriculo para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com

Vídeo conferência:  “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”

Conferencista: Martin Kravitz

Data: 24/abril

Horário: 9 as 12 h

Local: Auditório do CED

Capacidade: 80 pessoas

Performances no Campus

Data: 25 e 26 de abril

Local: Campus da UFSC

Horários serão divulgados no início da Semana da Dança

Oficinas de Dança:

Data: 27 de abril

Local: Campus da UFSC (inscrições a partir de 19/4)

Períodos: Manhã e Tarde (a partir das 9 e 14 horas)

Não é necessário conhecimento prévio de dança

Mostra de Vídeodança

Data: 29 de abril

Horário: 17:30 horas

Local: Hall de entrada do Auditório Garapuvu, no Centro de Eventos

Mostra de Dança:

Data: 29 de abril

Horários: 18 horas

Local: Auditório Garapuvu, Centro de Eventos da UFSC

Capacidade: 400 pessoas

Lançamento de Livro

Data: 29 de abril,

Horário: 17 horas

Título: “Histórias da Dança”

Organizador: Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer

Editora: Udesc

Local: Piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC

Todos os eventos são gratuitos e abertos ao público.

Semana da Dança na UFSC

Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)

Comissão organizadora:

prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC

prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC

prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC

Janaina Santos/ Bailarina e Servidora – UFSC

Tags: dançaKravitzSeCArteUFSC

Conselho Universitário se reúne em sessão ordinária na próxima terça

20/04/2012 10:45

Será realizada na próxima terça-feira, 24, Sessão Ordinária do Conselho Universitário (CUn) da UFSC. A sessão começa às 8h30min na sala “Professor Ayrton Roberto de Oliveira” e pode ser acompanhada ao vivo.

Pauta:

1. Apreciação e aprovação das atas das sessões ordinária, realizada em 27 de março de 2012 e extraordinária, realizada 10 de abril de 2012.

2. Processo n.º 23080.017088/2011-12

Requerente: Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI)

Assunto: Abertura do Edital de Vagas/2013 para a comunidade em geral – aprovação da comissão para estudo do assunto.

Relatora: Conselheira Marília Teresinha Sangoi Padilha

3. Processo n.º 23080.002841/2011-75

Requerente: Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG)

Assunto: Apreciação e aprovação da Minuta de Resolução Normativa para uso do nome social por travestis e transexuais nos registros da UFSC.

Relator: Conselheiro Luis Carlos Cancellier de Olivo

4. Processo n.o 23080.014422/2012-67

Requerente: Centro de Ciências Jurídicas (CCJ)

Assunto: Sessão solene do Conselho Universitário em comemoração aos 80 anos do Curso de Direito da UFSC.

Relator: Conselheiro Ricardo José Araújo de Oliveira

5. Processo n.º 23080.014418/2012-07

Requerente: Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS)

Assunto: Apreciação e aprovação da Minuta de Resolução Normativa que dispõe sobre Servidor Técnico-Administrativo Voluntário.

Relator: Conselheiro Luiz Otavio Pimentel

6. Processo n.º 23080.048647/2011-36

Requerente: Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG)

Assunto: Apreciação da proposta de alteração da Resolução Normativa N.o1/CUn/2009, que estabelece as normas para o ingresso na    carreira do magistério superior na UFSC.

Relator: Conselheira Sônia Gonçalves Carobrez

7. Processo 23080.013905/2012-44

Requerente: Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG)

Assunto: Alteração da Resolução que trata do estágio Pós-doutoral na UFSC.

Relator: Conselheiro Valdir Rosa Correia

8. Processo 23080.014425/2012-09

Requerente: Biblioteca Universitária – Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA)

Assunto: Atribuir à Biblioteca o nome do Prof. Silvio Coelho dos Santos.

Relatora: Conselheira Maria de Lourdes Alves Borges

9. Processo 23080.001779/2012-85

Requerente: Centro de Ciências da Saúde – CCS

Assunto: Criação da Coordenadoria Especial de Fonoaudiologia.

Relator: Conselheiro Felício Wessling Margotti

10. Processo 23080.014428/2012-34

Requerente: Universidade Federal da Fronteira Sul e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina.

Assunto: Prestação de serviços pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU).

Apresentação: Professor Gilberto Angelo – Superintendente Adjunto da FAPEU

11. Informes Gerais.

Tags: ConselhosessãoUFSC

II Semana de Direito Autoral discute propriedade intelectual

20/04/2012 10:02

O Departamento de Inovação Tecnológica (DIT/PRPE/UFSC) e o Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (GEDAI/UFSC), em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (CTS/FGVRio) promovem nos próximos dias 26 e 27 de abril, no andar térreo do Departamento de Informática e Estatística (INE), Centro Tecnológico da UFSC, a II Semana do Direito Autoral, com transmissão pela internet.

No evento estão previstos seminários sobre Propriedade Intelectual e a busca de um equilíbrio desejado na Sociedade Informacional, além de workshops com apresentação das pesquisas que estão sendo realizadas pelos pesquisadores pertencentes ao GEDAI/UFSC e CTS/FGVRio sobre a Produção Cultural e a Socialização do Conhecimento. O evento também tem o apoio do Procultura/Capes/MinC.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento. Outras informações, além da programação completa, estão disponíveis no site www.direitoautoral.ufsc.br. Contatos pelo fone (48) 3721-9287, www.cpgd.ufsc.br e www.direitoautoral.ufsc.br, Twitter: @Marcos Wachowicz.

Tags: DireitoinovaçãopropriedadeUFSC

UFSC participa pela segunda vez do Dia Internacional do Ruído

20/04/2012 08:57

Pela segunda vez o curso de Fonoaudiologia da UFSC participa no próximo dia 25 do International Noise Awareness Day (INAD) ou Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, promovido no Brasil desde 2008 pela Sociedade Brasileira de Acústica (SOBRAC), com o apoio da Academia Brasileira de Audiologia (ABA), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e em especial do curso de Engenharia Acústica da UFSM. O tema da campanha nesse ano será “Bem estar garantido é bem estar sem ruído”.

Dentre as atividades que serão desenvolvidas em Florianópolis encontram-se uma gincana com os alunos do ensino médio do Colégio de Aplicação da UFSC e do Instituto Estadual de Educação (IEE), “caminhada educativa” dentro da UFSC no horário do almoço, um minuto de silêncio entre 14h25min e 14h26min, bem como a distribuição de materiais educativos em diversos locais do Campus, no IEE e em algumas unidades básicas de saúde.

A campanha é desenvolvida com o objetivo de conscientizar a população sobre o ruído e seus efeitos na saúde, na qualidade de vida e no meio ambiente, bem como mostrar a responsabilidade de cada um em reduzir o ruído gerado pelas atividades diárias. Deste modo, colaboradores autônomos e institucionais desenvolvem ações educativas em todo o território nacional, com o apoio de coordenadores nacionais, regionais e municipais.

