UFSC pesquisa sapinho ameaçado de extinção

28/02/2013 17:29

O Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC estuda um dos menores anfíbios documentados pela ciência brasileira – e que se reproduz em uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo, a Serra de Carajás, no Sudoeste do Estado do Pará. Com tamanho um pouco maior do que o de uma unha da mão, o Pseudopaludicola canga vive restrito aos terrenos encharcados da Serra de Carajás. Entre 12 espécies de Pseudopaludicolaregistradas na América do Sul, é uma das mais raras em termos de distribuição geográfica.
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Pesquisa da UFSC revela novos indicadores para controle da tuberculose bovina

27/02/2013 08:31

Uma das inovações da pesquisa foi identificar os tecidos/órgãos de maior incidência da bactéria da tuberculose. Imagem: Menin et.al./Plos One.

Acaba de ser publicada no periódico internacional Plos One uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina que revela novos indicadores que podem ajudar no controle da tuberculose bovina (bTb), uma doença para a qual ainda não existe prevenção nem tratamento viável e que representa um sério problema de saúde pública. A tuberculose bovina é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria chamada Mycobacterium bovis (M. bovis). A infecção pelo M. bovis é responsável por aproximadamente 10% do total de casos de tuberculose humana na África e cerca de 2,5% na América Latina. É transmitida para os humanos principalmente pelo consumo de leite não pasteurizado.

Elaborado pela equipe do médico e professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da UFSC, André Báfica, e intitulado “Asymptomatic Cattle Naturally Infected with Mycobacterium bovis Present Exacerbated Tissue Pathology and Bacterial Dissemination” (tradução: Bovinos assintomáticos naturalmente infectados com Mycobacterium bovis apresentam exacerbada patologia e disseminação bacteriana nos tecidos), o artigo contribui para revelar como a tuberculose bovina age nos animais durante a infecção natural. Febre intermitente, tosse, falta de ar, perda da condição corporal, emagrecimento progressivo, debilidade, baixa capacidade respiratória e diminuição na produção de leite são alguns sinais conhecidos do animal com tuberculose. No entanto, até então, pouco se sabia como os animais portadores da bactéria conseguem controlar a infecção e não manifestar os sintomas.

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UFSC busca subsídios para aproveitamento de areias descartadas pela indústria de fundição

25/02/2013 08:43

A carência de informações técnicas para subsidiar a tomada de decisão por parte de órgãos reguladores é um dos entraves para a reutilização de areias descartadas de fundição – um dos resíduos com maior volume produzido no mundo. Para colaborar com a produção de conhecimento na área e subsidiar órgãos ambientais no desenvolvimento de políticas públicas, um estudo caracterizou areias descartadas em indústrias de fundição de ferro, aço e alumínio de Santa Catarina.
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UFSC pesquisa comunicação de crianças com problemas de audição

15/01/2013 13:35

Os estudos são coordenados pela professora da UFSC, Ronice Müller de Quadros, e participam crianças entre 4 e 7 anos

Há anos estudando as formas de comunicação de pessoas surdas, a UFSC investe agora no entendimento de como se desenvolvem crianças que usam a língua falada e a língua de sinais simultaneamente. Famílias foram convidadas a participar da pesquisa que envolve crianças ouvintes, filhas de pais surdos, e crianças surdas, que crescem em meio a libras e português, e passaram pela cirurgia de implante coclear  − aparelho utilizado para restaurar a audição em pacientes portadores de perda auditiva profunda. Com crianças da faixa etária entre um ano e meio e quatro anos são realizadas filmagens que documentam seu convívio com os familiares − interagindo com os pais surdos, em Libras, e com pessoas ouvintes, em português.
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Planta nordestina é novidade no tratamento de esclerose múltipla

19/11/2012 15:22

Pesquisa desenvolvida no Laboratório de Farmacologia e Terapêutica Experimental (LAFEX), do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC apresenta novidade para o tratamento da esclerose múltipla. Os pesquisadores Rafael Cypriano Dutra e João Batista Calixto, do Departamento de Farmacologia/ UFSC, em parceria com o farmacêutico e empresário Luiz Francisco Pianowski, coordenador da empresa farmacêutica Kyolab LTDA e com os estudantes  do Curso de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, descobriram um poderoso anti-inflamatório que pode ser a alternativa para os medicamentos convencionais. O euphol, componente isolado, é encontrado no látex de uma espécie de planta típica do nordeste brasileiro, a Euphorbia tirucalli, conhecida popularmente como avelóz.

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Tags: avelózesclerose múltiplaEupholJoão Batista CalixtoLAFEXRafael Cypriano Dutra

Alimentação saudável após diagnóstico do câncer de mama pode melhorar a qualidade da dieta

24/09/2012 15:08

Pesquisa aponta mudanças na dieta durante o tratamento para o câncer de mama e alerta sobre a necessidade da implantação de estratégias de educação nutricional direcionadas, mesmo com todas as repercussões clínicas.

Mudanças na alimentação após o diagnóstico do câncer de mama alteram significativamente a qualidade da dieta, podendo repercurtir de forma negativa na qualidade de vida do paciente, revela pesquisa realizada pela mestranda e bolsista pela CAPES/Reuni do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina. O estudo foi realizado pela nutricionista e especialista em oncologia, Vanessa Ceccatto, membro do Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (GENEO), coordenado pela professora Patricia Faria Di Pietro, contemplado pelo Edital Universal do CNPq, MCT/CNPq 14/2008.

A pesquisa, realizada em Florianópolis, no Hospital e Maternidade Carmela Dutra, onde avaliou a qualidade da dieta de 78 pacientes diagnosticadas para o câncer de mama entre os anos de 2006 a 2010, que realizaram tratamento adjuvante. As mulheres foram entrevistadas em dois momentos: pré-cirúrgico e pós-tratamento (consumo alimentar referente ao período de tratamento). Para a avaliação da qualidade da dieta foi utilizado o Índice de Qualidade da Dieta – Revisado (IQD-R), sendo considerado uma dieta “inadequada” pontuações menor ou igual a 75,2 pontos, dieta “necessitando de modificações” de 75,7 a 81,8 pontos e dieta “saudável”, acima de 82,0 pontos.

De acordo com o estudo, as pacientes com dieta ‘inadequada” aumentaram expressivamente a qualidade de sua dieta durante o tratamento. Do total, 62% melhoraram sua pontuação e destas 24% passaram a ser classificadas com dieta “saudável”. Mulheres consideradas com dieta “necessitando de modificações” não alteraram de forma significativa a qualidade da dieta durante o tratamento. As mulheres com dieta “saudável” reduziram significativamente a pontuação do índice durante o tratamento, sendo que 38% passaram de uma dieta “saudável” para dieta “necessitando de modificações” e 20% de uma dieta “saudável” para uma dieta “inadequada”.

Segundo Vanessa, a inadequação da dieta foi relacionada ao baixo consumo de frutas e verduras e o consumo excessivo de uma miscelânea de alimentos densamente calóricos com baixo valor nutricional. “Quanto pior a qualidade da dieta, com menor consumo de frutas e verduras e mais ingestão de gordura, maior o risco de recidiva da doença”. A mestre ressalta que as gorduras sólidas (manteiga, banha, gorduras vegetais hidrogenadas, molhos tipo hidrogenado), o álcool (calorias oriundas do álcool e do açúcar em bebidas alcoólicas) e o açúcar adicionado em sucos, cafés, chás, refrigerantes, sucos prontos, geleias, gelatina e alimentos prontos e processados estão associados ao maior risco de recorrência da doença, especialmente em mulheres na pós-menopausa.

O tratamento para o câncer de mama exige cuidado integral e de uma equipe multidisciplinar uma vez que as diferentes modalidades terapêuticas desencadeiam efeitos colaterais, que afeta a seleção de alimentos. A pesquisadora ressalta que “as pacientes com a doença alteram seus hábitos alimentares por acreditarem que, além dos possíveis efeitos diretos da dieta saudável na prevenção secundária, há uma série de benefícios psicológicos, como melhora da autoestima e do humor, embora a preocupação com a alimentação possa ser afetada pelo estresse em passar pelo diagnóstico e quimioterapia”.

