Relatos e apresentações científicas marcam 3ª Semana de Arquivologia

04/05/2012 12:11
Relatos e apresentações na Semana de Arquivologia

Foto: Brenda Thomé/bolsista de Jornalismo na Agecom

Com a palestra “Arquivo, memória e patrimônio: experiências de pesquisa a partir do acervo do Arquivo Histórico de Joinville”, da professora da UFSC Janine Gomes da Silva, foi encerrada na manhã desta sexta-feira, dia 4, a III Semana Acadêmica de Arquivologia. O evento, aberto quarta-feira no auditório do Centro de Ciências da Educação, contou com apresentações científicas, relatos de experiências de estágios por alunos do curso, lançamento de livro, palestras e shows artísticos. O curso, criado em agosto de 2009, começou a funcionar em março do ano seguinte e chegou agora na quinta fase.

Além da palestra de encerramento, falaram durante o evento os professores Norberto Dallabrida, Gladys Mary Ghizoni, Janice Gonçalves, todos da Udesc, e Clarissa Stefani, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, que abordaram temas como arquivos educacionais, memória e patrimônio e ergonomia aplicada ao setor de arquivos. De sua parte, os alunos relataram experiências com arquivos diversos, pertencentes a historiadores, empresas privadas e à própria Universidade Federal de Santa Catarina, como a Pró-reitoria de Ensino de Graduação e o Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia.

De acordo com a coordenadora do curso, professora Eliane Maria dos Santos Bahia, o principal objetivo das semanas acadêmicas de Arquivologia é dar visibilidade ao curso. Outra meta é trazer para a Universidade os principais debates que estão em pauta nas mesas de discussões do segmento no Brasil e no mundo. No dia 28 de agosto haverá uma aula magna com o respeitado professor José Maria Jardim, da UniRio, para os calouros do segundo semestre de 2012.

A professora Ursula Blattmann, que também ajudou a implantar o curso, destaca a importância crescente dos profissionais da arquivologia, área que ganha força com a necessidade de guardar e preservar as documentações de escolas, hospitais, cartórios e empresas públicas e privadas. “Não há profissionais especializados atuando em todos esses lugares”, afirma a professora. Por isso, é comum ocorrer a destruição de acervos, seja por problemas de acondicionamento, seja por fatores externos, como enchentes (a exemplo do que ocorreu no ano passado em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí).

O curso da UFSC é o primeiro do Estado (há apenas 15 no Brasil) e surgiu em função do campo que se abre para este campo no país. A demanda cresceu a partir da sanção das leis 8.159, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, e 12.527, chamada de Lei de Acesso à Informação, que faculta a todos os brasileiros o acesso a arquivos sigilosos, como os que remetem ao período da ditadura militar.

Na UFSC, onde o curso tem 150 alunos (outros 30 entrarão no segundo semestre), a primeira turma será formada em 2013.

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

 

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