Aula inaugural celebra dez anos do curso de graduação em Arquivologia na UFSC

19/08/2019 12:24

A coordenadoria do curso de graduação em Arquivologia promove a aula inaugural do semestre em comemoração aos dez anos do curso na UFSC. O evento será realizado no dia 26 de agosto, a partir das 9h30, no Auditório do CFH, no bloco E. 

A aula será ministrada pelas professoras que compuseram o grupo idealizador do curso, Eliana Bahia e Úrsula Blattmann, contando um pouco dessa história.

Mais informações na página do curso.

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Excelência: conceito dos cursos da UFSC de Arquivologia e de Ciência e Tecnologia de Alimentos

16/05/2018 18:19

Obter a melhor nota em avaliações de cursos das instituições de ensino superior é um indicador bastante significativo para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Reflete o esforço de muitos agentes, o feedback de pesquisas, dá visibilidade ao que se avançou e implica na adoção de políticas nos pontos que ainda devem ser aperfeiçoados.

Neste mês de maio, Arquivologia, do Centro de Ciências da Educação (CED), e Ciência e Tecnologia de Alimentos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), foram os dois cursos avaliados pelo Ministério da Educação (MEC). Da estrutura analisada (que envolve a acadêmica e a administrativa) – instalações físicas, corpo docente, projeto pedagógico, grade curricular, produção científica, bibliografia e biblioteca – alcançaram a nota máxima 5, conceito de excelência.
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UFSC sedia ’13º Encontro Catarinense de Arquivos’, dias 27 e 28

22/11/2017 11:07

A Associação de Arquivistas do Estado de Santa Catarina (AAESC), em parceria com o Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (Apesc) e o curso de Arquivologia da UFSC, promove o XIII Encontro Catarinense de Arquivos, nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório da Reitoria. O tema principal do evento é: “Arquivos: da gestão ao patrimônio documental”. 
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UFSC sedia Encontro Catarinense de Arquivos em novembro

06/10/2017 11:08

A UFSC sedia o XIII Encontro Catarinense de Arquivos, que ocorre nos dias 27 e 28 de novembro, no auditório da Reitoria. Após 10 anos sem acontecer, a Associação de Arquivistas do Estado de Santa Catarina (AAESC) em parceria com o Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (Apesc) e apoio do curso de Arquivologia da UFSC promove o evento.

O prazo para submissão de trabalhos encerra dia 11 de outubro, e as propostas devem ser de trabalhos completos contendo de 7 a 10 páginas, alinhadas ao tema principal do evento “Arquivos: da gestão ao patrimônio documental”, e com os três eixos temáticos: gestão de documentos, patrimônio documental e interdisciplinaridade e arquivologia.

Mais informações sobre a submissão de trabalhos e inscrições no site do evento

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Segunda edição do Seminário em Arquivos Contemporâneos será realizada em 25 de agosto

17/08/2017 11:19

O Núcleo de Pesquisa e Estudos em Arquivos Contemporâneos (Nupeac), o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e o curso de Graduação em Arquivologia da UFSC irão promover O II Seminário em Arquivos Contemporâneos  no dia 25 de agosto. O evento será realizado no Auditório do Hospital Universitário da UFSC e o objetivo é reunir pesquisas e práticas existentes de apoio a gestão de documentos na área da Ciência da Saúde.

A atividade é destinada a pesquisadores da UFSC e de outras instituições, arquivistas, bibliotecários, dirigentes e/ou representantes da documentação na área da Saúde.

Programação e mais informações na página do evento.

 

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UFSC promove 1ª Semana Nacional dos Arquivos de 5 a 9 de junho

02/06/2017 15:41

A Coordenadoria do Arquivo Central da Pró-Reitoria de Administração da UFSC irá promover ações na I Semana Nacional dos Arquivos, de 5 a 9 de junho. A programação, com o tema “Arquivos abertos, cultura e patrimônio”, incluirá a realização de palestras, a exibição de um documentário, a exposição de documentos e visitas guiadas. A I Semana Nacional de Arquivos é um evento de abrangência nacional, de iniciativa do Arquivo Nacional e da Fundação Casa de Rui Barbosa, que convida instituições arquivísticas a promover ações locais para divulgar o patrimônio documental e os serviços de arquivo. 