O câncer de mama apresenta a maior incidência mundial entre todas as neoplasias femininas e é causado pela interação de fatores genéticos e ambientais como fumo, consumo de bebida alcoólica, dieta, obesidade e sedentarismo, todos modificáveis. No Brasil, a doença é responsável pelo maior número de óbitos por câncer entre as mulheres. Entre os fatores ambientais, a dieta tem atraído considerável atenção, pois oferece a oportunidade de criar estratégias preventivas.

 

Informações para a imprensa: Vanessa Ceccatto

E-mail: vanessaceccatto@hotmail.com

Contato: (41) 9921-7688

 

Brasileiros consomem excesso de sódio em alimentos prontos e semiprontos

11/09/2012 09:25

Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), analisou 1.368 alimentos prontos e semiprontos para o consumo, utilizados em refeições de almoço e jantar e verificou que dois em cada três apresentava altos teores de sódio, ou seja, ofertava mais que 600 mg de sódio por 100 g ou 100 ml de alimento. As pesquisadoras analisaram os alimentos industrializados que fazem parte do dia a dia do brasileiro e que são incorporados nas refeições de almoço e jantar, em combinação ou substituição aos alimentos tradicionais, como o arroz e o feijão. Dentre os alimentos analisados, estão os pratos prontos, como pizza e lasanha, carnes cozidas, molhos (de tomate, para salada, de soja, mostarda, etc.), queijos, macarrão instantâneo, temperos completos, pós para sopa, embutidos e conservas. Tais alimentos passam por elevado grau de processamento, sendo conhecidos pela praticidade e conveniência de preparo.

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Estudo comprova benefícios do óleo de salmão para a saúde

30/08/2012 09:36

Um estudo realizado na UFSC indica que a gordura total hepática em ratos, aumentada pela dieta rica em frutose (açúcar da fruta), pode ser reduzida por meio do consumo de óleo de salmão. Assim, conclui-se que o óleo apresenta benefícios, principalmente na redução da gordura total presente no fígado, o que pode contribuir para a melhora da saúde cardiovascular em humanos.

A dissertação de mestrado da aluna Stella Lemke, com orientação de Vera Lúcia Cardoso Garcia Tramonte, do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC, estudou o efeito do consumo de óleo de salmão na expressão do gene receptor ativado por proliferadores de peroxissoma alfa (PPARα) e a concentração de triglicerídeos séricos e hepáticos em ratos.

Em relação à concentração de triglicerídeos hepáticos e perfil lipídico sérico, não houve diferença significativa, exceto para a fração HDL-c (colesterol bom), que apresentou redução nos animais que consumiram a dieta
rica em frutose. Não foi observada diferença na expressão do gene PPARα entre os grupos.

O receptor ativado por proliferadores de peroxissoma alfa (PPARα) é um dos principais fatores envolvidos com a regulação do metabolismo lipídico e parece ter sua expressão aumentada pela presença de ácidos graxos
polinsaturados ômega 3. O óleo de salmão, uma das principais fontes do nutriente, vem sendo utilizado na prática clínica sob alegação de promover uma melhora da saúde cardiovascular por meio da redução dos níveis
plasmáticos de triglicerídeos.

O estudo foi desenvolvido pelo Núcleo de Estudo e Pesquisa em Nutrição Experimental em parceria com o Laboratório de Estudos Moleculares em Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP.

Fonte: Stella Lemke (stellalemke@gmail.com)

Edição: Murici Balbinot/ Estagiário de Jornalismo/ e Alita Diana / Jornalista da Agecom / UFSC

Tags: pós-graduação em nutriçãoUFSC

UFSC integra Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Mar

27/08/2012 08:42

Mudanças de larga escala na circulação oceânica, associadas a modificações na circulação atmosférica, levarão a impactos consideráveis nas características do Oceano Atlântico Sul Ocidental. Em função destes impactos, é necessário conhecimento sobre as condições básicas das diferentes comunidades, habitats e componentes destes ecossistemas. Esse trabalho é foco do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Mar – Centro de Oceanografia Integrada (INCT-Mar COI), rede de pesquisa coordenada pela UFRGS que tem participação da UFSC, entre outras universidades.
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Tags: BiodiversidadeINCT MarUFSC

Professora da UFSC é finalista do Prêmio Cláudia na categoria Ciências

13/08/2012 10:08

Márcia Mantelli é coordenadora do Laboratório de Tubos de Calor (Labtucal)

Professora do departamento e da pós-graduação em Engenharia Mecânica da UFSC,  Márcia Barbosa Henriques Mantelli é uma das mulheres indicadas ao Prêmio Cláudia, categoria Ciências. A escolha da vencedora em cada categoria será realizada por votação pela internet, no site premioclaudia.abril.com.br, até o dia 30 de setembro, e por uma comissão de notáveis.
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Tags: Márcia MantelliUFSC Prêmio Cláudia

Pesquisas desvendam mecanismos da infecção generalizada

12/08/2012 10:30

As investigações dão continuidade às pesquisas de doutorado do professor Fernando Spiller, sobre respostas à inflamação.

Estudos desenvolvidos no Laboratório de Imunobiologia, associado aos departamentos de Farmacologia e de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, colaboram com o entendimento dos mecanismos da sepse. Conhecida popularmente como “infecção generalizada”, essa é uma das principais causas de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
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Tags: CCBfarmacologiaFernando Spillerinfecção generalizadasepseUFSC

Nova sede e evento fortalecem pesquisas sobre vírus do câncer de colo de útero

03/08/2012 08:18

O professor Fedrizzi na entrada das novas instalações: sonho de erradicação do HPV como causador do câncer de colo de útero

A inauguração de uma nova sede do Projeto HPV e a realização do 1° Encontro Catarinense de Experts em HPV marcam 10 anos de pesquisas da UFSC neste campo. A inauguração de um espaço mais adequado para o grupo no Hospital Universitário foi realizada na manhã desta quinta-feira, 2 de agosto. O evento que terá como palestrantes 14 especialistas será realizado nos dias 10 e 11 de agosto.

Durante a inauguração, o chefe do Centro de Pesquisa em HPV, professor Edison Natal Fredrizzi, traçou um panorama sobre os estudos envolvendo esse vírus ao longo da história. O HPV (Papilomavírus humano) é um vírus de contágio preferencialmente sexual, considerado como a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. São mais de 200 tipos diferentes e cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina.

“Há dez anos começamos a pesquisar o HPV de forma mais sistemática e nos orgulhamos de estar entre os centros mundiais que trabalham nesse campo”, ressaltou o professor.

Fedrizzi lembrou que na época de Hipócrates, 460 AC, lesões na forma de verrugas no corpo humano já chamavam atenção, mas não havia relação com doenças sexualmente transmissíveis. A conexão de lesões em órgãos sexuais e o câncer de colo de útero com uma DST surge a partir de 1842.

A descoberta de que essa doença está relacionada a um vírus (o HPV) demorou ainda mais. “Na década de 70, a herpes era a vedete do câncer. O pesquisador alemão Harald Zur Hausen disse que o câncer de colo de útero era uma DST causada pelo HPV e não pelo HSV (vírus da herpes), mas durante muito tempo os olhos foram céticos sobre essa ideia. Em 2008 ele ganhou o Nobel de Medicina”, lembrou o professor.

As pesquisas em busca de uma vacina contra o câncer de colo de útero iniciaram na década de 1990. Na UFSC esse campo de investigação surgiu em 2002, e o desenvolvimento de diferentes projetos vem comprovando a eficácia da prevenção.

O primeiro estudo foi direcionado a investigar a eficácia da vacina em mulheres e contou com a participação de pesquisadores de 33 países, 15 centros de pesquisa no Brasil – entre eles o Centro de Pesquisas em HPV localizado no Hospital Universitário da UFSC. A pesquisa revelou eficácia da vacina de até 90% em mulheres jovens.

A partir de 2005 os estudos foram estendidos para o sexo masculino, tiveram a participação de 18 países e cinco centros de pesquisa brasileiros (um deles a UFSC). Também nesse caso os resultados revelaram grandes benefícios da vacina e resultam na publicação de diversos artigos científicos.