A coordenação das atividades desenvolvidas pelos alunos e professores é da professora Simone Mariotto Roggia, do curso de Fonoaudiologia da UFSC, que também é a coordenadora estadual da campanha, juntamente com a fonoaudióloga Luciana Bramatti, de Chapecó.

Maioresinformações pelos telefones (48)37212277 ou (47)99187050 (Simone Mariotto Roggia), ou pelo e-mail  simoneroggia@yahoo.com.br.

Tags: FonoaudiologiaruídoUFSC

Teatro da UFSC recebe Monólogo de Miguel

19/04/2012 16:31

Apresentação faz parte da Semana Clarice

O Teatro da UFSC recebe a breve cena “Monólogo de Miguel”, nos dias 20 e 21 de abril, sexta e sábado, às 20 horas. A apresentação faz parte da programação da Semana Clarice, e é uma forma de tributo à sensibilidade e ousadia da notável escritora Clarice Lispector, umas das autoras mais lidas no Brasil. A Semana é uma realização do Programa de Ensino Tutorial de Letras (PET) da UFSC.

A dramaturgia da peça gira em torno de um escritor que, ao tentar escrever sobre a ira, descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega.

Depois de ser apresentada como ensaio aberto na IV Semana Ousada de Artes da UFSC/Udesc, e ter a estreia no 4º Festival de Breves Cenas de Teatro de Manaus, como único representante catarinense no evento, ocorrido em março último, esta é primeira vez que a peça é apresentada em Florianópolis.

A peça foi escolhida para o festival de Manaus, segundo a curadoria nacional do evento, devido à “diversidade da obra, valores estéticos e artísticos, bem como a representatividade do objeto de arte em questão, somada a sua originalidade, riqueza de linguagem, valorização da pesquisa e o seu potencial de diálogo estético travado com o público e artistas”.

Monólogo de Miguel, da companhia catarinense Apatotadoteatro, em parceria com o NELLOL (Núcleo de Estudos de literatura, Oralidade e Outras Linguagens/UFSC), tem texto de Jorge Luiz Miguel e direção de Gustavo Bieberbach e Ricardo Goulart. O monólogo tem a participação das atrizes Carol Boabaid e Fabiana Aidar e a expressiva atuação da atriz Ilze Körting, formanda do Curso de Artes Cênicas da UFSC, que também atua na peça.

A dramaturgia é densa e verdadeira, mexe com o sentir, toca com profundidade. Como Clarice bem disse: “pensar é o ato, sentir é o fato”. Segundo a atriz Ilze Körting: “Clarice nos marcou com sua força, ternura e sensibilidade, por isso dedicaremos o nosso trabalho para ela”.

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação da breve cena teatral “Monólogo de Miguel”

QUANDO: Dias 20 e 21 de abril de 2012, sexta e sábado, às 20 horas.

ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis – SC

QUANTO: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

DURAÇÃO: 30 minutos

CONTATO: (48) 9105-5939 – apatotadoteatro@gmail.com

Mais sobre Semana Clarice em:

http://noticias.ufsc.br/2012/04/13/semana-clarice-tem-inscricoes-prorrogadas-ate-dia-16/

O Teatro da UFSC faz parte do Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – www.dac.ufsc.br 

Fonte: [CW] DAC.SECARTE.UFSC, com material da produção.

Tags: Teatro UFSC

Na mídia: Falta de infraestrutura de dados espaciais limita pesquisa oceanográfica

19/04/2012 15:23

A inexistência de uma infraestrutura de dados espaciais integrada, aberta e e atualizada está atrapalhando a pesquisa oceanográfica no Brasil, de acordo com o professor Jarbas Bonetti, do Laboratório de Oceanografia Costeira da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A análise foi feita durante o workshop internacional Marine Data Management, realizado na sede da FAPESP nos dias 11 e 12 de abril.

Segundo Bonetti, pela falta de acesso a uma plataforma estruturada, que disponibilize dados de referência com acesso aberto, muitos cientistas e alunos de pós-graduação acabam investindo grande parte de seu tempo de pesquisa na geração de informações básicas, limitando o alcance de seus estudos. De acordo com ele, é preciso criar repositórios unificados de dados.

“Muitos doutorandos gastam boa parte do seu tempo de pesquisa na estruturação de uma base primária de dados. Com frequência, esse esforço não seria necessário, porque os dados já existem, entretanto, estão dispersos, não são interoperáveis, ou não estão disponíveis de forma aberta. Assim, durante anos, o aluno se dedica a um esforço exaustivo e no fim, na fase de interpretação, sobra pouco tempo e energia para que seja possível contribuir de forma efetiva para o avanço do conhecimento por meio de análises mais sofisticadas”, disse Bonetti à Agência FAPESP.

Bonetti analisou o impacto da falta de uma base de dados estruturada a partir de sua própria experiência de pesquisa, em um pós-doutorado realizado no Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar, em Brest (França), entre 2007 e 2008.

No estudo, Bonetti cruzou diversas bases de referência para elaborar um mapa aplicando o conceito de “paisagens marinhas”. Mais tarde, ao tentar replicar o trabalho no Brasil, esbarrou em sérias dificuldades.

“A instituição francesa tinha uma base de dados estruturada, por isso tive muita facilidade em chegar a resultados conclusivos e úteis para os gestores. A maior parte do meu esforço consistiu em desenvolver um arcabouço conceitual e propor uma alternativa metodológica para integrar diversos dados espaciais”, disse.

Dentro do conceito de paisagem marinha, segundo Bonetti, é possível partir de uma série de dados relativamente genéricos – como profundidade, temperatura de fundo, tipo de substrato, penetração da luz e intensidade de correntes – para compreender como a comunidade biológica se organiza em função das características ambientais que dão suporte ao estabelecimento dos diversos habitats.

“Com essa metodologia, a partir de dados relativamente simples, é possível obter um primeiro diagnóstico da estrutura da camada de fundo dos oceanos. Com isso, pode-se otimizar a escolha de locais sensíveis para gestão mais efetiva ou fazer pesquisas mais verticalizadas”, disse.

A partir dos dados básicos que estavam disponíveis na região do Parque Marinho do Iroise, , Bonetti construiu um modelo de paisagens marinhas em uma área do litoral da Bretanha, na França. “Quando terminei o pós-doutorado, fiquei empolgado com os resultados e tinha a perspectiva de replicar o estudo no Brasil, em uma área bastante importante do ponto de vista do sistema brasileiro de unidades de conservação, que é a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina”, disse.

No entanto, Bonetti logo percebeu a dificuldade para encontrar no Brasil esse tipo de dados em formato acessível. O cientista teve que se dedicar exaustivamente a levantar dados de referência.

“Dependi de muito trabalho braçal para gerar informações extremamente básicas. Dependi também da colaboração de colegas que cederam dados brutos, a partir do contato com ex-orientandos que  tinham ainda disponíveis suas tabelas originais. Foi preciso aprender muitas coisas secundárias à investigação propriamente dita e gastar um bom tempo que poderia ter sido investido em análises mais profundas”, explicou.