O evento é gratuito e será aberto a toda comunidade universitária. 
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UFSC participa da 1ª Semana Nacional de Arquivos

29/05/2017 18:25

O curso de graduação em Arquivologia UFSC, o Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (APESC) e a Associação de Arquivistas do Estado de Santa Catarina (AAESC) promovem, juntos, a I Semana Nacional de Arquivos no estado. As entidades realizam atividades integradas com a finalidade de promover a difusão e compartilhamento de informação acerca de arquivos.

A I Semana Nacional de Arquivos é uma iniciativa do Arquivo Nacional (AN) e da Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB) por deliberação do Plano Setorial de Arquivos, desenvolvido no âmbito do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), com o intuito de incentivar iniciativas de difusão de acervos e da prática arquivística de diferentes maneiras.

Programação:

Exposição “Ponte Hercílio Luz: marco do orgulho catarinense”
– Local: Hall da Biblioteca Central da UFSC
– Data: 29 de maio a 1º de julho.

Palestra com Ana Maria Soares, da Gerência de Gestão Documental do Arquivo Público do Estado de SC (APESC): “O Sistema Administrativo de Gestão Documental do Estado de Santa Catarina; e o Sistema de Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade de Documentos-SCTD”.
– Local: Auditório da Biblioteca Central | UFSC
– Data: 07 de junho
– Horário: 9h30

Oficina de Metodologia de Identificação para a Classificação Arquivística
– Descrição: A oficina busca apresentar a metodologia de identificação arquivística utilizada no processo de construção de planos de classificação. Apresenta uma breve introdução aos conceitos de classificação, com foco em exercícios práticos de aplicação da metodologia.
Ministrantes: Professoras Evelin Mintegui (FURG/RS) e Graziela Martins de Medeiros (UFSC/SC)
Horário: 14h às 18h.
Incrições
– Associados: gratuito
– Não-associados: R$50

Mais informações na página da AAESC no Facebook.

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Nota de Pesar: Márcia da Silva Cardoso, estudante de Arquivologia

08/05/2017 15:36

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento da estudante do curso de graduação em Arquivologia, Márcia da Silva Cardoso. Márcia já era formada em Biblioteconomia, também pela UFSC, em 2016. A estudante morreu no sábado, 6 de maio, e o velório e sepultamento foram realizados no domingo, 7 de maio, no Cemitério do Rio Vermelho.

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Aula inaugural do curso de Arquivologia será dia 6 de setembro

02/09/2016 17:00

A aula inaugural do curso de Arquivologia, com o tema “A importância da gestão da informação na recuperação de ativos procedentes de corrupção”, será realizada no dia 6 de setembro, às 9h, no auditório do EFI. O palestrante será o professor Rogério Henrique de Araújo Junior (Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília).

A proposta de tema é resultado de um projeto de pesquisa realizado na antiga Controladoria-Geral da União, hoje Ministério da Transparência. Na aula será contextualizado a gestão da informação e o uso das bases de conhecimento, sobretudo documentos de arquivo, na montagem de um sistema de inteligência. Um tema atual que vai apoiar o argumento de fundo que é o papel do arquivista na gestão documental e da informação.
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Novo curso de Ciência da Informação inicia primeiro semestre letivo

22/03/2016 18:11
O novo curso tem 15 alunos matriculados em seu primeiro semestre letivo. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O novo curso tem 15 alunos matriculados em seu primeiro semestre letivo. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O primeiro semestre letivo de 2016 é também o primeiro semestre do novo Bacharelado em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  O novo curso é resultado de uma reestruturação dos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia e é o primeiro no Brasil com grade curricular comum com essas outras formações.