Outros estudos com diferentes vacinas e perfis de pacientes foram realizados. Atualmente a equipe está iniciando projeto com homens de 16 a 26 anos, para avaliação de uma vacina multivalente (que pode prevenir a infecção por diferentes tipos de HPV).

“O sonho de erradicação do HPV como agente causador do câncer de colo de útero é uma questão de tempo”, enfatizou o professor quase ao final de sua palestra. Segundo ele, com as novas instalações o projeto ganha força, poderá oferecer melhores condições de trabalho à equipe e mais conforto aos pacientes.

Atualmente as vacinas HPV bivalente e quadrivalente  são encontradas somente em clínicas particulares e têm custo aproximado de R$ 280,00 a dose. São necessárias três doses. Há uma campanha nacional para sua adoção pelo SUS.

Encontro catarinense de experts
O 1° Encontro Catarinense de Experts em HPV é mais uma etapa de comemoração de uma década de pesquisas nesta área. Será realizado no auditório da Reitoria da UFSC, nos dias 10 e 11 de agosto. As inscrições devem ser feitas no site

O evento terá participação de 14 professores e pesquisadores do Brasil que estudam o tema diariamente. Serão abordados temas como bases da infecção pelo HPV, história da infecção, biologia do HPV, transmissão (papel do homem e da mulher grávida) e prevenção da infecção.

Mais informações: Projeto HPV / Ambulatório do HU / (48) 3233-6798 / 3721-9082 / projetohpv@hu.ufsc.br

Arley Reis / Jornalista da Agecom
arleyreis@gmail.com

Fotos: Wagner Behr / Agecom
wagner.behr@ufsc.br

Tags: HUProjeto HPVUFSC

Encontro discute resultados de pesquisas sobre peixes de água doce

01/08/2012 17:34

Estudos envolvendo o monitoramento de peixes no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itá e na Lagoa do Peri, além de pesquisas sobre reprodução de peixes migradores e locais de crescimento de larvas na região do Alto Rio Uruguai estão entre os temas que serão abordados na sétima reunião técnica do Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce da UFSC.

As apresentações serão realizadas nos dias 9 e 10 de agosto, no auditório do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias, no bairro itacorubi.

Ligado ao Departamento de Aquicultura, desde 1995 o Lapad desenvolve estudos voltados ao manejo, conservação e cultivo de peixes da região do Alto Rio Uruguai, localizado entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre as linhas de pesquisa da equipe está o monitoramento da ictiofauna, uma importante ferramenta para compreensão dos impactos causados por represas sobre populações de peixes.

Durante o encontro serão também apresentados resultados sobre avaliação da produção pesqueira, desenvolvimento de tecnologia de cultivo de peixes de água doce e sobre o zoneamento das usinas hidrelétricas de Itá e de Machadinho.

Veja programação

Mais informações: (48) 3389-5216
Sobre participação no evento: anapaula@lapad.ufsc.br / (48)3389-5216 (com Ana Paula)

Arley Reis / Jornalista da Agecom / UFSC
arleyreis@gmail.com

Tags: Lapadpeixes de água doceUFSC

Universidade busca novos voluntários para pesquisas com cápsulas de erva-mate

25/07/2012 14:42

O Laboratório de Pesquisa em Lipídeos, Antioxidantes Naturais e Ateroscleros da UFSC está cadastrando voluntários para mais uma etapa de investigação dos benefícios da erva-mate. O estudo necessita de pessoas com colesterol alto, que estejam tomando medicamento (estatinas) há pelo menos seis meses. Podem participar homens e mulheres com idade entre 18 e 60 anos.

O objetivo é avaliar se o consumo de cápsulas produzidas na Universidade, contendo extrato seco de erva-mate verde ou tostada, apresenta a propriedade de reduzir o colesterol no sangue. O estudo será iniciado no dia 28 de agosto e o contato com a equipe deve ser realizado somente pelos e-mails edson@ccs.ufsc.br ou ali.mb@hotmail.com.

“Na primeira fase da pesquisa, confirmamos que as cápsulas de erva-mate não apresentaram problemas à saúde (toxicidade) e ainda diminuíram a concentração de colesterol em indivíduos saudáveis e com colesterol alto. Agora vamos investigar se as cápsulas de erva-matem podem auxiliar na redução de colesterol naqueles indivíduos que já tomam medicamentos, como as estatinas”, explica o professor Edson Luiz da Silva, do Departamento de Análises Clínicas, que há oito anos estuda os princípios ativos dessa planta.

“Acreditamos que as cápsulas podem facilitar o consumo da erva-mate, pois ela possui sabor amargo, não muito apreciado por algumas pessoas”, complementa o coordenador do Laboratório de Pesquisa em Lipídeos, Antioxidantes Naturais e Ateroscleros.

Ele lembra que estudos anteriores realizados pela equipe que lidera já mostraram que a infusão de erva-mate verde (tipo chimarrão) ou chá mate tostado podem diminuir o colesterol, a glicemia e os radicais livres em indivíduos com colesterol elevado ou com diabetes – principalmente naqueles que usam medicamentos para reduzir o colesterol.

Para a demonstração dos possíveis efeitos benéficos, os participantes devem colaborar para a ingestão de três cápsulas de erva-mate, três vezes ao dia, durante as principais refeições (independente do horário), durante 60 dias.

“É importante que o consumo das cápsulas com o extrato seco de erva-mate não seja interrompido por mais de dois dias seguidos. Além disso, o voluntário deve manter seus hábitos de vida regulares durante o período do estudo, como consumir o mesmo tipo de alimentação, manter a prática exercícios físicos (se for o caso) e, principalmente, não modificar a dose de estatinas ou iniciar o uso de medicamentos para colesterol ou triglicerídeos”, alerta o professor.  Caso a pessoa esteja usando algum outro medicamento, a dose do mesmo não deve ser mudada durante o período do estudo.

A equipe precisa também da autorização dos voluntários para coleta de 12 ml de sangue (três tubos), em jejum de 12-14 horas, no primeiro e no sétimo dia do início do estudo. Serão ainda realizadas coletas após a quarta e oitava semanas, bem como a medida da pressão arterial e aferição do peso e da altura. As cápsulas deverão ser tomadas inteiras, com o auxílio de água, apenas.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC. O professor alerta que o consumo das cápsulas deve resultar apenas em desconforto das coletas de sangue. Porém, pessoas sensíveis à cafeína (um dos componentes do extrato seco de erva-mate) poderão sentir irritação gástrica, tremores, excitabilidade ou insônia. Caso ocorra algum desses efeitos colaterais, o participante deve interromper o consumo das cápsulas de erva-mate e entrar em contato com os pesquisadores.

“Esperamos que este estudo traga benefícios, como o estímulo para que mais pessoas utilizem as propriedades benéficas da erva-mate, que poderá vir a ser utilizada como fitoterápico ou como alimento funcional”, destaca o professor.

Mais informações:
– Professor Edson L. da Silva, edson@ccs.ufsc.br
– Pesquisadora Aline Minuzzi Becker, ali.mb@hotmail.com

Arley Reis / Jornalista da Agecom / UFSC
arleyreis@gmail.com

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Tags: colesterolerva mateUFSC

UFSC participa de conferências e leva estudantes de graduação para a Reunião Anual da SBPC

20/07/2012 08:50

Contemplado na extensa programação da 64ª Reunião Anual da SBPC, o tema efeitos do álcool no sistema nervoso central será discutido por pesquisadores da área de Farmacologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um dos maiores eventos científicos do país, inicia neste domingo na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís (MA). A UFSC participa de pelo menos cinco conferências durante a SBPC (veja abaixo), além de levar estudantes de graduação para a Jornada Nacional de Iniciação científica  um dos eventos paralelos à Reunião da SBPC.

O encontro com abordagem no álcool é patrocinado pela Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental, e coordenado pela professora Silvânia Maria Mendes de Vasconcelos, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia, da Faculdade de Medicina da UFC. Também será palestrante o professor Reinaldo N. Takahashi, do Departamento de Farmacologia UFSC, que vai trabalhar com o tema ´Participação do sistema endocanabinóide na dependência ao álcool`.