Depois da experiência na França, Bonetti se convenceu de que a estruturação de dados primários em uma base comum e aberta permite que o pesquisador se dedique menos ao esforço de tratamento primário e possa investir mais tempo de pesquisa na análise e desenvolvimento de alternativas para se trabalhar com dados espaciais, buscando estabelecer relações e identificar como diferentes variáveis se comportam de maneira conjunta no espaço.

“Existem dados que têm um caráter mais preciso e específico. Mas me refiro a dados que são primários e fundamentais, como batimetria – os dados relacionados à profundidade”, afirmou. Segundo ele, não há uma base de dados batimétricos aberta disponível online. As cartas náuticas existentes, por exemplo, são disponibilizadas em formato semelhante ao de fotografias digitais e não em formato vetorial, que permitiria seu reprocessamento.

“Quando precisamos desses dados, temos que carregar as cartas náuticas no computador, georreferenciá-las, criar um mosaico e clicar com um mouse em cada um dos pixels que têm valor de profundidade. Isso transforma uma tarefa de dias em um trabalho de semanas ou meses”, afirmou.

As folhas topográficas em escala mais usadas nos projetos de pesquisa oceanográfica associada à plataforma continental interna, segundo Bonetti, baseiam-se em fotografias aéreas da década de 1960, com problemas de articulação – o que gera dificuldades para emendar as linhas de costa de uma carta em outra. Também são escassos os dados de altimetria nas áreas costeiras, fundamentais para quem trabalha na dinâmica de praias e avaliação da suscetibilidade costeira à subida do nível do mar.

“Eventualmente algumas prefeituras têm esses dados, ou alguns grupos fizeram levantamentos desse tipo, mas tudo isso está disperso e é de difícil acesso. Muito do esforço de coleta de dados está associado a projetos de pesquisa individuais. Esses dados acabam ficando muito restritos aos grupos que os produziram e o acesso depende de contatos pessoais”, afirmou.

Outro problema recorrente, segundo Bonetti, é a falta de metadados – as informações que explicam e contextualizam os dados. “Sem os metadados, o dado perde confiança e não pode ser articulado com outros dados semelhantes”, disse.

Bonetti sugere que, para contornar o problema, é fundamental que o poder público invista em programas de pesquisa que tenham continuidade e no qual os serviços de provisão de dados funcionem de maneira regular e eficiente. “Dados de referência como linha de costa, altimetria, batimetria, tipo de fundo e uso do solo precisam estar disponíveis para qualquer cientista ao alcance de um clique”, disse.

Segundo Bonetti, é fundamental também criar uma consciência de que o dado produzido por pesquisas financiadas com dinheiro público precisa ficar publicamente disponível.

“É preciso garantir a propriedade intelectual do dado, dar um tempo de carência para o pesquisador publicá-lo e é preciso estabelecer um padrão comum para que os dados sejam posteriormente comparáveis com outros. Mas o principal é criar uma cultura que veja o dado financiado pelo Estado e pelas agências públicas de fomento como um bem público”, disse.

Fonte: Agência Fapesp

Tags: jarbas bonettioceanografiareserva biológica marinha do arvoredoUFSC

Jovem dramaturgo é duplo vencedor do Concurso Rogério Sganzerla

19/04/2012 15:04

Revelação: resultado divulgado nesta quarta-feira (18), em noite de lançamento do livro de Glauber Rocha, confere a André Felipe Costa Silva os dois prêmios do concurso promovido pela Editora da UFSC

André Felipe Costa Silva conquista os dois prêmios do concurso promovido pela Editora da UFSC

O Concurso Rogério Sganzerla de Roteiros para Cinema e Teatro, promovido pela Editora da UFSC, revelou na noite desta quarta-feira (18) um novo talento da dramaturgia catarinense. Sob os pseudônimos Ariosto Montanha e Moreno Auc, André Felipe Costa Silva foi duplamente vencedor do concurso, para surpresa do público, que esperava dois primeiros colocados. O nome do ganhador foi divulgado pela secretária de Cultura e Arte Maria de Lourdes Borges, em cerimônia na sede da Fundação Cultural Badesc, quando a Editora da UFSC também lançou a reedição de Riverão Sussuarana, única obra literária do cineasta Glauber Rocha publicada em vida, que estava esgotada no Brasil há mais de três décadas.

Formado em Artes Cênicaspela Udesc em 2009 e mestrando em dramaturgia pelo Instituto Universitário Nacional Del Arte. (az.klimt@gmail.com), de Buenos Aires, André arrebatou os dois prêmios, por uma decisão unânime da comissão julgadora, com dois roteiros para teatro: Suéter laranja em dia de luto e Não sempre. “Temos com certeza uma revelação da dramaturgia aí”, assinalou o diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros. “Duas criações premiadas de um mesmo autor mostram talento e consistência”. Segundo o autor, ambas são suas primeiras experiências completas com roteiro para teatro, mas ele já fez algumas adaptações e está concluindo um terceiro roteiro chamado “A distância” que deverá também dirigir.

Como prêmio, André terá seus roteiros publicados ainda este ano em forma de livro junto com a biografia do autor e ainda três ensaios comentando suas peças assinados pelos integrantes do Júri, as professoras do Curso de Cinema da UFSC Clélia Mello, Dirce Waltrick do Amarante, do Curso de Artes Cênicas, e Márcio Markendorf, do Curso de Literatura. Ator do grupo Dearaque Cias, que participou da Maratona Cultural com a peça Medo de morrer longe de ti, André não estava presente na cerimônia e recebeu a notícia do resultado na manhã do dia seguinte (19) por telefone. “Fiquei muito surpreso e feliz”, diz o artista, que completou 25 anos no dia 14 último. A alegria aumentou porque foi triplamente vencedor: no mesmo dia, seu grupo de teatro também ganhou o Edital Nelson Rodrigues, da Funarte, com uma peça em comemoração ao centenário de nascimento do autor.

Por considerar as peças de André muito superiores as demais criações apresentadas, entre um total de 15 roteiros inscritos para teatro e cinema, a comissão decidiu premiar duas obras do mesmo gênero. Um dos inscritos foi desclassificado porque se tratava de um romance, explica Célia, que se surpreendeu com a escrita distinta das peças vencedoras, Suéter laranja mais leve e tragicômica e Não sempre mais dramática. “Pareciam duas personalidades muito distintas e não o mesmo autor. Essa maleabilidade mosra que existe aí um artista de fato”, comentou a presidente do Júri.

O ANO GLAUBER ROCHA

Antes da revelação do resultado, a Editora da UFSC promoveu uma mesa-redonda para discutir a importância do romance Viverão Sussuarana, de Glauber Rocha que foi lançado no mesmo evento para o Brasil. “Com essa publicação e a anterior, sobre a produção ensaística do cineasta catarinense Rogério Sganzerla, cumprimos um compromisso perseguido há dois anos de resgatar a obra literária de cineastas e intelectuais importantes para a cultura brasileira”, registrou Sérgio Medeiros.