O curso foi viabilizado após mudanças na atuação de docentes e novos laboratórios em um núcleo comum, compartilhado entre as três graduações. Foram ofertadas 20 vagas para a primeira turma, das quais 15 foram preenchidas.

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UFSC sedia I Encontro dos Profissionais de Arquivo de Santa Catarina

20/10/2015 09:25

A UFSC sedia, nesta terça-feira, 20 de outubro, o I Encontro dos Profissionais de Arquivo do Estado de Santa Catarina, com o apoio do Centro Acadêmico Livre de Arquivologia. O evento é realizado no auditório do Espaço Físico Integrado (EFI), e reúne arquivistas, técnicos de arquivo e demais profissionais que trabalham na área.

O Encontro teve início às 8h30 e segue, durante a manhã, com a palestra da professora Maria Lourdes Blatt Ohira, que trata sobre a retrospectiva da arquivologia no estado. Além disso, ocorre também uma mesa de discussão com o tema: “Me formei, e agora? Concurso público, consultoria e carreira acadêmica”.

Durante a noite, haverá a celebração da fundação oficial da Associação dos Arquivistas do Estado de Santa Catarina, criada para promover a valorização dos profissionais do ramo, propagando ações e procedimentos que valorizem os arquivos. A participação no Encontro dá direito a certificado.
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Pós em Ciência da Informação promove seminário integrado de pesquisa

06/10/2015 14:23

O I Seminário Integrado de Pesquisa em Ciência da Informação será realizado no Espaço Físico Integrado (EFI) da UFSC nos dias 13 e 14 de outubro. O evento discute as pesquisas em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e suas repercussões nos cursos de Biblioteconomia e de Arquivologia e na comunidade de profissionais das áreas relacionadas.

A apresentação de resultados parciais de pesquisa e discussão dos projetos com um público que trabalha com os registros do conhecimento científico objetiva integrar os alunos de graduação e profissionais nos projetos de pesquisa e apresentar as possibilidades de desenvolvimento de trabalhos na área.

O evento ocorre nos dias 13 e 14 de outubro das 10h às 12h e no dia 13 de outubro também das 18h30 às 22 horas. A participação é gratuita e será fornecido certificado aos participantes. Paralelamente será realizada a Jornada Acadêmica da Arquivologia.

Mais informações sobre a programação e inscrições no site.

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Primeira trans a usar nome social na UFSC se forma em Arquivologia

25/08/2015 15:35

Foto Henrique Almeida Foto Henrique Almeida“Olha, vou confessar que não estava muito ansiosa não. Mas ontem caiu a ficha e hoje estou mais emotiva”, contava Patrícia Aguilera um dia antes de sua formatura no curso de Arquivologia da UFSC, na última quinta-feira. Na cerimônia, a sensibilidade continuava à flor da pele: escolhida como oradora para fazer o discurso em nome da turma, em vários momentos deixou derramar lágrimas e falou com voz embargada, mesmo com o texto repleto de toques bem- humorados. Na voz dela, chamava ainda mais a atenção o trecho em que celebrava os formandos terem “seus nomes perpetuados na Universidade Federal de Santa Catarina”.

O nome que ela perpetua na UFSC tem uma história especial. Patrícia foi a primeira transexual que teve o direito a usar o nome social na Universidade e a primeira com nome social a se formar. No caso dela, que conseguiu também a mudança de registro civil, será esse também o nome que estará no diploma. Foi também a primeira a conseguir essa retificação de nome em Florianópolis. Para quem não faz essa mudança, aparece no diploma o nome civil, mas, durante seu período na Universidade, usa o nome social em todas as atividades, conforme resolução aprovada em 2012 e modificada no dia 13 de agosto pelo Conselho Universitário (CUn).