“Como o público será heterogêneo, pretendo efetuar uma abordagem usando evidências obtidas no laboratório, numa linguagem didática e compreensível para a comunidade em geral”, adianta o professor Takahashi.  Segundo ele, será enfatizado que tanto o uso da cannabis como o de bebidas alcoólicas constitui prática antiga, que se confunde com a história do ser humano. O pesquisador vai abordar também semelhanças entre as duas substâncias: em doses baixas  podem induzir hipotermia, analgesia, disfunção motora, euforia e estimulação. Em doses altas, sedação, e em uso repetido ou crônico, tolerância e dependência.

“Pesquisas efetuadas no Laboratório de Farmacologia UFSC não encontraram evidências de envolvimento de mecanismos canabinóides no consumo de álcool. Entretanto, estudos mais recentes realizados no exterior sugerem que drogas bloqueadoras de receptores  canabinóides cerebrais podem atenuar o consumo, não só de álcool, como também de outras drogas como a cocaína e a nicotina”, destaca o professor. Segundo ele, o efeito paradoxal de um derivado de droga bastante consumido, a maconha, atuar em eventual tratamento de dependência de outras drogas, será discutido na mesa-redonda.

– Mais informações na UFSC: takahashi@farmaco.ufsc.br / Telefone: (48) 3721-9764 Ramal: 227

Programação científica da 64ª Reunião Anual da SBPC

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais:

Conferências e mesas-redondas com a participação de professores da UFSC na Reunião Anual da SBPC:

Conferência: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E IDENTIDADE SOCIAL
Terça-feira, 24/7/2012 – das 10h30min às 12h
Conferencista: Maria Edair Görski (UFSC)
Apresentador: Marco Antonio Martins (UFRN)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 209 Asa Sul
Proponente: Associação Brasileira de Linguística

Mesa-Redonda: EFEITOS DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
Terça-feira, 24/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Silvânia Maria Mendes Vasconcelos (UFC)
Participantes: Reinaldo Nóbrega de Almeida (UFPB) e Reinaldo Naoto Takahashi (UFSC)
Local: Núcleo de Esportes – Miniauditório 1
Proponente: Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental

Mesa-Redonda: REALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Marcelo Miranda Viana da Silva (IMPA)
Participantes: Cesar Zucco (UFSC), Mirella Moura Moro (UFMG) e Celso Pinto de Melo (UFPE)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Mesa-Redonda: PLANTAS MEDICINAIS DO NORTE E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Thereza Christina Monteiro de Lima (UFSC)
Participantes: Sonia Maria de Faria Freire (UFMA), Luce Maria Brandao Torres (IB-SP) e Antonio José Lapa (UNIFESP)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 109 Asa Sul
Proponente: SBPM

Mesa-Redonda: SEGURANÇA NA UNIVERSIDADE
Sexta-feira, 27/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS)
Participantes: Natalino Salgado Filho (UFMA) e Roselane Neckel (UFSC)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

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Tags: SBPCUFSC

Abertas até 13 de agosto as inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica

19/07/2012 09:17

Encontro é etapa obrigatória para bolsistas de iniciação científica

Estão abertas até 13 de agosto as inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica da UFSC. O encontro será realizado nos dias 17, 18 e 19 de outubro, em conjunto com a 11ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

A participação é obrigatória para bolsistas de iniciação científica da UFSC, mas podem se inscrever graduandos de outras instituições de ensino superior. No site sic.ufsc.br há orientações sobre resumos, entre outros tópicos, e o formulário de inscrição.

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Tags: PibicSeminário de iniciação científicasepexUFSC

Encontro debate qualidade de vida e tratamentos para a pessoa ostomizada

18/07/2012 16:48

Encontro debate qualidade de vida para ostomizados/Foto Henrique Almeida/Agecom

O auditório do Hospital Universitário da UFSC recebe nesta  quinta e sexta-feiras (19 e 20 de julho) a  4ª Jornada Estadual da Associação Catarinense da Pessoa Ostomizada. O tema é Vivendo com a Ostomia. O encontro acontece nos períodos da manhã e tarde. Entre os palestrantes convidados estão o coloproctologista Felipe Felício, diretor do HU, e a enfermeira Daniela Mafioletti Floriano, especialista em estomaterapia. A presidente da  Associação Catarinense da Pessoa Ostomizada, Candinha Marchi, falou sobre ´Qualidade de vida das pessoas ostomizadas`  nesta quinta-feira,  às 9h.

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Tags: Associação Catarinense da Pessoa OstomizadaHUostomiaUFSC

Universidade terá representação de cinco jovens cientistas na Reunião Anual da SBPC

18/07/2012 15:50

Contemplados com Bolsas de Iniciação Científica, os seis graduandos foram homenageados em cerimônio no início desse ano

Selecionados em um seminário que teve a apresentação de mais de 800 projetos, cinco estudantes de graduação reconhecidos com o prêmio Destaque da Iniciação Científica 2011 representarão a UFSC na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Guilherme Ricken (Direito), Guilherme Wagner e Paulo Leonel Teixeira (do Curso de Engenharia Mecânica),  Paulo Victor da Fonseca (Ciências Econômicas) e Vandrize Meneghini (Educação Física) apresentarão seus trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação científica  um dos eventos paralelos à Reunião da SBPC, que este ano será realizada de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís (MA). A estudante Francis Pereira Dias (Ciências Biológicas), também reconhecida com o prêmio, está nos Estados Unidos pelo programa Ciência Sem Fronteiras e não participará da SBPC. A Pró-Reitoria de Pesquisa, setor responsável pelas bolsas de iniciação científica na Universidade, vai custear inscrição, hospedagem e transporte.

Contemplados com Bolsas de Iniciação Científica, os seis graduandos tiveram a oportunidade de participar de projetos de pesquisa coordenados por professores da UFSC. A escolha de seus trabalhos aconteceu durante o 21°Seminário de Iniciação Científica, encontro ligado à Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) e etapa obrigatória para quem recebe bolsa de iniciação científica. O seminário é realizado para avaliação dos projetos por professores da UFSC e também de outras universidades. Em 2011 foram convidados avaliadores da Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal de São Paulo), da Escola de Engenharia de São Carlos ( ligada à USP) e do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Engenharia espacial e botânica
Os títulos dos trabalhos dos estudantes selecionados como Destaques da Iniciação Científica são um indicativo da complexidade e da relevância das pesquisas premiadas. Guilherme Wagner desenvolveu o projeto ´Análise Experimental de um Sistema de Bombeamento Capilar com Elemento Poroso Cerâmico em Ambiente de Microgravidade´. Ele explica em seu resumo que evaporadores capilares cerâmicos representam um avanço na tecnologia mundial para a dissipação de calor e controle de temperatura de operação de componentes eletrônicos, com potencial aplicação em ambiente de microgravidade (ambiente espacial, por exemplo).

Relacionado à área de Engenharia Térmica e desenvolvido junto ao Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos, ligado ao Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, o estudo está integrada a uma linha de pesquisa que busca colaborar com o desenvolvimento de tecnologia nacional para projeto e fabricação de circuitos de transferência de calor − sistemas com aplicação nas áreas espacial e industrial.

A caracterização da anatomia das folhas de duas plantas, uma delas com ocorrência somente em Florianópolis, é tema de outro trabalho premiado. O estudo de Francis Pereira Dias, ligado ao Laboratório de Anatomia Vegetal do Departamento de Botânica, enfoca epífitas (plantas que crescem sobre o tronco de árvores) e rupícolas (organismos que vivem sobre paredes, muros, rochedos ou afloramentos rochosos) e representam grande parte da diversidade das Florestas Tropicais Úmidas. São espécies com estruturas anatômicas, adaptadas à restrição de água e à busca de irradiação solar.

Francis caracterizou o formato das folhas de duas espécies (a epífita Codonanthe gracilis e a rupícola Sinningia bullata, que só ocorre em Florianópolis), relacionando suas características às condições ambientais. O trabalho integra a Rede em Epífitas de Mata Atlântica: Sistemática, Ecologia e Conservação, do Programa Nacional de Apoio e Desenvolvimento da Botânica, financiado pela Capes.