Ao abrir a mesa-redonda, Jair Fonseca, que assina o posfácio do livro com o ensaio “Guimarães Rocha e Glauber Rosa”, salientou o grau de experimentação e ousadia com que o diretor de Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe brinca com os mitos sagrados da cultura brasileira, como a figura do sertanejo e o próprio significado emblemático de Guimarães Rosa, autor de Grande sertão: veredas, que vira personagem da desnovela do cineasta tropicalista. “O romance é uma injeção de estímulo nos dias de hoje, quando a literatura brasileira se tornou tão careta”.

A intersecção pela linguagem e pela travessia do sertão entre os dois autores brasileiros, que dividem, além das iniciais, uma intertextualidade com a obra de James Joyce, outro inovador da linguagem narrativa, foi aprofundada pela professora Dirce. “Sua obra subverte as classificações de gênero, misturando novela, literatura de cordel, teatro, romance, poesia, música”, explica. Para ilustrar o painel, alunos do Curso de Artes Cênicas dirigidos por ela apresentaram uma divertida leitura performática da peça de teatro contida no romance, dando vida aos personagens sertanejos, coronéis e jagunços dessa parte da narrativa, de modo que os 30 anos da morte de Glauber foram bem marcados em Florianópolis.

Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 9911-0524 – 3721-9459

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Fóruns da nova administração já têm datas definidas

19/04/2012 11:48

Professoras Roselane Neckel e Lúcia Pacheco

Foram definidas as datas para a realização dos fóruns de planejamento para a nova gestão da UFSC (2012-2016).  São nove sessões temáticas programadas para os dias 2, 3 e 4 de maio, no auditório do Centro de Cultura e Eventos.

O objetivo é apresentar para a comunidade universitária a síntese do diagnóstico realizado pela Equipe de Transição, para após discussão crítica e propositiva do público, avançar na construção de diretrizes e na elaboração de políticas para a administração das professoras Roselane Neckel e Lúcia Pacheco, que tomam posse no próximo dia 10 de maio.

A programação completa será divulgada no site da UFSC e nas redes sociais em que a UFSC está presente: Facebook, Twitter e Google+.

Informações: planejamentoreitoria@gmail.com; roselane@ced.ufsc.br ; (48) 9944-9414; carlos.vieira@ufsc.br; (48) 9915-3653.

Tags: FórunsgestãoplanejamentoUFSC

Semana da Dança da UFSC: inscrições para oficinas começam nesta quinta-feira

18/04/2012 17:43

Inscrições para  participantes das oficinas de dança estão abertas a partir de quinta-feira, 19, pelo e-mail: dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Programação inclui mostras de dança e videodança, performances, workshop e conferência com Martin Kravitz.

Dança étnica, dança clássica, moderna e contemporânea, dança experimental. Todos os tipos de dança serão reverenciados durante a Semana da Dança da UFSC, que a Secretaria de Cultura e Arte abre neste domingo, 22, às 9:30, com um Workshop ministrado pelos bailarinos internacionais Martin Kravitz e Fabíola Biasoli. Até o dia 29 de abril, quando se comemora em todo o mundo o Dia da Dança, o campus universitário será palco de uma programação intensa dedicada a essa arte, toda gratuita e aberta ao público. As atividades incluem mostras e performances ao vivo, videodança, conferência multimídia com Kravitz sobre a história da dança, lançamento de livro e oficinas.

As inscrições gratuitas para as oficinas abrem na quinta-feira, 19, pelo e-mail dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Qualquer pessoa pode participar dos cursos práticos de dança indiana, dança de salão, tango, danças circulares, dança contemporânea, dança do ventre, dança afro, balé clássico, entre outras modalidades, que ocorrerão no dia 27 de abril, nos períodos da manhã e da tarde, com início às 9 e 14 horas, nas salas de dança do Centro de Desportos e nas salas do Curso de Artes Cênicas da UFSC, bastando levar uma roupa apropriada para se movimentar. Somente as inscrições para ministrantes e participantes do Workshop já se encerraram.

Dois momentos com Martin Kravitz

“Movimento/Voz/Criação” é o nome do Workshop que Martin Kravitz fará com Fabíola Biasoli, nos dias 22 e 23 de abril, das  9:30 às 12:30 e das 14 às 17 horas, o Laboratório de Dança B do Bloco 5 do Centro de Desportos da UFSC. Com 25 vagas, o curso é voltado para profissionais e estudantes da área artística (dança, teatro, performance, música).

Na terça-feira (24/4), às 9:30 h, Kravitz fará uma conferência multimídia sobre “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”  (Uma Vida na Dança: Pontes artísticas entre épocas e continentes). Com tradução simultânea e recursos multimídia, a conferência ocorrerá no auditório do Centro de Ciências da Educação, que tem capacidade para 80 lugares.

Nascido nos Estados Unidos, Kravitz fará uma introdução sobre sua experiência em dança; principais influências artísticas; história profissional como bailarino,  professor e coreógrafo. A seguir apresentará vídeos com partes de espetáculos de artistas que influenciaram sua carreira, como “Night Journey”, de Martha Graham; “The Moor’s Pavane”, de José Limon e “Dreams” or “Rooms”, de Anna Sokolow. Exibirá fotos de espetáculos de Anna Sokolow e mostrará, em DVD, uma pesquisa com a voz de Meredith Monk. Por fim, o astro falará sobre o processo de criação de seu novo solo e mostrará imagens em vídeo do solo: “Rends-moi tes Mensonges”.


Performance, mostras e lançamento

As performances ocorrerão nos dias 25 e 26 de abril em diversos espaços alternativos do campus universitário ao longo do dia. Para o dia 29 – Dia Internacional da Dança – estão programadas duas grandes atividades: a mostra de videodança, que ocorrerá às 17h30min, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, e a Mostra de Dança, que ocorrerá no Teatro Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos, com capacidade para 400 pessoas, a partir das 18 horas. “Será o momento mais colorido do evento, com a exibição de coreografias de diversos estilos e grupos de Santa Catarina”, explica a bailarina Janaína Santos, uma das coordenadoras.

Ainda no dia 29, às 17 horas, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC ocorrerá o lançamento do livro “Histórias da Dança”. Organizada por Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer, a publicação da editora da Udesc traz uma coletânea de ensaios sobre os diferentes movimentos históricos dessa arte. Promovida pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, em parceria com professores do Curso de Artes Cênicas e Centro de Desportos, a Semana oferece a possibilidade de vivenciar um mosaico de modalidades e ritmos diferenciados de dança. “Também queremos proporcionar o acesso à pesquisa e ao conhecimento teórico sobre essa área”, explica a secretária Maria de Lourdes Borges.