Ela já usa o nome social, como parte importante de sua identidade, há vários anos. Desde criança, percebia que tinha um jeito mais delicado que os dos outros meninos. Na oitava série, estudava no Instituto Estadual de Educação e reprovou em Educação Física. “Eu simplesmente não ia à aula; em vez disso, fazia teatro.” Quando o pai foi chamado ao colégio para ser comunicado da reprovação, disse que conversariam melhor em casa. “Chovia muito e até quis me molhar bastante, para ver se ele ficava com pena.” Não ficou. Ela conta que apanhou muito, com cabo de madeira na cabeça, até desmaiar. Acordou amarrada numa cadeira, sangrando pela boca, nariz e orelhas e permaneceu presa por três dias. “Lembro que a cadeira ficava perto da janela, e eu ficava vendo a chuva cair do lado de fora. Mas não lembro quem me desamarrou.”

Logo após ser solta, saiu de casa, ainda com as roupas do colégio. Conseguiu abrigo com o grupo de teatro e em seguida recorreu ao Conselho Tutelar. “Nessa época eu não conhecia nada do mundo gay, nunca tinha ficado com um menino, nada”, diz. Começou a usar o nome quando foi trabalhar em uma casa noturna dirigida ao público LGBT, mas era uma fase de transição. “Era uma coisa meio mutante ainda. De dia, usava roupas de menino, até que uma vez, na fila do mercado, ouvi uma criança perguntar para a mãe por que aquela moça, que era eu, estava vestida como homem. Aí resolvi me assumir de vez como Patrícia”, conta.

Em 2011, quando entrou na UFSC, já se identificava sempre como mulher, e a Universidade já havia aprovado o direito de uso do nome social, mas encontrou dificuldades na matrícula. “O funcionário simplesmente não entendia o que eu queria; eu quase desisti. Então ele me deu uma folha em branco e pediu que escrevesse ali qual era meu pedido”, lembra. Como não obteve resposta, acabou entrando só no semestre seguinte. “Participei de um monte de reuniões, conversei com reitor. Eu dizia ‘o que eu vou fazer na sala com nome de homem?’; explicava de novo, mas, no final, tudo o que pedi naquele dia foi aceito.”

As dificuldades continuaram, todas relacionadas aos processos operacionais internos. “O nome no moodle não batia, depois era no CAGR. Tinha uma disciplina em que estavam lá os dois nomes, o social e o civil, como se fossem duas pessoas, mas com o mesmo número de matrícula. Eu agia como se fosse mesmo outra pessoa, não respondia. Houve vezes em que precisei explicar para o professor, porque ele não achava meu nome para dar a nota no final do semestre. Foi um processo de aprendizado também para a Universidade, acho, porque, à medida que eu encontrava esses problemas, iam se criando as soluções”, avalia. Por outro lado, diz que foi acolhida desde o começo no CED, sempre chamada de Patrícia e bem-relacionada na turma, tanto que foi escolhida como representante de classe.

Enquanto prosseguia sua trajetória acadêmica, também participou de comissões e ajudou a orientar novas alunas trans que entraram na Universidade. “Eu deixo um legado positivo para os futuros e futuras estudantes. Não foi uma conquista só para mim; é como um filho que não gerei sozinha, mas que teve minha parcela de contribuição. Acredito que as coisas serão mais fáceis para os próximos.” Parte importante dessas conquistas, considera, deve-se à sua disposição para o diálogo. “Em algumas horas a gente precisa se impor, eu sempre soube disso, mas também tem hora de pedir e conversar. E foi assim que eu consegui as coisas”, explica.

Ao completar o curso, além de deixar às próximas gerações uma UFSC diferente, ela se vê como uma Patrícia diferente. “Mais aberta, mais madura. Agreguei muita coisa nesses quatro anos. Eu achava que, quando alguém me olhava, estava zombando; mas não penso mais assim. Há muita experiência daqui que vou carregar para sempre comigo.”