Os estudantes avaliados como Destaques da Iniciação Científica 2011 e que serão levados à SBPC também abordaram os temas aptidão funcional e comportamento sedentário em idosos; sistemas para controle de ângulo em turbinas eólicas; análise econômica teórica do fenômeno de migração rural-urbana e a construção jurídica do Estado Interventor nos Estados Unidos.

Mais informações: Departamento de Projetos de Pesquisa  / (48) 3721-9332

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Wagner Behr / Agecom

Saiba Mais:

Relação entre sistema canabinóide endógeno e álcool será discutida na Reunião Anual da SBPC
Inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica da UFSC devem ser feitas até 13 de agosto

Conferências e mesas-redondas com a participação de professores da UFSC na Reunião Anual da SBPC:

Conferência: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E IDENTIDADE SOCIAL
Terça-feira, 24/7/2012 – das 10h30min às 12h
Conferencista: Maria Edair Görski (UFSC)
Apresentador: Marco Antonio Martins (UFRN)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 209 Asa Sul
Proponente: Associação Brasileira de Linguística

Mesa-Redonda: EFEITOS DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
Terça-feira, 24/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Silvânia Maria Mendes Vasconcelos (UFC)
Participantes: Reinaldo Nóbrega de Almeida (UFPB) e Reinaldo Naoto Takahashi (UFSC)
Local: Núcleo de Esportes – Miniauditório 1
Proponente: Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental

Mesa-Redonda: REALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Marcelo Miranda Viana da Silva (IMPA)
Participantes: Cesar Zucco (UFSC), Mirella Moura Moro (UFMG) e Celso Pinto de Melo (UFPE)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Mesa-Redonda: PLANTAS MEDICINAIS DO NORTE E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Thereza Christina Monteiro de Lima (UFSC)
Participantes: Sonia Maria de Faria Freire (UFMA), Luce Maria Brandao Torres (IB-SP) e Antonio José Lapa (UNIFESP)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 109 Asa Sul
Proponente: SBPM

Mesa-Redonda: SEGURANÇA NA UNIVERSIDADE
Sexta-feira, 27/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS)
Participantes: Natalino Salgado Filho (UFMA) e Roselane Neckel (UFSC)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Leia também:

 

Tags: Iniciação CientíficaSBPCUFSC

Inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica da UFSC devem ser feitas até 13 de agosto

17/07/2012 09:19

Destaques da Iniciação Científica foram selecionados em evento obrigatório para os jovens cientístas

Estão abertas até 13 de agosto as inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica da UFSC. O encontro será realizado nos dias 17, 18 e 19 de outubro, em conjunto com a 11ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

A participação é obrigatória para bolsistas de iniciação científica da UFSC, mas podem se inscrever graduandos de outras instituições de ensino superior. No site sic.ufsc.br há orientações sobre resumos, entre outros tópicos, e o formulário de inscrição.

A maioria dos projetos será apresentada na forma de painéis, no piso superior do Centro de Cultura e Eventos, entre 15h e 18h. Na quarta-feira serão avaliados estudos da área de Ciências da Vida (Bolsistas cujos orientadores sejam do CCA, CCB, CCS e CDS); na quinta-feira de Ciências Exatas e da Terra (Bolsistas cujos orientadores sejam do CTC e CFM) e na sexta-feira de Ciências Humanas e Sociais (Bolsistas cujos orientadores sejam do CFH, CCE, CED, CSE e CCJ). Alguns trabalhos serão selecionados para apresentações orais.

Todos os trabalhos de alunos da UFSC, inscritos e apresentados,
concorrem ao prêmio Destaques da Iniciação Científica 2012.

Informações: pibic@reitoria.ufsc.br / Fone: (48) 3721-9332

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Inscrições para o 22º Seminário de Iniciação Científica da UFSC devem ser feitas até 13 de agosto

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: Iniciação CientíficaUFSC

Relação entre sistema canabinóide endógeno e álcool será discutida na Reunião Anual da SBPC

17/07/2012 08:26

Encontro é etapa obrigatória para bolsistas de iniciação científica

Contemplado na extensa programação da 64ª Reunião Anual da SBPC, o tema efeitos do álcool no sistema nervoso central será discutido por pesquisadores da área de Farmacologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um dos maiores eventos científicos do país, será realizada de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís (MA).

O encontro com abordagem no álcool é patrocinado pela Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental, e coordenado pela professora Silvânia Maria Mendes de Vasconcelos, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia, da Faculdade de Medicina da UFC. Também será palestrante o professor Reinaldo N. Takahashi, do Departamento de Farmacologia UFSC, que vai trabalhar com o tema ´Participação do sistema endocanabinóide na dependência ao álcool`.

“Como o público será heterogêneo, pretendo efetuar uma abordagem usando evidências obtidas no laboratório, numa linguagem didática e compreensível para a comunidade em geral”, adianta o professor Takahashi.  Segundo ele, será enfatizado que tanto o uso da cannabis como o de bebidas alcoólicas constitui prática antiga, que se confunde com a história do ser humano. O pesquisador vai abordar também semelhanças entre as duas substâncias: em doses baixas  podem induzir hipotermia, analgesia, disfunção motora, euforia e estimulação. Em doses altas, sedação, e em uso repetido ou crônico, tolerância e dependência.

“Pesquisas efetuadas no Laboratório de Farmacologia UFSC não encontraram evidências de envolvimento de mecanismos canabinóides no consumo de álcool. Entretanto, estudos mais recentes realizados no exterior sugerem que drogas bloqueadoras de receptores  canabinóides cerebrais podem atenuar o consumo, não só de álcool, como também de outras drogas como a cocaína e a nicotina”, destaca o professor. Segundo ele, o efeito paradoxal de um derivado de droga bastante consumido, a maconha, atuar em eventual tratamento de dependência de outras drogas, será discutido na mesa-redonda.

– Mais informações na UFSC: takahashi@farmaco.ufsc.br / Telefone: (48) 3721-9764 Ramal: 227

Programação científica da 64ª Reunião Anual da SBPC

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais:

– Relação entre sistema canabinóide endógeno e álcool será discutida na Reunião Anual da SBPC

Conferências e mesas-redondas com a participação de professores da UFSC na Reunião Anual da SBPC:

Conferência: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E IDENTIDADE SOCIAL
Terça-feira, 24/7/2012 – das 10h30min às 12h
Conferencista: Maria Edair Görski (UFSC)
Apresentador: Marco Antonio Martins (UFRN)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 209 Asa Sul
Proponente: Associação Brasileira de Linguística

Mesa-Redonda: EFEITOS DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
Terça-feira, 24/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Silvânia Maria Mendes Vasconcelos (UFC)
Participantes: Reinaldo Nóbrega de Almeida (UFPB) e Reinaldo Naoto Takahashi (UFSC)
Local: Núcleo de Esportes – Miniauditório 1
Proponente: Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental

Mesa-Redonda: REALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Marcelo Miranda Viana da Silva (IMPA)
Participantes: Cesar Zucco (UFSC), Mirella Moura Moro (UFMG) e Celso Pinto de Melo (UFPE)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Mesa-Redonda: PLANTAS MEDICINAIS DO NORTE E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Thereza Christina Monteiro de Lima (UFSC)
Participantes: Sonia Maria de Faria Freire (UFMA), Luce Maria Brandao Torres (IB-SP) e Antonio José Lapa (UNIFESP)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 109 Asa Sul
Proponente: SBPM

Mesa-Redonda: SEGURANÇA NA UNIVERSIDADE
Sexta-feira, 27/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS)
Participantes: Natalino Salgado Filho (UFMA) e Roselane Neckel (UFSC)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

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Tags: álccolcanabisfarmacologiaUFSC

Conferência aborda o desafio de construir mapas coletivamente

16/07/2012 18:06

Professor Goodchild recebe a medalha Peter Burrough em homenagem ao seu trabalho sobre precisão em sistemas de informação geográfica

Ferramentas cada vez mais populares em computadores e celulares, os mapas hoje ganharam uma nova configuração em projetos colaborativos como Wikimapia e Open Maps. Neles qualquer pessoa pode construir seus mapas, incluir informações geográficas e referências de lugares onde circula. Ao mesmo tempo, não existem mecanismos que assegurem que os dados sejam verdadeiros ou precisos. Este é o principal desafio do cenário atual da informação geográfica apontado pelo especialista Michael Goodchild, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Estados Unidos. Ele foi o convidado especial da décima edição do Simpósio Internacional Sobre Avaliação de Precisão Espacial em Recursos Naturais e Ciências Ambientais, onde fez a conferência de abertura.