Por: Raquel Wandelli
Assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC
www.secarte.ufsc.br
Fones: (48) 3721-9459 e 9911-0524
raquelwandelli@yahoo.com.br

 

Mais informações:
dia.da.danca.ufsc@gmail.com
Coordenadora: Janaína Santos
janainasantos@reitoria.ufsc.br (Preg – 37218307 e 99597213)


Semana da Dança na UFSC:

Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)
e Comissão organizadora:
prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC
prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC
prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC
Janaina Santos/ Bailarina e Servidora – UFSC

Programação da I Semana de Dança na UFSC  – 22 a 29 de abril de 2012 – Campus Universitário

Workshop “Movimento/Voz/Criação”
Ministrantes: Martin Kravitz e Fabíola Biasoli
Data: 22 e 23/abril
Horário: 09:30 às 12:30 e das 14;00 às 17:00 horas
Local: Laboratório de Dança B – Bloco 5 – CDS/UFSC
Vagas: 25
Necessário conhecimento prévio de dança ou teatro

Vídeo conferência: “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”
Conferencista: Martin Kravitz
Data: 24/abril
Horário: 9 as 12 h
Local: Auditório do CED
Capacidade: 80 pessoas

Performances no Campus
Data: 25 e 26 de abril
Local: Campus da UFSC
Horários serão divulgados no início da Semana da Dança

Oficinas de Dança:
Data: 27 de abril
Local: Campus da UFSC (inscrições a partir de 19/4)
Períodos: Manhã e Tarde (a partir das 9 e 14 horas)
Não é necessário conhecimento prévio de dança

Mostra de Vídeo-Dança
Data: 29 de abril
Horário: 17:30 horas
Local: Hall de entrada do Auditório Garapuvu, no Centro de Eventos

Mostra de Dança:
Data: 29 de abril
Horários: 18 horas
Local: Auditório Garapuvu, Centro de Eventos da UFSC
Capacidade: 400 pessoas

Lançamento de Livro
Data: 29 de abril
Horário: 17 horas
Título: Histórias da Dança
Organizador: Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer
Editora: Udesc
Local: Piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC

Todos os eventos são gratuitos e abertos ao público.

Tags: semana de dança da ufscUFSC

V Simpósio sobre Imunologia tem início na UFSC

18/04/2012 17:00
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O Simpósio acontece até sexta, 20/04 - Foto: Wagner Behr

Professores e pesquisadores reuniram-se nesta quarta, 18/04,  para debater manipulação antigênica de células dendríticas, vacinas, tumores e  mecanismos de alergia no V Simpósio Sul de Imunologia (V SSI). Dentre as atrações do evento, estão as palestra do professor Juan Lafaille da New York University/USA e do professor Nelson Vaz da Universidade Federal de Minas Gerais. O Simpósio acontece até sexta, 20/04, no hotel Quinta da Bica D´Dágua, em Florianópolis.

O simpósio é um evento itinerante entre os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Tem como função incentivar a interação científica e acadêmica entre professores, pesquisadores, graduandos e pós-graduandos na área de imunologia do Sul e de outras regiões do Brasil. A expectativa dos organizadores é que a cada encontro os estudantes da área de saúde (como farmácia e medicina) e biologia sejam estimulados a discutir e pesquisar sobre o tema.

Segundo o professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da UFSC e organizador do evento, André Báfica, a criação do SSI foi importante para o amadurecimento da pesquisa imunológica na região. “Movimentou uma área do conhecimento que no sul do Brasil não era tão desenvolvida”, conclui. No local do evento estão expostos 30 pôsteres de trabalhos realizados por alunos da UFSC e outras universidades.

O professor Sérgio Costa da Universidade Federal de Minas Gerais realizou homenagem póstuma ao professor Henrique Lenzi, importante médico e pesquisador da área de patologia. Cientista notável e querido por colegas e alunos, Lenzi faleceu em setembro de 2011.

Confira a programação no site do evento.

Por Ricardo Pessetti/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: imunologiaUFSC

UFSC Araranguá promove competição de carrinho de rolimã

18/04/2012 15:08

Equipes da UFSC Araranguá que participaram da competição de carrinhos de rolimã

Aconteceu neste último fim de semana, 14 e 15 de abril, a I Competição Universitária de Carrinhos de Rolimã, que teve por objetivo promover a integração da comunidade acadêmica do Campus da UFSC em Araranguá.

Seis equipes participaram da competição: RollerCoaster, Track & Field, Rolamentos do Asfalto, UniversiOtários, TI Racer, Araranguá Intruders. O curso de Fisioterapia participou do evento com uma equipe de primeiros socorros, que acompanhou toda a competição.

No primeiro dia, as equipes construíram ou aperfeiçoaram seus carros em uma oficina improvisada próximo à cantina do Campus. No segundo dia, as equipes testaram e participaram das provas na pista de corrida, um trecho da Avenida Sete de Setembro que foi fechado pela Polícia Militar especialmente para o evento. Como resultado final,  em primeiro lugar ficou a equipe RollerCoaster, em segundo, a equipe TI Racer e a Rolamentos do Asfalto em terceiro lugar.

Mais informações:
http://ararangua.ufsc.br/

Tags: Campus de Araranguácompetição carrinho de rolimãUFSC

Jornada debate técnicas e recursos de cirurgia plástica

18/04/2012 12:30
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Cerca de 300 especialistas do Brasil, América do Sul, Estados Unidos e França estarão reunidos durante a 28ª Jornada Sul-Brasileira de Cirurgia Plástica, entre 19 e 21 de abril, no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis. O evento promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) nacional, com organização da seccional catarinense, tem como tema central Face e Nariz, mas também serão discutidos outros assuntos atualmente em evidência, como o uso clínico de células-tronco, as próteses de silicone importadas, complicações cirúrgicas, perícia e propaganda médica.

A agenda de mesas-redondas, conferências, videodemonstrações, cursos, apresentação de trabalhos científicos e exposição de produtos e serviços proporcionará uma intensa atualização sobre operações estéticas e reparadoras, com especial atenção ao segundo tipo. Apesar de 73% das 629 mil intervenções plásticas realizadas anualmente no Brasil terem fins estéticos, conforme pesquisa do Instituto Datafolha, o evento enfatizará o caráter reparador, ou seja, a função de corrigir ou minimizar em adultos e crianças quadros de malformação congênita e sequelas ocasionadas por doenças e acidentes. “Queremos dar mais visibilidade a este aspecto, que é o objetivo original da cirurgia plástica”, afirma Zulmar Accioli, professor do Departamento de Cirurgia do Centro de Ciências da Saúde da UFSC e presidente do evento e da SBCP-SC.

Os convidados internacionais da Jornada, que é realizada em sistema de rodízio nos três estados do Sul desde 1984, são o doutor em medicina Steven Dayan, referência em rinoplastia (cirurgia de nariz) nos Estados Unidos, e a PhD em medicina Lina El Kassar, da França, que irá proferir conferência sobre os estudos com células-tronco. “Ela vem desmistificar e mostrar que há muitas esperanças, mas ainda estamos engatinhando no assunto. Muito do que se vê na mídia não é verdade”, explica o médico anfitrião. Do exterior, também estão inscritos profissionais de diversos países sul-americanos, que acompanharão colegas brasileiros como ouvintes e ainda apresentando relatos científicos.