Fábio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

Revisão: Claudio Borrrelli/Revisor de Textos da Agecom/DGC/UFSC

Fotografia: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

 

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Arquivos de Getúlio e Alzira Vargas contam parte da história do país

21/09/2012 15:31

Professora Letícia Borges Nedel falou sobre seu estágio pós-doutoral sobre os arquivos de Getúlio e Alzira Vargas

A professora Letícia Borges Nedel, do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, esmiuçou as relações entre arquivística e história na aula magna do curso de Arquivologia proferida na manhã de quinta-feira, dia 20, no auditório da Reitoria. Ela manteve a plateia atenta durante toda a exposição, intitulada “Entre a casa e a rua, entre arquivos e coleções: os arquivos pessoais de Alzira Vargas do Amaral Peixoto e Getúlio Vargas”. O trabalho teve como base o estágio pós-doutoral que realizou a partir de 2006 no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), instituição acadêmica vinculada à Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especializada na guarda de arquivos pessoais de membros da história republicana.

Após citar o crescente interesse despertado pelos acervos privados, a professora falou do trabalho que realizou na organização do arquivo pessoal de Alzira Vargas junto ao setor de documentação do CPDOC, no Rio de Janeiro. Depois, detalhou aspectos relativos à vida pessoal e política da filha de Getúlio Vargas, mulher de temperamento forte que, sem ter se filiado a partidos, era especialista em ações políticas de bastidores e tomou para si a guarda do espólio do pai até que ele fosse destinado ao CPDOC, fundado em 1973 por Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta de Getúlio. Na Fundação Getúlio Vargas estão os acervos do pai, conhecido como Fundo GV, e o da filha, batizado de Fundo AVAP.

Letícia Nedel disse que só há pouco tempo os bens patrimoniais domésticos passaram a ser custodiados por instituições públicas, ampliando as perspectivas de diálogo entre a história e a arquivologia. O espólio documental da família Vargas, por exemplo, é de grande riqueza temática e foi muito consultado pelos historiadores, embora franqueados a poucos escolhidos por Alzira, detentora de seus direitos. O que vem desafiando a arquivística é que cada fundo é criado na informalidade e, portanto, expõe as idiossincrasias de seus produtores. “Por isso, eles têm uma excepcionalidade e uma arbitrariedade intrínsecas”, afirmou a professora.

De leis a desabafos – No caso do acervo de Alzira Vargas, há documentos originais ao lado de suportes inusitados, como agendas e papel usado para embalar pães. No espólio de Getúlio, até um mapa astral foi encontrado. Pai e filha circularam por diferentes meios oficiais, embora os ambientes tenham sido os mesmos durante o tempo em que trabalharam lado a lado, no Estado Novo.

O espólio de Getúlio Vargas ficou mais de 20 anos em poder de Alzira, sem ser consultado, e depois foi liberado a quem ela considerava digno de sua confiança. Como ela também produziu material extenso e de valor, “os arquivos de Getúlio e Alzira se iluminam mutuamente, e o dela dá visibilidade ao dele”, de acordo com a palestrante. Cerca de 30 mil documentos foram produzidos entre 1930 e 1954, ano do suicídio de Getúlio, registrando especialmente aspectos da política e da administração pública. O espólio de Alzira tem em torno de quatro mil documentos.

No material, há relatórios, leis, papéis administrativos e correspondências que dão conta de crises na relação do presidente com o parlamento, além de certidões, diplomas, papéis rabiscados, listas de compras, entrevistas, notas incidentais e até desabafos íntimos.

De volta ao poder – O espólio de Alzira é mais complexo, segundo a professora, pela marca da informalidade e do caráter autobiográfico. “Ela dizia que fazer política implicava em telefonar, manter alguns amigos e ter informação privilegiada”, conta Letícia Nedel. Terceira filha de Getúlio, Alzira viveu entre 1914 e 1992 e aos 20 anos já se estabeleceu como biógrafa do pai. Casou-se em 1939 com Ernani do Amaral Peixoto, nomeado interventor federal no estado do Rio de Janeiro dois anos antes, e dizia que a verdade está nos papéis, e não no que o povo diz saber. Perdeu todas as ilusões com a política, mas se manteve fiel ao clã. Com o pai deposto em 1945, tornou-se sua interlocutora e escudo, articulando sua volta ao poder nas eleições de 1950.