Goodchild é um dos maiores especialistas em georreferenciamento e também um dos primeiros pesquisadores que pensou em colocar um mapa no computador. Na palestra “The Accuracy of Volunteered Geographic Information” (A precisão da informação geográfica voluntária), assinalou o amplo potencial das iniciativas coletivas: são milhões de pessoas que participam, algumas voluntariamente e outras de forma involuntária, a um custo mínimo. As atualizações são feitas em tempo real. O professor explica que uma das vantagens é que essa rede densa de observadores pode ajudar no gerenciamento de emergências.

Um dos exemplos foi a construção coletiva de mapas após o terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. No início, os grupos de resgate contavam com um mapa pouco detalhado de Port-au-Prince, capital do país. Com o passar do tempo, os grupos foram construindo os mapas das ruas da cidade, de forma a auxiliar a chegada da ajuda aos que mais precisavam.

Outro exemplo é o georreferenciamento de notícias na web, postagem no Twitter ou de imagens no Flickr. Trata-se de uma forma de organizar uma grande quantidade de informação, relacionando-a ao lugar de origem ou de referência geográfica. Por meio dessas informações foi possível monitorar um incêndio ocorrido em 2009 nos arredores da cidade de Santa Bárbara, Califórnia.

Ao mesmo tempo que possuem um grande potencial, as iniciativas voluntárias apresentam diversos problemas. Não há um controle de qualidade, metadados, nem padronização, ou seja, os dados não apresentam nenhum dos aspectos que caracterizam as informações geográficas oficiais. Para resolver essa questão, Goodchild apresenta três propostas. Uma delas é o que denomina de “solução da multidão”. É a mesma utilizada no desenvolvimento de software proposto por Linus Towards, criador do Linux: quantos mais olhos para revisar, mais preciso o dado se tornará. A segunda é a “solução social”, em que uma hierarquia de moderadores revisa os dados submetidos, como ocorre na Wikipedia. Por fim está a “solução geográfica”, que utiliza as regras da geografia e da sintaxe para determinar se um fato geográfico reportado é falso ou verdadeiro.

Antes de ministrar a conferência, o professor Goodchild foi o homenageado com a medalha Peter Burrough, pesquisador falecido em 2009, autor de obras de referência sobre princípios de Sistemas de Informação Geográfica. Sediado pela primeira vez na América Latina, o Simpósio reuniu mais de 100 pesquisadores, dos quais 40 estrangeiros, no Hotel Porto do Sol, no bairro Ingleses, Florianópolis, de 11 a 13 de julho. O simpósio foi organizado pela International Spatial Accuracy Research Association (ISARA) e pela Commission on Modelling Geographical System of the International Geographical Union. No Brasil, as entidades responsáveis pelo evento foram a UFSC e a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc).

Por Laura Tuyama, jornalista da Agecom. Foto: Henrique Almeida, Agecom.

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UFSC terá representação de cinco jovens cientistas na Reunião Anual da SBPC

13/07/2012 09:14

Contemplados com Bolsas de Iniciação Científica, os seis graduandos foram homenageados em cerimônia no início desse ano

Selecionados em um seminário que teve a apresentação de mais de 800 projetos, cinco estudantes de graduação reconhecidos com o prêmio Destaque da Iniciação Científica 2011 representarão a UFSC na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Guilherme Ricken (Direito), Guilherme Wagner e Paulo Leonel Teixeira (do Curso de Engenharia Mecânica),  Paulo Victor da Fonseca (Ciências Econômicas) e Vandrize Meneghini (Educação Física) apresentarão seus trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação científica, um dos eventos paralelos à Reunião da SBPC, que este ano será realizada de 22 a 27 de julho, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís (MA). A estudante Francis Pereira Dias (Ciências Biológicas), também reconhecida com o prêmio, está nos Estados Unidos pelo programa Ciência Sem Fronteiras e não participará da SBPC. A Pró-Reitoria de Pesquisa, setor responsável pelas bolsas de iniciação científica na Universidade, vai custear inscrição, hospedagem e transporte.

Contemplados com Bolsas de Iniciação Científica, os seis graduandos tiveram a oportunidade de participar de projetos de pesquisa coordenados por professores da UFSC. A escolha de seus trabalhos aconteceu durante o 21°Seminário de Iniciação Científica, encontro ligado à Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) e etapa obrigatória para quem recebe bolsa de iniciação científica. O seminário é realizado para avaliação dos projetos por professores da UFSC e também de outras universidades. Em 2011 foram convidados avaliadores da Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal de São Paulo), da Escola de Engenharia de São Carlos (também ligada à USP) e do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFRJ).

Engenharia espacial e botânica
Os títulos dos trabalhos dos estudantes selecionados como Destaques da Iniciação Científica são um indicativo da complexidade e da relevância das pesquisas premiadas. Guilherme Wagner desenvolveu o projeto ´Análise Experimental de um Sistema de Bombeamento Capilar com Elemento Poroso Cerâmico em Ambiente de Microgravidade´. Ele explica em seu resumo que evaporadores capilares cerâmicos representam um avanço na tecnologia mundial para a dissipação de calor e controle de temperatura de operação de componentes eletrônicos, com potencial aplicação em ambiente de microgravidade (ambiente espacial, por exemplo).

Relacionado à área de Engenharia Térmica e desenvolvido junto ao Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos, ligado ao Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, o estudo está integrada a uma linha de pesquisa que busca colaborar com o desenvolvimento de tecnologia nacional para projeto e fabricação de circuitos de transferência de calor − sistemas com aplicação nas áreas espacial e industrial.

A caracterização da anatomia das folhas de duas plantas, uma delas com ocorrência somente em Florianópolis, é tema de outro trabalho premiado. O estudo de Francis Pereira Dias, ligado ao Laboratório de Anatomia Vegetal do Departamento de Botânica, enfoca epífitas (plantas que crescem sobre o tronco de árvores) e rupícolas (organismos que vivem sobre paredes, muros, rochedos ou afloramentos rochosos) e representam grande parte da diversidade das Florestas Tropicais Úmidas. São espécies com estruturas anatômicas, adaptadas à restrição de água e à busca de irradiação solar.

Francis caracterizou o formato das folhas de duas espécies (a epífita Codonanthe gracilis e a rupícola Sinningia bullata, que só ocorre em Florianópolis), relacionando suas características às condições ambientais. O trabalho integra a Rede em Epífitas de Mata Atlântica: Sistemática, Ecologia e Conservação, do Programa Nacional de Apoio e Desenvolvimento da Botânica, financiado pela Capes.

Os estudantes avaliados como Destaques da Iniciação Científica 2011 e que serão levados à SBPC também abordaram os temas aptidão funcional e comportamento sedentário em idosos; sistemas para controle de ângulo em turbinas eólicas; análise econômica teórica do fenômeno de migração rural-urbana e a construção jurídica do Estado Interventor nos Estados Unidos.