 

Face e Nariz

O rosto é a região do corpo mais difícil para operações plásticas porque detém o maior número de traços da identidade do indivíduo e também por concentrar o mais complexo conjunto de músculos, glândulas e nervos. São eles os responsáveis pela mecânica dos órgãos que induzem à percepção de praticamente todos os sentidos: visão, audição, olfato e paladar, além de serem sensíveis ao tato. Deve-se considerar ainda que por meio de alguns destes aparelhos se exerce as funções da fala, respiração e ingestão de alimento. Portanto, requer dos especialistas estudos profundos e atualização constante. “A cirurgia da face é muito delicada e cheia de detalhes. Normalmente, os cirurgiões mais preparados se dedicam bastante a ela”, conta Accioli.

 

Trabalhos científicos
Cirurgiões plásticos do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Uruguai apresentarão 28 conclusões empíricas inéditas sobre os mais diversos aspectos da especialidade. São novidades na maneira de operar e no uso de recursos que aprimoram ou facilitam a atividade profissional, oferecendo benefícios maiores para o paciente. Conforme Accioli, “só há trabalhos científicos na Jornada Sul-Brasileira e no Congresso Brasileiro, por isso que esta agrega mais importância”.

 

Encontro dos Residentes
O 12° Encontro de Residentes do Cone Sul é outro ponto da programação realizado em paralelo somente nas jornadas sul-brasileiras. Vinte e oito médicos-residentes em cirurgia plástica, atuantes em hospitais e clínicas do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Uruguai, também versarão sobre suas experiências em temas livres.

 

Revista
Os anais da 28ª Jornada Sul-Brasileira de Cirurgia Plástica reúnem 55 artigos científicos oriundos de diversos estados da Federação, em especial da região Sul. O volume deste ano, de número 41, tem cerca de 200 páginas e foi editado pelo cirurgião plástico Jorge Bins-Ely. Serão distribuídos 300 exemplares da publicação durante o evento e também enviados a bibliotecas de escolas de medicina. A revista é indexada no LILACS, o mais importante e abrangente índice da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe. A maioria dos trabalhos será apresentada pelos próprios autores durante a Jornada e dois deles serão premiados: o melhor na categoria Cirurgia Plástica Restauradora leva o Prêmio Rodrigo d’Eça Neves e, na categoria Estética, o Prêmio João Francisco do Valle Pereira. Cada um receberá R$ 1 mil. Evandro Parente, Stella Abdalla e Vilberto Vieira, cirurgiões de Florianópolis, formaram a banca avaliadora.

 

Homenagens
A SBCP prestará homenagem a quatro personalidades na sessão solene de abertura, dia 19, às 20h. Pela contribuição ao desenvolvimento desta especialidade médica, respectivamente no Estado e no País, o diretor científico da regional catarinense, João Francisco do Valle Pereira, e o diretor-geral do Departamento de Eventos Científicos da entidade nacional, Níveo Steffen, do Rio Grande do Sul. Farid Hakme, do Rio de Janeiro, ganha reconhecimento da categoria como presidente de honra da Jornada. E o deputado federal Paulo Roberto Bornhausen, atual secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina, pela proposição da Lei n° 9608 de 18/02/1998, aprovada em seu primeiro mandato na Câmara Federal. A conhecida Lei do Serviço Voluntário regulamentou a prestação de ofício espontâneo no País, permitindo que estudantes, profissionais (muitos médicos inclusive) e a população em geral exercessem o voluntariado sem os impedimentos implicados na legislação trabalhista vigente.

 

Ação humanitária
A SBCP, em conjunto com o Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário (HU/UFSC), está realizando nesta quarta, 18/04, uma ação humanitária para operar gratuitamente 20 portadores de câncer de pele. Uma equipe de dez médicos, formada por cirurgiões do próprio hospital e por convidados da SBCP, atende pacientes já pré-selecionados de diversas localidades do Estado. Esta atividade social tradicionalmente ocorre na véspera de congressos, jornadas e encontros realizados pela SBCP durante o ano no País.

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

19/04 – quinta-feira

 

*08h00 às 08h30: inscrições

*08h30 às 10h00: Encontro de Residentes

*10h00 às 10h30: coffee-break e visita aos expositores

*10h30 às 12h00: Encontro de Residentes

*12h00 às 13h30: curso Rinoplastia Avançada

*13h30 às 15h00: mesa-redonda 01 – Face

*15h00 às 16h00: demonstração cirúrgica videoeditada I – Face

*16h00 às 16h30: coffee-break

*16h30 às 18h00: mesa-redonda 02 – Face

*18h00 às 19h00: Programa de Educação Continuada (PEC) – A Verdade Sobre os Implantes PIP

*20h00: sessão solene de abertura

 

20/04 – sexta-feira

 

*08h00 às 09h00: apresentação de trabalhos científicos

*09h00 às 10h00: mesa-redonda 03 – Órbito-Palpebral

*10h00 às 10h30: conferência I – Uso Clínico da Célula-Tronco – Estado Atual > Lina El Kassar (França)

*10h30 às 11h00: coffee-break e visita aos expositores

*11h00 às 12h00: mesa-redonda 04 – Procedimentos

*12h00 às 12h30: conferência II – Up to Date em Cirurgia Plástica > Farid Hakme (RJ)

*12h30 às 13h30: workshop com lunch box – Silimed

*13h30 às 15h00: mesa-redonda 05 – Rinoplastia

*15h00 às 16h00: demonstração cirúrgica videoeditada II – Rinoplastia

*16h00 às 16h30: coffee-break e visita aos expositores

*16h30 às 18h00: mesa-redonda 06 – Rinoplastia

*18h00 às 18h30: conferência III – The Science of Beauty > Steven Dayan (EUA)

*18h30 às 19h30: curso Perícia Médica

 

21/04 – sábado

 

*08h00 às 09h00: apresentação de trabalhos científicos

*09h00 às 10h00: mesa-redonda 07 – Face

*10h00 às 11h00: mesa-redonda 08 – Paralisia Facial – Estágio Atual

*11h00 às 11h30: coffee-break e visita aos expositores

*11h30 às 12h20: conferência IV – Nova Resolução do CFM Sobre Propaganda Médica

*12h20 às 12h50: Medicina Baseada em Evidência: Núcleo Científico

*12h50 às 14h00: mesa-redonda 09 – Complicações

 

Mais informações: (48) 3721-8058, 9972-0991 ou www.sbcp-sc.org.br.

Fonte: Marcos Reichardt Cardoso/ Jornalista

 

 

 

(48) 9972-0991

marcosreichardtcardoso@yahoo.com.br

Tags: cirurgia plástica

PF investiga autoria de cartas anônimas distribuídas no Campus

18/04/2012 10:42

A Polícia Federal (PF) vai investigar a procedência e autoria dos documentos apócrifos que circulam há meses no Campus denegrindo a imagem de dirigentes e lideranças da UFSC. A solicitação foi formalizada oficialmente pela Administração Central ao superintendente da PF – Região de SC, Ademar Stocker, representado (na reunião) pelo delegado Ildo Rosa, que já assumiu as investigações.