Chamada de Alzirinha, tinha amigos, inimigos e aliados em todos os partidos. O livro “Getúlio, meu pai” marcou o início de sua carreira de memorialista, com tom autobiográfico. Mais tarde, já como D. Alzira, se aproximou mais dos historiadores e brasilianistas do que dos jornalistas, marcando o início da volta dos pesquisadores aos arquivos, hábito abandonado durante a ditadura. “O despertar de um novo interesse pela história passou pelos arquivos de Getúlio e Alzira Vargas”, garante a professora. “Alzira usou os documentos sob sua guarda para fazer valer a versão pessoal dos acontecimentos da vida de Vargas. Neste sentido, assumiu o compromisso de colocar a história do país a serviço da memória do pai”.

Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista da Agecom / UFSC

Fotos: Wagner Behr / Agecom / UFSC

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Aula magna do Curso de Arquivologia

17/09/2012 13:50

Letícia Nedel

A Coordenação do Curso de Graduação em Arquivologia promove a Aula Magna do semestre 2012/ nesta quinta-feira, 20 de setembro, às 8h30min, no auditório da Reitoria, com o tema: “Entre a Casa e a Rua, entre Arquivos e Coleções: os arquivos pessoais de Alzira Vargas do  Amaral Peixoto e Getúlio Vargas”, ministrada pela professora Letícia Borges Nedel, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas.

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Relatos e apresentações científicas marcam 3ª Semana de Arquivologia

04/05/2012 12:11
Relatos e apresentações na Semana de Arquivologia

Foto: Brenda Thomé/bolsista de Jornalismo na Agecom

Com a palestra “Arquivo, memória e patrimônio: experiências de pesquisa a partir do acervo do Arquivo Histórico de Joinville”, da professora da UFSC Janine Gomes da Silva, foi encerrada na manhã desta sexta-feira, dia 4, a III Semana Acadêmica de Arquivologia. O evento, aberto quarta-feira no auditório do Centro de Ciências da Educação, contou com apresentações científicas, relatos de experiências de estágios por alunos do curso, lançamento de livro, palestras e shows artísticos. O curso, criado em agosto de 2009, começou a funcionar em março do ano seguinte e chegou agora na quinta fase.

Além da palestra de encerramento, falaram durante o evento os professores Norberto Dallabrida, Gladys Mary Ghizoni, Janice Gonçalves, todos da Udesc, e Clarissa Stefani, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, que abordaram temas como arquivos educacionais, memória e patrimônio e ergonomia aplicada ao setor de arquivos. De sua parte, os alunos relataram experiências com arquivos diversos, pertencentes a historiadores, empresas privadas e à própria Universidade Federal de Santa Catarina, como a Pró-reitoria de Ensino de Graduação e o Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia.

De acordo com a coordenadora do curso, professora Eliane Maria dos Santos Bahia, o principal objetivo das semanas acadêmicas de Arquivologia é dar visibilidade ao curso. Outra meta é trazer para a Universidade os principais debates que estão em pauta nas mesas de discussões do segmento no Brasil e no mundo. No dia 28 de agosto haverá uma aula magna com o respeitado professor José Maria Jardim, da UniRio, para os calouros do segundo semestre de 2012.

A professora Ursula Blattmann, que também ajudou a implantar o curso, destaca a importância crescente dos profissionais da arquivologia, área que ganha força com a necessidade de guardar e preservar as documentações de escolas, hospitais, cartórios e empresas públicas e privadas. “Não há profissionais especializados atuando em todos esses lugares”, afirma a professora. Por isso, é comum ocorrer a destruição de acervos, seja por problemas de acondicionamento, seja por fatores externos, como enchentes (a exemplo do que ocorreu no ano passado em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí).