Mais informações: Departamento de Projetos de Pesquisa  / (48) 3721-9332

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Wagner Behr / Agecom

Saiba Mais:

Conferências e mesas-redondas com a participação de professores da UFSC na Reunião Anual da SBPC:

Conferência: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E IDENTIDADE SOCIAL
Terça-feira, 24/7/2012 – das 10h30min às 12h
Conferencista: Maria Edair Görski (UFSC)
Apresentador: Marco Antonio Martins (UFRN)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 209 Asa Sul
Proponente: Associação Brasileira de Linguística

Mesa-Redonda: EFEITOS DO ÁLCOOL NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
Terça-feira, 24/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Silvânia Maria Mendes Vasconcelos (UFC)
Participantes: Reinaldo Nóbrega de Almeida (UFPB) e Reinaldo Naoto Takahashi (UFSC)
Local: Núcleo de Esportes – Miniauditório 1
Proponente: Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental

Mesa-Redonda: REALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Marcelo Miranda Viana da Silva (IMPA)
Participantes: Cesar Zucco (UFSC), Mirella Moura Moro (UFMG) e Celso Pinto de Melo (UFPE)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Mesa-Redonda: PLANTAS MEDICINAIS DO NORTE E SEU POTENCIAL TERAPÊUTICO
Quinta-feira, 26/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: Thereza Christina Monteiro de Lima (UFSC)
Participantes: Sonia Maria de Faria Freire (UFMA), Luce Maria Brandao Torres (IB-SP) e Antonio José Lapa (UNIFESP)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 109 Asa Sul
Proponente: SBPM

Mesa-Redonda: SEGURANÇA NA UNIVERSIDADE
Sexta-feira, 27/7/2012 – das 15h30min às 18h
Coordenador: José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS)
Participantes: Natalino Salgado Filho (UFMA) e Roselane Neckel (UFSC)
Local: Centro Paulo Freire – Miniauditório – Sala 307 Asa Sul

Tags: Iniciação CientíficapesquisaUFSC

Avanços e desafios da precisão de dados geográficos integram pesquisadores na Capital

10/07/2012 11:32

Uma conferência com o geógrafo Michael Goodchild, da Universidade da Califórnia, abre na noite desta terça-feira, 10 de julho, a décima edição do Simpósio Internacional Sobre Avaliação de Precisão Espacial em Recursos Naturais e Ciências Ambientais. Pela primeira vez sediado na América Latina, o evento reúne mais de 100 pesquisadores (40  de outros países), no Hotel Porto do Sol, em Ingleses, Norte da Ilha.

“Será uma conferência histórica. Michael Goodchild foi um dos primeiros pesquisadores que pensou em colocar um mapa no computador”, destaca o professor do Departamento de Geociências da UFSC Carlos Antônio Oliveira Vieira.

Considerado o “pai” da Ciência Informática Geográfica, Goodchild será homenageado com a medalha Peter Burrough (pesquisador falecido em 2009, autor de obras de referência sobre princípios de Sistemas de Informação Geográfica) .

“Florianópolis é um importante centro geográfico e conseguimos reunir aqui cientistas de diversos países, além de pesquisadores do IBGE, Instituto Militar e USP, entre diversas outras entidades”, informa o professor da UFSC, membro da comissão organizadora do encontro, uma promoção da Associação  Internacional de Pesquisas Espaciais de Precisão e da Comissão sobre Modelagem de Sistemas Geográfica, ligada à União Geográfica Internacional.

A UFSC compartilha a organização do simpósio com a Udesc. O evento acontece desde 1994 e já foi realizado nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália, Portugal, China e Reino Unido.

Segundo Vieira, a precisão espacial trata de diversos produtos cartográficos. É uma área do conhecimento com aplicações em diferentes campos que dependem de medidas precisas – como dados de inventários de recursos naturais e de suporte a obras de engenharia, em que a incerteza e a imprecisão podem gerar prejuízos e insegurança.

O tema vem ganhando cada vez mais importância com a disponibilidade de grandes quantidades de dados espaciais, programas de amostragem e sensores remotos, o advento de sofisticados Sistemas de Informação Geográfica, softwares de processamento de imagem e acesso a recursos avançados de computação. “Se houver erro na metodologia, o erro se propaga e no final é muito maior”, lembra  o professor.

Vieira contextualiza que até pouco tempo a construção de mapas era atribuição do Exército e do IBGE. O maior número de pessoas trabalhando com o desenvolvimento destes materiais, nem sempre tecnologicamente capacitados para esta função, é uma das preocupações no meio científico.

“Atualmente muitas pessoas, e não apenas técnicos, produzem mapas e disponibilizam as informações no computador, mas não há garantias de que essa informação será precisa”, alerta o professor que por mais de 10 anos foi coordenador do Núcleo de Geoprocessamento da Universidade Federal de Viçosa (e que desde 2010 atua junto ao Departamento de Geociências da UFSC, conciliando a partir de maio suas atividades docentes e de pesquisa com a chefia de Gabinete da Reitoria da UFSC).

O evento prossegue até sexta-feira (13 de julho), com conferências, palestras, workshops e apresentação de trabalhos de especialistas em ciências ambientais, recursos naturais, estatística espacial e ciência da informação.

De acordo com os organizadores, é a primeira vez que atividades do seminário são organizadas em colaboração com a Comissão Sobre Modelagem de Sistemas Geográfica, ligada à União Geográfica Internacional. A expctativa é de que a iniciativa amplie a rede de colaboração brasilerira com instituições internacionais.

Mais informações: Carlos Antonio Oliveira Vieira / (48) 3721-8593

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: geociênciasinformações geográficasmapasUFSC

Estudo avalia que rotulagem de alimentos não segue padronização e pode confundir consumidor

09/07/2012 07:46

No Brasil, a rotulagem nutricional nos alimentos industrializados contém as informações sobre o valor energético (ou valor calórico), conteúdo de gorduras (saturada e trans), proteínas, carboidratos, sódio e fibras. Estes dados nutricionais são referentes a uma porção em gramas ou mililitros do produto alimentício e não ao produto inteiro. A porção é previamente definida por uma legislação brasileira e representa uma recomendação de consumo para pessoas sadias a cada vez que o alimento é consumido, com intuito de promover a alimentação saudável. No rótulo deve constar, ainda, a informação da medida caseira referente à porção, por exemplo, uma xícara ou uma unidade.

No entanto, a declaração de porções diferentes entre alimentos similares e a apresentação de medidas caseiras difíceis de serem aplicadas na prática podem comprometer o uso da rotulagem nutricional nas decisões de compras dos consumidores. “Isso ocorre em função da dificuldade de comparar as informações nutricionais e entender os dados disponíveis nos rótulos”, avalia a nutricionista Nathalie Kliemann, que estudou a rotulagem em seu mestrado.

A dissertação desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição e ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC analisou como a porção e a medida caseira estão sendo declaradas nos rótulos dos alimentos industrializados ultraprocessados. O estudo foi realizado em um grande supermercado de Florianópolis.

Foram analisados 2.072 alimentos, que apresentaram uma variação significativa na declaração do tamanho da porção. Os resultados revelam uma variação mínima de 70% (21 a 30g entre biscoitos salgados), chegando a uma variação máxima de 765%, entre pratos preparados prontos e semiprontos (55 a 420g).

“Para a simples comparação de valores nutricionais entre alimentos similares é preciso realizar cálculos, em virtude da falta de padronização do tamanho da porção”, avalia Nathalie. Segundo ela, o estudo também mostrou 9,3% de alimentos que apresentaram porção menor do que o recomendado. A nutricionista ainda observou que grande parte desses alimentos apresentaram menor densidade energética e maior peso total quando comparado com outros.

Um exemplo encontrado foi o de dois doces de amendoim,o primeiro tinha porção de 15 gramas e 78 kcal; o segundo de 20 gramas e 84 kcal.  A nutricionista alerta que se ambos seguissem a porção de referência, que é de 20 gramas, o primeiro alimento seria aquele com maior valor energético por porção, embora em uma leitura rápida possa parecer o contrário. São informações que, na opinião da profissional, podem induzir o consumidor a equívocos em relação à composição nutricional do alimento.

“As informações disponíveis nesses rótulos infringiram o direito do consumidor a informações corretas e fidedignas”, considera Nathalie, que foi orientada em sua pesquisa pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença e contou com a colaboração da professora Marcela Boro Veiros (ambas ligadas ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC).

De acordo com as nutricionistas, é possível que diante da baixa densidade energética de alguns alimentos, o tamanho da porção pode estar sendo utilizado para ressaltar essa característica. Além disso, porções muito pequenas, em embalagens grandes, podem dificultar o entendimento do tamanho da porção na rotulagem nutricional, especialmente pelo fato de não haver a obrigatoriedade da informação sobre o número de porções presentes na embalagem.