Segundo Ildo, o fato é “grave e preocupante, pois não se trata de uma questão meramente pessoal, mas ganha contornos institucionais”. Para ele, as cartas anônimas atingem diretamente a credibilidade e o conceito da UFSC. “A nossa missão também é a de preservar as instituições e o Serviço Público em geral”. A identificação e responsabilização dos autores serão prioridades da delegacia especializada para esses casos que recém-assumiu.

Ofício do reitor para a PF

Tags: cartasPolícia federalUFSC

Jornadas Bolivarianas discutem o Caribe de 23 a 25 de abril na UFSC

18/04/2012 10:33

No mais das vezes, no senso comum, quando se pensa o Caribe,  imaginam-se    cruzeiros, ilhas paradisíacas, drinques exóticos. Poucos são aqueles que relacionam essa parte do mundo com revolução, luta popular, libertação. Pois o Caribe é tudo isso. Primeira região vista pelos invasores em 1492, as ilhas do Caribe foram espaço de colonização, da ascensão do açúcar, reino dos piratas e também berço de revoluções importantíssimas como a do Haiti, onde os negros escravos realizaram a façanha de serem os primeiros a formar uma nação livre naquele espaço geográfico. Depois, bem mais tarde, foi a vez de Cuba, com a inovadora revolução de 1959, que trouxe para a América Latina a possibilidade do socialismo. Também é no Caribe que estão os paraísos fiscais para onde escorre o dinheiro da elite latino-americana e dos ladrões de casaca. Hoje, podemos ouvir falar do Caribe quase todos os dias, já que o Brasil se presta à criticada missão de comandar a ocupação militar no Haiti  há anos. Assim que essa região está muito mais próxima de nós do que imaginamos. E é por isso que o Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC) fez do Caribe o seu tema das Jornadas Bolivarianas deste ano.

Durante três dias inteiros deste seminário internacional,  que acontece há oito anos na UFSC,  desfilarão pelas mesas de conferência os temas mais candentes relacionados a essa parte do planeta que, apesar de tantas colonizações diferentes, e tantas línguas, faz parte da grande Abya Yala, a terra do esplendor conhecida também como “As Três Américas”.

A região do Caribe é um espaço localizado no lado leste da América Central e unifica, dentro do Mar do Caribe, uma série de pequenas ilhas/países também conhecidas como Antilhas. São elas: Antígua e Barbuda, Aruba, Bahamas, Barbados, Cuba, Dominica, Granada, Guadelupe, Haiti, Ilhas Caimãs, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens, Jamaica, Martinica, Porto Rico, República Dominicana, Saint Barthélemy, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago. Vivem ali mais de 14 milhões de pessoas.

A Bacia do Caribe também é de interesse estratégico no que diz respeito a rotas comerciais, uma vez que cerca de metade da carga exterior dos EUA e as importações de petróleo bruto circulam através das vias navegáveis deste pequeno espaço de mar e ilhas. Nos anos 70 todos estes estados insulares observaram que, diante do assédio dos países centrais, era mais do que necessário empreender uma união. Foi quando nasceu o Caricom, Mercado Comum e Comunidade do Caribe, visando entrar na lógica dos blocos econômicos. Naqueles dias Cuba não podia ser admitida, vindo a integrar o Caricom só em 1998,  e ainda como observadora.
Como o Caribe é uma região bastante desfocada na realidade dos brasileiros,  também há poucas informações sobre as relações comerciais que se estabelecem entre o bloco do Caricom e o Brasil. Ainda assim, sabe-se que de tudo o que foi importado desta região, o maior fluxo vem da ilha de Trinidad Tobago (98%, segundo estudos de Débora Barros Leal Farias – Rev. Bras. Polít. Int. 43 (1): 43-68 [2000]), basicamente derivados do petróleo e gás natural. O Brasil tem embaixadas em apenas seis dos países do Caribe e mantém relações com as Ilhas Caimãs, onde existem vários escritórios de negócios tocados por brasileiros.

Com o advento da ALBA ( Aliança Bolivariana para os Povos da América Latina), em 2004, impulsionada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, novas relações começaram a se formar no âmbito do Caribe, dentro de uma perspectiva mais equânime e isso também deu outra coloração à discussão sobre os problemas da região do Caribe. Não mais a lógica colonial imposta pelos Estados Unidos, disposto a manter essa região sob seu domínio e em estado de dependência. A ALBA inaugura outra relação no campo da cooperação energética, cultural e econômica.

Em função de todas estas questões, os pesquisadores do IELA observaram que a região do Caribe deveria receber mais atenção da comunidade científica. E, é justamente a isso que o debate das Jornadas Bolivarianas se propõe. O IELA traz a renomada professora Digna Castañeda, responsável pela Cátedra do Caribe na Universidade de Habana/Cuba; o professor Norman Girvan, jamaicano radicado em Trinidad y Tobago, que têm vários livros escritos sobre o Caribe; Carlos Martínez, da Universidade Nacional da Colômbia, também de larga experiência nos estudos caribenhos e Maria Ceci Misozcky, da UFRGS, que tem realizado um estudo sistemático no Haiti há vários anos. Essa diversidade de olhares montará um painel revelador dos dramas, desafios e sucessos da gente caribenha.

As jornadas ainda lançam os livros: “Em luta pela terra sem mal: a saga Guarani contra a escravidão na Bolívia”, de Juliana dal Piva, o “Anuário Educativo Brasileiro”, organizado por Nildo Ouriques e Guadelupe Terezinha Bertussi, e  “Em Busca da Utopia: a caminhada da reportagem no Brasil, dos anos 50 aos anos 90”, da jornalista Elaine Tavares. Ainda haverá apresentação de trabalhos e uma exposição da artista plástica Diana Roman Durante.

As atividades acontecem de 23 a 25 de abril de 2012, no Auditório da Reitoria da UFSC, começando no dia 23 às 18h30min.

 

JORNADAS BOLIVARIANAS

8a. Edição . 2012

 

23 DE ABRIL 

Noite: Auditório da Reitoria da UFSC

18:30 – Abertura oficial das VIII Jornadas Bolivarianas

19:00 – Conferência de abertura:

O Caribe, região estratégica do imperialismo

Digna Castañeda

Presidenta da Cátedra do Caribe

Universidad de La Habana (Cuba)

 

24 DE ABRIL 

Manhã: Auditório da Reitoria da UFSC

 

9:00 h – Apresentação do livro:

Em luta pela terra sem mal: a saga Guarani contra a escravidão na Bolívia

Juliana dal Piva

 

09:15 h – Conferência:

Os estudos sobre o Caribe

Carlos Martínez

Universidad Nacional de Colómbia

(Colômbia)

 

Tarde: UFSC e Hall da Reitoria da UFSC

 

14h30 h – 18:00 h:

Apresentação de Trabalhos

 

Noite: Auditório da Reitoria

 

18:30 h – Apresentação do livro:

Anuário Educativo Brasileiro

Nildo Ouriques

 

18:45 h – Conferência:

O Caribe: dependência e subdesenvolvimento

Norman Girvan

(Jamaica/Trinidad Tobago)

 