O curso da UFSC é o primeiro do Estado (há apenas 15 no Brasil) e surgiu em função do campo que se abre para este campo no país. A demanda cresceu a partir da sanção das leis 8.159, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, e 12.527, chamada de Lei de Acesso à Informação, que faculta a todos os brasileiros o acesso a arquivos sigilosos, como os que remetem ao período da ditadura militar.

Na UFSC, onde o curso tem 150 alunos (outros 30 entrarão no segundo semestre), a primeira turma será formada em 2013.

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

 

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Alunos de Arquivologia ajudam a conservar documentos da Biblioteca Universitária

03/05/2012 12:35

Obras raras recuperadas por alunos de Arquivologia

Um memorando enviado ao governo da província por representantes da Colônia Blumenau, em abril de 1876, solicitando informações sobre o projeto da construção de pontes e estradas no Vale do Itajaí, é um dos muitos documentos guardados da Biblioteca Universitária da UFSC que vêm sendo objeto de estudo e tratamento por alunos do curso de Arquivologia da instituição. Esse trabalho se tornou possível graças a uma parceria entre o setor de Obras Raras da BU e a coordenação do referido curso, através das professoras Eliana Maria dos Santos Bahia e Ursula Blattmann, permitindo que os estudantes comecem, dentro da própria Universidade, a lidar com acervos semelhantes aos que vão manipular na futura atividade profissional.
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II Seminário de Arquivologia da UFSC discute a profissão

27/09/2011 18:39

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Maria Teresa: livros didáticos produzidos entre 1930 e 1960 influenciaram formação mais humanística em SC - Foto: Brenda Thomé

O curso de Arquivologia realizou segunda e terça  (26 e 27) o II Seminário de Arquivologia. O evento, todo organizado pelos graduandos da UFSC, conta com a participação de alunos e professores da Udesc e de outras regiões do Estado. O seminário tem como objetivo discutir a profissão e falar sobre a I Conferência Nacional de Arquivologia (I CNARQ), que vai ser realizada entre 15 e 17 de dezembro, em Brasília.

Na palestra desta terça, a professora de História da Udesc Maria Teresa Santos Cunha falou sobre “O Historiador no Arquivo: um estudo sobre os livros do Museu da Escola Catarinense”. A palestrante contou como os livros didáticos entre 1930 e 1960 influenciaram a formação de professores do estado até 1970. “Nós buscamos entender de que forma os livros daquela época eram lidos, e quais eram lidos. Chegamos a conclusão que a maioriadas obras da Escola Normal de SC era de formação humanística, enciclopedista. Havia poucos livros técnicos de física e química, por exemplo, então a formação de professores aqui no estado até 1970 era mais humanística que técnica”.

A I Conferência Nacional de Arquivos, que acontecerá em Brasília, tem como objetivo propor ao Governo Federal um conjunto de ações e metas com prazos acerca da implantação do Plano Nacional de Arquivos. Eliana Bahia, coordenadora do curso de Arquivologia, explica que o novo plano procura atualizar a lei dos arquivos do Brasil. “A lei nacional é de 1991, então não acompanha a evolução do século XXI. Toda evolução passa também pela memória documental, institucional, e temos que promover um olhar contemporâneo nesse assunto”.

A conferência em Brasília terá seis eixos de discussão: Regime jurídico dos arquivos no Brasil e a Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 1991; a administração pública e a gestão de arquivos; políticas públicas arquivísticas; acesso aos Arquivos, Informação e Cidadania; e arquivos privados; e Educação, Pesquisa e Recursos Humanos para os Arquivos.

Antes do encontro em Brasília ocorrerão as cinco conferências regionais. A da região Sul será realizada no Rio Grande do Sul entre 21 e 22 de outubro. A UFSC participará com 250 congressistas.


Por José Fontenele/Bolsista de Jornalismo da Agecom

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