Com relação à medida caseira, o estudo detectou termos pouco específicos, como “colher”, sem especificação do tipo. Além disso, o uso de tipos de medida caseiras inadequadas aos alimentos, como em um queijo de minas a medida caseira ser uma colher, sendo que esse alimento geralmente é consumido em fatias. Outro exemplo é um queijo no palito, em que a medida caseira é uma fatia, quando uma unidade deveria ser cada queijo no palito. “Esses resultados evidenciam a necessidade de definição de regras mais claras e coerentes para a declaração da medida caseira”, avalia Nathalie.

Ela lembra que estudos realizados no Brasil e no exterior indicam que as informações sobre porção e medida caseira são pouco lidas pelos consumidores e estão entre os itens com menor nível de compreensão por eles. “Mas considerando a rotulagem como uma política de apoio para a difusão de informações nutricionais e a promoção de escolhas alimentares saudáveis, torna- se indispensável a revisão da legislação brasileira, assim como maior fiscalização das informações disponíveis aos consumidores”, alerta a nutricionista.

Mais informações:

Nathalie Kliemann: nathalie.kliemann@gmail.com
Marcela Boro Veiros: marcelaveiros@gmail.com
Rossana Pacheco da Costa Proença: rossana@mbox1.ufsc.br / (48) 3721-2218 / (48) 3721-5042

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais
Padronização
A Organização Mundial da Saúde recomenda que as informações nutricionais nos rótulos sejam padronizadas, precisas e compreensíveis, que permitam a comparabilidade entre alimentos similares e auxiliem na determinação do consumo. Para isso, aconselha que haja monitoramento dessas informações fornecidas aos consumidores, como também que se utilize a rotulagem nutricional como um instrumento de educação para o consumo.

 Brasil aceita variação
Apesar dessas recomendações, a legislação brasileira permite que sejam declarados nos rótulos de alimentos porções com tamanhos diferentes daquelas recomendadas. É permitido que a porção nos rótulos seja até 30% maior ou menor que a recomendada pela legislação. Por exemplo, os biscoitos que têm porção recomendada de 30 gramas, podem declarar nos rótulos porções de 21 a 39 gramas. Além disso, nem todos os alimentos têm uma porção recomendada na legislação, como é o caso dos pratos prontos para o consumo, como lasanhas e pizzas. Para esses alimentos, a porção deve corresponder até 500 kcal do alimento.

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Laboratório de Protozoologia celebra 30 anos dedicados à pesquisa e à formação

06/07/2012 07:48

Desde a fundação, mais de 100 estudantes de graduação e de pós-graduação realizaram sua formação científica no laboratório

Referência estadual para o diagnóstico da doença de Chagas e de leishmanioses no período de 2001 a 2010, desde 2003 reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como fiel depositário de amostras do patrimônio genético, com um banco de tecidos e de DNA de diferentes espécies animais e vegetais, o Laboratório de Protozoologia da UFSC comemora neste sábado, 7 de julho, 30 anos de fundação.

A data será marcada por uma confraternização no Hotel Torres da Cachoeira, no Norte da Ilha, reunindo representantes da Administração Central da UFSC , professores e estudantes que atuam no setor (veja programação abaixo). O fundador do laboratório, o professor e ex-reitor Bruno Schlemper Júnior, fará uma palestra sobre as três décadas do setor.

Ligado ao Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, o laboratório desenvolve estudos sobre diferentes espécies de parasitos humanos e animais, assim como sobre seus vetores (hospedeiros intermediários capazes de transmitir doenças). Desde o início, sua equipe colaborou com diferentes órgãos no auxílio do diagnóstico da doença de Chagas e de leishmanioses, doenças tropicais também chamadas de negligenciadas, em função do baixo investimento em pesquisas, sobretudo de empresas privadas, como a indústria farmacêutica. Também já foram desenvolvidos trabalhos com a esquistossomose e a malária.

No caso da leishmaniose, incluída pela Organização Mundial da Saúde entre as seis mais importantes doenças de origem parasitária no mundo, os processos de diagnóstico vêm avançando graças a técnicas sofisticadas de biologia molecular usadas no Laboratório de Protozoologia. As pesquisas também permitem verificar as linhagens mais virulentas dos parasitos, possibilitam estudos sobre a epidemiologia da doença e podem apontar os fatores de risco mais importantes na transmissão.

A equipe atua ainda em projetos de extensão que buscam familiarizar os médicos com a leishmaniose, doença que provoca feridas e é confundida com outras patologias como a hanseníase, câncer de pele e micoses. “Conseguimos um grande avanço com esses projetos. O reconhecimento dos sintomas já é bem mais comum nos hospitais do Estado”, explica o professor Mário Steindel, que divide a coordenação do Laboratório de Protozoologia com o professor Edmundo Grisard.

Outra importante linha de pesquisa da equipe é o estudo da atividade anti-Trypanosoma cruzi (que provoca a Doença de chagas) e anti-Leishmania spp. de espécies vegetais da mata atlântica e do cerrado. O trabalho inclui também a investigação de compostos sintéticos que possam colaborar com o combate destas doenças.

Projetos Genoma
O desenvolvimento de modernas técnicas de biologia molecular no Laboratório de Protozoologia permitiu a ampliação das ações para a área da genômica (que possibilita o sequenciamento de genes de diferentes organismos, informação básica para busca de aplicações futuras).

Os trabalhos nesse campo iniciaram nos anos 90, com colaborações ao Projeto Genoma Brasileiro – Rede Nacional de Sequenciamento de DNA. Depois vieram o Programa de Investigações de Genomas Sul (PIGS); o Programa Genoma do Estado do Paraná (Genopar); o Projeto Genoma EST do Camarão Litopenaeus vannamei e o Projeto Genoma do Anopheles darlingi, entre outros que trabalham com espécies de importância médica, econômica ou social.

O Anopheles darlingi, por exemplo, é o principal transmissor da malária no Brasil. A expectativa é de que o sequenciamento de seu material genético forneça subsídios para compreensão das formas como a doença é transmitida e auxilie em novas estratégias de controle.

O Programa de Investigações de Genomas Sul levou ao mapeamento do genoma da bactéria Mycoplasma hyopneumoniae, causadora da pneumonia de suínos de criação e responsável por perdas significativas aos produtores. Alguns genes já foram escolhidos para testes diagnósticos e elaboração de vacinas.

“O sequenciamento completo ou de parte de um genoma é a base de um processo para que a informação contida no DNA seja explorada e compreendida por pesquisas em muitas áreas, como a genômica funcional e a proteômica”, salienta o professor Edmundo Grisard.

Segundo ele, com a evolução dos trabalhos, colaborações internacionais foram estabelecidas com diferentes instituições. Entre elas, a University of California Los Angeles (EUA), a Universidad Mayor de San Simon (Bolivia), a Pontificia Universidad Javeriana, a Universidade de Antioquia e Universidade del Tolima (Colombia) e com o Biomedical Research Centre, School of Medicine, Health Policy and Practice, da University of East Anglia (Inglaterra).

No Brasil, entre as principais instituições parceiras estão Instituto Oswaldo Cruz (RJ), Instituto Carlos Chagas (PR), Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Todos os trabalhos envolvem a formação de recursos humanos e vêm resultando na publicação de diversos trabalhos científicos. Desde a fundação, mais de 100 estudantes de graduação e de pós-graduação realizaram sua formação científica no laboratório.

Mais informações: http://proto.ufsc.br/ / (48) 3721-5516 / 3721-5517

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Programação:
9h30min – Abertura
– Profa. Roselane Neckel – Magnífica Reitora da UFSC
– Prof. Jamil Assreuy Filho – Pró-Reitor de Pesquisa da UFSC
– Profa. Sonia Gonçalves Carobrez – Diretora do CCB/UFSC
– Prof. Carlos Roberto Zanetti – Chefe do MIP/CCB

10h – Palestra Prof. Bruno Rodolfo Schemper Júnior
“Os 30 anos do Laboratório de Protozoologia da UFSC”

11h – Palestra Prof. Fernando de Ávila Pires
“Importância da Parasitologia na atualidade”

12h às 14h – Almoço

14h – Reapresentação do programa TV UFSC Entrevista

14h30min – Egressos e seus caminhos

Tags: doenças tropicaisLaboratório de ProtozoologiaUFSC