25 DE ABRIL DE 2012

 

Manhã: Auditório da Reitoria

 

9:00 h – Conferência:

A realidade do Haiti

Maria Ceci Misozcky

UFRGS

(Brasil)

 

Tarde: UFSC e Hall da Reitoria da UFSC

 

14:30 h – 18:00 h:

Apresentação de Trabalhos

 

Noite: Auditório da Reitoria

 

19:00 h –  Mesa Redonda:

Os movimentos sociais e as lutas populares
Digna Castañeda, Carlos Martínez, Norman Girvan

 

22:00 h – Confraternização

Festa Caribenha

 

Informações com Elaine Tavares  – 48.37216483 ou 99078877

www.iela.ufsc.br  – www.jornadasbolivarianas.blogspot.com

iela@iela.ufsc.br

 

Fonte: Elaine Tavares/jornalista no IELA

 

Tags: CaribejornadasUFSC

Curso de Ciências Contábeis auxilia comunidade universitária na declaração do Imposto de Renda

18/04/2012 09:46

O Curso de Ciências Contábeis da UFSC comunica à comunidade universitária que oferecerá no período de 17 a 25 de abril auxílio para a elaboração do Imposto de Renda de Pessoa Física/2012.

Os  interessados podem se dirigir à sala 116, Bloco D, primeiro andar do Centro Sócio-Econômico, com os documentos necessários à declaração. Como forma de contribuição, solicita-se a doação de um pacote de fralda geriátrica ou uma lata de leite em pó, que serão destinados ao Lar dos Velhinhos de Zulma e ao Lar Recanto do Carinho. A iniciativa é dos professores Maria Denize Henrique Casagrande e Sérgio Murilo Petri

Informações: 3721-6622 / 3721-6632

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Glauber Rocha volta à cena com reinvenção do romance

18/04/2012 09:36
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O diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros, também é o editor da obra

No aniversário de 30 anos da morte de Glauber Rocha, a Editora da UFSC resgata a dívida do Brasil com a obra literária de um dos seus mais inovadores e criativos artistas e intelectuais, que revolucionou o cinema e reinventou a língua portuguesa. Riverão Sussuarana, o único e definitivo romance do mentor do Cinema Novo, esgotado há mais de três décadas, ganha uma nova edição, publicada pela EdUFSC em parceria com o Instituto Itaú Cultural.O lançamento da obra ocorrerá em Florianópolis, no dia 18 de abril, às 19h, na Fundação Cultural Badesc, junto com a divulgação do resultado do Concurso Rogério Sganzerla: Roteiros (Cinema e Dramaturgia), promovido pela Secretaria de Cultura e Arte e Editora da UFSC em 2011.

Polêmico, vociferante, ousado, erudito e transgressor, Glauber sempre será um marco na cultura brasileira. Para dar visibilidade a esse acontecimento de repercussão nacional, a Editora programou três atividades culturais no mesmo dia em homenagem ao artista, além do lançamento do livro. O evento começa com uma mesa redonda sobre a importância de Riverão Sussuarana.Os professores Jair Fonseca, do Curso de Literatura da UFSC, e a professora Dirce Waltrick do Amarante, do Curso de Artes Cênicas, vão apresentar seus estudos sobre as relações do cinema e da literatura de Glauber com James Joyce e Guimarães Rosa. Fonseca mostra a influência de Rosa sobre os “filmes sertanejos” de Glauber, a exemplo de Deus e o diabo na Terra do Sol, de 1964, enquanto Dirce fala principalmente sobre as aproximações de linguagem com Joyce.
Na sequência, um grupo de alunos de diversas disciplinas do Curso de Artes Cênicas coordenados pela professora Dirce fará a leitura da peça teatral que integra o romance da página 119 a 137, interrompendo a narrativa épica com o que o autor chama de “teatrinho sertanejo”. Como a obra de Joyce, o livro mistura narrativa, teatro, poesia, jornalismo, explica a professora de teatro e crítica teatral. Glauber extrapola as classificações de gênero, como o próprio autor explica em entrevista em 1981: “O livro é ao mesmo tempo um manifesto literário e estético. A teoria e a prática daquele livro são transferidas para a música, para o cinema, qualquer tipo de arte. […] Incorpora uma espécie de renovela, de desnovela, de recordel”. Vão compor a leitura os alunos Jacqueline Kremer, Marina Vershagem, Angélica Mahfuz, Márcio Cabral, Lourenço Lombardi, Robson Walkowski e Eduardo Stahelin.
Por fim, serão conhecidos os nomes dos dois vencedores do Concurso de Roteiros promovido pela EdUFSC, que busca incentivar o surgimento de talentos como o de Glauber e Rogério Sganzerla em Santa Catarina, conforme o diretor da Editora, Sérgio Medeiros. A presidente da Comissão Julgadora, Clélia Mello, professora do Curso de Cinema, vai divulgar os dois roteiros que, num total de 15 inscritos, receberão como prêmio a publicação de suas criações em livro.  O catarinense Sganzerla, que pertenceu ao grupo de jovens cinemanovistas liderados por Glauber e Júlio Bressane, também teve sua obra ensaística publicada pela EdUFSC e Itaú Cultural em 2010, com Edifício Rogério.
Ao seu modo tropicalista e antropofágico de criação, Glauber processa as diversas contribuições dos grandes nomes da cultura moderna e pós-moderna com gênio crítico e inventivo, inovando na trama e na linguagem, crivada de neologismos e palavras-valise (onde vários vocábulos compõem um só). A obra teve um impacto estético e cultural silencioso, mas profundo, alcançando, como o cinema premiado de Glauber, admiradores no exterior. Além de uma espécie de alucinado making off sobre o romance feito pelo próprio autor, a edição traz duas resenhas analíticas assinadas por Jair Fonseca e o crítico Mário Câmara. Em seu ensaio, Fonseca afirma que Riverão Sussuarana é marcado pelo memorialismo, pela autobiografia e pela autoficção.
Assim, a “desnovela” de Glauber chega primeiramente para o público de Santa Catarina, depois para o resto do Brasil, a partir do lançamento, em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, em data ainda não confirmada. Depois de dois anos de negociação com a família do cineasta, Riverão… sai publicado com duas capas sobrepostas: a original, desenhada pela viúva Paula Gaettan, na publicação da Record de 1978, e a atual sobreposta, da artista gráfica catarinense Lúcia Iaczinski, de modo que é possível ler nesse palimpsesto as tendências estéticas e políticas dos dois períodos históricos da cultura brasileira.

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SERVIÇO:

Riverão Sussuarana, Glauber Rocha
Editora da UFSC
Lançamento: 18 de abril, às 19h
Local: Fundação Cultural Badesc, Centro de Florianópolis
De R$ 39,00, por R$ 28,00 – com desconto de 30% (no lançamento)

Por Raquel Wandelli/Jornalista na SeCarte – (48) 9911-0524 – 3721-9459 – raquelwandelli@yahoo.com.brraquelwandelli@reitoria.ufsc.brwww.secarte.ufsc.br

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